19/11/2009 - 15:52h CUT abre conta para seus filiados depositarem ajuda a Erundina

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da Folha Online

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) abriu conta bancária para seus filiados depositarem ajuda a Luiza Erundina (PSB), condenada a pagar R$ 353 mil à Prefeitura de São Paulo, informa o “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A dívida foi contraída em 1989, quando comandou o município.

Segundo a coluna, a entidade também fará depósito de R$ 20 mil com o argumento de que a punição à ex-prefeita se refere a uma greve encampada pela central em 1989.

Erundina já penhorou um apartamento e dois carros, mas ainda não conseguiu chegar ao valor total da multa. Um jantar beneficente foi realizada esse mês para ajudar a deputada.

A deputada foi condenada por ferir a Constituição, ao usar recursos públicos para a divulgação de um comunicado que tratava da paralisação de ônibus entre os dias 14 e 15 de março de 1989.

A 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo aceitou a ação popular e condenou Erundina. Não cabe mais recurso. Essa foi a única condenação da deputada durante sua vida política.

Leia a coluna completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

11/11/2009 - 09:11h Em jantar com adesão do PT, Erundina arrecada 7% de dívida de R$ 353 mil

Para contribuir: Banco do Brasil, em nome de “Luiza apoio você” – ag. 4884-4, conta corrente 2009-5

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DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

Condenada a pagar R$ 353 mil para a Prefeitura de São Paulo, a ex-prefeita Luiza Erundina, hoje no PSB após ter abandonado de maneira turbulenta o PT, contou com a ajuda de seu ex-partido para arrecadar cerca de R$ 25 mil (pouco mais de 7% do total) em jantar realizado anteontem à noite, na capital.
Cerca de 300 pessoas, entre elas vários petistas, participaram, em um hotel no centro, do evento organizado por amigos da deputada federal. Segundo cálculos preliminares dos organizadores, cerca de 250 convites foram vendidos, a R$ 100 cada.
A dívida decorre de uma condenação referente ao período em que a deputada administrou a cidade (1989-1992). Sua gestão publicou um anúncio na Folha que tratava do apoio à greve geral dos transportes, nos dias 14 e 15 de março de 1989.
O texto dizia que os veículos do transporte coletivo de São Paulo, naquela época controlado pela prefeitura, não sairiam da garagem como medida preventiva contra ataques dos grevistas.
A 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo aceitou uma ação popular contra a ex-prefeita e condenou Erundina por ferir a Constituição. Não cabe mais nenhum recurso da decisão.
O deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (SP), secretário-geral do PT e ex-secretário da gestão Erundina, foi um dos mais enfáticos na defesa da colega:
“Fosse você, Luiza, uma pessoa convencional da política, não teria essa dificuldade para levantar o dinheiro.”
O PT-SP, por meio de seu presidente estadual, o ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, assinou uma nota em apoio a Erundina.
“Estou muito emocionada com o movimento”, afirmou a deputada ao discursar.
Segundo o advogado Flávio Crocce Caetano, que defendeu a ex-prefeita, eventos similares serão realizados. Por conta da condenação, ela teve seu único imóvel, um apartamento em São Paulo, penhorado pela Justiça.

10/11/2009 - 17:21h Obrigado por terem respondido presentes!

http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/06/erundina.jpgQuando cheguei no jantar organizado para arrecadar fundos para Luiza Erundina, me deparei com um agradável elogio. Uma das organizadoras agradeceu as contribuições recebidas a partir da leitura dos post colocados neste blog, particularmente, disse ela, de Rio de Janeiro.

As pessoas falaram que tinham ficado sabendo pelo blog dos fatos que atingiram Erundina e desejavam contribuir financeiramente para com ela.

Queria transmitir esses elogios para os que responderam ao chamado feito no blog e também no meu twitter, pois é para eles o agradecimento.

Ao mesmo tempo me permitiu perceber a importância deste espaço para motivar as pessoas a agirem, além de se informarem e debaterem. Uma forma de organização que permite de agir, o que também foi o caso na defesa dos direitos da Geisy Arruda, agredida na Uniban.

