17/06/2009 - 11:55h Sombras sobre a USP

Marcelo Coelho faz uma artigo “imparcial” sobre o conflito na USP e a presencia da PM no campus. tenho grande concordância com o que ele escreve, porem…

Tem um porem sim. A pouca representatividade dos “atores” do conflito não me parece ser obstaculo ao dialogo e a negociação. Em outras latitudes, essa “contradição estrutural” também existe e nem por isso a intervenção policial é utilizada, as vezes até a lei proíbe a entrada da força pública nos recintos universitários. Mais ainda, Marcelo não dá valor a afirmação que o espaço universitário é de ideias e não de barbárie, porque lá também tem conflito. Repito, em outras latitudes esses conflitos existem e a polícia não é chamada a intervir, por considerar que o espaço universitário “comporta” ate certo ponto a possibilidade de “contestação” “superior” à do resto da sociedade. Onde também prevalecem disputas “ideólogicas” e filosóficas que não se resolvem a cacetadas.

tenho a impressão que Marcelo Coelho neste artigo, com o qual concordo bastante amplamente, deixa fora da sua analise a decisão política e suas motivações, por isso o nome do governador José Serra nem aparece. Qual é o denominador comum na maneira em que o conflito na USP é tratado e o da Polícia civil? Como reage o governador Serra a qualquer movimento ou reivindicação dos sindicatos ou das categorias dos servidores?

Penso que estamos perante uma política, uma orientação tipica da direita que criminaliza todos conflito social e que compara toda reivindicação, manifestação e greve a baderna e desordem. Não é o produto da desumanização e sim da orientação, não é um incidente e sim uma sistemática política. O artigo de Marcelo Coelho permite de esclarecer melhor os termos do debate. É uma ótima leitura LF

http://img.estadao.com.br/fotos/7E/E8/D7/7EE8D7BB5FE44E7ABC1A7FA8693ECC51.jpg

MARCELO COELHO – FOLHA SP



Se as “minorias radicais” conduzem o processo, onde estão as maiorias moderadas?

UM GRUPO de provocadores ameaça a ordem e o Estado de Direito. Impossível negociar com extremistas desse tipo, dado o irrealismo de suas reivindicações. Para preservar a paz da comunidade e o império da Lei, a saída é a intervenção de uma força militar.
Esse raciocínio pode ser aplicado, sem grande irrealismo, à crise vivida na Universidade de São Paulo. De fato, há minorias radicais. Tudo indica que é impossível negociar com elas. De fato, a ordem deve ser preservada. Tudo indica que o patrimônio público precisava ser defendido de invasões e quebra-quebras.
Só que a fraseologia não difere muito da que justificou o golpe militar de 1964.
Aquela época tinha seus extremistas, dispostos, por exemplo, a fazer a reforma agrária “na lei ou na marra”. Eram, certamente, minoritários na população. Havia uma ordem a ser preservada, e uma legalidade para a qual os movimentos de massa não conferiam grande importância. Só uma intervenção militar daria conta da “baderna”.
É triste ver pessoas de belo currículo democrático, notoriamente perseguidas pelo regime militar, apoiando a ocupação da USP pela PM. Sem dúvida, a polícia age agora com autorização judicial e o golpe de 1964 foi, afinal, um golpe.
Do ponto de vista político, entretanto, as situações se assemelham. Como em 1964, muitos “democratas” agora acham que é preciso reprimir pela força as “minorias radicais”, contando com o aparato militar para defender a ordem, contra a “baderna”.
Este artigo -prometo- será imparcial. Não vejo valor em alguns argumentos do lado contrário. É muita abstração condenar a presença da PM porque a universidade é um local “de pensamento, não de violência”, “de ideias, não de barbárie”.
A USP é isso, mas não é um jardim peripatético: é também um lugar de trabalho, onde pessoas ganham salário, reclamam, fazem greves, piquetes e invasões.
Piquetes e invasões não são atos isentos de violência, e palavras de ordem não costumam ser obras-primas de reflexão e de pesquisa. De resto, há uma diferença óbvia entre intervenções armadas que se dedicam a sufocar o pensamento e a liberdade de cátedra, e as que se encarregam de reprimir militantes sindicais.
Convocar a PM foi um erro. Só serviu para acirrar, e não pacificar, os ânimos na USP. A retirada da PM é o primeiro passo para a superação da crise.
O problema é saber por que se chegou a esse ponto -em que pessoas respeitáveis acabam achando que “só a PM resolve essa baderna”. Quando acontece isso, um sistema de representação e de poder se revela disfuncional. A política deixa de funcionar e a força prevalece.
Se “minorias radicais” conduzem o processo, cabe perguntar onde estão as maiorias moderadas. Deveriam estar presentes nas assembleias (e piquetes) que decidem mobilizações em nome de todos.
Nada mais alienado do que condenar o fato de uma assembleia “de gatos pingados” ter decidido uma greve quando não se participa dela.
Estivesse presente nas assembleias, a “maioria ordeira” da USP negaria legitimidade aos movimentos de reivindicação. Em última análise, prefere delegar a defesa da ordem à PM.
Diante de dezenas de ativistas enraivecidos, quatro policiais (que não são “a repressão”, mas têm nome, estado civil e endereço) foram cercados e humilhados moralmente. Quando chegou o reforço, professores, funcionários e estudantes (que têm nome, estado civil e endereço) foram atacados com gás e balas de borracha.
Tudo se desumaniza, porque está em jogo uma contradição estrutural. Temos uma máquina burocrática -a da reitoria e seus órgãos ossificados de decisão- contra uma máquina sindical -que segue a lógica da mobilização de massas.
Acontece que as massas são imaginárias (reduzem-se a uma minoria) e que a estrutura de poder na USP, supostamente defensora da lei e da ordem, é tudo menos democrática. Quando ninguém representa ninguém, ou representa mal, não há negociação humana possível, e a violência prevalece.
O mesmo dilema levou a crises violentas no sistema político brasileiro, tempos atrás. Minorias “extremistas” se iludem com a omissão da maioria “ordeira”, que não se dá ao trabalho de mobilizar-se pela “ordem” e pela “moderação”. Afinal, tem as tropas a seu dispor.

