08/06/2008 - 19:54h Esta é demais!

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O “ato falho” do Jornal do Brasil (JB) é significativo, como diria Freud. O desejo de uma parte da mídia é tão forte que acaba forçando a mão. Ou a força de procurar ocultar o escândalo tucano de Rio Grande do Sul, o responsável do JB não sabia nem a cor política da governadora Yeda Crusius. Errar é humano e o escândalo de corrupção é tucano.

Reproduzo a seguir duas fotos com o único intuito de refrescar a memória dos veículos de comunicação. As fotos são da governadora Yeda Crusius durante a campanha eleitoral, na primeira ela está só e na segunda acompanhada por Alckmin, Serra e Aécio. Na próxima, ela estará seguramente sozinha de novo, vista a pouca manifestação de solidariedade dos homens da foto para com a governadora tucana.

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02/04/2008 - 17:31h Capa do JB sobre o DEM Cesar Maia: Prefeito sumiu

Onde esta você, Cesar Maia? pergunta matéria do Jornal do Brasil. Prefeito só por e-mail enquanto a cidade enfrenta a epidemia de dengue.

26/10/2007 - 12:04h Cesar Maia parou 64% das obras de contenção, disse JB

Não foi fatalidade

Duilo Victor e Renata Victal

A Meta Anual de Trabalho da Geo-Rio, no começo do ano, era clara: seria necessário fazer obras em 38 encostas, incluindo drenagem e recuperação. No entanto, apenas 14 frentes estão sendo realizadas. As outras 24 estão paradas, sem nenhuma previsão. Já o programa de manutenção e recuperação de obras existe, mas não chegou a ser executado. Estavam previstas quatro recuperações e manutenções. A informação, levantada pela equipe do vereador Eliomar Coelho (PSOL), foi confirmada pelo diretor de obras da Geo-Rio, Márcio Machado, e talvez explique o desmoronamento de 7 mil toneladas de terra nas entradas de duas galerias do Rebouças na manhã de quarta-feira.

- Temos em andamento 14 contratos que resultam em 35 frentes de trabalho. Estamos investindo cerca de R$ 7 milhões em contenção. São obras preventivas e corretivas - garante.

Na avaliação do engenheiro, o trabalho mais importante é o que está sendo realizado na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras.

- Ali há o risco de desplacamento de laje rochosa ao lado da Universidade Santa Úrsula. Também concluímos uma obra importante na Rocinha. Todas estas obras são importantes porque evitam gastos maiores de obras emergenciais. Elas devem ser feitas - avalia.

Apesar das boas intenções do diretor, as obras não são realizadas por falta de verba. Foi a constatação de auditores do Tribunal de Contas da União. Uma inspeção realizada pelos auditores no Programa de Contenção de Encostas da prefeitura entre 1996 e 2006 revelou que obras sem caráter emergencial eram empurradas para o orçamento dos anos seguintes, e o que era preventivo tornava-se urgente. Os números mostram que, em 1996, a Geo-Rio gastou R$ 43,547 milhões em obras do programa e que, no ano passado a quantia despencou para R$ 2,598 milhões.

É justamente uma obra emergencial, ainda sem custo estimado, que será realizada para a remoção de lama na entrada do Rebouças e contenção daquela encosta. Com duração prevista de seis meses, ela só terá início quando a chuva cessar. De acordo com o diretor da Geo-Rio, serão construídos três muros de contenção atrás do já existente em cima do túnel.

- Já estamos elaborando o projeto. Vamos fazer outros três muros, em níveis diferentes, para não ter nenhuma possibilidade de novo desmoronamento - explicou um solícito Machado.

A expectativa do secretário municipal de Obras, Eider Dantas, é de reabrir o trânsito no túnel em, no máximo 72 horas.

- Só vamos liberar o trânsito no túnel entre 48 e 72 horas depois que a chuva parar. Vamos trabalhar com uma margem de segurança - argumenta.

Hoje, técnicos da prefeitura vão colocar um corante em duas tubulações, de duas polegadas cada, encontradas em meio à terra no alto do túnel. O objetivo é descobrir a origem da água.

Visivelmente irritado com a insistência da equipe do JB, que queria saber a localização dos canos para seguir até lá e fotografá-los, ele não titubeou:

- Você pode subir de carro e pedir autorização para o tráfico.

28/09/2007 - 13:27h Vou trabalhar com uma velha amiga: a notícia

por Helena Chagas

Os políticos vão e vêm, os fatos políticos acontecem e “desacontecem”, eleições se sucedem, o poder muda de mãos. Nós, jornalistas, mudamos de área, função, endereço, emprego, espaço, enfim, trabalho. Somos viajantes, vivemos entre partidas e chegadas. E o que fica de cada uma dessas etapas do trabalho árduo e às vezes pouco compreendido da cobertura política? Ficam os amigos, o respeito profissional, o aprendizado e a consciência de ter tentado, a cada minuto de cada dia, fazer o melhor – às vezes conseguindo, às vezes não, sempre tentando.

Mas talvez o item mais importante da bagagem seja a tal da notícia, essa senhora meio estranha. Melhor falando, o amor pela notícia. Aquele gosto pelo novo que nos entusiasma a qualquer momento do dia ou da noite, faz correr a adrenalina faz esquecer o cansaço acumulado, as chateações, as frustrações, a hora de sair, a hora de chegar, a hora de comer, a família (desculpem, crianças!)…

O que é mesmo a notícia, hein? Em mais de 20 anos de profissão, até hoje não consegui encontrar uma definição satisfatória – nem acadêmica, nem técnica, nem nos domínios senso comum – para essa danada. Mas dá para reconhecer uma quando passa na frente. Não costumo me conter: quando vejo, já estou correndo atrás dela. Um problema sério essa fixação, da qual nem dez anos de análise freudiana conseguiram me livrar.

