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	<title>Blog do Favre &#187; Maluf</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Lula pede a prefeitos apoio aos catadores de recicláveis</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[ANNE WARTH &#8211; Agencia Estado
SÃO PAULO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um discurso de apoio aos catadores de produtos recicláveis e conclamou os prefeitos a evitarem que empresas explorem a atividade no lugar dos trabalhadores. Ao participar da abertura da Expocatadores 2009, evento voltado às associações e cooperativas de catadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">ANNE WARTH &#8211; Agencia Estado</span></h2>
<p>SÃO PAULO &#8211; O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez hoje um discurso de apoio aos catadores de produtos recicláveis e conclamou os prefeitos a evitarem que empresas explorem a atividade no lugar dos trabalhadores. Ao participar da abertura da Expocatadores 2009, evento voltado às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, na capital paulista, Lula defendeu ser melhor que &#8220;muitos ganhem pouco&#8221; do que &#8220;um ganhe muito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Quero fazer um apelo aos prefeitos brasileiros dos quase 6 mil municípios do País. Agora que a coisa começou a dar lucro, podem começar a aparecer algumas empresas querendo se apoderar da reciclagem. As pessoas que até agora trabalharam na reciclagem podem ser jogadas para fora, para atender aos interesses de um grande empresário&#8221;, alertou o presidente. &#8220;Quero pedir a todos os prefeitos deste País para que levem em conta: é muito melhor para a cidade, para o Brasil e para a cidadania termos muitos ganhando pouco do que ter apenas um ganhando muito.&#8221;</p>
<p>Lula também discorreu sobre o Projeto de Lei 203/91, que atualmente tramita no Congresso Nacional e cria uma Política Nacional de Resíduos Sólidos. A proposta institui regras para a coleta seletiva de lixo e prevê que a atividade seja licitada e remunerada pelas prefeituras. Os catadores temem que as cooperativas percam as concorrências para grandes empresas interessadas no negócio. &#8220;Tenho certeza de que vamos contar com os prefeitos, governadores e com o Congresso, que vai aprovar a lei dos resíduos&#8221;, afirmou Lula.</p>
<p>Muito aplaudido pela plateia da cerimônia de abertura do evento, repleta de catadores do País e da América Latina, Lula recriminou o tratamento &#8220;humilhante&#8221; que os catadores recebem de parte da sociedade. &#8220;Essa gente não tinha vergonha de passar de carro e jogar um lixo qualquer, achando que vocês eram de segunda categoria e que vocês tinham obrigação de catar o lixo deles&#8221;, disse o presidente. &#8220;Vocês estão fazendo hoje muito mais do que catar material. Vocês estão ensinando a essa gente pedante, a essa gente arrogante, que o ser humano não pode ser discriminado pela sua profissão ou pelo trabalho que faz. Essa é a conquista maior de vocês. E acho que é isso que estão consagrando.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Kassab recebe vaias em evento com Lula e Maluf</strong></span></p>
<p><strong>Prefeito deixou o local logo em seguida alegando ter outros compromissos</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Andréia Sadi, do R7</span></h2>
<p>O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi vaiado durante evento nesta quinta-feira (29) na capital paulista que reuniu catadores de lixo. A vaia começou já na hora que o prefeito foi chamado para subir ao palco e durou todo o tempo do seu discurso, de cerca de um minuto. Com ar constrangido, o prefeito deixou o local em seguida e sua assessoria alegou que ele tinha outros compromissos.</p>
<p>A reação do público mudou quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado. Ele foi aplaudido e subiu ao palco aos gritos de “Lula, cadê você. Eu vim aqui só para te ver”.</p>
<p>No mesmo evento também estava o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que também recebeu vaias, mas em proporções menores que as recebidas por Kassab.</p>
<p>Segundo a organização do evento, cerca de 1.500 catadores participaram da ExpoCatadores, evento do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis para divulgar a atividade e defender a sua profissionalização.</p>
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		<title>Recado entre pares</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 15:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[

Monica Bergamo &#8211; FOLHA SP
FALA, MALUF!
Paulo Maluf (PP-SP) está &#8220;prestes a explodir&#8221; por causa da decisão da prefeitura, comandada por Gilberto Kassab (DEM-SP), de pedir que recursos que seriam dele no exterior sejam repatriados. O ex-prefeito disse há alguns dias a pessoa de sua estrita confiança que poderá aderir à delação premiada, ajudando o Ministério [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/recado-entre-pares/10614/" rel="attachment wp-att-10614" title="maluf_ameaca.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/recado-entre-pares/10614/" rel="attachment wp-att-10614" title="maluf_ameaca.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/maluf_ameaca.jpg" alt="maluf_ameaca.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4">Monica Bergamo &#8211; FOLHA SP</font></p>
<p><strong>FALA, MALUF!</strong><br />
Paulo Maluf (PP-SP) está &#8220;prestes a explodir&#8221; por causa da decisão da prefeitura, comandada por Gilberto Kassab (DEM-SP), de pedir que recursos que seriam dele no exterior sejam repatriados. O ex-prefeito disse há alguns dias a pessoa de sua estrita confiança que poderá aderir à delação premiada, ajudando o Ministério Público de SP a desvendar esquemas que envolveriam &#8220;políticos jovens&#8221; com os quais já fez campanha na manipulação de recursos de forma, digamos, pouco transparente.</p>
<p><strong>EU, NÃO</strong><br />
Maluf nega que tenha dinheiro no exterior.</p>
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		<title>Datafolha: aguardando segunda-feira</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 15:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Domingo é o dia em que os jornais vendem mais. A Folha de hoje traz pesquisa Datafolha sobre intenção de voto em alguns Estados, a 19 meses das eleições. Não tem qualquer sorte de importância, como prova entre outros exemplos, o fato de Geraldo Alckmin liderar com mais de 50% das intenções de voto a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Domingo é o dia em que os jornais vendem mais. A Folha de hoje traz pesquisa Datafolha sobre intenção de voto em alguns Estados, a 19 meses das eleições. Não tem qualquer sorte de importância, como prova entre outros exemplos, o fato de Geraldo Alckmin liderar com mais de 50% das intenções de voto a 8 meses das eleições municipais em São Paulo e acabou fora do segundo turno. </em></p>
