01/10/2008 - 12:36h José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno

Eleições2008 -  01/10/2008

José Fogaça segue líder, com 35% das intenções de voto; Maria do Rosário e Manuela disputam vaga no segundo turno Fogaça tem 39% dos votos válidos


Faltando cinco dias para o primeiro turno da eleição, José Fogaça, do PMDB, atual prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, se mantém na liderança, com 35% das intenções de voto, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 29 e 30 de setembro. Fogaça repete a taxa que obtinha na pesquisa anterior, realizada nos dias 25 e 26. Maria do Rosário, do PT, e Manuela, do PC do B, continuam disputando uma vaga no segundo turno. Em relação ao levantamento da semana passada, o percentual de intenção de voto na petista oscilou de 19% para 20%, dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A deputada comunista se manteve com 18% das preferências.

Se o primeiro turno da eleição fosse realizado hoje, José Fogaça teria 39% dos votos válidos. Maria do Rosário ficaria com 22% e Manuela com 20% dos válidos.

A Justiça Eleitoral divulga os resultados oficiais da eleição com base nos votos válidos, excluindo brancos, nulos e abstenções. Para o cálculo destes votos, o Datafolha exclui da amostra, além dos votos brancos e nulos, os eleitores que se declaram indecisos.

Onyx, do DEM, oscilou de 5% para 8% das intenções de voto. Luciana Genro, do PSOL, se manteve com 7%. Nelson Marchezan Junior, do PSDB, e Vera Guasso, do PSTU, permanecem com 1% das preferências, cada. Carlos Gomes, do PHS, foi citado, mas não atingiu 1% das menções, como ocorria na semana passada.

O percentual dos que votariam em branco ou anulariam o voto para prefeito oscilou de 7% para 5%, e a taxa dos que se declaram indecisos caiu de 8% para 4%, a menor já registrada nessa série de pesquisas realizada pelo Datafolha na capital gaúcha. Assim, a parcela de eleitores de Porto Alegre que não têm candidato caiu de 15 pontos percentuais, na pesquisa da semana passada, para nove pontos hoje.

O Datafolha ouviu 1024 eleitores da capital gaúcha, a partir dos 16 anos de idade.

No que diz respeito à intenção de voto espontânea, José Fogaça oscilou de 28% para 27% das menções feitas antes que o entrevistado tenha acesso ao cartão com os nomes dos entrevistados. A taxa dos que dizem espontaneamente que vão votar em Maria do Rosário oscilou de 13% para 15%, e Manuela se manteve com 13% das citações espontâneas.

A taxa dos que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar no primeiro turno da eleição para prefeito de Porto Alegre caiu de 32% para 28%, e é a menor registrada nessa série de pesquisas.

Luciana Genro é citada espontaneamente por 5%, mesmo percentual obtido por Onyx. Nelson Marchezan Junior atinge 1% de menções espontâneas.

Petista leva vantagem sobre Manuela em relação a conhecimento do número
E decisão do voto por parte de seus eleitores

Pela primeira vez a maioria (53%) dos eleitores que têm intenção de votar em José Fogaça respondem corretamente qual número (15) devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto para prefeito. Porém, expressivos 43% ainda não sabem o número do peemedebista.

Maria do Rosário, que vive disputa acirrada com Manuela por uma vaga no segundo turno, leva ligeira vantagem sobre sua adversária no que diz respeito ao conhecimento do número. A taxa de eleitores que pretendem votar na petista e sabem que devem digitar o número 13 para confirmar seu voto é de 64%. Entre os que pretendem votar na candidata do PC do B, a taxa dos que citam corretamente o número 65 é de 58%.

A cinco dias do primeiro turno da eleição para prefeito, 17% dos eleitores de Porto Alegre que declaram intenção de votar em um candidato ou que pretendem votar em branco ou anular afirmam que seu voto ainda pode mudar até o próximo domingo. A maioria (81%) diz que sua decisão é definitiva.

Esse é outro aspecto no qual a candidata do PT leva vantagem sobre Manuela: 21% dos que têm intenção de votar na candidata do PC do B afirmam que seu voto ainda pode mudar. Na pesquisa da semana passada, essa taxa era de 16%. Já entre os que têm intenção de votar na petista, o percentual dos que dizem que seu voto ainda pode mudar oscilou de 19% para 15%.

Dos que pretendem votar em Manuela, mas afirmam que seu voto ainda pode mudar, 9% afirmam que Maria do Rosário seria a candidata com mais chance de receber seu voto; 8% citam José Fogaça. Entre os eleitores que pretendem votar na candidata petista, mas não estão totalmente decididos, José Fogaça é citado por 5% como candidato com mais chance de receber seu voto. Manuela é citada por 2%, mesma taxa dos que citam Luciana Genro.

Entre os que pretendem votar em José Fogaça, 12% admitem que seu voto mudar; eram 16% na pesquisa anterior. Desses, 3% provavelmente votariam em Maria do Rosário; Manuela, Luciana Genro e Onyx são citados por 2%, cada.

