29/01/2008 - 12:17h Ode a McDonnald
O caderno Ilustrada da Folha traz hoje um artigo de João Pereira Coutinho, com título “A velha besta”. Um primór apologético do capitalismo. Deveria se chamar “Ode a McDonnald”.
Atacando o sistema educacional europeu pela sua reticência a fazer apologia do sistema, seus valores e o mercado, atribui-le a responsabilidade pelas dificuldades econômicas do velho continente.
Peremptório, proclama: “Nos bancos da escola, os franceses não aprendem as leis básicas da oferta e da procura. Mas aprendem a combater “la McDonaldisation du monde” e, como resultado, a economia gaulesa floresce rumo ao abismo”.
Fora não ser verdade que os franceses não aprendem as leis básicas da oferta e da procura (o presidente do FMI é um francês), o paradoxal é que combater a “McDonalisation du monde” é tida como responsavél do declinio economico da França, o que é uma burrada monumental.
O país do McDonald, graças ao reino absoluto do mercado e a falta de regularização, levou a um abalo da economia mundial em seu conjunto.
Se a França vai para o abismo, após 6 anos de governos de direita, é por tentar aplicar as receitas do neoliberalismo, as mesmas receitas que aprendidas nas escolas fundamentalistas do monetárismo yankee estão levando os Estados-Unidos a recessão e milhões de americanos a perda de suas própriedades.
Ainda bem que a educação na Europa, em particular na França, prepara as pessoas para ser cidadãs, críticas. O sonho dos bajuladores do liberalismo era que as preparasse exclusivamente a servir ao capital. O sonho de todos os escravistas.
LF
A seguir o artigo
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