13/03/2008 - 12:55h Quase parando…

“Congestionamento em SP é o terceiro maior do ano
UOL - Ultimas Notícias - 09h10

São Paulo - O índice de congestionamento em São Paulo atingiu hoje a terceira maior marca do ano, chegando a 165 quilômetros de ruas e avenidas com trânsito parado em toda a cidade, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A garoa que caía sobre a Capital, alguns acidentes e o excesso de veículos foram os causadores da lentidão. O recorde do ano foi alcançado no último dia 11, quando foram registrados 186 quilômetros de trânsito parado, às 9 horas.”

congestionamento21.jpg

Dias sim, outro também esta é a situação. Os congestionamentos tomaram conta da cidade. Não se trata dos transtornos provocados pela chuva ou pelos factóides de Kassab, com experiências fantasiosas.

São Paulo assiste a combinação explosiva de aumento de carros com descaso dos governos, municipal e estadual.

Rodoanel a passo de tartaruga e agora com pedágio caro o que significará que os caminhões continuarão atravessando a cidade. Metrô sucateado e sem manutenção, parando quase que diariamente; para não falar no pouco que foi construído pelos governos tucanos de São Paulo. O transporte público de superficie, apesar de ônibus em quantidade, não anda por conta da falta de investimento da prefeitura em corredores, obras viárias, modernização do sistema, fiscalização e trânsito.

Para se ter uma idéia basta o começo desta reportagem do Jornal da Tarde: “Há 20 anos, quando circulavam pela Capital apenas 3,3 milhões de veículos - cerca da metade da frota de hoje, de 6 milhões - o número de marronzinhos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) cuidando do trânsito nas ruas era 18% maior que o atual. De 1988 a 1992, a CET chegou a ter 2.200 funcionários, média de um para cada grupo de 1.500 veículos, diz o presidente da companhia à época, Ailton Brasiliense.”

Acrescente a isto a falta de semáforos inteligentes, os apagões do fornecimento elétrico, a carência de investimento na educação no trânsito e a total falta de planejamento e foco das autoridades responsáveis. O resultado está a vista: poluição, saúde deteriorada e perdas econômicas enormes.

Esta questão é central para os que aqui vivemos e moramos. Este blog fará um esforço para que a reflexão avance, que a informação circule e que o debate progrida. As contribuições são bem-vindas.

No Leia mais vocês encontrarão um artigo do deputado federal, Jilmar Tatto, que foi secretário de transporte da administração Marta Suplicy. Boa leitura.

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16/12/2007 - 09:37h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”
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16/12/2007 - 09:34h ‘O PT é bucha de canhão do governo’


Candidato à presidência do PT, Jilmar Tatto diz que legenda tem a sensação de quem ‘ganhou, mas não levou’ O Estado de São Paulo

Depois de conquistar mais de 60 mil votos no primeiro turno da eleição interna do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) afirma que a nova direção da legenda deve ter como principais bandeiras a candidatura própria em 2010 e o fortalecimento do partido na relação com o governo federal. Tatto avalia que o PT se transformou na “bucha de canhão” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo”, afirma o deputado. “Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou.”

CANDIDATURA PRÓPRIA

“Eu acredito que será uma traição ao povo brasileiro e à militância do PT se a nossa direção não reivindicar e colocar como questão de princípio uma candidatura do PT para disputar 2010. A razão principal é que mudança, no Brasil, é com o PT. Foram 27 anos que nos transformaram no principal partido do País. Temos que exercer essa autoridade sobre nossos aliados. Isso se faz com diálogo, mas o tamanho faz diferença na política.”

ELEIÇÕES 2008

“A estratégia tem que ser a do fortalecimento do PT, lançando candidaturas próprias onde for possível e, onde não for, ter uma influência no programa. Segundo, temos que discutir um programa para a disputa municipal que inclua a defesa do governo Lula, o fortalecimento do movimento social, a democratização do Estado, com orçamento participativo.”

POLÍTICA DE ALIANÇAS

“Acho que a base das coligações em 2008 deve seguir o que acontece no governo federal. Mas você tem alguns municípios onde isso é impossível, tem que discutir caso a caso. Em São Paulo, por exemplo, eu sou contra discutir uma aliança com o Maluf. E o PP está na base do governo. Em tese, acho que as alianças têm que ocorrer preferencialmente dentro da base. Mas acho que devemos tirar, por exemplo, uma decisão política de não fazer alianças com PSDB e PFL (atual DEM).”

