23/07/2008 - 18:25h A sujeira da lista

Blog Toda mídia de Nelson de Sá

A sujeira da lista

Folha e “Estado” abrem com a lista supostamente “suja”, entre aspas só na primeira _que destaca no enunciado a crítica dos candidatos à associação de magistrados que elaborou e postou a relação em seu site. Em São Paulo, a ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, em benefício de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.

No Rio, o “Globo”, que fez campanha pela lista, apenas registrou. Sua manchete, com registro nos jornais paulistas, foi para a prisão do “deputado de milícia”, que é “do partido do prefeito” do Rio, aliás, o DEM.

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23/07/2008 - 16:05h Marta encontra representantes das empresas do setor da construção

A imagem “http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,15134650-EX,00.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

O repórter César Felicio, do jornal Valor, acompanhou a atividade de Marta com representantes do setor da construção civil e de habitação e publicou um artigo no Valor de hoje.

“A ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT à prefeitura paulistana, apresentou o seu plano de obras ontem, no auditório do Instituto de Engenharia, para empresários reunidos pelas entidades do setor de construção civil (Sinduscon), habitacional (Secovi), construção pesada (Sinicesp), de empresas de arquitetura e engenharia (Sinaenco) e empreiteiros em geral (Apeop). Todos setores afetados pela paralisia econômica que marcou o final do governo de Marta e o início da administração de Serra.”

Para que não pairem dúvidas sobre o que esconde o termo “paralisia econômica”, o repórter reproduz declarações de dirigentes do setor:

“”Não foi ela que postergou os pagamentos de uma maneira não usual, para se dizer o mínimo”, disse o novo presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe. “A administração municipal não respeitou a ordem cronológica em 2005″, comentou Moura.”

O artigo destaca entre as propostas de Marta, o pacote de obras anunciados na reunião:

“Marta prometeu um pacote de obras, sendo que o item mais vistoso é a aplicação anual de R$ 500 milhões em recursos municipais no metrô, órgão de responsabilidade estadual. Ao comentar o pacote o presidente da Apeop, Arlindo Moura festejou o discurso de tocadora de obras da prefeita, mas pediu que o passado não se repetisse. ” O que se espera de um prefeito é que os recursos públicos da cidade não fiquem entesourados. E que os nossos mandatários cumpram a lei. É preciso cumprir a lei de responsabilidade fiscal: empenhar os recursos e pagar. Pagar. Isto é fundamental”, disse. “A gente não deve ter compromissos além do que a gente pensa que pode ser feito”, comentou a petista nos agradecimentos finais.”

Quando se sabe que o atual prefeito mantém em aplicações financeiras quase R$ 5 bilhões apesar da cidade ter tantas necessidades e os investimentos em obras necessárias são também uma alavanca da geração de emprego, além de melhorar a infraestrutura do município, se entende a quem foi dirigida a frase do presidente da Apeop.

César Felicio, do seu lado, acrescenta: “No seu último dia útil como prefeita, Marta Suplicy cancelou R$ 548,2 milhões em empenhos não liquidados (despesas contratadas para serviços e obras que não chegaram a ser realizados) e inscreveu R$ 562 milhões como restos a pagar processados (com cobertura orçamentária). Logo ao assumir, o então prefeito José Serra acusou a antecessora de ter produzido um rombo de R$ 1,9 bilhão nas contas municipais. Neste montante, estariam até mesmo R$ 278 milhões para serviços executados sem empenho orçamentário, ou seja, sem nenhuma previsão legal.”

Pena que o jornalista não aproveitou para lembrar também que o Tribunal de Contas do Município (TCM), a Câmara de vereadores com o voto dos vereadores de kassab e o Supremo Tribunal Federal concluíram sobre essa polêmica que Marta estava certa, respeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal e suas contas foram aprovadas.

Esta polêmica já está assim superada, nada mais natural de concluir, como registrou o repórter:


“Na saída do evento, a ex-prefeita acenou com uma parceria administrativa com Serra, apesar da transição conturbada de 2005. “A conversa vai rolar tranqüilamente”, disse, afirmando que ” os problemas de São Paulo são tão gigantescos que só uma instância não dá conta”.

Pena que poucos deram destaque, fora VALOR, a este tema relevante para o eleitorado e para o debate das propostas dos candidatos. LF

O portal da Globo, G1,  deu conta do evento assim:

Marta propõe pelo menos R$ 490 milhões ao ano para o metrô

Candidata formulou proposta em debate no Instituto de Engenharia de SP
Para presidente do instituto, ‘é pouco’. Ela disse que pode rever cifra.

A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Marta Suplicy, se reuniu nesta terça-feira (22) com integrantes de entidades da engenharia, da construção civil e da indústria imobiliária.

A ex-prefeita mostrou intenção, se eleita, de investir R$ 490 milhões por ano no Metrô durante sua gestão para preparar a cidade para a Copa de 2014.  De acordo com o plano de Marta, o governo estadual investiria outros R$ 980 milhões por ano e o governo federal mais R$ 490 milhões por ano.

O presidente do Instituto de Engenharia, Edemar Amorim, considerou o estudo adequado do ponto de vista técnico , mas criticou o valor da proposta. “Acho que R$ 490 milhões é pouco”, afirmou. Sem firmar compromisso, Marta se dispôs, assim que ouviu a crítica, a rever a cifra a ser investida pela prefeitura em sua eventual gestão. ” Podemos ver porque agora há mais orçamento”, disse.

Após o encontro, Amorim afirmou que a prefeitura precisa investir “pelo menos o dobro” do que Marta previu por ano. De acordo com ele, “o governo do estado precisa investir também R$ 2 bilhões” e o governo federal precisa aumentar sua participação, uma vez que a cidade contribuiu com arrecadação “astrônomica” para os cofres federais. “Isso tem que retornar porque sem Metrô a cidade pára.”

Amorim também afirmou que o próximo prefeito de São Paulo deverá investir na formação de uma nova equipe de engenheiros na administração municipal, porque atualmente há déficit de profissionais e de projetos.

“Nestes últimos 30 anos, a Prefeitura sofreu diminuição da qualidade de seu corpo técnico. Não tem gente para projetar, fiscalizar e dar assessoria técnica. A gente tem que ter com quem falar”, afirmou.

Durante sua exposição, Marta afirmou que São Paulo tem um problema “crítico”, que é o trânsito, e três problemas “crônicos”, que são a educação, a segurança e a habitação. Entre as idéias para lidar com o problema crítico, estão a integração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) com a São Paulo Transportes (SPTrans) e a modernização dos corredores de tráfego já existentes.

Na reunião, Marta comentou ainda o crescimento do país e os reflexos para o setor de construção em São Paulo.”Daqui a pouco, vamos estar como Pequim, cheia de guindastes”, disse.

Entre os participantes estavam o empresário Sérgio Watanabe, que assumirá em agosto a presidência do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado de São Paulo (Sinduscon-SP); Romeu Chap Chap, presidente do Conselho Consultivo do Secovi (Sindicato da Habitação); e Marlus Renato Dall´Stella, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do estado de São Paulo (Sinicesp).

O encontro, promovido pelo Instituto de Engenharia, é primeiro de uma série. No dia 28, é a vez do candidato Paulo Maluf (PP); no dia 6, de Geraldo Alckmin (PSDB); e, no dia 13, de Gilberto Kassab (DEM).

23/07/2008 - 14:36h Utilidade pública?

“A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm “ficha suja” na Justiça nada mais é do o velho e bom “serviço de utilidade pública”. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país.”

