
Leandro Amaral – Repórter Diário
O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, na presença do Ministro das Cidades, Márcio Fortes assinou nesta sexta-feira (27) o contrato do PAC Pró-Moradia para execução do Conjunto Habitacional Três Marias, no bairro Cooperativa. A iniciativa, que soma investimentos na ordem de R$114 milhões, vai possibilitar a vinda de recursos do governo federal no valor de R$ 93 milhões.
Da verba do Programa de Aceleração do Crescimento, R$ 57 milhões serão utilizados para a construção de 1.236 unidades habitacionais no Conjunto Três Marias, além da execução de obras de infra-estrutura e equipamentos públicos; regularização fundiária e trabalho social, desde a fase preparatória até a fase pós-ocupação, que terá a contrapartida de R$ 14 milhões do Executivo Municipal.
A iniciativa viabilizará também o reassentamento de mais de mil famílias das áreas de mananciais, ação imprescindível para as obras de urbanização de quatro assentamentos precários da região do Alvarenga: Sítio Bom Jesus, Alvarenga Peixoto, Divinéia / Pantanal I e II e Jardim Ipê. Para essas intervenções, será investido um total de R$ 64,5 milhões, sendo R$ 36 milhões provenientes do governo federal e os R$ 28,5milhões restantes da prefeitura.
Os projetos da urbanização dos núcleos e do Conjunto Três Marias foram elaborados em 2005 e 2006 com recursos federais, sendo que a seleção de recursos do PAC se deu em 2007, ficando parados desde então.
“Faz três anos que o projeto iniciou. Muito bom no papel, mas sempre quisemos vê-lo na prática. Temos esperança que Luiz Marinho vai concluir esse projeto que favorece as famílias com novas moradias”, disse o morador Valdomiro Ferreira de Souza, representante da Comissão de Acompanhamento de projetos.
O Ministro das Cidades fez questão de enfatizar que, durante o encontro que teve com Marinho, antes do anúncio oficial, fez uma revisão em todas as parcerias que podem ser feitas entre a União e o Município. “Nós repassamos os projetos do passado. Analisamos o que estava parado para nenhum projeto se perder por falta de cumprimento do cronograma”, tranqüilizou Márcio Fortes.
O chefe do Executivo, por sua vez, destacou que a divulgação desta sexta é apenas parte do projeto habitacional, que prevê um investimento de R$ 462 milhões e benefício para 10 mil famílias. “Estou emocionado por reviver a campanha eleitoral. Nós sempre destacamos que a periferia foi esquecida e, com essa atitude, mostramos que o nosso governo vai dar prioridade para a periferia sem, no entanto, esquecer do centro”, afirmou Luiz Marinho.
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Jornal Nacional (JN) – TV Globo
Joaquim Alessi, São Bernardo – O Estado SP
Sob a liderança do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, cerca de 12 mil trabalhadores, segundo a entidade, e 8 mil pelas contas da Polícia Militar, manifestaram-se na manhã de ontem “em defesa do emprego e pela superação da crise econômica sem demissões nem corte de salários”. Os atos concentraram-se no bairro Pauliceia, em São Bernardo, próximo à Mercedes-Benz, palco das manifestações lideradas nos anos 70 e 80 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No caminhão de som revezaram-se o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, e outros sindicalistas. O prefeito Luiz Marinho (PT), que já presidiu a entidade e a CUT, foi anunciado várias vezes, mas por causa de vistorias agendadas anteriormente não apareceu. A concentração começou às 5h45 no estacionamento da Mercedes.
Arthur Henrique fez questão de destacar as reivindicações levadas na véspera ao presidente Lula, entre elas a de redução de juros para a compra de veículos usados.
Outros protestos menores foram realizados no pátio da Volkswagen e na portaria da Scania, como parte do Dia de Luta lançado pela categoria.
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Ex-presidente da Caixa está entre nomeados por petista em S. Bernardo
Joaquim Alessi, SÃO BERNARDO DO CAMPO – O Estado SP
O anúncio de nomes que já ocuparam postos nos governos federal e estadual para compor o secretariado de São Bernardo do Campo, a partir de janeiro, reforçou ontem as suspeitas de que o prefeito eleito, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Luiz Marinho (PT), prepara vôos mais altos para 2010, como a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
O projeto político ficou mais delineado com o anúncio de nomes como o do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso para a pasta de Finanças. Mattoso deixou a Caixa acusado – assim como o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci – de envolvimento na quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. O ouvidor da Polícia Militar no governo Mário Covas (PSDB), Benedito Mariano, cuidará da Segurança Urbana em São Bernardo do Campo. Ao todo, o prefeito eleito anunciou os titulares de 16 pastas.
Além de Mattoso e Mariano, compõem a equipe de Marinho o ator e diretor teatral Celso Frateschi, ex-secretário de Marta Suplicy (PT) em São Paulo e presidente da Funarte, na pasta de Cultura; Nadia Somekh (Planejamento Urbano), ex-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb); e Valter Correia da Silva (Administração), presidente da Empresa Gestora de Ativos (Emgea), vinculada ao Ministério da Fazenda.
FRANK AGUIAR
Marinho tem outra questão a explicar para o eleitorado. Nos bastidores, é tido como certo que o vice-prefeito eleito, deputado Frank Aguiar (PTB), vai renunciar ao posto para continuar na Câmara. Graças à presença constante na mídia, Aguiar foi fundamental para a vitória de Marinho, já que o PT não vencia na cidade havia 20 anos.
O deputado admite que pode abdicar do cargo, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Marinho. Considera que seria mais importante para a cidade no Congresso.
Entre políticos ligados ao PTB, os comentários são de que ele estaria descontente por não ter participado da escolha do secretariado. Assim, o forrozeiro prefere tocar seus passos em Brasília, onde tem mandato, a passar quatro anos em expectativa, como vice-prefeito.
NEGATIVA
Marinho nega de forma veemente que pense em concorrer à sucessão do governador José Serra (PSDB) em 2010. “Já disse e repito que fui eleito para administrar São Bernardo, que precisa muito do nosso trabalho, e não serei candidato a governador em 2010″, disse ele, sem negar, contudo, que o secretariado tenha perfil para atuar no governo do Estado.
“Foi um trabalho intenso escolher esses nomes, para aliar competência técnica à afinidade política”, explicou o prefeito eleito, que também revelou ter feito um teste de fidelidade com os escolhidos, razão pela qual demorou a fazer o anúncio. “Fiz um teste para ver se eles tinham capacidade de guardar sigilo, pois se um profissional não tem capacidade de guardar sigilo, não faz parte da minha equipe de trabalho.”
Marinho ainda não definiu os titulares de secretarias importantes, como as de Obras e Desenvolvimento Econômico. O prefeito busca nomes com perfil técnico e trânsito junto ao governo do Estado e o federal.