PRÉVIAS

“Nós temos um histórico no partido de democracia de prévias que já é muito tranqüilo. Na medida do possível, tem de haver diálogo, fazer pesquisas, verificar qual o melhor nome. Não havendo consenso, realizam-se as prévias. A militância decide quem é o candidato do PT.”

RELAÇÃO DO PT COM GOVERNO

“Precisa aperfeiçoar essa relação. Eu considero que o PT não está sendo tratado com carinho em relação ao governo federal. O PT é a bucha de canhão. Tudo quanto é problema o PT defende, o PT está lá, é o principal partido da coalizão,que dá sustentação ao governo. Mas a sensação que nós temos é de quem ganhou e não levou. O PT tem perdido espaço, do ponto de vista político. A próxima direção tem que ter uma relação institucional com o governo, não de pessoas, de correntes.”

NOVO DIRETÓRIO DO PT

“Acredito que esta seja uma direção mais de centro. Acho que é possível, desde que a gente consiga montar uma Executiva consensual, sem conflitos - por isso eu defendo que o secretário-geral e o tesoureiro não sejam da mesma chapa do presidente -, podemos retirar tensões da direção do PT. Acho que temos que criar mecanismos internos para que a direção aprimore a forma de conduzir a política do PT e, ao mesmo tempo, sinalize para a sociedade, para a militância, para o movimento social, que o PT está mudando.”

DISPUTA INTERNA

“Precisamos de uma direção mais democrática e o presidente é fundamental nesse processo. Acho que tenho mais condições de fazer esse trabalho que o Ricardo Berzoini. Primeiro, ele já está naturalmente desgastado, por já estar no comando do partido. E as forças políticas que me apóiam, evidentemente, me ajudam a ter condições, internamente, de unificar o PT. Em função desse esgotamento que vemos na chapa Construindo um Novo Brasil.”

DEBATE ÉTICO

“Neste primeiro turno, tivemos 53% dos filiados do PT que votaram pela mudança, que votaram por alguma forma de renovação. E dentro dessa renovação, obviamente, está a questão dos métodos, da forma de dirigir o PT, da criação de um código de ética que seja uma construção coletiva, para evitar inclusive erros cometidos no passado, cometidos por integrantes do antigo Campo Majoritário. Essa questão está colocada e temos que tratar como prioridade a questão do comportamento ético dos dirigentes, deputados e filiados. Está na ordem do dia e compete à nova direção fazer essa discussão.”

APOIOS

“Acho que os apoios (de lideranças da Mensagem ao Partido a Berzoini) são legítimos, eu respeito. Aqueles que defendem Berzoini são os que defendem a continuidade. Acham que as coisas têm que ficar como estão. Mas quem acha que tem que ter renovação, vai votar em mim. Agora, a característica que vemos é muito chapa branca. Muito ministro apóia o Berzoini. Os grupos que me apóiam são militantes, de base.” C.O.

16/12/2007 - 09:33h ‘Nosso centro será eleição de 2008′


Candidato a mais um mandato de presidente do PT, Ricardo Berzoini diz que disputa ajudará a unificar a sigla

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Atual presidente do PT e candidato à reeleição, o deputado Ricardo Berzoini (SP) acredita que a eleição municipal do ano que vem entrará na pauta do partido assim que a nova direção for escolhida. Para ele, esse quadro contribuirá para unificar as tendências da legenda e amenizar o clima de disputa que se formou nos últimos meses. “Passada a eleição interna, nosso centro vai ser a eleição municipal de 2008. Com isso, a tendência de unidade interna e de soma de esforços é muito grande”, afirma o parlamentar.
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13/12/2007 - 13:07h PT debate na rádio CBN a escolha de seu presidente

Sexta-feira
14 de dezembro
Debate do
Jilmar Tatto
com
Ricardo Berzoini

Rádio CBN
Das 9h10 às
9h30 da manhã
Mediação:
Heródoto Barbeiro

Você poderá ouvir a programação pela
internet no
www.cbn.com.br
ou pelas seguintes
freqüências:

