31/10/2009 - 13:29h PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno


Em entrevista à ‘Agência Estado’, deputado conta que PT deve ceder nos Estados e traça um mapa das alianças

Denise Madueño - Agência Estado

Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição

Pablo Valadares/AE – 07/07/2009

Para Genoino, campanha será plebiscitária, entre projeto do governo e da oposição

BRASÍLIA - Com o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT encerrou nesta semana com a pré-candidata Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, a rodada de encontros com a cúpula e as bancadas dos partidos da base em busca de fechar um leque de alianças para a eleição de 2010. Enquanto o PSDB não define seu candidato à sucessão presidencial, Lula e o PT mostram que têm uma estratégia clara e vêm conquistando espaço com os partidos para garantir palanques fortes para Dilma nos Estados. É o que revela o deputado José Genoino (SP), ex-presidente do PT, nesta entrevista à repórter Denise Madueño, da Agência Estado. A prioridade é eleger Dilma e, em nome da aliança nacional em torno de sua candidatura, o PT deve ceder nos Estados e apoiar nomes de partidos aliados, conta Genoino. A segunda meta é para o futuro, em caso de vitória petista. O PT e Lula estão preocupados em eleger um grande número de deputados e de senadores para não correr o risco de ficar sem base de sustentação no Congresso. A intenção é não repetir o governo Lula, que teve que acertar apoios já durante o exercício do mandato, depois das dificuldades que enfrentou com uma base parlamentar frágil. Genoino afirma ser melhor para o partido abrir mão de eleger governadores para, em troca, garantir o domínio no Congresso. Na entrevista a seguir, o petista traça um mapa das alianças eleitorais com o PMDB nos Estados considerados problemáticos.

Agência Estado – Fechado o pré-compromisso com o PMDB, o que avançou até agora nesses dez dias?

José Genoino – O que avançou é que agora nós temos uma diretriz nacional, e é fundamental a aliança com o PMDB. São dois os motivos: o PMDB participa do governo, tem sido um fator de estabilidade e dará palanques fortes e tempo na televisão para Dilma. O PMDB deve compor a chapa majoritária, e para isso nós temos de avançar nos Estados para termos palanques unificados. A existência de mais de um palanque deve ser exceção e não regra. Nós temos de ter uma aliança com palanques estaduais que vá do bloco de esquerda até o centro, que é o PMDB, passando pelo PR.

AE – A ministra Dilma e a cúpula do PT já conversaram com o PR, com o PDT, com o PMDB. É uma tentativa de fazer uma campanha no estilo “nós contra a oposição”, personificada no PSDB, no DEM e no PPS?

Genoino – A campanha deve ser plebiscitária com dois projetos: o liderado por Lula e Dilma e o da aliança demo-tucana. São dois projetos, não tem terceira nem quarta via. Portanto, plebiscitar é o conteúdo da campanha. Esse plebiscito tem de se materializar nos Estados porque a eleição das bancadas de deputados estaduais, deputados federais e de senadores se dá no primeiro turno. Interessa-nos eleger grandes bancadas. Por isso, reafirmo, a prioridade é, primeiro, eleger presidente; em seguida, bancadas fortes e, depois, governadores dentro de uma eleição polarizada nacionalmente.

AE – Por que a preocupação de eleger uma bancada grande de deputados e de senadores é maior do que a de eleger governadores?

Genoino – Em primeiro lugar, pela nossa experiência. Nós temos de ter uma aliança e uma coalizão programática na eleição nacional e manter essa relação com a eleição para o Congresso Nacional. É muito difícil fazer maioria depois da eleição. É melhor construir essa maioria política durante a campanha eleitoral. Então, o importante é, primeiro, eleger bancadas afinadas com o programa da companheira Dilma. A nossa experiência do mandato do presidente Lula mostra a importância de ter uma maioria mais definida na Câmara e no Senado. Nós temos de trabalhar com isso, inclusive mostrar para a população que é importante eleger senadores e deputados.

