07/09/2008 - 11:08h Com Cristina Kirchner, Lula e Marisa celebram 7 de setembro
Cerca de 30 mil pessoas assistem aos desfiles do dia da Independência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Leonardo Goy e Fabio Graner, de O Estado de S. Paulo

José Alencar (e), Cristina Kirchner, Lula e Marisa durante abertura do desfile. Foto: Celso Junior/AE
Cerca de 30 mil pessoas assistem aos desfiles, segundo estimativas da Presidência da República. Sob um forte calor, o público assistiu Lula e Marisa desfilarem em carro aberto.
Aplaudido por populares que agitavam bandeirinhas, Lula foi recebido no palanque pelo vice-presidente José Alencar, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.
A presidente argentina acompanha no palanque o desfile militar entre Lula e José Alencar. Outros ministros participam da cerimônia, além do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia.
(com Agência Brasil)
07/09/2008 - 10:58h Lula y su “momento mágico”
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Por: Ricardo Kirschbaum
Fuente: EDITOR GENERAL DE CLARIN
Está convencido del “momento mágico” que vive Brasil. Más que eso, está embelesado de que ese “momento mágico” ocurra en su tiempo y, aunque lo intenta esconder en un tono modesto, que haya sido obra de “este tornero metalúrgico” como él se describe a sí mismo. Lula da Silva está encendido, entusiasmado con el Brasil contemporáneo. Pero, por sobre todo, está decididamente seguro que el futuro próximo mostrará un país distinto, moderno y mucho más justo que el actual. Hasta parece convencido cuando incluye a la Argentina en esos tiempos venturosos que espera ver antes de partir.No es un cumplido la inclusión de Argentina, como no lo fue la elección de un detalle, como su corbata celeste y blanca, que exhibía descuidadamente para que los cronistas tomaran nota, ni la referencia crítica al entrenador brasileño de fútbol, Dunga, por la pobre actuación de su equipo en las Olimpíadas que ganó la Argentina.
Educado, también felicita por eso. En el extenso reportaje que concedió a Clarín, que reproducimos en esta edición y en la de mañana, Lula habló como un hombre siente que puede trascender como la bisagra histórica que puso a su país como una potencia mundial. Habla de los planes, del volumen de la inversión (900 mil millones de dólares), de los pasos que hay que dar para no perder el tren de la Historia. Parece un hombre que se ha desprendido del pasado, de su pasado, pero que no olvida sus orígenes metalúrgicos y de sindicalista.Recuerda que estuvo treinta años en la trinchera de la oposición y de la izquierda. Y que en el poder se dio cuenta que la negociación y la búsqueda radical de acuerdos ha sido más valioso que la crispación y el enfrentamiento, quizás un mensaje al gobierno de un país limítrofe al que no se cansa de llamar socio, aliado. No hay otro camino para Brasil y la Argentina, dice este pernambucano, con un discurso sólido, cuando explica que hay que pensar en la región, más que en agradar a los Estados Unidos o a los europeos.
Cree que si somos internamente fuertes y desarrollados, si estimulamos nuestro potencial sin prejuicio, si trabajamos todos los días como lo hace un tornero o un vendedor ambulante para ganarse el pan, seremos respetados y considerados en el mundo.
Hay voces, sin embargo, más crudas y más duras: Brasil no quiere asociarse con la Argentina; quiere comprarla, dicen otros.Lula recibió a Clarín horas después de haberse reunido con un grupo de cartoneros en Belo Horizonte. Y confiesa en ese ambiente se siente cómodo, con ellos sigue siendo Lula. Es más: planea una gran concentración de los sectores más pobres y desfavorecidos para agradecerles el apoyo y su paciencia en la redistribución de la riqueza que no llega a la velocidad que desearía. No le preocupa la oposición porque, explica, ésta tiene una tarea: evitar que el gobierno tenga éxito. Dice que es comprensible, es la naturaleza de la política: un combate de opuestos que debe resolverse con racionalidad e inteligencia.
Cristina Kirchner estará hoy en Brasilia, en los fastos por la independencia de ese país. Mañana se encontrará con Lula para firmar acuerdos y para mostrarse en un ambiente internacional amistoso, algo que no es frecuente para la Presidenta argentina. Argentina debe decidir qué quiere hacer por sí misma, si convertirse en Canadá agropecuario de su poderoso vecino o buscar un destino de autonomía inteligente, en un mundo y en una región en que las oportunidades se abren muy ocasionalmente.
07/09/2008 - 10:44h Metalúrgicos do ABC fecham acordo e suspendem greve

Ernesto Rodrigues/AE
Sindicalistas aceitam reajuste salarial de 11,01% proposto pelas montadores; aumento real é de 3,6%
Rodrigo Petry, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Os metalúrgicos do ABC aprovaram neste sábado em assembléia a proposta das montadoras de reajuste salarial de 11,01%, o que representa um aumento real de 3,6%. “Foi um valor bastante significativo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre. A categoria ameaçava entrar em greve por tempo indeterminado caso um índice satisfatório de reajuste não fosse atingido.
Além do reajuste, Nobre afirmou que foi acertada ainda a elevação do piso da categoria em 12,6%, que passará de R$ 1.110,00 para R$ 1.250,00. Os metalúrgicos receberão abono em setembro de R$ 1.450,00. “Com o abono, a reposição real chegará a 5%”, afirmou Nobre.
As bancadas patronal e sindical ficaram 18 horas em reunião, até as 4h30 deste sábado. Participaram junto dos metalúrgicos do ABC, os de Taubaté, São Carlos e Tatuí. A proposta foi aceita também pelos trabalhadores do chamado grupo 8, das áreas de metais não-ferrosos, balanças e laminação.
“A expansão da indústria automobilística no último ano nos colocou em condições de buscar esse aumento dos salários”, disse Nobre. Em 2 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e, em seu discurso, disse aos metalúrgicos que a hora de se lutar por aumentos reais de salário é justamente quando a economia está em crescimento, o que vem acontecendo com o País.
Na segunda-feira, os trabalhadores do setor de autopeças vão se reunir para negociar o reajuste salarial. Essa categoria sempre espera as montadoras para definir seus reajustes.
