23/07/2008 - 18:25h A sujeira da lista

Blog Toda mídia de Nelson de Sá

A sujeira da lista

Folha e “Estado” abrem com a lista supostamente “suja”, entre aspas só na primeira _que destaca no enunciado a crítica dos candidatos à associação de magistrados que elaborou e postou a relação em seu site. Em São Paulo, a ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, em benefício de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.

No Rio, o “Globo”, que fez campanha pela lista, apenas registrou. Sua manchete, com registro nos jornais paulistas, foi para a prisão do “deputado de milícia”, que é “do partido do prefeito” do Rio, aliás, o DEM.

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23/07/2008 - 14:36h Utilidade pública?

“A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm “ficha suja” na Justiça nada mais é do o velho e bom “serviço de utilidade pública”. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país.”

Nesses termos começa o artigo de Eliane Cantanhêde na Folha Online. Ela acrescenta, na mesma linha de raciocínio :

“A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.”

Mas como considerar que a própria frase do começo do artigo escrita pela jornalista -candidatos que têm “ficha suja”- não constitui uma opinião de “mérito”, não “embute discurso populista” nenhum e não “induz o eleitor“?

Se como diz Eliane Cantanhêde no seu artigo: “Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.” Qual pode ser o significado de apagar esta “conclusão óbvia” configurando uma lista em que todos os mencionados são ditos “sujos” por igual?

Em carta dirigida a AMB, Claudio Weber Abramo, Diretor executivo da ONG Transparência Brasil, que já presta o serviço de utilidade pública que a jornalista reivindica, escreve:

“Diferentemente de outros, a Transparência Brasil não publica “listas”. Publicamos, sim, em nosso projeto Excelências (www.excelencias.org.br), os links para os Tribunais de Justiça e de Contas em que se explicitam as ocorrências que afetem os parlamentares. Dessa forma, e em contraste com a mera publicação de “listas”, qualquer pessoa pode verificar por si mesma a natureza do fato que é mencionada, não precisando confiar em relações coletadas não se sabe como.”

Que significado dar a expressão utilizada por Eliane Cantanhêde de “informações relevantes para que o eleitor vote consciente”? Como poderia um eleitor expressar “consciência” a partir de uma lista que põe de fato todos os casos como igualmente “sujos”?

Em democracia é normal que os partidos e seus candidatos destaquem o que consideram relevante para os eleitores, sobre si mesmos e sobre seus adversários. A mídia cumpre seu papel quando de maneira isenta informa sobre os políticos com questões relevantes para a sociedade. As informações relevantes estão a disposição de todos e da mídia particularmente. Ela informa sobre os processos, sobre as acusações e mostra caso a caso, candidato e candidato, para que o julgamento não produza amálgamas, simplificações e prejulgamento.

A lista em lugar de esclarecer desinforma, obscurece a compreensão e apresenta de forma reducionista o que exige de discernimento, do contraditório e de discussão. Como a própria jornalista reconhece a lista visa a influenciar o voto, supostamente consciente, proclamando uma suspeita de desonestidade para alguns e de “ficha limpa” para outros, sem que a justiça tenha dado seu julgamento.

Alguns invocam a necessidade de conhecer a vida pregressa dos candidatos para justificar a lista, como se o jogo democrático eleitoral não aportasse essa informação. Curiosamente nisto também a lista facilita o contrabando e “oculta” o que de relevante tem a vida pregressa. Como bem diz Eliane Cantanhêde “Marta não é Maluf”, mas nada impedira em nome da AMB que outros candidatos afirmem o contrário. Já Kassab, que estranhamente não aparece na lista, tem sua vida pregressa marcada pela associação política com o malufismo e foi secretário de planejamento de Pitta. Como se vê, nada melhor para ocultar a vida pregressa de um candidato que as listas simplificadoras.

Luis Favre

O processo pelo qual, segundo os jornais, o nome de Marta é incluído na lista da AMB é o mesmo em que José Serra é igualmente acusado. O processo Não teve julgamento ainda.

A seguir o artigo de Eliane Cantanhêde

Apostem suas fichas!


A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm “ficha suja” na Justiça nada mais é do o velho e bom “serviço de utilidade pública”. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país. É bom ou não é?

Só não é bom, claro, para o próprio candidato carregado de processos, de correspondentes malas de dinheiro e doido para se encostar numa prefeitura e conquistar mil e uma novas oportunidades de… fazer o bem público?

Dos 15, num universo de aproximadamente 350 candidatos a prefeitos de capitais, o mais encrencado é — sem a menor surpresa — o nosso velho conhecido Paulo Maluf (PP), com o recorde de quatro ações penais que tramitam no Supremo e três ações de improbidade administrativa na Justiça de São Paulo.

Sua reação foi proporcional ao tamanho da encrenca: “Juízes não devem se meter em política”, esperneou. Só que os juízes não estão se metendo em política. O que há são suspeitos e réus que se meteram até o pescoço na política e não querem sair nunca jamais.

A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.

Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.

Além de Maluf, a AMB listou Marta Suplicy (PT), candidata que lidera as pesquisas para a principal prefeitura do país, por responder a ação penal remetida do Supremo ao Superior Tribunal de Justiça, num caso de licitação de sua gestão anterior na mesma prefeitura.

Mas basta botar os olhos na lista da AMB para comprovar que Marta não é Maluf, assim como a ação contra ela não é como a penca de ações (inclusive com uma condenação em primeira instância) contra ele.

Além do trabalho da AMB evidenciar, o eleitorado sabe. Quem vota em Maluf está careca de saber em quem está votando. E todo mundo, principalmente quem vota em Marta, sabe que ela não tem absolutamente nada a ver com Maluf.

O importante é que todos tenham o maior número de dados para tirar suas conclusões. Informação de menos é que eterniza os males e bloqueia os avanços. Informação demais jamais será problema.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.E-mail: elianec@uol.com.br

23/07/2008 - 12:00h Pitta diz que foi preso para atingir Kassab e Maluf

Reproduzo a seguir a entrevista de Celso Pitta ao jornal Folha de São Paulo. Contrariamente as afirmações do entrevistado não vejo na ação da policia contra ele nenhuma relação política. É verdade que Pitta foi alçado a prefeito pelo apoio de se padrinho Paulo Maluf e que Kassab foi secretário de planejamento de Pitta e base da tropa de choque do malufismo em São Paulo. Isto não faz de Maluf e Kassab cúmplices ou responsáveis dos atos de Pitta na mira da PF. Nenhum jornal tentou ligar sua prisão a Kassab e Maluf e nada do que até agora filtrou das investigações implica Kassab ou Maluf nas supostas falcatruas entre Pitta, Nahas e Dantas. LF

Clique na imagem para ampliar e ler

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23/07/2008 - 09:08h Informação ou manipulação do eleitor?

