05/11/2009 - 10:59h Brasil, gran potencia latina

POTÊNCIA LATINA
O espanhol “El País” publicou o artigo “Brasil, grande potência latina”. Abre dizendo que “parece que o Brasil se cansou de ser o país do futuro e se prepara para interpretar o papel de grande potência”. Convoca para um evento político-institucional sobre o país, em fundação de Madri. Fonte Toda Mídia, coluna de Nelson de Sá na Folha SP.

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FEDERICO YSART 04/11/2009 – EL PAÍS

Parece que Brasil se cansó de seguir siendo el país del futuro y se apresta a jugar el papel de gran potencia. Sociedad y Gobiernos llevan años reduciendo desequilibrios sociales y regionales, vulnerabilidades económicas, problemas de gobernabilidad, y generando políticas públicas por encima de la contienda partidista.

El Observatorio de Análisis de Tendencias de la Fundación M. Botín reúne en Madrid un foro de expertos en torno a cuestiones clave sobre la gran potencia emergente del mundo latino:

¿Qué proyectos de Brasil existen? ¿Qué papel juegan las ideologías, lo público y lo privado? ¿Hay capacidades institucionales y políticas para arbitrar conflictos? ¿Qué cuellos de botella pueden estrangular su desarrollo social, económico y político-institucional?

Y la gran cuestión: ¿están dispuestos sociedad y Gobierno a jugar el papel de gran potencia?

El régimen militar, 1968-1985, dejó a la democracia brasileña una bomba de relojería: caída del producto interior bruto (PIB), moratoria de la deuda externa, inflación de tres dígitos, fuga de capitales y, naturalmente, degradación de las condiciones de vida de la población.

El Plan Real, con sus luces y sombras y más allá de las metas estabilizadoras, fue clave para redimensionar el papel del Estado, hacer viables reformas político-institucionales, consolidar el “presidencialismo de coalición” para impulsar las reformas y pasar de un modelo de “nacional-mercantilismo” autárquico a otro de capitalismo abierto y globalizado.

Se abrieron las puertas a la empresa privada y a las inversiones extranjeras, y Brasil alcanzó credibilidad y prestigio internacional.

Este eje de la política del Gobierno Cardoso, mantenido y potenciado por el actual, han hecho de Brasil un país confiable. El pragmatismo del presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, en su Carta al pueblo brasileño, 2002, donde se renunció a rupturas e incumplimientos de contratos y obligaciones con las instituciones financieras internacionales, fue una auténtica palanca de desarrollo.

Como también lo han sido la responsabilidad fiscal en los niveles de Gobierno municipal, regional y federal, y la existencia de una clase empresarial integrada en los circuitos mercantiles y financieros internacionales, atenta a la innovación tecnológica y a las oportunidades de negocio.

La experiencia brasileña demuestra las virtudes del mantenimiento de políticas de Estado más allá de los cambios de acento de cada Gobierno. Los frutos recogidos en el campo político-social tienen su correlato en la arena internacional. El discurso oficial habla de una política exterior de no intervención / no indiferencia, “activa” y “altiva”. ¿Asumirán el Gobierno y la sociedad brasileña los costes de esta ambición?

Brasil puede ejercer una influencia constructiva en la resolución de conflictos regionales y frenar el deterioro de las libertades y las injerencias del eje bolivariano en terceros países. Es pieza clave en el futuro de Mercosur, con el ingreso de Venezuela pendiente, y de Unasur, la región hablando con una sola voz. ¿Y todo ello sin abandonar su soft power?

Una agenda internacional de esta naturaleza hace pensar que la frase del presidente Lula “nos cansamos de ser una potencia emergente” quizá vaya más allá de la retórica. La dirección que tome Brasil podría determinar el futuro de América del Sur.

Federico Ysart es director del Observatorio de Análisis de Tendencias de la Fundación Marcelino Botín.

09/10/2009 - 12:39h Foreign Policy: Amorim, “o melhor chanceler do mundo”

Fonte VIOMUNDO

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The world’s best foreign minister, Wed, 10/07/2009 – 12:35pm,

David Rothkofp, no blog da revista Foreign Policy

Esse pode ter sido o melhor mês do Brasil desde cerca de junho de 1494. Foi quando o Tratado de Tordesilhas foi assinado, dando a Portugal tudo no mundo a leste de uma linha imaginária que foi declarada existir 379 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso garantiu que o que viria a se tornar Brasil seria português e, portanto, desenvolveria uma cultura e identidade diferentes do resto da América Latina hispânica. Isso garantiu que o mundo teria samba, churrasco, Garota de Ipanema e, através de uma incrível e tortuosa corrente de eventos, a Gisele Bundchen.
Embora o Brasil tenha levado algum tempo dando razão à máxima de que “é o país do futuro e sempre será”, há poucas dúvidas de que o amanhã chegou para o país, ainda que muito tenha de ser feito para superar sérios desafios sociais e aproveitar o extraordinário potencial econômico do país.
A prova de que algo novo e importante está acontecendo no Brasil começou alguns anos atrás, quando o presidente [Fernando Henrique] Cardoso gerenciou uma mudança para a ortodoxia econômica que estabilizou o país-vítima de ciclos de crescimento e crise e inflação de tirar do sério. Ganhou força, no entanto, durante o extraordinário governo do atual presidente, Luis Inacio “Lula” da Silva.
Algum desse impulso se deve ao compromisso de Lula de preservar as fundações econômicas assentadas por Cardoso, uma decisão política corajosa para um líder sindical de oposição do Partido dos Trabalhadores. Parte do impulso se deve a sorte, uma mudança do paradigma energético que ajudou o investimento de 30 anos do Brasil em biocombustíveis dar retorno importante, as descobertas maciças de petróleo na costa do Brasil e a crescente demanda da Ásia que permitiu ao Brasil se tornar o líder exportador da agricultura mundial, assumindo o papel de “celeiro da Ásia”. Mas muito do impulso se deve à grande capacidade dos líderes brasileiros de aproveitar o momento que muitos dos predecessores provavelmente teriam perdido.
Desses líderes, muito do crédito vai para o presidente Lula, que se tornou uma espécie de estrela de rock na cena internacional, juntando a energia, a disposição, o carisma, a intuição e o senso comum tão eficazmente que a falta de educação formal não se tornou empecilho. Algum crédito vai para outros membros de sua equipe, como a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, a ex-ministra da Energia que se tornou uma ministra dura e possível sucessora de Lula. Mas eu acredito que uma grande parte do crédito deve ir para Celso Amorim, que planejou a transformação do papel mundial do Brasil de forma sem precedentes na história moderna. Ele é o ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (também serviu nos anos 90), mas penso que se pode argumentar que é atualmente o chanceler mais bem sucedido do mundo.

É impossível apontar um único momento de mudança nas tentativas de Amorim de transformar o Brasil de um poder regional com influência int ernacional duvidosa em um dos países mais importantes no mundo, reconhecido por consenso global para jogar um papel de liderança sem precedentes.
Pode ter sido quando ele teve um papel central na engenharia do “empurrão” dado pelos países emergentes contra o “poder-de-sempre” dos Estados Unidos e da Europa durante as negociações comerciais de Cancun em 2003.
Pode ter sido o jeito que o Brasil adotou para usar questões como a dos biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, com os Estados Unidos ou com outros poderes emergentes.
Com certeza envolveu a decisão de Amorim de abraçar a idéia de transformar os BRICs de uma sigla em uma importante colaboração geopolítica, trabalhando com seus colegas da Rússia, da Índia e da China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar sua mensagens. (Dos BRICs quem se deu melhor nesse arranjo foi o Brasil. Rússia, China e Índia todos conquistaram seus lugares na mesa através de capacidade militar, tamanho de população, influência econômica ou recursos naturais. O Brasil tem tudo isso, mas menos que os outros).
Também envolveu muitas outras coisas, como o aprofundamento das relações com países como a China, a promoção do Brasil como destino de investimentos, a reputação do Brasil como comparativamente seguro diante de problemas econômicos globais, o conforto que o presidente dos Estados Unidos sente em relação a seu colega brasileiro — a ponto de encorajar o Brasil a jogar um papel como intermediário junto, por exemplo, aos iranianos. Concorde ou não com todas as decisões de Amorim, como em Honduras ou em relação a Cuba na Organização dos Estados Americanos, o Brasil tem continuado a jogar um papel regional importante ainda que seu foco tenha claramente mudado para o palco global.