<p><em>A escolha dos nomes para configurar os cenários eventuais deixou de lado o nome de Gilberto Kassab, que os demos gostariam de ver como candidato a governador em 2010, assim como o nome de Aloizio Mercadante que foi candidato a governador pelo PT nas últimas eleições. No caso de Kassab, a sua ausência da pesquisa permite a Alckmin atingir um patamar de intenção de voto superior, pois é o único candidato do campo demo-tucano. Já no campo da oposição de centro-esquerda o Datafolha incluiu em todas as simulações o nome de Luiza Erundina e a dos eventuais nomes do PT, com a consequente divisão das intenções de voto do eleitorado. Na última eleição na capital paulista, Luiza Erundina não foi candidata e apoiou Marta Suplicy. Para dar um exemplo do significado da eliminação do nome de Kassab e a de manter Erundina, basta olhar as intenções de voto na capital, onde Alckmin aparece com 34%, Marta com 20% e Erundina com 10%.</em></p>
<p><em>Em fim, como já escrevi pesquisa eleitoral com 19 meses de antecipação serve só para alimentar a projeção de nomes e as disputas internas nos partidos. Carece de qualquer outro valor ou interesse. Bem diferente de avaliar a situação dos governantes, particularmente em momentos delicados como os de hoje com o impacto da crise econômica. Teria sido interessante sim, a Folha publicar hoje os resultados da avaliação do governo estadual e do prefeito de São Paulo, que seguramente o Datafolha fez. A questão é de atualidade e permitiria comparar com a avaliação feita sobre o governo Lula. </em></p>
<p><em>Provavelmente ficará para segunda-feira, dia em que os jornais vendem menos. LF </em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://jovemnerd.ig.com.br/wordpress/wp-content/2006/09/urna_eletronica_66.jpg" alt="http://jovemnerd.ig.com.br/wordpress/wp-content/2006/09/urna_eletronica_66.jpg" /></div>
<p><strong>DATAFOLHA</strong></p>
<p><font size="5"><strong>Alckmin lidera com folga e opositor está indefinido</strong></font></p>
<p><strong>Tucano obtém de 41% a 46% das intenções de voto para o governo de SP em 2010</strong></p>
<p>Ex-governador obtém pior resultado em confronto com Marta; Datafolha diz que favoritismo de Alckmin está ligado a &#8220;recall&#8221; de eleições</p>
<p style="background-color: #ffff99">JOSÉ ALBERTO BOMBIG- Folha SP</p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O tucano Geraldo Alckmin, derrotado ainda no primeiro turno da eleição do ano passado para prefeito de São Paulo, é o preferido dos paulistas na corrida para governador, segundo o Datafolha. Trata-se da primeira pesquisa de intenção de voto nas eleições de 2010 para governos estaduais.<br />
Atual secretário de Desenvolvimento do governador José Serra (PSDB), ele obtém entre 41% e 46% das intenções de voto -sempre na liderança- em todos os cenários em que ele foi citado.<br />
Serra, nome mais cotado entre os tucanos para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também em 2010 e líder nas pesquisas, não aparece em nenhum deles.<br />
A 19 meses da eleição, nenhum dos adversários de Alckmin atinge sequer a metade de suas intenções de voto nos cenários em que ele é apresentado. Os mais bem posicionados são os ex-prefeitos Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).<br />
O melhor desempenho do tucano (46%), que governou São Paulo de 2001 a 2006, ocorre quando o candidato do PT é o ministro da Educação de Lula, Fernando Haddad. Contra Marta, o tucano obtém seu pior resultado (41%).<br />
Na hipótese de o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci concorrer pelo PT, Alckmin chega a 45%.<br />
O outro nome tucano apresentado pelo Datafolha, o do secretário da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira, oscila de 2% a 3% das intenções. Ele e Alckmin já travam uma batalha dentro do partido e do Palácio dos Bandeirantes pelo direito de concorrer em 2010.<br />
A pesquisa foi realizada entre 16 e 19 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.</p>
<p>&#8220;Recall&#8221;<br />
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que o levantamento mostra &#8220;amplo favoritismo de Alckmin&#8221;. Mas ele ressalva que Aloysio, Haddad e o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf -também testado em todos os cenários-, ainda são pouco conhecidos.<br />
&#8220;Os demais já concorreram nas urnas muitas vezes e recentemente. A campanha para o governo costuma ficar escondida por conta da disputa pela Presidência, e o eleitor, por causa disso, só se lembra dela mais adiante&#8221;, afirma Paulino.<br />
Como exemplo, ele cita o desempenho de Paulo Maluf (PP), que chega a liderar com 20% quando Alckmin sai da disputa. Também sem o ex-governador tucano, a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB) atinge 14%, seu melhor índice.<br />
O resultado da pesquisa deve servir de combustível para Marta na disputa interna do PT. Derrotada por Gilberto Kassab (DEM) no segundo turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, ela chegou a ser apontada como nome descartado do processo.<br />
No entanto, Palocci e Haddad, que seriam os preferidos de Lula, ainda mostram pouca viabilidade. O ex-ministro da Fazenda oscila de 3% a 5%.<br />
O ministro da Educação não passa de 2%. Já Marta chega a liderar com 19% no cenário sem Alckmin e com Aloysio.<br />
Além de Skaf (sem partido), também foram apresentados em todos os cenários Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL), Paulinho (PDT) e Soninha (PPS).</p>
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		<title>Montagem de chapa de Skaf ao governo de SP reúne bloco de esquerda e Maluf</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 14:46:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anna Carolina Negri/Valor

 Paulo Skaf: presidente da Fiesp pode dispor de sete minutos na televisão para expor discurso de união entre capital e trabalho no enfrentamento da crise
&#160;
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, empresário ligado ao setor têxtil, tem mantido conversas com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Anna Carolina Negri/Valor<br />
</em></font><span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002203/imagens/foto20pol-sdkaf-a9.jpg" /></span><br />
<font size="1"><em> Paulo Skaf: presidente da Fiesp pode dispor de sete minutos na televisão para expor discurso de união entre capital e trabalho no enfrentamento da crise</em></font></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</strong></p>
