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	<title>Blog do Favre &#187; laboratórios</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Droga para aids vai tratar hepatite</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 10:29:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento

Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP


// 

O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Lígia Formenti, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
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</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091026/img/7.1.imagem_aids.jpg" alt="" /></div>
<p>O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.</p>
<p>&#8220;A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro&#8221;, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.</p>
<p>Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. &#8220;Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento&#8221;, conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.</p>
<p>Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.</p>
<p>O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga &#8211; graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.</p>
<p>Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. &#8220;Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa.&#8221; Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.</p>
<p>O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.</p>
<p><strong>NOVA POLÍTICA<br />
</strong><br />
Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica &#8211; uma das maiores preocupações em saúde pública &#8211; mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.</p>
<p>Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.</p>
<p>Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.</p>
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		<title>Se espirrar, saúde</title>
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		<pubDate>Sun, 24 May 2009 18:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cientistas correm para desenvolver uma vacina universal contra a gripe, mas esbarram na &#8220;criatividade&#8221; do vírus
Kirill Sirotyuk &#8211; 13.mai.09/France Presse

Funcionária de laboratório segura amostra de vírus de gripe suína para produção de vacina em São Petersburgo, Rússia
&#160;
ANDREW POLLACK DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP
Duas injeções de vacina contra sarampo durante a infância protegem uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Cientistas correm para desenvolver uma vacina universal contra a gripe, mas esbarram na &#8220;criatividade&#8221; do vírus</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>Kirill Sirotyuk &#8211; 13.mai.09/France Presse<br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/05/se-espirrar-saude/11448/" rel="attachment wp-att-11448" title="virus_gripe.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/05/virus_gripe.jpg" alt="virus_gripe.jpg" /></a><br />
Funcionária de laboratório segura amostra de vírus de gripe suína para produção de vacina em São Petersburgo, Rússia</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99">ANDREW POLLACK DO &#8220;NEW YORK TIMES&#8221; &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Duas injeções de vacina contra sarampo durante a infância protegem uma pessoa pela vida toda. Quatro doses de vacina contra poliomielite também. Mas vacinas contra a gripe precisam ser tomadas todos os anos. E, mesmo assim, fornecem proteção incompleta.<br />
A razão é que o vírus influenza sofre mutações muito mais rapidamente do que outros vírus. Uma pessoa que desenvolve imunidade a uma linhagem do vírus não está protegida de uma linhagem diferente.<br />
Isso promete ser um dos principais problemas à medida que o mundo se prepara para uma possível pandemia de gripe suína no segundo semestre. É impossível saber quantas pessoas podem morrer antes de uma vacina adequada a essa linhagem ser manufaturada.<br />
Mas cientistas e fabricantes de vacina estão trabalhando duro em uma vacina &#8220;universal&#8221; contra a gripe, que poderia proteger contra todas as linhagens da doença.<br />
&#8220;A &#8220;universal&#8221; mudaria complemente a maneira com que a vacinação contra a gripe seria feita&#8221;, diz Sarah Gilbert, especialista em vacinas da Universidade de Oxford (Reino Unido). &#8220;Quanto mais cedo tivermos uma vacina universal, melhor, porque poderemos parar de nos preocupar sobre quando será a próxima pandemia.&#8221;<br />
Uma vacina assim acabaria com os chutes que ocorrem hoje todo início de ano quando cientistas decidem quais linhagens devem ser incluídas na vacina sazonal para o inverno seguinte. Se o chute está errado, a vacina é menos eficaz.<br />
E isso também tornaria a imunização viável em países que hoje não têm como bancar programas anuais. A gripe sazonal contribui para a morte 500 mil pessoas todos os anos.<br />
Infelizmente, a vacina universal não estará pronta a tempo de combater a pandemia da nova gripe suína. As vacinas mais avançadas passaram apenas por pequenos testes.<br />
Na verdade, as vacinas universais desenvolvidas até agora não previnem as infecções totalmente. Elas só limitam a gravidade e a dispersão da doença. Alguns especialistas dizem que isso basta, mas outros têm dúvidas.<br />
&#8220;Isso não vai substituir a vacina sazonal de gripe&#8221;, disse Robert Belshe, do centro de desenvolvimento de vacinas da Universidade de Saint Louis.<br />
Alguns pesquisadores dizem que reforço da vacina ainda seria necessário a cada dez anos. Também não está claro se ela seria capaz de proporcionar proteção contra todas as cepas, incluindo as de origem animal.<br />
Quando alguém é vacinado ou infectado, o sistema imunológico cria anticorpos que atacam principalmente uma proteína na superfície do vírus chamada hemaglutinina. Mas essa proteína é a parte que muda mais rápido no vírus, então os anticorpos de uma cepa podem não reconhecer outra.<br />
Uma vacina universal teria de estimular um ataque do sistema imunológico a uma parte do vírus influenza que não varia de cepa para cepa.<br />
<strong><br />
Escondidas</strong><br />
O problema é que a maioria das proteínas que não variam muito estão no interior do vírus, fora do alcance de anticorpos. Mas há uma proteína interna, chamada M2, que desponta um pouco. Esse pedaço externo não é um grande alvo para anticorpos, mas é o foco da pesquisa de vacina universal.<br />
&#8220;O truque é que você precisa ter um sistema que produzirá uma resposta imunológica robusta contra esse nadinha de proteína&#8221;, disse Alan Shaw, presidente da VaxInnate, empresa que tenta desenvolver uma vacina universal que combine a parte externa da M2 com uma proteína bacteriana que estimule o sistema imune.<br />
A VaxInnate, a Merck e a Acambis, de propriedade da Sanofi-Aventis, fizeram cada uma delas um pequeno teste das suas vacinas de M2 em voluntários saudáveis. As pessoas vacinadas produzem anticorpos contra a M2. Mas estes não evitam totalmente a infecção. Será preciso fazer testes muito mais amplos para ver se essas vacinas realmente amenizam a doença durante uma temporada de gripe real.<br />