A publicação pela AMB de lista de candidatos com processos provocou diversas reações reproduzidas na mídia hoje.
Na sua coluna na Folha de São Paulo, Nelson de Sá informa:

“MAGISTRADOS 1
As Globos lideraram a campanha por uma lista de políticos com suposta “ficha suja” e, com a divulgação dos “dados rigorosamente checados” pelo site de uma Associação de Magistrados, o “JN” trombeteou o “Alerta ao eleitor”. A ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, não Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin.” (TODA MÍDIA)

E o Painel da mesma Folha de São Paulo registra:
“E ele?

Diante da inclusão de Marta Suplicy entre os candidatos com “ficha suja”, apesar da ausência de condenações à ex-prefeita, petistas perguntam por que a Associação dos Magistrados Brasileiros omitiu Gilberto Kassab (DEM) da lista. Ele é co-réu em processo no qual se acusa Celso Pitta de ter feito propaganda pessoal com dinheiro público.”

Nenhum jornal informou que o processo invocado para justificar a inclusão do nome de Marta Suplicy na lista é o mesmo processo existente contra José Serra, por conta dos contratos de ambos para o serviço 156 da prefeitura.

Alguns defensores da publicação da lista procuram separar a estrita função de informação contida no documento da utilização de termos como “lista suja” ou de desqualificação de adversários, que seria obra exclusiva da mídia e de políticos aproveitadores.

No Jornal da Tarde uma contribuição ao debate expõe com clareza o fundo da dicussão (clique na imagem para ampliar e ler)

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19/07/2008 - 18:16h 40% pensam que Marta será a próxima prefeita segundo IBOPE

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Um elemento interessante na pesquisa IBOPE é a chamada previsão (clique na flecha no quadro no post anterior). A pergunta é: independentemente de sua intenção de voto, na sua opinião quem será o próximo prefeito?

Marta 40%
Alckmin 34%
Kassab 9%
Maluf 3%

19/07/2008 - 18:00h Pesquisa Ibope - Marta lidera em São Paulo

O Estado de São Paulo

Confira os números da pesquisa eleitoral contratada pelo Estado e pela TV Globo, feita entre 15 e 17 de julho, com 805 eleitores paulistanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais

SÃO PAULO - Os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apareceram tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com ligeira vantagem para Marta, que teve 34%, contra 31% de Alckmin, segundo pesquisa contratada pelo Estado e pela TV Globo e realizada pelo Ibope. Em terceiro lugar aparece o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, com 10%, também em empate técnico com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que teve 9%. Soninha Francine (PPS) registrou 2%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, Marta pode ter de 31% a 37%, e Alckmin, de 28% a 34%, o que demarca um ponto de intersecção entre as possíveis variações dos dois.

Num hipotético segundo turno, Alckmin apareceu à frente de seus dois principais rivais. Contra Marta, registrou 47% a 43%, em situação de empate técnico; contra Kassab venceria por 35 pontos - 58% a 23%. Marta, por sua vez, superaria Kassab por 16 pontos - 51% a 35%. O porcentual de indecisos na pesquisa estimulada é muito baixo, considerando o tempo que resta até as eleições - só 8% disseram que votarão em branco ou nulo e apenas 4% ainda não decidiram em quem votar. Nessa situação, para crescer um candidato não terá alternativa senão tomar votos de oponentes que estão à sua frente. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo.

Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 15 e 17 de julho e entrevistou 805 eleitores paulistanos, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01200108-SPPE.

16/07/2008 - 16:38h Ibope aponta Marta com 35% e Alckmin com 32%

Gilberto Kassab (DEM) e Paulo Maluf (PP) têm 11%.

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G1 - Portal da Globo

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (16) aponta Marta Suplicy (PT) com 35% das intenções de voto e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 32% na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo o Ibope, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), tem 11%. O deputado federal Paulo Maluf (PP) também soma 11%; a vereadora Soninha (PPS); 1%. Brancos e nulos somam 7% das intenções de voto; Não sabe e não opinaram, 2%.

Os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) não chegaram a atingir 1% das intenções de voto. O candidato Edmilson Costa, do PCB, não foi mencionado na pesquisa.

A pesquisa foi contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp). O Ibope entrevistou 602 eleitores na capital paulista no período entre 12 e 14 de julho. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) sob o número 01100108-SPPE.

Segundo turno

Para um eventual segundo turno, o Ibope pesquisou três diferentes cenários.

No primeiro cenário, Marta Suplicy (PT) tem 51% das intenções de voto e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), 36%. Brancos e nulos somam 11% e 2% não sabe ou não opinaram.

No segundo cenário, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 50% das intenções de voto e Marta Suplicy (PT), 41%. Brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não opinaram, 2%.

O terceiro cenário da pesquisa traz o tucano Geraldo Alckmin com 59% das intenções de voto e Kassab com 22%. Brancos e nulos correspondem a 15% e 3% não souberam responder ou não opinaram.


Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que não são citados os nomes dos concorrentes, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aparece na frente, com 22% das intenções de voto, seguida de Geraldo Alckmin (PSDB), com 14%, Gilberto Kassab (DEM), com 8%, e Paulo Maluf (PP), com 5%.

Os candidatos Soninha (PPS), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB), Renato Reichmann (PMN) e Edmilson Costa (PCB) obtiveram 1% das intenções de voto. O candidato Ivan Valente (PSOL) não chegou a atingir 1% na pesquisa espontânea.

13/07/2008 - 11:23h Pesquisa revela imagem que os eleitores têm de candidatos

Datafolha

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Folha de São Paulo 

06/07/2008 - 00:23h Marta na liderança no primeiro turno e empatada com Alckmin no segundo

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05/07/2008 - 20:34h Datafolha: Marta tem 38% das intenções de voto; Alckmin, 31%

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Kassab obteve 13% da preferência, seguido de Maluf, com 8%.


Pesquisa foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores.

Do G1, em São Paulo

Pesquisa Datafolha publicada no jornal “Folha de S.Paulo” revela que a ex-ministra Marta Suplicy (PT) está com 38% das intenções de voto em São Paulo, seguida pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 31%.


Leia também: Datafolha aponta Crivella com 26% e Jandira, com 17%

Em terceiro lugar vem o prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 13% da preferência. O quarto lugar é ocupado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que obteve 8% das intenções de voto.

