29/06/2009 - 09:25h É a política, meu caro

Sergio Leo – VALOR

O veterano Antônio Cafiero, ex-ministro de Juan Perón, contou à Reuters uma explicação habitual do antigo chefe para a curiosa situação política argentina, em que uma disputa encarniçada opôs peronistas a peronistas na eleição realizada ontem: “Nós peronistas somos como gatos: nos ouvem gritar, pensam que estamos brigando e estamos nos reproduzindo”. A piada traz um sotaque lunfardo, a gíria falada no porto de Buenos Aires, mas é infeliz para traduzir o que acontece no país vizinho. É um balaio de gatos essa briga travada pela condução dos destinos da Argentina. E pode sobrar para o Brasil.

O peronismo tem fortes chances de sair sem um líder definido das urnas desta semana. É grande, também, a possibilidade de que o casal Kirchner, que compartilha informalmente o poder presidencial, perca a folgada maioria legislativa, e encontre no Congresso uma resistência maior aos atos da Casa Rosada. Cristina Kirchner decepcionou os que acreditavam que daria à presidência um caráter mais aberto ao exterior, em constaste com o provincialismo populista do marido, que a antecedeu no poder. A situação política argentina, após as eleições deste fim de semana, exigirá uma concentração ainda maior de atenção da dirigente em relação às questões internas.

Alguém falou de Mercosul, por aí? Em 25 de julho, os sócios do Mercosul se reúnem para o encontro semestral dos presidentes. A agenda promete ter como estrelas um tema antigo, e não resolvido, e uma vistosa discussão metafísica.

O tema antigo será a eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum, a aberração do Mercosul que faz com quem um produto, após pagar tarifa de importação ao entrar no bloco, tenha de pagar de novo a tarifa ao ser transportado de um sócio a outro. Numa união aduaneira, como o Mercosul tenta ser há pelo menos 15 anos, um produto importado paga imposto uma vez só, ao entrar, e circula livremente entre os países do bloco. Era a regra que o governo brasileiro esperava adotar no fim de 2008, durante a reunião do Mercosul em Bahia, mas o Paraguai se opôs e as negociações esfriaram. O tema voltará à mesa.

A metafísica fica por conta do que provavelmente os presidentes escolherão para celebrar o “avanço” da integração no Cone Sul: a oficialização do novo sistema de eleição para o Parlamento do Mercosul, órgão de muitas e sadias utopias e praticamente nenhum poder real. Após duras negociações foi enterrada a pretensão dos sócios menores de estabelecer um sistema de representação paritária, com igual representação para todos os países. Brasil terá mais cadeiras, Argentina 30% menos e Uruguai e Paraguai serão minoria.

Os protestos dos uruguaios e paraguaios, contudo, fizeram com que fosse reduzida quase à metade a representação prevista para o Brasil, que de 70 passou a 37, entre 2011 e 2014. O Paraguai terá 18, o que significa que, para cada 380 mil paraguaios com direito de eleger um deputado no parlamento, serão necessários 5,2 milhões de brasileiros para ter a mesma representação. Ou seja, para eleger um deputado do Brasil no parlamento do Mercosul são necessários, em brasileiros, o equivalente a quase dois terços da população paraguaia. Difícil imaginar que, com essa correlação de forças, o Brasil dê ao Parlamento muito poder de decisão.

O Parlamento, que será eleito nos países com os congressos locais, não deixa de ser uma maneira de trazer para a discussão comum temas hoje confinados às reuniões de burocratas ou especialistas. Mas o fato de que ele deve ser a maior estrela da reunião dos presidentes mostra bem o impasse em que está metido o Mercosul. Há esperanças no governo brasileiro de que a próxima reunião faça avançar a discussão sobre a dupla cobrança da TEC, com maiores concessões ao Paraguai, e decisões a serem tomadas só no fim do ano, na reunião seguinte.

Uma eleição, na Argentina, de representantes dos grupos de oposição ao kirchnerismo poderia atenuar a forte tendência protecionista do país. Francisco de Narvaez, o exótico candidato da direita peronista, herdeiro milionário habituado a luxos e orgulhoso detentor de duas tatuagens, declarou recentemente à imprensa brasileira que defende para a Argentina uma posição em relação ao Brasil semelhante à do Canadá em relação aos Estados Unidos – o que foi entendido como uma disposição a um papel complementar e não competitivo em matéria de desenvolvimento industrial.

Ele disputa com Kirchner a cadeira de deputado pela província de Buenos Aires, mas não é concorrente à Presidência, por ser de nacionalidade colombiana; seu candidato é o empresário Maurício Macri, que tem negócios com o Brasil e é adversário ferrenho dos Kirchner.

A Argentina, porém, se seguir os prognósticos e sair dessas eleições sem uma liderança clara, terá grande estimulo para uma guerra de facas no peronismo às escuras, no melhor estilo das paródias de contos gauchescos do celebrado portenho Jorge Luis Borges. Não será um ambiente fértil para que vicejem gestos elegantes da Casa Rosada em direção ao Brasil. Num país em crise econômica, com inflação em alta medida por estatísticas sem credibilidade e grande fuga de capitais, também promete crescer no Mercosul o contencioso entre Argentina e Uruguai, desta vez por causa da liberal política de câmbio do vizinho platino.

Uruguai e Argentina estão até hoje estremecidos por causa da oposição barulhenta dos argentinos contrários à instalação de indústrias de papel nas margens do rio que marca a fronteira. Agora se estranham por causa da resistência uruguaia em aumentar o controle e fiscalização sobre a origem dos dólares que cidadãos argentinos vem tirando ilegalmente do país e, após atravessar de barcas a fronteira para a cidade de Sacramento, depositam em massa nos sigilosos bancos uruguaios, que já sonhou ser a Suíça do Cone Sul. Kirchner tem retaliado o Uruguai nas decisões do Mercosul por causa disso.

O Mercosul, bem sucedido no campo comercial, vem provando que a integração é, essencialmente, uma decisão política. E a política promete desmoralizar, pelo menos no horizonte de médio prazo, o otimismo que os presidentes devem tentar transparecer na próxima reunião do bloco.

Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras

E-mail: sergio.leo@valor.com.br

29/06/2009 - 09:15h Argentina: esta nueva derecha

EL MODELO QUE SIGUEN DE NARVAEZ Y MACRI

Con los resultados en caliente, queda en claro que estas nuevas figuras siguen un modelo sin raíces, surgido de los negocios y supuestamente “eficiente”. Y el gran símbolo de este estilo es un señor italiano llamado Berlusconi.