Outra questão é que a proteína M2 dos vírus animais pode ser um pouco diferente da dos vírus humanos. Isso levanta questões sobre o quão bem uma vacina de M2 funcionaria contra a nova gripe suína.<br />
Neste ano, duas equipes de pesquisadores relataram ao mesmo tempo que poderia haver uma outra região não-variante do vírus. Ela está no &#8220;palito&#8221; da proteína hemaglutinina, que tem forma de pirulito.<br />
Um dos grupos mostrou que anticorpos isolados a partir de sangue humano que se ligaram a essa parte da proteína protegiam camundongos contra muitas cepas de gripe, incluindo a gripe espanhola de 1918.<br />
Mas especialistas dizem que será muito difícil isolar essa parte da proteína para fabricar uma vacina, ou fabricá-la por meio de engenharia genética.<br />
Uma alternativa poderia ser a utilização dos próprios anticorpos como medicamento, apesar de anticorpos serem caros para fazer e consumirem muito tempo para serem administrados aos pacientes.<br />
As nucleoproteínas do vírus podem ser um alvo potencial para futuras vacinas. Porém, anticorpos não podem chegar até essa proteína para evitar a infecção. Então, a ideia é estimular outros soldados do sistema imunológico, as células T, para que eles rapidamente matem as células infectadas antes que elas façam novos vírus.<br />
Finalmente, os melhores resultados poderão surgir da combinação de técnicas. A Dynavax, empresa de biotecnologia da Califórnia, espera iniciar um teste em 2010 com uma vacina desenhada para estimular anticorpos contra M2 e células T contra nucleoproteínas.</p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: saúde em risco sem exames médicos</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 13:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Fim de contrato, exames em risco
Fabio Leite e Bárbara Souza &#8211; JT
Após 3 anos de contrato, em que controlou o sistema de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde da capital, em 16 de março a Amplus deixou de operar serviços como raio X e ultrassom em 58 unidades sem ter instalado todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.jt.com.br/editorias/2009/03/23/img/jt_grande.jpg" width="500" border="0" height="878" /></div>
<p><font size="5"><strong>Fim de contrato, exames em risco</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Fabio Leite e Bárbara Souza &#8211; JT</p>
<p>Após 3 anos de contrato, em que controlou o sistema de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde da capital, em 16 de março a Amplus deixou de operar serviços como raio X e ultrassom em 58 unidades sem ter instalado todos os equipamentos exigidos no contrato de R$ 108 milhões feito com a Prefeitura. A empresa é acusada de fraudes trabalhistas e sonegação de ao menos R$ 1,2 milhão, na qual a Secretaria Municipal da Saúde é considerada corresponsável. Há dois anos a pasta sabia das irregularidades, mas o contrato da Amplus , julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Município em julho de 2008, vigorou até o fim. A secretaria, que havia prometido nova licitação, atrasou a definição de quem substituiria a Amplus &#8211; 8 Organizações Sociais -, pondo em risco o atendimento de 250 mil pacientes por mês. A mudança de modelo foi feita de forma planejada, diz a assessoria da pasta.</p>
<p><strong>Saúde levou 8 meses para atender ordem do TCM</strong></p>
<p>O Tribunal de Contas do Município (TCM) determinou, em julho de 2008, que a Prefeitura deveria suspender contrato de R$ 108 milhões da Secretaria Municipal de Saúde com a empresa Amplus para realização de exames de diagnóstico por imagem. À época, o próprio secretário Januário Montone garantiu que abriria nova licitação ainda no ano passado. Mas a administração, que entrou com recurso no TCM, levou oito meses para definir novos operadores dos serviços &#8211; 8 Organizações Sociais (OS), e o fez a apenas 15 dias do fim do acordo com a Amplus.</p>
<p>Os novos contratos, que valem por três anos, chegam a quase R$ 90 milhões, segundo o Diário Oficial. O valor supera o que foi pago à Amplus até o momento &#8211; R$ 84 milhões, de acordo com o Sistema de Execução Orçamentária da Prefeitura, mas a empresa diz ter recebido R$ 66 milhões.</p>
<p>Uma das OSs é a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi), que assume o serviço em 22 unidades da cidade por R$ 23,9 milhões por 3 anos. Ela, porém, já foi punida pela própria secretaria com afastamento das atividades há pouco mais de três anos, acusada de prestar serviço deficitário e “quarteirizar” de forma irregular a mão de obra, mesmas acusações que pesam sobre a Amplus (leia ao lado).</p>
<p>As organizações foram contratadas com dispensa de licitação, com base em lei municipal. Apesar de o contrato das OSs prever valor superior ao pago à Amplus, o gerente-geral da Fidi, Francisco Eno, diz que a “responsabilidade de reaparelhar hospitais é da secretaria”. No contrato que terminou, a empresa era responsável por instalar equipamentos e sistemas de digitalização de radiodiagnósticos.</p>
<p>É o impasse sobre os aparelhos que ameaça realização de exames, estimados em 250 mil por mês. A Amplus iniciou a remoção de parte dos 71 equipamentos que diz ter instalado, incluindo os de mamografia, raio X e ultrassonografia.</p>
<p>O diretor comercial da empresa, José Florêncio Ribeiro, porém, diz estar sendo impedido de retirá-los de alguns hospitais. “A transição está tumultuada. Não houve planejamento; as OSs pediram para prorrogar (o contrato), mas o secretário vetou.” A Saúde informou que o “processo se encerra na sexta-feira, quando a Amplus poderá retirar os equipamentos”.</p>
<p>Entre problemas apontados pelo TCM, que levaram à condenação do contrato da Amplus, estão não cumprimento de prazos e não especificação dos aparelhos a serem comprados. As “falhas graves” haviam sido constatadas um ano antes em auditoria da Prefeitura. A Amplus diz que não cumpriu as exigências porque a secretaria não cedeu espaço, como o caso de um aparelho de ressonância magnética de R$ 700 mil, no Hospital do Campo Limpo, que ficou sem uso por 3 anos.</p>
<p><font size="5"><strong>Doméstica teve exame cancelado e não pode trabalhar</strong></font></p>
<p>Os reflexos da mudança na prestação do serviço de diagnóstico por imagens já batem à porta de algumas unidades e deixam pacientes esperando por horas. Ou pior: sem exame. É o caso da doméstica Marilene Barbosa dos Santos, de 43 anos. A ressonância magnética que ela faria nos dois joelhos na segunda-feira passada foi cancelada, sem previsão de nova data.</p>
<p>Ela depende do exame para agendar cirurgia e voltar a trabalhar. “O INSS suspendeu meu afastamento. Além de doente, estou desempregada.” Segundo a Amplus, que realizava o serviço, os contratos com dois laboratórios parceiros que faziam esse tipo de exame foram cancelados após o encerramento do próprio contrato da firma com a Prefeitura.</p>
