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	<title>Blog do Favre &#187; lucros</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Petrobras tem o maior lucro do setor produtivo entre América Latina e EUA</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 19:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
da Folha Online
A Petrobras apontou no segundo trimestre de 2009 o maior lucro entre a empresas não-financeiras e de capital aberto da América Latina e Estados Unidos, segundo levantamento da consultoria Economática. A companhia registrou lucro líquido de US$ 3,963 bilhões no segundo trimestre deste ano.
A economática informou que considerou todos os relatórios enviados aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/3067-petrobras.jpg" alt="http://www.ibtimes.com.br/data/articleimgs/3067-petrobras.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">da Folha Online</p>
<p>A Petrobras apontou no segundo trimestre de 2009 o maior lucro entre a empresas não-financeiras e de capital aberto da América Latina e Estados Unidos, segundo levantamento da consultoria Economática. A companhia registrou lucro líquido de US$ 3,963 bilhões no segundo trimestre deste ano.</p>
<p>A economática informou que considerou todos os relatórios enviados aos organismos reguladores de cada pais até 1º de setembro de 2009.</p>
<p>No levantamento geral, incluindo as empresas financeiras, o lucro da Petrobras fica atrás somente do Citigroup (US$ 4,279 bilhões).</p>
<p>Entre os 20 maiores lucros do segundo trimestre de 2009 da América Latina há 12 empresas brasileiras, cinco mexicanas, duas chilenas e uma argentina. No ranking por setor, a liderança fica por conta do setor bancário, com cinco representantes, seguido pelo setor de eletricidade, gás e água, com três empresas.</p>
<p>Para o cálculo, a Economática considerou os relatórios encaminhados pelas empresas aos seus respectivos órgãos de regulação local (CVM no caso do Brasil) e converteu os valores originais (moeda de cada pais) pelo dólar do dia 30 de junho (no caso do Brasil dólar Ptax venda).</p>
<p>Veja o ranking geral de empresas e o lucro do segundo trimestre</p>
<p>Citigroup &#8212; &#8211; US$ 4,279 bilhões<br />
Petrobras &#8212; &#8211;US$ 3,963 bilhões<br />
Exxon Mobil &#8212; US$ 3,950 bilhões<br />
Goldman Sachs &#8212; US$ 3,435 bilhões<br />
Berkshire Hathaway &#8212; US$ 3,295 bilhões<br />
AT&amp;T &#8212; &#8211; &#8212; &#8211; US$ 3,276 bilhões<br />
Bank of America &#8212; US$ 3,224 bilhões<br />
Johnson &amp; Johnson &#8212; US$ 3,208 bilhões<br />
Wells Fargo &#8212; &#8211; US$ 3,172 bilhões<br />
IBM &#8212; &#8211; &#8212; &#8211; US$ 3,103 bilhões</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Petrobras terá fatia de 30% no pré-sal</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 12:55:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[

Governo define participação mínima que estatal terá como operadora dos consórcios que vão explorar região de petróleo
Petrobras também poderá ser contratada sem licitação para explorar poços mais rentáveis; regra para royalties ainda está indefinida
SIMONE IGLESIAS, LEANDRA PERES E VALDO CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; FOLHA SP
A Petrobras conseguiu mais uma vitória na discussão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
</strong></p>
<p><img src="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/petroleo-estadao.jpg" alt="http://www.cimm.com.br/portal/conteudo/noticias/imagem/Image/petroleo-estadao.jpg" align="right" /><strong>Governo define participação mínima que estatal terá como operadora dos consórcios que vão explorar região de petróleo</strong></p>
<p><strong>Petrobras também poderá ser contratada sem licitação para explorar poços mais rentáveis; regra para royalties ainda está indefinida</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">SIMONE IGLESIAS, LEANDRA PERES E VALDO CRUZ DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &#8211; FOLHA SP</p>
<p>A Petrobras conseguiu mais uma vitória na discussão do marco regulatório do pré-sal. A estatal terá fixado em lei o percentual mínimo de 30% de participação nos consórcios que vão explorar a região. Como a empresa também poderá participar das licitações de blocos do pré-sal, a fatia da Petrobras poderá ser ainda maior.<br />
A informação foi divulgada pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), após reunião com o presidente Lula. Lobão e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) defendiam que a participação mínima da Petrobras seria definida a cada leilão.<br />
A estatal também terá garantidos outros privilégios no marco regulatório que será enviado ao Congresso após discussão com empresários e trabalhadores. Poderá ser contratada diretamente pela União, sem licitação, para explorar os poços mais rentáveis. Além disso, será a exploradora única dos campos, ou seja, terá que ser contratada pelas outras empresas que participarem dos leilões para retirar o petróleo.<br />
&#8220;A estatal poderá participar da licitação de todos os blocos e, então, ela poderá ter 40%, 50% ou ganhar sozinha. Mas a participação societária mínima será de 30% em todos os blocos para poder ser operadora&#8221;, afirmou Lobão.<br />
Lula decidiu fixar o percentual defendido pela Petrobras depois que o presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, argumentou que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) já exige hoje uma participação mínima de 30% da empresa que será a operadora nos consórcios formados para explorar as áreas fora do pré-sal.<br />
Segundo Lobão, falta só definir como será a regra para os royalties, assunto que gerou divergência dentro do governo. Nos dois cenários apresentados a Lula, há uma mudança na forma de distribuição dos recursos, para que o dinheiro beneficie todos os Estados, e não só os produtores, como hoje. A dúvida é se, além disso, o governo também reduz de 10% para 5% a alíquota dos royalties.<br />
&#8220;Tínhamos a esperança de concluir tudo hoje [ontem], mas ficaram algumas pendências. Basicamente sobre os royalties, não definimos ainda o que fazer com eles&#8221;, disse.<br />
Como esse ponto é criticado pelo governador Sérgio Cabral (RJ), a decisão será política. Lula se reunirá com Cabral na terça, no Rio, quando deverão discutir o assunto. Principal Estado beneficiado com royalties do petróleo, o Rio recebeu R$ 2,26 bilhões em 2008.<br />
Lula disse aos ministros que esse tem sido o assunto que tem despertado maior interesse político e reclamações na discussão do pré-sal. Por isso, quer ouvir as lideranças políticas antes de bater o martelo. Em razão da indefinição sobre royalties, o governo vai adiar em uma semana o anúncio do marco regulatório do pré-sal.<br />
A criação da estatal para cuidar do pré-sal e de um fundo social com parte dos lucros foi confirmada pelo presidente. Esse fundo, disse Lobão, será aplicado no exterior e terá &#8220;caráter de fundo soberano&#8221;. Todas as propostas serão encaminhadas ao Congresso, por meio de três projetos de lei ordinária, em caráter de urgência. Segundo o ministro, nada será feito por medida provisória.<br />
