23/11/2009 - 16:33h Brazilian protests greet Ahmadinejad at start of South American tour

Thousands take to streets in Sao Paulo and Rio de Janeiro to denounce Iranian president’s record on rights and Israel

A crowd protests against the visit of Mahmoud Ahmadinejad in Brasilia
Protesting against the visit of Mahmoud Ahmadinejad in Brasilia. Photograph: Andre Penner/AP



Protests greeted Mahmoud Ahmadinejad in Brazil at the start of a South American tour intended to bolster the Iranian president’s legitimacy and ease his country’s international isolation.

Thousands of demonstrators took to the streets in Sao Paulo and Rio de Janeiro on the eve of Ahmadinejad’s arrival to denounce his record on human rights, homosexuality and Israel.

The Brazilian president, Luiz Inácio Lula da Silva, was expected to welcome the visitor with red carpet pomp in the capital, Brasilia, before holding talks on economic and political co-operation. “It doesn’t help isolating Iran,” Lula said in his weekly radio address today.

Around 200 Iranian businessmen accompanied Ahmadinejad’s delegation, in a sign of their eagerness to tap opportunities in a continent that does not consider Tehran a pariah. Iran’s leader faces simmering discontent at home and hostility in the west, but in Latin America he has friends and allies among a leftist bloc led by Venezuela’s Hugo Chávez and including Bolivia, Ecuador and Nicaragua.

“This is the first time in Latin American history that an Islamic government has been so present in the US backyard,” Hamid Molana, an Ahmadinejad adviser, told the Irna state news agency.

Luis Inácio Lula da Silva and Mahmoud Ahmadinejad in Brasilia
Luis Inácio Lula da Silva and Mahmoud Ahmadinejad in Brasilia. Photograph: Fernando Bizerra Jr/EPA

Achieving a first head of state invitation to Brazil was a diplomatic coup for Tehran because the region’s heavyweight had previously kept its distance. Hobnobbing with Lula, one of the world’s most popular leaders, shows that Ahmadinejad has diplomatic cards to play even if Europe, the US and much of the Middle East are against him.

“New orders should be established in the world,” Ahmadinejad said before leaving Tehran. “Iran, Brazil and Venezuela in particular can have determining roles in designing and establishing these new orders.”

Israel made a pre-emptive diplomatic strike last week when the president, Shimon Peres, visited Argentina and Brazil to lobby for a tough line on Iran’s suspected quest for a nuclear bomb.

On Rio’s Ipanema beach, groups representing gay people, artists, Christians, Jews, and Holocaust survivors carried protest banners and a giant cage containing white balloons as a symbol of Iran’s “repressed values”.

Opposition politicians criticised the visit. “One thing is a diplomatic relationship with dictatorships, another is to welcome their leaders in your home,” Jose Serra, the Sao Paulo state governor, wrote in a newspaper article.

Ahmadinejad and Lula are expected to sign accords on biotechnology, energy and farming which, Tehran hopes, could boost bilateral trade from $2bn to $15bn. They may discuss co-operation on building nuclear plants. The Iranian president is due to address Brazil’s congress and speak to university students before heading on to Bolivia and Venezuela.

The visit will test Brazil’s ambition to be a serious diplomatic player by courting friendship with everyone. It has urged dialogue with Iran instead of cornering the regime with sanctions.

“If Brazil is somehow able to moderate Iran’s policies on the nuclear question, or its practice in support of terrorist groups, it would give the Lula government a tremendous boost and enhanced global stature,” said Michael Shifter, an analyst with the Inter-American Dialogue thinktank.

“But if Brazil doesn’t succeed in influencing Iran’s conduct, or is seen as indulging and legitimising such a questionable regime, then it risks alienating some in the US and Europe who expect Brazil to take a firm stand, and might even hurt its chances to get a seat on the UN security council.”

Brazil has reportedly asked Ahmadinejad to steer clear of homophobic comments, Holocaust denial and threats against Israel. Another delicate point will be Tehran’s crackdown on dissent after June’s presidential election.

The US has welcomed Brazil’s burgeoning diplomatic role but some members of Congress accused it of erring in “lending legitimacy” to Iran’s leader.

23/11/2009 - 13:30h O “jogo da paz” no Oriente Médio

Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1

Lula minimiza polêmica sobre o encontro

Em nome da paz, presidente propõe jogo da seleção contra combinado Israel-Palestina

Chico de Gois e Gustavo Paul – O Globo

BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou minimizar a polêmica em torno da visita ao país do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, hoje. Lula preferiu explorar o gesto feito pelo Brasil para tentar influenciar o processo de paz no Oriente Médio. E propôs o que chamou de “jogo da paz”: uma partida da seleção contra um combinado Israel-Palestina.

Lula ressaltou os encontros que teve na semana passada com o presidente de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e disse que a visita de Ahmadinejad está dentro do contexto de conversar com todos os atores da região para tentar estabelecer a paz.

— Fico extremamente feliz que o Brasil possa, num espaço de 10 a 15 dias, receber o presidente de Israel, o presidente da Autoridade Palestina e o presidente do Irã. Isso mostra a diversidade das relações internacionais do Brasil. Com todos vou conversar sobre a mesma coisa: conversei sobre paz com o presidente Shimon Peres, conversei sobre paz com o Mahmoud Abbas e vou conversar sobre paz com o Ahmadinejad — disse Lula.

Lula disse que conhece os problemas da região e que é necessário identificar quem não quer a paz.

— Nós sabemos quem quer a paz no Oriente Médio. O povo quer a paz e alguns governantes querem a paz. O que precisamos detectar agora é quem não quer a paz. A quem interessa que não haja paz no Oriente Médio? Alguém está ganhando com isso. E é esse alguém que está ganhando com a não existência de paz no Oriente Médio que nós precisamos colocar para escanteio e conversar com aqueles que querem construir a paz.

“Jogo da paz” foi proposto a Peres e Abbas O presidente acredita que uma partida de futebol pode ser o pontapé inicial para selar a paz entre palestinos e israelenses. Os dois lados vivem em conflito permanente, com milhares de mortos de ambas as partes, desde a criação do Estado de Israel, em 1948.

A exemplo do que fez no Haiti em agosto de 2004, Lula está disposto a promover um jogo entre a seleção brasileira e um combinado de jogadores palestinos e israelenses. O local da partida seria um campo neutro.

A ideia foi apresentada a Peres e a Abbas. De acordo com o presidente, os dois gostaram da proposta e ficaram de discutir melhor o assunto.

Para a efetivação do jogo, no entanto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá de encaixar a partida no calendário de 2010, ano da Copa.

— Vou à região entre os dias 10 e 16 de março e estamos trabalhando com a ideia de fazer um jogo da paz, como fizemos no Haiti — declarou o presidente, dizendo que os dois países demonstraram disposição de montar uma seleção mista. — Se derem colher de chá, até eu posso jogar de centroavante. Poderia ser meia armador — brincou Lula.

O presidente defendeu que os Estados Unidos tenham uma ação mais ativa na região para buscar a paz.

— É preciso que as grandes potências, países como os Estados Unidos, também tenham uma ação mais positiva, mais construtiva. Se a gente conseguir fazer com que a paz no Oriente Médio não seja uma primazia dos Estados Unidos ou de outro país, mas que seja uma decisão das Nações Unidas e, com base nisso, todos os países do mundo trabalharem para construir a paz, nós estaremos tranquilos.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também defendeu a aproximação entre Brasil e Irã. Para ela, esse diálogo é reflexo do papel que o país passou a desempenhar no mundo.

— A gente tem que se acostumar com a presença mais forte do Brasil no cenário internacional. Quanto mais forte for nossa presença, mais vamos ser instados a contribuir para solucionar conflitos, para resolver pendências, para dar posições em relações às grandes questões internacionais — declarou.

Dilma vê a presença do presidente iraniano no país como um sinal da relevância do Brasil no cenário internacional: — Ninguém antes queria saber nossa opinião sobre o conflito árabeisraelense, nem pedia para a gente uma posição no sentido de construir a paz no Oriente Médio. É importante que o Brasil assuma esses papéis que cada vez mais serão dele.

AFP PHOTO/Eduardo Romero / Manifestantes pediam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não faça acordos com o governo do Irã
Em Ipanema, um protesto para lá de ecumênico

Judeus, homossexuais, negros, mulheres e até muçulmanos em manifestação contra visita de iraniano

Carolina Ribeiro – O Globo

“Ahmadinejad, apesar de você amanhã há de ser outro dia”, cantaram cerca de mil pessoas na manhã de ontem, em frente à Rua Maria Quitéria, na Praia de Ipanema, em protesto contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que chega hoje a Brasília.

— A visita do Ahmadinejad não afeta apenas a comunidade judaica.

Não é uma ameaça para judeus, negros e homossexuais. É uma ameaça para a democracia. Quem nega o Holocausto, nega a escravidão no Brasil. Estamos reunidos para protestar contra qualquer tipo de discriminação e defender um mundo livre — observou Michel Gherman, representante da comunidade judaica Hillel.

A passeata reuniu representantes de diversas entidades, como Instituto de Fomento à Cidadania, Afoxé Filhos de Ghandi, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Academia Brasileira de Filosofia, Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ordem dos Advogados do Brasil, Museu Judaico, Grupo Arco Íris, União Cigana do Brasil, Sociedade Beneficente de Desenvolvimento Islâmico, entre outros.

— Outra vez, nunca mais. Não é possível que hoje em dia o Holocausto não seja reconhecido. Temos que sair da invisibilidade. Estamos presentes para promover o movimento político-racista-religioso — defendeu Miovacite, presidente da União Cigana do Brasil.

— Vim aqui lamentar a atitude do presidente Lula em receber um terrorista no nosso país. Considero isso uma afronta à sociedade — exclamou a vereadora Teresa Bergher, representante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Foram distribuídos apitos e cartões vermelhos. Placas com dizeres como “Senhor presidente: discriminação é crime. Explique ao convidado,”, “O Holocausto não existiu?” e “Perseguições a minorias religiosas?” foram erguidas pelos manifestantes.

O protesto durou cerca de duas horas e, ao meio-dia, foram lançados no ar balões de gás presos numa gaiola. Eles foram pintados com expressões como “liberdade de expressão”, “liberdade sexual”, “paz” e “memória ao Holocausto” em homenagem às vítimas da violência do atual regime do Irã.

Único sobrevivente de uma família judia dizimada no Holocausto, Alexander Laks, de 83 anos, está indignado com a visita.

— Fico ofendido com o fato de um nazista desses pisar em solo brasileiro.

