26/05/2009 - 19:53h O próximo amor

Le prochain amour de Jacques Brel e a versão de Guillermina Motta L’amor que vindrà

Le prochain amour
de Jacques Brel
On a beau faire, on a beau dire
Qu’un homme averti en vaut deux
On a beau faire, on a beau dire
Ça fait du bien d’être amoureux

Je sais, je sais que ce prochain amour
Sera pour moi la prochaine défaite
Je sais déjà à l’entrée de la fête
La feuille morte que sera le petit jour
Je sais, je sais, sans savoir ton prénom
Que je serai ta prochaine capture
Je sais déjà que c’est par leur murmure
Que les étangs mettent les fleuves en prison

Mais on a beau faire, on a beau dire
Qu’un homme averti en vaut deux
On a beau faire, on a beau dire
Ça fait du bien d’être amoureux

Je sais, je sais que ce prochain amour
Ne vivra pas jusqu’au prochain été
Je sais déjà que le temps des baisers
Pour deux chemins ne dure qu’un carrefour
Je sais, je sais que ce prochain amour
Sera pour moi la prochaine des guerres
Je sais déjà cette affreuse prière
Qu’il faut pleurer quand l’autre est le vainqueur

Mais on a beau faire, on a beau dire
Qu’un homme averti en vaut deux
On a beau faire, on a beau dire
Ça fait du bien d’être amoureux

Je sais, je sais que ce prochain amour
Sera pour nous de vivre un nouveau règne
Dont nous croirons tous deux porter les chaînes
Dont nous croirons que l’autre a le velours
Je sais, je sais que ma tendre faiblesse
Fera de nous des navires ennemis
Mais mon cœur sait des navires ennemis
Partant ensemble pour pêcher la tendresse

Car on a beau faire, on a beau dire
Qu’un homme averti en vaut deux
On a beau dire
Ça fait du bien d’être amoureux

Le prochain amour, de Brel, na versão de Alexandra Cravero, e o quarteto de cordas com Amélie Paradis, violino;  Caroline Collombel, violino;  Kahina Zaïmen, alto e Julien Grattard, violoncelo

17/10/2008 - 18:29h Quand on n’a que l’amour

Jacques Brel

« Quand on n’a que l’amour »

Paroles et Musique: Jacques Brel 1956
© Phonogram Paris / Ed. Caravelle

Quand on n’a que l’amour
A s’offrir en partage
Au jour du grand voyage
Qu’est notre grand amour
Quand on n’a que l’amour
Mon amour toi et moi
Pour qu’éclatent de joie
Chaque heure et chaque jour

Quand on n’a que l’amour
Pour vivre nos promesses
Sans nulle autre richesse
Que d’y croire toujours
Quand on n’a que l’amour
Pour meubler de merveilles
Et couvrir de soleil
La laideur des faubourgs

Quand on n’a que l’amour
Pour unique raison
Pour unique chanson
Et unique secours

Quand on n’a que l’amour
Pour habiller matin
Pauvres et malandrins
De manteaux de velours
Quand on n’a que l’amour
A offrir en prière
Pour les maux de la terre
En simple troubadour

Quand on n’a que l’amour
A offrir à ceux-là
Dont l’unique combat
Est de chercher le jour
Quand on n’a que l’amour
Pour tracer un chemin
Et forcer le destin
A chaque carrefour
Quand on n’a que l’amour
Pour parler aux canons
Et rien qu’une chanson
Pour convaincre un tambour

Alors sans avoir rien
Que la force d’aimer
Nous aurons dans nos mains,
Le monde entier

30/09/2008 - 14:45h Para reviver o mito Maysa

Maysa “Ne me quitte pas”

 

O autor Manoel Carlos fala ao Estado sobre o processo de recriação da vida da grande diva da canção brasileira, que será contada em minissérie na Globo

Patrícia Villalba – O Estado de São Paulo

 


O autor Manoel Carlos confessa que engoliu seco quando o diretor Jayme Monjardim lhe pediu que escrevesse uma minissérie sobre a vida de sua mãe, a cantora Maysa (1936-1977). É comum que biografias emperrem nas discordâncias entre autor e herdeiros, sobre o que deve ou não ser mostrado. Não foi o caso. Monjardim, único filho da diva, não fez grandes restrições e, ao contrário, criou toda a facilidade para que Maneco explorasse a grande personagem que foi sua mãe, em todos seus esplendores, amores rasgados, escândalos e fossas.