09/11/2009 - 16:23h Após 20 anos, ação pode custar bens de Erundina. Amigos fazem jantar para ajudá-la

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Ricardo Brandt – O Estado SP

Um grupo de amigos da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) faz um jantar hoje no tradicional Grand Hotel Ca”d”Oro, na Rua Augusta, para arrecadar fundos para ajudar a ex-prefeita de São Paulo pelo PT (1989-1992). Ela penhorou seus únicos bens – um apartamento e dois carros – para pagar parte de uma dívida com a Prefeitura, de R$ 350 mil. Além disso, 10% de seu salário é retido todo mês.

Aos 74 anos, ela foi cobrada judicialmente pela única condenação de sua vida política. Trata-se da ação popular 053.89.707367-9, que corre na 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Foi acusada por usar dinheiro público para financiar publicações em apoio à greve geral de 1989. Um comunicado oficial da Prefeitura justificava os motivos pelos quais os ônibus da companhia pública não circularam naqueles dias 14 e 15 de março.

A sentença – à qual não cabe recurso, a não ser sobre o valor a ser desembolsado – acatou o argumento de que a nota não atendia ao interesse público e a prefeita feriu princípios da Constituição.

“Fui no Banco do Brasil retirar um dinheiro e fui comunicada que minha conta estava bloqueada. Passei um mês emprestando dinheiro”, diz Erundina. O grupo de amigos organizou o jantar – convites a R$ 100 – e o movimento “Luiza apoio você”, com uma conta bancária para doações.

“Trabalhei para chegar nessa fase da vida e viver uma situação vergonhosa, morando em um apartamento que já não é meu. Não acho justo diante de casos de políticos que nunca são cobrados e foram acusados de se beneficiar dos recursos públicos”, lamenta.

09/11/2009 - 13:36h Amigos de Luíza Erundina promovem jantar de solidariedade à deputada


O jantar de solidariedade acontecerá hoje, às 20h, no Grand Hotel Ca’d’Ouro ( Rua Augusta, 129 – Consolação, São Paulo).

O convite custa R$ 100.

Você pode ligar no hotel, reservar e pagar na hora. Pode também entrar em contato com o escritório de Luiza Erundina – (11) 5078-6642

Alem disso, há uma conta bancária, no Banco do Brasil, em nome de “Luiza apoio você” – ag. 4884-4, conta corrente 2009-5

09/11/2009 - 11:28h Bens de Erundina estão penhorados

Rafael Branquinho/Agência Câmara – 12/8/2009
Foto Destaque
Luiza Erundina: “Ficamos com receio de os ônibus serem depredados”



Cristiane Agostine, de Brasília – VALOR

Primeira prefeita do PT em São Paulo, Luiza Erundina corre o risco de perder seus bens patrimoniais. O apartamento onde mora há mais de 20 anos, seus dois carros e 10% de seu salário como deputada federal estão penhorados por decisão judicial para garantir o pagamento de R$ 352 mil ao erário paulistano. Aliados da ex-prefeita mobilizam-se para ajudá-la e farão hoje um jantar, em São Paulo, com convite ao custo de R$ 100, e criaram a conta “Luiza, apoio você”, no Banco do Brasil, para arrecadar recursos para deputada.

Erundina foi condenada a ressarcir a Prefeitura de São Paulo por ter usado recursos do governo para pagar um anúncio em jornais em apoio à greve nacional de 1989. Na propaganda, a prefeita explicava por que havia tirado os ônibus de circulação durante a paralisação que mobilizou o país em 14 e 15 de março daquele ano.

A prefeitura usou o anúncio de quase meia página para defender o direito de greve dos trabalhadores e criticar a política econômica do governo de José Sarney (PMDB). “O governo municipal de São Paulo, de acordo com as diretrizes do PT e em cumprimento do mandato recebido nas urnas, apoiou politicamente a greve geral, mas sem colocar a máquina pública a serviço do movimento”, dizia o texto, publicado dois dias depois do início da greve, na capa de jornais como a “Folha de S.Paulo”.