Gostaria de saber quantos integrantes tem a família dele. Se não houve Holocausto, para onde então foi toda a minha família? Quem nega o Holocausto, nega os direitos humanos — ressaltou Laks.

12/11/2009 - 14:17h Oriente Médio: Imprensa vê disputa pelo apoio do Brasil

País começa a ganhar destaque como ator importante na política da região

Os dois presidentes conversam no Itamaraty: Lula dá sinais de que aceitará o convite de Peres para visitar Israel em 2010 - (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press )

Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE, NOVA YORK – O Estado SP

O Brasil consegue aos poucos se destacar como um ator importante na política do Oriente Médio, e o apoio brasileiro passou a ser disputado pelos países envolvidos em conflitos na região. Esta é a avaliação de órgãos de imprensa de Israel que cobrem a visita do presidente Shimon Peres a Brasília, São Paulo e Rio.

Nos Estados Unidos, o peso brasileiro também é sentido, com críticas a Luiz Inácio Lula da Silva por receber o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad ainda neste mês e por ter uma viagem agendada a Teerã no início do próximo ano. Outros veem a iniciativa do presidente como positiva pela neutralidade do país, ajudando em um difícil acordo para a questão nuclear iraniana, prioridade da administração de Barack Obama.

O governo brasileiro também tem sido ativo no conflito envolvendo israelenses e palestinos. No mês passado, o Brasil liderou, sem obter sucesso, uma proposta no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, para encontrar uma saída para a questão do relatório Goldstone, que acusa Israel e o Hamas de terem cometido crimes durante a guerra em Gaza no início deste ano.

A embaixadora brasileira nas Nações Unidas em Nova York, Maria Luiz Viotti, foi, na semana passada, uma das vozes mais fortes no debate sobre o tema. A posição brasileira, nos dois casos, teve destaque nos principais jornais americanos e europeus, algo impensável desde quando o diplomata Osvaldo Aranha presidiu a Assembleia Geral da ONU na votação que criou o Estado de Israel, em 1948.

Em análise, o diário israelense Haaretz afirma que “as visitas dos presidentes do Irã e de Israel ao Brasil demonstram o crescimento da potência sul-americana no Oriente Médio”. Na avaliação do jornal, considerado de centro-esquerda em Israel, um apoio do Brasil ao Irã poderia dar credibilidade ao programa nuclear iraniano, e os israelenses visam impedir justamente que isso aconteça.

Neste envolvimento na política do Oriente Médio, o Brasil é visto como anti-Israel. Em primeiro lugar, pela forma como Lula trata Ahmadinejad, considerado o principal inimigo israelense no mundo. O presidente brasileiro também já esteve em uma série de países árabes e visitará o Irã, mas não foi a Israel. Para completar, a posição brasileira em relação ao relatório Goldstone foi vista como dura pelos israelenses. Na ONU, Viotti afirmou que “Israel precisa respeitar as leis internacionais ao se defender, especialmente em áreas densamente populosas”.

10/11/2009 - 19:52h Shimon Peres destaca papel do Brasil em pressão contra o Irã

Brasil e Israel discutirão acordo de defesa e combate ao terrorismo

10/11/2009 – 14h53 ( – Agência EFE)

foto: EFE
Shimon Peres, Israel, Nelson Jobim
O presidente de Israel, Shimon Peres (d), cumprimenta o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim (e) nesta terça-feira, 10 de novembro

Os Governos brasileiro e israelense decidiram iniciar negociações para um acordo de defesa e combate ao terrorismo, anunciou nesta terça-feira o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, após uma reunião com o presidente de Israel, Shimon Peres.”No mundo, não existem mais os conflitos regulares, e todos os conflitos que existem são irregulares”, disse Jobim a jornalistas, após a reunião com Peres, que iniciou nesta terça-feira uma visita oficial de cinco dias ao Brasil.

No começo da reunião, que depois foi fechada para a imprensa, Peres disse que “os Exércitos têm leis, uniformes e fronteiras”, mas avaliou que “o terrorismo aparece de diversas formas” e “em momentos inesperados”. Jobim não explicou os termos do acordo que os dois países pretendem discutir, mas disse estar convencido de que o Brasil e Israel “podem caminhar juntos em busca de uma nova visão de mundo que possa levar à paz”.

O ministro disse que, durante seu encontro com Peres, não se falou da visita que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fará ao Brasil no próximo dia 23, que gerou críticas de setores conservadores e da comunidade judaica no país.”Esse não é um assunto para mencionar” em uma reunião com Peres, disse Jobim, acrescentando que “Brasil fala com todos aqueles com os quais considera que deve falar”.

Após receber o ministro brasileiro, Peres foi a um centro de convenções de Brasília para uma reunião com autoridades da capital, na qual receberá o título de cidadão honorário da cidade.Depois, o presidente israelense deve visitar a sede do Congresso, onde fará um discurso perante a Câmara dos Deputados e do Senado.

Peres se reunirá na quarta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e depois viajará a São Paulo, onde na quinta-feira participará de uma reunião com empresários dos dois países.
Na sexta-feira, o presidente israelense se reunirá no Rio de Janeiro com autoridades locais e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

O líder israelense permanecerá no Rio de Janeiro no sábado, mas sem atividades oficiais, já que os judeus guardam esse dia da semana, e no domingo partirá para Buenos Aires.

Shimon Peres destaca papel do Brasil em pressão contra o Irã

REUTERS – Agência estado

BRASÍLIA – Dias antes de o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, visitar o país, o presidente israelense Shimon Peres destacou nesta terça-feira o papel que o Brasil pode desempenhar para reforçar a pressão internacional contra o Irã e o terrorismo.

Em discurso no Congresso brasileiro, Peres afirmou que, historicamente, Israel e o povo iraniano não são inimigos, assim como não o são judeus e muçulmanos. No entanto, ele criticou os esforços do governo iraniano para ter armas nucleares e seu apoio a grupos militantes palestinos.

“Não quero discutir em território brasileiro com o presidente do Irã, mas achamos que a política dele é um perigo mundial”, afirmou o israelense.

“Não posso ignorar que o Irã produz arma nuclear ao mesmo tempo em que manda destruir Israel. Isso é contra o tratado da ONU e o direito de viver.”

O líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, deve visitar o Brasil no dia 29 de novembro.

Para Peres, o Brasil tem um papel a desempenhar nas iniciativas da comunidade internacional contra o programa nuclear iraniano, que Teerã garante estar voltado para a geração de energia.

“Eu sei que o Brasil nega ameaças de destruição, nega o terror, e a voz clara e positiva do Brasil tem um eco muito forte no mundo inteiro”, destacou o presidente de Israel.

“Sei que o Brasil apoia o processo de paz (entre Israel e palestinos) que leve a dois Estados para dois povos. Isso então é a única alternativa.”

NEGOCIAÇÕES PARA A PAZ

Peres aproveitou para convidar palestinos e sírios a retomarem as negociações de paz com Israel.

“Chamo aqui o presidente Assad (Bashar al-Assad). Vamos entrar numa negociação agora, sem adiar mais, sem intermediários.”

Ao defender a criação de um Estado palestino que tenha uma voz contra o terror e a destruição, Peres também fez um chamamento às lideranças palestinas.

“Me dirijo ao meu colega Abu Mazen (como é conhecido o presidente palestino, Mahmoud Abbas) para continuar com a negociação de paz. Israel já avisou que está pronto para fazer concessões difíceis e dolorosas”, destacou.

(Reportagem de Fernando Exman)

22/10/2009 - 18:50h No Irã, ponto para Obama, e para Lula

Clovis Rossi – Folha Online

Recupero o essencial de um diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama sobre o Irã, travado em Pittsburgh, à margem da recente cúpula do G20, conforme reprodução do próprio Lula. Dá para acreditar na versão do presidente brasileiro a partir da versão do porta-voz de Obama, Robert Gibbs, para conversa anterior entre os dois presidentes sobre o mesmo assunto, esta na Itália.

Vamos lá, então. Segundo Lula, Obama aprovou a intenção de Lula de manter diálogo com o Irã (em torno da questão nuclear), concordando em que nem todo o mundo deveria colocar o regime dos aiatolás contra a parede, porque acabaria sendo contraproducente.

Detalhe: o diálogo deu-se no mesmo dia em que Obama, ao lado do presidente Nicolas Sarkozy, da França, e do primeiro-ministro Gordon Brown, do Reino Unido, fazia uma dura crítica ao Irã, acompanhada de ameaças, pelo fato de ter revelado só naquele momento a existência de uma usina nuclear nas imediações da cidade de Qom, considerada o Vaticano do xiismo.

Bem feitas as contas, Lula parece estar mais certo do que os “duros”, a julgar pelo acordo entre o Irã e as grandes potências nucleares pelo qual boa parte do urânio iraniano será enriquecido na Rússia e talvez na França, o que reduz a possibilidade/velocidade da fabricação da bomba.

É claro que sempre cabe qualificar o acordo: primeiro porque ele terá que ser submetido às supremas autoridades iranianas. Segundo, porque o urânio restante sempre pode ser desviado para enriquecimento para fins militares.

Feitas essas ressalvas, anote agora o comentário para o jornal britânico “Guardian” de Abbas Barzegar, candidato a PhD em estudos religiosos pela Emory University, de Atlanta, Geórgia.

“O astuto Juan Cole apontou [depois do início das conversas em Genebra que acabaram no pré-acordo agora anunciado] que Obama conseguiu mais do Irã em sete horas e meia do que Cheney [Dick Cheney, vice-presidente de George Walker Bush, duro entre os duros] em sete anos e meio”. Juan Cole vem a ser presidente do Global Americana Institute, um centro de estudos obviamente norte-americana.

A partir dessa interessante comparação, Barzegar acrescenta que se trata de “uma demonstração de que o engajamento diplomático quase sempre funciona”.

Não é, na essência, o mesmo que Lula disse a Obama e que Obama comprou?

Mas é bom notar também que a avaliação sobre o pré-acordo entre os especialistas está longe de ser linear ou consensual. Depende muito de quem o analisa.

Do lado israelense, por exemplo, Yossi Melman escreve no “Haaretz”, talvez o melhor jornal israelense, que, confirmado o acordo, “ele remove qualquer justificativa para um ataque aos locais nucleares iranianos”.

A hipótese de um ataque por parte de Israel era o cenário de pesadelo para todo o mundo – menos, claro, para os próprios israelenses, para os quais o pesadelo é a aquisição da bomba pelo Irã.

De todo modo, convém notar que diferentes círculos diplomáticos dizem que o problema com o Irã não é a confirmação ou não do pré-acordo mas a confiabilidade do regime dos aiatolás.

