16/11/2008 - 10:56h Ela quer seu voto……de confiança

Nomeada para a Secretaria de Cultura, Jandira Feghali faz planos e reuniões políticas

ENTREVISTA Jandira Feghali

Nas pouco menos de 24 horas que leitores do GLOBO na internet tiveram para enviar perguntas à nova secretária de Cultura do Rio, Jandira Feghali, surgiram cerca de 200. A imensa maioria questionava suas credenciais para a pasta, já que ela é mais conhecida como médica e política atuante na área de saúde. Nesta entrevista, ela defendeu sua experiência no campo da cultura, disse o que a levou a assumir o cargo na prefeitura e adiantou alguns planos, como a criação de um departamento só para divulgar a cultura carioca no exterior e atrair negócios. Falou também sobre teatros, lonas culturais, Riofilme, incremento orçamentário e outros temas, em uma hora e 20 minutos de sabatina, em seu escritório.

Eduardo Fradkin - O GLOBO

http://www.revistafator.com.br/imagens/fotos/jandira_feghali

Qual a sua característica que a habilitou ao cargo de secretária municipal de Cultura, já que a senhora é médica? [Pergunta do leitor Haroldo Barreiros, por e-mail]

JANDIRA FEGHALI: Eu fui deputada estadual, foi meu primeiro mandato, e, quando o Collor acabou com a Embrafilme e com a Lei Sarney, a primeira lei de incentivo do ICMS do Brasil foi minha. Depois, foi copiada no Brasil inteiro. Quando cheguei ao Congresso, meu primeiro projeto não foi na saúde, mas na regionalização da programação cultural artística e jornalística, para colocar a produção independente na TV aberta. Eu fui vice-presidente da Frente de Defesa da Cultura e da Diversidade Cultural, uma comissão mista de Senado e Câmara, fui vice-presidente da Comissão de Direito Autoral, que deu nesta lei de direito autoral que existe hoje e não é perfeita, mas é um avanço em relação às outras. Tenho um projeto de aposentadoria especial para bailarinos, cantores líricos e músicos de orquestra. Ninguém pode dançar 30 anos. No mundo inteiro são 20 anos. Parece que eu caí de pára-quedas aqui só para ter um cargo, e isso não existe na minha história. Fui secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia em Niterói e o que deixei lá? Um centro de audiovisual.

O GLOBO: Muitos de seus eleitores se surpreenderam com sua decisão de participar da gestão Eduardo Paes.

JANDIRA: Eu construí uma linha de trabalho dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estou cedida à universidade para um trabalho de formulação e pesquisa na área de saúde. Tinha tomado a decisão de não participar do governo. Queria ficar quieta um pouco. Mas ele convidou o partido para o governo e ofereceu esta secretaria. Pela abrangência e pelo peso estratégico que ela tem, eu tive que assumir. Mas não havia nada acertado antes.

Qual será sua primeira ação como secretária?
JANDIRA: Criar o segundo tempo da cultura nas escolas. Vamos fazer a integração entre cultura e educação, a inserção de atividades culturais para ampliar o tempo de permanência nas escolas, e, para isso, vamos adaptar a tecnologia à cultura. Por exemplo, a biblioteca vai virar mediateca. Será uma ação da Secretaria de Cultura junto com a de Educação, e a verba virá das duas, até porque a Educação é a prima rica.

A senhora conseguiu do prefeito o compromisso de aumentar a verba para a Cultura?
JANDIRA: O prefeito se comprometeu com isso, porque, sem orçamento, é difícil ampliar equipamentos culturais para o resto da cidade. Hoje, o orçamento é de R$ 78 milhões, o que não representa nem 1% do total da prefeitura. Queremos chegar a pelo menos 3%, que é uma meta bastante viável. O prefeito se comprometeu a dar um grande incremento orçamentário, mas o valor não pode ser determinado ainda. O orçamento de 2009 ainda não foi aprovado na Câmara. Entretanto, não vamos nos limitar ao dinheiro do orçamento municipal. Em dois dias, sensibilizei 16 deputados da bancada do Rio e um senador, e conseguimos R$ 8 milhões em emendas parlamentares do orçamento federal, para 2009. Foi um esforço que fiz em dois dias, falando com um a um ao telefone.

Como será usado o dinheiro dessas emendas?
JANDIRA: Uma delas é para pontos do pólo digital, que são cinemas para serem feitos como cineclubes ou em outros formatos. Botamos R$ 1 milhão nisso. Cada pólo custa R$ 15 mil, então imagine quantos podemos fazer. Quase R$ 2 milhões são para pontos de cultura, que é uma coisa diversificada. Lona cultural é um ponto de cultura, por exemplo. Casa de poesia também é. Pode-se colocar pontos de cultura em associação de moradores, em teatros, em clubes, em fundações de capacitação profissional. Há uma emenda para pontos de leitura, para estimular essa atividade, com contadores de história e agentes de leitura. Outras emendas são para centros de memória comunitária. Na Gamboa, por exemplo, já tem o centro José Bonifácio, mas pode ter outros. O Rio de Janeiro começou nessa região. Pode ter um museu contando essa história.

Durante a campanha para a prefeitura, a senhora criticou a Riofilme, que não tem dinheiro para cumprir as funções de distribuição e produção de filmes. O orçamento dela este ano foi de R$ 460 mil, cinco vezes menos que em 2004. O que fará com a Riofilme?
JANDIRA: Precisamos fortalecer a Riofilme como órgão de co-produção e distribuição de filmes. A Ancine (Agência Nacional de Cinema) hoje tem um fundo de audiovisual que cresceu, e queremos apresentar projetos para esse fundo. Vamos trabalhar com editais, pois não podemos escolher os projetos arbitrariamente, e vamos apresentá-los para buscar recursos.

Além disso, temos que botar dinheiro na Riofilme. Ela precisa de recursos e ter um bom conceito do que fomentar e como distribuir. Minha política é abrir contato com o Pólo Audiovisual, em Jacarepaguá. É um pólo cujo terreno é público, foi feito pela prefeitura na gestão Saturnino e perdeu a vocação. Ali pode ser o maior centro audiovisual do Brasil, de produção e distribuição.

Vai mudar a direção da Riofilme ou de outros órgãos e equipamentos ligados à secretaria?

JANDIRA: Isso não foi discutido ainda. Primeiro, quero conhecer as informações, depois formular projetos e só então vou pensar no arcabouço administrativo e na locação de pessoas.

A senhora também defendeu o hip hop durante a campanha.