coelhofsp@uol.com.br

17/06/2009 - 11:00h PM na USP é atentado, diz Antonio Candido

Professor emérito da universidade, crítico literário disse durante ato que pessoas têm o direito de discutir sem pressão do poder público

Reitores e funcionários das universidades estaduais podem retomar negociações na segunda; professores farão passeata amanhã

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
candido_chaui.jpg
Antonio Candido e Marilena Chaui, em ato de repúdio à repressão na USP em que havia 450 pessoas

TALITA BEDINELLI – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

“Estou aqui por uma simples razão: para fazer um protesto veemente contra a intervenção da força policial no campus universitário. [Isso] é um atentado aos direitos mais sagrados que as pessoas têm de discutir, debater e agir sem nenhuma pressão do poder público.”
Foi assim que Antonio Candido, 90, um dos mais importantes críticos literários do país e professor emérito da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP começou seu discurso ontem, em um ato de repúdio à repressão na universidade.
O debate contou ainda com a presença da filósofa Marilena Chaui, professora da mesma faculdade, e com Maria Victoria Benevides, da Educação.
Cerca de 450 pessoas (na maioria estudantes) acompanharam os discursos no auditório da Faculdade de Geografia, no campus Butantã (zona oeste de São Paulo) e aplaudiram as falas de pé. O mesmo prédio foi, na terça retrasada, alvo de bombas de efeito moral jogadas pela PM em um confronto com alunos e funcionários, que responderam com pedras. O saldo foi de dez feridos.
Do lado de fora do auditório, 500 pessoas acompanhavam o debate em um telão. O ato foi organizado pela Adusp (Associação dos Docentes da USP).
Desde o dia 1º, a PM ocupa a universidade para cumprir um mandado de reintegração de posse de prédios fechados por piquetes de funcionários, que estão em greve desde 5 de maio.
A reitora Suely Vilela foi criticada no debate por ter pedido a presença da polícia. Desde os confrontos no campus, professores pedem a saída dela e eleições diretas para o cargo. A Reitoria não quis se manifestar.
“Não basta propormos como palavra de ordem “Diretas Já’”, afirmou Chaui. “Não é só a escolha de um reitor que vai fazer a diferença. Temos que pensar a maneira pela qual vamos desestruturar essa estrutura vertical e centralizada que a USP se tornou”, disse.
Após o ato, alunos e funcionários fizeram um protesto em frente à reitoria e depois seguiram para um piquete no “bandejão” da Faculdade de Química, único dos quatro restaurantes universitários aberto.
Os manifestantes liberaram as catracas, deixando os usuários entrarem de graça. O restaurante contabilizou um prejuízo de 1.300 refeições.

Negociações
As negociações entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis -que representa alunos, professores e funcionários da USP, Unesp e Unicamp- podem ser retomadas na segunda-feira.
O Fórum das Seis afirmou que só irá se a PM sair do campus. A reitoria da USP diz que a polícia só sairá quando os piquetes terminarem. Os servidores dizem que o piquete é um direito de greve.
Amanhã, professores, alunos e servidores das três universidades fazem uma passeata, às 12h, pedindo democracia na universidade. O ato sairá da avenida Paulista e seguirá até a Faculdade de Direito, no largo São Francisco.

13/06/2009 - 11:00h Encontro de Dilma com mulheres continua repercutindo

Revista Época
(clique na imagem para ampliar)

dilma_epoca1.jpg
dilma_epoca2.jpg

07/06/2009 - 12:14h Dilma diz que 3º mandato é só para o “projeto”

Marlene Bergamo/Folha Imagem
dilma_marta_almoco.jpg
ENTRE MULHERES
A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (em pé) recebe em sua casa a ministra Dilma Rousseff para um almoço com mulheres interessadas em conhecer a candidata de Lula à Presidência

Para a ministra, não é possível seguir com o mesmo governante por mais uma gestão, mas sim com o mesmo governo

Dilma disse, no entanto, que o governo não pode impedir que outras pessoas sugiram uma proposta que permita uma segunda reeleição

ANA FLOR – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou ontem em São Paulo que o que está em discussão não é a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar um terceiro mandato, mas sim de o atual projeto de governo continuar por mais quatro anos.

“O que estão dizendo é o seguinte: “Olha, não tem terceiro mandato para a mesma pessoa, tem terceiro mandato para o mesmo projeto”. É diferente”, disse, ao chegar a um almoço com mulheres organizado pela ex-prefeita Marta Suplicy.

Dilma afirmou, ao ser recebida por volta das 13h por Marta na porta da casa da ex-prefeita, no Jardim Europa, que “a democracia brasileira é algo ainda frágil. Insipiente não, porque, afinal de contas, já temos 20 anos [de regime democrático]“.

Segundo ela, a modificação do cenário institucional neste momento não é recomendável. “Isso não é o projeto do governo. O governo pode continuar sem ser terceiro mandato.”

A ministra disse, porém, que o governo não tem como impedir que pessoas tomem a iniciativa como a de propor uma mudança na Constituição que permita um terceiro mandato.