A notícia é tinhosa, teimosa, às vezes fugidia ou enganosa – em especial na política, essa área em que, na maior parte do tempo, estão todos querendo enganar a todos sobre tudo. A notícia às vezes é travesti: parece uma coisa, mas vai ver lá no íntimo e é outra. Em muitos casos – a maioria, infelizmente – é triste. Há quem chegue ao extremo de dizer que notícia boa não é notícia. Discordo. Mas concordo com os que dizem que a notícia, quando é só da gente, tem um sabor especial. Uma das maiores delícias da profissão é tascar um furo na concorrência. Vale qualquer sacrifício.

Bom, esse cerca-lourenço todo, que vocês devem estar estranhando, é porque ainda não tive coragem de contar. Mas lá vai: vou viajar de novo. E já estou morrendo de saudades.

O passado que não volta

Fazendo bem as contas, noves fora, esta foi a quarta vez em que trabalhei no Jornal de Brasília. Foi mais ou menos como voltar para casa. Entrei aqui como estagiária, aos 18 anos de idade, na editoria de Cidades, onde publiquei minha primeira matéria.Mas a promoção veio rápida demais. Uns dias depois, fui apresentada ao Congresso, onde precisavam de uma estagiária para percorrer plenário e comissões em busca de pautas e outras informações. Detestei. Ficava perdida nos corredores, confundia uma comissão com a outra, não via graça no que deputados e senadores falavam e faziam. Mas foi nos primeiros tempos de Congresso, ainda foca, que tive oportunidade de testemunhar momentos históricos. Por exemplo, a derrota da emenda Dante de Oliveira, que instituía as eleições diretas para presidente. Acompanhei essa votação lá de fora, junto com o povão que, naquela época, ainda ia esperançoso ao gramado em frente ao Congresso para pressionar os parlamentares. Também ali, protegida da chuva debaixo de uma imensa bandeira nacional trazida por manifestantes, que acompanhei a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral. E, dois meses depois, a decepções do povo que dormira no gramado esperando uma posse e acordara sem o seu presidente.

O presente desafio

Na época em que comecei, as diretas para presidente eram um sonho, bem como a representação política para o Distrito Federal, que tinha um governador nomeado e não elegia representantes para o Legislativo. Ganhamos o direito de votar e achávamos que, com ele, tudo estaria resolvido. Pois é. Hoje a política anda triste, feia, cinzenta. A questão da corrupção vive um momento Tostines, aquele biscoito sobre o qual se tem uma dúvida crucial: vende mais porque é mais fresquinho ou é mais fresquinho porque vende mais? Temos mais corrupção no país e por isso ela está aparecendo tanto ou ela está aparecendo tanto porque estamos apurando muito mais do que antes? Não importa. A única certeza da política hoje é de que, com todas as idas e vindas, as decepções e a radicalização do ambiente, estamos andando para frente.

De volta para o futuro

Bom, como ia dizendo, vou viajar de novo. Foram quatro meses divertidíssimos por aqui, descomplicando a política. Mas chegou a hora de complicar um pouquinho mais a vida. É aquela história do apelo da novidade, do desafio, daquela adrenalinazinha que, quando a gente vê, está lá correndo nas veias. Saio para participar de um projeto com uma velha amiga: a notícia. Vou trabalhar na TV pública, que ainda será criada e onde acho que será possível produzir um jornalismo voltado para o cidadão e para o interesse público, sem assuntos proibidos e, sobretudo, mostrando com equilíbrio todos os lados de todas as questões para que a sociedade tenha elementos para formar sua própria opinião. Enfim, o bom jornalismo. Até a volta.

Coluna Descomplicando a Política de hoje no Jornal de Brasília
enviada por Helena Chagas

15/06/2007 - 11:24h JB leva o Cristo para a ONU em Nova Yorque

Agência JB

RIO - O Jornal do Brasil e a Casa Brasil realizarão na sede da ONU, em Nova York, a exposição foto-iconográfica “Christo Redemptor”, que ficará aberta à visitação entre os dias 18 e 29 de junho próximo.

A mostra registra em painéis as etapas da construção da estátua do Cristo Redentor. O monumento foi idealizado pelo engenheiro e arquiteto brasileiro Heitor da Silva Costa. Filme de mesmo nome, produzido e dirigido por Bel Noronha, bisneta de Silva Costa e curadora da exposição, será exibido junto aos painéis fotográficos.

A Exposição é composta por painéis de madeira em seqüência, que se desdobram e abrem para o público. Daí surge uma linha do tempo, que situa e elucida o visitante sobre toda a história e os principais fatos desse ambicioso projeto. Colagens, fotos e curiosidades estão distribuídas nos painéis seguintes, contando ainda, como num “pop-up” de livro de infantil, com painel de foto em 360º do ponto de vista do Cristo Redentor.

A data e o local são emblemáticos. A data, porque precede o resultado da eleição das “7 Novas Maravilhas do Mundo”, a ser concluído no dia 7 de julho. A estátua do Cristo Redentor é um dos finalistas. Quanto ao local, a mostra está situada no prédio-síntese das relações internacionais.

Fundada em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) é a mais importante instituição da diplomacia mundial. 192 países estão ali representados. Isto permitirá a milhares de pessoas a oportunidade de contemplar várias imagens da criação dessa obra-prima da realização humana. Além , é claro, de votarem na estátua do Cristo Redentor, um verdadeiro orgulho para o Brasil.