28/04/2009 - 11:15h Enfrentando a crise, preservando o emprego e estimulando o turismo: Caixa financiará pacotes turísticos de até R$ 10 mil

Vendas de viagens domésticas podem crescer até 5%, diz Abav

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Chiara Quintão – O Estado SP

As vendas de pacotes nacionais de turismo devem crescer até 5% este ano estimuladas pelo financiamento da Caixa Econômica Federal para o segmento por meio do Crediário Caixa Fácil para o turismo, segundo o diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). A Caixa e a Abav assinaram ontem o protocolo de intenções para financiamento direto de pacotes de viagens a turistas.

O banco firmou protocolo de intenções também com as operadoras CVC e TAM Viagens, que funcionarão como correspondentes “Caixa Aqui”, de crédito do banco. O valor máximo de financiamento é de R$ 10 mil por operação e o prazo máximo de pagamento é de 24 meses.

O programa tem foco no turismo doméstico e se destina à população com renda de até dez salários mínimos, correntistas ou não do banco. A expectativa da Caixa é de que em até duas semanas o programa já comece a funcionar nas agências de turismo parceiras.

A Caixa não informou as taxas de juros. “As taxas dependem da relação da Caixa com cada parceiro, mas serão as menores do mercado”, disse o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza.

O pagamento pode ser feito por meio de débito em conta ou boleto bancário. A parcela mínima será de R$ 50 por mês. “O valor é razoável, considerando que a população brasileira já tem a cultura do crediário”, disse o ministro do Turismo, Luis Barreto.

CRESCIMENTO

Conforme a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil no ano passado superaram R$ 5,7 bilhões, com crescimento de 17% em relação a 2007.

No primeiro bimestre, Caixa financiou R$ 395 milhões ao segmento, 99% a mais que no mesmo período do ano passado. A Caixa estima financiar as empresas de turismo no montante de R$ 2,2 bilhões para capital de giro e antecipação de recebíveis até o fim de 2009.

Há previsão de desembolso de outros R$ 2 bilhões este ano em varejo e serviços. O protocolo assinado hoje pela Caixa e pela Abav prevê financiamento de pacotes turísticos com origem nesses recursos.

Durante a cerimônia de assinatura do convênio, o ministro do Turismo destacou a importância do papel da Caixa e do Banco do Brasil para atenuar os efeitos da crise econômica internacional.

Barreto disse que ministério tem trabalhado para que o setor mantenha as atividades mesmo fora da alta temporada e ressaltou que a inclusão social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrange também o turismo.

24/04/2009 - 11:34h Viaje mais!

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Caixa faz convênio com agências para financiar viagens em 24 meses

Linha de crédito para o turismo popular, com limite de R$ 10 mil, será lançada na segunda-feira, em São Paulo

Isabel Sobral – O Estado SP

A Caixa Econômica Federal (CEF) vai levar a estratégia de ampliar o crédito por meio de parcerias com lojas de varejo para o setor de viagens. O ministro do Turismo, Luiz Barreto, e a diretoria da Caixa vão lançar, na segunda-feira, uma linha de financiamentos de pacotes de viagens nacionais.

Os empréstimos poderão ser feitos pelos clientes diretamente nos balcões das agências de viagens, com pouca burocracia, no momento do fechamento do pacote.

A cerimônia de assinatura do convênio está sendo preparada para ocorrer em São Paulo e devem ser convidados representantes do setor, como a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) e a Associação Brasileira de Operadoras de Turismo (Brastoa).

Essa será a segunda linha da Caixa diretamente para o varejo, já que, desde o fim de 2008, começou a financiar a compra de eletrodomésticos – como os produtos da chamada linha branca – estando presente dentro do ponto de venda por meio das parcerias com as lojas das redes de varejo.

Para aproveitar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca, que vai vigorar nos próximos três meses, a Caixa ampliou para 90 dias o prazo de pagamento da primeira parcela do financiamento, isto é, a carência.

Com a estratégia de ampliar presença nos pontos de venda dos produtos, o governo, por meio da Caixa, tenta estimular a concorrência bancária e a consequente redução de juros e spreads (diferença entre as taxas de juros da captação e as dos empréstimos finais).

Tanto para aquisição de eletrodomésticos quanto para a compra de pacotes de viagens, a Caixa limita em até R$ 10 mil o valor dos empréstimos. O prazo máximo de pagamento é de 24 meses e os juros variam de acordo com o perfil de renda de cada região do País. A quitação dos empréstimos pode ser feita por meio de boletos bancários ou débito em conta corrente.

No fim de março, o Banco do Brasil (BB) também anunciou a revitalização de uma linha semelhante, só que destinada a financiar a compra de materiais de construção, colaborando para as ações do governo federal de estímulo da construção civil. O BB ampliou de 60 para 180 dias o prazo de carência para o pagamento da primeira parcela de um crédito que deve ser tomado diretamente nas lojas varejistas que vendem os produtos.

No caso do BB, há a exigência de que os consumidores sejam também clientes do banco, pois o pagamento só é feito por meio de débito na conta corrente e, por isso, é considerado “um bom negócio” pela instituição, já que pode ajudar a ampliar a sua base de clientes.

20/03/2009 - 11:08h Turismo é a quinta pauta de exportação no Brasil e movimentou US$ 6 bilhões em 2008

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Ministro de Turismo, Luiz Barreto junto ao presidente Lula

O crescimento do turismo no Brasil, as principais medidas para o setor em 2009, incluindo investimentos em infraestrutura, programas e qualificação, foram temas debatidos pelo ministro do Turísmo, Luiz Barretto, na manhã desta quinta-feira (19) em entrevista com âncoras de emissoras de rádio de todo País. Barretto falou ao Bom Dia Ministro, programa produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite. Leia abaixo os principais trechos.