“Ao contrário de administrações anteriores, a prefeitura não usou seu poder para frustrar o exercício dos legítimos direitos dos trabalhadores e da população. Essa diferença de atitudes surpreende alguns, choca outros e irrita tantos quanto, no setor público ou privado, sempre procuraram utilizar o Poder Público na defesa de privilégios de minorias e não dos interesses da maioria.”

Onze dias depois da publicação do anúncio, o advogado Angelo Gamez Nunes ajuizou uma ação popular contra a prefeitura, por entender que houve uso indevido de recursos do erário. “Erundina estava gastando dinheiro público para promoção pessoal”, comentou Nunes, na sexta-feira. Formado em Direito e em Contabilidade e empresário do setor de construção civil, ele mesmo defendeu a ação que apresentou. Nunes disse não ser filiado a nenhum partido político.

Erundina recorreu, mas os recursos já foram julgados, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a sentença é definitiva. Ela terá de pagar R$ 352 mil e alega que não tem recursos suficientes para saldar a dívida. Desde 2008 seus bens foram penhorados, a pedido da prefeitura da capital. De acordo com a declaração de bens apresentada por Erundina em 2006, quando concorreu a uma vaga na Câmara Federal pelo PSB de São Paulo, ela possui um apartamento na capital, no valor de R$ 123 mil, um automóvel Palio, de 1996, declarado com o valor de R$ 10 mil e pouco mais de R$ 85 mil em aplicações financeiras e poupança. Erundina informou ter comprado recentemente um automóvel Fox, que foi penhorado, e que recebe uma “pequena aposentadoria” da prefeitura, onde trabalhou como assistente social.

Segundo o advogado de Erundina, Flavio Crocce Caetano, há cerca de R$ 250 mil em depósito judicial: ele contabilizou o valor dos bens penhorados com os 10% descontados todo mês do salário dela como deputada (R$ 1,3 mil). A ex-prefeita poderá ter seus bens leiloados, inclusive o apartamento, seu único imóvel, se não conseguir recursos suficientes. “Erundina recusou a impenhorabilidade de seu único imóvel. Ela achou que seria o mais correto para continuar a se defender”, disse Caetano. Erundina mora no mesmo apartamento, de 80 metros quadrados, no bairro de Mirandópolis, na capital, há mais de 20 anos. De acordo com o advogado, ainda há negociação com a Justiça sobre o prazo de pagamento do montante.

Quando a Justiça confiscou os bens de Erundina, inclusive suas contas no banco, ela disse ter ficado “um mês tendo que pedir dinheiro emprestado”. Para ajudar a ex-prefeita, um grupo de aliados e simpatizantes de Erundina, formado por militantes de esquerda e ex-secretários e ex-funcionários da prefeitura tentará arrecadar recursos com a venda de convites para um jantar hoje, em um hotel de São Paulo. Será a primeira iniciativa para diminuir a dívida.

Erundina, com 74 anos, contesta a decisão judicial e alega que não se beneficiou pessoalmente do artigo. Segundo a ex-prefeita, a publicação foi para rebater acusações de que a prefeitura havia aderido à greve e tinha impedido a circulação de ônibus durante a manifestação. “A frota da cidade estava envelhecida e ficamos com receio de colocar os veículos na rua e eles serem depredados”, explicou. “O país todo estava mobilizado na greve. O artigo foi para esclarecer a população. Foi uma decisão do governo, não pessoal”, disse. “Se eu tivesse me manifestado para favorecer os patrões, garanto que isso não teria acontecido. Não é justo.”

