30/08/2008 - 20:53h Márcio Lacerda dispara nas corrida eleitoral de BH, mostra Ibope

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:wSeDura2beKYyM:http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AecioPimentelLacerda.jpgJornal da Globo - O Globo Online

RIO - O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disparou na preferência dos eleitores e atingiu 40% das intenções de votos, mostra pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal “O estado de São Paulo” e pela TV Globo, e divulgada pelo Jornal da Globo na noite desta sexta-feira. Ele tinha 8% das intenções de voto em julho. Foi para 9% na pesquisa de 15 de agosto e agora disparou, atingindo 40% das intenções. Lacerda é o candidato das duas maiores autoridades políticas de Belo Horizonte, o prefeito Fernando Pimentel (PT), e de Minas, o governador Aécio Neves (PSDB).

A deputada federal, Jô Moraes, do PC do B, tinha 17% em julho. Na primeira quinzena de agosto oscilou para 18% e agora está com 15%. O deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB, tinha 14% em julho, caiu para 10% na primeira quinzena de agosto e na nova pesquisa se manteve estável. Sérgio Miranda, do PDT, começou com 3%. Oscilou para 2% e agora se manteve estável.Vanessa Portugal, do PSTU, tinha 4% em julho, oscilou para 5% na primeira quinzena de agosto e agora caiu para 1% das intenções. Gustavo Valadares, do DEM, tinha 2% das intenções em julho manteve-se estável na primeira quinzena de agosto. Agora, oscilou para 1%.

Na última pesquisa em Belo Horizonte, brancos e nulos somam 10%. Não sabem e não opinaram, 20%. Os candidatos André, do PT do B, Pepê, do PCO, e Jorge Periquito, do PRTB, tiveram menos de 1% das intenções.

Num eventual segundo turno, Marcio Lacerda teria 48% das intenções de voto contra 21% de Jô Moraes. Em outro cenário, o candidato do PSB teria 43% dos votos no segundo turno contra 17% de Leonardo Quintão.

O Ibope entrevistou 805 eleitores na capital mineira entre os dias 26 e 28 de agosto. A pesquisa, registrada na 26ª Zona Eleitoral com o número 59638/200, tem margem de erro de três pontos percentuais.

24/08/2008 - 08:54h Candidato de Aécio e do PT já é líder em BH

Marcio Lacerda cresce 15 pontos em um mês e chega a 21%, empatando com Jô Moraes, que oscilou de 20% para 17%

O programa de Lacerda na televisão tem 11 minutos e 47 segundos, enquanto o da deputada Jô Moraes dura só um minuto e 46 segundos

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Aécio Neves, Fernando Pimentel (atual prefeito), Marcio Lacerda e Ciro Gomes em campanha no Mercado Central de Belo Horizonte

