03/07/2009 - 13:27h Que beleza de loteamento!

http://www.prosaepolitica.com.br/userfiles/image/04%2004%2009/Arthur%20virg%C3%ADlio%20e%20diretor%20do%20senado.jpg

Segundo Arthur Virgílo, líder do PSDB, é José Sarney que não teria condições morais de presidir o Senado. Leiam a seguir uma notinha do jornal O Globo de hoje:

“Que beleza! A pós-graduação que Carlos Alberto Nina Neto, lotado no gabinete do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), fazia na Espanha, recebendo salário do Senado, era em cinema na praia de Ibiza”

Coluna Panorama Político – página 2 jornal O GLOBO

30/06/2009 - 09:08h “Gestão” DEM-PSDB São Paulo: Partidos aliados entram no jeton

“Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do governo federal”.

José Serra

 

 

KASSAB, PMDB E PV

Coluna Você precisa saber do Jornal da Tarde

Roberto Fonseca, JT

roberto.fonseca@grupoestado.com.br
Partidos aliados entram no jeton

Depois de ceder ao presidente nacional do PPS, Roberto Freire, duas vagas em conselhos de empresas da Prefeitura, Gilberto Kassab (DEM) agraciou PMDB e PV, que apoiaram sua reeleição.

Se Freire tem dois jetons de R$ 6 mil, PV e PMDB têm, cada, um de R$ 6 mil e um de R$ 3 mil. Presidente municipal verde, Carlos Galeão Camacho virou conselheiro de administração da São Paulo Transporte (R$ 6 mil). “Tenho formação matemática forte. Querem aproveitar meu conhecimento ”, disse. “E tenho diferencial: só ando de ônibus e, como idoso, saio pela porta da frente, posso testar o serviço.” O PV ainda tem Luiz Foz no conselho fiscal (R$ 3 mil) da Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab).

Já o PMDB tem Ademar Mellin, muito ligado ao cacique estadual Orestes Quércia, no conselho de administração da Prodam (R$ 6 mil) e Gilberto Nucci no conselho fiscal da Cohab (R$ 3 mil).

Leia a integra da coluna no Jornal da Tarde

29/06/2009 - 10:32h Serra ataca PT e “loteamento” no governo

José Serra tem um senso de humor muito aguçado. É um traço da personalidade que eu ignorava e do qual, devo reconhecer, eu gosto. Humor é sempre bom, mas no caso a ironia e a capacidade de fazer piada consigo mesmo requer uma certa fineza. É o caso, aparentemente, de Serra. Ao mesmo tempo, a ironia do candidato tucano não está desprovida de intencionalidade no campo da política, mas o que prevalece neste caso é o humor, a grande piada, estilo Buster Keaton.

O candidato tucano à presidência foi prestigiar seu amigo, Roberto freire do PPS, e instado a fazer um discurso lançou um ataque contundente contra o PT, o governo Lula e sua política. A Folha SP registrou um aspecto do ataque e o Estadão outro. Reproduzo os dois a seguir, para os leitores terem o conjunto.

Agora, vejam se Serra não tem um senso aguçado da auto-derisão. Ao lado de Roberto Freire, o candidato do PSDB proclama: “Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do governo federal”.

Vocês imaginaram a cena?

Roberto Freire ao lado, ouvindo o amigo e aliado proclamar “Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do governo federal”?

Puxa Serra, você arrasou!

Freire é o presidente do PPS, o partido da Soninha em São Paulo. O cara mora em Pernambuco e não conseguiu se reeleger ao Senado no seu Estado. O seu amigo, o mesmo da frase citada acima, dá para ele um cargo remunerado como conselheiro de uma empresa municipal da prefeitura de São Paulo com remuneração de R$12.000 por participar em duas reuniões mensais. A própria Soninha, encorajada a sair do PT e candidatasse à prefeita pelo governador tucano, acaba loteada na subprefeitura de Kassab à pedido dela mesma.

Mas esses loteamentos talvez estejam motivados por razões sentimentais, como diria Arthur Virgílio para justificar os funcionários fantasmas no seu gabinete. mas, e os outros? Os cargos de subprefeitos para prefeitos da base tucana, derrotados nas suas cidades, nomeados por Serra na capital? e aqueles representantes dos diferentes partidos que participam de seu governo e que lotam os cargos de confiança no Estado e nas suas empresas e que somam quase 40 mil?