Copa 2014 – “Primeiro, temos que aguardar a definição da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Temos quase dois meses para conhecer as 12 cidades definitivas dentre as 17 que desejam sediar a Copa. O governo torce por todas, aguardando a decisão exclusivamente técnica da Fifa. A partir disso, trabalharemos fortemente na preparação da Copa do Mundo de 2014. São cinco anos que cabem perfeitamente para reali zar um grande planejamento, pensar nos desafios de infraestrutura, de qualificação profissional e de promoção do Brasil no exterior. A Copa movimenta mais de meio milhão de turistas, mais de 20 mil jornalistas, e tem um momento prévio que também é muito importante. Há questões específicas, como receber bem uma seleção, a exigência de campos técnicos para fazer os treinos anteriores, uma certa privacidade. A hospedagem de um conjunto grande de jornalistas desses países que ficarão no grupo de Belo Horizonte ou no grupo de Brasília. Portanto, é um desafio, mas tenho certeza que nos próximos anos é possível trabalhar a infraestrutura e todas as questões necessárias. O Ministério está à disposição para realizar os estudos técnicos e fazer as intermediações necessárias no contato com a Fifa e com as seleções. Tenho certeza que a Copa do Mundo é uma grande janela de oportunidades para todo o Brasil.”

Desafios para a Copa – “Temos três grand es desafios: qualificação profissional, infraestrutura turística e hoteleira e a promoção. O da qualificação é um dos temas mais importantes. Assinamos recentemente um primeiro convênio com a Fundação Roberto Marinho, que vai treinar 80 mil jovens nas línguas inglesa e espanhola. São R$ 14 milhões de investimentos nessa área e começaremos por duas capitais brasileiras, Salvador e Rio de Janeiro, estendendo depois para todas as principais cidades indutoras do turismo. Firmamos com a Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, um convênio para tratar do planejamento nosso em relação à Copa do Mundo. Nossa meta é ter 65 destinos de alto padrão de qualidade até 2014. Aplicamos mais de R$ 40 milhões em 2008 no tema da qualificação profissional. Ano passado, mais de cinco milhões de turistas estrangeiros deixaram quase US$ 6 bilhões, consolidando o turismo como a quinta pauta de exportação brasileira. Portanto, temos grandes desafios pela frente, mas tenho certeza que, com muito e sforço, mobilização, parceria com a iniciativa privada, prefeituras e os governos estaduais, vamos vencer esse desafio e transformar a Copa do Mundo não só num sonho, mas numa grande realização para o Brasil e para todo o turismo brasileiro.”

Qualificação – “A qualificação profissional é um desafio permanente. Alcançamos enormes progressos nos últimos anos. Se olharem o que era o turismo brasileiro há 5, 6, 10 anos atrás, vão notar a grande mudança e para melhor. Melhoramos a qualidade do receptivo turístico. Foi feito um conjunto grande de parcerias com os estados e municípios, com os setores hoteleiro e de transporte. Entregamos certificados no ano passado para mais de 500 taxistas que receberam treinamento nessa área.. São Paulo, que é uma grande porta de entrada do turismo de negócios, é hoje a oitava cidade do mundo em captação de eventos e a primeira das Américas. O Brasil se consolida hoje como grande, não só no turismo de lazer, de sol e de praia, mas no turismo de negócios e de eventos. Uma característica que facilita muito é a hospitalidade brasileira, um diferencial no nosso turismo. Mas certamente nesse mundo globalizado, onde a competição é muito grande, precisamos trabalhar permanentemente o tema da qualificação.”

“Viaja Mais Melhor Idade” – “É um programa muito importante para períodos de baixa ocupação. Criado em 2007, privilegia pessoas acima de 60 anos, aposentadas ou não, com uma grande linha de financiamento através do Banco do Brasil e da Caixa Econômica, entre dez e12 parcelos com juros abaixo de 1%. Conseguimos cadastrar quase dois mil hotéis e meios de hospedagem que ofertam na boca do caixa 50% de desconto. É um programa que veio para ficar. Funciona, e bem, em parceria com a Braztoa, o sindicato das operadoras de turismo. Tínhamos perspectiva de vender 50 mil pacotes ano passado e vendemos mais de 180 mil. É fundamental para rodar a cadeia do turismo nos períodos de baixa ocupação e, por outro lado, beneficiar aqueles cidadãos brasileiros que, ao longo de toda a vida, trabalharam muito e merecem um descanso, uma viagem. Eles podem realizar turismo fora das férias. Portanto, é uma vantagem. Há também uma segunda modalidade desse programa: se a pessoa não quer um pacote, pode ir direto a uma rede de hotéis. No www.viajamais.com.br há todas as informações do programa. Distribuímos também um guia nas agências da Caixa Econômica, que oferece as explicações desse programa. Esse é um programa que trabalha não só com lazer, mas também com a possibilidade da nossa terceira idade se movimentar.”