Lula incumbiu Lobão e Dilma de se reunir com empresários e sindicatos ligados ao petróleo na próxima semana para apresentar as conclusões e colher sugestões.<br />
As medidas seriam anunciadas na próxima quinta, em reunião ministerial. Mas, por conta das reuniões encomendadas pelo presidente, o anúncio deverá ocorrer nos dias 26 ou 27. Depois, o governo enviará as propostas ao Congresso e convocará uma reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O nome da estatal deverá ser escolhido por concurso, mas Lobão não deu detalhes.</p>
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		<title>Cotação do petróleo faz lucro da Petrobrás cair 20% no semestre</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 12:35:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Resultado de R$ 13,55 bi superou expectativas do mercado e foi melhor que o dos concorrentes internacionais
Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP
A Petrobrás anunciou ontem um lucro líquido de R$ 7,734 bilhões no segundo trimestre de 2009, valor 20% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. No semestre, o lucro ficou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Resultado de R$ 13,55 bi superou expectativas do mercado e foi melhor que o dos concorrentes internacionais</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Nicola Pamplona &#8211; O Estado SP</p>
<p>A Petrobrás anunciou ontem um lucro líquido de R$ 7,734 bilhões no segundo trimestre de 2009, valor 20% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. No semestre, o lucro ficou em R$ 13,550 bilhões, também com queda de 20% na mesma base de comparação. Apesar da redução, o desempenho superou as expectativas do mercado financeiro e foi melhor do que o apresentado por suas concorrentes internacionais.</p>
<p>Em entrevista coletiva para apresentar o balanço, o diretor da Petrobrás, Almir Barbassa, disse que a queda no lucro reflete as menores cotações do petróleo no mercado internacional. &#8220;O primeiro semestre do ano passado foi um semestre de euforia, com as cotações do petróleo caminhando para o recorde de US$ 147 por barril, atingido por algumas horas no mês de julho&#8221;, comentou o executivo.</p>
<p>Segundo dados da companhia, a cotação do petróleo Brent, negociado em Londres, se manteve em uma média de US$ 109 por barril nos primeiros seis meses de 2008, contra os US$ 52 por barril verificados este ano, uma queda de 53%. O movimento derrubou o lucro de todas as companhias petroleiras mundiais. A gigante Exxon, por exemplo, teve queda de 70% no resultado trimestral.</p>
<p>No caso da Petrobrás, porém, a baixa nas cotações foi parcialmente compensada pelo fato de a companhia ter grande parte de sua produção voltada para o mercado interno, que vem se recuperando melhor da crise financeira. As vendas de combustíveis, por exemplo, atingiram no segundo trimestre o mesmo patamar verificado em junho do ano passado, na casa dos 1,76 milhão de barris por dia &#8211; um crescimento de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2008.</p>
<p>Além disso, a Petrobrás manteve certa estabilidade nos preços dos combustíveis, que fecharam o semestre em R$ 162,15 por barril, em média, apenas 5% abaixo do verificado no mesmo período do ano anterior &#8211; a despeito da queda de 53% no preço do petróleo. A política de preços da companhia, portanto, garante menor volatilidade com relação às variações internacionais.</p>
<p>&#8220;Companhias que operam em mercados mais competitivos são obrigadas a acompanhar de perto a cotação do petróleo, o que não ocorre com a Petrobrás&#8221;, aponta a analista de petróleo da corretora Ativa, Mônica Araújo. Por outro lado, a empresa tem desempenho pior em tempos de petróleo em alta, uma vez que não consegue repassar todo o aumento para o mercado interno.</p>
<p>O fator mercado interno no balanço da companhia é comprovado pelo excelente desempenho da área de abastecimento, responsável pelo refino de petróleo e venda de derivados às distribuidoras. O lucro do segmento teve uma alta de 2.294% no segundo trimestre, para R$ 5,597 bilhões. Já a área de exploração e produção, que vende o petróleo bruto, teve queda de 54% no lucro trimestral, para R$ 5,451 bilhões.</p>
<p>&#8220;Temos evidência que a política de preços da Petrobrás gera estabilidade e é boa para a companhia, para os acionistas e para o consumidor&#8221;, comentou Barbassa. Ele disse que a empresa se beneficiou do uso, em suas refinarias, de estoques de petróleo comprados no início do ano, quando o petróleo rondava os US$ 45 por barril. A estratégia garantiu ganho de R$ 1,4 bilhão.</p>
<p>Para Barbassa, o resultado do segundo trimestre mostra uma &#8220;tendência positiva&#8221;. Houve aumento de 33% na comparação com o primeiro trimestre e os dados sobre vendas de combustíveis, disse, mostram que o Brasil vem se recuperando bem da crise financeira. A receita operacional líquida cresceu 5% na comparação entre os trimestres, atingindo R$ 44,605 bilhões. Com relação ao mesmo período do ano anterior, porém, houve queda de 18%.</p>
<p>Por outro lado, houve perdas com a valorização do Real, que reduziu o valor dos ativos em dólar da companhia. O resultado financeiro líquido da companhia ficou negativo em R$ 2,46 bilhões. No primeiro trimestre, a perda foi de R$ 1,85 bilhão.</p>
<p>CAIXA</p>
<p>A geração de caixa caiu 6%, para R$ 30, 936 bilhões no trimestre. Devido aos altos investimentos, o caixa disponível caiu para perto dos R$ 10 bilhões, 48% a menos do que o verificado no primeiro trimestre. O nível é semelhante ao verificado no segundo semestre de 2008, quando a companhia foi obrigada a buscar financiamento na Caixa Econômica Federal para pagar tributos.</p>
<p>&#8220;Estamos investindo mais do que gerando&#8221;, disse Barbassa. Ele afirma, porém, que a situação é tranquila, uma vez que a empresa recebeu títulos do empréstimo de US$ 13,3 bilhões firmado com o BNDES e há a expectativa de depósito do financiamento contratado junto ao bancos chinês e norte-americano de fomento às exportações, que totalizam US$ 12 bilhões. Segundo a companhia, os valores não haviam sido desembolsados até do dia 31 de julho;</p>
<p>O alto nível de investimentos, aliado a uma geração menor de caixa, vem provocando um aumento no nível de alavancagem da companhia (razão entre o endividamento e o capital da companhia), que atingiu 28% no final do segundo trimestre. Para Barbassa, um nível entre 25% e 35% é considerado ótimo pelas empresas do setor.</p>
<p>O conselho de administração da estatal aprovou ontem o nome do secretário executivo de Petróleo Gás do Ministério de Minas e Energia, José Lima de Andrade Neto, para o cargo de presidente da BR Distribuidora, hoje ocupado por José Eduardo Dutra, que vai se candidatar à presidência do PT.</p>
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		<title>Alta no lucro da Petrobras é uma das maiores do setor no mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 12:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
     
ÁLVARO FAGUNDES &#8211; FOLHA SP
  DA REDAÇÃO 
O aumento de 33% no  lucro da Petrobras foi um  dos maiores obtidos pelas  grandes companhias petrolíferas mundiais -sempre levando a moeda de  origem da empresa.