Ou Serra quis passar um recado a seu amigo Freire, do tipo “saia da boquinha, pois não poderei justificar minha grosseira mentira”, ou simplesmente mostrou um senso de humor fora do comum, estilo piscando o olho para o “amigão” e convidando-o a rir com ele.

Grande Serra! LF

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De olho em alianças para a eleição de 2010, tucano promete atender aos pedidos dos prefeitos do PPS

DA AGÊNCIA FOLHA, EM JAGUARIÚNA

Disposto a garantir alianças com vistas às eleições, o governador de São Paulo e potencial candidato à Presidência, José Serra, disse anteontem, em discurso no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna (134 km de São Paulo), que fará “o possível para atender aos pedidos dos prefeitos do PPS”.
Serra e o presidente nacional do PPS, o ex-deputado federal Roberto Freire, aproveitaram o encontro para criticar o governo federal e o PT.
“O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando o PT foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do governo federal”, atacou o governador.
Freire, por sua vez, afirmou que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) -vitrine do governo sob responsabilidade da ministra Dilma Rousseff- “não anda no país, o que anda é a corrupção”.

Na disputa
Além de Serra, o ex-governador e secretário estadual Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) e o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, também participaram do encontro. No partido, os dois postulam o direito de representar o PSDB na disputa pelo governo em 2010.
Também acalentando o sonho de concorrer, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve no encontro, que contou com a presença de cerca de 300 representantes do PPS estadual, entre prefeitos, secretários e vereadores.
De acordo com uma nota do PPS paulista, o congresso estadual teve como objetivo “debater as estratégias para as eleições de 2010″.
Durante discurso, Serra disse ainda que conseguiu mudar a data do congresso do PPS -que estava marcado para a semana passada- para que pudesse participar. O governador contou que fez o pedido ao presidente do Diretório Estadual do PPS, deputado estadual David Zaia, porque estaria em viagem na data anterior. O governador ficou cerca de 45 minutos no evento e deixou o local de helicóptero.

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Serra critica política econômica de Lula

Citado por Roberto Freire como nome forte para concorrer à eleição de 2010, governador de São Paulo ataca governo petista

Rose Mary de Souza, JAGUARIÚNA – O Estado SP

Reunidos no XVI Congresso Estadual do Partido Popular Socialista (PPS-SP), partidários da candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticaram, na cidade de Jaguariúna, no interior paulista, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No painel de abertura, o ex-governador de São Paulo e atual secretário estadual do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, fez uma apresentação com base no tema do congresso, Brasil: sem mudança, não há esperança. Os tucanos Aloysio Nunes Ferreira e José Aníbal também se inspiraram na proposta do evento para conduzir suas falas em tom de crítica ao governo petista.

Eleições 2010

As críticas ao presidente Lula tiveram discurso exaltado do presidente do PPS, Roberto Freire, ao afirmar que a campanha eleitoral começou mais cedo. “O grande responsável é o presidente Lula, que desrespeitou a legislação iniciando campanha já há algum tempo”. Na opinião dele, “há dois grandes nomes no PSDB neste momento para disputar a presidência nas eleições de 2010: José Serra e Aécio Neves”.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), também prestigiou o evento. Em sua fala, ele destacou que os democratas estão juntos com o PSDB, PPS e PV. “Já temos uma definição de caminharmos juntos sob o comando do governador Serra. A partir de janeiro vamos discutir os nomes dos candidatos com a liderança dele.”

Convidado mais aguardado do evento, o governador paulista foi recebido na quadra de esportes do Jaguar Tênis Clube. Serra referiu-se ao PPS como um partido irmão, que colabora com o governo do Estado. Por isso, não poderia deixar de prestigiar o congresso.

Em seu discurso, fez vários comentários com alusões claras ao governo do atual presidente da República. Disse, por exemplo, que Índia e China estão indo bem, “mas o Brasil não tem uma política econômica de desenvolvimento”.

Em outra parte de sua fala,Serra salientou que a indústria não está mais contratando. “O Poupatempo tem 32 mil ofertas de emprego, mas a grande maioria é da área de serviços”, declarou, acrescentando que houve uma época em que o País exportava muito. “Vamos voltar a exportar”, disse, em tom de campanha. “Isso é a questão número 1, é estrutural”.

