24/08/2008 - 10:31h Abominação no circo das eleições

Emissoras de TV e grupos conservadores fazem a festa com lançamento do panfleto mentiroso The Obama NationThe Obama Nation: Leftist Politics and the Cult of Personality A imagem “http://readwritenow.files.wordpress.com/2008/03/obama_sc_04_01_2007-731285.jpg?w=318&h=470” contém erros e não pode ser exibida.

Caio Blinder - O Estado de São Paulo

No sentido mais estrito de uma resenha literária, não há muito o que dizer sobre The Obama Nation. Dando o troco no trocadilho infame do título do livro do autor Jerome Corsi sobre o candidato democrata, trata-se de uma abominação O material lançado dias antes da convenção partidária que irá coroar Barack Obama é um pegajoso ataque político. Corsi compilou tudo de desfavorável já publicado sobre Obama (em geral na Internet), inclusive mentiras, rumores desacreditados e distorções com o objetivo transparente de alertar sobre as idéias, questionar o patriotismo e avacalhar a vida pessoal do candidato.

Corsi já esteve lá. Há quatro anos foi co-autor de um livro que manchou a reputação heróica na guerra do Vietnã do então candidato democrata John Kerry. O livro talvez tenha contribuído para a derrota de Kerry contra George W. Bush, aquele que se safou de combate no sudeste asiático. Corsi não esconde o desejo de repetir o feito, ou seja, impedir uma vitória de Obama em novembro. E começa pela capa. Há uma foto de um Obama com um jeito reflexivo, enigmático e, mais sintomaticamente, sinistro.

Corsi é venenoso e engenhoso. Ele construiu uma contranarrativa à história pessoal de Obama, que essencialmente impulsionou sua carreira política. Em dois best-sellers autobiográficos e inúmeros discursos, Obama conta sua história de filho de pai negro do Quênia e mãe branca do Kansas, que descobriu sua identidade e, se culminar a jornada na Casa Branca, transcendendo os rancores raciais e sociais, mostrará que o sonho americano está mais vivo do que nunca.

O Obama de Corsi é filho de “polígamo alcoólatra”, a mãe preferia “homens de cor” do Terceiro Mundo para serem seus “parceiros” e o candidato se identifica mais com seu “sangue africano” do que com suas raízes americanas. O livro trata Obama como um ser alienígena, exótico e e extremista. Corsi retoma as distorções sobre “uma extensa educação muçulmana” quando o garoto Barack vivia na Indonésia e insiste que ele é tomado por uma “fúria” negra. Obama não passa de um político maquiavélico e corrupto, com pose de bom moço. Com suas posições radicais de esquerda e alguns sentimentos “antiamericanos”, ele irá dividir o país ainda mais, caso seja eleito.

Sem apresentar evidências, Corsi sugere que Obama possa ainda usar drogas (o candidato admitiu que fez isto na juventude) e divaga que alguém que tentou esconder do público seu hábito de fumante inveterado pode estar escondendo coisas muito piores. Além das infâmias e bobagens, há erros factuais no livro. Alguns menores (Obama menciona sua meia-irmã Maya na autobiografia Sonhos do Meu Pai) e outros mais significativos, como sugerir que o candidato seria a favor da retirada das tropas americanas do Afeganistão. Pelo contrário, ele defende o reforço.

Isto é o de menos em meio aos comentários bizarros e conspiratórios. Corsi faz o possível para não parecer um maluco da Internet (ele se define como repórter sênior do site de extrema direita World Net Daily) e na capa do livro faz questão de exibir suas credenciais acadêmicas: Jerome R. Corsi, Ph.D. (ciências políticas em Harvard). Para quem tiver paciência, são 59 páginas de anotações bibliográficas (no total, o livro tem 364 páginas).

A bizarrice, as tolices conspiratórias e ofensas pessoais fazem parte do currículo do doutor em filosofia Corsi. Ele já escreveu que o papa João Paulo II era “senil”, qualificou o islamismo de “vírus”, definiu John Kerry como “anticristão” e insinuou que Hillary Clinton seria lésbica. Corsi tampouco dá muita colher de chá para os republicanos de George W. Bush. Acusou o presidente de fazer pouco para guarnecer a fronteira sul dos EUA e é um proponente da conspiração da União Norte-Americana, sobre a existência de uma “organização supranacional” que em breve fará a fusão dos EUA, Canadá e México.

Envergonhado, o conservador respeitável Peter Wehner, na revista Commentary, lamenta as diatribes de Corsi. Wehner escreve que o livro é “errado e repelente”. Para Wehner, os ataques contra o candidato democrata devem ser centrados nos méritos de sua filosofia de governo. Mas a abominação está rendendo uma farra no circuito de talk-shows no rádio e televisão.