06/09/2008 - 17:25h Datafolha: Paes assume a liderança na disputa no Rio
Eduardo Paes (PMDB) assume a liderança no Rio. Marcelo Crivella (PRB) em segundo


A disputa municipal no Rio parece se encaminhar para o duelo Paes Vs. Crivella. Eduardo Paes, que quase não tinha força eleitoral quando era secretário geral do PSDB, consegue após romper com os tucanos e entrar na base de apoio de Lula e do governador Sergio Cabral, despontar como favorito. A evolução de Eduardo Paes é bem-vinda e seu favoritismo hoje traduz a dupla avaliação positiva de Lula e Cabral na cidade de Rio de Janeiro e a pessima avaliação da gestão Cesar Maia (DEM). Interessante também é de constatar que o candidato Gabeira, apoiado por José Serra, Aécio e o PSDB amarga um quarto lugar, junto com a candidata demo e o candidato do PSOL, todos de oposição ao governo federal. A insistência do PT em apresentar um candidato pouco conhecido não teve eco no eleitorado. Jandira, do PCdoB, em terceiro lugar parece ter perdido força e não parece ser alternativa aos dois lideres da disputa. LF
RJ-TV; O Globo Online
RIO - O candidato Eduardo Paes (PMDB) assumiu a liderança da disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo pesquisa divulgada neste sábado pelo instituto Datafolha, Paes cresceu oito pontos percentuais e agora aparece com 25% das intenções de voto. Marcelo Crivella (PRB), que liderava a disputa até a pesquisa de agosto, subiu um ponto percentual e agora tem 21% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Jandira Feghali (PCdoB), caiu três pontos percentuais e aparece na terceira colocação com 12% das intenções de voto. Em seguida aparecem Fernando Gabeira (PV), com 8%, Solange Amaral (DEM), com 7%, Chico Alencar (PSOL), com 4%, e Alessandro Molon (PT), com 3%.
Paulo Ramos (PDT) e Filipe Pereira (PSC) tiveram 1% das intenções de voto, cada um. Vinicius Cordeiro (PTdoB), Eduardo Serra (PCB) e Antônio Carlos (PCO) não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 12%. Não sabem ou não opinaram, 6%.
Paes e Jandira venceriam Crivella no segundo turno
O Datafolha também fez duas simulações de segundo turno. Em ambas, Crivella seria derrotado. Num possível confronto com Paes, ele teria 35% contra 50% do peemedebista. Contra Jandira, Crivella teria 37% contra 48% das intenções de voto da candidata do PCdoB.
O Datafolha ouviu 944 eleitores entre quinta e sexta-feira. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número 27/2008.
04/09/2008 - 15:04h Lula lança hoje programa Saúde na Escola
Presidente Lula durante o lançamento do programa Mais Saúde (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
A partir de 2008, 26 milhões de crianças terão atendimento médico nas escolas em que estiverem matriculadas. Nos próximos quatro anos, serão investidos mais de R$ 844 milhões no atendimento médico e odontológico de estudantes da educação básica. Entre as medidas previstas estão o fornecimento de óculos e próteses auditivas a alunos da rede pública.
“Quando eu tinha dez anos de idade, tive atendimento médico e odontológico na escola pública. Ter essa atenção com nossas crianças é cuidar do povo brasileiro como ele precisa ser cuidado”, destacou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta quarta-feira, 5, no Palácio do Planalto, ele assinou o decreto que institui o Programa Saúde na Escola (PSE). Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão, participaram da solenidade de assinatura.
O programa também prevê a realização de consultas com otorrinolaringologistas e oftalmologistas e o diagnóstico precoce de hipertensão arterial nas salas de aula. O projeto será implantado por meio da adesão dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. No prazo máximo de 90 dias, os ministérios da Saúde e da Educação devem firmar acordos com as entidades federadas para promover as ações previstas no programa.
Prevenção — Hábitos saudáveis, como a prática de esportes, também serão incentivados. Pelo menos uma vez por ano, 3,5 mil municípios receberão a visita de equipes do programa Saúde da Família para promover a atividade física e incentivar a alimentação saudável nas escolas. Além disso, serão promovidas oficinas de prevenção ao uso de álcool, tabaco e drogas em 56.550 escolas de todo o Brasil.
Iniciativas como educação para a saúde sexual e orientações sobre a prevenção da gravidez precoce e de doenças sexualmente transmissíveis serão desenvolvidas em outras 74.890 escolas de ensino técnico, médio e fundamental. Para tanto, serão investidos cerca de R$ 3,3 milhões em realização de oficinas e distribuição de kits.
O Saúde na Escola faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento da Saúde, o Mais Saúde. Com o plano, serão investidos R$ 89 bilhões em saúde pública ao longo dos próximos quatro anos. Mais informações na página eletrônica do Ministério da Saúde.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lança, nesta quinta-feira (4), em Recife, o Programa Saúde na Escola. Até 2011, cerca de 26 milhões de alunos brasileiros terão atenção integral à saúde por meio das Equipes Saúde da Família nas escolas da rede pública que estiverem matriculados.
Antes, em Petrolina (PE), inaugura do Hospital de Urgências e Traumas (HUT) de Petrolina, que será referência na região para serviços de serviços de alta complexidade em Neurocirurgia, Ortopedia, Terapia Intensiva e Tratamento de Queimados, além da abertura da primeira etapa do campus local da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), que conta com mais três campi e terá capacidade para atender um total de 4,1 mil alunos a partir de 2010.
Os dados do programa:
Alunos da rede pública terão atenção integral à saúde
Até 2011, cerca de 26 milhões de alunos da rede pública de 1.242 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) terão atenção integral à saúde por meio das Equipes Saúde da Família. Trata-se do Programa Saúde na Escola (PSE), parceria entre os ministérios da Educação e da Saúde. A largada do Programa será dada nesta quinta-feira (4) pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em Pernambuco, em cerimônia de lançamento na Escola Estadual São Francisco de Assis.
Para a escolha dos municípios foi feito o cruzamento de cobertura de 100% da estratégia Saúde da Família (SF) nesses municípios, que resultou numa lista de 647 municípios (dados de abril/2008). Além desses municípios, serão contempladas as escolas localizadas nos municípios do Programa Mais Educação, aproximadamente 2.050, em 52 municípios - que são capitais e grandes cidades de regiões metropolitanas, onde será possível a adesão ao PSE, mediante o número de Equipes de Saúde da Família implantadas, na proporção de uma Equipe Saúde da Família para uma Escola Pública.
Componentes - Quatro componentes integram o PSE: avaliação das condições de saúde; promoção da saúde e prevenção; educação permanente e capacitação dos profissionais e de jovens; monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes.
O primeiro deles, a “avaliação das condições de saúde”, refere-se à atenção ao estudante por meio de avaliação clínica e psicossocial, da atualização do calendário vacinal, da detecção precoce da hipertensão arterial sistêmica, da avaliação oftalmológica, auditiva, nutricional e da saúde bucal. Para os quatro anos do Programa estão previstas cinco milhões de consultas oftalmológicas e o fornecimento de 460 mil óculos para esta população, bem como 800 mil avaliações auditivas e o fornecimento de 33 mil próteses auditivas. A “promoção da saúde e prevenção” incorpora o segundo tema e se efetivará por meio de ações: de segurança alimentar e promoção da alimentação saudável, buscando a melhora nutricional dos escolares; promoção das práticas corporais e atividade física nas escolas, estimulando-os a fazê-los como uma escolha, uma atitude frente à vida; educação para a saúde sexual, saúde reprodutiva e prevenção das DST/AIDS, ações de prevenção de gravidez na adolescência chegarão a 87 mil escolas em 3,5 mil municípios; prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas; e, promoção da Cultura de Paz e das violências.
