27/07/2008 - 12:16h Ótimo sonho dos jovens brasileiros começou a ser realidade, mas exigirá ainda muita luta

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realidade

A economia soterrou o sonho

JOVENS BUSCAM ATENDER NECESSIDADES BÁSICAS, COMO EMPREGO, ESTUDO E CASA PRÓPRIA

[por Vinicius Torres Freire, colunista da Folha]

Com o que sonha um jovem brasileiro? As respostas que moças e rapazes deram ao Datafolha dão a impressão de que a palavra “sonho” suscita neles mais o desejo de tratar de inquietações cotidianas, imediatas e previsíveis para cada faixa de idade. Ou de que talvez ainda seja mesmo um sonho, um devaneio esperançoso, tornar-se um profissional formado num país em que é muito minoritário o número de pessoas que se formam em faculdades.
O “maior sonho” dos jovens ouvidos pelo Datafolha é “trabalhar/formar-se” numa profissão (18%). Ter uma casa, terminar os estudos e fazer família são as outras aspirações maiores.
“Sucesso profissional/na carreira” ou apenas ter um bom emprego (fixo, com carteira, numa boa empresa, com bom salário) ocupam o segundo lugar dos maiores sonhos dos brasileiros entre 16 e 25 anos, com 15% das respostas. Para 7%, o sonho maior é fazer faculdade.
Em suma, pois, para 40% dos jovens, o sonho maior é resolver uma ansiedade compreensível e convencional para a idade -e, provavelmente, não só para essa idade: cuidar da vida, encontrar um lugar ao sol, ter um emprego decente e definir sua identidade por meio do trabalho de que gosta.
Os mais jovens, de 16 e 17, previsivelmente, sonham em se formar em determinada profissão: é o “maior sonho” para 34% deles. Para os mais adultos, de 22 a 25 anos, a resposta deriva mais para a realização profissional, “sonho maior” para 17% dos entrevistados.
Porém, para a faixa de 22 a 25 anos, a resposta mais freqüente é “ter casa/uma boa casa” (22%). No caso das moças de 22 a 25, esse é o sonho maior para 28% (16% no caso dos rapazes); para quem tem filhos, é o sonho maior de 30%. Constituir uma família e cuidar bem dela é o maior sonho para 10% dos entrevistados.
As moças mais jovens se preocupam muito mais com a educação de si próprias que os rapazes. “Fazer faculdade/terminar os estudos” é o maior sonho de 20% das meninas de 16, 17 anos e para 9% dos meninos.
A diferença de prioridades parece refletida em outra parte da pesquisa, na qual se registra a impressionante e deprimente estatística sobre o desempenho escolar: 54% dos jovens já repetiram o ano (dos que ainda estão no ensino fundamental, 76% já foram reprovados). E os números são ainda piores para os rapazes -63% deles repetiram o ano ao menos uma vez, contra 46% das mulheres.
Como contraponto, “ficar rico/ter dinheiro/comprar coisas” é o sonho maior para 13% dos rapazes, mas para apenas 5% das moças.
Os sonhos variam pouco entre as classes de renda, educação ou região onde moram os entrevistados. Os mais pobres sonham um pouco mais em ter casa; os mais instruídos sonham um pouco mais com realização profissional.

27/07/2008 - 11:56h Jovem era careta nos loucos anos 60

Foto de passeata nos anos 60 com cartaz do Ziraldo: Vai calar a boca da mmm...

“Eva Tudor, Tônia, Eva Wilma, Leila, Odete e Norma, mulheres do meu tempo, liderando uma passeata em 1968.
Minha maior produção são os cartazes de protesto, da retomada dos sindicatos (as famosas Chapas Dois), dos shows estudantis, as camisetas, as marcas e slogans políticos que fiz às centenas, em preto e branco, durante vinte anos que se perdem por aí.
Essa foto resgata um deles: um símbolo para mim.” Portal do Ziraldo

Caderno especial Folha de São Paulo

Quase se estava entrando no ano mítico de 1968 -era setembro de 1967- e a também mítica revista “Realidade”, hoje extinta, publicou um perfi l inédito da juventude brasileira. Foi uma ótima oportunidade para mostrar que aqueles tempos fabulosos, de heróis revolucionários com suas mocinhas emancipadas, eram isso mesmo: tempos fabulosos. A pesquisa, feita com mil brasileiros entre 15 e 24 anos, mostrou que a juventude real estava a anos-luz daquela que queria tomar o poder.

Foi pedido que os entrevistados completassem a frase “você considera a virgindade de sua futura esposa ou marido….”; 44% disseram ser “essencial”. Outros 21%, desejável. Só 13% a consideraram “desnecessária”. Mas os defensores do amor livre estavam lá: para 4%, a virgindade era “prejudicial”.

O Brasil vivia sob uma ditadura. Mesmo assim, 44% dos entrevistados se consideravam “a favor” do governo. E, se você acha que todo “brotinho” era “moderno”, saiba que 3 em cada 4 entrevistados achavam que a mulher não deveria trabalhar.

Em 1968, durante um festival, Caetano Veloso e Gilberto Gil apresentaram a música “É Proibido Proibir”. Vaiado, Caetano reagiu perguntando: “Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?” Não era, como mostrou a pesquisa da “Realidade”. (LAURA CAPRIGLIONE, DA REPORTAGEM LOCAL)

16/05/2008 - 11:02h Nota roxa, de vergonha

O titulo acima e o começo do editorial do jornal AGORA SP, do grupo Folha, são contundentes:


“O aluno que vem com 4 no boletim tirou nota vermelha. Se a nota é 2, de tão vermelha ficou roxa.

Já quando uma rede inteira tira nota 1,4, todo mundo que tem responsabilidade na educação, a começar das autoridades, deveria fica roxo. De vergonha.

Essa foi a nota, dada pela Secretaria Estadual da Educação, ao desempenho da sua rede de ensino médio: 1,41, numa escala que vai até 10.

O índice foi obtido com base nas notas do Saresp -provas aplicadas nos estudantes da rede- e na taxa de aprovação dos alunos. Chama-se Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).