É uma opinião muito parecida com a que Richard Haass, do Council on Foreign Relations, deu ao “Financial Times”: segundo ele, é o caráter político do regime iraniano, não apenas a sua capacitação para fabricar a bomba, que deveria definir a resposta da comunidade internacional às ambições nucleares do país.

Tudo somado, parece claro que o “engajamento”, princípio essencial da política externa de Obama, marcou um belo ponto. Mas o jogo ainda não está inteiramente jogado.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e “O Que é Jornalismo”.

E-mail: crossi@uol.com.br

18/10/2009 - 08:44h Pela paz: judeus americanos recusam alinhamento automático com Israel

“- O termo ‘pró-Israel’ foi sequestrado por aqueles que têm visões a que a maioria dos americanos, judeus e não judeus, se opõe, seja apoiar a guerra no Iraque, rufar os tambores para uma guerra com Irã ou colocar obstáculos no caminho para acabar com o conflito entre palestinos e israelenses- afirma Ben-Ami.” (fundador da ONG JStreet, grupo judeu de apoio a Israel na comunidade judaica de Estados-Unidos).

Clique na imagem do jornal O Globo para ampliar
JStreet_Israel

17/10/2009 - 15:54h 165 anos de fotografia iraniana

Blog Images&Visions

Medhi_Monem
© Foto de Medhi Monem. Imagem que compõe a exposição “165 anos de fotografia iraniana”.


Durante a 2 ª edição do Photoquai, o Musée du Quai Branly em Paris apresenta a exposição “165 anos de fotografia iraniana”, que oferece um vasto panorama da fotografia iraniana desde o final do século XIX. A exposição começa com a história da fotografia no Irã no final do século XIX e continua com imagens de guerra durante o século XX, e a segunda parte apresenta cerca de trinta produções contemporâneas de grandes fotógrafos iranianos, alguns trabalhando atualmente no Irã e no exterior. Quase 30 anos após a revolução islâmica e 20 anos após o fim da guerra Irã-Iraque, a fotografia iraniana emergiu como com força total, refletindo a identidade da história do Irã, e de sua maneira de perceber o mundo. Até 29 de novembro de 2009. Assista a um vídeo Aqui.

Saiba mais sobre a exposição Aqui

16/10/2009 - 18:39h Boletim “Rua Judaica”: “O respeito, reconhecimento e gratidão ao Presidente Lula devem estar acima de qualquer episódio”

Comunidade_lula
de esqu. a dir. Osias Wurman, Jornalista da Rua Judaica e Cônsul Honorário de Israel no RJ, Presidente Lula, Claudio Lottemberg presidente da CONIB e Jack Terpins presidente do Conselho das Comunidades judaicas latino-americanas

LULA E A COMUNIDADE


Por Osias Wurman – Rua Judaica

O povo judeu tem a gratidão como uma de suas características principais.
Ensinam os sábios do judaísmo que aos inimigos os judeus não esquecem por 500 gerações; aos amigos lembram por 1.000 gerações !

Apesar do júbilo pela próxima visita ao Brasil do Presidente de Israel, Shimon Peres – Premio Nobel da Paz, a comunidade judaico-brasileira, e seus parceiros nas grandes causas como os negros, espíritas, bahais, homossexuais, mulheres e minorias oprimidas pelo regime iraniano, não podem aceitar em passividade a visita de Mahmoud Ahmadinejad, o negador do Holocausto e opressor das minorias iranianas.

Mas os protestos contra a visita de Ahmadinejad não devem cruzar a fronteira do respeito e reconhecimento de todos ao Presidente Lula, por tantos anos de parceria democrática e amistosa com a comunidade judaica do Brasil e, em especial, pelo relacionamento com o Estado de Israel.

Abaixo apresentamos o link do relatório resumido, elaborado pela Assessoria do Presidente Lula, sobre alguns atos e fatos que demonstram a tradicional cordialidade e parceria: Governo + Comunidade + Israel.

> CLIQUE AQUI

Todos os protestos e manifestações sobre este tema serão bem-vindos e aceitos, desde que feitos de forma respeitosa e democrática.

O respeito, reconhecimento e gratidão ao Presidente Lula devem estar acima de qualquer episódio.

Lula é amigo da comunidade !!!

04/05/2009 - 22:52h Presidente do Irã cancela visita ao Brasil

Itamaraty nega mal-estar

GABRIELA GUERREIRO -da Folha Online, em Brasília

O cancelamento da visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, formalizado nesta segunda-feira, não tem relação com as reações negativas de alguns grupos à presença dele, segundo o subsecretário-geral de assuntos políticos do Itamaraty, Roberto Jaguaribe.

O subsecretário disse que, apesar dos protestos de cristãos, judeus e homossexuais contra a presença do iraniano no território brasileiro, o governo federal possui interesse em aproximar suas relações comerciais com o Irã e, por isso, vai insistir que o presidente remarque a visita ao país, em breve.

ira.jpgO presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, cancelou definitivamente sua visita ao Brasil

“Se o Brasil fosse ter relações exclusivamente com países com os quais têm plena afinidade, teríamos um elenco reduzido de parceiros. Há países com os quais não temos afinidade, mas temos grande interesse em ter fortalecimento do relacionamento bilateral. Temos diversidade de posições em vários assuntos com o Irã”, afirmou.

O subsecretário disse que o Ministério das Relações Exteriores do Irã não expressou “de forma clara” qualquer mal-estar sobre as resistências à presença de Ahmadinejad no país. “Se tem mal-estar ou não, eu não saberia dizer. Não é nada que tenha sido expresso de forma clara. Evidentemente que eles prefeririam se tivéssemos concordância com eles, o que não é o caso.”

Jaguaribe admitiu, porém, que a diplomacia iraniana demonstrou preocupação com a eventual “cobertura negativa” que a imprensa brasileira faria da visita.

Em uma eventual visita futura, Jaguaribe disse considerar “possível” que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discuta com Ahmadinejad assuntos polêmicos como a sua negação do Holocausto. “Se o assunto ia ou não ser parte da conversa bilateral, eu acredito que, em princípio, sim. O Brasil gosta de ter conversas francas. O que é tratado em nível presidencial depende muito do momento. Os presidentes quando se encontram têm liberdade de tocar em assuntos que parecem interessantes no momento”, afirmou.

Segundo Jaguaribe, o Brasil é um “país soberano” que defende os seus interesses nacionais “e não os interesses de outros países”.

O presidente iraniano questiona o Holocausto e já disse que “riscaria do mapa” Israel.

O subsecretário disse que o Brasil deseja a presença de Ahmadinejad no país porque quer ampliar o comércio bilateral com o Irã, que registrou queda no ano passado se comparado com o ano de 2007 –caindo de US$ 2 bilhões para US$ 1,1 bilhão. “Redução das exportações do Brasil para 2008. O nosso comércio com o Irã é muito desequilibrado. Compramos muito pouca coisa do país desde que deixamos de importar petróleo e derivados”, afirmou.

Confusão

Por volta das 7h desta segunda-feira, a Chancelaria de Teerã comunicou o cancelamento da visita de Ahmadinejad à Embaixada do Irã em Brasília. Membros da delegação iraniana que já estão em Brasília haviam atribuído o cancelamento ao acirramento das disputas políticas que antecedem a eleição presidencial de 12 de junho próximo, na qual o presidente buscará se manter no cargo.

Depois, o governo iraniano recuou da decisão. À tarde, então, o Itamaraty confirmou que a visita estava cancelada, com base em mensagem oficial enviada pelo presidente iraniano ao colega brasileiro, por volta das 16h.

Na mensagem, o iraniano expressava vontade de “incrementar a cooperação” com o Brasil e afirmava estar “muito interessado em concretizar a visita, baseado na vontade política de desenvolver as relações bilaterais em todos os campos”. Ahmadinejad pedia, então, que a visita fosse adiada “para outra oportunidade”.

21/04/2009 - 18:54h Brasil condena discurso do presidente iraniano

http://www.centrodeartesdesines.com.pt/programacao/2007/200702/imagens/g_holocausto1.jpg
Os Campos de extermínio nazistas serviram para tentar aniquilar o povo judeu. Nunca poderá ser esquecido

Leia a íntegra da nota do Itamaraty

Conferência de Revisão de Durban sobre Racismo

O Brasil atribui grande importância à Conferência de Revisão de Durban sobre Discriminação Racial, que ocorre em Genebra entre 20 e 24 de abril. Para alcançar os objetivos da conferência, o engajamento de todos no diálogo internacional é crucial.

O governo brasileiro tomou conhecimento, com particular preocupação, do discurso do presidente iraniano que, entre outros aspectos, diminui a importância de acontecimentos trágicos e historicamente comprovados, como o Holocausto. O governo brasileiro considera que manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação.

O governo brasileiro aproveitará a visita do presidente Ahmadinejad, prevista para o dia 6 de maio, para reiterar ao governo iraniano suas opiniões sobre esses temas.

Fonte Folha Online

10/02/2009 - 18:24h Matar os infiéis

Matar a los infieles

La infidelidad es un delito penado con la muerte en Irán. Un acto privado que debería resolverse entre las partes involucradas tiene interferencia del estado que veta y asesina.

En diciembre de 2008 dos personas murieron lapidadas y al menos otras diez corren el riesgo de ser lapidadas próximamente.

Houshang Khodadadeh y otro hombre no identificado murieron apedreados hacia el 26 de diciembre.

Las piedras empleadas en las lapidaciones no pueden ser ni muy pequeñas (para que causen dolor), ni muy grandes (para no matar al condenado en seguida).

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Esta pena es específicamente impuesta en casos de adulterio, lo que no constituye delito en la mayoría de los países del mundo.

La Magistratura iraní en 2002 y en agosto de 2008 anunció sendas suspensiones de las lapidaciones que no se cumplieron.

Desde 2002 fueron lapidadas cinco personas y otras diez están en este particular corredor de la muerte.

La pena de muerte en una de sus facetas más crueles sobrevive en el siglo XXI, Amnistía Internacional continúa con su campaña por la abolición de la misma.

Te invito a que sumes tu firma contra esta aberración. Comprometerse, funciona. La indiferencia, no.

01/02/2009 - 12:28h ”Solução de dois Estados só depende de Israel”

http://www.chinadaily.com.cn/world/2007-05/21/xin_18050421084960260554.jpghttp://arrastao.org/ficheiros/800px-israel_and_palestine_peace.png

Jimmy Carter: ex-presidente americano; segundo Carter, medida não foi adotada até agora porque israelenses rejeitam se retirar da Cisjordânia

 

Reza Aslan, Global Viewpoint – O Estado SP

 


O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter debate as perspectivas para uma solução de dois Estados para a crise palestino-israelense, bem como a política externa americana diante do Irã.