<p>Na sexta-feira, no Hospital do Campo Limpo, na zona sul, quem tinha exame marcado reclamava da demora para ser atendido ou receber resultados. A dona de casa Iraci Santos Souza reclamou de ter andado à toa. Foi buscar o raio X do filho, mas voltou de mãos abanando. “Já faz duas semanas que ele fez o exame e não está pronto. É um absurdo.”</p>
<p>Na fila de espera para ultrassom, a funcionária pública Enedi Ferreira, de 42 anos, disse que esperou 4 horas. A Amplus informou que o problema ocorreu porque houve um bloqueio no sistema informatizado de agendamento ao fim do contrato.</p>
<p><strong>NOVAS CONTAS*</strong></p>
<p>Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem: R$ 23,9 milhões. Áreas sul, sudeste, centro oeste e leste</p>
<p>Santa Casa de Misericórdia de SP: R$ 4,2 milhões. Área norte</p>
<p>DEMAIS REGIÕES</p>
<p>Casa de Saúde Santa Marcelina: R$ 867,3 mil</p>
<p>Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim: R$ 360,8 mil</p>
<p>Associação Paulista para o Des. da Medicina: R$ 1,59 milhão</p>
<p>Serviço da Construção Civil do Estado de São Paulo: R$ 1,6 milhão</p>
<p>Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libanês: R$ 209,1 mil</p>
<p>Associação Congregação de Santa Catarina: R$ 650,1 mil<br />
<strong><br />
* Valores de 3 anos de contrato </strong></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: Blog de Nassif apresenta dossié sobre aparelho médico encostado há 3 anos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/gestao-kassab-blog-de-nassif-apresenta-dossie-sobre-aparelho-medico-encostado-ha-3-anos/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 19:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 Ver também aqui no blog “Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos
O caso Amplus e a terceirização da saúde
A Folha de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><cite class="date"></cite></p>
<h2><font size="4"> Ver também aqui no blog <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/gestao-kassab-aparelho-medico-esta-encostado-ha-3-anos/" title="“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos" rel="bookmark">“Gestão” Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</a></font></h2>
<p><font size="5"><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/" title="O caso Amplus e a terceirização da saúde" rel="bookmark">O caso Amplus e a terceirização da saúde</a></font></p>
<p>A <strong>Folha</strong> de hoje traz reportagem sobre um aparelho médico, o único equipamento de ressonância magnética da rede municipal, encostado há três anos porque não foi feita a obra necessária para abrigá-la. Na mesma página, nota informando que o Tribunal de Contas do Município julgou o contrato irregular em junho do ano passado.</p>
<p>É um bom tema para se analisar os limites da terceirização de serviços públicos – que, em princípio apoio, mas que dá margem a muita operação nebulosa.</p>
<p>Vamos a um histórico de documentos levantados na web e no Diário Oficial (<a href="http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRl1SgoQkbzGtvwj" target="_blank">clique aqui</a> para ir ao Google Notebooks conferir):</p>
<p><strong>Documento 1</strong> – a matéria da Folha sobre o aparelho médico que está encostado há três anos.</p>
<p><strong>Documento 2</strong> – Secretaria nega falta de assistência e culpa “ complexidade” por problema.</p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg"><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus09012008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29145 alignleft" style="float: left" width="306" height="235" /></a></p>
<p>No Diário Oficial do Município, é possível juntar algumas informações sobre as causas desse problema: para abrigar um aparelho de R$ 10 milhões (há três anos parados) bastaria uma ampliação da sala que custaria R$ 180 mil.</p>
<p><strong>Documento 3</strong> – Matéria de 28 de maio de 2007 do Diário de São Paulo, informando que o problema era antigo. Segundo a matéria, havia uma fila de 3 mil pessoas aguardando a instalação do tal aparelho de ressonância magnética.</p>
<p>E surgem as primeiras informações sobre o valor do contrato:</p>
<p>“Os R$ 108 milhões do compromisso com a empresa seriam suficientes para bancar a implantação de mais de 200 unidades de Atendimento Médico Ambulatorial, as AMAs, uma das bandeiras da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM)”.</p>
<p>“Nas 80 páginas do documento da corregedoria, nomeada pela própria administração municipal, são relatadas irregularidades no compromisso para diagnóstico por imagem e no de exames laboratoriais. Há falhas na elaboração do modelo escolhido para a contratação e uma lista de obrigações não cumpridas”.</p>
<p><strong>Documento 4</strong> – matéria de O Globo, repercutindo o Diário de São Paulo, na qual a Secretaria da Saúde do município defende a Amplus.  Diz que falta apenas algumas obras no hospital. Pela matéria se fica sabendo que a empresa tinha sido fundada em 1999 (portanto, tinha apenas 6 anos de vida quando o contrato foi assinado) e sua experiência anterior, com prestação de serviços a municípios, se restringia aos municípios de Guarujá e São Vicente.</p>
<p><strong>Documento 5</strong> &#8211; volta-se a uma nota na edição de hoje da <strong>Folha</strong>, informando que, no ano passado, o contrato foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas de São Paulo. Apesar do valor considerável – R$ 108 milhões por três anos – não houve licitação. A assinatura se deu ainda na gestão José Serra na prefeitura.</p>
<p><strong>Documento 6</strong> – discussões na Câmara, publicadas pelo Diário Oficial, sobre uma proposta de CPI da Amplus.</p>
<p><strong>Documento 7</strong> – notícia de 12 de novembro de 2008, do jornal A Tribuna, de Guarujá, informando que a Associação Santamarense de Beneficência quer rescindir o contrato de terceirização da tomografia com a Amplus devido “às péssimas condições de serviço prestadas”.</p>
<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/files/2009/03/amplus01082008.jpg" class="alignnone size-full wp-image-29146 alignleft" style="float: left" width="303" height="187" />Finalmente, aqui, nota no Diário Oficial de 11 de agosto de 2008 informando do cancelamento frequente de exames pela Amplus, por falta de médicos. <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/02/o-caso-amplus-e-a-terceirizacao-da-saude/#more-29144" class="more-link">Leia mais »</a></p>
<p><cite><a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/category/politicas-sociais/saude/" title="Ver todos os posts em Saúde" rel="category tag"><br />
</a></cite></p>
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		<title>&#8220;Gestão&#8221; Kassab: aparelho médico está encostado há 3 anos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/gestao-kassab-aparelho-medico-esta-encostado-ha-3-anos/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 12:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária
Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana


CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Único equipamento de ressonância magnética da rede municipal de SP nunca foi usado porque gestão Kassab ainda não fez obra necessária</strong></p>
<p><strong>Secretaria da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8217;; 6.500 pessoas/mês precisam do exame na rede paulistana</strong></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/5925/" rel="attachment wp-att-5925" title="rm.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/06/rm.jpg" alt="rm.jpg" /></a></div>
<p>CONRADO CORSALETTE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Há três anos, repousa embalado em plásticos, num depósito da zona norte de São Paulo, um aparelho de ressonância magnética de 13 toneladas, com preço avaliado em US$ 130 mil, que poderia ser usado na rede municipal de saúde paulistana.</p>
<p>O equipamento foi comprado pela Amplus, empresa contratada pela prefeitura em 2006 para prestar serviços de diagnóstico por imagem, mas ainda não foi instalado porque a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não concluiu as obras necessárias para acomodá-lo no hospital do Campo Limpo, na zona sul da cidade.</p>
<p>O sistema municipal de saúde não conta com nenhum equipamento de ressonância magnética -eficaz no diagnóstico de doenças, principalmente do sistema nervoso.</p>
<p>Mensalmente, as cerca de 6.500 pessoas atendidas na rede paulistana que precisam do exame acabam encaminhadas a hospitais estaduais ou usam os laboratórios da Amplus.</p>
<p>Em junho do ano passado, a Folha revelou que as obras para abrigar o aparelho de ressonância magnética não tinham sequer começado. Na ocasião, a gestão Kassab prometeu concluí-las e colocar o equipamento em uso em 30 de setembro.</p>
<p>A prefeitura chegou a iniciar as obras, mas, a cinco dias do fim do prazo, recebeu um ofício de um técnico da Amplus que fez uma vistoria apontando problemas para sua instalação:<br />
1) A cobertura do local estava apoiada em vigas de ferro, o que contraria as normas de uso do equipamento, já que, quando ele é ligado, transforma-se numa espécie de imã;<br />
2) Não havia rampa para entrada de equipamentos na sala (o local fica num barranco);<br />
3) Tubos das instalações elétricas eram expostos;<br />
4) As portas eram estreitas (com 70 cm de largura), fora dos padrões para serviços de saúde (média de 90 cm);<br />
5) Próximo à porta, havia um cano de esgoto com vazamento.</p>
<p>Procurada pela Folha, a Secretaria Municipal da Saúde atribui o atraso à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos&#8221;.</p>
<p>A pasta não se comprometeu com prazos para colocar o aparelho de ressonância (com preço próximo de R$ 310 mil) em funcionamento nem para concluir as obras. O custo da reforma seria de R$ 500 mil.</p>
<p>O contrato da prefeitura paulistana com a Amplus foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Município em junho do ano passado.</p>
<p>Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108 milhões por três anos. Eles defendem a concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.</p>
<p>O contrato acaba no próximo dia 16. A prefeitura pretende substituir os serviços da Amplus pelas Organizações Sociais, que administram AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) e hospitais públicos.</p>
<p><font size="5"><strong>Contrato foi considerado irregular </strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>O contrato da prefeitura  com a Amplus foi julgado  irregular pelo Tribunal de  Contas do Município em  junho do ano passado.<br />
Além de apontar problemas como a não-instalação da ressonância, os  conselheiros questionaram a forma da contratação (pregão) para um acordo de valor alto: R$ 108  milhões por três anos. A  assinatura foi feita ainda  na gestão do hoje governador José Serra (PSDB).<br />
Os conselheiros argumentaram à época que,  para contratos assim, seria  necessário uma concorrência pública. A prefeitura recorreu da decisão.<br />
O Ministério Público do  Trabalho também investiga a Amplus. Auditoria viu  irregularidades na contratação de funcionários  -por meio de terceirizadas, sem registro. A empresa diz que cumpre seu  contrato e afirma estar em  dia com os tributos.</p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">outro lado</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong>Secretaria nega falta de assistência e culpa &#8220;complexidade&#8221; por atraso em obra</strong></font></p>
<p><font size="-1">DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde atribuiu o atraso  nas obras no hospital do Campo Limpo, na zona sul, que permitirão o funcionamento do  aparelho de ressonância magnética, à &#8220;complexidade e a requisitos técnicos específicos&#8221;.<br />
&#8220;O aparelho foi adquirido e é  mantido pela empresa contratada. Entretanto, em nenhum  momento houve desassistência  à população ou custo adicional  para a realização de cada exame&#8221;, afirma a secretária.<br />
A gestão do prefeito Gilberto  Kassab (DEM) não se comprometeu com um novo prazo para  a entrega das obras no hospital.<br />
A Amplus, empresa contratada pelo município, afirma que o  equipamento está guardado de  forma adequada e que pode entrar em funcionamento assim  que a prefeitura der as condições necessárias para isso.<br />
Segundo a secretaria, a Amplus tem de fazer, em média,  600 exames de ressonância  magnética por mês. Tais exames são feitos em instalações  da própria empresa. O restante  das pessoas que procuram pelo  exame na rede municipal é encaminhado para hospitais geridos pelo Estado.Ver também sobre o mesmo assunto <strong><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/06/prefeitura-sp-mostra-descaso-com-a-saude-e-joga-dinheiro-fora/" rel="bookmark" title="Permanent Link: Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora">Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora</a></strong></p>
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		<title>Sem espaço, escola invade &#8220;puxadinho&#8221; construído em outra</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/sem-espaco-escola-invade-puxadinho-construido-em-outra/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 13:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Instalação improvisada em escola estadual prevê a destruição de laboratório, cantina, cozinha e banheiros
Alunos, pais e funcionários de escola no bairro de Pedreira prometem impedir obras; dirigente regional diz que a construção é provisória
LAURA CAPRIGLIONE &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Cerca de 1.000 pais, alunos e funcionários da Escola Estadual Ayres Neto, que fica no bairro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090218/img/7.7.imagem_ayres.jpg" /></div>
<p><strong>Instalação improvisada em escola estadual prevê a destruição de laboratório, cantina, cozinha e banheiros</strong></p>
