<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; investimentos</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/tag/investimentos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 15:43:30 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>&#8221;Fundo do pré-sal será para todos&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[estaleiros]]></category>
		<category><![CDATA[fundo social]]></category>
		<category><![CDATA[indústria naval]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[royalties]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16722</guid>
		<description><![CDATA[Dilma vê avanço no fundo social

Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP
Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dilma vê avanço no fundo social</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" alt="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário sobre o tema na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.</p>
<p>A iniciativa do seminário tem como objetivo discutir pontos da proposta do novo modelo regulatório de exploração e produção de petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobrás como única operadora dos campos do pré-sal. Em entrevista coletiva antes de sua participação no seminário, Dilma disse que a partilha vai ser direcionada para a redução da pobreza, investimentos em ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura.</p>
<p>Pelo menos 22% dos royalties obtidos com a exploração do pré-sal serão destinados àqueles Estados fora da faixa litorânea onde se encontram as bacias petrolíferas.</p>
<p>&#8220;Os royalties estão num contexto secundário. Os projetos ainda não são definitivos, mas o grande avanço é o fundo social&#8221;, argumentou Dilma. Ela ressaltou que caberá a cada Estado reivindicar sua parcela de lucro &#8211; os royalties &#8211; gerado pela exploração do óleo em suas áreas limítrofes.</p>
<p>A ministra garantiu que o Brasil tem os investimentos necessários à exploração do petróleo, citando a importância da Petrobrás e seu fluxo de caixa, a participação dos investidores privados nacionais e internacionais, bem como a inserção financeira dos bancos.</p>
<p>&#8220;Nós não temos estimativa do custo dessa extração, assim como também não temos certeza do potencial de nossas reservas nesses campos&#8221;, disse Dilma, citando a necessidade da operação constante de pelo menos 300 embarcações exclusivas para o transporte do produto.</p>
<p>Paralelamente aos royalties e aos recursos do fundo social do pré-sal, Dilma Rousseff citou dezenas formas de os Estados, entre eles Santa Catarina, se beneficiarem com os dividendos da exploração.</p>
<p>Uma cadeia produtiva, segundo ela, de subprodutos, como a instalação de estaleiros para a construção de navios especiais e até mesmo algumas indústrias (moveleiras e de metalomecânicas) poderá se beneficiar do processo de exploração por um longo período. Até 2013, ressaltou, a Petrobrás investirá, em vários setores, US$ 174 bilhões.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Acelerada, economia do Nordeste atrai grandes empreendimentos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[shopping]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16715</guid>
		<description><![CDATA[Investimentos: Capitais e cidades do interior registram crescimento robusto de vendas

Leo Caldas/Titular/Valor

 Paes Mendonça: &#8220;Temos setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece ao consumidor o que há de melhor&#8221; 


Shirley Ribeiro , para o Valor, de Vitória
Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Investimentos: Capitais e cidades do interior registram crescimento robusto de vendas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
<span style="font-size: x-small;">Leo Caldas/Titular/Valor</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002391/imagens/foto24rel-norddeste-f12.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<em> Paes Mendonça: &#8220;Temos setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece ao consumidor o que há de melhor&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;">Shirley Ribeiro , para o Valor, de Vitória</p>
<p>Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das pesquisas de mercado e essas, atualmente, têm apontado a direção Nordeste como o rumo certo para bons negócios. A ampliação do poder de compra das classes C e D combinada com a maior capacidade de atração de indústrias são fatores que têm acelerado a economia nordestina, com efeito palpável no comércio.</p>
<p>&#8220;Estamos registrando taxas de crescimento de vendas com índices chineses&#8221;, diz Sérgio Gomes, do grupo cearense North Empreendimentos. &#8220;Em maio de 2009, os shoppings venderam 18% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Em junho essa taxa foi de 16%. Na média do ano, estamos com crescimento de 8% e isso pode ser superado se o Natal ficar dentro das expectativas&#8221;, afirma. O grupo administra, atualmente, três shoppings na região metropolitana de Fortaleza.</p>
<p>Para o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, que comanda uma das mais bem-sucedidas carteiras de shoppings do Nordeste, esse aquecimento é resultado, também, do trabalho desenvolvido pelos empreendedores e lojistas nos últimos anos. &#8220;Hoje temos um setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece para o consumidor o que há de melhor no segmento de shoppings. Por isso, não ocorreu desaceleração nesse segmento no Nordeste em função da crise, e nós continuamos a crescer&#8221;, diz o empresário.</p>
<p style="text-align: center;">O presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings do Estado do Ceará (Alshop), Abílio do Carmo, diz que os números são bons e vão ficar ainda melhores. &#8220;Eu não tenho dúvida sobre o potencial de crescimento de shoppings no Ceará e também em outros Estados do Nordeste. A classe C, que sempre foi muito grande na nossa região, melhorou de vida e foi às compras. E os shoppings são a melhor opção, porque são modernos, concentram muitas lojas e oferecem lazer&#8221;, analisa o dirigente. De acordo com ele, ainda há potencial para a instalação de novos empreendimentos na Grande Fortaleza, principalmente nos municípios de Eusébio e Aquiraz. &#8220;Os lojistas estão prontos para investir. É só abrir o shopping&#8221;, garante.<br />
<img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002391/imagens/arte24rel-nordeste-f12.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p>O sucesso dos shoppings nordestinos impulsiona novos investimentos nas capitais e também em algumas cidades do interior e do litoral. Entre 2009 e 2012 serão inaugurados ou expandidos mais de dez, incluindo dois de grande porte que serão âncoras da criação de bairros em Salvador e São Luis. Sobre a oportunidade de novos investimentos, Paes Mendonça reforça a visão de que é preciso ter eficiência. &#8220;O mercado de shoppings é como coração de mãe, sempre cabe mais um. Mas isso não significa que todos darão resultados. Serão bem-sucedidos aqueles que forem adequados à demanda e souberem trabalhar para atender o público certo.&#8221;</p>
<p>Os planos do Grupo JCPM confirmam que há, sim, bastante espaço para novos investimentos. &#8220;Estamos construindo o nosso segundo shopping em Salvador, além de fazer investimentos na requalificação e modernização dos que já temos no Recife e em Aracaju. Outro plano é construir no Recife um shopping tão moderno quanto o Salvador Shopping&#8221;, resume Paes Mendonça. O Norte Shopping, novo empreendimento do grupo na capital baiana, será inaugurado até novembro de 2010, nas imediações do aeroporto, com uma área bruta locável de 41,4 mil metros quadrados.</p>