Pesquisa mostra estabilidade em simulações de segundo turno e quanto a taxas de rejeição

A pesquisa mostra estabilidade quanto às simulações de segundo turno. Se uma segunda votação fosse realizada hoje entre José Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista teria 52% do total de votos. A petista receberia o voto de 38%. No levantamento anterior, ele obtinha 53% e ela atingia 37%.

No caso de uma disputa entre Fogaça e Manuela, o resultado, hoje, é idêntico ao registrado na semana passada: 50% para o atual prefeito, 38% para a candidata do PC do B.

Se o segundo turno fosse entre Fogaça e Maria do Rosário, o peemedebista contaria com o apoio da maioria (52%) dos que declaram intenção de votar em Onyx no primeiro turno. A candidata do PT receberia a maior parte dos votos dos eleitores de Manuela (55%) e de Luciana Genro (47%).

Movimento semelhante se daria se a disputa fosse entre o atual prefeito e Manuela: 53% dos eleitores de Onyx optariam por Fogaça; 55% dos que pretendem votar em Maria do Rosário e 42% dos que têm intenção de votar em Luciana Genro optariam pela candidata do PC do B.

Também se verifica estabilidade no que se refere às taxas de rejeição aos candidatos. O percentual dos que não votariam de jeito nenhum em Maria do Rosário no primeiro turno da eleição se manteve em 23%, e a taxa dos que não votariam em Manuela oscilou de 22% para 23%. As candidatas continuam empatando nesse ranking com o líder José Fogaça, cuja taxa de rejeição oscilou de 21% para 22%.

A taxa dos que não votariam de jeito nenhum em Onyx oscilou de 22% para 20% e Luciana Genro se manteve com 21% de eleitores que afirmam que não votariam nela de forma alguma.

O percentual de rejeição a Vera Guasso, líder nesse ranking, oscilou de 32% para 31%. Não votariam de jeito nenhum em Carlos Gomes 17%, e rejeitam Nelson Marchezan Junior 15%.

Votariam em qualquer um dos candidatos 8%, e não votariam em nenhum deles 4%.

Dizem ter grande interesse nas eleições para prefeito de Porto Alegre 34%. Afirmam ter médio interesse nas eleições 38% e declaram que têm interesse, mas que ele é pequeno, 11%. Não têm interesse na eleição para prefeito 17% dos eleitores da capital gaúcha.

São Paulo, 30 de setembro de 2008. Instituto Datafolha

28/09/2008 - 15:56h Porto Alegre em disputa acirrada

Blog da Rosane de Oliveira do jornal Zero Hora de Porto Alegre

Margem estreita

DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Com a indefinição sobre quem vai enfrentar José Fogaça no segundo turno, a última semana de campanha não deve registrar mudança na tática dos candidatos que ocupam os primeiros lugares em Porto Alegre: Maria do Rosário e Manuela D’Ávila continuarão se atacando porque brigam pela segunda vaga e a pesquisa mostrou empate técnico.
Como o Ibope desta semana destoa das pesquisas anteriores e das sondagens de outros institutos em relação ao segundo turno, o experiente Fogaça não cairá na tentação de mudar tudo porque os números dizem que a parada é mais difícil com Rosário. Na coordenação da campanha, Manuela é considerada mais perigosa, por ser novidade e por não precisar responder pelos governos passados.


Como caiu o número de indecisos, será preciso suar para virar votos. Isso significa intensificar o corpo-a-corpo, que tem dividido a atenção com os debates e entrevistas. Maria do Rosário e Manuela farão comícios no Largo Glênio Peres, enquanto Fogaça seguirá visitando bairros.

Cautela com as pesquisas

ABERTURA DA PÁGINA 10 DE ZH DOMINICAL

Se a pesquisa do Ibope estiver certa, uma das vagas no segundo turno na Capital será disputada palmo a palmo pelas candidatas Manuela DÁvila (PC do B) e Maria do Rosário (PT). Só pela pesquisa é impossível dizer qual delas irá para o segundo turno com o prefeito José Fogaça (PMDB), até porque a mobilização na última semana de campanha é capaz de virar uma eleição que parecia perdida. O PT está aí para comprovar que é possível: já virou disputa que parecia perdida, colocando os militantes na rua e fazendo valer sua inserção na periferia.Ameaçado de ficar fora da fase seguinte, o partido tem se mobilizado nos últimos dias, mas a candidata Maria do Rosário permanece empacada nos 16%. A pesquisa mostra que o PT está no jogo, mas terá de usar sua capilaridade nas vilas para desbancar Manuela.Quem já se envolveu diretamente com uma campanha sabe que é preciso ter cautela com as pesquisas e não dar a elas mais valor do que têm: são retratos de um momento e têm margem de erro elevada – no caso do Ibope, três pontos percentuais para mais ou para menos. A do Ibope apontou uma queda de quatro pontos percentuais para Manuela e crescimento de mesma ordem para Luciana Genro (PSOL), enquanto Maria do Rosário permaneceu estagnada e o prefeito José Fogaça aumentou dois pontos.Alguns números são intrigantes, a começar pela queda de Manuela e pela estagnação de Rosário. Não combinam com o que se percebe na rua. Causam estranheza, também, os resultados das simulações de segundo turno, muito diferentes da pesquisa anterior do próprio Ibope, sem que tenha ocorrido algum fato político capaz de justificar tal mudança. Na sondagem anterior, Manuela aparecia como uma candidata mais competitiva do que Rosário no confronto com Fogaça. Agora, a situação se inverteu. Na simulação de segundo turno entre Manuela e a petista, a pesquisa anterior dava 45% para a candidata do PC do B e 31% para a do PT. Agora, Manuela tem 35% e Rosário, 34%.