Dilma afirmou ainda, quando questionada sobre a possibilidade de concorrer a um cargo eletivo -o que nunca fez-, que “passar pelo crivo do eleitor é algo muito importante”.

A ministra disse que não se nega a isso, mas escapou de se comprometer com uma candidatura à Presidência. “Acho que é algo [candidatar-se] a que qualquer pessoa que atua na política e que tem compromisso com a cidadania aqui no Brasil tem de se submeter.”

A ministra comentou a importância que São Paulo tem em seus projetos. O Estado -reduto eleitoral do tucano José Serra- foi descrito por ela como local onde surgem “atividades bastante modernas que são e que trazem consigo as perspectivas do futuro”.

Nesse momento, Dilma cometeu uma gafe. Chamou Marta, que é psicanalista, de Marcia. Ela se corrigiu em seguida.

Participaram do almoço, cujo menu foi cuscuz de camarão, picadinho de carne e saladas, as apresentadoras Ana Maria Braga, Adriane Galisteu e Luciana Gimenez, a atriz Maria Paula, as editoras Luciana Villas Boas e Maria Laura Neves, a escritora Walnice Galvão, a filósofa Marilena Chauí, as dramaturgas Marta Góes e Leilah Assumpção, a cineasta Monique Gardenberg, a psicanalista Eleonora Rosset, a empresária Viviane Senna, a ex-jogadora de basquete Hortência, as jornalistas Patricia Zaidan e Mônica Waldvogel e a advogada Helena Maria Diniz.

Segundo a Folha apurou, a doença da ministra, que faz tratamento contra um câncer linfático, só foi abordada em conversas paralelas. O grupo discutiu pré-sal, Lei de Imprensa e Bolsa Família. O assunto eleição foi colocado em pauta pela anfitriã, mas a ministra não se prolongou no tema.

Ao comentar sobre o grupo feminino eclético que participou do almoço, Dilma disse que “são todas mulheres especiais, que simbolizam mulheres profissionais, mulheres que, nas diferentes áreas de atividade, são mulheres bem-sucedidas”.

07/06/2009 - 11:51h Terceiro mandato não é meta do governo, diz Dilma

Ministra participou de almoço com mulheres na casa de Marta Suplicy

Fausto Macedo e Roberto Almeida – O Estado SP

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou ontem de um almoço na casa da ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy. Na entrada do evento – somente para mulheres -, Dilma mandou um recado para os deputados que apoiaram a nova proposta de emenda constitucional (PEC) do terceiro mandato. “O que é que a gente pode fazer? Esperamos que num determinado momento entendam que não é isso que é o projeto do governo. O governo pode continuar sem ter terceiro mandato”, disse a ministra.

Segundo Dilma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera a democracia brasileira “ainda frágil” e, por isso, nega a possibilidade de se manter no poder. Ele afirma que a tese de terceiro mandato está fora de cogitação. “Afinal de contas, temos 20 anos (de Constituição)”, completou a ministra. “Daí porque ele defende que o mandato termine dia 31 de dezembro. Agora, nós não temos como impedir que as pessoas tomem iniciativas.”

Embora Dilma tenha reiterado ontem que não fala “nem amarrada” de sua candidatura à Presidência, ela disse estar disposta a enfrentar as urnas pela primeira vez. “De fato, nunca concorri a nenhum cargo eletivo. Eu acho que passar pelo crivo do eleitor é algo muito importante, nunca me neguei, não tive oportunidade. Não me nego a isso não, algo que qualquer pessoa que tem compromisso com a cidadania e com o Brasil tem de se submeter.”

Dilma disse achar “normal” que muitas das convidadas do almoço – apresentadoras de TV, jornalistas, filósofas e empresárias – digam que ela é candidata à sucessão de Lula. “É uma conversa com mulheres que têm projeto, perspectiva, capacidade de sonhar e pensar o Brasil”, destacou.

De acordo com a ministra, são “todas mulheres especiais” porque simbolizam “mulheres bem-sucedidas”. “É um momento muito importante, muito significativo para mim. São pessoas que têm algo a dizer, é um encontro de diálogo.”

No entanto, ela apressou-se em dizer que o nome do PT para a Presidência ainda está em aberto. “Acho que ainda não tem um processo oficial de escolha de candidatos dentro do PT”, avisou. Indagada se Marta teria lugar em um ministério, Dilma elogiou a anfitriã. “Acho que ela tem todas as qualidades”, anotou.

Ela chegou à casa de Marta Suplicy, no Jardim Europa, em São Paulo, às 12h30 – bem disposta, mesmo após ter enfrentado a terceira sessão de quimioterapia quinta-feira para tratamento de um câncer linfático. Entre as convidadas estavam as apresentadoras Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, Luciana Gimenez e Maria Paula. Da academia, a psicanalista Eleonora Rosset, a filósofa Marilena Chauí e a dramaturga Marta Góes.

À saída, às 17 horas, Dilma contou que as convidadas a questionaram sobre a candidatura. “Elas perguntaram, mas todas tiveram a mesma reação que vocês (jornalistas): riram bastante do “nem amarrada”. Uma hora dessas vocês vão me vaiar. Mas não vale vaia, ainda, viu!”

Este é o segundo evento oferecido pela ex-ministra a Dilma. Em fevereiro, ela organizou um jantar para a titular da Casa Civil com objetivo de dissipar especulações de que o PT paulista resistiria à pré-candidatura.