The Obama Nation foi escrito, publicado e se tornou uma controvertida sensação graças a um modelo de negócios em que poderosas casas editoriais têm pequenas unidades que publicam material combustível de extrema direita. O livro de Corsi foi publicado pela Threshold Editions, uma divisão da Simon & Schuster, sob a supervisão de Mary Matalin, a lendária marqueteira republicana (mulher do também lendário marqueteiro democrata James Carville) e ex-assessora do soturno vice-presidente Dick Cheney.

O modelo funciona bem pois existe uma caixa de ressonância nos talk-shows e o empenho de clubes do livro e grupos conservadores para fazer da obra um best-seller, com a compra antecipada no atacado. E de qualquer forma, o desconto do livro de Corsi é estupendo. O preço de capa é US$ 28. Na Barnes & Noble, eu paguei apenas US$ 17.98 (com imposto). Mesmo assim, foi um custo abominável.

25/09/2007 - 15:33h Un enfoque islámico sobre VIH/SIDA

Días atrás te presentamos la posición de distintas religiones en relación a temáticas vinculadas con el VIH/SIDA. Por eso Espacio Positivo decidió entrevistar a tres representantes del Catolicismo, el Judaísmo y el Islam para que conozcas cuáles son sus discursos y sus opiniones en relación a la problemática. Hoy le damos la palabra al Islamismo. Y también a vos, para que nos digas tu opinión. El Islam es una actitud ante el mundo y el Creador; es el camino de la salud, la paz y la salvación. Y por todos estos sentidos no es sólo una religión, sino más bien un modo de vida sustentado en una doctrina, una cosmovisión que abarca todos los temas e intereses humanos. El término Islam incluye las ideas de paz, salud y salvación, y significa sumisión a la voluntad de Alah –Dios- y obediencia a su ley. Así por lo menos lo define la Organización Islámica Argentina.

Todas las enfermedades tienen un mismo enfoque para el Islam. Las diferencias radican en su ámbito de gravedad y en las posibilidades de cura. Por eso no existe para el VIH/SIDA un enfoque religioso particular. Entonces, aunque hay diferentes perspectivas en relación al virus, prima aquella que permite sostener y alargar la vida del hombre. Omar Abboud, secretario general del Centro Islámico de la República Argentina y ministro de Derechos Humanos y Sociales del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires opina que el primer tipo de responsabilidad que existe es “la individual”. Pero agrega que el Islam transmite una idea central en términos de equilibrio, que si bien está basado en multiplicidades de puntos, cuatro son los centrales: la relación de la persona con lo sagrado, con el resto de la creación, con otros hombres, y con sí mismo. “En la creencia de un día de juicio final, la persona también deberá hacer referencia a la administración de su salud, y por ello recibirá interrogantes, siempre en términos de la vida postrera”, dice Abboud.

Mucho se ha dicho sobre el lugar de la mujer en el Islam. Existen diversos estereotipos en torno a la imagen de la mujer musulmana, que incluyen ideas de discriminación y opresión frente al hombre. Sin embargo, el secretario general del Centro Islámico aclara: “No existen diferencias de sexo en relación al cuidado de la salud y el cuerpo. Cuando Dios se refiere en el Corán a esa multiplicidad de aspectos, siempre le habla a las y los creyentes”. “Las recomendaciones básicas, que tienen que ver con la higiene, atañen a ambos”, agrega. Por su parte, sostiene que el uso de preservativos “no está vedado en aquellos casos donde se prioriza la vida”, siempre entendiendo que son métodos con una doble función: el control de natalidad y los riesgos en la salud. “La especificidad de cómo lo uses, tiene que ver con tu intención”, asegura Abboud.

No existe una normativa religiosa que obligue a una persona con VIH a declarar su estado. El secretario general del Centro Islámico dice que es un compromiso ético interno “mantener la preservación del otro”, pero eso no significa que el Islam lo considere como una acción lícita. De hecho, dos ejemplos considerados ilícitos por la religión son: el consumo de drogas y el no informar un estado de positividad durante una relación sexual, ya que se puede transmitir el virus sin consentimiento de la persona.

“Fuimos creados a partir de un hombre y una mujer, y nos hemos dividido en pueblos y civilizaciones para que nos reconozcais”, manifiesta una de las oraciones del Corán, haciendo referencia a la diversidad sexual. Porque como todas las religiones, ésta también pone límites. “El fenómeno comprehensivo es que uno las acepte o no”, finaliza Abboud.