Somente a britânica BP  e a norte-americana ConocoPhillips tiveram um  crescimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font>   <strong>  </strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>ÁLVARO FAGUNDES &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1">  DA REDAÇÃO </font></p>
<p>O aumento de 33% no  lucro da Petrobras foi um  dos maiores obtidos pelas  grandes companhias petrolíferas mundiais -sempre levando a moeda de  origem da empresa.<br />
Somente a britânica BP  e a norte-americana ConocoPhillips tiveram um  crescimento maior na  comparação dos ganhos  do segundo trimestre com  os dos primeiros três meses deste ano.<br />
No caso da Petrobras, é  preciso ressaltar que o real  foi a segunda moeda que  mais se valorizou no segundo trimestre (atrás somente do rand sul-africano), o que teve impacto  nos ganhos da estatal.<br />
Outro ponto importante  é que o principal mercado  da Petrobras é o Brasil, onde a crise chegou depois e  com menos força que nos  das grandes petrolíferas  mundiais. As companhias  da China (país que se expande em ritmo forte) não  divulgaram o balanço do  segundo trimestre.<br />
Enquanto isso, as demais grandes empresas  têm sua base nos Estados  Unidos e na Europa, que  ainda estavam em recessão entre abril e junho e  onde a demanda por combustível caiu mais fortemente, o que se refletiu  nos balanços delas.<br />
Mesmo com a recuperação parcial dos preços do  barril de petróleo (que subiu 38% em Nova York), a  demanda enfraquecida fez  com que algumas delas tivessem queda no lucro, casos da norte-americana  Chevron e das europeias  ENI, Total e Repsol.<br />
O pior caso foi o da norueguesa Statoil, uma das  inspirações do governo  brasileiro para a implantação do marco regulatório  do pré-sal, cujo lucro caiu  98%, após os gastos com  pagamento de impostos  praticamente eliminarem  todos os seus ganhos.<br />
O cenário para os próximos meses não parece  promissor para o setor. A  demanda global deve cair  3% neste ano, segundo a  Agência Internacional de  Energia, e a procura mundial deve retomar apenas  em 2012 o nível de 2007.</p>
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		<title>Petrobras lucra R$ 7,7 bi e supera previsões</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 12:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
Resultado da estatal avança 33% no 2º tri, mas ganho no semestre ainda é 20% menor que o do mesmo período de 2008
Recuperação do preço do petróleo e alta da produção interna melhoram balanço, mas não compensam todos os estragos da crise global
30.mar.2009/Divulgação

Plataforma da Petrobras na bacia de Campos
ELVIRA LOBATO E CIRILO JUNIOR &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong><br />
Resultado da estatal avança 33% no 2º tri, mas ganho no semestre ainda é 20% menor que o do mesmo período de 2008</strong></p>
<p><strong>Recuperação do preço do petróleo e alta da produção interna melhoram balanço, mas não compensam todos os estragos da crise global</strong></p>
<p align="center"><font size="1"><em>30.mar.2009/Divulgação<br />
</em></font><font size="1"><em><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/b1508200901.jpg" border="0" /><br />
Plataforma da Petrobras na bacia de Campos</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">ELVIRA LOBATO E CIRILO JUNIOR &#8211; FOLHA SP</p>
<p>DA SUCURSAL DO RIO<br />
DA FOLHA ONLINE NO RIO</p>
<p>A Petrobras fechou o primeiro semestre com lucro líquido 20% abaixo do obtido em igual período do ano passado. A redução, de R$ 16,95 bilhões para R$ 13,55 bilhões, foi motivada pela recente desvalorização cambial e pelo fato de os preços do petróleo ainda estarem, em média, 52% menores na comparação dos dois períodos.<br />
Mas a estatal festejou o resultado do segundo trimestre deste ano, que, em comparação com o anterior, apontou um crescimento de 33% no lucro, atingindo R$ 7,734 bilhões.<br />
O resultado no período ultrapassou o previsto por analistas, que o estimavam entre R$ 5,6 bilhões a R$ 6,5 bilhões.<br />
Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Almir Barbassa, o lucro trimestral poderia ter ultrapassado os R$ 10 bilhões, não fosse a desvalorização cambial de 15% acumulada de abril a junho, que produziu efeito contábil negativo de R$ 2,5 bilhões.<br />
Como ela tem mais ativos do que passivos atrelados ao dólar, a valorização do real gera uma desvalorização igual de bens e investimentos no exterior.<br />
Barbassa atribuiu a melhoria no trimestre a dois fatores principais: o aumento da produção e a tendência de recuperação dos preços do petróleo no mercado internacional, a partir do início do ano.<br />
À medida que sobem os preços, a empresa tem um ganho adicional da valorização de seus estoques de combustíveis acumulados quando os preços estavam em baixa. Segundo Barbassa, esse ganho foi de R$ 1,4 bilhão no trimestre.<br />
Passado o turbilhão da crise econômica global, que fez despencar o preço do barril no mercado internacional, a cotação média do petróleo subiu 38% no segundo trimestre. O tipo Brent, negociado em Londres, passou de US$ 43,08, no primeiro trimestre, para US$ 59,61 o barril.<br />
Segundo Barbassa, embora os preços do petróleo estejam abaixo dos praticados no ano passado, a Petrobras teve o benefício de importar petróleo a preço menor, o que reduziu o custo dos produtos em 21%. Também caíram os gastos com pagamentos de royalties, que são atrelados ao dólar e ao preço do barril no exterior.<br />
&#8220;O primeiro semestre do 2008 foi de euforia, de crescimento continuado dos preços, que chegaram ao pico histórico de US$ 147 o barril no início de julho de 2008. Com a crise, o preço despencou, mas já está em recuperação.&#8221;</p>
<p><strong>Vendas</strong><br />
Contribuiu para o aumento do lucro, no segundo trimestre, além do encarecimento do petróleo, a expansão de 10% nas vendas de derivados no mercado interno, em relação aos três primeiros meses do ano, reflexo do início de recuperação da atividade econômica.<br />
O consumo de gás natural cresceu 13%, no trimestre, segundo a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado). Outro fator que impulsionou o lucro foi a alta da produção doméstica de óleo e gás, de 1% no segundo trimestre e de 6% entre janeiro a junho, ante o primeiro semestre de 2008.<br />
Segundo Barbassa, a balança comercial do petróleo (diferença entre as exportações e as importações da estatal) deu uma virada em 2009. O saldo entre o volume comercializado subiu de 27 mil barris/dia para 184 mil barris/dia, o que teve um impacto financeiro. A balança passou de deficitária (menos US$ 566 milhões no primeiro semestre do ano passado) para superavitária em US$ 1,3 bilhão no último semestre.<br />
A empresa atribui tal fenômeno à maior produção interna de diesel, à retração econômica, comparada à atividade do ano passado, e ao maior quantitativo exportado.</p>
<p><strong>Investimento</strong><br />
A estatal investiu R$ 32,5 bilhões no semestre -equivalentes a R$ 170 milhões por dia- e prevê ultrapassar a meta de R$ 60 bilhões prevista para este ano, em razão do aumento de gastos para a exploração da camada do pré-sal. Vão ser adquiridas duas novas sondas neste ano e mais seis no ano que vem.<br />
O diretor disse que a meta de produção de petróleo em campos nacionais para o ano é de 2,050 milhões de barris/dia e que deve ser atingida com o aumento da produção das plataformas que começaram a operar no final do ano passado.<br />
Com R$ 10 bilhões em caixa, e financiamentos de US$ 32 bilhões contratados com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e bancos estrangeiros, a empresa se considera em situação confortável para cumprir o plano de investimento.</p>
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		<title>&#8220;Conservadorismo&#8221; afetou lucro do BB</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 13:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito


 Ruy Baron / Valor
 
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;

 Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito</strong></p>
<p><em><br />
</em></p>
<div align="center"><em> Ruy Baron / Valor</em><br />
<em> </em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/foto18fin-bdb-a12.jpg" border="0" /><br />
<em>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;</em></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"> Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a queda do lucro da instituição no primeiro trimestre é resultado de exagero na restrição de crédito e nas provisões para devedores duvidosos. &#8220;Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise&#8221;, afirma Bendine, em entrevista ao Valor. &#8220;Essa equação não ficou bem equilibrada.&#8221;</p>