Escrito por Rosane de Oliveira

27/09/2008 - 11:54h Em Porto Alegre, disputa pelo 2º turno continua indefinida

Segundo Datafolha, Fogaça segue líder, com 35%

http://www.videversus.com.br/fotos/6997/6997_jose_fogaca2.jpgrosario_manuela_luciana.jpg
Fogaça (PMDB) na liderança, enfrentará Maria do Rosário(PT) ou Manuela d’Avila (PCdoB), Luciana Genro (Psol) está com 7%

GRACILIANO ROCHA DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na reta final da eleição, o prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) se mantém líder isolado da disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, enquanto Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) buscam, voto a voto, a passagem parao segundo turno.

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 de setembro mostra Fogaça com 35% das intenções de voto. Ele oscilou dois pontos percentuais para cima em relação à pesquisa feita em 17 e 18 de setembro.

A petista avançou um ponto e está com 19%, enquanto a comunista manteve-se com 18% – o que configura empate técnico.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Luciana Genro (PSOL) têm 7% e, Onyx Lorenzoni (DEM), 5%. Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Vera Guasso (PSTU) têm 1%. Carlos Gomes (PHS) não foi citado.

“Dificilmente o Fogaça deixará de disputar o segundo turno, mas quem deve disputar comele é completamente indefinido, já que Maria do Rosário e Manuela empatam até na rejeição”, disse o diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Dos ouvidos, 23% disseram que não votariam na petista e 22% não votariam em Manuela.

A maior diferença entre as candidatas está na TV e no rádio: 22% acham que Manuela está se saindo melhor – o dobro dos que acham a propaganda da petista melhor. Fogaça leva a melhor no quesito, com 30%.

No segundo turno, Fogaça seria o vencedor. Contra a petista, o atual prefeito venceria por 53%a 37%. Contra Manuela, 50% preferem Fogaça e 38%, a candidata do PCdoB.

O Datafolha ouviu 1.035 eleitores em Porto Alegre. A pesquisa está registrada no TRE sob o número 84/2008.

24/08/2008 - 09:01h PMDB segue líder em Porto Alegre, com PT e PC do B em 2º

Fogaça oscila dois pontos para cima e chega a 31%; nos cenários do segundo turno, prefeito empata com Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B)

http://zerohora.clicrbs.com.br/rbs/image/3985660.jpg
Maria do Rosário (PT) em campanha,  empate com Fogaça (PMDB) no 2° turno

GRACILIANO ROCHA – FOLHA SP

DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Os dois primeiros dias da propaganda eleitoral no rádio e na TV não provocaram uma alteração significativa na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre, segundo o Datafolha.
A pesquisa -realizada nos dias 21 e 22 de agosto- mostra o atual prefeito José Fogaça (PMDB) isolado na liderança, com 31% das intenções de voto -uma oscilação positiva de dois pontos percentuais em relação ao levantamento feito pelo instituto no final de julho.
As deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D’Ávila (PC do B) continuam tecnicamente empatadas na disputa do segundo lugar. A petista continua com os mesmos 20% de julho, enquanto a comunista oscilou um ponto percentual, subindo dos 18% do mês passado para 19% agora.
Com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa Datafolha, uma parceria da Folha e TV Globo, ouviu 832 eleitores e foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) gaúcho com o número 32/2008.

PSOL e DEM
Em comparação com a pesquisa de julho, Luciana Genro (PSOL) oscilou negativamente de 8% para 6%; já Onyx Lorenzoni (DEM) segue com 5%, e Nelson Marchezan Junior (PSDB) oscilou de 1% para 2%. Os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 7%, e 9% se dizem indecisos.
Nos dois cenários de segundo turno pesquisados, há empate dentro da margem de erro. Maria do Rosário teria 44% contra 42% de Fogaça. Em uma disputa entre o atual prefeito e Manuela, ambos atingem 42%.
A rejeição ao peemedebista também é a maior, 28% -três pontos percentuais a mais do que em julho; 16% dos eleitores disseram não votar de jeito nenhum na petista Maria do Rosário (contra 15% em julho). A rejeição a Manuela é de 14%, a mesma do mês anterior.
“É uma eleição aberta porque, apesar de ter o Fogaça na frente, não há uma grande diferença em relação ao segundo lugar e a rejeição de todos os candidatos é bastante baixa”, declarou Mauro Paulino, diretor do Datafolha.
Na pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado escolhe sem que lhe sejam apresentados os nomes dos candidatos, Fogaça foi citado por 17% dos eleitores, e Maria do Rosário, por 13%. Nesse quesito, ambos tiveram crescimento de cinco pontos percentuais em comparação com o mês passado. Por Manuela, 8% manifestaram preferência (em julho eram 7%).
Além da estabilidade no quadro e do pequeno aumento em sua vantagem, Fogaça, que quebrou uma hegemonia de 16 anos do PT ao vencer a eleição de 2004, também viu melhorar a avaliação de sua administração. Hoje, 34% dos porto-alegrenses consideram o prefeito bom ou ótimo -os que se diziam satisfeitos era de 30% em julho e de 26% em novembro de 2007. Um quinto dos eleitores (20%) considera a gestão ruim ou péssima (eram 25% em julho e 23% em novembro), enquanto é regular para 43%.