São Paulo - 90,5 FM e 780 AM
Rio de Janeiro - 92,5 FM e 860 AM
Brasília - 95,3 FM
Belo Horizonte - 106,1 FM
Blumenau/SC - 820 AM
Campinas / SP - 99,1 FM
Cascavel / PR - 1.340 AM
Cuiabá / MT - 590 AM
Curitiba/ PR - 90,1 FM
Florianópolis / SC - 740 AM
Fortaleza / CE - 1.010 AM
Goiânia / GO - 1.230 AM
João Pessoa / PB - 1.230 AM
Londrina / PR - 830 AM E 93,5 FM
Maceió / AL - 104,5 FM
Manaus / AM - 91,5 FM
Maringá / PR - 95,5 FM
Mogi Mirim / SP - 610 AM
Natal / RN - 1.190 AM
Paranaguá / PR - 1.570 AM
Ponta Grossa / PR - 1.300 AM
Porto Alegre / RS - 1.340 AM
Recife / PE - 90,3 FM
Ribeirão Preto / SP - 96,9 FM
Salvador / BA - 1.050 AM
Santos / SP - 102,1 FM
Teresina / PI - 910 AM
Vitória / ES - 93,5 FM

13/12/2007 - 13:04h PT debate na rádio CBN a escolha de seu presidente

Sexta-feira
14 de dezembro
Debate do
Jilmar Tatto
com
Ricardo Berzoini

Rádio CBN
Das 9h10 às
9h30 da manhã
Mediação:
Heródoto Barbeiro

Você poderá ouvir a programação pela
internet no
www.cbn.com.br
ou pelas seguintes
freqüências:

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12/12/2007 - 15:31h Domingo proximo tem segundo turno na eleições internas do PT


Dia 16 acontecerá o segundo turno das eleições internas no PT. Para presidente nacional da sigla disputam Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

As duas forças sendo essas neste segundo turno, o processo eleitoral reforçará seguramente a unidade partidária. Ambos os candidatos tem mostrado uma atitude unificada na defesa do governo Lula, em particular durante a crise provocada pela questão do financiamento irregular do PT, alem de defender juntos a politica de alianças práticada pelo presidente Lula.

Junto com Ricardo Berzoini, manifestaram seu apoio Tarso Genro, Fernando Haddad e outros participantes do grupo Mensagem, que no primeiro turno apresentaram José Eduardo Cardoso como candidato.

Já Jilmar Tatto ganhou o apoio de duas figuras históricas do PT, Olivio Dutra de Rio Grande do Sul e do Prefeito de Recife, João Paulo, ambos também apoiadores no primeiro turno de Cardoso.
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12/12/2007 - 15:03h Domingo proximo tem segundo turno na eleições internas do PT


Dia 16 acontecerá o segundo turno das eleições internas no PT. Para presidente nacional da sigla disputam Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto.

As duas forças sendo essas neste segundo turno, o processo eleitoral reforçará seguramente a unidade partidária. Ambos os candidatos tem mostrado uma atitude unificada na defesa do governo Lula, em particular durante a crise provocada pela questão do financiamento irregular do PT, alem de defender juntos a politica de alianças práticada pelo presidente Lula.

Junto com Ricardo Berzoini, manifestaram seu apoio Tarso Genro, Fernando Haddad e outros participantes do grupo Mensagem, que no primeiro turno apresentaram José Eduardo Cardoso como candidato.

Já Jilmar Tatto ganhou o apoio de duas figuras históricas do PT, Olivio Dutra de Rio Grande do Sul e do Prefeito de Recife, João Paulo, ambos também apoiadores no primeiro turno de Cardoso.

No Estado de São Paulo, onde Ricardo Berzoini perdeu no primeiro turno para Jilmar Tatto, o novo presidente estadual do PT, Edinho Silva e José Américo, novo presidente eleito na capital paulista tem mostrado uma maior sintonia com a candidatura de Jilmar Tatto.