<p>O lucro do BB no primeiro trimestre foi de R$ 1,655 bilhão, 12,9% menor que o mesmo período de 2008. Bendine pondera que essa cautela era natural, dado o ambiente de incerteza provocado pela crise financeira internacional. Mas diz que, a partir de maio, percebe-se a convergência da inadimplência a patamares mais próximo da normalidade, o que vai permitir que o banco amplie mais o crédito e recomponha a rentabilidade.</p>
<p>Bendine foi nomeado presidente do BB em abril porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava insatisfeito com a resistência do antigo titular do cargo, Antonio Francisco de Lima Neto, em reduzir spreads e ampliar o crédito em meio a um cenário econômico incerto.</p>
<p>A indicação de Bendine foi, no princípio, mal recebida pelo mercado financeiro, que receava ingerências políticas no BB. &#8220;Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária&#8221;, afirma Bendini, na entrevista. A seguir, os principais trechos.</p>
<p><strong>Valor: A sua nomeação para a presidência do BB foi mal recebida pelo mercado. As ações do banco chegaram a cair 11%, embora tenham se recuperado. A que o sr. atribui essa repercussão?</strong></p>
<p>Aldemir Bendine: Discordo que tenha sido mal recebida. Talvez tenha sido mal interpretada num primeiro momento. Nos dois primeiros dias, dada uma série de interpretações, que considero errôneas, houve queda nos preços das ações. A partir do terceiro dia, depois de eu ter feito uma conferência com os analistas de mercado, as ações têm se mantido em constante alta.</p>
<p><strong>Valor: O mercado se preocupava com uma eventual politização do BB. O sr. tem vinculação com o PT?</strong></p>
<p>Bendine: Nenhuma. Sou um funcionário com 30 anos de casa. Tenho uma carreira dentro do banco, com passagem nas mais importantes áreas. Subi os degraus naturalmente. Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária, nem agora nem ao longo de minha trajetória. É natural esse tipo de interpretação quando é feita a substituição no comando de uma empresa em que aproximadamente 70% do capital é do governo, em que o decreto de nomeação é do presidente da República. Mas não tenho vinculo partidário.</p>
<p><strong>Valor: Outra preocupação é se o sr. vai se vincular mais aos interesses do governo do que aos dos acionistas, que esperam resultados.</strong></p>
<p>Bendine: O que houve, na verdade, foi uma coincidência de visão e de postura. Sempre acreditei, ao longo de minha história no banco, que o principal componente do resultado é a intermediação financeira. O BB sempre foi um grande especialista em crédito. Para mim, a estratégia natural do banco é a alavancagem do crédito. Isso coincidiu com algumas interpretações (dentro do governo) de que o banco não vinha atuando de forma decisiva no crédito.</p>
<p><strong>Valor: Haverá um compromisso formal de gestão com o governo?</strong></p>
<p>Bendine: Não, não terá. De fato, assumi um compromisso com o ministro (da Fazenda, Guido Mantega), um compromisso moral de conduzir o banco para uma ação mais decisiva, mais pragmática.</p>
<p><strong>Valor: Seria para reduzir os juros e o spread dos empréstimos?</strong></p>
<p>Bendine: Não. Reduzir os juros e o spread é algo que já está dado, que faz parte de um processo econômico, das condições de mercado. Não é um processo exclusivo do BB e não se faz de forma artificial. Mas, ao aproveitar a nossa competitividade, que já existe, porque por tradição o BB pratica as menores taxas de juros do mercado, ao atuar de forma mais agressiva, vamos conquistar espaço, conquistar clientes. O movimento natural de defesa da concorrência é procurar se manter atrativo para manter os seus clientes. Então pode ser que, naturalmente, leve para uma redução do spread mais acelerada.<br />
<strong><br />
Valor: Ao mesmo tempo em que o sr. assumiu um compromisso com o governo de destravar o crédito, também assumiu com o acionista minoritário o compromisso de manter a rentabilidade. Como conciliar esses dois objetivos aparentemente conflitantes?</strong></p>
<p>Bendine: Não acho conflitantes, acho convergentes. Quando você tem uma condição de queda do spread dada ao longo do tempo, a única forma para compensar a sua rentabilidade na intermediação financeira é com o aumento do volume de negócios. Há ainda espaço para crescer em áreas onde o banco não tem um volume compatível com o seu tamanho. Temos áreas novas para explorar e trazer resultado, notadamente no financiamento de veículos, financiamento imobiliário, cartões de crédito e, principalmente, seguridade.</p>
<p><strong>Valor: Mas a redução da rentabilidade é um fato concreto. O resultado recorrente passou das casa dos 25% em 2008 para 19% em 2009, o que é o limite inferior da meta para o ano, definida entre 19% e 22%. Haveria espaço para continuar reduzindo o spread?</strong></p>
<p>Bendine: A redução do spread foi dada, aconteceu, mas numa velocidade e num volume superior ao crescimento da carteira de crédito. A carteira de crédito não cresceu na mesma proporção.</p>
<p><strong>Valor: Por quê?</strong></p>
<p>Bendine: Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise. Essa equação não ficou bem equilibrada. A queda de spread não foi proporcional ao crescimento de crédito.</p>
<p><strong>Valor: A restrição do crédito foi uma decisão gerencial equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Era uma tendência natural, dada a crise, quando você tinha um ambiente de incerteza. Considerando que temos para frente um cenário macroeconômico com clareza um pouco maior, em que a gente enxerga que o país não está em uma situação tão agravada como se imaginava no início da crise, a gente vê uma possibilidade de evolução do crédito em uma velocidade muito maior do que a do primeiro trimestre. Notadamente, a partir de maio.</p>
<p><strong>Valor: O resultado também foi afetado pelas provisões. O que houve?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez a gente não conseguiu, e isso vale para todo o mercado, e o BB especificamente, lidar com algumas questões que tiveram um impacto muito maior. Teve um leve descolamento da inadimplência, em função de um cenário de incerteza na economia, teve que trabalhar com um cenário de maior provisionamento.<br />
<strong><br />
Valor: Mas o que aconteceu com as provisões? A avaliação se mostrou equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Foi um pouco de insegurança do ponto de vista do consumidor, em relação cenário de manutenção de emprego e renda. Mas o BB tradicionalmente tem a menor taxa de inadimplência do mercado e isso foi mantido. Inclusive esse descolamento (alta da taxa de inadimplência) no BB foi menor do que no mercado. O que a gente percebe é que voltou a um patamar mais próximo de normalidade.<br />
<strong><br />
Valor: O nível de provisionamento se mostrou exagerado para o cenário que houve mais tarde?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez um pouco.<br />
<strong><br />
Valor: Isso também teria afetado o resultado?</strong></p>
<p>Bendine: Afetou, na medida em que você faz um provisionamento maior em relação a isso.</p>
<p><strong>Valor: Como avançar no crédito sem abrir mão da segurança na avaliação de risco?</strong></p>
<p>Bendine: Nossa técnica bancária e nossas regras na concessão de crédito estão mantidas e são rígidas. O que a gente vê como oportunidade não é alavancar crédito com empresas que já são tradicionalmente clientes. A gente vê espaço para buscar novos clientes que talvez não estejam tendo um atendimento que eles imaginam necessário para suas atividades.</p>
<p><strong>Valor: O BB entrou no programa do governo &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, que tem uma ênfase em baixa renda. Isso significa que o BB vai operar no segmento com menor margem sem ainda ter adquirido larga experiência no crédito imobiliário. Não seria uma estratégia perigosa?</strong></p>
<p>Bendine: A gente entrou no crédito imobiliário já no ano passado e vem buscando esse aprendizado. Ao aderir ao programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, não significa que estamos abrindo mão de atuar no segmento de maior renda. Essa política permanece. Naquela faixa de menor renda, não estamos entrando de forma decisiva porque essa é uma exclusividade da Caixa Econômica Federal. Estamos trabalhando no segmento acima de três salários mínimos. Nesse programa há uma oportunidade ímpar para financiar o produtor, a construção, o que é uma bela margem de negócio.<br />
<strong><br />
Valor: Outro programa de interesse do governo que o Banco do Brasil entrou é o financiamento de eletrodomésticos da linha branca. Mas é justamente esse segmento, nas estatísticas do Banco Central, que tem apresentado o maior aumento da inadimplência. Os riscos não seriam excessivos?</strong></p>