<p>O grupo North também não para de investir, encorajado pelos resultados do último investimento &#8211; o Via Sul, inaugurado em dezembro de 2008, em Fortaleza. &#8220;Estamos investindo na expansão do Shopping Maracanaú, que incorporamos em 2003, e na remodelação do Shopping Caruaru, que acabamos de adquirir&#8221;, conta Sérgio Gomes. Segundo ele, o Maracanaú terá sua área triplicada e vai se consolidar como shopping regional, atendendo a consumidores de diversas cidades no entorno da capital.</p>
<p>O projeto de investimento no empreendimento adquirido em Caruaru, cidade a cem km de Recife, já começou com o lançamento das promoções de Natal. &#8220;Há um grande potencial não explorado na cidade. Não tem nenhum cinema funcionando, por exemplo. Então, vamos colocar três salas de cinema modernas, lojas âncoras inéditas na região e opções de lazer&#8221;, antecipa o empresário. Ao mesmo tempo, o grupo tira do papel o projeto do Fortaleza Fashion Mall, primeiro shopping de atacado do Ceará. &#8220;Fizemos o lançamento no dia 7 de novembro e já temos 40% dos espaços vendidos&#8221;, diz Gomes, acrescentando que a previsão é de que seja inaugurado ainda no primeiro semestre de 2010.</p>
<p>Entre os diversos investimentos planejados para inflar o setor de shoppings do Nordeste, dois se diferenciam por representarem um conceito ainda novo na região: o empreendimento de uso misto, no qual os shoppings são âncoras de novos bairros.</p>
<p>O grupo Sá Cavalcante escolheu São Luís para realizar seu primeiro empreendimento misto no Nordeste. &#8220;A base do investimento é o Shopping da Ilha, que será o maior do Maranhão e terá lojas-âncora inéditas, como a Renner, a Centauro e a Etna&#8221;, afirma Leonardo Cavalcante, diretor-superintendente da SC2, empresa do grupo que administra a área de shoppings.</p>
<p>No entorno do shopping, implantado em uma área de 176 mil metros quadrados e com previsão de inauguração para abril de 2011, será construído um complexo imobiliário com 1.600 apartamentos e 2.900 salas comerciais. Localizado na avenida Daniel la Touche, que nos últimos anos tem se transformado em um corredor comercial, o empreendimento está com 70% da área de lojas já comercializados. &#8220;Tivemos uma receptividade muito boa para o shopping, o que confirma a nossa expectativa&#8221;, acrescenta o executivo.</p>
<p>Em Salvador, a iniciativa é do grupo JHFS, um dos pioneiros nesse tipo de investimento no Brasil. O Horto Bela Vista ocupará uma área de 340 mil metros quadrados, com 19 torres residenciais e três comerciais, um hotel, centro de convenções, uma escola e o Shopping Bela Vista. &#8220;Um dos fatores que nos levaram a investir em Salvador foi ter encontrado um parceiro local, experiente na área de shoppings, o Grupo Euluz, interessado em integrar o nosso projeto&#8221;, observa Robert Bruce Harley, diretor-executivo de shoppings da JHFS.</p>
<p>A primeira fase do projeto, que engloba cinco torres de apartamentos e o shopping, foi lançada em outubro do ano passado e cerca de 70% das unidades residenciais já foram comercializadas. O Shopping Bela Vista terá 57 mil metros quadrados de área bruta locável, sendo que na primeira fase, a ser inaugurada em 2011, contará com 200 lojas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil se torna 4º maior credor dos EUA</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-se-torna-4%c2%ba-maior-credor-dos-eua/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-se-torna-4%c2%ba-maior-credor-dos-eua/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 13:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[moedas]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas]]></category>
		<category><![CDATA[USA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16498</guid>
		<description><![CDATA[Brasil se torna 4º maior credor dos EUA 
Investimento brasileiro em títulos americanos alcançou em setembro US$ 145 bilhões, o seu maior nível em 12 meses
Aumento das reservas e  busca por aplicações mais  seguras incentivam compra;  China, Japão e Reino Unido  são maiores credores dos EUA
 

 EDUARDO CUCOLO &#8211; FOLHA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><strong>Brasil se torna 4º maior credor dos EUA </strong></span></p>
<p><strong>Investimento brasileiro em títulos americanos alcançou em setembro US$ 145 bilhões, o seu maior nível em 12 meses</p>
<p>Aumento das reservas e  busca por aplicações mais  seguras incentivam compra;  China, Japão e Reino Unido  são maiores credores dos EUA</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><img class="aligncenter" src="http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20090409/fotoavulsa_08042009200003.jpg" alt="http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20090409/fotoavulsa_08042009200003.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><strong> <span style="background-color: #ffff99;">EDUARDO CUCOLO &#8211; FOLHA SP</span></strong></h2>
<p><strong></strong><br />
<span> DA SUCURSAL DE BRASÍLIA </span></p>
<p>O aumento no fluxo de dólares para o Brasil tem ajudado o  país a reforçar a sua posição como um dos maiores credores  do governo norte-americano.<br />
De acordo com o Tesouro dos  EUA, o investimento do governo brasileiro em títulos do país  alcançou em setembro o maior  nível em 12 meses. São US$ 145  bilhões que estão hoje financiando a dívida do país, o equivalente a quase dois terços das  reservas internacionais. Esse  valor coloca o Brasil como o  quarto maior credor dos EUA,  atrás apenas de China, Japão e  Reino Unido.<br />
No final do ano passado, o governo brasileiro havia reduzido  a aplicação nesses títulos, que  ficaram muito valorizados durante a fase mais aguda da crise,  quando investidores buscaram  proteção naquele que é considerado o investimento mais seguro do mundo.<br />
Ao vender esses papéis, e embolsar algum lucro, o país migrou para outras aplicações,  também consideradas seguras,  mas que pagavam juros maiores. É o caso de papéis de organismos multilaterais, como o  KfW (o BNDES alemão) e o BIS  (o BC dos bancos centrais).<br />
Apesar do aumento em termos absolutos, percentualmente, o país ainda está distante do recorde alcançado em junho de 2008. Na época, o Brasil aplicava 80% das suas reservas em títulos dos EUA. O governo buscava, naquele momento, tirar o dinheiro dos bancos internacionais, que já enfrentavam problemas de solvência.<br />
Uma das explicações para esse aumento nas compras é o  crescimento das reservas internacionais, que estão hoje no patamar recorde de US$ 235 bilhões. As reservas funcionam  como uma garantia para o país  em momentos de crise. Graças  a esse dinheiro, o Brasil deixou  de ser um devedor e é hoje credor em moeda estrangeira.<br />
Além dos papéis dos EUA, o  BC -que administra as reservas internacionais- mantém  esse dinheiro aplicado em bancos estrangeiros e em ativos como o ouro. Há ainda os recursos que estão no FMI -hoje o  país é credor do Fundo em mais  de US$ 5 bilhões.<br />