“Educação permanente e capacitação dos profissionais e de jovens” faz parte do terceiro componente e prevê a realização de educação permanente de Jovens para Promoção da Saúde e Educação permanente e capacitação de profissionais da educação nos temas da saúde e constituição das equipes de saúde que atuarão nos territórios do PSE. O projeto de Formação Permanente tem sido elaborado a partir de três eixos: gestão da formação, operacionalização e organização dos diferentes formatos de formação.
O quarto tema é o “monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes” e tem duas ações. A primeira é a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que é amostral e tem como foco os jovens estudantes de 13 a 15 anos, que aborda: o perfil socioeconômico, alimentação, atividade física, cigarro, álcool e outras drogas, situações em casa e na escola, saúde sexual, segurança, saúde bucal, e imagem corporal.
Comissão - As ações previstas no PSE serão acompanhadas por uma comissão intersetorial de educação e de saúde, formada por pais, professores e representantes da saúde, que poderão ser os integrantes da equipe de conselheiros locais.
Os municípios terão de manifestar interesse em aderir ao Programa. Uma portaria do Ministério da Saúde definirá os critérios e recursos financeiros pela adesão e orientará também a elaboração dos projetos pelos municípios.
Além do incentivo, o Ministério da Saúde ficará responsável pela publicação de almanaques para distribuição aos alunos das escolas atendidas pelo PSE. A tiragem da publicação poderá chegar a 300 mil exemplares este ano. O Ministério fará ainda cadernos de atenção básica para as 5.500 Equipes de Saúde da Família que atuarão nas escolas.
Fonte Ana Guimarães - Portal do MEC; Diário do Pará e Boletim Em questão
04/09/2008 - 11:33h ‘Kassab não tem confiabilidade e faz um governo medíocre’
“O que o Cidade Limpa trouxe? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não.
Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre.”
“A mulher, quando é dura, é arrogante.
Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil e generosa, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda. Por isso há tão poucas.”
“Pode estar envolvido (em escândalos). Em relação ao Paulo, ele simboliza a Força Sindical e tenho, pela primeira vez na História — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais sindicais. Tenho muito orgulho do apoio da Força Sindical.

Em primeiro nas pesquisas, Marta Suplicy concentra seus ataques no prefeito, que começa a crescer e tem o apoio do governador
SÃO PAULO. Marta Suplicy parece ter aprendido a lidar com o tabuleiro eleitoral. A um mês da eleição, mexe cada peça conforme o avanço inimigo. Embora o tucano Geraldo Alckmin apareça estagnado em segundo lugar nas pesquisas, é o prefeito Gilberto Kassab (DEM) que a incomoda, porque sobe na preferência do eleitor, e Marta concentra ataques contra ele. “Ele está abusado. Não tem confiabilidade”. Diz que Kassab não planejou a cidade para o boom econômico propiciado pelo governo Lula e que “São Paulo, a locomotiva do Brasil, está parando”.
Contra Alckmin, críticas genéricas, como as de que tucanos pouco fizeram. Maluf atiça o forte temperamento dela, quando perguntada sobre o uso da frase “relaxa e goza” na campanha do ex-prefeito. “É um fim melancólico”, responde. Marta diz estar mais madura, mas não a ponto de controlar os impulsos.
“Sua pergunta é ridícula”, reage quando indagada sobre a acusação de que não pagou parcelas da dívida pública municipal.
Refeita, faz projeções para a eleição presidencial e diz que a vitória seria muito importante para o PT. Na seara dos inimigos, vai além: “Gente, todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, Serra não será candidato a presidente”. E distribui panfletos sobre seu livro, no qual descreve a experiência como prefeita e fala da derrota para Serra em 2004. Psicanalista, diz às gargalhadas que não é de perder o eixo, mas que a derrota a abalou e que superou o trauma. “Adoro fazer terapia.”
Flávio Freire, Soraya Aggege, Ricardo Galhardo, Germano Oliveira, Silvia Fonseca e Ascânio Seleme - O GLOBO
SÃO PAULO
O GLOBO: A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao falar do metrô de SP, disse que, com ou sem Marta, a ampliação do metrô sairá. Ela foi inábil?
MARTA SUPLICY: Ela foi corretíssima.
Ela faz parte de um governo que é republicano.
Mas atrapalha sua candidatura?
MARTA: De jeito nenhum, a afinidade é comigo. O que tem que ser visto é que quando o presidente Lula vem aqui e diz que tem lado, e o lado dele é a Marta, está falando mais do que um companheirismo de 30 anos. Ele fala de um projeto único.
Kassab disse que a senhora foi omissa na educação e na saúde.
MARTA: É uma inverdade. Me choca a coragem dele de dizer inverdades.
Ele diz que os CEUs dele são mais baratos.
Deixe a cidade com contratos para os 24 CEUs prontos, licitados e com preço. Os 13 que ele construiu variam de 2% a 50% a mais do que o preço licitado. É só olhar os preços.
Que confiabilidade tem uma pessoa que fala uma coisa dessa? Usam uma terminologia da “ilha da fantasia” em relação ao que é a realidade de uma prefeitura. Eles (os adversários) não investiram. Pior: não se deram conta do momento que o Brasil estava vivendo: não tem falta de televisão, de geladeira nem de carro. Eles não acreditaram no boom econômico do governo Lula e não prepararam a cidade.
São Paulo não se preparou nestes quatro anos, não teve visão e a mediocridade dominou estes quatro anos. A atual administração não planejou São Paulo para essa nova realidade da economia. São Paulo é a locomotiva do Brasil e está parando por falta de planejamento.
Kassab escolheu a senhora como adversária de modo a se incluir no segundo turno, excluindo Alckmin? A senhora engoliu a isca?
MARTA: Ele não pode fazer diferente, né? Está todo atrapalhado com o lado dele. Se escolhesse o Alckmin ficaria constrangedor para ele.
Gostaria de tê-lo como adversário no segundo turno?
MARTA: Tanto faz, adversário não se escolhe.
Mas a senhora está polarizando com ele, mordendo a isca…
MARTA: Não é morder a isca. Quando a pessoa acusa você e fala inverdades, você rebate. E ele está muito abusado em termos de inverdades.
Disse que a senhora gosta de pôr placas sem fazer obras.
MARTA: O que vou responder para ele? O que ele fez na cidade que não tenha sido iniciado por mim? O que o Cidade Limpa trouxe para o cotidiano das pessoas? Um visual mais limpo? Sim. A pessoa conseguiu escola melhor para sua criança? Não. Conseguiu ser atendida melhor na saúde? Não. Melhor transporte? Não. O Cidade Limpa é bom? É. Mas não mudou nada estrutural. A cidade de São Paulo não comporta governo medíocre, que não tenha mudança.
Alckmin e Kassab usam o governador José Serra como cabo eleitoral.
A senhora acha que pode enfrentar um terceiro turno contra Serra?
MARTA: Eles estão muito atrapalhados.