Nada ilustra quanto evoluiu o Brasil ou quão eficaz é o time Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Primeiro, os países do mundo largaram o G8 e abraçaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importante do mundo. Em seguida, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a ganhar o direito de sediar as Olimpíadas. Ontem o Financial Times noticiou que a “Ásia e o Brasil lideram na confiança do consumidor”, um reflexo da reputação que o governo vendeu eficazmente (com a maior parte do crédito indo para o ressurgente setor privado brasileiro). E nesta semana as notícias sobre o encontro do FMI-Banco Mundial em Istambul mostraram a institucionalização do novo papel do Brasil com um acordo para mudar a estrutura do FMI. De acordo com o Washington Post de hoje: “As nações também concordaram preliminarmente em reestruturar a estrutura de votação do Fundo, prometendo dar mais poder aos gigantes emergentes como o Brasil e a China até janeiro de 2011″.

Nada mal para alguns dias de trabalho. E embora seja o ministro da Fazenda que representa o Brasil nos encontros do FMI-Banco Mundial, o arquiteto dessa marcante transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito ainda precisa ser feito, com certeza. Parte tem a ver com o novo papel desejado. O Brasil quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e mais liderança nas instituições internacionais. Pode conquistar isso, mas terá de manter o crescimento e a estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar ameaças regionais como a representada pela Venezuela (Os brasileiros tendem a olhar com desprezo para seus vizinhos do norte tanto quanto o fazem para os argentinos, vizinhos do sul… e, portanto, subestimam a habilidade de homens como Hugo Chávez de causar danos). E o Brasil tem diante de si uma eleição que pode mudar o elenco de jogadores e, naturalmente, pode mudar a atual trajetória de uma série de maneiras — boas e ruins.
Mas é difícil pensar em outro chanceler que tenha tão eficazmente orquestrado uma mudança tão significativa no papel internacional de seu país. E se alguem pedisse hoje que eu votasse no melhor chanceler do mundo, meu voto provavelmente iria para o filho de Santos, Celso Amorim.

David Rothkopf é autor de Superclass: The Global Power Elite and the World They are Making (Superclasse: A elite do poder global e o mundo que ela está construindo) e Running the World: The Inside Story of the National Security Council and the Architects of American Power (Governando o Mundo: A história do Conselho de Segurança Nacional e os Arquitetos do Poder Americano).

16/03/2009 - 14:13h Victoria histórica de la ex guerrilla izquierdista en El Salvador

“Hoy hemos firmado un nuevo acuerdo de paz”, proclama Mauricio Funes, líder del FMLN nada más confirmarse su triunfo

PABLO ORDAZ | San Salvador – EL PAÍS

Celebraciones en la calle de seguidores del FMLN

Celebraciones en la calle de seguidores del FMLN.- AFP

La antigua guerrilla salvadoreña logró anoche un triunfo histórico. Por primera vez desde que hace dos décadas dejara las armas y firmara los acuerdos de paz que pusieron fin a la contienda civil, el Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) conquistó la presidencia de la república de El Salvador. Nada más confirmarse su ajustada victoria -el 51,27% de los votos frente al 48,73% que obtuvo la derecha-, su candidato, el periodista Mauricio Funes, compareció ante la opinión pública escoltado por los viejos comandantes guerrilleros. Con la voz rota por el cansancio y la emoción, Funes dijo: “Esta noche debe tener el mismo sentimiento de esperanza y reconciliación que hizo posible los acuerdos de paz. Hoy hemos firmado un nuevo acuerdo de paz, de reconciliación del país consigo mismo. Por esta razón, invito desde este momento a las diferentes fuerzas sociales y políticas a que construyamos juntos el futuro. No me cabe ninguna duda que este día ha triunfado la ciudadanía que creyó en la esperanza y venció el miedo”.

Funes vestía de chaqueta oscura y camisa blanca sin corbata. Ellos, los viejos comandantes guerrilleros, sus antiguas guayaberas rojas. El FMLN no sólo consiguió anoche derrotar por primera vez a la derechista Alianza Republicana Nacionalista (Arena), sino también a su propia obstinación inmovilista. Aunque con sus más y sus menos, la vieja guardia de la guerrilla aceptó presentar como candidato a un hombre joven, moderado, cuyo discurso está lleno de la palabra diálogo y de mensajes a la reconciliación nacional. Y ha sido ese hombre el que los ha llevado a la victoria. Durante toda la campaña, la derecha dura que ha venido gobernando este país desde que cesaron los tiros no ha hecho otra cosa que acusar al FMLN de querer vender El Salvador a Hugo Chávez y al comunismo internacional. Pero el discurso de Funes -ya sabiéndose presidente- ni siquiera tuvo un guiño con el presidente de Venezuela. Muy al contrario. La mirada cómplice estuvo dirigida a Estados Unidos, un país donde viven y trabajan más de dos millones y medio de salvadoreños. “Deseo”, dijo el flamante ganador, “una política exterior independiente. Quiero la integración centroamericana y el fortalecimiento de la relación con Estados Unidos”.

Funes, consciente del momento histórico que estaba protagonizando, empezó su discurso diciendo: “Esta es la noche más feliz de mi vida. Y quiero que sea también la noche de la más grande esperanza de El Salvador”. Pero utilizó sus tablas como antiguo corresponsal de la CNN para hacer un discurso equilibrado, con las gotas justas de emoción, aplicándose desde el primer momento la loción de jefe de Estado. De ahí que tuviera unas palabras de homenaje para las Fuerzas Armadas de El Salvador, por su comportamiento durante la jornada electoral. Fue curioso observar el gesto serio de los viejos comandantes, que escuchaban a su joven y mediático líder hablando del Ejército -sus viejos enemigos- y de Dios. También encontró un hueco en su discurso para evocar unas palabras del arzobispo Óscar Arnulfo Romero, asesinado a tiros en 1980, en el altar de la catedral de San Salvador, un día después de pedir a los soldados que dejaran de matar. “Monseñor Romero”, recordó Mauricio Funes, “dijo que la Iglesia tenía una opción preferencial con los pobres. Eso haré yo. Favorecer a los pobres y a los excluidos”.

El discurso de Mauricio Funes no fue más que el histórico colofón de una jornada larga, donde la sensación de cambio estaba en todas las bocas. Sin embargo, la dureza de la campaña electoral le imprimió también al día una dosis de cierto riesgo que se hizo más patente una hora después de cerrar los colegios electorales. A las 5.53 de la tarde, las cámaras de televisión ya retransmitían en directo el recuento de algunas mesas electorales, en San Salvador, en San Miguel… Eran sólo unas mesas, pero la alegría que se respiraba alrededor de ellas, la contundencia con que las papeletas del FMNL iban saliendo una tras otra, los aplausos, la manera con la que el presidente alzaba cada papeleta para recibir la ovación de la gente arremolinada alrededor de la caja de cartón, los gritos -cada vez más contundentes- de “el pueblo, unido, jamás será vencido” iban confirmando la sensación, nada científica, de que el cambio se estaba produciendo en El Salvador.

Como se vio después, ese cambio no fue resultado de una victoria aplastante, sino de una pugna ajustada. Y había un peligro. Igual que la derecha había acusado sin pruebas a la izquierda de querer vender el país a Chávez, también la izquierda del FMLN había hecho correr la voz de que, si perdían, sólo sería producto de un pucherazo. Así que un hipotético vuelco electoral a favor de Arena hubiese provocado una situación difícil, casi con toda seguridad violenta. Por eso, cuando Mauricio Funes se adelantó unos minutos a la última comparecencia del Tribunal Superior Electoral y dijo las palabras mágicas -”soy ya y sin lugar a dudas en el presidente electo de todos los salvadoreños”- una sensación de alivio recorrió el país. Sobre todo cuando el candidato de la derecha, Rodrigo Ávila, aceptó democráticamente la derrota.

Los ciudadanos -los de izquierdas y los de derechas- demostraron una vez más estar a la altura de las circunstancias. Durante un mes, los políticos les ofrecieron una campaña sucia y violenta. Y ellos, los salvadoreños, les devolvieron ayer civismo y paz. Supieron convertir el 15 de marzo de 2009 en un día histórico. El eco de los tiros quedó definitivamente a resguardo de los libros de historia.

