07/11/2009 - 09:47h Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres

da Folha Online

A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década, segundo reportagem de Verena Fornetti na Folha deste sábado.

Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.

Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.

O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.

O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.

Leia reportagem completa aqui

http://www.agenciasindical.com.br/imagens/manchetes/cesta%20basica.jpg

Poder de compra maior diversifica gastos

Com deflação em alimentos como arroz, feijão e carne, famílias desembolsam menos em itens básicos e variam consumo

Trabalhadores com salário menor são os que mais transformam renda em consumo, pois poupam menos, diz especialista

VERENA FORNETTI – FOLHA SP

DA REDAÇÃO

A fatia do salário mínimo necessária para comprar a cesta básica é uma das menores em mais de uma década. Com isso, o peso dos gastos com alimentação no orçamento das famílias de menor renda tem caído.
Segundo dados do Dieese, a compra da cesta básica toma 44,99% da renda líquida (descontada a parcela da Previdência) do trabalhador que recebe salário mínimo. O resultado é melhor que o do ano passado, quando eram necessários 50,25% do rendimento para fazer essa compra. Em 1995, os produtos básicos comprometiam quase 89% da renda.
O aumento do poder de compra do salário mínimo ocorre em razão dos reajustes acima da inflação nos últimos anos e porque os preços dos alimentos se desaceleraram após dois anos de altas significativas.
O feijão, o arroz e a carne, por exemplo, ficaram mais baratos. O preço do feijão carioquinha caiu 47,39% nos últimos 12 meses, de acordo com o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fundação Getulio Vargas. Ovo, macarrão, óleo de soja, músculo bovino e carne suína também tiveram deflação.
Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, afirma que os alimentos subiram menos que a inflação neste ano, ao contrário do que aconteceu no ano passado. Como o reajuste do salário mínimo é calculado a partir do PIB e da inflação média na economia, a conta beneficia os mais pobres, que empregam uma parte da renda maior que a dos mais ricos nos gastos com alimentação. Com o poder de compra ampliado, essas famílias podem variar os itens consumidos.
“O salário está maior, e o gasto, menor. As famílias podem, então, gastar com outras coisas, como materiais de construção para reformar a casa e vestuário”, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.
É o caso da dona de casa Lucinéia Macena da Silva Cruz, 39, que controla cada centavo que entra em casa e notou a diferença deste ano em relação a 2008. O marido de Lucinéia ganha pouco mais de um salário mínimo montando materiais de escritório em São Paulo. Moram com quatro filhos -só um trabalha, mas quase não ajuda nas compras da casa.
Mesmo com o orçamento apertado, tem sobrado um pouco mais de dinheiro para incrementar o consumo da família.
No mês passado, depois de quitar as contas e providenciar os produtos para a alimentação, Lucinéia comprou três blusinhas e uma saia. Em outubro, havia comprado um rádio, que parcelou em seis vezes.
“O que eu uso mais em casa é arroz e feijão porque a nossa família é grande. Como estão mais em conta, às vezes eu compro um iogurte para as crianças, uma fruta ou uma bolachinha”, diz ela, que mora em uma casa de dois quartos equipada com micro-ondas, máquina de lavar, tanquinho, fogão, geladeira, TV e um DVD queimado, a ser trocado assim que sobrar dinheiro no fim do mês.

Efeito cascata
O diretor do Dieese destaca que as famílias que ganham menos são as que mais transformam renda em consumo, pois tendem a poupar menos. “Se o rendimento dessas famílias aumentar R$ 1, certamente elas vão gastar R$ 1 a mais. Esse é um mecanismo importante para dinamizar a economia.”
Lúcio ressalta que o salário mínimo tem efeito cascata, pois uma parte expressiva da população ocupada no Norte e no Nordeste recebe salários próximos ao valor mínimo. Benefícios sociais -como o valor base da aposentadoria -também estão atrelados ao piso salarial.
“No fundo, o brasileiro está com mais dinheiro no bolso e isso proporciona tanto bem-estar a curto prazo quanto mantém a economia girando”, diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas.