Não sei como vão resolver.
Falando que Kassab é medíocre, como poderá conquistá-lo num segundo turno?
MARTA: Não estou falando dele pessoalmente, mas do governo dele.
No 2° turno, procuraria Kassab?
MARTA: Não vou antecipar quem será meu adversário. Deixa acontecer, vamos ver como vão estar, se vão estar se falando ou se estapeando até o segundo turno… Porque a situação hoje é péssima.
A senhora prevê uma antecipação de 2010?
MARTA: Não. Está uma campanha bem disputada aqui, com muita confusão do lado de lá. Tentam tapar o sol com a peneira, mas a confusão existe. Eles estão atrapalhados. O eleitor está mais atrapalhado ainda e não é problema do PT.
A senhora se credenciará para 2010 se vencer agora?
MARTA: Não estou pensando nisso…
Por que é importante ganhar aqui? Porque vamos dar força para a eleição de 2010. Aí que é a importância dessa eleição. Todo mundo sabe que, se ganhar o Alckmin, o Serra não é candidato a presidente.
A senhora diz que se ganhar o Alckmin, o Serra não será candidato?
MARTA: Provavelmente.
Quem seria o candidato? Aécio (Neves, governador de Minas)?
MARTA: É melhor deixar para a frente a discussão. Nem devia ter mencionado isso, não faz parte da nossa preocupação.
A senhora fala que se arrependeu de ter taxado a classe média e acena com a redução de impostos. Deixará de fazer algum serviço por isso?
O GLOBO: Não, não. Fizemos o erro, sim, porque a vontade de reconstruir a cidade e a falta de dinheiro eram tamanhas, que não pesei que poderia pesar para uma parcela significativa da classe média. E pesou. Acho que aprendi. Estamos propondo a redução de impostos (para os autônomos), porque a cidade tem condições.
Vai dar mais ou menos R$ 30 milhões, o que não é algo relevante, mas para as pessoas que vão pagar pode ser. Outra coisa: vamos voltar a ter um milhão de casas isentas de IPTU, porque o governo do PSDB não atualizou o teto, então as casas isentas passaram para 800 mil casas.
Paulo Maluf usou o “relaxa e goza” contra a senhora. Ele pode estar sendo usado por alguém?
MARTA: Não sei. De qualquer maneira, é um fim melancólico (de Maluf).
Atrapalha muito essa exposição?
MARTA: Não, porque acho que é uma frase já bastante conhecida da população. Foram pedidas desculpas.
Não vai afetar. Foi ruim para ele.
Pegou mal. Para ele, para mim não.
Algumas pessoas a consideram como de temperamento forte. Outras interpretam como arrogância. E vêem essas frases… A senhora vê sua personalidade como adversária? MARTA: Tem ônus e bônus. É o que me fez enfrentar a situação de São Paulo. Precisa ter personalidade forte, capaz de dizer coisas que têm que ser ditas. Como mulher, é imprescindível.
Agora, a mulher, quando é dura, é arrogante. Quando é bem arrumada, só pensa em ir ao cabeleireiro.
Quando é gentil, é boba. Ser mulher não é simples. Na política, menos ainda.
Por isso há tão poucas.
A senhora tenta mudar?
MARTA: Não. A maturidade vai levando você a ser mais sábia, mas não necessariamente a mudar o jeito de ser. O jeito de ser me permitiu estar na política. Você vai aprendendo que prefeito não reage a cidadão. Você vai aprendendo. Mas não muda a personalidade. Faz você mostrar que tem capacidade de aprendizagem.
Na derrota, perdeu o eixo?
MARTA: Imagina (gargalhadas). Que é isso! Não poder lembrar uma situação sem ficar muito triste é uma coisa.
Perder o eixo é outra. Não sou o tipo de pessoa de perder o eixo.
Se eleita, prevê algum problema com o governador Serra?
MARTA: Não vejo por quê. Ele vai ter interesse, principalmente se almeja ser candidato em 2010. O que pudermos fazer de produtivo para São Paulo, ele terá bônus também em 2010.
Os adversários a acusam de multiplicar a folha de pagamentos, sucatear a CET. Como vê as críticas?
MARTA: Fizemos concursos porque a cidade estava abandonada. Tivemos de fazer contratações. Da CET é piada o que estão falando. Kassab agride cada vez que percebe que seus pés são de barro. Ele pode acusar o que quiser, mas deixamos a CET numa condição boa. É fácil acusar.
O fato de a senhora ter se separado e casado de novo teve algum impacto na eleição de 2004?
MARTA: Talvez. No meu livro (“Minha vida de prefeita”, Editora Agir), falo sobre isso. Tem preconceito. São Paulo é paradigmática, pois tem um setor muito conservador, mas um muito avançado. Parte da diversidade e da riqueza, são forças contínuas na cidade. Acho interessante.
Descarta o apoio do Maluf?
MARTA: Dos eleitores dele, não. Eu gostaria de tê-los.
Aliança com ele, não?
MARTA: Não. Nós estamos do outro lado do rio.
Mas ele a apoiou em 2004.
MARTA: Não vivi isso. Não vivi. Foi partidário. Soube por um filho, que ligou quando viu uma camioneta na Avenida Brasil: “Mãe, olha! Tem uma camioneta do Maluf com você”. Liguei para o partido e soube que tinha um apoio partidário. Temos perfil diferente.
Visão de mundo diferente.
Não acrescenta para mim o apoio dele formal. Somos como água e vinho.
Mas também está do outro lado do rio o (deputado) Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical. E sentou na mesa da senhora.
É conveniência eleitoral?
MARTA: Não estou do outro lado do rio com o Paulo. O Paulo simboliza a Força Sindical e estamos juntos.
Ele foi envolvido em escândalos…
MARTA: Pode estar envolvido, mas estou falando em relação ao Maluf, não falei desse aspecto.
Não acha que está sujando as mãos?
MARTA: Paulo simboliza a Força Sindical e tenho, pela 1ª vez — nem Lula teve —, o apoio de todas as centrais.
Tenho orgulho do apoio da Força.
04/09/2008 - 11:26h Mais esclarecimentos
“Em relação à carta da leitora Mara Montezuma Assaf, publicada na edição de ontem do Valor, esclarecemos que a proposta de Orçamento da União de 2009 ainda não está aprovada. Existe a concordância do presidente Lula em apoiar a expansão do metrô de São Paulo. Como o governo do Estado (responsável pelo Metrô), ainda não formulou proposta sobre o plano de expansão apresentado pela candidata Marta Suplicy de construir mais 63,1 km de metrô até 2014, além das expansões já previstas e em andamento, o governo federal, evidentemente, não incluiu esses recursos na proposta de Orçamento de 2009. Marta tem reiterado que, caso seja eleita, detalhará proposta com o Metrô e o governo do Estado, para levar, ainda este ano, uma proposta de emenda ao projeto de Orçamento. Acrescente-se a isso que, mesmo depois de aprovado o Orçamento, há a possibilidade de remanejamento de recursos em 2009. A disposição política por parte do presidente e da ministra Dilma Roussef em apoiar o projeto apresentado pela então ministra Marta Suplicy para a Copa de 2014 pode ser atestada pelo fato de o presidente ter liberado recursos, em maio deste ano, de R$ 1,58 bilhão para financiamento da expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.”
