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	<title>Blog do Favre &#187; Jorge Wilheim</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Nós, o Diabo e o automóvel</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 12:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP
JORGE WILHEIM
O triunfo do egoísmo sobre a reflexão cidadã revelar-se-á desastroso em curto prazo, mormente na próxima crise: a do estacionamento
O DRAMATURGO italiano Luigi Pirandello (1867-1936) disse, na década de 1930, que &#8220;o automóvel é uma criação do Diabo&#8221;. Mas qual seria a estratégia empregada pelo Diabo e qual o seu objetivo?
Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP</p>
<p><font size="4"><strong>JORGE WILHEIM</strong></font></p>
<p>O triunfo do egoísmo sobre a reflexão cidadã revelar-se-á desastroso em curto prazo, mormente na próxima crise: a do estacionamento</p>
<p>O DRAMATURGO italiano Luigi Pirandello (1867-1936) disse, na década de 1930, que &#8220;o automóvel é uma criação do Diabo&#8221;. Mas qual seria a estratégia empregada pelo Diabo e qual o seu objetivo?<br />
Por meio do mecanismo da sedução, o Diabo tornou o automóvel um objeto de desejo do ser humano, pois o carro nos dá um onipotente sentimento de liberdade: locomovo-me quando quero, para onde quero e com quem eu quero! Contudo, o automóvel não nos seduz só ao agir sobre a natural aspiração de liberdade, mas também ao nos distinguir de quem não tem um: somos diferentes, melhores, com mais recursos ao revelar aos demais que temos um carro. Finalmente, e o Diabo nos conhece bem, o carro seduz porque é um objeto bonito, sensual e poderoso.<br />
Mas qual seria o real objetivo do Diabo? Utilizando a sedução irresistível, o egoísmo e a ambição por status dos seres humanos, alcança o objetivo diabólico de gerar o caos nas cidades, o congestionamento das vias, a impossibilidade de estacionar, tudo seguido da paralisação da vida urbana.<br />
Perante Deus, o anjo caído sempre se mostrará inocente, pois são os seres humanos que, em sua imprevidência, cupidez e estupidez, provocam o caos.<br />
Segundo as principais religiões monoteístas, o homem foi criado à imagem de Deus, sendo vital sua controvérsia com o Diabo. Porém, segundo outras religiões, os deuses, cuja biografia constitui mito, foram moldados a partir de características (boas e más) do ser humano. Donde sua ambivalência multiuso.<br />
Não nos admiremos, portanto, se, no caso do automóvel, nos entregamos ao mal com prazer, sorriso nos lábios. Será preciso muito esforço para dominá-lo, reduzindo-o a um objeto útil e bonito, mas com menos poder demoníaco sobre nossas mentes, retirando-lhe o poder de obliterar nosso pensamento e ofuscar realidades.<br />
Mas este artigo não pretende ser reflexão metafísica. Os parágrafos anteriores introduzem comentário sobre o comportamento das pessoas, dos formadores de opinião, dos governantes a respeito de alguns fatos atuais da cidade de São Paulo: a) a pressão sobre a prefeitura para que veículos voltem a circular no vale do Anhangabaú; b) o aumento das pistas da marginal do Tietê; e c) o sacrilégio que se comete no Pátio do Colégio.<br />
O atual Anhangabaú é uma reconquista dos direitos do pedestre no coração da cidade e resultou de concurso que, entre 95 propostas, tive a ventura de vencer em 1981, com coautoria da paisagista Rosa Kliass. Sua implantação, dez anos após o concurso, deve-se à iniciativa dos prefeitos Jânio Quadros (a praça da Bandeira) e Luiza Erundina (o restante do vale).<br />
Embora destinado primordialmente a atividades envolvendo pedestres, todos os problemas de circulação de veículos na área foram considerados e resolvidos. Agora, por pressão dos comerciantes locais, que olvidam o fato de que a única atividade comercial a exigir a presença do carro é o posto de combustível, a prefeitura é solicitada a permitir novamente a circulação de veículos em parte do vale.<br />
Segundo exemplo: para o alargamento das faixas carroçáveis das marginais do Tietê, começou o corte das árvores. Anuncia-se que haverá vasto plantio de reposição, mas não se diz que tal compensação se dará na APA do Tietê, entre Itaquaquecetuba e as nascentes do rio em Salesópolis.<br />