Brasil no exterior
– “Temos tido êxito na promoção do Brasil no exterior. Houve um crescimento da entrada de turistas ano passado. Foram mais de cinco milhões de estrangeiros que freqüentaram o Brasil e deixaram aqui US$ 5,8 bilhões de entrada de divisas – um recorde. Consolidou o turismo como a quinta principal pauta de exportação brasileira e a primeira na área de serviços. A Embratur tem feito um grande trabalho nos 12 mercados emissores de turistas para o Brasil. A primeira dificuldade é a localização. Embora com belezas naturais, rica cultura e de todas as potencialidades, o Brasil está no Hemisfério Sul. Portanto, entre 10 e 12 horas dos principais emissores de turismo no mundo, que são Europa e os Estados Unidos. Isso já é um limitador. A Organização Mundial do Turismo estima que apenas 30% das viagens do mundo são aquelas acima de cinco horas de vôo. Sendo assim, o Brasil não disputa 100% do mercado mundial, porque está na longa distância. Precisamos atuar, ainda, na infraestrutura aeroportuária. Trabalhamos para aumentar o número de vôos, por que todo turismo de longa distância é feito via aérea. O tema da segurança é outra questão importante e acredito no trabalho dos governadores dos estados para melhorá-la. Vamos trabalhar fortemente a integração com os países da América do Sul. Temos uma vantagem, que é ter um grande mercado interno de quase 100 milhões de consumidores. O Brasil teve um grande crescimento da classe média nos últimos anos, com uma parcela significativa da população que, hoje, pode acessar vários bens de consumo, incluindo turismo.”

Ranking
– “Recentemente, o Fórum Econômico Mundial divulgou o índice de 180 países. O Brasil melhorou bastante de posição. Já é o principal país da indústria do turismo na América do Sul e o segundo das Américas. Tivemos grande crescimento, à frente do México e Argentina e demonstramos que estamos no caminho certo. Ano passado foi aprovada a Lei Geral do Turismo, que é um grande marco regulatório, facilitador dos investimentos privados na área do turismo. Este é um ano excepcional, porque viemos de um grande balanço de 2008, com crescimento de 20% no turismo interno e no doméstico. Agora temos uma grande crise internacional no mercado europeu e americano. Precisamos nos adaptar à crise.”

Jovens carentes – “É uma experiência em parceria com vários municípios. Retiramos jovens das ruas e os qualificamos, dando uma chance para que possam ser inseridos no mercado de trabalho. No caso do turismo, é muito importante que se tenha trabalho com guias, com receptivo turístico, algo que faz parte do jeito hospitaleiro do brasileiro. O projeto qualifica, dá uma função. O treinamento em línguas inglesa e espanhola é muito importante para receber turistas internacionais. É uma grande experiência que tem de ser reproduzida nas principais regiões metropolitanas do País. Hoje a competição no mundo globalizado é muito difícil e não adianta ter apenas belezas naturais. É necessário se qualificar para enfrentar a grande competição mundial e só é possível fazer esse trabalho com grandes parcerias. Louvo as parcerias estabelecidas pelo Ministério com prefeituras e governos estaduais, que demonstram que é possível agir em prol do turismo bras ileiro e em prol da meninada brasileira, que precisa de uma profissão.”

14/03/2009 - 09:32h Brasil quer mais turistas sul-americanos

Governo aposta em sul-americanos para evitar “recessão” do turismo

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Portal O Globo e Valor Online

SÃO PAULO – O governo brasileiro vai concentrar seus esforços no mercado doméstico e sul-americano para manter aquecida a indústria do turismo, que responde por cerca de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. A informação é do ministro do Turismo, Luiz Barretto, que já trabalha com um cenário de queda nas visitas de americanos e europeus ao Brasil neste ano, em razão da crise internacional.

Apesar do provável desaquecimento, o Brasil está bem posicionado no contexto mundial. Segundo relatório divulgado na quinta-feria, em Berlim, pelo Conselho Mundial de Viagem e Turismo (WTTC, na sigla em inglês), o mercado brasileiro sofrerá em 2009 uma retração de 0,4% em relação ao ano passado, contra uma queda global média projetada em 3,5%.

” Para nós será praticamente uma estabilidade”, comemorou o ministro, em entrevista ao Valor Online.

Para compensar a ausência de americanos e europeus, a pasta irá focar o turismo interno e de menores distâncias para incentivar os brasileiros a viajar mais em 2009.

” Também vamos trabalhar com os turistas sul-americanos, como chilenos e argentinos, que estão com câmbio favorável para virem para cá ” , completou Barretto, que lembrou ainda que 2009 reserva um bom número de feriados prolongados.

Apesar da animação, o ministro prefere não revelar suas próprias projeções.

“Não é possível fazer neste momento ” , disse ele.

De concreto, se sabe apenas que em janeiro deste ano os turistas estrangeiros deixaram US$ 492 milhões no Brasil, o que representa uma queda de 17,3% em relação ao mesmo mês de 2008, quando a cifra foi de US$ 595 milhões, a maior arrecadação mensal de todos os tempos, segundo o ministério.

Leia também: OMT estima crescimento nulo no turismo para 2009

Brasil sobe quatro posições em ranking do turismo

02/03/2009 - 20:56h Faturamento do turismo no Brasil cresce 20% no primeiro bimestre de 2009

Em alta

 

Eduardo Rodrigues* – O GLOBO

Ministro do Turismo, Luiz Barretto

BRASÍLIA – Apesar da crise financeira internacional, o Rio de Janeiro recebeu 2,55 milhões de visitantes na temporada de verão, 50 mil a mais que no ano passado. No carnaval, ponto alto da estação, a ocupação da rede hoteleira carioca alcançou 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). De acordo com estimativa do Ministério do Turismo, o faturamento do setor no Brasil cresceu 20% nos primeiros dois meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Apesar da queda nos gastos de turistas estrangeiros nos país, o mercado se manteve aquecido principalmente pelas viagens de brasileiros a destinos nacionais.

- Este resultado é muito importante. Ter um resultado tão positivo em um momento de crise significa que nem todos os setores foram atingidos da mesma forma – disse o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

A desvalorização cambial do fim do ano passado deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo (L. Barretto)


O ministro Barretto atribuiu o crescimento do setor ao fato de muitos brasileiros terem preferido viajar pelo Brasil nessa temporada de férias:

- A desvalorização cambial do fim do ano passado, quando o real desvalorizou cerca de 30% ante o dólar, deixou o produto ‘Brasil’ mais competitivo. O dólar no patamar entre US$ 2,25 e US$ 3 deixa [o país] mais competitivo para o brasileiro e para o estrangeiro – explicou.