21/08/2007 - 22:31h The Politics of God

Times Magazine

Thomas Struth

Milan Cathedral, Milan, 1998

Published: August 19, 2007

I. “The Will of God Will Prevail”


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Thomas Struth

Chiesa dei Frari, Venice, 1995

The twilight of the idols has been postponed. For more than two centuries, from the American and French Revolutions to the collapse of Soviet Communism, world politics revolved around eminently political problems. War and revolution, class and social justice, race and national identity — these were the questions that divided us. Today, we have progressed to the point where our problems again resemble those of the 16th century, as we find ourselves entangled in conflicts over competing revelations, dogmatic purity and divine duty. We in the West are disturbed and confused. Though we have our own fundamentalists, we find it incomprehensible that theological ideas still stir up messianic passions, leaving societies in ruin. We had assumed this was no longer possible, that human beings had learned to separate religious questions from political ones, that fanaticism was dead. We were wrong.

An example: In May of last year, President Mahmoud Ahmadinejad of Iran sent an open letter to President George W. Bush that was translated and published in newspapers around the world. Its theme was contemporary politics and its language that of divine revelation. After rehearsing a litany of grievances against American foreign policies, real and imagined, Ahmadinejad wrote, “If Prophet Abraham, Isaac, Jacob, Ishmael, Joseph or Jesus Christ (peace be upon him) were with us today, how would they have judged such behavior?” This was not a rhetorical question. “I have been told that Your Excellency follows the teachings of Jesus (peace be upon him) and believes in the divine promise of the rule of the righteous on Earth,” Ahmadinejad continued, reminding his fellow believer that “according to divine verses, we have all been called upon to worship one God and follow the teachings of divine Prophets.” There follows a kind of altar call, in which the American president is invited to bring his actions into line with these verses. And then comes a threatening prophecy: “Liberalism and Western-style democracy have not been able to help realize the ideals of humanity. Today, these two concepts have failed. Those with insight can already hear the sounds of the shattering and fall of the ideology and thoughts of the liberal democratic systems. . . . Whether we like it or not, the world is gravitating towards faith in the Almighty and justice and the will of God will prevail over all things.”

This is the language of political theology, and for millennia it was the only tongue human beings had for expressing their thoughts about political life. It is primordial, but also contemporary: countless millions still pursue the age-old quest to bring the whole of human life under God’s authority, and they have their reasons. To understand them we need only interpret the language of political theology — yet that is what we find hardest to do. Reading a letter like Ahmadinejad’s, we fall mute, like explorers coming upon an ancient inscription written in hieroglyphics.

The problem is ours, not his. A little more than two centuries ago we began to believe that the West was on a one-way track toward modern secular democracy and that other societies, once placed on that track, would inevitably follow. Though this has not happened, we still maintain our implicit faith in a modernizing process and blame delays on extenuating circumstances like poverty or colonialism. This assumption shapes the way we see political theology, especially in its Islamic form — as an atavism requiring psychological or sociological analysis but not serious intellectual engagement. Islamists, even if they are learned professionals, appear to us primarily as frustrated, irrational representatives of frustrated, irrational societies, nothing more. We live, so to speak, on the other shore. When we observe those on the opposite bank, we are puzzled, since we have only a distant memory of what it was like to think as they do. We all face the same questions of political existence, yet their way of answering them has become alien to us. On one shore, political institutions are conceived in terms of divine authority and spiritual redemption; on the other they are not. And that, as Robert Frost might have put it, makes all the difference. More…

Mark Lilla is professor of the humanities at Columbia University. This essay is adapted from his book “The Stillborn God: Religion, Politics and the Modern West,” which will be published next month.

22/05/2007 - 15:16h Fury at Turkish ban on bikini ads

The Guardian de Londres

Helena Smith in Istanbul

The bikini has become the latest item to offend the Islamic-oriented authorities in Turkey. After a bungled attempt to outlaw alcohol, municipal officials in Istanbul have set their sights on billboard advertisements of the skimpy swimsuit.

The ban, revealed last week despite efforts by the mayor to play down the furore, has triggered outrage among swimsuit manufacturers.

Lambasting the move as more in tune with Iran than a country bent on joining the EU, appalled secularists said it proved that the ruling Justice and Development (AK) party had a hidden Islamist agenda.

“We’ve never had to get permission before and when we applied for it they told us we were hanging up immoral pictures,” said Moris Eskenazi, who jointly owns one of four firms reportedly stopped from placing the adverts.

“Istanbul’s urban planning department said the photographs were not up to EU standards and could cause car accidents.”

In recent weeks millions of Turks have taken to the streets to protest at the government’s perceived determination to raise the role of religion in daily life.

“The ruling party first want to remove women wearing swimsuits from billboards and then they want to remove them from the beach,” said Gulsun Bilgehan, a member of the Republican People’s party (CHP) who vowed to take the issue to the Council of Europe, of which Turkey is a member.