05/11/2009 - 16:23h Solidariedade com Luiza Erundina

Luiza Erundina está sendo executada judicialmente pela única condenação que obteve durante toda a sua vida política. Trata-se de uma Ação Popular ajuizada pelo cidadão Ângelo Gamez Nunes (processo nº 053.89.707367-9 / Controle 159/89 – 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo) quando Luíza era Prefeita de São Paulo, e visava obter a reposição aos cofres públicos de dinheiro utilizado pela Prefeitura com publicações jornalísticas nas quais a então Prefeita manifestou apoio à greve geral de 1989. A sentença entendeu que a matéria publicada não atendia ao interesse público e condenou pessoalmente Luiza Erundina a pagar o elevado valor de R$ 350 MIL REAIS.

Trata-se de decisão definitiva em razão da qual já foram penhorados o apartamento onde mora (seu único imóvel), seu carro e ainda 10% da remuneração mensal como Deputada. Mesmo assim, seu patrimônio é inferior ao total da dívida.

Como a ex-Prefeita Luiza Erundina foi alvo de enorme injustiça, com decisões que tangenciam o preconceito social, ideológico e político, é hora de nos unirmos para demonstrar nossa solidariedade.

Amigos de Luíza Erundina promovem jantar de solidariedade à deputada

O jantar de solidariedade acontecerá na próxima segunda-feira (9), às 20h, no Grand Hotel Ca’d’Ouro ( Rua Augusta, 129 – Consolação, São Paulo).

O convite custa R$ 100.

Você pode ligar no hotel, reservar e pagar na hora. Pode também entrar em contato com o escritório de Luiza Erundina – (11) 5078-6642

Alem disso, há uma conta bancária, no Banco do Brasil, em nome de “Luiza apoio você”

– ag. 4884-4, conta corrente 2009-5

Abraços
Carlos
Petista de Uberlandia -MG

03/07/2008 - 19:53h Seminário PT: habitação

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13/08/2007 - 11:11h Serra e Kassab contra Geraldo Alckmin?

Entrelinhas

Mídia & Política

Luiz Antonio Magalhães
Jornalista, editor de Polí­tica do jornal DCI e editor-assistente do Observatório da Imprensa.

O dado mais interessante da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo sobre a disputa pela prefeitura de São Paulo no próximo ano é a chance, cada vez mais alta, de Geraldo Alckmin (PSDB) enfrentar Gilberto Kassab (DEM) em um eventual segundo turno.

Explica-se: os cenários com a candidatura de Marta Suplicy são perda de tempo, uma vez que ela dificilmente será candidata. Sem Marta, o PT é quase carta fora do baralho – Mercadante e Chinaglia nitidamente não empolgam – e o jogo fica entre Alckmin e Kassab. O prefeito está em uma curva ascendente e Alckmin lidera com certa folga, inclusive nas simulações de segundo turno. Este blog duvida que qualquer dos dois venha a abrir mão da candidatura em favor do outro, de forma que a maior probabilidade é mesmo de ambos disputarem a prefeitura. Neste caso, o governador José Serra (PSDB) ficará em uma saia justíssima, uma vez que até as paredes do Palácio dos Bandeirantes sabem que ele prefere o atual prefeito a Geraldo Alckmin. Kassab foi vice de Serra e tem sido bastante leal ao governador. Serra, porém, não tem força para impor uma aliança com o atual prefeito se Alckmin bater o pé pela candidatura. E a Alckmin só resta mesmo concorrer, do contrário em 2010 o chamado efeito “recall” já estará bem prejudicado – seja para concorrer à presidência novamente ou ao governo do Estado. Em outras palavras, quatro anos fora do cenário político é muito tempo, especialmente para Alckmin, que não prima pelo carisma.

No fundo, a eleição de 2008 pode se tornar um emblema da divisão das forças que se opõem ao petismo. Democratas de um lado, tucanos divididos de outro, não há fórmula melhor para uma terceira via, que pode até ser do PT, mas não necessariamente, ganhar musculatura política e vencer o pleito, ainda que as pesquisas hoje não apontem tal força. Pode ser Erundina, Aldo Rebelo, José Eduardo Cardozo ou até mesmo um outsider do PSOL, por exemplo. Quem viver, verá…