E não se menciona na mídia a existência de alternativas para obter o pretendido e necessário descongestionamento diário das marginais: o rodoanel norte e as duas vias de suporte leste-oeste, paralelas às marginais, diretrizes do Plano Diretor propostas desde&#8230; 1968.<br />
Por fim, São Paulo tem um espaço sagrado: o Pátio do Colégio, emblemático lugar da fundação da cidade. Em sua reurbanização, que projetei com misto de emoção e honra, na década de 1970, cogitei sobre essa sacralidade, limitando-me ao ensinamento &#8220;o menos é mais&#8221;: espaço e lugar de visitação respeitosa e reflexão silenciosa. Pois os responsáveis por sua manutenção, embora ligados à ordem religiosa que fundou a cidade, transformaram-no em estacionamento dos veículos da Associação Comercial!<br />
Compreende-se que ninguém seja contra o próprio carro. Nem sequer os que não o têm, mas aspiram um dia a tê-lo. Detestamos a existência do carro dos outros na nossa frente. Porém, o triunfo do egoísmo primitivo sobre a reflexão cidadã, do imediato sobre o definitivo, revelar-se-á desastroso em curto prazo (mormente quando da próxima crise: a do estacionamento).<br />
Será que o silêncio em torno dessas &#8220;entregas&#8221; ao automóvel faz parte do projeto do Diabo? Nem instituições responsáveis pela preservação e órgãos de classe que deveriam defender projetos, nem editores da mídia e governantes manifestam-se a respeito dessas obras. Elas vão avançando envoltas no silêncio cúmplice em busca da conveniência egoísta e urgente, levando a melhor sobre o planejamento, sobre o futuro da cidade e a vida de todos nós.</p>
<p><em><strong>JORGE WILHEIM , 81, é arquiteto e urbanista. Foi secretário municipal de Planejamento Urbano de São Paulo (governo Marta Suplicy), secretário-geral da Conferência Habitat 2 da ONU, secretário estadual de Economia e Planejamento (governo Paulo Egydio) e secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo (governo Quércia).</strong></em></p>
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		<title>Carta de Jorge Wilheim, autor do Plano Diretor, sobre as mudanças pretendidas pela &#8220;gestão&#8221; Kassab</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 17:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[LIMITES DE SÃO PAULO
Como informa o editorial A compactação da cidade (24/3, A3), a outorga onerosa cobrada sobre a diferença entre o coeficiente básico (1) e o coeficiente máximo (4) destina-se ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), cujos recursos, por lei, só podem ser aplicados em melhorias no transporte público, no meio ambiente e na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#b22222">LIMITES DE SÃO PAULO</font></strong></p>
<p>Como informa o editorial A compactação da cidade (24/3, A3), a outorga onerosa cobrada sobre a diferença entre o coeficiente básico (1) e o coeficiente máximo (4) destina-se ao Fundo de Desenvolvimento Urbano (Fundurb), cujos recursos, por lei, só podem ser aplicados em melhorias no transporte público, no meio ambiente e na habitação de interesse social. Ainda não se divulgou o destino dado até hoje a esses recursos. O vulto previsto quando da elaboração do Plano Diretor (2002) foi diminuído graças à pressão do setor imobiliário, que conseguiu na Câmara elevar o coeficiente básico de numerosas zonas, diminuindo o montante da outorga e do fundo. Agora, no bojo da revisão do plano, pretende-se criar novas Operações Urbanas, limitando a aplicação do valor da outorga aos limites de cada operação. Novamente diminuirão os recursos disponíveis para ser distribuídos via Fundurb pela cidade, segundo as necessidades. Alguns empreendedores imobiliários e alguns vereadores defendem a captura localizada desses recursos por interesses que conflitam com o interesse público. Quanto ao adensamento, o plano estabeleceu um cauteloso limite para a construção, por distrito, já atingido em diversos deles. Só se deve, eventualmente, elevar esse teto após ponderações cautelosas sobre sistema viário e qualidade de vida e, especialmente, após ampla discussão pública em cada distrito. Na revisão, propõe-se também eliminar a necessidade de projeto urbano, prévio a qualquer aplicação de coeficiente 4 nas Áreas de Intervenção Urbana (AIU), na proximidade das estações do Metrô. Essas liberalidades, se aprovadas, além de ferirem o interesse público, acarretarão o agravamento dos congestionamentos e piorarão a qualidade dos espaços públicos e do ambiente da cidade.</p>