‘Maras’ y remesas

Violencia. El Salvador tiene la tasa más alta de muertes violentas de Latinoamérica debido, sobre todo, a la acción de las maras o pandillas, aunque en 2008 se registraron 3.179 homicidios, lo que supone un descenso respecto a los 3.928 de 2006.-

Pobreza. Afecta al 37% de la población. El 11% se encuentra en la extrema pobreza. La tasa de analfabetismo en 2005 era del 18,9%.-

Crecimiento. El producto interior bruto (PIB) creció un 3,2% en 2008, y la inflación, un 5,5%. Las principales exportaciones son las manufacturas y el café, aunque su saldo comercial es deficitario en 5.200 millones de dólares (unos 4.022 millones de euros).-

Dependencia de EE UU. El país norteamericano es su principal socio comercial y el receptor de más inmigrantes salvadoreños, más de 2,5 millones. Las remesas que éstos envían se han convertido en la segunda fuente de ingresos para el país (17% del PIB) después de los servicios (60%). En 2001 se fijó un tipo de cambio inalterable del colón con el dólar.

08/12/2008 - 19:52h “La izquierda ha perdido el miedo a los empresarios y éstos a la izquierda”

ENTREVISTA: MAURICIO FUNES. Candidato a la presidencia de El Salvador

JUAN JOSÉ DALTON – San Salvador – El País

Mauricio Funes, candidato presidencial de lo que fuera la guerrilla salvadoreña del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN), mantuvo la semana pasada trascendentales reuniones en Ciudad de México con Carlos Slim, considerado como uno de los magnates más ricos del mundo, así como con Ricardo Salinas Pliego, un poderoso empresario del país azteca.

Al regresar a El Salvador Funes concluyó, en entrevista con EL PAÍS, que “la izquierda le ha perdido el miedo a los empresarios y éstos a la izquierda”.

Funes, un destacado periodista televisivo y ex corresponsal de la cadena CNN en El Salvador, es el favorito de todas las encuestas realizadas hasta ahora para ganar las elecciones presidenciales del próximo 15 de marzo de 2009. “Si no fuera por ello, Slim no tendría por qué reunirse con Funes”, aseveró un analista local al comentar las expectativas que se han generado por la posibilidad del primer Gobierno de izquierda en la historia de esta nación centroamericana.

El temor mutuo entre empresa privada y el FMLN no sólo se debe a causas ideológicas, sino que tiene bases sólidas: en primer lugar, porque la guerra civil (1980-1992) tuvo fuerte origen en la injusticia social y en la represión de los gobiernos dictatoriales, que eran una amalgama de militares y terratenientes; estos últimos también financiaron los Escuadrones de la Muerte de la ultraderecha. Por otra parte, la guerrilla inicial se financió a través de los secuestros y extorsiones de grandes empresarios (fueron víctimas incluso algunos extranjeros); durante la contienda algunas empresas fueron consideradas objetivos militares.

Hoy la realidad es otra. “La izquierda ha tenido una evolución en el discurso y en su plataforma programática; hay un ajuste a las necesidades de El Salvador. Necesitamos la inversión nacional y extranjera para beneficio del país. Reconocer esto implica una madurez política y una comprensión exacta de las exigencias del momento”, aseveró Funes.

“Al igual que en otros países de Latinoamérica, la izquierda salvadoreña le ha perdido el miedo a la empresa privada y la empresa privada le ha comenzado a perder el miedo a la izquierda. Es decir, la empresa privada es consciente de que puede rentabilizar sus inversiones, independientemente del signo ideológico del partido que asuma el Gobierno”, reiteró Funes, al enfatizar que eso es lo que ocurre en Brasil, Argentina o Chile.

Según el político izquierdista, tanto Slim como Salinas han visto que el programa de gobierno del FMLN no afectará sus inversiones actuales, si llega al Gobierno, e incluso podrían acometer nuevas inversiones porque “ello generaría más empleos para los salvadoreños, pero también más rentabilidad para sus empresas”.

La reunión de Funes con los magnates mexicanos contradice la campaña de sus adversarios de la derechista Alianza Republicana Nacionalista (Arena), que lleva 19 años en el poder y afirma que de ganar el FMLN “la inversión extranjera huirá de El Salvador”.

Por el momento, Funes ha tenido una estrategia constante y eficaz para ganarse a los sectores moderados. Esta reunión con Slim y Salinas fortalece la idea que los asesores políticos del FMLN desean transmitir: Funes hará un gobierno moderado. De ahí también sus múltiples giras y sus encuentros con organismos financieros internacionales, así como sus reuniones con dignatarios latinoamericanos y europeos de centroizquierda, como Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Michelle Bachelet (Chile), Cristina Fernández de Kirchner (Argentina), Martín Torrijos (Panamá) y José Luis Rodríguez Zapatero (España).

26/11/2008 - 18:33h Malos índices para Latinoamérica

Un informe advierte de que se empieza a vislumbrar la recesión en la región

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La presidenta de Argentina, Cristina Fernández, ayer lunes, durante la reunión con su homólogo mexicano, Felipe Calderón, en Buenos Aires.- AFP

SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ – Buenos Aires – El País

Las esperanzas de un aterrizaje suave de las economías latinoamericanas en medio de la crisis mundial empiezan a desvanecerse. Lo que hasta hace unos meses se suponía que podría ser una desaceleración o un deterioro de las condiciones económicas se empieza a vislumbrar como un verdadero clima de recesión. Los últimos datos publicados por la fundación brasileña Getulio Vargas, en colaboración con el instituto alemán IFO, no dejan lugar a muchas especulaciones: el llamado Índice de Clima Económico (ICE), elaborado trimestralmente desde octubre de 1997, se ha colocado cerca del valor más bajo obtenido en diez años: 3,4 puntos.

El ICE estaba experimentando un declive continuado desde octubre de 2007, pero se combinaba con un Índice de Situación Actual todavía positivo y un Índice de Expectativas bajo, pero sostenido. En este nuevo estudio, todos los índices están por debajo de los promedios históricos en 10 años. El bajón en tres meses ha sido enorme: El ICE ha pasado de 4,6 a 3,4, pero la valoración de expectativas ha tocado fondo, pasando de 3,4 a sólo 2,5. La valoración de la situación actual, que se había mantenido invariablemente por encima de los 5 puntos, baja por primera vez a poco más de 4.

La percepción del clima económico de América Latina, asegura la encuesta, ha dejado de estar por encima de la media mundial. “El escenario se puede describir ya como tendencia recesiva mundial”.

Realidades diferentes

El informe de la Fundación Getulio Vargas (creada en 1944 con el objetivo de incentivar la mejora de la administración pública y privada y el análisis y prospectiva económica y convertida en uno de los principales centros de investigación del país) refleja, sin embargo, realidades diferentes, según los países. En Argentina -explica- la situación sigue caracterizada por un muy desfavorable clima económico. Es cierto que el ICE aumentó de 2,7 a 3,2 en el último trimestre, pero partía de niveles muy bajos y además las expectativas siguen siendo “sumamente pesimistas” (1,7 puntos).

Los mejor situados parecen ser Uruguay, Perú y Brasil, que siguen teniendo un índice de clima económico ligeramente por encima del 5. Llama la atención el descenso de la valoración del ICE en México, donde ha pasado de 4 a 2,3 puntos, seguramente como resultado del empeoramiento de la crisis en Estados Unidos.

El problema de la inflación

La encuesta incluye un cuestionario sobre los problemas económicos que enfrentan los distintos países. Los analistas de la fundación señalan que predomina la preocupación por la inflación. Argentina, Bolivia, Ecuador y Venezuela la consideran el primer factor, junto a la falta de confianza en las políticas gubernamentales. “La inflación también se menciona en Chile, Colombia, México, Perú y Uruguay. Solamente en Brasil y Paraguay no se señala entre los dos temas principales”.

Lo más significativo de la encuesta es su comparación con los datos del pasado mes de julio. El mundo estaba ya en fase recesiva, pero América Latina en general y Brasil en particular estaban solamente en una fase declinante de ciclo. En la encuesta hecha pública ahora, América Latina entra también en la fase recesiva y Brasil es el único que continua en la fase de descenso del ciclo, todavía no recesiva.

En el ranking por países del Índice de Clima Económico, las primeras posiciones son para Uruguay, Perú y Brasil, que lideran el ICE promedio de los cuatro últimos trimestres. Argentina y Ecuador siguen en las últimas posiciones. “El único cambio es el intercambio de posiciones entre Venezuela y México, en la octava y novena posición”.

Perspectivas

Los datos de la Fundación Getulio Vargas han coincidido con nuevos análisis hechos públicos ayer martes por la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) y también relacionados con la economía latinoamericana. Según la OCDE, nuevas caídas en los precios de las materias primas y las presiones inflacionistas por la depreciación de las monedas, son los dos riesgos principales que afronta América Latina.