01/08/2008 - 10:08h Debate temático domina 1 encontro de candidatos

Debate ontem que reuniu os candidatos a prefeito de São Paulo, promovido pela Rede Bandeirantes de TV: discussão temática dominou primeira metade
Fernando Donasci / Folhaimagem
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VALOR – Cesar Felício e Danilo Jorge, Sérgio Bueno, Marli Lima e Raquel Salgado, de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Salvador

O primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes em seis capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Manaus), entre candidatos a prefeito, foi dominado por discussões temáticas, com farpas mais acaloradas no da capital baiana.

No primeiro dos cinco blocos do debate paulistano, a primeira pergunta apresentada pelo mediador Boris Casoy foi sobre as propostas dos candidatos para combater a poluição na cidade. Os líderes em pesquisa, Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) demonstraram mais segurança na abertura do debate. A candidata do PT, Marta Suplicy, atacou a atual gestão por ter abandonado a coletiva coletiva de lixo, o que teria agravado a poluição, além da política de expansão dos corredores de ônibus. Geraldo Alckmin disse que as doenças do aparelho respiratório já são a quarta causa de morte na cidade. Falou da redução do ICMS sobre o carro flex, que aprovou como governador.

O candidato do PP, Paulo Maluf, apresentou a principal proposta de sua plataforma, a “freeway”, seis pistas sobre os rios Tietê e Pinheiros. Foi o único momento em que o assessor de Marta, João Santana, riu, da platéia. “Carros em movimento poluem menos que aqueles em ponto morto”. A candidata do PPS, Soninha Francine, criticou a política de popularização de crédito que permite compra de carro em até 90 meses. E ainda observou que a proposta de Maluf, de asfaltar os rios da cidade, aumentaria a poluição.

No segundo bloco, Soninha, perguntou a Marta se ela se arrependia do túnel da Rebouças e da ponte estaiada, que não tem ciclovia nem passagem para pedestre . Marta disse que não se arrependia de nada e, de olho no eleitorado da candidata, elogiou sua iniciativa de ter chegado de bicicleta. “Foi coerente”. Disse que construiria mais 200 quilômetros de corredores de ônibus e citou o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de liberar recursos para as iniciativas em transporte público.

Perguntado por Ivan Valente (PSOL) sobre quem financiaria sua campanha, que tem teto de R$ 25 milhões, Alckmin disse que a previsão é modesta e não respondeu. Preferiu defender o financiamento público de campanha. O candidato do PSOL o acusou de faltar com a transparência e disse que o financiamento privado era a principal origem da corrupção no Brasil. Relacionou a atuação de seus financiadores com o acidente no metrô . Alckmin rebateu que a associação era de mau gosto.

Alckmin perguntou a Kassab qual seria sua proposta para a iluminação pública em São Paulo. Kassab acusou a privatização das empresas públicas de energica, feita por Alckmin, de não ter condicionado as empresas a investir em iluminação pública. Alckmin não acusou o golpe e disse que a iluminação teria que ser melhorada para ajudar a segurança.

Nos bastidores, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que apóia Kassab, disse que seu candidato precisava mudar a postura. “Precisa demonstrar coragem, do homem que enfrenta caminhoneiros e está enfrentando o trânsito”. Os senadores Álvaro Dias (PSDB) e Sérgio Guerra (PSDB) prestigiaram Alckmin. Com Marta, chegaram seu vice, o deputado federal Aldo Rabelo (PCdoB), e os senadores petistas Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy. Soninha Francine, chegou de bicicleta. Ivan Valente foi o único a apostar em militância, com torcida uniformizada. Ele tem 1% nas pesquisas.

Em Belo Horizonte, oito dos nove candidatos participaram. Um dos mais esperados para o evento, devido às incertezas em relação à sua participação, o empresário Márcio Lacerda (PSB) disse que a decisão só foi tomada no início da noite, poucas horas antes do programa. “A questão principal era saber se participar de um debate com oito candidatos era produtivo ou não”, disse.

O candidato disse que a decisão foi tomada após avaliação feita pelos estrategistas da campanha e pelos membros do conselho político. Ele afirmou que a posição do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), os dois principais fiadores da candidatura de Lacerda, era favorável à participação.