AE – E a bancada de governadores?

Genoino – No caso de governadores, nós temos de analisar em cada Estado de acordo com quem tem viabilidade e quem pode montar um palanque unificado. O palanque unificado facilita a eleição de deputado e de senador, e nós temos de ter tempo na televisão. Como nós temos um bom governo, precisamos de palanques estaduais e tempo na televisão para falar bem desse governo. Se o PT não tem nome competitivo, deve ceder espaço para os aliados de maneira programática.

AE – A prioridade de eleger grandes bancadas no Congresso já é preventiva ante eventual dificuldade de governar no caso de a ministra Dilma ser eleita?

Genoino – Ter uma boa e grande bancada é importante para garantir a manutenção, com avanços, dos programas do governo Lula. E nós aprendemos e vivemos essa experiência que a governabilidade no Congresso Nacional tem de avançar para uma governabilidade programática. Qual o caminho que nós temos? Fazer alianças em primeiro turno de maneira transparente. Nós temos de ter bancadas mais unidas, tanto na Câmara quanto no Senado, e o PT tem de priorizar isso. Onde o PT tiver chance de eleger senador, é melhor abrir mão de governador.

AE – Para evitar o que aconteceu com o governo Lula, que precisou compor para montar a base?

Genoino – O governo Lula fez uma experiência de governabilidade que viabilizou esse projeto que está mudando o Brasil. Esse caminho que, no fundamental, foi vitorioso, nos indica a necessidade de ter bancadas mais programáticas. Principalmente, porque nós queremos continuar com avanços e nós temos de ter mais unidade no programa que vai eleger deputado e senador.

AE – Se a prioridade é eleger uma grande bancada para dar sustentação ao governo, como será a atuação do PT no caso de o PSDB ganhar a disputa para Presidência da República?

Genoino – Eu quero ganhar a eleição com a Dilma e ter maioria no Congresso Nacional, portanto eu só falo sobre esse cenário.

AE – E se o PT voltar a ser oposição?

Genoino – Eu não discuto essa possibilidade porque estou 100% empenhado em continuar sendo governo e continuar transformando o Brasil.

AE – Como fechar as alianças nos Estados?

Genoino – Para ter palanques estaduais unificados, o PT deve reivindicar a cabeça de chapa onde tiver nome competitivo e onde o PT já está governando. Onde não tiver condições, o PT deve ceder espaço para os partidos aliados, para o PMDB, para o PSB, para o PDT, para o PR. O melhor caminho é fazer essa coalizão no voto, nas urnas e na rua. Nós estamos mostrando nossa candidata, nosso programa e estamos dizendo que vamos eleger a Dilma com essas bancadas de senadores e de deputados porque nós temos de ter maioria no Congresso Nacional.

AE – O deputado Ciro Gomes (PSB-SP), que pretende se candidatar à Presidência, é um problema para a estratégia de campanha plebiscitária?

Genoino – Ciro Gomes é um parceiro, uma pessoa muito importante na defesa do governo Lula e está no nosso projeto. Nós temos de dialogar com o Ciro e com o PSB para ele somar nesse projeto estratégico. O melhor caminho é Ciro formar um grande palanque no Estado de São Paulo, junto com o PT, com o PSB, como PDT, com o PCdoB e com o PR. O PT, abrindo a possibilidade de ter Ciro como candidato ao governo, dará uma grande demonstração de que prioriza a eleição nacional e mostrará que o caminho é eleger uma bancada forte para o Congresso. Defendo uma aliança ampla com Ciro na cabeça de chapa e com Chalita (ex-tucano, o vereador Gabriel Chalita é do PSB) e Mercadante para o Senado.

AE – Como convencer os petistas paulistas a abrirem mão de um candidato próprio ao governo?