O Idesp da 8ª série do ensino fundamental foi 2,54. O da 4ª série chegou a 3,23. Ou seja, a qualidade da educação é sofrível em todas as etapas, mas piora nas séries mais altas e fica próxima de zero no fim do ensino médio.(…)”

Reproduzi acima a primeira parte do editorial do jornal AGORA. É a que constata os resultados do Idesp. Com clareza o editorial diz que as autoridades deveriam ficar “roxas, de vergonha”.

Os resultados do idesp concernem todas as escolas estaduais no Estado de São Paulo, mas como informa o Estadão: Mais da metade de todas as escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias do Índice de Desenvolvimento de São Paulo (Idesp) no Estado. No ensino médio, a situação é mais alarmante, já que 57% das escolas não atingiram o Idesp 1,41, numa escala de 0 a 10. No ciclo de 1º a 4 ª séries, 55% não chegam a 3,23 e, entre estabelecimentos de 5ª a 8ª, 50% estão abaixo de 2,54.”

Os alunos que concluem hoje a secundaria, ingressaram na escola primária é as autoridades na época já eram dirigentes do PSDB (foram governadores Covas, Alckmin e Serra, um após outro, todos do PSDB). As crianças fizeram tudo o percurso baixo governos estaduais do PSDB. Durante 8 anos desse percurso, não só o governo estadual era dominado pelo PSDB, mas o Brasil inteiro era governado por FHC do PSDB (juntos com os atuais Demos).

Vocês não pensam que Alckmin, Serra e FHC devem explicações ao povo e a juventude de São Paulo?

A mídia não deveria entrevistá-los só para falar de educação e explicar o que foi errado? onde eles erraram?

Esta questão não deveria ser objeto de debate nacional? A mídia não estaria dando uma grande contribuição se pautasse a discussão destes resultados com os principais responsáveis do desastre. Ou impunemente, os que governaram e governam o Estado de São Paulo, poderão continuar a pretender, que sabem administrar.

Cadê o famoso “gerentão”?

Não se pode passar sob silêncio esse verdadeiro genocídio educacional da juventude no Estado. Não estamos falando de tapioca.

Luis Favre

12/05/2008 - 17:20h L’année 1968 en photographies

A Saïgon, le 1er février 1968, alors que débute “l’offensive du Têt”, le chef de la police sud-vietnamienne exécute d’une balle dans la tête un officier communiste. Cette photo vaut à son auteur, Eddie Adams, le prix Pulitzer.

Le 31 janvier 1968, la nuit du Nouvel An lunaire, les soldats nord-vietnamiens communistes du Front national de libération se lancent à l’assaut des villes du Sud-Vietnam et encerclent les principales bases américaines à Huê et Khe Sanh. C’est un échec militaire pour le FNL, mais une victoire politique. Les Américains se rendent compte qu’une victoire rapide au Vietnam est hors de portée.

(more…)

12/05/2008 - 08:41h Maio 68: Um ano que continua a resistir a qualquer teoria ou interpretação

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No campo da memória, cada pessoa colore os eventos de Maio de 68 com os próprios pincéis

Gilles Lapouge - O Estado de São Paulo

Estamos em maio, esse belo mês, com sua suave luminosidade, os lírios do campo, o verde, as rosas e, como acontece a cada dez anos, as comemorações do Maio de 68, as amplas revoltas estudantis que não conseguiram demolir o governo francês mais poderoso e mais respeitável do século, o governo do general De Gaulle.

Nenhuma cerimônia de aniversário, mas muitas reuniões, artigos, livros, um “espírito da época”. Por que tantos discursos? Em primeiro lugar, porque 40 anos se passaram. Um lapso de tempo que dá àqueles eventos um “ar histórico”.

Além disso, o presidente Nicolas Sarkozy, quando ainda era um homem “glorioso” e não um “ineficaz” (ou seja, há um ano), definiu-se como “o homem que ia liquidar Maio de 68”. Bravo Nicolas! (alguns meses depois, Sarkozy casou-se com uma espécie de ressurreição dos estudantes de Maio de 68, a bela Carla Bruni, “queridinha” da “esquerda festiva”, superlativamente).

E, de novo, percebe-se que Maio de 68 continua rebelde a todas as interpretações, teorias e recuperações. Cada um colore Maio de 68 com os próprios pincéis, com cores que, segundo o caso, são ou anarquistas, ou festivas, utópicas, tirânicas, sexuais, dirigistas, individualistas, comunitárias, etc.

mai68.jpgMaio de 68 é um episódio incompreensível sobre o qual todos os modelos apenas resvalam. Mesmo com 40 anos de distância, ninguém sabe realmente o que foi exatamente. É um “objeto histórico não identificado”, não identificável; não se parece com nada. E nada do que se faz ou do que se pensa hoje poderia se dizer que é um eco, um reflexo, mesmo deformado, de Maio de 68.

Por exemplo, hoje, nesta primavera de 2008, as ruas de Paris ferveram, com alunos, estudantes, professores, gritando. Imediatamente, os jornais evocaram uma espécie de “prolongamento” ou um obscuro “retorno” de Maio de 68. Ora, basta ouvir os slogans gritados hoje para compreender que são antípodas daqueles de 68.

Em Maio de 68, os estudantes se manifestaram contra a disciplina, contra os mestres que impunham uma ordem austera, contra as faculdades onde os professores, os “mandarins”, davam seus cursos em toga e arminho. Maio de 68 queria, ao contrário, que as obrigações e as lições desaparecessem, que os exames fossem abolidos, que os professores se recolhessem no seu canto, que as idéias se fizessem sozinhas, por partenogênese, por qualquer um e por todo o mundo.

Em 2008, os netos dos magníficos doidivanas de 68 são sérios como cardeais. Invadem a rua para reclamar o contrário da liberdade cara a seus “jovens avós” de 1968: eles querem mais professores, mais lições para “decorar”, mais disciplina, mais exames, mais seriedade.

Os manifestantes de 68 eram alegres como as borboletas, os loucos, os malabaristas. Os de 2008 são circunspectos, angustiados. Têm medo de seus estudos, da profissão que não vão encontrar, da sociedade macilenta que os aguarda.