Segundo os argumentos do seu novo livro, “Podemos chegar à paz na Terra Santa: Um plano que vai funcionar”, a imensa maioria dos israelenses e palestinos já aceita os parâmetros de uma solução de dois Estados. Então por que a solução de dois Estados ainda parece tão longe de se tornar realidade?

Até o momento isso se deveu ao fato de os israelenses não estarem dispostos a dar um passo fundamental, que é a retirada da Cisjordânia. Isso é central para a solução do conflito, e Israel não apenas continuou a aumentar o número de assentamentos no território como também construiu uma muralha na área palestina da Cisjordânia. Se os israelenses aceitarem a solução, terão de se retirar da Cisjordânia e eles ainda não demonstraram disposição em fazê-lo.

Parece que durante cerca de 40 anos o status quo beneficiou Israel. Mas agora parece que ocorreu uma virada, em termos demográficos. Não falta muito tempo para que haja mais árabes do que judeus entre o Mediterrâneo e o Rio Jordão. Esta não é a verdadeira ameaça à existência de Israel?

Exato. Logo haverá uma maioria árabe naquele território de um único Estado, o que significa que Israel terá apenas três opções completamente inaceitáveis. Uma delas é o que se pode chamar de limpeza étnica, coisa que ninguém deseja, e isto significa obrigar os palestinos a deixar o território. A segunda opção seria ter um país dentro do qual houvesse duas classes de cidadãos: uma delas seria composta pelos judeus, que teriam direito ao voto; a outra seria formada pelos árabes sem direito ao voto. E isso seria equivalente ao apartheid sul-africano.

A terceira e última opção é deixar que os árabes detenham a maioria dos votos, e com alguma divisão entre os judeus, e os árabes votando em bloco, eles controlariam todo o governo e não haveria mais um Estado judaico. Estas são as opções, excluída a solução de dois Estados.

Parece que a opinião pública e a mídia americanas estão mais dispostas a criticar Israel após a guerra em Gaza.

As pesquisas mostram que isso é verdade. Acho que veremos grandes mudanças, e a demonstração mais concreta é a eleição de Barack Obama. Desde sua primeira semana na presidência, ficou claro que a paz no Oriente Médio será uma de suas prioridades. E o enviado especial escolhido por ele, George Mitchell, é muito mais qualificado do que muitos de seus predecessores.

A maioria dos israelenses está disposta a abrir mão da Cisjordânia em troca da paz, e os palestinos desejam a mesma coisa. A poderosa voz do presidente dos EUA terá um imenso impacto sobre a opinião pública, não somente no seu país, mas também nos territórios palestinos e em Israel.

Qual seria a principal lição que o presidente deveria aprender a partir da sua experiência nas tentativas de encerrar o conflito no Oriente Médio?

Os EUA precisam desempenhar um papel forte desde os primeiros momentos de seu governo, sendo enfáticos nos esforços para conduzir as negociações até a sua conclusão. É necessário agir logo, demonstrar comprometimento profundo e ser persistente.

Este processo começa com o reconhecimento do papel desempenhado pelo Hamas nas negociações?

Ainda é cedo para isto. O Hamas se comprometeu a aceitar qualquer acordo negociado com Israel, desde que seja submetido ao povo palestino em um plebiscito, ou se for eleito um governo de unidade e os representantes do governo aprovarem o acordo. Este é um importante passo a ser dado quando chegar o momento nas negociações com o Hamas.

Talvez agora tenhamos a oportunidade de reconsiderar os últimos 30 anos de política externa americana em relação ao Irã. Que conselho daria a Obama a respeito do melhor modo de tentar uma aproximação com o Irã?

Ele já prometeu, antes e depois de ser eleito presidente, que abrirá todas as formas de comunicação com o Irã. Se você descartar o presidente Mahmud Ahmadinejad e se aproximar de membros mais responsáveis do governo do Irã, penso que, quando Obama enviar alguém para explorar as possibilidades de negociação, acho que essa pessoa será bem recebida. Meu conselho para Obama é simplesmente fazer o que prometeu que faria: abrir um canal de comunicações com o Irã.

O senhor é otimista com relação à situação no Irã e no Oriente Médio daqui a oito anos?

Sim, comparando com as circunstâncias atuais, de onde partimos. O melhor meio de restringir os movimentos potenciais do Irã para aumentar sua capacidade nuclear é conseguir a paz entre israelenses e palestinos, acabar com a guerra oficial entre Israel e Síria, Israel e Líbano. Acho que isso eliminaria, e muito, a ameaça da qual os iranianos sentem que precisam se defender. E de uma maneira mais geral, debilitaria a influência de Teerã e seu prestígio, que cresceu por causa da guerra do Iraque. Assim, o fim da guerra no Iraque e a paz no Oriente Médio seriam duas coisas que colocariam o Irã de volta a uma posição em que sua influência negativa em prol do terrorismo diminuiria, e o país sentiria menos necessidade de ter armas nucleares para se defender.

11/01/2009 - 10:38h É hora de reconhecer os emergentes

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Obama deve olhar além da guerra na Faixa de Gaza para reformar o sistema multilateral global

James Traub* – O Estado SP

Antes mesmo de Israel lançar os ataques a Gaza há duas semanas, a equipe de segurança nacional de Barack Obama compreendeu que as crises poderiam facilmente eclipsar a agenda de transformação que o presidente eleito adiantou durante a campanha.

Guerras no Iraque e no Afeganistão, instabilidade no Paquistão e ameaça de proliferação nuclear no Irã seriam mais do que suficientes para desalojar qualquer ideia de planejamento de longo prazo. Agora, o Oriente Médio está em chamas de novo. No entanto, um amplo leque de especialistas em política externa insiste para o futuro presidente olhar além da fumaça e do derramamento de sangue para reformar as estruturas governantes mundiais.

Essas estruturas – como a ONU – datam do fim da 2ª Guerra, quando os vitoriosos tinham o monopólio do poder econômico e político, e o sistema de Estados parecia sólido. Não vivemos mais nesse mundo. Uma prova disso veio em novembro, quando George W. Bush reuniu o G-20 para tratar da crise financeira.

Até então, a diretoria executiva do planeta era conhecida desde que se reuniu pela primeira vez, em 1975, como G-7 (ou G-8 quando a Rússia participava). Robert Hormats, ex-funcionário do Departamento de Estado, presente naquela primeira reunião, observa que, por muito tempo, as potências ocidentais “podiam gerir a economia global sozinhas”. Agora, diz ele, “isso é inconcebível”.

A reforma está no ar. Em janeiro de 2008, o premiê britânico, Gordon Brown, fez um pronunciamento em Nova Délhi no qual observou que a globalização havia trazido novas potências para o primeiro plano. Ele pediu um novo momento de “criação” que incluiria mudanças na composição das instruções do pós-guerra e novos mecanismos para lidar com mudança do clima, pobreza, energia e não-proliferação nuclear.

Bem mais provocativo para o mundo em desenvolvimento é a composição do Conselho de Segurança da ONU, cujo rol de membros permanentes com direito de veto não mudou desde a sua criação. Obama, diferentemente de seu antecessor, vê a ONU como um instrumento fundamental para a política externa americana, mas poderá ter algumas iniciativas bloqueadas pela antipatia do Terceiro Mundo à influência desproporcional do Ocidente. Especialistas dizem que ele angariaria uma enorme boa vontade se apoiasse abertamente assentos no conselho para os atuais aspirantes: Índia, Brasil, Alemanha, Japão e África do Sul.

Será que um Conselho de Segurança ampliado ajudaria Obama a cortar o nó górdio no Oriente Médio? Infelizmente, não. A ONU desempenha hoje um papel apenas secundário de mediação entre Israel e palestinos, para os quais a Casa Branca e potências selecionadas do Oriente Médio continuarão sendo os interlocutores preferidos. Um novo Conselho de Segurança não poderia resolver tampouco as tensões criadas por um de seus membros permanentes, como uma Rússia, cada vez mais impaciente e belicosa.

No entanto, da última vez que a ONU fez uma iniciativa séria para ampliar o conselho, em 2005, cada candidato tinha seu próprio inimigo jurado – geralmente, um vizinho. Alguns defensores sugeriram que Washington se concentrasse primeiro na limitação do uso do veto e, só depois, no acesso de novos membros.

EFICIÊNCIA

Ademais, tornar uma organização mais representativa não a torna necessariamente mais eficaz. A crise financeira demonstrou a necessidade de novos mecanismos regulatórios globais. Esses serão agora reunidos segundo instruções de ministros da economia do mundo em desenvolvimento e do Ocidente.

Isso as tornará mais sólidas? Considerando a resistência de muitos membros do G-20 a padrões mais rígidos de contabilidade, a resposta é: “Não necessariamente.” Então, qual será a alternativa? O Ocidente quer que China, Rússia e as economias emergentes se vejam como atores globais responsáveis. Isso significa dar-lhes participação no sistema e esperar que essa participação os torne partes interessadas melhores.

Os defensores da reinvenção parecem ter os méritos do seu lado. Qual a importância de criar e reformar essas novas estruturas em comparação com a administração da crise? Essas perguntas foram feitas a elementos da equipe de transição de Obama, que não quiseram comentar.

É evidente que a ONU pode esperar, ao passo que a paz no Oriente Médio, não. Mas existe outra maneira de olhar para a questão: um governo que queira trabalhar via instituições, e não por meio de coalizões, terá de escolher entre reformar essas instituições ou vê-las cair na irrelevância.

Em outras palavras, a mudança virá, de um jeito ou de outro. Segundo David Rothkopf, especialista em segurança nacional, a questão é: “Permitiremos que ela avance no seu próprio ritmo, descoordenada, aos poucos, ou veremos isso como uma oportunidade e produziremos uma nova visão de um sistema que promova interesses americanos assim como a visão do pós-guerra fez por 60 anos?”

*James Traub é direto de políticas para o Global Center for the Responsibility to Protect

10/01/2009 - 14:05h O ponto de vista do governo de Israel

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Publicado no Jornal do Brasil em 09 de janeiro de 2009.