<p>Bendine: Os bancos atuam normalmente em duas arenas no financiamento direto ao consumidor. Uma é o crédito a clientes do próprio banco, que têm um histórico, um relacionamento anterior. O outro é o financiamento do cliente não correntista, através de uma parceria com uma rede varejista, por exemplo. O histórico, o conhecimento desse cliente, o relacionamento, é um pouco menor do que aquele que é um cliente tradicional seu. No caso específico desse programa no BB, a gente criou uma linha voltada para o nosso correntista. Por isso que nós tivemos condições de colocar uma taxa bastante agressiva, acreditando numa demanda maior que vai existir em função da recente decisão do governo de reduzir o IPI para a linha branca.</p>
<p><strong>Valor: No caso do cliente do BB, a inadimplência é menor?</strong></p>
<p>Bendine: No dados do BC você não consegue separar isso. É natural que a inadimplência entre os não correntistas seja maior do que entre os clientes em que há um relacionamento anterior.</p>
<p><strong>Valor: A compra de metade do Banco Votorantim devolveu a liderança do mercado ao BB, que foi perdida para o Itaú Unibanco?</strong></p>
<p>Bendine: Deve-se tomar cuidado com esse tipo de afirmação. O Votorantim ainda não foi incorporado nos nossos ativos, até porque depende da aprovação do BC. Nas incorporações de bancos, como as recentes operações envolvendo bancos privados, ocorre uma sinergia negativa de ativos. Há uma sinergia positiva nos resultados, tarifas, receitas de serviços, mas nos ativos a sinergia é negativa.</p>
<p><strong>Valor: Como assim?</strong></p>
<p>Bendine: Ela ocorre, por exemplo, na exposição de crédito que os dois bancos têm com uma mesma empresa. O banco A, que é o controlador, já tem esse nível de exposição com a empresa. E verifica-se que o banco B também tem sua própria exposição a essa empresa. Ao trazer essas duas exposições à analise de risco de uma única instituição, a tendência é diminuir o grau de exposição. Então você tem uma tendência de ter uma redução nos ativos.</p>
<p><strong>Valor: Há algum horizonte para o BB retomar a liderança?</strong></p>
<p>Bendine: São duas variáveis: o crescimento orgânico (ampliar as operações do próprio banco) e o inorgânico (fusões e aquisições). O concorrente pode, a qualquer tempo, adquirir uma empresa. Essa é uma variável não controlável. Considerando só o crescimento orgânico, até o próximo ano o BB retoma a liderança.<br />
<strong><br />
Valor: O sr. tem repetido que a área de seguridade pode contribuir mais para o resultado do banco. Esta definida a estratégia?</strong></p>
<p>Bendine: Por uma questão de acordo de confidencialidade assinado com parceiros ou interessados, não posso me alongar nessa questão. O que eu posso adiantar é que temos um modelo estabelecido no segmento de seguridade bastante diferente da concorrência, até por algumas características de um banco de sociedade de economia mista. O banco vinha com esse modelo há 15 anos e algumas alterações ocorreram nesse mercado. Por exemplo, a gente trabalha segmentado aqui no banco o ramo de vida do ramo de previdência, coisa que o mercado há muito tempo mostrou ser mais eficiente trabalhar isso no mesmo &#8220;business&#8221;. O banco tinha &#8220;n&#8221;, empresas que não estavam debaixo de uma &#8220;holding&#8221;. Então não havia ganhos de sinergia, havia &#8220;n&#8221; plataformas em cada uma das empresas.</p>
<p><strong>Valor: O BB vai seguir sozinho na seguridade ou vai continuar com parceiros privados?</strong></p>
<p>Bendine: Não posso falar. Tenho um acordo de confidencialidade e posso ferir compromissos com os meus parceiros se fizer comentários sobre isso.<br />
<strong><br />
Valor: As negociações para aquisição do BRB foram suspensas?</strong></p>
<p>Bendine: Não tenho nenhum comunicado formal do governo do Distrito Federal ou do próprio BRB de que as negociações foram interrompidas. Soube de algumas declarações (que indicam a desistência do negócio), mas não tive ainda a oportunidade de estar com o governador. A gente tem uma agenda próxima marcada. Dada a troca de comando no BB e outros fatores extraordinários, talvez tenha tido alguma interrupção no cronograma, mas eu estou confiante que o cronograma siga o ritmo normal.</p>
<p><strong>Valor: E no caso do Banestes?</strong></p>
<p>Bendine: Esta dentro do cronograma, na fase de avaliação pelos dois lados. Ainda não estão concluídas</p>
<p><strong>Valor: No fim do ano passado, o índice de Basiléia do BB caiu bastante, em virtude das aquisições. Esse pode ser um limite para ampliar o volume de crédito?</strong></p>
<p>Bendine: Claro que, dado essas aquisições recentes, que reduzem o índice de Basiléia, isso vem se apertando. Mas a gente tem ainda uma folga que nos permite uma grande alavancagem em 2009. Mas a gente vai ter sim a preocupação de começar uma discussão sobre o patrimônio, sobre a estrutura de capital do banco para que a gente não fique refém de uma impossibilidade de maior alavancagem no próximo ano.<br />
<strong><br />
Valor: Quais são as alternativas?</strong></p>
<p>Bendine: Pode ser aumento de capital, retenção de dividendos, divida subordinada e outros instrumentos. No devido momento, a gente vai conversar com o Tesouro Nacional e com a Fazenda para ver a melhor alternativa.<br />
<strong><br />
Valor: O BB tinha, antes da crise, um programa de internacionalização, que incluía atuar no varejo nos Estados Unidos. Esse projeto está mantido?</strong></p>
<p>Bendine: Não só está mantido, como estamos fazendo uma revisitação sobre novas oportunidades, dado esse cenário que a gente vivenciou a partir de setembro. Não nos esqueçamos que ele tem também um lado voltado para a presença do brasileiro lá fora. Ainda temos um número expressivo de brasileiros no mercado americano, por volta de 1,5 milhão de pessoas. Então alí tem um nicho importante de alavancagem de negócios.</p>
<p><strong>Valor: E a Visanet?</strong></p>
<p>Bendine: Fizemos um pedido de registro na CVM, e é o máximo que eu posso falar porque estamos em um processo de oferta.</p>
<p><strong>Valor: Vai ter alguma troca na presidência da Nossa Caixa?</strong></p>
<p>Bendine: Eu desconheço.</p>
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		<title>Para seu criador, Bric pode ser ampliado</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 13:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leo Pinheiro/Valor

Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o responsável pela criação do termo Bric: o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA
Iván Rothkegel, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR
Nos últimos anos, Bric tornou-se uma das palavras da moda do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><font size="1">Leo Pinheiro/Valor</font><br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002218/imagens/foto16wsj-jidm-f12.jpg" border="0" /><br />
<font size="2"><em>Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o responsável pela criação do termo Bric: o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99">Iván Rothkegel, The Wall Street Journal, de Nova York &#8211; VALOR</p>
<p>Nos últimos anos, Bric tornou-se uma das palavras da moda do mundo financeiro. A sigla para Brasil, Rússia, Índia e China passou a representar o ápice do reequilíbrio de forças econômicas da globalização. Nos próximos 50 anos, esses países iriam se tornar grandes potências mundiais e a economia global não seria dominada apenas por Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão.</p>
<p>A pior crise que o mundo presenciou desde a Grande Depressão, contudo, está batendo pesado nos Brics e o &#8220;Wall Street Journal Americas&#8221; considerou que seria o momento oportuno para revisitar o conceito. O Bric ainda é válido ou, assim como a previsão de que o barril de petróleo chegaria a US$ 250, é outro símbolo dos excessos do mundo dos investimentos antes do colapso do Lehman Brothers?</p>
