18/06/2009 - 17:00h Passeata pacifica condena presença da policia na USP

- Luis Favre

Colaboração para a Folha Online
A 13º Parada Gay da cidade de São Paulo será realizada neste domingo (14), com a expectativa de reunir 3,5 milhões de pessoas.
Assim como em outros anos, o evento começa na avenida Paulista, em frente ao Masp, e seguir até a praça Roosevelt. A parada está marcada para começar as 12h e vai contar com 20 trios elétricos.
Confira a ordem dos trios
1- Não homofobia
2- Apoglbt – trio oficial da abertura
3- Ministério do Turismo
4- Disponível.com
5- 155 Hotel
6- Parceria Civil JÁ!
7- UGT (União Geral dos Trabalhadores)
8- Cads/Sepp (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual e Secretaria de Participação e Parceria do município de São Paulo)
9- Prefeitura São Paulo
10- CRP (Conselho Regional de Psicologia)
11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)
12- Seesp (Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo)
13- Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)
14- ABCDS – Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual
15- Agência Top
16- Banda Fuxico
17- Salete Campari
18- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing)
19- São Paulo de Bolso
20- Apoglbt (homenagem)
Sergio Moraes/Reuters

Passeata contra a CPI da Petrobras reuniu cerca de 3.000 pessoas no centro do Rio
Agência Brasil – CBN – O Globo
RIO – Petroleiros e representantes de movimentos sociais de diversos estados brasileiros fizeram nesta quinta-feira um ato na Candelária, no Centro do Rio, em protesto contra a instalação da CPI no Senado para investigar denúncias de irregularidades na Petrobras. Logo depois, o grupo seguiu em passeata pela Avenida Rio Branco até a sede da Petrobras, na Avenida Chile, onde deu um abraço simbólico no prédio da empresa. Os manifestantes ocuparam três das quatro faixas da Avenida Rio Branco, provocando um grande engarrafamento . ( Veja as fotos da manifestação )
O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, João Antônio de Moraes, disse que o objetivo da manifestação também é defender uma nova lei para o petróleo brasileiro, “que controle essa riqueza, principalmente após a descoberta da camada de pré-sal, que representa a maior reserva de petróleo descoberta desde o início dos anos 80″.
Para Moraes, a criação de uma CPI para investigar a Petrobras, neste momento, é “uma pedra no caminho, porque a Petrobras é símbolo de luta”.
- A empresa representa algum controle que o povo tem sobre essa riqueza. Efetivamente, paralisar a Petrobras pode significar deixar as multinacionais à vontade para explorar cada vez mais o nosso petróleo.
PMDB exige diretoria da Petrobras
Enquanto o governo tenta garantir o controle total da CPI da Petrobras, o PMDB reiniciou uma articulação para substituir o atual diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrela, vinculado ao PT, por Paulo Roberto Costa, que hoje comanda a Diretoria de Abastecimento. Embora Paulo Roberto tenha sido nomeado para o cargo pelo PP, os peemedebistas estão agora avalizando sua ida para a diretoria mais cobiçada da Petrobras, por ser responsável pela exploração das reservas de petróleo do pré-sal.
No Senado, um dia depois de se queixar que o PT está fazendo terrorismo, o PSDB obstruiu na quarta-feira a votação de medidas provisórias. O motivo foi a divulgação de panfletos produzidos por centrais sindicais que acusam os tucanos de tentar desestabilizar a Petrobras com a intenção de privatizá-la. Irritado, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), mostrou o panfleto e avisou que o partido pretende obstruir as votações até que o PT se retrate. Virgílio insinuou que o material pode ter sido custeado com recursos da própria Petrobras ou do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A CPI pretende investigar possíveis irregularidades da estatal nas licitações da refinaria Abreu Lima , em Pernambuco, na distribuição de royalties e na contabilidade tributária, para deixar de pagar R$ 4,3 bilhões em impostos . A oposição também quer investigar os patrocínios da estatal .
muito obrigada!
Só com a nossa presença poderemos evitar que esse projeto ilegal siga em frente, a presença da população na câmara é muito significativa e pressiona os vereadores a cumprirem o que prometeram na última audiência, se possível levem faixas e instrumentos para chamar a atenção antes da audiência.
Neste dia será lido o relatório da Comissão sobre a última audiência e haverá votação pela continuidade ou não do projeto .
Sabemos que devido a força econômica e ao “rabo preso” da maior parte dos vereadores desta comissão, a justiça só acontecerá se estivermos presentes e pressionarmos !
(visto o exemplo do último Proj. de Lei – PL 87/09 – sobre concessões urbanísticas, que apresenta sérias irregularidades e inconstitucionalidades, e foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça).
Este Projeto de Lei altera substancialmente o atual Plano Diretor Estratégico e o Plano Diretor Regional, sem a participação da comunidade, e EXCLUI INTEGRALMENTE os capítulos sobre Políticas de Turismo; Desenvolvimento Humano e Qualidade de Vida; Trabalho, Emprego e Renda; Educação; Saúde; Assistência Social; Cultura (ficando Patrimônio Histórico e Cultural); Esportes, Lazer e Recreação; Segurança Urbana; Abastecimento; Agricultura Urbana (do artigo 17 ao 53, clique no link para ter acesso aos artigos na íntegra) da lei do PDE vigente, sendo elas as ações estratégicas.