JANDIRA: A Casa do Hip Hop na Lapa já é um compromisso que o prefeito assumiu. O Centro de Referência da Capoeira também. A Lapa Legal, um corredor cultural que vai da Cinelândia até o Campo de Santana, precisa de incentivo, de estrutura de esgoto, luz, segurança e estacionamento. Vou conversar com empresários da Lapa sobre isso. O Rio tem que divulgar sua cultura para o mundo. Nossa idéia é fazer com que a cidade se articule melhor internacionalmente, levando a arte brasileira para o exterior, não só a música, que já é bem conhecida, como outras formas também. Minha idéia é criar o Departamento de Relações Internacionais da Secretaria de Cultura.

Qual sua política para a rede municipal de teatros?

JANDIRA: A política é fomentar os teatros orçamentariamente, subsidiar a promoção do ingresso (a R$ 1, aos domingos), fazer editais e abrir para produções novas. Não basta abrigar espetáculos prontos. Temos que ajudar a produzir. Quero manter a promoção para formar platéia, mas temos que dar subsídios aos produtores. Vamos ter que subsidiar muita coisa e, em contrapartida, fazer girar os espetáculos.

O que acha da meia-entrada?
JANDIRA: Eu acho que as carteiras de estudantes têm que ser dadas pelas entidades estudantis reconhecidas, como a UNE e a Ubes, e tem que haver fiscalização para não haver falsificação.

O que fará com a Cidade da Música, cujos gastos de manutenção poderão chegar a R$ 10 milhões por ano?

JANDIRA: Uma das coisas que pedi ao secretário Ricardo Macieira é que não decida sobre a gestão da Cidade da Música, que será inaugurada em dezembro, antes da nossa chegada. Ela será, sim, a sede da OSB. Será, sim, uma casa com uma linguagem sinfônica forte. Mas, na minha opinião, deverá incorporar todas as linguagens musicais e ter aulas em suas várias salas. O problema dela é a governabilidade. Não pode ser apenas com financiamento público. Teremos que buscar dinheiro privado. O comando dela tem que ser público, mas pode ter parcerias privadas ali.

01/10/2008 - 10:09h Rio: Eduardo Paes (PMDB) mantém a liderança, Crivella (PRB) e Gabeira (PV) disputam vaga no segundo turno.

Paes tem 33%, Crivella, 21%, e Gabeira, 19% dos VOTOS VÁLIDOS

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpg
Eduardo Paes (PMDB) (acima) lidera no Datafolha, Crivella e Gabeira (embaixo) disputam o segundo lugar
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DATAFOLHA

Eduardo Paes (PMDB) lidera a disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro, com 29% das intenções de voto, a cinco dias das eleições municipais. Ele mantém o mesmo índice do último levantamento, em 25 e 26 de setembro.

O adversário de Paes no segundo turno está indefinido: Marcelo Crivella (PRB) oscilou um ponto em relação à pesquisa anterior e agora tem 19%, enquanto Gabeira (PV), que já havia subido quatro pontos percentuais há quatro dias, oscilou mais dois pontos para cima e agora tem 17%.

Jandira Feghali (PCdoB) passou de 13% para 12% das intenções de voto.

Sem alterações significativas nas taxas de intenção de voto encontram-se os demais candidatos, com pouca probabilidade de continuar na disputa. Solange (DEM) obteve 5% das citações; Molon (PT), 4%; Chico Alencar (PSOL), 2%; e Paulo Ramos (PDT), 1%. Eduardo Serra (PCB), Filipe Pereira (PSC) e Vinícius Cordeiro (PTdoB) não alcançaram a taxa mínima.

Afirmam agora que votarão em branco ou anularão 7% dos eleitores, e ainda não souberam posicionar-se 4%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Paes tem 33% das intenções de voto.Crivella aparece com 21%, empatado com Fernando Gabeira, que tem 19%.

A seguir, vêm Jandira, 13%, Solange, 5%, Molon, 4%, Chico Alencar, 3%, e Paulo Ramos, 1%.

No cálculo por votos válidos não estão incluídos os brancos, nulos e as abstenções. É com base nos votos válidos que a Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição. Para o cálculo desses votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

O Datafolha ouviu 1311 eleitores cariocas de 16 anos ou mais, nos dias 29 e 30 de setembro de 2008. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Eleitores de Paes e Crivella são os que mais cientes do número a ser digitado

A cinco dias da votação popular para o próximo prefeito, a taxa de conhecimento do número do candidato atinge 48%, quase a mesma observada na semana passada (45%).

Mostram-se mais cientes do número correto os eleitores de Paes (57%, ante 53% há quatro dias) e de Crivella (53%, sete pontos percentuais acima do verificado antes, 48%), em comparação aos eleitores de Gabeira (41%) e Jandira (38%).

78% estão totalmente decididos quanto ao voto

Enquanto 70% dos eleitores diziam-se totalmente decididos quanto à sua escolha há quatro dias, hoje essa parcela soma 78%.

Do eleitorado de Eduardo Paes, 82% votariam estão certos de seu voto. Entre os eleitores de Gabeira, 79% estão totalmente decididos a votar no candidato. Para a mesma projeção, 81% dos que dizem votar em Crivella estão totalmente decididos em relação ao seu voto.

Na pesquisa espontânea, quando não é apresentado aos eleitores o cartão com o nome dos candidatos, Paes também continua liderando, acima do obtido na última pesquisa: de 16%, ele atinge agora 20%.

Crivella, que aparecia sozinho em segundo lugar até semana passada, mantém 12%, e empata tecnicamente com Gabeira, que sobe de 10% para 13%.

Jandira Feghali tem 7%. Em relação aos demais candidatos, não são observadas mudanças significativas: Molon e Solange ficam com 2%, e Chico com 1% das menções espontâneas. Os demais não alcançam 1%, cada. Nesta situação, 8% reafirmam intenção de votar branco ou nulo e um terço (30%) revela-se indeciso.

Paes venceria adversários se segundo turno fosse hoje

Considerada a hipótese de segundo turno entre Paes e Crivella, amplia a vantagem do primeiro em relação ao segundo: há quatro dias, 53% escolheriam o primeiro e 32% o segundo, taxas que chegam agora, respectivamente, a 58% de opção pelo candidato do PMDB, ante 29% do candidato do PRB. Declaram voto em branco ou nulo 12%, enquanto 2% não souberam opinar.

Pela primeira vez, o Datafolha testou a hipótese de o segundo turno ocorrer entre Paes e Gabeira. Neste caso, Paes seria eleito, com 53%, contra 33% do candidato do PV. Outros 11% anulariam ou votariam em branco, 2% estariam indecisos.

Na terceira situação possível apresentada aos entrevistados, 51% escolheriam Paes e 37% optariam por Jandira, isto é, Paes também seria eleito. Assim como ocorre com Crivella, Paes aumenta a vantagem sobre a candidata do PCdoB, que tiveram 48% e 41% das menções na semana passada. Mostram-se sem candidato 12%, sendo 2% de indecisos e 10% os que afirmam que votariam branco ou nulo.