Soninha (PPS) obteve 1% das intenções de voto; Levy Fidelix (PRTB), Ciro Moura (PTC), Renato Reichman (PMN) e Ivan Valente, 0%. Votos em branco, nulos e nenhum tiveram índice de 5%; não sabe, 3%.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa, a primeira realizada após a oficialização das candidaturas, foi feita entre os dias 3 e 4 de julho e ouviu 1.085 moradores de São Paulo. O número de registro no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é 01000108-SPPE.

Com a costura da aliança do bloco PC do B, PSB e PDT com o PT não é possível comparar a pesquisa atual com as anteriores, pois os três partidos apresentavam candidaturas na época.

No dia 15 de maio, pesquisa Datafolha registrava um empate técnico entre Marta e Alckmin. A petista tinha 32% e o tucano, 28%.


Renda e região

Marta apresenta seu melhor desempenho (44%) entre os que têm renda mensal de até dois salários mínimos. No mesmo segmento, Alckmin e Kassab têm, respectivamente, 27% e 11%.

O tucano tem melhor desempenho (34%) entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos. Já entre os que ganham mais de dez salários mínimos, o índice é de 33%. Já Kassab e Marta têm, respectivamente, 24% e 23%.

Marta tem o melhor desempenho na Zona Sul de São Paulo (44%) e o pior no Centro (23%). Alckmin se destaca no Centro e Zona Norte (42%) e é mais fraco na Zona Sul (27%). Já Kassab se destaca nas Zonas Leste e Oeste (15%) e tem pior desempenho na Zona Norte (10%).


Segundo turno

Marta e Alckmin estariam tecnicamente empatados num eventual segundo turno. Segundo a pesquisa, caiu de dez para cinco pontos a vantagem de Alckmin sobre Marta em relação ao levantamento anterior.

Alckmin obteria 50%, contra 45% de Marta. Na pesquisa anterior, o tucano tinha 52% contra 42% da petista. Segundo o Datafolha, o ex-governador herdaria 78% dos eleitores de Kassab e Marta, 19%. Alckmin contaria com 60% dos eleitores de Maluf e Marta, 30%.

Em uma eventual disputa com Kassab, Alckmin venceria com 34 pontos de vantagem: 59% a 25%.

Se Marta disputasse o segundo com a Kassab, ela derrotaria o prefeito por 55% a 36%.

Em comparação com a pesquisa anterior, a vantagem da ex-ministra subiu de dez para 19 pontos. No cenário, Kassab herdaria 56% dos eleitores de Alckmin e Marta, 33%.

Rejeição

Marta tem 30% de rejeição – maior parcela entre quem tem nível de escolaridade superior e renda familiar superior a dez salários mínimos. Kassab tem 30%, Alckmin, 18%, e Maluf, 55%.

05/07/2008 - 19:41h Marta lidera disputa em SP, diz Datafolha

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Marta Suplicy lidera disputa em SP com 38%

da Folha Online

Pesquisa Datafolha mostra que a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) lidera as intenções de votos à Prefeitura de São Paulo com 38%. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está em segundo lugar com 31%.

O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), aparece em terceiro lugar, com 13%, seguido pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), com 8%.

O levantamento, realizado entre os dias 3 e 4 de julho, está na edição da Folha de S.Paulo deste domingo (6), que já chegou às bancas. O Datafolha ouviu 1.085 moradores de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 3% pontos percentuais, para mais ou para menos.

A íntegra da reportagem estará disponível na internet a partir das 2h30 de domingo para assinantes do UOL e da Folha.

EQUIPE AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) aparece na liderança da disputa à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Segundo pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo, 6, no jornal “Folha de S. Paulo”, Marta tem 38% das intenções de voto. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está logo atrás, com 31%. Em terceiro, está o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 13% das preferências, e 18 pontos atrás de Alckmin.

O deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP) vem em quarto, com 8%; Soninha (PPS) tem apenas 1% das preferências. Brancos somam 5% e os que responderam não saber em quem votar chegam a 3%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 1.085 moradores de São Paulo entre os dias 3 e 4 de julho.

Em um eventual segundo turno entre Marta e Alckmin, os dois aparecem tecnicamente empatados, ainda segundo levantamento Datafolha. O ex-governador teria 50% das intenções de voto, e a ex-ministra, 45%. Com relação à pesquisa anterior, em 15 de maio, caiu de dez para cinco pontos porcentuais a diferença entre os dois. Antes, Alckmin registrava 52% e Marta, 42%.

03/07/2008 - 11:36h Serra não nadará num mar de rosas

VALOR

Há algo mais do que um simples racha entre PSDB e DEM no ar poluído da capital paulista. A candidatura à reeleição do prefeito Geraldo Kassab (DEM) é um ingrediente novo num cenário onde há 15 anos três partidos - o PSDB, o PT e o PP (ou seja qual for o nome do partido do ex-prefeito Paulo Maluf) - monopolizam as atenções do eleitor. Kassab interrompe o que tem sido uma gradativa e natural transferência para o PSDB dos votos mais à direita, historicamente destinados a Maluf, ao entrar diretamente na disputa por esse eleitorado; e o candidato tucano, Geraldo Alckmin, além de deixar de ser o caminho natural para o eleitor malufista, tem dificuldades de acesso ao eleitorado mais à esquerda e ao voto de periferia, que teria de disputar com Marta Suplicy (PT).

Em 2004, PSDB e DEM estavam juntos, com o hoje governador José Serra (PSDB) na cabeça de chapa e Kassab na vice. Serra, com um perfil mais à esquerda do que o DEM e com um eleitorado forte ao centro, conseguiu com a aliança também agregar votos à direita e vencer as eleições. Em outubro próximo, DEM e PSDB não apenas serão concorrentes, mas terão candidatos com um perfil ideológico muito semelhante.

Em 2000, quando era vice-governador e candidatou-se a prefeito, Alckmin conseguiu ser o maior beneficiário do esvaziamento do eleitorado malufista. Maluf foi seriamente atingido pelo catastrófico mandato de seu apadrinhado, Celso Pitta (1996-2000). Segundo estudo de Fernando Limongi e Lara Mesquita, 27% dos eleitores que votaram em Maluf em 1996 transferiram seu votos para o PSDB na eleição seguinte (”Disputa por votos malufistas deve marcar eleições à prefeitura de São Paulo”, Cristiane Agostine, Valor, 29/10/2007). A partir de então, a polarização entre PT e Maluf na capital paulista cedeu espaço ao PSDB. Em 2000, Marta Suplicy obteve 38,01% dos votos no primeiro turno, e o então PPB de Paulo Maluf, com 17,35%, foi para o segundo turno com uma distância de apenas 0,14 pontos percentuais sobre o PSDB. Nas eleições de 2004, vencidas, enfim, pelo tucano José Serra, o PSDB teve 43,56% no primeiro turno, contra 35,82% de Marta Suplicy. Maluf veio em distante terceiro lugar, com 11,92% dos votos.