Ele disse ainda que os turistas estrangeiros também contribuíram para o crescimento do setor, principalmente argentinos e chilenos.

- Hoje está mais barato, por exemplo, para o argentino, para o chileno, freqüentar o Brasil – disse Barretto.

Segundo o ministro, outro fator que facilita a entrada dos sul-americanos no Brasil é a ligação terrestre que há entre os países do continente.

O ministério ainda não tem o total dos gastos de turistas estrangeiros no Brasil nos dois primeiros meses deste ano, mas informou que apenas em janeiro eles deixaram no país US$ 492 milhões. No mesmo período do ano passado foram gastos USS 595 milhões.

Em relação ao verão passado, a ocupação nos hotéis brasileiros cresceu 23%. Em Pernambuco, por onde passaram 800 mil turistas apenas no carnaval, a lotação dos quartos chegou a 100%.

A ocupação dos hotéis na Bahia cresceu 5% e no Ceará chegou a 86%, quatro pontos percentuais acima do Carnaval passado. Santa Catarina manteve os 85% registrados no mesmo período do ano anterior.

Os hotéis de São Paulo, que normalmente sofrem queda durante o período de férias, apresentaram uma alta de 5% no período.

Apesar de ter sido castigada pelas enchentes no final de 2008, Santa Catarina manteve o índice de hospedagens em 85% da capacidade e ainda registrou alta de 7% na entrada de turistas estrangeiros.

A estimativa de crescimento de 20% no bimestre para o setor, feita pelo ministério, leva em consideração os resultados de várias atividades que compõem as receitas do turismo no país. Em janeiro e fevereiro de 2009, as operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes que no início do ano passado, ao passo que os voos domésticos aumentaram 10% no mesmo período. A locação de veículos apresentou aumento ainda maior, de 40%, chegando a dobrar em capitais como Salvador e Fortaleza.

Neste verão, as festas populares consolidaram o Rio como o principal destino turístico do Brasil. No réveillon a cidade recebeu 612 mil turistas, enquanto outras 719 mil pessoas viajaram para aproveitar o carnaval carioca. Segundo o ministério, o turismo no país emprega 2,225 milhões de empregos formais, mas se considerados os empregos indiretos e o setor de bares e restaurante esse número pode chegar a 6,3 milhões.

- Hoje o Brasil não tem uma única porta de entrada no turismo. Além do circuito de sol e praia, o ecoturismo e o turismo de culta e negócios também fazem parte da diversificação do setor – afirmou Barretto.

* Com informações da Agência Brasil

02/03/2009 - 08:08h Hoje é o Dia nacional do Turismo

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Data comemorativa

LUIZ BARRETTO
1/3/2008
No Dia Nacional do Turismo, comemorado amanhã, o país tem o que comemorar, como o aumento de 20% no fluxo turístico interno

NA CHINA, para expressar a ideia de crise, são necessários dois ideogramas: um significa perigo, e o outro, oportunidade. Esse conceito milenar atravessou fronteiras e conquistou o Ocidente.
Aqui, foi incorporado ao mundo dos negócios, batizou livros e virou até lugar-comum. Nunca, porém, uma imagem serviu tanto ao turismo brasileiro como agora. Neste Dia Nacional do Turismo, celebrado amanhã, 2 de março, o país tem motivos para comemorar. Dados preliminares de segmentos que compõem o setor apontam para o aumento de 20% no fluxo turístico interno no verão 2008/2009 em relação à temporada anterior.
As operadoras de turismo venderam 15% mais pacotes de viagem em dezembro e janeiro últimos em relação ao mesmo período de 2007 e de 2008. A locação de veículos para lazer cresceu, em média, 40% -em Fortaleza e em Salvador, o aluguel de carros dobrou. Nas palavras do presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis, José Adriano Donzelli, “foi o melhor verão dos últimos dez anos”.
Em janeiro de 2009, o número de passageiros em voos nacionais cresceu em média 10% em relação ao mesmo mês de 2008. No dia 4 de janeiro, a TAM registrou recorde histórico no transporte de passageiros: 112,5 mil pessoas. O recorde anterior havia sido registrado na Páscoa de 2008, quando 100 mil passageiros foram transportados em um único dia. Os números da rede hoteleira também reforçam essa tendência. Em São Paulo, a ocupação cresceu 5% em janeiro em relação ao primeiro mês de 2008. Dois dias antes do início do Carnaval, a ocupação dos hotéis do Rio de Janeiro chegou a 82%, índice maior do que o registrado no ano passado.
Em Salvador, a ocupação aumentou 5% antes de a festa começar. Os cruzeiros marítimos cresceram 25% na comparação com o verão 2007/2008. Até o final desta temporada, em abril, 500 mil passageiros terão viajado pelos cruzeiros que percorrem 24 destinos na costa brasileira. Na temporada passada, foram 396 mil passageiros em 18 destinos. O câmbio foi um dos fatores que contribuíram para o incremento do turismo doméstico neste verão. A valorização do dólar fez com que os brasileiros viajassem pelo país.
O gasto dos viajantes nacionais no exterior caiu 23,8% quando comparados os meses de janeiro de 2009 e de janeiro de 2008, segundo o Banco Central. Embora a entrada de dólares gerados pelo turismo também tenha caído quando se comparam os dois meses, em 2008 o crescimento do gasto do turista estrangeiro no Brasil foi de 16,8%, de acordo com o último Barômetro do Turismo Mundial, divulgado em janeiro pela OMT (Organização Mundial do Turismo). O crescimento médio mundial foi de 2%.
A publicação também afirma que em 2009 as viagens para destinos domésticos ou mais próximos do país de origem devem prevalecer sobre as de longa distância. Com menos dinheiro no bolso, os turistas se divertirão perto de casa. Essa sinalização fortalece os investimentos do Ministério do Turismo na diversificação de roteiros e na promoção do Brasil no próprio país e nos vizinhos sul-americanos.
Em novembro, já prevendo o aumento no fluxo turístico interno, antecipamos o lançamento da campanha “Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil”, que ficou no ar até o Carnaval. Em 2009, promoveremos ações pontuais antes de cada feriado nacional para estimular os brasileiros a conhecerem o próprio país. O governo federal tem um conjunto de políticas de fortalecimento do setor, desenvolvidas e progressivamente ampliadas desde 2003, quando a pasta foi criada. Um bom exemplo disso é o programa Viaja Mais Melhor Idade, que ajuda a manter o fluxo turístico nos períodos de baixa ocupação.
Criado há dois anos, o programa encerrou 2008 com 180 mil pacotes vendidos, sendo que a meta inicial era comercializar 50 mil pacotes para aposentados e brasileiros com mais de 60 anos de idade. É certo, contudo, que sem o trabalho integrado entre a esfera pública e a cadeia produtiva do turismo seria impossível superar os entraves e impulsionar o turismo no país. Os desafios ainda são muitos. Até 2014, o Brasil terá que investir em infraestrutura, qualificação e capacitação profissional nas capitais que vão receber os jogos da Copa do Mundo.
No próximo dia 20, a Fifa anuncia as 12 cidades-sedes. O governo federal já está comprometido com um programa de ações que levará a elas os investimentos necessários. O caminho é longo, mas o bom desempenho alcançado até agora nos incentiva a seguir em frente.