Para saber mais acesse: bairrosvivos.blogspot.com
Para receber os informes sobre este processo envie um e-mail para: pelacidadeviva@gmail.com
Na manifestação do defensor Carlos Loureiro na ação civil pública foram enumerados uma série de argumentos que demonstram a necessidade de mais debate sobre o tema:
1) O processo participativo foi coordenado pelo próprio governo, quando deveria ter sido por um órgão com representantes da sociedade civil;
2) A convocação para as audiências públicas, embora realizada com 15 dias de antecedência, se deu apenas por jornais e em uma só oportunidade, o que não é suficiente para atingir toda a população da cidade;
3) Não houve publicação, nem divulgação dos resultados dos debates e das propostas que teriam sido acolhidas e/ou rejeitadas em cada uma das audiências públicas gerais e regionais;
4) A organização do processo participativo se deu apenas por divisão territorial, desprezando-se outros critérios como segmentos sociais (mulheres, indígenas, pessoas com necessidades especiais, entre outros) ou temas de política pública, como saúde, educação, transporte etc;
5) O processo participativo de revisão do plano diretor não foi articulado com o planejamento orçamentário da cidade, o que impede saber se haverá verbas suficientes para cumprimento das alterações realizadas;
6) Não houve nenhuma ação de sensibilização, mobilização e capacitação da população da cidade, que é necessária para que o cidadão possa compreender o planejamento urbano e participar
–
Arquivos sobre o Plano Diretor Estratégico, PL 671/07, e Operação Urbana Vila Sônia, acesse:
bairrosvivos.blogspot.com
Frase
“A prefeitura está contratando segurança privada para as escolas e parques desde 2007. Por que não gastar esse dinheiro para melhorar as condições de nosso trabalho?”
CARLOS AUGUSTO SOUSA SILVA, presidente do Sindguardas

Segundo eles, os agentes da corporação perderam sua atribuição de policiamento
Cerca de 360 dos 6.800 guardas doaram sangue e fizeram manifestação na Câmara; legislação não prevê falta a quem faz doação
DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA SP
Centenas de guardas-civis doaram sangue na manhã de ontem no Hospital das Clínicas e em outros pontos de coleta de São Paulo. Com o dia garantido, já que a legislação não prevê falta a quem toma a iniciativa, eles seguiram para a Câmara Municipal, onde protestaram contra a administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM).
O bordão do protesto inusitado era “já que estão tirando nosso sangue, vamos doar a última gota”. Segundo os manifestantes, 360 dos 6.800 funcionários da corporação compareceram aos hospitais.
A ação solidária, como definiram os guardas, foi seguida de uma concentração em frente à Câmara, no centro. Lá, eles receberam o apoio do vereador estreante Netinho de Paula (PC do B), pagodeiro que ficou em terceiro lugar no ranking dos mais votados em outubro. Em seguida, os manifestantes foram até o gabinete do prefeito.
Os representantes da categoria afirmam que a gestão Kassab retirou atribuições da GCM (Guarda Civil Metropolitana) ao vetar parte de um projeto aprovado no final de 2008 pelos vereadores. Segundo o Sindguardas, a categoria perdeu sua atribuição de policiamento preventivo e passou a ser apenas “fiscal de camelô”.
“A prefeitura está contratando segurança privada para as escolas e parques desde 2007. Por que não gasta esse dinheiro para melhorar as condições de nosso trabalho?”, questionou o presidente da entidade, Carlos Augusto Sousa Silva.
O projeto que alterou as funções da guarda é o mesmo que recriou a Secretaria de Segurança Urbana, enviado por Kassab no final do ano passado à Câmara. Por pressão da categoria, os vereadores alteraram seu texto, mantendo as funções de policiamento preventivo para a GCM. Mas, na hora de sancionar a lei, o prefeito vetou o item. Os manifestantes querem que os vereadores derrubem o veto. O assunto deve entrar em pauta nos próximos dias.

Miles de obreros británicos se manifiestan contra los trabajadores extranjeros
La protesta iniciada hace cuatro días en una refinería se extiende a todo el sector energético
PATRICIA TUBELLA | Londres – El País
La huelga puntual que arrancara hace cuatro días en una refinería de Lincolnshire contra el empleo de trabajadores extranjeros ha acabado extendiéndose por la geografía británica como una mancha que sugiere ciertos tintes xenófobos. Miles de empleados de diversas plantas energéticas en Inglaterra, Gales y Escocia salían este viernes a la calle para reclamar al Gobierno laborista la adopción de medidas proteccionistas que detengan la proliferación de contratos con compañías foráneas, un recurso que abarata los costes y suele traducirse en el empleo de mano de obra procedente sobre todo del este de Europa.
El núcleo de la protesta se centra en la promesa de Gordon Brown, al poco de asumir el cargo como primer ministro (junio 2007), asegurando que velaría por procurar “empleos británicos a los trabajadores británicos”. Ese falso y populista compromiso -el gobierno no puede frenar el libre tránsito de trabajadores entre los países de la Unión Europea- ha acabado volviéndose en su contra en un contexto de crisis económica cuyas estadísticas de desempleo ya rozan los dos millones de personas (6,1% de la población activa). Y el mensaje ultraproteccionista, de tremendo calado entre las clases más golpeadas por la recesión, es explotado ahora más que nunca por la ultraderecha del Partido Nacional Británico (BNP, en sus siglas inglesas), que presenta claros visos racistas.
El origen de las protestas
La mecha de las movilizaciones prendía en la refinería de Lindsey (nordeste de Inglaterra) a raíz del contrato para la construcción de una planta de desulfurización que la empresa Total ha suscrito con el grupo italiano IREM. La población de la zona alega que los más de quinientos trabajadores contratados por esta última firma son italianos y portugueses venidos expresamente para acometer el proyecto, excluyendo a la mano de obra local que empieza a engrosar las abultadas cifras de paro. Los sindicatos británicos aducen que ese gesto obedece a motivos de ahorro, mientras que la firma implicada esgrime la carencia de trabajadores cualificados entre la oferta local. Total ha garantizado que la operación no entrañará “despidos directos” en su factoría, pero los obreros desconfían de la promesa.