Genoino – No debate. Mostrando que o decisivo e o determinante é a aliança nacional. O que contribuir para a aliança nacional o PT dos Estados tem de ceder. Onde o PT não tem viabilidade política eleitoral, nós temos de ceder para os aliados. Em São Paulo, por exemplo, a pré-candidatura de Ciro Gomes conforma um bloco de partidos. O PT pode ter um nome próprio, desde que seja cumprida a condição de esse nome reunir a aliança com os demais partidos, PSB, PCdoB e PDT. O PT sair sozinho em São Paulo é ruim para o projeto nacional de eleger a Dilma.

AE – E no Rio de Janeiro? (A cúpula petista apoia a reeleição de Sérgio Cabral, do PMDB, aliança considerada fundamental para o acordo nacional, mas o prefeito de Nova Iguaçu, o petista Lindberg Farias, se lançou na disputa pelo cargo do peemedebista).

Genoino – Nós temos uma aliança de governo com Sérgio Cabral. Se nós participamos do governo, temos de ajudar a reeleição de Sérgio Cabral, compondo a chapa majoritária com candidatos ao Senado. Se Garotinho (ex-governador do Rio Anthony Garotinho, que está no PR) for candidato a governador, nós não podemos hostilizá-lo nem criticá-lo na medida em que ele é de um partido da base e vai apoiar Dilma. Garotinho não pode se transformar em um adversário nosso. Ele terá autonomia para apoiar a Dilma, e é bom que isso aconteça. Agora, o PT ter candidato próprio no Rio de Janeiro é um grande equívoco. Nós temos um triângulo político do colégio eleitoral: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas. Nós não podemos errar nestes Estados.

AE – O que fazer em Minas Gerais? (São pré-candidatos os ministros das Comunicações, o peemedebista Hélio Costa, e do Desenvolvimento Social, o petista Patrus Ananias, e o petista e ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel).

Genoino – Em Minas, o PT passa por uma disputa interna (Processo de Eleição Direta que vai escolher a nova direção do partido em 22 de novembro) e precisamos esperar o seu resultado. Com o peso de Minas e com a responsabilidade dos protagonistas envolvidos nesta disputa, nós temos de apelar para que haja bom senso e juízo. Os tucanos são fortes em Minas, com Aécio Neves (governador do Estado), e em São Paulo, com José Serra (governador do Estado), e nós não podemos errar. Portanto, a precondição é concretizar a aliança com o PMDB e nós temos de avaliar quem estará na cabeça de chapa.

AE – Qual é o critério para a escolha do candidato em Minas, estar na frente das pesquisas de intenção de voto?

Genoino – O critério é estar na frente da pesquisa. Segundo critério, quem tem melhores condições de ganhar. Terceiro critério, quem soma mais apoio político, aliança e voto para a candidatura nacional. Toda a análise está amarrada na prioridade da eleição nacional com a companheira Dilma, que é o projeto estratégico nosso. Esse projeto estratégico orienta, decide e induz as alianças estaduais.

AE – E na Bahia? (O ministro da Integração Nacional, peemedebista Geddel Vieira Lima, vai disputar com o governador petista Jaques Wagner, que busca reeleição).

Genoino – Na Bahia, se forem dois palanques, nós temos de ter uma relação respeitosa. Onde tiver dois palanques apoiando a Dilma, ela e Lula terão de estar nesses dois palanques.

AE – Pará? (O PMDB do deputado Jader Barbalho está de olho no cargo da governadora petista Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição).

Genoino – No Pará, nos somos governo. O PT tem candidatura e temos de viabilizar a reeleição de Ana Júlia. Para isso, temos de negociar a composição da chapa majoritária, para o Senado. Tanto na Bahia quanto no Pará, nós temos candidatos competitivos.

AE – E em Mato Grosso do Sul? (O governador peemedebista André Puccinelli quer a reeleição, mas o petista e ex-governador Zeca do PT quer concorrer).