Nesses termos começa o artigo de Eliane Cantanhêde na Folha Online. Ela acrescenta, na mesma linha de raciocínio :

“A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.”

Mas como considerar que a própria frase do começo do artigo escrita pela jornalista -candidatos que têm “ficha suja”- não constitui uma opinião de “mérito”, não “embute discurso populista” nenhum e não “induz o eleitor“?

Se como diz Eliane Cantanhêde no seu artigo: “Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.” Qual pode ser o significado de apagar esta “conclusão óbvia” configurando uma lista em que todos os mencionados são ditos “sujos” por igual?

Em carta dirigida a AMB, Claudio Weber Abramo, Diretor executivo da ONG Transparência Brasil, que já presta o serviço de utilidade pública que a jornalista reivindica, escreve:

“Diferentemente de outros, a Transparência Brasil não publica “listas”. Publicamos, sim, em nosso projeto Excelências (www.excelencias.org.br), os links para os Tribunais de Justiça e de Contas em que se explicitam as ocorrências que afetem os parlamentares. Dessa forma, e em contraste com a mera publicação de “listas”, qualquer pessoa pode verificar por si mesma a natureza do fato que é mencionada, não precisando confiar em relações coletadas não se sabe como.”

Que significado dar a expressão utilizada por Eliane Cantanhêde de “informações relevantes para que o eleitor vote consciente”? Como poderia um eleitor expressar “consciência” a partir de uma lista que põe de fato todos os casos como igualmente “sujos”?

Em democracia é normal que os partidos e seus candidatos destaquem o que consideram relevante para os eleitores, sobre si mesmos e sobre seus adversários. A mídia cumpre seu papel quando de maneira isenta informa sobre os políticos com questões relevantes para a sociedade. As informações relevantes estão a disposição de todos e da mídia particularmente. Ela informa sobre os processos, sobre as acusações e mostra caso a caso, candidato e candidato, para que o julgamento não produza amálgamas, simplificações e prejulgamento.

A lista em lugar de esclarecer desinforma, obscurece a compreensão e apresenta de forma reducionista o que exige de discernimento, do contraditório e de discussão. Como a própria jornalista reconhece a lista visa a influenciar o voto, supostamente consciente, proclamando uma suspeita de desonestidade para alguns e de “ficha limpa” para outros, sem que a justiça tenha dado seu julgamento.

Alguns invocam a necessidade de conhecer a vida pregressa dos candidatos para justificar a lista, como se o jogo democrático eleitoral não aportasse essa informação. Curiosamente nisto também a lista facilita o contrabando e “oculta” o que de relevante tem a vida pregressa. Como bem diz Eliane Cantanhêde “Marta não é Maluf”, mas nada impedira em nome da AMB que outros candidatos afirmem o contrário. Já Kassab, que estranhamente não aparece na lista, tem sua vida pregressa marcada pela associação política com o malufismo e foi secretário de planejamento de Pitta. Como se vê, nada melhor para ocultar a vida pregressa de um candidato que as listas simplificadoras.

Luis Favre

O processo pelo qual, segundo os jornais, o nome de Marta é incluído na lista da AMB é o mesmo em que José Serra é igualmente acusado. O processo Não teve julgamento ainda.

A seguir o artigo de Eliane Cantanhêde

Apostem suas fichas!


A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm “ficha suja” na Justiça nada mais é do o velho e bom “serviço de utilidade pública”. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país. É bom ou não é?

Só não é bom, claro, para o próprio candidato carregado de processos, de correspondentes malas de dinheiro e doido para se encostar numa prefeitura e conquistar mil e uma novas oportunidades de… fazer o bem público?

Dos 15, num universo de aproximadamente 350 candidatos a prefeitos de capitais, o mais encrencado é — sem a menor surpresa — o nosso velho conhecido Paulo Maluf (PP), com o recorde de quatro ações penais que tramitam no Supremo e três ações de improbidade administrativa na Justiça de São Paulo.

Sua reação foi proporcional ao tamanho da encrenca: “Juízes não devem se meter em política”, esperneou. Só que os juízes não estão se metendo em política. O que há são suspeitos e réus que se meteram até o pescoço na política e não querem sair nunca jamais.

A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.

Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.

Além de Maluf, a AMB listou Marta Suplicy (PT), candidata que lidera as pesquisas para a principal prefeitura do país, por responder a ação penal remetida do Supremo ao Superior Tribunal de Justiça, num caso de licitação de sua gestão anterior na mesma prefeitura.

Mas basta botar os olhos na lista da AMB para comprovar que Marta não é Maluf, assim como a ação contra ela não é como a penca de ações (inclusive com uma condenação em primeira instância) contra ele.

Além do trabalho da AMB evidenciar, o eleitorado sabe. Quem vota em Maluf está careca de saber em quem está votando. E todo mundo, principalmente quem vota em Marta, sabe que ela não tem absolutamente nada a ver com Maluf.

O importante é que todos tenham o maior número de dados para tirar suas conclusões. Informação de menos é que eterniza os males e bloqueia os avanços. Informação demais jamais será problema.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.E-mail: elianec@uol.com.br

23/07/2008 - 12:00h Pitta diz que foi preso para atingir Kassab e Maluf

Reproduzo a seguir a entrevista de Celso Pitta ao jornal Folha de São Paulo. Contrariamente as afirmações do entrevistado não vejo na ação da policia contra ele nenhuma relação política. É verdade que Pitta foi alçado a prefeito pelo apoio de se padrinho Paulo Maluf e que Kassab foi secretário de planejamento de Pitta e base da tropa de choque do malufismo em São Paulo. Isto não faz de Maluf e Kassab cúmplices ou responsáveis dos atos de Pitta na mira da PF. Nenhum jornal tentou ligar sua prisão a Kassab e Maluf e nada do que até agora filtrou das investigações implica Kassab ou Maluf nas supostas falcatruas entre Pitta, Nahas e Dantas. LF

Clique na imagem para ampliar e ler

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23/07/2008 - 09:08h Informação ou manipulação do eleitor?

A publicação pela AMB de lista de candidatos com processos provocou diversas reações reproduzidas na mídia hoje.
Na sua coluna na Folha de São Paulo, Nelson de Sá informa:

“MAGISTRADOS 1
As Globos lideraram a campanha por uma lista de políticos com suposta “ficha suja” e, com a divulgação dos “dados rigorosamente checados” pelo site de uma Associação de Magistrados, o “JN” trombeteou o “Alerta ao eleitor”. A ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, não Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin.” (TODA MÍDIA)

E o Painel da mesma Folha de São Paulo registra:
“E ele?

Diante da inclusão de Marta Suplicy entre os candidatos com “ficha suja”, apesar da ausência de condenações à ex-prefeita, petistas perguntam por que a Associação dos Magistrados Brasileiros omitiu Gilberto Kassab (DEM) da lista. Ele é co-réu em processo no qual se acusa Celso Pitta de ter feito propaganda pessoal com dinheiro público.”

Nenhum jornal informou que o processo invocado para justificar a inclusão do nome de Marta Suplicy na lista é o mesmo processo existente contra José Serra, por conta dos contratos de ambos para o serviço 156 da prefeitura.

Alguns defensores da publicação da lista procuram separar a estrita função de informação contida no documento da utilização de termos como “lista suja” ou de desqualificação de adversários, que seria obra exclusiva da mídia e de políticos aproveitadores.