Cuscuz e Bolsa-Família à mesa

Cuscuz de camarão, picadinho com batata palha e saladas à mesa, mas o prato preferido foi mesmo política e sucessão presidencial. Dilma Rousseff negou até o fim que seja candidata, mas teve ares de campanha o almoço na casa de Marta Suplicy, por ela definido como reunião “alegre, informal”. Dilma ouviu sugestões e respondeu a questionamentos sobre educação, pré-sal, emprego e também discorreu sobre violência doméstica. Alguém cobrou até quando fica o Bolsa-Família. “O governo pretendia acelerar a redução do Bolsa se não tivesse a crise internacional.”

Ouviu incentivos por sua candidatura. Falou do pré-sal como meta a ser alcançada no governo Lula. “É preciso um marco regulatório. O pré-sal é riqueza para antecipar o combate à pobreza.”

“Ela é muito franca, objetiva”, resumiu Viviane Senna, do Instituto Airton Senna. “É muito preparada”, anotou a advogada Helena Maria Diniz. “Eu disse que é a primeira vez que a gente tem uma candidata com condição de vitória, mas Dilma não mordeu”, contou Patrícia Zaidan, jornalista. “O cuscuz estava muito gostoso”, avaliou Luciana Gimenez, apresentadora de TV.

07/06/2009 - 11:26h Pré-sal tempera almoço de Marta Suplicy para a ministra Dilma Rousseff e convidadas

 

almoco-marta-e-dilma7.jpg
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é recebida pela ex-prefeita Marta Suplicy para um almoço em sua casa, na capital paulista. Na foto, além da ministra e da ex-prefeita, as apresentadoras Luciana Gimenez (primeira à direita), Maria Paula (segunda à direita); e Adriane Galisteu (terceira à direita). (Foto: José Luís da Conceição/Agência Estado

Assessoria de imprensa de Marta Suplicy

 

 



Mulheres de destaque na sociedade, jornalistas, artistas, empresárias e estudiosas conhecem a ministra da Casa Civil e ficam bem impressionadas

 

A ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, ofereceu neste sábado, dia 6 de junho, um almoço para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e 17 convidadas. Apresentadoras de TV, como Ana Maria Braga, Adriane Galisteu, Luciana Gimenez, a jornalista Mônica Waldvogel, artistas, como Maria Paula, empresárias, promotoras de arte, filósofas, enfim, mulheres com projeção profissional e que têm opiniões bem diferentes sobre vários assuntos foram conhecer Dilma.

 

Ao final do encontro, a impressão que Dilma causou, na melhor definição da tarde, partiu de uma assumida simpatizante de uma eventual candidatura do governador José Serra a Presidente, em 2010, a dramaturga Leilah Assunção: “Ela é uma grande mulher. Uma pessoa séria mesmo; não é pesada. Talvez, a gente precise disso, né?”

 

O que Dilma falou para agradar tanto? Um pouco de tudo, saúde, educação, Bolsa Família, cultura, mas, principalmente, de pré-sal – assunto que poucos entendem, mas que a ministra Dilma sabe muito e considera chave para que o Brasil dê adeus à pobreza. 

 

Todas ouviram, perguntaram, trocaram idéias, atentas a tudo. Participaram muito da reunião. E o que parecia um encontro entre pessoas tão diferentes acabou convergindo na opinião a respeito de muitos pontos, sobretudo na defesa de um Brasil com mais qualidade de ensino, saúde e direitos na proteção de crianças e promoção da mulher na sociedade.

 

Virou, mexeu: pré-sal. Também saiu uma conversa  sobre uma eventual candidatura da ministra da Casa Civil a Presidente, no ano que vem. A isto Dilma foi enfática. Dentro –para as convidadas– e fora da casa de Marta –para os jornalistas– descartou hipóteses: “não falo sobre isto nem amarrada”, brincou.

 

Do pré-sal? Falou. E muito. Mas, o que é isto? A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

 

No Brasil, vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, na bacia de Santos, o principal.

 

O que a ministra disse de tão importante sobre o pré-sal? Dilma explicou que o governo do Presidente Lula trabalha para deixar estabelecido o marco regulatório, ou seja, as regras para que o dinheiro que o Brasil tem a ganhar com o petróleo seja em parte aplicado em um fundo para que ele reverta em favor de políticas que a sociedade brasileira entenda serem fundamentais para o crescimento econômico, combate à desigualdade e melhores condições de vida para todos.

 

“Este é o grande debate que temos de ter na sociedade brasileira. Vamos usar esse dinheiro para antecipar o combate a pobreza? Para melhorar a educação neste país? É uma riqueza volumosa. Temos de discutir isso hoje, pois é o que vai garantir amanhã que o conjunto da população seja beneficiado. Faremos isso o mais rápido possível”, explicou aos jornalistas, a ministra Dilma, no final do encontro.

 

A anfitriã, Marta Suplicy,  comentou que o encontro com Dilma  rendeu muito porque “o grupo era muito heterogêneo e conseguiu trazer assuntos diferenciados”. Não havia pauta nem assunto proibido. A proposta do almoço era possibilitar que mulheres de representatividade pudessem “trocar idéias sobre o Brasil”. O resultado do bate-papo, cada uma comentou a seu modo, na saída da casa de Marta. Segue abaixo a lista das participantes, ‘aspas’ da ministra Dilma, ao chegar na casa de Marta e ao sair do almoço. Também ‘aspas’ das participantes que comentaram o encontro aos jornalistas que cobriram a pauta.