Por último, na quarta vez em que é testada a hipótese de disputa entre Crivella e Jandira, novamente Jandira aparece com vantagem: ela seria eleita com 50% dos votos, contra 36% do adversário.

Eleitores rejeitam mais Crivella e Solange

Como observado desde o início das pesquisas de intenção de voto no Rio de Janeiro este ano, Crivella é o candidato mais rejeitado: 38% dos eleitores cariocas não votariam nele de jeito nenhum, taxa que mantém-se estável em relação à semana passada.

Solange permanece como o segundo nome mais rejeitado desde agosto, agora por 26% dos eleitores, um ponto abaixo do obtido na pesquisa anterior (27%).

Compõem um terceiro grupo de candidatos que não seriam escolhidos pelos eleitores Gabeira (rejeitado por 24%), Jandira (19%), Paes (18%). Considerando-se esses resultados, Paes tem uma vantagem em relação a seu principais adversários na disputa.

Seguem-se, com 16% cada, Molon e Filipe Pereira; com 15% (cada), Paulo Ramos e Vinícius Cordeiro; com 14% (cada), Chico Alencar e Antonio Carlos; e, por último, Eduardo Serra com 13%.

Afirmam que votariam em qualquer um e não rejeitam nenhum 7%, 4% rejeitam todos e não votariam em nenhum, outros 5% não souberam posicionar-se.

Avaliação de maia continua regular
Eleitores atribuem nota 4,9 ao prefeito

Prestes a completar sete anos e nove meses à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, Cesar Maia é aprovado, com avaliação ótima ou boa, por 23% dos eleitores cariocas, taxa que foi de 22% há quatro dias, em 26 de setembro, e que mostra-se estável, considerando a margem de erro, desde o início de julho, quando atingiu 26% de aprovação, a partir do que oscilou para baixo ou para cima.

Já, a parcela dos que o avaliam como regular (39%) mantém-se praticamente a mesma desde 17 e 18 de setembro, quando apresentou crescimento em relação ao início do mês (32% em levantamento dos dias 04 e 05).

Por outro lado, considerando o decorrer do mês de setembro, diminui seis pontos percentuais a taxa de reprovação ao prefeito do DEM: de 40% no início do mês para 36% semana passada, taxa que se mantém no atual levantamento.

Na presente pesquisa, Maia alcança 4,8 de nota média, atribuída pelos eleitores dentro de uma escala de zero a dez, aproximando-se um pouco mais do 5,1 obtido em 03 e 04 de julho.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

22/09/2008 - 14:28h Rio: Paes sobe quatro pontos e aumenta vantagem sobre Crivella, aponta pesquisa

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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colaboração para a Folha Online, no Rio

A 9ª pesquisa de intenção de votos feita pelo IBPS (Instituto Brasileiro de Pesquisa Social) na cidade do Rio de Janeiro aponta ampliação da vantagem do candidato a prefeito Eduardo Paes (PMDB) sobre o segundo colocado Marcelo Crivella (PRB). Paes tem 29% da preferência do eleitorado, quatro pontos percentuais a mais que na consulta anterior. Já Crivella soma 17%, dois pontos a menos do que tinha no levantamento divulgado dia 5 de setembro.

Jandira Feghali (PC do B) aparece com 11% das intenções de voto e Fernando Gabeira (PV), com 9% das preferências. Solange Amaral (DEM) caiu um ponto, para 4%; Alessandro Molon (PT) ficou estável em 4%. Chico Alencar (PSOL) perdeu dois pontos e agora tem 2%. Paulo Ramos (PDT) manteve o índice de 1% das preferências.

Votos nulos e brancos somam 7%. Os candidatos Felipe Pereira (PSC), Antonio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinícius Cordeiro (PT do B) não atingiram individualmente 1% das citações.

O instituto mediu ainda a rejeição dos candidatos. Crivella aparece em primeiro lugar, com 29%; seguido de Solange Amaral, com 11%; Gabeira, com 9%; Jandira Feghali, com 5%; Alessandro Molon, com 4%; Eduardo Paes, com 5%; Chico Alencar, com 2%; Paulo Ramos, com 2%; Felipe Pereira, com 2%; e Antonio Carlos, Eduardo Serra e Vinícius Cordeiro, com 1%.

Segundo turno

Na projeção de segundo turno entre Paes e Crivella, o peemedebista teria 55% contra 23% do adversário. Entre Paes e Jandira, segundo o IBPS, o primeiro teria 48%, contra 31% da candidata.

Em outro cenário de segundo turno, Jandira venceria Crivella por 48% a 28%. Já Gabeira teria 40% contra 35% de Crivella. Este último resultado mostra uma inversão de tendência, com a vitória de Gabeira pela primeira vez na série histórica.

Na aferição de voto espontâneo, 46% dos entrevistados responderam que ainda não têm candidato a prefeito para as próximas eleições. Entre os candidatos citados espontaneamente aparecem: Eduardo Paes (18%), Crivella (10%), Jandira (6%), Gabeira (7%), Chico Alencar (2%), Solange Amaral 2%, Alessandro Molon 2%, Paulo Ramos (1%).

Governantes

A 9ª pesquisa do IBPS mostra que o presidente Lula é aprovado (soma dos conceitos “muito bom”e “bom”) por 51% dos cariocas, considerado “regular” por 35% e reprovado (soma dos conceitos “ruim” e “muito ruim”) por 13%.

O governador Sérgio Cabral é aprovado por 31% dos cariocas, considerado “regular” por 44% e reprovado por 21%. O prefeito Cesar Maia é aprovado por 24% dos cariocas, considerado “regular” por 33% e reprovado por 40%.

Do total de entrevistados, 46% disseram que votariam em um candidato apoiado por Lula, outros 20% são indiferentes a esse apoio, enquanto 32% não votariam nesse candidato. Já 37% votariam em um candidato apoiado pelo governador, outros 21% são indiferentes, enquanto 38% não votariam nesse candidato. Há ainda 23% dos entrevistados que votariam em um candidato apoiado pelo prefeito, outros 17% são indiferentes a esse apoio, enquanto 55% não votariam nesse candidato.

Pesquisa

O IBPS ouviu 2.512 eleitores entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. A pesquisa foi registrada na 228ª Zona Eleitoral, sob o número 031/2008.