“Procurei, por exemplo, para a Habitação, alguém que saiba o caminho na Caixa Econômica Federal para obter recursos de forma muito mais fácil”, explicou. Para essa pasta será nomeada Tássia Regino, ex-consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para projetos nas Prefeituras de Curitiba e Aracaju, além de ter comandado o Instituto de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, no governo Cristovam Buarque.
FRASES
Luiz Marinho
Prefeito eleito de São Bernardo do Campo
“Já disse e repito que fui eleito para administrar a cidade de
São Bernardo, que precisa muito do nosso trabalho, e não
serei candidato a governador em 2010″
“Foi um trabalho intenso escolher esses nomes, para aliar competência técnica à afinidade política”
“Procurei, por exemplo, para a Habitação, alguém que saiba o caminho na Caixa Econômica Federal para obter recursos de forma muito mais fácil”
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Leandro Amaral – Repórter Diário
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Felipe Logli
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| A tarifa dos ônibus em cinco cidades passa a ser de R$ 2,50, mas empresários querem alterar para R$ 2,80 |
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Antes mesmo de entrar em vigor neste domingo (14) o reajuste na tarifa de ônibus no ABC, o empresariado já sonha com mais um aumento em um curto espaço de tempo: R$ 2,80 em abril de 2009. “Queremos mais em abril”, sentencia o presidente do SETC/ABC (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do ABC), Baltazar de Souza, durante entrevista ao Repórter Diário.
Segundo ele, as prefeituras não cumpriram o acordo de reajustar a tarifa anualmente. “Nós temos um compromisso de repassar a tarifa de ano em ano. Em abril deste ano venceu o prazo e nada. No ano passado foi só R$ 0,10 de reajuste que também não resolveu muito”, reclama o empresário justificando a própria reivindicação. “Nós tivemos aumento de salário, do óleo diesel e nós vamos ficando com defasagem”.
A idéia inicial era que os atuais prefeitos “cobrissem a defasagem” com o reajuste da passagem para R$ 2,80, porém o “presente de Natal” dos empresários do transporte não foi atendido. “Quando nós contávamos com R$ 2,80 eles deram R$ 2,50″, lamenta Baltazar.
A força dos empresários em relação à elevação da tarifa deu provas claras de quem “dirige o transporte” na região. Enquanto as prefeituras ainda se reviravam entre planilhas e cálculos, Baltazar já anunciava em alto e bom som, aos quatro ventos, a novidade ao bolso do usuário.
Somente no dia seguinte, as administrações municipais se pronunciaram. O Executivo andreense confirmou, por meio de nota, o que o empresário já havia antecipado. O único a falar publicamente sobre o assunto, também no dia seguinte, foi o prefeito de São Caetano. “Continuaremos com a menor tarifa do ABC”, cravou José Auricchio Júnior (PTB), referindo-se à cobrança atualde R$ 2 contra R$ 2,30 dos outros municípios.
A partir deste domingo (14), o valor da tarifa de ônibus passará de R$ 2,30 para R$ 2,50 nos municípios do ABC. O reajuste de 9%, resultará em um valor maior que o cobrado em São Paulo (R$ 2,30). As exceções ficam por conta de São Caetano e Rio Grande da Serra, onde a passagem será R$ 2,30. O último reajuste foi repassado aos usuários em abril de 2007, subindo de R$ 2,10 para R$ 2,30 – aumento de 9,25%. A variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) desde o último acréscimo até novembro deste ano foi de 17,12%. Em maio passado a AETC/ABC tentou negociar junto ao Consórcio reajuste mínimo de R$ 0,10, mas a proposta não foi aceita.
Critérios
Segundo o presidente da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos – Ailton Brasiliense, a elevação do preço da passagem deve seguir critérios, entre os quais o principal item é a contrapartida ao usuário. “Existe uma planilha criada há mais de 20 anos por um órgão já extinto, mas que ainda é muito utilizada. Nela constam os custos fixos e variáveis, tipo de frota, idade da frota, entre muitos outros itens. Depende, portanto, do que está sendo negociado entre o poder público e o grupo empresarial. Haverá renovação de frota? Racionalização da oferta? Ampliação da oferta? Como a gratuidade está considerada na formação da planilha? Enfim, a decisão final deve considerar um grande número de parâmetros, para definição da tarifa”, detalha o engenheiro.
O empresário Baltazar de Souza garante que as melhorias ocorrem. “As empresas renovam a frota, estão sempre comprando e se estruturando melhor. Santo André e Diadema já renovaram a frota e São Bernardo, até o fim do ano, receberá mais 20 coletivos”, cita, destacando também o investimento no capital humano. Segundo ele, um motorista de ônibus no ABC recebe hoje cerca de R$ 1,8 mil. Valor este, segundo Baltazar, maior que em outras localidades.
Porém, não é isso que dizem os usuários dos coletivos. A estudante Valdimaria Santos de Souza, 15 anos, usa o ônibus todo dia para ir à escola em Santo André. Segundo ela, entre ida e volta, gastará R$ 10 a mais por mês. “Isso não é legal. Eles aumentam, mas o transporte continua precário. Isso sem falar que somos tratados como cachorro”, diz. A dona de casa Claudete Câmara, 58, concorda. “Utilizo o ônibus todo dia. Esse aumento vai atrapalhar no orçamento doméstico. Pagar tudo isso para entrar em um ônibus lotado e sem qualidade não vale”, reclama.
“Eu avisei”, lembra Alvarez
O ex-vereador de Santo André, Ricardo Alavarez, que disputou a sucessão do Paço pelo PSol, durante a campanha eleitoral já havia sinalizado para a “dor no bolso sempre que termina uma eleição”. “Faz 20 anos que isso acontece: termina a eleição e logo em seguida vem o aumento. Não é bola de cristal e sim uma relação promíscua entre o transporte e a eleição”, critica. “Todo mundo sabe que tem relação e que não é mera coincidência”, observa Alvarez.
Aliás, esta não é a primeira vez que a relação transporte e eleição é citada no meio político. Nos últimos dias cogitou-se a possibilidade do aumento estar atrelado a acordos firmados entre empresários e políticos para o pagamento das dívidas de campanha. “Eu desafio os empresários abrirem as planilhas de contas”, cutuca. “Eu afirmo que os empresários da região retiram no mínimo R$ 2 milhões líquido todo mês”, dispara.
E, por falar em período eleitoral, quem não se lembra da promessa do deputado estadual Orlando Morando (PSDB) que disputou o embate sucessório em São Bernardo contra Luiz Marinho. Dias antes da eleição, o tucano prometeu que a tarifa seria reduzida a R$ 2 na cidade, caso ele fosse o vitorioso nas urnas. Ele perdeu, e agora, o atual chefe do Executivo, William Dib (PSB) – seu principal apoiador – permitiu o reajuste.
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César Felício, de São Bernardo do Campo – VALOR
Principal prefeito eleito pelo PT no Estado de São Paulo, o ex-ministro do Trabalho e da Previdência Luiz Marinho já sinaliza que a correlação de forças dentro da sigla poderá mudar.