Para los expertos de la OCDE, Brasil crecerá sólo un 3% en 2009, pero empezará repuntar en 2010 (4,5%). México tiene perspectivas más difíciles: un crecimiento del PIB de únicamente un 0,4% el año próximo y de un 1,8% en 2010. Para Chile, el crecimiento oscilará entre un 2,6% en 2009 y un 3,1% en 2010.

La OCDE coincide en que la presión inflacionista seguirá siendo importante, porque aunque la actividad económica decae, la depreciación de las monedas aumenta la presión sobre los precios. “El Banco Central de Brasil probablemente tenga que reanudar su campaña de ajuste monetario”. El real brasileño ha perdido ya un 24% de su valor frente al dólar en este año. El peso mexicano ha caído un 19% y el chileno, más del 26%. En Argentina, la industria local lucha por lograr una devaluación, pero el Gobierno de Fernández Kirchner intenta mantener el nivel de cambio entre 3,30 y 3,40 pesos por dólar.

07/11/2008 - 19:40h Os que mais influenciaram a cultura de América Latina

Los personajes más influyentes de América latina

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Miles de personas de la región votaron online a las cien personalidades más relevantes de la cultura latinoamericana. Neruda, García Márquez y de Moraes encabezan la lista

Cadena Antena 3 y la Organización Capital Americana de la Cultura dieron a conocer la lista de los cien personajes, vivos o ya fallecidos, que han influido en la cultura de Latinoamérica. La elección fue producto de una votación popular de miles de personas de todos los países latinoamericanos, a través de Internet.

Pablo Neruda, Gabriel García Márquez y Vinicius de Moraes quedaron en el tope de la tabla, al ser escogidos por miles de personas de todos los países de la región.

La elección de estos cien personajes se realizó con motivo de los diez años de la instauración de la Capital Americana de la Cultura. El objetivo consiste en divulgar la cultura de esta parte del continente de una manera rigurosa, didáctica, pedagógica, lúdica y, a la vez, profundizar en el conocimiento de los personajes elegidos.

En la primera fase (21 de abril hasta el 31 de agosto de este año), la votación fue por países, primando mayor representación de los países pequeños que los de mayor población.

En la segunda fase (del 15 de septiembre y hasta el 30 de octubre), los personajes aportados por todos los países latinoamericanos han sido puestos a votación común, de donde ha salido la lista definitiva ordenada por votos.

Xavier Tudela, presidente de la Organización Capital Americana de la Cultura, aseguró que con dicha elección se pretende que cada país asuma la cultura como un elemento de inclusión social. “Más allá del resultado final, lo importante ha sido la gran participación de todos los países latinoamericanos y el conocimiento cultural que se ha obtenido de esta participación”, comentó.

Por su parte, Mar Martínez-Raposo, directora de Antena 3 Internacional, afirmó que la presencia en 19 países latinoamericanos de Antena 3 Internacional “ha sido el vehículo ideal para hacer llegar esta importante campaña de promoción cultural”.

Los personajes que les siguen a García Márquez, Neruda y Moraes son Octavio Paz, Andrés Bello, Jorge Luis Borges, Rubén Darío, Rómulo Gallegos, Gabriela Mistral, Simón Bolívar, Miguel Ángel Asturias, Carlos Gardel y Raúl García Zárate.

En la lista se encuentran nueve colombianos. El mejor posicionado después de ´Gabo´ es Juanes, en el puesto 15; luego están Fernando Botero en el 33, Francisco José de Caldas en el 42 y Gonzalo Arango en el lugar 48.

LA LISTA COMPLETA

1) Pablo Neruda

2) Gabriel García Márquez

3) Vinicius de Moraes

4) Octavio Paz

5) Andrés Bello

6) Jorge Luis Borges

7) Rubén Darío

8) Rómulo Gallegos

9) Gabriela Mistral

10) Simón Bolívar

11) Miguel Ángel Asturias

12) Carlos Gardel

13) Raúl García Zárate

14) Oscar Niemeyer

15) Juanes

16) Alejo Carpentier

17) Frida Kahlo

18) Augusto Roa Bastos

19) Julio Jaramillo

20) Franz Tamayo

21) Astor Piazzolla

22) Antonio Carlos Jobim

23) Alfonso Reyes

24) Arturo Uslar Pietri

25) José María Figueres Ferrer

26) Quino

27) Jorge Amado

28) María Isabel Granda Larco

29) Pedro Henríquez Ureña

30) Eugenio María de Hostos

31) Mercedes Sosa

32) Cecilia Meireles

33) Fernando Botero

34) Violeta Parra

35) José Martí

36) Machado de Assis

37) Ernesto Guevara

38) Rigoberta Menchú

39) Miguel Hidalgo

40) Tarsila do Amaral

41) Julio Cortázar

42) Francisco José de Caldas

43) Roque Dalton García

44) Jesús Soto

45) João Gilberto

46) Benito Juárez

47) Víctor Jara

48) Gonzalo Arango

49) Mario Moreno

50) Joaquín Torres García

51) José Carlos Mariátegui La Chira

52) Francisco de Paula Santander

53) Jorge Negrete

54) Froylán Turcios

55) Ricardo J. Alfaro

56) Mário de Andrade

57) Domingo Faustino Sarmiento

58) Justo Arosemena

59) Policarpa Salavarrieta

60) Oswaldo Guayasamín

61) Shakira

62) Augusto César Sandino

63) Pelé

64) Paulo Coelho

65) Juan Carlos Onetti

66) José Antonio Abreu

67) José Vasconcelos Calderón

68) Mario Vargas Llosa

69) Juan Luis Guerra Sijes

70) Roman Chalbaud

71) Julia de Burgos

72) Carlos Mérida

73) Juan Diego Flórez Salom

74) José Hernández

75) Manuel Elkin Patarroyo

76) Juana Inés de la Cruz

77) Adela Zamudio

78) Alicia Moreau de Justo

79) João Guimarães Rosa

80) Eloy Alfaro

81) Pancho Villa

82) Gertrudis Gómez de Avellaneda

83) José Napoleón Duarte

84) Carlos Drummond de Andrade

85) Graciliano Ramos

86) Dolores del Río

87) Luis Alberto del Paraná

88) José Gabriel Condorcanqui

89) Juan Pablo Duarte

90) Guillermo Meneses

91) Ricardo Arjona

92) Adolfo Pérez Esquivel

93) Luis Muñoz Marín

94) Carmen Lyra

95) Wilfredo Lam

96) Manuel Ricardo Palma Soriano

97) Jorge Icaza Coronel

98) José Alfredo Jiménez Sandoval

99) Eduardo Abaroa Hidalgo

100) José Francisco Morazán Quezada

02/11/2008 - 22:03h La crisis pone a prueba a Latinoamérica

La región tiene ahora un reto: demostrar si su modelo es viable en condiciones adversas

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Cumbre Iberoamericana

ALICIA GONZÁLEZ – El País

Hace aproximadamente una semana, una queja casi unánime emergía en un encuentro informal de empresarios y responsables políticos en Guanajuato, al norte de la capital de México. “En contra de lo que dictaría la lógica económica, el país que ha provocado la crisis financiera internacional [Estados Unidos] es el que se ha convertido en el refugio de los inversores, y somos nosotros los que sufrimos el castigo y no el dólar. No tiene sentido”. “Es más sencillo que todo eso”, respondió uno de los invitados, “hay tanta gente demandando dólares que eso hace que el valor de la divisa se dispare. Así de simple. El tipo de cambio ahora no tiene nada que ver con los fundamentos económicos”.

Esta explicación más o menos simplificada de lo que ha sucedido con el peso mexicano desde el verano puede extrapolarse al impacto de la crisis financiera en la región. Latinoamérica se ha visto arrastrada a una espiral de caída generalizada de sus divisas, huida de capitales y aumento de la prima de riesgo que poco o nada tiene que ver con el desempeño económico de la región en los últimos años.

Han sido seis ejercicios de crecimiento económico y corrección de los desequilibrios como pocas veces ha vivido la zona. “Desde 2003, el crecimiento económico se ha situado de media en el 5%, frente al 3,5% registrado entre 1970 y el año 2000. Mientras tanto, la inflación llegó a caer hasta el 5% a finales de 2006, su mínimo en 37 años”, recuerda el Fondo Monetario Internacional (FMI) en su último informe regional.