El modelo del Cavaliere

Por José Natanson – Página 12

El surgimiento de una nueva derecha no es un fenómeno limitado a la Argentina, sino una tendencia más general que tiene un origen geopolítico. Entre mediados de los ’80 y principios de los ’90, Estados Unidos decidió que había llegado el momento de dejar que la democracia volviera a América latina. Los brotes guerrilleros y los movimientos populares que en el pasado espantaban a Washington estaban o aplastados o domesticados, y desde 1989 la caída del Muro de Berlín había desactivado el riesgo de que la región siguiera el ejemplo de Cuba y se alineara con la Unión Soviética.

A este Washington más tolerante y democrático se sumó la creciente conciencia internacional acerca de las violaciones a los derechos humanos por parte de las dictaduras, sobre todo en Argentina, Chile y Centroamérica. Y también la imprevisibilidad de los gobiernos autoritarios: al fin y al cabo, fue un militar y no un líder izquierdista quien decidió invadir las Malvinas y declararle la guerra nada menos que a Gran Bretaña.

En el nuevo mundo unipolar, hasta el último rincón del planeta quedó expuesto a la influencia estadounidense, pero era una influencia distinta, más difusa, menos directa. Tras el 11 de septiembre, Washington cerró el círculo de su nueva doctrina de seguridad (el enemigo ya no era el comunismo sino el terrorismo) y desvió su atención a lugares más remotos y urgentes. Esto explica el giro a la izquierda en América latina y el tranquilo ascenso de líderes y partidos que en el pasado seguramente hubieran sido bloqueados por Estados Unidos mediante la desestabilización o el golpe de Estado. Y esto explica también que esté surgiendo, más lenta y dificultosamente, una nueva derecha.

Es nueva porque es democrática: aunque la tentación de la desestabilización y el golpe están presentes, sobre todo en los países institucionalmente más frágiles y económicamente más concentrados, como Bolivia, insistamos en que el componente democrático tiene un sentido más profundo y estructural: es una derecha que defiende electoralmente los intereses (empresariales, económicos) y valores (estabilidad, orden en las calles, propiedad privada) que en el pasado se imponían por las armas. Esa es la novedad.

Entrepreneurs

El progreso individual y el ascenso como fruto del esfuerzo son desde siempre valores importantes para la derecha, que no sólo no reniega del individualismo, sino que incluso lo considera un motor clave para el progreso de la sociedad (lo cual explica, según la famosa tesis de Norberto Bobbio, que la derecha acepte las diferencias sociales, es decir la desigualdad, lo cual produce a su vez una visión definida del balance Estado-mercado y del rol de este último en la economía y en la sociedad). Así, frente a una izquierda que tradicionalmente ha buscado a sus líderes en los movimientos colectivos (sindicatos, partidos, asambleas), hoy existe una derecha que ha hecho del mundo empresarial la cantera de la que salen sus dirigentes más taquilleros.

Un rápido recorrido por América latina ayuda a comprobar esta intuición. El próximo miércoles asumirá la presidencia de Panamá Ricardo Martinelli, millonario propietario de la cadena de supermercados Super 99 y –dato a tener en cuenta– el primer presidente desde la recuperación de la democracia que no proviene de los partidos tradicionales. Hace poco menos de un mes dejó la presidencia de El Salvador Elías Saca, un empresario perteneciente al derechista Arena. En Chile, todas las encuestas señalan como el favorito a Sebastián Piñera, el propietario de LAN y poseedor de una fortuna de 1200 millones de dólares (y el único líder importante de derecha que votó por el No a Pinochet en el plebiscito de 1988). Durante seis años gobernó México Vicente Fox, que ingresó a Coca-Cola como supervisor de reparto y fue ascendiendo hasta convertirse en gerente de la división latinoamericana de la empresa. Y ahí está también el pintoresco magnate ecuatoriano Alvaro Noboa, el rey de los exportadores de banano y camarón, que había salido segundo en tres elecciones presidenciales y quedó tercero en las últimas.

Populismo de derecha

La nueva derecha de Mauricio Macri y Francisco de Narváez, que ayer consolidó su primacía en la Capital y ganó la elección en la provincia, es parte de esta tendencia latinoamericana más amplia. Y como el origen de nuestra política hay que buscarlo siempre en Europa, la comparación transatlántica ayuda a explorar algunas claves de este nuevo fenómeno, aunque el paralelismo más pertinente no sea la reaccionaria y dogmática derecha del PP español, ni la sobria centeroderecha socialcristiana alemana ni el tradicional partido conservador británico, sino la nueva derecha italiana que desde hace un par de décadas lidera Silvio Berlusconi. En ambos casos, en Argentina y en Italia, el origen se remonta a un colapso político y el estallido de una crisis de representación, por imperio de las cacerolas (acá) o de la investigación judicial de la Tangetopoli (allá).

Como los líderes de Unión-PRO, Berlusconi es un símbolo de la alianza entre negocios (aunque hay que reconocerle al Duce que él sí hizo su propia fortuna), medios de comunicación (Berlusconi fue el primer empresario televisivo en romper el monopolio de la RAI) y deporte (es el dueño del club Milan). Pero no es sólo el origen empresarial ni la capacidad de expresar la poderosa fusión entre espectáculo, política y deporte lo que emparienta al líder italiano con los jefes del peronismo disidente, sino también una manera particular de entender la política. Desde un carisma muy mediático pero no por eso menos real, los tres han logrado construir una relación directa con el electorado (Berlusconi, pese a todas sus boutades o debido a ellas, es el dirigente más querido de Italia) y afirmar una popularidad que traspasa las fronteras de clase, lo que da forma a una especie de populismo de derecha.

Hay en ellos un fondo común ultrapragmático que les permite moldear su discurso de acuerdo con la necesidad del momento. De Alsogaray o Cavallo podía pensarse cualquier cosa, menos que alguno de ellos propondría, en la misma campaña, eliminar las retenciones, quitar el IVA a los alimentos y extender masivamente los planes sociales –es decir, desfinanciar totalmente al Estado–, como hizo De Narváez en los últimos meses. Y también hay en Macri y en De Narváez, como en Berlusconi, una tensa combinación de conservadurismo y liberalismo, que si por un lado implica una relación cercana con la Iglesia (Berlusconi acompañó a los obispos italianos en su resistencia a la despenalización de la eutanasia y se opone a la legalización del aborto), por otro se traduce en una libertad muy moderna –y en el caso del italiano muy vistosa– de la vida privada.