<p><strong><font color="#000000">Jorge Wilheim</font> </strong></p>
<p><strong><font color="#6495ed">jorge.wilheim@jorgewilheim.com.br</font></strong></p>
<p>São Paulo</p>
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		<title>Relembrar II</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/12/relembrar-ii/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 12:45:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Metrô e a cidade
TENDÊNCIAS/DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

 JORGE WILHEIM



 Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><big><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/o-metro-e-a-cidade/" title="O Metrô e a cidade" rel="bookmark">O Metrô e a cidade</a></big></h2>
<div class="entry"><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <strong><a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></strong></font></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/o-metro-e-a-cidade/8160/" rel="attachment wp-att-8160" title="jorge_wilheim.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/jorge_wilheim.jpg" alt="jorge_wilheim.jpg" width="539" height="380" /></a></div>
<p><strong> JORGE WILHEIM</strong></p>
<table width="464" height="128">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos quanto o metrô seja implantado sem diálogo  </em></strong></font></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>APÓS O período eleitoral, em que não houve espaço para esclarecimentos suficientes sobre propostas para a rede de metrô em São Paulo, volto ao tema, urgente diante do grau de congestionamento de tráfego que prejudica todos.<br />
Para a circulação de pessoas, há dois paradigmas a considerar: a) transporte é um sistema, do qual participam o pedestre, a bicicleta, o automóvel, o veículo coletivo, o trem -donde a importância de considerar em conjunto as vias por que cada um transita e os estacionamentos em estações e terminais; b) o desenho do transporte de massa deve constituir uma rede, uma malha em que se busca maximizar o número de nós, isto é, das estações de transbordo entre uma linha e outra, pois somente assim cada um escolherá seu itinerário e o total de usuários se distribuirá, diluindo a concentração por linha que ocorre quando a rede ainda não se encontra estabelecida.<br />
A rede de metrô, um verdadeiro reticulado, deveria cobrir toda a cidade e estender-se para municípios vizinhos: Guarulhos, São Bernardo, Taboão, Osasco. Esse desenho tem sido debatido pelos técnicos do Metrô, ocorrendo por vezes legítima divisão de opiniões.<br />
Assim é que, enquanto um grupo, que prevaleceu quando o engenheiro Claudio de Senna era secretário estadual de Transportes Metropolitanos, defendia uma rede aberta, como a acima descrita, denominada Pitu &#8211; 2020, outros técnicos, em data mais recente, defendem a implantação de uma rede mais concentrada, no centro expandido, não chegando a constituir claramente uma rede nem tendo um alcance metropolitano, à qual se deu o nome de rede essencial, parcialmente coincidente com um Pitu &#8211; 2025.<br />
Essa era, e é, a divergência entre as teses enunciadas durante a recente campanha eleitoral. Enquanto Marta Suplicy defendia a rede aberta, de caráter metropolitano, Kassab a acusava de ter “inventado” uma malha diferente da que se estava implantando, defendendo implicitamente outra tese, a da rede essencial.<br />
Há, contudo, algumas modificações em ambos os esquemas gerados pelos técnicos do Metrô. A candidata Marta propunha algumas extensões a fim de alcançar Freguesia do Ó, Cerro Corá, Taboão, Vila Maria e Sapopemba a partir de linhas existentes ou em construção. Enquanto à rede essencial o governo do Estado está acrescentando uma linha nova, ligando Freguesia do Ó à estação São Joaquim (da linha norte-sul), paralela e próxima a duas linhas existentes (a leste-oeste e a que passa pela av. Paulista).<br />
Uma divergência técnica seria normal, porém, conviria que o debate fosse ampliado, incluindo de algum modo a opinião dos usuários, além de ser imprescindível o diálogo entre a secretaria estadual e o Metrô com os responsáveis pela cidade de São Paulo e pelos municípios contíguos.<br />
Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos seja implantado sem diálogo com a prefeitura, sem contemplar o Plano Diretor, as operações urbanas, a política de uso do solo, o planejamento, as ações estratégicas previstas e sem debate público.<br />