<p>O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, empresário ligado ao setor têxtil, tem mantido conversas com o chamado bloco de esquerda formado por PDT, PSB e PCdoB, para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo em 2010. A ideia é que ele se filie até maio ao PSB e que a possível chapa contenha ainda o PR e o PP, somando, assim, cerca de sete minutos no horário eleitoral gratuito.</p>
<p>Na formulação da chapa, a vice ficaria com o deputado em terceiro mandato Milton Monti (PR-SP), economista que foi secretário estadual de Relações do Trabalho no governo Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994). Ex-prefeito de São Manuel, pequeno município paulista a 272 km a noroeste da capital paulista, sua entrada daria o viés interiorano à composição. A vaga para o Senado seria do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Uma pesquisa Vox Populi para testar os nomes já está em negociação.</p>
<p>O deputado federal Paulo Maluf, presidente do PP paulista, e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, participam diretamente da negociação, além do próprio Paulinho, e do deputado federal e presidente do PSB paulista, Márcio França, que é muito próximo de Skaf.</p>
<p>Em um provável cenário em São Paulo com políticos não tão conhecidos do eleitorado, à exceção do ex-governador Geraldo Alckmin, a aposta é que a constante exposição de Skaf à mídia nos últimos seis anos seja um diferencial, junto com um discurso de capital e trabalho unidos pelo desenvolvimento. Os ideários da composição entre de empresário com sindicalista inspiram-se na chapa que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice e o fundador da Coteminas, José Alencar. Até o marqueteiro que fez vitoriosa essa dupla em 2002 é cogitado para a provável chapa: Duda Mendonça.</p>
<p>Os tucanos, embalados na máquina estadual desde 1995, viriam favoritos para a disputa, dentro de uma aliança com seis partidos (PMDB, PTB, PPS, PV, PPS, PSDB), mais de dez minutos de horário eleitoral e cerca de 450 das 645 prefeituras do interior. Embora Alckmin pareça ser o candidato eleitoralmente mais forte, o governador de São Paulo, José Serra, tem preferência por seu secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira. A última eleição majoritária que disputou foi em 1992, para a Prefeitura de São Paulo, onde, mesmo com apoio do então governador Fleury, não foi ao segundo turno.</p>
<p>A avaliação do bloquinho é de que haverá em 2010 espaço para neófitos na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, na medida em que o Estado se divide basicamente entre petistas e anti-petistas. Com a composição, Skaf poderia se fortalecer sendo uma terceira via e incorporando votos dos dois lados.</p>
<p>Uma aliança que inclui o PT não é descartada pelo bloquinho, mas os petistas descartam a ideia. Não cogitam ceder espaço no maior colégio eleitoral do país nem tampouco compor com Skaf, um crítico constante do governo Lula que notabilizou-se no embate pelo fim da CPMF e pela queda de juros. Nas palavras de um integrante da cúpula petista, &#8220;esperava-se uma postura diferente dele em relação ao governo&#8221;. Na legenda, a disputa deve ficar entre os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci. Entretanto, caso prospere uma aliança bloquinho, Skaf, PP e PR, o tempo de propaganda eleitoral gratuita do PT será o menor.</p>
<p>Oficialmente, a Fiesp informa que muitos partidos procuram o empresário. As incursões políticas de empresários ligados a Fiesp têm sido discreta nos últimos anos.</p>
<p>O último de seus presidentes a ingressar na política foi Carlos Eduardo Moreira Ferreira, eleito deputado federal em 1998 pelo então PFL, hoje DEM. Com uma campanha tendo por mote &#8220;Produção, Emprego e Educação&#8221;, obteve 91.194 votos em 520 municípios. Quatro anos depois, frustrado com a atividade política, por não conseguir emplacar as reformas tributária, trabalhista e política, desistiu de tentar a reeleição. &#8220;Jogar para a plateia é outra característica marcante da política nacional, à qual é extremamente difícil para alguém proveniente do meio empresarial se adaptar&#8221;, escreveu em sua justificativa pela desistência de tentar um novo mandato.</p>
<p>O adversário de Moreira Ferreira pela presidência da Fiesp em 1992, Emerson Kapaz, foi secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do governo Mário Covas antes de se eleger deputado federal pelo PSDB em 1998. Deixou o partido para tentar a candidatura a Prefeitura de São Paulo pelo PPS em 2000, disputa em que acabou como vice da candidatura Luiza Erundina (PSB). Foi reeleito deputado federal em 2002, mas iniciava a função de arrecadador da campanha de Alckmin à Presidência em 2006 quando acabou envolvido no escândalo das sanguessugas, deixando a política. Em um seminário do PPS em 2007, disse que &#8220;a política já não faz mais diferença no Brasil&#8221;.</p>
<p>À margem das urnas, Pedro Piva, pai do ex-presidente da Fiesp Horácio Lafer Piva, foi o último empresário ligado à instituição a exercer mandato majoritário por São Paulo. Financiador de campanha e suplente do então senador José Serra (PSDB), eleito em 1994, ocupou sua cadeira durante quase todos os oito anos do mandato, do qual o atual governador paulista ausentou-se para ocupar, consecutivamente, dois ministérios no governo Fernando Henrique Cardoso, Planejamento e Saúde.</p>
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		<title>Kassab encerra 1º mandato com 56% de aprovação, segundo Datafolha</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 11:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Resultado é só 1 ponto percentual abaixo do de Maluf, o melhor já registrado por um prefeito ao deixar o governo, diz Datafolha
O prefeito com pior avaliação ao deixar administração foi, segundo o Datafolha, Celso Pitta, com 81% de reprovação  
 Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

O prefeito Gilberto Kassab posa para fotos no viaduto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"></font> <strong>Resultado é só 1 ponto percentual abaixo do de Maluf, o melhor já registrado por um prefeito ao deixar o governo, diz Datafolha</strong></p>
<p><strong>O prefeito com pior avaliação ao deixar administração foi, segundo o Datafolha, Celso Pitta, com 81% de reprovação  </strong></p>
<div align="center"> <font size="1"><em>Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/c0612200801.jpg" border="0" /><br />
</em><em>O prefeito Gilberto Kassab posa para fotos no viaduto do Chá<br />
</em></font></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>EVANDRO SPINELLI &#8211; FOLHA SP</strong></p>
<p><font size="-1"> DA REPORTAGEM LOCAL </font></p>
<p>Um mês após a reeleição para  prefeito de São Paulo, a aprovação à gestão de Gilberto Kassab  (DEM) atinge 56% na última  pesquisa Datafolha do ano.<br />