<p><strong>Alunos, pais e funcionários de escola no bairro de Pedreira prometem impedir obras; dirigente regional diz que a construção é provisória</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">LAURA CAPRIGLIONE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Cerca de 1.000 pais, alunos e funcionários da Escola Estadual Ayres Neto, que fica no bairro da Pedreira, periferia sul de São Paulo, reuniram-se ontem à noite para protestar contra a construção improvisada pelo governo José Serra (PSDB) de oito salas de aula de madeirite, no pátio e na quadra do estabelecimento. Madeirite é aquele compensado usado como tapume de obra.<br />
O &#8220;puxadinho&#8221;, como é chamado, deverá, depois de pronto, acomodar alunos de outra escola, a EE Francisco Alves Mourão, localizada no vizinho Jardim Apurá.<br />
Superlotada com seus 1.100 alunos, a Francisco Mourão fica em um desnível de terreno, &#8220;um buraco mesmo&#8221;, disse uma mãe. Não tem espaço para crescer. Decidiu-se, então, ocupar os espaços da Ayres Neto.<br />
No dia 16 de dezembro de 2008, as escolas já sem os alunos (que estavam em férias), e a três dias do início das férias dos professores, a dirigente da regional Sul-1 da Secretaria da Educação, Beatriz Muzzi, assinou o documento com os diretores da Francisco Mourão e da Ayres Neto em que comunicava o início das obras.<br />
Quando voltaram das férias, anteontem, os alunos encontraram os operários furando a quadra para a colocação dos caibros de sustentação das salas de madeirite. O laboratório de física, química e biologia, a cantina da escola, a cozinha onde são preparadas as merendas escolares, os banheiros e a sala da Escola da Família começaram a ser derrubados, para lá se instalar um pátio também provisório, já que o espaço de educação física dos adolescentes estará ocupado. Uma das consequências foi que ontem, na merenda, em vez de comida, os alunos receberam apenas salgadinhos para comer.<br />
&#8220;Estão destruindo a nossa escola. Quantos finais de semana viemos aqui para consertar carteiras, pintar as paredes, cuidar do Ayres Neto? Aquelas árvores que existem aí e que já estão grandinhas, também fomos nós que plantamos. Não vamos permitir que destruam isso tudo para construir uma improvisação sem sentido&#8221;, discursou um professor, voz embargada.<br />
&#8220;Ninguém é contrário a construir novas salas para o Mourão. Mas isso que estão fazendo é uma impostura. Nós exigimos respeito&#8221;, disse a aluna Eliane.<br />
Inaugurada em 1978 no que já foi um curral de cavalos, a Ayres Neto é considerada uma das melhores escolas do bairro. Tem 2.800 alunos e mais uma longa lista de espera. Dos seus 160 professores, 57 são efetivos (é um dos maiores índices de professores concursados).<br />
&#8220;É como se o governo do Estado estivesse invadindo a minha própria casa&#8221;, disse a professora de português.<br />
A reunião de ontem à noite decidiu que professores, alunos e pais impedirão a entrada dos tratores e dos operários na escola. &#8220;Se for o caso, acamparemos e ocuparemos o Ayres Neto&#8221;, disse o professor de história Pedro Paulo Vieira Carvalho, 42, diretor da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), efetivo, no Ayres Neto desde 2005. Os alunos aplaudiram entusiasmados: &#8220;Eiro, eiro, eiro, queremos o banheiro&#8221;.</p>
<p>Na segunda-feira, a Folha revelou que a Secretaria da Educação já instalou em dez escolas da capital a improvisação do &#8220;puxadinho&#8221; de madeirite. No total, são 41 salas.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.joildo.net/wp-content/uploads/2009/02/c1702200901.jpg" alt="http://www.joildo.net/wp-content/uploads/2009/02/c1702200901.jpg" /></div>
<p>As obras no Ayres Neto estão programadas para durar 90 dias. Segundo a dirigente regional Sul-1 da Secretaria da Educação, as instalações improvisadas deverão ser usadas por um período que não excederá um ano e meio. As obras definitivas na Francisco Mourão, se tudo der certo, só serão concluídas em agosto de 2011. Procurada, a Secretaria da Educação não atendeu a reportagem.</p>
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		<title>Setor empresarial americano espera uma nova era de regulamentação</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/01/setor-empresarial-americano-espera-uma-nova-era-de-regulamentacao/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 12:14:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
AP




Barack Obama e sua mulher, Michelle, participam de evento no Memorial Lincoln, ontem em Washington

John Carey e Theo Francis, BusinessWeek &#8211; VALOR
Nas salas da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), em Washington, alguns funcionários estão planejando festas comemorativas da posse presidencial. O entusiasmo é um prenúncio de amplas mudanças de regulamentação empresarial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div style="text-align: center"><font size="1"><em>AP<br />
</em></font><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002179/imagens/foto_19int-eua-a12.jpg" /></div>
<p></span></div>
<p><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></span></p>
<div align="center"><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"></p>
<div class="descricao_foto_legenda"><font size="1"><em>Barack Obama e sua mulher, Michelle, participam de evento no Memorial Lincoln, ontem em Washington</em></font></div>
<p></span></div>
<p style="background-color: #ffff99">John Carey e Theo Francis, BusinessWeek &#8211; VALOR</p>
<p>Nas salas da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), em Washington, alguns funcionários estão planejando festas comemorativas da posse presidencial. O entusiasmo é um prenúncio de amplas mudanças de regulamentação empresarial que virão, para melhor ou para pior, com o presidente Barack Obama.</p>
<p>O fato de o governo democrata que assume amanhã o poder estar defendendo controles mais rigorosos sobre o setor privado não surpreende. Mas, desta vez, o retorno do pêndulo não é puramente ideológico. Só em 2008 houve o derretimento financeiro, brinquedos contaminados com chumbo, aeronaves com registros de inspeção duvidosos e vegetais contaminados com salmonela, entre outros casos que afetaram empresas tanto grandes como pequenas. &#8220;Há evidente percepção no país de que a era de desregulamentação prejudicou os EUA&#8221;, diz David Michaels, diretor de saúde ambiental na Faculdade de Saúde Pública, da Universidade George Washington.</p>
<p>Agora que os ventos da política sugerem mudanças inevitáveis, muitas empresas declaram apoiar maior rigor na regulamentação. A nova mentalidade em Washington, diz William Morin, diretor de assuntos governamentais na Applied Materials, fabricante de semicondutores em Santa Clara, Califórnia, &#8220;é a diferença entre as pessoas que querem fazer o governo funcionar e um pessoal que via o governo como sendo o problema&#8221;.</p>