Para definir o desenho final das linhas, além do conceito de rede, deve-se considerar tanto a população que demanda o transporte quanto a força de indução que o metrô acarreta, adensando e diversificando o uso do solo.<br />
Por isso, uma pesquisa de origem e destino, retratando as demandas atuais, não é suficiente para a determinação da malha. Essa pesquisa resulta numa redundância das tendências atuais, recaindo na articulação no centro e em sua rótula, e exclui a função indutora do metrô, bem conhecida e valorizada pelo setor imobiliário.<br />
Embora com décadas de atraso, é urgente definir o desenho final da rede de metrô. Essa definição terá que resultar de franco e transparente debate técnico entre especialistas do Metrô e urbanistas das prefeituras pertinentes e terá que ser convalidada por uma consulta aos usuários.<br />
Finalmente, em nível político-administrativo, o desenho da malha final e o resultante cronograma de elaboração de projetos, assim como de investimentos, deverão constituir a pauta de um acordo entre os três níveis de governo, cada um assumindo suas responsabilidades, à semelhança da divisão de encargos financeiros proposta pela então ministra do Turismo destinada a fazer face ao aumento de turistas durante o ano de 2014, ano da Copa.<br />
O metrô de São Paulo é tão vital para a cidade e para o país que nenhum governante se furtará de buscar tal acordo, ansiosamente aguardado pela população metropolitana.</p>
<p><font size="-1"><strong>JORGE , ,  ,</strong>, 80, é arquiteto e urbanista. Foi secretário de Planejamento Urbano do município de São Paulo  (gestão Marta Suplicy). </font></div>
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		</item>
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		<title>O Metrô e a cidade</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 20:17:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br     


 JORGE WILHEIM



 Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <strong><a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></strong></font>     <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/o-metro-e-a-cidade/8160/" rel="attachment wp-att-8160" title="jorge_wilheim.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/10/jorge_wilheim.jpg" alt="jorge_wilheim.jpg" width="539" height="380" /></div>
<p></a></p>
<p><strong> JORGE WILHEIM</strong></p>
<table width="464" height="128">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Não se pode imaginar que um transporte de massa tão vital para os cidadãos quanto o metrô seja implantado sem diálogo  </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>APÓS O período eleitoral, em  que não houve espaço para esclarecimentos suficientes sobre propostas para a rede de metrô  em São Paulo, volto ao tema, urgente  diante do grau de congestionamento  de tráfego que prejudica todos.<br />
Para a circulação de pessoas, há  dois paradigmas a considerar: a)  transporte é um sistema, do qual participam o pedestre, a bicicleta, o automóvel, o veículo coletivo, o trem  -donde a importância de considerar  em conjunto as vias por que cada um  transita e os estacionamentos em estações e terminais; b) o desenho do  transporte de massa deve constituir  uma rede, uma malha em que se busca maximizar o número de nós, isto é,  das estações de transbordo entre uma  linha e outra, pois somente assim cada um escolherá seu itinerário e o total de usuários se distribuirá, diluindo  a concentração por linha que ocorre  quando a rede ainda não se encontra  estabelecida.<br />
A rede de metrô, um verdadeiro reticulado, deveria cobrir toda a cidade  e estender-se para municípios vizinhos: Guarulhos, São Bernardo, Taboão, Osasco. Esse desenho tem sido  debatido pelos técnicos do Metrô,  ocorrendo por vezes legítima divisão  de opiniões.<br />
Assim é que, enquanto um grupo,  que prevaleceu quando o engenheiro  Claudio de Senna era secretário estadual de Transportes Metropolitanos,  defendia uma rede aberta, como a acima descrita, denominada Pitu &#8211; 2020,  outros técnicos, em data mais recente, defendem a implantação de uma  rede mais concentrada, no centro expandido, não chegando a constituir  claramente uma rede nem tendo um  alcance metropolitano, à qual se deu o  nome de rede essencial, parcialmente  coincidente com um Pitu &#8211; 2025.<br />