Com o enfraquecimento do PT no interior do Estado e a nova derrota na capital, o partido se fortaleceu em seu berço e domicílio eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E pela primeira vez São Bernardo, e não Santo André, torna-se a principal referência petista no cordão industrial que circunda a capital. Marinho exclui a própria candidatura ao governo estadual, mas deixa claro que irá atuar para aumentar o grau de pragmatismo do PT estadual de modo ao partido estabelecer um amplo arco de alianças partidárias para as próximas eleições estaduais.
O prefeito eleito lembra que em 2006 a disputa interna entre o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy impediu que o partido conseguisse uma coligação de grande porte para enfrentar o tucano José Serra, que se elegeu no primeiro turno. Em 2002, quando Marinho foi candidato a vice na chapa de José Genoino, a perspectiva era apenas garantir um palanque para Lula no segundo turno da eleição presidencial. Nas eleições anteriores nunca foram tentadas alianças fora dos partidos da esquerda.
Para Marinho, o PT tem que seguir a estratégia de José Serra, que usou a eleição municipal para tentar cimentar uma aliança com o PMDB e o DEM para 2010, em torno não só da sua candidatura presidencial, mas das eleições locais, ainda que não estejam definidos os nomes dos candidatos ao governo do Estado e ao Senado. O prefeito eleito citou quatro possíveis candidatos a governador no PT: o ministro da Educação Fernando Haddad, o deputado Antonio Palocci, o senador Aloizio Mercadante e a ex-ministra Marta Suplicy.
Sua candidatura é descartada face à dificuldade de a administração de Marinho mostrar resultados no curto prazo. Entre os colaboradores de Marinho, há bastante pessimismo não só em relação aos efeitos da crise econômica sobre o setor industrial, responsável por quase 40% dos empregos na cidade, como em relação às contas municipais. “Marinho não pode fazer um governo pífio se quiser manter ambições políticas, e as condições que irá encontrar não são nada animadoras. Ele terá que contar com muita ajuda do governo federal”, comenta o coordenador político da campanha, o ex-prefeito Maurício Soares. Os petistas esperam que os investimentos federais do PAC compensem uma eventual perda de receita. A cidade está 9 projetos de saneamento e 4 de habitação que somam R$ 167 milhões.
Cidade com o segundo maior orçamento do país entre municípios do interior (atrás apenas de Campinas), São Bernardo não conta com uma grande dívida fundada, mas tem uma tradição de problemas de dívidas de curto prazo, segundo Soares. Prefeito da cidade entre 1989 e 1992 e entre 1997 e 2002, Soares afirma que assumiu a administração municipal com pagamentos vencidos a fornecedores e prestadores de serviço nas duas ocasiões. “Já há reclamações de atrasos. A gente sabe que existem algumas táticas como o empenho e o posterior cancelamento do empenho. É algo que só ficará claro quando o novo governo assumir”, diz Soares.
A equipe econômica do prefeito Dib contesta a assessoria de Marinho. Segundo dados da secretaria de Finanças, há R$ 248,78 milhões em empenhos a serem liquidados até 31 de dezembro. A receita corrente realizada até 31 de outubro foi de R$ 1,434 bilhão. A previsão é que entrem em novembro e dezembro mais R$ 272,1 milhões, valor suficiente para cobrir os empenhos.
A equipe de transição é comandada por Miriam Belchior, que foi casada com o prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2001 quando era coordenador de programa de governo da candidatura presidencial de Lula em 2002.
A participação do presidente Lula na campanha de São Bernardo do Campo deu-se em duas etapas. A mais importante foi a das alianças. Passou pelo gabinete presidencial o acordo para que o deputado e cantor Frank Aguiar (PTB-SP), cuja seção local do partido é controlada pelo deputado estadual Campos Machado, ligado aos tucanos, se tornasse vice na chapa de Marinho. E também foi um encontro com Lula que sacramentou o reingresso de Maurício Soares no PT, rompendo a aliança de 20 anos com o prefeito William Dib, do PSB, mas solidamente alinhado ao PSDB e ao DEM.
Por meio de Soares, coordenador político da campanha, Marinho montou uma aliança com 11 partidos, muitos dos quais reunindo a elite política da cidade, formada por um grupo de famílias de origem italiana estabelecidas em São Bernardo desde o início do século passado e cujos sobrenomes batizam vários bairros nos municípios. Com isso, o isolamento petista – que levou o deputado Vicentinho a concorrer sozinho em 2004 e ter apenas 23% dos votos válidos – foi definitivamente para o passado.
Seja em atos públicos de governo ou de campanha, Lula participou cinco vezes de concentrações populares na cidade onde reside, durante a campanha. Criticou tanto ao prefeito William Dib (PSB) quanto o candidato tucano Orlando Morando, chamado de “sujeitinho” pelo presidente em palanque. “Ficou nítido que Lula tem um projeto pessoal que passa por ter nas mãos do PT a Prefeitura de São Bernardo”, comentou Morando, que atribui ao presidente uma das principais razões de sua derrota. Dentro do grupo derrotado, o palpite é que o presidente bancou Marinho porque apostaria em seu ex-ministro do Trabalho e da Previdência como opção para disputar o governo estadual em 2010. Entre os aliados do prefeito eleito, a candidatura na próxima eleição é descartada e razões de ordem pessoal são lembradas. Mas deixam claro que Marinho pode estar sendo preparado como uma espécie de herdeiro para vôos futuros.
“Lula gosta muito de São Bernardo e se incomoda de morar em uma cidade onde o partido não ganhava há muitos anos. Mas acima de qualquer outra coisa, Lula gosta muito de Luiz Marinho. Talvez mais do que qualquer outro político no PT paulista”, comentou um correligionário do prefeito eleito.
A campanha de Marinho também foi vigorosa do ponto de vista financeiro. O candidato petista arrecadou R$ 11,469 milhões para cabalar o voto dos 539 mil eleitores da cidade. Fez um investimento médio de R$ 21,28 por voto da cidade. Em São Paulo, o prefeito reeleito da capital, Gilberto Kassab (DEM), arrecadou por meio de seu comitê financeiro R$ 34,3 milhões, o que significaria um gasto médio por eleitor de R$ 4,19. ” Isso foi produto da pressão sindical. Com o controle que a CUT tem sobre as bases dos trabalhadores, as empresas abriram os cofres para o PT, não só por amor, mas por temor”, diz Morando.
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Davilym dourado/valor

Marinho: “Não excluiria Marta, Palocci, Mercadante ou Haddad, mas o mais importante agora é definir o arco de alianças e falta ousadia no PT para isso”
De São Bernardo do Campo – VALOR
Eis os principais trechos da entrevista do prefeito eleito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, ao Valor, concedida em seu escritório de campanha:
Valor: A Prefeitura de São Bernardo do Campo terminou sendo a principal vitória do PT em São Paulo, em uma eleição em que o partido não teve grande sucesso no Estado. Que papel o senhor jogará na eleição em 2010?