Salvo alguns casos um pouco patológicos, os estudantes de 2008 não falam em revolução, mas de ordem, regulamentos. Empreendem um combate corporativista, sem jamais questionar as estruturas da sociedade presente. Querem apenas melhorar as engrenagens e, sobretudo, que os mestres os façam trabalhar, que os preparem para a sua futura inserção, sem dramas, na sociedade liberal.

Em Maio de 68, o termo “revolução” estava em todas as bocas. E cada grupo desse “conjunto em fusão”, como disse Sartre, produzia o próprio modelo de revolução. Cada um tentava trazer novamente à tona uma antiga revolução fracassada ou subvertida.

Era a “tomada da Bastilha” em 1789, Lenin dançando na neve de Moscou em 1905 durante a revolução bolchevique (fracassada), ou a Comuna de Paris (anarquista) em 1871, a revolução literária do surrealismo em 1920, ou mesmo a revolução de Mao Tsé-tung.

Por isso, houve tantas barricadas nas ruas de Paris: como os estudantes souberam que, em julho de 1848, e na primavera de 1871, os insurgentes erigiram barricadas com paralelepípedos, resolveram fazer a mesma coisa, numa imitação um tanto supersticiosa e nostálgica, atirando-os contra os pobres policiais.

http://www.mtholyoke.edu/~cjpulver/mai-68/mai68.jpg

Mas, mesmo quando invocavam esta ou aquela antiga revolução, torciam o seu sentido. Era uma referência mais “literária” do que “política”. Maio de 68 não pretendia tanto repensar a sociedade, mas mudar a visão do mundo, inventar uma nova filosofia. Os estudantes apostavam que, após a sua revolução, uma outra sociedade, como nunca houve até então na história, aliás bastante imprecisa, seria construída com base naquela nova visão do homem.

Por isso, a herança mais concreta de 1968 se inscreve menos no âmbito da política e mais no campo dos costumes, quase da filosofia. A primeira centelha de Maio de 68 não foi uma reivindicação financeira ou de uma alternativa à sociedade capitalista: foi um pedido apresentado pelos estudantes para se permitir que os rapazes fossem ao quarto das meninas no campus da universidade de Nanterre.

E o mesmo para convidar os professores das faculdades a sacudirem a poeira na qual dormitavam há dois séculos, a virem se juntar à “modernidade”. Pouco tempo depois de Maio de 68, assistimos a um espetáculo extraordinário: um professor chegou à sala de aula em “jeans” (da marca Lévi Strauss 501, aliás impecável), na faculdade revolucionária de Vincennes. Era o grande lingüista americano Noam Chomsky.

Inútil dizer que as mudanças desencadeadas por Maio de 68 em relação aos costumes, no cotidiano, na “visão do mundo”, são uma das maiores heranças desse mês extraordinário: a permissão de as mulheres usarem calças compridas, a fraternidade, a simplicidade, a liberação sexual, o direito ao aborto, o reconhecimento dos casais homossexuais, tudo isso foi efeito direto, às vezes tardio, de 68.

Com os dias passando, esse movimento lúdico constatou com espanto que aquela agitação se comunicava por si só: de amigo para amigo, ela foi para outras universidades e depois passou para a França inteira e foi além. Os estudantes viram que, sem que fosse aquele o objetivo, tinham adquirido um enorme contrapoder que fez vacilar o majestoso e brilhante general De Gaulle.

A palavra até então acorrentada se soltou, como louca, meio embriagada. Todo mundo falava com todo mundo. As barreiras sociais, cívicas, educacionais, geracionais, os códigos glaciais de comportamento, tudo desmoronou… Paris falava, falava, como um ébrio. Falava-se qualquer coisa, uma profusão de besteiras e algumas idéias inspiradas.

Com o passar do tempo, conceitos mais nitidamente políticos se insinuaram, tanto mais que o movimento se ampliou de tal maneira que contagiou outras classes, além da estudantil: operários, patrões, médicos, cineastas, todo o mundo. O movimento, ao crescer, se politizou.

E desse segundo capítulo, mais político, o que restou? Aparentemente nada. A sociedade se reconstituiu com seus altos edifícios, suas cidadelas, seus softwares. Ela se desenvolveu ao contrário das esperanças de 68, com Reagan, Thatcher, a ordem moral, etc…

Mas, na realidade, assim mesmo Maio de 68 se inscreveu na “política”. Para mim, um dos momentos mais bizarros dessas jornadas bizarras foi o grande desfile organizado no coração de Paris, em torno da praça Denfert-Rochereau.

Era um início de tarde. Nessa praça há uma estátua de um grande leão de bronze. Os manifestantes afluem de todas as partes, em grupos distintos: libertários, poetas, comunistas, vândalos, maoístas, arruaceiros, anarquistas, tipos divertidos.

Um jovem escala a estátua do leão. É um ruivo. Chama-se Daniel Cohn-Bendit. Parece um duende. É ele quem vai organizar o imenso cortejo. Com um megafone, chama os diferentes grupos: libertários, “fourieristas”, trotskistas, etc. E termina, gritando: “… e a crápula stalinista, no fim do cortejo!” Nesse dia, alguma coisa se passou no fundo das consciências. Maio de 68 permitia à juventude, pela primeira vez e solenemente, ser ao mesmo tempo “de esquerda” (pois Maio de 68 foi um movimento de esquerda) e, no entanto, ferozmente anti-stalinista, anticomunista, anti-soviética.

Não vamos dizer que Maio de 68 prefigurou os tremores de terra que se verificaram 20 anos depois e que derrubaram a fortaleza soviética. Pelo menos, precisamos reconhecer que, nessa ocasião, esses revoltosos, um pouco loucos e um pouco infantis, de Maio de 68, alguns dias antes de serem rechaçados ao seu silêncio pelo retorno triunfal de De Gaulle, pressentiram os enormes abalos que se seguiram, do arquipélago de Gulag às pregações do papa João Paulo II, da glasnost de Gorbachev às revoltas, também corajosas e grandiosas, das populações de Varsóvia ou de Berlim Oriental, cujo resultado seria a morte do comunismo, nos anos 90.