Maysa – Uma Mulher à Frente de Seu Tempo tem nove capítulos, agora em fase de produção, e estréia em janeiro na Globo. Novata na TV, a atriz Larissa Maciel surge no set incrivelmente parecida com a mãe do diretor, somando sua aparência física a um minucioso estudo de seis meses dos trejeitos da personagem. “Quando a vi pela primeira vez, confesso que não a achei parecida com a Maysa”, revela Maneco. “Mas com a caracterização e a expressão corporal, ela ficou idêntica! Ela segura o cigarro e o copo de uísque igualzinho à Maysa.”

Logo depois de concluir o roteiro de Maysa, Manoel Carlos recebeu o Estado na mesa marroquina que mantém cativa na adega do restaurante Garcia & Rodrigues, no Leblon. “Eu quis comprar a mesa, e o dono me deu de presente sob a condição de que eu não a tirasse do restaurante. Desde então, marco minhas reuniões aqui”, comentou o autor, pouco antes de analisar o mito que agora é seu personagem.

Qual a estrutura que escolheu para conseguir contar a história de Maysa em nove capítulos?

A estrutura não é linear. É uma minissérie com idas e vindas, mais ou menos na linha do filme Piaf (de Olivier Dahan, 2007). Aquele filme tem muito significado para a minissérie porque a própria Maysa tem pontos em comum com Edith Piaf. E não é uma biografia exata da Maysa, é um ensaio sobre ela. Com dados biográficos, claro, mas também com muitos dados ficcionais. Escrevi com liberdade.

E qual foi o ponto de partida?

Uma biografia tradicional da Maysa não poderia ter 9 capítulos, teria de ter muito mais. O trabalho inicial foi pegar uma quantidade imensa de pesquisa – fotos, diários, anotações, recortes de jornais e revistas. Ela era uma pessoa singular: guardava rigorosamente tudo o que saía sobre ela. O Jayme mandou para a minha casa quase cem pastas de recortes. Foi preciso fazer triagem. Opções difíceis, que tinham de ser radicais. Ela teve, por exemplo, sete romances palpitantes – eu tive de escolher três ou quatro. Ela viajou o mundo inteiro, mas tive de fazer opções – Paris, Buenos Aires, Lisboa e a Espanha, onde ela morou. Não é uma biografia rigorosa, mas um pinçamento de fatos da vida da Maysa.

Chegou a conversar com as pessoas que conviveram com ela?

Não. Eu não fiz nenhuma entrevista porque ia nos fazer mergulhar numa confusão. Sabe como é: uma diz uma coisa; outra diz outra coisa. Então, nos prendemos ao que existia impresso, documentado. E há muitos vídeos dela. Não é algo muito distante, ela morreu há 30 anos. É pouco tempo para uma pessoa como eu, que tenho 75 anos.

Quando recebeu o projeto, já sabia que teria nove capítulos?

Não. Quando o Jayme me propôs escrever a história, chegamos a pensar em 20 capítulos ou 16, que eu considero um tamanho ótimo – são 4 semanas no ar. Acontece que quando a coisa foi para a direção da Globo, resolveram que seriam nove. Quando eu estava no meio da minissérie, reivindiquei que fossem 13, mas não foi aceito. Poderia ter 50 capítulos, mas de uma certa maneira, tudo poderia ter 50 capítulos. E tudo o que pode ser contado em 50 capítulos pode ser contado em 9.

