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	<title>Blog do Favre &#187; MAM</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Exposição reconta historia da fotografia pelo olhar de artistas transgressores</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 15:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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© Foto de Paul Bonzon. Paisagem noturna, 1918
&#160;
&#160;
O Museu de Arte Moderna de São Paulo-MAM está no Ano da França no Brasil, com a exposição “Olhar e fingir: fotografias da coleção Auer”. A mostra, com curadoria realizada pela historiadora francesa Elise Jasmin em parceria com o fotógrafo brasileiro Eder Chiodetto (curador do Clube de Colecionadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SeiCgYiL3BI/AAAAAAAAG5Y/L7jI3N0amic/s320/Paul_Bonzon,_Paysage_nocturne,_1918.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SeiCgYiL3BI/AAAAAAAAG5Y/L7jI3N0amic/s320/Paul_Bonzon,_Paysage_nocturne,_1918.jpg" /><br />
<em>© Foto de Paul Bonzon. Paisagem noturna, 1918</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>O Museu de Arte Moderna de São Paulo-MAM está no Ano da França no Brasil, com a exposição “Olhar e fingir: fotografias da coleção Auer”. A mostra, com curadoria realizada pela historiadora francesa Elise Jasmin em parceria com o fotógrafo brasileiro Eder Chiodetto (curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM), reúne cerca de 290 peças da abrangente coleção do casal Michel e Michèle Auer e compreende quase 170 anos da história da fotografia. A coleção adquirida ao longo de mais de 40 anos pela Fundação Auer é a maior coletânea particular de fotografias do mundo, contando atualmente com cerca de 50 mil imagens. A exposição contará com imagens produzidas ao longo dos séculos 19, 20 e 21 por autores de diferentes continentes – entre os sul-americanos, estão os brasileiros Geraldo de Barros, Pedro Vasquez, Fabiana de Barros e Mario Cravo Neto – e garimpadas pelo casal em suas pesquisas e viagens pelo mundo. Entre outros tesouros da história da fotografia, o público brasileiro terá uma única de ver daguerreótipos, inclusive raras peças colorizadas e um calótipo (exemplar do processo positivo/negativo desenvolvido por William Henry Fox Talbot) da década de 1850, além de algumas obras do pictorialismo do final do século 19 e início do século 20. Entre os nomes de peso representando o século 20, estão fotografias de Cartier-Bresson, Brassaï e Man Ray e cartões de Marcel Duchamp, Salvador Dali e René Magritte. Os curadores selecionaram imagens que trazem à tona a história da fotografia contada pelo prisma de artistas transgressores. No lugar de buscar uma cópia do mundo real, esses artistas se apropriaram da fotografia para falar do imaginário, do universo das sensações e das percepções não visíveis representadas por meio de experimentações e metáforas visuais. A fotografia como invenção e não como catalogação do mundo.</p>
<p><font size="2"><strong>Visitação: de 23 de abril a 28 de junho de 2009. Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº &#8211; Portão 3. Tel (11) 5085-1300. Horários: Terça a domingo e feriados, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h). Ingresso: R$ 5,50. Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia. http://www.mam.org.br/</strong></font></p>
<p><strong>Fonte Images &amp; Visions</strong></p>
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		<title>Images &amp; Visions, um blog a serviço da arte fotográfica</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 21:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[ Fotógrafo retrata mulheres com seios à mostra nas ruas de Nova York
&#160;
   




 © Fotos de Jordan Matter. Mulheres com seios a mostra nas ruas de Nova York. EUA.