PAULO PEIXOTO - FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

Pesquisa Datafolha realizada após o início da propaganda eleitoral na TV e rádio mostra que Marcio Lacerda (PSB), o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, equilibrou a disputa e está na frente, empatado tecnicamente com Jô Moraes (PC do B).
Um mês após a primeira pesquisa, Lacerda cresceu 15 pontos percentuais -de 6% para 21% das intenções de voto, quatro pontos à frente da deputada federal Jô Moraes, que oscilou negativamente de 20% para 17%. O deputado Leonardo Quintão (PMDB) subiu quatro pontos (de 9% para 13%).
A pesquisa, encomendada em parceria pela Folha e TV Globo, ouviu 829 eleitores nos dias 21 e 22. A margem de erro é de três pontos percentuais. No levantamento espontâneo, Lacerda tem 11% (eram 2%), contra 5% de Jô Moraes (igual ao anterior) e 3% de Quintão.
O crescimento de Lacerda nesse período tem um peso muito importante do horário eleitoral, segundo o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. O programa de Lacerda tem 11 minutos e 47 segundos, e o de Jô, apenas 1 minuto e 46 segundos. O segundo melhor tempo é o de Quintão: 5 minutos e 23 segundos. O candidato da aliança Aécio-Pimentel terá ao longo da campanha 1.062 inserções (média de 23 por dia), contra 159 para Jô (3,6 por dia).
“A pesquisa mede o período de um mês. Não tem como afirmar que foi na última semana [todo o crescimento], mas há um impacto muito forte com o tempo de TV que Lacerda tem. No período de um mês ele virou o jogo, saiu das últimas colocações e -apesar de estar na margem de erro, mas considerando essa evolução- assumiu a dianteira”, disse Paulino.
Apesar de 67% dos entrevistados terem dito que não assistiram ao horário eleitoral, Paulino disse que há um “efeito multiplicador” nessa fase da campanha, com as pessoas comentando. Muitos podem ter assistido às inserções sem considerá-las horário eleitoral.
O apoio de 14 partidos e as presenças constantes de Aécio e Pimentel na propaganda eleitoral, tidos pelo diretor do Datafolha como cabos eleitorais muito importantes por serem bem avaliados, ajudaram no crescimento de Lacerda -segundo o Datafolha, a gestão do prefeito petista é aprovada por 76% do eleitorado. E Lacerda tem a menor rejeição: 7%.
As posições dos demais candidatos não mudaram muito. Vanessa Portugal (PSTU) oscilou dois pontos para baixo e está com 4%, mesmo percentual de Sérgio Miranda (PDT), que antes tinha 5%. Gustavo Valadares (DEM) oscilou de 4% para 2%. André (PT do B), Jorge Periquito (PRTB) e Pepê (PCO) não atingiram 1%. Num eventual segundo turno entre Jô e Lacerda, haveria empate: 34% contra 33%, respectivamente. A pesquisa foi registrada sob o número 56616/ 2008.

23/08/2008 - 23:29h Candidato de Aécio e do PT já é líder em BH

Marcio Lacerda cresce 15 pontos em um mês e chega a 21%, empatando com Jô Moraes, que oscilou de 20% para 17%

O programa de Lacerda na Televisão tem 11 minutos e 47 segundos, enquanto o da deputada Jô Moraes dura só um minuto e 46 segundos

Paulo Peixoto - Folha de São Paulo

Pesquisa Datafolha realizada após o inicio da propaganda eleitoral na TV e rádio mostra que Marcio Lacerda (PSB), o candidato à Prefeitura de Belo Horizonte do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, equilibro a disputa e está na frente, empatado tecnicamente com Jô Moraes (PCdoB).

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13/08/2008 - 11:20h O ensaio mineiro das eleições presidenciais

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Aécio Neves, Fernando Pimentel (atual prefeito), Marcio Lacerda e Ciro Gomes em campanha no Mercado Central de Belo Horizonte

Editorial - VALOR

Por enquanto, a inédita coligação em Belo Horizonte, que uniu os dois partidos que tradicionalmente polarizam a eleição, PT e PSDB, em torno de um candidato do PSB que em outra hipótese não teria chance alguma, produziu apenas um candidato obscuro cercado de estrelas por todos os lados. Márcio Lacerda (PSB) desfilou anteontem seu terceiro lugar nas pesquisas ladeado pelo governador Aécio Neves (PSDB), pelo atual prefeito Fernando Pimentel (PT) e pelo deputado Ciro Gomes (PPS) como aquele que pode vir a ser uma criatura política concebida pela transferência direta do prestígio pessoal do governador e do prefeito. A aposta é a de que ambos têm substância eleitoral suficiente não apenas para transformar os 60% dos indecisos em votos favoráveis, mas para fazer da eleição de Lacerda um dado definitivo no jogo eleitoral de 2010, quando se estará decidindo a Presidência da República.

O cearense Ciro Gomes entrou no jogo mineiro por absoluta falta de opções. Por quase seis anos, foi a promessa de candidatura presidencial que aglutinaria todo o bloco governista por obra e graça de um apoio pessoal de Lula, que acenou com essa possibilidade até ceder - à sua maneira - à opção do PT por uma candidatura própria. Também o presidente Lula passou a apostar unicamente na força de seu prestígio - tanto no PT quando junto ao eleitor - para transformar uma ministra técnica, a da Casa Civil, Dilma Rousseff, em sua sucessora. Abrigado num pequeno partido e com chances cada vez mais remotas de coligação com o PT em 2010, Ciro tem que aumentar o seu cacife para ter algum poder de negociação na sucessão de Lula. A vitória do candidato de seu partido em Belo Horizonte é um dado importante, e uma aposta que o une a Aécio, um ex-colega de PSDB - Ciro foi um dos fundadores do partido e saiu batendo a porta no governo de Fernando Henrique Cardoso.