Estos vacíos y estas tensiones requieren necesariamente un cemento que los unifique más allá de la popularidad de los líderes. Berlusconi lo encontró en el terror a la inmigración norafricana y su campaña para endurecer las leyes, que la semana pasada quedó crudamente comprobada con la violenta expulsión de los gitanos de Nápoles. ¿Ocupará la inseguridad el lugar en el proyecto nacional de Macri y De Narváez que ocupó la inmigración a la candidatura de Berlusconi en 2007? Podría ser, pero sólo podría. Aunque el tema fue uno de los ejes de la campaña y en buena medida explica el ascenso del peronismo disidente en la provincia de Buenos Aires, la experiencia enseña que las elecciones presidenciales suelen estar dominadas por otras cuestiones, de la economía a la política, y que la inseguridad resulta decisiva básicamente en los comicios distritales. Hasta ahora.

Algo más que jabón en polvo

Macri y De Narváez son empresarios y no economistas ultraideologizados, como sus antecesores Alvaro Alsogaray, Domingo Cavallo y Ricardo López Murphy. Quizás por eso, porque provienen del flexible y pragmático mundo de los negocios y no de las consultoras o las cátedras de economía (en sus propias palabras, del mundo de la acción y los hechos y no del mundo de los discursos), ambos han comprendido una verdad esencial que sus antepasados nunca lograron entender: para ganar una elección y gobernar es necesario contar con el apoyo de al menos un sector de los votos y del aparato del peronismo. Y si Menem consiguió en su momento reconvertirse a la derecha luego de una larga y muy tradicional carrera en el PJ (fue gobernador, estuvo detenido por los militares y acompañó a Cafiero en la renovación peronista), los jefes de Unión-PRO avanzan por un camino inverso: su plan es llegar al peronismo desde la derecha y no a la derecha del peronismo. Menemismo por otros medios.

Por eso, el peor error que se podría cometer en la lectura de los resultados de ayer es pensar que la consolidación electoral del macrismo y el ascenso rutilante de De Narváez se explican simplemente por la astucia de la publicidad, el poder de sus millones o la influencia de los medios de comunicación. Desde que en 1952 Dwight Eisenhower se convirtió en el primer candidato presidencial en apelar a los servicios de una agencia de publicidad, el marketing político ha ido ocupando cada vez más espacio en las campañas. Y aunque las primeras teorías hablaban de vender a un candidato como si se tratara de jabón en polvo, desde hace al menos dos décadas sabemos que esto no es posible, que la publicidad y el dinero y la televisión no alcanzan para ganar una elección (aunque sí para otras cosas, por ejemplo para hacer conocido –instalar– a un postulante). Hay miles de ejemplos de brillantes campañas publicitarias y millones de dólares convertidos en unos pocos votos, el último de los cuales fue el patético ensayo presidencial de Jorge Sobisch.

Del mismo modo, si por un lado es cierto que algunos medios de comunicación contribuyeron al ascenso de De Narváez, el consenso mediático tampoco alcanza por sí mismo para ganar una elección como la de ayer. También hay miles de ejemplos de candidatos que, pese a la oposición de buena parte de los medios, ganaron las elecciones (la reelección de Chávez, por ejemplo, o la victoria de Ricardo Lagos en Chile en el 2000).

Con esto se pretende señalar algo evidente, pero que, a la luz de algunos comentarios de los últimos días, vale la pena subrayar: el ascenso de la nueva derecha no se explica por los consejos de Durán Barba ni por la campaña de Agulla, y ni siquiera por las fortunas de sus candidatos, sino por un contexto geopolítico nuevo y, en la Argentina, por la muy política estrategia de sus líderes de morder un sector del peronismo en el conurbano, construir a una candidata imbatible en la Capital y, sobre todo, ganar la disputa con el panradicalismo por el voto anti K. En suma, un fenómeno que no es ni publicitario ni mediático, sino estrictamente político. Por supuesto, explicarlo en términos de marketing quizás resulte tranquilizador para las conciencias progresistas que se niegan a aceptar que la derecha puede ser popular incluso en los sectores más pobres, pero ayuda muy poco a entender las cosas.

01/04/2008 - 12:37h Les bidonvilles de Buenos Aires, nouveau combat des Mères de la place de Mai

Christine Legrand – Le Monde

A 79 ans, Hebe de Bonafini a troqué son traditionnel foulard blanc pour un casque en plastique jaune. La présidente de l’association des Mères de la place de Mai est à la tête d’un vaste programme d’urbanisation d’une dizaine de bidonvilles de Buenos Aires.D’un pas décidé, défiant les crises d’asthme et de diabète, Mme Bonafini, qui a perdu deux enfants pendant la dictature militaire (1976-1983), arpente le labyrinthe en terre battue de Ciudad Oculta (ville cachée), l’un des plus grands bidonvilles, situé à l’ouest de la capitale. Neuf cents logements vont être construits. Elle montre fièrement plusieurs maisons de deux étages, aux couleurs vives, qui sont déjà habitées.

Une immense bâtisse abandonnée depuis plus d’un demi-siècle va être recyclée pour accueillir des appartements, un hôpital, des écoles, des garderies d’enfants, un centre de loisirs et une bibliothèque. Baptisé “L’Éléphant blanc”, l’édifice avait été construit dans les années 1950 par le général Juan Domingo Peron, qui voulait en faire l’hôpital le plus moderne d’Argentine. “Ce sont 24 hectares au total, une vraie ville qui va être construite”, indique l’architecte Eduardo Crivos. Une équipe de 23 professionnels travaille pour la Fondation des Mères de la place de Mai.“Nous sommes la plus grande entreprise de construction du pays”, lance fièrement Hebe de Bonafini.

Les logements ne sont pas construits avec des briques mais à l’aide de panneaux mobiles permettant une édification rapide. D’origine italienne, ils sont fabriqués dans une usine qu’ont fait construire les Mères de la place de Mai dans le quartier populaire de La Boca. Amie de longue date de Fidel Castro, mais aussi du président vénézuélien, Hugo Chavez, Hebe de Bonafini affiche également son affection pour les Kirchner. Le couple présidentiel revendique son passé de militants péronistes de gauche dans les années 1970 et a fait des droits de l’homme une priorité de leurs gouvernements successifs.

“La tâche des Mères n’est plus de résister, estime Mme Bonafini. La présidente Cristina Kirchner fait bien les choses et nous nous sentons totalement solidaires de l’actuel gouvernement.” “Nos enfants sont morts pour un idéal, nous continuons leur combat contre les injustices sociales”, ajoute-t-elle.

Celles que les militaires avaient baptisées les “folles de la place de Mai” ne sont plus qu’une vingtaine. Leur âge oscille entre 76 et 94 ans. Après trente ans de lutte, elles ne se contentent plus de faire leur ronde hebdomadaire, tous les jeudis, face à la Casa Rosada, le palais présidentiel. Elles ont fondé une université populaire, un journal, une radio, une imprimerie et leur propre maison d’édition. Elles disposent d’archives uniques sur les “années de plomb”.

