22/10/2009 - 11:03h Caciques do PT paulista dão sinal verde para ”projeto Ciro”


Grupo petista avisa que não se oporá à sua candidatura a governador

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Clarissa Oliveira – O Estado SP

Apesar das queixas sobre a possibilidade de o PT não ter candidato próprio no maior colégio eleitoral do País, um grupo de caciques do partido em São Paulo já decidiu que não vai criar nenhum tipo de obstáculo aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da corrida presidencial. Reunidos no início desta semana na capital paulista, dirigentes da corrente petista Construindo um Novo Brasil, entre eles o ex-ministro José Dirceu e os deputados Antonio Palocci e João Paulo Cunha, acertaram que não vão se opor à candidatura de Ciro ao Palácio dos Bandeirantes em 2010.

Ao mesmo tempo em que ajuda a pavimentar a aliança nacional entre PT e PSB, o acerto foi pensado com o objetivo de enquadrar o grupo da ex-ministra Marta Suplicy, que assumiu nas últimas semanas a dianteira na defesa da candidatura própria do PT ao governo paulista. Ela chegou a afirmar publicamente que a candidatura de Ciro “não tem a ver com São Paulo” e que o PSB “nunca fez um caminho de flores” para o PT no Estado.

Marta tem dito a aliados que não vê motivos para um partido com a dimensão do PT deixar de lançar um nome próprio em São Paulo. Ainda assim, é consenso no grupo da ex-ministra que a decisão final caberá ao presidente Lula.

RECUO

Na prática, o acerto feito pelos líderes petistas na segunda-feira determina que os principais nomes ventilados como possíveis candidatos ao governo estadual se retirem da disputa para apoiar Ciro, caso o deputado decida concorrer no Estado. Além de Palocci, nome endossado por Marta para o Palácio dos Bandeirantes, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, também aderiu ao acerto.

Na segunda-feira, algumas horas depois de participar da conversa com membros da Construindo um Novo Brasil, Emidio reuniu seus aliados para tratar do assunto. Ele pretende divulgar um documento para reafirmar que seu nome está à disposição do partido. Mas o texto dirá também que ele se dispõe a abrir mão da vaga, em prol de uma aliança forte em torno da candidatura de Dilma. “Meu nome continua à disposição, mas não vamos nos opor à montagem de uma aliança como essa”, afirmou Emidio. “Se a conjuntura nacional caminhar para um lado, não vai adiantar caminharmos para outro.”

No grupo de Marta, ainda persiste o discurso de que Ciro pode optar por não concorrer em São Paulo, dependendo dos desdobramentos dos próximos meses. Há até defensores da tese de que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que há algumas semanas colocou seu nome à disposição para concorrer ao governo paulista, pode surpreender no resultado das articulações. Defensor da candidatura própria, o líder do PT na Assembleia, deputado Rui Falcão, diz que o quadro no partido continua indefinido. “O PT só vai decidir essas questões no início do ano que vem.”

Ver também aqui no blog

Lula: Dilma lá e Ciro aqui

Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui

30/07/2009 - 10:48h PT teme desgaste em 2010 e contém racha interno

Congresso: Reprimenda de Berzoini anima PMDB a retribuir evitando investigações contra Petrobras na CPI

Leo Pinheiro / Valor RJ Foto Destaque
Foto Destaque
Mercadante: senador ameaçou ir à imprensa para rebater declarações do presidente do PT mas foi contido

 

Yan Boechat e Cristiane Agostine, de São Paulo e Brasília – VALOR

Dirigentes petistas contiveram os ânimos do senador Aloizio Mercadante (SP) que, chamado de infantil, precipitado e ansioso pelo presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini, em reportagem no Valor, estava disposto a revidar, aumentando o racha interno do partido sobre o licenciamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lideranças do partido em São Paulo, base eleitoral dos dois parlamentares, ligaram para Mercadante e Berzoini pedindo que as divergências não continuassem a ser expostas na imprensa. Os líderes temem os efeitos dessa disputa sobre a eleição da bancada petista ao Senado, uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

Interlocutores foram escalados para apagar o incêndio que ameaçava se espalhar por outras esferas do PT. “Tivemos uma conversa de 40 minutos. Na primeira meia hora quase não falei, só ouvi reclamações furiosas e ameaças de responder às críticas no mesmo tom”, afirma um parlamentar do partido em contato com o senador, que passou o dia em seu sítio no interior de São Paulo preparando os detalhes do casamento de seu filho, que acontece no início de agosto.