“La nuestra no es una manifestación contra los trabajadores extranjeros, sino contra las compañías que discriminan a los trabajadores británicos”, aseguraba Bobby Buird, dirigente del sindicato mayoritario, Unite, añadiendo que “reivindicar nuestro derecho al trabajo no es una lucha xenófoba”. Algunos medios británicos, encabezados por The Times, apuntaban sin embargo la presencia del elementos del BNP en la trastienda de las protesta y reorientando su lemas contra la mano de obra foránea.
“Permanezcan en casa”
Como medida de precaución, los responsables de Total recomendaban a los contratados extranjeros de su planta de Lindsey que permanecieran en sus viviendas, mientras un millar de trabajadores británicos se manifestaban pacíficamente y rodeados por un importante dispositivo de seguridad frente a la sede de la compañía reclamando al ejecutivo la protección de sus empleos. A esa consigna acabaron sumándose otros mil huelguistas en la proveedora de gas Milford Haven, al oeste de Gales, y centenares de empleados de seis grandes compañías energéticas escocesas, de una segunda refinería del nordeste de Inglaterra o de una estación eléctrica galesa, entre otros paros de ámbito más reducido. El comité de empresa de la planta nuclear de Sellafield (noroeste) también debatía el apoyo a los huelguistas.
El suministro energético en las islas británicas está por el momento garantizado, aunque la protesta amenaza la ya precaria estabilidad del gobierno de Gordon Brown, situado 12 puntos por debajo de la oposición conservadora en las últimas encuestas. “Entiendo la ansiedad de la gente sobre sus trabajos. Nuestra acción se dirige a garantizar que puedan retenerlos, a ayudar a quienes pierden su empleo para que encuentren otro y a alentar la formación de los jóvenes. Ese es el modo correcto de encarar el problema”, declaraba el primer ministro desde el Foro de Davos. Pero el hincapié que hizo Brown en la necesidad de evitar la tentación proteccionista difícilmente contribuirá a calmar los ánimos de unos huelguistas que han proclamado la globalización como su bestia negra.
Decisão, anunciada ontem, contou com a Força Sindical, que se afastou das negociações com a Fiesp
Paula Pacheco – O Estado SP
As centrais sindicais definiram ontem que vão reagir às demissões com uma onda de paralisações nas empresas de todo o País. Participaram da reunião, organizada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Faltou a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ficou de fora da discussão porque terá na segunda-feira um encontro com todas as suas centrais estaduais e maiores sindicatos.
“Não podemos ficar assistindo às demissões. O próprio governo já percebeu que a marolinha vai ser uma onda grande de demissões. Será preciso uma injeção de dinheiro para evitar esses cortes”, avaliou Wagner Gomes, presidente da CTB. Uma das surpresas do encontro foi o anúncio do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, de que só voltará a negociar com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) daqui a 10 dias. Ele era voz isolada entre as centrais ao concordar com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre a redução de salários e da jornada de trabalho.
Ontem, Paulinho preferiu se unir às outras centrais, que assinaram uma proposta para começar uma negociação governamental nas esferas federal, estadual e municipal. Ontem mesmo já começaram as costuras para reuniões com os ministros Carlos Lupi, do Trabalho, Guido Mantega, da Fazenda, e com o presidente Lula.
Skaf, agora apoiado apenas por um grupo de grandes empresários e parte dos sindicatos patronais , disse não se sentir isolado com a decisão. “Achei ótima a ideia do Paulinho de adiar o encontro. Semana que vem será o momento de unirmos forças pela redução da Selic e do spread bancário.”
O presidente da CUT nacional, Artur Henrique, também é favorável às paralisações. “A orientação é para que sejam feitas paralisações e greves no caso de cortes. É a forma de resistirmos.” O líder sindical tenta uma aproximação com o governo para avaliar maneiras de manter os atuais níveis de emprego do País.
Antes da decisão das centrais, as paralisações já vinham ocorrendo. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde a GM desligou 802 temporários, conseguiu parar a produção por dois dias, num total de quatro horas. Ontem participaram da manifestação cerca de 5 mil trabalhadores.
Os presidentes dos três sindicatos dos metalúrgicos do ABC, que representam aproximadamente 140 mil trabalhadores, defenderam ontem a união das bases, passando por cima das divergências entre CUT e Força Sindical, para enfrentar o processo de demissões já desencadeado nas indústrias e a proposta do empresariado de redução da jornada com corte de salários. Como primeira atividade conjunta, representantes de São Bernardo estarão hoje , às 13h30, em frente à Magneti Marelli Cofap, em ato promovido pelos metalúrgicos de Santo André contra a ameaça de demissão de 150 operários.
O grupo de sindicalistas do ABC defende estabilidade de emprego de seis meses, por decreto-lei, no caso de empresas que recebem ajuda financeira pública.As demissões no ABC desde outubro até o momento, segundo os presidentes dos sindicatos, atingiram cerca de 2,2 mil operários.
Ontem, representantes do Sindicato Metabase de Itabira (MG) reuniram-se com a rede CUT Vale, que representa os sindicatos ligados à Vale, para organizar um ato em frente à sede da empresa no Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro. A mobilização vai repudiar as demissões e as propostas de flexibilização de direitos trabalhistas. Mesmo os sindicatos que aceitaram acordos com a suspensão temporária do contrato de trabalho, como o Metabase de Corumbá (MS), apoiam a manifestação. “Negociamos suspensão por dois meses para 95 trabalhadores em troca da estabilidade, mas tivemos demissões”, disse o sindicalista Cassiano de Oliveira.
COLABORARAM PAULO JUSTUS e JOAQUIM ALESSI
Propostas para a crise
Fiesp:
- Redução da taxa básica de juros – Redução da jornada e do salário
- Desoneração da carga tributária CUT, CTB, CGTB, Nova Central e UGT:
- Empresas que receberem recurso público garantem os empregos
- Eliminação do banco de horas
- Aumento do seguro-desemprego
- Mais dinheiro do FAT para qualificação de mão de obra
- Queda da Selic e do spread bancário Força Sindical:
- Concorda com as propostas das outras centrais, mas aceita a redução dos salários
Ministério do Trabalho:
- Empréstimos com recursos do FGTS e Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) para a empresa que não demitir.
