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	<title>Blog do Favre &#187; mantega</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>CEOs e diretores de bancos disputam lugares para ouvir Lula em seminário organizado pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, em Londres</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:51:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais
Investidores e governo mostram entusiasmo com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span id="ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent"><img id="Photo4201" class="aligncenter" src="http://dn.sapo.pt/storage/ng1213690.jpg?type=big&amp;pos=0" alt="Lula 'vende' Brasil aos investidores e à Rainha" width="420" /></span><span style="font-size: x-large;"><strong></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Lula foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Investidores e governo mostram entusiasmo com a economia</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">de Londres &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A alta superior a 130% da bolsa paulista em dólares neste ano e a agressiva entrada de dólares que mantêm o real sobrevalorizado em pelo menos 50% são os sinais mais evidentes do clima de entusiasmo com o Brasil que tomou conta dos investidores. Em seminário organizado em Londres pelos jornais &#8220;Financial Times&#8221; e Valor Econômico, ontem, CEOs e diretores de bancos, fundos de investimentos e grandes companhias disputaram um convite para ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros da Fazenda e Casa Civil, Guido Mantega e Dilma Rousseff, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e um grupo de presidentes de grandes bancos e companhias estatais e privadas.</p>
<p>O tema era investimentos no Brasil. Os chairmans da British Gas, sir Robert Wilson, da GDF Suez Group, Gérard Mestrallet, e do Banco Santander, Emilio Botín, deram o tom ao falar dos investimentos que pretendem continuar a fazer no Brasil nos próximos anos e de sua satisfação pelos resultados colhidos até aqui. Além de apontar as perspectivas favoráveis de crescimento para os próximos anos, Wilson e Mestrallet ressaltaram que o Brasil é um lugar confiável para o investimento de longo prazo, com respeito aos contratos.</p>
<p>Na mesma onda seguiram os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, e do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, que ressaltaram a importância, para o sistema financeiro, da inclusão de milhões de brasileiros que passaram a ter renda suficiente para manter algum tipo de relacionamento bancário. Henrique Meirelles destacou a solidez do sistema bancário brasileiro, cujas regras prudenciais mais conservadoras evitaram que a crise se abatesse de modo mais violento sobre o país, enquanto Lula e Mantega defenderam a importância dos bancos públicos para o enfrentamento da crise.</p>
<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, colocou em cifras o que representa esse entusiasmo: R$ 550 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos só no pipeline do banco. Do clima de &#8220;estamos todos felizes no mesmo barco&#8221; não destoou nem mesmo o presidente da Vale, Roger Agnelli, que passou os últimos meses sob fogo cerrado do Palácio do Planalto, que lhe cobrava uma participação mais ativa nos investimentos no país, especialmente no setor siderúrgico, até como contrapartida ao que a empresa lucra sem devolver nada aos Estados de onde tira o minério, que é isento de impostos.</p>
<p>O discurso estava afinado no mote &#8220;o futuro é aqui e agora&#8221;, em referência ao &#8220;Brasil, país do futuro&#8221;, um futuro que nunca chegava e frustrou várias gerações. Botín disse que o Brasil se tornou o país do presente.</p>
<p>As estatísticas sobre o país, de bancos e organismos internacionais, que sempre castigaram a imagem do Brasil e lhe faziam perder credibilidade, agora são mais fortes que qualquer discurso. O ministro da Fazenda exibiu os números que muitos investidores anotavam: o crescimento do PIB no terceiro trimestre deverá superar 8% em termos anualizados e o país poderá gerar mais de 1 milhão de empregos formais neste ano. Apesar da crise, o crédito avança a um ritmo de 20% a 25% em 12 meses. Para 2010, Mantega previu uma expansão do PIB de 5%, mesma aposta do presidente Lula. Dilma, por sua vez, destacou o volume de investimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).</p>
<p>O presidente Lula aproveitou a participação no seminário para se encontrar, na quarta-feira, com o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown. Ontem, ele foi recebido pela rainha Elizabeth II em um encontro privado na Banqueting House. Depois, foi homenageado com prêmio da Chatham House, instituição privada que trata de assuntos internacionais e tem vínculos com a monarquia inglesa. A distinção é concedida às personalidades que mais contribuem para melhorar as relações internacionais.</p>
<p>Lula foi escolhido para receber o prêmio por seus esforços na mediação de crises regionais e pela iniciativa de liderar a missão da ONU de estabilização do Haiti. Também foram levadas em conta as ações para incluir Cuba no Grupo do Rio e a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).</p>
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		<title>O desmonte anticíclico</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Sergio Leo &#8211; VALOR
&#8220;Política anticíclica&#8221;, apelido em economês para medidas tomadas pelo governo contra tendências indesejáveis na economia, é um termo insuficiente para explicar a rapidez com que o Brasil rompeu a onda de desaceleração econômica levantada no ano passado. Houve claro, providências tomadas pela equipe econômica para aplacar os efeitos da crise e ajudar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" border="0" alt="Colunista" width="63" height="62" /></h2>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Sergio Leo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>&#8220;Política anticíclica&#8221;, apelido em economês para medidas tomadas pelo governo contra tendências indesejáveis na economia, é um termo insuficiente para explicar a rapidez com que o Brasil rompeu a onda de desaceleração econômica levantada no ano passado. Houve claro, providências tomadas pela equipe econômica para aplacar os efeitos da crise e ajudar as empresas a atravessar o que ameaçava ser maremoto &#8211; e que, sem chegar a marolinha, ficou mais próximo das previsões otimistas que das visões apocalípticas de alguns analistas. Um dos maiores motores da recuperação, a política de rendas do governo, estava aí antes da crise, porém.</p>
<p>Até o fim da década de 90, em todas as vezes que a população de baixa renda sentiu segurança para ir em massa às compras, o Brasil foi soterrado pela hiperinflação ou espancado pela crise nas contas externas. Ou subiam os preços para acomodar o excesso de demanda ou as importações pesavam sobre a economia, pelo mesmo motivo. Na situação atual, não só foi limitado o risco de inflação &#8211; e a política monetária, ainda que excessivamente severa, foi abrandada nos últimos meses &#8211; como o país sofre mais com a valorização da moeda nacional em relação ao dólar do que com o risco de problemas em suas obrigações externas.</p>