Ao contrário do Brasil, outros grandes credores mantiveram, e até aumentaram, essas  aplicações em papéis dos EUA  no momento mais agudo da crise. O Reino Unido, por exemplo, mais que dobrou sua participação nos últimos 12 meses.  Ultrapassou a posição brasileira em março deste ano, quando  o Brasil chegou a ficar atrás da  Rússia também. O Japão também aumenta gradativamente  suas aplicações.<br />
A China, maior credor dos  EUA, tem mantido o seu nível  de investimento estável nos últimos meses. O país asiático  possui hoje cerca de US$ 800  bilhões nos papéis, o que representa quase 25% da dívida americana em títulos nas mãos de  países estrangeiros.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-se-torna-4%c2%ba-maior-credor-dos-eua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Brasil o que melhor conseguiu combater a fome&#8221; ajudará savana africana em projetos agrícolas</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-o-que-melhor-conseguiu-combater-a-fome-ajudara-savana-africana-em-projetos-agricolas/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-o-que-melhor-conseguiu-combater-a-fome-ajudara-savana-africana-em-projetos-agricolas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[ActionAid]]></category>
		<category><![CDATA[Africa]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[combate a fome]]></category>
		<category><![CDATA[comércio mundial]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>
		<category><![CDATA[Embrapa]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[governo Lula]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Savana africana]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16271</guid>
		<description><![CDATA[

De Roma &#8211; VALOR
A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" alt="http://www.davidpatterson.com/Disney/savana.jpg" width="430" height="371" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">De Roma &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A indústria brasileira de equipamentos agrícolas poderá se beneficiar de uma iniciativa de Brasília de ajudar países africanos a cultivarem as Savanas, que são parecidas com o Cerrado brasileiro, acredita a Embrapa.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu ontem a iniciativa com líderes africanos, na FAO, em Roma. Lula quer reunir ministros de Agricultura do continente em Brasília, em abril, para examinar mecanismos de financiamento a serem levados à reunião de cúpula do G-20 em junho, no Canadá.</p>
<p>Atualmente, só 10% das Savanas estão cultivadas. A Embrapa já identificou 35 projetos de cooperação em 16 países e entraria com US$ 12,8 milhões.</p>
<p>Um projeto que começou a tomar corpo neste mês é para ajudar na exploração de 3 milhões de hectares em Moçambique, em cooperação com o Japão, que já ajudou por sua vez na exploração do Cerrado brasileiro.</p>
<p>Os japoneses entrarão com o dinheiro, cerca de US$ 300 milhões em dez anos; o Brasil, com a tecnologia; e os africanos, com a terra. A ideia é produzir soja, milho, arroz e outras commodities.</p>
<p>O presidente da Embrapa, Pedro Arraes, afastou a ideia de que se estaria estimulando a criação de concorrentes para o agronegócio brasileiro. &#8220;Tenho certeza de que a demanda vai aumentar globalmente muito. E, se não houver soja suficiente, os usuários partem para outro produto.&#8221;</p>
<p>A fome atinge 1,2 bilhão de pessoas. Nesse cenário, o Brasil é visto como um sucesso. A ONG ActionAid diz ter avaliado vários países e concluido que foi o Brasil o que melhor conseguiu combater a fome. (AM)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-o-que-melhor-conseguiu-combater-a-fome-ajudara-savana-africana-em-projetos-agricolas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>São Bartolomeu, a longa noite tucana</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 08:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[blecaute]]></category>
		<category><![CDATA[electricidade]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[linhas de transmissão]]></category>
		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16109</guid>
		<description><![CDATA[Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior
Ao querer transformar a queda de energia, causada por uma falha tripla nas linhas de transmissão de Furnas, no “apagão do governo Lula”, a oposição, com apoio da grande imprensa corporativa, mostra a estreita margem de ação que restou ao antigo bloco de poder do governo tucano. Reacender o Clube [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="imginterna alignleft" src="http://200.169.228.51/arquivosCartaMaior/FOTO/9/foto_col_8594.jpg" alt="" /><span style="background-color: #ffff99;">Gilson Caroni Filho &#8211; Carta Maior</span></h2>
<p>Ao querer transformar a queda de energia, causada por uma falha tripla nas linhas de transmissão de Furnas, no “apagão do governo Lula”, a oposição, com apoio da grande imprensa corporativa, mostra a estreita margem de ação que restou ao antigo bloco de poder do governo tucano. Reacender o Clube da Lanterna, fundado por Carlos Lacerda, em 1953, para combater o governo Vargas só amplia o blecaute em que vive a direita após duas derrotas em eleições presidenciais. De antemão é uma aposta perdida. Uma comemoração tão grotesca quanto fugidia.</p>
<p>Quando lideranças do PSDB, DEM e PPS se unem no Congresso para dizer que o episódio serviu para demonstrar o fracasso da política energética do governo petista, o discurso político cede lugar à farsa burlesca, ao lançamento inoportuno de afirmações que, por grotescas, surtem efeito contrário ao pretendido por seus autores. Rememoram um passado recente, estabelecendo padrões de comparação que lhes são extremamente desfavoráveis. Mais uma vez, a direita, ignorando a posição em que se encontra, mira no horizonte e atira no próprio pé. Um embuste que ignora a massa crítica acumulada por diversos debates sobre crise energética no governo anterior. Em todos há um denominador comum: a responsabilidade pela ineficiência de energia elétrica se devia a erros de gestão da então administração federal.</p>
<p>Em 2001, o BNDES publicou “O Cenário Macroeconômico e a Oferta de Energia Elétrica no Brasil&#8221;. O documento, um alentado estudo dos economistas Joana Gostkorzewicz e Fábio Giambiagi, alertava que as dificuldades para a oferta de energia elétrica eram conseqüência direta da política de transição de um modelo gerenciado até então pelo Estado para a iniciativa privada. O açodamento entreguista deixava explícitas as “insuficiências do novo marco regulatório, bem como a ausência de articulação entre os vários órgãos governamentais, responsáveis pelo setor de energia.&#8221;</p>
<p>Concluindo a análise, o estudo reconhecia que &#8220;nos últimos anos, os recursos das empresas estatais, ainda amplamente dominantes na geração e transmissão, foram prioritariamente destinados para o saneamento financeiro das empresas e, portanto, para a preparação das privatizações. Tendo as empresas estatais deixado de investir pelas razões apontadas acima e o setor privado não encontrado ambiente seguro para substituir as estatais, devido às debilidades dos novos marcos, pavimentou-se o caminho para o desastre.&#8221;</p>
<p>O estudo, feito por órgão do Governo Federal, era categórico no diagnóstico: “O setor elétrico brasileiro possui um desenho próprio que o torna inadequado à operação por empresas privadas&#8221;. Se em 2001, os reservatórios estavam quase secos e a inexistência de linhas de transmissão impedia o manejo de geração, a causa determinante para o racionamento de energia foi a implementação de uma política privatista que aprofundou a queda da produção, reduziu a arrecadação tributária e alimentou o processo inflacionário, mantendo a fragilidade do Brasil em relação à economia internacional.</p>