Ministério da Fazenda:
- É contra a garantia de emprego pela dificuldade de separar as demissões rotineiras da causadas pela crise
CESSAR-FOGO JÁ!
Os Amigos Brasileiros do PAZ AGORA – PAZ AGORA|BR manifestam seu apoio à interrupção imediata da ação militar em Gaza, e o restabelecimento de condições humanitárias básicas para a população da Faixa.
A continuação da ofensiva militar israelense é contrária aos melhores interesses do seu próprio povo. Só acrescenta mais ódio, mais perdas civis e mais terror.
Ao mesmo tempo em que defendemos com firmeza que o Estado de Israel deve proteger seus cidadãos, também reafirmamos que a segurança permanente do país só será conseguida através da paz com seus vizinhos, que será obtida por meio de negociações.
Apoiamos todos os esforços diplomáticos que possam levar a um cessar-fogo, especialmente a mediação oferecida pelo governo brasileiro. As gestões do Itamaraty unirão nossas comunidades árabe e judaica – que aqui sempre conviveram em perfeita harmonia - na busca de uma solução justa e pacífica no conflito do Oriente Médio.
Um imediato cessar-fogo é vital para minorar o sofrimento de milhões de seres humanos – israelenses e palestinos – que merecem vidas normais, sem foguetes, sem violência e sem ocupação.
É HORA DE PARAR !
PAZ AGORA !
HOJE - Grande Manifestação do PAZ AGORA
sábado - 10|01 - 19h30
em frente ao Ministério da Defesa em Tel Aviv
Continuamos convencidos, apesar das ações dos grupos terroristas que pregam a destruição do Estado de Israel, de que a única forma de resolver o conflito na região é através de ações políticas e pela concretização da solução de dois Estados.
As últimas guerras mostraram claramente que é impossível vencer grupos terroristas apenas com o uso me meios militares.
Mesmo que a guerra contra o Hamas seja justificada, é impossível ignorar a terrível mortandade, destruição e sofrimento que ela vem causando ao povo de Gaza.
Chamamos a população de Israel às ruas para pressionar o governo por um cessar-fogo
imediato.
“É HORA de PARAR e PENSAR !”

Em SP, 90 cidades param no Dia da Consciência Negra
No País, 303 municípios instituíram feriado; haverá comemorações
O Estado SP
O dia 20 será de feriado na capital paulista e também em outras nove cidades da Região Metropolitana. Quem trabalha na cidade de São Paulo, no entanto, não vai poder esticar o descanso. Sexta-feira é dia de expediente normal. Em Campinas, o feriado poderá ser prolongado porque o dia 21 é ponto facultativo. A mesma regra vale para Santo André e Mauá. No Estado, 90 cidades vão comemorar com um feriado o Dia da Consciência Negra. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 prefeituras, entre as 645, reconheciam a data.
A quinta Marcha da Consciência Negra, com o tema 120 Anos da Abolição Inacabada, será realizada na Avenida Paulista. Quatro trios elétricos percorrerão o trajeto pela Rua da Consolação até o Vale do Anhangabaú. A concentração será às 11 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e a saída está prevista para as 12 horas.
“Zumbi é um herói construído nas ruas. Por isso, é importante fazer uma manifestação pública”, afirma Hédio Silva Júnior que, em 2005, foi o primeiro secretário de Justiça negro do Estado. Em um palco montado na Praça da Sé, ocorrerão apresentações de variados estilos de música negra, com a presença de Seu Jorge e Paula Lima, a partir das 20h30.
No interior paulista, 17 municípios também terão programações próprias em homenagem à data. Santos pela primeira vez terá feriado da Consciência Negra. Durante a próxima semana, diversos eventos homenageiam a comunidade, incluindo exposições e workshops. Haverá uma caminhada com saída da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 9 horas, e a apresentação da Escola de Samba X-9 Paulistana, na Praça Mauá, ao meio-dia, ambos no dia 19. No dia 20, o busto de Zumbi, na Praça Palmares, receberá flores às 11h30.
PELO PAÍS
No Brasil, saltou de 225 para 303 o número de municípios que oficializaram a morte de Zumbi dos Palmares como feriado. Das 27 capitais, apenas São Paulo, Rio, Manaus, Cuiabá e Maceió instituíram feriado. No Nordeste, onde a maioria da população é negra ou parda, seis cidades fazem recesso.
Embora a Bahia seja proporcionalmente o Estado com mais negros, há somente um município que reconhece o dia. Em Salvador, Zumbi é lembrado com programações especiais, mas os baianos trabalham. “Para que as cidades comemorem o dia, é necessário ter movimentos negros fortes”, afirma a vice-presidente da Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural (AfroBras), Ruth Lopes.
Uma das cidades pioneiras foi Itu que, em 1998, aprovou o Dia da Consciência Negra. Para Ruth, o feriado é uma conquista, apesar de não ser nacional. “O processo é lento, mas está caminhando.” Ela ainda alerta que as pessoas desconhecem quem foi o líder negro. Por isso, seriam necessários educação, informação e sensibilização da sociedade. Entretanto, com o ensino de cultura e história africanas, isso pode mudar.
Kassab foi ao CEU Formosa hoje e a população do bairro foi protestar. Kassab acusou a população de serem militantes do PT (Como seu patrão, ele considera isto argumento). Estranhamente a matéria do G1 (a seguir) não registra declaração de nenhum popular ou vizinho presente na porta da obra, no lide do artigo põe até em dúvida quem são as pessoas do bairro presentes.