<p>Há um inédito mercado de consumo de massas no Brasil, fator fundamental para a recuperação econômica. Sua criação gradual pôs o pobre na mira do varejo e da indústria e ampliou o parque produtivo do país. Mãe volúvel que é, a economia brasileira pode apontar vários pais para esse rebento: os governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso garantiram a estabilidade &#8211; de regras e preços &#8211; essencial para que o governo Lula pudesse criar o ambiente favorável à aposta nesse mercado de consumidores de pouco dinheiro.</p>
<p>O arsenal anticíclico, ou anticrise, acionado recentemente pelo governo teve como principais componentes a redução de impostos para setores selecionados, a garantia da oferta de crédito e o impulso (quase US$ 30 bilhões no primeiro semestre) dos investimentos estatais, a maior parte da Petrobras. Essas medidas foram adotadas para aliviar firmas que especularam mal e, principalmente, como forma de sinalizar aos agentes privados que não haveria retração no consumo, pelo contrário. Boa parte do colapso do último trimestre de 2008, vale lembrar, deveu-se à freada histérica nas fábricas da indústria automobilística.</p>
<p>Os críticos da política expansionista patrocinada pelo Ministério da Fazenda têm razão, porém, ao afirmar que essa política é anterior à crise, e que seu caráter anticíclico é uma circunstância. Uma política resoluta de expansão de gastos torna-se anticíclica quando o ciclo econômico está em contração &#8211; será procíclica em breve, quando a economia correr, fagueira, sem o peso do cataclisma financeiro que assombrou o capitalismo.</p>
<p>Por trás da briga, na semana passada, entre Banco Central, que fez questão de apontar os riscos inflacionários do crescimento, e o Ministério da Fazenda, que vociferou contra o &#8220;terrorismo fiscal&#8221;, está a inescapável tarefa de começar, em breve, a desmontar o aparato anticíclico. O vigor do crescimento brasileiro já levanta a torcida do juro alto, e levou o FMI, no fim de semana, a recomendar cuidado ao Brasil, para não se transformar em sorvedouro de investimentos estrangeiro e provocar perigosa elefantíase na moeda brasileira, o real.</p>
<p>Retirar os estímulos da economia exige uma correta identificação desses estímulos, e uma coreografia bem ensaiada entre as autoridades da área econômica &#8211; que andaram, pelo contrário, pisando uns nos calos dos outros nos últimos dias. É sabido que foi principalmente o consumo das famílias que sustentou o crescimento econômico de quase 2% no segundo trimestre do ano. Esse poder aquisitivo ampliado garantirá boa parte da recuperação brasileira, que já aponta índices de crescimento superiores a 5% em 2010.</p>
<p>Não faz muito tempo, o discreto &#8211; e excelente &#8211; economista Ricardo Bielschowsky, hoje na Cepal, mostrou, em palestras pelo país, o papel do &#8220;consumo de massas&#8221; na estratégia de desenvolvimento no Brasil. É uma das principais diferenças entre economistas de corte ortodoxo e os heterodoxos. Enquanto aqueles veem as chamadas &#8220;reformas de segunda geração&#8221; como o grande passo que falta na caminhada para o futuro próspero que nos espera, heterodoxos como o próprio Bielschowsky apontam o estímulo ao consumo de massa como a pedra filosofal que ajudará a transformar o país.</p>
<p>Ortodoxos e heterodoxos concordam, ambos, em um ponto: a necessidade de combate à pobreza e concentração de renda. Mas a inclusão do &#8220;consumo de massa&#8221; na formulação das políticas para a crise e para a bonança marca uma diferença fundamental entre ambos: ortodoxos veem despesas ou pressão inflacionária onde os heterodoxos veem estímulo e dinamização de investimentos.</p>
<p>Quando Robert Zoellick, ex-representante comercial dos Estados Unidos, presidente do Banco Mundial, diz que o mundo emergente tem de apostar mais no mercado interno e no comércio Sul-Sul, ele reconhece como foi importante ligar estabilidade à política de rendas (que não se limita à defender salários e rendimentos da inflação). Qualquer estratégia para a frente deve guardar algum carinho para o mercado baseado no consumo popular fortalecido nos últimos anos.</p>
<p>Não faz muito tempo, Bielschowsky alertou os economistas do Ministério da Fazenda que o governo tem perseguido políticas ativas de investimento e de inclusão social sem fazer a vinculação entre elas e ligá-las à estratégia desenvolvimento baseado no consumo de massas. Estratégia, aliás, que já consta dos planos plurianuais do governo desde 2003. Consumo de massas está ligado à políticas de gastos em educação e saúde, de aumento gradual do salário mínimo, à sustentação de programas de inclusão como o Bolsa Família, à recuperação das aposentadorias. Mas há quem veja esses fatores apenas como alarme de complicações fiscais à frente.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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		<title>FMI alerta para enxurrada de capital externo no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 12:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Fundo, governo precisa rever políticas de estímulos que adotou na crise
Mantega diz que boa parte de dólares que ingressa no Brasil é para investimento produtivo e que BC vai acumular mais reservas
FERNANDO CANZIAN &#8211; FOLHA SP 
ENVIDO ESPECIAL A ISTAMBUL
A rápida recuperação da economia brasileira pode levar uma quantidade exagerada de capitais estrangeiros para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para Fundo, governo precisa rever políticas de estímulos que adotou na crise</strong></p>
<p><strong>Mantega diz que boa parte de dólares que ingressa no Brasil é para investimento produtivo e que BC vai acumular mais reservas</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">FERNANDO CANZIAN &#8211; FOLHA SP </span></h2>
<p>ENVIDO ESPECIAL A ISTAMBUL</p>
<p>A rápida recuperação da economia brasileira pode levar uma quantidade exagerada de capitais estrangeiros para o país e valorizar ainda mais o real. Isso pode afetar as exportações e aumentar rapidamente o deficit em conta corrente por conta de mais importações.<br />
O alerta é do FMI, que recomendou ao governo brasileiro que comece a retirar os estímulos econômicos que adotou nos primeiros meses da crise.<br />
&#8220;O Brasil já está aumentando o apetite de investidores, dada a solidez de sua economia. E precisa rever os estímulos fiscais para evitar um ingresso de dólares acima do necessário&#8221;, disse Nicolás Eyzaguirre, chefe do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo.<br />
Em 2009, o Brasil será um dos únicos países emergentes que terá aumento no ingresso de dólares em relação a 2008.<br />
Segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, na sigla em inglês), que reúne os maiores bancos do mundo, o país deve receber neste ano 21% mais dólares, em um total de US$ 42,7 bilhões, ante US$ 34,7 bilhões em 2008.<br />
Nos emergentes, os ingressos serão de US$ 349 bilhões em 2009, recuo de 46,3% sobre 2008. A principal razão para a forte entrada de dólares no Brasil é o fluxo de investimentos especulativos. De US$ 8,9 bilhões em 2008, eles passarão a US$ 29 bilhões neste ano.<br />
Em muitos casos, bancos e investidores nos países ricos vêm aproveitando a enxurrada de dólares que os BCs vêm despejando no mercado a fim de recuperar suas economias para transferir parte desse dinheiro para nações emergentes.<br />