Essa era, e é, a divergência entre as teses enunciadas durante a recente campanha eleitoral. Enquanto Marta Suplicy defendia a rede aberta, de caráter metropolitano, Kassab a acusava de ter &#8220;inventado&#8221; uma malha diferente da que se estava implantando, defendendo implicitamente outra tese, a da rede essencial.<br />
Há, contudo, algumas modificações  em ambos os esquemas gerados pelos  técnicos do Metrô. A candidata Marta  propunha algumas extensões a fim de  alcançar Freguesia do Ó, Cerro Corá,  Taboão, Vila Maria e Sapopemba a  partir de linhas existentes ou em  construção. Enquanto à rede essencial o governo do Estado está acrescentando uma linha nova, ligando  Freguesia do Ó à estação São Joaquim  (da linha norte-sul), paralela e próxima a duas linhas existentes (a leste-oeste e a que passa pela av. Paulista).<br />
Uma divergência técnica seria normal, porém, conviria que o debate fosse ampliado, incluindo de algum modo a opinião dos usuários, além de ser imprescindível o diálogo entre a secretaria estadual e o Metrô com os responsáveis pela cidade de São Paulo e pelos municípios contíguos.<br />
Não se pode imaginar que um  transporte de massa tão vital para os  cidadãos seja implantado sem diálogo  com a prefeitura, sem contemplar o  Plano Diretor, as operações urbanas,  a política de uso do solo, o planejamento, as ações estratégicas previstas  e sem debate público.<br />
Para definir o desenho final das linhas, além do conceito de rede, deve-se considerar tanto a população que  demanda o transporte quanto a força  de indução que o metrô acarreta,  adensando e diversificando o uso do  solo.<br />
Por isso, uma pesquisa de origem e destino, retratando as demandas atuais, não é suficiente para a determinação da malha. Essa pesquisa resulta numa redundância das tendências atuais, recaindo na articulação no centro e em sua rótula, e exclui a função indutora do metrô, bem conhecida e valorizada pelo setor imobiliário.<br />
Embora com décadas de atraso, é  urgente definir o desenho final da rede de metrô. Essa definição terá que  resultar de franco e transparente debate técnico entre especialistas do  Metrô e urbanistas das prefeituras  pertinentes e terá que ser convalidada por uma consulta aos usuários.<br />
Finalmente, em nível político-administrativo, o desenho da malha final e o resultante cronograma de elaboração de projetos, assim como de investimentos, deverão constituir a pauta de um acordo entre os três níveis de governo, cada um assumindo suas responsabilidades, à semelhança da divisão de encargos financeiros proposta pela então ministra do Turismo destinada a fazer face ao aumento de turistas durante o ano de 2014, ano da Copa.<br />
O metrô de São Paulo é tão vital para a cidade e para o país que nenhum  governante se furtará de buscar tal  acordo, ansiosamente aguardado pela  população metropolitana.</p>
<p><font size="-1"><strong>JORGE WILHEIM</strong>, 80, é arquiteto e urbanista. Foi secretário de Planejamento Urbano do município de São Paulo  (gestão Marta Suplicy). </font></p>
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		<title>Folha online em campanha eleitoral descarada</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 17:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jorge Wilheim, coordenador do programa apresentado pela coligação &#8220;São Paulo com nova atitude&#8221; é um urbanista de renome internacional.  Como urbanista ele já prestou consultoria para diversas entidades e governos, como o de Curitiba, por exemplo. Ele foi  secretário geral do Habitat II, da ONU, ele foi secretário de Mário Covas na prefeitura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Jorge Wilheim, coordenador do programa apresentado pela coligação &#8220;São Paulo com nova atitude&#8221; é um urbanista de renome internacional.  Como urbanista ele já prestou consultoria para diversas entidades e governos, como o de Curitiba, por exemplo. Ele foi  secretário geral do Habitat II, da ONU, ele foi secretário de Mário Covas na prefeitura de São Paulo, entre outros.   </em></p>
<p><em>Ele foi Secretário de Planejamento do governo Marta Suplicy (2001 a 2004). Elaborou o Plano Diretor aprovado durante a gestão petista e que está em vigor na cidade. </em></p>