Após o contato com diversos dirigentes do partido Mercadante teria aceitado não ampliar, ao menos publicamente, a crise que teve início na sexta-feira e atingiu seu ponto alto ontem. A colegas petistas, o senador prometeu que não daria declarações à imprensa, mas teria exigido que uma reunião da bancada no Senado com a Executiva Nacional do PT fosse agendada para breve. Além de não se pronunciar oficialmente, o senador também deixou de publicar pequenas notas sobre o assunto na comunidade virtual Twitter

Nem todos atuaram como bombeiros. Em seu blog, o ex-deputado José Dirceu engrossou o coro ao lado de Berzoini na censura a Mercadante. Para o ex-deputado, “é claro que o pedido é do líder e não da bancada petista”, e que “o PT não assinará representação” contra Sarney. Dirceu, que atuará na articulação da campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência, negocia alianças estaduais com o PMDB e deve voltar à direção do partido com a eleição interna do PT, no fim do ano.

O líder do PT do Senado foi procurado nos últimos três dias para comentar as divergências internas do partido, mas não quis se manifestar. Segundo sua assessoria, Mercadante se pronunciará depois da reunião da bancada, na próxima semana, mas reiterou que o teor da nota divulgada pelo petista segue o que foi debatido, aprovado e defendido pela bancada no início do mês.

Berzoini, por sua vez, teria concordado em manter o silêncio sobre o caso. O presidente do partido também foi procurado por lideranças pedindo que não ampliasse, ainda mais, o desconforto criado por suas declarações. De acordo com dirigentes do partido, ambos haviam concordado em conversar por telefone ainda ontem em busca de um caminho para que as divergências fossem resolvidas internamente.

Apesar de as críticas duras do presidente do PT a um senador paulista com ampla história no partido terem causado mal estar na cúpula da sigla, Aloizio Mercadante sai mais enfraquecido do que Berzoini nesse embate. O entendimento de dirigentes petistas é de que a nota divulgada na sexta-feira por Mercadante foi precipitada e atendia a interesses quase que exclusivos do senador. “É óbvio que foi um movimento ligado às preocupações eleitorais dele, não pensando no partido”, afirma um dirigente paulista. “A governabilidade tem um preço e ele não poderia ter tomado uma posição política como essa sem consultar as lideranças”. Aloizio Mercadante será candidato à reeleição no Senado em 2010.

A reprimenda de Berzoini foi suficiente para levar o PMDB a contabilizar apoio petista e traçar estratégia para esvaziar o início dos trabalhos da CPI da Petrobras a partir da próxima semana. Aliados de Sarney analisam que o aceno da cúpula petista e do presidente Lula é suficiente, a princípio, para que o PMDB impeça o aprofundamento das investigações sobre a estatal.

A base governista tem oito dos onze integrantes da comissão e o PMDB é o partido com mais senadores na CPI, três parlamentares. As investigações sobre a Petrobras começarão no mesmo período em que o Conselho de Ética – também com controle do PMDB- analisará representações e denúncias contra Sarney. Pemedebistas contam com o apoio do PT e do governo para dar sustentação política ao presidente do Senado. Com a manutenção desse respaldo, aliados de Sarney evitariam uma nova crise na Casa, esvaziando a CPI da Petrobras. “Para o governo, interessa tirar o foco da Petrobras”, comentou Wellington Salgado (PMDB-MG). “E o PT já mostrou que está do nosso lado. É natural essa posição da bancada, mas o partido está com a gente.”

Ontem mais uma representação foi protocolada para análise do Conselho de Ética contra o presidente do Senado. O P-SOL entregou sua segunda representação, acusando-o de quebra de quebra de decoro parlamentar. O partido questiona a omissão à Justiça Eleitoral de uma propriedade de R$ 4 milhões, o desvio de R$ 500 mil da Fundação Sarney e o fato de o senador ter afirmado que não teria responsabilidade sobre a Fundação. O PSDB já protocolou três representações e o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), anunciou que entregará duas outras denúncias contra Sarney, assinada também pelo senador Cristovam Barque (PDT-DF).

06/05/2009 - 10:59h Aliança reabre rixa entre Genro e Dirceu

Sérgio Bueno, de Porto Alegre – VALOR

Sérgio Lima/Folha Imagem – 28/4/2009
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Tarso Genro: petistas alinhados à corrente de Berzoini e Dirceu defendem a candidatura própria do PT gaúcho

A decisão do PT gaúcho de definir o candidato ao governo do Rio Grande do Sul já em julho, antes do congresso nacional do partido que, em fevereiro do ano que vem, vai oficializar a política de alianças em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República, colocou novamente em confronto dois velhos adversários petistas: o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que já haviam medido forças durante o escândalo do mensalão, em 2005.