<p>Quando Lula destaca os investimentos feitos pelo governo nos últimos sete anos, dizendo que “nesse período, foram construídas 30% das linhas de transmissão feitas em 123 anos no país&#8221;, não fala apenas de números relativos a um setor. O passo é maior. O que é anunciado é a retomada de decisões fundamentais para o desenvolvimento, deixadas em segundo plano, nos oito anos de gestão neoliberal. O que norteia a ação governamental é a criação de mecanismos que possibilitem ao Estado retomar seu papel de indutor do desenvolvimento nacional.</p>
<p>Comparar o blecaute de 10 de novembro de 2009 ao longo tempo das trevas que vigorou no país entre junho de 2001 e fevereiro de 2002 é um apagão histórico bem típico de uma elite que não soube atualizar as linhas de transmissão do seu ideário. Um autêntica confissão pública de fé no modelo monetarista-liberal que impossibilitou o crescimento econômico, aumentou as desigualdades e enfraqueceu as instituições políticas. A noite de São Bartolomeu deseja revisitar os huguenotes que ousaram sobreviver.</p>
<p>Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/sao-bartolomeu-a-longa-noite-tucana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Apagão é alerta para o crescimento do país</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/apagao-e-alerta-para-o-crescimento-do-pais/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/apagao-e-alerta-para-o-crescimento-do-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 12:27:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[apagão]]></category>
		<category><![CDATA[blecaute]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[Bovespa]]></category>
		<category><![CDATA[Celesc]]></category>
		<category><![CDATA[Cesp]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16056</guid>
		<description><![CDATA[De Olho na Bolsa
Daniele Camba &#8211; VALOR
O apagão que tomou conta de boa parte do Brasil durante a noite de terça-feira e a madrugada de ontem pegou as pessoas de surpresa. Algumas ainda estavam no trabalho, outras no trânsito e muitas em casa, acabando de assistir a novela do horário nobre da Globo. Já os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: large;"><em><strong>De Olho na Bolsa</strong></em></span></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-DANIELE_CAMBA.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Daniele Camba &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O apagão que tomou conta de boa parte do Brasil durante a noite de terça-feira e a madrugada de ontem pegou as pessoas de surpresa. Algumas ainda estavam no trabalho, outras no trânsito e muitas em casa, acabando de assistir a novela do horário nobre da Globo. Já os investidores não se surpreenderam e nem se assustaram com o enorme contratempo. Pelo menos é isso que o comportamento da bolsa ontem revelou. Aqueles que esperavam quedas significativas das ações de energia elétrica se depararam com oscilações muito comportadas. Algumas caindo um pouco, outras subindo, mas nada comparado ao tamanho do problema na noite do dia anterior.</p>
<p><img class="alignright" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002383/imagens/arte12inv-bolsa-d2.gif" border="0" alt="Foto Destaque" />Para os analistas, o mercado praticamente ignorou o apagão, já que o fato é decorrência de uma fatalidade meteorológica e não da falta de estrutura do sistema elétrico brasileiro. &#8220;Não podemos dizer que existe um problema associado à sustentabilidade do suprimento de energia já que os reservatórios se mantêm em níveis elevados, sem maiores problemas com relação ao fluxo hidrológico&#8221;, diz o analista da Ativa Corretora Ricardo Corrêa.</p>
<p>Esses mesmos profissionais, no entanto, acreditam que o problema pode servir de alerta sobre a dificuldade que o atual sistema elétrico terá para suprir a demanda adicional que vai surgir com o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescendo em torno de 5% e 5,5% ao ano de forma sustentada pelos próximos anos. &#8220;É importante haver uma discussão sobre a infraestrutura do setor elétrico no longo prazo&#8221;, diz o analista da Itaú Corretora Marcos Severine. &#8220;Se não forem feitos investimentos, especialmente em geração, a oferta atual de energia não é suficiente para abastecer um país crescendo a taxas de 5,5% ao ano&#8221;, afirma ele.</p>
<p>As contas do analista deixam claro o tamanho desses investimentos. Para cada 0,5 ponto percentual a mais no PIB, existe uma necessidade de 1 gigawatt (GW) médio a mais por ano, o que significa entre R$ 8 a R$ 9 bilhões de novos investimentos. Se o crescimento do PIB pular de 4% para 5,5%, serão necessários 3 gigawatts (GW) a mais, algo como R$ 24 a R$ 27 bilhões de investimentos extras, explica Severine.</p>
<p>A partir do momento que as companhias começarem a fazer esses investimentos de forma mais intensiva, o setor deixará de ser considerado financeiramente previsível e um bom pagador de dividendos. &#8220;As elétricas passarão a ser vistas como empresas de alto crescimento, de capital intensivo e com a perspectiva de retornos crescentes&#8221;, diz o analista da Itaú Corretora.</p>
<p><strong>Para todos os gostos</strong></p>
<p>Houve desempenhos das ações de energia para todos os gostos. As preferenciais (PN, sem direito a voto) série B da Celesc, por exemplo, caíram 1,93%, enquanto as PNB da Cesp subiram 2,76%. Os papéis do setor vinham sendo positivamente influenciados pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre que, de forma geral, vieram acima das expectativas. Para os analistas, as ações da Eletrobrás seriam as mais afetadas por um possível impacto do apagão. Mesmo assim, eles acreditam que isso parece pouco provável, diz Ricardo Corrêa, da Ativa Corretora, em relatório. As PNB da estatal subiram 0,04% e as ordinárias (ON, com voto) caíram 0,28%.</p>
<p>O mercado ontem teve um pregão volátil, com o Índice Bovespa oscilando entre o campo positivo e o negativo. O indicador fechou o dia em leve alta de 0,19%, aos 66.431 pontos, caminhando a passos largos para alcançar a pontuação máxima deste ano, de 67.239 pontos, registrada em 19 de outubro. O mercado continuou na linha otimista ontem depois que dados da China mostraram recuperação econômica.</p>
<p><strong>Daniele Camba é repórter de Investimentos</strong></p>
<p><strong>E-mail: daniele.camba@valor.com.br</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/apagao-e-alerta-para-o-crescimento-do-pais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Demanda global de energia exige investimento de US$ 1,1 tri por ano</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/demanda-global-de-energia-exige-investimento-de-us-11-tri-por-ano/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/demanda-global-de-energia-exige-investimento-de-us-11-tri-por-ano/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[AIE]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[luz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16048</guid>
		<description><![CDATA[Valor Online
GENEBRA &#8211; Os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda de energia até 2030 podem alcançar US$ 26 trilhões globalmente, diz a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu novo relatório sobre as perspectivas do setor.