11/05/2008 - 13:58h Maio 68: A revolução que não houve… e mudou tudo

Talvez a geração de 1968 não tenha chegado aonde queria, mas mesmo assim deixou suas marcas na História, o que é uma outra maneira de vencer

 

Le 13 mai 1968
A manifestação do 13 maio 1968. A greve geral começou

Luiz Zanin Oricchio - O Estado de São Paulo

O número de adjetivos opostos que se podem aplicar a 1968 é praticamente inesgotável. Diz-se que foi o último suspiro do espírito coletivo, mas preparou o caminho para o individualismo contemporâneo. 68 falou em paz e amor mas teria praticado a guerra e levado à aventura da luta armada. Foi em essência anticapitalista e de esquerda, mas teria preparado terreno para o capitalismo global e consumista do mundo de hoje. Esse ano mítico, que teve seu epicentro em Paris durante o mês de maio, desperta até hoje reações e opiniões contraditórias, com pouco acordo possível entre elas. Tanto assim que, a cada dez anos, nos sentimos convocados a fazer reavaliações sobre tudo aquilo que aconteceu durante os 12 meses especiais de uma década toda particular. Foi um avanço? Um recuo? Uma aceleração da História? Símbolo da luta contra os autoritarismos, ou, pelo contrário, o mais radical e intolerante dos anos? Tudo cabe em 68. Ou quase tudo.

Revendications salariales

E por quê? Porque, provavelmente, cada um projeta sobre 1968 o que bem entende, segundo suas inclinações pessoais (políticas, ideológicas, e mesmo psicológicas). Por exemplo, quem apoiava o general De Gaulle na França, ou o governo militar no Brasil, tem poucos motivos para lembrar com carinho de 1968. Já quem, mesmo após a queda do Muro de Berlim, conserva o coração à esquerda, pode evocar 68 como uma espécie de idade de ouro da contestação. Quem ama a ordem acima de todas as coisas vê poucos motivos para admirar uma época em que tudo era questionado e posto de pernas para o ar. Quem prefere a instabilidade à injustiça lança outro olhar sobre o mesmo período. Espíritos clássicos tendem a evitar sobressaltos. Românticos os toleram melhor. E assim por diante. Nossa atitude em relação a 68 diz muito a respeito de quem somos.

Les salariés ne sont pas à vendre

No entanto, apesar desse subjetivismo de julgamento (o passado muda segundo os olhos que o enxergam), 1968 pode ser visto como um conjunto de fatos bem definido e que envolve uma efervescência fora do comum da juventude, sobretudo universitária. Fala-se muito em Paris e nas barricadas do Quartier Latin, mas as revoltas pipocaram em toda parte. No arco de alguns meses, os distúrbios passaram por Paris, Praga, Cidade do México, San Francisco, Varsóvia, Rio, São Paulo e outras cidades. O mundo parecia revirado pelo avesso e nenhuma das venerandas instituições ficou ao abrigo de petardos, morais ou físicos - Estado, Família, Igreja, Exército, Polícia, Educação, Partido. Tudo podia e devia ser contestado - e essa era a palavra de ordem comum.

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Contestado em nome de quê? De um bem tão concreto quanto abstrato chamado liberdade. Se em Paris exigia-se o fim de um governo de velhos, em Varsóvia e Praga o alvo era o stalinismo. Praga vivia a sua primavera particular, sob o governo de Alexander Dubcek e sua proposta de socialismo com rosto humano. No Brasil, o alvo era bem visível - o governo militar, instalado quatro anos antes. Aqui, a tensão teve seu ponto alto após o assassinato do estudante Edson Luiz, e na posterior Passeata dos Cem Mil, que reuniu universitários, intelectuais, artistas e padres no centro do Rio. As manifestações se sucederam e o enfrentamento atingiu o clímax em São Paulo na luta entre os estudantes da USP e os do Mackenzie, que ocupavam lados opostos na ideologia e nas calçadas da Rua Maria Antônia. O conflito deixou um morto, um rastro de destruição e posições cada vez mais radicais de lado a lado. Dez dias depois, ‘caía’ o clandestino 30º Congresso da UNE em Ibiúna e as principais lideranças estudantis eram presas. O desfecho do ano rebelde brasileiro veio na forma de um radical fechamento do governo militar com o AI-5, decretado a 13 de dezembro, data que marca o fim de 1968 no País.

A vaga de 68 (porque, de fato, foi uma onda) mostra contornos particulares em cada país onde se quebrou. Nem poderia ter sido diferente, dada a diversidade de condições entre Praga e São Paulo, Paris e Cidade do México, por exemplo. Mas havia um aspecto comum. As lutas de 68 foram sempre antiautoritárias. Quer fosse um governo democrático mas sentido como ‘antiquado’, quer fosse uma ditadura militar ou a opressão de um império comunista - e lá estavam os jovens para se opor e, nas ruas, mostrar seu inconformismo.

Foi também uma época de invenções, que se multiplicavam sob a forma de frases, grafites, músicas, filmes, teatro, performances. A idéia era que tudo deveria ser jovem e ‘novo’, uma ideologia, na verdade, dos anos 60 mas que, como todas, em 68 se intensifica. Experimentou-se, em arte e na vida, como poucas vezes antes. Aliás, arte e vida passaram a ser tratadas como se fossem uma só. Viver artisticamente - essa era uma das utopias. Criar na rua, enquanto se vive. Abolir limites entre agir e pensar. Precisava-se mudar a sociedade, como queria Marx, e mudar a vida, como desejava Rimbaud.

Se isso não era possível na prática, parecia bem tangível no desejo. Por isso, 68 foi uma época de entrega generosa, pois sentia-se que todas as possibilidades estavam abertas. E, também por isso, viveu-se um voluntarismo que às vezes beirava a insanidade.