Convidadas
Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff
Adriane Galisteu Apresentadora (BAND)
Ana Maria Braga Apresentadora (Globo)
Eleonora Rosset Psicanalista
Helena Maria Diniz – OAB Presid. OAB Mulher /SP
Hortência Atleta
Leilah Assumpção Dramaturga
Luciana Gimenez Apresentadora (RedeTV)
Luciana Villas Boas Editora Record
Maria Laura Revista Marie Claire
Maria Paula Casseta e Planeta
Marilena Chauí Filósofa USP
Marta Góes Dramaturga
Mônica Waldvogel Jornalista e apresentadora
Monique Gardenberg Produtora de eventos
Patrícia Zaidan Revista Cláudia (Abril)
Viviane Senna Instituto Airton Senna
Walnice Galvão Escritora e professora de Literatura


Aspas de Marta, pouco antes de receber a ministra Dilma Rousseff

Sobre o almoço

“A idéia foi reunir mulheres com representatividade em diversos setores, para que  pudessem conhecer pessoalmente a Dilma, trocar idéias, idéias do Brasil, sobre tudo e qualquer coisa. Propiciar que mulheres formadoras de opinião pudessem ter uma conversa informal de algumas horas com a ministra. Não sei o que vão querer saber ou conversar. Não sei.”

 

Aspas da ministra Dilma Rousseff na chegada para o almoço na casa de Marta Suplicy

Sobre as convidadadas
“São todas mulheres especiais. Simbolizam mulheres profissionais. Mulheres que nas mais diferentes áreas são bem-sucedidas. Então, é um momento muito importante. Eu acho muito significativo para mim e acho que essa iniciativa da Marta (Suplicy) foi uma iniciativa que permite contato mais próximo com pessoas que têm algo a dizer. É, sobretudo, um encontro de diálogo, de conversas. Conversa que nós temos essa imensa capacidade de fazer, ao mesmo tempo íntima e ao mesmo tempo que aborda os diversos aspectos da vida, da sociedade, os problemas do país. Eu acho que hoje nós teremos, a partir da 1 hora, um encontro muito importante.

Sobre ser candidata a Presidente em 2010
“Eu acho que é normal que muitas delas pensem isso. Agora, não é só isso. Acho que é uma conversa entre pessoas, que são mulheres, que têm projetos, perspectivas,  capacidade de sonhar e pensar o Brasil.”

PEC do terceiro mandato
“Eu acho que o presidente tem razão. O presidente considera que a democracia brasileira é algo ainda incipiente, frágil. Daí, então, o Presidente defende que o mandato dele acaba em 31 do 12. Mas, não temos como impedir que as pessoas tomem iniciativas. Afinal de contas, vivemos em uma democracia. Apesar das reiteradas negativas, o que a gente pode fazer. Olhamos e esperamos para que em um determinado momento entendam que não é esse o projeto do governo. O governo pode continuar sem ser terceiro mandato.”

Terceiro mandato é Dilma
“Eu entendo que digam isto. É uma colocação política. Estão dizendo que não tem terceiro mandato para uma mesma pessoa, tem terceiro mandato para um mesmo projeto. É diferente. Eu pretendo voltar muitas vezes aqui para São Paulo não só para essa conversa que a Marta está me propiciando, mas também para dialogar com a militância do PT, com os movimentos sociais. O Estado de São Paulo tem no cenário nacional uma importância muito grande, não só do ponto de vista econômico, que é o que todo mundo diz. Eu acho que são Paulo tem um outro papel. Tem um grande papel cultural e tem um grande papel nos rumos do futuro. Quando você pensa nos rumos do país, você tem de olhar para São Paulo. Aqui surgem atividades bastante modernas que são e que trazem consigo as perspectivas do futuro. É lógico que o Brasil é São Paulo e todos os outros 26 estados da federação, mas sem dúvida São Paulo integra nessa constelação tem um papel importante”

Marta num eventual ministério
“Eu acho que ela tem todas as qualidades para fazer parte de qualquer ministério de governos petistas e governos progressistas no Brasil. Agora, como eu disse, nós não estamos discutindo a questão nem de candidatura, muito menos de ministério”

Primeiro cargo eletivo
“De fato, eu nunca concorri a nenhum cargo eletivo. A minha atividade se circunscreveu mais ao Executivo e a minha experiência maior foi em atividades ligadas diretamente ao Poder Executivo. Fui secretária de Fazenda municipal, depois secretária de Energia e Comunicação no Rio Grande do Sul, depois ministra de Minas e Energia e agora ministra-chefe da Casa Civil. Eu acho que passar pelo crivo do eleitor é algo muito importante. Nunca tive a oportunidade, mas eu não me nego a isso. É algo que qualquer pessoa que atua na política e tem compromisso com o Brasil tem de se submeter”

 

Depois do almoço, a repercussão do encontro com Dilma:


Marta Suplicy:

“Era um grupo muito heterogêneo que conseguiu trazer muitos assuntos diferenciados e todos prestaram atenção. Fizeram muitas perguntas.”

 

Viviane Senna, diretora do Instituto Ayrton Senna:

Ela (Viviane) questionou Dilma sobre assuntos ligados à educação. “Foi uma conversa franca e objetiva e informal. Conversamos sobre assuntos ligados à educação e ela falou do esforço do governo para enfrentar o problema. Ela falou como membro do governo e não como candidata”, disse.

 

 

Luciana Villas Boas, editora da Record:

“Falamos muito, de política, educação, saúde, PAC,  Petrobras. Teve também muito papo que é conversa de mulher. Filho, marido, tudo. Essas coisas. Eu perguntei sobre educação. Comentei que houve um salto muito grande na indústria editorial.”

 

 

Hortência, atleta, ex-jogadora de basquete:

“É sempre bom você ouvir, saber. Eu gosto de falar com gente inteligente. A gente aprende muito. É muito boa candidata porque é mulher forte. E nós precisamos ter mulheres fortes na política.”