<p>Algumas companhias estão até mesmo pedindo supervisão mais rigorosa. Laboratórios farmacêuticos estão pedindo uma FDA (agência de alimentos e medicamentos dos EUA) revitalizada. Algumas companhias de eletricidade estão pedindo limites para as emissões de carbono. &#8220;Somos favoráveis a regulamentação forte&#8221;, diz James C. Greenwood, diretor da Organização do Setor de Biotecnologia.</p>
<p>Mas, nos bastidores, muitos executivos temem que agências competentes avancem demais, impondo novas regras tão duras que possam ameaçar a economia. &#8220;Não se deve reagir excessivamente e estrangular as inovações&#8221;, diz R. Bruce Josten, vice-presidente da Câmara de Comércio americana para questões governamentais.</p>
<p>Item prioritário na agenda do governo Obama: dar sustentação ao sistema financeiro. O Congresso e as agências responsáveis pela regulamentação bancária considerarão propostas para ajudar mutuários da casa própria sob risco de perder seu imóvel por falta de pagamento. Eles provavelmente tornarão mais rigorosas as regras para concessão de empréstimos e elevarão o requisito mínimo de capital exigido dos bancos &#8211; dinheiro mantido em reserva para garantir os empréstimos que concedem. E poderão, pela primeira vez, impor novos requisitos de capital a alguns fundos de hedge. De fato, amplas áreas do sistema financeiro &#8220;sombra&#8221; &#8211; os mercados de derivativos escassamente regulamentados &#8211; poderão vir a ser submetidos a supervisão federal mais severa, especialmente o mercado de swaps de risco de crédito.</p>
<p>Mais no longo prazo, disse Obama, a regulamentação financeira precisa ser reformulada. Algumas agências deveriam ser consolidadas, e os riscos que as grandes empresas criam para o sistema financeiro deveriam ser monitoradas melhor. São prováveis propostas de consolidação da Comissão de Negócios Futuros com Commodities (CFTC), que regulamenta os mercados de futuros, com SEC (a comissão de valores mobiliários). E alguns analistas estão defendendo a criação de uma agência fiscalizadora interdepartamental para policiar produtos financeiros oferecidos ao consumidor pessoal.</p>
<p>Outras agências regulamentadoras também estão se sentindo revigoradas. Na Osha (agência de segurança e saúde ocupacional), que publicou apenas um novo regulamento sobre saúde ocupacional em 10 anos, &#8220;existem algumas normas que estão engavetadas há muito tempo e que poderiam rapidamente ser atualizadas e promulgadas&#8221;, diz Adam Finkel, que trabalhou na Osha. Em outras áreas, a criação de normas poderá ser substancial nos próximos anos. Novos limites são esperados para a presença de mercúrio e outros poluentes. É possível que, nas empresas de transportes por caminhão, os motoristas tenham de trabalhar em turnos mais curtos e que os veículos sejam obrigados a cumprir critérios mais rigorosos de economia de combustível. O setor de agronegócios poderá ter de respeitar novas normas para que agricultores evitem contaminações.</p>
<p>É claro que poucas normas serão oficializadas sem oposição. John Castellani, presidente da organização Business Roundtable, está muito preocupado com a questão envolvendo mudanças climáticas. &#8220;Há muita incerteza sobre qual será o regime regulatório, como a tecnologia será disponibilizada e qual será o impacto sobre a economia&#8221;, diz ele. &#8220;Será uma batalha prolongada e difícil.&#8221;</p>
<p>Como as empresas devem se preparar? Em nível mais básico, &#8220;a melhor coisa a fazer é assegurar que seu setor de cumprimento de normas esteja em ordem, para que estejam preparadas quando chamadas por agências de fiscalização federal&#8221;, diz Scott H. Segal, sócio na Bracewell &amp; Giuliani, firma de advocacia e atividades lobistas.</p>
<p>Mas as empresas não deveriam só jogar na defensiva. Normas mais severas e repressão mais intensa também podem criar oportunidades. Poderá haver menos competição de empresas que driblam as regras e menor probabilidade de que escândalos devastem um setor inteiro. Por exemplo, na esteira dos surtos de doenças causadas por alimentos, que custaram centenas de milhões de dólares às empresas, &#8220;o setor se deu conta de que é tão saudável quanto o seu elo mais fraco&#8221;, diz William K. Hubbard, ex-funcionário da FDA. Além disso, as companhias podem favorecer suas marcas mantendo-se à frente das normas. &#8220;Uma empresa que exceda os padrões federais tem algo a alardear, como a Honda em termos de economia de combustível&#8221;, diz Joan Claybrook, presidente da Public Citizen e ex-diretor da Agência Nacional de Segurança do Tráfego Rodoviário.</p>
<p>As empresas também devem estar dispostas a encarar uma fiscalização mais dura, o que não é necessariamente negativo. &#8220;O governo Obama estará cheio de gente inteligente, que fará perguntas oportunas&#8221;, diz Segal. Por exemplo, ele cita que seus clientes empresariais freqüentemente conseguiam obter fáceis acordos com o governo Bush envolvendo provisões ambientais, mas então o processo empacava no Congresso ou em outra instância, devido à falta de credibilidade do governo em questões ambientais. Agora &#8220;vejo com simpatia este novo governo, porque uma vez negociado um acordo, poderemos efetivamente firmar compromissos duradouros&#8221;. As empresas também estão aliviadas diante da escolha do professor Cass Sunstein, da Faculdade de Direito de Harvard, para supervisionar as normas e regulamentos, porque ele é um firme defensor de análises custo/benefício, o que é defendido pelas empresas.</p>
<p>Acima de tudo, o setor privado espera que o governo Obama abra as portas para uma era de melhor, e não só mais regulamentação. Um passo simples é tornar o processo mais transparente. Gary D. Bass, diretor executivo do organização fiscalizadora OMB Watch, sempre ouve de executivos de pequenas empresas sobre o quanto é difícil saber quais normas precisam cumprir. &#8220;De uma hora para outra, recebem uma multa&#8221;, diz. O repositório central de regras federais do governo &#8220;é assombroso. Ele precisa de uma enorme reformulação&#8221;. Um avanço maior seria mais colaboração entre agências reguladoras. O conflito entre elas é comum.</p>
<p>Em Washington, lobistas e burocratas de carreira dizem que o clima mudou perceptivelmente. &#8220;Provavelmente, a maior mudança será um respeito emergente pelo governo como parte da solução&#8221;, diz Bass, da OMB Watch. &#8220;Nós vamos regulamentar em excesso&#8221;, prevê Edward B. Cohen, vice-presidente da Honda para relações com o governo. &#8220;A esperança é que a cada vai-vem do pêndulo regulatótio, aprendamos alguma coisa.&#8221; (Tradução de Sergio Blum)</p>
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		<title>&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 12:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[


Maior problema é o baixo salário, diz professor
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Para o professor da Faculdade de Educação da USP, César Minto, a alta nos índices de reprovação e evasão escolar está diretamente relacionada com a falta de investimento governamental nas escolas.