O conflito do Hamas em cores
Giora Becher, Embaixador de Israel no Brasil
O mundo livre ficou chocado quando terroristas explodiram trens e um ônibus em Londres e Madri, e transformaram os dois prédios mais altos do mundo em uma pilha de detritos, em Nova York. Todos concordaram que deveria existir uma cooperação internacional conjunta dirigida a ataques terroristas perpetrados por fanáticos islâmicos. A operação de Israel na Faixa de Gaza faz parte da luta mundial contra o terror. Os israelenses têm o mesmo direito básico dos cidadãos de São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília de viverem em segurança em suas cidades e lares, sem estarem expostos aos perigos de foguetes que possam “cair sobre eles” a qualquer momento.

Onde quer que os israelenses estejam, têm meros 15 segundos para correr com suas familias até o abrigo mais próximo e salvar suas vidas. Por oito longos anos, a cidade de Sderot, localizada a apenas 4 km de Gaza, tem vivido assim. Um quarto da população da cidade já saiu. Vocês estariam dispostos a viver sob estas condições, dia e noite, por oito anos, alvos de projéteis lançados pelo Hamas? O povo palestino não é nosso inimigo. Eles são nossos vizinhos. Queremos realmente “construir pontes” de diálogo e esperança de um futuro melhor com os palestinos.

O Hamas é nosso inimigo. Esta é uma organização terrorista islâmica violenta, membro do eixo radical Teerã-Hezbolá. Com sua linha dura de aderência a uma doutrina religiosa extremista, eles não querem fazer nenhum compromisso e não respeitam nenhum acordo. Seu objetivo declarado é o de eliminar o Estado de Israel e assassinar todos os seus cidadãos. O Hamas já explodiu ônibus lotados de passageiros em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. O Hamas enviou terroristas suicidas para assassinar centenas de israelenses em muitos locais. Como vocês agiriam se uma organização terrorista brutal fosse enviada para matar civis e crianças em seus restaurantes e ônibus? Além do mais, o Hamas não é apenas inimigo de Israel, mas inimigo de todos os árabes moderados.

Pouco tempo atrás, quando o Hamas tomou Gaza à força, seus homens não se importaram quando jogaram seus opositores políticos, que apoiavam a Autoridade Palestina, do alto de prédios. Muitos foram mortos pelo fogo do Hamas, enquanto o poder era tirado das mãos do presidente Abbas. Os palestinos moderados conhecem a amarga verdade sobre o Hamas. Eu gostaria que vocês soubessem a verdade também. O Hamas é uma encarnação do pior pesadelo da região. Ele não representa o desejo nacional palestino de independência, porque se opõe à “solução de dois Estados”, isto é, um Estado israelense e um palestino vivendo lado a lado em paz e segurança. Ao invés disto, defende a idéia de um Estado islâmico fanático que seria estabelecido sobre as ruínas do Estado judaico. O objetivo do Hamas não é estabelecer um Estado palestino e nunca foi. Pelo contrário, seu objetivo é a destruição do Estado de Israel, pura e simplesmente. Se uma organização terrorista quisesse a destruição de seu país como condição de parar com a agressão violenta, vocês balançariam a cabeça e diriam: “amém”?

No verão de 2005, Israel retirou-se de Gaza completamente. Aos palestinos foi dada uma histórica oportunidade de mudar seu destino e fazer com que Gaza se tornasse um milagre econômico, nacional e cultural. Com uma ajuda internacional maciça, eles poderiam ter transformado Gaza em um paraíso. Mas o Hamas tomou o controle e transformou Gaza em um antro de terrorismo e opressão. Ele violou todos os acordos de cessar-fogo com Israel, contrabandeou foguetes fabricados no Irã através de túneis na fronteira e ignorou as necessidades humanitárias básicas da população civil palestina. Qual é a fórmula certa para responder ao fogo direcionado contra suas casas com o intuito de te matar? Seria certo responder com 8 mil foguetes direcionados às casas dos atacantes? Qual é a aritmética moral correta? O Hamas dispara contra nossos civis a partir de seus esconderijos entre sua própria população civil. Eles se encolhem entre crianças, em mesquitas e hospitais, esperando que Israel responda para que possam posar de vítimas na imprensa mundial. Israel sabe lidar com isto bem melhor do que qualquer exército no mundo, que já se encontrou em circunstâncias bem menos difíceis.

Há aqueles entre a mídia mundial que caem facilmente nas armadilhas de falsas fotos. Peço que não sejam convencidos. Apesar da luta contínua, Israel se esforça para transferir ajuda humanitária para Gaza. Quase todos os dias, aproximadamente 80 caminhões descarregam toneladas de alimentos e medicamentos nas passagens da fronteira para serem transportadas até Gaza. A Força Aérea de Israel investe esforços tremendos para evitar atingir civis. Em suas reuniões, 80% do tempo são dedicados a discutir maneiras de atingir alvos terroristas conhecidos sem atingir civis inocentes, como jogar folhetos do ar dizendo aos residentes quais áreas estão para ser bombardeadas. Vocês conhecem qualquer outra Força Aérea no mundo que toma tais medidas em tempo de guerra? Nosso pessoal telefona para casas em Gaza, avisando aos civis inocentes o que está para acontecer com um prédio que aloja um quartel general do Hamas ou armazena foguetes. Apesar de todos os nossos esforços, nem sempre obtemos sucesso.

As casualidades civis são profundamente sentidas. Erros ocorrem até em tempos de paz, quanto mais na guerra. Nossa guerra contra o Hamas tem o objetivo de proteger as vidas de nossos cidadãos que moram no Sul de Israel, mas é bem mais do que isso. Pode proteger o processo político e a chance de paz entre Israel e os palestinos, chance esta constantemente “torpedeada” pelo Hamas. Tem também o intuito de evitar que esta região caia em um abismo de fanatismo e hegemonia iraniana. É parte da luta legítima contra o terrorismo e extremismo assassino. Se vocês se colocarem por um momento em nossos lugares e entenderem as dificuldades passadas pelos israelenses, vocês poderão ter um retrato colorido da situação real.

04/01/2009 - 10:37h Proposta árabe de paz é melhor solução

 Las víctimas de la guerraExtinción de los incendios

Turki al-Faisal*, The Washington Post – O Estado de São Paulo

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, herdará dentro em breve não apenas uma nação refém de duas guerras, mas um mundo de instabilidade e todo o Oriente Médio mergulhado na discórdia. Embora os conflitos na região pareçam eternos, há razões para certo otimismo. Se Obama se unir às forças da paz e da estabilidade e agir de maneira corajosa, sua presidência terá um forte impacto no panorama internacional.

O melhor remédio já formulado para a disputa palestino-israelense é a iniciativa de paz árabe de 2002. A perspectiva de “paz” deve ser analisada em relação ao seu contexto.

Em maio, Israel comemorou o 60º aniversário de sua criação. Para os palestinos e seus irmãos árabes e muçulmanos, a fundação de Israel é “al-Naqba” ou “a catástrofe”. É o dia em que o sonho de um Estado palestino se despedaçou; o dia em que a ideia de um mundo com base na igualdade, na liberdade e na autodeterminação morreu.

Há um consenso universal segundo o qual o povo palestino vive sob ocupação e foi privado de sua terra. É indiscutível que seus direitos – derivados de textos inspirados em fontes divinas, do direito internacional e dos princípios básicos da justiça e da equidade – foram ignorados, assim como todas as tentativas de buscar uma reparação.

Os Acordos de Oslo de 1993, o primeiro pacto direto entre palestinos e israelenses, assinalaram um marco histórico. Na época, existiu um verdadeiro espírito de cooperação, expresso pelo desejo de israelenses e palestinos de viver juntos em paz. O assassinato de Yitzhak Rabin, em 1995, acabou tragicamente com essa esperança.

Em 1998, ficou evidente que a paz prefigurada em Oslo não se concretizaria. Cada uma das partes defende suas razões ao explicar o fracasso. Mas analisando as discussões parece que os israelenses usaram Oslo como justificativa para se apropriar de mais terras palestinas, principalmente ao redor de Jerusalém. Os negociadores israelenses discutiram obstinadamente os problemas secundários, recusando-se a negociar as questões relativas ao status final, a questão fundamental para uma paz duradoura e segura.

O mundo árabe apresentou duas propostas claras, o plano de paz de Fahd, de 1981, e a iniciativa de paz árabe de 2002. Ambos tinham o endosso de todas as nações árabes. O mundo árabe estava disposto a pagar um preço elevado pela paz, não apenas reconhecendo Israel como um Estado legítimo, como normalizando as relações e pondo um fim às hostilidades que existem desde 1948.

Em troca, pedia a Israel que seguisse o curso estabelecido pelas resoluções e pelas leis internacionais, retirando-se completamente dos territórios ocupados em 1967, o que inclui o lado leste de Jerusalém; aceitando uma solução justa do problema dos refugiados palestinos; e reconhecendo o Estado independente da Palestina, com Jerusalém Oriental como sua capital.

Se a paz for o verdadeiro objetivo, Israel deverá cessar toda provocação, como persistir na construção de assentamentos em território palestino, que constitui uma clara violação da lei internacional. Se não fizer isto, o mundo concluirá, como o ex-presidente Jimmy Carter, que Israel está interessado apenas em aumentar seu poder e sua posição de barganha.

Shimon Peres ofereceu-se para discutir a iniciativa de paz árabe a qualquer momento e nós aplaudimos sua resposta. Atualmente, o governo saudita não pode manter conversações diretas com Israel, portanto Egito e Jordânia foram autorizados a reunir-se com Israel em nome do mundo árabe. Assim que forem conseguidos acordos entre palestinos, Líbano, Síria e Israel, a Arábia Saudita se dedicará ao fim das hostilidades e ao estabelecimento de relações diplomáticas com Israel.

A paz exigirá esforços mundiais. Os EUA, a União Europeia, a Federação Russa e a ONU deverão abraçar as iniciativas árabes e pressionar Israel a fazer o mesmo. Depois de tomar posse, Obama não poderá perder a ocasião crucial para conduzir a região rumo à paz empreendendo uma política abrangente para tratar de todos os pontos críticos do Oriente Médio. Para tanto, deveria:

pedir a retirada imediata das forças israelenses das Fazendas de Sheba no Líbano. Isso acabaria com o arsenal da propaganda do Hezbollah e reduziria a interferência da Síria e do Irã no Líbano;

colaborar com o Conselho de Segurança da ONU para uma resolução que garanta a integridade territorial do Iraque. Isto esfriaria as ambições dos políticos iraquianos de desmembrar o país e os obrigaria a negociar uma reconciliação nacional, colocando os interesses iraquianos acima dos interesses de árabes, curdos, xiitas ou sunitas. Além disso acabaria com as ambições econômicas ou territoriais que os vizinhos podem estar avaliando;

encorajar negociações de paz sírio-israelenses, o que envolveria a Síria e reduziria a intervenção iraniana. Também obrigaria os grupos palestinos na Síria a seguir o exemplo sírio;

declarar a intenção dos EUA de trabalhar por um Oriente Médio sem armas de destruição em massa, com um sistema de segurança abrangente e outros incentivos para os países que o assinassem, e um regime de sanções para os que não o assinassem. Isso acabaria com a questão das duas normas usadas pelo governo iraniano para angariar apoio entre seu povo para sua política nuclear.