Elles bénéficient de l’appui financier du gouvernement péroniste à travers le plan fédéral de logements. Le maire de Buenos Aires, l’homme d’affaires Mauricio Macri (droite), adversaire politique des Kirchner, serre les dents. Les Mères ont envahi son territoire et c’est lui qui est chargé de leur faire parvenir les crédits accordés par le gouvernement. Fin janvier, Hebe de Bonafini a occupé la cathédrale pour protester contre la lenteur de la bureaucratie de la capitale.Quelques heures plus tard, les fonds étaient débloqués. Les Mères sont populaires et des alliées inconditionnelles des Kirchner. “Elles font du bon travail, admet l’adjointe au maire Gabriela Michetti. Nous regrettons toutefois qu’il n’y ait pas plus de transparence.”“Macri n’a aucune expérience de la problématique sociale”, rétorque l’avocat Sergio Schoklender. Bras droit d’Hebe de Bonafini, il juge que “des entreprises privées ne pourraient pas travailler dans les bidonvilles comme le font les Mères”. “Nous avons une approche globale de la réalité sociale qui nous permet d’éliminer du même coup la délinquance, la drogue et la prostitution. Ce sont les habitants des bidonvilles eux-mêmes, hommes et femmes, qui construisent après avoir reçu des formations”, précise l’avocat, avant d’ajouter : “La plupart n’avaient jamais travaillé de leur vie ; 80 % étaient des “cartoneros” (pauvres qui font les poubelles). Ils sont déclarés, ont de bons salaires, la retraite, la Sécurité sociale, les congés payés et il n’y a jamais eu d’accident sur nos chantiers.”A la demande du gouvernement Kirchner, le programme d’urbanisation des Mères de la place de Mai va s’étendre à d’autres provinces.

Christine Legrand

14/12/2007 - 16:18h Buenos Aires: Mauricio Macri em ação, Direita, voltar!

 

Derecha, volver!

Civilización & Barbarie

Desde ayer, Graciela Casabé, ex directora del Festival Internacional de Teatro de Buenos Aires, que se instaló en la ciudad con propuestas de alta calidad, denunció la expulsión de sus oficinas por la fuerza y con modos violentos por parte de las nuevas autoridades de la ciudad.

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Antes de las elecciones, Casabé había decidido renunciar a su cargo para dedicarse a la actividad privada, por eso es para considerar con mucho cuidado la carta que ella misma empezó a hacer circular con una grave denuncia hacia las nuevas autoridades.
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14/12/2007 - 16:09h Buenos Aires: Mauricio Macri em ação, Direita, voltar!

 

Derecha, volver!Civilización & Barbarie

Desde ayer, Graciela Casabé, ex directora del Festival Internacional de Teatro de Buenos Aires, que se instaló en la ciudad con propuestas de alta calidad, denunció la expulsión de sus oficinas por la fuerza y con modos violentos por parte de las nuevas autoridades de la ciudad.

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Antes de las elecciones, Casabé había decidido renunciar a su cargo para dedicarse a la actividad privada, por eso es para considerar con mucho cuidado la carta que ella misma empezó a hacer circular con una grave denuncia hacia las nuevas autoridades.

Está defendiendo su honor y los buenos modos, la tradición de un trabajo de equipo y no un puesto.

Así lo dice ella misma:

A la Comunidad Teatral, a los Artistas e Invitados Internacionales, a los colaboradores de estos 10 años del Festival Internacional de Buenos Aires, a las Instituciones, Agregadurías Culturales, Embajadas, a los medios de prensa, al público en general: Mi decisión de abandonar la dirección del Festival Internacional de Buenos Aires -tras completar la VI Edición del mismo- estaba tomada.
De esto pueden dar fe mis colaboradores. Lo que también creía es que el Festival se merecía una transición hacia nuevas direcciones -y decisiones- que tomasen en cuenta la experiencia transitada. No es necesario aclarar aquí los niveles de excelencia y eficacia que este Festival supo demostrar.

Pero ni en la más oscura de mis pesadillas podía yo imaginar que la política del nuevo Ministro de Cultura (que responde clara y penosamente) a la del nuevo Jefe de Gobierno de la Ciudad iba a obligarnos a desalojar las oficinas en menos de 48 horas, previa decisión de desarmar todos los equipos de trabajo que -tras estos 10 años- se constituyeron como ejes principales para la realización del Festival.

No se trata aquí de defender cargos, sino de dejar en claro que esta actitud de inusitada violencia, es la que marca la política a seguir: aquella que intenta anular, echar por tierra, reducir a cero lo que se supo construir de buena manera y con indiscutible éxito hasta el presente.

En el momento en que usted esté leyendo este mail las oficinas del Festival estarán vacías por orden de las nuevas autoridades.

Parece que el lema “todo lo hecho bajo el gobierno anterior debe ser desarmado” sigue gozando de buena salud en el Macrismo.

La violencia a las que nos vimos sometidos (no me extenderé aquí sobre los modos y los dichos en los que fuimos desalojados en menos de 48 horas) llevan a pensar que la pluralidad de criterios, el disenso y los valores democráticos -tan altamente defendidos en las campañas electorales del Pro así como en las primeras horas de mandato- se ven totalmente anulados a la luz de estas actitudes.

A todos los empleados de planta del Festival se les ha pedido que abandonen y vacien las oficinas para reincorporarse en sus funciones el 15 de enero en tareas y lugares a designar. Y esta es la decisión que echa por tierra el trabajo de 10 años, el esfuerzo conseguido por todo el equipo, el orgullo de armar un festival con dedicación y trabajo, con pasión y con una enorme, profunda mística.

Mediante esta carta presento mi renuncia indeclinable a la dirección del Festival Internacional de Buenos Aires pero -antes de hacerlo- me pareció pertinente advertir a la comunidad teatral, a los medios, al público, a los invitados internacionales y a todos los que demuestran un interés en la cultura que estamos frente a la peor de las políticas, a la peor manera de entender la cultura, a la peor muestra de poder.

Y no quiero ser cómplice de este maltrato, por eso lo denuncio. Este hecho de atropello no hace más que reforzar el viejo pensamiento binario de unos contra otros para demostrar lo que ya con creces sabemos puede derivar de este pensamiento.

Gracias por acompañarme en estos 10 años.

Estoy segura de que nos encontraremos en mejores y más luminosas condiciones.

Pero de algo también estoy segura: nos merecíamos otro final. Y es la historia lamentablemente de este país.

Otra vez, gracias.