A capital mineira tornou-se uma peça importante no jogo sucessório nacional por falta de opção. Aécio Neves tem que encontrar um caminho próprio que não passe por São Paulo, onde tem um adversário interno declarado, o governador José Serra, e um que pode sempre ser um postulante a qualquer cargo, Geraldo Alckmin. As eleições de BH tornaram-se um modelo do que seria o ideal para ele em 2010: uma aliança entre ele, o PT e o PSB que isole postulantes paulistas; e um acerto com Ciro Gomes, que pode lhe valer uma visibilidade no Nordeste que hoje não tem.

No meio dessa porção de interesses políticos que se projetam a 2010, existe o eleitor da capital mineira. Por enquanto, não é possível dizer que ele vá referendar o projeto político de seu governador e do seu prefeito - este, interessado, no momento, em definir sua hegemonia sobre o diretório mineiro do PT. Os dados objetivos não permitem nenhuma aposta: Jô Morais, do PCdoB, tem hoje o primeiro lugar nas pesquisas, mas é também a mais conhecida do eleitor - e não começou o horário eleitoral gratuito, que apresentará o desconhecido Lacerda e tentará converter o alto grau de aprovação das administrações de Aécio e Pimentel em votos a favor dele. De outro lado, o alto índice de indecisão, e o fato de nenhum dos candidatos a prefeito ter um peso próprio que garanta um claro favoritismo, dá chances a Lacerda de ganhar apenas apresentando ao eleitor o aval de seus apoiadores. Conta também a favor do candidato do PSB, registra uma pesquisa do Instituto Vox Populi, um alto índice de aprovação do eleitorado à aliança entre PT e PSDB, que o apóia.

Se Jô Moraes ganhar, ninguém ganha grandes coisas junto com ela. Se Lacerda perder, perdem Aécio, Pimentel e Ciro Gomes - e a maior chance de a sucessão presidencial sair do círculo de influência paulista. Nessa circunstância, é de se esperar que pelo menos as duas lideranças mineiras joguem todo o seu prestígio e poder não apenas para conseguir votos para Lacerda, mas para conter dissidências. A máquina municipal do PT, sob influência do prefeito, abriu processo na Comissão de Ética contra todos aqueles que declararam apoio público à candidata do PCdoB. É só o começo. O jogo tende a ser pesado - e se for pesado demais, pode ter o efeito contrário e favorecer Jô Morais, numa eleição onde nenhum candidato tem uma fatia de liderança própria - e onde, teoricamente, qualquer vitorioso será um azarão.

02/08/2008 - 13:35h Mulheres têm chance de vencer em 7 capitais

O poder feminino na política pode conquistar importantes cidades brasileiras nas eleições de outubro

ISTOÉ

Nunca se viu as mulheres tão em alta quanto nas eleições municipais deste ano. A cena política brasileira ainda é de domínio majoritariamente masculino, mas as mulheres ocupam espaço cada vez maior. A julgar pelas mais recentes pesquisas de opinião sobre as eleições municipais de outubro, elas estão bem colocadas em sete importantes capitais do País: São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Natal e Belém. Embora já não representem uma novidade na política, a maioria dos analistas concorda que, no imaginário do eleitor, as mulheres personificam a coragem, a integridade e a transparência, aliadas à capacidade de comando.

Características consideradas fundamentais para o bom administrador. Por isso, não surpreende que conquistem, na largada da campanha, a preferência de parte significativa do eleitorado tanto feminino quanto masculino. É o caso de Marta Suplicy (PT), em São Paulo, Jô Moraes (PCdoB), em Belo Horizonte, e Micarla de Sousa (PV), em Natal. As três lideram a corrida eleitoral em suas respectivas capitais. “A população está cansada de políticos tecnocratas que agem com base em levantamentos”, afirma a deputada estadual Micarla, que montou uma coligação de seis partidos (PV, DEM, PR, PTB, PP e PMN) e detém hoje, segundo as pesquisas, 48,7% das intenções de voto. “O povo quer alguém que conheça os problemas, mas que também possua sensibilidade para resolvê-los e isso as mulheres têm de sobra”, diz ela.