No início do debate, o candidato do PMDB, deputado federal, Leonardo Quintão ressaltou que a sua candidatura fazia parte da base partidária que apóia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e, no Estado, o governador Aécio Neves.

Para a candidata do PC do B, deputada federal Jô Moraes, que lidera até agora as primeiras pesquisas eleitorais já divulgadas, o debate serviria para revelar ao eleitor, “quem efetivamente conhece a cidade e quem pode estar a serviço dela”.

No início do debate de ontem à noite em Porto Alegre, os candidatos à prefeitura trataram de apresentar – e reapresentar – promessas de governo enquanto o prefeito José Fogaça (PMDB), que concorre à reeleição, preferiu relacionar as iniciativas da própria administração. Segundo ele, que lidera as pesquisas de intenção de voto, nos últimos quatro anos o município investiu em segurança comunitária, no combate às pichações de locais públicos e na qualificação da Guarda Municipal. Ele lembrou ainda a contratação de médicos, a ampliação do programa da saúde da família e a reforma de parte dos postos de saúde pública.

A candidata do PT, Maria do Rosário, segunda colocada nas pesquisas, comprometeu-se a levar adiante o programa de despoluição do lago Guaíba, iniciado ainda na última gestão do partido (2001-2004). Ela prometeu ainda estender a coleta seletiva de lixo para toda a cidade e construir uma usina de geração de energia a partir de resíduos orgânicos. Manuela D’Ávila (PCdoB), que vem em terceiro nas pesquisas, voltou a afirmar que se empenhará na construção de um metrô na cidade e disse que pretende estabelecer restrições ao trânsito de caminhões no centro em horários determinados.

Os oitos candidatos à prefeitura de Curitiba participaram ontem do debate da Band. Havia a expectativa de que seriam sete contra o prefeito Beto Richa (PSDB), que busca a reeleição e conta com vitória no primeiro turno. O primeiro embate foi entre o tucano e o candidato do PMDB, Carlos Augusto Moreira Júnior, que questionou os gastos de R$ 30 milhões para propaganda da atual gestão em 2008. Richa disse que ele estava ‘mal informado’ e o acusou de usar a estatal TV Educativa para propaganda pessoal.

Na pergunta feita pela emissora a todos os candidatos, a questão envolvia um poste de energia colocado no meio de uma ciclovia e a necessidade de ter de conversar com empresas do governo para resolver problemas. Gleisi Hoffmann, do PT, aproveitou para elogiar a gestão de Lula logo na primeira oportunidade. Numa cutucada ao tucano, Moreira disse que tem bom relacionamento com o governo do Estado, ou seja, com o governador Roberto Requião, que o indicou à disputa. Assuntos como mobilidade urbana e transporte público, falta de creches, necessidade de mais investimentos em saúde e falta de segurança foram outros assuntos em pauta.

Os candidatos à prefeitura de Salvador resolveram colar não só na imagem de Lula, mas também na do governador da Bahia, Jaques Wagner. O primeiro a lançar mão disso foi justamente o candidato tucano, o ex-prefeito Antonio Imbassahy. Logo na abertura, aproveitou para exaltar conhecimento da cidade ressaltar que tem um “relacionamento fundamental com o governador”.

Wagner tem frisado que três candidatos, Imbassahy, Walter Pinheiro (PT) e João Henrique Carneiro (PMDB) “o tem” e fez questão de participar da convenção não só do PT, mas também das demais dos partidos de sua base: PMDB e PSDB.

Mesmo tendo falado primeiro do que Imbassahy, Walter Pinheiro, candidato pelo PT, não se lembrou de citar sua parceria com Wagner, deixando isso para o segundo bloco do debate. O deputado federal enumerou problemas de Salvador, como gestão, trânsito e exclusão dos negros, e disse que sua prioridade é humanizar a cidade.

O candidato do Democratas, Antonio Carlos Magalhães Neto, também falou sobre os pontos críticos de Salvador e, como tem feito em sua campanha, se colocou como o novo. Em busca de uma imagem de preparado, tinha, na ponta da língua, o número de policlínicas, postos e médicos da família que pretende implantar na capita baiana. Não deixou de atacar o atual prefeito, João Henrique Carneiro (PMDB).

João, por sua vez, acusou ACM Neto de ser mais do mesmo e de vir de um partido que governou o Estado por 16 anos e Salvador por oito. Foi o primeiro a citar a aliança com o presidente Lula, o que fez por três vezes durante os dois minutos em que respondeu sobre a saúde em Salvador.

07/04/2008 - 07:47h Transporte urbano mobiliza debate eleitoral

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Caio Junqueira, Sérgio Bueno, Vanessa Jungerfeld, Carolina Mandl e Ivana Moreira, de São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte

VALOR

No ano em que o trânsito bateu sucessivos recordes de congestionamento em várias capitais do país, o transporte urbano deve se transformar num dos mais acirrados temas de debate da campanha eleitoral. Desde as últimas eleições municipais, a frota nacional de veículos cresceu 27%. Esse crescimento, impulsionado pelo financiamento facilitado, levou a mais municipal das políticas públicas, o transporte público, a deixar de ser um problema exclusivo das faixas de renda que dele dependem para se transformar também numa preocupação de classe média.