O Brasil, que ainda tem uma taxa de juros muito elevada diante dos padrões internacionais (8,75%), é um dos alvos preferidos desses investidores, que também vêm aplicando fortemente na Bovespa, o que ajuda a explicar sua forte alta.<br />
Para Eyzaguirre, enquanto vários países ainda lutam para escapar da crise, o Brasil terá de se preocupar agora em &#8220;gerenciar a abundância&#8221; de dólares.<br />
Um fluxo maior de dólares em qualquer país com câmbio livre tende a valorizar a moeda local. É o que ocorre no Brasil, onde o dólar, que chegou a superar os R$ 2,50 durante a crise, fechou na sexta a R$ 1,778.<br />
O dólar barato encarece as exportações e barateia as importações, afetando os saldos comercial e em conta corrente (resultado das transações com o mundo). É o ocorre no Brasil.<br />
Além do FMI, o IIF alertou para a necessidade de países emergentes não se descuidarem com o ingresso excessivo de dólares. &#8220;A perspectiva de maior crescimento e juros maiores nesses países deve atrair fluxos significativos de capital especulativo, trazendo desafios para seus governos.&#8221;<br />
Questionado sobre o assunto, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que muito do ingresso de dólares no Brasil é para investimento produtivo. E que o BC continuará com sua política de acumular reservas (hoje acima de US$ 224 bilhões) para tentar enxugar o excesso de dólares no mercado.</p>
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		<title>Substituição tributária de Serra dificulta combate a crise</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 12:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221; 

Amir Khair, especialista em contas públicas
&#160;
Mantega culpa Estados por repasse limitado aos preços
Segundo ministro, mudança tributária imposta por governadores reduziu o caixa das empresas
Edna Simão, Renato Andrade e Raquel Landim &#8211; O Estado SP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, jogou sobre o governo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002068/imagens/foto_11bra-amirklair-a4.jpg&amp;imgrefurl=https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2008/8/11/aumenta-fatia-da-grande-empresa-na-arrecadacao/&amp;usg=__r5YKX3ZUF4Ybgccbf2-Bs5HY9Qs=&amp;h=161&amp;w=220&amp;sz=10&amp;hl=pt-BR&amp;start=29&amp;um=1&amp;tbnid=fwmc5EKSC1arKM:&amp;tbnh=78&amp;tbnw=107&amp;prev=/images%3Fq%3DAmir%2BKhair%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1B3GGGL_frUS225BR226%26sa%3DN%26start%3D18%26um%3D1"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:fwmc5EKSC1arKM:http://www.valoronline.com.br/images/edicoes/ed_0002068/imagens/foto_11bra-amirklair-a4.jpg" style="border: 1px solid " width="107" align="right" height="78" /></a><em><strong><font size="5">&#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221; </font></strong></em></p>
<div align="right"></div>
<p align="center"><font size="4"><strong>Amir Khair, especialista em contas públicas</strong></font></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p><font size="4"><strong>Mantega culpa Estados por repasse limitado aos preços</strong></font></p>
<p><strong>Segundo ministro, mudança tributária imposta por governadores reduziu o caixa das empresas</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Edna Simão, Renato Andrade e Raquel Landim &#8211; O Estado SP</p>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, jogou sobre o governo de São Paulo e de outros Estados a responsabilidade pelos problemas no repasse aos consumidores da isenção do imposto incidente na produção de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, a chamada linha branca.</p>
<p>Durante o anúncio do novo pacote de medidas para estimular a economia, o ministro afirmou que o efeito da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos últimos três meses sobre esses produtos foi limitado, porque alguns governadores promoveram, ao mesmo tempo, uma substituição tributária, transferindo para a indústria a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS , antes mesmo da venda do produto no varejo.</p>
<p>A decisão dos governadores, na avaliação do ministro, reduziu o capital de giro das empresas, impedindo uma queda mais brusca dos preços. Segundo levantamento do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), apresentado por Mantega, nos meses de abril e maio, o preço médio do fogão recuou 0,7%, o do refrigerador caiu 5% e o da máquina de lavar 6,4%. &#8220;Há espaço para uma redução maior dos preços&#8221;, afirmou o ministro.</p>
<p>O governo federal reduziu o IPI em 5 pontos porcentuais para fogões e em 10 pontos porcentuais para refrigeradores e máquinas de lavar.</p>
<p>As vendas de produtos de linha branca cresceram consideravelmente após o estímulo. Somente de geladeiras, a expansão das vendas foi de 26% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior.</p>
<p>Com a renovação da isenção do IPI até o fim de outubro, Mantega vai convocar os governadores para discutir a questão. &#8220;Foi feito em São Paulo e em outros Estados. Vou conversar com os governadores que de certa forma se aproveitaram&#8221;, disse. Ele frisou que &#8220;não tem nada contra a substituição tributária&#8221; e acrescentou que o momento é que foi &#8220;errado&#8221;.</p>
<p>Fabíola Xavier, diretora do IDV, que representa varejistas como Casas Bahia, Magazine Luiza e Carrefour, confirmou que a substituição tributária impediu o repasse integral da redução do IPI para os preços pagos pelo consumidor nas lojas. &#8220;Temos a mesma opinião do ministro. Deixamos de pagar imposto para o governo federal para pagar para o estadual&#8221;, disse. Ela afirmou que o varejo é a favor da substituição tributária, porque combate a sonegação, mas o problema é que as medidas foram &#8220;simultâneas&#8221;. O setor pediu ao governo paulista a revisão das margens de lucro utilizadas para o cálculo.</p>
<p>Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Eletroeletrônicos (Eletros), afirmou que o repasse do IPI foi feito integralmente pela indústria e que o problema ocorreu depois.</p>
<p>Por meio de uma nota, a secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo informou que o prazo para o pagamento do imposto pode chegar a 90 dias e que o objetivo foi neutralizar eventual impacto no fluxo de caixa das empresas. O governo estadual argumenta ainda que a medida foi discutida com as entidades de classe.</p>
<p>A Receita Estadual de Minas Gerais também informou que o efeito da substituição tributária é &#8220;neutro&#8221; para o repasse do IPI ao consumidor. O órgão disse que o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS, logo se o primeiro é reduzido, o segundo é &#8220;automaticamente&#8221; alterado.</p>
<p>Para Amir Khair, especialista em contas públicas, o problema é exclusivamente de &#8220;capital de giro&#8221;. Ele disse que, ao antecipar a arrecadação do imposto, o Estado se apodera de um capital que estaria disponível para o varejo. Khair ressalta que as pequenas varejistas operam com margens apertadas. &#8220;A substituição tributária não é uma medida contracíclica contra a crise.&#8221;</p>
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		<title>&#8220;Conservadorismo&#8221; afetou lucro do BB</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 13:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito


 Ruy Baron / Valor
 
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;

 Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR
O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Entrevista: Presidente do banco diz que perda na rentabilidade decorre de &#8220;exagero&#8221; na restrição ao crédito</strong></p>
<p><em><br />
</em></p>
<div align="center"><em> Ruy Baron / Valor</em><br />
<em> </em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002259/imagens/foto18fin-bdb-a12.jpg" border="0" /><br />
<em>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine: &#8220;Sempre acreditei que o principal componente do resultado é a intermediação financeira&#8221;</em></div>
<div align="center"></div>
<p style="background-color: #ffff99"> Alex Ribeiro, de Brasília &#8211; VALOR</p>
<p>O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, afirma que a queda do lucro da instituição no primeiro trimestre é resultado de exagero na restrição de crédito e nas provisões para devedores duvidosos. &#8220;Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise&#8221;, afirma Bendine, em entrevista ao Valor. &#8220;Essa equação não ficou bem equilibrada.&#8221;</p>
<p>O lucro do BB no primeiro trimestre foi de R$ 1,655 bilhão, 12,9% menor que o mesmo período de 2008. Bendine pondera que essa cautela era natural, dado o ambiente de incerteza provocado pela crise financeira internacional. Mas diz que, a partir de maio, percebe-se a convergência da inadimplência a patamares mais próximo da normalidade, o que vai permitir que o banco amplie mais o crédito e recomponha a rentabilidade.</p>
<p>Bendine foi nomeado presidente do BB em abril porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava insatisfeito com a resistência do antigo titular do cargo, Antonio Francisco de Lima Neto, em reduzir spreads e ampliar o crédito em meio a um cenário econômico incerto.</p>
<p>A indicação de Bendine foi, no princípio, mal recebida pelo mercado financeiro, que receava ingerências políticas no BB. &#8220;Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária&#8221;, afirma Bendini, na entrevista. A seguir, os principais trechos.</p>
<p><strong>Valor: A sua nomeação para a presidência do BB foi mal recebida pelo mercado. As ações do banco chegaram a cair 11%, embora tenham se recuperado. A que o sr. atribui essa repercussão?</strong></p>
<p>Aldemir Bendine: Discordo que tenha sido mal recebida. Talvez tenha sido mal interpretada num primeiro momento. Nos dois primeiros dias, dada uma série de interpretações, que considero errôneas, houve queda nos preços das ações. A partir do terceiro dia, depois de eu ter feito uma conferência com os analistas de mercado, as ações têm se mantido em constante alta.</p>
<p><strong>Valor: O mercado se preocupava com uma eventual politização do BB. O sr. tem vinculação com o PT?</strong></p>
<p>Bendine: Nenhuma. Sou um funcionário com 30 anos de casa. Tenho uma carreira dentro do banco, com passagem nas mais importantes áreas. Subi os degraus naturalmente. Não tenho nem tive nenhum tipo de vinculação ou filiação partidária, nem agora nem ao longo de minha trajetória. É natural esse tipo de interpretação quando é feita a substituição no comando de uma empresa em que aproximadamente 70% do capital é do governo, em que o decreto de nomeação é do presidente da República. Mas não tenho vinculo partidário.</p>
<p><strong>Valor: Outra preocupação é se o sr. vai se vincular mais aos interesses do governo do que aos dos acionistas, que esperam resultados.</strong></p>
<p>Bendine: O que houve, na verdade, foi uma coincidência de visão e de postura. Sempre acreditei, ao longo de minha história no banco, que o principal componente do resultado é a intermediação financeira. O BB sempre foi um grande especialista em crédito. Para mim, a estratégia natural do banco é a alavancagem do crédito. Isso coincidiu com algumas interpretações (dentro do governo) de que o banco não vinha atuando de forma decisiva no crédito.</p>
<p><strong>Valor: Haverá um compromisso formal de gestão com o governo?</strong></p>
<p>Bendine: Não, não terá. De fato, assumi um compromisso com o ministro (da Fazenda, Guido Mantega), um compromisso moral de conduzir o banco para uma ação mais decisiva, mais pragmática.</p>
<p><strong>Valor: Seria para reduzir os juros e o spread dos empréstimos?</strong></p>
<p>Bendine: Não. Reduzir os juros e o spread é algo que já está dado, que faz parte de um processo econômico, das condições de mercado. Não é um processo exclusivo do BB e não se faz de forma artificial. Mas, ao aproveitar a nossa competitividade, que já existe, porque por tradição o BB pratica as menores taxas de juros do mercado, ao atuar de forma mais agressiva, vamos conquistar espaço, conquistar clientes. O movimento natural de defesa da concorrência é procurar se manter atrativo para manter os seus clientes. Então pode ser que, naturalmente, leve para uma redução do spread mais acelerada.<br />
<strong><br />
Valor: Ao mesmo tempo em que o sr. assumiu um compromisso com o governo de destravar o crédito, também assumiu com o acionista minoritário o compromisso de manter a rentabilidade. Como conciliar esses dois objetivos aparentemente conflitantes?</strong></p>
<p>Bendine: Não acho conflitantes, acho convergentes. Quando você tem uma condição de queda do spread dada ao longo do tempo, a única forma para compensar a sua rentabilidade na intermediação financeira é com o aumento do volume de negócios. Há ainda espaço para crescer em áreas onde o banco não tem um volume compatível com o seu tamanho. Temos áreas novas para explorar e trazer resultado, notadamente no financiamento de veículos, financiamento imobiliário, cartões de crédito e, principalmente, seguridade.</p>
<p><strong>Valor: Mas a redução da rentabilidade é um fato concreto. O resultado recorrente passou das casa dos 25% em 2008 para 19% em 2009, o que é o limite inferior da meta para o ano, definida entre 19% e 22%. Haveria espaço para continuar reduzindo o spread?</strong></p>
<p>Bendine: A redução do spread foi dada, aconteceu, mas numa velocidade e num volume superior ao crescimento da carteira de crédito. A carteira de crédito não cresceu na mesma proporção.</p>
<p><strong>Valor: Por quê?</strong></p>
<p>Bendine: Veio um cenário de conservadorismo, consequência da crise. Essa equação não ficou bem equilibrada. A queda de spread não foi proporcional ao crescimento de crédito.</p>
<p><strong>Valor: A restrição do crédito foi uma decisão gerencial equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Era uma tendência natural, dada a crise, quando você tinha um ambiente de incerteza. Considerando que temos para frente um cenário macroeconômico com clareza um pouco maior, em que a gente enxerga que o país não está em uma situação tão agravada como se imaginava no início da crise, a gente vê uma possibilidade de evolução do crédito em uma velocidade muito maior do que a do primeiro trimestre. Notadamente, a partir de maio.</p>
<p><strong>Valor: O resultado também foi afetado pelas provisões. O que houve?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez a gente não conseguiu, e isso vale para todo o mercado, e o BB especificamente, lidar com algumas questões que tiveram um impacto muito maior. Teve um leve descolamento da inadimplência, em função de um cenário de incerteza na economia, teve que trabalhar com um cenário de maior provisionamento.<br />
<strong><br />
Valor: Mas o que aconteceu com as provisões? A avaliação se mostrou equivocada?</strong></p>