No Jornal da Tarde uma contribuição ao debate expõe com clareza o fundo da dicussão (clique na imagem para ampliar e ler)

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19/07/2008 - 18:16h 40% pensam que Marta será a próxima prefeita segundo IBOPE

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Um elemento interessante na pesquisa IBOPE é a chamada previsão (clique na flecha no quadro no post anterior). A pergunta é: independentemente de sua intenção de voto, na sua opinião quem será o próximo prefeito?

Marta 40%
Alckmin 34%
Kassab 9%
Maluf 3%

19/07/2008 - 18:00h Pesquisa Ibope - Marta lidera em São Paulo

O Estado de São Paulo

Confira os números da pesquisa eleitoral contratada pelo Estado e pela TV Globo, feita entre 15 e 17 de julho, com 805 eleitores paulistanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais

SÃO PAULO - Os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apareceram tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com ligeira vantagem para Marta, que teve 34%, contra 31% de Alckmin, segundo pesquisa contratada pelo Estado e pela TV Globo e realizada pelo Ibope. Em terceiro lugar aparece o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, com 10%, também em empate técnico com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que teve 9%. Soninha Francine (PPS) registrou 2%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, Marta pode ter de 31% a 37%, e Alckmin, de 28% a 34%, o que demarca um ponto de intersecção entre as possíveis variações dos dois.

Num hipotético segundo turno, Alckmin apareceu à frente de seus dois principais rivais. Contra Marta, registrou 47% a 43%, em situação de empate técnico; contra Kassab venceria por 35 pontos - 58% a 23%. Marta, por sua vez, superaria Kassab por 16 pontos - 51% a 35%. O porcentual de indecisos na pesquisa estimulada é muito baixo, considerando o tempo que resta até as eleições - só 8% disseram que votarão em branco ou nulo e apenas 4% ainda não decidiram em quem votar. Nessa situação, para crescer um candidato não terá alternativa senão tomar votos de oponentes que estão à sua frente. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo.

Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 15 e 17 de julho e entrevistou 805 eleitores paulistanos, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01200108-SPPE.

19/07/2008 - 10:26h Tucanos pedem licença do PSDB para apoiar Kassab em SP

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WANDERLEY PREITE SOBRINHO colaboração para Folha Online

A crise no PSDB de São Paulo acaba de ganhar um novo capítulo. Os tucanos que defendem a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e se recusam a subir no palanque do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiram se licenciar do PSDB em resposta à decisão do Diretório estadual do partido que nesta semana ameaçou punir os correligionários engajados na candidatura do democrata.

O primeiro grupo de tucanos a pedir licença do PSDB para participar na candidatura do DEM à prefeitura vem do diretório do Ipiranga. A decisão já vinha sendo ventilada há algumas semanas, mas só foi definida nesta sexta-feira.

O movimento começou no Ipiranga, mas já tem a simpatia de tucanos de toda a capital. A Folha Online apurou que boa parte parte dos militantes que defendiam a aliança com o DEM antes da convenção do PSDB deve se licenciar da legenda e só retornar ao partido no segundo turno. Quem não deve pedir licença são vereadores kassabistas, que temem punição do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em razão da lei de fidelidade partidária.

Um dos tucanos que pedirá licença do partido é Silvio Silva, do diretório do Ipiranga. Ele faz parte da Executiva estadual e tem quase 20 anos de PSDB. “É um pedido de afastamento provisório. Não tem sentido, não tem lógica, apoiar um candidato e pertencer a outro partido. Vou pedir licença para evitar constrangimento”, afirmou o tucano, à Folha Online.

17/07/2008 - 19:40h Kassab, linha auxiliar de Alckmin?

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Não tive tempo de reproduzir e comentar o artigo do jornal O Estado de São Paulo (ver no final desta nota) sobre a tentativa de unificação entre Alckmin e Kassab, para pacificar o PSDB e “fazer de José Serra o grande vitorioso da eleição municipal”. Não é o primeiro, nem será o último dos artigos que pretendem, na base de declarações dos próprios interessados nesta operação (no caso Alckmin, mais que Serra), que a crise no PSDB é um problema de vontade dos protagonistas em aparentar estar bem na foto.

Por um lado é bom salientar que o que os une é a comum vontade de impedir uma vitória de Marta. Por isso o eixo da campanha de Kassab é atacar e agredir Marta. Este trabalho que mistura mentiras, calúnias, demagogia e deboche teve até agora como resultado aumentar a taxa de rejeição de Kassab e não o ajudou nem um pingo em melhorar sua situação nas pesquisas.

Ao mesmo tempo, assim agindo, Kassab funciona como linha auxiliar de Alckmin que pode continuar posando de “bom moço” e como o melhor candidato para conseguir o que Kassab parece querer mais que tudo: derrotar Marta. Como se vê, a linha atual de Kassab unifica o campo da centro direita em favor de Alckmin e por isso o ex-governador está bem na atual situação. O único incomodo para ele é a persistência da fração pro-Kassab no PSDB que alimenta uma erosão na sua credibilidade (e no apoio financeiro entre os empresários que não querem aparecer chocando com Serra). Para calar a boca deles Alckmin acena com uma declaração de alinhamento com Serra e este é o intuito do artigo de hoje no Estadão.

De outro lado, o processo em curso no pais e o fato de Lula não poder pleitear por um novo mandato, abre um processo de reestruturação político-partidária que por enquanto só Aécio Neves parece ter percebido. Não deixa de ser uma ironia da história que não seja José Serra, historicamente identificado com a esquerda tucana, e sim um centrista sem muita consistência como Aécio, que apareça como capaz de construir pontes. Certo, por enquanto limitados a Minas Gerais e ao grupo de Alckmin, mas com movimentos em relação a Ciro e ao PMDB.

Já Serra consolidou um acordo nos marcos de São Paulo, saudado com exagerado entusiasmo pela sua mídia afim, mas que não resistirá a uma vitória de Alckmin nas eleições municipais. Pior, no seu apoio a linha anti-PT do seu candidato Kassab, ele aumenta a rejeição a sua figura nas fileiras petistas e nada ganha no campo em que Alckmin se movimenta. A persistência desta orientação fará de Serra o principal derrotado desta eleição. O desfecho terá sido produto de sua hesitação entre duas orientações contraditórias: impedir a vitória de Alckmin e da direita do seu partido e querer ao mesmo tempo rejeitar e destruir Marta Suplicy e o PT. E pior, tentar isto com alguém como Kassab, do DEM, pouco preparado e sem jogo de cintura para tamanho desafio.

Mas a derrota pode virar verdadeira catástrofe se, em pânico, Serra fizer marcha re e abandonar Kassab no meio do caminho, para tentar uma hipotética tábua de salvação nas mãos de Alckmin. Como Serra não tem vocação para o suicídio, penso que a manobra e o desejo de Alckmin não serão correspondidos. Veremos…

Luis Favre

Artigo do jornal O Estado de São Paulo

FHC reúne Serra e Alckmin

Tucanos traçam estratégias para enfrentar Marta, entre elas dar fim a confrontos com Kassab

Carlos Marchi - O Estado de São Paulo


O governador José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin concordaram, numa conversa articulada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, que a petista Marta Suplicy está “nadando de braçada” na campanha municipal, crescendo nas pesquisas e, de quebra, aproveitando o palanque para criticar os governos do Estado e da prefeitura, sem que haja um contraponto eficaz. E combinaram três pontos que pretendem mudar o direcionamento da campanha para a Prefeitura de São Paulo.

