27/06/2009 - 19:39h Maria Callas
Maria Callas (1923-1977)
Giuseppe Di Stefano (1921-2008)
Giuseppe Verdi (1813-1901)
Il Trovatore
D’amor sull’ali rosee; Miserere… Quel suon, quelle preci
Coro e Orchestra del Teatro alla Scala, Milano
Conducted by Herbert von Karajan
1956
LEONORA
D’amor sull’ali rosee
vanne, sospir dolente;
del prigioniero misero
conforta l’egra mente.
Com’aura di speranza
aleggia in quella stanza;
lo desta alle memorie,
ai sogni, ai sogni dell’amor.
Ma, deh! non dirgli improvvido
le pene, le pene del mio cor! ecc.
FRATI (dall’interno)
Miserere d’un’alma già vicina
alla partenza che non ha ritorno.
Miserere di lei, bontà divina,
preda non sia dell’infernal soggiorno.
LEONORA
Quel suon, quelle preci
solenni, funeste,
empiron quest’aere
di cupo terror!
Contende l’ambascia,
che tutta m’investe,
al labbro il respiro,
i palpiti al cor!
MANRICO (dalla torre)
Ah! che la morte ognora
è tarda nel venir,
a chi desìa morir!
Addio, addio Leonora, addio!
LEONORA
Oh ciel! Sento mancarmi!
FRATI
Miserere, ecc.
LEONORA
Sull’orrida torre,
ahi, par che la morte
con ali di tenebre
librando si va!
Ahi! forse dischiuse
gli fian queste porte
sol quando cadaver
già freddo sarà!
FRATI
Miserere… miserere… miserere…
MANRICO
Sconto col sangue mio
l’amor che posi in te!
Non ti scordar, non ti scordar di me,
Leonora, addio! Leonora, addio!
LEONORA
Di, te, di te scordarmi!
Sento mancarmi! ecc.
MANRICO
Sconto col sangue mio, ecc.
29/05/2009 - 20:00h A rendetemi la spene… Qui la voce
09/04/2009 - 20:09h Casta Diva
Norma de Bellini
Casta Diva, che inargenti
queste sacre antiche piante,
a noi volgi il bel sembiante
senza nube e senza vel…
Tempra, o Diva,
tempra tu de?cori ardenti
tempra ancora lo zelo audace,
spargi in terra quella pace
che regnar tu fai nel ciel…
Fine al rito : e il sacro bosco
Sia disgombro dai profani.
Quando il Nume irato e fosco,
Chiegga il sangue dei Romani,
Dal Druidico delubro
La mia voce tuoner?
Cadr? punirlo io posso.
(Ma, punirlo, il cor non sa.
Ah! bello a me ritorna
Del fido amor primiero;
E contro il mondo intiero…
Difesa a te sar?
Ah! bello a me ritorna
Del raggio tuo sereno;
E vita nel tuo seno,
E patria e cielo avr?
Ah, riedi ancora qual eri allora,
Quando il cor ti diedi allora,
Ah, riedi a me.