A soma dos votos da classe alta e a manutenção de parcela do eleitorado ex-malufista, de classe média conservadora (que deu acesso dos tucanos à periferia de São Paulo), pode ter sido determinante para a vitória de Serra. Foi determinante, contudo, não ter ninguém concorrendo em sua faixa de eleitorado e conseguir avançar sobre os votos conservadores. O hoje governador conseguiu votos à direita sem ter uma firme rejeição do eleitorado de centro-esquerda, onde disputava votos com o PT.
Alckmin e Kassab disputam mesmo voto

Essas eleições concentram candidatos à direita na capital paulista - Kassab, Alckmin e o próprio Maluf, que nas pesquisas ainda exibe 8% das intenções de voto. Os votos conservadores estão rachados e qualquer dos dois candidatos depende de polarizar com a petista Marta Suplicy para ter chances de ir ao segundo turno. Ser uma alternativa viável à petista arregimenta votos à direita, que tende a exercer o voto útil contra o candidato de esquerda.

Se Alckmin conseguir isso, ainda terá de superar suas dificuldades de acesso aos votos de periferia. Aí o PT tem superioridade porque foi o alvo preferencial da administração petista, ainda na memória recente; e porque tem beneficiários dos programas sociais do governo Lula. No segundo turno das eleições de 2002, quando disputaram a Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra, a diferença de votos dados aos dois na cidade foi mínima - 48,94% para o tucano e 51% para o petista, o que representou escassos 167 mil votos. Na Zona Leste, Serra levou uma surra de Lula: em Sapopemba, Itaim Paulista e Guaianazes, o presidente obteve 60% dos votos. Kassab, candidato à reeleição, retomou programas do governo de Marta e governou para a classe média - isso lhe dá possibilidade maior de acesso ao eleitor pobre e pode atrair os eleitores ricos, onde os tucanos exercem a hegemonia.

Marta ainda pode crescer na periferia. Lá, é mais forte a atuação de movimentos sociais, que tendem a exercer o seu voto útil no PT; os programas sociais do governo federal são em maior número; e parcela do petismo local compete ativamente com a política de clientela liberada do malufismo.

Com o PT com preferência consolidada na população pobre e o PSDB na população rica, os votos da classe média conservadora, malufista ou ex-malufista, são fundamentais para qualquer candidato que dispute com Marta. É difícil, nessa circunstância, imaginar que durante toda a campanha as relações entre Kassab e Alckmin serão cordiais - na verdade, eles estarão competindo fundamentalmente um com o outro, junto ao mesmo eleitorado, para disputar o segundo turno. Alckmin, que fez da sua candidatura a maior pedra no sapato do governador José Serra - cuja aliança em torno da reeleição de Kassab consolidaria, por si, o apoio à sua candidatura em 2010 - pode ser um complicador maior ainda, quando a disputa eleitoral exigir um ataque frontal ao candidato do DEM. A vida de Serra não vai ser um mar de rosas.

Maria Inês Nassif é editora de Opinião. Escreve às quintas-feiras

maria.inesnassif@valor.com.br

27/06/2008 - 13:35h A rua tucana bifurca

A rua que pulsa desnorteada

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VALOR

Gilberto Natalini, médico de 56 anos, no terceiro mandato de vereador, lidera a bancada tucana na Câmara de Vereadores de São Paulo. Reivindica com orgulho a autoria do termo Martaxa, que popularizou a fama de fiscalista da ex-prefeita e contribui para sua derrota em 2004.

No dia seguinte à convenção que decidiu pela candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à prefeitura da capital, Natalini foi a um hospital na periferia Norte da cidade cuja ampliação de serviços foi negociada com o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Logo foi cercado por eleitores seus, médicos e enfermeiras que atendem no hospital. Queriam saber como é que seu grupo político trabalharia contra o prefeito candidato que atendera às suas demandas.

O vereador sentiu-se encurralado. Todo seu material de campanha foi confeccionado a partir de realizações em parceria com Kassab. “Eu ia falar o que? A ética me manda dizer que meu partido tem um candidato, mas eu ia dizer a eles que aquilo que a gente tinha batalhado tanto pra conseguir não valia mais nada e que agora eu ia embarcar noutra candidatura? É uma situação esquizofrênica”.

O vereador Adolfo Quintas (PSDB) foi eleito por Ermelino Matarazzo, na onda do avanço de José Serra sobre o velho reduto petista da populosa zona leste de São Paulo em 2004. “O prefeito já instalou oito AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) a meu pedido. Tenho que prestar contas ao eleitor do que consegui para a região. Não vou trabalhar contra Kassab de jeito nenhum”.

Da bancada de 12 vereadores de São Paulo, apenas dois votaram pela candidatura Alckmin. E, dos dez que fizeram uma última tentativa de resistência na manhã do domingo, dois avaliam que o constrangimento é tal que devem desistir da disputa.

Num partido sem presença nos movimentos sociais os vereadores são aquilo que o PSDB tem mais próximo do que o programa do partido chama de “pulsar das ruas”. Com a eleição de Serra em 2004, na primeira vez que o partido chegava ao governo da capital paulista pelo voto, a bancada municipal praticamente dobrou. Agora corre o risco de minguar de novo. Juntos, têm quase 500 mil votos.

Eleição de vereador é a mais corpo-a-corpo de todas. O voto de opinião é residual. O candidato fala para pequenos grupos, reunidos ao final da pelada de domingo, em associação de bairro ou mesmo em grupos de amigos reunidos em casa. O eleitor procura seu candidato imbuído de um espírito de governabilidade por mais que os profetas da alienação ignorem a racionalidade do voto. Quer escolher o vereador que ajude seu candidato a prefeito. Mas que candidato?

Muito desse trabalho de criar e multiplicar rede de contatos é feita por militantes como aqueles mais de 500 delegados reunidos pelos vereadores rebeldes no domingo. Pela inconformidade explicitada com a decisão do grupo de recuar da disputa contra Alckmin, é de se duvidar que demonstrem qualquer entusiasmo com a candidatura oficial do partido.

Convenção desorientou bases tucanas

Além disso, o prefeito passará a depender mais dessa base tucana do que o fez até agora. A partir do dia 5 sua intensa agenda de inaugurações terá que ser substituída por eventos menos explícitos de campanha. Os três principais candidatos devem ficar em condições mais ou menos equânimes de exposição.