COMPARAÇÕES

No decorrer de sua palestra, o governador destacou o que considera os pontos fortes de seu governo e repetiu basicamente o que foi veiculado no último horário gratuito do PSDB veiculado na TV. “O seguro desemprego é criação minha. Lá no Poupatempo, de maio do ano passado até este ano, cresceram em 28% os pedidos do seguro desemprego”, afirmou.

Com críticas indiretas à administração petista, Serra lembrou que Fernando Henrique Cardoso fez vários assentamentos da reforma agrária. “Até hoje vemos que isso não evoluiu.”

O próximo encontro estadual do PPS ocorrerá em agosto. Desta vez, no Estado Rio.

28/11/2008 - 14:46h Gotas

Loteamento

Gilberto Kassab está trabalhando em dobro para seus correligionários. Como não tem cargos para todos, novas pastas são criadas com um único objetivo: abrigar sua turma. O problema começa na definição de “sua turma”. Os demos ganham espaço, os tucanos perdem plumas.

Secretárias são divididas para tentar acolher a todos, novas pastas são criadas e mesmo assim a gritaria continua. Todos aguardavam a aplicação do princípio “é dando que se recebe”. Muitos deram e agora querem receber. Vereadores da base do governo estão revoltados com as “injustiças”. O PPS quer a Soninha, mas não na cota deles.

Uma parte do PSDB quer aproveitar para tirar Andrea Mattarazzo ou reduzir seu poder. A “turma do holerite” quer reconhecimento pelos serviços prestados.

A mídia trata com objetividade a necessária articulação das forças políticas da base do governo municipal (quanta diferença com o tratamento dado, por exemplo, a Eduardo Paes no Rio atacado por nomear Jandira na Cultura. No Rio era loteamento e falta de curriculum, aqui, nada. Em se tratando de Kassab -e de seu padrinho- a mídia não põe sua boquinha no trombone).

 

Dilma

http://www.bid.mg.gov.br/gera_noticias.asp?id=1027O DEM vai entrar com representação contra Dilma, pelo apoio que alguns oradores deram a sua candidatura à presidencia em ato no planalto. O DEM é aquele que em plena campanha eleitoral assinou um checão publicitário, após ter tentado utilizar os subprefeitos para influenciar uma pesquisa Datafolha.

A representação contra Dilma é por uso da máquina. A oposição não percebeu que quanto mais bate na Dilma mais ela cresce nas pesquisas o que é uma boa coisa para os que defendemos sua candidatura.

 

DÍVIDA/PIB

A relação dívida/PIB do Brasil  atingiu um dos menores patamares dos últimos 10 anos:  36,6% . Uma vitória e tanto para o governo Lula e fator essencial da força que o Brasil mostra para resistir aos efeitos da crise internacional. Para se ter uma idéia, segundo a OCDE,  em 2010, a dívida pública da França passará do 70% em relação ao PIB e está previsto subir acima de 60% na Inglaterra. Para a União Européia está relação não deveria superar os 60%.

A S&P estimava, numa simulação velha de 3 anos, que se nada for feito entretanto, a dívida do governo dos EUA vá ser de 239% do PIB em 2050, ante 70% hoje. Na mesma data, a relação dívida/ PIB da França será de 235%, ante 66% hoje. Já a relação dívida/PIB da Alemanha em 2050 será de 221%, ante 68% hoje, e a do Reino Unido, de 160%, ante 42% hoje. Depois a realidade está levando os países ricos a jogar trilhões para evitar o colapso, ou seja um endividamento ainda maior, enquanto o PIB vai para o chão.

A relação dívida/PIB mostra se um país é solvável e tem capacidade a pagar suas dívidas. Os EUA concentram a maior dívida do planeta que atinge hoje mais de 70% do seu PIB.

Mesmo assim, nesta fase da crise planetária, o pânico que tomo conta do mercado de capitais precipita uma fuga em direção aos papeis dos… Estados-Unidos.

Uma prova a mais que a economia mundial gira entorno da economia americana. Mesmo doente. É que os EUA tem o maior PIB do planeta também e uma coisa explica a outra.

 

Tout et n’emporte quoi

sarko_hope.jpgEm Paris uma campanha do partido do presidente de direita, Sarkozy, o compara a Obama. Seria mais apropiado compará-lo a uma girueta.