Cem fotos de mulheres mostrando os seios de todos os tamanhos, formas e idades, em lugares públicos de Nova York. Essa é a obra do fotógrafo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/03/fotografo-retrata-mulheres-com-seios.html">Fotógrafo retrata mulheres com seios à mostra nas ruas de Nova York</a></h3>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">   <img src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SbAAnNl_7zI/AAAAAAAAGDs/LICEwGILJng/s320/jordan1.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309744634333753138" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 212px; text-align: center" border="0" /></p>
<div class="post-body entry-content">
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<div align="center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SbAAno_BytI/AAAAAAAAGD8/8QsJa0tG0q4/s320/jordan3.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309744641686489810" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 212px; text-align: center" border="0" /></div>
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<div align="center"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/SbAAnHabPMI/AAAAAAAAGD0/5qiGxGGY7nY/s320/jordan2.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309744632674598082" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 213px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%"> © Fotos de Jordan Matter. Mulheres com seios a mostra nas ruas de Nova York. EUA.</span></div>
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<div align="left"><font size="4">Cem fotos de mulheres mostrando os seios de todos os tamanhos, formas e idades, em lugares públicos de Nova York. Essa é a obra do fotógrafo nova-iorquino <strong>Jordan Matter</strong>. Sua coleção intitulada “Uncovered”, acessível na web no endereço <a href="http://www.jordanmatter.com/">http://www.jordanmatter.com/</a>, depois de ser exibida em várias partes do mundo, virou febre na Internet. “Porque exatamente homens podem desfilar por aí sem camisa e as mulheres não? Quando publiquei as primeiras fotos recebi 30.000 visitas em dois dias”, afirma o fotógrafo. As fotografias mostram mulheres na rua, nos mercados, nas pontes, em cenas cotidianas, com modelos voluntárias sempre de topless. Veja mais fotos <a href="https://www.jordanmatter.com/previewUncovered.asp">Aqui</a></font></div>
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<p><strong><font size="4"><a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/03/imagem-que-foi-eleita-foto-do-ano-pela.html">Uma inusitada invasão de campo</a></font></strong></p>
<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><img src="http://4.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sa-z7JgiakI/AAAAAAAAGDk/UQkJZAVywKs/s320/Ian+Bradshaw.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309660314439150146" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 258px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%">© Foto de Ian Bradshaw. &#8220;Twickenham Streaker&#8221;, 1974.</span></div>
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<div align="left"><font size="4"> </font></div>
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<div align="left"><font size="4">Michael O&#8217;Brien, o &#8220;Twickenham Streaker&#8221;, invadiu o campo completamente nu, durante uma partida de rúgbi entre a Inglaterra e a França em Twickenham, em fevereiro de 1974. Na foto um policial cobre estrategicamente o invasor com o quepe. A autoria da famosa imagem é do fotógrafo independente <strong>Ian Bradshaw</strong>, que foi eleita a foto do ano pela revista LIFE.</font></div>
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<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/03/exposicao-de-vik-muniz-e-prorrogada-no.html">Exposição de Vik Muniz é prorrogada no Rio</a></h3>
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<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sa8oz1ROKJI/AAAAAAAAGDU/XAwhQXGjV9M/s320/vik_muniz+mam.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309507356630853778" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 316px; height: 320px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%"> © Vick Muniz sobre foto de Richard Avedon. Marilyn Monroe,  Nova York, 06 de maio de 1957.</span></div>