<p>Bendine: Foi um pouco de insegurança do ponto de vista do consumidor, em relação cenário de manutenção de emprego e renda. Mas o BB tradicionalmente tem a menor taxa de inadimplência do mercado e isso foi mantido. Inclusive esse descolamento (alta da taxa de inadimplência) no BB foi menor do que no mercado. O que a gente percebe é que voltou a um patamar mais próximo de normalidade.<br />
<strong><br />
Valor: O nível de provisionamento se mostrou exagerado para o cenário que houve mais tarde?</strong></p>
<p>Bendine: Talvez um pouco.<br />
<strong><br />
Valor: Isso também teria afetado o resultado?</strong></p>
<p>Bendine: Afetou, na medida em que você faz um provisionamento maior em relação a isso.</p>
<p><strong>Valor: Como avançar no crédito sem abrir mão da segurança na avaliação de risco?</strong></p>
<p>Bendine: Nossa técnica bancária e nossas regras na concessão de crédito estão mantidas e são rígidas. O que a gente vê como oportunidade não é alavancar crédito com empresas que já são tradicionalmente clientes. A gente vê espaço para buscar novos clientes que talvez não estejam tendo um atendimento que eles imaginam necessário para suas atividades.</p>
<p><strong>Valor: O BB entrou no programa do governo &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, que tem uma ênfase em baixa renda. Isso significa que o BB vai operar no segmento com menor margem sem ainda ter adquirido larga experiência no crédito imobiliário. Não seria uma estratégia perigosa?</strong></p>
<p>Bendine: A gente entrou no crédito imobiliário já no ano passado e vem buscando esse aprendizado. Ao aderir ao programa &#8220;Minha Casa, Minha Vida&#8221;, não significa que estamos abrindo mão de atuar no segmento de maior renda. Essa política permanece. Naquela faixa de menor renda, não estamos entrando de forma decisiva porque essa é uma exclusividade da Caixa Econômica Federal. Estamos trabalhando no segmento acima de três salários mínimos. Nesse programa há uma oportunidade ímpar para financiar o produtor, a construção, o que é uma bela margem de negócio.<br />
<strong><br />
Valor: Outro programa de interesse do governo que o Banco do Brasil entrou é o financiamento de eletrodomésticos da linha branca. Mas é justamente esse segmento, nas estatísticas do Banco Central, que tem apresentado o maior aumento da inadimplência. Os riscos não seriam excessivos?</strong></p>
<p>Bendine: Os bancos atuam normalmente em duas arenas no financiamento direto ao consumidor. Uma é o crédito a clientes do próprio banco, que têm um histórico, um relacionamento anterior. O outro é o financiamento do cliente não correntista, através de uma parceria com uma rede varejista, por exemplo. O histórico, o conhecimento desse cliente, o relacionamento, é um pouco menor do que aquele que é um cliente tradicional seu. No caso específico desse programa no BB, a gente criou uma linha voltada para o nosso correntista. Por isso que nós tivemos condições de colocar uma taxa bastante agressiva, acreditando numa demanda maior que vai existir em função da recente decisão do governo de reduzir o IPI para a linha branca.</p>
<p><strong>Valor: No caso do cliente do BB, a inadimplência é menor?</strong></p>
<p>Bendine: No dados do BC você não consegue separar isso. É natural que a inadimplência entre os não correntistas seja maior do que entre os clientes em que há um relacionamento anterior.</p>
<p><strong>Valor: A compra de metade do Banco Votorantim devolveu a liderança do mercado ao BB, que foi perdida para o Itaú Unibanco?</strong></p>
<p>Bendine: Deve-se tomar cuidado com esse tipo de afirmação. O Votorantim ainda não foi incorporado nos nossos ativos, até porque depende da aprovação do BC. Nas incorporações de bancos, como as recentes operações envolvendo bancos privados, ocorre uma sinergia negativa de ativos. Há uma sinergia positiva nos resultados, tarifas, receitas de serviços, mas nos ativos a sinergia é negativa.</p>
<p><strong>Valor: Como assim?</strong></p>
<p>Bendine: Ela ocorre, por exemplo, na exposição de crédito que os dois bancos têm com uma mesma empresa. O banco A, que é o controlador, já tem esse nível de exposição com a empresa. E verifica-se que o banco B também tem sua própria exposição a essa empresa. Ao trazer essas duas exposições à analise de risco de uma única instituição, a tendência é diminuir o grau de exposição. Então você tem uma tendência de ter uma redução nos ativos.</p>
<p><strong>Valor: Há algum horizonte para o BB retomar a liderança?</strong></p>
<p>Bendine: São duas variáveis: o crescimento orgânico (ampliar as operações do próprio banco) e o inorgânico (fusões e aquisições). O concorrente pode, a qualquer tempo, adquirir uma empresa. Essa é uma variável não controlável. Considerando só o crescimento orgânico, até o próximo ano o BB retoma a liderança.<br />
<strong><br />
Valor: O sr. tem repetido que a área de seguridade pode contribuir mais para o resultado do banco. Esta definida a estratégia?</strong></p>
<p>Bendine: Por uma questão de acordo de confidencialidade assinado com parceiros ou interessados, não posso me alongar nessa questão. O que eu posso adiantar é que temos um modelo estabelecido no segmento de seguridade bastante diferente da concorrência, até por algumas características de um banco de sociedade de economia mista. O banco vinha com esse modelo há 15 anos e algumas alterações ocorreram nesse mercado. Por exemplo, a gente trabalha segmentado aqui no banco o ramo de vida do ramo de previdência, coisa que o mercado há muito tempo mostrou ser mais eficiente trabalhar isso no mesmo &#8220;business&#8221;. O banco tinha &#8220;n&#8221;, empresas que não estavam debaixo de uma &#8220;holding&#8221;. Então não havia ganhos de sinergia, havia &#8220;n&#8221; plataformas em cada uma das empresas.</p>
<p><strong>Valor: O BB vai seguir sozinho na seguridade ou vai continuar com parceiros privados?</strong></p>
<p>Bendine: Não posso falar. Tenho um acordo de confidencialidade e posso ferir compromissos com os meus parceiros se fizer comentários sobre isso.<br />
<strong><br />
Valor: As negociações para aquisição do BRB foram suspensas?</strong></p>
<p>Bendine: Não tenho nenhum comunicado formal do governo do Distrito Federal ou do próprio BRB de que as negociações foram interrompidas. Soube de algumas declarações (que indicam a desistência do negócio), mas não tive ainda a oportunidade de estar com o governador. A gente tem uma agenda próxima marcada. Dada a troca de comando no BB e outros fatores extraordinários, talvez tenha tido alguma interrupção no cronograma, mas eu estou confiante que o cronograma siga o ritmo normal.</p>
<p><strong>Valor: E no caso do Banestes?</strong></p>
<p>Bendine: Esta dentro do cronograma, na fase de avaliação pelos dois lados. Ainda não estão concluídas</p>
<p><strong>Valor: No fim do ano passado, o índice de Basiléia do BB caiu bastante, em virtude das aquisições. Esse pode ser um limite para ampliar o volume de crédito?</strong></p>
<p>Bendine: Claro que, dado essas aquisições recentes, que reduzem o índice de Basiléia, isso vem se apertando. Mas a gente tem ainda uma folga que nos permite uma grande alavancagem em 2009. Mas a gente vai ter sim a preocupação de começar uma discussão sobre o patrimônio, sobre a estrutura de capital do banco para que a gente não fique refém de uma impossibilidade de maior alavancagem no próximo ano.<br />
<strong><br />
Valor: Quais são as alternativas?</strong></p>