 

 

Helena Maria Diniz, Presidente da Comissão da Mulher da OAB/SP:
“Achei inédita a possibilidade de dividir espaço com mulheres dos mais diferentes nichos. Cada uma falando a sua linguagem. A todas, Dilma respondeu com muita clareza. É uma mulher muito bem preparada. Tem projetos interessantes na nossa área. Acho que ela convenceu a maioria ali. Houve incentivos de algumas, pedindo para ela se candidatar. Ela encara bem a conversa. Mas não abriu. Respondeu as questões levantadas e demonstrou muito conhecimento em cada área. Eu fiz um pedido para ela. Eu cuido, na OAB, da violência doméstica. Então, como temos poucas delegacias da mulher, pedi que ela colocasse um projeto que preparasse mais o delegado, aquele pessoal de porta de entrada no atendimento à mulher vítima de violência, em vez de construir novas delegacias da mulher. Ter nas delegacias um espaço próprio para o atendimento à mulher vítima de violência, sempre acompanhada de advogada, psicólogo para que saiam da delegacia com maior amparo. Ela adorou a idéia e eu espero que ela não esqueça.”

 

Leilah Assunção, dramaturga:

“Eu sou simpatizante do Serra. Agora, eu acho que a gente nunca pode se fechar a coisas novas e a mudar de opinião. Ainda não mudei porque é muito cedo, né? Mas ela é uma grande mulher.” Sobre o encontro: “achei interessante –os temas conversados– e bem representativas as mulheres que vieram –elas têm colunas em jornais, televisão–    e o resultado foi muito bom. Ela é uma pessoa séria mesmo. Não é pesada, não. Mas é séria. Talvez a gente precise disso, né? Não sei.” Perguntada se contaria ao governador Serra como foi o encontro, disse: “se eu tiver a oportunidade, mas não sou íntima dele”.

 

 

Mônica Waldvogel, apresentadora de TV:

“No começo ela falou sobre vários temas de interesse das pessoas que estavam lá. Umas quiseram falar sobre educação, outras sobre questões culturais. Ela falou muito sobre pré-sal e esse marco (regulatório) e o que isto significa para o desenvolvimento brasileiro. A Luciana Villas Boas e a Viviane Senna queriam muito falar sobre educação e sistemas de avaliação, formação de professores, a idéia de estimular a leitura. A Marilena Chauí queria detalhes do pré-sal. A conversa foi sobre os temas gerais de governo.”

 

Ana Maria Braga, apresentadora de TV:

“Nossa! Tinha um cuzcuz que vocês não fazem idéia: uma delícia – referindo-se ao cardápio do almoço, montado por Marta: cuscuz de camarão, picadinho com batata palha, saladas. “Falamos de tudo. Ela é uma mulher muito inteligente, muito interessante. Falamos de saúde, de educação, da vida. Ela é ótima!” Perguntada se teria dado algum conselho à ministra Dilma, respondeu: “quem sou eu?”

 

Adriane Galisteu, apresentadora de TV:

Comentou que também gostou do cuzcuz e chegou a pedir a receita na cozinha. Sobre o encontro com ministra Dilma, falou:  “A iniciativa da Marta, acima de qualquer coisa, foi para que a gente conhecesse melhor a Dilma. Tudo o que a gente tem de contato com a Dilma é através do que vocês trazem para a gente –dirigindo-se aos jornalistas. Nada como falar, olhar nos olhos e perguntar. Ela foi questionada sobre Petrobras. Eu questionei coisas de teatro, meia-entrada. Enfim, não vivo de teatro, mas faço teatro. Sou muito amiga de quem vive de teatro, caso de Bibi Ferreira, Juca de Oliveira. Falamos de televisão, de educação, de livros. Acho que foi muito importante esse almoço para que a gente se aproximasse dela. Eu trouxe para ela um recado especial da minha mãe. Minha mãe falou: – Adriane, fala uma coisa para a Dilma: ‘- Eu passei a prestar muita atenção nela, depois que ela assumiu a doença dela e a maneira como ela encarou a doença dela publicamente.’ Acho que esse é um recado da minha mãe, mas que representa muita gente que não tem muito ouvidos para política e que não acredita muito em ninguém e pensa que todo mundo mente muito. O fato de ela ter assumido, da forma como ela assumiu foi muito importante, como mulher. Ela amou ouvir. Ficou super emocionada. A Ana (Ana Maria Braga) estava do lado. Acho que a Ana é uma mulher que também conseguiu mostrar e destruir esse monstro que é essa doença que aterroriza qualquer pessoa, mulher, homem, criança. As duas estavam juntas nesse momento. Elas se emocionaram muito. Mas eu falei um recado que dona Ilma pediu. Pedi para ela ir ao programa. Gostaria muito que ela fosse. Conversei com a Marta sobre isso e acho que ela vai. Nas próximas semanas, teremos, então, Dilma ao vivo no programa.”

 

Patrícia Zaidan, jornalista – Revista Claudia (Abril):

“Perguntei a ela (ministra Dilma) quanto tempo mais o Brasil precisaria recorrer ao Bolsa Família e sobre o pré-sal. Ela havia explicado o quanto iria representar para a economia e eu perguntei de que forma se endereçaria para a saúde, a educação porque a gente não tem uma legislação permitindo isto. Então, ela (Dilma) disse que ainda no segundo semestre o governo vai mandar para o Congresso um projeto de lei para alterar a legislação para que seja possível. Dos benefícios do pré-sal, ela destacou o quanto isto vai significar em termos de independência não só do produto, especificamente falando, mas quanto dinheiro poderá trazer. Ela disse que o projeto de lei –que informou a todas– tem de ser muito bem olhado porque não é só para este momento, mas para o histórico do pré-sal. Não é uma lei para fazer de vapt-vupt, mas um projeto pra chegar no segundo semestre no Congresso. Do Bolsa Família, ela disse que, no ritmo que o crescimento do país vinha ocorrendo, se esperava que o Brasil independesse do Bolsa Família muito rapidamente, mas que a surpresa da crise econômica no final do ano atrasou os projetos. O Brasil precisa voltar a crescer aquilo que estava crescendo até setembro, para poder ver essa questão.”