Como para mostrar que existe um abismo entre o desejo e sua realização, todas essas lutas terminaram, do ponto de vista prático, em derrotas inquestionáveis. No Brasil, o AI-5; na França, a volta de De Gaulle; em Praga, os tanques soviéticos; no México, o massacre da praça Tlatelolco; nos EUA, a eleição de Nixon, etc..

No entanto, do aparente fracasso, muita coisa ficou. Talvez mais no campo comportamental que no político. Apesar de a grande maioria das lideranças estudantis serem masculinas, deu-se um impulso vital ao feminismo e à igualdade entre os sexos. O autoritarismo foi questionado e cedeu em diversos níveis, nas famílias e nas escolas. Mesmo em instituições fechadas, como hospitais psiquiátricos, passou-se a questionar o ‘lugar do poder’ com os movimentos antimanicomiais. A ordem era duvidar de tudo e o argumento de autoridade perdeu a razão de ser.

Quando se relembra a cronologia de 1968, pode-se perguntar como tanta coisa pôde acontecer em tão pouco tempo. Vivia-se como numa febre, em estado de exaltação permanente. Uma espécie de embriaguez política e cultural, que não deixou de fabricar a sua própria ressaca. O day after de 68 foi menos ameno em algumas praças do que em outras. Se o voluntarismo se associa à crença de que os métodos violentos devem ser empregados em algumas circunstâncias históricas, então 68 pode estar na origem das lutas armadas que ocorreram na América do Sul e na Europa. No Brasil, o AI-5 fechou as válvulas de escape da política e abriu caminho para as tentações da ação direta, que já existiam de forma embrionária (a guerrilha do Caparaó é de 1966). A Itália e a Alemanha tiveram de enfrentar grupos armados como as Brigadas Vermelhas e a Baader-Meinhoff. E o fizeram sem abdicar das liberdades democráticas, é bom que se diga.

Outro ’subproduto’ de 68, a apologia das drogas como forma de expansão da consciência, deve ser relativizado. Quem viveu aquele tempo sabe que as esquerdas brasileiras eram em geral muito ‘caretas’ a esse respeito. As drogas circulavam mais na cultura 68 americana que nas outras. Depois sim, espalhou-se para outros países e generalizou-se nos anos 70. A droga foi mitificada como a chave para as portas da percepção (lembrando que o livro de Aldous Huxley, com esse título, é de 1954) e o seu potencial destrutivo e as implicações sociais quando ligadas ao crime organizado não eram percebidos ainda.

Talvez por tudo isso, mas também por propor uma sociedade menos hierarquizada em todos os níveis, 1968 seja permanente má referência para conservadores. Não por acaso, o atual presidente francês Nicolas Sarkozy, durante a campanha eleitoral, afirmou que havia chegado a hora de enterrar de vez o legado de 68. Responsabilizou o maio parisiense por um sem número de males como a confusão entre o bem e o mal, o verdadeiro e o falso, o belo e o feio. Disse até mesmo que 68 havia promovido o culto ao dinheiro, à especulação e ao lucro fácil. Só faltou culpar 68 pela cabeçada de Zidane em Materazzi. No entanto, em pesquisa da revista Le Nouvel Observateur, a maior parte dos seus compatriotas sustenta o contrário. A imensa maioria (77%) afirma que em 68 teria ficado com os estudantes e apenas 14% ao lado das forças da ordem. Os franceses entendem que 68 teve efeitos positivos sobre vários aspectos da vida social como a repartição de tarefas entre homens e mulheres, os direitos sindicais, a sexualidade, relações entre pais e filhos, costumes, a vida política, a relação entre professores e alunos.

Seja como for, parece que durante 1968 a História pisou fundo e acelerou. Em ritmo febril, muitas lutas foram perdidas e outras ganhas, num balanço ainda por fazer. Por isso, voltamos a 68 a cada data redonda. Dez anos atrás, a mesma revista Le Nouvel Observateur revisitava a primavera parisiense com um título que talvez a defina muito bem: ‘La fausse révolution qui a tout changé.’ A falsa revolução que tudo mudou.

Em 1968, nos jogos no Mexico, dois atletas norte-americanos Tommie Smith et John Carlos levantam o punho fechado durante a entrega das medalhas

07/05/2008 - 16:59h Superhéroes como cultura

El Met abrió una exposición que muestra la influencia de los personajes del cómic y el cine en la moda contemporánea y en la vida moderna

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adncultura*com

NUEVA YORK- La metamorfosis del cuerpo por la vestimenta es una ambición constante de los creadores y una exposición presenta a partir de este miércoles en el Museo Metropolitano de Nueva York la influencia de los superhéroes de las historietas y el cine sobre la moda contemporánea.

“Superhéroes: Moda y Fantasía” es el título de una muestra que estará abierta al público desde mañana hasta el primero de septiembre, y en la que se exponen 60 trajes procedentes de las grandes versiones cinematográficas realizadas por Hollywood sobre los grandes héroes del cómic, además de futuristas diseños de creadores como Armani, Thierry Mugler o Jean-Paul Gaultier.

El siglo XX ha visto emerger generaciones de diseñadores de moda inspirados de una u otra forma por Superman, Spider-Man o el Capitán América, esos justicieros con cuerpos perfectos y eterna juventud que logran hazañas no bien abandonan su identidad banal, visten sus trajes, vuelan y derrotan al enemigo.

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Desde el traje azul y rojo de “Superman”, el primer superhéroe, surgido en 1938 de la imaginación y la pluma de Jerry Spiegel y Joe Shuster, y la imagen en la que se han mirado todos los posteriores, hasta el metalizado traje que ha llevado Robert Downey Jr. en la supertaquillera “Iron Man”, la exposición se divide en varias partes que muestran todo ese mundo de moda y fantasía.

En la muestra, que empieza por Clark Kent y su transformación en Superman a través de un holograma, se puede ver el traje que llevó el actor Christopher Reeve en la primera película del héroe en 1978. El siguiente espacio es para Spiderman y en él se pueden ver las mallas que lució Tobey Maguire como hombre araña en la tercera entrega de la película, en 2007, así como algunos de los vestidos diseñados por Armani en los noventa, y otros de Gaultier, Muller y John Galliano.