Un escenario que se ha visto ensombrecido, sobre todo desde el pasado mes de septiembre, ante el deterioro de las condiciones financieras a nivel global y regional y la caída de los precios de las materias primas. Los principales organismos y analistas internacionales han rebajado sus previsiones de crecimiento para la región hasta el entorno del 4,5% este año y alrededor del 3% en 2009. Algunos países, como en el caso de México, apenas crecerán el 1% el próximo año.

El cambio en las perspectivas económicas ha arrojado nuevas dudas sobre uno de los debates de este último año. Si Internet y las tecnologías de la información crearon la ilusión de que los ciclos económicos habían llegado a su fin, el impresionante avance económico logrado por muchos países emergentes en los últimos años había hecho creer a los expertos que el decoupling -el desacoplamiento de estos mercados del ciclo económico de los países desarrollados- era posible.

Pero, como explica Don Hanna, de Citigroup, “la mayor caída en la actividad económica de Estados Unidos, Unión Europea y Japón [conocidos como el G3] desde los años ochenta y el peor comportamiento de los mercados desde los años treinta ha provocado que la metástasis haya llegado también a los mercados emergentes”.

Aunque esos mercados ya no son uniformes, como sí se constató en la crisis asiática de 1997 y 1998 y la crisis suramericana de 2001 y 2002, ni tienen respuestas casi miméticas. Tampoco dentro de la región.

“Latinoamérica es una realidad heterogénea”, asegura Gerardo della Paolera, presidente emérito y profesor de Económicas de la Universidad Americana de París. “México ya está en otra liga desde hace tiempo, y ahora también lo está Brasil”.

Lo cierto es que el mercado ya ha empezado a marcar esas diferencias. El acuerdo alcanzado esta semana entre la Reserva Federal de Estados Unidos y los bancos centrales de Brasil y México -junto a los de Corea y Singapur- para dotar de liquidez en dólares a esos mercados es un reconocimiento a la solidez macroeconómica que han alcanzado en los últimos años, así como a su importancia en el sistema financiero global. Es el mismo reconocimiento que quiere demostrar el FMI con los 250.000 millones de dólares que ha puesto a disposición de “los países que atraviesan dificultades temporales de liquidez”, pero que tienen “fundamentos económicos saneados”. Entre ellos, claramente, México y Brasil, aunque también otros países de la zona, como Colombia.

Esos acuerdos han sido necesarios por el castigo que los mercados venían infligiendo a las divisas de la región. Desde su nivel más alto frente al dólar, en agosto pasado, el peso mexicano ha perdido un 22%; el real de Brasil, un 25%; el peso chileno, otro 36% desde marzo, y desde julio, el peso argentino, un 11%. Detrás de esos bruscos movimientos “está pasando algo más que sólo el miedo”, dice Citigroup.

Muchas oscilaciones tienen que ver con operaciones de carry trade, en las que se toman préstamos en monedas con bajos tipos de interés (por ejemplo, el yen, ahora al 0,3%) para invertir en otras divisas con mayor rentabilidad. Una de las prácticas de ingeniería financiera que también ha llegado a estos mercados. A mediados de octubre, Comercial Mexicana, la tercera empresa de comercio minorista del país, presentó la suspensión de pagos de sus obligaciones al verse atrapada en operaciones de derivados en divisas por más de 1.000 millones de dólares.

Los movimientos en los tipos de cambio también están relacionados con la elevada presencia de entidades financieras extranjeras en estos mercados (de más del 80% en el caso mexicano) que, ante las dificultades del mercado crediticio, repatrían capitales a su país de origen. Es parte del proceso de desapalancamiento (vender determinados activos para obtener liquidez y reducir otras deudas) que se está produciendo a nivel global y que es una de las claves de esta crisis.

Esta combinación “trasladará las restricciones de crédito que sufren la mayoría de los países desarrollados a los países emergentes”, asegura BNP Paribas. De hecho, el Instituto de Finanzas Internacionales (IIF, por sus siglas en inglés) prevé que los préstamos netos de la banca a los países emergentes (salvo los del Golfo) pase de 401.000 millones de dólares en 2007 a 245.000 millones este año y 135.000 el que viene.

Una noticia preocupante para una región como América Latina, muy dependiente del capital exterior para financiarse, y que se refleja en el aumento de los costes para asegurar su deuda (credit default swaps) y el índice de riesgo-país de JPMorgan. De nuevo aquí, el mercado discrimina: las tensiones financieras han aumentado para todos, pero el coste para países como Argentina y Ecuador es muy superior al de Chile, Brasil o México [ver gráfico].

En el caso de Argentina, la decisión del Gobierno de nacionalizar los fondos de pensiones privados ha disparado la prima de riesgo hasta exigir un rendimiento superior al 23%. Es decir, “que nadie quiere prestarle dinero a Argentina, ni siquiera Venezuela”, aclara Nicholas Morse, de Schroders, que sostiene que ni con esa decisión se elimina el riesgo de una nueva suspensión de pagos del país suramericano por las tensiones presupuestarias que tendrá que afrontar ante las caídas del precio del petróleo y de la soja.

Por si fuera poco, los países emergentes afrontarán una dificultad añadida en 2009. La mayoría de los planes de rescate de los países desarrollados se va a financiar con emisiones de deuda, por lo que los países con riesgos añadidos van a tener que pagar una prima sustanciosa para conseguir colocar sus bonos. Es el efecto crowding out, en el que las emisiones de deuda de los países ricos expulsan del mercado a los países emergentes o incluso a inversores privados menos cualificados.

Las dificultades de este escenario quedan reflejadas en la marcha de las bolsas a lo largo del último mes, con caídas que van desde el 39% de los índices de Argentina o Perú al 5,6% de Venezuela o el 9,5% de Chile. “Las recientes caídas de las bolsas pueden reflejar no sólo la huida del riesgo, sino también la desaceleración del crecimiento en los países emergentes”, advierte Citigroup. Ahí es donde el comportamiento de China cobra gran relevancia para el futuro de la región.

Estados Unidos y, en mucha mayor medida, Europa han perdido peso como socio comercial del conjunto de América Latina y el Caribe en detrimento de la región Asia-Pacífico. Casi el 36% de las exportaciones de Chile se dirige a esa región; el 24%, en el caso de Perú; el 18%, de Brasil, y el 16%, de Argentina, según datos de la Comisión Económica para América Latina (CEPAL) de Naciones Unidas.

“Si el crecimiento de China se desacelera hasta niveles del 7%, los países más dependientes de las ventas a ese país sufrirán, aunque no será un drama. Pero si China entrara en recesión, entonces sí que se produciría una auténtica catástrofe”, asegura Della Paolera.

No parece que sea eso lo que le espera al gigante asiático. El FMI pronostica un crecimiento de poco más del 9% el año que viene, después del 11,9% registrado en 2007. Pese al ritmo todavía elevado del crecimiento, el frenazo ya se deja notar, especialmente en la demanda de materias primas, y no sólo el petróleo.

Una buena muestra de ello es la evolución del índice del Báltico, que recoge el coste de los fletes de transporte de materias primas y que ha demostrado ser un indicador fiable de la evolución de la demanda de estos productos. Desde el pasado mes de mayo, el índice ha pasado de rozar los 12.000 puntos a menos de 900 puntos esta semana. Es decir, una caída de más del 90% en apenas cinco meses y que los analistas de Barclays atribuyen al deterioro de las perspectivas macroeconómicas globales y, más en concreto, al descenso de la demanda china de acero. De hecho, el consumo chino de este metal ha pasado de crecer el 22% a apenas el 4,8% en septiembre. Brasil, el principal productor mundial de acero, ha tenido que cancelar varios envíos al país asiático, y sus productores, dar marcha atrás en sus pretensiones de aumentar el precio un 11% este año.

Tanto Barclays como los técnicos del FMI también advierten de otra preocupante tendencia que afecta a las materias primas: la congelación del crédito tanto para las pequeñas y medianas empresas exportadoras de China, Brasil y Rusia (”lo que contribuirá a reducir el comercio mundial”, dicen desde el banco británico), como a los productores agrícolas, que no pueden acceder así a las semillas, fertilizantes y maquinaria necesarias para la próxima cosecha. De confirmarse estas tendencias, cabría esperar un cierto alza en los precios de los productos agrícolas para la próxima primavera y así lo apunta el mercado de Chicago (donde cotizan los granos), que ha registrado notables subidas este mes.