LUIZ BARRETTO , 46, sociólogo, é ministro do Turismo. Foi secretário-executivo do ministério, de março de 2007 a junho de 2008, e gerente nacional de marketing e comunicação do Sebrae Nacional.

22/02/2009 - 12:01h Turismo nacional resiste à crise

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Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores

Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry – O Estado SP

O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador de projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt, mesmo que a crise econômica esteja afetando a confiança do consumidor, os turistas têm mantido as programações de viagens. “A diferença é que agora os gastos e o tempo de estadia nos destinos estão menores”, observou.

Na CVC, principal agência do setor, as vendas de pacotes cresceram 15% em volume em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. O presidente da CVC, Valter Patriani, informou que, para manter as vendas aquecidas, a companhia optou por reduzir em 10% os preços médios dos pacotes em 2009.

A empresa não informou o desempenho em faturamento. “A sazonalidade também nos ajudou. Quando a crise ficou forte, no fim de 2008, já estávamos com a temporada toda vendida. Agora vem a baixa temporada, só vamos nos preocupar de novo se a crise chegar no próximo verão.”

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta que a ocupação para esse carnaval deve ficar em 75%, acima dos 71% da última temporada. “Os brasileiros estão substituindo os turistas estrangeiros”, frisa o presidente da entidade, Álvaro Bezerra.

Principal destino de estrangeiros no carnaval, o Rio de Janeiro deve manter uma ocupação média da rede hoteleira em 90%, mesmo com a retração esperada de 20% no desembarque de estrangeiros. No carnaval passado a ocupação nos hotéis do Rio foi de 86%. Para Bezerra, os leitos deverão ser ocupados, principalmente, por paulistas e mineiros.

Na Costa do Sauípe, também houve uma queda brusca na presença de estrangeiros. “Eles estão com medo de viajar”, diz Alexandre Zubarán, presidente da Costa do Sauípe e da Resorts Brazil. “Porém, em janeiro tivemos quase 93% de ocupação, garantida pelos brasileiros.” Segundo ele, o complexo está com boa ocupação até abril.

O mesmo acontece no Rio Quente Resorts, em Goiás. A ocupação média anual em 2008 foi de 75% (era 62% em 2007), segundo o diretor de Marketing do grupo, Manoel Carlos Cardoso. “Estamos com vendas excelentes em 2009″, disse.

Até mesmo em São Paulo, a ocupação hoteleira subiu 5% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. No Ceará a expectativa é de que a ocupação hoteleira cresça para 86%, alta de quatro pontos porcentuais na comparação com 2008. Enquanto na Bahia é esperado um crescimento de 5% na ocupação hoteleira.

PELO BRASIL

Parte da melhora no turismo interno, no entanto, foi às custas da redução do turismo internacional. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no fim de 2008 os pacotes para o exterior caíram 25% e os dados de janeiro e fevereiro não apresentam recuperação. Já os pacotes domésticos crescem, desde o início da crise, na faixa de 15%. “A insegurança quanto aos rumos da economia leva o turista a optar por destinos mais próximos, dentro do País”, diz Leonel Rossi, diretor da Abav.

Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, assim que o dólar se valorizou, em setembro, o governo tomou a iniciativa de antecipar as campanhas de marketing de verão. Os aportes foram de R$ 6 milhões. “A ideia foi estimular o brasileiro a conhecer o Brasil”, explica.

Mesmo vinculadas à taxa de câmbio, as viagens em cruzeiros marítimos também devem se manter aquecidas, segundo a Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). De acordo com a entidade, o número de turistas transportados pode atingir até 500 mil, uma alta de 25% ante a última temporada.

“As empresas que comercializam viagens em cruzeiros fixaram a cotação do dólar e facilitaram o pagamento para garantir as vendas”, informou a Abremar. Segundo agentes do mercado, o dólar está cotado na faixa de R$ 1,90 nas viagens marítimas.