Luiz Marinho: A chance de eu ser candidato é zero, porque não faço milagre em dois anos. Não tenho como assumir uma prefeitura em 2009 e arrumá-la em 2010. Minha candidatura é impossível. Já avisei ao partido que não serei candidato. Este debate já foi feito. Se fosse para eu disputar o governo do Estado, teria continuado ministro. Discordo ainda que o PT tenha tido um resultado ruim em uma eleição em que cresceu 10% no número de prefeitos em São Paulo.
Valor: Ainda que o senhor não seja candidato ao governo estadual, será um grande eleitor. Por onde o senhor acha que o partido deve seguir em São Paulo?
Marinho: O importante agora é definir alianças. O PT já perdeu eleições passadas em São Paulo por falta de ousadia em estabelecer alianças. Deixou escapar algumas eleições pelos dedos. Isto é muito mais importante do que definir o candidato agora. Em algum momento vamos ter que trabalhar para romper o amplo arco de alianças que o PSDB montou aqui, que vai do DEM ao PMDB, ao PTB.
Valor: Então o PT teria que procurar fazer o que Serra fez este ano: armou uma aliança PSDB-DEM-PMDB antes de definir o candidato ao governo estadual?
Marinho: Mais ou menos. E como candidato não excluiria ninguém: a ex-ministra Marta Suplicy, o senador Aloizio Mercadante, o deputado Antonio Palocci ou o ministro da Educação, Fernando Haddad. Importante é ter aliança.
Valor: Em 2006, o partido definiu o candidato em prévias e depois buscou alianças. Isto é o que não pode se repetir?
Marinho: Se o partido entra em disputa de prévias, fica discutindo nomes, para depois fazer alianças, faltando três meses para a eleição, a gente já sabe o que acontece. É a derrota. Se partir para disputa interna, não se constroem as alianças.
Valor: São Bernardo tende a sofrer o maior impacto da crise econômico, pelo peso do setor automotivo nas finanças do município. A ajuda do governo federal tende a ser uma válvula de escape de sua administração, diante da expectativa de frustração de receita?
Marinho: Há um certo alarmismo na avaliação da crise. Não há descontinuidade nas decisões de investimento. Cortes de investimentos não podem ser confundidos com ajustes de produção, com calibragem do mercado interno diante da queda de exportações. Agora, com certeza virão muito mais recursos federais para a cidade, já que a administração atual não se esforçou para apresentar projetos. Já estamos tentando carrear recursos federais por meio do Orçamento da União. Uma das emendas articuladas pelo PT destina R$ 70 milhões a um hospital municipal. Vamos tentar assegurar a liberação deste valor. Este é apenas um exemplo. Também espero estabelecer uma ponte com o governador José Serra. Ele ligou para me cumprimentar após o resultado eleitoral e prometeu uma relação “republicana”.
Valor: O fato dele ser o principal presidenciável da oposição não pode prejudicar este relacionamento?
Marinho: O primeiro gesto dele apontou na direção contrária. Estive recentemente com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para começar a tratar disso. Falei que os prefeitos da região metropolitana precisavam colocar para o governador a necessidade de um planejamento estratégico na área de transportes. O governo estadual está investindo nos municípios que já são servidos por trilhos dos trens metropolitanos, o que não é o caso de São Bernardo do Campo e de Diadema.
Valor: E porque Kassab precisa ser o intermediário desta demanda? Por que o senhor não tratou do tema diretamente com o governador?
Marinho: Porque ele é o prefeito da capital e deve comandar este processo.
Valor: O senhor saiu do ministério para uma disputa eleitoral em São Bernardo do Campo, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em seu palanque por várias vezes. Por que o presidente se empenhou tanto assim nesta eleição?
Marinho: Não se trata de um projeto vertical. Ser candidato a prefeito aqui estava em meu planejamento desde 2003. O partido reivindicava minha candidatura agora. O Lula disse que, no meu lugar, não seria candidato. Mas muitos viam em mim uma liderança que permitiria desconstruir as alianças do outro grupo, que comandava a cidade há duas décadas. Este grupo em 2004 montou uma aliança de 21 partidos. Agora, conseguiram o apoio de sete.
Valor: O senhor fez uma campanha extremamente bem sucedida do ponto de vista financeiro, conseguindo uma arrecadação milionária. Porque sua campanha atraiu tantos doadores?
Marinho: O apoio financeiro que recebi é produto de minha trajetória. Eu nunca fiz negócios enquanto estive nos ministérios que ocupei ou nos cargos sindicais que exerci, e isto me deu um certo reconhecimento natural. Nesta campanha, me surpreendeu o fato de as pessoas me procurarem para oferecer colaborações, não precisou ir atrás. A campanha foi toda montada com recursos captados aqui, não veio dinheiro de fora, da direção nacional do partido. Esta história de que eu fiz a campanha mais cara do país precisa de pingos nos is. A campanha do meu adversário declarou gastos muito menores do que o meu, mas tinha um volume de mobilização e de presença física nas ruas absolutamente igual. (CF)
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VALOR
De imediato, não será, como nunca foi o tempo de ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para este tipo de providência. Critério pré-definido, não existirá, e quem forçar vai irritar o chefe. Pode não haver desejo, mas reconhecimento da necessidade. Assim, a cautela recomenda não esperar reforma ministerial abrangente, muito menos agora, no calor das mágoas eleitorais e antes do Natal, como o presidente não gosta. Mas quando o ano novo chegar, após as eleições das Mesas da Câmara e do Senado, em fevereiro, com a definição sobre o que será o governo nos dois anos finais de mandato do presidente Lula, ficará evidente a exigência de ser feito um arranjo na tropa governista para armar as batalhas da sucessão. O presidente já tem, e terá ainda mais, razões de sobra para trocar peças do seu governo. E vai fazê-lo.
O que se tem dito hoje não conta. Alguns políticos com acesso ao presidente informam que ele não fará reforma ministerial nenhuma. Outros comentam que haverá “mudanças pontuais”, mas derrotados não receberão posto. Um critério, por sinal, que nunca foi o do presidente Lula. Ele formou seu primeiro staff praticamente só com derrotados.
Há um consenso nas informações: Marta Suplicy (PT), derrotada na disputa da Prefeitura de São Paulo, não voltará ao governo, “de onde saiu por sua conta e risco” para uma empreitada incerta. Ora, o presidente não desestimulou sua candidatura, empenhou-se pessoalmente para elegê-la, e o PT não tem nomes novos sobrando no Estado para produzir candidaturas em futuro próximo. Não se consegue perceber por que vai rifar a Marta, que ainda tem milhões de votos, deixando-a sem palanque durante dois anos inteiros, nem que seja para tentar, por exemplo, uma cadeira no Senado.