<p>Bendine: Pode ser aumento de capital, retenção de dividendos, divida subordinada e outros instrumentos. No devido momento, a gente vai conversar com o Tesouro Nacional e com a Fazenda para ver a melhor alternativa.<br />
<strong><br />
Valor: O BB tinha, antes da crise, um programa de internacionalização, que incluía atuar no varejo nos Estados Unidos. Esse projeto está mantido?</strong></p>
<p>Bendine: Não só está mantido, como estamos fazendo uma revisitação sobre novas oportunidades, dado esse cenário que a gente vivenciou a partir de setembro. Não nos esqueçamos que ele tem também um lado voltado para a presença do brasileiro lá fora. Ainda temos um número expressivo de brasileiros no mercado americano, por volta de 1,5 milhão de pessoas. Então alí tem um nicho importante de alavancagem de negócios.</p>
<p><strong>Valor: E a Visanet?</strong></p>
<p>Bendine: Fizemos um pedido de registro na CVM, e é o máximo que eu posso falar porque estamos em um processo de oferta.</p>
<p><strong>Valor: Vai ter alguma troca na presidência da Nossa Caixa?</strong></p>
<p>Bendine: Eu desconheço.</p>
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		<title>Corte de IPI de carro é prorrogado</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Cleide Silva &#8211; O Estado SP
Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" alt="http://portalmie.com/atualidade/wp-content/uploads/2008/11/foto1.jpg" /></div>
<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,16120399-EX,00.jpg" width="451" height="320" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Cleide Silva &#8211; O Estado SP</p>
<p>Uma manhã de conversas ao telefone entre sindicalistas, dirigentes de montadoras e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, selou ontem a renovação do acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os carros por mais três meses. O anúncio oficial será feito na segunda ou terça-feira, pois depende da agenda dos envolvidos nas negociações.</p>
<p>O governo já vinha manifestando intenção de renovar a medida, que ajudou as montadoras a venderem, em plena crise, mais veículos no primeiro trimestre deste ano do que em 2008. O impasse estava na contrapartida a ser exigida, de manutenção de empregos, sugerida pelas centrais sindicais. Só em janeiro e fevereiro as montadoras cortaram 4 mil vagas.</p>
<p>As fabricantes concordaram, desde que ficassem de fora os trabalhadores com contratos temporários. Os sindicalistas encontraram uma &#8220;frase mágica&#8221; para endossar o acordo, que terá cláusula afirmando que &#8220;os contratos temporários serão cumpridos&#8221;. Ou seja, aqueles que vencerem nos próximos três meses não serão renovados, pois tinham validade por um ano. A abertura de programa de demissão voluntária está liberada.</p>
<p>O corte do IPI em meados de dezembro e com validade inicial até 31 de março foi adotado para reduzir o efeito da crise financeira nas vendas de carros no País, que despencaram nos últimos meses de 2008. Apesar de ter provocado queda de 90% na arrecadação do imposto, a medida é vista como uma das poucas anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com resultado efetivo.</p>
<p>O primeiro trimestre deve ser fechado com vendas próximas a 655 mil veículos, 1% a mais do que em igual período de 2008, quando somaram 647,9 mil unidades. No segmento de automóveis e comerciais leves, o mais beneficiado pela medida, o aumento deve ficar perto de 2%, com 630 mil unidades.</p>
<p>Os estoques nos pátios das fábricas e das revendas, que chegaram a 305 mil veículos em dezembro, equivalentes a 56 dias de vendas, baixaram no mês passado para 181 mil unidades, ou 27 dias de comercialização.</p>
<p>A alíquota do IPI, que era de 7% para carros 1.0, permanecerá isenta. Para modelos 1.4 até 2.0, ficará em 5,5% para motores flex e 6,5% para a gasolina, metade da alíquota normal. Com o novo imposto, os preços dos carros caíram em média de 5% a 7%.</p>
<p><strong>FEIRÕES</strong></p>
<p>Com o anúncio da prorrogação só a partir de 2ª-feira, o governo não vai atrapalhar as campanhas das montadoras neste fim de semana, que usam como atrativo a última oportunidade para comprar carro com IPI reduzido.</p>
<p>A Volkswagen faz feirão hoje e amanhã na fábrica Anchieta e na área ao lado do Playcenter com o slogan &#8220;Último fim de semana de IPI reduzido&#8221;. A Fiat fará ações nas lojas de todo o País e divulga anúncios com a chamada &#8220;Aproveite o último fim de semana com IPI reduzido e condições especiais.&#8221;</p>
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		<title>O antiamericanismo do governo Lula</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Mar 2009 16:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sergio Leo &#8211; VALOR
A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><strong>Sergio Leo &#8211; VALOR</strong></p>
<p><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-SERGIO_LEO.jpg" align="left" border="0" />A alegria quase adolescente com que as autoridades brasileiras falam da aproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama desmoraliza um dos mais frequentes lugares-comuns nas críticas à política externa do governo, a acusação de antiamericanismo. Quando se trata da relação comercial Brasil-EUA, os críticos têm até (reduzida) base real para reprovações contra Lula e assessores, mas o chavão foi esquecido neste fim de semana. Parte das atenções para o encontro entre Lula e Obama se concentrou em uma tolice, as tarifas dos EUA contra o etanol brasileiro.</p>
<p>Etanol não é besteira, nem o esforço brasileiro para derrubar as barreiras dos Estados Unidos contra qualquer produto brasileiro, especialmente commodity tão simbólica. Mas medir os resultados do primeiro encontro dos presidentes por decisões que possam adotar em relação à tarifa do álcool é um exercício de quem ignora a natureza e funcionamento do poder nos EUA.</p>
<p>Não será na Casa Branca que se decidirão mudanças relevantes na política comercial americana nessa questão. É no Capitólio, o Congresso dos EUA. Que, aliás, rejeitou na semana passada a tentativa feita por Obama de reduzir os subsídios pesados à agricultura, que distorcem o comércio e prejudicam países competitivos como o Brasil.</p>
<p>Curiosamente, o blogue da Casa Branca contraria o noticiário que, no Brasil, insinuou uma aparente relutância de Obama em reduzir a tarifa aplicada sobre o etanol brasileiro nos EUA. O texto do governo americano fala do tom &#8220;positivo e otimista&#8221; de Obama, que limitou-se a dizer o óbvio &#8211; a questão do etanol não se resolve do dia para a noite &#8211; e disse acreditar que essa fonte de atrito se eliminará com o tempo, à medida em que os dois governos aprofundarem a troca de &#8220;ideias, comércio, intercâmbio no setor de biocombustível&#8221;. Esse último comentário foi ignorado no relato de jornais brasileiros.</p>
<p>Entre os queixumes com ar de despeito feitos sobre a bem-sucedida visita de Lula a Obama, uma crítica é relevante: como notou o presidente do Diálogo Interamericano, Peter Hakim, Lula poderia ter aproveitado a oportunidade para contatos com os importantes presidentes das comissões do Congresso, tão essenciais para o futuro das questões de interesse brasileiro quanto o chefe do Executivo americano.</p>
<p>Lula, que hoje fala a empresários, limitou os encontros extra-agenda a uma conversa com um velho conhecido, John Sweeney, presidente da AFL-CIO, principal organização sindical do país. Visita importante: a AFL-CIO move parte do insistente lobby protecionista americano. Não há registro, porém, que Lula tenha tentado converter Sweeney para a campanha de livre-mercado hoje em moda no Planalto.</p>