Graciela Casabé
DNI 12.976.689

Para adherir a esta carta envíe DNI y nombre completo a:
gcasabe@gmail.com

 

Comentarios

 

es así Macri y sus complices son la muerte de la cultura…

 

Graciela:
Viniendo de un individuo como Mauricio -que es Macri- no se podía esperar otra cosa.
A este tipo de sujetos lo único que les interesa es el Mercado. La cultura para ellos es subversiva.
Y esto es tan sólo una muestra. ¡Ni se imaginan lo que les espera!
¿Cuándo van a aprender a votar los porteños?
¿No tuvieron suficiente escarmiento con De la Rúa y otros del mismo tenor?
Desde aquí: el interior del interior, les tenemos una profunda piedad.

Delsio Evar Gamboa
Laborde. Cba. Arg.

 

Delsio lo último que necesitamos los porteños que no lo votamos es que nos metan en la misma bolsa con la derecha ley&orden que lo votó. ¿Cuándo se acabará el rencor irracional de alguna gente que vive en las provincias?? De la Sota fue siempre un ejemplo de democracia ¿no?
Lo que ahora se necesita es que la gente bienpensante, ya sean porteños o no,¿o te parece que los fachos habitan sólo en la “capi”? nos unamos para tratar de que no destruyan lo que costó años contruír.

 

¿Qué se puede decir?

Desde el principio de la campaña, era obvio, PROblemas para todos los porteños.

Fuerza para cada uno de los trabajadores que, en estos momentos, navegan en incertidumbre.

Majo López Tavani

Pd. interesantes personajes, nefastos, los que rodean al Sr. Macri, en general, por supuesto, siempre hay excepciones. Espero.

 

Lamento lo ocurrido, mas me parece sólo el comienzo, se votó por creer que la seguridad venía de la mano de alguien que podría hacer mucho al respecto y quizás sea a así; si es que la nación entera cambia, hay más trabajo, educación y solidaridad, no por arte de Macri y Cia., aún así, del resto, de cultura popular, de dar sin recibir cash, de dar para construír futuro, me parece amigos que habrá que olvidarse.
No se cómo todavía hay tanta ingenuidad en la gente, en los porteños y en tantos más.
Atte. Mario Sorsaburu

07/07/2007 - 14:18h Factóides da demagogia futeboleira Porteña-Portoalegrense

Blog Estratégia e Análise, do cientista político Bruno Lima Rocha

Durante a Copa do Mundo da Alemanha, tive a oportunidade de escrever três artigos a respeito das mesclas de futebol e política. No primeiro da série, que se encontra nesta página e na do Noblat, abordei dois personagens, Macri e Odone. Leia-se, o atual intendente eleito da Capital Federal da República Argentina e presidente do Club Atletico Boca Juniors Mauricio Macri. E, no caso do advogado e latifundiário do pago, trata-se do ex-líder do governo Antônio Britto no parlamento do Rio Grande, ex-vereador da Câmara da Mui Leal e Valorosa cidade imperial de Porto Alegre e atual deputado estadual na base de apoio da professora de economia da UFRGS, a tucana Yeda Crusius.

Após a conquista da Libertadores, o atual caudilho político, gorila e dublê de empresário Macri, menemista à morte e da turma de Martínez de Hoz, vencera o candidato kirchnerista no segundo turno da capital latino-americana do drama e da poesia melancólica. Macri ganhara apoiado na quintessência do peronismo manzanero, pegando carona nos lances do craque Riquelme e na paixão boquense. Sua legenda, capitaneada por Carlos Saúl Menem, há de se deparar com o ex-governador de Santa Cruz representado por sua esposa e operadora política, La Reyna Cristina. Briga feia se acerca da vizinha hermana.

No Rio Grande cada vez mais argentinizado, desregionalizando sua economia à la Menem, Paulo Odone tira da cartola uma jogada de mestre. Convida o conselheiro do Grêmio de Football Portoalegrense, o “doutor” Antônio Britto, ex-CEO do Grupo Azaléia, assessor de imprensa de Tancredo Neves, ministro da Previdência de Itamar e governador dos gaúchos, a sucedê-lo no Grêmio.

O amor com amor se paga, a partir da paixão ferrenha e anti-crítica manifestada na final da Taça Libertadores, navegando pela internet pela mala direta de mais de 50.000 endereços eletrônicos de sócios e amantes do Imortal Tricolor, Odone produz um factóide brilhante.

Ressuscita Britto para a vida pública, este que batera recordes de rejeição e desindustrializou o estado, agora terá a chance de expressar sua “paixão”, ganhando mídia todo santo dia.

O ex-presidente do Grêmio Hélio Dourado, em cuja gestão foi erguido o Olímpico, afirmou que o natural de Livramento não compareceu sequer a 10 sessões do Conselho em mais de 10 anos. Uma sessão por ano e lhe entregam, de forma indireta, o cetro da paixão que divide o Rio Grande.

Enquanto reinará, Odone busca o Grêmio Empreendimentos, criando um factóide ainda maior, pondo abaixo o estádio na Azenha e ocupando o que resta de espaço no norte, no Sarandi decadente sendo revalorizado.

Maurício Macri ao lado de Gabriela Michetti, erguendo uma bandeira própria do senador Menem, o Partido para Una República con Oportunidad (PRO) – Compromiso Para el Cambio, quer realmente abrir uma “janela de oportunidade” no oportunismo político de manipular o futebol de forma grosseira. Derrotara ao ministro da educação Daniel Filmus, mas não consegue “desaparecer” com os fantasma de Cabezas e Yabrán, que certamente vão planar sobre seu mandato.

En el lado de acá, Britto e Odone terão outro fantasma, chamado CRT, a flanar sobre seus cérebros meticulosos. Mas, será, e digo será com tom de dúvida e esperança, que a imensa torcida tricolor se deixará levar por uma manobra tão explícita?

25/06/2007 - 13:37h Macri: "Ayudaremos a construir una alternativa para octubre"

Fue directo del escenario de Che Tango a la pequeña sala donde lo esperaban Clarín y otros medios gráficos y entró con la excitación en el cuerpo. No se privó de bailar todavía un instante para los periodistas, como lo acababa de hacer para los militantes y las cámaras de TV. Se abrazó con Fernando Marín —empresario y ex gerenciador de Racing— y recién entonces Mauricio Macri bajó un cambio para hablar, como un sereno pero muy firme opositor a Néstor Kirchner. Como pocas veces lo había hecho durante la campaña.

Cuando se lo consultó por la elección presidencial, de hecho, no ocultó que estará en la vereda de enfrente a la del Gobierno: “Vamos a tomar posición y a ayudaremos a construir una alternativa para octubre. Pero tenemos tiempo, no hay que precipitarse”.

—El triunfo del PRO, sumado al del ARI en Tierra del Fuego, ¿puede marca el inicio de una caída del kirchnerismo?