19/09/2008 - 09:29h DATAFOLHA RIO: disputa acirrada pelo 2º lugar

No Datafolha, Paes lidera com 26%; já Crivella, Jandira e Gabeira estão embolados

Cláudia Lamego e Fábio Vasconcelos - O Globo

A18 dias da eleição, embolou a disputa pela prefeitura do Rio, mas pelo segundo lugar.
Pesquisa Datafolha encomendada pela Rede Globo e pela “Folha de S.Paulo” mostra que o candidato do PMDB, Eduardo Paes, subiu um ponto mas consolidou-se na liderança, com 26% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece Marcelo Crivella (PRB), que tinha 21% e caiu para 18%. O senador, porém, está tecnicamente empatado com Jandira Feghali (PCdoB), que foi de 12% para 13%. O candidato do PV, Fernando Gabeira, vem logo atrás, já que subiu três pontos e hoje tem 11%. Com este resultado, ele fica tecnicamente empatado com Jandira, porque a pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em quinto lugar, Solange Amaral (DEM), candidata do prefeito Cesar Maia, caiu dois pontos e agora tem apenas 5%. Em seguida, surge Alessandro Molon (PT), que subiu um ponto, passando para 4%. Chico Alencar (PSOL) foi de 4% para 3% e Paulo Ramos passou de 1% para 2%.

Em branco e nulos somam 11%, e 6% dos eleitores disseram que não sabem em quem vão votar ou não opinaram. Filipe Pereira (PSC) e Eduardo Serra (PCB) atingem 1%, cada. Já Antonio Carlos (PCO) e Vinicius Cordeiro não pontuaram. Gabeira comemorou a divulgação dos números, dizendo que agora aparece para o eleitorado como candidato viável para ir ao segundo turno. Ele disse acreditar que quem o considerava bom candidato, mas estava indeciso, agora vai mudar.
— Estou crescendo, e isso é bom para que as pessoas acreditem que posso chegar ao segundo turno. Acredito que vou crescer ainda entre os indecisos. A disputa vai ser muito emocionante, voto a voto — disse Gabeira. O candidato disse que estava perdendo eleitores para o chamado voto útil contra o senador Crivella. Gabeira afirma que pode conseguir votos de outros adversários também.

— Preciso fazer com que o voto útil não seja contra mim. Vou continuar trabalhando por mais eleitores.

Crivella tem a mais alta rejeição: 34%

Eduardo Paes, que pela primeira vez lidera fora da margem de erro, também comemorou o resultado: — Vejo com muita alegria, mas com humildade, porque tem muito trabalho pela frente. Pelo que leio nos jornais, existe equilíbrio das intenções de voto em todas as classes sociais.Acho que isso é muito bom. Com os dados, Jandira disse estar convencida de que vai disputar o segundo turno.

— Essa possibilidade vem se reafirmando a cada pesquisa. Temos um número de indecisos enorme na pesquisa espontânea do Rio. Além disso, tenho sentido o carinho das ruas. Procurado, Crivella não quis comentar a pesquisa. Nas simulações de segundo turno, Eduardo Paes ganha dos dois principais adversários. Com Crivella, o placar ficaria em 53% a 32% para o peemedebista. Se fosse contra Jandira, ele venceria por 48% a 37%. Se a disputa fosse entre Jandira e Crivella, a candidata ganharia por 47% a 36%.

Crivella é o candidato mais rejeitado, com 34% de eleitores que não votariam nele de jeito nenhum. Solange e Gabeira vêm em seguida, com índices de 26% e 22%, respectivamente. Molon tem 18% de rejeição e Paes, 15%. Filipe Pereira é rejeitado por 14%; Chico Alencar por 13%; Vinicius Cordeiro e Paulo Ramos com 12%, cada, Eduardo Serra com 10% e, com a menor taxa de rejeição, Antonio Carlos (6%). (O site do Datafolha não tinha ontem à noite o índice de rejeição de Jandira). O Datafolha entrevistou 930 eleitores entre os dias 17 e 18 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio sob o número RPE 32/2008.

06/09/2008 - 17:25h Datafolha: Paes assume a liderança na disputa no Rio

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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A disputa municipal no Rio parece se encaminhar para o duelo Paes Vs. Crivella. Eduardo Paes, que quase não tinha força eleitoral quando era secretário geral do PSDB, consegue após romper com os tucanos e entrar na base de apoio de Lula e do governador Sergio Cabral, despontar como favorito. A evolução de Eduardo Paes é bem-vinda e seu favoritismo hoje traduz a dupla avaliação positiva de Lula e Cabral na cidade de Rio de Janeiro e a pessima avaliação da gestão Cesar Maia (DEM). Interessante também é de constatar que o candidato Gabeira, apoiado por José Serra, Aécio e o PSDB amarga um quarto lugar, junto com a candidata demo e o candidato do PSOL, todos de oposição ao governo federal. A insistência do PT em apresentar um candidato pouco conhecido não teve eco no eleitorado. Jandira, do PCdoB, em terceiro lugar parece ter perdido força e não parece ser alternativa aos dois lideres da disputa. LF

RJ-TV; O Globo Online

RIO - O candidato Eduardo Paes (PMDB) assumiu a liderança da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Datafolha, Paes cresceu oito pontos percentuais e agora aparece com 25% das intenções de voto. Marcelo Crivella (PRB), que liderava a disputa até a pesquisa de agosto, subiu um ponto percentual e agora tem 21% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Jandira Feghali (PCdoB), caiu três pontos percentuais e aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Em seguida aparecem Fernando Gabeira (PV), com 8%, Solange Amaral (DEM), com 7%, Chico Alencar (PSOL), com 4%, e Alessandro Molon (PT), com 3%.

Paulo Ramos (PDT) e Filipe Pereira (PSC) tiveram 1% das intenções de voto, cada um. Vinicius Cordeiro (PTdoB), Eduardo Serra (PCB) e Antônio Carlos (PCO) não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 12%. Não sabem ou não opinaram, 6%.

Paes e Jandira venceriam Crivella no segundo turno

O Datafolha também fez duas simulações de segundo turno. Em ambas, Crivella seria derrotado. Num possível confronto com Paes, ele teria 35% contra 50% do peemedebista. Contra Jandira, Crivella teria 37% contra 48% das intenções de voto da candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 944 eleitores entre quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número 27/2008.

05/09/2008 - 13:55h Rio: Paes ultrapassa Crivella e assume a liderança no Rio

Pesquisa IBPS

Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo
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O Globo Online

RIO - Pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisas Sociais (IBPS), divulgada nesta sexta-feira, mostra uma mudança de cenário na disputa pela Prefeitura do Rio. Na oitava consulta de intenção de votos feita pelo instituto, Eduardo Paes (PMDB/PTB/PP/PSL) passou a frente de Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB). Paes, que em agosto tinha 16% da intenção de votos, agora aparece com 25%. Já o senador, que antes tinha 20%, obteve 19% este mês.