Com quase seis milhões de veículos nas ruas, São Paulo terá um debate marcado pela radicalização da disputa política. Os três principais partidos que pretendem lançar candidato -PT, PSDB e DEM- participaram de maneira direta ou indireta da administração da cidade nos últimos dez anos e já buscam culpados pela situação. A discussão programática deve ceder lugar à troca de farpas e busca de culpados pela situação, que, calcula-se, gera um prejuízo anual que o economista da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Cintra, calcula em R$ 30 bilhões.

Dos três, o PT, que deve lançar candidata a ministra do Turismo, Marta Suplicy, prefeita entre 2001 e 2004, é o que se julga em posição mais confortável para atacar tanto a provável candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que governou o Estado de 2001 a 2006, quanto do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que deve tentar a reeleição. “Nossas críticas à gestão Serra-Kassab se basearão em não terem dado continuidade aos corredores de ônibus que a Marta introduziu. E só foram se preocupar com trânsito após os recordes de engarrafamento. Já Alckmin participou dos 12 anos dos tucanos no Estado e foi o que menos fez metrô”, afirma o presidente municipal do PT, vereador José Américo.

Secretário de Transportes Metropolitanos na gestão Alckmin e atual presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano, Jurandir Fernandes é o principal técnico em transportes ligado aos tucanos. Para ele, o futuro prefeito terá de investir em corredores de ônibus, mas corredores “de verdade”. “Tem que ser exclusivos mesmo, sem taxi, autoridades ou polícia, não parar nos cruzamentos e ter possibilidade de ultrapassagem.”

Sobre as críticas à gestão Alckmin, Fernandes diz que se trata de “oportunismo político”. “Temos 20 km de linhas que ficarão prontas até 2010. Tem que considerar não linhas inauguradas, mas colocadas em obras. Retomamos a linha 2 e demos início à linha 4 do metrô, além da linha de trem de Osasco a Grajaú.”

Kassab vai explorar o aporte de recursos no metrô – o que a Prefeitura de São Paulo não fazia há 30 anos – que pode vir a chegar a R$ 1 bilhão, além da ampliação em duas horas do rodízio de veículos na cidade.

No Rio, há cerca de 240 novos veículos a mais circulando diariamente na cidade, em um espaço limitado geograficamente pelo mar e pelas montanhas. Para o secretário municipal de trânsito, Arolde de Oliveira, os candidatos precisarão se ater em especial ao intenso crescimento mobiliário e comercial das regiões que agregam Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. “Há novos pólos de tráfego que não estavam previstos nos planejamentos urbanos anteriores. Todas as vias chegaram ao limite. Esgotaram-se as possibilidades de duplicação”, diz.

Como exemplo, cita o túnel Rebouças, inicialmente projetado para 80 mil veículos diários e por onde hoje passam mais de 200 mil; e a linha amarela, projetada para menos de 100 mil e hoje com fluxo de 200 mil veículos/ dia. “As obras que devem centrar o debate nesta área são algumas poucas duplicações, além da criação de corredores de ônibus e aquisição de ônibus interligados.” O secretário também aponta o alto índice de idosos na cidade como fator que piora o tráfego. “Há cada vez mais idosos se habilitando a dirigir. E eles dirigem com mais cautela, os reflexos já não são os mesmos. Acabam dirigindo mais devagar.”

Na capital gaúcha, a velocidade média dos ônibus nos corredores chega a 23 km/ h, quase 30% acima do melhor desempenho registrado em São Paulo. “Porto Alegre vive uma situação razoavelmente confortável”, afirma o secretário de Mobilidade Urbana, Luís Afonso Senna. Segundo ele, a velocidade nos corredores de ônibus vem se mantendo estável. Ainda assim, melhorar o transporte coletivo para estimular a redução do uso dos automóveis e evitar, no futuro, a necessidade de rodízio é a bandeira comum aos candidatos. Todos também defendem a construção do metrô.

Uma das metas do prefeito José Fogaça (PMDB), possível candidato à reeleição, é implantar os “Portais da Cidade”, que prevêem a construção de três estações de transbordo de onde partirá uma linha tronco para atender a área central da cidade.

Para a candidata do PT à prefeitura, a deputada federal Maria do Rosário, é preciso reverter a redução do número de usuários do sistema, de 33 milhões para 25 milhões por mês nos últimos dez anos. Rosário defende a criação de linhas que ligam bairros entre si sem passar pelo centro, maior freqüência dos ônibus, um controle mais rigoroso das planilhas de custos das empresas e até a ampliação de subsídios para, por exemplo, portadores de deficiência.

A deputada federal Luciana Genro (PSOL) defende uma auditoria nas planilhas de custos para verificar se as margens de lucro das empresas não estão “exageradas”. Segundo ela, de janeiro de 2001 a agosto de 2007 (sem incluir o reajuste de fevereiro deste ano) as tarifas subiram 114%, enquanto o IPCA aumentou 59%. A deputada admite ainda conceder isenção aos trabalhadores desempregados com subsídio integral para evitar impacto nos preços pagos pelos demais usuários.