Sarkozy foi eleito proclamando com orgulho que o liberalismo praticado por Bush nos EUA era um bom exemplo para França. Que o Estado devia reduzir seu papel e que o caixa estava vazio para continuar gastando com o serviço público.

Hoje ele se ve como Obama e não pára de reivindicar o papel do Estado, especialmente para dar dinheiro ao setor privado em crise.

Neste momento, em Paris, está passando um filme comico com Valerie Lemercie, conhecida atriz francesa. O personagem que ela representa é racista e reacionária, mas vira negra da noite para o dia. Deve ser o mesmo fenomeno que atingiu o presidente francês.

 

ArcelorMittal demite

A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, anunciou ontem o lançamento de um programa global de desligamento voluntário que poderá envolver até 9 mil funcionários, ou cerca de 3% da força de trabalho mundial do grupo. De acordo com a empresa, os cortes se concentrarão primeiramente em empregos não ligados à produção e sobretudo nas áreas de vendas, geral e administrativa.

No Brasil, a empresa começa a intensificar os ajustes. O grupo já deu férias coletivas a 1,105 mil funcionários nas unidades de aços longos de João Monlevade e Juiz de Fora, em Minas Gerais, segundo informações dos sindicatos locais, que foram confirmadas pela companhia. A empresa tem, no total, 15,97 mil empregados no País, sem incluir a operação de aço inox.  Fonte O Estado SP

 

Soneto do cativo

casalnupaulofranco.jpg

Se é sem duvida Amor esta explosão
de tantas sensações contraditórias;
a sórdida mistura das memórias,
tão longe da verdade e da invenção;

o espelho deformante; a profusão
de frases insensatas, incensórias;
a cúmplice partilha nas histórias
do que os outros dirão ou não dirão;

se é sem dúvida Amor a cobardia
de buscar nos lençóis a mais sombria
razão de encantamento e de desprezo;

não há dúvida, Amor, que te não fujo
e que, por ti, tão cego, surdo e sujo,
tenho vivido eternamente preso!

David Mourão-Ferreira (Poeta português, 1927-1996).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Paulo Franco e Paulo César

 

Gotas, por Luis Favre

31/10/2008 - 14:28h “É dando que se recebe”

http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/blogs/omelhordobrasil/uploaded_images/babette-760285.jpg
A festa de Babette

 

O loteamento na prefeitura de São Paulo avança a todo vapor.

Enquanto a Soninha brada por uma secretaria em retribuição aos serviços prestados, Orestes Quercia manifesta um interesse menor na máquina municipal e procura compromisso público de apoio a sua candidatura ao senado em 2010. Acontece que a equação no campo demo-tucano é muito mais complexa, que no campo do PT. Tem Afif, tem Alckmin, tem Goldman, tem Kassab, tem Aluisio Nunes, tem…

No aguardo, Alda Marcoantonio não vê graça nenhuma na assistência social e almeja um cargo mais suculento.

Na Câmara o “centrão” aguarda, arma ao pé, as subprefeituras que serão atribuídas ao grupo enquanto prepara a eleição do presidente do legislativo.

A mídia acompanha as negociações políticas entre os partidos aliados, com objetividade. Aqui não tem interesses menores, boquinhas, cargos e loteamento.

Em paralelo, o governo estadual anuncia obras na marginal e ninguém pergunta se as pistas que serão reformadas e a nova pista prevista serão pedagiadas. Cada coisa em seu tempo e no seu devido lugar.

Quando o governador decidirá informar, a mídia transmitirá.

Luis Favre

29/10/2008 - 12:30h PMDB quer de Kassab a CET, que controla R$ 700 milhões

Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Pitta e Maluf, é sugerido para estatal ou SPTrans

Silvia Amorim, Ricardo Brandt e Roberto Almeida – O Estado SP

http://oglobo.globo.com/fotos/2008/01/04/04_MVG_sp_motocet.jpg

O PMDB, peça decisiva na reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), está de olho no comando de duas grandes empresas da prefeitura na próxima gestão: a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ou a São Paulo Transporte (SPTrans), que terão orçamentos de R$ 700 milhões ou R$ 1,3 bilhões, respectivamente, em 2009. Os peemedebistas já apontam Getúlio Hanashiro, ex-secretário de Transporte nas gestões Celso Pitta e Paulo Maluf, como um indicado a assumir qualquer uma delas.