É um índice positivo, pois representa uma estabilidade em  relação ao que ele vinha apresentando na campanha eleitoral, mas fica um ponto percentual abaixo do melhor índice  registrado por um prefeito ao  deixar o governo: Paulo Maluf  (PP), em 1996.<br />
Para o Datafolha, a aprovação de ambos está em empate  técnico, mas Kassab tem maior  rejeição (17% contra 11% de  Maluf), o que desempata o jogo  em favor do ex-prefeito.<br />
Maluf disputou a prefeitura e foi o quarto colocado na eleição, com 6% dos votos. Já Kassab tornou-se o primeiro prefeito reeleito da história da cidade, com 34% no primeiro turno e 61% no segundo.<br />
O Datafolha completa 25  anos em 2008 e mede a avaliação dos governos municipais  desde a volta da eleição direta  para prefeito da capital, em  1985. O primeiro avaliado foi  Jânio Quadros, prefeito de  1986 a 1988, que deixou o governo com 30% de aprovação.<br />
O pior prefeito desse período, segundo o Datafolha, foi  Celso Pitta, que deixou o governo em 2000 com 81% de reprovação e aprovação de apenas  4% dos eleitores.</p>
<p><strong>Estabilidade</strong><br />
A avaliação da gestão Kassab  se estabilizou no mesmo patamar do segundo turno da campanha eleitoral. O prefeito fechou a eleição com 59% de  aprovação à sua gestão e 15% de  rejeição. Chegou agora a 56% e  17%, respectivamente.<br />
Nos dois casos, há uma variação dentro da margem de erro  de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O levantamento foi feito entre os dias  25 e 28 de novembro com 1.103  eleitores da capital.<br />
Kassab tinha 49% de aprovação na semana que antecedeu o  primeiro turno, no qual ele surpreendeu e apareceu na frente  da então favorita Marta Suplicy  (PT). Começou o segundo turno com 61% de ótimo ou bom, o  maior índice registrado em todo o seu governo, e registrou  59% nas duas outras pesquisas  anteriores à eleição.<br />
A nota média do governo  também apresenta estabilidade. Kassab tinha nota 6,6 logo  após o primeiro turno, manteve a nota na pesquisa seguinte e  fechou a campanha com 6,5.  Agora, chega a 6,4.<br />
Doze por cento dos entrevistados deram nota dez ao prefeito e 8% disseram que ele merece nota zero.<br />
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, o resultado  é positivo para Kassab. Segundo ele, terminada a campanha  há uma tendência natural de  que o prefeito tenha queda em  sua avaliação devido ao fim da  exposição de mídia. Com Kassab não foi assim.<br />
&#8220;Kassab foi o grande personagem da eleição. Ele tinha o  maior tempo de TV e muita mídia. É comum a avaliação dos  prefeitos caírem depois da eleição, mas Kassab conseguiu  manter, o que é positivo para  ele&#8221;, afirmou Paulino.</p>
<p><strong>Mulheres</strong><br />
A estabilidade, no entanto,  não vale para todas as camadas  sociais. A reprovação do governo subiu seis pontos percentuais entre as mulheres (de 13%  para 19%) e dez pontos na faixa  etária de 35 a 44 anos (passou  de 14% para 24%), para citar  apenas dois exemplos.<br />
A aprovação também caiu em  algumas áreas, como entre os  eleitores de nível superior (cinco pontos percentuais, de 68%  para 63%) e aqueles com renda  de 5 a 10 salários mínimos (dez  pontos, de 65% para 55%).</p>
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		<title>Fim de festa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/fim-de-festa/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 15:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Gestão Maluf-Pitta tem de devolver R$ 160 mi para Prefeitura
Decisão do STJ mantém a condenação de gestores públicos, CBPO, Odebrecht e Cliba por irregularidades
Eduardo Reina, de O Estado de S.Paulo
SÃO PAUILO &#8211; O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em última instância, mantém a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo de condenar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <font size="4"><strong>Gestão Maluf-Pitta tem de devolver R$ 160 mi para Prefeitura</strong></font></p>
<p>Decisão do STJ mantém a condenação de gestores públicos, CBPO, Odebrecht e Cliba por irregularidades</p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Eduardo Reina, de O Estado de S.Paulo</strong></p>
<p>SÃO PAUILO &#8211; O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em última instância, mantém a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo de condenar as empresas CBPO, Odebrecht e Cliba, ex-diretores do Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) e um ex-secretário municipal a devolverem cerca de R$ 160 milhões aos cofres de São Paulo por irregularidades nos contratos de limpeza pública nas gestões de Paulo Maluf e Celso Pitta. O dinheiro é referente ao prejuízo causado com a antecipação das datas de pagamento e dos reajustes do contrato, assinado em 1995.</p>
<p>As três empresas foram multadas e ficam proibidas de firmar contratos com o poder público por cinco anos. Além das contratadas, o ex-secretário municipal de Serviços Alfredo Mário Savelli, os ex-diretores do Limpurb José Reis da Silva, Paulo Gomes Machado, Carlos Alberto Venturelli e o diretor interino na época Afonso Celso Teixeira de Moraes foram citados na sentença.</p>
<p>A decisão da Justiça, apesar de ter sido assinada em agosto, ainda não foi publicada no Diário Oficial, percurso necessário para valer. A publicação é prevista para as próximas semanas, segundo o STJ. As irregularidades cometidas durante o contrato caracterizam improbidade administrativa, pois, segundo ação do Ministério Público Estadual, desrespeitou a Lei de Licitações Públicas, que limita o valor dos aditamentos em 25% do contrato original. Os réus são acusados de enriquecimento.</p>
<p>O contrato foi assinado em abril de 1995, na gestão Maluf, com valor de R$ 82 milhões. Seis meses depois, o primeiro reajuste o elevou para R$ 101 milhões. Na gestão Pitta, outros 14 aditamentos foram efetuados, subindo o valor para R$ 162 milhões, diferença de quase 100% do custo original.</p>
<p>O TJ aceitou a denúncia em 1999 e considerou que os aumentos eram irregulares e que houve improbidade administrativa dos ex-diretores da Prefeitura. Os aditivos estavam em total desconformidade com o edital, extrapolando o limite da Lei de Licitações. Os acusados recorreram e perderam.</p>
<p>No STJ, a ministra Eliana Calmon negou todos os recursos. Ela observou que as empresas foram contempladas com série de benefícios, como pagamentos antecipados, feitos a cada dez dias, em vez de mensais. Para a ministra, tudo isso provocou uma série de transtornos para a administração pública.</p>