Agora a briga envolve uma eventual aliança com o PMDB no Estado, algo impensável para a maior parte dos petistas gaúchos devido à rivalidade local histórica entre os dois partidos. A polêmica começou quando o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, da corrente Construindo um Novo Brasil, a mesma de Dirceu, criticou o calendário estabelecido pelo diretório estadual. Segundo o dirigente, a decisão do partido no Rio Grande do Sul é informal e a definição de nomes deverá se subordinar à estratégia nacional de alianças, que é “prioridade” para o PT.

A declaração, dada ao jornal gaúcho “Zero Hora” na semana passada, foi entendida como um recado para os petistas gaúchos apoiarem um candidato do PMDB no Estado em troca do apoio dos pemedebistas à candidatura de Dilma ao Planalto. Genro, um dos três pré-candidatos do PT ao governo gaúcho, logo reagiu e disse em entrevista ao mesmo jornal que a manifestação de Berzoini foi “infeliz” porque desconsiderava a polarização local com o PMDB e “o fato de termos um partido programático, politizado e ético”.

Genro chegou a exigir um pedido de desculpas públicas de Berzoini, mas ontem foi a vez de Dirceu entrar na briga em defesa do presidente nacional da sigla. Em sua página na internet, ele negou participar de qualquer “manobra” da cúpula nacional para interferir na decisão do diretório gaúcho e disse que o ministro da Justiça tratou as divergências internas “de forma desrespeitosa”, mas deixou bem clara sua posição.

“Defendo, sim, o diálogo com o PMDB, com os outros aliados, e a abertura para alianças no Estado, sem pré-condições e sem ilusões. Se dialogamos com o PTB e o PDT, com o PP, inclusive, e fazemos alianças nos municípios, por que não dialogar com o PMDB, nosso principal aliado em nível nacional?”, escreveu. Segundo ele, todos os Estados, “inclusive o Rio Grande do Sul”, deverão aguardar a acatar a “tática” eleitoral que será definida pelo diretório nacional.

Em 2005, Genro assumiu interinamente a presidência nacional do PT e, para disputar a eleição para permanecer no cargo, exigiu a saída de Dirceu, da chapa do então Campo Majoritário (hoje Construindo um Novo Brasil), devido ao envolvimento dele com a crise do mensalão. O ex-ministro, que havia deixado a Casa Civil em junho para retornar à Câmara dos Deputados (onde foi cassado em dezembro em função do escândalo) negou-se a atender e ganhou a queda-de-braço contra Genro, que desistiu da disputa.

Mas agora Genro não está sozinho. O próprio deputado estadual Adão Villaverde, pré-candidato pela mesma corrente de Berzoini e Dirceu, afirmou ontem que “é muito difícil” uma coalizão com o PMDB no Estado. “O PMDB participa do núcleo do governo tucano de Yeda Crusius”, afirmou o parlamentar. “Tudo indica que aqui a saída será ter dois palanques para a ministra Dilma”.

O pré-candidato da corrente Articulação de Esquerda, Ary Vanazzi, disse que o PT “não pode abrir mão” da candidatura própria ao governo do Estado, até para reacender a militância e fortalecer a ministra Dilma na disputa pela Presidência. “O PMDB daqui nunca foi aliado do presidente Lula”, afirmou. De acordo com ele, é “irreal” se pensar em qualquer tipo de apoio do PT ao PMDB no Rio Grande do Sul.

Genro não quis comentar o assunto ontem. Um dos articuladores da pré-candidatura do ministro da Justiça, o ex-prefeito de Bagé, Luis Fernando Mainardi, porém, disse que o PT gaúcho vive uma situação “surreal”, com seu principal nome para 2010, que lidera as pesquisas de intenção de voto, instado pelo presidente nacional do partido a abrir mão da disputa em favor do PMDB. “Os dois partidos sempre estiveram em polos opostos da política no Estado”, comentou.

Para Mainardi, que não vê problemas na existência de dois palanques para Dilma no Estado em 2010, só quem está “absolutamente” alheio ao contexto local pode imaginar uma aliança entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul. “Não existe nenhuma possibilidade de o PT apoiar o PMDB aqui”, reforçou o secretário geral do partido, Carlos Pestana, da corrente Democracia Socialista, que tem cerca de 24% das cadeiras no diretório estadual e já declarou apoio a Genro. Segundo ele, as tendências Rumo Socialista (17% do diretório), PT Amplo (10%) e Esquerda Democrática (8%) também apoiam o ministro da Justiça.