A aliança com o PMDB, que indicou a vice Alda Marco Antônio na chapa, garantiu a Kassab o maior tempo de propaganda no rádio e na TV no primeiro turno, 8 minutos e 44 segundos, o que facilitou o trabalho do marketing na tarefa de transformar a aprovação de governo em votos.

Apesar do acordo feito com o ex-governador Orestes Quércia, de que a aliança seria condicionada ao apoio a seu nome como candidato ao Senado em 2010, o plano inicial do PMDB era conseguir a Secretaria de Transportes. Mas após a declaração de anteontem de Kassab confirmando a permanência do titular, Alexandre de Moraes, na pasta os peemedebistas já pensam num plano B.

Ontem, uma das lideranças da sigla procurou agendar uma primeira conversa oficial com o prefeito sobre a participação do PMDB no governo. A expectativa é de que a reunião seja marcada para esta semana.

O presidente municipal do PMDB em São Paulo, Bebeto Haddad, disse que “nada foi pedido e nem será” a Kassab, mas não escondeu o interesse do partido em atuar em áreas onde possam pensar “políticas para a cidade”. “Claro que o partido tem expectativas. Ninguém entra para uma eleição sem vontade de estar junto numa administração”, afirmou. “Não vinculamos nosso acordo de aliança a isso. Mas temos, sim, expectativas de sermos convidados para alguma coisa.”

O nome da vice de Kassab também tem sido mencionado para a pasta de Assistência e Desenvolvimento Social, mas Alda, que comandou a mesma secretaria no governo Pitta, teria dito ao partido que não tem interesse em reassumi-la.

MAIS FATURAS

Outro aliado, o PV, também apresentará a fatura da eleição quando for chamado por Kassab. O partido, que já tem a Secretaria do Meio Ambiente, pede agora a pasta de Esportes, hoje comandada pelo tucano Walter Feldman.

Quer ainda maior controle na Subprefeitura da Lapa, com a troca do subprefeito, uma vez que perderá a Subprefeitura de Parelheiros. Mira também a Subprefeitura da Mooca. Kassab teria ficado descontente com o desempenho do atual subprefeito de Parelheiros, Walter Tesch, filiado ao PV, por causa da inexpressiva votação que teve na região. Marta Suplicy (PT) recebeu 76% dos votos válidos e ele, 23%. Essa é a primeira movimentação dada como certa para a próxima administração. Vereadores que atuam na zona sul, como Goulart (PMDB) e Milton Leite (DEM), esperavam a mudança.

O PPS, que já integra o governo comandando a Secretaria de Serviços e ocupando cargos no segundo escalão, espera uma posição de Kassab sobre a entrada da candidata derrotada à prefeitura Soninha Francine no governo. Vereadora, ela ficará sem cargo público a partir de janeiro.

O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, espera um movimento do prefeito, mas não apresentará pedidos específicos de pastas. “Ainda não fomos procurados por ninguém, mas acreditamos que, até a próxima semana, seja marcada uma conversa.”

Kassab nega que tenha acertado qualquer mudança em seu secretariado. Mas sabe que terá um desafio pela frente para acomodar os aliados que embarcam agora na prefeitura (PMDB e PR) e os antigos parceiros (PV e PPS) que esperam uma maior participação.

Para abrigar todos, Kassab terá que trocar algumas cadeiras dentro do primeiro escalão. Isso significa que o PSDB, o seu aliado mais importante, deverá perder espaço.

Hoje os tucanos controlam 10 das 22 secretarias municipais. O DEM, partido do prefeito, tem apenas 5.

Dois nomes que devem deixar suas pastas são Ricardo Dias Leme, Negócios Jurídicos, e Andrea Matarazzo, Subprefeituras. No caso do segundo, porém, a troca estaria condicionada ao aval do governador José Serra (PSDB).

Para Negócios Jurídicos ainda não se fala em nomes, mas no caso da Secretaria de Subprefeituras, um dos possíveis substitutos seria o atual secretário de Esportes, Walter Feldman – um dos maiores defensores da reeleição de Kassab dentro do PSDB. Há especulações de que ele poderia assumir a Secretaria de Saúde, no lugar de Januário Montone, que iria para a mesma pasta no governo do Estado. Do aeroporto, minutos antes de embarcar para uma viagem de 10 dias ao Japão, Feldman negou a pretensão de trocar de pasta e disse não ter ouvido qualquer palavra do prefeito sobre o assunto.