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Giorgio Armani patrocina esta exposición programada hasta el 1º de setiembre. Famoso por sus trajes-pantalones para empresarias, sus formas fluidas beige o grises, el italiano expone sin embargo dos modelos en el “Met”. Armani en una rueda de prensa junto al director saliente del museo, Philippe de Montebello, rindió homenaje “a los dibujantes de historietas de los años 30 y 40″ que alimentaron la inspiración en la cultura de la moda.”Flash Gordon vivía en las mismas casas que ahora se construyen en Shanghai en el barrio Bund, los automóviles japoneses contemporáneos salieron de esas historietas”, constató.

La exposición fue organizada por Andrew Bolton, conservador del Instituto de la Vestimenta, que es un departamento especializado del mismo museo creado en 1946. “Esta exposición es un homenaje al triunfo de la fantasía sobre la realidad, a la transformación del cuerpo, a la dualidad”, explicó, “la imagen del superhéroe ha impregnado casi todos los aspectos de la cultura popular.”

Agencias EFE, AFP y DPA

27/02/2008 - 16:31h Colombo atravessou o Atlântico em 1950

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Replicas das caravelas de Colombo

Para 2% dos jovens de 17 anos entrevistados nos USA para um estudo , o navegante Cristovão Colombo descobriu América em 1950. Perto de um quarto deles não soube dizer quem foi Adolf Hitler, nem contra quem os Estados-Unidos combateram na Segunda Guerra Mundial.

A pesquisa foi feita nos Estados-Unidos, o artigo embaixo do site adncultura.com, de Argentina, a reproduziu, mas duvido que o mesmo estudo feito com jovens na Argentina ou no Brasil não mostrasse os mesmos resultados ou até piores.

O autor do estudo considerou inadmissível o nivel de conhecimento. Para ele “às escolas deveriam ensinar as grandes idéias, as polêmicas e os grandes acontecimentos que constituem o alicerce de nossa nação.”

Quem não assinaria embaixo desta exigência.

Em momentos em que os jornais nos informam que sociologia e filosofia ficam de fora do ensino médio no Estado de São Paulo e que a Prefeitura da capital fechou quatro bibliotecas, cabe à pergunta: é isto que queremos para o futuro dos jovens no Brasil e no mundo? LF

A seguir o artigo de adncultura.com

Encuesta entre jóvenes de 17 años en los Estados Unidos
Colón descubrió América en 1950

Esta es una de las respuestas dadas por los adolescentes entrevistados; muchos no saben quién fue Edipo Rey ni contra quién peleó su país durante la Segunda Guerra Mundial

WASHINGTON, (AFP) - ¿Quiénes son Edipo, el célebre personaje bíblico Job o Hitler? Un informe publicado ayer muestra la ignorancia de los estadounidenses de 17 año en lo que se refiere a historia, literatura y cultura general.

“Son demasiados los jóvenes de este país que carecen de los conocimientos básicos” se alarma Frederick Hess, del Instituto Americano de Empresa, un centro de investigación conservador que llevó a cabo una encuesta entre 1200 jóvenes.

Los encuestados debían responder 33 preguntas de cultura general. Cerca de un cuarto de estos jóvenes no supo contestar quién fue Adolf Hitler, mientras un 10% de ellos lo identificó como un fabricante de armas. Entre otros sorprendentes resultados, un 20% de los jóvenes no supo contra quién combatía Estados Unidos en la Segunda Guerra Mundial y más de un cuarto (26%) afirmó que Cristóbal Colón descubrió América luego del 1750, es decir, más de dos siglos y medio después de su travesía de 1492. Más inquietante fue la respuesta del 2% que aseguró que Colón cruzó el Océano Atlántico después de 1950.

“Esta situación es inaceptable. Las escuelas deberían enseñar las grandes ideas, las polémicas y los grandes acontecimientos que constituyen los cimientos de nuestra nación”, afirma el autor del informe. Menos de la mitad de los jóvenes estadounidenses sabe identificar el período dentro del cual estalló la Guerra de Secesión (1861-1865), mientras que los personajes bíblicos o mitológicos como Job o Edipo resultan desconocidos para más de la mitad de los encuestados.

En el campo de la literatura clásica americana, los resultados de la encuesta son aún más decepcionantes. La mitad de los estudiantes no identifica la novela de George Orwell “1984″ mientras que un cuarto ignora que “La Cabaña del Tío Tom” se inclina hacia la abolición de la esclavitud. Por otra parte, en lo que respecta a los buenos puntajes, ciertos acontecimientos como lo que sucedió en Pearl Harbor y quién pronunció el discurso “I have a dream” fueron reconocidos por más del 90% de los encuestados.

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28/11/2007 - 16:00h Un vídeo contradice la versión policial sobre el accidente que originó los disturbios en Francia

Un vídeo contradice la versión policial sobre el accidente que originó los disturbios en Francia

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Estado en el que quedó el coche patrulla tras el accidente.- AP

El País

Un vídeo aficionado contradice la versión de la policía sobre el accidente con un coche de policía que el pasado domingo causó la muerte a dos adolescentes en la localidad de Villiers-le-Bel, cercana a París, y que está en el origen de los disturbios que han sacudido las calles de algunas ciudades francesas. Según publica Le Monde en su edición digital, el vídeo demostraría que los desperfectos que sufrió el coche policial no fue causado por incontrolados tras el accidente, sino que quedó así como consecuencia del choque.

Según la versión de la Inspección General de la Policía Nacional, encargada de investigar las circunstancias de la colisión, las primeras imágenes del coche aparecidas en la prensa, en las que se aprecia que el coche tiene el parabrisas roto y el parachoques descolgado, fueron tomadas después de que el coche fuera apaleado con barras de hierro por incontrolados que acudieron a la zona del accidente. Por tanto, sostiene la policía que los destrozos no fueron consecuencia de la violencia del accidente.

Esta versión es uno de los argumentos policiales para sostener la tesis de que el coche circulaba a escasa velocidad y que fue embestido por la moto que conducían los adolescentes que fallecieron.