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<div align="left"><font size="4">O Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de janeiro prorrogou até o dia 22 de março a exposição &#8220;Vik&#8221;, com obras do artista plástico e fotógrafo paulistano <strong>Vik Muniz</strong>, antes prevista para acabar no domingo, dia 08 de março. No dia 23 a exposição segue para o Museu de Arte de São Paulo-MASP. A justificativa é o sucesso de público: em pouco mais de um mês, mais de 26 mil pessoas visitaram a mostra. Foram reunidas 131 fotografias de dimensões variadas de trabalhos realizados por Muniz a partir de diferentes técnicas e materiais inusitados, como geléias, sucatas e papéis picados. Exposição &#8220;Vik&#8221;, Museu de Arte Moderna &#8211; MAM. Horário: das 12h às 18h, de terça a sexta; das 12h às 19h, aos sábados, domingos e feriados. Ingressos: R$ 8 e R$ 4 (meia-entrada). Informações: (21) 2240-4944<br />
Fonte: IG</font></div>
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<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://imagesvisions.blogspot.com/2009/03/milao-exibe-cem-das-melhores.html">Milão exibe cem das melhores fotografias de moda publicadas pela revista Vogue</a></h3>
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<div align="center"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_q08M1ajACHg/Sa6r7XLNqfI/AAAAAAAAGDM/tjfA0mse3SE/s320/irving+penn2.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309370047038073330" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 299px; height: 320px; text-align: center" border="0" /><span style="font-size: 78%"> © Foto de Irving Penn/Vogue. Hat Trick, 2007.</span></div>
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<div align="left"> <font size="4">Cem das melhores fotografias de moda publicadas pela edição americana da revista &#8220;Vogue&#8221; nos últimos 80 anos compõem a exposição que pode ser vista no Palazzo della Regione de Milão, por ocasião da Semana da Moda que acontece na cidade. A exposição “Extreme Beauty” é uma análise fotográfica do papel da beleza na sociedade e da forma como, ao longo destes anos, os padrões e a percepção da beleza se alteraram. <strong>Annie Leibovitz, Steven Klein, Irving Penn e Helmut Newton</strong> são alguns dos fotógrafos que tem trabalhos expostos. Veja mais fotos <a href="http://www.style.com/vogue/feature/2009_March_Extreme_Beauty/slideshow/horizontal/">Aqui</a><br />
Fonte: <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367512&amp;idCanal=14">Público/Portugal</a></font></div>
</div>
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		<title>&#8221;Meu trabalho é um grito contra a barbárie&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/10/meu-trabalho-e-um-grito-contra-a-barbarie/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 21:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<description><![CDATA[Com suas esculturas feitas de árvores incineradas, Frans Krajcberg dá seu brado contra a destruição do planeta e cujo eco chega até a sua exposição, na Oca

Maria Hirszman &#8211; O Estado de São Paulo
&#160;


Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
                  
O escultor Frans Krajcberg [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com suas esculturas feitas de árvores incineradas, Frans Krajcberg dá seu brado contra a destruição do planeta e cujo eco chega até a sua exposição, na Oca</strong></p>
<div class="grupoC2">
<p style="background-color: #ffff99" class="fonte">Maria Hirszman &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p class="fonte">&nbsp;</p>
<p class="tmTexto" id="ctrl_texto"><span style="color: #155e91" id="tm04" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script>Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")</script></div>
<div class="ImagemMateria">                  <img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081022/img/2.2.imagem_franz.jpg" align="left" /></div>