Mário Moysés - Coordenador da Assessoria de Imprensa da campanha Marta
03/09/2008 - 17:13h Governo anuncia 44 mil novas vagas nas universidades federais

Ao todo, instituições vão oferecer 227,6 mil vagas em 2009.
Ministro assinou portaria para contratação de mil professores.
Jeferson Ribeiro - G1, Globo
O governo anunciou nesta quarta-feira (3) que as universidades federais irão disponibilizar 44,2 mil novas vagas em 2009. Com isso, segundo o Ministério da Educação (MEC), haverá 227,6 mil vagas disponíveis para os vestibulandos no ano que vem.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, que serviu para apresentar as novas vagas abertas pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), o governo comemorou também o aumento do acesso às instituições de ensino superior públicas.
Segundo o MEC, entre 2003 e 2009 o número de vagas nas universidades federais mais que dobrou. Eram 113 mil em 2003 e chegarão a 227,6 mil em 2009. Isso inclui vagas nos cursos presenciais e do ensino à distância.
O maior aumento da oferta de vagas ocorreu pela expansão dos cursos noturnos. Em 2006, eram 29.549 cursos que funcionavam à noite. No ano que vem serão 79.080, segundo o MEC.
Discurso elitista
Haddad disse que o aumento de vagas nas universidades públicas “não foi um debate simples” e reclamou das resistências de alguns setores das instituições. “O discurso elitista e conservador contra a expansão das universidades federais foi derrubado pelo governo”, salientou o ministro.
Lula também comentou, durante o discurso, as resistências conservadoras contra a ampliação da oferta de vagas nas instituições públicas. Segundo ele, o governo só pode investir mais em educação porque está construindo novas universidades e fazendo contratações de professores e funcionários para elas.
“Eu queria que alguém dissesse como é que a gente vai transformar esse país num país de alta competência educacional se a gente não contratar professor, se a gente não contratar técnico e não fizer universidade. Seria muito mais fácil pensar que o mercado vai resolver esse problema e não gastar dinheiro. Mas eu não acredito nisso”, salientou o presidente.
Contratações
A cerimônia serviu ainda para anunciar que o Ministério do Planejamento autorizou a contratação de 10.992 professores e 8.239 técnicos administrativos para as instituições federais. Eles devem ser contratados de forma escalonada. Inicialmente, o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou uma portaria e autorizou a contratação de 1.000 professores, 900 pessoas para cargos de direção e 2.400 funcionários para funções gratificadas.
03/09/2008 - 09:50h Prefeito do Recife ameaça eleger sucessor no 1º turno

João da Costa: campanha embalada por gestão que agrada tanto os mais abastados quanto os eleitores da periferia
Carolina Mandl - VALOR
O candidato João da Costa (PT) começou a disputa pela Prefeitura do Recife sob a alcunha de “poste”. Sem nunca ter concorrido a uma eleição majoritária, enfrentava a rejeição inclusive dos caciques petistas. Pesquisas da campanha do candidato em meados deste ano também não deixavam dúvida: João da Costa era um total desconhecido para dois terços dos recifenses. O restante tinha apenas ouvido falar dele.
Porém, pelo último levantamento divulgado pelo Ibope no sábado, João da Costa venceria já no primeiro turno, com 47% dos votos. Juntos, os demais concorrentes não alcançavam 40%. A arrancada, que surpreende até seus próprios correligionários, logo enseja a pergunta: como ele alcançou esse resultado?
O grande impulso, na avaliação da coordenação de campanha, está vindo do maior cabo eleitoral de João da Costa, o atual prefeito João Paulo (PT), que tem altos índices de aprovação.
Em oito anos, a gestão do petista conseguiu agradar tanto os mais pobres quanto os mais abastados. Na periferia, prevaleceram as obras do Orçamento Participativo, que, sob o comando do então secretário João da Costa, investiu 12% do orçamento (R$ 300 milhões) em 3,6 mil intervenções, principalmente na área de urbanização. Para a classe média, agradaram projetos como o fim do transporte clandestino na cidade, que congestionava o trânsito, e do Recifolia, uma festa de axé que tumultuava o bairro de Boa Viagem.
Pesquisas qualitativas feitas com os eleitores têm mostrado que o impulso de João Paulo, que precisou impor a candidatura do seu secretário, tem sido forte. João da Costa ainda não é muito conhecido pela população. “Só se sabe que ele é o candidato de João Paulo. Isso, por enquanto, tem bastado”, diz um integrante da equipe de marketing.
O baixo grau de conhecimento do candidato deve-se ao fato de a experiência de sua experiência se concentrar nos bastidores de João Paulo. Depois de atuar como líder estudantil - cursou, sem concluir, Direito, Agronomia e Administração de Empresas -, foi secretário do prefeito nos últimos sete anos. Como um teste para a candidatura à prefeitura, lançou-se deputado estadual em 2006, mobilizando o exército de delegados do OP. Conseguiu se eleger, mas deixou o cargo para retornar à secretaria.
É nessa atuação com o OP que os programas de televisão e rádio se concentram para passar a idéia que ele vai continuar a gestão de João Paulo. “É a identidade com o prefeito que está gerando votos”, diz Karla Menezes, presidente do PT no Recife.
Com a estratégia, ele tem desbancado políticos bastante conhecidos na cidade, como o ex-governador José Mendonça (DEM) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC), deputado federal por três vezes, mesmo sendo o único a ainda não ter apresentado um programa de governo.
Para a oposição, além do prefeito, a coligação de 16 partidos que o postulante conseguiu formar tem garantido parte expressiva dos votos. É um reforço de 419 candidatos a vereadores - de um total de 641 postulantes no Recife - que se transformam em cabos eleitorais. Mendonça (DEM), que aparece na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto, não conseguiu atrair outras legendas.
Apoiada por uma ação que corre na Justiça Eleitoral, movida por uma denúncia do Ministério Público (MP), a oposição também acusa - ainda que de forma velada - o candidato petista de usar a máquina da prefeitura. No processo, o MP afirma que funcionários podem estar sendo coagidos a trabalhar na campanha de João da Costa.
Segundo Michel Zaidan, coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da Universidade Federal de Pernambuco, a arrancada de João da Costa também está relacionada ao perfil do eleitor recifense. “Ele gosta de polarizar. Uma terceira via nunca se concretiza. Quando o cenário está um pouco mais embolado, as pessoas já preferem migrar para os candidatos que estão na frente”, diz. E, na hora de optar entre Mendonça e João da Costa, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribui para a esquerda.