Genoino – O PT tem de fazer uma discussão nacional com o PT de Mato Grosso do Sul e buscar uma negociação com o PMDB. O PT não deve ficar sozinho na disputa nesse Estado. Se o PT quer reeleger um governador em Estado que está governando e quer o apoio do PMDB, o mesmo deve acontecer no inverso. O PMDB em Mato Grosso do Sul tem governador e está nos chamando para apoiá-lo, como chamamos os peemedebistas do Pará e da Bahia. O PT tem de ser mais flexível e fazer uma aliança com (André) Puccinelli.

AE – Ceder nesse caso?

Genoino – É. Qual o critério que estou defendendo? O partido tem governador, é um nome competitivo e apoia Dilma? O raciocínio serve em todos os Estados. É uma boa aliança para o PT apoiar Puccinelli e priorizar a composição para o Senado.

AE – Em quais Estados o PT já considera inviável o acordo com o PMDB?

Genoino – São Paulo, Acre, Rio Grande do Sul, que já têm definições em curso. Agora, em outros Estados com problemas, devemos criar o consenso processual. Unir o possível e deixar algumas questões para depois. Vamos construindo o acordo.

AE – Um eventual governo de Dilma será mais petista do que o de Lula, que tem o perfil mais conciliador?

Genoino – O Lula é petista, e o PT é lulista. Essa tentativa de tratar o Lula separado ou diferente do PT é de marqueteiro que não conhece a história do PT nesses quase 30 anos. São cinco elementos que constroem essa maioria: Lula, PT, movimento social, governo e alianças. Isso nos dá condição de construir maioria. O PT é um elemento central para a campanha da Dilma, porque as alianças serão costuradas pelo PT no plano nacional e em cada Estado. O PT será uma força central na governabilidade do próximo período. Por isso, temos de definir alianças para a Câmara e para o Senado.

20/10/2009 - 10:55h Petistas defendem candidatura própria em SP

Partidos: Deputados querem que prefeito de Osasco lance manifesto para oficializar sua intenção de candidatar-se

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Luciano Máximo, de São Paulo – VALOR

Menos de uma semana depois de a Executiva Estadual do PT decidir que os pré-candidatos do partido ao governo de São Paulo em 2010 terão que ser formalmente indicados por pelo menos 1% dos 297 mil petistas paulistas, um grupo de prefeitos, vereadores e deputados estaduais e federais da legenda resolveram defender o atual prefeito de Osasco, Emídio de Souza, como o concorrente do PT ao Palácio dos Bandeirantes no ano que vem.

Essa diretriz, defendida por caciques petistas de São Paulo, como os deputados federais João Paulo Cunha, José Genoino, José Mentor, Cândido Vaccarezza (líder do PT na Câmara dos Deputados) e Devanir Ribeiro, visa a fortalecer a ala do partido que insiste em ter um nome para a disputa no ano que vem em caso de eventual “desidratação” de Ciro Gomes (PSB-CE) na corrida presidencial e, sobretudo, “tirar o PT da letargia no Estado”, governado pelo PSDB desde 1995.

“A candidatura do Emídio é muito bem-vinda pela sua história eleitoral, sua proximidade ao presidente Lula e sua posição (política) similar à da Dilma [Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República]“, disse João Paulo Cunha, durante reunião fechada, realizada ontem à noite em um hotel de São Paulo.

Os presentes ao encontro decidiram que, nos próximos dias, o prefeito de Osasco apresentará uma carta-manifesto oficializando sua intenção de ser o candidato do partido ao governo do Estado. “Essa história de pegar uma lista com assinatura de 1% dos filiados para escolher os pré-candidatos é uma bobagem”, criticou Cunha, reforçando que é preciso agir rápido e envolver o presidente Lula na decisão. “É preciso fazer chegar essa carta ao Palácio do Planalto. Se o Lula demora, se o Ciro demora [para tomar decisão sobre o candidato para São Paulo em harmonia com o projeto nacional de sucessão presidencial] a situação pode ficar vencida.” José Genoino também cobrou participação do presidente. “Fomos tão generosos com o projeto [sucessório] dirigido por Lula e pela Dilma, que um pacto em São Paulo vai mostrar que o PT vai para a briga, vai para a guerra”, afirmou Genoino.