21/08/2008 - 15:46h Escondido durante anos: loteamento tucano no Estado de SP

As declarações da ex-secretária de educação de Geraldo Alckmin são uma verdadeira confissão. Durante anos a educação estadual está, e continua estando, loteada para favorecer os políticos e compadres amigos em detrimento das necessidades de professores e alunos.

Se o fato vem a luz agora é como produto da crise do PSDB e da briga pela prefeitura entre serristas e alckministas. A crise acaba provocando fissuras na lei do silêncio da hipocrisia tucana e põe a nu, não só o sistema de favores aos correligionários e apanigüados, com cargos públicos; mas também a cumplicidade dos grandes veículos de comunicação que durante anos fecharam os olhos para essa realidade.

A verdadeira questão é saber qual é a relação entre o desastre educacional em São Paulo e esse aparelhamento da tucanagem e afins no sistema educativo? Qual é a relação entre o resultado do Saresp no ensino médio de São Paulo, -1,41 é a média obtida pelos alunos em uma escala de 0 a10- e a nomeação de apadrinhados do PSDB. (Nota roxa, de vergonha).

Tenho lembrado aqui no blog que existem quase 40.000 cargos de livre provimento no governo estadual e suas empresas, autarquias e afins, ou seja cargos preenchidos sem concurso público e dinheiro para fundações ligadas ao PSDB e aliados (29/02/2008 – 14:47h Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi)). Porque a mídia nunca se interessou em desvendar a natureza desses cargos e sua função de cabide de emprego e de apoio partidário? ou não foi atrás das fundações que recebem milhões do governo tucano e que são ligadas a seus políticos? Porque a questão da máquina pública estadual não foi nunca objeto de debate e discussão nos jornais de São Paulo? LF

Clique na imagem para ampliar e ler o jornal AGORA

loteamento_agora.jpg

21/08/2008 - 10:20h Governo de São Paulo loteia diretorias de ensino

Pelo menos 40 dos 91 cargos foram nomeados após indicação feita por políticos

Governo Serra afirma que aceita indicações de políticos, mas só nomeia o dirigente depois de rigorosa análise técnica

 

Marlene Bergamo – 04.ago.08/Folha Imagem
Serra inaugura escola; ao fundo, Celso Nicoleti, diretor de ensino

 

 

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E JULIANA COISSI - FOLHA SP

O governo de São Paulo loteou entre os políticos da base aliada as diretorias regionais de ensino -órgãos de natureza técnica, responsáveis pela implementação dos programas educacionais em todos os municípios do Estado.
Nas últimas quatro semanas, a Folha identificou o padrinho político de 40 delas, das 91 existentes. São deputados, prefeitos e dirigentes partidários, isso quando o dirigente não é, ele próprio, militante político.
O esquema de loteamento político para o cargo é antigo, mas havia cessado no governo Mario Covas (1995-2001), quando foi implementado um sistema de provas e entrevistas para a escolha dos nomes.
O sistema de indicações, porém, voltou a funcionar na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), foi mantido por Cláudio Lembo (DEM) e continua a vigorar com José Serra (PSDB).
A função de dirigente de ensino é estratégica para a Secretaria da Educação, uma das áreas mais criticadas em razão das baixas notas obtidas pelos estudantes paulistas nas avaliações pedagógicas periódicas.
Além de implementar as políticas oficiais, as diretorias de ensino (ex-delegacias de ensino) são responsáveis por encaminhar as demandas das escolas de sua região, como compra de material, contratação de docentes, reformas e vagas.
Por sua vez, muitos dos políticos que apadrinham um dirigente buscam exposição pública e facilidades para sua base política, como vaga nas melhores escolas para filhos de eleitores. O governo nega tal poder -diz que as decisões respeitam critérios técnicos.

“Paus-mandados”

Rose Neubauer, secretária da Educação na gestão Covas, critica as indicações políticas para o cargo. “O delegado não tem compromisso com o projeto do governador. Tem apenas com o político que o indicou”, diz. “Para aplicar as mudanças necessárias, você não pode ter dirigentes vistos apenas como “paus-mandados” de políticos.”