Na conversa, que ambos classificaram de “excelente”, eles concordaram em que é preciso eliminar os confrontos entre Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab; que ambos vão defender o governo Serra de ataques feitos por Marta; e que os dois - Alckmin e Kassab - devem privilegiar, daqui por diante, suas propostas para a cidade.

A conversa, que aconteceu segunda-feira à noite no Palácio dos Bandeirantes, deixou os dois satisfeitos. Alckmin disse a correligionários que foi “a melhor conversa que teve com Serra em muito tempo”; Serra contou a amigos que a conversa foi “muito boa”. “Ajudou bastante”, comentou ontem Guerra, revelando que o encontro reduziu as tensões entre os dois e seus reflexos no partido.

Segundo relato de tucanos, Serra afirmou que “o verdadeiro adversário é o PT”, repetindo argumento que Alckmin usa para justificar sua candidatura, desde o momento em que resolveu se lançar. O ex-governador, naturalmente, concordou. Serra foi franco: disse que a disputa entre Alckmin e Kassab está sobrando para ele, já que Marta aproveita a campanha municipal para criticar o governo estadual, que fica exposto, sem defesa.

A amigos, Alckmin disse que, mais que satisfeito, ficou surpreendido com a firmeza de Serra, que lhe ofereceu ajuda na campanha e disse que vai apoiá-lo, embora tenha compromissos com Kassab, a quem incentivou concorrer antes de ele, Alckmin, se lançar candidato.

“Foi uma conversa muito redonda”, disse, a propósito, um aliado de Alckmin. Os dois tinham conversado 15 dias atrás, mas os resultados, na ocasião, foram bem mais modestos. A nova conversa nasceu a partir de um convite de Serra para que Alckmin, ocupante anterior do Palácio dos Bandeirantes, fosse encontrá-lo.

O governador foi convencido a chamar Alckmin por insistentes conselhos dados por Fernando Henrique, que recrutou Guerra para ajudá-lo na tarefa. O argumento dos dois para dobrar Serra foi que o PSDB precisa sair unificado da eleição municipal, e ele, Serra, vitorioso, para que possam chegar bem no grande embate presidencial de 2010.

17/07/2008 - 17:27h Bilhete-Único de 3 horas: parabéns, Marta!

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É verdade que a decisão de ampliar a duração do Bilhete-Único para 3 horas é uma manifestação desesperada e improvisada de Kassab perante os resultados das pesquisas que mostram que 58% desconfiam dele e que só 11% estariam dispostos a votar pela sua reeleição.

Também é verdade que medidas improvisadas, sem planejamento e com o único intuito de provocar um estelionato eleitoral têm um retorno amargo. Não sem razão o superintendente da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Marcos Bicalho, declarou que essa decisão, feita sem planejamento, pode causar até um aumento futuro da tarifa (O Estado de SP).

Para o especialista em Direito Eleitoral Everson Tobaruela a atitude de Kassab é essencialmente eleitoreira e provoca um desequilíbrio entre os candidatos. A decisão, segundo ele, deveria ser vista com atenção pela Justiça Eleitoral. “É vedada a conduta de utilizar qualquer prática do serviço público para se favorecer.”

“É um ato de desespero. Por que não foi feito há seis meses?”, indaga Tobaruela (O Estado de SP).

Mesmo assim e com todas essas ponderações que a mídia não deixará de destacar, a decisão de Kassab vai no bom sentido proposto por Marta Suplicy e constitui um reconhecimento claro que Marta está certa quando defende prioridade total ao transporte público.

A decisão de Kassab reforça a necessidade de restituir ao bilhete único seu objetivo: ampliar a utilização dos transportes coletivos reduzindo o custo para a população trabalhadora e os usuários. Isto exige, como tem defendido Marta, construir, ampliar e melhorar os corredores e Passa-Rápido (que foram abandonados por Kassab), restabelecer a possibilidade de utilização do Bilhete-Único quantas vezes a pessoa precisar no horário de validade como era na época da Marta, agora durante 3 horas, e também a possibilidade de comprar na catraca.

Tudo o que será realizado nesta direção pela atual administração será uma conquista das realizações que Marta Suplicy semeou e plantou na cidade de São Paulo.

É bom para São Paulo que os demo-tucanos tenham abandonado a idéia de acabar com os CEU’s e, mesmo menores e mais caros, tenham feito alguns mais. É bom para São Paulo que tenham mantido o Bilhete-Único e agora cedam as pressões de Marta e do PT ampliando sua duração, mesmo se motivados por vontade demagógica de manipulação da opinião pública.

Tudo isto, feito a revelia das próprias posições demo-tucanas, facilitará o trabalho do próximo governo para melhorar, ampliar e inovar no caminho do combate a desigualdade social, do progresso e da recuperação de uma cidade mais justa. LF

16/07/2008 - 19:42h Turma de Alckmin pede expulsão dos serristas do PSDB

Deputado do PSDB entra com representação contra tucanos kassabistas

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THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) afirmou que encaminhou representações no partido contra os filiados que apóiam a reeleição do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Segundo ele, as representações foram encaminhadas para as esferas municipal, estadual e nacional do partido e pede que os tucanos com cargos na administração municipal sejam expulsos caso não peçam demissão.

“Ou larga o partido para continuar no cargo dele ou será expulso”, afirma o deputado, que prega o apoio irrestrito aos candidatos do partido, seja ele quem for.

Segundo Tobias, as representações não são nominais, mas referem-se à cerca de 30 pessoas, entre vereadores e membros da administração municipal, que apóiam a candidatura Kassab, participando, inclusive, da formulação do plano de governo para um possível segundo mandato do atual prefeito.

Na terça-feira (15), o diretório estadual do PSDB encaminhou uma carta aos filiados ameaçando levar para o conselho de ética da legenda todos os correligionários que fizerem campanha para outros candidatos.

No texto, assinado pelo presidente do diretório estadual da legenda, Antonio Carlos Mendes Thame, os filiados “que apoiarem publicamente nossos concorrentes, deverão ser encaminhados ao conselho de ética e fidelidade partidária”.

Alckmin evita se posicionar a respeito do assunto, afirmando ser um “assunto partidário”. Em outras ocasiões, já afirmou ser indiferente ao apoio de tucanos à Kassab. Questionado se apóia a cobrança por fidelidade no partido, o ex-governador disse apenas ser um “homem fiel”.

Pessoas próximas de sua campanha afirmam que o ex-governador chegou a se opor às representações encaminhadas por Tobias, tratando-se de uma iniciativa pessoal do deputado. Tobias confirma: “Estou fazendo como militante”, afirma.

16/07/2008 - 16:38h Ibope aponta Marta com 35% e Alckmin com 32%

Gilberto Kassab (DEM) e Paulo Maluf (PP) têm 11%.

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G1 - Portal da Globo

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (16) aponta Marta Suplicy (PT) com 35% das intenções de voto e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 32% na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo o Ibope, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), tem 11%. O deputado federal Paulo Maluf (PP) também soma 11%; a vereadora Soninha (PPS); 1%. Brancos e nulos somam 7% das intenções de voto; Não sabe e não opinaram, 2%.

Os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) não chegaram a atingir 1% das intenções de voto. O candidato Edmilson Costa, do PCB, não foi mencionado na pesquisa.

A pesquisa foi contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp). O Ibope entrevistou 602 eleitores na capital paulista no período entre 12 e 14 de julho. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) sob o número 01100108-SPPE.

Segundo turno

Para um eventual segundo turno, o Ibope pesquisou três diferentes cenários.