A foto mostra o “CEU Formosa”. Licitado em 2004 a obra estava parada até pouco tempo atrás e o engenheiro Kassab diz que 4 meses bastam para construir o CEU e ninguém da mídia perguntou até agora porque se 4 meses são suficientes, em 4 anos esse CEU ainda não existe.
Kassab diz que a polêmica é uma pegadinha. Ele tentou enganar a todos no debate e lançou o desáfio, descontando que ninguém iria. Marta foi e mostrou novamente a verdade. A mídia tratou do assunto ao agrado de Kassab, particularmente a Folha SP.
Hoje Kassab mente novamente e as fotos do G1 novamente comprovam o engôdo. LF
Manifestantes que se dizem moradores o chamaram de ‘mentiroso’.
Na terça-feira, Marta tentou visitar o local e foi barrada por operários.
Roney Domingos Do G1
O prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, visitou nesta quinta-feira (23) o canteiro de obras do CEU Vila Formosa, na Zona Leste da cidade, alvo de polêmica com a ex-prefeita Marta Suplicy, que o acusa de ter feito um convite para conhecer a construção do equipamento antes mesmo de ela ter sido iniciada.
Na terça-feira (21), Marta tentou entrar no local e foi barrada por operários. Marta disse que respondia a um desafio para acompanhar a obra proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, no debate da TV Record, no último domingo.
Na quarta-feira (22), Kassab afirmou que os CEUs “estão abertos para todos os candidatos”, mas disse que Marta não pôde entrar “por questão de segurança, segundo os engenheiros”. Ele garantiu ainda que a obra será entregue em quatro meses.
Nesta quinta-feira, os jornalistas puderam registrar imagens do local apenas de uma casa vizinha – a entrada não foi permitida.
Durante a visita, Kassab afirmou que a obra estará concluída em fevereiro, mas enquanto falava, enfrentou protestos de manifestantes que se dizem moradores da região e que o chamaram de “mentiroso”. Em resposta, o candidato afirmou que sua agenda é pública e que um protesto partiu de militantes do PT.
“Ela [Marta] sabia que eu viria aqui hoje, minha agenda foi divulgada, eles me acompanham diariamente. Daí a manifestação de seu partido; onde eu vou, eles me acompanham”, disse.
Os manifestantes chegaram a cercar o carro do prefeito enquanto ele deixava o local.
‘Pegadinha’
Kassab afirmou que a polêmica criada em torno do ritmo de construção do CEU Vila Formosa é “mais uma pegadinha” da candidata Marta Suplicy. No horário eleitoral gratuito da noite de quarta-feira, a candidata mostrou cenas de um debate na televisão em que o prefeito convidava a todos a conhecer a obra na terça-feira. Segundo ele, o convite foi reagendado para esta quinta-feira.
O G1 contatou a assessoria de Marta Suplicy e aguarda resposta. Nesta quinta, a candidata do PT citou o episódio de terça-feira, quando foi barrada, em seu programa eleitoral no rádio.
O prefeito disse acreditar que este incidente não deve interferir na escolha dos candidatos. Ele voltou a afirmar que ficou muito feliz com os resultados das pesquisas, que o apontam com 18 pontos percentuais à frente de Marta Suplicy.

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br
SÃO PAULO – Cerca de 5 mil professores da rede estadual de ensino realizaram passeata na capital paulista na tarde desta sexta-feira, 13, segundo contagem da Polícia Militar. Pouco depois das 19h, poucos ainda continuavam na avenida e seguiam pelas calçadas, já sem prejudicar o trânsito, informava a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os professores dediram entrar em greve.

Robson Fernandjes/AE
Segundo informações do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o protesto teve como causa o decreto 53.037, publicado pelo governador José Serra, no último dia 28, que altera remoções, substituições e contratações temporárias da categoria. Por conta do decreto, em assembléia realizada nesta sexta, a categoria decidiu entrar em greve por tempo indeterminado.
Paralisação convocada por maiores centrais sindicais protesta contra plano de aumentar tempo de contribuição para aposentadoria
Apesar de adesão parcial, organizadores dizem que 700 mil foram às ruas; atos têm o apoio de 60% da população, afirma enquete

CÍNTIA CARDOSO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS
Centenas de milhares de franceses pararam de trabalhar e saíram às ruas ontem contra o projeto do governo de Nicolas Sarkozy de aumentar de 40 para 41 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria. As cinco principais centrais sindicais do país convocaram greve geral e protestos disseminados.
A CGT, principal entidade sindical, estimou em 700 mil os manifestantes que saíram às ruas para protestar. Só em Paris, dizem terem sido 70 mil -já a polícia fala em 28 mil.
O governo francês argumenta que a combinação do déficit das contas públicas e o aumento da esperança de vida da população torna imprescindível a mudança no sistema previdenciário. O regime único de aposentadoria tem um rombo de 4,6 bilhões.
Uma sondagem divulgada pelo jornal “Libération” mostra que 60% dos entrevistados apóiam a greve de ontem e 36% são contra. Os franceses, no entanto, estão divididos quanto à necessidade de reformas.
Para 49%, inevitavelmente a França será obrigada a adotar um regime de aposentadoria inspirado do modelo americano. Ou seja, onde cada empregado é responsável pelo pagamento de sua própria aposentadoria.
Paradoxalmente, apenas 22% concordam com um período mais longo de contribuição. O engenheiro de sistemas Samuel Marchand é um dos partidários da mudança. “Eu comecei a contribuir aos 25 anos. Acho justo ter que contribuir mais tempo, mas me preocupo com a questão do desemprego na faixa dos 50 anos. Não adianta nada eu ter disposição para trabalhar e perder o emprego quando ficar mais velho”, afirmou.