Isso significa investimentos de US$ 1,1 trilhão por ano, ou 1,4% do PIB global no cenário mais realista. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Valor Online</span></h2>
<p>GENEBRA &#8211; Os investimentos necessários para atender ao crescimento da demanda de energia até 2030 podem alcançar US$ 26 trilhões globalmente, diz a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu novo relatório sobre as perspectivas do setor.</p>
<p>Isso significa investimentos de US$ 1,1 trilhão por ano, ou 1,4% do PIB global no cenário mais realista. Mais da metade desses investimentos são necessários nos países em desenvolvimento, onde a demanda e a produção crescem rapidamente, sobretudo na China e Índia, além do Brasil e outros emergentes.</p>
<p>O crescimento da demanda de eletricidade estimado é de 76% até 2030, necessitando cinco vezes mais capacidade do que o que existe atualmente nos Estados Unidos. Mas o consumo global de eletricidade sofreu este ano sua primeira contração desde o fim da Segunda Guerra Mundial, de 1,6% este ano. A frágil demanda reduziu a necessidade imediata de nova capacidade.</p>
<p>Com a crise global, os investimentos no setor elétrico foram duramente afetados por dificuldades financeiras e pela menor demanda, globalmente.</p>
<p>Para a AIE, a demanda voltará a subir a partir de 2010, mas os investimentos no setor serão mais difíceis, já que um rápido retorno do período de crédito fácil e barato não parece provável.</p>
<p><strong><em>(Assis Moreira | Valor)</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/demanda-global-de-energia-exige-investimento-de-us-11-tri-por-ano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Há entusiasmo incontido no câmbio&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/15826/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/15826/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[bolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa de Valores]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[henrique Meirelles]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
		<category><![CDATA[moedas]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[real]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15826</guid>
		<description><![CDATA[Regulador: Henrique Meirelles diz ver excesso de euforia também na bolsa, mas não necessariamente uma bolha




Peter MacDiarmid/Getty Images

 O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirma que o crescimento de 8% do PIB é insustentável e deve se estabilizar em patamar mais baixo




Sergio Lamucci e Cristiano Romero, de Londres &#8211; VALOR
O ritmo de crescimento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Regulador: Henrique Meirelles diz ver excesso de euforia também na bolsa, mas não necessariamente uma bolha<br />
</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Peter MacDiarmid/Getty Images<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002380/imagens/foto09fin-meidrelles-c8.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirma que o crescimento de 8% do PIB é insustentável e deve se estabilizar em patamar mais baixo</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Lamucci e Cristiano Romero, de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O ritmo de crescimento da economia brasileira exibido no segundo e no terceiro trimestres, na casa de 8% em termos anualizados, é &#8220;insustentável&#8221;, devendo arrefecer no próximo ano, avalia o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Segundo ele, as previsões do mercado apontam para uma expansão entre 4,5% e 5% em 2010, o que sugere estabilização da taxa anualizada num número menor que os 7,8% observados no segundo trimestre e os cerca de 8% esperados para o terceiro.</p>
<p>&#8220;É normal que esse processo se estabilize num ritmo menor e mais sustentável&#8221;, disse Meirelles em entrevista exclusiva ao Valor na sexta-feira. No fim de semana, ele participou da reunião do G-20 financeiro, em Edimburgo, na Escócia.</p>
<p>O presidente do BC ressaltou a importância da recuperação do investimento, que deve fechar 2009 com retração superior a dois dígitos. &#8220;Não há dúvida de que é muito importante a retomada dos investimentos, que os empresários se antecipem à demanda futura, não esperando que o uso da capacidade atinja o limite&#8221;, afirmou ele.</p>
<p>O presidente do BC acredita, no entanto, que os investimentos serão feitos. Ele observou, mencionando previsão do BNDES, que a formação bruta de capital fixo (medida do que se investe na construção civil e em máquinas e equipamentos) deve avançar com força em 2010, ajudando a impulsionar o PIB.</p>
<p>Meirelles foi cauteloso ao falar da formação de bolhas de ativos no Brasil e no exterior. Disse que existe, no mercado brasileiro, &#8220;excesso de euforia&#8221; na bolsa e no mercado de câmbio. Ele não crê, porém, que esteja se formando uma bolha especulativa no segmento de commodities e acha que uma perturbação dos mercados, lá fora, dependerá principalmente da ação do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) nos próximos meses e da implementação, ou não, das medidas prudenciais que estão sendo recomendadas pelo G-20 após a recente crise mundial.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Robert Shiller (autor do livro &#8220;Exuberância Irracional&#8221;) diz que há uma nova bolha no mundo, o eco da bolha anterior. Como o sr. avalia esse fenômeno?</em></p>
<p align="justify"><strong>Henrique Meirelles: </strong> O Federal Reserve, numa escala maior, e alguns outros bancos centrais, em escala menor, estão em meio a uma política expansionista, visando combater a crise. Essa política tem um componente quantitativo &#8211; a compra de títulos, a compra de crédito etc &#8211; que aumenta o tamanho do balanço do Fed e dos outros BCs, e também uma taxa básica em algumas situações muito próxima de zero. Dentro de um processo de alta liquidez, é esperado que aconteça alguma distorção na formação de preços de ativos. Isso pode levar à supervalorização de alguns ativos. A questão é saber se o Fed e os outros BCs, mas principalmente o Fed, vão começar a fazer um processo de saída dessas medidas a tempo de não permitir o prosseguimento da sobrevalorização de ativos, o que, aí sim, poderia ter consequências para a economia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Que tipo de bolha temos neste momento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Há três tipos de bolhas, com componentes concomitantes e similares, mas com algumas características diferentes. A primeira, e que é a mais perigosa e que causa mais prejuízos, é a bolha de crédito. Um exemplo clássico disso foi a bolha no mercado imobiliário e do mercado de crédito nos Estados Unidos. Toda a sociedade americana estava superalavancada. O segundo tipo são as bolhas que surgem e são corrigidas a tempo. Isto é, se o processo que conduziu à bolha, como uma expansão monetária, é corrigido a tempo, há um processo de correção. Os prejuízos ficam para os investidores.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>É uma bolha de ativos?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Ambas são bolhas de ativos, mas uma não é relacionada a uma bolha de crédito e não tem uma duração muito prolongada. O terceiro tipo de bolha é um intermediário. Não é uma bolha de crédito, mas é resultado de uma expansão monetária um pouco maior do que seria desejável. Esta causa um pouco mais de prejuízo, apesar de não ser tão grave como a bolha de crédito. No presente momento, há um risco, porque não se sabe até que ponto as novas regras prudenciais, em desenvolvimento pelo Conselho de Estabilidade Financeira por recomendação do G-20, para serem implementadas pelo Comitê da Basileia, serão aplicadas por todos os países relevantes a tempo, principalmente pelos EUA, e até que ponto isso poderia prevenir uma bolha de crédito, a mais grave. Existe esse risco, mas não quer dizer que vá acontecer.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Onde está o risco?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> A situação dos EUA é um pouco mais complicada porque eles têm mais de um regulador e mais de um supervisor. Não é apenas dizer que o Fed tem que fazer isso ou aquilo. As bolhas que não são as de crédito vão depender do quão cedo o Fed vai retirar seus mecanismos de estímulo. Acredito que os alertas dos BCs são úteis. Não apenas as autoridades monetárias e prudenciais dos diversos países devem saber dos riscos, mas também e principalmente os investidores. São eles que conduzem à formação de bolhas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Shiller diz que há uma bolha no mercado de commodities. Além disso, a bolsa brasileira teve valorização em dólar superior a 130% este ano. Que riscos o Brasil corre?