17/04/2009 - 16:19h Os tropeços de um neotucano

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JOSÉ DIRCEU

Goldman escreveu um artigo como “contribuição ao debate ideológico”. Quem esperava ideias frescas e relevantes ficou frustrado

O VICE-GOVERNADOR Alberto Goldman teve publicado nesta Folha, no dia 5, artigo intitulado “Os equívocos do PT” (”Tendências/Debates”). Anunciou seu texto como uma “contribuição ao debate ideológico que a sociedade deve travar em 2010″. Quem esperava ideias frescas e relevantes ficou frustrado.
As palavras do autor são contaminadas e orientadas pelo sectarismo antipetista das elites paulistanas. Vitupera contra um suposto “autoritarismo” de nosso partido, mas caracteriza a disputa em curso como a polarização entre “um projeto de poder de um grupo político”, o do PT, e outro “comprometido com a ampliação dos espaços democráticos e de cidadania”, que atribui a seu próprio partido. Abordagem pouco adequada, convenhamos, para quem deseja ser tratado com respeito e seriedade.
Sua atitude é a de um típico ex-comunista. Esbraveja contra crenças que possuía quando era de esquerda, não se furtando a deformá-las e atribuí-las a terceiros. No caso, ao PT. Não passa de um truque. Sua tentativa de nos insinuar como “defensores de um regime de partido único” ou dos antigos modelos socialistas é uma cortina de fumaça para que possa desfilar suas ideias neoliberais, coisa que faz com o ímpeto próprio de quem paga pedágio à oligarquia para que seja esquecido seu passado.
Todos sabem que a cultura petista forjou-se, entre outros valores, na crítica à experiência política e econômica dos países sob influência soviética. Nosso compromisso com a transformação social a partir dos mecanismos da democracia e da participação popular está na raiz do petismo. Mas sempre fizemos essas críticas sem renunciar ao socialismo como horizonte estratégico, o que irrita Goldman, cuja trajetória parece ter evoluído celeremente do dogma à abjuração.
O autor reage nervoso à recente resolução do diretório nacional de nosso partido, cujo diagnóstico identifica, na crise atual, “uma crise do sistema capitalista como um todo, na forma neoliberal que assumiu nos últimos 30 anos”. Tamanho seu destempero que, no artigo publicado, simplesmente eliminou a parte do texto petista que explica essa frase, dando a entender que o PT aposta suas fichas em políticas irreais e catastrofistas.
Que Goldman não aceite a análise petista sobre a profundidade da crise é um direito que lhe cabe. Aliás, não perdeu a chance de identificá-la como um episódio normal, fruto de “crises cíclicas”, derivada dos “riscos assumidos pelos mercados financeiros e agravada por deficiências na regulamentação de suas atividades”. Tudo não passa, em sua opinião, de um problema de gestão, jamais de sistema e modelo.
Esse seu ponto de vista não é gratuito. O ex-comunista não pode aceitar a ideia de uma crise sistêmica pelo simples motivo de que o PSDB foi e continua sendo defensor desse modelo neoliberal em colapso, delineado pela doutrina privatista que empurrou o mundo para a situação atual.
Não nos esqueçamos de que o país provou desse fel durante os oito anos de governo tucano, marcados pela ruína do Estado, supressão de direitos sociais e econômicos, privataria de patrimônio público na bacia das almas, empobrecimento das camadas populares, desemprego, explosão da dívida e subordinação ao capital internacional.
Goldman esconde dos leitores a herança maldita que significou a passagem de seu partido pelo comando da nação. Éramos um país em crise quando o presidente Lula assumiu: endividado, totalmente dependente do FMI, com todos os índices de produção e emprego em queda, a inflação em alta, o rentismo financeiro dando as cartas na economia. Por essas e outras, os eleitores derrotaram o projeto tucano nas urnas por duas vezes, em 2002 e 2006.
Não fosse a sabedoria política do povo brasileiro e o bloco de forças forjado pelo PT ao redor do presidente Lula, para dar vida a um projeto realista de substituição do modelo herdado do tucanato, o Brasil provavelmente estaria vivendo hoje as mesmas cenas de falência e bancarrota que nos marcaram em outras décadas e crises.
São tantas as omissões e invencionices do artigo que fica logo claro não ser seu objetivo, ao contrário do anunciado, debater um programa de governo para 2010 ou mesmo a crise atual. Trata-se apenas de desqualificar o PT. Seu texto é mera antecipação da mesma campanha sectária e pobre de ideias que o PSDB fez em 2002 e 2006.

JOSÉ DIRCEU DE OLIVEIRA, 63, advogado, é ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República (governo Lula) e ex-presidente do PT. Teve seu mandato de deputado federal pelo PT-SP cassado em 2005.


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