 

Sobre candidatura a Presidente, Patrícia Zaidan disse que “muitas mulheres falaram que era hora de ter uma mulher na Presidência porque a gente é quase 52% do eleitorado. A primeira pergunta que fiz foi essa: – Se ela estava inaugurando uma nova era no país porque era a primeira vez que a tinha uma candidata com condição de vitória. E disse que, em geral, o empresário não põe dinheiro em campanha de mulher porque acha que mulher não se elege. Isso a gente vê no interior. Ela parou, pensou, pensou, pensou e disse: – ‘Eu não sou candidata. O partido vai ter que decidir isso na convenção’”. Patrícia foi perguntada sobre o que Marta teria dito a respeito da dificuldade no financiamento de campanha de mulheres.“Ela disse que é uma realidade no Brasil. Mas, Dilma não mordeu (a isca – para comentar o assunto)”.

 

Maria Luiza, jornalista, Revista Marie Claire (Globo):

“Gostei (do encontro). Achei que era um balaio de gato. Poderia dar errado, mas houve interação e funcionou bem.”

 

Luciana Gimenez, apresentadora de TV:

“Foi muito, muito bom! Cuzcuz, salada… Muito gostosa (a comida). Eu achei a Dilma fantástica, incrível. A gente é suspeita porque, sendo mulher, achamos que há uma sensibilidade maior. Conversa super sensível. Gostei bastante dela. Consegui expor algumas coisas que achava importante. Falamos algumas coisas sobre animais, lei de imprensa, criança, aquelas coisa que eu estou sempre falando. Então, achei interessante a conversa. A Adriane (Galisteu) convidou – para o programa dela – e eu nem fiz discurso, disse ‘estou como ela, na cola”. Falei de um problema sério que é a integração de banco de dados da Polícia. Se você quer levantar informações sobre ficha policial, só vai saber o que tem aqui em São Paulo, não saberá de outros estados. É preciso integrar. Rápido. Ela comentou que é um problema sério, mas que tem projeto para isso. Falei que o direito à privacidade de crianças deveria ser igual. Se meu filho sair do carro, agora, todo mundo vai tirar foto dele. Se  fosse o Champinha –citando um caso de menor infrator–, não poderia aparecer. Acho que a regra deveria ser para todos. É desleal –ter diferenças no tratamento.”

 

Eleonora Rosset, psicanalista:

“O almoço foi uma oportunidade de ouro para os dois lados se conhecerem. Quem não conhecia a Dilma e esteve neste almoço ficou conhecendo intimamente. Ela falou de assuntos importantes, nacionais, de cultura, de educação. Acho que todas que estiveram aqui fizeram as perguntas que quiseram e saíram entusiasmadas com a Dilma. Ela não é uma candidata oficial, mas, se for, todas –tanto pessoal da educação, como da cultura, da universidade– gostamos muito do que ouvimos hoje. Ela falou que somos um país rico. E nos disse o que podemos esperar para as próximas gerações. No final, conversamos amenidades. Ela é uma pessoa que tem uma característica muito doce. Escuta muito e a gente não achou ela diferente, achou que ela é uma mulher como nós. Muito gostoso o papo. Falamos de igual para igual.”

 

Maria Paula
”Achei excelente. Uma ótima oportunidade de ver a mulher de fibra que é a Dilma é. Fiquei muito bem impressionada, uma mulher muito corajosa, neste momento que está passando. É uma mulher muito inteligente, que sabe muito do que está falando e do que está fazendo. Foi bem impactante, para a gente, ter contato tão direto com essa pessoa tão preparada, como é a Dilma. Estou feliz. Havia mulheres de segmentos diferentes, pessoas que formam opinião, cada uma muito diferente da outra, mas eu senti, pela harmonia lá dentro, que todo mundo entrou muito na sintonia dela. Ela conseguiu harmonizar idéias diferentes. Ela é uma mulher muito, segura, direta e competente. Ela falou bastante de educação e do que o pré-sal pode representar no nosso país, em curto e médio prazos. Foi muito esperançosa. Achei que a gente tem um futuro favorável pela frente. Como mãe de um bebê pequeno me deu um conforto ver a possibilidade de um Brasil melhor.

 

Dilma Roussef, comentando suas impressões do almoço:

 

“Foi muito agradável. Uma conversa com muita diversidade. As mulheres que compareceram aqui, todas elas, são lutadoras. Mulheres vitoriosas e que têm uma experiência de vida para compartilhar muito grande. Cada uma, do seu ponto de vista, deu sua contribuição. Foi uma conversa leve, agradável, que fluiu. A Marta fez, de fato, um almoço muito gostoso. O ambiente era muito agradável. Foi muito bom, hoje à tarde.”

 

Sobre ser candidata, a ministra Dilma Rousseff comentou que foi questionada: “Elas perguntaram e tiveram a mesma reação de vocês –jornalistas–, quando respondi: – Nem amarrada…(riram)”.