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) ocupa o terceiro lugar, com 12% da preferência do eleitorado, seguida por Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS), com 8%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tem 5% da intenção de voto, Chico Alencar (PSOL/PSTU) e Alessandro Molon (PT) têm 4%; e Paulo Ramos tem 1%. Votos brancos e nulos somam 9%. Os candidatos Filipe Pereira (PSC), Antônio Carlos (PCO), Eduardo Serra (PCB) e Vinicius Cordeiro (PTdoB) não atingiram 1%.

Marcelo Crivella é o candidato com maior índice de rejeição, com 32%, seguido por Solange, com 15%; Gabeira, com 11%; Jandira, com 8%; Molon, com 7%, Paes, com 6%; e Chico Alencar, Paulo Ramos e Felipe Pereira, com 4%.

Em um possível segundo turno entre Jandira e Crivella, a candidata venceria com 46%, contra 32%. Crivella venceria, com 39%, o candidato Fernando Gabeira 36%. Já Eduardo Paes venceria Crivella, com 53% contra 28%. Paes também derrotaria Jandira, com 47%, contra 34%.

A pesquisa, registrada na 228ª ZE, sob o número 025/2008, ouviu 1.100 entrevistados, por telefone, entre os dias 2 e 4 de setembro. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.

25/08/2008 - 17:24h A opinião de Ricardo Noblat

Eleições - Quem sobe, quem cai

Blog de Noblat

Os resultados das pesquisas de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgados no último fim de semana pouco ou nada têm a ver com os efeitos da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dos candidatos a prefeito de algumas das capitais do país.

A atenção do brasileiro estava voltada para as olimpíadas de Pequim.

O período de 42 dias de propaganda eleitoral foi inaugurado na última terça-feira dia 19. Nos dias 21 e 22, o Datafolha entrevistou entre 800 a 1.200 eleitores em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife.

Até então apenas dois programas de candidatos a prefeito haviam ido ao ar – embora não devam ser desprezadas eventuais conseqüências dos comerciais veiculados diariamente a respeito deles e que pegam os eleitores desprevenidos. São peças de propaganda mais eficientes do que os programas.

Mas não foram os comerciais que provocaram as mudanças no quadro eleitoral registradas pelo Datafolha. A exceção fica por conta de Curitiba onde nada mudou. Candidato à reeleição, o prefeito Beto Richa (PSDB) coleciona 70% das intenções de voto.

No Rio, o favoritismo de Marcelo Crivella (PRB) está cada vez mais a perigo. Crivella caiu no Datafolha de 24% das intenções de voto no final de julho para 20%. Eduardo Paes (PMDB) saiu de 13% para 17%. Jandira Feghali (PC do B) empacou em 15%. Qualquer um dos dois será capaz de derrotar Crivella no segundo turno.

O que explica no Recife o salto espetacular dado por João da Costa (PT)?

Em julho, ele tinha 22% das intenções de voto, atrás de Mendonça Filho (DEM) com 30%. Foi para 37%. Mendonça caiu para 26%. Cadoca (PSC) despencou de 22% para 13%.

O tempo decorrido desde julho parece ter sido suficiente para o eleitor identificar João da Costa como o candidato da esquerda. Sim, ainda existe essa história de direita e esquerda no Recife. Cerca de 30% dos eleitores votam na esquerda. Outros 30% na direita. Os demais decidem as eleições.

Nos idos de 60, quando ainda se votava em separado para prefeito e vice-prefeito, Recife elegeu Pelópidas da Silva, pela esquerda. O vice dele, Miguel Arraes, perdeu para Augusto Lucena, apoiado pela direita.

Até um dia desses, João da Costa era um desconhecido secretário do prefeito João Paulo (PT). Os estrategistas de sua campanha imaginavam que ele atingiria o patamar dos 30% depois de duas semanas de propaganda eleitoral.

Subestimaram o fato de que João da Costa dispõe de três poderosos padrinhos: Lula, aprovado por 74% dos recifenses; o prefeito João Paulo, por 61%, e o governador Eduardo Campos (PSB) por 52%. Está em Belo Horizonte, contudo, o caso mais exemplar de pura e simples transferência de votos.

Quem é Márcio Lacerda (PSB), candidato a prefeito?

É um empresário que jamais disputou uma eleição. Filiou-se ao PSB só para ser candidato. Subiu de 6% das intenções de voto em julho para os atuais 21%, ultrapassando Jô Moraes (PC do B) que tem 17%.

A administração do governador Aécio Neves (PSDB) é considerada ótima ou boa por 86% dos habitantes de Belo Horizonte. A do prefeito Fernando Pimentel (PT), por 76%. Os dois apóiam Lacerda, que tem 12 minutos diários de comerciais no rádio e na televisão contra dois minutos de Jô.

Quase 95% dos mineiros estão convencidos de que Aécio sucederá Lula em 2010. Fazer o quê? Lacerda na cabeça.

A essa altura, o que o PSDB poderá fazer para evitar o desastre anunciado em São Paulo?

É cedo para falar em desastre ali? Talvez não. Marta Suplicy (PT) continua em ascensão – dessa vez passou de 36% na pesquisa de julho para 41%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua caindo - tinha 32% das intenções de voto, agora tem 24%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi de 11% para 14%. Paulo Maluf (PP) está com 8% ou 9%. A divisão do PSDB entre Alckmin e Kassab desorientou o eleitorado do partido.

A culpa é de quem? Ora, de Alckmin.

O governador José Serra, a bancada de vereadores do PSDB, secretários municipais e subprefeitos estavam dispostos a apoiar a reeleição de Kassab. Seria o natural. Kassab é Serra na prefeitura.

Aí o filhinho mimado de Pindamonhangaba bateu com o pé e anunciou: “Sou candidato”. Capaz de perder uma eleição para não perder a elegância, o PSDB engoliu a seco a decisão de Alckmin e bovinamente tomou o caminho do matadouro.

Como consertar a situação? E tem conserto?

23/08/2008 - 14:51h Crivella, Jandira e Paes estão empatados no Rio, diz Datafolha

da Folha Online

A disputa pela Prefeitura do Rio está embolada entre Marcelo Crivella (PRB), Eduardo Paes (PMDB) e Jandira Feghalli (PC do B). Crivella tem 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada hoje no “RJTV”, da TV Globo –pesquisa completa será publicada na edição deste domingo da Folha.

Paes tem 17% das preferências. E Jandira aparece com 15%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.

Também há empate técnico entre Fernando Gabeira (PV) e Solange Amaral (DEM): ele aparece com 8% e ela com 7%. Chico Alencar (PSOL) e Alessandro Molon (PT) aparecem com 4%, cada um.

A pesquisa foi realizada na quinta e sexta-feira com 928 eleitores. E foi registada no TRE (Tribunal regional Eleitoral) sob o número RPE 22/2008.