<p>No mesmo tribunal e no TJ tramitam ainda outros seis processos idênticos, envolvendo outras empresas que prestaram serviço de varrição de ruas e coleta de lixo na capital. Apesar das condenações, as empresas continuaram a celebrar contratos com o poder público amparadas por uma liminar obtida em Brasília.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Afif lança-se para cargo majoritário em 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 16:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ César Felício, VALOR
Paulo Pinto/AE &#8211; Afif revelou-se como o elo entre Maluf e Kassab:
entrou na política ao ingressar em chapa do ex-prefeito na ACSP 
e convidou o atual prefeito a integrar os quadros da entidade

Coordenador da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo, o secretário estadual de Trabalho Guilherme Afif [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"> <strong>César Felício, VALOR</strong></p>
<p align="right"><em><font size="1">Paulo Pinto/AE</font></em> &#8211; <font face="tahoma,arial,helvetica,sans-serif"><em><font size="2">Afif revelou-se como o elo entre Maluf e Kassab:<br />
entrou na política ao ingressar em chapa do ex-prefeito na ACSP </font><font size="2"><br />
e convidou o atual prefeito a integrar os quadros da entidade</font></em></font><br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002124/imagens/foto28pol-affeif-a9.jpg" align="right" /></p>
<p>Coordenador da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo, o secretário estadual de Trabalho Guilherme Afif Domingos expôs ontem a uma abarrotada platéia de empresários na Associação Comercial de São Paulo seus planos para 2010: será candidato a um cargo majoritário numa aliança global entre PSDB, DEM e PMDB.</p>
<p>&#8220;O resultado da eleição coloca São Paulo no epicentro das mudanças que ocorrerão no País em 2010. Neste ano vamos ter a repetição desta aliança para a Presidência da República e vice, a governador e vice e às duas vagas no Senado. Estou escalado para ser candidato majoritário&#8221;, afirmou, diante de uma faixa erguida por presentes, onde se lia &#8220;Kassab Prefeito, Afif Governador&#8221;. Uma manifestação classificada como &#8220;espontânea&#8221; pelo presidente da entidade, Alencar Burti, e como &#8220;um boato, mas agradável&#8221; pelo próprio Afif.</p>
<p>Na visão de Afif, a eleição de 2010 fechará o ciclo de 1964, &#8220;com o fim do mandato da oposição mais radical que se fez àquele sistema&#8221;. A candidatura presidencial do governador paulista José Serra (PSDB) emergeria então, segundo Afif, como a marca do pragmatismo que elimina as diferenças ideológicas entre esquerda e direita. &#8220;Serra é o homem talhado para conduzir o barco neste mar encrespado e a formatação da aliança de 2010 foi feita nesta eleição&#8221;, disse.</p>
<p>Durante uma palestra de cerca de uma hora, Afif esboçou o que seria um projeto de gestão de longo prazo para São Paulo. &#8220;Devemos evitar que aconteça em São Paulo o que ocorreu no Rio. Temos 1 milhão de pessoas sem renda declarada e 3 milhões sem endereço. É um Uruguai na informalidade ou na marginalidade. Temos uma conflagração surda. Se a gente não reintegrar este contingente na cidadania, se não agirmos, o PCC o fará&#8221;, disse.</p>
<p>A reintegração na cidadania, de acordo com Afif, só pode se dar pelo fomento ao empreendedorismo. &#8220;A auto-sustentabilidade do cidadão se confronta com a política assistencialista, que beneficia mais o assistente do que o assistido&#8221;, disse. Na secretaria estadual do Trabalho, Afif planeja iniciativas de impacto até as eleições de 2010. Falou em promover &#8220;mutirões de legalização&#8221; logo que o Congresso Nacional aprovar a criação da figura do micro-empreendedor individual.</p>
<p>Empresário do ramo de seguros, Afif dirigiu a Associação Comercial por vários períodos desde o início dos anos 80, intercalando a atividade patronal com incursões na política. Foi secretário de Agricultura, candidato a vice-governador em 1982, a presidente da República em 1989 e a senador em 1990 e 2006. Elegeu-se deputado constituinte em 1986.</p>
<p>O apoio da entidade a seus projetos políticos é permanente. Ontem, o atual presidente da instituição, Alencar Burti, disse que &#8220;São Paulo e o Brasil&#8221; ganhavam com a reeleição do prefeito. No ato promovido ontem pela Associação, Afif recebeu aplausos do ex-governador, ex-prefeito e deputado Paulo Maluf (PP-SP), que presidiu a entidade na década de 70.</p>
<p>Maluf foi prudente ao comentar de público a pretensão de Afif a algum cargo majoritário em 2010. &#8220;Deus permita que São Paulo tenha a ventura de ter no seu quadro de dirigentes alguém com a experiência e a honestidade de Guilherme Afif&#8221;, disse. Antigo dirigente da Associação Comercial, representando o setor imobiliário, Gilberto Kassab era presença aguardada no encontro, mas avisou a Afif com antecedência que não poderia ir.</p>
<p>No encontro, Afif traçou o elo entre Kassab e Maluf, uma associação que a candidata derrotada do PT à prefeitura, Marta Suplicy, procurou fazer, de modo negativo, durante toda a campanha eleitoral. Tanto Afif quanto Kassab e Maluf têm vínculo com a Associação Comercial de São Paulo, definida pelo secretário de Trabalho como &#8220;uma escola de formação de homens públicos, na defesa das liberdades econômicas&#8221;.</p>
<p>Afif narrou que tornou-se dirigente da entidade ao entrar na chapa encabeçada por Maluf que ganhou a presidência da Associação, em 1976, representando o setor de seguros. Na base do convite havia antigas relações familiares: o avô de Afif, William e o pai do ex-governador, Salim Farah Maluf, eram amigos. &#8220;Eles conversavam em árabe, quando eu era criança. O respeito que tenho por Afif começou aí, antes mesmo dele nascer&#8221;, comentou Maluf.</p>
<p>Já em 1984, quando o próprio Afif era o presidente da entidade, recebeu de um contraparente, Aniz Kassab, tio do atual prefeito, um pedido para aproveitar o então recém formado engenheiro em sua equipe. Aniz Kassab era alto funcionário da Serraria Americana, a empresa da família Maluf que deu origem à Eucatex.</p>
<p>Além de dirigente da Associação Comercial, Kassab tornou-se um operador político de Afif na formação do Partido Liberal em 1985, na campanha para deputado em 1986 e na eleição presidencial de 1989. Só começou a disputar mandatos eletivos na década de 90, quando Afif retirou-se temporariamente da política.</p>
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		<title>&#8220;Pragmatismo despolitiza as campanhas&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/pragmatismo-despolitiza-as-campanhas/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 13:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  Heloisa Magalhães, do Rio &#8211; VALOR
 Renato Lessa: &#8220;O PT tem teto em SPaulo.