&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;, diz. &#8220;Um porcento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/cada-vez-mais-o-descaso-com-as-escolas-vai-se-tornando-perceptivel/8694/" rel="attachment wp-att-8694" title="charge_matematica-agora.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/charge_matematica-agora.jpg" alt="charge_matematica-agora.jpg" width="551" height="556" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Maior problema é o baixo salário, diz professor</strong></p>
<p>COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Para o professor da Faculdade de Educação da USP, César Minto, a alta nos índices de reprovação e evasão escolar está diretamente relacionada com a falta de investimento governamental nas escolas.</p>
<p>&#8220;Cada vez mais, o descaso com as escolas vai se tornando perceptível&#8221;, diz. &#8220;Um porcento de reprovação para mim já é um número alto. Já mostra que os indivíduos não estão sendo respeitados no seu direito à educação.&#8221;</p>
<p>Os índices foram compilados pela Comissão Municipal de Direitos Humanos justamente para avaliar a situação desses direitos nas regiões das subprefeituras da capital.</p>
<p>O principal problema, na opinião dele, é a questão salarial. Os baixos salários fazem com que os professores se sintam desestimulados, diz. &#8220;Os professores não têm estímulo. Nas escolas que conseguiram preservar a qualidade, [isso] foi graças ao estímulo deles&#8221;.</p>
<p>Ele ressalta ainda que, caso os governos aumentassem os níveis salariais dos professores da rede pública, haveria também um reflexo no salário das redes particulares, já que poderia haver uma migração no fluxo de professores. &#8220;Haveria uma evasão do setor privado para o público&#8221;, afirma.<br />
A evasão e a repetência, para ele, também são causadas pelas precárias estruturas escolares. &#8220;Na rede estadual de São Paulo não tem biblioteca e laboratório. Não há nem uma previsão de ter. Falo de uma biblioteca e de um laboratório sérios, e não de uma salinha com uma placa&#8221;, destaca.<br />
&#8220;Não há nenhuma previsão de contratar profissionais para isso. Quantas bibliotecárias da rede pública você já viu?&#8221;</p>
<p>José Carlos Augusto, presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares do Estado de São Paulo), concorda. Para ele, a burocracia das redes públicas também é um empecilho para a melhoria na qualidade da infra-estrutura. &#8220;Se quebra alguma coisa na escola particular, imediatamente se arruma. Na rede pública tudo demora&#8221;, diz. &#8220;Essa falta de estrutura desestimula os alunos.&#8221; (TB)</p>
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		<title>Centro médico favoreceu laboratório</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 19:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Renomado psiquiatra ajudou a aumentar lucro de empresa farmacêutica

Gardiner Harris Do New York Times &#8211; O GLOBO
NOVA YORK. Quando uma investigação no Congresso americano revelou, em junho, que o renomado psiquiatra infantil Joseph Biederman, da Universidade de Harvard, havia recebido muito mais dinheiro de um laboratório farmacêutico do que havia relatado à sua instituição, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Renomado psiquiatra ajudou a aumentar lucro de empresa farmacêutica</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.motherjones.com/blue_marble_blog/Pharma%20Industry%20Can%20Help%20States.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.motherjones.com/blue_marble_blog/Pharma%20Industry%20Can%20Help%20States.jpg" width="258" height="388" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Gardiner Harris Do New York Times &#8211; O GLOBO</strong></p>
<p>NOVA YORK. Quando uma investigação no Congresso americano revelou, em junho, que o renomado psiquiatra infantil Joseph Biederman, da Universidade de Harvard, havia recebido muito mais dinheiro de um laboratório farmacêutico do que havia relatado à sua instituição, este declarou que “seu interesse era apenas o avanço do tratamento médico por meio de um estudo rigoroso e objetivo”. Porém e-mails e documentos internos da Johnson &amp; Johnson tornados públicos mostraram que Biederman convenceu o laboratório a financiar um centro de pesquisa no Hospital Geral de Massachusetts cuja meta seria “levar a adiante os interesses comerciais da Johnson &amp; Johnson ”. Documentos também mostraram que a Johnson &amp; Johnson escreveu o sumário de um artigo científico assinado pelo psiquiatra.<br />
O trabalho de Biederman ajudou a elevar em 40 vezes, de 1994 a 2003, o diagnóstico de transtorno bipolar pediátrico e estimulou rápido aumento na prescrição e uso de potentes, perigosos e caros antipsicóticos em crianças. Embora muitos de seus estudos sejam pequenos e às vezes financiados por fabricantes de drogas, ele tem grande influência em sua área, em parte devido à sua posição numa mais prestigiadas instituições médicas do mundo.<br />
A Johnson fabrica o Risperdal (risperidona) e mais de um quarto de seu uso é em crianças e adolescentes. Na semana passada, especialistas disseram que drogas como Risperdal são receitadas em excesso para crianças e que resoluções deveriam ser adotadas sobre possíveis riscos. Outros antipsicóticos conhecidos são Zyprexa (Eli Lilly); Seroquel (AstraZeneca); Geodon (Pfizer), e Abilify (Bristol-Myers Squibb).<br />
Milhares de pais entraram com ações contra Johnson &amp; Johnson, Eli Lilly e AstraZeneca, alegando que seus filhos tiveram seqüelas depois de tomarem drogas psiquiátricas, cujos riscos foram minimizados pelos laboratórios. Advogados das vítimas têm exigido milhões de documentos das empresas, quase todos apresentados sob ordem judicial. E pediram a um juiz para intimar Biederman.</p>
<p>Médico ficou furioso por não receber dinheiro</p>
<p>Em moção há duas semanas, advogados argumentaram que eles deveriam receber permissão para ouvir Biederman porque seu trabalho tem sido crucial na aceitação generalizada de antipsicóticos na infância. Para apoiar esta tese, advogados mostraram documentos, incluindo emails de Johnson &amp; Johnson, mencionando Biederman.<br />
Esses papéis mostram a delicada relação entre laboratórios e médicos influentes. Em e-mail em novembro 1999, John Bruins, executivo de marketing da Johnson &amp; Johnson, pediu a superiores para pagar um cheque de US$ 3 mil a Biederman por palestra na Universidade de Connecticut: “Biederman não é um qualquer e tem pavio curto”, escreveu. Bruins se referia ao fato de o psiquiatra ter ficado furioso depois que a Johnson recusou pedido de US$ 280 mil para pesquisa. Depois disso, a companhia passou a ser ignorada na sua especialidade.<br />
Laboratórios contratam médicos para escrever artigos e recrutam cientistas como autores.<br />
A prática é criticada por sociedade médicas e universidades.<br />
Biederman, que ainda trabalha para o centro de pesquisas da Johnson, omitiu de Harvard que recebeu US$ 1,4 milhão da companhia e de outros laboratórios.</p>
<p><strong><font size="5">Conflitos de interesse no jornalismo de saúde</font></strong></p>
<p><strong><br />
Laboratórios oferecem viagens</strong></p>
<p>Roni Caryn Rabin<br />
Do New York Times</p>