Num eventual segundo turno, Crivella perderia tanto para Jandira quanto para Paes. Contra Jandira, ele perderia de 35% a 47%. Contra Paes, ele teria 33% contra 47% do peemedebista.

O material completo da pesquisa está na edição da Folha deste domingo, que está nas bancas na tarde deste sábado.

03/08/2008 - 08:33h Olho vivo, porque o jogo é sutil

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Fátima Pacheco Jordão - O Estado de São Paulo

No jogo das eleições municipais, até agora, as vozes predominantes foram os partidos, os candidatos, lideranças políticas e governamentais. Os atores mais influentes foram os da cúpula política que, em junho, oficializaram suas seleções de candidatos para cada município.

Tudo parecia claro, os governantes com grande popularidade aparentavam ter em campo candidatos imbatíveis. Os favoritos pareciam óbvios.

Os partidos fizeram as alianças mais eficazes, no cálculo do tempo de televisão (nas principais cidades) ou de coalizões oportunas e viáveis do ponto de vista de financiamento de campanhas.

Neste arranjo de cúpula o eleitor pouco participou. Só agora ele, aquele que vai apertar os botões da urna eletrônica, está mostrando a cara através das pesquisas publicadas nestas últimas semanas Os debates de TV e as sabatinas de imprensa inauguraram também os discursos dos candidatos voltados diretamente a ele. O primeiro olho no olho da campanha.

As surpresas iniciais começam a emergir e, assim como nas eleições de 2004, o quadro se mostra menos nítido do que as apostas iniciais pareciam indicar.

Os candidatos patrocinados por governantes ou lideranças de grande popularidade não despontaram como favoritos como em Belo Horizonte ou Recife. Mesmo prefeitos com boa avaliação como Kassab, em S. Paulo, não se impuseram na primeira largada. O líder das pesquisas no Rio (Crivella - PRB) com 24% pode perder, no segundo turno, para Jandira Feghali, hoje com oito pontos percentuais atrás, 16% (Datafolha).

Neste ponto, é bom lembrar a pesquisa do instituto Sensus (fevereiro 2008) , lá já aparecia a ponta ressabiada do eleitor. Apenas 10% votariam inequivocamente em candidato apoiado pelo presidente Lula. O mesmo se dava com governadores dos Estados, apenas 7% de eleitores brasileiros declaravam ter intenção de voto atrelado à indicação deles. Escolheriam segundo seus critérios de avaliação, olhando diretamente o candidato.

Outra surpresa, com todo o descrédito dos políticos, expresso pela opinião pública nos últimos anos, o engajamento eleitoral volta a ser alto neste ano. Em São Paulo, o Ibope registra 11% de possibilidade de anulação ou de voto em branco; Datafolha capta ainda menos, 6%.

As campanhas de incentivo ao voto da Justiça Eleitoral e a credibilidade nos procedimentos (urna eletrônica, sobretudo) parecem consolidar esta postura. Mais ainda, nestas eleições surgiu com contundência a demanda por mecanismos de filtragem e o aparecimento, bem recebido pelos eleitores, de listas de candidatos com processos.

Outro aspecto que as pesquisas publicadas reiteram é a declaração dos eleitores de que ainda não estão prontos para selarem seus votos. Mostram que acabam de entrar no processo e sabem que há várias etapas para fechar suas escolhas. Debates na TV e horário de propaganda oficial são referenciais imprescindíveis.

Na maioria das capitais, tanto Ibope quanto Datafolha indicam que cerca de 60% da intenção de voto não está cristalizada, isto é, apenas 40% dos eleitores declaram espontaneamente nomes de candidatos. A exceção é São Paulo, onde 55% dos eleitores já têm nome formado na cabeça, sem precisar de lista para indicar o preferido. Na eleição de 2004, nesta época, o Ibope apontava apenas 47% assim predispostos.

O que indica que, para o eleitor, a eleição em S. Paulo já está mais avançada. E aqui vale aprofundar um pouco mais as camadas menos evidentes dos números.

Marta Suplicy e Geraldo Alckmin estão empatados nas pesquisas publicadas. Segundo o Ibope, a petista tem 34% de voto estimulado (quando um cartão é apresentado com a lista de candidatos) e o tucano, 31%. No entanto Marta já está com uma proporção de votos mais consolidados, 70% da sua votação está definida espontaneamente (sem apresentação de cartão), Alckmin tem 55% de voto cristalizado. A petista já sai com uma vantagem que não tinha em 2004.

Alckmin, de outro lado, tem de por onde desempatar: Datafolha aponta que 26% dos eleitores podem mudar seus votos e, neste momento, 8% prefeririam Alckmin, 5% Marta e 5% Kassab.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, tem avaliação positiva entre 35% de eleitores (Datafolha) o que significa, obviamente, que tem um espaço de crescimento. Se crescer tiraria mais votos de Alckmin do que de Marta.

No retrospecto das cinco pesquisas publicadas até o momento (Ibope e Datafolha), desde junho, quando os nomes dos candidatos foram oficializados, Marta Suplicy passa de um patamar de 30% para 35%, Geraldo Alckmin de 28 para 32%.

Gilberto Kassab (13% em junho e 11% em julho), no mesmo patamar que Maluf imobilizado em torno de 9%.

Há um sentimento de favoritismo de Marta, 40% acham que a petista deve ser a futura prefeita (Ibope), mas a tradição de polarização eleitoral em São Paulo e a evolução das taxas de intenção de voto apontam para a realização de um segundo turno na cidade.

No entanto, Marta Suplicy - com o patamar e o potencial de votos que tem (melhores do que há quatro anos) e a possibilidade de derrota no segundo turno contra Alckmin, segundo projeções atuais das pesquisas - precisa de uma vitória em primeiro turno.

Se sua campanha for convincente e sem erros, poderá contar com três fatores a seu favor: primeiro, sua base eleitoral inequivocamente popular (projeção de vitória no segundo turno contra Alckmin entre eleitores de mais baixa renda,62% do total); segundo, a possibilidade de se beneficiar da avaliação positiva de Lula em São Paulo (52%); terceiro: os dilemas do eleitorado situacionista dividido entre dois candidatos do mesmo campo, apoiados - mais ou menos explicitamente - pelo governador Serra, bem avaliado.

As pedras do jogo estão postas e os movimentos são sutis. Será uma eleição em que o eleitor vai precisar de olho vivo. Como as pesquisas indicam, ele quer acertar e por isso vai estar mais atento do que no passado.