Haverá também a pressão do grupo de petistas mais próximos a ela para que lhe seja destinado um cargo que permita a exposição máxima. Provavelmente não retomará o Ministério do Turismo. Mas uma solução virá. Para formar novos nomes do partido em São Paulo, o governo federal não pode se dar ao luxo de desprezar os já conhecidos, e Marta é o que restou de mais importante.
Como seus principais adversários do PSDB, que também precisam consolidar nomes para as novas disputas, o governo registra que tem algumas promessas para o futuro. Luiz Marinho, prefeito eleito de São Bernardo depois da campanha mais rica de toda a sucessão municipal, é um emergente que terá apoio para se transformar em opção. Emídio de Souza, a partir de Osasco, é outro nome nos planos prospectivos do presidente Lula. Há os que já eram citados antes, como Arlindo Chinaglia, hoje na presidência da Câmara mas fora dela no ano que vem, e José Eduardo Cardozo, secretário geral do PT. E, sempre, Antonio Palocci. Se absolvido, Lula vai levá-lo de volta ao governo, confirmou isto para mais de um interlocutor, e não necessariamente como ministro da Economia. Em qualquer ministério que esteja, Palocci freqüentará o centro do poder, o Palácio do Planalto, como já faz hoje. Mas ganhará um posto formal.
Há outros emergentes no partido do presidente que precisam de foco. Fernando Pimentel, revigorado com a eleição de um afilhado desconhecido no segundo turno, em Belo Horizonte, e desde o início um entusiasta da candidatura Dilma Rousseff à sucessão de Lula, não merecerá o ostracismo. Há o PT da Bahia, um caso especial, que não dá mostras de arrefecimento na sua competição com o PMDB local. O tamanho e profundidade da ruptura que houve ali entre os dois partidos aliados a Lula, só o presidente poderá reparar. O PMDB venceu, mas o feito do PT foi enorme ao chegar ao segundo turno desbancando o tucanato e o carlismo. Como vai se sustentar este PT para pleitear a reeleição ao governo do Estado, uma vez que a derrota desqualifica Jaques Wagner para a sucessão presidencial, é algo que exige ajuda do processo político e eleitoral que o presidente toca.
O PT revelou outras estrelas, como Luizianne Lins, no Ceará, e João Paulo, em Pernambuco, mas, vitoriosos, terão palanques naturais nestes próximos dois anos para seu grupo. Não se sabe de onde o presidente tirará mais cargos para todo o PT, mas o partido pressiona até com as vagas do Tribunal de Contas da União, instância que quer enquadrar às suas regras e projeto.
O PMDB volta com uma sede correspondente ao sucesso eleitoral que teve. Já começa querendo mais no Congresso, onde senadores anunciam que, além da presidência da Câmara, que o PMDB terá por acordo, o partido faz questão da presidência do Senado. No Planalto já se comenta que se o PMDB quiser as duas Casas, pode ficar sem nenhuma.
Não é lenda o horror que o presidente Lula tem a demissões, afastamentos, dispensas. Ele gosta de contratar e aumentar salários. Trocar ministro em véspera das festas de fim de ano sempre conseguiu evitar. Diz agora, oficialmente, que não haverá reforma ministerial, até porque, se admiti-la, não suportará a voracidade dos principais partidos da sua aliança.
Mas vai fazer. Além de acomodar forças do PT, tem a conquista definitiva do PMDB para sua aliança em 2010, a solução da crise que restará das escolhas dos presidentes da Câmara e do Senado, as consequências da crise econômica sobre seu plano de governo, os dois últimos anos de administração e a construção de um discurso para a campanha em que, já anunciou a muitos, pretende eleger seu candidato, custe o que custar. A maioria no Congresso é absolutamente necessária, e não é para aprovar a reforma tributária. Esta já chegou à fase da desconstrução do caminho andado, tendo em vista sua eterna inviabilidade. Mas precisa de maioria para aprovar as medidas destinadas a combater a crise financeira.
O teorema implica a melhora da gestão, tendo em vista os dois últimos anos de mandato. E são claros os sinais de insatisfação com alguns ministros. Márcio Fortes, das Cidades, que não responde aos investimentos feitos pelo PAC em sua área, é um destes. José Temporão, da Saúde, apesar da torcida dos amigos, continua sem dizer o que faz no governo. E Tarso Genro, da Justiça, que não demonstra intimidade com os acordos entre a Polícia Federal e a Agência de Inteligência (Abin). Não será por falta de quem demitir que o presidente ficará sem vagas para a reforma ministerial.
Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília. Escreve às quartas-feiras
E-mail rosangela.bittar@valor.com.br
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Da Redação – Repórter Diário
Os candidatos do PT, Vanderlei Siraque (Santo André), Luiz Marinho (São Bernardo) e Oswaldo Dias (Mauá) seguem à frente nas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (23) pelos institutos Brasmarket e Scenso.
Em São Bernardo, em levantamento realizado pela Brasmarket, Luiz Marinho registra 68,9% dos votos válidos contra 31,1% do tucano Orlando Morando, abrindo uma vantagem de 37,8 pontos. A pesquisa foi realizada nesta quinta-feira e ouviu 844 pessoas. A margem de erro é de 3,5% pontos para mais ou para menos.
No município de Mauá, Oswaldo Dias aparece com 22,2 pontos percentuais na dianteira sobre o seu rival, Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB). Oswaldo está com 61,1% dos votos válidos, enquanto o socialista atinge 38,9% das intenções de votos. Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso. A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.
Em Santo André, Vanderlei Siraque permanece na liderança com 54,9% dos votos válidos contra 45,1% de Aidan Ravin (PTB). Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso, entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.
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O Estado SP

O PT está na disputa no maior número de cidades que terão segundo turno no Estado de São Paulo. Além da capital, o partido tem candidatos em quatro importantes colégios eleitorais da Grande São Paulo, um tradicional reduto do partido.
Em Guarulhos, o petista Sebastião Almeida enfrenta Carlos Roberto de Campos, do PSDB. A Prefeitura de Mauá tem como concorrentes Oswaldo Dias, do PT, e Chiquinho do Zaira, do PSB. Outro petista, Vanderlei Siraque, disputa com Aidan Ravin, do PTB, em Santo André.
Em São Bernardo do Campo, enfrentam-se os candidatos Luiz Marinho, do PT, e Orlando Morando, do PSDB. As sondagens divulgadas pelas equipes de campanha indicam disputas acirradas.
A vitória no ABC é considerada estratégica para o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou a trajetória política como sindicalista na região. Na campanha, ele gravou declarações de apoio e subiu no palanque dos petistas.
No interior, o PT está em vantagem na corrida pela Prefeitura de São José do Rio Preto. O candidato do partido, João Paulo Rillo, aparece oito pontos na frente do concorrente do PSB, Valdomiro Lopes Júnior, em pesquisa do Ibope. O presidente Lula gravou mensagens de apoio ao petista. O PSDB faz parte da coligação que apóia Valdomiro – tem o candidato a vice na chapa.