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Bolhas de crédito no Brasil não existiram e não serão permitidas por este Banco Central; 95% da regulamentação que será proposta pela Basileia já está aplicada e implementada no Brasil. Essa primeira incerteza quanto à implementação de novas regras prudenciais não existe no Brasil. O que vier a faltar será implementado imediatamente. Em relação às commodities, uma das coisas mais difíceis da análise econômica é definir quando existe ou não uma bolha. Este foi o grande problema dos últimos anos. É por isso que a regra prudencial é importante no caso do crédito, porque você define claramente normas para prevenir a bolha, e no crédito você tem critérios mais quantitativos.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por que no caso das commodities é mais difícil enxergar uma bolha?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Definir o preço adequado para commodities, num mundo em transformação como este, com a incorporação da massa de consumidores asiáticos no mercado e com a alta demanda, é difícil. Não dá para saber se os preços já estão acima de um nível mais sustentável ou não. Antes da crise, o petróleo chegou a atingir quase o dobro do preço atual. É difícil afirmar o quanto disso é resultado de movimento especulativo e o quanto é simplesmente um aumento da demanda. O Fed está afirmando que não vai permitir um surto inflacionário nos EUA. Mas, como existe incerteza, alguns investidores estão procurando diversificar suas aplicações. Isso significa euro, commodities, outras formas de ativos, moedas de economias sólidas. Uma parte disso de fato está ocorrendo, mas é difícil e um pouco prematuro dizer que existe uma bolha de commodities. A bolha você só conhece se e quando ela estoura.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Uma alta das bolsas muito forte, e não apenas no Brasil, num intervalo tão pequeno, não caracteriza de algum modo uma bolha?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Pode caracterizar ou não. É normal que tenhamos em momentos de saída de crise movimentos de valorização muito acentuados. Nós tivemos isso na década de 30 e em outras saídas de crise. Muitas vezes, isso é prematuro. O mercado, tentando antecipar uma recuperação, move-se um pouco antes da hora e às vezes há movimentos de correção. O mercado internacional está tentando se situar a esse respeito e isso explica a volatilidade. O que temos alertado, e diversos bancos centrais estão fazendo isso, bem como outras autoridades econômicas brasileiras, é sobre sinais de possíveis componentes de euforia.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por exemplo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Movimentos de investidores que caracterizam pouca análise, um certo comportamento de manada. O alerta contra a euforia é importante, contra aquilo que se chamou no passado de &#8220;exuberância irracional&#8221;, para que se evite que se chegue na bolha. Mas isso não quer dizer que já esteja num patamar de bolha.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O excesso de euforia no Brasil está restrito ao mercado acionário?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Está ocorrendo um pouco também no mercado de câmbio. Quando converso com investidores do mundo todo, começo a ver um clima de entusiasmo incontido.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor viu isso no seminário Financial Times/Valor?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Não vi no seminário nenhum sinal de exuberância irracional. As manifestações me pareceram muito sólidas. Principalmente porque foram feitas por investidores de longo prazo no Brasil. São empresas que estão no país há décadas e estão dizendo que acreditam no seu futuro. Isto é extremamente saudável.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Mas o que preocupa, então?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Os movimentos que possam levar a distorções de preços, gerar correção. É um alerta que o BC fez há vários meses e que outros bancos centrais estão fazendo. Uma preocupação global.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Depois das crises, os BCs passaram a olhar não apenas os índices de preços, mas também a inflação de ativos. O BC brasileiro também está fazendo isso?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Estamos falando de diversos tipos de ativos. Uns são ativos cujo componente preço é diretamente relacionado a um crédito concedido para comprar esses ativos. Nesse caso, há muita confusão quando se fala, por exemplo, da crise japonesa dos anos 80 e 90.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por quê?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Um dos grandes impulsos do mercado acionário japonês foi a compra de ações pelos bancos, financiada por depósitos, como aconteceu nos EUA na década de 20. Apesar de ter ocorrido no mercado de ações, aquela bolha foi muito impulsionada pelo crédito, o que é diferente de simplesmente o investidor, com dinheiro real, apostar o seu capital. Isso é diferente de o banco comprar ação ou financiar diretamente o especulador.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Essa dinâmica se repetiu nos EUA na recente crise?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Sim. O sistema financeiro americano financiou a bolha imobiliária, como uma bolha de crédito. Adotaram-se critérios de concessão de crédito excessivamente liberais. Isto, o BC brasileiro monitora com rigor.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Como?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O componente preço se torna importante na medida em que ele passa a ser relevante como garantia do crédito. Ou seja, o BC olha prudencialmente o mercado de crédito. Não pode estar tentando controlar os preços da economia. O BC olha o crédito e o componente preço na garantia do crédito. Nos EUA, os bancos financiaram fortemente os ativos, os preços ficaram inflacionados, os valores dos empréstimos também inflaram, as garantias caíram de preço radicalmente e os bancos quebraram.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O senhor disse que a apreciação do câmbio tem um componente de euforia. Deve-se tentar conter esse movimento?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O sobrepreço ou o movimento especulativo, qualquer que seja ele, leva a uma correção. Cedo ou tarde. No caso do câmbio no Brasil, isso vai ficar claro ao longo do tempo através dos números de conta corrente, investimento estrangeiro direto. Quando a economia estiver em pleno processo de consolidação de uma recuperação já ocorrida, caso tenha havido sobrepreço, como muitos analistas dizem que há, então, teremos um processo de correção.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O que o BC pretende fazer?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> O que o BC faz são intervenções, visando evitar distorções na formação de preços.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Por exemplo?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Excesso ou falta momentânea de liquidez pode gerar distorções de preços importantes. Um exemplo ocorreu no fim do ano passado. Por razões diversas, principalmente nos mercados futuros, por causa do problema dos derivativos, faltou liquidez e isso levou a uma sobredesvalorização do real. Claramente, houve uma distorção grande na formação de preço, então, o BC entrou vendendo reservas e dólares no mercado futuro. Neste ano, configurou-se em alguns momentos um problema de liquidez por excesso de entrada de recursos. Houve um dia em que o BC comprou bilhões de dólares, o que significa que o BC também interveio naquele momento para evitar uma distorção na formação de preço. Isto se conjuga com a política do BC de tirar partido dessa mudança de liquidez em dólares, que tem prevalecido na economia brasileira nos últimos anos, para acumular reservas e reforçar a capacidade de resistência do país a crises.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>É justificável continuar acumulando reservas?