19/07/2008 - 18:47h Pesquisa Ibope aponta Crivella na frente no Rio

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Crivella em primeiro e Jandira em segundo lugar no IBOPE

CARLOS MARCHI - Agencia Estado

SÃO PAULO - O deputado Marcelo Crivella (PRB) lidera a corrida eleitoral para a Prefeitura do Rio de Janeiro, com 23% das preferências, mas com a maior rejeição entre os candidatos, de acordo com pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. No segundo turno, ele aparece em empate técnico nas simulações contra Jandira Feghali (PC do B) - os dois estão com 33% -, e contra Eduardo Paes (PMDB), no limite da margem de erro, quando ficou à frente por 35% a 29%.

Na simulação de primeiro turno, depois de Crivella aparece uma fieira de candidatos com porcentuais próximos, mostrando que a preferência do eleitorado, no momento, está bem embolada: Jandira Feghali, com 14%, deputado Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes, ambos com 8%, Solange Amaral (DEM), com 5%, deputado Chico Alencar (PSOL), com 4%, e deputado Alexandre Molon (PT), com 3%. Sobe a 32%, ainda, o universo de indecisos - que anulam, votam em branco ou não sabem.

Na pesquisa espontânea (em que os eleitores devem mencionar um candidato sem nenhuma sugestão do entrevistador), Crivella foi citado como candidato preferido por 11%. Atrás vêm Gabeira e Jandira, ambos com 5%, e Eduardo Paes, com 4%. Há uma soma de 69% de pesquisados, no entanto, que anunciaram voto nulo, em branco ou dizem não saber.

Para tornar o cenário ainda mais impreciso, não é apenas Crivella que tem alta rejeição. Nada menos que 20% informaram que não dariam seu voto a Gabeira. Solange, por sua vez, foi rechaçada por 16%. Dos que apareceram com melhor performance, Jandira teve 13% de rejeição e Eduardo Paes, 12%.

Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 15 e 17 de julho e entrevistou 805 eleitores cariocas, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 228.ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro sob o nº 016/2008.

06/07/2008 - 10:02h Disputa no RJ tem Crivella na liderança com 26%

Jandira tem 17%; Solange (10%), Paes (9%) e Gabeira (7%) empatam em 3º

29% rejeitam candidato do PRB, taxa 16 pontos maior do que as de Jandira e Paes, ambos com 13%, segundo levantamento do Datafolha

PLÍNIO FRAGA - FOLHA DE SÃO PAULO

Marcelo Crivella

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DA SUCURSAL DO RIO

Em meio às acusações de uso do Exército em obras de cunho supostamente eleitoreiro e apesar da morte de três jovens entregues a traficantes por militares que atuavam em seu principal projeto social, o senador Marcelo Crivella (PRB) lidera isoladamente a disputa pela Prefeitura do Rio, revela pesquisa Datafolha.
Crivella, 50, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presença constante em cerimônias ligadas ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Rio, aparece com 26% das intenções de voto e, se as eleições fossem hoje, disputaria o segundo turno com a ex-deputada federal Jandira Feghali (PC do B), 50, também aliada ao governo federal, que atinge 17% no levantamento.
A pesquisa Datafolha, realizada em 3 de julho com 812 eleitores, a primeira depois da oficialização de 11 candidatos à Prefeitura do Rio, mostra ainda que três nomes estão tecnicamente empatados em terceiro lugar, em razão da margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
A deputada federal Solange Amaral (DEM), candidata do atual prefeito do Rio, Cesar Maia, atinge 10% das intenções de voto. O ex-secretário estadual de Esportes e Turismo Eduardo Paes (PMDB), apoiado na disputa pelo governador Sérgio Cabral, tem 9%, e o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o mais votado do Estado nas eleições legislativas de 2006, registra 7% do total de entrevistados.
O deputado estadual Alessandro Molon (PT), que se recusou a apoiar Jandira Feghali como contrapartida do apoio do PC do B à petista Marta Suplicy em São Paulo, alcançou 3% dos votos, mesmo percentual do deputado federal Chico Alencar (PSOL).
A pesquisa Datafolha que aponta a liderança de Crivella foi realizada 20 dias depois da morte de três rapazes moradores do morro da Providência, entregues a traficantes de facção rival no morro da Mineira por militares participantes do projeto Cimento Social, programa de reforma de casas e reurbanização idealizado por Crivella e posto em prática por meio de acordo entre os ministérios da Defesa e das Cidades.
Entre os principais candidatos a prefeito no Rio, Crivella e Jandira, que lideram a disputa, terão os tempos mais reduzidos no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.
Apesar de a comunista ter ganhado o reforço do PSB, que no dia 1º desistiu de apoiar Paes para se aliar a ela, a ex-deputada deve ficar com apenas 2min35 de tempo na propaganda eleitoral na televisão e no rádio, nos dois blocos de 30 minutos cada. Crivella deve ter 2min01, divididos pelos dois blocos de noticiário.

Contraponto
A ex-deputada federal comunista é o contraponto em todos os estratos a Crivella.
O eleitorado do senador do PRB distribui-se de forma praticamente igual entre homens e mulheres, é mais forte entre os jovens e eleitores até 44 anos, entre aqueles que têm até o ensino fundamental e entre os de família com renda mensal de até dois salários mínimos.
Entre as pessoas que declararam voto em Jandira, ela é mais votada entre as mulheres, entre os eleitores de 45 a 59 anos, entre aqueles que têm ensino superior e pertencem a famílias cuja renda ultrapassa dez salários mínimos mensais.

Rejeição
Crivella é rejeitado por 29% dos eleitores, taxa 16 pontos maior do que as de Jandira e Paes, ambos com 13%. A taxa de rejeição de Solange Amaral é de 19%, e a de Gabeira, de 16%.
Faixa entre 43% e 48% dos entrevistados diz não ter nenhuma importância os apoios de Lula, Cabral e Maia como peso na escolha por um determinado candidato. Entre 23% e 28% dos eleitores disseram ser influenciados pelo apoio de um dos três mandatários na sua opção de voto.
Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados devem dizer em quem votariam sem que fosse apresentado a eles um cartão com o nome dos candidatos, Crivella é citado por 9%, Jandira por 4% e Solange, Gabeira e Paes por 2% cada.

05/07/2008 - 20:34h Datafolha: Marta tem 38% das intenções de voto; Alckmin, 31%

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Kassab obteve 13% da preferência, seguido de Maluf, com 8%.


Pesquisa foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores.

Do G1, em São Paulo

Pesquisa Datafolha publicada no jornal “Folha de S.Paulo” revela que a ex-ministra Marta Suplicy (PT) está com 38% das intenções de voto em São Paulo, seguida pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 31%.


Leia também: Datafolha aponta Crivella com 26% e Jandira, com 17%

Em terceiro lugar vem o prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 13% da preferência. O quarto lugar é ocupado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que obteve 8% das intenções de voto.