<p>NOVA YORK. Jornalistas de saúde podem se ver envolvidos nos mesmos conflitos éticos que eles próprios reportam ao aceitarem prêmios patrocinados por indústrias farmacêuticas ou confiarem em informações prestadas pelas assessorias de comunicação dessas empresas, alertam pesquisadores.<br />
Prêmios financiados por laboratórios que oferecem premiação em dinheiro e viagens pagas por fabricantes de medicamentos estão entre os mais “chocantes” elos financeiros entre jornalistas e a indústria farmacêutica. O estudo foi publicado na revista “British Medical Journal” e tem como principal autor Steven Woloshin, do Instituto Dartmouth de Políticas em Saúde e Prática Clínica.<br />
Entre os prêmios citados pelo artigo estão alguns oferecidos pelos laboratórios Eli Lilly e Boehringer Ingelheim para reportagens sobre incontinência urinária e novos tratamentos para o câncer.<br />
Os vencedores ganham viagens internacionais.<br />
Os autores também citam treinamentos e programas educacionais voltados para jornalistas financiados pela indústria. O texto critica duramente a confiança que muitos repórteres depositam em textos e material de divulgação sobre drogas distribuídos pelos próprios fabricantes para obter informações e, mais grave ainda, para acessar pacientes e especialistas médicos.</p>
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		<title>Primeira traquéia feita com células-tronco do paciente é usada em transplante</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 19:10:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia
 O GLOBO
Órgão sob medida
Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.google.com/hostednews/afp/media/ALeqM5jmiRsGiYcDN-kHFcaufP0hBANU7g?size=m" style="cursor: pointer" id="ss-image" /></div>
<p align="center"><em><font size="1">Claudia Castillo posa para foto no corredor do hospital de Barcelona, onde se submeteu a um transplante de traquéia</font></em></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong> O GLOBO</strong></p>
<p><strong>Órgão sob medida</strong></p>
<p>Num feito que já está sendo considerado um marco na medicina, cirurgiões espanhóis realizaram com sucesso o primeiro transplante de um órgão criado em laboratório a partir das células-tronco do próprio paciente. A tecnologia, ainda experimental, permitiu que se fizesse um transplante sem a necessidade de se usar drogas contra rejeição. A colombiana Claudia Castillo, de 30 anos, que recebeu uma nova traquéia, se encontra com boa saúde, relatam os cirurgiões em estudo publicado na revista médica “The Lancet”.</p>
<p>Para os especialistas, os órgãos feitos sob medida têm tudo para se popularizarem, cumprindo uma importante promessa das tão apregoadas aplicações terapêuticas das células-tronco.</p>
<p>A cirurgia foi realizada há cinco meses. Em razão de uma tuberculose severa, a traquéia da mulher havia ficado muito danificada e ameaçava inviabilizar um de seus pulmões — o órgão é responsável por levar o ar aos pulmões. Os médicos optaram então por um transplante.</p>
<p>Mas de um tipo nunca antes tentado. Para desenvolver em laboratório uma nova passagem de ar para a paciente, os especialistas partiram de uma traquéia fornecida por um doador.</p>
<p>Os cientistas submeteram o órgão doado a banhos de substâncias químicas bastante fortes (um detergente enzimático) para destruir todas as células vivas do doador, deixando apenas uma espécie de fôrma, composta de colágeno.</p>
<p>Isso forneceu a eles uma “estrutura” de traquéia, que, posteriormente, foi devidamente repovoada com células da própria paciente.</p>
<p>Por terem usado as células de Cláudia, os médicos conseguiram “enganar” seu organismo, evitando a rejeição do órgão. Dois tipos de células foram usadas: aquelas retiradas da própria região da traquéia e células-tronco adultas — células imaturas retiradas da medula óssea e que têm o potencial de se transformarem em vários tecidos do corpo. No caso de Cláudia, as células-tronco foram encorajadas a se tornarem células de traquéia.</p>
<p>Depois de quatro dias de desenvolvimento num biorreator, a nova traquéia estava pronta para ser transplantada. O cirurgião responsável, Paolo Macchiarini, do Hospital das Clínicas de Barcelona, na Espanha, conduziu o procedimento em junho passado.</p>
<p>Cláudia foi diagnosticada com tuberculose em 2004.</p>
<p>— Começou com uma tosse e acabei passando três meses tentando descobrir o que estava errado comigo — lembra ela. — Foram muitos diagnósticos errados.</p>
<p>Tuberculose grave destruiu traquéia</p>
<p>De origem colombiana, Cláudia mora em Barcelona com os dois filhos, Johan, de 15 anos, e Isabella, de 4 anos. Em princípio, sua tuberculose foi tratada com remédios, mas a infecção foi tão severa que, este ano, ela sofreu um colapso no pulmão esquerdo. Ela deu entrada no hospital em março em estado muito grave, com grandes dificuldades de respirar. As únicas opções disponíveis seriam remover seu pulmão — o que implicaria uma série de riscos — ou um transplante de traquéia.</p>
<p>— É claro que estava com medo, mas queria muito ficar boa novamente — conta ela.</p>
<p>Dez dias depois da inovadora cirurgia, Cláudia foi mandada para casa sem apresentar qualquer complicação e sem ter tomado drogas imunossupressoras, normalmente usadas em transplantes para evitar a rejeição. Dois meses depois, exames revelaram que a operação tinha sido um sucesso.</p>
<p>— Me sinto ótima e muito honrada — diz ela. — O método me livrou da doença e voltei a me sentir bem.</p>
<p><strong><br />
SAIBA MAIS SOBRE A OPERAÇÃO</strong></p>
<p>Uma colombiana recebeu o primeiro transplante de um órgão feito sob medida. Ele foi desenvolvido a partir da traquéia de um doador, usada como molde, e células-tronco da própria paciente, extraídas da medula óssea. Com a técnica, os cientistas conseguiram evitar a rejeição da traquéia</p>
<p>As vias respiratórias da paciente tinham sido gravemente afetadas pela tuberculose</p>
<p>O PROCESSO DE TRANSPLANTE</p>
<p>Os médicos encontraram um doador de traquéia</p>
<p>A traquéia do doador é destituída de todas as suas células, deixando apenas o tecido conjuntivo, para sustentação</p>
<p>Células-tronco são extraídas da própria paciente, amadurecidas e transformadas em células de cartilagem</p>
<p>A traquéia do doador é colocada num biorreator especial, o que permite as células crescer naturalmente</p>
<p>O órgão criado em laboratório é cortado na forma correta para se adequar ao corpo da paciente e implantado nela</p>
<p><strong><br />
Célula embrionária restaura visão e audição de animal<br />
Primeiro passo para tratar seres humanos</strong></p>
<p>Células-tronco embrionárias foram usadas com sucesso para recuperar a visão e a audição de animais, anunciaram ontem pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos EUA, e da Universidade Nacional de Chonnam, na Coréia do Sul, no que acreditam ser o primeiro passo para o tratamento de seres humanos.</p>
<p>Um dos grupos recuperou a audição de porquinhos da Índia usando células-tronco humanas, enquanto o outro restaurou a visão em girinos usando células de sapos. Embora não tenham uso imediato em seres humanos, as experiências revelam importantes mecanismos do desenvolvimento da visão e da audição, importantes para as pesquisas.</p>
<p>— As descobertas ilustram o extraordinário potencial das pesquisas com células-tronco para o tratamento de doenças — disse Anand Swaroop, especialista do NIH.</p>
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