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Sim. A crise mostrou que mais reservas é melhor do que menos. Num quadro de excesso de liquidez em dólar, no momento em que o Fed fizer a saída do processo (de estímulo monetário), teremos talvez uma certa reversão, e aí será muito importante termos reservas para evitar crises de liquidez. Então, é altamente conveniente acumular reservas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O Brasil cresceu 7,8% no segundo trimestre e, agora, há analistas prevendo alta anualizada de mais de 8% no terceiro. Esse crescimento é sustentável?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Estamos falando de duas previsões. Da previsão de crescimento, a taxas anualizadas, do terceiro trimestre, e das previsões de crescimento para 2010. Se olharmos as duas, com o mercado prevendo algo entre 4,5% e 5% para o ano que vem e essa previsão de 8% para o terceiro trimestre, então, não é sustentável. As previsões estão dizendo que não. Essa taxa anualizada deve se estabilizar num número menor; 4,5% a 5% é diferente de 8%, o que é normal na medida em que o Brasil saiu da crise rapidamente e entrou em processo de recuperação. É normal que esse processo se estabilize num ritmo menor e mais sustentável.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Apesar desse crescimento, os investimentos não estão voltando aos níveis pré-crise. Não estão atrasados?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Não há dúvida de que é muito importante a retomada dos investimentos, que os empresários se antecipem à demanda futura, não esperando que o uso da capacidade atinja o limite. Os investimentos estão sendo retirados das gavetas. A previsão do BNDES é que a Formação Bruta de Capital Fixo do ano que vem deve crescer muito e ser, inclusive, um dos impulsos ao crescimento. É um alerta válido aos empresários: &#8220;corram e não fiquem atrasados&#8221;.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>Os empresários não estariam ressabiados, preocupados com a possibilidade de uma nova recessão mundial?</em></p>
<p align="justify"><strong> Meirelles: </strong> Não acredito. Os índices de confiança empresarial da FGV mostram recordes históricos, inclusive, com algo muito importante que é o fato de o índice de confiança estar acima da média histórica em todos os setores. Isso é que determina investimento. Apesar de existir uma preocupação com o cenário externo, a dúvida está muito mais relacionada a quem é dependente de exportação. As indústrias que podem direcionar a produção para o mercado doméstico estão mais otimistas.</p>
<p align="justify"><strong>Valor:</strong> <em>O aquecimento do mercado de trabalho tem sido um impulso mais forte do que a ocupação de capacidade ociosa na indústria?</em></p>
<p align="justify"><strong>Meirelles: </strong> Vamos aguardar porque são vários fenômenos. Um deles é que a empregabilidade aumentou numa parte do setor industrial, mas não atingiu ainda o mesmo nível em que estava no ano passado. Uma boa parte dessa redução do desemprego se deu na construção civil, que tem nível salarial médio menor. E o crescimento desse setor tende a se estabilizar conforme o índice de construção entre no ritmo do estímulo. Estamos num momento de avaliação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/15826/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8221;Não deixem mercado ditar o câmbio&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/nao-deixem-mercado-ditar-o-cambio/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/nao-deixem-mercado-ditar-o-cambio/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 11:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[capitais]]></category>
		<category><![CDATA[Comercio]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[exportações]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de capitais]]></category>
		<category><![CDATA[Growth Commission]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mercados]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Spence]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema financeiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15823</guid>
		<description><![CDATA[Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento
 

Fernando Dantas &#8211; O Estado SP
Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ganhador do Nobel em 2001, Spence defende controle de capital e fala do novo documento da Comissão do Crescimento</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.pbase.com/forumweb/africa07&amp;page=18"> <img class="display aligncenter" src="http://k43.pbase.com/g6/73/577473/2/80550895.vDVyL4WL.jpg" border="0" alt="Michael Spence.JPG" width="554" height="370" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernando Dantas &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Para Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, o Brasil não deveria deixar os mercados, &#8220;como o seu histórico recente de fazer tudo errado&#8221;, determinar livremente o valor do real. Ele defende mecanismos de controle de entradas de capital para evitar a sobrevalorização cambial.</p>
<p>Spence, que ganhou seu Nobel em 2001, junto com Joseph Stiglitz e George Akerlof, está à frente da chamada Comissão do Crescimento (Growth Commission), um painel de economistas do mundo todo (incluindo o brasileiro Edmar Bacha) que elaborou um relatório de recomendações para países emergentes sobre como obter o crescimento rápido e sustentado por longos períodos. O relatório foi divulgado em junho de 2008, logo antes da crise, e foi visto como uma versão flexibilizada do Consenso de Washington, combinando crença nos mercados com maior destaque ao papel do Estado.</p>
<p>Agora, a Comissão acaba de divulgar um novo documento, que atualiza o relatório à luz das lições da crise global. O novo relatório recomenda que os países emergentes garantam parte do mercado financeiro para as instituições nacionais, e que sejam restritivos em relação aos produtos financeiros complexos que deflagraram a crise no mundo desenvolvido. A seguir, a entrevista:</p>
<p><strong>Como o sr. vê a questão da sobrevalorização cambial em alguns países, como o Brasil, na saída da crise?</strong></p>
<p>Todos os países em desenvolvimento que tiveram alto crescimento, sustentado por um longo período, administraram as suas moedas em alguma medida. Especialmente num ambiente volátil como o atual, faz todo o sentido fazer algum julgamento sobre quais são os níveis razoáveis. É claro que se pode exagerar, mas não acho que a coisa mais sensata a se fazer seja apenas ficar sentado e deixar os mercados de capitais, com o seu histórico recente de fazer tudo errado, valorizarem a sua moeda. Há várias formas de se intervir: pode-se tributar os fluxos de capital, com taxas que caiam se o dinheiro permanecer algum tempo, e pode-se aumentar as reservas e investir no exterior, invertendo o fluxo de capitais, como a China faz.</p>
<p><strong>E o que há de ruim na valorização?</strong></p>
<p>Basicamente, reduz-se o crescimento. No caso brasileiro, acho que um dos maiores desafios é manter os recentes avanços no mercado de trabalho para pessoas que são pobres. Uma boa parte do crescimento dos países em desenvolvimento deriva de empregar em melhores postos de trabalho pessoas que estão em atividades de produtividade muito baixa. Num país com a renda do Brasil, boa parte disso se dá em setores que atendem o mercado doméstico, mas o setor exportador ainda é suficientemente importante para que se deva tomar cuidado com oscilações muito fortes da moeda. Porque, se os investidores tiverem a sensação de que o câmbio é muito volátil, adiciona-se mais um risco e se desincentiva o investimento.</p>
<p><strong>Quais são as novas recomendações para o setor financeiro dos países emergentes?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, apesar de ser bom que um país tenha instituições estrangeiras no seu setor financeiro, o que se viu nessa crise é que essas instituições basicamente obedecem ao governo e ao banco central dos seus próprios países. Assim, se tiverem uma presença grande demais num determinado país, elas não atuarão como parceiras do governo local, da mesma forma que as instituições nacionais o farão, na hora em que o país implementa sua estratégia para lidar com a crise. A segunda recomendação é que nós realmente não conhecemos aqueles ativos complexos que levaram à crise nos países ricos, e que deve-se ir devagar com eles. Uma fator positivo dos países em desenvolvimento nessa crise é que a presença desses ativos complicados era quase nenhuma, desprezível. Foi uma coisa boa que eu manteria.</p>