Jô Moraes (Belo Horizonte), Marta Suplicy (São Paulo) e
Micarla de Sousa (Natal) lideram as disputas em nas capitais de seus estados

Empresária do ramo da comunicação e filha de um dos políticos mais populares da história do Rio Grande do Norte, o ex-senador já falecido Carlos Alberto, Micarla é dona de uma carreira política meteórica. Estreou com o pé direito nas eleições municipais de 2004. Conseguiu ser eleita vice-prefeita na chapa do socialista Carlos Eduardo Alves (PSB). Em 2006, deu uma demonstração de ousadia política ao renunciar ao cargo para eleger- se deputada estadual. Nos últimos anos, dedicou- se a conhecer os problemas da cidade e a estudar soluções. Recentemente, visitou Bogotá, na Colômbia, para entender como a capital daquele país conseguiu reverter os índices de violência, considerados há seis anos um dos mais altos do mundo. Resultado: ganhou pontos entre os eleitores apavorados com o aumento da criminalidade em Natal. “Temos que nos ater aos detalhes”, ensina Micarla, que, ao contrário de Marta e Jô Moraes, tem como principal adversário uma mulher, a deputada federal Fátima Bezerra (PT), em segundo lugar nas pesquisas, com 17,14%.

Feminista de longa data, Marta Suplicy sai na frente na disputa pelo cargo que ocupou entre 2001 e 2004. A exprefeita de São Paulo, de acordo com o último Datafolha, lidera a disputa com 36% das intenções de voto contra 32% de Geraldo Alckmin (PSDB) e 11% do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). Se ganhar, pode sonhar com vôos ainda mais altos na política, como a Presidência da República em 2010, embora diga que pretende pleitear um novo mandato na prefeitura, caso seja eleita. Se quiser vencer, porém, a ex-ministra do Turismo precisará superar a maior rejeição entre os candidatos, cerca de 30%. Parte da rejeição, segundo analistas, é fruto de uma decisão tomada por Marta em 2001: seu divórcio, depois de 36 anos de casamento, do senador petista Eduardo Suplicy, político de reputação ilibada, admirado até por não-petistas. “A mulher, se for doce, chamam de incompetente. Se é firme, dizem que é arrogante. Mas você não pode exercer o poder se não for firme. É uma imagem que nós mulheres vamos ter de mudar”, reconheceu a candidata em recente entrevista. Para o prefeito Gilberto Kassab, porém, o “fator mulher” não influi decisivamente numa eleição. “Não faz diferença disputar uma eleição contra uma mulher. Eleitor olha para as propostas e para o que a pessoa faz”, avalia o candidato do DEM.

Fonte Isto é

01/08/2008 - 10:08h Debate temático domina 1 encontro de candidatos

Debate ontem que reuniu os candidatos a prefeito de São Paulo, promovido pela Rede Bandeirantes de TV: discussão temática dominou primeira metade
Fernando Donasci / Folhaimagem
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VALOR - Cesar Felício e Danilo Jorge, Sérgio Bueno, Marli Lima e Raquel Salgado, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador

O primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes em seis capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Manaus), entre candidatos a prefeito, foi dominado por discussões temáticas, com farpas mais acaloradas no da capital baiana.

No primeiro dos cinco blocos do debate paulistano, a primeira pergunta apresentada pelo mediador Boris Casoy foi sobre as propostas dos candidatos para combater a poluição na cidade. Os líderes em pesquisa, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) demonstraram mais segurança na abertura do debate. A candidata do PT, Marta Suplicy, atacou a atual gestão por ter abandonado a coletiva coletiva de lixo, o que teria agravado a poluição, além da política de expansão dos corredores de ônibus. Geraldo Alckmin disse que as doenças do aparelho respiratório já são a quarta causa de morte na cidade. Falou da redução do ICMS sobre o carro flex, que aprovou como governador.