Até meados de agosto, quando tem início a propaganda eleitoral gratuita na televisão, Kassab terá que contar mais com o corpo-a-corpo para converter os paulistanos que aprovam sua administração em eleitores seus, única condição que o levará a disputar o segundo turno. O drama colocado pela convenção tucana é que o prefeito não terá como fazê-lo sem tirar votos de Alckmin.

O voto em São Paulo tem-se mantido relativamente coerente ao longo das últimas eleições. Nas disputas de 2004 e 2006, Marta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançaram exatamente o mesmo percentual no segundo turno da cidade de São Paulo: 45% dos votos válidos.

Ambos foram derrotados pelo PSDB, que cresceu no município em cima do eleitorado que consagrou o malufismo em 1992 e 1996. Na distribuição geográfica dos votos, o PSDB domina a região central e o PT, as franjas da cidade. O que está em disputa é o eleitorado de classe média baixa, em áreas de transição da cidade em que Maluf reinou nos anos 90.

O eleitor típico dessas regiões é o micro-comerciante que anda satisfeito com Lula porque está vendendo bem e conseguiu comprar seu carro financiado em 60 prestações, mas não entende por que o CEU da região, construído com o imposto que ele paga, é melhor do que a escola particular de seu filho.

É em cima desse eleitor me-taxou-e-deu-o-dinheiro-pros-pobres que Marta investe para diminuir sua rejeição. Na expectativa de que esteja no segundo turno e alcance os 45% que seu partido tem alcançado no município nas últimas eleições, precisaria virar 5% dos votos, algo em torno de 500 mil votos.

Do outro lado, Kassab e Alckmin disputarão o mesmo eleitor numa guerra que ainda terá o recalcitrante Paulo Maluf. O melhor dos mundos para os petistas seria enfrentar um Alckmin que passe para o segundo turno em queda depois de uma campanha tensa contra Kassab capaz de desmobilizar as máquinas estadual e municipal a seu favor. Para derrotar Marta, na reta final, um ou outro terá que conquistar um colégio eleitoral extra com um punhado de votos igual ao dos atônitos vereadores do PSDB.

Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras

mcristina.fernandes@valor.com.br

26/06/2008 - 10:30h Ibope: Marta lidera em São Paulo, com 34%

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diario_ibope.jpgO Diario de São Paulo (e O Globo) foram os únicos jornais a destacar os resultados da pesquisa IBOPE. Estranhamente os dois principais jornais da cidade quase que sonegaram a informação. Os diversos cenários, a rejeição, a reação dos candidatos, quase tudo foi deixado de lado. Reconheço que o interesse jornalístico pela pesquisa era reduzido, na medida em que a queda de Alckmin esta no limite da margem de erro, o empate técnico entre Kassab e Maluf na disputa pelo terceiro lugar não mudou em relação a um mês atrás e a rejeição continua mostrando os mesmos números. Mesmo assim uma pesquisa poucos dias antes do início da campanha eleitoral normalmente ganha mais destaque. Nem o artigo da Folha Online no qual Kassab diz estar contente com os resultados ou aquele que registra que 58% não confia nele, nada ganhou espaço na versão impressa do jornal. É verdade que o universo dos entrevistados pelo IBOPE é pequeno, a margem de erro grande (4 % para + ou para -) e a empresa de transporte que encomenda a pesquisa na qual participa um político ligado a Alckmin, tinha ganho destaque no mês anterior nos jornais que insinuavam alguma relação entre uma coisa e a outra.

Mesmo assim…
LF

Ibope: Marta lidera em São Paulo, com 34%

Alckmin, em segundo, ganharia da petista num eventual segundo turno; Kassab está em terceiro

Sergio Roxo - Diario de São Paulo

SÃO PAULO. A ex-ministra Marta Suplicy (PT) lidera a corrida pela prefeitura de São Paulo com 34% das intenções de voto contra 27% do segundo colocado, Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa do Ibope feita a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp). A vantagem de sete pontos percentuais da petista fica no limite da margem de erro, que é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

O cenário considerado é o mais provável para a eleição de outubro, com a candidatura de Paulo Maluf (PP) e sem Luiza Erundina (PSB), já que o PSB aderiu ontem à candidatura do PT. Com essas opções, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) é o terceiro colocado, com 14%.
Paulo Maluf (PP) aparece em quarto, com 8%. A pesquisa ouviu 602 eleitores e foi realizada entre 21 e 23 de junho.

— Temos que aguardar o próximo levantamento para saber se há mesmo uma tendência de liderança da Marta — disse o diretor do Ibope Hélio Gastaldi, responsável pela pesquisa.

O instituto simulou outros três cenários. Em todos, aparece o nome de Paulinho (PDT), que não deve se candidatar e poderá apoiar Marta. Com Erundina na disputa, Marta tem 31%, Alckmin soma 25% e Kassab fica com 13%. Maluf tem 8%, um ponto à frente de Erundina, que não deve disputar. Sem Maluf e com Erundina, a petista lidera com 32% e Alckmin fica em segundo, com 27%. Kassab somaria 14% e Erundina, 9%. Se Maluf e Erundina saem, Marta fica na frente, com 36%. Alckmin tem 30%, e Kassab, 15%.

Sem Erundina e com Maluf, Marta sobe quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, de maio. Alckmin cai dois pontos e Kassab, um.A intenção de voto em Maluf não se alterou.

Num eventual segundo turno, Alckmin bateria Marta com 49% contra 41% das intenções de voto. Na disputa Marta e Kassab, a petista levaria vantagem de 50% a 36%. Se Alckmin e Kassab se enfrentassem, a vitória seria do tucano por 54% a 25% dos votos. A pesquisa mostra ainda que o candidato com maior índice de rejeição é Maluf, que tem 51%. Já Marta tem a rejeição de 32%. Kassab aparece em quarto na lista, com 27%. Alckmin tem só 14% de rejeição.

25/06/2008 - 20:27h Esquentando os motores

O Ibope aponta Marta com 34%, Alckmin, 27%; Kassab, 14%; e Maluf, 8%. Em seguida, vêm Soninha, 2%; Paulinho, 2%; Zulaiê Cobra, 1%; brancos e nulos, 10%; e não sabe/não opinou, 2%.

A pesquisa foi contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp). O Ibope entrevistou 602 eleitores na capital paulista no período entre 21 a 23 de junho. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

No cenário com Erundina, que não é candidata, Marta lidera com 31%, Alckmin fica com 25%, Kassab 13%, Maluf 8% e Erundina 7%. Este cenário é que terá destaque nos jornais amanhã.