<p>Para obter as respostas, conversamos com Jim O´Neill, diretor de análise econômica global da Goldman Sachs e o homem que cunhou o termo. Sua resposta: o conceito é tão válido como nunca, embora possa ser expandido para incluir países como o México ou Indonésia ou excluir outros, como a Rússia. A seguir, trechos editados da entrevista, feita em 26 de fevereiro:</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>Como o sr. chegou ao conceito?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Até 2001, eu era um dos diretores de pesquisa econômica da Goldman Sachs mundialmente. E minha maior especialidade era como economista-chefe de câmbio. No fim dos anos 90, passei a ficar mais interessado na China e na questão cambial chinesa. Então esse é o primeiro aspecto. Mas muito mais importante nesse contexto (foi que) por volta de 11 de setembro (de 2001) me tornei o único diretor de pesquisa econômica mundial para a Goldman Sachs. Então eu precisava buscar aquilo que seria a minha marca. O cara que dividia o posto comigo antes, Gavin Davis, era um pensador econômico excepcionalmente poderoso e estava no cargo antes de eu chegar. Ele liderou a análise cíclica do G7 nos anos 80 e isso é um dos motivos por que a Goldman se tornou tão bem conhecida. E então eu estava pensando: &#8216;Como posso fazer algo que tenha o mesmo impacto para nossa firma e nossos clientes?&#8217; Isso era o que estava na minha cabeça. Tudo aconteceu mais ou menos ao mesmo tempo, quando houve o 11 de setembro, e eu acho que a verdadeira lição do 11/9 para mim, além do horror, foi uma mensagem de que a globalização tinha de ser diferente. Se eu combinasse aquilo com meu fascínio já forte pela China, foi isso que me levou a sonhar com a expressão Bric.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Por que Bric?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Escrevi um artigo em novembro de 2001 chamado &#8216;O mundo precisa de melhores Brics (soa como a palavra &#8216;tijolo&#8217;, em inglês) econômicos&#8217;. É porque três desses países, menos o Brasil, tinham algo fundamentalmente bem diferente começando a acontecer nos anos 90 e potencialmente no futuro. No caso da Rússia era o fim da União Soviética. No da China era a adoção da economia de mercado. No da Índia era o boom mundial de tecnologia. E então, com grandes populações nesses três lugares-chave, minha visão era que com a globalização esses três países iam ser participantes importantes. A grande coisa que coincidiu com isso foi o aparecimento de Lula na cena (internacionalmente). E se você lembrar em 2000, 2001 as pessoas achavam que depois da desvalorização na Argentina o Brasil ia ser um desastre sob Lula. A coisa que chamou minha atenção no Brasil, e foi completamente subestimada por todo mundo, foi a introdução das metas de inflação (em 1999). Quando vi isso, pensei &#8216;pera aí, não são apenas esses três países que serão muito diferentes, se o Brasil for tratar a meta de inflação de maneira séria, o Brasil será diferente&#8217;. E pensei, sabe, que o Brasil deveria estar lá também. É um país de 160 milhões de pessoas, talvez chegando a 200 milhões. O Brasil, se mantiver a inflação sob controle, vai ser uma das maiores economias do mundo.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> Por que Bric e não MRIC, com o México em vez do Brasil?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Em retrospecto, a coisa que realmente deu um grande impulso ao Bric foi, dois anos depois, quando fizemos nossa primeira análise de 2050 e mostramos que os quatro países juntos poderiam ser maiores que o G7 em 2036. Então, depois de dois anos em que (o Bric) se tornou algo enorme, e com muitas pessoas perguntando por que não México, por que não Turquia, escrevemos um grande estudo dizendo como os Brics são sólidos e analisamos por que os próximos 11 países em população não estavam lá. Dos 11, para ser honesto, um deles, o México, tem provavelmente justificativas para ser incluído. Por isso muitas vezes brinco com as pessoas que talvez eu devesse ter chamado BRICM, com um M de México.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O conceito pode ser expandido?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Conceitualmente, acho que sim. Digo, por volta de 2005, quando escrevemos um estudo sobre como os Brics eram sólidos, sugeri que o que realmente constitui um Bric (&#8230;) é o seguinte: um país do mundo emergente que tenha o potencial de ter pelo menos 3% do PIB mundial. Isso significa que, se algum dos atuais quatro Brics não puder realizar seu potencial, talvez ele não devesse (estar lá). Mas também significa que o México tem definitivamente esse potencial e levanta a possibilidade de que países com grandes populações, como a Indonésia, também possam.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O sr. acha que, ao longo do tempo, as pessoas começaram a usar o conceito de uma maneira diferente da que o sr. pretendia?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Às vezes. Em 2007 em particular eu estava preocupado que toda a coisa do Bric estava virando uma febre insustentável no mundo do investimento. Muitas pessoas estavam elaborando fundos Bric. Um banco criou um Brict com um T de Turquia no fim etc. etc. E as pessoas estavam colocando dinheiro em fundos Bric em 2007, embora a relação entre preço e estimativa de lucro por ação da China e da Índia fossem mais que o dobro da dos EUA. E isso era claramente, como dissemos na época, insensato.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>O sr. acha que os Brics, como estão, formam um conceito sustentável?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Decididamente. Muita gente tola colocou dinheiro em fundos Bric em 2007 e 2008 e perdeu dinheiro. As pessoas não deveriam se esquecer que, desde que introduzimos a sigla, o índice Bric MSCI ainda está em alta de algo como 120%, enquanto o S&amp;P 500 está em baixa de uns 20%. Ou seja, são apenas as pessoas que compraram essas coisas quando elas estavam extremamente caras que perderam dinheiro. Nunca presumimos que nos próximos 30 anos, mais ou menos, esses países sustentariam taxas de crescimento próximas das que vinham crescendo, com a exceção do Brasil. Nossa premissa para o crescimento chinês é de 5,8%. Nos primeiros sete anos da sigla Bric, a China cresceu quase ao dobro do que presumimos. Por isso, a grande desaceleração da China não ameaça nem um pouco sua parte no sonho do Bric.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>E suponho que ao fim do período o sr. leva em conta um crescimento muito mais lento para a China.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Entre 2011 e 2050, ou seja, descartando esta década, temos o seguinte: 4,3% para o Brasil, 5,2% para a China, 6,3% para a Índia e 2,8% para a Rússia. A China vai crescer mais que isso este ano! Quando você olha para o pensamento da moda atual, as pessoas acham que o descasamento não aconteceu. Se você olha para o consumo interno, há evidências bem claras de que, embora tenha desacelerado um pouco, o consumo interno nos países do Bric está agora contribuindo significativamente mais do que os EUA, e o tem feito há três anos, para o crescimento global. Por isso, não acho que, até agora, esta crise tenha ameaçado nem um pouco o conceito do Bric. Deixe-me acrescentar um ponto controverso. Acho que o fato de os Brics serem sólidos vai ajudar a tirar os EUA desta bagunça porque vai permitir que as exportações americanas se recuperem e sejam uma parte importante do futuro da economia americana.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em> O fenômeno Bric foi associado com um boom em commodities liderado pela China e pela Índia. Agora, quando a poeira assentar, o que vai acontecer com esse boom de commodities? Como os Brics vão lidar com isso?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> De certa maneira, a Índia tem lidado com ela particularmente bem porque a alta dos preços das commodities não era boa para o país. Você está certo, especialmente no caso do Brasil, claro, que as pessoas associam o Bric com commodities. Rússia e Brasil são ambos grandes produtores de commodities e China e Índia são ambos grandes importadores de commodities. A grande alta dos preços de commodities, que se pode argumentar ter sido causada pela China crescendo 12% durante uns três anos, foi realmente boa para Rússia e Brasil, mas na verdade bastante ruim para a Índia, e eu diria que uma possível surpresa este ano, caso consigamos parar a deterioração da crise de crédito, é que a Índia pode se sair muito melhor mais cedo do que as pessoas pensam. O declínio nos preços das commodities é um grande fator positivo para a Índia.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Mas é um grande fator negativo para Rússia e Brasil.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Argumentei durante três anos que não seria possível realmente dizer se Rússia e Brasil justificariam seu status de Bric até que passassem por um períodos de preços de commodities fracos.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Então este é um teste maior para Brasil e Rússia do que para Índia e China?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> Este não é nenhum teste para China e Índia. É decididamente um teste para Rússia e Brasil. E é um bom teste.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Eles passarão?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Acho que a evidência no Brasil já é sim. A estrutura macroeconômica de melhores práticas que Lula adotou sete anos atrás está (&#8230;) demonstrando que o Brasil pode lidar com essa crise. O Brasil dos anos 70 aos 90 estaria tão ruim quanto a Rússia. Não estou certo de que a Rússia possa enfrentá-la e temo que não possa. Até agora, esta crise está demonstrando que a Rússia é dependente demais de commodities.