—No podemos ser tan dramáticos. Pero estamos seguros de que la gente quiere un cambio. Quiere más respeto más tolerancia, más diálogo, menos confrontación, menos violencia y menos resentimiento. Ya no quiere que le hablen de modelos teóricos abstractos. Lo que quiere es que les hablen de sus problemas y les digan cómo se los van a resolver. Llegó la hora de hablar menos y de hacer más.

—¿El Gobierno salvó la ropa con el porcentaje que sacó Filmus?

—Eso interpretación se las dejo a ustedes. Lo que me dolió mucho, honestamente, fue que se diga que los que piensan votaron por ellos. Me pareció un poco agresivo decirle al 60% de la población porteña que no piensa. El 60% de la cultura, de la investigación, de la educación, de los que empujan la ciudad decidió que nuestra alternativa era mejor. Yo respeto enormemente a los que pensaron que darle la confianza al oficialismo estaba bien. Debemos respetar la diversidad.

—¿Va a hablar con Kirchner?

—Vamos a mandarle mañana (por hoy) una carta oficial para reunirnos. Esperemos que sea esta semana.

—¿Qué le va a decir?

—Es una sorpresa. Si no va a ser una reunión muy aburrida.

—¿Lo puso contento el resultado de Tierra del Fuego?

—Me cayó bien en términos de que me dieron mucho rechazo todos los episodios de corrupción que se difundieron. Ahora tiene la señora Ríos un enorme desafío porque debe gestionar. Tiene que pasar de la propuesta a la realidad y de la teoría a la práctica.

—¿Qué proyección a nivel nacional le da a usted el triunfo?

—Que el país entero va a esperar que el PRO cumpla en Buenos Aires. Y tenemos que trabajar mucho para cumplirle a todos los vecinos de la Ciudad.

—¿Por qué dijo que el siglo de los derechos humanos fue el siglo pasado?

—Porque el Siglo XXI está marcado por el hecho de que además de derechos tenemos obligaciones, para convivir en sociedad.

—¿Qué va a pasar con los que corten calles para protestar?

—Deberán pedir permiso, como marca el Código de Convivencia.

—¿Habló con Telerman?

—Sí. Me llamó y me felicitó. Esta semana vamos a reunirnos. Todavía no acordamos un día.

—¿Lo preocupan las cuentas de la Ciudad?

—No, porque el actual jefe de gobierno dijo que va a cumplir y va a entregar una Ciudad que esté en orden. Creemos en la gente y apostamos a que él cumpla.

—¿Cuáles serán sus tres primeras medidas de gobierno?

—Tenemos tiempo, muchos meses hasta diciembre. Antes de que asumamos van a saber todo.

25/06/2007 - 13:31h NUEVO GOBIERNO ELECTO EN LA CIUDAD : LAS DERROTAS EN CAPITAL Y TIERRA DEL FUEGO

El Gobierno asumió su “día maldito” con forzada tranquilidad

Con estudiada tranquilidad recibió el Gobierno la amplia victoria de Mauricio Macri y la derrota en Tierra del Fuego del candidato kirchnerista. Nadie admitió, ni siquiera en voz baja que un domingo maldito como el de ayer suponga una pérdida de poder para Kirchner, pese a que los resultados colocaron a Macri en el poder de la ciudad más importante del país y a que la llegada de Fabiana Rios a la gobernación de Tierra del Fuego reflote la figura de Elisa Carrió.

Kirchner y Cristina prefirieron regresar el sábado a la noche desde el Calafate a Olivos para seguir desde la Quinta el desarrollo de los sucesos.

Ya desde la semana pasada comenzó a tomar forma una estrategia para amortiguar la derrota en la Ciudad. Pese a que la fórmula Filmus-Heller no llegó al número esperado del 40 por ciento, la idea oficial que se trata de una cosecha de votos progresistas de respaldo al Gobierno.

Con ese apoyo —estiman en despachos oficiales— Filmus podrá ponerse el traje de candidato a senador porteño. Y como la ciudad elige 3 senadores y 12 diputados nacionales, la aspiración del kirchnerismo y sus aliados pasa por ganar la elección a presidente y a legisladores nacionales. O lo que es lo mismo, derrotar a los candidatos de Macri antes de que éste asuma como jefe de Gobierno de la Ciudad.

La presencia de todo el Gabinete cuando Filmus reconoció la derrota y anunció el surgimiento de un movimiento progresista revelan el envase con que prefiere ver la derrota el oficialismo.

No obstante, el Presidente dio señales que lo muestran atento al humor del electorado: lo hizo luego del duro traspié sufrido en octubre pasado en Misiones, en donde triunfó una coalición liderada por el obispo Joaquín Piña, que frenó la reelección del gobernador Carlos Rovira.

Kirchner tomó nota del tropiezo y con su poder de veto persuadió a otros gobernador del PJ para que se bajaran de la competencia. Tal el caso del bonaerense, Felipe Solá y el jujeño Eduardo Fellner que renunciaron a sus respectivas reelecciones.

Y en la Capital Federal también las urnas pusieron de manifesto un mensaje, más allá de las excusas de la división del voto progresista: los ciudadanos quieren un cambio y ese deseo facilitó la rotunda victoria de Macri.

Es la certeza del malestar que se percibe en algunos sectores de la sociedad lo que ha empujado al Presidente a agregar un dato nuevo a sus discursos: además de la salida del infierno, el dólar alto y la reindustrialización, Kirchner ahora machaca con que, el cambio estructural arrancará a partir de diciembre, con el nuevo gobierno, que podría ser conducido por Cristina lo que, de suceder, encierra en sí mismo otro cambio, nada menos que en la presidencia de la Nación. Clarín de Argentina

24/06/2007 - 19:19h Elección porteña parece confirmar Macri

Con un porcentaje de participación algo mayor al de la primera vuelta, comenzó el escrutinio en el ballottage porteño. La información que se maneja en ambos búnkers confirma la victoria del candidato de PRO, Mauricio Macri. Resta conocer oficialmente si su diferencia sobre el kirchnerista Daniel Filmus será mayor o menor a los 20 puntos que mostraban los últimos sondeos habilitados. Fuente Clarín

22/06/2007 - 11:42h Buenos Aires: Macri y Filmus intentan darle voltaje al cierre de la campaña

Macri arrancó con sus “24 horas de acciones” y busca incentivar a sus militantes para que no descuiden la fiscalización del comicio. Filmus caminará 11 kilómetros. Procura que vaya más gente a votar este domingo.