El Fondo calcula que una caída en el precio de las materias primas del 10% reduce el crecimiento del PIB de la región en 0,8 puntos porcentuales.

Citigroup advierte que si el descenso va más allá, hasta el 15%, “el impacto sobre Latinoamérica empeorará” y el consiguiente deterioro del déficit por cuenta corriente añadirá presión sobre las divisas de la zona, aumentará las probabilidades de subida de los tipos de interés y afectará seriamente al crecimiento.

Hay otras fuentes de ingresos que empiezan a hacer mella en la región. La desaceleración económica de Europa y Estados Unidos ha empezado a frenar la llegada de turistas, sobre todo en la zona del Caribe.

A ello cabe añadir las caídas en las remesas, segunda fuente de ingresos en el caso de México y Ecuador. Aunque las autoridades mexicanas advierten de que puede tratarse de un fenómeno temporal, que los trabajadores mexicanos en Estados Unidos difícilmente volverán a su país, donde el empleo tampoco está garantizado; que muchos pueden haber perdido su trabajo en la construcción, pero que lo buscarán en otro sector, y que en el último mes han empezado a notar que, aunque hay menos envíos, los inmigrantes mandan cada vez más cantidad de dinero.

Este nuevo escenario se convierte, así, en el test a la solidez macroeconómica de Latinoamérica. Si, a diferencia de otras crisis, el modelo de crecimiento de la región resulta viable cuando las condiciones no son las óptimas y si los avances registrados en los últimos años (reducción de la deuda externa, mejora de la balanza por cuenta corriente, credibilidad macroeconómica…) han llegado para quedarse o no.

El Banco de España se hace eco de ese temor. En su último informe semestral sobre la economía latinoamericana, la entidad admite que el deterioro de la situación puede intensificar los síntomas de cambio de ciclo “y condicionar de forma importante las respuestas de política económica en América Latina en los próximos meses”.

Es uno de los riesgos que más temen los analistas. Los mercados emergentes tienen en general tasas de inflación muy superiores a los objetivos fijados por sus bancos centrales. Pese al deterioro de la situación económica, los analistas de Citigroup dudan que los bancos emisores vayan a proceder a una rebaja de los tipos de interés “para no arriesgarse a perder parte de su credibilidad”.

Según se recrudezca el endurecimiento de las condiciones crediticias, “el recurso a las medidas menos ortodoxas -como la nacionalización de los fondos de pensiones llevada a cabo por las autoridades argentinas- corre el riesgo de incrementarse”, dice Don Hanna. Aunque los analistas no prevén que este tipo de medidas se generalicen, sí apuntan la posibilidad de que las autoridades impongan controles de capital si la caída de las divisas se acentúa.

La política fiscal, la respuesta que a la mayoría de los países desarrollados ha recurrido en esta segunda etapa de la crisis financiera, no es una opción para muchas economías emergentes. Algunos países, como India o Brasil en la región, cuentan de partida con niveles de déficit y deuda públicos demasiado elevados para utilizar el presupuesto público como estímulo al crecimiento. Otros todavía están centrados en reducir sus déficit fiscales, como Colombia, en un intento de mantener bajo control sus costes de deuda a largo plazo. De momento, sólo México ha anunciado un paquete de estímulo para intentar compensar el frenazo económico.

Lo que no ha mejorado en este tiempo es la distribución de la riqueza en el continente, y Latinoamérica sigue siendo el que mayores diferencias sociales registra. Un informe del FMI sugiere que la subida de los precios de los alimentos desde finales de 2006 ha reducido el poder de compra de los hogares urbanos más pobres un 16% en Nicaragua y un 3% en México en este tiempo. Con esos incrementos en los precios de productos básicos, advierte el organismo, los avances en la reducción de la pobreza registrados en la última década se han visto anulados.

Estas circunstancias introducen fuertes tensiones sociales en la región y, con ello, el sistema democrático también se pone a prueba. “Hay una fuerte relación directa entre la situación económica y el auge del populismo”, reconoce el profesor Della Paolera. De hecho, los partidos de Gobierno de Brasil y Chile, dos de los más estables de toda la región, ya han sufrido sendas derrotas electorales a nivel local en las últimas semanas. Y ése podría ser sólo el principio de una nueva etapa de inestabilidad. -
Elecciones en EE UU

“Salga quien salga elegido en los comicios presidenciales de Estados Unidos , no va a cambiar la mirada de Estados Unidos hacia Latinoamérica”. Así de rotundo se muestra Gerardo della Paolera, profesor de Económicas y presidente emérito de la Universidad Americana de París. Lo cierto es que en estas elecciones Latinoamérica ha estado más ausente que nunca de las propuestas electorales de los dos candidatos. El ‘vecino del patio trasero’ no ha concitado el mínimo debate durante la campaña ni siquiera para atraer el apoyo del importante electorado hispano que participará en estos comicios.

El nuevo presidente estará tan acuciado por los problemas derivados de la situación económica de su propio país que poca atención dedicará al resto del continente. El distanciamiento que se ha producido con la región bajo el mandato de George Bush tampoco ayudará a reconstruir puentes. -

29/10/2008 - 20:15h Comenzó la 1ª edición de Límite Sud

Arte contemporaneo latinoamericano.

Hasta el 31 de octubre en el Pabellón Municipal de Exposiciones (detrás de la facultad de Derecho).

Buenos Aires – Argentina

22/04/2008 - 21:46h Periodista o Político

Foto: Arnulfo Franco

Víctor Alejandro Mojica – El Guayacan de Panamá

Mauricio Funes, el candidato presidencial de El Salvador, conversó con El Guayacan

El informal conversatorio del Colegio de Periodistas se desarrolla a espaldas de los turistas del Hotel El Panamá, Mauricio Funes responde largo y tendido, le gusta que lo escuchen y mucho más los periodistas. La terraza está embriagada de brisas y de pizza; el candidato no para de sudar.

A la prensa internacional les habla sobre las relaciones con China, que desea revisar el Tratado de Libre Comercio firmado con Estados Unidos, y a los locales de su política y sus experiencias.

Funes fue hasta septiembre pasado el periodista más reconocido de las mañanas en El Salvador. A finales de ese mes abandonó su programa “La Entrevista”, que se transmitía por Megavisión, y puso punto final a una profesión que ejerció por más de dos décadas.

El periodista que fue destituido de su anterior trabajo en Canal 12 por denunciar despidos injustificados en su medio, que hizo corresponsalía para CNN, y que era, según encuestas locales, el comunicador con mayor integridad, tenía un lado político. Funes estaba del otro lado de la profesión.

“Un país caracterizado por altos niveles de pobreza, marginalidad y exclusión social, lo que menos que nos deben de llevar es a tomar una actitud de indignidad frente a esa realidad” me comenta tras el conversatorio para sustentar su decisión; estamos sentados frente a frente y con una cámara de por medio.

Mauricio Funes es la cabeza de la fórmula presidencial del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional, junto al ex comandante de la extinta guerrilla y ahora diputado, Salvador Sánchez Cerén.

“Abrazo el proyecto histórico del FMLN porque considero que es la fuerza política que en El Salvador tiene la capacidad de transformar, de provocar un cambio, no cualquier cambio, un cambio seguro, que garantiza la seguridad económica, la gobernabilidad democrática y que puede resolver los problemas más preocupantes del país”.

La confrontación
Son los medios que le permitieron capitalizar “altos niveles ciudadanos de respaldo y confianza ciudadana” sus principales adversarios. Mauricio Funes comanda la oposición del país a través del FMLN, una guerrilla convertida en partido político, irónicamente, con una credibilidad ganada en estos medios.

“Los medios de comunicación en El Salvador son medios controlados por la derecha, pero no cualquier derecha, con la derecha económica y política que tiene nexos muy profundos en el gobierno ARENA (partido de gobierno), y que por lo tanto, el partido de gobierno utiliza el gasto publicidad para influir en la línea editorial de los medios” me comenta el candidato que ahora suda a chorros por las luces de la cámara.

El Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional participó de la cruenta guerra civil que se derivó en este país (1980-1990) producto de la guerra fría y que dejó más de 75 mil víctimas.

Esta rivalidad política, ideológica, ha terminado en lo que Funes denomina una “dictadura mediática”. Los medios, asegura, se colocan en primera fila para defender el candidato de sus intereses.

Y la pelea continua…
El 5 de abril llegó el último mísil; la Oficina del Director Nacional de Inteligencia (DNI) de Estados Unidos vínculo a Funes y al FMLN al proyecto bolivariano de Hugo Chávez.