<p>O escultor Frans Krajcberg se tornou nas últimas décadas um dos maiores embaixadores da causa ambiental no planeta, ao transformar sua expressão artística num grito de revolta contra a irracionalidade humana. Seja com as esculturas feitas a partir de árvores incineradas da Amazônia e de pigmentos naturais extraídos da ameaçada região do minério, em Minas Gerais, ou ainda de pungentes registros fotográficos de queimadas &#8211; e que agora podem ser vistos na grande exposição em cartaz na Oca, do Parque do Ibirapuera, como parte das celebrações dos 60 anos do Museu de Arte Moderna de São Paulo -, Krajcberg gostaria de despertar nas pessoas a consciência de que a exploração econômica descontrolada leva à destruição, não apenas ecológica, mas social e política.</p>
<p>Incansável em seus 87 anos, o artista que viu a família ser dizimada pelos nazistas na 2.ª Guerra e que não esquece o que assistiu enquanto combatia ao lado do exército russo, continua desenvolvendo uma série de projetos. Entre eles, estão a ampliação proposta pela prefeitura de Paris de seu espaço parisiense (misto de museu e local de debate) e a construção de novos museus com obras suas em várias partes do mundo, como Canadá, Holanda e EUA. Mas se vê também às voltas com problemas graves em Nova Viçosa (sul da Bahia), onde se instalou na década de 70. Em entrevista ao Estado durante a montagem de sua mostra em São Paulo ele comenta esse e outros assuntos.</p>
<p><strong>É verdade que essa exposição no MAM é a sua primeira grande mostra paulistana?</strong></p>
<p>Sim, é a primeira vez que São Paulo me convida para fazer uma grande exposição. Fiquei impressionado com tanta gentileza, pois vivi algumas coisas desagradáveis aqui. Devia ter feito um espaço na velha serraria aqui do Parque do Ibirapuera, mas o projeto foi vetado, e fui muito insultado. Foi a Prefeitura quem me convidou, nunca pedi um centavo, como também não pedi nada em troca pelas obras que estão no espaço de Curitiba (o Jardim Botânico da capital paranaense acolhe o Espaço Cultural Frans Krajcberg, com mais de 100 esculturas doadas pelo artista).</p>
<p><strong>Como é que o sr. tem uma capacidade de produção tão grande?</strong></p>
<p>São muitos anos e eu e minha equipe trabalhamos bastante. Nunca parei de fazer esculturas com material que eu trago da Amazônia. Tudo é resto de queimada. É lamentável o que está acontecendo, a destruição é total. A Mata Atlântica mais rica do planeta foi destruída em um século. A última floresta pequena de Mata Atlântica lá em Nova Viçosa é minha. Ano passado, botaram quatro vezes fogo para destruí-la. Se vou conseguir salvá-la não sei, nem se vou continuar a viver lá. Agora, veja o que acontece lá na Amazônia&#8230; Estão plantando soja transgênica para vender à China. É um crime! O mais triste é que só se fala nas queimadas das árvores. E os habitantes da floresta? O que acontece com eles?</p>
<p><strong>Considera seu trabalho uma espécie de manifesto permanente contra essa irracionalidade do ser humano? Como conciliar militância e expressão artística?</strong></p>
<p>Não gosto de falar do meu trabalho como algo artístico. Meu trabalho é minha revolta, meu grito contra a barbárie que o homem pratica. Precisamos fazer parar essa barbaridade. Do ponto de vista artístico, precisamos ver que a arte ainda não conseguiu abrir a porta para o século 21. Estamos diante dessa grande evolução tecnocientífica e de um vazio absoluto político.</p>
<p><strong>Como é possível abrir essa porta, estabelecer uma nova relação entre arte e sociedade?</strong></p>
<p>Pela primeira vez na história, as pessoas estão preocupadas com a saúde do planeta. Precisamos dar mais consciência ao povo brasileiro e mostrar o perigo que praticamos. Precisamos acordar como estão agora acordando na Europa. Tenho um espaço em Paris, em Montparnasse. É o espaço de meus encontros ecológicos. Em novembro estou lá. Paris acordou do ponto de vista ecológico e a Europa está acordando&#8230;</p>
<p><strong>O sr. adotou a Bahia como porto seguro há várias décadas, em Nova Viçosa&#8230;</strong></p>
<p>Cheguei em 71 à Bahia e, ultimamente só tive problemas. Queriam me matar com veneno, à minha empregada e a um amigo, há cinco meses. Me roubaram tudo e não consigo ver como vou sair disso. O pior é que a polícia está abafando e agora eles entraram na Justiça contra mim porque os mandei embora sem justa causa. Estão pedindo R$ 300 mil. Estou planejando ir embora, deixar tudo.</p>