Mariano Pérez de Eulate
mpeulate@clarin.com

CANDIDATOS MAURICIO MACRI Y DANIEL FILMUS


Ya con el ballottage encima, Mauricio Macri y Daniel Filmus tienen por delante hoy una jornada vertiginosa que marcará el final oficial de sus respectivas campañas. Por supuesto que siguen estrategias diferentes. El líder de PRO mantiene firme su idea de mostrarse ejecutor, activo. El ministro de Educación parece más enfocado en la necesidad de buscar parte de los votos no kirchneristas del distrito y asegurarse una amplia asistencia a las urnas el domingo.

En las últimas tres semanas, Filmus ha procurado romper con la sensación casi generalizada de que la elección se definió el domingo 3, cuando Macri salió primero por más de 20 puntos de diferencia. Esa tendencia, en verdad, se mantiene de cara al ballottage. Pero el ministro, hay que reconocerlo, no se ha desviado ni un milímetro de su discurso esperanzador, al punto que el eslogan de su campaña reciente es “Nada es imposible”.

Macri, que es nuevo en política pero se ve que aprende rápido, asegura que intentó no quedarse en esos laureles, más allá de que ha depositado notablemente la responsabilidad de la presencia mediática en su compañera de fórmula, la legisladora Gabriela Michetti, acaso su gran acierto electoral. Tampoco es que ha arriesgado demasiado. Una muestra de eso es su negativa a debatir en televisión.

Hacia adentro de PRO, el macrismo intenta incentivar a sus militantes para que no descuiden la fiscalización del comicio, algo de lo que saben bastante los radicales y peronistas del distrito que, al menos en forma orgánica, no participan de la coalición de centroderecha que lidera el ingeniero.

Aseguran fuentes macristas que escrutarán con lupa a los fiscales de la lista rival para que Filmus sólo tenga fiscales porteños y no cuele gente traída de la provincia, como dicen en PRO que sucedió en la primera vuelta.

Con la ya clásica remera amarilla de su partido, Macri inició ayer su maratónica forma de cerrar la campaña. Son “24 horas de acciones” en las que pintará una escuela, arreglará superficialmente varias plazas, limpiará sectores de la Ciudad.

En el macrismo admitían ayer cierta preocupación porque los sondeos que actualiza diariamente la consultora que trabaja para el candidato arrojan que, en parte del electorado, prendió cierto discurso demonizador de Macri con el que juegan, sin disimulos, Filmus y su compañero de fórmula, Carlos Heller. Sobre todo una idea—fuerza de que el titular de Boca tiene una suerte de fiebre privatista, algo que, claro, desmienten los voceros oficiales de la campaña de PRO.

Desde el día después de la primera vuelta, en Filmus recayó gran parte de la responsabilidad de conseguir lo que el kirchnerismo considera como un factor clave de la campaña para remontar el resultado inicial adverso: que más gente vaya a votar el domingo. Según ese análisis, eso ayudaría a ampliar la base electoral del ministro.

Filmus busca conseguir parte del voto que fue a Jorge Telerman en la primera vuelta aún sabiendo que muchos de esos sufragios recayeron en el actual jefe de Gobierno como una forma de darle la espalda al presidente Néstor Kirchner. Se sabe: la Capital Federal no es un distrito fácil para el santacruceño.

Justamente por eso, no se ha visto hasta hoy ningún spot televisivo que muestre a Filmus con Kirchner. Sí hubo apariciones institucionales juntos: al fin y al cabo, el barbado candidato integra el gabinete nacional.

El ministro cerrará hoy su campaña con una caminata de once kilómetros desde Rivadavia y Suárez hasta la Manzana de la Luces. Hará paradas temáticas (con los jóvenes K, con artistas en el Café Tortoni, etc) y, claro, le insumirá varias horas. La foto lo mostrará escoltado por el ministro de Salud, Ginés González García —electo legislador porteño— y el vicepresidente Daniel Scioli, que además es candidato a gobernador de la provincia de Buenos Aires. Esa es una obsesión de Filmus: trabajar sobre la idea de una óptica metropolitana de los problemas.

Fuente Clarín de Argentina

19/06/2007 - 10:26h Elección porteña: la recta final

HACIA EL BALLOTTAGE: FALTAN 5 DÍAS : RECTA FINAL ANTES DE LA VEDA POLITICA QUE EMPIEZA EL VIERNES

Macri y Filmus buscan dar golpes de efecto en la previa al ballottage

Macri saldrá a limpiar una calle y una plaza, y aparecerá varias veces en tevé. Filmus incrementa sus encuentros con gente de la cultura y se mostrará al menos dos veces más con Kirchner y con Cristina.

Horacio Aizpeolea
haizpeolea@clarin.com

Hoy, Mauricio Macri y Daniel Filmus empezarán a recorrer la recta final hacia la Jefatura de Gobierno porteña. La competencia a dirimirse el próximo domingo pone en juego algo más que la administración de la Ciudad para los próximos cuatro años: la característica que tenga el resultado final, es decir, la diferencia de votos que pueda separar a los contendientes, impactará en el escenario político nacional, con un fuerte eco en la Casa Rosada.

Las encuestas vienen dulces para la alianza PRO. El contendiente kirchnerista replica: “Nada es imposible”. Filmus, admiten en su comando de campaña, concentrará sus esfuerzos en achicar la diferencia de 23 puntos que Macri le sacó en la primera vuelta. En los últimos días el ministro ha sido visto rodeado por referentes de la cultura (León Gieco, el cineasta Juan José Campanella, Leonardo Favio). La seducción del electorado joven ¿franja que en parte ocupó Jorge Telerman¿ es el objetivo.

Macri quiere terminar el proceso electoral respetando la estrategia planeada: propuestas y respuestas tibias a las chicanas. Y nada de encuentros con figuras nacionales, ni siquiera con el aliado Ricardo López Murphy. Así, un eventual triunfo el domingo tendría un solo padre.

En las horas de campaña concentradas entre la medianoche de hoy y las 8 de la mañana del próximo viernes ¿cuando arranca la veda electoral¿, Filmus será visto, al menos, dos veces junto al presidente Kirchner. Hoy, ambos recibirán en la Casa Rosada a la ministra porteña Gabriela Cerruti, quien explicitó su apoyo a Filmus.

11/06/2007 - 19:11h Eleições portenhas: Macri anunció que no debatirá con Filmus

El candidato a jefe de Gobierno de PRO rechazó participar de la iniciativa de “A dos voces”, el programa de Todo Noticias. Puso como justificación que “en este contexto de agresión y campaña sucia no tiene sentido”. Las negociaciones para llevar adelante el encuentro televisivo este miércoles se habían trabado, por la exigencia del macrismo de eliminar los espacios de discusión libre.

Luego de arduas negociaciones, finalmente el debate en el canal Todo Noticias entre los candidatos porteños que llegaron al ballottage naufragó. Mauricio Macri, cómodo vencedor en la primera vuelta, anunció esta tarde que desistía de participar porque “en este contexto de agresión y campaña sucia no tiene sentido”.

