13/06/2009 - 12:08h Governadores do PT discutem a era ”pós-Lula”
Momento é de fortalecer o partido com a continuidade do projeto e do governo atual, elegendo Dilma Rousseff
Luciano Coelho – O Estado SP
O encontro nacional de governadores, vice-governadores e ex-governadores do Partido dos Trabalhadores de todo o País – realizado em Teresina nos dias 9 e 10 – foi encerrado com a discussão sobre o planejamento do segundo período do partido, o pós-Lula.
Na opinião dos participantes, o momento é de fortalecer o PT com a continuidade do projeto e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, elegendo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora.
De acordo com informações dos próprios petistas, a pauta da reunião foi concluída dentro do previsto. O PT ainda debateu sobre a transparência e combate à corrupção. Houve um esforço concentrado e os trabalhos seguiram até tarde no primeiro dia para esvaziar a pauta, já que os participantes foram convidados a prestigiar o Festival de Inverno na cidade de Pedro II, localizada 195 quilômetros ao norte da capital do Piauí.
COISA PÚBLICA
O encontro reuniu os governadores Wellington Dias (Piauí), Jacques Wagner (Bahia), Binho Marques (Acre), Ana Júlia Carepa (Pará), o ministro José Pimentel (Previdência)e os ex-governadores Jorge Viana (Acre), Cristovam Buarque (Distrito Federal) e Olívio Dutra (Rio Grande do Sul).
Compareceram também os vice-governadores da Paraíba, Luciano Cartaxo, e do Ceará, Francisco Pinheiro, além da presidente da Fundação Perseu Abramo, Fernanda Estima.
Olívio Dutra disse que um dos pontos que o partido tem discutido é a transparência e respeito com a coisa pública. “Não existe uma forma, um modelo fixo para governar. Estamos tentando pegar as boas experiências e compartilhá-las, sempre com o compromisso com a cidadania, com a transparência e com a coisa pública”, afirmou.
Na opinião do ex-governador gaúcho, é preciso dar mais eficiência ao governo e combater cada vez mais a corrupção, sem esquecer da educação, um ponto importantíssimo para o desenvolvimento, segundo ele.
Outra questão levantada por Dutra – e que nunca foi implantada no Governo Federal, de acordo com ele – diz respeito ao orçamento participativo cobrado pelos governadores do partido. “Dessa forma a população terá uma participação mais efetiva do governo e das obras voltadas para seu interesse”, acrescentou.
ANÁLISE DE MODELOS
O governador Jacques Wagner avaliou que nem todas as experiências podem ser implantadas integralmente, devido à realidade diferente entre os estados, mas ressaltou que vale analisar os modelos que possam ser adotados.
Olívio Dutra, falando sobre sucessão, disse que nenhum cargo do PT dá o privilégio acima dos demais membros e não se torna uma instância. “O cargo não manda no partido”, advertiu. Ele frisou que não existe terceiro mandato, mas o projeto do PT deve continuar no Governo. “O Lula não quer e não precisa desse artifício.”