A avaliação da administração municipal mostra uma piora na avaliação de Kassab, dentro da margem de erro equivalente a pesquisa do mês de maio.

Segundo a Folha online Kassab está contente com os resultados. A Folha Online, deve estar menos contente que Kassab, ao ponto de registrar que 58% não confiam no atual prefeito. Registra também que aumentou o número dos que desaprovam sua administração e os que a consideram ruim ou péssima. Tudo dentro da margem de erro em relação aos números de maio. A Folha Online destaca que Kassab perde em qualquer cenário em um eventual segundo turno.

A campanha não começou, as coisas podem mudar e pesquisa é uma foto do momento, ou seja amanhã não corresponde necessariamente com hoje, nas intenções dos eleitores.

O que pode se dizer é que dois candidatos estão na primeira fileira, Marta e Alckmin. Na segunda fileira, outros dois, Kassab e Maluf. essa é a pole position hoje. LF

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Pesquisa indica que 58% não confiam no atual prefeito de SP

FOLHA ONLINE

A pesquisa Setcesp/Ibope divulgada nesta quarta-feira mostra que 58% não confiam no atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), contra 37% que confiam.

Em maio, 56% dos entrevistados não confiavam em Kassab, contra 40% que confiavam.

Quando se trata da aprovação da administração do democrata, o cenário muda. Em junho, 46% desaprovam a gestão, contra 50% que aprovam. Em maio, 42% desaprovavam, contra 53% que aprovavam.

A atual administração é ótima/boa para 36% dos entrevistados, regular para 33% e ruim/péssima para 29%. Em maio, 37% achavam ótima/boa a gestão, contra 36% que achavam regular e 26% ruim/péssima.

O Ibope ouviu 602 pessoas entre os dias 21 e 23 de junho. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

17/05/2008 - 19:52h DataFolha: Marta e Alckmin lideram em São Paulo

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Nova pesquisa DataFolha no jornal de domingo.

Os resultados são sensívelmente os mesmos que na pesquisa anterior. Marta lidera com 30% e Alckmin está com 29% (ambos subiram 1 ponto, mas a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos, ou seja está tudo igual). Kassab está com 15% (subiu 2 pontos, ou seja está também igual) e por último Maluf está com os mesmos 8% da pesquisa anterior e Erundina passou de 7 a 5%, oscilação na margem de erro.

Ou seja, mesmo tendo reforçado suas alianças, feito quase uma inauguração-comício a cada dia, além da propaganda da prefeitura e do noticiário positivo, a situação de Kassab não melhorou nem em relação ao seu adversário Geraldo Alckmin, nem em relação a Marta Suplicy.

O fato de Alckmin se manter no mesmo patamar, mesmo sem muito espaço na mídia, na medida em que a campanha ainda não começou (pelo menos para os que não têm a máquina do Estado e da prefeitura do seu lado), é significativo da dificuldade que Kassab e Serra estão encontrando para derrubar sua candidatura. Alckmin mantém incluso sua baixa rejeição, sendo que a rejeição de Kassab é próxima da rejeição de Marta. (rejeição: Marta 31%; Kassab 27%, Erundina, 25% e Alckmin 16%. Neste quesito Maluf lidera com 53%).

Um fato chama a atenção: a medida que a candidatura da Marta tende a se confirmar na opinião pública, a intenção de voto espontânea (onde o entrevistado é convidado a responder em quem votaria, sem apresentar nenhum cenário para ele) cresce bem acima da dos outros concorrentes. No final de novembro ela tinha 7%, passou para 10% em meados de fevereiro, pulou para 15% no final de março e hoje esta com 18% de intenções espontâneas de voto. Em comparação, Alckmin arrancou em 4% e hoje está com 9% e Kassab saiu de 10% e hoje esta com 13 pontos. Aliás Kassab está com quase a mesma intenção de voto entre o espontâneo e o cenário com a tabela dos candidatos. Já Marta pula de 18% para 30% e Alckmin passa de 9% a 29%.

Outro elemento da pesquisa, já presente nos resultados anteriores, é a liderança de Marta Suplicy na Zona Sul (Marta 38%, Alckmin 28%, Kassab 10%) e na zona leste da cidade (Marta 32%, Alckmin 22% e Kassab 20%). Marta também lidera no centro, mas com margens menores (Marta 29%, Alckmin 26% e Kassab 17%) Já a zona norte tem Alckmin na liderança com 41% (Marta 17% e Kassab 13%) e a zona oeste também Alckmin lidera com 37% (Marta 20% e Kassab 17 pontos).

Marta Suplicy também lidera com folga nas camadas mais pobres da cidade (41% entre os que ganham até 2 salários) e 29% nos que tem renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos. Alckmin está nesses dois estratos com 21% e 30% respectivamente e Kassab com 11 e 15 pontos.

Já a pirâmide muda com a liderança de Alckmin acima de 5 salários, com 40% e acima de dez com 41%. Também nesses segmentos Kassab obtém melhores resultados empatado com Marta em 19% nos primeiros e com 21% nos mais ricos.

Mesmo a pesquisa não tendo mostrado quase nenhuma alteração nas intenções de voto, ela tem um peso na movimentação política.

Apesar da mídia ter insistido no isolamento de Alckmin e de Marta Suplicy, ambos abacanham 60% das intenções de voto do eleitorado. Ou seja, isolamento muito relativo em relação ao que conta: apoio do eleitor.

A medida que se aproxima o começo da campanha a situação de Alckmin, na medida em que consiga resistir as investidas dos demo-serristas, tenderá a ser um pólo aglutinador no seu campo reduzindo o espaço hoje dominado por Kassab. Para este último começa a ser vital descontar essa distância com Alckmin para dar perspectiva de vitória a sua candidatura e não ser abandonado pelos tucanos que hoje estão com ele.

Para o PT e a candidatura Marta Suplicy, o atual patamar é um muito bom começo, mais ainda se comparado com o de Alckmin que foi candidato a presidente e venceu no primeiro e no segundo turno na cidade.

Sem ter ainda anunciado sua candidatura, figurar com o apoio de um terço do total dos eleitores, dentre uma lista de 10 possíveis candidatos, confirma a força das realizações da administração da Marta, da forte implantação popular do PT e da avaliação positiva do governo Lula.

Cabe agora alavancar a campanha em propostas e soluções para melhorar São Paulo, confrontando o continuismo demo-tucano.