 

Sobre pré-sal e o futuro do Brasil

“Falamos de pré-sal, marco regulatório do tema. E expliquei que não é uma riqueza para a gente transformar só em petróleo, mas em educação, antecipar o combate à pobreza. Vamos acabar com a pobreza no Brasil. O pré-sal pode antecipar esse fim da dívida que temos com uma parte da população brasileira. Conversamos sobre saúde. A questão de a nova classe média não ter comprado apenas carro, computador, celular ou casa, mas também mais livros –um ponto abordado por Luciana Villas Boas (da Editora Record). Quando você melhora as condições de vida das pessoas, você melhora a demanda. Passa a ter demanda por entretenimento, por cultura. Literatura, cultura brasileira é muito rica. Foi uma conversa diversificada. A questão da criança, da violência. As mulheres estão antenadas e se preocupam com todos os aspectos da vida e da sociedade. Falamos muito sobre mulher. Da violência doméstica. Como tornar mais efetiva a Lei Maria da Penha, que penaliza o agressor. Outro ponto, interessante, como a cultura pode incluir. Houve diálogo e sugestões… “

 

Sobre Bolsa Família

Disse que Bolsa Família implica revolução nas questões familiares. A mulher passa a ter importância central. É a mulher que recebe –o benefício– porque é ela que cuida da família. Vínhamos num processo em que aceleraríamos a redução do Bolsa Família, se nós não tivéssemos tido esse interregno agora que estamos da crise internacional, que afetou o Brasil. Acho que o Brasil retoma a tendência de diminuir recurso para o Bolsa Família quando o crescimento retornar, de forma sustentável, e as pessoas  forem sendo incorporadas a trabalhos. Mas, até lá, tem de ser mantido porque não é só uma rede de proteção social. É uma forma, também, pela qual se reconhece que não se pode adiar para daqui a um ano, dois, ou cinco, as pessoas terem direitos fundamentais garantidos. A família precisa ter uma renda mínima, decente, para poder se alimentar. O Bolsa Família, no governo Lula, é um eixo dos programas sociais e articula outras políticas, como o Mais Alimentos, toda a questão da agricultura familiar, os Territórios da Cidadania.

 

Luz para Todos – comentário aos jornalistas, na entrevista após o almoço.

Estamos chegando ao fim de uma exclusão, a da luz elétrica. Três estados do Brasil atingiram a meta de 2004 – do Luz para Todos. Tenho uma consideração especial pelo Luz para Todos porque era ministra das Minas e Energia, quando o programa foi lançado. Os ministros Silas e Lobão levaram adiante. Isto é importante para a questão de as pessoas saírem do Bolsa Família. Como é que o pescador vai resfriar o peixe, poder congelar? Como resfriar o leite? Fazer a farinha de mandioca, sem eletricidade, ou qualquer atividade, sem eletricidade? 

 

Pré-sal

O pré-sal é promessa no governo Lula porque é preciso deixar marcos para que ocorra. Para que parte do que nos cabe da renda petrolífera fique conosco, com a nação brasileira, com  o povo brasileiro. O que nós vamos deixar é um marco, dizendo o seguinte: os recursos do pré-sal não vêm só de royalties, nós vamos dividir quando o petróleo sai. Quando sai da boca do poço passa a valer US$ 88. Abaixo da boca do poço só paga de US$ 5 a US$ 15. Então, o que queremos é o acesso a esse diferencial. É daí que poderemos ter um fundo. E vamos usar para o quê? Este é o grande debate que temos de ter na sociedade brasileira. Vamos usar esse dinheiro para antecipar o combate a pobreza? Para melhorar a educação neste país? É uma riqueza volumosa. Temos de discutir isso hoje, pois é o que vai garantir amanhã que o conjunto da população seja beneficiado. Faremos isso o mais rápido possível”, explicou aos jornalistas, a ministra Dilma, no final do encontro.

 

Sobre o terceiro mandato

O presidente tem a convicção de que a democracia brasileira precisa de renovação sistemática. As declarações do presidente são autodefinidoras: da posição dele e da posição do governo.

 

Assessoria de imprensa de Marta Suplicy

06/06/2009 - 21:33h O almoço das mulheres com Dilma

almoco-marta-e-dilma6.jpg

almoco-marta-e-dilma-5.jpg

almoco-marta-e-dilma-4.jpg

almoco-marta-e-dilma-3.jpg

almoco-marta-e-dilma-2.jpg

almoco-marta-e-dilma1.jpg

Fotos Cesar Ogata

19/05/2009 - 18:19h Marta reúne mulheres comunicadoras para encontro com Dilma no sábado

da Folha de S.Paulo

A ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy receberá um grupo de comunicadoras em sua casa, neste sábado, para almoço em torno da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), informa Renata Lo Prete, editora do “Painel” da Folha.

“Será uma oportunidade para que mulheres poderosas em suas áreas de atuação conheçam a ministra não apenas como política e administradora”, disse Marta.

Segundo ela, já confirmaram presença as apresentadoras Ana Maria Braga, Adriane Galisteu e Ana Hickman, a ex-jogadora de basquete Hortência, a atriz Maria Paula, a historiadora Maria Victoria Benevides, a psicanalista Maria Rita Kehl, a filósofa Marilena Chauí, a escritora Marta Goes, a jornalista Monica Waldvogel e a consultora de moda Gloria Kalil.

Pré-candidata do PT à Presidência, Dilma está hospitalizada devido a efeitos colaterais da quimioterapia a que se submete depois da retirada de um linfoma (câncer nos gânglios linfáticos). Deve ter alta amanhã. Foi cancelada sua participação em evento da CUT na sexta-feira, mas o almoço, segundo Marta, está mantido.