Candidata pelo PCdoB, a deputada federal Manuela D’Ávila também vê na implantação do metrô uma “pauta urgente” para a futura administração, desde que combinada com o sistema de ônibus e ciclovias. Melhorar o conforto e a freqüência dos ônibus, qualificar os profissionais do setor e exigir mais investimentos das empresas são propostas do candidato do DEM, o deputado federal Onyx Lorenzoni.

Em Florianópolis, as últimas pesquisas da prefeitura apontam a questão viária como uma das principais preocupações da cidade. O prefeito Dário Berger (PSDB), candidato à reeleição, criou a tarifa única e fez algumas obras que melhoraram o fluxo de veículos. Entretanto, a cidade ainda carece de transporte marítimo em ligações importantes entre a ilha e o continente, hoje feita por duas pontes: Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. A ponte Hercílio Luz, cartão postal de Florianópolis, está desativada. Além da falta de transporte marítimo, Florianópolis não possui um sistema cicloviário. Há trechos de ciclovias, que dificilmente se conectam. Para a oposição, Berger não fez investimentos necessários. “É visível que os acessos à cidade estão saturados. Essa ligação não recebe investimentos desde a década de 90, quando foi inaugurada a última ponte”, diz Joares Ponticelli, presidente do PP em Santa Catarina.

No Recife, a situação do trânsito é tão caótica que a Câmara Municipal deve votar, este mês, um projeto do vereador Liberato Costa Júnior (PMDB) para a implantação de rodízio, inspirado no modelo paulistano. A principal diferença, porém, é que no Recife a proibição de circulação será durante o dia todo, e não apenas nos horários de pico. A restrição não atingiria o bairro de Boa Viagem, cujas principais vias ficam paradas diariamente. “Recife tem apenas 200 quilômetros quadrados e não tem mais por onde crescer. Foi se expandindo verticalmente”, diz.

Os candidatos temem a reação do eleitorado à medida. Para o candidato do PMDB, Raul Henry, a restrição à circulação de carros ainda precisa ser melhor avaliada. De acordo com o deputado federal, o pedágio no centro da cidade pode ser uma alternativa ao rodízio. “Mas ainda estamos avaliando para montar o programa de governo.” O que ele dá como certo em suas ações, caso seja eleito, são os investimentos em obras públicas voltadas para novas vias na cidade, além da ampliação do transporte coletivo.

Para Mendonça Filho (DEM), a solução para amenizar o trânsito no Recife está em ampliar a “mobilidade dos cidadãos” . O candidato pretende incentivar os recifenses a andarem mais, por exemplo. “Em muitas áreas, Recife não tem calçadas. Pretendemos municipalizar as calçadas das principais vias que hoje estão sob responsabilidade privada”, explica. Uma nova via ligando o centro da cidade ao bairro de Boa Viagem também está nos planos do ex-vice-governador. Ele descarta o rodízio: “Não vejo necessidade no curto prazo.” Um dos poucos candidatos que não se recusa a admitir o rodízio é o deputado federal Cadoca (PSC). “Ainda precisa ser mais estudado, mas pode ser uma saída em uma situação de emergência.”

Em Belo Horizonte, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), conseguiu autorização da Câmara Municipal para vender a participação acionária que o município tinha na Copasa, a estatal de saneamento básico. Uma grande parte dos recursos será utilizada na conclusão de obras viárias. Com a proposta aliviar o trânsito no centro, o prefeito se envolveu em projetos polêmicos como a transferência da rodoviária para a zona oeste. A proposta, já aprovada, esbarra nos interesses dos comerciantes do centro.

Um dos possíveis candidatos a substituir Pimentel, o secretário estadual de desenvolvimento econômico Márcio Lacerda (PSB), já levou à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, proposta para retomar as obras do metrô, atrasadas há mais de duas décadas, num modelo de Parceria Público Privada, com contrapartida das três esferas de governo. Além da conclusão da primeira linha, Lacerda defende a construção da segunda, que levaria o metrô até a Savassi, tradicional e refinado centro de compras da capital mineira.(Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

02/04/2008 - 16:56h Candidato do DEM gaúcho tem um baita senso de humor

RSVP

Com lugar reservado no avião da comitiva, a deputada federal Maria do Rosário (PT) acompanhará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita à Capital amanhã. Além dela, outros dois pré-candidatos à prefeitura de Porto Alegre estarão ao lado do presidente: o prefeito José Fogaça e a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B).

– Considero muito natural que, ao lado do presidente, esteja o prefeito José Fogaça. Mas acho natural que eu também esteja, como deputada federal e pré-candidata. Acredito que o deputado Onyx Lorenzoni (pré-candidato do DEM) também deveria estar – disse Rosário.

Quando soube que o blog falaria com o deputado, a petista brincou:

– Diz pra ele que eu estou convidando.