Os resultados serão conhecidos no fim da segunda-feira. LF

10/12/2007 - 10:44h Pesquisa expõe divisão entre tucanos de SP

Para aliados de Serra, prioridade é consolidar aliança com DEM para 2010; defensores de Alckmin afirmam que alvo é prefeitura

Marta tem reafirmado que não será candidata, mas petistas de diferentes alas defendem seu nome para a sucessão na capital paulista

LEANDRO BEGUOCI
DA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE SÃO PAULO

O resultado da pesquisa Datafolha sobre a sucessão municipal em São Paulo acirrou a disputa interna no PSDB e aumentou a pressão no PT para que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, seja candidata.
Ontem, o instituto mostrou que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Marta estão empatados tecnicamente. O tucano tinha 30% das intenções de voto em agosto e caiu para 26%. A petista oscilou de 24% para 25%. O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), ganhou três pontos e está com 13%. A margem de erro é de 3 pontos.
À Folha, Alckmin comemorou o resultado: “Embora ainda não tenha decidido se serei candidato, recebo com alegria o resultado da pesquisa e agradeço a manifestação de confiança do povo de São Paulo dirigida não apenas a mim mas também ao meu partido”.
Para os aliados do governador de São Paulo, José Serra, a prioridade é consolidar a aliança PSDB-DEM em 2008. Eles não descartam abrir mão da candidatura Alckmin em benefício de Kassab.
O objetivo maior é a disputa pela Presidência da República em 2010, na qual Serra desponta como favorito -segundo pesquisa Datafolha publicada no último dia 2.
“O próximo ano é uma etapa da sucessão presidencial”, diz o secretário de esportes da capital, Walter Feldman (PSDB). “Nós, do PSDB, precisamos abandonar qualquer projeto individual se quisermos voltar à Presidência. Alckmin é uma peça estratégica para 2010.”
Kassab foi vice de Serra até 2006, quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo estadual. No PSDB, há quem defenda que Alckmin desista da prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Os aliados de Alckmin, sem cargos na prefeitura e no governo estadual, adotam discurso distinto. Para eles, o resultado da pesquisa Datafolha mostra a força do ex-governador, apesar do próprio PSDB. “Os outros nomes tiveram forte exposição de mídia nos últimos meses, menos o Geraldo, que não teve lugar nem no espaço do partido na TV”, diz o deputado federal Edson Aparecido. “Ele é muito forte, tem a menor rejeição e vence em todas as projeções de segundo turno.”
O deputado federal Duarte Nogueira, que foi secretário de Alckmin, tem a mesma opinião e acrescenta: “O primeiro passo de 2010 é pensar em 2008, inclusive procurando alianças com partidos como o PSB, o PPS e o PTB, não só o DEM”.
Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, adota discurso semelhante ao dos serristas. “Só a unidade entre os partidos garante a vitória.”
O PT aumentou a pressão sobre a ministra. Marta tem reafirmado que não será candidata. Mas no cenário sem seu nome, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, tem 1%.
“Acho que Marta deveria refletir um pouco mais e entrar na disputa”, afirma o deputado federal Jilmar Tatto, candidato à presidência do partido e aliado da ministra. O deputado José Eduardo Cardozo, adversário de Tatto nas eleições do PT, afirma: “A decisão final é da Marta, mas ela é o nome mais forte do partido”.

06/12/2007 - 09:01h Todas as correntes do PT têm o desafio: Construir um novo pacto majoritário


A Folha de São Paulo de hoje aborda o processo de eleições no PT de cara ao segundo turno. No artigo a uma referencia a meu artigo, publicado ontem neste blog.

Disse a Folha:

“Pacto majoritário”
Apesar de tantas semelhanças entre as duas candidaturas, o presidente do PT negou ontem, em nota à militância, que tenha procurado Tatto em busca de uma composição que evitasse o segundo turno.
Conforme revelou a Folha anteontem, emissários de Berzoini encamparam a idéia e chegaram a negociar com adversários. “Não aceito nenhuma tratativa em relação ao segundo turno que não seja programática”, disse.
Já o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Berzoini, reconhece o movimento, mas diz que ele não tem o apoio do comando. “Não temos a intenção de recompor o Campo Majoritário [que comandou a sigla até o mensalão].”
Em seu blog, Luis Favre, marido da ministra Marta Suplicy (Turismo), pregou a criação de um “pacto majoritário”.
“Essa possibilidade existe na medida em que, tanto Berzoini e Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos esses anos pelo PT”, afirmou.”