A direção estadual do partido negociou o apoio do atual prefeito da cidade, Edinho Araújo, do PPS, ao candidato do PSB. A declaração de apoio ainda não surtiu efeito. Valdomiro liderou a disputa no primeiro turno.
Em Bauru, o candidato do PMDB, Rodrigo Agostinho, também abriu oito pontos em relação ao concorrente, o tucano Caio Coube, de acordo com a última pesquisa. Coube havia chegado na frente no primeiro turno. O peemedebista tem como vice na chapa a vereadora Estela Almagro. Os dois candidatos receberam reforços de seus partidos esta semana.
O secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce, esteve na cidade para anunciar investimentos do governo estadual. O presidente do Diretório Estadual do PT, Edinho da Silva, participou da campanha ao lado do candidato aliado, do PMDB.
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Aline Bosio e Leandro Amaral – Repórter Diário
Os três candidatos do PT que disputam a principal cadeira do Executivo em Santo André, São Bernardo e Diadema aparecem na liderança nas pesquisas realizadas pelo Instituto Opinião nesta semana. Vanderlei Siraque, Luiz Marinho e Mário Reali apresentam chances de se consagrarem vitoriosos já no primeiro turno, que será realizado neste domingo (5).
Em Santo André, o petista aparece com 42% dos votos, 31 pontos percentuais de vantagem para Raimundo Salles (DEM), que ocupa a segunda colocação. Aidan Ravin (PTB) está com 9%, Newton Brandão (PSDB) com 7% e Ricardo Alvarez (PSol) apenas 1%.
Já Marinho conta com 38% das intenções de votos, enquanto o rival tucano, Orlando Morando, registra 28%. A terceira colocação fica com Alex Manente (PPS), que soma 9%. Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) não atingiram 1% das intenções de voto.
Em Diadema, Reali abre 15 pontos de vantagem para José Augusto (PSDB), com 46% e 31% dos votos, respectivamente. Ricardo Yoshio (PMN) registra 4% dos votos e Vladão (PCB) não alcançou 1%. As pesquisas divulgadas pelo Repórter Diário foram realizadas pelo Instituto Opinião em parceria com os jornais Ponto Final, ABCDMaior e Folha de Ribeirão Pires.
Leia também:
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Leandro Amaral – Repórter Diário
Marinho afirma que investigação começou quando ainda era ministro.
Foto Felipe Logli

O pleiteante ao Paço de São Bernardo Luiz Marinho afirmou que a operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (11), a qual prendeu 21 pessoas – entre elas três bernardenses (um vereador e dois candidatos ao Legislativo) suspeitos de fraudar benefícios do INSS- foi iniciada em 2007, quando o petista ainda comandava o Ministério da Previdência.
“Eu estava em uma caminhada no ano passado quando recebi um cartão de uma pessoa que eu não conheço me pedindo para investigar o escritório da Dra. Otília (Azevedo), pois apresentava irregularidades. Eu pedi para investigar e constatamos, realmente, os problemas”, explicou Marinho citando o nome de uma das possíveis envolvidas no caso, pois a ação ocorre em sigilo. “O passo seguinte foi passar o problema, como sempre fazemos, para a Polícia Federal”, emendou durante caminhada no bairro Baeta Neves.
Além da candidata a vereadora pelo PPS, o prefeiturável citou que um membro da base de sustentação do prefeito William Dib (PSB), na Câmara Municipal, também está envolvido. “O vereador preso, o Dr. Alberto Raposo (PSB), todo mundo sabe é uma liderança do prefeito e, aliás, eu tinha recebido várias denúncias dele”, afirmou o ex-ministro referindo-se ao correligionário socialista que é supervisor da Perícia Médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Luiz Marinho fez questão de ressaltar que cabe agora ao Ministério dar continuidade as ações que ele, como ministro, iniciou. “É o caminho da limpeza que o presidente Lula conduz e eu, na época ministro, botei para quebrar”, destacou. “Aqui em São Bernardo está muito claro que tem problemas, de forma que eu espero que a Previdência reveja os benefícios para não prejudicar ninguém”, observou.
Questionado sobre as conseqüências eleitorais que o caso poderia ter, uma vez que os supostos envolvidos são filiados aos partidos que apóiam os dois principais concorrentes, o petista foi taxativo. “Temos que separar as coisas e ter muita cautela, até porque podem ser filiados mas isso não significa que os meus concorrentes estejam envolvidos”, ressaltou garantindo não vai utilizar o episódio na disputa eleitoral.
Polícia desarticula quadrilha acusada de fraudar INSS em São Bernardo
A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira (11) a Operação Providência, com o objetivo de desmantelar um esquema de fraude em benefícios previdenciários, especialmente os de auxílio doença e de aposentadoria por invalidez, requeridos na Agência da Previdência Social em São Bernardo. De acordo com estimativa da PF, as quadrilhas, que atuavam desde 2003, tenham intermediado cerca de 3.500 benefícios previdenciários fraudulentos, gerando um prejuízo à Previdência Social de aproximadamente R$ 200 milhões.
As quadrilhas corrompiam médicos peritos e outros servidores da agência da Previdência Social de São Bernardo para que estes concedessem benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para pessoas saudáveis e com plena capacidade laboral.
Participam da operação 204 Policiais Federais e 10 servidores do Previdência Social, para cumprir 21 mandados de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão contra servidores públicos, médicos peritos da Previdência Social, advogados, agenciadores e beneficiários que buscavam os serviços dos grupos criminosos.
As ações são realizadas nos município de São Bernardo, São Paulo, Santo André, Diadema, Mogi das Cruzes, Guareí, Americana, Campos do Jordão, Guarujá, Bertioga, Santos, Itanhaém e Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo a PF, as investigações constataram que diversas empresas, empresários e advogados domiciliados em São Bernardo estariam intermediando a concessão fraudulenta dos benefícios previdenciários.
A Força Tarefa Previdenciária analisou 349 benefícios previdenciários intermediados pela quadrilha, com indícios de fraudes, cujo prejuízo aos cofres da União estão estimados em R$ 8,720 milhões. Os titulares desses benefícios com indícios de fraudes deverão ser submetidos a novos exames periciais pela Previdência Social.
Também serão cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, seqüestro de imóveis e veículos automotores utilizados pelos grupos criminosos, bem como a realização de perícias por junta médica da Previdência Social em segurados que participaram do esquema delituoso. (AE)
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Osvaldo Ventura

Ao lado de Marinho, Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib
Leandro Amaral – Repórter Diário
“É o começo da redenção em São Bernardo. Farei todo o esforço que puder para eleger o Marinho”. Foi com essa afirmação, durante o comício do prefeiturável em São Bernardo, neste sábado (30), que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva esquentou ainda mais a disputa sucessória.