06/01/2009 - 17:43h A bela Junie
Trailer legendado
Na Bela Junie, a voz de Maria Callas em Lucia de Lamermoor, acentua a força devastadora da paixão
A voz de Alain Barriere evoca a beleza…”Elle était si jolie”
13/10/2008 - 19:43h Una Voce Poco Fa
Ária da Ópera Il Barbieri de Siviglia,de Rossini na voz de Maria Callas
09/08/2008 - 20:00h Tu che le vanità e mais, da Ópera Don Carlos, de G. Verdi
Maria Callas
Blog valkirio
Don Carlo – Verdi – Um Grito de Liberdade
A ópera “Don Carlos” foi estreada em Paris em 1867, com libretto em Francês, baseado no romance “Dom Carlos, Infante de Espanha”, de Schiller. Mais tarde, Verdi fez alguns cortes para a estreia em Milão, já com a tradução do libretto em Italiano, sendo esta, “Don Carlo”, a versão representada com mais frequência.O Infante era filho de Filipe II de Espanha e de Maria Manuela de Portugal (filha de Dom João III e de Catarina de Áustria). Os seus progenitores eram primos por todos os lados: Filipe II era filho do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal, irmã de Dom João III, o avô materno de Dom Carlos. Parece muito complicado, mas não é. Veja-se a sua árvore genealógica aqui.Com um grau de consanguinidade tão elevado, alguma coisa havia de correr mal e Dom Carlos teve uma vida bastante infeliz. A sua mãe morreu poucos dias depois de o dar à luz e ele era uma pessoa fisicamente debilitada, que, além disso, sofria de perturbações mentais. Morreu com apenas vinte e três anos, em 1568, talvez de morte natural, ou, quem sabe, envenenado.Nada disto impediu que Schiller romanceasse a sua história nem que Verdi criasse uma personagem que pouco corresponderá ao verdadeiro Dom Carlos. E tudo isto vem a propósito de uma gravação que encontrei do dueto de Dom Carlos com o seu amigo Rodrigo, Marquês de Posa:O Infante confessa ao amigo que ama “Elisabetta” (Élisabeth de Valois), sua madrasta, que tinha sido sua noiva antes de casar com o Rei. Rodrigo tenta convencer Dom Carlos a partir com ele para a Flandres; têm de ajudar o povo flamengo a libertar-se do jugo de Filipe II (e da sua Inquisição). Ambos cantam juras de fidelidade:
Deus, que nos infundiste na alma
O amor e a esperança,
Acende-nos no coração
O desejo de liberdade.
Juramos viver juntos
E morrer juntos.
Na terra e no céu
Encontraremos a tua bondade.Viveremos juntos e morreremos juntos.
Será o último suspiro,
Será um grito: Liberdade!
RODRIGO
È lui! Desso! L’Infante!
DON CARLO
O mio Rodrigo!
RODRIGO
Altezza!
DON CARLO
Sei tu ch’io stringo al seno?
RODRIGO
O mio prence… Signor!
DON CARLO
È il ciel che a me t’invia nel mio dolor,
Angiol consolator!
RODRIGO
O amato prence!
L’ora suonò; te chiama il popolo fiammingo!
Soccorrer tu lo dêi; ti fa suo salvator!
Ma che vid’io! Quale pallor, qual pena!…
Un lampo di dolor sul ciglio tuo balena!
Muto sei tu!… Sospiri! Hai tristo il cor!
Carlo mio, con me, dividi il tuo pianto, il tuo dolor.
DON CARLO
Mio salvator, mio fratel, mio fedele,
Lascia ch’io pianga in seno a te!
RODRIGO
Versami in cor il tuo strazio crudele,
L’anima tua non sia chiusa per me!
Parla!
DON CARLO
Lo vuoi tu? La mia sventura apprendi,
E qual orrendo stral il mio cor trapassò!
Amo d’un colpevole amor… Elisabetta!
RODRIGO
Tua madre! Giusto ciel!
DON CARLO
Qual pallor! Lo sguardo chini al suol!
Tristo me! Tu stesso, mio Rodrigo,
T’allontani da me?
RODRIGO
No, Rodrigo ancor t’ama! Io tel posso giurar.
Tu soffri? Già per me l’universo dispar!
DON CARLO
O mio Rodrigo!
RODRIGO
Mio prence!
Questo arcano dal Re non fu sorpreso ancora?
DON CARLO
No.
RODRIGO
Ottien dunque da lui di partir per la Fiandra.
Taccia il tuo cor, degna di te
Opra farai, apprendi omai
In mezzo a gente oppressa a divenir un Re!
DON CARLO
Ti seguirò, fratello.
RODRIGO
Ascolta! Le porte dell’ asil s’apron già; qui verranno
Filippo e la Regina.
DON CARLO
Elisabetta!
RODRIGO
Rinfranca accanto a me lo spirto che vacilla!
Serena ancora la stella tua nei cieli brilla.
Domanda al ciel dei forti la virtù!
DON CARLO E RODRIGO
Dio, che nell’alma infondere
Amor volesti e speme,
Desio nel core accendere
Tu dêi di libertà.
Giuriamo insiem di vivere
E di morire insieme;
In terra, in ciel congiungere
Ci può la tua bontà.