Por enquanto, a reação dos demais candidatos à escalada de João da Costa tem sido branda. Vai mais pela linha de que todos vão continuar o que está bom na atual gestão, mas prometem fazer mais. A coordenação de campanha de João da Costa, porém, tem receio do bombardeio que possa vir pela frente. “A velocidade com que ele subiu nas pesquisas foi muito rápida. É preciso cautela porque ainda tem um mês antes da votação”, explica um integrante da equipe.
Não se sabe se ele já chegou a um teto e pode cair com os ataques ou se ainda deve crescer mais. Amanhã Lula estará no Recife, o que pode dar um empurrão ao postulante. Por enquanto, porém, não estão previstos eventos políticos.
Na capital pernambucana, Lula enfrenta uma delicada situação. Além do petista João da Costa, Cadoca (PSC), que se encontra na terceira posição nas pesquisas com cerca de 10% dos votos, faz parte da base aliada do governo. Há ainda uma outra questão mais espinhosa: apesar de João da Costa ser o candidato oficial de Eduardo Campos (PSB), governador de quem Lula tem estado mais próximo, sua vitória em primeiro turno poderia fortalecer demais João Paulo como adversário a sua reeleição em 2010.
Nos últimos programas eleitorais, Eduardo tem aparecido mais ao lado de Cadoca do que de João da Costa. Na sexta-feira, o candidato do PSC pisou no calo da prefeitura na questão da segurança, um problema que já foi alvo de queixas do governo estadual pelo não envolvimento de João Paulo no combate aos homicídios da capital mais violenta do país. Cadoca disse que já está conversando com o governador sobre seus planos para a segurança. “Embora seja uma atribuição do Estado, o prefeito não pode se omitir”, afirmou, no mesmo tom usado por Eduardo Campos quando indagado sobre suas ações para a segurança pública.
03/09/2008 - 09:41h Reserva de Jubarte pode ter quatro vezes mais gás
Por isso, a Petrobrás estuda a construção de gasodutos em alto-mar
Kelly Lima - O Estado de São Paulo
As reservas sob a camada de sal no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos, podem conter até quatro vezes mais gás do que as estimadas pela Petrobrás quando prospectava apenas na rocha. A informação foi confirmada ao Estado pelo gerente dos projetos de Exploração do Parque das Baleias, Mauro Coutinho.
Essa perspectiva forma uma das bases nas quais a estatal tem se apoiado para desenvolver internamente o projeto de construção de uma rede de gasodutos em alto-mar, a exemplo da que existe no Golfo do México, nos Estados Unidos.
A idéia é unir, ainda por mar, os campos produtores localizados ao norte e ao sul da costa do Espírito Santo e, assim, facilitar o escoamento para uma das três unidades de processamento de gás localizadas no litoral capixaba. Todas elas também deverão passar por ampliação nos próximos anos.
Coutinho não fala em valores e acredita que o projeto nem sequer deverá entrar na íntegra na revisão do Plano de Investimentos da estatal, previsto para ser anunciado em outubro, referente ao período de 2009-2013.
Segundo especialistas, no entanto, os valores envolvidos para a construção da rede de gasodutos ficaria entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões, dependendo dos volumes e sem considerar a ampliação das unidades de processamento em terra.
Ainda assim, a Petrobrás tem avaliado que essa malha de dutos pode ser mais econômica e eficiente do que apenas a ampliação das bases terrestres. A rede de gasodutos ligaria a produção do Parque das Baleias (formada pelos Campos de Jubarte, Cachalote, Pirambu, Baleia Franca, Baleia Anã e Baleia Azul, todos na Bacia de Campos) aos sistemas de Peroá-Cangoá, na Bacia do Espírito Santo, ao norte; e a Roncador, na Bacia de Campos, ao sul.
Isso permitiria levar o gás de sua origem até as unidades de tratamento de Cacimbas (ES) e de Cabiúnas (RJ), que são as bases do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). Pelo projeto inicial, o escoamento seria feito apenas por um duto até a Unidade de Tratamento de Gás Sul Capixaba (UTG-Sul), que está sendo construída com capacidade para 10 milhões de metros cúbicos.
Apenas o primeiro poço perfurado no pré-sal de Jubarte, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou oficialmente ontem, fez aumentar a produção de gás no campo de 400 mil para 1,2 milhão de metros cúbicos por dia.
Por falta de infra-estrutura de escoamento, a maior parte desse volume será reinjetada nos reservatórios ou queimada. “Percebemos que o petróleo retirado do pré-sal traz consigo uma maior carga de gás associado”, disse Coutinho. É normal, no processo de extração de óleo, que os poços produzam algum volume de gás. Algumas vezes esse gás é queimado e outras, reinjetado nos poços para elevar a pressão do petróleo e, quando o volume é suficiente para justificar o aproveitamento, ele é enviado ao continente.
Com o novo projeto que vem sendo estudado, as unidades de tratamento de gás já montadas pela Petrobrás em Cacimbas (ES) e em Cabiúnas (RJ) poderiam ter utilização mais ampla, principalmente por causa das perspectivas de volume a serem produzidos em outros dois poços de pré-sal que a companhia pretende perfurar até 2010 no Campo de Cachalote.
A perna de escoamento para o norte, por exemplo, também poderia, dar “carona” a volumes produzidos em outras áreas, como Golfinho, Camarupim, Canapu e BM-S-5, que ficam no meio do caminho entre Jubarte e Peroá-Cangoá.
Há, ainda, a perspectiva de que a instalação permitiria o aproveitamento de um outro volume, a ser produzido no vizinho Parque das Conchas. A produção prevista nos campos da área, operada pela Shell, para 2010 alcança 800 mil metros cúbicos por dia.
02/09/2008 - 22:48h Sob FHC, Abin fez grampo ilegal, reconhece general
Blog de Josias
Nas pegadas do “grampogate”, o general Jorge Félix depõe, nesta terça (2), à CPI do Grampo.
Espremido, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência admitiu: há precedentes de ação ilegal de agentes da Abin.
Revelou que permanecem nos quadros da Abin funcionários acusados formalmente de realizar grampos clandestinos na época do governo FHC.
“Tem um caso antigo, na época do governo passado, em que foi comprovada a atividade [de grampos] dos servidores…”
“…Já aforam condenados em primeira instância, mas estão em liberdade porque houve recurso…”
“…Eles continuam trabalhando. A essas pessoas, limitamos o acesso a tipos de informações.”
De resto, o general informou que há quatro ou cinco sindicâncias instauradas na Abin e no GSI para apurar o vazamento de informações sigilosas ocorridas desde 2003.
“São sindicâncias realizada pela própria Abin, duas pelo GSI, buscando caracterizar esses vazamentos, mas nunca conseguimos essa comprovação.”
Inquirido acerca da possibilidade de haver agentes da Abin por trás da bisbilhotagem do presidente do STF, Gilmar Mendes, Félix disse que não desconsidera nenhuma hipótese.
Foi peremptório, porém, em relação a um tópico: “A Abin, como instituição, não fez e não faz essas coisas.”