Luis Favre

16/05/2008 - 15:35h O Transporte coletivo e o Sofrimento do Povo

“As questões maiores são a mobilidade, o sofrimento do povo com o transporte coletivo, com o trânsito, que piora gradativamente.”

http://img201.imageshack.us/img201/7415/050707002gj9.jpg

Ao contrário do que pode parecer não se tratam de palavras de algum político de oposição ao atual governo municipal (DEM-PSDB). É uma frase do ex-governador Alckmin em entrevista à Folha no dia 10/05/2008 que reconhece que é catastrófica a situação gerada pela falta de políticas de transporte da atual Prefeitura e dos 14 anos de Governo do Estado do seu PSDB.

Já o Vereador Natalini (em artigo publicado na Folha em 07/05/2008) apresenta a gestão de transporte como um sucesso, ainda que para isso tenha que apresentar como feitos, obras que ainda estão no papel: Expresso Tiradentes, Corredores Celso Garcia e Berrini, reforma de sete corredores, monitoramento dos ônibus, restrições de caminhões, linhas de metrô.

O Vereador tenta encobrir aquilo que o candidato do seu próprio Partido não nega, a situação é dramática e o povo sofre com a inércia das autoridades e a falta de planejamento.

Longe de nós querer dar lições aos tucanos. Mas a experiência e o bom senso indicam que em primeiro lugar deve estar uma opção política: priorizar ou não o transporte público em detrimento do transporte individual.

A nossa opção foi priorizar o transporte público por que consideramos que não há espaço físico para o crescimento do transporte individual e os recursos de infra-estrutura da Prefeitura devem ser direcionados para a implantação de um sistema de transporte rápido, confortável e barato. Um sistema para toda a população. Esse sistema deve ser baseado numa extensa rede metroviária que atinja a periferia da cidade. Deve ter como complemento, uma rede muito mais extensa de corredores de ônibus de grande capacidade. E por fim uma rede capilar de pequenos veículos que permitam o acesso rápido à rede de transporte.

O que une essas três partes é o Bilhete Único, que foi implantado pela gestão Marta Suplicy e que vem tendo sua utilização dificultada pela atual gestão: não pode mais ser recarregado nos ônibus e com a demora das viagens muitas vezes não permite sua utilização posterior. Por fim, a tarifa deve ser o mais barata possível – e o atual Governo já acertou sua elevação para R$ 2,50 após as eleições, é claro.

Mas o transporte é mais que isso. Temos que cuidar da CET que - apesar de nunca ter tido tantos recursos como neste Governo! – não tem rádio para seus agentes que se comunicam, muitas vezes, pelo telefone público, não tem guinchos para retirar carros quebrados da rua (no dia 9 de maio a cidade parou por conta de um caminhão quebrado), e também não tem agentes em número suficiente.

Temos que elaborar uma política de transporte de carga que diminua o conflito por espaço que ocorre nas principais avenidas entre os grandes caminhões, os automóveis e os ônibus. Essa política tem que ser construída com firmeza pela administração pública, mas também com o diálogo com os agentes econômicos.

Temos que tratar o transporte fretado (que pode ajudar muito no atendimento à classe média), de políticas de estacionamento que reduzam a utilização da via pública, de uma ordenação da atividade dos motociclistas que não seja encarecer seu trabalho, de uma ação no transporte escolar que reorganize o Vai e Volta, abandonado pela atual gestão.

Caro Vereador, o que fez a atual gestão? Qual o legado da sua administração? A Ponte Estaiada, concebida junto com a Operação Urbana Águas Espraiadas pela Prefeita Marta? O Fura-Fila, criação de Pitta que tivemos que readequar para se tornar viável? As extensões da Jacu-Pêssego, o prolongamento da Radial e o complexo Jurubatuba, todas iniciadas pelo governo passado?

O legado da atual gestão é a inércia de quem teve um recorde de arrecadação (o orçamento municipal aumentou de R$ 13 bilhões em 2004 para R$ 23 bilhões previstos em 2008), fruto do crescimento econômico e de diversas medidas como a redução dos beneficiados pela isenção no IPTU, e não se preocupou com uma questão fundamental na cidade: a circulação.

Com essa arrecadação, que o Governo Marta não dispunha, é possível investir no Metrô. Decisão que, aliás, ela já havia tomado com a destinação de recursos das Operações Urbanas Faria Lima e Vila Sônia. Temos também, que buscar recursos contínuos junto ao Governo Federal – que neste ano já destinou R$ 270 milhões para novas obras. Resta desvendar se os contratos tucanos com a Alstom para compra de novos trens não estão corrompidos.

Outros governos municipais, como os de Faria Lima e Maluf, se preocuparam com essa questão e buscaram resolvê-la com grandes obras viárias. Não foi a solução e não acompanhou o desenvolvimento da cidade. Serra e Kassab, nem isso fizeram.

Carlos Zarattini
Dep. Federal-PT e ex-secretario de Transportes da cidade de São Paulo

15/05/2008 - 17:58h Folha: uma triste semana para a imparcialidade jornalística

capa_ponte_folha.jpgDomingo 11 de maio a edição da Folha desmanchava-se em elogios da ponte estaiada que Marta Suplicy, com tenacidade, começou a construir como parte da operação urbana financiadas pelos Cepac’s e concebida para desafogar o trânsito nas marginais em direção ao sul, abrindo caminho para, no outro lado, permitir a junção com a Imigrantes, desafogando Av. Bandeirantes. Projeto que incluía a construção de 8.500 moradias populares, erradicando as favelas do entorno da Av. Roberto Marinho. O entusiasmo foi tanto que a Folha deixou de informar que licitada ao custo de R$147 milhões na gestão anterior, ela acabou custando o dobro na gestão Serra-Kassab. Foi passado sob silêncio os ataques proferidos por Serra e Kassab contra o projeto, hoje saudado pela Folha e os tucanos como novo cartão postal de São Paulo. Nada foi dito sobre a obra paralisada inicialmente pelos demo-tucanos e a multa que o município teve que pagar pela suspensão injustificada. Nem uma palavra, em fim, sobre o fato da atual Ministra e ex-prefeita não ser convidada a inauguração do que ela ajudou a fazer pelo bem da cidade e Last but not least, nenhuma foto de Serra e Kassab em companhia do ex-prefeito Paulo Maluf, ele sim convidado a festa.

Coube a este blog mostrar incluso, que esta reportagem ditirâmbica contrastava violentamente com editorial da própria Folha de três anos atrás, atacando o projeto, sua necessidade e seu financiamento.

Dois dias depois, na terça-feira passada, Gilberto Kassab ganhou destaque na Folha de São Paulo atacando Marta Suplicy. A jornalista da Folha detectou no ataque de Kassab, um jogo eleitoreiro para isolar Alckmin e polarizar com a provável candidata do PT. Deixou, porém, de questionar Kassab sobre o conteúdo desses ataques, que ganharam amplo destaque na edição do jornal.