Vivremo insiem e morremo insiem!
Sarà l’estremo anelito,
Sarà un grido: Libertà!
Don Carlo – Carlo Bergonzi, tenor
Rodrigo – Piero Cappuccilli, barítono
(1970)
31/03/2008 - 14:50h Miserere de Il trovatore, por Maria Callas
Maria Callas, Paris 1959
31/03/2008 - 11:35h Maria Callas canta a cena final da Ópera Il Pirata de Bellini
Concerto em Hamburgo Maio 15, 1959. Regido por Nicola rescigno
31/10/2007 - 18:19h Maria Callas canta "Una Voce Poco Fa"
da opera IL BARBIERE DI SAVIGLIA, de Rossini. Recital de Hamburgo 1959.
17/09/2007 - 01:16h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : La Traviata com Giusepe Di Stefano
17/09/2007 - 00:56h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : "J’ai perdu mon Eurydice"
16/09/2007 - 17:41h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : Il Pirata de Bellini
16/09/2007 - 15:59h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : Samson et Dalila de Camille Saint-Saëns
Maria Callas, la diva, s’est éteinte en septembre 1977. Trente ans après sa mort, sa voix fascine toujours autant.
16/09/2007 - 14:26h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : operas de Verdi
16/09/2007 - 11:48h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : extrato de La Traviata
16/09/2007 - 10:02h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : O Mio Babbino Caro
16/09/2007 - 01:02h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas: da opera Il trovatore, de Verdi "Miserere"
16/09/2007 - 00:17h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas: La Wally
15/09/2007 - 13:45h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas: "Vissi d’arte" da opera Tosca de Puccini
15/09/2007 - 10:46h In memoriam, 30 anos do falecimento de Maria Callas : Casta Diva da opera Norma de Bellini
15/09/2007 - 10:24h Depois de Callas, uma nova história da ópera
Soprano americana, morta há exatamente 30 anos, levou a arte da interpretação a novo patamar, ajudou a redescobrir repertórios e ainda hoje é referência absoluta
Lauro Machado Coelho
O Estado de São Paulo (para assinantes)
O timbre, muito expressivo, não era exatamente bonito, no sentido convencional. A voz, muito extensa, tinha problemas de passagem e irregularidade de colorido; e, com o tempo, desenvolveu um insistente vibrato. E, no entanto, para a sua legião de admiradores, ela era conhecida como La Divina. Pudera! Que outra cantora, senão Maria Cecília Kalogeropoulos – cuja morte ocorreu há 30 anos, em 16 de setembro de 1977 – podia interpretar de Lucia di Lammermoor e Amina, em La Sonnambula, à Tosca e Lady Macbeth, a todas elas marcando com o ferro em brasa de sua inigualável personalidade?
Na introdução à sua biografia de Callas, o jornalista e crítico John Ardoin conta um episódio com o qual me identifico, pois coisa muito parecida me aconteceu, no processo de descoberta da arte dessa cantora singular. Ao comprar a Norma de 1952, em que Callas canta ao lado de Ebbe Stignani, desagradou-lhe tanto a irregularidade da voz, que Ardoin devolveu os discos à loja. Nos dias que se seguiram, porém, ele foi assaltado pela incômoda necessidade de ouvir de novo aquele registro. Passou pelo constrangimento de voltar à loja e comprar o álbum de novo. E descobriu o óbvio: a interpretação daquela americana de origem grega tinha uma intensidade quase suicida, que lhe reservou um nicho todo especial na história do canto lírico no século 20. E que faz com que alguns de seus maiores papéis – Norma, Tosca, Medéia – tenham ficado de tal maneira impregnados pelo seu estilo de interpretação, que ela passa a ser o padrão de referência a partir do qual outras cantoras serão avaliadas.
Passados 30 anos da morte dessa soprano ligeiro-lírico-dramática, nascida em Nova York em 2 de dezembro de 1923, podemos finalmente deixar para trás tudo o que de episódico e pitoresco cercou a sua carreira, que se estendeu de 1941 a 1965. A fama do temperamento mercurial de prima-dona, as lendas de sua rivalidade com Renata Tebaldi, as histórias referentes à dieta cruel que lhe deu uma silhueta de estrela de cinema, e o seu envolvimento apaixonado com o armador Aristóteles Onassis – são tos elementos acessórios de uma biografia cinematográfica, que não nos devem distrair do essencial de seu legado.