Em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete regiões metropolitanas, 82% dos entrevistados informaram a intenção de fazer alguma viagem nos primeiros seis meses de 2009, e 85% afirmaram que optarão por destinos domésticos.

26/09/2008 - 12:31h O desafio da Copa 2014

Copa 2014 poderá ter hospedagem em navios e, em terra, a volta da classificação de hotéis por estrelas, diz ministro do Turismo, Luiz Barreto

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Ministro de Turismo, Luiz Barreto, presidente Lula e Jeanine Pires, presidente da Embratur, em New York fazendo campanha para o turismo no Brasil

Cristina Massari – O Globo

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RIO – A volta das estrelas para classificar os hotéis brasileiros, a possibilidade de se hospedar num navio de cruzeiro durante a Copa de 2014, a reforma da área portuária do Rio de Janeiro, e a reformulação da gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, além da abertura de capital da Infraero são alguns dos temas que ocupam a mente do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e entram na agenda do setor para os próximos anos. De Londres, onde fez o lançamento da nova campanha publicitária da Embratur para promover o Brasil no exterior , o ministro recém-empossado formalmente no cargo (estava como interino desde o desligamento de Marta Suplicy, em junho, para concorrer à Prefeitura de São Paulo), concedeu entrevista ao site do Globo.

Com a Copa de 2014 e a campanha para o Rio sediar as Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro, na mira, o ministro tem aproveitado as viagens que faz para observar soluções e idéias para o planejamento destes eventos, assim como fez em Pequim e na África do Sul, lugares onde esteve recentemente em missão oficial. Esta semana, Barreto esteve em Nova York e Londres. Em seguida, sua trupe ruma para América do Sul. ( veja no YouTube, o filme da campanha publicitária da Embratur )

- Os preparativos para a Copa já são uma agenda nossa. E, mais importante até que o equipamento esportivo são o transporte e a acessibilidade e a infra-estrutura turística. Aqui, vamos à BBC para conhecer o projeto que fizeram com a China, em que eles ensinaram inglês aos chineses, preparando-os para as Olimpíadas. Aproveito também para conhecer as estratégias de promoção destes países e verifico não só as instalações da infra-estrutura esportiva, mas também como estão sendo resolvidas questões como a ampliação da oferta hoteleira durante os eventos.

Usando o Rio, candidata à sede das Olimpíadas como exemplo, Barreto menciona a possibilidade de expansão do parque hoteleiro pela Barra da Tijuca, mas também a necessidade de reforma dos hotéis existentes. E afirma que está buscando linhas de financiamento para isso junto ao BNDES e ao Banco do Brasil:

- É um desafio ter linhas de financiamento mais atrativas para ampliação e reforma do parque hoteleiro. Podemos criar um fundo que reduza o custo dos juros, por parte do governo federal, prefeitura e estadual, com contrapartida do empresário – diz Barreto.

” Voltam as estrelas para a certificação hoteleira, porque é um padrão de aceitação internacional “

Entende-se como contrapartida dos empresários, explicou o ministro, adotar a certificação para a classificação hoteleira:

- A Lei Geral do Turismo (sancionada no dia 17/09 pelo presidente Lula) inclui a classificação hoteleira. Só teria direito a estas linhas de financiamento quem se sujeitasse a certificação do ministério. Voltam as estrelas, porque é um padrão de aceitação internacional.

Considerando que megaeventos geram uma demanda por hotéis que podem não se perpetuar, Barreto cita também a possibilidade de uma oferta hoteleira de ocasião, ou literalmente ‘flutuante’ a partir de exemplos dados por Montreal, no Canadá; em Sydney, na Austrália e Atenas, na Grécia.

- Precisamos pensar em alternativas com sustentabilidade. Aproveitar os leitos de navios em rotas de cruzeiros é um mecanismo como se verificou na Grécia, no Canadá e na Austrália – sugere.

O ministro do Turismo, Luiz Barreto; Lula e Jeanine Pires, em Nova York, no lançamento da campanha publicitária da Embratur em Nova York / Foto: Divulgação Se infra-estrutura é palavra-chave nos preparativos para a Copa, os portos também passam a ser tema da agenda do Ministério do Turismo, à medida que os transatlânticos são vistos como possíveis hotéis flutuantes durante o evento. Barreto vai se reunir com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, para pensar remodelação do serviço receptivo nos portos.

- Primeiro temos que ver as idéias que já existem. Sem inventar muito. Há os exemplos do Píer 17, em Nova York, de Barcelona, Puerto Madero, na Argentina. E Belém, que é tem experiência interessante. Era uma cidade que vivia de costas par o rio, hoje de frente. E o Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto – diz o ministro.

” O Rio de Janeiro tem tudo para um grande projeto turístico para transformar toda a área do porto “

Cauteloso, o novo ministro se esforça para citar a importância de muitos destinos brasileiros, mas como foco das atenções para os dois megaeventos em pauta, o Rio de Janeiro é cidade recorrente no discurso do novo ministro. Com a revisão do compromisso assumido para as Olimpíadas, ano que vem o Rio passa por sua prova de fogo para vencer suas concorrentes Chicago, Madri, Tóquio. E o ministro sabe que a infra-estrutura aeroportuária brasileira é ponto fundamental nesta disputa.

- O BNDES entrega no fim de outubro a primeira versão de um estudo para o modelo de concessão privada para os aeroportos. Galeão e Viracopos serão os pilotos e, além disso, existe o debate sobre a abertura de capital da Infraero – diz, contando como ponto a favor desta campanha, o fato de o presidente Lula ter pedido ao Bndes a elaboração do estudo.