<p>O embaixador do Brasil em Washington, Antônio Patriota, considera a questão levantada por Hakim um &#8220;falso problema&#8221;, já que a viagem, desde o convite, no primeiro contato telefônico entre os dois presidentes, à definição da data &#8211; que se ajustou à agenda de Obama &#8211; tinha uma característica diferente da visita de Estado, onde, aí sim, sem nenhuma distorção no protocolo, caberiam encontros de Lula com líderes no Congresso americano. &#8220;Essa crítica está fora de foco; e o Brasil não pode ser visto apenas pela perspectiva interamericana&#8221;, reage Patriota.</p>
<p>De fato, o Brasil, para os EUA tem uma dimensão hemisférica e outra mundial. A tradição é dar ênfase à relação dos EUA com o Brasil no plano do chamado Hemisfério Ocidental. Nesse plano, o encontro deu sinais importantes. Primeiro deles: como definiu a revista &#8220;Time&#8221;, na edição desta semana, Lula firmou-se como a &#8220;melhor aposta&#8221; para aproximar o governo Obama da esquerda que governa boa parte dos países do continente. Lula teve aval do venezuelano Hugo Chávez para levar sinais de paz à Casa Branca. Mais discreto, o boliviano Evo Morales indicou a Lula que gostaria de encontrar-se com Obama às margens da reunião da Cúpula das Américas, em abril, onde o Brasil será ator de destaque.</p>
<p>Também notável foi o anúncio feito por Lula de que o Brasil promoverá a formação de uma instituição sul-americana para cuidar, sem participação dos EUA, do combate a drogas no continente. Tarefa inadiável e complicada. Na Bolívia, por exemplo, a receita com o gás natural tende a cair, deixando sem muitas opções de renda a economia do país. Vale lembrar que o presidente da República, lá, fez questão de manter, depois de eleito, o posto de presidente do sindicato de cultivadores de coca.</p>
<p>Como nota o embaixador brasileiro nos EUA, porém, a dimensão do Brasil se expandiu para além do continente, e também nesse aspecto é um avanço importante a abertura de um canal direto com o governo Obama, para discutir as soluções em discussão para a crise econômica global. É difícil imaginar que o secretário do Tesouro, Thomas Geithner, vá consultar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para decidir os próximos passos a tomar na crise; mas a criação de um regime de contatos regulares entre as duas equipes econômicas tem o potencial de aumentar em muito a qualidade do processo decisório e a esfera de ação das autoridades brasileiras.</p>
<p>Resta das acusações de antiamericanismo contra o governo brasileiro a constatação de que, desde os anúncios de parceria estratégica, ainda no governo Bush, pouco andaram os grupos de trabalho criados ou o comemorado Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA; e os interesses estritamente bilaterais perderam espaço na agenda em Brasília.</p>
<p>Baseada em evidências como a delicada economia do México, maior parceiro americano no continente, e a recusa americana em aprovar até hoje acordos de livre comércio já assinados com parceiros fiéis como a Colômbia, há uma convicção no governo brasileiro de que as diferenças essenciais de interesse entre os dois países recomendam certo descolamento da agenda americana. Se os mecanismos de parceria criados com o governo dos EUA forem postos em funcionamento desta vez, o governo poderá argumentar mais facilmente que suas ações não são guiadas por preconceitos ideológicos, mas por frio e saudável pragmatismo.</p>
<p><strong>Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail sergio.leo@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Presidente discute PIB com Palocci</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 14:28:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula ficou surpreso com o fraco desempenho da construção civil
Beatriz Abreu e Tânia Monteiro, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se limitou a consultar a equipe econômica para tratar dos efeitos da brutal queda do Produto Interno Bruto (PIB). Ontem, depois de ter se reunido com o ministro da [...]]]></description>
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<p><strong>Lula ficou surpreso com o fraco desempenho da construção civil</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Beatriz Abreu e Tânia Monteiro, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se limitou a consultar a equipe econômica para tratar dos efeitos da brutal queda do Produto Interno Bruto (PIB). Ontem, depois de ter se reunido com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, por mais de uma hora, o presidente Lula ainda se encontrou com o ex-ministro da Fazenda e hoje deputado Antonio Palocci (PT-SP), para uma longa conversa. Na pauta, além do PIB, constavam discussões sobre outros indicadores da economia, que preocupam o presidente da República.</p>
<p>Afastado do governo desde março de 2006, Palocci está voltando aos poucos à cena política e tem frequentado o Palácio do Planalto, onde no passado já teve uma sala para despachos diários. Lula gosta de ouvi-lo. Palocci é o candidato preferido de Lula para disputar o governo de São Paulo, em 2010, caso seja absolvido do processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal, em que é acusado de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.<br />
<strong><br />
ESPANTO</strong></p>
<p>Lula foi informado ontem, bem cedo, pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), da queda do PIB. Para o presidente, os números &#8220;foram um pouco piores do que imaginava&#8221;, embora já esperasse a queda. Lula reagiu com mais espanto diante dos números da construção civil. &#8220;Foi só isso?&#8221;, perguntou, lembrando em seguida que &#8220;os investimentos na construção civil não pararam&#8221;.</p>
<p>No balanço geral, o governo considerou que a queda de 3,6% do PIB é um &#8220;dado muito ruim, mas não desesperador&#8221;, disse uma fonte à Agência Estado.</p>
<p>A estratégia de comunicação para avaliar o comportamento da economia no fim de 2008, manda considerar que esses dados &#8220;estão no retrovisor&#8221;, ou seja, espelham uma situação do passado. &#8220;A situação já mudou com as medidas adotadas nos últimos meses&#8221;, dizem os assessores presidenciais.</p>
<p>O foco das mensagens oficiais agora será que, no ano passado, a economia cresceu 5,1%, um resultado bem acima do experimentado por diversos países. Somente a China superou o Brasil e cresceu cerca de 9%.</p>
<p>O Planalto não estimula o anúncio de novas projeções para este ano, mas não desautoriza iniciativas como a do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, que revelou estimativas de um crescimento entre 2% e 2,5%.</p>
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		<title>Presidente a empresários: &#8220;Não me peçam para fazer com que os trabalhadores paguem a crise arrochando os salários&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 12:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Lula descarta contingenciar verbas e quer aumentar gastos contra a crise
Ribamar Oliveira, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a crise não será vencida com o contingenciamento das verbas orçamentárias, com o corte de gastos ou de salários, mas com ousadia, com investimentos e com disponibilidade de crédito.