<p><strong>Parece coisa de novela&#8230;</strong></p>
<p>Não sei mais o que fazer. Se eu tivesse 10, 15 anos menos iria embora. Três países &#8211; Canadá, Holanda e talvez EUA &#8211; querem fazer museus meus. Tenho esse espaço que a prefeitura de Paris quer ampliar. Estou confuso, só sei que não se pode viver sem defesa nenhuma. Nunca pensei em passar uma coisa dessas. O mais violento foi terem levado o colar da minha mãe. Era a lembrança que me restava. Ela era do Partido Comunista e foi morta pelos nazistas. Desde 1939, eu carregava esse colar. Por causa disso, chorei como uma criança. Não chorei porque me roubaram todo o dinheiro. E tem mais uma coisa que me roubaram: a medalha que ganhei das mãos de Stalin como herói de guerra. Roubaram um pedaço da minha vida.</p>
<p><strong>E também faz parte da sua personalidade estar no embate, não?</strong></p>
<p>Mesmo assim, participo mundialmente para tentar não destruir esse planeta. Continuo viajando, mostrando a minha obra. Nunca quis fazer um trabalho com arte, uma obra de arte. O que procurava com o meu trabalho era a possibilidade de afirmar minhas idéias. Eu não procurava fazer mercado. O que eu mais detesto no meu trabalho é vender.</p>
<p><strong>Foi possível trabalhar nessa exposição com esse clima todo?</strong></p>
<p>Tenho 20 vezes mais obras que isso. Mas fui obrigado a mandar toda a equipe embora porque pegaram todo o dinheiro que eu tinha e que era para acabar de construir meu museu, na Bahia. Agora parou tudo. Estou seriamente pensando em abandonar o sul da Bahia, porque continua terra de ninguém.</p>
<p>O sr. mencionou que a arte não entra no século 21 e uma das causas seria o vazio político. Por que isso acontece? Chegou a se engajar no Partido Comunista depois da guerra?</p>
<p>Meu único desejo depois da guerra era fugir do homem. Cheguei ao Brasil por acaso. Eu morava na casa do Marc Chagall e certo dia um amigo dele, que tinha uma agência de viagens, me perguntou se eu queria conhecer o Brasil. Eu estava querendo fugir da Europa e aceitei.</p>
<p><strong>E como conheceu essas figuras que articulavam o movimento de arte moderna?</strong></p>
<p>Estudei na Alemanha com Willy Baumeister, que foi professor da Bauhaus e ganhou um prêmio da Bienal de São Paulo. Cheguei a São Paulo em 1947. Trabalhei no MAM e montei a primeira Bienal com Aldemir Martins e muitos outros. Depois trabalhei na Osirarte, pintava azulejos com Volpi, Mario Zanini, Cordeiro. Tive grande apoio dos artistas, hoje não existe mais isso.</p>
<p><strong>Era uma pintura ainda figurativa? Paisagística?</strong></p>
<p>Não. Eu não punha homens na minha pintura (risos). Depois fui para o Paraná. Mas não suportei ver tanto fogo. Até minha casa foi queimada, com muita obra&#8230;</p>
<p><strong>O fogo o persegue, não?</strong></p>
<p>O fogo me acompanha sempre. Fugi para o Rio e lá o pai do Sergio Camargo me emprestou uma casa. Convidei Franz Weissmann para vir trabalhar com esculturas lá. Ganhei o prêmio de pintura da Bienal de SP de 57 e Weissmann ganhou o de melhor escultor. Gastei todo o dinheiro numa festa no Rio e comprei passagem para ir para a França. Tive sorte. A galeria Siècle XX me contratou e fiz várias exposições, mas não podia mais pintar porque fiquei intoxicado com as tintas. Eu ainda não fazia esculturas. Vivia em Paris, fazia impressões em Ibiza e procurava pigmentos naturais em Minas Gerais. Foi em Minas que comecei a fazer esculturas.</p>
<p><strong>É uma estratégia quase de guerrilha essa criação de instituições pelo mundo todo?</strong></p>
<p>Esse é meu grito, que posso dar com meu trabalho. Só meu trabalho pode exprimir minha revolta contra essa barbaridade que o homem pratica contra o homem. Nunca houve um século tão bárbaro como o 20. E se continuar assim, o 21 vai chegar à barbárie mais violenta.</p>
<p><strong>Serviço<br />
Frans Krajcberg. Oca. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º, portão 3, Pq. do Ibirapuera, 5083-0519. 3.ª a dom., 10/18 h. Grátis. Até 14/12</strong></p>
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