<p><em>Hoje ele apresentou as propostas de Marta, sua plataforma eleitoral.</em></p>
<p><em>Pois bem, a Folha Online &#8220;informa&#8221; assim das conclusões da coletiva de apresentação do programa de Marta Suplicy. Tire suas próprias conclusões. LF</em></p>
<p>15/08/2008<!--/DATA--> &#8211; <!--HORA-->17h08<!--/HORA--></p>
<h1> <!--TITULO-->Ex-auxiliar de Kassab apresenta programa de governo de Marta</h1>
<p><strong>WANDERLEY PREITE SOBRINHO</strong><br />
colaboração para <strong>Folha Online</strong></p>
<div id="articleBy"></div>
<p>O programa de governo da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, foi apresentado nesta sexta-feira por Jorge Wilheim, ex-auxiliar do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), quando este foi secretário de Planejamento do ex-prefeito Celso Pitta.</p>
<p>Wilheim ajudou Kassab na formulação do plano diretor do município. Ele foi contratado como prestador de serviço para auxiliar Kassab na parte técnica e urbanística do plano diretor. Após o período em que trabalhou com o democrata, Wilheim se desligou da prefeitura, voltando somente quando Marta assumiu o governo (2001-2004).</p>
<p>Na administração da petista, Wilheim comandou a Secretaria de Planejamento Urbano. Agora, na condição de coordenador do programa de governo de Marta, ficou sob sua responsabilidade apresentar o programa.</p>
<p>Hoje, Wilheim explicou como foi criado o programa de governo e o dividiu em setores. Ele classificou como &#8220;crítico&#8221; o fluxo do trânsito em São Paulo e de &#8220;problema crônico&#8221; os setores de saúde, segurança, habitação e educação.</p>
<p>Quando ele falou sobre a implementação do programa renda mínima, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), criador da proposta, levantou da platéia para manifestar seu apoio.</p>
<p>&#8220;Eu poderia me transformar no Batman, mas em homenagem ao [deputado] Aldo Rebelo [do PC do B, vice de Marta], vou me transformar eu Saci Pererê para levar esse programa à vitória&#8221;, disse.</p>
<p><strong>Marta</strong></p>
<p>Durante seu discurso, Marta disse que não era por acaso que foi a primeira a apresentar o programa. &#8220;Apresentamos propostas concretas&#8221;, disse.</p>
<p>A candidata também criticou a atual gestão dizendo que ela não aproveitou o crescimento econômico que vive o país. &#8220;Temos de retomar o tempo perdido e avançar&#8221;, afirmou.</p>
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		<title>Seminário PT: habitação</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/seminario-pt-habitacao/6086/" rel="attachment wp-att-6086" title="seminario_habit.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/seminario_habit.jpg" alt="seminario_habit.jpg" /></div>
<p></a></p>
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		<title>Operação Água Espraiada</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2008 07:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Editorial do jornal O Estado de São Paulo elogia a capacidade de planejamento e os benefícios para a cidade de São Paulo da administração Marta Suplicy no que concerne as operações urbanas, particularmente a de Água Espraiada, incluída a ponte estaiada, os projetos de moradia, do verde e viário. Ignora as graves acusações do vereador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Editorial do jornal <strong>O Estado de São Paulo</strong> elogia a capacidade de planejamento e os benefícios para a cidade de São Paulo da administração Marta Suplicy no que concerne as operações urbanas, particularmente a de Água Espraiada, incluída a ponte estaiada, os projetos de moradia, do verde e viário. <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/gravissima-acusacao-do-vereador-donato-sobre-possivel-fraude-na-prefeitura-de-sao-paulo/">Ignora as graves acusações do vereador Donato sobre manipulação dos CEPAC&#8217;s pela atual administração e nem uma palavra sobre o aumento em quase 100% do preço da ponte</a>.</em></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/operacao-agua-espraiada/5097/" rel="attachment wp-att-5097" title="ponte_estaiada_iluminada.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/05/operacao-agua-espraiada/5097/" rel="attachment wp-att-5097" title="ponte_estaiada_iluminada.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/05/ponte_estaiada_iluminada.jpg" alt="ponte_estaiada_iluminada.jpg" /><br />