Para tantas realizações, o ministro se mostra otimista com relação aos investimentos privados para a obtenção dos recursos necessários:

- Percebi que na África do Sul, onde a situação do transporte público é dramática, eles estão correndo atrás do tempo. Na China, a situação era parecida, mas muita coisa foi construída. Nos dois casos houve investimento grande com recursos do estado. Mas para a Copa no Brasil, acho que na mescla, o investimento privado será maior.

Do Bolsa Família para o turismo

Em breve, contou o ministro, o turismo se somará à construção civil na iniciativa de dar oportunidades aos inscritos no programa Bolsa Família do governo federal:

- Convencemos o Ministério do Trabalho, a Casa Civil e o Ministério do Desenvolvimento Social a incluir o turismo como possibilidade de porta de saída do Bolsa Família. Serão aplicados recursos do FAT para capacitação na área de gastronomia, artesanato, hotelaria, transportes, feiras, visando também a capacitação do receptivo para a Copa do Mundo. O projeto deverá entrar em execução em 2009 e ficará em vigor até 2014 – disse o ministro.

17/09/2008 - 18:00h Sancionada Lei Geral do Turismo

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No seu discurso, o presidente Lula confirmou em definitivo Luiz Barreto como Ministro de Turismo. Ouça o aúdio do presidente a seguir

04/09/2008 - 19:00h Aquecimento do turismo impulsiona vagas no setor

 

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Luiz Eduardo Barreto, atual ministro de Turismo, Airton Nogueira do Mtur, Marta Suplicy , ex-ministra do Turismo e José Eduardo Barbosa, presidente da Braztoa parceira no programa “Viaja mais, melhor idade” (foto 2007)

 

 

 

ANDRÉ LOBATO colaboração para a Folha de S.Paulo

O aquecimento da economia e o aumento do valor médio gasto por turistas estrangeiros no Brasil contribuíram para a formalização do trabalho no setor de turismo, que tradicionalmente tem alta informalidade. Veja vídeo.

O emprego formal no segmento cresceu 14,7% entre 2002 e 2006 –mais do que o informal, que teve acréscimo de 10,9%, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que deverão ser divulgados em dois meses.

“O crescimento do turismo no Brasil, de cerca de 9% em 2007, é o dobro da média mundial para o setor”, diz Ricardo Moesch, coordenador-geral de qualificação dos serviços turísticos do Ministério do Turismo.

Um levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com executivos de 92 empresas do setor, divulgado em março, indicou que a elevação do faturamento estimulará as contratações ainda neste ano. Os destaques são as companhias aéreas e as locadoras de carro.

Onde há vagas

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que hotelaria e alimentação são os setores que mais demandam mão-de-obra com qualificação técnica, como garçons e cozinheiros.

Alexandre Sampaio, vice-presidente da Federação Nacional de Hotéis, destaca que cargos de gerência seguem estáveis, mas que técnicos terão grande procura.

Segundo o Ipea, os maiores crescimentos do emprego formal ocorreram nos segmentos de auxiliar de transporte (49,4%), agências de viagem (39%) e alimentação (36,7%).

A região Norte teve o maior aumento na contratação formal (28,3%). O Sudeste ficou em último, com 10,7%.

O Rio de Janeiro foi a cidade que, entre 11 capitais turísticas, obteve o pior crescimento da ocupação em restaurantes e bares entre 1996 e 2006, segundo levantamento feito pelo Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade. Com 27% de aumento, ficou muito atrás da primeira colocada, Florianópolis, que teve 300%.

Eventos

O país melhorou sua posição mundial como sede de eventos: passou do 19º lugar, em 2003, para o oitavo, em 2006.

Cursando gestão em turismo e hotelaria na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará, Luciano Santos, 22, pretende trabalhar com eventos ou em outra área que também tem forte demanda: o turismo de aventura.

19/08/2008 - 22:34h Mais dois ministros aderem à campanha de Marta em São Paulo

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Marta e o Ministro de Ciência e tecnologia, Sérgio Rezende

MARINA NOVAES colaboração para a Folha Online

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, recebeu nesta terça-feira o apoio de mais dois ministros da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início da noite, os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Luiz Barreto (Turismo) vieram à capital paulista engrossar a campanha da petista e participar de encontros com a candidata.

Desde que deixou o Ministério do Turismo, em junho, Marta já recebeu publicamente o apoio dos ministros Tarso Genro (Justiça), Fernando Haddad (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Dilma Rousseff (Casa Civil) que participaram de seminários temáticos organizados pelo PT para compor o programa de governo de Marta.

Os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Márcio Fortes (Cidades) também foram convidados pelo partido para participar dos seminários mas não compareceram nos eventos realizados em julho.

Tecnologia

No primeiro evento de hoje, Marta propôs a criação de um conselho metropolitano para a área de ciência e tecnologia que seria responsável pela regionalização do setor nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo. Outra proposta da petista é a utilização dos CEUs (centros educacionais unificados) no período noturno como centros de capacitação para jovens e adultos na área de tecnologia.

“Queremos colocar São Paulo na vanguarda da tecnologia urbana”, disse Marta, que foi elogiada pelo ministro Rezende.

“As propostas de Marta são inovadoras e vão de encontro com os projetos do governo federal”, disse o ministro.

Na seqüência, Marta se reuniu com o ministro Luiz Barreto –seu sucessor no ministério– para apresentar propostas para o setor de turismo em São Paulo.

No início do evento, Marta ouviu de alguns participantes ligados ao setor de bares e restaurantes reclamações referentes à Lei Seca. Para a candidata, a lei pode reabrir as discussões sobre a ampliação do horário de funcionamento dos ônibus e do metrô na cidade.