 

14/01/2008 - 09:54h Efemérides: Beauvoir, Brel e Lévi-Strauss


Fernando Eichenberg

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Caricatura de Claude Lévi-Strauss,
um dos franceses que serão lembrados em 2008

Este início de 2008 sinaliza alguns personagens que serão relembrados ao longo do ano na França por obra de datas comemorativas. O primeiro deles é a filósofa e escritora Simone Beauvoir, ícone do feminismo mundial, cujo centenário de nascimento foi celebrado no último 9 de janeiro. E, como é do gosto dos franceses, não sem alguma polêmica. A controvérsia foi lançada pela capa do semanário de esquerda Le Nouvel Observateur, que estampou em uma foto de página inteira a companheira do filósofo Jean-Paul Sartre de costas, em pé, diante do lavabo, completamente nua, emoldurada pelo título “Simone de Beauvoir – A Escandalosa”. A imagem foi feita em 1952 por Art Shay, íntimo amigo do escritor Nelson Algren, na casa deste, o “amante americano” da filósofa, em Chicago.

(mais…)

12/01/2008 - 13:26h Três versões da canção de Jacques Brel: Ver um amigo chorar


Jacques Brel – Voir un ami pleurer

Bien sûr il y a les guerres d’Irlande
Et les peuplades sans musique
Bien sûr tout ce manque de tendres
Il n’y a plus d’Amérique
Bien sûr l’argent n’a pas d’odeur
Mais pas d’odeur me monte au nez
Bien sûr on marche sur les fleurs
Mais voir un ami pleurer!

 

Bien sûr il y a nos défaites
Et puis la mort qui est tout au bout
Nos corps inclinent déjà la tête
Étonnés d’être encore debout
Bien sûr les femmes infidèles
Et les oiseaux assassinés
Bien sûr nos cœurs perdent leurs ailes
Mais mais voir un ami pleurer!

 

Bien sûr ces villes épuisées
Par ces enfants de cinquante ans
Notre impuissance à les aider
Et nos amours qui ont mal aux dents
Bien sûr le temps qui va trop vite
Ces métro remplis de noyés
La vérité qui nous évite
Mais voir un ami pleurer!

 

Bien sûr nos miroirs sont intègres
Ni le courage d’être juifs
Ni l’élégance d’être nègres
On se croit mèche on n’est que suif
Et tous ces hommes qui sont nos frères
Tellement qu’on n’est plus étonnés
Que par amour ils nous lacèrent
Mais voir un ami pleurer!

Juliette Greco – Voir un ami pleurer

Lara Fabian – Voir un ami pleurer

10/01/2008 - 18:33h Jacques Brel Le Plat Pays (1962)

10/01/2008 - 12:26h Jacques Brel canta Amsterdam 1966 legenda em inglês


One of Brel’s undisputed masterpieces, it was first perfomed at the Olympia in Paris in 1964 and received a three minute standing ovation. It’s Brel’s vision of freedom, the freedom of sailors to sing, dance, eat, carouse, whore and take pride in their virility, the joy spoiled only by unfaithful women (who probably have their own vision of freedom.) In his own words (translated): “Amsterdam is the symbol of the adventure which begins tomorrow which men dream of. It’s kind of a song of virility, in truth.” You may have heard Mort Shuman, David Bowie, Dave Van Ronk , Robert Cuccioli and countless others sing the English adaptation by Shuman/Blau, but if you haven’t seen Brel present it in French, you’re missing the real thing. Here it is.
Thanks to Ema of Rennes, France for help with this translation.

15/10/2007 - 13:33h Ne Me Quitte Pas par Jacques Brel

This is an early performance of Brel’s best known song , from the year it was written. Known as “If You Go Away” the actual lyrics Brel wrote are literally translated here. Performed in English by Dusty Springfield, Frank Sinatra and many others
Though often cited as the most beautiful love song in the French language, Brel tells us it’s not a love song at all, rather a portrait of a man who degrades himself and loses his dignity for
a woman who doesn’t love him.
The eerie electronic instrument is Les Ondes Martinot, Martinot Waves, a theremin with a keyboard sometimes used in French classical music.