“Que prioridade é essa que deixava existir na cidade de São Paulo salas de lata, escolas de lata? Que prioridade é essa que dava aumento ao professor em forma de gratificação, e não transferia para o aposentado?”, perguntou Kassab, referindo-se a antecessores. “É muito importante que todos relembrem como estava a CET no início da nossa gestão.” acrescentou o prefeito. (folha 13/5/2008).

A Folha não questionou as afirmações de Kassab e nem fez um quadro para informar os dados sobre os quais o prefeito falara.

Coincidentemente, no mesmo dia, a Folha, em outra matéria sobre a CET, forneceria um dado: o número de “marronzinhos” da CET diminuiu durante a gestão Kassab, enquanto o número de carros cresceu em 1 milhão. (ver aqui no blog A maior obra demo-tucana: 266 Km de congestionamento sexta-feira). Ou seja o questionamento aos propósitos de Kassab não exigiam muita pesquisa, estavam na própria Folha.

No dia 13 de maio, dia em que as páginas da Folha reproduziam generosamente os ataques de Kassab, a ex-Secretária de Educação da administração Marta Suplicy, Cida Perez, enviou uma carta respondendo cada um dos pontos levantados por Kassab. Até hoje a carta não foi publicada.

Nela, Cida Perez, destacava que as escolas de latas tinham sido construídas na gestão Pitta com a participação do próprio Kassab como Secretário de Planejamento. Que essas escolas começaram a ser removidas e eliminadas na gestão Marta Suplicy. A carta, não publicada até hoje, mostrava também as inverdades proferidas em relação aos salários dos professores e aposentados. Nem a carta foi publicada, nem esses dados foram informados aos leitores da Folha.

Na sua edição de hoje, precisamente na questão da educação, as palavras de Kassab “que prioridade é essa?“, encontram uma resposta nos resultados do Idesp reproduzidos com claridade na manchete do jornal O Estado de São Paulo:

De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4

Só 2 colégios públicos do Estado têm índice 5 no Idesp, indicador que considera nota e adequação do aluno à série

A Folha, cumprindo com a tendência já constatada no passado pelo ombudsman da época, Mário Magalhães, e confirmada neste sucinto balanço da semana, prefiriou a manchete:

Escolas de SP terão meta de desempenho individual

Objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado hoje nos países desenvolvidos

Relegando para uma obscura referência no corpo do artigo o resultado do Idesp, que constitui, a bem da verdade, a nota que a gestão tucana ganhou no quesito educação ao cabo de 13 anos de gestão: 1. (ver aqui no blog Folha de SP: uma vergonha!)

Por último, chama atenção também, o silêncio dos articulistas da Folha no trato do conjunto destes fatos. Nem respostas indignadas a Kassab, nem ironias sobre a educação tucana, nem grandes proclamações éticas ou filosóficas. Nem o niilismo tradicional.
Nada.
Silêncio nas fileiras.

Luis Favre

PS - A cobertura da campanha eleitoral pelo jornal Folha de São Paulo se anuncia mal. Muita parcialidade a serviço de um lado e isto não corresponde ao compromisso com o leitor, nem a ética jornalística e configura-se numa ruptura com a história da própria Folha de São Paulo.

Os demo-tucanos podem ganhar algo com isto, mas perde a democracia e o direito a uma informação equilibrada. Perde também a Folha de São Paulo.

15/05/2008 - 10:11h Folha de SP: uma vergonha!

Embaixo da página, escondido no caderno cotidiano, na pag. 4 (página par, menos visível) e com um título enganador, a Folha de São Paulo “informa”, no meio desta nota (reproduzida embaixo), o que deveria ter um destaque de primeira importância: O ensino estadual está em frangalhos.

O jornal O Estado de São Paulo, o Jornal da Tarde e até o Agora tiveram que escancarar os números com visibilidade, tamanho o “apagão” da educação no Estado.

De 0 a 10, ensino médio de SP tira 1,4.

A Folha tinha os dados desde ontem e aqui ontem foi reproduzido o artigo online de Gilberto Dimenstein. Hoje a Folha, militante na proteção dos tucanos de São Paulo, oculta o que deveria exigir um alerta e destaque maior.

Triste espetáculo de desinformação e uma clara manifestação do rabo preso da Folha com o tucanato.

Após a história da ponte da Marta, horror três anos atrás em editorial do jornal, maravilha na inauguração com Serra, Kassab e Maluf; da parcialidade na cobertura, eis uma nova manifestação da manipulação da informação.

Como diria Boris Casoy: É uma vergonha!

Luis Favre

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Escolas de SP terão meta de desempenho individual

Objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado hoje nos países desenvolvidos

DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo criou um indicador de avaliação da qualidade das escolas para determinar metas individuais anuais para cada uma das 5.183 escolas da rede. O objetivo é que as instituições paulistas atinjam até 2030 um padrão semelhante ao encontrado nos países desenvolvidos hoje.
O Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) combina o resultado do Saresp -exame do governo estadual- e o fluxo escolar -determinado pela taxa de aprovação média em cada ciclo: 4ª e 8ª séries do fundamental e 3ª do ensino médio.
Pelo novo índice, que varia de 0 a 10, o ensino médio recebeu nota 1,41. No ensino fundamental, a 8ª série ficou com 2,54 e a 4ª série, com 3,23. A escola mais bem colocada no ensino médio é a Papa Paulo 6º, em Santo André, com 6,2. Os números refletem resultados já divulgados do Saresp.
O cumprimento da meta pela escola irá garantir o pagamento a servidores de 50% do bônus, no valor de três salários. O pagamento dos 50% restantes dependerá do cumprimento de outros critérios, ainda não definidos pela secretaria.
Para Roberto Augusto Torres Leme, vice-presidente da Udemo (entidade que reúne diretores de escolas estaduais), “não adianta só avaliar o desempenho escolar, é preciso atacar as causas do problema na educação, como a questão salarial”.
“O bônus irá beneficiar só alguns profissionais, mas não resolverá o problema da rede”, diz Carlos Ramiro de Castro, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP).

14/05/2008 - 13:04h Após convidar Paulo Maluf para inaugurar Ponte da Marta, Kassab procura palanque com PP de Maluf

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Kassab agora tenta atrair PP de Maluf para sua coligação

Se conseguir, prefeito terá metade do tempo de TV destinado aos candidatos

Já aliado ao democrata, o PV deverá ficar com mais uma subprefeitura; o acordo inclui ainda apoio material a candidatos do PV a vereador

Leia na Folha de São Paulo. Aqui, a manchete é suficiente