Como o artigo fala de tentativas de reconstituir o antigo campo majoritário, que ninguém que eu saiba defende no PT (o fato de alguns apoiadores de José Eduardo Cardoso manifestarem sua intenção de apoiar Berzoini não pode ser considerado como uma reconstituição do antigo Campo Majoritário), a citação do meu texto fora de contexto, nada esclarece.

Reproduzo a seguir meu artigo:
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06/12/2007 - 08:22h Todas as correntes do PT têm o desafio: Construir um novo pacto majoritário

A Folha de São Paulo de hoje aborda o processo de eleições no PT de cara ao segundo turno. No artigo a uma referencia a meu artigo, publicado ontem neste blog.

Disse a Folha:

“Pacto majoritário”
Apesar de tantas semelhanças entre as duas candidaturas, o presidente do PT negou ontem, em nota à militância, que tenha procurado Tatto em busca de uma composição que evitasse o segundo turno.
Conforme revelou a Folha anteontem, emissários de Berzoini encamparam a idéia e chegaram a negociar com adversários. “Não aceito nenhuma tratativa em relação ao segundo turno que não seja programática”, disse.
Já o tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, um dos coordenadores da campanha de Berzoini, reconhece o movimento, mas diz que ele não tem o apoio do comando. “Não temos a intenção de recompor o Campo Majoritário [que comandou a sigla até o mensalão].”
Em seu blog, Luis Favre, marido da ministra Marta Suplicy (Turismo), pregou a criação de um “pacto majoritário”.
“Essa possibilidade existe na medida em que, tanto Berzoini e Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos esses anos pelo PT”, afirmou.”

Como o artigo fala de tentativas de reconstituir o antigo campo majoritário, que ninguém que eu saiba defende no PT (o fato de alguns apoiadores de José Eduardo Cardoso manifestarem sua intenção de apoiar Berzoini não pode ser considerado como uma reconstituição do antigo Campo Majoritário), a citação do meu texto fora de contexto, nada esclarece.

Reproduzo a seguir meu artigo:

PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível


O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 12:55h PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível



O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 11:28h PT: um novo pacto majoritário com a participação das bases é possível


O resultado do primeiro turno das eleições internas no PT abre uma possibilidade real de construir um novo consenso majoritário, com destaque para a participação da base militante neste processo.

A realização desse segundo turno permite, mesmo com poucos dias pois ele está marcado em 16 de dezembro, destacar os pontos de convergência entre as duas principais forças, delimitando o campo dessa nova maioria.

A base partidária poderá assim pesar no rumo do partido, reforçando os elementos unitários e clarificando as divergências existentes. No lugar do acordo entre dirigentes a portas fechadas, uma clarificação política para sustentar um pacto majoritário.

Está possibilidade existe na medida em que tanto Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, como as correntes que estão agrupadas no apoio a ambos, compartilham pontos centrais acumulados em todos estes anos pelo PT, particularmente depois da vitória do Lula em 2002. Estes pontos concernem a governabilidade e as políticas de alianças; a independência do partido e dos movimentos sociais perante o Estado, mesmo no nosso governo; o apoio e a participação destacada do partido nos rumos da política governamental e a firme defesa do partido perante os ataques da direita e de setores da mídia.

Ela inclui também, e com destaque, a crítica aos erros e desvios no campo do financiamento irregular das campanhas eleitorais, crítica e autocrítica que foi publicamente assumida pela maioria do PT e de seus dirigentes. Está convergência construída a luz do dia resgata assim o patrimônio ético do PT, em correspondência com sua história e não contra ela, com seus quadros e não por cima deles. Ela recusa a hipocrisia dos fariseus adversários do PT e do governo Lula, que se servem dos erros e desvios dos quais nenhum deles está isento, para jogar o PT no lixo e inviabilizar o governo federal.

Todas as correntes do PT, os que foram seus candidatos no primeiro turno, e agora particulamente Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, estão confrontados com este desafio e deverão assumir suas posições às claras.

Para o presidente Lula, para o PT, para suas filiadas e filiados que responderam presentes neste processo, o caminho da configuração de uma maioria renovada e ancorada no debate construtivo deste segundo turno é uma oportunidade maior.