“Prevemos que Chávez proveerá un generoso financiamiento a la campaña del Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN), en El Salvador, en su intento por asegurarse la elección presidencial de 2009” establece el documento de inteligencia que fue revelado por los medios de su país y que provocaron un revuelo en la región.

Funes para descartar los nexos me responde que tiene una mayor vinculación con Estados Unidos “ahí tenemos la tercera parte de la población y el 60% de nuestras exportaciones”. Sostiene que están dolarizados y que defenderá la seguridad jurídica para permitir mayor “inversión”.

El candidato saca su pañuelo, hizo un alto por el sudor, pero no ha terminado todavía. “Al final están utilizando su influencia para infundir temor, están haciendo lo que muchos llaman un terrorismo mediático”.

Anda apresurado, su equipo lo espera, lo mira. Tengo poco tiempo, y muchas dudas. Sólo tengo tres preguntas.

¿Cómo pretendes cambiar este panorama?
Institucionalizando la democracia en nuestro país. Yo no estoy hablando de cerrar medios de comunicación, no va con mi ejercicio profesional, ni con mi vocación democrática, provengo del mundo de los medios, yo estoy hablando de hacer una asignación equitativa de la pauta publicitaria.

¿Hacia dónde van los medios de comunicación con toda esta corriente ideológica que se está dando en Latinoamérica? ¿Hacia el fomento de mayores libertades o hacia la restricción de ellas?
Al final se van a ganar el descredito de la población; los medios le puede pasar lo mismo que le ha pasado a buena parte de nuestras instituciones.

De la misma manera como los partidos políticos han entrado en América Latina en una crisis de legitimidad, de credibilidad y de confianza, de la misma manera van a enfrentar esa crisis, en la medida que no reflejen los principales problemas del país.

En la medida en que no traduzcan la pluralidad de ideas y opiniones que existe en una sociedad, no la traduzcan al ejercicio profesional. Los medios de comunicación tienen que democratizarse para poder sobrevivir en esta sociedad.

Y que de los alternativos
Los medios alternativos son una opción frente al control mediático de la gran prensa que necesita altos niveles de capitalización para poder operar.

En El Salvador los medios cibernéticos, incluso, las radios y televisiones locales, que funcionan para una determinada región, se están convirtiendo en una alternativa. Es una buena opción que hay que cultivarla.

Funes se levanta rápido, se saca unas fotos con los colegas y se marcha. Sus otros colegas lo esperan; la Conferencia Permanente de Partidos Políticos de América Latina y el Caribe (COPPAL) todavía no ha terminado.

07/01/2008 - 08:20h Futuro presidente precisa olhar para o sul (New Day in the Americas)

Roger Cohen*

Juan Bautista Alberdi, um constitucionalista e liberal argentino, observou em 1837 que “as nações, como os homens, não têm asas; elas fazem suas jornadas a pé, passo a passo”. A América Latina, por muito tempo suscetível aos milagres utópicos de revolucionários e caudilhos e ainda não imune a eles, tem se esforçado para absorver essa verdade. Mas, como observa Michael Reid em seu novo livro, Forgotten Continent (Continente esquecido), democracias de massa duráveis têm surgido na região.

Nos últimos anos, essas democracias rolaram os dados com uma extraordinária variedade de líderes, entre os quais Michelle Bachelet no Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico que chegou à presidência no Brasil; e Hugo Chávez, egresso dos quartéis, na Venezuela.
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06/01/2008 - 11:26h New Day in the Americas

The New York Times
January 6, 2008

Op-Ed Columnist

By ROGER COHEN

SÃO PAULO, Brazil

Juan Bautista Alberdi, an Argentine constitutionalist and liberal, noted in 1837 that “Nations, like men, do not have wings; they make their journeys on foot, step by step.”

Latin America, long susceptible to the utopian mirages of revolutionaries and caudillos and still not immune to them, has struggled to absorb this truth. But, as Michael Reid observes in his new book, “Forgotten Continent,” durable mass democracies have emerged across the region.

In recent years, these democracies have rolled the dice with an extraordinary variety of leaders, including Michelle Bachelet in Chile; Luiz Inácio Lula da Silva, the metalworker who rose to govern Brazil; and Venezuela’s barracks-bred Hugo Chávez.

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17/08/2007 - 12:16h Esta vez, América latina no causa una crisis financiera, pero sí la sufre

Wall Street Jornal (publicado en español por La Nación de Argentina)

Las fuertes caídas que sufrieron las bolsas latinoamericanas ayer subrayan un curioso giro: esta vez, los mercados emergentes no son los que originan el efecto dominó global, sino son los que sufren sus repercusiones.

La creciente preocupación sobre la disponibilidad global de crédito siguió dándole una paliza a los mercados latinoamericanos. Los principales índices de la región, desde Argentina a México, sufrieron fuertes pérdidas, aunque hacia el final de la jornada, animados por un repunte de los índices bursátiles estadounidenses, algunos lograron contener la caída libre. Ayer, el Merval argentino cerró con una baja de 4,72%; el Bovespa brasileño cayó 2,58%; el IGPA chileno 3,34% y el IPC de México 1,24%.

La volatilidad que viene de Estados Unidos representa una prueba crucial para los mercados emergentes. La caída de ayer se produjo en una época en la que los fundamentos económicos de estos países parecen más fuertes que en años anteriores. Eso debería ponerlos en una mejor posición para enfrentar la crisis que afecta los mercados globales. Pero la volatilidad tiene a muchos inversionistas preguntándose acerca de los puntos débiles en las regiones que han experimentado décadas de problemas financieros.

Hasta hace poco, los bonos y las monedas de estos países se mostraron sorprendentemente fuertes ante la adversidad. Incluso, después de los bajones de ayer, los bonos emitidos por los gobiernos de mercados emergentes aguantaron mejor la situación que créditos con calificación similar en los mercados desarrollados. La deuda de General Motors Corp., por ejemplo, tiene una calificación de crédito más baja que la deuda emitida por los gobiernos de Brasil, Pakistán e Indonesia.

Los mercados emergentes son más conocidos por crear crisis de deuda que por capearlas. Basta con recordar la crisis de la deuda a comienzos de los años 80, cuando muchos países latinoamericanos entraron en cesación de pagos, provocando crisis financieras que eventualmente dieron lugar al comienzo del proceso de reformas en la región.

O la crisis del peso mexicano en 1994, cuyos efectos se dejaron sentir con fuerza en América latina bajo el rótulo del “efecto tequila”. En ese momento, el gobierno de Estados Unidos, junto al Fondo Monetario Internacional y el Banco Internacional de Pagos reunieron un paquete de asistencia de casi US$ 50.000 millones.

Luego, vino la crisis asiática, que comenzó en 1997 con la devaluación de la moneda tailandesa y que rápidamente se propagó por toda la región. Sus efectos se sintieron con fuerza en muchos países latinoamericanos, debido a que Asia comenzaba a ser un importante socio comercial y a que los inversionistas internacionales se asustaron y dejaron de invertir en los mercados emergentes. Posteriormente se daría el colapso del rublo y la cesación de pagos de deuda que realizó Rusia en 1998.

Pero esta vez, la volatilidad emana desde EE.UU. Y si la economía de ese país se desacelera, las exportaciones de las naciones emergentes podrían verse afectadas. Peor aún, un crecimiento más lento en las economías desarrolladas podría golpear los precios de los commodities, que han ayudado a impulsar las economías de los países en desarrollo.

No más pecado original

Hasta hace poco, los mercados emergentes, desde México a Corea del Sur, estaban gozando de los frutos que produjo una década dedicada a ordenar sus finanzas.

Años de mayor responsabilidad fiscal junto al auge de los commodities pusieron a economías como las de México y Brasil en un sólido estado financiero.

Otra clave ha sido haber superado lo que el economista venezolano Ricardo Hausman llamó el “pecado original” de los gobiernos de América latina: pedir prestado en el extranjero en dólares, un problema que contribuyó a la crisis de la deuda de los 80 y a la crisis financiera asiática a fines de los 90.

En conjunto, estos factores han ayudado a esos países a protegerse de algunos de los impactos más duros de la crisis del crédito en Estados Unidos y Europa.

Por Joanna Slater, en Nueva York,y John Lyons, en Ciudad de México,The Wall Street Journal.