Ou seja, se houve ilegalidade, decorreu de desvio funcional. Uma transgressão ocorrida à margem da formalidade institucional.
Mais cedo, em diálogo a portas fechadas com os deputados, o general repetira uma suspeita que mencionará em reuniões privadas ocorridas na véspera.
Acha que o grampo que captou a conversa de Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres pode ter sido encomendado por Daniel Dantas.
Na sessão aberta, Félix esquivou-se de repisar a suspeita: “Eu não tenho, eticamente, o direito de comentar o que foi conversado na reunião.”
Em Vitória (ES), Lula repisou o que o Planalto fizera constar de nota oficial: determinou o afastamento da cúpula da Abin para assegurar a “transparência” nas investigações (veja o vídeo lá no alto).
Escrito por Josias de Souza às 20h01
02/09/2008 - 22:18h Justiça proíbe Kassab de usar expressão “presidente já tá junto” em propaganda
Cascata de kassab é tirada do ar pela justiça. Se Kassab quer destacar parcerias da prefeitura com o governo federal poderia dizer que é com dinheiro de Lula que fez 8 kilometros no fura-fila, dos únicos 10 km de corredores que fez na sua gestão.
Poderá acrescentar que é com dinheiro de Lula que a linha 2 do metrô esta sendo realizada pelo Estado, assim como o Rodoanel e dizer também que teve que devolver dinheiro da saúde ao governo federal, porque não conseguiu gastar. Nesse caminho, pode incluso acrescentar que pagou multa ao BID por não ter usado o dinheiro que Marta deixou para revitalizar o centro da cidade. Agora, como diz o juiz, dizer que “presidente já tá junto” é tentar enganar os eleitores porque o presidente manifestou sem lugar a dúvida que “tá junto” com Marta.
Já o governador diz que “tá junto” com Alckmin, mas muitos pensam que isso não é verdade. Kassab é um dos que pretende que não. LF
da Folha Online
A Justiça Eleitoral em São Paulo proibiu nesta terça-feira o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) de usar a expressão “o presidente já tá junto” em seu programa eleitoral no rádio e na TV. Para o juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas, a expressão induz o leitor ao erro, pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não declarou apoio à campanha do democrata.
Com a decisão, Kassab deverá retirar o trecho proibido de seu programa. Caso contrário, deverá pagar multa de R$ 1.000 para cada nova inserção.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a campanha de Kassab disse que vai recorrer da decisão, pois entende que a citação do presidente nos termos utilizados na peça publicitária é legal. Segundo a assessoria do candidato, a exibição da propaganda já foi suspensa.
A decisão atende a pedido feito pelo PT, que questionou a propaganda veiculada pela campanha de Kassab desde o último 28 de agosto. Para os petistas, ao usar a expressão “o presidente já tá junto”, o DEM induz o leitor a pensar que Lula apóia Kassab. O PT argumenta ainda que o uso indevido da imagem do presidente viola a legislação eleitoral.
Na defesa apresentada à Justiça, a campanha de Kassab explicou que o objetivo da campanha é responder à candidata Marta Suplicy (PT), que para os democratas divulga o apoio do presidente à sua campanha como se ele fosse apoiar somente o seu governo, caso seja eleita.
Em sua decisão, o juiz ressalta que a forma como a propaganda está sendo vinculada dá a “nítida idéia” de que o presidente apóia Kassab, por isso determinou a retirada da propaganda do ar.
“Isto porque, a referida propaganda não destaca as parcerias existentes entre as esferas federal e municipal. […] Se realmente a intenção da propaganda fosse a de destacar as diversas parcerias existentes […] deveria ser feita de modo claro e destacado nesse sentido, motivo pelo qual não há como permitir a continuidade destas inserções com a expressão genérica e dúbia que vincula o presidente a ‘estar junto’ não se sabe com o quê”, afirma o magistrado em sua decisão.
02/09/2008 - 14:44h Presidente Lula participou da primeira coleta de petróleo da camada de pré-sal da Petrobras
Campo de Jubarte
Ramona Ordoñez - O Globo - G-1
VITÓRIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, no Espírito Santo, na plataforma P-34, a primeira coleta da camada de pré-sal no campo de Jubarte.
Ele mostrou o óleo retirado da plataforma e posou para fotos. Em seguida, Lula sujou as mãos com o óleo, que será utilizado para pesquisas, e marcou o macacão do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão
Além de Lobão, Lula estava acompanhado dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Franklin Martins (Comunicação Social).
Antes, o presidente havia descerrado a placa alusiva à coleta do óleo na plataforma P-34. Lula segue para Vitória, onde participará da cerimônia de início da produção na camada do pré-sal
O poço da P-34 está a cerca de 4.700 metros de profundidade total, dos quais cerca de 1.300 metros são da distância do nível do mar ao fundo.
Esse poço vai produzir cerca de 18 mil barris diários de petróleo de boa qualidade abaixo da camada de sal. Essa camada, contudo, está a apenas 200 metros de profundidade, contra os dois mil metros de camada de sal na Bacia de Santos.
A Petrobras inicia uma produção simbólica de petróleo na camada e já acelera o processo exploração dessa região. O gerente-executivo de pré-sal da Petrobras, José Formigle, informou que a companhia terá mais quatro sondas de perfuração em águas profundas nas áreas do pré-sal.
As sondas vão se somar a outras três que já estão operando atualmente. Duas delas estão na Bacia de Santos, uma perfurando o poço na área de Júpiter, onde a Petrobras descobriu reservas gigantes de gás natural, e a segunda na área de Iara, no mesmo bloco onde foi descoberto Júpiter. A terceira plataforma de perfuração atual está neste momento na Bacia de Campos no litoral do Espírito Santo, onde a Petrobras descobriu petróleo também na área do pré-sal.
Para o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, este primeiro poço que vai funcionar como uma espécie de escola para se avaliar o comportamento dos reservatórios no pré-sal. O diretor disse que ainda não se sabe o volume de reservas nessa área do pré-sal em Jubarte, mas para isso estão programadas as perfurações de dois poços.
A Petrobras encontrou petróleo abaixo da camada do pré-sal no campo de Jubarte, no litoral paulista da Bacia de Campos. Esse campo já está produzindo, atualmente, cerca de 35 mil barris por dia acima do pré-sal, com a plataforma P-34.
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02/09/2008 - 09:50h Folha põe em dúvida dinheiro da União para Marta investir no metrô
O jornal Folha de São Paulo requenta críticas à proposta de Marta sobre metrô feitas pelo jornal em julho passado. A matéria de hoje retoma os questionamentos que o jornal fez em 1/7/2008, quando o PT lançou seu ante-projeto de programa para as eleições.
Naquele momento o eixo do ataque da Folha era que “Marta usava verbas de Lula para obras no metrô”. No meu post daquele dia comentei:
“De contrabando a Folha procura desconsiderar o plano elaborado para o transporte público na cidade. O faz com uma curiosa acusação: o plano conta com verbas do governo Lula ainda não aprovadas. Poderíamos acrescentar que o plano de transporte para a cidade conta inclusive com verbas do governo estadual e municipal, que ainda não foram aprovadas.”