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Quando o sr. fala sobre o Brasil conseguindo enfrentar, o que quer dizer?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill:</strong> A moeda enfraqueceu, o mercado acionário enfraqueceu, mas diferentemente de crises brasileiras passadas eles não tiveram de aumentar as taxas de juros para conter a saída de capital, o que é um sinal muito poderoso.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Já vimos a China tirar proveito de algumas oportunidades de compra para conseguir acesso a alguns recursos nacionais. O sr. acha que as empresas brasileiras podem ir ao ataque também?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Em minha experiência nos mercados financeiros, e esta é provavelmente a sexta crise que enfrento, o que define a longevidade e o sucesso das pessoas e empresas é como elas transformam uma crise numa oportunidade. É uma coisa muito difícil de fazer. Não dá para ignorar ou minimizar os problemas desta crise, mas ao mesmo tempo o melhor momento para expandir é perto do fim de uma crise.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>O sr. acha que estamos perto do fim da crise?</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Desenvolvemos um indicador da crise em outubro, depois que o Lehman quebrou, que consiste numa série de diferentes variáveis do mercado monetário. Este indicador está agora (26 de fevereiro) de volta ao nível de quando o <ipresa>Bear Stearns</ipresa> quebrou. Isso me sugere que, embora estejamos obviamente numa recessão mundial muito severa, a crise financeira está mais perto do fim que do começo.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ:</strong><em>No Brasil, por exemplo, há números contraditórios. Algumas pessoas estão assustadas com os números da produção industrial, mas houve listas de espera para a compra de alguns carros depois que o governo ofereceu alguns incentivos.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> A psicologia dos mercados financeiros será sempre a mesma. De algumas maneiras a comunidade de investimento financeiro é realmente estúpida. As pessoas estão sempre assustadas quando não deviam e estão sempre empolgadas quando deviam estar assustadas. Por que as pessoas estavam comprando fundos de ações do Bric no começo de 2008, quando a valoração das empresas chinesas era o dobro das americanas? Em segundo lugar, a produção industrial estava realmente fraca no Brasil? É a mesma coisa em qualquer país do mundo. Mas todos esses dados não deveriam surpreender as pessoas, porque refletem o fato de que o sistema financeiro mundial parou em outubro. Por isso o que você tem de olhar realmente é para o consumidor. Se as pessoas estão começando a gastar um pouco mais em lugares como o Brasil, e ouvi a mesma coisa na China, isso é realmente importante.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>Mas as coisas ainda parecem bem feias. A produção está caindo em todas as partes, os EUA não fecharam ainda um plano coerente para lidar com os bancos&#8230;</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Não digo que a crise econômica tenha acabado, o que estou dizendo é que a intensidade da crise financeira está mais próxima do fim.</p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>WSJ: </strong><em>E o mercado financeiro antecipa a economia real.</em></p>
<p class="conteudo_mat_categ" align="justify"><strong>O´Neill: </strong> Sim. Isso sugere para mim que em seis meses os números de produção industrial serão melhores. Não no mês que vem, em seis meses. A chave para isso tudo é a China. Se a China for melhor no segundo semestre deste ano, o que eu fortemente acho que acontecerá, então todo o caso do Bric vai voltar a ficar muito popular bem rapidamente.</p>
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		<title>Perto do alívio do Citi, o PIB vira fichinha</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 13:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Daniele Camba &#8211; VALOR
O desempenho da economia brasileira ladeira abaixo no último trimestre do ano passado surpreendeu até os mais pessimistas. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,6% no quarto trimestre de 2008 na série com ajuste sazonal ante o terceiro trimestre do ano passado. Essa é a maior retração desde 1996, quando o [...]]]></description>
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<p style="background-color: #ffff99">Daniele Camba &#8211; VALOR</p>
<p>O desempenho da economia brasileira ladeira abaixo no último trimestre do ano passado surpreendeu até os mais pessimistas. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,6% no quarto trimestre de 2008 na série com ajuste sazonal ante o terceiro trimestre do ano passado. Essa é a maior retração desde 1996, quando o levantamento começou a ser feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Era uma notícia mais do que suficiente para que a bolsa fosse ladeira abaixo. Mas para a felicidade dos investidores, a divulgação ocorreu exatamente no mesmo dia que, em carta enviada a funcionários, o presidente mundial do Citigroup, Vikram Pandit, informou que a instituição teve lucro no primeiro bimestre deste ano. Com uma informação tão alvissareira, de um dos bancos com as piores sequelas da crise de crédito internacional, o PIB brasileiro horrendo virou fichinha.</p>
<p>A Bovespa ignorou terminantemente a notícia local e, junto com as principais bolsas do mundo, subiu de forma acentuada. O Índice Bovespa passou o dia com alta significativa e fechou com valorização 5,59%, aos 38.794 pontos. Para se ter ideia de como o bom humor foi generalizado, dos 66 papéis que fazem parte do índice, apenas três caíram: as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Gol, TAM e Votorantim Celulose e Papel (VCP). Faz todo sentido o mercado ignorar o desempenho ruim do PIB brasileiro num dia em que o cenário externo parece um pouco melhor. Essa crise é internacional e, à medida que ela se dissipar, aumentam as chances do mundo voltar aos trilhos com cada país refletindo seus próprios fundamentos. E nesse quesito, o Brasil vai bem, obrigada. Até o quadro internacional ficar feio, o PIB vinha crescendo de forma consistente e a estabilidade econômica se mostrava cada vez mais consolidada.</p>
<p>Em vez de o mercado olhar a retração do PIB como um copo meio vazio, resolveu olhá-lo como meio cheio. Com uma queda da economia nesta magnitude, cresceram as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode cortar em até dois pontos percentuais a taxa básica Selic na reunião de hoje</p>
<p align="center">.<span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002214/imagens/arte11inv-bancos-d2.gif" /></span></p>
<p>&#8220;Até o começo da semana, os mais otimistas acreditavam numa redução de um ponto e meio de uma vez só, hoje (ontem) esses mesmos profissionais já defendem que o Copom pode, e deve, cortar dois pontos nesta reunião&#8221;, diz o gerente para pessoa física da Corretora Gradual, Evandro Soeiro Campos. Ele acredita que, com a alta de ontem, uma boa parte dessa expectativa de um corte mais generoso da Selic já está embutida nos preços das ações. No entanto, se isso de fato se consumar hoje, é possível que a Bovespa continue surfando na onda de valorização, pelo menos pelos próximos dias. Vale lembrar que todas essas possibilidades dependem do cenário externo, que continua sendo a variável mais importante. E o pregão de ontem é a maior prova disso. &#8220;Se as notícias internacionais voltarem a ser negativas, todas essas hipóteses vão por água abaixo e a bolsa retoma a toada de queda&#8221;, alerta o gerente da Gradual.</p>
<p>Em condições normais de temperatura e pressão, quedas de juros sempre favorecem a bolsa, tanto pelo lado da economia quanto pelo fluxo de investidores. Pelo lado da economia porque, entre outros motivos, as empresas passam a ter crédito mais barato e a roda da economia volta a funcionar melhor. Já pelo aspecto financeiro, ganhando menos na renda fixa, os investidores levam seus recursos para a renda variável. O volume financeiro da bolsa ontem, de R$ 4,5 bilhões, pode ser um sinal interessante de uma queda gradual de aversão ao risco. Nos últimos meses, com a deterioração da crise, o giro diário da bolsa tem oscilado entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões.</p>
<p><strong>Leia a integra da coluna no jornal VALOR</strong></p>
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		<title>Crise: o urgente e o básico</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 18:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES
 JORGE WILHEIM