No primeiro cenário, Marta Suplicy (PT) tem 51% das intenções de voto e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), 36%. Brancos e nulos somam 11% e 2% não sabe ou não opinaram.

No segundo cenário, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 50% das intenções de voto e Marta Suplicy (PT), 41%. Brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não opinaram, 2%.

O terceiro cenário da pesquisa traz o tucano Geraldo Alckmin com 59% das intenções de voto e Kassab com 22%. Brancos e nulos correspondem a 15% e 3% não souberam responder ou não opinaram.


Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que não são citados os nomes dos concorrentes, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aparece na frente, com 22% das intenções de voto, seguida de Geraldo Alckmin (PSDB), com 14%, Gilberto Kassab (DEM), com 8%, e Paulo Maluf (PP), com 5%.

Os candidatos Soninha (PPS), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB), Renato Reichmann (PMN) e Edmilson Costa (PCB) obtiveram 1% das intenções de voto. O candidato Ivan Valente (PSOL) não chegou a atingir 1% na pesquisa espontânea.

15/07/2008 - 22:30h “Ajuste fino” no ninho tucano: infiéis serão expulsos

PSDB ameaça expulsar infiéis pró-campanha de Kassab

http://oglobo.globo.com/fotos/2006/08/30/30_MHG_eleicao_alckmin2.jpg

REUTERS - Agencia Estado

SÃO PAULO - No dia seguinte à manifestação de amplo apoio à candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM) pelos secretários municipais tucanos, o PSDB enviou carta aos filiados ameaçando com processo de expulsão aqueles que aderirem a nomes de outras siglas.

O partido evoca a lei da fidelidade partidária, que prevê adesão obrigatória de filiados às determinações dos partidos.

“Os filiados que não atenderem a este princípio (apoiar candidatos da sigla), ou seja, que apoiarem publicamente nossos concorrentes, deverão ser encaminhados ao conselho de ética e fidelidade partidária”, diz trecho da carta enviada a cerca de 8 mil filiados no Estado.

Na eleição da capital paulista, o PSDB se definiu pelo ex-governador Geraldo Alckmin, mas um grande número de tucanos atua na administração de Kassab, herdada do governador José Serra (PSDB). Na segunda-feira, Kassab convocou seus secretários tucanos a defenderem sua gestão na campanha eleitoral e recebeu a anuência da equipe.

“Candidatos a vereador e a prefeito do partido querem que os filiados subam no palanque deles e não no do adversário”, disse à Reuters o secretário-geral do PSDB estadual, César Gontijo.

O dirigente disse que a carta já vinha sendo gestada em reuniões do partido e foi aprovada pela executiva estadual na segunda-feira. Para ele, 2008 é importante por ser uma etapa para o PSDB retomar a Presidência da República.

“Temos que fazer um ajuste fino em São Paulo. Nosso enfrentamento é com o PT e nosso candidato é o Geraldo, que vai dar as condições para eleger Serra presidente da República em 2010″, afirmou.

Entre os secretários tucanos da administração paulista, os mais engajados na campanha de Kassab são o deputado federal Walter Feldman (Esportes) e Clóvis Carvalho (Governo).

Kassab tem dito que o PSDB tem uma “peculiaridade”, por ter dois candidatos a prefeito em SP. Gontijo devolve: “Como ele é do PFL (atual DEM), é difícil para ele falar sobre o PSDB.”

O processo no conselho de ética leva cerca de um mês. O filiado pode ser advertido, suspenso de 3 a 12 meses, destituído de função em órgão partidário ou expulsão. Se for parlamentar, poderá perder o mandato.

Na segunda-feira, o deputado Edson Aparecido, coordenador-geral da campanha de Alckmin, havia dito que o encontro do prefeito com auxiliares era “absolutamente irrelevante”. (Reportagem de Carmen Munari)

15/07/2008 - 14:33h Consumada cisão do PSDB em São Paulo

Serra e Kassab querem deixar Alckmin numa sinuca de bico
http://www.estadao.com.br/fotos/serra-kassab292.jpgA imagem “http://www.estadao.com.br/fotos/GERALDO_pequena.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

Os partidários de José Serra na prefeitura de São Paulo foram reunidos ontem pelo candidato do DEM, Gilberto Kassab, para organizar a ação eleitoral a seu favor. O objetivo proclamado é defender a ação de Kassab e sua vontade de reeleição. Os tucanos com cargos na máquina municipal decidiram participar da campanha eleitoral apoiando outro candidato e não o escolhido pelo próprio PSDB. A decisão de se engajar na campanha do Kassab significa que a minoria do PSDB agirá em ruptura com as decisões da convenção partidária. A máquina pública será usada em favor de Kassab, com a participação ativa dos tucanos serristas.

Kassab pretende com está cisão provocada no PSDB se apresentar aos eleitores como se fosse candidato tucano, disputando com Alckmin pela apelação. Os serristas darão assim aval a operação de travestimento do candidato peefelista, visando confundir e dividir a base tucana na cidade para angariar dividendos eleitorais. Os limites da operação estão dados pela lei eleitoral que impede que Kassab apareça com filiados do PSDB, com o qual não esta coligado, nos programas e comerciais da TV. Mas nada impede que a cada aparição do candidato do DEM, ele apareça rodeado de bandeiras demo e tucanas. Como nada impedirá “populares” aparecerem com afirmações do tipo “voto Kassab porque estou com Serra” ou “sou tucano, votei no Serra e agora voto Kassab”.

Para a base do PSDB distinguir ambos candidatos demo-tucanos terá como complicador a vontade afirmada por Alckmin de fazer uma cruzada anti-PT, limitando assim as reais divergências que o separam de Kassab. Assim agindo, Alckmin abre espaço para que a operação de Kassab tenha um certo êxito podendo melhorar a situação do preposto de Serra nas pesquisas, com a chegada do horário eleitoral gratuito.

Por outro lado a postura pouco diferenciada de Alckmin e a operação de “apropriação” de Kassab, facilita a identificação de ambos como sendo a mesma moeda, deixando Marta Suplicy como única candidata da mudança.

E São Paulo quer mudanças, como mostra a última pesquisa Datafolha com o crescimento da reprovação ao governo demo-tucano e os índices de “Ruim e Pessimo” na saúde, no trânsito, no transporte, na educação etc.

A seguir o artigo da Folha de São Paulo de hoje que retrata com muita informação a operação serrista pro-Kassab. LF

ELEIÇÕES 2008 / SÃO PAULO

Kassab instrui equipe a usar gestão para ganhar voto

Subprefeitos e secretários terão encontros com a população fora de seus expedientes

Clóvis Carvalho disse que não pode haver “excesso de cautela” para dar seqüência às obras; não haverá “imposição”, disse Kassab

FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) reuniu ontem sua equipe de campanha, subprefeitos e secretários da Prefeitura de São Paulo, a maioria tucanos. A orientação é que será preciso mostrar à população as “conquistas” da gestão e que a atuação deve ocorrer apenas fora do expediente, em encontros com a comunidade.
Segundo Clóvis Carvalho, secretário de Governo, não pode haver “excesso de cautela”, pois é preciso continuar os trabalhos da prefeitura e não se pode “inibir aquilo que achamos que temos e devemos fazer”.
Secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo pediu cautela e disse que fora de expediente é possível “levar à sociedade nosso programa”.
No almoço, em um hotel na zona norte, o advogado Ricardo Penteado, assessor jurídico da campanha, se colocou à disposição para esclarecer dúvidas de conduta dos servidores.
Kassab disse que “nenhum companheiro de prefeitura terá qualquer imposição para participar de campanha”.
Já o coordenador do programa de governo, Guilherme Afif, orientou como “movimentar” a campanha até o início da propaganda na TV, em agosto. Segundo ele, o objetivo é ter “o direito de continuar fazendo direito”. Afif disse que, nos horários possíveis, subprefeitos e secretários devem convidar a população para debates.
“Cada subprefeito convidando a comunidade para o grande debate das linhas e diretrizes gerais do futuro governo e a oportunidade de falar daquilo que está sendo feito”, disse. “Cada secretário vai promover reunião no próprio comitê.”
O único aplaudido foi o tucano Walter Feldman, secretário de Esportes. “Nós do PSDB temos orgulho de fazer parte do seu governo”, disse a Kassab.
Hoje, 21 dos 31 subprefeitos são da cota do PSDB e 11 dos 22 secretários são tucanos. O candidato do partido é o ex-governador Geraldo Alckmin.
“Esse fato é irrelevante e inócuo. Estamos preocupados em dialogar com o eleitor. O adversário nesta eleição é o PT”, disse Alckmin ontem.
Kassab chamou o marqueteiro Luiz Gonzalez de “nosso comandante”. Responsável pela comunicação, Gonzalez pediu uma “muralha da China” entre prefeitura e campanha.
Já seu sócio Woile Guimarães cobrou a manutenção e até a melhora na qualidade dos serviços públicos da cidade.
Após o evento, Manuelito Pereira, secretário de Planejamento, disse não acreditar na saída de tucanos agora.
Foram ao almoço 28 dos 31 subprefeitos e 18 dos 21 secretários. O secretário Rodrigo Garcia (Desburocratização) estava viajando. Walter Aluisio (Finanças) e Carlos Calil (Cultura) enviaram os adjuntos.
Segundo a assessoria de Kassab, os subprefeitos Alexandre Modonezi (Vila Mariana) e Milton Persoli (Freguesia do Ó) estão de férias, e Geraldo Montovani (Santo Amaro), doente.

15/07/2008 - 12:16h Cidade suja de corrupção requer CPI

AGORA

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O prefeito Kassab ganharia a apoiar a instalação da CPI exigida pelo sindicato dos ambulantes. Isto por um motivo simples: Como revela o jornal AGORA o subprefeito do Brás tinha sido alertado desde o 29 de fevereiro sobre a atuação da máfia dos fiscais dirigida pelo seu assessor político, filiado ao DEM. O subprefeito tucano sabía, disse o jornal AGORA e mesmo assim declarou aos jornais que não tinha a menor suspeita que o sistema estivesse agindo na suas barbas.

Se o prefeito Kassab insistir em não permitir a constituição da CPI para investigar no só a Máfia dos Fiscais no Brás, mas a acusação que o sistema funciona em outras subprefeituras, deveria pelo menos demitir o subprefeito por negligência. É o mínimo considerar que sua atuação foi negligente ao ignorar uma grave acusação formulada numa reunião, dando lugar a incidentes graves e não ter tomado qualquer providência, nem sindicância.

Um subprefeito do PSDB, suspeito de proteger um assessor político do DEM, que arrecadava R$1 milhão por mês, sem que isto provoque nenhuma atitude de Kassab, fora mobilizar a Guarda Cívil Metropolitana para fiscalizar, é uma passividade inadmissível com a Máfia. LF

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Jornal da Tarde

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O Estado de São Paulo

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Agora

14/07/2008 - 18:04h O demo Kassab se proclama candidato do PSDB

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Secretários tucanos declaram apoio a Kassab em reunião eleitoral

REUTERS - Agencia Estado

SÃO PAULO - Em reunião nesta segunda-feira com o secretariado para marcar os limites de participação da equipe na campanha, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) recebeu manifestação de apoio dos secretários tucanos à sua eleição.

Mais enfático secretário municipal do PSDB, o deputado federal Walter Feldman (Esportes) chegou a falar que foi ultrapassado um período extremamente difícil, citando indiretamente a disputa dentro do partido, que acabou escolhendo o ex-governador Geraldo Alckmin como candidato e deixando os integrantes da sigla na equipe de Kassab em situação delicada.

“Nós do PSDB temos muito orgulho de participar deste governo, seja na fase inicial, sob o comando de (José) Serra, seja na continuidade com o Kassab. Nenhum milímetro foi alterado e temos compromisso com este governo até 31 de dezembro”, disse Feldman.

Das 22 secretarias municipais, nove são ocupadas por tucanos e dos 31 subprefeitos, cerca de 20 são do PSDB. Em um encontro que poderia ser interpretado como pressão sobre o engajamento tucano, Kassab procurou afastar a atitude.

“Em nenhum momento nenhum companheiro de prefeitura terá de nossa parte qualquer imposição para participar de campanha”, disse o prefeito, para em seguida classificar de “peculiar” o fato de o PSDB ter dois candidatos em disputa pela prefeitura de São Paulo.

Outros secretários tucanos presentes ao encontro, que teve a presença de subprefeitos, também deixaram claro sua adesão a Kassab, como Clóvis Carvalho (Governo) e Andrea Matarazzo (Subprefeituras).

Coube ao jornalista Luiz Gonzalez, “comandante” da comunicação da campanha, como definiu Kassab, dar o recado sobre a atuação de secretários e subprefeitos na eleição.

“Um dos desafios é estabelecer uma ‘muralha da China’ entre a administração e a campanha”, disse Gonzalez, ex-marqueteiro de Alckmin por três campanhas, entre elas a presidencial de 2006.

Além de Gonzalez, também vai atuar na campanha de Kassab o jornalista Roger Ferreira, que trabalhou com Alckmin no governo paulista.

A equipe terá de dividir sua atuação, como o prefeito já vem fazendo, deixando os horários do almoço, da noite e pela manhã bem cedo para atividades de campanha e analisando se suas decisões no dia-a-dia não se chocam com a lei eleitoral. (Reportagem de Carmen Munari)

13/07/2008 - 11:23h Pesquisa revela imagem que os eleitores têm de candidatos

Datafolha

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Folha de São Paulo 

12/07/2008 - 09:17h Secretário de Serra convoca delegado que investiga mafia na prefeitura de Kassab

Delegado convoca subprefeito da Mooca para esclarecimentos

Não há indícios contra Odloak, mas polícia quer saber como o esquema agia na repartição

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Bruno Tavares, Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli - O Estado de São Paulo

O delegado Luís Augusto Storni afirmou ontem que o subprefeito da Mooca, Eduardo Odloak, será convocado a prestar depoimento na próxima semana. Odloak era o chefe dos fiscais presos acusados de achacar camelôs. Nos últimos três anos, o subprefeito, filiado ao PSDB, encampou uma cruzada contra os camelôs do Brás e ganhou notoriedade no final de 2007, ao liderar as blitze que fecharam shoppings populares que pertencem ao chinês naturalizado brasileiro Law Kim Chong.

“A investigação até o momento não mostrou participação do subprefeito no esquema das quadrilhas. Mas é claro que queremos saber como o esquema funcionava dentro da repartição”, afirmou o delegado, que não descartou novas prisões nas próximas semanas. “Com os depoimentos dos presos e indícios de suspeitos, pode ser que se descubram outros membros nas quadrilhas. A investigação terá continuidade. O que podemos dizer é que havia um esquema criminoso comandado por esse assessor político, o Eivazian”, acrescentou Storni.