&#8220;Nós [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://www.clicrbs.com.br/canalrural/jsp/default.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;action=noticias&amp;id=2427811&amp;section=noticias#" title="Fechar"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/6018231.jpg" id="lightboxImage" width="553" height="382" /></div>
<p></a></p>
<p><strong>Lula descarta contingenciar verbas e quer aumentar gastos contra a crise</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Ribamar Oliveira, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a crise não será vencida com o contingenciamento das verbas orçamentárias, com o corte de gastos ou de salários, mas com ousadia, com investimentos e com disponibilidade de crédito.</p>
<p>&#8220;Nós não teremos medo de dizer em alto e bom som: tudo o que tem que acontecer nessa crise, não é o presidente da República se trancar em seu gabinete, os ministros resolverem fazer contingenciamento cada vez maior, cada vez gastar menos, cortar salários, em nome de que a gente vai vencer a crise. Não&#8221;, afirmou Lula, durante discurso na abertura de um seminário realizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). &#8220;Nós iremos vencê-la diferentemente de outras crises. Essa é com investimentos, é com ousadia, é com coragem, é disponibilizando crédito&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Lula chegou a dizer aos participantes do seminário &#8211; empresários, em sua maioria &#8211; que não lhe pedissem &#8220;para fazer com que os trabalhadores paguem a crise outra vez, arrochando os salários&#8221;.</p>
<p>O presidente afirmou que &#8220;agora é a hora da gente aproveitar essa crise para fazer o que nós não tivemos coragem de fazer nos últimos 20 anos&#8221;. Lula não chegou a explicitar que coisas seriam essas, mas insinuou que elas envolvem gastos públicos. &#8220;Nós não temos problemas de déficit público, pois o País está totalmente equilibrado&#8221;, afirmou.</p>
<p>As palavras de Lula mostram que a área econômica está seguindo orientação do presidente quando estuda reduzir o superávit primário de 3,8% para até 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Estado antecipou na quarta-feira.</p>
<p>Como a crise derrubou a receita tributária, a área econômica acredita que somente com a redução do superávit primário o governo poderá manter os investimentos públicos e pagar as despesas decorrentes do aumento de 12% do salário mínimo e dos reajustes ao funcionalismo concedidos no ano passado.</p>
<p>Em seu discurso no seminário , o ministro Guido Mantega (Fazenda) foi contraditório quando tratou da questão fiscal. Inicialmente, o ministro disse que &#8220;se enganam aqueles que acham que iremos enfraquecer a política fiscal&#8221;. Segundo ele, o governo vai cortar gastos correntes para poder compensar a queda nas receitas derivada da crise econômica. Depois, disse que com o acúmulo de solidez fiscal nos últimos anos, o Brasil pode adotar uma política fiscal anticíclica.</p>
<p>Lula voltou ontem a defender a estatização dos bancos pelos países ricos , como forma de resolver a crise financeira e restabelecer o crédito internacional. Lula criticou ainda a volta do protecionismo comercial em vários países. &#8220;Não podemos passar do vale-tudo financeiro, que jogou o planeta na situação atual, para um vale-tudo protecionista, que certamente nos jogaria numa crise ainda pior do que aquela que resultou na Segunda Guerra&#8221;, disse.</p>
<p><em>COLABOROU FABIO GRANER </em></p>
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		<title>Mantega rebate previsão de retração no país</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 15:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PIB 

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA FOLHA SP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu previsão negativa da consultoria inglesa &#8220;Economist Intelligence Unit&#8221;, ligada à revista &#8220;The Economist&#8221;, de que o PIB do Brasil recuará 0,5% neste ano.
O ministro ressaltou  que acredita em crescimento da economia brasileira em 2009. Mas admitiu que, para atingir a meta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">PIB </font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/02/WindowsLiveWriter/OqueGuidoMantegaYoshiakiNakanoePauloNogu_B78D/Guido%20Mantega%5B1%5D.jpg" style="cursor: -moz-zoom-out" alt="http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2007/02/WindowsLiveWriter/OqueGuidoMantegaYoshiakiNakanoePauloNogu_B78D/Guido%20Mantega%5B1%5D.jpg" width="550" height="430" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="-1">DA SUCURSAL DE BRASÍLIA FOLHA SP</font></p>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu previsão negativa da consultoria inglesa &#8220;Economist Intelligence Unit&#8221;, ligada à revista &#8220;The Economist&#8221;, de que o PIB do Brasil recuará 0,5% neste ano.<br />
O ministro ressaltou  que acredita em crescimento da economia brasileira em 2009. Mas admitiu que, para atingir a meta  de 4%, o país depende da  melhora na economia dos  EUA e da resolução de  &#8220;problemas que eles criaram e que até agora não foram solucionados&#8221;.<br />
Mantega citou o varejo  como exemplo de setor  que não sofreu consequências da crise -cresceu 9,1% em 2008, mesmo  caindo 2,3% no último trimestre do ano.</p>
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