Nem mesmo o frio e até a garoa que se fez presente em alguns momentos foram capazes de desanimar a militância – formada pela coligação de 11 partidos – que tomou conta da praça Giovanni Breda (Área Verde) no bairro Assunção e testemunhou o primeiro ato oficial do cabo eleitoral mais disputado atualmente: Lula. Segundo a organização do evento cerca de nove mil pessoas estiveram no local.
“Eu como presidente, agradeço a Deus pelo Marinho e o Frank Aguiar (vice de Marinho) serem candidatos”, diz. “Falo isso porque, em 2011, quando terminar meu mandato, vou morar em São Bernardo e quero um prefeito do bem, com dignidade. Esse homem é o Luiz Marinho”, discursou Lula em tom inflamado.
O presidente reafirmou durante toda sua oratória as virtudes do seu ex-ministro. E, por falar em ministério, Lula disse que não queria a saída de Marinho do comando da Previdência. “Ele fez um extraordinário trabalho”, disse. Mas, o desafio de administrar a maior cidade do ABC, berço do PT e do novo sindicalismo fez o ícone do Partido dos Trabalhadores mudar de idéia. “ Vários companheiros me disseram que era importante eu liberar o Marinho porque ele reunia todas as chances de ganhar a prefeitura”, ponderou Lula.
O chefe da nação, além de enaltecer o ex-integrante ministerial fez citações acaloradas ao ex-prefeito Maurício Soares (PT) – que foi eleito ao comando do Paço pela primeira vez quando era filiado ainda ao PT- que rompeu com o grupo governista para apoiar a candidatura de Marinho. “Estou feliz pelo fato do Maurício estar conosco. Não era para ele ter saído nunca. O retorno dele é uma extraordinária alegria”, vibrou.
Outro que também recebeu atenção especial de Lula foi o deputado federal Frank Aguiar, candidato à vice da chapa encabeçada por Luiz Marinho. “O Frank tinha tudo para não estar aqui, mas largou a vida de sucesso para se dedicar a São Bernardo. Esse homem não esqueceu a cidade que o acolheu”, ressaltou.
Marinho, que antes e depois de discursar foi homenageado com uma sonora queima de fogos, relembrou que não foi fácil tomar a decisão de deixar o Ministério da Previdência para concorrer ao Executivo bernardense. No entanto, o prefeiturável destacou que o abandono da atual administração foi o fator preponderante na escolha. “Aqui tem relação de autoritarismo. Os pequenos são massacrados. Nessa cidade está implantado o monopólio de prestação de serviços”, criticou.
Retomando a indignação contra a falta de políticas principalmente as áreas periféricas do município, o postulante rechaçou o “boicote” protagonizado pela gestão do prefeito William Dib (PSB). “Todo esforço do presidente Lula com os projetos sociais não atingem a meta em São Bernardo porque a administração não é séria e não aceita iniciativas federais como o programa Brasil Sorridente”, afirmou o petista.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), também participou do comício. O parlamentar disse que Marinho alcançará o seu objetivo da mesma forma que Lula . “É preciso lembrar que São Bernardo é o berço daquele que ficou conhecido como o novo sindicalismo. Foi desta luta que fizemos Maurício Soares prefeito e o Lula presidente. E agora nós faremos Marinho prefeito”, previu.
Além do presidente da Câmara Federal, também estiveram presente no ato político o senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Vicentinho.
Críticas aos adversários
Lula não poupou críticas ao grupo governista comandado por Dib. Primeiro, o presidente, em forma de desabafo, disse que o chefe do Executivo de São Bernardo nunca procurou parceria com o governo federal em prol de programas para a cidade. “Eu desafio um prefeito deste Brasil dizer que eu o destratei. Mas, estranhamente, mesmo eu morando em São Bernardo, o prefeito daqui nunca me pediu uma audiência”, disse. “Quando eu tomei a iniciativa de dialogar com ele para buscar um terreno para a Universidade Federal ele queria me dar um lá na (Rodovia) Índio Tibiriçá. Mas eu disse que lá era perigoso para os jovens. Então ele disse que só poderia me vender e, por isso, nós compramos”, emendou Lula já anunciando que o campus em São Bernardo será inaugurado em outubro do ano que vem. “No dia 27 de outubro seria um bom dia, pois é a data do meu aniversário e eu quero ganhar como presente este equipamento para a população da cidade”, completou.
Entretanto, o momento mais inflamado do discurso, foi quando Lula, sem citar o nome, atacou o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), postulante ao paço que representa o grupo governista com o apoio do prefeito Dib. “Eu sei quantas vezes esse sujeitinho, adversário do Marinho, passou me xingando em 2005. Mas quando a gente chega à presidência da República, a gente não fica chutando aqueles que fazem o jogo rasteiro. Nestes, a gente dá uma lição de comportamento. Nunca vou citar o nome dele, o que vou fazer é derrotá-lo aqui e eleger o Marinho como prefeito de São Bernardo. Essa será a minha vingança”, exclamou Lula.
Maurício Soares
Outro que não poupou alfinetadas a atual adminsitração foi Maurício Soares (PT). Recebido de maneira acalorada pelas autoridades e pela militância, o ex-prefeito – usando uma boina por causa do frio – afirmou que alertou Dib sobre a periferia, mas não foi ouvido. “Eu insisti para ele mudar as políticas e olhar para a periferia”, lembrou. “Como não fui ouvido, estou fazendo política ao lado do Marinho para que a cidade mude. Essa mudança começa hoje com a resposta que o Dib e sua turma vão ter nas urnas. A tirania está com os dias contados”, discursou arrancando aplausos entusiasmados dos militantes.
Agenda no ABC
O presidente Lula ainda participou do comício do candidato a prefeito pelo PT em Diadema, Mário Reali. Neste domingo (31), Lula encerra o ciclo de apoio em Santo André. Ele fará campanha ao lado do petista Vanderlei Siraque. O evento será realizado na região da Vila Luzita, com expectativa de público de pelo menos 5 mil pessoas.
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Reuters/Brasil Online – Portal O Globo
SÃO PAULO – Com 17 pontos acima do segundo colocado nas pesquisas e a quatro dias de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha, a candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) afirmou que não conta com a vitória no primeiro turno.
- Nós não estamos pensando nisso não, a gente está muito feliz de o presidente vir, mas nós acreditamos que nada de salto alto – afirmou Marta a jornalistas nesta terça-feira após realizar palestra na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
” Nada de salto alto “
Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostrou Marta subindo de 36 % para 41 %, abrindo 17 pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmin (PSDB), que caiu de 32 para 24 %. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) passou de 11 para 14 %.
A alta de Marta e a queda de Alckmin já havia sido apontada em pesquisa Ibope anterior. Para ganhar no primeiro turno, em 5 de outubro, é necessário obter 50 % mais um dos votos válidos.
A candidata procurou não comentar a intensificação das críticas entre Alckmin e Kassab ao dizer que “a preocupação está em continuar apresentando propostas, porque foi assim que a gente chegou neste resultado.”