Resposta de Onyx:

– O convite da deputada, como sempre, foi muito gentil. Se eu não tivesse um compromisso no Rio, estaria em Porto Alegre sem problemas. Mas, enquanto ela vai estar aí acompanhando Lula, eu vou aprender com o prefeito Cesar Maia (DEM-RJ) como se administra bem uma cidade. Discutiremos ações em gestão que vão me ajudar a enfrentá-la melhor nas eleições.

*****
Onyx participará às 14h, no Rio de Janeiro, de um seminário sobre gestão municipal para os pré-candidatos do DEM nas eleições municipais.

Postado por Larissa Magrisso

09/12/2007 - 10:55h Em Porto Alegre, Fogaça e Olívio Dutra disputam liderança

Sem o ex-governador, Maria do Rosário, Onyx, Luciana Genro e Manuela D’Ávila dividem 2º lugar atrás do prefeito do PMDB

Na espontânea, petista foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%)

SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a sucessão na capital gaúcha, o prefeito José Fogaça (PMDB) aparece à frente de seus concorrentes. A dez meses da disputa, ele é o candidato mais citado, com 19% das intenções de voto, nos três cenários estimulados pelo instituto de pesquisa.
Olívio Dutra (PT), ex-governador do Rio Grande do Sul e atual presidente da sigla no Estado, é o seu maior adversário. Aparece com 16%. Nos três cenários pesquisados, ele é o segundo colocado que mais se aproxima do prefeito peemedebista. Como a margem de erro é de cinco pontos, para mais ou para menos, há empate técnico.

(mais…)

09/12/2007 - 10:51h Em Porto Alegre, Fogaça e Olívio Dutra disputam liderança

Sem o ex-governador, Maria do Rosário, Onyx, Luciana Genro e Manuela D’Ávila dividem 2º lugar atrás do prefeito do PMDB

Na espontânea, petista foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%)

SIMONE IGLESIAS
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a sucessão na capital gaúcha, o prefeito José Fogaça (PMDB) aparece à frente de seus concorrentes. A dez meses da disputa, ele é o candidato mais citado, com 19% das intenções de voto, nos três cenários estimulados pelo instituto de pesquisa.
Olívio Dutra (PT), ex-governador do Rio Grande do Sul e atual presidente da sigla no Estado, é o seu maior adversário. Aparece com 16%. Nos três cenários pesquisados, ele é o segundo colocado que mais se aproxima do prefeito peemedebista. Como a margem de erro é de cinco pontos, para mais ou para menos, há empate técnico.
Nesse quadro, a deputada federal Luciana Genro (PSOL) aparece em terceiro, com 13%, seguida pelos também deputados federais Onyx Lorenzoni (DEM), com 12%, e Manuela D’Ávila (PC do B), com 11%.
No quadro em que a deputada federal Maria do Rosário é a candidata do PT, ela aparece empatada na segunda colocação com Onyx, Luciana e Manuela, todos com 12%. Eles estão no limite do empate técnico com Fogaça, mas a probabilidade maior é que o peemedebista esteja à frente.
O deputado federal Enio Bacci (PDT) e a secretária estadual da Cultura, Mônica Leal (PP), têm 3% em todos os cenários pesquisados. O deputado estadual Nelson Marchezan Júnior (PSDB) aparece com, no máximo, 3% (no cenário sem Olívio e sem Maria do Rosário).
Quando o candidato do PT é o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, Fogaça se mantém na liderança e Luciana oscila dois pontos, chegando a 14%. Onyx e Manuela ficam empatados em terceiro lugar, ambos com 13%. Rossetto aparece em quarto lugar, com 4%, e tem o pior desempenho entre os candidatos petistas.

Espontânea
Na pesquisa espontânea, Olívio foi o mais lembrado (5%), seguido por Fogaça (4%), Manuela (3%), Maria do Rosário (2%), Onyx (1%) e Luciana (1%). Dos entrevistados, 69% disseram não saber em quem gostariam de votar.
Fogaça se mantém melhor colocado entre os eleitores cuja renda familiar mensal é de até dois salários mínimos, de acordo com a pesquisa estimulada.
Ele também é o preferido dos que têm de 45 a 59 anos. Entre os eleitores com mais de 60 anos, Fogaça divide a preferência com Luciana.
Onyx altera seu percentual de acordo com a renda familiar. O melhor índice acontece quanto mais baixa é a renda: 15% entre os que ganham até dois salários e 9% entre os eleitores cuja renda é superior a dez salários mínimos.
Com Luciana ocorre o inverso: seu eleitorado aumenta na proporção em que se eleva a renda: ela é citada por 8% dos que ganham até dois salários e por 16% dos que ganham mais de dez salários.
A candidata do PSOL é a preferida também dos entrevistados com ensino superior entre os candidatos (23%).
Olívio tem maioria de votos entre todos os demais candidatos no grupo de eleitores com renda de mais de cinco a dez salários mínimos (23%).
Os candidatos preferenciais dos eleitores entre 16 e 24 anos são Fogaça (21%), Onyx (19%) e Manuela (18%).
No cenário em que quatro mulheres aparecem como candidatas, Fogaça tem a preferência das eleitoras (19%), seguido de Rosário (14%).