Luego del debate con los tres principales candidatos en la primera vuelta –Macri, Daniel Filmus y Jorge Telerman- la realización de una nueva discusión con los que habían pasado a la segunda vuelta se empantanó rápidamente ante tres exigencias del macrismo de cambios en el formato.

Las dos primeras, que se introdujera en la discusión a los candidatos a vice, Gabriela Michetti y Carlos Heller, y que se agregaran nuevos temas de discusión, fueron aceptadas por la producción del programa “A dos voces” de TN y por el ministro de Educación y candidato oficialista.

El problema surgió con la tercera exigencia del macrismo: que se eliminaran los espacios de discusión libres, que habían generado los momentos más picantes en el debate de la primera vuelta. Ante esa proposición, el programa conducido por Gustavo Silvestre y Marcelo Bonelli argumentó que los momentos libres eran la esencia del debate y prosiguieron las negociaciones.

Esta tarde, finalmente, Macri les puso fin. “Históricamente nosotros debatimos siempre, aún estando arriba, pero en este contexto no tiene sentido“, dijo Macri durante un encuentro realizado en el café Tortoni. Fuente Clarín de Argentina

09/06/2007 - 14:31h Eleições portenhas: A brecha entre Macri e Filmus

Página 12 de Argentina


Ocho puntos separan a Mauricio Macri de Daniel Filmus en el ballottage, según una encuesta de OPSM, que dirige Enrique Zuleta-Puceiro. El líder de PRO tiene 48,8 por ciento contra 40,9 del candidato kirchnerista. Un 3,8 votará en blanco o impugnará, mientras que otro 4,8 se mostró indeciso. Un 46,9 por ciento de los porteños cree que el próximo jefe de Gobierno será el empresario, mientras que otro 38,8 considera que quien ganará es el ministro de Educación. La mayoría de los encuestados ven al diputado como quien tiene más condiciones para liderar la oposición.

Los datos surgen de entrevistas telefónicas tomadas el 4 y el 8 de junio sobre 600 casos, respetando las proporciones por edad, género y clase social. Según el estudio, el 32,2 por ciento de los entrevistados contestó que Macri sería el líder de la oposición después de esta elección, mientras que otro 30 ve en ese lugar al candidato a presidente de Una Nación Avanzada (UNA), Roberto Lavagna. La dirigente de la Coalición Cívica, Elisa Carrió, sólo obtiene un 15,8, mientras que el titular de Recrear, Ricardo López Murphy, es visto como el más capacitado por el 9,1 de los porteños. Sobre el resultado de la elección, Jorge Telerman fue elegido por el 35,1 como el “gran perdedor”, seguido de cerca por Elisa Carrió, con el 33,4. La mayoría –un 60,2– observó que el “gran ganador” fue Macri.

La encuesta no reflejó la imagen negativa actual de Macri, pero preguntó cuál cree que es la principal causa para no votar al empresario. Un 34,9 respondió que es “la referencia a su relación pasada con el ex presidente Menem”, mientras que el 23,1 dijo “las negocios de su padre, Franco Macri, con el Estado” y un 10,4 mentó su inexperiencia política.

Un abrumador 73,5 de los consultados opinó que Macri hizo bien en presentarse como candidato a jefe de Gobierno, contra un exiguo 5,4 que lo prefería en la carrera por la presidencia. En tanto, un 59,3 consideró que el presidente Néstor Kirchner no debe involucrarse en la elección de la Capital, mientras que otro 39,6 opinó que debe incidir activamente.

Con el ejemplo de lo que ocurrió en 2003 –cuando Aníbal Ibarra revirtió el resultado de la primera vuelta en la segunda–, un 40,8 aseguró que es imposible que eso se repita, en tanto que un 13,1 lo vio como poco posible y otro 32,7 lo consideró posible. Sin embargo, el 69 por ciento advirtió que es necesaria una segunda vuelta, contra un 28,9 que interpretó que la diferencia es demasiado amplia para que haya ballottage. Leia mais aqui

03/06/2007 - 23:25h Líder da centro-direita vence primeiro turno portenho


Kirchner colocará toda a máquina do governo para tentar eleger seu candidato

Ariel Palacios

 

BUENOS AIRES – Pouco mais de dois milhões de eleitores portenhos – considerados o colégio eleitoral mais exigente e mais imprevisível da Argentina – foram às urnas neste domingo, 3, para escolher o novo chefe de governo da cidade de Buenos Aires, cargo equivalente ao de prefeito da Capital Federal. No fim da noite os primeiros resultados oficiais indicavam que o candidato da coalizão de centro-direita Proposta Republicana (Pro), Maurício Macri, presidente do time Boca Juniors, obtinha a pole position, com 45,3% dos votos. O disputado segundo lugar ficou nas mãos do atual Ministro da Educação, Daniel Filmus, da Frente pela Vitória, facção do Partido Justicialista (Peronista) controlada pelo presidente Néstor Kirchner, que obteve 23,8%.

O terceiro colocado, com 20,6%, foi o atual prefeito portenho, Jorge Telerman, candidato da Coalizão Cívica, peculiar aliança que reúne políticos da centro-direita e a centro-esquerda, respaldada pela candidata presidencial Elisa Carrió com o apoio de lideranças da Igreja Católica e da comunidade judaica. O resultado cria elevada expectativa sobre o segundo turno, já que terá influências sobre as eleições presidenciais de outubro.

Os analistas afirmaram que a amplitude de votos destinados a Macri consiste em um “revés” para o governo de Kirchner, já que o presidente participou ativamente da reta final da campanha de Filmus e até colocou o Ministro da Saúde, Ginés González García, como cabeça da lista dos candidatos a deputado da Assembléia Legislativa de Buenos Aires, que renovou metade dos integrantes. Mas, a vitória de Macri no primeiro turno era um “revés esperado” para Kirchner, já que, históricamente, a cidade de Buenos Aires votou quase sempre contra o governo federal de plantão. Especula-se que Kirchner, nas próximas três semanas, colocará toda a máquina do governo para obter a vitória de seu candidato.

Segundo os resultados parciais ontem à noite Macri e Filmus disputariam o ferrenho segundo turno no dia 24 de junho. Os analistas indicam que Macri, se for eleito na segunda etapa – dependendo da magnitude de sua eventual vitória – entusiasmaria setores da centro-direita atualmente dispersos. Desta forma, especula-se, lançaria sua candidatura às eleições presidenciais de outubro, para enfrentar o candidato do governo do presidente Néstor Kirchner. Leia mais aqui no portal do jornal O Estado de São Paulo