Storni foi chamado ontem à tarde à Delegacia-Geral de Polícia para relatar a investigação ao secretário de Estado da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão. Questionado se temia sofrer pressões da cúpula do Estado pela repercussão política das prisões, o delegado argumentou que “o compromisso do Estado é o combate à corrupção, independentemente de partidos políticos”.

A operação que levou à prisão dos envolvidos no esquema de corrupção começou a ser montada na tarde de quinta-feira. Às 8 horas de ontem, 50 policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e da Unidade de Inteligência Policial (UIP) se reuniram na sede do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), em Pinheiros, para cumprir os 13 mandados de prisão. A maioria das equipes seguiu para o Brás, onde estavam os ambulantes e os fiscais suspeitos de integrar a quadrilha.

A equipe liderada pelo delegado Storni foi até um motel da zona leste da capital, para capturar Marcelo Eivazian. Ele estava acompanhado por uma garota de programa. Antes de ser colocado na viatura do GOE, protestou: “Não sei por que estou sendo preso.” No carro dele, uma EcoSport, os policiais encontraram dois papelotes de cocaína, um de maconha e anabolizantes.

AMBULANTES

Camelôs ilegais, colegas de Manoel Severino, um dos ambulantes presos acusados de arrecadar dinheiro para os fiscais, foram ontem à tarde à delegacia e confirmaram o pagamento de propina. “Ele só fazia isso para garantir o nosso trabalho. Todo mundo que foi retirado do Largo da Concórdia tinha de entrar no esquema”, contou uma ambulante, que pediu sigilo do nome. Os amigos de Severino devem prestar depoimentos na semana que vem, segundo a polícia.

Pela manhã, durante a operação da Polícia Civil, houve comemoração entre camelôs ilegais que pagavam até R$ 30 semanais para manter um ponto na Rua Saião Lobato. Após as prisões, uma salva de rojões ecoou no largo. O presidente do Sindicato dos Camelôs Clandestinos, Afonso da Silva, convocou os colegas a invadir as vias de onde foram retirados no início de 2006. “Tem de voltar todo mundo.” Os clandestinos, assustados com a operação, desmontaram barracas. Mas voltaram ao trabalho após saber da prisão de fiscais.

GRAMPOS

No feriado de 1.º de maio, uma ambulante identificada como Vanda reclama com Edson Mosquera, chefe dos fiscais da Mooca, sobre o suposto pagamento de propina a Felipe Eivazian.

Vanda: Edson?

Edson Mosquera: Oi.

Edson: Fala, Vanda.

Vanda: Me diz uma coisa: Felipe passou lá ontem de tarde e você não estava mais lá. Aí ele passou lá e mandou tirar a barraca de lanche e também mandou tirar o acarajé. Na hora que ele começou a falar eu falei assim: ?ah, não pode mais vender comida??. Aí eu falei o seguinte: ?eu tô aqui porque eu pago para o seu irmão?. (…) Eu falei: ?eu tô aqui, seu irmão que me botou, eu pago a ele por semana?. Aí ele já mudou a conversa, começou rindo: ?ah, mas agora quem manda sou eu?. Eu disse: ?ó, eu tô aqui porque eu pago para o seu irmão, todo mundo que tá aqui paga para o seu irmão. Eu paguei para o seu irmão até sexta-feira e foram sete semanas de R$ 250?. ?É, mas não pode comida, não pode na Vanda, se a senhora botar outra coisa pode, mas comida não pode?. Aí eu peguei e tirei(…) Daí eu não sei como vai ser o esquema agora, se ele vai todo dia, porque a coisa vai ficar difícil. Queria saber se a gente continua com o esquema de eu pagar vocês, na hora que o Felipe vier eu saber e sair, ou não vou mais trabalhar lá.

Edson: Amanhã eu vou lá, chegando lá eu te aviso. Amanhã ele não vai tá lá, só vai estar eu, o Ronaldo e o Nilson.

Em 3 de maio, uma ambulante identificada como Ângela também se queixa com Edson sobre os achaques supostamente feitos por Felipe Eivazian.

Edson: Bom dia, dona Ângela.

Ângela: Oi, que bom que você me ligou.

Edson: Por quê?

Ângela: Você soube o que aconteceu comigo na quarta-feira? O irmão do Marcelo foi lá e falou que não era pra mim montar porque senão ele ia mandar guinchar meu carro, na frente do policial. Tive que desmontar, até agora não fui trabalhar. O que eu faço agora?

Edson: Uma opção é arrumar um outro lugar, então, pra senhora colocar.

Ângela: Me arruma um outro?

Edson: Até baixar a poeira.

Ângela: Até quando vai isso?

Edson: Vamos ver né como vão ser as coisas. Marcelo tá saindo fora, o Felipe vai também provavelmente ajudar o irmão. O irmão dele vai sair candidato, vai embora.

Ângela: Segunda-feira eu vou lá, volto lá.

Edson: Então tá, segunda-feira eu vejo o que eu posso fazer pra senhora.

No dia 8 de maio, uma mulher não identificada reclama que Edson não avisou sobre a chamada da fiscalização.

Mulher não-identificada: Ô, Edson, o rapa tá passando aqui e você não avisa nada?

Edson: Eu não vou invadir aí.

Mulher: Mas tá tudo aqui na esquina.

Edson: Eu tô também, filha.

Em seguida, Edson liga para outros camelôs e avisa que vai passar a fiscalização para recolher as mercadorias ilegais

Edson: Oi Giba, dá uma desmontada pra nós, porque eu vou entrar com o pessoal agora.

Camelô: Tirar fora?

Edson: É.

No dia 16 de abril, às 9h02, Edson conversa com um camelô para avisar sobre uma fiscalização, que, desta vez, era feita pela Polícia Militar, e não pela Prefeitura de São Paulo.

Homem não-identificado: E aí.

Edson: Manda o pessoal ficar esperto que é o tenente tá prendendo tudo.

Homem: Quem, a polícia?

Edson: O tenente da Polícia Militar, não tem nada a ver com a Prefeitura. Ele que tá aí ensacando tudo, prendendo.

Homem: Copiado.

12/07/2008 - 08:57h Cheiro de podre na Prefeitura de São Paulo

Cadê o xerife?

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“Sem deixar a subprefeitura da Sé, passou a acumular a gigantesca Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, na qual comanda um orçamento anual de 1,4 bilhão de reais. “Somos amigos há anos e sempre soube que ele tem uma capacidade de trabalho muito grande”, declara o prefeito Gilberto Kassab. Matarazzo logo se tornou a estrela da administração municipal. “No atual organograma da prefeitura, quem tem a função de coordenar os subprefeitos vira uma espécie de primeiro-ministro”, afirma o cientista político Rui Tavares Maluf, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. O secretário aproveita essa visibilidade para, ao menos, fazer barulho. Acredita que, ao ser duro com quem está irregular, dá exemplo aos demais. Só no ano passado, interditou 135 casas noturnas, 166 ferros-velhos, 178 restaurantes e 816 bares. Ao todo, foram 1·793 fechamentos (uma média de quase cinco por dia). Retirou mais de 7.000 camelôs não cadastrados de pontos como o Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, o Largo da Concórdia, no Brás, e o centro de São Miguel Paulista. No Largo Treze, a simples expulsão dos ambulantes levou o número de roubos e furtos na região a cair cerca de 20%.” Veja SP 16/1/2008

Promotoria diz investigar outras duas subprefeituras

Apuração do Ministério Público atinge subprefeituras da Sé e de Pinheiros

Funcionários dos dois órgãos são suspeitos de vender alvará para estabelecimentos que funcionariam como casas de prostituição