Só ganhou com o apoio de Covas&#8221;. Nelson Perez/Valor


&#8220;A política está sendo varrida . Existe uma cultura há anos no Brasil repetindo a idéia de que o bom candidato é aquele que responde a problemas práticos. Esquerda e direita acabaram. O eleitor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99">  Heloisa Magalhães, do Rio &#8211; VALOR</p>
<p><em><font size="1"> </font></em><font size="2"><em>Renato Lessa: &#8220;O PT tem teto em SPaulo.<br />
Só ganhou com o apoio de Covas&#8221;</em></font><em><font size="1">. Nelson Perez/Valor</font></em><br />
<img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002122/imagens/foto24pol-lesddsa-a12.jpg" align="left" /></p>
<p><font size="2"><em><br />
</em></font>&#8220;A política está sendo varrida . Existe uma cultura há anos no Brasil repetindo a idéia de que o bom candidato é aquele que responde a problemas práticos. Esquerda e direita acabaram. O eleitor pensa nas questões práticas, escola do filho, transporte e esgoto&#8221;, diz o cientista político Renato Lessa.</p>
<p>Ele critica o cenário que levou ao que atribuiu a um certo &#8220;enfado&#8221; com relação aos políticos e critica a &#8220;tendência crescente do eleitor pragmático, aquele que vota com foco na administração o que, na sua avaliação, vem se repetido à exaustão em todos os níveis do Executivo.</p>
<p>O professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) diz que neste universo do voto racional, &#8220;outra coisa terrível é a idéia de que esse eleitor vota no candidato que é amigo do prefeito, governador e do presidente&#8221;. diz. E frisa que há tendência de um corte deste processo com a provável vitória de Gilberto Kassab, em São Paulo, e a disputa acirrada no Rio e Belo Horizonte, mostrando o questionamento do eleitor à força do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos governadores Sérgio Cabral e Aécio Neves</p>
<p>Em conversa com o Valor, o professor falou do perfil do eleitor que cresceu mas pouco se politizou depois do golpe de 1964.</p>
<p>Abaixo os principais trechos da entrevista:</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>As prefeituras hoje com mais recursos financeiros permitindo maiores realizações estão influenciando a reeleição? O eleitor está cada vez mais deixando a política de lado?</em></p>
<p><strong>Renato Lessa: </strong> Primeiro, acho que se trata de uma hipótese com tinturas mitológicas, que por todo o Brasil os prefeitos que tiveram mais dinheiro foram bem avaliados e o eleitor votou neles. Não acredito que as coisas funcionam desse jeito. Política é mais complicada. E também não acredito que exista um eleitor médio. Tenho colegas que acreditam nessas ficções estatísticas. Eu acredito em eleitores reais. E os casos são diferentes. A mesma motivação que podem levar os eleitores de Salvador (João Henrique, PMDB) a reeleger um prefeito não são necessariamente as mesmas motivações que levam os paulistas a reeleger o (Gilberto) Kassab (DEM), embora em ambos os casos você tenha um prefeito bem avaliado. Há fatores locais que não podem deixar de ser levados em conta porque as eleições não são coordenadas nacionalmente.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Mas o senhor concorda que os eleitores estão partindo para o voto mais pragmático?</em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> A hipótese do eleitor pragmático está posta. Merece algum tipo de atenção. Pode também estar decantando na cabeça do eleitor a maneira correta de votar diante de um certo enfado com relação a questões de política. Há décadas vem sendo repetido que política é uma coisa ruim, horrorosa, que só interessa a gente corrupta e que tem relações escusas. Então política é tudo aquilo de que devemos nos afastar e a gestão é tudo aquilo que devemos apreciar.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Mas ao mesmo tempo o número de candidatos a cada eleição só cresce&#8230;</em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> No Brasil, dois em cada três brasileiros votam. É um eleitorado imenso. São 138 milhões de eleitores para 183 milhões de habitantes. Na última, foram 350 mil candidatos a vereador, 17 mil a 18 mil para prefeito. O tamanho disso não é brincadeira de dois em dois anos temos uma multidão incalculável que se mobiliza e vai às urnas. Esse eleitorado teve dois piques de crescimento na fabricação de um eleitor mas despolitizado. Depois do golpe de 64, foram dois momentos de expansão forte. O eleitorado disparou mais de 180%. É uma coisa extraordinária que é um caso de crescimento eleitoral sem política. Foi a única ditadura do mundo com aumento exponencial do eleitorado.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Por que cresceu tanto?</em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> A população cresceu mas entre as razões estão o aumento da alfabetização e da urbanização. E aumentou nesse eleitorado o número imenso de eleitores desqualificados em termos educacionais, com os analfabetos funcionais que entraram nisso. Outro espasmo se deu depois da Nova República.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>E a redemocratização de 1988?  </em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> Se pegarmos a Carta de 1998 duas grandes novidades institucionais vamos ver uma mudança de papeis. Uma é do Ministério Público e do Judiciário. O MP deixou de de ter as funções tradicionais do promotor, acusador e passou a defensor da cidadania. E a partir daí toda uma difusão de uma ideologia, uma mentalidade, um imaginário de que os brasileiros são portadores de direitos.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Foi a busca dos cidadãos em fazer prevalecer seus direitos que diferenciou as instituições?  </em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> Os direitos dos brasileiros não são expressos através dos partidos. E não é apenas porque o Legislativo está asfixiado e insulado pelas medidas provisórias do Executivo. O eleitor hoje vai buscar os direitos no Judiciário. O Congresso hoje é um conjunto de pessoas eleitas que ficam à disposição do presidente para fazer maiorias, para compor maiorias de governo, muito distante da população aqui em baixo. E a população está aprendendo, cada vez, a mobilizar o Judiciário e o sistema de Justiça para defender suas causas.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O senhor fala em um eleitor focado em questões práticas. A candidatura Gabeira, no Rio, se enquadra neste perfil?  </em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> O Gabeira nessa eleição no Rio está tentando animar a questão da grande política. O Rio é uma cidade global, uma das maiores metrópoles do mundo, não pode ser pensada como um problema local tem a ver com o pais e o mundo. A candidatura dele é teste interessante para ver se há espaço na cidade do Rio para quem se apresenta de uma maneira mais politizada no sentido mais amplo. Diz que vai pensar a cidade, as milícias ilegais, o meio ambiente. Contrapõe o estilo completamente asséptico sem política, do gestor, do prefeitinho da Barra (função que foi ocupada pelo opositor a Gaberia, Eduardo Paes, do PMDB, no início da trajetória política) contra a idéia que uma cidade dessa complexidade tem que ter estadista.