Soninha (PPS) obteve 1% das intenções de voto; Levy Fidelix (PRTB), Ciro Moura (PTC), Renato Reichman (PMN) e Ivan Valente, 0%. Votos em branco, nulos e nenhum tiveram índice de 5%; não sabe, 3%.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa, a primeira realizada após a oficialização das candidaturas, foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores de São Paulo. O número de registro no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é 01000108-SPPE.

Com a costura da aliança do bloco PC do B, PSB e PDT com o PT não é possível comparar a pesquisa atual com as anteriores, pois os três partidos apresentavam candidaturas na época.

No dia 15 de maio, pesquisa Datafolha registrava um empate técnico entre Marta e Alckmin. A petista tinha 32% e o tucano, 28%.


Renda e região

Marta apresenta seu melhor desempenho (44%) entre os que têm renda mensal de até dois salários mínimos. No mesmo segmento, Alckmin e Kassab têm, respectivamente, 27% e 11%.

O tucano tem melhor desempenho (34%) entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos. Já entre os que ganham mais de dez salários mínimos, o índice é de 33%. Já Kassab e Marta têm, respectivamente, 24% e 23%.

Marta tem o melhor desempenho na Zona Sul de São Paulo (44%) e o pior no Centro (23%). Alckmin se destaca no Centro e Zona Norte (42%) e é mais fraco na Zona Sul (27%). Já Kassab se destaca nas Zonas Leste e Oeste (15%) e tem pior desempenho na Zona Norte (10%).


Segundo turno

Marta e Alckmin estariam tecnicamente empatados num eventual segundo turno. Segundo a pesquisa, caiu de dez para cinco pontos a vantagem de Alckmin sobre Marta em relação ao levantamento anterior.

Alckmin obteria 50%, contra 45% de Marta. Na pesquisa anterior, o tucano tinha 52% contra 42% da petista. Segundo o Datafolha, o ex-governador herdaria 78% dos eleitores de Kassab e Marta, 19%. Alckmin contaria com 60% dos eleitores de Maluf e Marta, 30%.

Em uma eventual disputa com Kassab, Alckmin venceria com 34 pontos de vantagem: 59% a 25%.

Se Marta disputasse o segundo com a Kassab, ela derrotaria o prefeito por 55% a 36%.

Em comparação com a pesquisa anterior, a vantagem da ex-ministra subiu de dez para 19 pontos. No cenário, Kassab herdaria 56% dos eleitores de Alckmin e Marta, 33%.

Rejeição

Marta tem 30% de rejeição – maior parcela entre quem tem nível de escolaridade superior e renda familiar superior a dez salários mínimos. Kassab tem 30%, Alckmin, 18%, e Maluf, 55%.

30/03/2008 - 15:27h Crivella e Jandira lideram disputa no Rio

Apoiado por Lula e Cabral, Alessandro Molon (PT) fica atrás de principais pré-candidatos, aponta pesquisa Datafolha

No cenário sem o nome do PMDB, Fernando Gabeira (PV), Solange Amaral (DEM) e Chico Alencar (PSOL) estão tecnicamente empatados

MARCELO BERABA - FOLHA DE SÃO PAULO

Lançado terça-feira à noite candidato da aliança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o governador Sérgio Cabral (PMDB) para a Prefeitura do Rio, o deputado estadual Alessandro Molon (PT) teve só 1% das intenções de voto na pesquisa feita quarta e quinta-feira pelo Datafolha. O senador Marcelo Crivella (PRB), com 20%, e a candidata do PC do B, Jandira Feghali, com 18%, lideram a pesquisa, tecnicamente empatados. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Este é o resultado de um dos quatro cenários experimentados pelo Datafolha na pesquisa que fez para a eleição carioca. Neste cenário, que não inclui Eduardo Paes (PMDB), secretário de Cabral, os deputados federais Fernando Gabeira (PV), lançado pelo PSDB e pelo PPS, Solange Amaral (DEM), apoiada pelo prefeito Cesar Maia, e Chico Alencar (PSOL) estão empatados com 9%, 9% e 8%, respectivamente.
Eduardo Paes -que deixou o PSDB com a promessa de ser o candidato de Cabral e foi rifado para facilitar a aliança do PT com o PMDB- tem 10% das intenções de votos nos dois cenários em que aparece -em um deles, com Vladimir Palmeira como possível candidato do PT e, no outro, com Alessandro Molon.
O desempenho do senador Marcelo Crivella praticamente não varia nos quatro cenários, ficando entre 19% e 20%. Jandira Feghali tem o seu pior percentual, 15%, quando o candidato do PMDB é Eduardo Paes (10%) e o do PT é Vladimir Palmeira (1%).
O melhor desempenho de Marcelo Crivella se dá entre os que têm baixa escolaridade (29%) e os mais pobres (23%). Já Jandira Feghali e Fernando Gabeira estão bem entre os que têm curso superior (25% e 21%, respectivamente) e os mais ricos (Gabeira chega a 30% entre os que ganham mais de dez salários mínimos e Jandira tem 28% entre os que ganham de 5 a 10 mínimos).

Tempo na TV
O quadro eleitoral do Rio não é definitivo. É possível que haja mudanças de candidatos e novas alianças em função do tempo gratuito na TV. O PT faz hoje uma eleição prévia para decidir que candidato lança, Alessandro Molon ou Vladimir Palmeira. A candidatura Palmeira obrigará o PT e o PMDB a rediscutirem a aliança eleitoral.
Embora com índice baixíssimo de intenção de votos (1%), o candidato escolhido pelo PT será competitivo caso seja mantida a aliança com o PMDB. Juntos, os dois partidos terão quase um terço do horário eleitoral gratuito, além dos apoios de dois fortes cabos eleitorais, Cabral e Lula.
Crivella e Jandira Feghali, cujos partidos compõem a base de apoio do governo federal e esperam que Lula seja neutro na eleição carioca, terão pouco mais de um minuto cada um caso não ampliem suas alianças.
Solange Amaral e Fernando Gabeira, ambos com 9% ou 10% em qualquer cenário prospectado, terão, respectivamente, por volta de 3 a 6 minutos de TV, o que deve dar visibilidade às suas campanhas.
O senador Marcelo Crivella tem o maior índice de rejeição entre os 13 candidatos pesquisados (28%). Depois dele seguem Solange Amaral (18%), Fernando Gabeira (16%), Coronel Jairo (PSC, 15%), Jandira Feghali (13%), Chico Alencar (11%), Eduardo Paes (10%) e Paulo Ramos (PDT, 9%). Felipe Bornier (PHS) e Vladimir Palmeira têm 7%. Marcos Aurélio Silva (PR), Carlos Lessa (PSB) e Molon registram 6% de rejeição. Foram entrevistados 644 eleitores na pesquisa.