26/07/2007 - 15:29h Advent LatAm fund hits record

Financial Times

By James Politi in New York

Published: July 25 2007 23:04 | Last updated: July 25 2007 23:04

Latin America’s appeal to global investors was highlighted on Wednesday when Advent International, the Boston-based private equity group, raised a record $1.3bn fund for deals in the region.

The new fund, Advent’s fourth, is about 3.5 times larger than its previous pool of money for Latin American deals, which closed in October 2005 at $375m.

While the flow of private equity money into Latin America remains small compared with other emerging markets such as Asia, it has been growing strongly, bolstered by the global commodities boom and overseas interest in the region’s equities and debt markets.

Advent, which entered Latin America in 1996, raised most of its new fund from recurring North American investors such as Calpers, the big California state pension fund, and new US investors such as the endowment of Harvard University.

A further 33 per cent of the fund was raised in Europe and 13 per cent came from the Middle East and the Asia-Pacific region.

Brooks Zug, a senior managing director at HarbourVest Partners, a big private equity fund of funds that is investing in the Advent fund, said: “Purchase price multiples of deals in traditional markets such as Europe and the US have got quite high, and many investors are interested in getting exposure where pricing isn’t as competitive, such as Latin America.”

Advent’s Latin America strategy has so far been focused primarily on transactions in Argentina, Brazil and Mexico, and that is expected to continue.

Advent has already announced its first deal to be invested from the fourth fund: in Mexico it recently agreed to buy Corporativo Javer’s housing business. Although the price of the deal was not disclosed, Advent said it exceeds last year’s $500m takeover of Brasif, the Brazilian duty-free retailer.

10/07/2007 - 12:27h Fome Zero é exemplo para FAO

A América do Sul e o Caribe tiveram avanços siginificativos no combate à fome, mas os demais países da América Central ficaram para trás na mesma luta, segundo o chefe da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).

O diretor-geral da organização, Jacques Diouf, disse em uma conferência sobre comida de segurança alimentar em Fortaleza, no Ceará, que o número de pessoas passando fome na região caiu de 59 milhões no começo da década de 90 para 52 milhões no período entre 2001 e 2003.

No entanto, Diouf salientou que a queda foi restrita à América do Sul e ao Caribe. Na América Central, a evolução do problema não foi tão positive, tanto no número de vítimas da fome ou da desnutrição quanto na proporção dessas vítimas com a população.

O diretor-geral fez um apelo aos países centro-americanos para que se mirem em exemplos como o Fome Zero, lançado no Brasil em 2003. Nicarágua e Colômbia já têm projetos semelhantes para erradicar a fome.

“A FAO aprendeu lições muito importantes desta experiência no Brasil. Essas lições podem ser aplicadas em outros países comprometidos com a erradicação da fome”, disse Diouf. Ele lembrou que qualquer programa para melhorar a segurança alimentar da população deve levar em conta fatores como a urbanização rápida de uma boa parte dos países em desenvolvimento.

Acesso insuficiente à terra e à água, pouco crédito disponível para a população rural e o impacto das mudanças climáticas na agricultura também estão afetando a capacidade de nações mais pobres no combate à fome, completou o diretor da FAO.

Terra Magazine

19/06/2007 - 00:24h As agruras e tormentas de Zé Dirceu


Blog de Dirceu

Esse é o título do artigo que o advogado Maurício Corrêa, ex-ministro da Justiça e ex-ministro do STF, publicou ontem (domingo), no Correio Braziliense, analisando a minha situação jurídica. Pela importância dos argumentos, reproduzo aqui na íntegra o seu texto:

“Voltemos às CPIs do mensalão. Todos se lembram dos estrépitos que provocaram. A acidentada caminhada que percorreram e os múltiplos capítulos em que se subdividiram resultaram num saldo de paradoxos. Houve deputados que se anteciparam ao julgamento pela Câmara e escaparam ilesos. Como nada impedia que novamente se candidatassem, foram reeleitos. Estão no pleno gozo dos mandatos. Outros foram absolvidos da cassação e se reelegeram, encontrando-se, igualmente, em plena atividade. Entre os que renunciaram e os absolvidos nos processos disciplinares, oito estão no exercício dos respectivos mandatos.

Embora julgados livres de cassação parlamentar pela Câmara dos Deputados, alguns já respondem a processo criminal (Ação Penal 420); outros estão relacionados na denúncia de que cuida o Inquérito 2.245. Ambos os casos tramitam no Supremo Tribunal Federal em razão do foro por prerrogativa de função de que gozam deputados federais. No primeiro caso, os envolvidos são réus, uma vez que a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal foi recebida; conseqüentemente, já há ação penal instaurada. Falta apenas ser julgada. No segundo, o feito ainda será submetido ao plenário da corte para que acolha ou não a denúncia.

Ninguém desconhece que José Dirceu foi um dos fundadores do PT. Graças a ele, a agremiação rasgou o dogma do auto-isolamento, passando a celebrar alianças com seus congêneres. Com essa estratégia, colocou o petismo nos trilhos da realidade política do Brasil. Zé Dirceu foi a viga-mestra que sustentou a primeira vitória de Lula à chefia do país. Ajudou-o tanto mais ainda após, quando já eleito. Pode-se dizer que a inteligência do sucesso dessas conquistas se deveu a seu trabalho, desempenhado com mineirice e obstinação. No Gabinete Civil da Presidência da República acertou e errou. Criticado, recebeu safanões por todos os lados.

Era José Dirceu quem segurava as rédeas do governo nos momentos de maior turbulência. Nas dezenas de viagens de Lula pelo mundo, era ele quem assumia de fato o comando político nacional. Submetido a acusações no exercício do cargo que ocupava, voltou à Câmara dos Deputados para se defender. Acabou cassado por práticas contrárias ao decoro parlamentar. Resta-lhe somente agora o que vier a ser decidido pelo STF. A inveja foi seu maior e mais pertinaz adversário.

A não ser pelo farto noticiário que cobriu sua cassação, concretamente se desconhece qual seria ou quais seriam, no fundo, o ilícito ou os ilícitos cometidos por ele. A fundamentação da perda de seu mandato foi política. Aliás, o juízo de cassação parlamentar tem sempre essa estrita e mesma natureza. Assim, por conveniência, deliberou a maioria do quorum qualificado da CD. Outra natureza possui o julgamento a ser feito pelo Judiciário, que há de ser realizado com base no conjunto probatório existente nos autos. Só a partir daí é que se chegará à condenação ou à absolvição.

Quando Zé Dirceu perdeu o mandato de deputado federal, o país vivia quadro de alta tensão política. O noticiário farto e permanente levou a opinião pública a reclamar sua cabeça. Quando seus colegas o julgaram, por certo refletiram a índole dessa indignação. Esse fato inegavelmente não ocorrerá quando a denúncia a que responde no Supremo for julgada e, se recebida, quando seu mérito for apreciado. Ai prevalecerá a prova de que decorrerá sua culpabilidade ou não.

Ele é acusado de ter usado o cargo para obter maioria parlamentar. Com isso, visava-se à aprovação no Congresso de projetos de interesse do governo. Essa, em síntese, a essência do mensalão. Prova de que ele foi partícipe da trama, até agora, rigorosamente, não apareceu. Di-lo-á o STF se existir.

Certo é que os deputados e os demais arrolados nos processos ainda vão ser julgados. Os autos com a denúncia contra Zé e outros sequer foram apreciados, embora estejam conclusos com o relator desde 31 de janeiro passado. Se recebida a denúncia, haverá ação penal. Nesse caso, ele e os co-réus só serão julgados após exaurida a ampla defesa a que têm direito. Defesa aqui compreende a colheita de depoimentos de dezenas de acusados e de centenas de testemunhas; expedição de cartas precatórias e rogatórias; perícias a serem requisitadas e, por certo, outras eventuais provas. Isso quer dizer que vai terminar a presente legislatura e os processos não serão julgados. Todos os deputados processados tranqüilamente concluirão seus mandatos.

Se se acredita em lobisomem, se deve acreditar também que o presidente da República não sabia de nada do mensalão. Ora, lobisomem não existe. É inacreditável, partindo-se do princípio de que Zé armou tudo, de que Lula nada soubesse das tretas de seu homem de confiança. Ora, se assim é, é mais do que evidente: livraram o presidente e agora a burocracia judiciária, com o tempo, os deputados.

Se acaso a denúncia de Zé não for recebida, ainda que tardia, vá lá. Caso contrário, só ele será o maior perdedor. Será praticamente o único a pagar o pato”.
enviada por Zé Dirceu