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>Em São Paulo não está sendo posto em questão a capacidade de Lula tranferir voto?  </em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> O que está acontecendo em São Paulo é o que sempre aconteceu. Não está acontecendo nada novo. O PT em São Paulo tem o que a Marta (Suplicy) tem. Não é que Kassab é o administrador bem sucedido e admirado. É que o PT tem teto eleitoral. A Marta só ganhou quando disputou com o (Paulo) Maluf. Só ganhou quando Mario Covas desembarcou do consultório médico, quando estava proibido de sair, e foi fazer campanha para ela, colocou o PSDB ao seu lado. Marta com Covas ganhou do Maluf, mas sozinha não ganhou do (José) Serra e não ganha do Kassab. É questão do tamanho eleitoral que o PT tem em São Paulo. É imenso mas é menor do que a metade. Pode até existir transferência de voto em tese, mas em São Paulo o que está acontecendo é a repetição de um padrão eleitoral que está consolidado.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>E para presidente da República, transfere?</em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> Depende muito, é totalmente circunstancial. Depende de quem é a pessoa e de quem é o inimigo. Não há uma teoria geral. Mario Covas transferiu para Marta porque o inimigo era o Maluf. (Leonel Brizola) transferiu voto no Rio para Lula quando o inimigo era (Fernando) Collor. Se o candidato que disputasse contra Lula fosse Mario Covas ou Ulysses Guimarães dava para transferir aquela quantidade toda de votos? Não sei, a ver. É muito circunstancial.</p>
<p><strong>Valor:</strong> 	<em>O que sai dessa eleição agora já permite projetar a tendência do quadro partidário para 2010? </em></p>
<p><strong>Lessa: </strong> Tendência para 2010 é complicado mas força é algo a considerar. É força partidária para disputar eleições que virão. Três grandes partidos PT, PSDB e PMDB. Pegando a distribuição de votos nas cidades com mais de 200 mil votos no primeiro turno esses três partidos são os campeões. Mais abaixo vem o DEM. Nas 80 cidades maiores, o DEM teve desempenho quase de pequeno partido, ficou lá em baixo. Perdeu as lideranças e o palanque. O partido foi comido no interior pelo PT que entrou nos grotões e o PSDB se consolida como o principal partido de oposição. Mesmo com a vitória do Kassab, em São Paulo, ninguém vai acreditar que será uma vitória do DEM. Os três maiores partidos com escala nacional são o PMDB, PSDB e PT tem base e densidade eleitoral. O Lula não sai enfraquecido. Há uma teoria que com uma derrota da Marta elimina a Dilma (Rousseff). Eu não entendi essa dialética.</p>
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		<title>Vamos ao que interessa</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 12:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/ DEBATES 
FOLHA SP
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
Vamos ao que interessa  
RUI FALCÃO



 As contas de Marta, nos quatro anos de governo, foram aprovadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">TENDÊNCIAS/ DEBATES </font></strong></p>
<p><strong></strong><strong><font size="+1" color="#000080">FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="-1">Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br"><strong>debates@uol.com.br</strong></a></font></p>
<p><font size="5"><strong>Vamos ao que interessa  </strong></font></p>
<p><strong>RUI FALCÃO</strong></p>
<table width="466" height="100">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>As contas de Marta, nos quatro anos de governo, foram aprovadas tanto pelo TCM quanto pela Câmara Municipal. Ponto final</em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>MAL COMEÇOU o segundo  turno e vimos o ex-prefeito  Celso Pitta sair das catacumbas para vir em socorro de seu ex-secretário de Planejamento, Gilberto  Kassab, em artigo publicado neste espaço (&#8221;Pingos nos is&#8230;&#8221;, 13/10).</p>
<p>De todo, serviu para reafirmar que empregou Kassab. Esse mesmo que, na propaganda, se diz arrependido de servir ao Pitta quando este ainda não caíra em desgraça. Andavam juntos -e não há como negar. Tanto é verdade que Kassab, do PFL, liderou o movimento &#8220;Reage Pitta&#8221; contra o impeachment saneador. Quebraram São Paulo -e não há como negar. Entretanto, cabem alguns esclarecimentos ao texto do ex-prefeito. Vamos a eles.</p>
<p>Kassab, Pitta e o padrinho de ambos, Maluf, representaram e representam retrocesso e prejuízos. Com  Maluf e Pitta, a dívida da prefeitura  foi de R$ 4,69 bilhões para R$ 21,56  bilhões ao término de 2000. Na gestão Maluf, a dívida aumentou 169%;  na de Pitta, 70%. Corriam os anos da  &#8220;era&#8221; FHC: desemprego, crise.</p>
<p>Quando Marta Suplicy assumiu a  prefeitura, Pitta e FHC legaram-lhe  uma dívida de longo prazo de R$ 21,56  bilhões, compromissada durante 30  anos e cujo pagamento onerava 13%  das receitas líquidas mensais do município. No período 2001-2004, o pagamento dessa dívida significou a  perda de cerca de R$ 1,2 bilhão/ano  -quase R$ 5 bilhões em quatro anos.  Pitta ainda deixou dívidas de curto  prazo no valor de R$ 1 bilhão. Todas  renegociadas e pagas na gestão Marta.</p>
<p>Esclarecido o passado mais remoto,  vamos ao mais recente. Kassab herdou de José Serra a prefeitura. Conforme reconhecido pelo Tribunal de  Contas do Município, a partir do parecer do conselheiro Eurípedes Sales,  relator do processo, a administração  Marta Suplicy fez uma transição  cumprindo as exigências da Lei de  Responsabilidade Fiscal e da Lei de  Diretrizes Orçamentárias para 2004.</p>
<p>A disponibilidade financeira da  prefeitura, em 31/12/04, era de R$  358,6 milhões. Os restos a pagar, com  vencimento em 2004, para os quais a  administração devia deixar recursos  disponíveis, totalizaram R$ 267,6 milhões. Portanto, um superávit de mais  de R$ 91 milhões. As contas de Marta,  nos quatro anos de governo, foram  aprovadas tanto pelo TCM quanto  pela Câmara Municipal. Ponto final.</p>
<p>Marketing político foi o que os paulistanos viram no início do atual governo. Encenaram um espetáculo às  conveniências da coligação demo-tucana. Fornecedores eram apresentados em condições vexatórias e se dizia  que &#8220;levavam calote da Marta&#8221;.</p>
<p>Na verdade, enquanto os flashes espocavam sobre o suposto caos e desvario petistas, um mês após a posse, a  administração demo-tucana contava  com um excedente de caixa de mais  de R$ 1,1 bilhão -dinheiro que poderia ter sido usado, pelo bom princípio  da continuidade administrativa, para  pagar os fornecedores, mas que foi  &#8220;destinado&#8221; a aplicações financeiras.</p>
<p>No primeiro trimestre de 2005, o  superávit já passava de R$ 2 bilhões, e  90% foram &#8220;destinados aos bancos&#8221;.  No final de 2007, o excedente de caixa  já chegava perto dos R$ 5,2 bilhões, e  as aplicações financeiras giravam em  torno de R$ 4 bilhões. Balancetes,  normalmente, não mentem.</p>
<p>É bom deixar claro que, se hoje há mais dinheiro nos cofres da prefeitura, temos de agradecer às políticas do presidente Lula, que geraram crescimento econômico, ampliação do emprego, retomada das atividades empresariais, incremento do consumo das famílias e verbas federais para a cidade, que faltaram nos anos FHC. Fato inconteste, houve expressivo crescimento das receitas tributárias em todos os municípios brasileiros.</p>