Como atriz e como cantora – usando de maneira surpreendente as próprias imperfeições de seu instrumento -, Maria Callas elevou a um patamar muito alto a arte da interpretação operística. São infelizmente muito reduzidos os documentos visuais que ela deixou. Mas quem a vê, com Tito Gobbi, no segundo ato da Tosca, filmado em um concerto de Paris, entende por que ela mesmerizava a platéia com sua presença no palco.
À Callas devemos a redescoberta de diversos grandes títulos do repertório de belcanto, de Bellini, Donizetti, Rossini e Cherubini, e parte apreciável do processo de resgate das técnicas de canto oitocentistas, com uma pureza estilística de que filtrou os excessos deixados pelo verismo. Com todos os problemas que a sua voz apresentava, ela era capaz de sugerir tanto a fria determinação de Lady Macbeth, ou a obsessão vingativa de Medéia, quanto a vulnerabilidade de Lucia ou de Violetta Valéry.
Se Maria Callas não tivesse sido uma fabulosa cantora de ópera, poderia ter sido uma excepcional atriz de teatro ou de cinema – como o demonstra a Medea de Pasolini, filmada com a incandescência de uma ópera falada. Dessa grande artista desaparecida 30 anos atrás, o que se pode dizer é o óbvio: que ela iluminou cada personagem que fez com a luz interior de seu gênio.
14/09/2007 - 23:57h Canal pago vai exibir documentário sobre Maria Callas
Maria Callas morreu há 30 anos, mas o mito da diva –a mais célebre cantora lírica da segunda metade do século 20, trágica no palco e na vida– prossegue na lembrança de todos os amantes da ópera.
A soprano, batizada Maria Kalogeropoulos, morreu em Paris no dia 16 de setembro de 1977, aos 53 anos. ‘Os deuses levaram a sua voz’, comentou então o costureiro Yves Saint Laurent.
Em homenagem à cantora lírica, o canal pago Eurochannel exibe no próximo domingo (16), às 17h, o documentário exclusivo “Maria Callas, 30 Anos Depois” (Callas Assoluta, 2007, França/Grécia) produzido especialmente para a data. O filme foi exibido na Sessão Horizonte do Festival de Veneza deste ano.
O especial de 90 minutos viaja no tempo e conta a trajetória de sucesso da soprano. Imortalizada como dona de uma voz de amplitude rara e habilidade cênica inigualáveis, Maria Callas atuou em óperas dos mais diversos estilos.
Ela nasceu no dia 2 de dezembro de 1923, em Nova York. Filha de pais imigrados da Grécia, Maria Kalogeropoulos transformou-se em Maria Callas em 1926.
Sua carreira teve um impulso decisivo com o diretor italiano Tullio Serafin (1947) e após seu casamento (1949) com Giovanni Battista Meneghini, que passou a ser seu empresário além de marido.
Fenômeno vocal que se expande em três oitavas e meia, a soprano destacou-se interpretando “Lucia” (Donizetti) a “Isolda” (Wagner) e ainda “Carmem” (Bizet), e sua voz encarnou como ninguém “La Traviata” de Verdi.
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| A soprano destacou-se interpretando as obras “Lucia” (Donizetti), “Isolda” (Wagner) e “Carmem” (Bizet) |
O mito Callas se nutre também de aspectos menos musicais, especialmente com sua união nos anos 1960, e a posterior ruptura, com o empresário grego Aristóteles Onassis, assunto muito comentado pela imprensa da época.
Após ensinar música na famosa Juilliard School, de Nova York, a cantora lírica voltou a se apresentar para o grande público em 1974, em uma série de shows especiais.
Ao final da temporada, a soprano se recolheu em seu apartamento de Paris, onde ficou até sua morte, decorrente de um ataque cardíaco, em 16 de setembro de 1977. Atendendo ao seu desejo, suas cinzas foram jogadas no Mar Egeu.
Com informações da agência Efe.