A estabilização da situação no Oriente Médio exigirá paciência, determinação, uma diplomacia firme e empatia. Mas o resultado desses esforços valerá a pena. Como disse a diplomata indiana Vijaya Laskshmi Nehru Pandit: “Quanto mais suamos pela paz, menos sangramos na guerra.”

*Turki al-Faisal é filho do falecido rei Faisal da Arábia Saudita e diretor do Centro Rei Faisal para Pesquisa e Estudos Islâmicos

17/12/2008 - 19:25h Bloody Sunday – Hunger

U2

On January 30, 1972, British troops opened fire on unarmed and peaceful civilians in Derry, Ireland during a civil rights march. This music video is a tribute to the 14 killed and others wounded – combining video/music of U2, video from “Bloody Sunday” (2002 movie), and photographs from that terrible day.

A trailer about a new film, ‘Hunger’, which looks at the last six weeks of the life of IRA hungerstriker Bobby Sands.
Artist Steve McQueen’s debut film Hunger also won the Camera d’Or prize at the Cannes Film Festival.

06/12/2007 - 12:48h Etats-Unis : le rapport sur l’Iran conforte Barack Obama face à Hillary Clinton


Si un citoyen américain constate la présence d’un clandestin, doit-il en référer aux autorités, comme le soutiennent plusieurs candidats républicains à la présidence ? Telle était la question sur laquelle devaient plancher les candidats démocrates lors de leur débat, mardi 4 décembre. Cela se passait sur une radio de Des Moines, capitale de l’Iowa, où se tiendra, le 3 janvier, les premiers “caucus” (votes après débat) lançant les primaires pour la désignation du candidat de chaque parti au scrutin présidentiel du 2 novembre 2008.

Les candidats ont vaguement marmonné : “Non.” “Ah bon ?” a lancé le modérateur, Steve Inskeep. Et s’ils sont témoins d’un autre délit, doivent-ils le faire savoir (sous-entendu : l’illégalité ne serait-elle pas un délit à vos yeux ?) ?

“Votre question, Steve, est habile, mais pas la bonne, a rétorqué Hillary Clinton : 12 à 14 millions de personnes vivent parmi nous, s’occupent de nos vieux ; sans doute font-ils les lits des hôtels dans lesquels nous descendons. N’écoutez pas les démagogues qui veulent transformer chaque Américain en délateur suspicieux.” Mais le modérateur est revenu à la charge : admettez-vous que la présence des clandestins fait baisser les salaires des Américains ?

(mais…)

02/10/2007 - 10:16h Blogueiro com a cabeça no lugar

CECILIA GIANNETTI

Se continuasse no Irã, Hossein Derakhshan estaria preso ou teria, literalmente, perdido a cabeça

SE A blogosfera fosse um balneário ensolarado, eu chamaria esse cara pra tomar um chope. E se o jornalista e blogueiro Hossein Derakhshan (aka Hoder) tivesse permanecido em Teerã, onde nasceu, estaria preso ou já teria, literalmente, perdido a cabeça.

Hoder tinha 27 anos e uma coluna diária sobre cultura e internet no jornal “Asr-e Azadegan” (algo como “Tempo dos Livres”), quando, em 2000, o aiatolá Khamenei mandou fechar essa e outras 16 publicações, incluindo o “Jameah” (”Sociedade”), primeiro jornal reformista iraniano.
Pego de surpresa, como centenas de colegas jornalistas que ficaram desempregados da noite para o dia, mudou-se para Toronto, no Canadá.

O gosto por roupas modernas e cultura pop já seria suficiente para arranjar confusão em seu país de origem. Hoder aumentou os riscos recaindo no que os conservadores iranianos qualificam de “Insulto aos Profetas”, criticando o líder fundamentalista.

“O presidente Mahmoud Ahmadinejad (eleito em 2005) é uma fraude e é uma marionete de Mesbah Yazdi, um clérigo radical que só ganhou poder após a morte de Khomeini. Se existe uma pessoa no Irã que o mundo devia temer é o aiatolá Mesbah Yazdi”, Hossein escreve em seu blog, Editor: Myself (http://hoder.com/weblog), ponto de partida de nossa troca de mensagens.

Hoder fez mais que reclamar. A repressão retomada por Khamenei em 2000 fez com que o debate político migrasse para o espaço virtual.

Com um empurrão significativo do blogueiro: ele provocou um levante reformista na web, movimentado principalmente por jovens, que passaram a mostrar em diários na rede uma nova face do Irã, abertamente insatisfeita com o regime.

Para não perder o vínculo com os leitores que deixara para trás, Hoder incentivou-os a fazer blogs. Criou alterações no Blogger.com que viabilizaram a publicação de textos em persa e disponibilizou na web um tutorial ensinando o be-á-bá dos blogs farsi, permitindo que pudessem trocar informações sobre tudo o que jovens em qualquer parte do mundo costumam gostar -e a ditadura teocrática iraniana reprime.

O relativo anonimato que caracteriza a ferramenta Blogger, no entanto, ainda não é suficiente para proteger quem a utiliza no Irã. A conseqüência pode ser cadeia e tortura.
Seu blog está fora do ar há dias -coisa incomum. Mas não vou pensar no pior.

Hoder costuma viajar para falar de tecnologia e alternativas ao regime iraniano vigente, a convite de universidades e governantes. Briga também contra a demonização do Irã pelos Estados Unidos.

Quem acompanha o blog sabe: num dia ele pode teclar de Toronto, na manhã seguinte de Londres, Berlim, Tunísia e até Israel.

Está na hora de uma universidade brasileira chamá-lo para uma palestra também. Finalmente pagaria ao Hoder os chopes devidos pelas aulas sobre o Irã e lhe mostraria nossa guerra particular.

Folha de São Paulo

30/09/2007 - 14:59h Ser homosexual en el país de Ahmadineyad

Gays iraníes relatan la dureza de vivir en un régimen que niega su existencia y que mantiene la pena de muerte para los ‘desviados’

ÁNGELES ESPINOSA - Teherán – El País

“Entonces, ¿yo no existo?”, exclama incrédulo M., un gay acomodado de Teherán ante la afirmación de que “en Irán no tenemos homosexuales” pronunciada por el presidente, Mahmud Ahmadineyad, en la Universidad de Columbia el pasado lunes. “Lo que debiera hacer es informarse antes de hablar para no meter la pata como con el Holocausto”, añade Taha, de los pocos gays iraníes que ha aceptado hablar con este diario. La discreción es la norma de supervivencia en un Estado cuyo código penal establece la pena de muerte para quien mantiene relaciones homosexuales. Algo que también ocurre en países aliados de EE UU como Pakistán, Arabia Saudí o Yemen.

“Ahmadineyad sólo tiene que darse una vuelta cualquier tarde-noche por el parque Daneshju para descubrir que en su país sí que hay homosexuales”, sugiere un estudiante universitario. El Daneshju es uno de los típicos lugares de encuentro gay de Teherán. Quizá el más democrático. A diferencia del centro comercial Jam-e Jam, donde el ambiente pijo hace que sus camisetas ceñidas y sus cejas arregladas pasen desapercibidas, en el parque confluyen chicos tanto del norte rico como del sur más modesto. A menos que alguno se muestre extremadamente cariñoso, la policía no suele intervenir.

Como en el caso de los heterosexuales, la República islámica considera inmoral cualquier muestra pública de afecto. De acuerdo con la moral que institucionalizó la revolución islámica de 1979, toda relación fuera del matrimonio heterosexual es ilícita y punible.

“En tanto que homosexuales no tenemos muchos problemas con las autoridades”, asegura Taha (nombre supuesto). Este joven de 21 años, que da clases en una academia en Arak, la populosa ciudad industrial en la que Irán está construyendo un reactor nuclear, se refiere a problemas distintos de los del resto de los iraníes.

“Incluso a veces es una ventaja”, bromea en referencia a que no tienen que justificar estar junto con su pareja como en el caso de los heterosexuales. También cuando celebran fiestas: “Como no hay mujeres, la policía no se mete tanto con nosotros, a no ser que sean multitudinarias”, admite. “Si nos reunimos más de 100 temen que se pueda difundir la enfermedad”.

Curiosamente, aunque esa relación se ha practicado tradicionalmente, en persa no ha existido una palabra para definir la homosexualidad hasta el siglo XX.

A Taha no le gusta el término hamjensbaz, que empleó su presidente. “Es despectivo”, dice en referencia al neologismo que literalmente significa “jugar con el mismo sexo”. Él se refiere a sí mismo como gerá, apócope de hamjensgerá (inclinación por el mismo sexo).

El desprecio es algo a lo que los homosexuales iraníes están acostumbrados. Desprecio, indiferencia, o mirar hacia otro lado como ha hecho Ahmadineyad. “Los iraníes son cerrados respecto a este tema. No se puede hablar libremente”, señala Taha. Ni siquiera con la familia más cercana.

“El 80% no lo acepta”, asegura este joven. “Yo tengo una familia educada, pero aún no se lo he dicho a mi padre porque incluso la minoría que llega a aceptarlo, lo considera un castigo. Creo que en dos o tres generaciones se habrá superado. De hecho, entre la gente de mi edad no hay problema”.

Por ahora, sin embargo, impera la idea de que la homosexualidad es una enfermedad. De hecho, previo certificado médico, quienes se declaran gays quedan exentos del servicio militar. “Es cierto que puedes librarte de la mili, pero ni yo ni la mayoría de mis amigos lo hemos hecho porque luego en la cartilla marca como causa el artículo 29 y todo el mundo sabe de qué se trata”, explica Taha. “Eso hace imposible encontrar empleo”.

De momento, Taha ha decidido vivir sin pareja. “Me gustaría llegar a ser diputado del Parlamento, pero quiero empezar desde la política local”, confía convencido de que sólo desde adentro se pueden cambiar las cosas. Ello le obliga a ser exquisitamente cuidadoso en su comportamiento. Debe evitar verse implicado en incidentes como el que la pasada primavera terminó con Farsad y Farnam, dos jóvenes que celebraban con un grupo de amigos su decisión de irse a vivir juntos, en comisaría.