O candidato do PP, Paulo Maluf, apresentou a principal proposta de sua plataforma, a “freeway”, seis pistas sobre os rios Tietê e Pinheiros. Foi o único momento em que o assessor de Marta, João Santana, riu, da platéia. “Carros em movimento poluem menos que aqueles em ponto morto”. A candidata do PPS, Soninha Francine, criticou a política de popularização de crédito que permite compra de carro em até 90 meses. E ainda observou que a proposta de Maluf, de asfaltar os rios da cidade, aumentaria a poluição.

No segundo bloco, Soninha, perguntou a Marta se ela se arrependia do túnel da Rebouças e da ponte estaiada, que não tem ciclovia nem passagem para pedestre . Marta disse que não se arrependia de nada e, de olho no eleitorado da candidata, elogiou sua iniciativa de ter chegado de bicicleta. “Foi coerente”. Disse que construiria mais 200 quilômetros de corredores de ônibus e citou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de liberar recursos para as iniciativas em transporte público.

Perguntado por Ivan Valente (PSOL) sobre quem financiaria sua campanha, que tem teto de R$ 25 milhões, Alckmin disse que a previsão é modesta e não respondeu. Preferiu defender o financiamento público de campanha. O candidato do PSOL o acusou de faltar com a transparência e disse que o financiamento privado era a principal origem da corrupção no Brasil. Relacionou a atuação de seus financiadores com o acidente no metrô . Alckmin rebateu que a associação era de mau gosto.

Alckmin perguntou a Kassab qual seria sua proposta para a iluminação pública em São Paulo. Kassab acusou a privatização das empresas públicas de energica, feita por Alckmin, de não ter condicionado as empresas a investir em iluminação pública. Alckmin não acusou o golpe e disse que a iluminação teria que ser melhorada para ajudar a segurança.

Nos bastidores, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que apóia Kassab, disse que seu candidato precisava mudar a postura. “Precisa demonstrar coragem, do homem que enfrenta caminhoneiros e está enfrentando o trânsito”. Os senadores Álvaro Dias (PSDB) e Sérgio Guerra (PSDB) prestigiaram Alckmin. Com Marta, chegaram seu vice, o deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB), e os senadores petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy. Soninha Francine, chegou de bicicleta. Ivan Valente foi o único a apostar em militância, com torcida uniformizada. Ele tem 1% nas pesquisas.

Em Belo Horizonte, oito dos nove candidatos participaram. Um dos mais esperados para o evento, devido às incertezas em relação à sua participação, o empresário Márcio Lacerda (PSB) disse que a decisão só foi tomada no início da noite, poucas horas antes do programa. “A questão principal era saber se participar de um debate com oito candidatos era produtivo ou não”, disse.

O candidato disse que a decisão foi tomada após avaliação feita pelos estrategistas da campanha e pelos membros do conselho político. Ele afirmou que a posição do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), os dois principais fiadores da candidatura de Lacerda, era favorável à participação.

No início do debate, o candidato do PMDB, deputado federal, Leonardo Quintão ressaltou que a sua candidatura fazia parte da base partidária que apóia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, no Estado, o governador Aécio Neves.

Para a candidata do PC do B, deputada federal Jô Moraes, que lidera até agora as primeiras pesquisas eleitorais já divulgadas, o debate serviria para revelar ao eleitor, “quem efetivamente conhece a cidade e quem pode estar a serviço dela”.

No início do debate de ontem à noite em Porto Alegre, os candidatos à prefeitura trataram de apresentar - e reapresentar - promessas de governo enquanto o prefeito José Fogaça (PMDB), que concorre à reeleição, preferiu relacionar as iniciativas da própria administração. Segundo ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto, nos últimos quatro anos o município investiu em segurança comunitária, no combate às pichações de locais públicos e na qualificação da Guarda Municipal. Ele lembrou ainda a contratação de médicos, a ampliação do programa da saúde da família e a reforma de parte dos postos de saúde pública.