El vídeo, que han podido ver en la redacción de Le Monde, fue grabado, al parecer, escasos instantes después del choque y ya se pueden ver los destrozos del coche. Es decir, que ya quedó en ese estado tras el accidente, y no fue atacado por incontrolados. Las imágenes del vídeo muestran el coche seriamente dañado, que se corresponden con las imágenes publicadas en la prensa que la policía dice que fueron tomadas tras el supuesto apaleamiento del coche. Van en el mismo sentido que las declaraciones de testigos que aseguran que se protegió el coche para que no sufriera más daños, para facilitar una investigación.

El autor del vídeo, que se ha reunido con periodistas de Le Monde y que ha pedido permanecer en el anonimato, sostiene que fue alertado del accidente “pocos minutos después de los hechos”. Así, salió de su casa hacia el lugar de los hechos y comenzó a filmar “muy poco después” del accidente. Los bomberos dijeron que se había producido a las 17.00, según la fiscal de Pontoise, y él dice haber empezado a grabar entre las 17.15 y las 17.20.

En las imágenes, además del coche, se ve a varios testigos que miran cómo los bomberos realizan masajes cardiacos a los adolescentes muertos, en presencia de policías. A los pocos minutos, se ve llegar una ambulancia que, según el servicio de emergencia, salió del hospital de Gonesse a las 17.08, a cinco kilómetros del lugar del accidente. Según el cálculo de Le Monde, respetando las señalizaciones, tardaía en llegar 10 minutos, por lo que estaría allí a las 17.18. En ese instante, el coche está a caballo entre el asfalto y la acera, y exactamente con los mismos daños con los que aparece en las fotos publicadas que la policía sostiene que fueron tomadas tras un presunto ataque.

Un ataque que sólo podría haberse cometido entre el momento del accidente y el comienzo de la grabación. Ahora bien, los policías afirman que nunca dejaron solos a los dos adolescentes accidentados. Dado que estaban presentes en el lugar, habrían sido testigos de los presuntos destrozos causados por los incontrolados, los habrían señalado en su informe, cosa que no hacen. Por tanto, si el presunto ataque al coche policial se hubiera producido antes de la llegada de los bomberos, implica que un grupo de jóvenes atacó el coche con barras de hierro mientras los dos adolescentes yacían en el suelo.

Sin embargo, lo que se ve en el vídeo es cómo los bomberos y los servicios de emergencias trabajan en un entorno de relativa calma, al menos en la primera parte del vídeo. Luego la tensión parece aumentar, pero no se cometen actos de violencia.

Pese a todo, la policía y el Ministerio del Interior mantienen la versión de la Inspección General de la Policía según la cual, el vehículo policial, “probablemente” fue dañado voluntariamente tras el accidente. Sin embargo, el informe policial no cita testigos directos de ese ataque contra el coche, pero se apoya en el testimonio de un bombero de Villiers-le-Bel, el primer responsable que intervino en el lugar del accidente, que sostiene que el coche no tenía tantos destrozos cuando él lo vio por primera vez.

El presidente francés, Nicolas Sarkozy, ha anunciado hoy una investigación judicial que arroje luz sobre las circunstancias del accidente.

28/08/2007 - 12:16h Argentina: Xenofobia, antisemitismo e preconceito a luz de uma pesquisa

Mais de 50% dos adolescentes entrevistados rejeitam judeus, chineses e bolivianos.

Márcia Carmo - BBC

de Buenos Aires - Uma pesquisa inédita realizada com estudantes na Argentina revelou que os brasileiros são os estrangeiros mais aceitos do país.

Segundo o estudo, feito para avaliar a xenofobia entre os estudantes, os brasileiros tiveram maior índice de aceitação (52%) e menor índice de rejeição (30%) numa lista de doze diferentes grupos de estrangeiros.

A pesquisa, que ouviu 5 mil estudantes do segundo grau de 85 escolas públicas de várias províncias do país, foi realizada pelos sociólogos argentinos Ana Lia Kornblit e Dan Adaszko, do Instituto de Investigação Gino Germani, da Universidade de Buenos Aires (UBA).

Em entrevista à BBC Brasil, Adaszko disse que os resultados da pesquisa surpreenderam pelo alto nível de “xenofobia”, com percentuais preocupantes, por exemplo, de rejeição a ciganos (67%), judeus (55%), chineses e coreanos (52%) e bolivianos (52%).

Os estudantes receberam listas com as nacionalidades e grupos e três opções de respostas - aceitação, rejeição e indiferença.

Mais de 40% dos estudantes rejeitaram os peruanos, chilenos, paraguaios, americanos e árabes.

Os brasileiros são uma exceção nesta lista, como disse Dan Adaszco: “Acreditamos que, diferente dos outros grupos de estrangeiros, citados na pesquisa, os brasileiros não são vistos como uma ameaça no mercado de trabalho local”, afirmou.

“Além disso, há a imagem positiva do carnaval, das férias nas praias brasileiras e o reflexo do que sai na imprensa argentina sobre o Brasil e os brasileiros”, completou Adaszco.

Para ele, a pesquisa confirma a fama de “xenofobia” em setores da sociedade argentina. “Nós entendemos que os adolescentes são um reflexo do mundo dos adultos e têm coragem de dizer o que os adultos não dizem”, afirmou.

Apesar da fama, Adaszko se disse surpreso com o alto grau de rejeição, de mais de 50%, em relação a ciganos, judeus, chineses e bolivianos.

Segundo o estudioso, existe um “discurso duplo” na Argentina por ser um país que abriu as portas para a imigração, mas não de forma igualitária. “Para muitos, especialmente nos grandes centros urbanos do país, o ideal e aceitável é o europeu e o branco e não o nativo da América Latina”, avaliou.

“O latino é visto aqui com desconfiança e até desprezo”. Segundo ele, a pesquisa mostrou ainda que o índice de “xenofobia” e “racismo” diminui a medida que aumenta o nível de educação dos pais. “Não é questão de classe social, mas sim que depende do nível de educação dos pais dos estudantes adolescentes”, disse.