La policía irrumpió en la fiesta y todos los asistentes terminaron bajo el látigo del verdugo. Su historia y las huellas de los 80 azotes por “relación impropia” que recibieron pueden verse en la página web de la Organización Gay Iraní (www.irqo.net), que tiene su sede en Estados Unidos. Hoy los dos amigos han salido de Irán a la espera de encontrar un país de acogida. Pero su calvario no fue muy distinto del que sufren los jóvenes heterosexuales cuando son descubiertos bailando o bebiendo alcohol en alguna fiesta privada.

Como en el caso de las ejecuciones a homosexuales que periódicamente denuncian las organizaciones internacionales de derechos humanos, resulta difícil probar que a Farsad y Farnam les azotaron por ser gays. “No ejecutan a homosexuales sino a violadores, y yo estoy de acuerdo”, defiende Taha.

“Hay que tomar con cierta distancia los informes de Amnistía Internacional y Human Rights Watch [sobre la homosexualidad en Irán]“, advierte un diplomático europeo que acaba de elaborar un escrito sobre el asunto para su Gobierno. La reciente actualización del documento de la UE sobre derechos humanos en Irán concluye que “no hay persecución de homosexuales, aunque sigue siendo un tabú social”, la ley prevé las máximas penas y el presidente ni siquiera acepta que existan.

Un delito difícil de probar

La homosexualidad no se castiga en Irán… si se autorreprime. “Es la práctica lo que se castiga”, explica un observador que ha estudiado la jurisprudencia al respecto. De acuerdo con las leyes iraníes, si no hay relación, no hay pena. Pero incluso cuando la hay, no es fácil probarlo. El Código Penal, basado en la sharia (ley islámica), exige que los implicados -adultos, en pleno uso de sus facultades y que hayan consentido en el acto- “confiesen cuatro veces ante el juez” o, en su defecto, exista el testimonio de “al menos cuatro hombres justos que lo hayan observado”.”Desde el advenimiento de la revolución islámica, no recuerdo ninguna ejecución de homosexuales debida sólo a un acto sexual consentido; ha habido ejecuciones, pero atribuidas a violaciones anales”, declaró el año pasado alguien tan poco sospechosa de connivencia con el régimen como la premio Nobel Shirín Ebadi. Tampoco desde entonces se han registrado ejecuciones de homosexuales.¿Y los dos jóvenes colgados de una grúa en el verano de 2005? Sus imágenes dieron la vuelta al mundo ante la movilización de las organizaciones internacionales de derechos humanos. Más allá de la repulsa que merezca la pena de muerte y de la gravedad añadida de que uno de ellos fuera menor cuando sucedieron los hechos que se le imputaron, Mahmud Asgari y Ayaz Marhoni fueron condenados por violar a un niño de 13 años.Un repaso a las ejecuciones de homosexuales denunciadas en los últimos años revela que en todos los casos los reos estaban acusados de otros delitos (violación, asesinato, narcotráfico).

26/09/2007 - 09:59h Kirchner, muy duro con Irán: dijo que no colaboró en la causa AMIA

El Presidente les pidió “a todas las naciones del mundo” que intercedan ante Teherán para que colabore con los jueces que investigan el atentado. Cumplió así con la promesa que le había hecho a la comunidad judía.

NESTOR KIRCHNER, AYER, EN NUEVA YORK,
AL DAR SU ULTIMO DISCURSO COMO PRESIDENTE ARGENTINO
ANTE LA ASAMBLEA DE LAS NACIONES UNIDAS.


Walter Curia NUEVA YORK ENVIADO ESPECIAL CLARÍN
wcuria@clarin.com

En un escenario altamente sensibilizado por la amenaza de una nueva guerra en el Golfo Pérsico, el presidente Néstor Kirchner cumplió su compromiso con la comunidad judía argentina: denunció ayer a Irán ante la ONU por su falta de colaboración con la Justicia argentina en la causa que investiga el atentado contra la AMIA y pidió “a todas las naciones del mundo” que intercedan ante el gobierno de Teherán para que cumpla con ello.

En su último mensaje ante la Asamblea General -el quinto como jefe de Estado argentino- Kirchner despejó cualquier duda sobre la fortaleza con que asumiría ese reclamo. Los dos párrafos que siguen son textuales del Presidente:

“Quiero dejar sentado aquí, en el seno de las Naciones Unidas y ante el resto de los países del mundo, que hasta hoy, lamentablemente, la República Islámica de Irán no ha brindado toda la colaboración requerida por la Justicia argentina para el esclarecimiento de los hechos.”

“Esperamos que la República Islámica de Irán, en el marco del derecho internacional aplicable, acepte y respete la jurisdicción de la Justicia argentina y colabore eficazmente con los jueces argentinos para lograr el sometimiento a juicio de las personas imputadas en aquellos hechos.”

Kirchner repasó los últimos trámites de la causa judicial y reclamó a Interpol que ratifique su recomendación de noviembre pasado para dar prioridad a la captura internacional de cinco ciudadanos iraníes y un libanés sospechados de decidir y planificar el atentado. Irán apeló ante Interpol por la situación de sus ciudadanos, algunos de ellos ex diplomáticos. El organismo deberá definir su situación en su próxima asamblea en Marruecos, en noviembre próximo.

“Estamos pidiendo que la República Islámica de Irán colabore en la aplicación de las normas del derecho internacional para posibilitar arribar a la verdad. Nada más. Pero tampoco nada menos”, afirmó.

El mensaje de Kirchner fue seguido por representantes de organizaciones judías argentinas, especialmente invitadas por el Presidente a asistir a la Asamblea junto a la delegación oficial argentina. Kirchner mencionó que entre ellos estaban presentes un grupo de familiares de las víctimas.

El discurso fijó la posición de su Gobierno sobre una vasta agenda de cuestiones internacionales, con la que el Presidente pareció querer saldar cierta deuda personal con esos temas en sus cuatro años de gestión. Multilateralismo; la situación en Irak; la reforma de la ONU; las distorsiones en el comercio internacional, el cambio climático y la situación de los derechos humanos en el mundo estuvieron en su discurso.

Sin embargo, la cuestión iraní apareció como la de mayor potencia. Kirchner fue sucedido en el estrado por el presidente de Irán, Mahmud Ahmadinejad, que generó una situación de histeria colectiva desde su llegada el lunes a Nueva York.

Conviene rescatar una frase de su mensaje en farsí: Ahmadinejad habló de la llegada de un “dulce aroma de justicia” y una era de “brillo” para la humanidad, en la que “América y Europa se verán librados de las presiones ejercidas por los sionistas”. La senadora Cristina Kirchner y el canciller Jorge Taiana permanecieron en el recinto de la Asamblea mientras duró el discurso de Ahmadinejad.

Kirchner llegó hasta esta Asamblea en medio de presiones cruzadas de la comunidad judía argentina y el gobierno iraní sobre la cuestión AMIA.

Como anticipó este diario en los últimos días, la AMIA aumentó su demanda al Gobierno de un explícito reclamo a Irán, y llegó a poner en duda su presencia aquí. Del otro lado, el encargado de Negocios iraní en Buenos Aires, Mohsen Baharvand, advirtió en una entrevista con Clarín que un reclamo de Kirchner a Irán ante el mundo “sería interpretado como que la Argentina está a favor de la guerra”. La Cancillería citó al diplomático y le transmitió que consideraba “inaceptables” esas declaraciones.

Aún con la potencia del reclamo, fue visible la búsqueda de Kirchner de cierto equilibrio entre los reclamos a Irán y las posiciones tradicionales de la política exterior argentina, en medio de los vientos de guerra que sacuden el Golfo Pérsico.

Una alta fuente de la delegación argentina lo expuso de esta manera: “El Presidente no politizó el reclamo. Puso blanco sobre blanco el asunto y pidió algo. No veo, eso sí, cómo se nos responderá en la práctica”.

25/09/2007 - 18:42h ‘Você não pode ser gay no Irã’, diz diretor de ONG

Refugiado no Canadá desde 2005, Arsham Parsi afirma que no seu país, homossexuais têm de usar máscaras

BBC


LONDRES – Os gays do Irã vivem sob constante ameaça não apenas da polícia e do governo, como também da sociedade, disse à BBC Brasil o ativista Arsham Parsi, diretor executivo da IRQO (Iranian Queer Organization), uma organização iraniana que luta pelos direitos dos homossexuais. “A vida para um gay iraniano é muito dura, por falta de informação sobre o assunto e falta de segurança também. Ele tem que usar uma máscara 24 horas por dia. Você não pode ser jovem e gay no Irã”, afirmou.

O próprio presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deu uma idéia do drama enfrentado pelos gays no seu país, ao declarar, em uma palestra em Nova York, que não havia homossexuais no Irã. “Ele (Ahmadinejad) nega a minha existência, assim como nega a existência do Holocausto e de prisioneiros políticos no Irã”, disse Parsi.

Falando do Canadá pelo telefone, Parsi conta que teve de fugir do Irã em 2005 quando descobriu que a polícia estava atrás dele.

Desde 2001 ele dirige uma organização de defesa dos direitos dos homossexuais. “Comecei a organização no Irã através de uma rede de e-mails. Ela foi crescendo e em 2005 recebi ameaças por ser ativista. Eu trabalhava em casa, tinha meu telefone divulgado, e a polícia havia me rastreado. Quando descobri, deixei o Irã em dois dias, e nunca mais voltei”, ele conta.

Um dos trabalhos da IRQO é, justamente, apresentar relatórios e divulgar, em outros países, a situação dos homossexuais no Irã.

“No passado”, diz ele, “era mais difícil para homossexuais iranianos conseguir asilo em outros países por serem gays, já que não havia conhecimento dos riscos. O Ministério da Justiça nega que haja perseguição ou punição aos gays no país, mas sabemos que não é bem assim”.

“Mesmo fora do país, muitos iranianos gays não assumem sua sexualidade, por temer a reação de suas famílias e da comunidade.”

O próprio Parsi conta que, apesar de ser ativista pelos direitos gays, dar entrevistas e falar sobre o assunto na mídia internacional, a família dele não sabe que ele é homossexual.

Mas, desde que se mudou para o Canadá, Parsi explica que se sente livre para falar e fazer campanha pelo assunto.

Sharia

Segundo Parsi, de acordo com a lei islâmica Sharia, os homossexuais podem ser perseguidos e condenados à morte por apedrejamento, forca, corte por espada ou sendo jogados do alto de um penhasco. Um juiz da corte islâmica decide como ele deve ser morto. “É impossível saber os números de execuções por homossexualismo, porque eles não são divulgados pelo Ministério da Justiça.”