10/12/2008 - 14:49h Metrô, trem e trólebus terão aumento em 2009

http://1galeradamafia.zip.net/images/JoseSerra.jpghttp://oglobo.globo.com/fotos/2007/11/12/12_MHG_sp_metro2.jpg

Eduardo Reina – O Estado SP

Os preços da passagem do Metrô, dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dos trólebus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) vão subir no início de 2009, segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que segue resolução que determina reajustes anuais. O índice ainda não está definido, mas a inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo IPC da FIPE, que define o reajuste das tarifas públicas, é de 6,87%, o que pode elevar o valor para cerca de R$ 2,60.

Já nas sete cidades da região do ABC – Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – as tarifas de ônibus devem aumentar no fim de semana. O indicativo das planilhas das prefeituras aponta para R$ 2,60.

Na capital, o prefeito Gilberto Kassab assegura que manterá a promessa de campanha e o reajuste das passagens de ônibus será apenas em 2010, apesar dos cortes feitos nos repasses para as empresas de transporte coletivo previstos no projeto de orçamento 2009. “Nós tivemos cortes no orçamento, mas isso não afetará a área social e a tarifa de ônibus é social”, disse o prefeito.

O governo do Estado determinou em fevereiro, por meio de uma resolução, que o reajuste das tarifas do Metrô, da CPTM e da EMTU seja anual. O último aumento, de 4,35%, passou a vigorar no fim das férias deste ano, em 9 de fevereiro. Na ocasião, o bilhete único subiu de R$ 3,50 para R$ 3,65.

02/07/2008 - 14:59h Lula: tem quem torce por inflação para atacar o governo

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/03/15/14_MHG_pais_lula3.jpg

FABÍOLA SALVADOR E EVANDRO FADEL – Agencia Estado

CURITIBA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje, em Curitiba, pessoas que, segundo ele, “estão torcendo para ter inflação para falar mal do governo”. “Vocês acreditam nisso? Estão há três anos sem ter o que falar. Tem gente torcendo para ter inflação para ter um discursinho para atacar o governo”, repetiu. “Quem torce para esse País não dar certo vai simplesmente quebrar a cara.”

Durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008/09, destinado à agricultura empresarial, o presidente adiantou que amanhã, em Brasília, será apresentado um plano para a agricultura familiar. Entre outras coisas será anunciado financiamento para que 60 mil tratores sejam entregues aos agricultores. “Queremos fazer uma revolução”, destacou o presidente.

Ele quer que os agricultores familiares não se restrinjam à produção de subsistência. “Quando o mundo precisar comer, o Brasil tem que dizer venha comprar porque o Brasil tem para vender”, afirmou. “É para plantar o que puder”, disse. “Tem que falar para os pequenos que é bom ganhar dinheiro, comprar televisão nova, comprar carro novo, comprar roupa nova para os filhos”, acrescentou. “Não está escrito na Bíblia que pequeno tem que ser pobre.”

Lula também adiantou parte do discurso que pretende apresentar na semana que vem, em Tóquio, no Japão, durante a reunião do G8. “Os bancos que perderam dinheiro na especulação imobiliária estão agora querendo ganhar dinheiro especulando com alimento e petróleo”, afirmou.

Pela terceira semana, inflação recua na maioria das capitais

Maior recuo do IPC-S foi registrado no Rio de Janeiro. Alta menor dos alimentos contribuiu para queda.

G1 – Portal da Globo

A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semana de junho. O maior recuo foi maior recuo foi verificado no Rio de Janeiro, onde o indicador passou de 0,88% para 0,65% – um recuo de 0,23 ponto percentual.

Editoria de Arte

A alta menor dos preços nas capitais foi puxada pelo recuo da inflação dos alimentos no período, segundo a FGV. Na média entre as capitais, os alimentos subiram 1,85% no fechamento de junho, na terceira queda consecutiva da taxa. Na coleta encerrada em 22 de junho, os alimentos haviam apontado alta de 2,24%.

Destaque ainda para o recuo das taxas de inflação em Brasília (de 0,98% para 0,13%), Recife (de 1,03% para 0,90%) e São Paulo (de 0,97% para 0,86%). Também tiveram queda as taxas do IPC em Salvador (de 1,14% para 1,08%) e Belo Horizonte (de 0,41% para 0,36%), levando a capital mineira a apontar a menor taxa entre as capitais.

Na ponta contrária, apenas a capital gaúcha registrou alta no IPC. A variação passou de 0,56% na terceira semana de junho para 0,64% na semana seguinte.