A candidata do PT, Maria do Rosário, segunda colocada nas pesquisas, comprometeu-se a levar adiante o programa de despoluição do lago Guaíba, iniciado ainda na última gestão do partido (2001-2004). Ela prometeu ainda estender a coleta seletiva de lixo para toda a cidade e construir uma usina de geração de energia a partir de resíduos orgânicos. Manuela D’Ávila (PCdoB), que vem em terceiro nas pesquisas, voltou a afirmar que se empenhará na construção de um metrô na cidade e disse que pretende estabelecer restrições ao trânsito de caminhões no centro em horários determinados.

Os oitos candidatos à prefeitura de Curitiba participaram ontem do debate da Band. Havia a expectativa de que seriam sete contra o prefeito Beto Richa (PSDB), que busca a reeleição e conta com vitória no primeiro turno. O primeiro embate foi entre o tucano e o candidato do PMDB, Carlos Augusto Moreira Júnior, que questionou os gastos de R$ 30 milhões para propaganda da atual gestão em 2008. Richa disse que ele estava ‘mal informado’ e o acusou de usar a estatal TV Educativa para propaganda pessoal.

Na pergunta feita pela emissora a todos os candidatos, a questão envolvia um poste de energia colocado no meio de uma ciclovia e a necessidade de ter de conversar com empresas do governo para resolver problemas. Gleisi Hoffmann, do PT, aproveitou para elogiar a gestão de Lula logo na primeira oportunidade. Numa cutucada ao tucano, Moreira disse que tem bom relacionamento com o governo do Estado, ou seja, com o governador Roberto Requião, que o indicou à disputa. Assuntos como mobilidade urbana e transporte público, falta de creches, necessidade de mais investimentos em saúde e falta de segurança foram outros assuntos em pauta.

Os candidatos à prefeitura de Salvador resolveram colar não só na imagem de Lula, mas também na do governador da Bahia, Jaques Wagner. O primeiro a lançar mão disso foi justamente o candidato tucano, o ex-prefeito Antonio Imbassahy. Logo na abertura, aproveitou para exaltar conhecimento da cidade ressaltar que tem um “relacionamento fundamental com o governador”.

Wagner tem frisado que três candidatos, Imbassahy, Walter Pinheiro (PT) e João Henrique Carneiro (PMDB) “o tem” e fez questão de participar da convenção não só do PT, mas também das demais dos partidos de sua base: PMDB e PSDB.

Mesmo tendo falado primeiro do que Imbassahy, Walter Pinheiro, candidato pelo PT, não se lembrou de citar sua parceria com Wagner, deixando isso para o segundo bloco do debate. O deputado federal enumerou problemas de Salvador, como gestão, trânsito e exclusão dos negros, e disse que sua prioridade é humanizar a cidade.

O candidato do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, também falou sobre os pontos críticos de Salvador e, como tem feito em sua campanha, se colocou como o novo. Em busca de uma imagem de preparado, tinha, na ponta da língua, o número de policlínicas, postos e médicos da família que pretende implantar na capita baiana. Não deixou de atacar o atual prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB).

João, por sua vez, acusou ACM Neto de ser mais do mesmo e de vir de um partido que governou o Estado por 16 anos e Salvador por oito. Foi o primeiro a citar a aliança com o presidente Lula, o que fez por três vezes durante os dois minutos em que respondeu sobre a saúde em Salvador.

24/07/2008 - 22:45h Em Belo Horizonte, Jô lidera a disputa; três candidatos estão empatados em 2º lugar

da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada pela TV Globo hoje mostra Jô Moraes (PC do B) liderando a disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte (MG), com 20% das intenções de votos. A pesquisa completa será publicada na edição de amanhã da Folha.

Três candidatos estão tecnicamente empatados no segundo lugar: Leonardo Quintão (PMDB) com 9%, Vanessa Portugal (PSTU) e Márcio Lacerda (PSB), com 6% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Os candidatos Sérgio Miranda (PDT) e Gustavo Valadares (DEM) aparecem com 5% e 4% das intenções de voto, respectivamente. Jorge Periquito (PRTB) e André (PT do B) têm 1% cada. A taxa de Pepê (PCO) não atingiu 1%.

A pesquisa ouviu 829 eleitores ontem e hoje. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 472652008.