Essa , aliás, parece ser uma das principais preocupações de Xavier Bertrand, ministro do Trabalho. O governo determinou que, até o fim de 2009, as empresas assinem acordos de compromisso para aumentar a participação de empregados entre 55 e 64 anos.
O gesto, entretanto, não foi suficiente para acalmar os ânimos. As centrais argumentam que é injusto elevar os anos de contribuição com base em cálculos da expectativa de vida porque um operário vive, em média, menos tempo do que um executivo.
Uma das centrais, a CFDT, apóia o princípio de prolongamento da contribuição, mas afirma que é inútil passar de 40 anos para 41 anos com uma taxa de emprego de apenas 38% entre os trabalhadores entre 55 e 64 anos. Já as centrais CGT e FO discordam das propostas do governo. Esse cisma sindicalista parece ter sido sentido na taxa de adesão à greve. A média nacional entre os funcionários públicos foi de 8%, chegando a 25% em alguns setores, como o ferroviário.
Os representantes sindicais, porém, minimizaram esses dados. Em comunicado, as centrais afirmaram que o mais importante foi a mobilização nas ruas. Além da manifestação na praça da Bastilha, em Paris, também foram realizados protestos em outras 80 cidades. (leia mais na Folha SP)
saiba mais
Apoio cai entre população e partidários
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
As greves na França ocorrem em um momento em que o presidente Nicolas Sarkozy enfrenta dificuldades para melhorar sua popularidade. Pouco mais de um ano após subir ao poder, sondagem divulgada pelo instituto Ipsos revela que só 40% dos entrevistados aprovam o governo, contra 58% de julgamentos desfavoráveis.
Esses percentuais são próximos aos verificados em abril. No governo havia a expectativa que, após a entrevista televisiva em 24 de abril, houvesse uma recuperação dos índices.
No centro do descontentamento, está o poder aquisitivo em queda ou estagnado. Sarkozy, na campanha, fez da promessa de recuperação da economia o pilar do seu discurso. Mas o balanço dos últimos 12 meses mostra uma economia morosa sob um cenário internacional adverso de alta do petróleo. As reformas propostas pelo presidente, potencialmente impopulares, tornam-se ainda mais indigestas com uma economia lenta.
A personalidade de Sarkozy também afeta a opinião publica. Os franceses parecem ter enjoado da superexposição de sua vida pessoal, das amizades com milionários e da aparição freqüente em revistas de celebridades.
Os baixos índices resvalam no premiê, François Fillon, que vê o sua aprovação, hoje em 50%, seguir uma trajetória de queda.
Não bastassem os dissabores da opinião pública, Sarkozy passa por uma crise dentro do próprio partido. Projeto de lei de regulamentação de organismos geneticamente modificados foi derrotado no Parlamento com o apoio do UMP, e grandes nomes de sua bancada, como o ex-premiê Jean-Pierre Raffarin, criticam abertamente o presidente por tentar passar reformas sem consultar o partido.
Com esse clima, Sarkozy antevê dificuldades para passar projetos mais difíceis -como a abolição da jornada de 35 horas. (CC)
Ministério do Turismo e Prefeitura incrementam verbas para garantir evento; associação lamenta resistência das empresas privadas
William Glauber – O Estado de São Paulo
Mais uma vez a Parada Gay de São Paulo, a ser realizada no dia 25, conta com patrocínios majoritariamente dos cofres públicos. Apesar de negociações com uma fabricante de refrigerante, uma empresa de crédito e uma companhia aérea, o reforço financeiro vem do incremento em 20% da cota do Ministério do Turismo e em 30% do investimento em infra-estrutura de responsabilidade da Prefeitura. Neste ano, o governo federal reserva R$ 300 mil, ante R$ 250 mil de 2007, e a Prefeitura desembolsa R$ 450 mil, ante R$ 350 mil da edição passada.
O evento vai ter orçamento em torno de R$ 1,070 milhão, já acrescentados os investimentos da Caixa Econômica Federal (R$ 120 mil) e Petrobrás (R$ 200 mil). As empresas públicas reservam os mesmos valores dos recursos destinados à Parada de 2007, quando juntas às esferas de poder municipal e federal aplicaram R$ 920 mil. Por meio da captação da Fun Prime – empresa de organização de eventos -, a Parada recebe também apoio de um fabricante de calçados, uma empresa de cruzeiros e da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
O diretor da Fun Prime, André Guimarães, argumenta que a captação tardia de recursos impossibilitou o fechamento de contratos com grandes empresas privadas. “Infelizmente, o trabalho começou depois do carnaval e deveria ter ocorrido logo após a Parada”, explica. Ele diz que parcerias deixaram de ser firmadas porque as empresas já estão com verbas comprometidas. Segundo Guimarães, estão confirmadas presenças de executivos de multinacionais para observar a Parada e estreitar relacionamentos.
Apesar do atraso na captação, o vice-presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Travestis), Murilo Sarno, diz que há resistência de “algumas empresas” em associar marcas ao segmento. “Essa é uma mentalidade brasileira, que vai mudar gradativamente. Na Europa, várias companhias privadas entendem como positivo o trabalho com o público gay.”
Atenta ao mercado, a Caixa participa da Parada pela segunda vez. “A Caixa vai ter estandes para vender produtos e vai apresentar a marca nos trios”, explica o coordenador de Marketing, Augusto Ermétio Dias Júnior. E são os negócios também que justificam os recursos federais. “A Parada é um evento que gera alta taxa de ocupação hoteleira e tem visibilidade internacional. É um investimento grande e importante”, diz o secretário nacional de Políticas de Turismo, Airton Pereira.
Para os visitantes voltarem, o chefe da Coordenadoria dos Assuntos da Diversidade Sexual (Cads), Cássio Rodrigo, diz que a Prefeitura vai garantir toda a infra-estrutura: três hospitais de campanha, bolsões de segurança, telecentro para registro de BOs, gradeamento. “Queremos que o público se sinta seguro e volte, para, assim, consolidarmos a Parada como a maior manifestação GLBT do mundo.”