Durante a reunião, outros nomes, como o do deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) e o do ministro da Educação, Fernando Haddad, foram cogitados para a disputa ao governo paulista, mas ficou acertado o apoio a Emídio, que tem preferência de 1/3 dos prefeitos da base aliada petista no Estado e 15 deputados estaduais.

A linha do discurso do prefeito de Osasco foi a de formação de uma frente forte do PT e que também privilegie a sucessão presidencial. “Vamos buscar alianças com PSB, PR, PDT, PCdoB e meu nome vai ser colocado priorizando o projeto nacional”. Apesar de se declarar candidato a governador em 2010, Emídio disse que aceitaria ser vice de Ciro, caso o cearense desista da corrida presidencial. “Achamos que PSB e PT têm que estar juntos. Pode ser que a candidatura do Ciro tenha alguma desidratação nacional, já que ele não está conseguindo alianças. Se ele cair muito nas pesquisas fortalece a ideia de ele vir para São Paulo. Não vamos opor resistência”, revelou Emídio.

Formado em Direito, Emídio Pereira de Souza elegeu-se vereador em Osasco em 1988, e foi reeleito nas eleições em 1992 e 1996. Em 2000, lançou candidatura à prefeitura da cidade, mas perdeu a disputa para Celso Giglio. Em 2002, foi eleito deputado estadual e, em 2004, venceu Giglio em nova disputa à prefeitura. Foi reeleito no primeiro turno há quatro anos.

26/07/2009 - 12:28h Petistas anunciam em Mauá pré-candidatura de Dilma

Miriam Gimenes do Diário do Grande ABC

Agora é pra valer: a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff será apresentada pela primeira vez à militância petista como pré-candidata à sucessão presidencial de 2010. O esperado evento acontecerá no dia 8, em São Paulo, no encontro que fecha o ciclo da caravanas promovidas pela sigla no estado. Mauá foi a penúltima cidade a receber a edição. A reunião, que ocorreu no sábado, contou com cerca de 850 pessoas. Embora Dilma não tenha ocupado cargo eletivo, os petistas do Grande ABC não pouparam elogios a escolhida de Lula. Uma de suas maiores defensoras foi a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, que ressaltou a ousadia do partido em lançar uma candidata mulher para presidência. “E a Dilma não é qualquer mulher, ela é muito especial. Ela tem um grande trabalho a apresentar.”

O deputado federal José Genoíno engrossou o coro e convocou a militância presente a apoiar o plano de política nacional da legenda. “O PT tem de construir palanque em todos os estados para ajudar a levantar a candidatura de Dilma.”

O membro da executiva estadual e candidato derrotado à Prefeitura de Rio Grande da Serra, Carlos Augusto César, o Cafú, afirmou que Marta foi a responsável por disseminar a candidatura de Dilma em quase todas as Caravanas que percorreram São Paulo neste ano.

Presentes no evento, o senador Eduardo Suplicy, o deputado estadual e líder de governo na Assembleia Rui Falcão e o presidente do diretório estadual Edinho Silva também discursaram sobre a importância de unir a sigla em torno da candidatura da ministra.

Além de discutirem a situação política do partido, as caravanas propostas pelo PT apontaram diretrizes para as eleições do próximo ano, debatendo, inclusive, o virtual candidato ao governo do estado.

Estado – Enquanto a escolha para sucessão de Lula já está certa, o impasse em relação ao melhor nome para o governo do estado continua.

A meta, segundo o presidente estadual Edinho Silva, é definir o plano de governo, junto com os partidos aliados. “Só daí teremos como saber qual o candidato que mais se encaixa no perfil.”

Questionada se faria uma dobradinha feminina no próximo ano, Marta Suplicy preferiu deixar a escolha a cargo do presidente Lula. “A guerra tem general e é ele que tem de assinalar qual é a estratégia. Eu sou apenas um soldado que obedece o general.”