Mãos a obra

Luis Favre

05/12/2007 - 09:16h Berzoini e Tatto farão 2º turno na eleição do PT

Nova disputa está marcada para o dia 16; participação da militância no PED, maior do que em 2005, surpreendeu até os organizadores


Clarissa Oliveira 

O Estado de São Paulo

 

 

 

 

 

Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP) foram confirmados como os dois nomes escolhidos por mais de 320 mil militantes do PT para disputar em um segundo turno a presidência nacional da legenda, marcado para o dia 16. Representante da chapa Construindo um Novo Brasil e atual presidente, Berzoini obteve 131.699 votos no primeiro turno, realizado no domingo em todo o País. Isso equivale a 43,42% dos 303.344 votos válidos. Tatto, que encabeça a chapa Partido é Para Lutar, contabilizou 61.440 votos, ou 20,25%. (more…)

05/12/2007 - 09:09h Berzoini e Tatto farão 2º turno na eleição do PT


Nova disputa está marcada para o dia 16; participação da militância no PED, maior do que em 2005, surpreendeu até os organizadores


Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Os deputados Ricardo Berzoini (SP) e Jilmar Tatto (SP) foram confirmados como os dois nomes escolhidos por mais de 320 mil militantes do PT para disputar em um segundo turno a presidência nacional da legenda, marcado para o dia 16. Representante da chapa Construindo um Novo Brasil e atual presidente, Berzoini obteve 131.699 votos no primeiro turno, realizado no domingo em todo o País. Isso equivale a 43,42% dos 303.344 votos válidos. Tatto, que encabeça a chapa Partido é Para Lutar, contabilizou 61.440 votos, ou 20,25%.

Terceiro colocado, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), representante do grupo Mensagem ao Partido, teve 57.694 votos, ou 19,02%.

Os números ainda estão sujeitos à conferência das atas encaminhadas pelos diretórios regionais à sede nacional do PT em São Paulo, mas não devem sofrer alterações significativas. O partido programou para hoje às 11 horas uma entrevista para comentar o resultado da apuração, encerrada à meia-noite de ontem.

Apesar de confirmarem a liderança de Berzoini na eleição, o resultado da apuração frustrou suas expectativas e as de seus aliados. O deputado, que voltou a Brasília no fim da tarde, enquanto a apuração ainda estava em andamento na sede do PT em São Paulo, admitiu em conversa por telefone que sua performance deixou a desejar. “Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”, disse Berzoini. “Voto é voto, não é? Faltou voto.”

Ainda assim, Berzoini disse que se mantém confiante na vitória no segundo turno. O resultado de ontem apontou um avanço de sua performance em relação à última eleição interna, em 2005. Naquele ano, ele obteve no primeiro turno 123.537 votos. Além disso, a chapa encabeçada pelo deputado obteve 42,58% dos votos, o que lhe garante uma participação maior que a de 42% detida hoje no Diretório Nacional petista.

Tatto, por sua vez, disse que os números condizem com as estimativas desenhadas por seu grupo de apoio nas últimas semanas antes da eleição de domingo. Dizendo-se despreocupado com as articulações de alianças para o segundo turno, ele afirmou que a tendência é que sua candidatura angarie os votos dos petistas que enxergam uma necessidade de renovar a direção partidária. “Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”, afirmou, também em conversa por telefone.

Ele já conta com o apoio de um dos candidatos eliminados no primeiro turno, Valter Pomar, da chapa A Esperança é Vermelha. Nas últimas semanas antes da votação, Pomar vinha anunciando que apoiaria qualquer candidato que chegasse a um segundo turno contra Berzoini.

ADESÃO

A adesão da militância ao Processo de Eleições Diretas (PED) do PT surpreendeu até mesmo os organizadores. Desde a votação no domingo o partido trabalhava com a expectativa de contabilizar 300 mil votos. No início da noite, a previsão foi elevada para 310 mil e terminou à meia-noite, com 326.147.

O número de participantes superou até o da eleição de 2005, na qual 314 mil filiados foram às urnas, mobilizados em parte pelo escândalo do mensalão. Desde então, o PT cita o número como exemplo de sua capacidade de manter a participação da base na atividade partidária.

FRASES

Ricardo Berzoini
Candidato da chapa Construindo um Novo Brasil

“Ficou aquém do que eu esperava, mas está dentro da previsão com a qual trabalhávamos”

Jilmar Tatto
Candidato da Partido é Para Lutar

“Quem quiser mudar, quiser que o PT se recicle, vai votar em mim”