Hoje novamente a Folha volta ao assunto. Apresenta o orçamento federal em fase de discussão no congresso para tentar desmentir a participação da União nos investimentos que Marta propõe para o metrô de São Paulo.
Está questão já tinha sido evocada pela Ministra Dilma Roussef nas próprias páginas da Folha na ocasião da sua participação, junto com Marta, do seminário sobre mobilidade urbana organizado pelo PT:
“Ela (Dilma) disse que o “PAC da mobilidade” seguirá em linhas gerais o projeto trabalhado por Marta e outros ministérios, mas que será lançado após as eleições.
Além disso, elogiou o Bilhete Único, falou sobre a promessa de construção de um trem-bala entre São Paulo e Rio e disse que o governo estuda criar um “ferroanel” para acabar com o transporte de cargas no centro da cidade.” (Folha SP - 11/6/2008).
No mesmo sentido o jornal VALOR destacou na sua cobertura do evento de Marta e Dilma em São Paulo a seguinte ponderação da Ministra chefe da Casa Civil:
“Especificamente em relação a transporte, Dilma disse que o investimento federal é de R$ 6,3 bilhões, do qual o Rodoanel é a obra de maior vulto. Dilma acenou com o lançamento de um novo PAC sobre a mobilidade urbana a ser lançado após as eleições. “Não vamos dar margens a acusações sobre uso eleitoral”, lembrando que o PAC estava pronto desde meados de 2006 e só foi lançado em janeiro de 2007, depois das eleições gerais.”(Valor 11/6/2008).
Em defesa da Folha é oportuno indicar que ela tinha também destacado, quando Kassab começou a falar que planejava investir dinheiro no metrô, que o orçamento municipal só previa mil reais para esses investimentos, o que não impidiu Kassab dois meses antes do horário eleitoral entregar um cheque com uma quantia substancialmente superior aos R$1.000 previstos. Na época a Folha questionou Kassab assim:
Kassab promete R$ 1 bi para metrô e previu no orçamento mil reais (Folha SP 27/3/2008)
Convém reafirmar o conteúdo das propostas apresentadas por Marta, até para marcar com clareza seu plano de metas e o financiamento na área de transporte:
“Em relação ao metrô, a meta é construir mais de 47,4 km de linhas até 2012. Com isso, a rede saltaria dos atuais 62,1 km para 109,5 km. As obras prioritárias, nesses quatro anos, contemplariam a expansão das linhas já existentes. Destacaria, aqui, três delas: a extensão da Barra Funda até a Freguesia do Ó; a de Vila Madalena até Cerro Corá e a de Capão Redondo até o hospital de M’Boi Mirim, no Jardim Ângela.
Em paralelo, seriam iniciadas as obras de expansão mais complexas, com prazo de conclusão para 2014. Elas acrescentariam outros 31,3 km à rede, que passaria então a ter um total de 140,4 km. Entre as obras previstas, está a implantação da linha entre Cachoeirinha e Conceição, que teria 22 km, passaria pelo aeroporto de Congonhas e pela Faria Lima e integraria bairros comerciais e residenciais. Outra linha muito importante seria criada entre a Vila Prudente e a Vila Maria, que teria 8,6 km e atenderia a zona norte.
Para viabilizar essa expansão, os investimentos seriam distribuídos da seguinte maneira:
PREFEITURA – 490 milhões de reais/ano.
ESTADO – 980 milhões de reais/ano
E UNIÃO – 490 milhões de reais/ano, totalizando 1,960 bilhão ao ano.
Em relação aos CORREDORES DE ÔNIBUS, a solução proposta é criar mais 228 km até 2012 e mais 72 km até 2014. Ou seja, um total de 300 km de novos corredores de ônibus.
Esses 300 km seriam distribuídos por 31 CORREDORES. Entre os mais importantes, pela extensão e população beneficiada, eu citaria: o trecho entre a Vila Prudente e a Cidade Tiradentes; o trecho entre a 23 de Maio e o Grajaú; e entre a Celso Garcia e São Miguel.
Além desses 31 corredores, as soluções pensadas para a mobilidade urbana incluem a construção de 8 TERMINAIS nos seguintes pontos: Vila Prudente, Itaim Paulista, Campo Limpo, Pinheiros, Raposo Tavares, Vila Sônia, Água Espraiada e Jardim Mirim.
Assim, com essas obras, chegaríamos a 2014, com 140,4 km de linhas de metrô, mediante um investimento de 11,8 bilhões; e com 416,5 km de corredores de ônibus, mediante um investimento de 3,7 bilhões.
Em relação as OBRAS VIÁRIAS, os estudos já realizados recomendam a complementação de 16 CORREDORES DE ÔNIBUS e a realização de 12 OBRAS ESTRUTURANTES. A mais importante delas seria a que denominamos de Apoio Norte-Oeste: uma avenida que ligaria a Dutra e a Bandeirantes, servindo de alternativa a marginal Tietê.
Além disso, seriam realizadas quatro grandes obras em PARCERIA COM O ESTADO: a ampliação da marginal Tietê, a ligação Jacu Pêssego – Mauá, o alargamento da Bandeirantes e a conclusão de Águas Espraiadas.
Em relação as ciclovias, estamos iniciando os estudos de viabilidade. A topografia de São Paulo é complicada, mas na medida do possível elas serão implantadas em zonas estratégicas da cidade.
Essas são, em síntese, as soluções estudadas para melhorar a mobilidade urbana em São Paulo. Volto a dizer que não se trata de um pacote pronto e, sim, de uma contribuição para abrirmos o debate sobre este que é, hoje, um problema gravíssimo da nossa cidade. (Discurso de Marta no Seminário sobre transporte realizado com a participação de Dilma Rousseff em 11/6/2008).
Pois bem, os orçamentos de 2009, tanto no plano municipal (esse orçamento é apresentado por Kassab e deve corresponder aos planos dele e não aos planos de Marta), no plano estadual e federal, não contemplam esta proposta que Marta apresenta ao eleitorado da cidade.
Para sua execução será necessária portanto, primeiro e antes de mais nada, a vitória eleitoral de Marta no pleito municipal. Ela é que defende esse plano, ela que apresentou o plano mais global ao governo federal sobre o assunto em relação a Copa de 2014.
Se eleita, Marta poderá, apenas apurado o resultado retomar com o presidente Lula e a ministra Dilma os encaminhamentos necessários à assegurar as contrapartidas da União. De igual maneira deverá ser encaminhada a discussão com o governo de Estado responsável direto sobre o metrô e igualmente com a Câmara Municipal atual para adequar o orçamento a nova administração. Tudo isto exigirá negociação, consertação e adequação. Mas o ponto crucial, prévio a todos estes é que Marta seja eleita.
Luis Favre