<p>Feitos os esclarecimentos, vamos  ao que hoje interessa discutir. Os recursos da prefeitura não podem ficar  aplicados no banco enquanto faltam  médicos, professores, hospitais, escolas, moradia e tantos outros serviços  para a população. Temos uma gestão  ultrapassada, sem planejamento, que  deixa o caos tomar conta do trânsito e  do transporte público.</p>
<p>São Paulo tem agora a oportunidade de eleger um governo comprometido com a democracia, com as maiorias sociais, com a descentralização, com a transparência e com a utilização criteriosa dos recursos públicos. Quem se recorda do governo Pitta não deve reincidir no erro. Nesta eleição, São Paulo tem a chance de avançar, inovar, acompanhar o ritmo do Brasil do governo Lula. Isso é o que está em jogo. Isso é o que interessa.<br />
<strong><br />
FOLHA SP &#8211; 20/10/2008</strong></p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><font size="-1"><strong>RUI FALCÃO</strong>, advogado e jornalista, é deputado estadual  pelo PT e atua na coordenação da campanha de Marta Suplicy. Foi deputado federal, presidente do PT e secretário  municipal de Governo de São Paulo (gestão Marta).</font></p>
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		<title>Uma carta exemplar</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 16:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sei que virou unanimidade que o momento crucial desta campanha para prefeitura de São Paulo foi o comercial do PT perguntando se o candidato do DEM era casado e se tinha filhos. A reação ao comercial gerou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luis, por motivos profissionais eu não posso fazer declarações de voto, mas estou muito enojado com essa história toda.</p>
<p>Sei que virou unanimidade que o momento crucial desta campanha para prefeitura de São Paulo foi o comercial do PT perguntando se o candidato do DEM era casado e se tinha filhos. A reação ao comercial gerou no inconsciente paulistano a percepção de que a campanha da Marta era homofóbica e preconceituosa. Na avaliação de dez entre dez çabios com espaço nos jornais, Marta “mostrou desespero”, “apelou para baixaria” e “jogou fora a sua biografia” para tentar “ganhar de qualquer jeito”.</p>
<p>Não vou entrar nessa discussão agora, mas quero chamar atenção para outro momento da campanha muito menos comentado. No dia 15 de setembro, Marta participou de encontro com pastores da Igreja Batista, representantes de 540 templos e uma comunidade de 70 mil paulistanos. Segundo o relato de O Globo, a reunião foi um constrangimento só. No auditório do colégio Batista, o grupo pediu o apoio da candidata contra o projeto de lei 122 que criminaliza a homofobia. Segundo os religiosos, a proposta, em tramitação no Congresso Nacional, os impediria de pregar contra a homossexualidade.</p>
<p>Marta foi categórica: “Se for para xingar homossexual, dizer que é doente, desacatar, sou contra. Com toda a minha formação de psicanalista e na área de sexualidade, não posso ser a favor. Se eu respondi, está respondido, se querem mais detalhes, tenho de ler o projeto” disse.<br />
Perguntada sobre o mesmo assunto pela terceira vez, Marta lembrou que não é mais parlamentar: “Não sou eu que vou votar (a lei), mas minha opinião pessoal vocês têm de ter: não sou a favor disso, gente. Não sou! Tenho de deixar isso claro”.</p>
<p>“Nós temos de ter coerência com o que a gente é, com o que a gente vive e com a vida da gente. De mim, vocês nunca vão encontrar evasivas”, disse Marta.</p>
<p>Para piorar o clima, informou o jornal carioca, um dos pastores perguntou sobre &#8220;investimento em espiritualidade&#8221; nas escolas. Marta defendeu a escola laica: “O mesmo respeito que temos em relação à religião, temos de ter em relação à raça, à sexualidade, em relação às diferenças. As pessoas não são iguais. Não nascemos iguais”.</p>
<p>Questionada pelos repórteres se havia perdido votos ao ser tão incisiva, Marta respondeu: “As pessoas podem ver, pelo menos, que lidam com uma candidata que tem princípios, que fala o que pensa”.</p>
<p>Respondendo a mesma pergunta, o diretor-executivo da Convenção Batista do Estado de São Paulo, Valdo Romão, fez uma análise perfeita: “Quem já tem suas reservas quanto a ela, reafirmou essas reservas. E quem tem suas simpatias, reforçou-as”.</p>
<p>Pois bem: não vou aqui cobrar artigos dos çabios da imprensa sobre o episódio do Colégio Batista, mas relendo o ocorrido alguém intelectualmente honesto é capaz de acusar Marta de ser “homofóbica”, de ser “preconceituosa”, de “jogar a sua biografia em troca de votos”?</p>
<p>Marta Suplicy é uma defensora histórica dos direitos dos homossexuais. Ao que me recorde, foi a primeira prefeita do país a apoiar e participar da Passeata do Orgulho Gay. Provavelmente perdeu muitos votos com isso. Nunca se importou.</p>
<p>Mas a questão é: sinceramente, que outro político brasileiro teria a coragem de enfrentar uma platéia de eleitores em potencial e dizer exatamente o que eles NÃO querem ouvir? Que outros políticos pautam a sua carreira por princípios (certos ou não) e se mantêm neles sob custa de votos? Que outros políticos não fazem o eterno jogo de montar um discurso para cada platéia, caminhando no gelo fino da hipocrisia e do populismo? Que outro político não submete o seu discurso à vontade dos marqueteiros e dos çabios da imprensa? Quantos? Ciro Gomes e José Serra, por certo. Talvez outros três, no máximo.</p>
<p>É por isso que os últimos dias da campanha paulistana me dão tanto nojo. Ok, se a imprensa acha que Gilberto Kassab será um prefeito melhor, ótimo. Está jogo: façam a sua declaração de voto e todos ficamos sabendo quem é quem. Mas gastar uma semana de cobertura da principal campanha eleitoral do país discutindo os preconceitos de Marta é uma das coisas mais absurdas que já vi. Quantos políticos brasileiros sofreram tanto preconceito quanto Marta? Vou facilitar a lista e colocar três nomes: em campanhas passadas Lula era “comunista e aborteiro”; Erundina, uma “nordestina incapaz”; Gabeira, um “maconheiro veado”.  Marta, bem, para não repetir tudo que já foi escrito vamos ficar com uma única declaração de Paulo Maluf no segundo turno de 2000: “A vida particular de Dona Marta não cabe numa lista telefônica”. Então, é a Dona Marta a preconceituosa?</p>
<p>A questão básica é nesta semana toda de discussão do PT o leitor paulista no foi privado do seu direito mais essencial: o de ser informado. Peço perdão aos marqueteiros do PT e aos çabios da imprensa, mas a questão para os próximos quatros anos de São Paulo não é a vida privada de Gilberto Kassab. Isso é bobagem. O importante é saber o futuro do Bilhete Único, a expansão dos CEUS, os investimentos para atenuar o caos na saúde, as idéias para diminuir o inferno diário dos congestionamentos. É para isso que estamos elegendo um prefeito. Um prefeito que tenha coragem de dizer que vai fazer, que tenha caráter de defender as suas idéias mesmo desagradando uma parcela de eleitorado.</p>
<p>São Paulo merece mais.</p>
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