 Devemos considerar a crise como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la fecunda, com criatividade e ousadia. A isso devemos nos dedicar  



A PRESENTE crise ultrapassa o campo financeiro e é daquelas que, justificando as raízes etimológicas que associam esse termo a &#8220;decisão e mudança&#8221;, exigem a reflexão de todos: economistas, antropólogos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/DEBATES</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong> </strong></font><strong>JORGE WILHEIM</strong></p>
<table width="451" height="132">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Devemos considerar a crise como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la fecunda, com criatividade e ousadia. A isso devemos nos dedicar  </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>A PRESENTE crise ultrapassa o campo financeiro e é daquelas que, justificando as raízes etimológicas que associam esse termo a &#8220;decisão e mudança&#8221;, exigem a reflexão de todos: economistas, antropólogos, sociólogos, filósofos, intelectuais, artistas, politólogos, urbanistas.</p>
<p>Reflexões e até previsões, aliás, têm  sido feitas há alguns anos: desde as  veementes denúncias de favelização  mundial de Mike Davis às restrições  de Peter Drucker; das teses de  transformações reflexivas do capitalismo de Back, Giddens e Lash,  segundo as quais o progresso pode  tornar-se autodestruição, às críticas  de Baumann sobre a gravidade do  abandono dos trabalhadores; das  denúncias de Rifkin de que a finança  estava abandonando a economia  às de Roubini vaticinando a proximidade do estouro da &#8220;bolha&#8221;.</p>
<p>Não adiantaram os avisos. Cobiça,  lucros imediatos, negação e fraudes  -apoiados em políticas neoliberais e  em ausência de transparência e de  regulamentação- levaram a melhor.  Melhor? Por ora só há falências,  desemprego e recessão, um panorama aparentemente catastrófico.  Crise dessa amplitude e profundidade, no entanto, mesmo quando  traumática, também constitui uma  oportunidade a não ser desperdiçada.</p>
<p>As civilizações se urbanizaram, as  favelas cresceram, o espaço e o tempo  encolheram graças à conectividade  global, as desigualdades e as injustiças  sociais e de direitos tornaram-se insuportáveis, a &#8220;saúde&#8221; do planeta  foi colocada em perigo em razão  de ações predatórias do mercado.  Isso constitui uma pauta nova.</p>
<p>Para atender à emergência, é preciso investir recursos públicos em defesa do trabalho digno e da diminuição  das desigualdades, na contramão da  nefasta ação dos bem remunerados  &#8220;job killers&#8221; da última década.  Porém há que fazê-lo com critério.  Automontadoras seriam socorridas  somente se firmassem compromisso  de acelerar a fabricação de veículos  que consumam menos combustível,  não-poluidores, provavelmente elétricos com baterias de hidrogênio.</p>
<p>Crédito bancário ao consumidor final a juros baixos, teto para os altos salários, transparência e controle acionário social seriam condições para bancos receberem recursos públicos. Ajuda financeira pública à habitação deveria implicar mais regulado e limitado uso do solo urbano, substituindo a voracidade que consome o espaço das cidades por uma maior qualidade de vida para todos. E, em todos os casos, financiamentos públicos devem ser ponderados por critérios ambientais e pelo número de empregos mantidos ou gerados e devem ainda depender de entendimento prévio entre empregados e empregadores.</p>
<p>Além das emergências, há no entanto uma questão básica de fundo: o que está em jogo nesta década é, a meu ver, quais os processos e os mecanismos sociais e políticos mais adequados para hoje operar a economia de mercado. Suas leis básicas -oferta e demanda, excedente de produção, acumulação e valor- foram estabelecidas muito antes da invenção do capitalismo e mesmo antes da criação da moeda. Se o capitalismo, seus bancos -originários da Itália renascentista-, seus juros e demais jogos financeiros desenvolvidos no mercantilismo fizeram do sistema um operador ágil para o financiamento da Revolução Industrial do século 19 e sua expansão comercial, isso não quer dizer que ele continue sendo, no formato atual, o operador ideal da economia de mercado do século 21 em diante.</p>
<p>Encerrado dramaticamente o triste  episódio do neoliberalismo, cabe ao  Estado e à sociedade reverem, em  nova articulação, quais são os limites  de ação do mercado. Essa nova articulação, a resultar em uma economia  de mercado de nova gestão, coerente  com o interesse público e socialmente  monitorada -embora mantendo sua  criatividade-, é, no fundo, o desafio  da crise que explodiu quando ocorreu  o transtorno causado por uma das  pontas do iceberg: a aventura financeira irresponsável, desnudada pela  queda, no setor imobiliário, da primeira pedra de dominó.</p>
<p>Concluindo: para planejar no século 21, devemos encontrar as sementes  de inovação que se encontram nas dobras das múltiplas rupturas que ocorreram na última década do século 20.  Até mesmo na atual ruptura entre finanças e economia, entre lucro e  trabalho. Devemos considerar a crise  como &#8220;o fim de um mundo&#8221; e torná-la  fecunda, com criatividade e ousadia.  Essa é a tarefa intelectual e política a  que devemos, todos, nos dedicar.</p>
<p><font size="-1"><strong>JORGE WILHEIM</strong>, 80, é arquiteto e urbanista. Foi secretário municipal de Planejamento Urbano de São Paulo (governo Marta Suplicy), secretário-geral da Conferência Habitat 2 da ONU (Organização das Nações Unidas), secretário estadual de Economia e Planejamento (governo Paulo Egydio) e secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo (governo Quércia). </font></p>
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		<title>Fiat lucra R$ 1,87 bi, seu melhor resultado no País</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 12:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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&#160;
Cleide Silva &#8211; O Estado SP
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")


A Fiat Automóveis obteve, em 2008, o maior lucro líquido de sua história no País. A líder em vendas de veículos registrou ganho de R$ 1,87 bilhão, ultrapassando em 11,3% o recorde anterior de 2007, quando teve resultado positivo de R$ 1,68 bilhão.
O montante equivale a quase 40% dos ganhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<h3>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.carrosnitrados.net/blog/wp-content/uploads/2008/11/fiat-hh_640x408.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://www.carrosnitrados.net/blog/wp-content/uploads/2008/11/fiat-hh_640x408.jpg" width="539" height="343" /></div>
</h3>
</div>
<div class="grupoC2">
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div id="corpoNoticia">
<div class="ImagemMateria"></div>
<p>A Fiat Automóveis obteve, em 2008, o maior lucro líquido de sua história no País. A líder em vendas de veículos registrou ganho de R$ 1,87 bilhão, ultrapassando em 11,3% o recorde anterior de 2007, quando teve resultado positivo de R$ 1,68 bilhão.</p>
<p>O montante equivale a quase 40% dos ganhos divulgados em janeiro pela matriz na Itália, de 1,61 bilhão (R$ 4,87 bilhões), valor 17% menor do que o obtido em 2007. O faturamento com vendas da filial brasileira atingiu R$ 18,4 bilhões, 7% a mais do que no ano anterior.</p>
<p>Em nota distribuída ao mercado ontem, a Fiat afirma que &#8220;apesar da redução na atividade durante o último trimestre, 2008 foi o melhor ano para a indústria automotiva no Brasil&#8221;. As vendas totais de automóveis e comerciais leves somaram 2,67 milhões de unidades, 14,1% a mais que em 2007. A Fiat cresceu 8,2%, com 657,7 mil carros.</p>
<p>O balanço foi o quarto seguido da subsidiária com resultados positivos. A Fiat é a única montadora que divulga balanço individual no País. Em 2005, a unidade de automóveis teve lucro de R$ 511,2 milhões e, em 2006, de R$ 803,7 milhões. A Fiat é a única montadora que divulga balanço no País.</p>
<p><strong>RECALL<br />
</strong><br />
A Fiat inicia hoje a convocação de 52.986 modelos Punto para averiguação e, se necessário, troca do fecho do cinto de segurança do banco central traseiro. O recall envolve todos as unidades produzidas entre junho de 2007 e novembro de 2008, com motores 1.4 e 1.8.</p>
<p>Segundo Nilson Bretz, gerente de qualidade da Fiat, o problema foi detectado pela equipe da montadora e não há ocorrências de problema envolvendo consumidores. &#8220;É uma ação preventiva&#8221;, diz. A montadora constatou que se o passageiro do banco traseiro esquerdo, por engano, encaixar o cinto no fecho do assento central terá a falsa sensação de encaixe, mas a peça pode soltar-se. O recall é para substituir o fecho que não deveria aceitar a peça do cinto lateral.</p></div>
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