<p><strong>O sr. teme que a crise leve à rejeição do modelo de crescimento baseado na abertura para os mercados globais, defendido nos relatórios da Comissão do Crescimento?</strong></p>
<p>Bem, a nossa visão foi de que houve uma enorme falha nos sistemas financeiros dos países avançados. De fato, ela poderia ser interpretada como uma falha mais ampla dos mercados e do capitalismo, e nos preocupamos com isso. Mas eu não acho que, entre os maiores e mais bem-sucedidos países em desenvolvimento, vá haver uma grande mudança na orientação da política econômica. Esses países hoje têm um entendimento bem profundo sobre a importância do dinamismo do setor privado para puxar o crescimento, e sobre o papel do governo de garantir um ambiente estável para que aquilo ocorra. Eu suspeito que, se houver erros desse tipo, é mais provável que eles aconteçam em países pobres, nos quais o modelo de crescimento não está muito bem estabelecido ainda e onde a política e a economia política são menos estáveis.</p>
<p><strong>Por que esses países são mais vulneráveis?</strong></p>
<p>Porque eles realmente não têm os mecanismos de defesa e as vantagens que países como o Brasil têm, como um governo que pode gastar mais dinheiro, esquemas de redistribuição de renda, um banco central altamente competente, um setor privado vibrante. Eu acho que Brasil, China e Índia terão uma recuperação muito boa, mas estou mais preocupado com alguns dos países menores e mais pobres.</p>
<p><strong>Qual o risco de um retorno do protecionismo no mundo pós-crise?</strong></p>
<p>É uma reação compreensível. Quando você diz aos cidadãos de um país que vai haver um grande déficit público, e que os filhos deles vão pagar no futuro por isso, as pessoas podem até concordar, mas desde que os benefícios do impulso fiscal retornem para o próprio país, e não se transformem em importações. Um dos grandes desafios pós-crise, portanto, é o de evitar que isso aconteça. O G-20, que se tornou uma grande voz de coordenação de políticas econômicas, posicionou-se contra o protecionismo, o que é muito bom. Outro problema é que os países vão disputar &#8220;market-share&#8221; (parcelas de mercado) nessa saída da crise. Há um déficit muito grande na demanda agregada global, porque o consumidor americano está poupando mais, por causa das finanças familiares deterioradas. Assim, as estratégias de crescimento de todo mundo não podem dar resultado ao mesmo tempo. Nesse jogo de ganhar market-share, Brasil, China e Índia devem se dar muito bem. Mas outros países, menos bem sucedidos, podem apelar para o protecionismo. Dessa forma, recuperar a demanda agregada global também evita o protecionismo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/nao-deixem-mercado-ditar-o-cambio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>CEOs e diretores de bancos disputam lugares para ouvir Lula em seminário organizado pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, em Londres</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ceos-e-diretores-de-bancos-disputam-lugares-para-ouvir-lula-em-seminario-organizado-pelos-jornais-financial-times-e-valor-economico-em-londres/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ceos-e-diretores-de-bancos-disputam-lugares-para-ouvir-lula-em-seminario-organizado-pelos-jornais-financial-times-e-valor-economico-em-londres/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[Chatham House]]></category>
		<category><![CDATA[Coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mantega]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[prêmio]]></category>
		<category><![CDATA[rainha Elizabeth II]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=15668</guid>
		<description><![CDATA[
Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais
Investidores e governo mostram entusiasmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span id="ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent"><img id="Photo4201" class="aligncenter" src="http://dn.sapo.pt/storage/ng1213690.jpg?type=big&amp;pos=0" alt="Lula 'vende' Brasil aos investidores e à Rainha" width="420" /></span><span style="font-size: x-large;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Investidores e governo mostram entusiasmo com a economia</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A alta superior a 130% da bolsa paulista em dólares neste ano e a agressiva entrada de dólares que mantêm o real sobrevalorizado em pelo menos 50% são os sinais mais evidentes do clima de entusiasmo com o Brasil que tomou conta dos investidores. Em seminário organizado em Londres pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, ontem, CEOs e diretores de bancos, fundos de investimentos e grandes companhias disputaram um convite para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda e Casa Civil, Guido Mantega e Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e um grupo de presidentes de grandes bancos e companhias estatais e privadas.</p>
<p>O tema era investimentos no Brasil. Os chairmans da British Gas, sir Robert Wilson, da GDF Suez Group, Gérard Mestrallet, e do Banco Santander, Emilio Botín, deram o tom ao falar dos investimentos que pretendem continuar a fazer no Brasil nos próximos anos e de sua satisfação pelos resultados colhidos até aqui. Além de apontar as perspectivas favoráveis de crescimento para os próximos anos, Wilson e Mestrallet ressaltaram que o Brasil é um lugar confiável para o investimento de longo prazo, com respeito aos contratos.</p>
<p>Na mesma onda seguiram os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que ressaltaram a importância, para o sistema financeiro, da inclusão de milhões de brasileiros que passaram a ter renda suficiente para manter algum tipo de relacionamento bancário. Henrique Meirelles destacou a solidez do sistema bancário brasileiro, cujas regras prudenciais mais conservadoras evitaram que a crise se abatesse de modo mais violento sobre o país, enquanto Lula e Mantega defenderam a importância dos bancos públicos para o enfrentamento da crise.</p>
<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, colocou em cifras o que representa esse entusiasmo: R$ 550 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos só no pipeline do banco. Do clima de &#8220;estamos todos felizes no mesmo barco&#8221; não destoou nem mesmo o presidente da Vale, Roger Agnelli, que passou os últimos meses sob fogo cerrado do Palácio do Planalto, que lhe cobrava uma participação mais ativa nos investimentos no país, especialmente no setor siderúrgico, até como contrapartida ao que a empresa lucra sem devolver nada aos Estados de onde tira o minério, que é isento de impostos.</p>
<p>O discurso estava afinado no mote &#8220;o futuro é aqui e agora&#8221;, em referência ao &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;, um futuro que nunca chegava e frustrou várias gerações. Botín disse que o Brasil se tornou o país do presente.</p>
<p>As estatísticas sobre o país, de bancos e organismos internacionais, que sempre castigaram a imagem do Brasil e lhe faziam perder credibilidade, agora são mais fortes que qualquer discurso. O ministro da Fazenda exibiu os números que muitos investidores anotavam: o crescimento do PIB no terceiro trimestre deverá superar 8% em termos anualizados e o país poderá gerar mais de 1 milhão de empregos formais neste ano. Apesar da crise, o crédito avança a um ritmo de 20% a 25% em 12 meses. Para 2010, Mantega previu uma expansão do PIB de 5%, mesma aposta do presidente Lula. Dilma, por sua vez, destacou o volume de investimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>O presidente Lula aproveitou a participação no seminário para se encontrar, na quarta-feira, com o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Ontem, ele foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais.</p>
<p>Lula foi escolhido para receber o prêmio por seus esforços na mediação de crises regionais e pela iniciativa de liderar a missão da ONU de estabilização do Haiti. Também foram levadas em conta as ações para incluir Cuba no Grupo do Rio e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/ceos-e-diretores-de-bancos-disputam-lugares-para-ouvir-lula-em-seminario-organizado-pelos-jornais-financial-times-e-valor-economico-em-londres/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