Rose diz que Covas acabou com esse sistema, apesar das pressões. “É preciso ter coragem. Você se indispõe com sua base política, mas mostra que prioriza critérios técnicos.”

A diretoria de Catanduva é um exemplo da interferência na rede de ensino. Uma dirigente regional criticada pelo deputado estadual Geraldo Vinholi (PDT) perdeu o cargo.

O pedetista, hoje candidato a prefeito, queria ter acesso a escolas, falar com a “comunidade escolar”, como ele conta, mas a diretora impedia. “Ela era de difícil relacionamento”, diz. Para evitar novas reclamações do deputado, o governo resolveu consultá-lo antes de nomear a sucessora. “Mas o cargo não é meu”, afirma Vinholi.

Para ocupar o posto de dirigente, é necessário lecionar há dez anos na rede ou estar há oito anos no sistema, sendo dois anos em cargos de chefia.

O salário-base de um dirigente, incluindo gratificações, é de R$ 4.440 (diretor de escola recebe no mínimo R$ 2.320). Ele pode nomear cargos para sua equipe -mas as escolhas são submetidas à secretaria.
“O problema é que nem sempre a pessoa indicada está apta para exercer a função”, diz o vice-presidente da Apase (sindicato dos supervisores de ensino), Severiano Garcia Neto.

Escolha técnica

Por meio de sua assessoria, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, responsável pela coordenação política de Serra, diz que encaminha para a pasta da Educação os currículos enviados por políticos. Afirma, porém, que o dirigente de ensino só é escolhido após rigorosa análise técnica.

Por meio de nota, a titular da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, diz também que a troca de dirigentes ocorre após avaliação técnica e nega sofrer pressões para as nomeações dos postos.
O governo Serra anunciou que vai aplicar provas de proficiência aos atuais dirigentes de ensino. Quem for reprovado terá de freqüentar cursos de aperfeiçoamento e, caso não passe em nova avaliação, perderá o cargo. Ainda não há data anunciada para os exames.

“Uma medida como essa é revolucionária. Vai acabar com o troca-troca de nomeações políticas que conspiram contra a eficiência da administração pública”, disse Serra ao lançar o programa, em julho.

Indicado só tem compromisso com o político, diz ex-secretária

DA REPORTAGEM LOCAL

Secretária da Educação no governo Mario Covas (PSDB), Rose Neubauer diz ser contrária a qualquer indicação política para escolha dos dirigentes.

“Se você quer a máquina pública moderna e transparente, não pode escolher ninguém pela sua filiação partidária.” Rose critica o modelo anunciado pela gestão Serra (de aplicar prova aos dirigentes que já foram escolhidos por meio de indicações). Leia abaixo.


FOLHA – Qual é o principal problema da indicação política?

ROSE NEUBAUER – O delegado não tem compromisso com o projeto do governador, mas apenas com o político que o indicou.

Quando assumimos, as mudanças eram grandes, íamos mudar alunos de escola. Isso poderia desagradar aos eleitores do deputado e, se esse pressionasse o delegado, o compromisso com o projeto seria menor.FOLHA – Por que é tão importante para o político indicar o dirigente?

ROSE - Porque o político mostra que tem prestígio no Executivo. É a questão de a comunidade da região perceber que o político tem influência.

FOLHA – Como é feita a pressão?

ROSE - É aberta, o deputado ou o prefeito vai até o gabinete do secretário e faz a indicação. Um problema adicional é que, quando muda a gestão em um município, o prefeito é pressionado para que mude o delegado. Contando que há eleição a cada dois anos [municipal e estadual, alternadamente], se a gestão não tem um critério técnico, ele muda os delegados a cada dois anos. O projeto não tem continuidade.

FOLHA – O que a sra. acha do modelo anunciado pelo governo Serra?

ROSE - Aplica a prova e faz o quê? Aí o governo descobre que os que estão lá não são bons.

Vai colocar quais outros? Precisa melhorar já na seleção. É um cargo importante, é como um subprefeito, é o indivíduo que deve acompanhar todas as escolas, ouvir a comunidade.
O governador [Serra] fez uma série de mudanças, de uma grande coragem, de diminuir as faltas [dos professores].

Todo mundo sabe que falta de professor atinge diretamente os alunos. Mas você precisa ter um bom delegado para explicar lá na ponta quais são essas mudanças. Precisa explicar e aplicar as mudanças.