O ativista explica, no entanto, que a homofobia no Irã não parte apenas do governo. “No ano passado, por exemplo, soubemos do caso de um pai que ateou fogo e matou o próprio filho, de 18 anos, quando descobriu que ele era gay, para manter a honra da família.”

“Muitos não chegam a ser presos ou perseguidos pela polícia, mas são executados pela própria família”, diz ele, “em geral, a sociedade apóia a perseguição dos gays.”

Parsi explica que falta informação no país, onde se aprende na escola que o homossexualismo é proibido e vai contra as leis de Deus. “Os iranianos não têm idéia da diferença entre homossexualismo, sodomia e pedofilia. Eles acham que homossexuais estupram crianças.”

“Quando concluí que era gay sofri muito, me voltei para o islamismo, rezava para Alá 24 horas por dia pedindo que ele me fizesse uma pessoa melhor”, conta Parsi.

Uma das propostas da IRQO é, justamente, educar a comunidade iraniana, dentro e fora do país, sobre a questão gay.

Mudanças

O diretor-executivo da IRQO conta que, na sua infância, não lembra de jamais ter visto a questão ser tratada pela mídia, mas, segundo ele, isso está mudando.

Ele próprio deu entrevista recentemente para o serviço persa da BBC, transmitido no Irã, e outras revistas abordam o assunto.

Parsi explica que a internet é o principal meio de comunicação da comunidade gay e que com o aumento da informação circulando, mais e mais escritores e poetas homossexuais vêm se manifestando e escrevendo sobre o assunto.

Sua organização recebe cerca de 100 e-mails por dia de pessoas pedindo informações, e a revista online por eles editada tem 5 mil assinantes. “As pessoas me dizem que o homossexualismo está começando a ser aceita no Irã. Eu digo que não, mas que pelo menos agora mais gente sai do armário.”

22/09/2007 - 20:48h Kirchner le exige a Irán que "respete el estado de derecho"

Es en respuesta a las críticas del encargado de Negocios de Teherán por la posibilidad de que el Presidente reclamara a su país en la ONU por el ataque a la AMIA. “Se tienen que contestar las rogatorias que se piden”, dijo el mandatario que esta noche viaja a Nueva York para hablar ante de la Asamblea del organismo.

El Gobierno salió hoy a defender el pedido que realizará ante la Asamblea de la ONU para que se esclarezca el atentado de la AMIA. El Presidente Néstor Kirchner, que esta noche viaja a Nueva York para participar de la Asamblea del orgnismo, le exigió a Irán que respete el “Estado de Derecho”. Las declaraciones son en respuesta a las críticas de Teherán ante la posibilidad de que el mandatario cuestionara a ese país por su falta de colaboración en la investigación.

“La convivencia de los países en el mundo hace necesario que se respete el Estado de Derecho”, dijo Kirchner a la agencia estatal Télam. Y agregó que “se tienen que contestar los rogatorias que se piden”, en referencia al cruce diplomático de los últimos días con Irán sobre la investigación del atentado a la AMIA.

“Así como defiendo fuertemente el multiralateralismo y rechazo fuertemente la invasión a Irak, también pido que entre todos los países la justicia pueda funcionar”, dijo el mandatario.

En tanto, el Gobierno citó al encargado de Negocios de Irán en Buenos Aires, Mohesen Baharvand, para transmitirle que la Argentina considera “inaceptables” las observaciones del diplomático en una entrevista a Clarín.

22/07/2007 - 13:53h Un músico iraní se salvó de la horca tocando la flauta

Civilización y Barbarie por Cristina Civale

Sina Paymard tiene 18 años y es un músico iraní que fue condenado a la horca por un delito que cometió cuando era menor de edad.Hace menos de una año estaba todo listo para su ejecución.

Entonces Sina pidió un último deseo. Sólo quería que lo dejasen tocar la flauta antes de que la soga le apretase el cuello.

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Sus verdugos, conmovidos por la música, postpusieron las ejecución.

Organizaciones de todo el mundo que luchan contra la pena de muerte hoy bregan para que se pare la ejecución.

Esta es la historia completa.

¿No es de la barbarie la ejecución de la pena de muerte?Sina Paymard tenía que haber sido ejecutado el 18 de julio al amanecer, pero en el último minuto se aplazó la ejecución diez días para dar tiempo a su familia y a la familia de la víctima del asesinato por el que fue condenado a llegar a un acuerdo económico.

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El derecho internacional prohíbe terminantemente el uso de la pena de muerte contra personas que eran menores de 18 años en el momento del presunto delito por el que han sido condenadas. Como estado parte en el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos y en la Convención sobre los Derechos del Niño, Irán está comprometido a no ejecutar a ninguna persona en tal caso.

El de Sina es una de los 71 casos que hoy esperan la pena capital a pesar de los acuerdos internacionales suscriptos.

Fuentes insospechadas, entre ellas Amnistía Internacional, afirman que, gracias a donativos, la familia de Sina Paymard podría haber recaudado ya la indemnización o diyeh (dinero de sangre) que pedía la otra familia a cambió de indultarlo.

Sina Paymard, músico, fue condenado a qesas (castigo equivalente el delito cometido) por el asesinato, en 2004, de un traficante de drogas en el curso de una pelea.

La Sección 33a. del Tribunal Supremo confirmó la condena de muerte y su ejecución quedó fijada para el 20 de septiembre de 2006, dos semanas después de que cumpliera 18 años.

Ese día, lo llevaron a la horca. Pero su última voluntad fue tocar la ney, flauta típica de Irán y los familiares de la víctima del asesinato, que habían ido a presenciar el ahorcamiento, se conmovieron tanto al oírle tocar, que en el último momento accedieron a un aplazamiento de la ejecución y a recibir la diyeh en vez de ejercer su derecho de represalia con la muerte del condenado.

La ejecución se aplazó dos meses, mientras se buscaba una conciliación entre ambas familias negociando el pago de la diyeh.

En enero, el presidente de la Magistratura concedió a Sina Paymard un aplazamiento de la ejecución mientras continuaba la negociación. La familia de la víctima pedía más de 160 mil dólares estadounidenses en concepto de diyeh. La de Sina Paymard consiguió recaudar 70 mil, suma que ofreció en abril a la otra familia, pero, según informes, ésta no la aceptó por considerarla insuficiente. El 17 de julio, el abogado de Sina Paymard, el defensor de los derechos humanos Nasrin Sotudeh, comunicó que lo habían sacado de la prisión de Reja’i Shahr, de Karaj, para llevarlo a la de Evín, en Teherán, para su ejecución.

Se temía que fuera ejecutado ese mismo día.

Su familia no había conseguido recaudar el resto del dinero. Según informes, su padre dijo que había vendido todo lo que tenía para reunir 70 mil dólares, casi la mitad de la suma total exigida.

Ayer, 19 de julio, el periódico Sarmayeh describió en un artículo la escena que podía contemplarse a la entrada de la prisión de Evín en el momento previsto para la ejecución de Sina Paymard.

Su familia y un grupo de activistas de derechos humanos se habían congregado allí para intentar convencer a la familia de la víctima de que indultara a Sina Paymard e impidiera la ejecución. La familia de la víctima llegó a las cuatro menos cuarto de la madrugada y unos miembros del grupo de activistas de derechos humanos intentaron en vano convencerla de que accediera al indulto.

Minutos antes de la hora prevista para la ejecución, la madre de Sina Paymard se desmayó. Hacia las cuatro de la madrugada salió de la prisión un guardia, que anunció que la ejecución se había aplazado diez días.

El aplazamiento por diez días fue ordenado por el ayatolá Shahroudi, presidente de la Magistratura, con objeto de que la familia de Sina Paymard tuviera tiempo de llegar a un acuerdo económico con la de la víctima. Al parecer, si la primera no consigue recaudar la suma total de 160 mil dólares, la otra familia pedirá que se ejecute la condena de muerte.

Al parecer, los tramites administrativos necesarios para efectuar el pago estarán completados el 21 de julio.

¿Pena de muerte?

¿Ojo por ojo?

03/07/2007 - 18:14h Iraniana é condenada a chicotadas por ato feminista

Ativista é condenada pela participação em manifestação em junho de 2006

Ansa

 

TEERÃ – Uma feminista iraniana, culpada por ter participado no ano passado de uma manifestação pacífica pela abolição das leis discriminatórias contra as mulheres existentes em seu país, foi condenada a 2 anos e 10 meses de prisão e a receber dez chicotadas, segundo informações da agência iraniana Irna divulgadas nesta terça-feira, 3.

Delaram Ali, de 24 anos, havia participado, em junho de 2006, de uma manifestação, dispersada pela polícia, no centro de Teerã contra algumas das leis islâmicas que limitam os direitos das mulheres.

Entre as leis estão, por exemplo, as que dizem que as cidadãs do sexo feminino devem receber a metade da parte da herança dos irmãos homens, que a vida de uma mulher vale apenas a metade do valor de um homem nos casos de ressarcimento por acidentes mortais, e ainda a que diz que em um tribunal o testemunho de uma mulher vale a metade do testemunho de um homem.

No caso de divórcio, normalmente é muito difícil para uma mulher ter garantias econômicas e quase impossível obter a custódia dos filhos.

Setenta pessoas, em sua maioria mulheres mas também homens, foram presos durante a manifestação no ano passado, ocorrida na Praça 7 Tir.

Entre abril e maio desse ano, outras sete feministas foram condenadas a penas de até quatro anos de reclusão, em parte suspensas, por terem participado da manifestação em 2006.

Na ocasião da abertura dos processos, em março, cerca de outras 30 ativistas foram presas por terem feito uma passeata em frente à Corte Revolucionária para demonstrar solidariedade às companheiras. Alguns dias depois, na ocasião da festa de 8 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a polícia impediu uma manifestação pacífica de mulheres em frente ao Parlamento.

Após a manifestação, o movimento feminista iraniano, apoiado pela prêmio Nobel da paz de 2003, a advogada Shirin Ebadi, especializada na defesa dos direitos das mulheres e das crianças, iniciou uma campanha com o objetivo de recolher um milhão de assinaturas para apresentar às Nações Unidas e ao governo iraniano um pedido de reforma nas leis.

As autoridades de Teerã, no entanto, acusam as ativistas pelo direito das mulheres de estarem entre os principais instrumentos de uma “revolução de veludo” que os Estados Unidos criaram para acabar com o islamismo.

Por uma participação no suposto complô, estão presas por diversas semanas três pessoas com dupla cidadania americana e iraniana e a uma outra foi impedida de deixar o país.

Agencia Estado