</a><font size="1">A ponte da Marta foi criticada e agora virou o novo cartão postal da cidade</font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>EDITORIAL O ESTADO DE SÃO PAULO</strong></p>
<p>A primeira fase da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada será concluída hoje com a inauguração da Ponte Octavio Frias de Oliveira, no Brooklin, zona sul, sobre o Rio Pinheiros. As etapas seguintes do projeto prevêem a extensão da Avenida Jornalista Roberto Marinho até a Avenida Pedro Bueno e, depois, a ligação desse eixo, por um túnel, com a Rodovia dos Imigrantes. Essas obras contribuirão para desafogar a sempre superlotada Avenida dos Bandeirantes. Além disso, favelas deverão ser substituídas por conjuntos de moradias populares e haverá uma linha de veículos leves sobre trilhos (VLT), além de um parque com 40 mil metros quadrados de área verde. A idéia é que se fixem na região pólos de moradia, emprego, lazer e serviços públicos, para evitar o deslocamento dos moradores.</p>
<p>As obras são financiadas, em grande parte, com recursos dos leilões de venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos oferecidos pela Prefeitura como forma de antecipação de recursos, autorizando, em troca, o investidor a construir imóveis acima do índice permitido na região da operação urbana. O prolongamento da Avenida Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes, que liga a capital à Baixada Santista, será feito com recursos do Estado e da Prefeitura, que já assinaram um termo de parceria.</p>
<p>A venda de 449,3 mil Cepacs, desde 2004, rendeu um total de R$ 172,8 milhões. De acordo com a legislação que instituiu a Operação Urbana Consorciada Água Espraiada, esses recursos só podem ser aplicados em obras que integram o plano para aquela região. A emissão total autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é de 3,7 milhões de títulos, totalizando cerca de R$ 1,1 bilhão.</p>
<p>O projeto da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada foi desenvolvido durante a administração de Marta Suplicy, pelo ex-secretário de Planejamento Jorge Wilheim, autor de outros planos semelhantes para o ordenamento urbano de São Paulo. São instrumentos previstos no Estatuto das Cidades e no Plano Diretor Estratégico de São Paulo para serem utilizados pela administração municipal em projetos de mudanças urbanísticas e estruturais, assegurando melhorias sociais e valorização ambiental.</p>
<p>A administração Serra/Kassab herdou, já prontos, os projetos das Operações Água Branca, Vila Maria, Rio Verde-Jacu Pêssego, Diagonal Sul, Água Espraiada, pólo Sul, Vila Sônia, Vila Leopoldina e Diagonal Norte. Concentrou esforços, no entanto, apenas na melhoria substancial do chamado eixo do Brooklin. Estima-se que, se todas as operações fossem realizadas no ritmo ideal, o conjunto delas poderia, no prazo de 30 anos, resolver grande parte dos principais problemas urbanos da capital.</p>
<p>Embora discutidas há décadas, as Operações Urbanas mereceram pouca atenção dos administradores e só serviram para interesses de pequenos grupos. Uma das mais polêmicas foi a Operação Urbana Faria Lima, iniciada na administração Paulo Maluf e que teve seus recursos desviados para outros fins. As melhorias previstas para a região se limitaram à ampliação da própria avenida e a algumas reformas do sistema viário. Conforme relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito realizada pela Câmara Municipal, houve irregularidades em 30% dos empreendimentos realizados no eixo da Avenida Faria Lima.</p>
<p>O projeto da Operação Urbana Consorciada Água Espraiada contém diretrizes para a efetiva melhoria da região: infra-estrutura completa, uso misto dos imóveis (evitando que se forme um novo bairro-dormitório), respeito ao meio ambiente e valorização da paisagem urbana.</p>
<p>A Ponte Octavio Frias de Oliveira, que começou a ser construída em 2003, liga a zona oeste à zona sul da cidade por meio de duas pistas de 900 metros de extensão, suspensas por 144 estais (cabos de sustentação). Por ela podem circular até 4 mil veículos por hora, reduzindo em até 45 minutos o tempo de viagem entre a zona oeste e a zona sul. Seu custo foi de R$ 260 milhões.</p>
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