DA REPORTAGEM LOCAL

Além da Subprefeitura da Mooca, na zona leste de São Paulo, o Ministério Público Estadual informou ontem que também investiga irregularidades envolvendo funcionários de pelo menos outras duas subprefeituras.
De acordo com o promotor José Carlos Blat, há denúncias de que alguns funcionários das subprefeituras da Sé, na região central da cidade, e de Pinheiros, na zona oeste da capital, vendem alvarás para o funcionamento irregular de estabelecimentos que, na verdade, são casas de prostituição.
“Há vários problemas envolvendo subprefeituras. Além dessas [Sé e Pinheiros], há outras [com suspeitas de irregularidades]. São questões de corrupção, emissão de alvarás ilegais para casas que não podem ter qualquer tipo de funcionamento, além da ausência de fiscalização em relação aos ambulantes ilegais”, afirmou Blat.
Amauri Luiz Pastorello, subprefeito da Sé, e Nilton Nachle, subprefeito de Pinheiros, não foram localizados ontem para comentar a informação.
Procurado pela Folha, ontem à noite, para falar a respeito do caso, o secretário das Subprefeituras de São Paulo, Andrea Matarazzo, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “qualquer irregularidade deve ser investigada, apurada e punida”.
Blat informou que mais pessoas podem estar envolvidas na quadrilha da Subprefeitura da Mooca. Ele disse também que foi encaminhado um ofício à Promotoria da Cidadania, para que sejam apurados indícios de irregularidades nas outras subprefeituras.
Blat é o mesmo promotor que atuou no caso que ficou conhecido como a Máfia dos Fiscais em 1998, durante a gestão do então prefeito de São Paulo, Celso Pitta (1997-2000).
Naquela oportunidade, mais de cem pessoas foram indiciadas, entre elas alguns políticos. Indagado se a investigação da quadrilha presa ontem irá respingar em algum político também, Blat afirmou que ainda é cedo para afirmar isso.
“No momento, a investigação não detectou isso. Essa quadrilha age no segundo e terceiro escalões da Subprefeitura da Mooca”, disse Blat, que, no entanto, pretende ouvir o depoimento de Eduardo Odloak, subprefeito da Mooca.
“Ele precisa ser ouvido porque todo o esquema acontecia dentro da subprefeitura que ele comanda”, afirmou o promotor à Folha.
(KLEBER TOMAZ E ANDRÉ CARAMANTE)

12/07/2008 - 08:43h Demo chefe da quadrilha tinha boas relações

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Marcelo Eivazian chega à delegacia
Márcio Fernandes/AE

Líder do esquema queria ser subprefeito

Político em ascensão no DEM estava prestes a assumir chefia de gabinete

Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli - O Estado de São Paulo

O nome Georges Marcelo Eivazian evoca diversos significados na região leste da cidade de São Paulo. Estrela em ascensão dentro do Democratas (DEM), coordenador-geral da ala jovem do partido na zona leste e assessor político da Subprefeitura da Mooca, o político de 29 anos estava prestes a ser nomeado chefe de gabinete da Subprefeitura da Vila Prudente. A indicação, conforme mostra a investigação da Polícia Civil e fontes ligadas ao governo municipal ouvidas pelo Estado, teria partido do secretário de Subprefeituras, Andrea Matarazzo. O secretário nega a informação, mas confirma que ele era um dos nomes “aventados” para o cargo. Marcelo Eivazian, no entanto, queria mais. Ao mesmo tempo que ajudaria candidatos do DEM nas eleições de outubro, já fazia contatos para tentar chegar ao posto de subprefeito.

Galgando degrau por degrau dentro da organização do partido, Eivazian também é conhecido na zona leste como o “playboy” da Mooca. Estava sempre em festas - grampos da polícia, que fazem parte da Operação O Rapa, mostram que ele comprava e levava drogas para amigos mais próximos. Eivazian também é apontado como líder de uma suposta organização criminosa que extorquia os camelôs do Brás. Preso ontem às 11 horas em um motel , cobrava no mínimo R$ 1 mil por semana de cada um dos 500 trailers e carrinhos de comida que atuam no bairro. Tirava, ao todo, R$ 500 mil por mês dos ambulantes.

Nos grampos, ainda aparece falando que na próxima legislatura vai fazer dois braços mecânicos, um para “dar a mão para pobre e outro para carregar a maleta de dinheiro”. Marcelo Eivazian tentou se eleger deputado estadual em 2006, mas obteve apenas 4.891 votos (0,02%). Na próxima legislatura, tinha planos de virar subprefeito.

No dia 22 de maio, Eivazian ligou para Jorge Tadeu Mudalen, deputado federal pelo DEM de São Paulo. Mudalen afirmou que estava almoçando com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e pediu para que Eivazian ajudasse sua mulher, Sandra Mudalen, a se eleger vereadora nas eleições de outubro. “Eu tô com você até a morte”, diz Eivazian. “Eu quero que você me indique para subprefeito depois.”

GRAMPOS

No dia 22 de maio, às 14h27, Marcelo Eivazian, assessor da Subprefeitura da Mooca, liga para o deputado federal Jorge Tadeu Mudalen (DEM), que afirma estar almoçando com o prefeito Gilberto Kassab.

Jorge Tadeu Mudalen: Ó, você vai ajudar a Sandra (mulher de Jorge Tadeu, candidata a vereadora), hein, cara?

Georges Marcelo: Eu tô com você até a morte. O que você falar, fala com o prefeito, o que vocês decidirem…

Jorge Tadeu Mudalen: Você vai ajudar a Sandra, pelo seguinte: ela vai ser vereadora e depois você não vai ficar no sol.

Georges Marcelo: Eu quero que você me indique pra subprefeito, depois.

Jorge Tadeu Mudalen: Então, tá bom.

Em 24 de maio, às 20h36, uma garota não identificada conversa com Eivazian sobre “doce” (gíria para LSD) e pede para ele pegar um “produto natural” (gíria para maconha).

Garota não identificada: E aí, amore? Deixa eu te falar, tá levando alguma coisa?

Eivazian: Doce.

Garota não identificada: Ah, então, tá.

Eivazian: Serve?

Garota não identificada: Ah, pra caramba, uiuiui… Claro… Leva muito chocolate, muito!

Eivazian: Eu vou sair aqui de São Paulo daqui a uma hora.

Garota não identificada: Você não quer ir com a gente, tipo, um seguindo o outro?

Eivazian: Vocês vão em que estrada?

Garota não identificada:

Ayrton Senna e Carvalho Pinto.Eivazian: A hora que vocês tiverem ido, pegando a Marginal, me dá um toque e a gente se tromba. (fala baixo). Eu vou passar para pegar os negócios.

Garota não identificada: Ah, tá, demorou. Ô, nego, pega pra mim o produto natural…

Eivazian: Tá bom, vou ver. Dá uma ligada pra mim.

Também em 24 de maio, às 21h50, Eivazian fala com um homem não identificado sobre cobrança de propina.

Eivazian: Olha, eu tentei falar e não consegui… Faz um favor, liga para o Ceará e fala: “O recado que mandaram dar é o seguinte: se esta semana não vier mil e a outra, o dobro… O acerto é esse, todos os dias o dobro de mil.” Se não vier, acabou, velho. Vai f… todo mundo. Ninguém mais trabalha. É esse o recado.

Homem não identificado: Beleza, eu vou passar para ele.