Entre as propostas discutidas no evento, Marta defendeu a ampliação do Pavilhão de Exposições do Anhembi e a criação de um centro de convenções na zona leste.

Apesar de o evento ser destinado à discussão de propostas para o setor de turismo, a petista voltou a apresentar suas idéias para o transporte público da cidade, como a extensão do metrô e a criação de novos corredores de ônibus.

01/07/2008 - 17:49h Para entender a nova Lei do Turismo

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Luiz Barreto* – O Estado de S.Paulo

O setor no Brasil avançou muito com a aprovação, na semana passada, da Lei do Turismo na Câmara Federal. O Ministério do Turismo estabeleceu constantes conversas com o Legislativo para criar condições favoráveis ao investimento e à expansão da iniciativa privada e, ao mesmo tempo, promover o turismo como fator de inclusão social, criador de trabalho e de renda. Estamos chegando lá e a expectativa é grande.Atualmente, diferentes leis e decretos estão em vigor. Há matérias sobrepostas entre União, Estados e municípios. Faltam normas de fiscalização e de punição, além de padronização dos serviços. Esses são problemas que o atual projeto de Lei do Turismo pretende resolver ao definir as atribuições do governo federal no planejamento, no desenvolvimento e no estímulo ao setor e, ainda, instituindo o Sistema Nacional de Turismo. O sistema objetiva harmonizar os esforços e as ações federais com os dos Estados e dos municípios – a serem observados na elaboração e na revisão do Plano Nacional de Turismo.

O texto propõe um sistema de informações turísticas com possibilidade de monitorar os impactos sociais, econômicos e ambientais da atividade. Prevê também a criação de um sistema de qualidade para o setor e institui um cadastro obrigatório, de âmbito nacional, com vistas ao controle e à classificação de atividades, equipamentos e serviços turísticos.

Sobre o fomento ao setor, a nova lei define critérios para a habilitação das empresas a incentivos e linhas de créditos oficiais e cria mecanismos de suporte às atividades turísticas.

A criação de um marco regulador foi proposta em 2003, na gestão do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, com a participação de representantes das várias instâncias de governo, dos prestadores de serviços turísticos e de entidades que reúnem profissionais do segmento. Cinco anos depois, em março de 2008, o projeto foi enviado ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após um processo de discussão que passou pelo Conselho Nacional do Turismo, obteve a contribuição das entidades do setor e de oito ministérios. Esse processo democrático foi validado pela Câmara Federal.

O apoio do setor privado ao projeto foi de extrema importância e revela a convicção do empresariado de que a regulação trará benefícios para empregadores, trabalhadores e, principalmente, para os visitantes. Teremos ainda o fortalecimento jurídico do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), um importante mecanismo de incentivo à atividade turística.

Em maio, a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara acolheu a proposta do ministério de acelerar a apreciação da Lei do Turismo, o que possibilitou essa votação de sucesso. A decisão da comissão considerou o processo de formulação do projeto, com amplo debate com o trade turístico, por meio do Conselho Nacional de Turismo.

A nova lei não reproduz apenas o consenso dos vários segmentos do setor. Ela é o reconhecimento da importância econômica do turismo como vetor do desenvolvimento do País. Hoje, a atividade detém o quarto lugar na pauta de exportações do País, atrás apenas de minério de ferro, petróleo bruto e soja em grão. Tem uma oferta crescente de empregos diretos e indiretos. Pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, no início do ano, mostrou que as 92 maiores empresas do setor registraram crescimento de 14,8% na receita em 2007 e aumentaram em 23,5% o quadro de pessoal. Para 2008, a perspectiva é de lucratividade de 16,7%.

Nossa maior expectativa agora é que o Senado também aprove a Lei do Turismo para que os avanços econômicos e sociais beneficiem, o quanto antes, o maior número possível de pessoas deste nosso Brasil.

* Luiz Barreto é Ministro de Turismo

18/06/2008 - 17:53h SP continuará na liderança em verbas do Turismo, diz novo ministro

O novo Ministro de Turismo, Luiz Barreto, está de parabéns. Reafirmou com determinação a política desenvolvida por Marta Suplicy no setor e particularmente o fim da discriminação para com São Paulo. Contrariamente a pratica do governo FHC que sonegou recursos para São Paulo na época em que Marta Suplicy era prefeita, o dinheiro federal continuará jorrando para São Paulo como tem sido praxe no governo Lula. Não só no turismo, mas no transporte, na segurança, no Rodoanel e na educação o investimento do governo federal é pesado em beneficio da população de São Paulo, mesmo administrada por forças da oposição. LF

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MARY PERSIA
Editora de Turismo da Folha Online

O ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barretto, afirmou nesta quarta-feira que manterá as políticas do setor criadas por sua antecessora, Marta Suplicy (PT).

Recém-empossado, Barretto, antigo secretário-executivo do ministério, deve continuar a destinar boa parte das verbas da pasta a São Paulo, que ocupa o topo do ranking dos Estados na liberação de verbas do ministério –na gestão do antecessor de Marta, Walfrido dos Mares Guia (PTB), a liderança era ocupada por Minas Gerais, Estado natal do ex-ministro.

“São Paulo é o maior emissor de turistas do país. É normal que se destaque”, afirmou o ministro no parque de exposições do Anhembi, onde ocorre o 3º Salão de Turismo – Roteiros do Brasil. “Mas atendemos todos os Estados. Ceará, por exemplo, foi campeão de verbas para infra-estrutura”, concluiu.

Segundo Barretto, a possibilidade de alterar a destinação das verbas é remota. “Não é simples. Trabalhamos com emendas e não podemos alterá-las.”

Marta deixou o ministério no início do mês para disputar a Prefeitura de São Paulo. Ela permaneceu no cargo durante um ano e dois meses.