Na Argentina, no final do século 19 e início do século 20, as principais imigrações foram italiana e espanhola. Nos anos 90, segundo dados oficiais da Direção Nacional de Migrações da Argentina, a maior imigração partiu dos países da região como Bolívia, Peru e Paraguai - os brasileiros são minoria nesse grupo.

A pesquisa de opinião recebeu o Prêmio Ibero-americano em Ciências Sociais da Universidade Nacional Autônoma do México e será premiado, nesta terça-feira, pelo Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (INADI) da Argentina.

04/07/2007 - 15:34h Que desastre: Levantamento mostra que 15% dos universitários nunca leram um livro

No Rio e em São Paulo, maioria dos estudantes não tem hábito de ler

Maiá Menezes para O Globo

A leitura de livros não-didáticos está fora das lições de casa da maioria dos estudantes de universidades públicas e privadas de São Paulo e do Rio. A raridade do hábito foi medida em pesquisa encomendada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e feita pelo Instituto Toledo e Associados. Em junho, foram ouvidos mil jovens na Região Metropolitana de São Paulo, dos quais 34% não lêem com freqüência, 18% não gostam de ler e 16% lêem apenas de vez em quando.

No ano passado, pesquisa feita por técnicos do CIEE apontou problemas semelhantes no Rio: 15% dos universitários nunca leram um livro não didático, 12% leram apenas um, e 36% leram entre um e três livros.

A leitura de jornais diários também não está incluída na pauta da grande maioria dos universitários. As duas pesquisas mostram que apenas 9% dos estudantes lêem diariamente jornais depois que entram na faculdade.

— Uma parcela dos estudantes ainda não despertou para a necessidade de uma formação mais ampla e de ter referências bibliográficas. A base cultural é avaliada no processo seletivo. Quando a formação cultural é pequena, há prejuízo no processo seletivo.

Quem lê mais tem vocabulário mais completo e adquire uma cultura geral maior — ressalta Marcelo Gallo, diretor regional do CIEE.

A pesquisa também identificou que o acesso à internet se democratizou entre os universitários: 90% dos que foram ouvidos têm acesso à rede.

27/06/2007 - 19:27h Young Americans Are Leaning Left, New Poll Finds

Published: June 27, 2007

Young Americans are more likely than the general public to favor a government-run universal health care insurance system, an open-door policy on immigration and the legalization of gay marriage, according to a New York Times/CBS News/MTV poll. The poll also found that they are more likely to say the war in Iraq is heading to a successful conclusion.

The poll offers a snapshot of a group whose energy and idealism have always been as alluring to politicians as its scattered focus and shifting interests have been frustrating. It found that substantially more Americans ages 17 to 29 than four years ago are paying attention to the presidential race. But they appeared to be really familiar with only two of the candidates, Senators Barack Obama and Hillary Rodham Clinton, both Democrats.

They have continued a long-term drift away from the Republican Party. And although they are just as worried as the general population about the outlook for the country and think their generation is likely to be worse off than that of their parents, they retain a belief that their votes can make a difference, the poll found.

More than half of Americans ages 17 to 29 — 54 percent — say they intend to vote for a Democrat for president in 2008. They share with the public at large a negative view of President Bush, who has a 28 percent approval rating with this group, and of the Republican Party. They hold a markedly more positive view of Democrats than they do of Republicans. More…

18/05/2007 - 20:40h Rodovias federais têm 1.918 pontos de exploração sexual de crianças

Mapeamento da Polícia Rodoviária é usado em planejamento de ações contra exploração sexual infantil

Um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal identificou e mapeou 1.918 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes nos mais de 60 mil quilômetros de estradas federais.

Pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e prostíbulos às margens das estradas são os locais mais críticos, segundo PRF.

Por possuir a maior malha viária federal do país o Estado de Minas Gerais é o que registra mais pontos vulneráveis para a prática deste crime –290 pontos. O Rio Grande do Sul também registra grande quantidade de locais vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes –217.
da Folha Online Leia mais aqui

18/05/2007 - 20:29h Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente

A ministra de Turismo, Marta Suplicy, ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, participa de cerimônia de comemoração do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente, realizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul da cidade, nesta sexta-feira. 18/05/2007Foto: FÁBIO MOTTA/AGÊNCIA ESTADO/AE

18/05/2007 - 20:23h Marta Suplicy acredita em qualificação e oferta de emprego como meios valiosos no enfrentamento à exploração sexual de jovens

Às vésperas do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a ministra Marta Suplicy defendeu a qualificação e o aumento da oferta de empregos para os jovens como uma das saídas para enfrentar o problema no país.

Na tarde desta quinta (17), ela recebeu, junto com o ministro da Justiça, Tarso Genro, no MJ, o documento “Proteger e Responsabilizar” da Frente Parlamentar pelos Direitos da Criança e do Adolescente. “Temos que dar uma alternativa de vida para aquele jovem que está sendo explorado. Vamos fazer uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social tendo em vista alfabetizar e oferecer cursos de qualificação para toda a família ”, disse a ministra. Junto à rede hoteleira e outras empresas do setor de turismo, Marta Suplicy pretende discutir a abertura de novos postos de trabalho para os jovens. Marta avaliou que o MTur vai precisar de recursos para contratar entidades especializadas na qualificação de mão-de-obra, e defendeu a organização dos parlamentares no esforço para aprovar emendas ao Orçamento da União com esta finalidade.

O emprego para a juventude, segundo ela, o trade pode propiciar. “Penso que, assim, temos um bom caminho; focado, concreto, para dar alternativa ao jovem que está sendo explorado”, disse a ministra, qualificando as ações propostas como um importante passo para “alavancar a cidadania”.

Na cerimônia de entrega do documento da frente parlamentar, estiveram no Ministério da Justiça a senadora Patrícia Saboya (PSB/CE), e os deputados federais Maria do Rosário (PT/RS), Luiz Couto (PT/PB), Maria do Carmo Lara (PT/MG), Rita Camata (PMDB/ES), Sandra Rosado (PSB/RN), e Frank Aguiar (PTB/SP). (fonte portal do Ministerio de Turismo)