Janes Rocha – VALOR
O governo argentino deu uma nova demonstração de força aos agricultores ontem ao reiterar o sistema de retenções sobre as exportações de soja e girassol, em meio a um pacote de medidas de estímulo ao campo anunciadas à noite pelo ministro da Economia, Martín Lousteau.
As retenções, uma espécie de imposto sobre a venda do produto ao exterior, foram elevadas, no caso da soja, de 35% fixos para uma faixa móvel entre 20% e 44%, de acordo com o preço dos grãos no mercado internacional. A mudança, feita a duas semanas do início da colheita da safra deste ano, foi o motivo do protesto dos produtores rurais que há 20 dias interrompem o trânsito nas estradas e causam desabastecimento de alimentos nos principais centros urbanos.
As medidas de estímulo incluem uma compensação aos pequenos agricultores (que produzem até 500 toneladas), com crédito em dinheiro na conta corrente, além de subsídios equivalentes à metade do custo do frete para os produtores situados nas regiões Nordeste e Noroeste do país – as mais pobres e distantes das zonas portuárias.
Também foi anunciada a reabertura das exportações de trigo e um programa de incentivos à produção de leite; uma nova linha de financiamento com prazo de 5 anos e juros de 6% ao ano e a criação de uma subsecretaria especial voltada aos pequenos e médios produtores. Segundo Lousteau, a compensação às retenções vai atingir 62,5 mil produtores, que representam 80% do total de produtores de soja e girassol, mas respondem por apenas 20% da produção.
As medidas foram recebidas com ceticismo e desagrado pelas lideranças agropecuárias.
Eduardo Buzzi, presidente da Federação Agrária Argentina, disse que faltou “generosidade” por parte do governo e que, com a manutenção das retenções, “não se modificou na essência o motivo do conflito”. Decepcionados com o pacote, os agricultores prometem continuar a paralisação até quarta-feira, quando haverá uma assembléia geral para discutir o assunto.
O pacote era esperado desde a frustrada reunião de sexta-feira de ministros com os representantes das entidades que organizaram a manifestação dos agricultores. Com a perspectiva de anúncio de medidas, o movimento já estava se diluindo nesta segunda-feira, com várias estradas sendo aos poucos liberadas ao tráfego. Havia, entretanto, alguns focos de resistência, como os produtores da província de Entre Ríos que colocavam o fim do sistema de retenções como única condição para que suspendessem o protesto.
Em assembléia na noite de domingo, eles decidiram parar os caminhões brasileiros e uruguaios que entram na Argentina pela Rodovia do Mercosul. Mas foram impedidos por um batalhão da polícia que foi enviado à fronteira com o Uruguai para garantir a passagem de caminhões estrangeiros. Em outros pontos da região, no entanto, o tráfego seguia impedido.
Em um discurso na Casa Rosada, após o anúncio das medidas, a presidente Cristina Fernández de Kirchner negou que as retenções vão causar prejuízo aos produtores. “Mesmo sem a compensação que estamos anunciando, a atividade rural é rentável.” Ela fez um apelo aos produtores para que liberem as estradas, ainda que queiram continuar com seus protestos: “Por favor deixem transitar os caminhões”. E completou: “Pensem como parte e não como proprietários do país”.
Ao enfrentar os produtores agrícolas em sua principal reivindicação, o governo contava também com a pressa deles em uma solução para que pudessem retomar a produção, sob o risco de arcarem com elevados prejuízos.
Segundo um acompanhamento mensal da Bolsa de Cereais, a paralisação dos produtores está atrasando a colheita da soja, cuja produção estimada para a safra deste ano é de 47 milhões de toneladas.
De acordo com a Bolsa, até 28 de março apenas 790 mil hectares (ou 4,7% da área cultivada) tinham sido colhidos. Neste mesmo período no ano passado, 1,68 milhão de hectares estavam colhidos. “A demora implica riscos que podem afetar o rendimento e a qualidade”, alertam os analistas da Bolsa de Cereais responsáveis pelo relatório.
Os cartazes estão espalhados por toda a cidade. Em mandarim e em inglês, “One World, one dream”. Uma sorte de boas vindas aos que em agosto invadirão Pequim para os jogos olímpicos.
Na cabeça das autoridades do país eles serviriam para mostrar ao mundo a nova China, pujante e moderna. À imagem da capital com suas arranha céus majestosos, suas largas avenidas e suas lojas luxuosas. Apoiada no crescimento econômico veloz e surpreendente, seu capitalismo sem complexo e o sorriso de seus milhões de habitantes. Um reconhecimento que o governo considera merecido, ainda mais que sua voraz necessidade de matérias primas e de investimentos, além de sua gigantesca poupança em papéis norte-americanos, parece sustentar o edifício fragilizado do sistema financeiro global.
No plano interno este reconhecimento acompanha a exaltação do nacionalismo e do esporte como manifestação da união nacional, torcendo pela consagração das esperanças coletivas do povo. A organização impecável, a maravilha dos equipamentos esportivos com arrojado design, fariam o resto.
O único porém, previsível, seriam alguns ocidentais protestando pelos direitos humanos lá fora, barulhentos mas inofensivos.
Os incidentes violentos no Tibete, provavelmente organizados precisamente com esse objetivo, vieram sacudir a tranqüilidade da operação prevista. A ação de grupos radicais entre os manifestantes tibetanos é indiscutível, assim como condenáveis são os assassinatos de chineses que habitam em Tibete, vítimas inocentes do conflito que opõem a aspiração separatista à reafirmação da soberania chinesa. A brutal repressão sangrenta de parte das autoridades veio lembrar o caráter ditatorial do regime, baseado no monopólio do poder pelo partido único comunista.
De golpe, as câmeras e meios de comunicação do mundo focam no que precisamente as autoridades queriam evitar: a natureza do regime e a ausência de democracia.
Nesse contexto a chegada de milhares de jornalistas é um pesadelo para o governo da China. Uma espécie de invasão bárbara no “império do meio”. Milhões de chineses assistirão aos jogos nas suas TV’s, muitas novinhas em folha, deixando o governo à mercê de qualquer manifestação de disenso e com temor de ficar nu perante seus súditos.
Pode parecer estranho um governo tão temeroso de alguma manifestação oposicionista, mais ainda com o apoio que uma boa parte da população dá as autoridades que souberam tirar a China do atraso abismal, assegurando um crescimento econômico a taxas de dar inveja aos países mais desenvolvidos.
Acontece que se o regime burocrático dominante parece poder conviver relativamente bem com o capitalismo puro e duro; ele é incompatível com as liberdade democráticas e a democracia política. Mais ainda que o progresso econômico se acompanha de uma feroz exploração do trabalhador assalariado, de uma crescente corrupção político-financeira e do crescimento de uma classe de riquíssimos proprietários amparados pelo poder do Partido Comunista. Nesse contexto liberdade de organização, de expressão e de imprensa pode significar o questionamento aberto das bases do atual regime.
Um pesadelo que dá suores frios nas noites assombradas de milhões de privilegiados que constituem os novos mandarines vermelhos. Bem menos vermelhos hoje, que na época do grande timoneiro, porem não menos vorazes.
Luis Favre
‘Saio de casa às 4h para estar às 7h no trabalho. Muitas vezes tenho de esperar três ônibus passarem para conseguir embarcar.’
CLÁUDIO SATOMILO, DE 36 ANOS, AJUDANTE DE OBRA QUE TRABALHA NO ITAIM
JORNAL DA TARDE
Manhã de caos, confronto e trânsito ontem em M’Boi Mirim, na Zona Sul. Cerca de mil usuários de ônibus da região protestaram por melhorias na fluidez dos coletivos. Mais de 60 mil pessoas foram prejudicadas. Os manifestantes atearam fogo em pneus e depredaram ônibus no encontro da Estrada do M’Boi Mirim com a Avenida do Guarapiranga, principais vias de acesso ao Centro. O bloqueio nos dois sentidos da pista, das 8h42 às 12h, causou um congestionamento de três quilômetros na região.
Na tarde de ontem, a Prefeitura anunciou que vai implantar algumas medidas para melhorar o fluxo dos ônibus. O projeto, que seria colocado em prática apenas no próximo fim de semana, foi antecipado para terça-feira. Segundo o secretário municipal de Transporte Alexandre de Moraes, dos 6,5 milhões de usuários diários dos coletivos, 2,47 milhões (38%) são da Zona Sul.
Para Moraes, a manifestação já estava planejada por pessoas que ele classificou como ‘baderneiros’. ‘O comandante disse que 20 baderneiros com o rosto coberto começaram tudo. Eles estavam com pneus armazenados’, diz o secretário. Segundo ele, o resto da população, ‘ordeira’, aderiu ao protesto.
Os moradores, por sua vez, negaram que foi premeditado. Revoltados com o tempo que gastam dentro do ônibus no corredor exclusivo da Estrada do M’Boi Mirim, eles desceram dos coletivos e interditaram a via. ‘Isso é história dele (secretário). As pessoas pegaram pneus em uma borracharia aqui perto’, disse a lojista Selma da Cruz, 30 anos.
Durante a manifestação, os moradores da região reclamavam. A representante comercial Lucimara Esteves, 36 anos, falou da ação dos fiscais das linhas. ‘A gente reclama com eles, mas eles nos agridem.’ O ajudante de obras Cláudio Satomilo, 36 anos, reclamou da demora para embarcar. ‘Às vezes tenho de esperar três ônibus para conseguir entrar em um.’
Em meio ao protesto, outras pessoas foram prejudicadas com o bloqueio no cruzamento. Carros e ônibus ficaram encurralados e os motoristas não tinham por onde escapar. ‘Fiquei uma hora e meia para atravessar para o sentido bairro. Em dias normais gasto 15 minutos’, contou o microempresário Antonio Ferreira da Silva, 42 anos, que mora na região.
Muitos tentaram ir a pé. A cozinheira Fabiane de Jesus Lima, 39 anos, saiu de casa por volta das 7h30 com destino ao Morumbi, onde trabalha. Ela e coletivo ficaram ‘presos’ na Estrada do M’Boi Mirim e foi andando até o Largo 13, em Santo Amaro.
O clima durante o protesto esquentou por volta das 11h30. Os manifestantes atiraram pedras contra oito coletivos e em dois carros. A polícia jogou bombas de efeito moral e dispersou os manifestantes. No total, 10 pessoas foram detidas. Uma comissão de moradores foi até a subprefeitura da região para negociar possíveis medidas de melhoria na fluidez dos ônibus.
Entre as medidas anunciadas à tarde para melhorar a situação está um número maior de fiscais da CET ficarão nos pontos críticos da região. Os semáforos das vias deverão ser sincronizados para melhorar a fluidez no trânsito. ‘Mas para isso há um cronograma que demanda um certo tempo’, disse o subprefeito da região Lacir Baudusco.
Já esta marcada para sábado, dia 15, uma nova reunião do subprefeito com os representantes da SPTrans, CET, Secretaria dos Transportes e a comissão de moradores para avaliar a implantação das medidas. O Secretário dos Transportes disse que em cerca de 40 dias estarão prontas os 14 projetos viários para melhorar o trânsito na região.
Cansados com o descaso da administração DEM-PSDB com o transporte público na cidade de São Paulo, centenas de moradores da zona sul fazem protesto violento.
Fonte TV Globo