Mas não deixou sem resposta ataques do prefeito Kassab que a acusa de não acabar com as escolas de lata.
- As escolas de lata foram construídas, todinhas, na gestão (Celso) Pitta (1997-2000), da qual Kassab era secretário. Então me parece um pouco estranho ele fazer este discurso – afirmou, acrescentando que foi ela que iniciou o processo de desconstrução.
No sábado, o presidente Lula desembarca na campanha de Marta para o primeiro compromisso conjunto de campanha. Ele escolheu São Paulo para sua estréia na eleição deste ano. De acordo com informações ainda não oficiais, os dois farão uma caminhada e um comício na avenida Oliveira Freire, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. O extremo leste e a região sul são as duas áreas em que Marta tem seus melhores índices de intenção de voto.
- A idéia é ‘melhorar onde ela está bem’ – disse um petista da campanha.
Entre sábado e domingo Lula fará campanha também junto a candidatos do PT do ABC: Luiz Marinho (São Bernardo do Campo), Mário Reali (Diadema) e Vanderlei Siraque (Santo André).
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Leandro Amaral – Repórter Diário
Com a divulgação nesta edição de mais três pesquisas eleitorais, encerra-se o primeiro ciclo dos quadros sucessórios na região. Com os sete levantamentos realizados, três cidades podem considerar-se já com o nome do novo prefeito, ou melhor, com reeleições definidas.
Em São Caetano, o atual chefe do Palácio da Cerâmica e candidato à reeleição, José Auricchio Júnior (PTB) com 73% das intenções de voto; em Rio Grande da Serra, o postulante a reeleição Adler Kiko Teixeira (PSDB) com 64% e em Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), também pleiteante a mais quatro anos de mandato com 51%, lideram com folga as disputas. Já Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema apresentam um quadro ainda indefinido sobre o novo administrador municipal.
Santo André
O candidato governista que disputa à sucessão municipal de Santo André, o deputado estadual Vanderlei Siraque (PT) lidera isolado com 31% das intenções de voto. A disputa, porém, está acirrada na busca pelo segundo lugar, pois três prefeituráveis aparecem tecnicamente empatados: Raimundo Salles (DEM) tem 11%, seguido por Newton Brandão (PSDB) 10% e Aidan Ravin (PTB) 9%. Já o candidato Ricardo Alvarez (PSol) registra 1%.
De acordo com a pesquisa, 25% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 14% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço. Na pesquisa espontânea – onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos – Vanderlei Siraque tem a preferência de 25% dos entrevistados, seguido por Raimundo Salles com 7% e, tecnicamente empatados, Newton Brandão e Aidan Ravin com 5%. Neste levantamento Ricardo Alvarez não atinge 1%.
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, Newton Brandão é o mais rejeitado com 43%. Na seqüência aparecem tecnicamente empatados: Vanderlei Siraque (28%), Ricardo Alvarez (25%), Raimundo Salles (23%) e Aidan Ravin (21%).
São Bernardo
O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (PSol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito – 5 de outubro – a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.
De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.
Na pesquisa espontânea, Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%.
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.
São Caetano
O atual prefeito e candidato à reeleição em São Caetano José Auricchio Júnior (PTB) deve manter o posto de chefe do Palácio da Cerâmica. Com 73% das intenções de voto dos eleitores o governista abriu 66 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o petista Jayme Tortorello, que aparece na preferência de 7% do eleitorado. O prefeiturável Horácio Neto (Psol) tem 4%. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 12% dos eleitores estão indecisos e 4% afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.
Na pesquisa espontânea as posições são não se alteram em relação ao levantamento estimulado. José Auricchio Júnior é lembrado por 64% dos entrevistados, seguido à distancia por Jayme Tortorello com 6% e Horácio Neto com 2%.
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, mesmo sendo o atual prefeito, José Auricchio Júnior é o candidato que registra menor índice: 8%. Já os dois postulantes oposicionistas aparecem tecnicamente empatados, isto é, estão com a mesma porcentagem se levada em consideração a margem de erro. Jayme Tortorello é rejeitado por 40% dos eleitores contra 38% de rejeição do prefeiturável Horácio Neto.
Diadema
O petista Mário Reali aparece na primeira colocação na pesquisa litoral estimulada. O candidato da situação registra 38% da preferência dos eleitores, seguido por José Augusto (PSDB), com 28%. Ricardo Yoshio (PMN) conta com 4% dos votos e Vladão (PCB) não registrou menos que 1%. Entre os entrevistados, 10% afirmaram que não votarão em nenhum dos pleiteantes à vaga do Executivo e 21% ainda estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, Mário Reali também aparece na frente, com 31% dos votos contra 22 de José Augusto. Ricardo Yoshio registra 2 pontos percentuais e Vladão não foi citado pelos entrevistados. O número de indecisos salta para 37%, enquanto 8% afirmam que irão anular o voto.
A disputa entre os candidatos com o maior índice de rejeição está entre José Augusto e Vladão. Enquanto o tucano aparece com 24% na pesquisa, o comunista vem logo em seguida com 21%. Mário Reali aparece na terceira colocação, com 18 pontos percentuais e Yoshio registra 17%. 47% dos entrevistados não rejeitam ou não sabem se rejeitam os candidatos que estão disputando as eleições municipais.
Mauá
O petista Oswaldo Dias, um dos candidatos à prefeitura de Mauá, aparece em primeiro lugar na pesquisa eleitoral estimulada, com 36% de intenção de votos. Atrás dele está Chiquinho do Zaíra (PSB), com 22%. Diniz Lopes (PSDB) e Mateus Prado (PSol) aparecem com 12% e 1%, respectivamente. Entre os eleitores, 23% ainda não decidiram em quem irão votar em outubro. 7% do total afirmou que não votarão em nenhum dos candidatos que estão disputando a vaga do Executivo.
Na pesquisa espontânea, Oswaldo Dias também aparece na frente, com 31% da intenção de votos. Assim como na estimulada, Chiquinho do Zaíra está em segundo lugar, com 19%, seguido por Diniz Lopes, com 10%, e Mateus Prado, com 1%. Sete por cento disseram de irão anular o voto e 33% ainda estão indecisos.
Ribeirão Pires
O atual prefeito e candidato à reeleição Clóvis Volpi (PV) lidera a disputa em Ribeirão Pires com 51% das intenções de voto, seguido à distância pelo ex-prefeito Valdírio Prisco (PSDB) com 15% e Mário Nunes (PT) com 6%. De acordo com o levantamento, os indecisos somam 17% e 11% dos eleitores afirmaram que não votarão em nenhum dos postulantes.
Na pesquisa espontânea, Clóvis Volpi (PV) é citado por 35% dos entrevistados, seguido por Valdírio Prisco (PSDB) com 7% e Mário Nunes (PT) com 4%.
Rio Grande da Serra
O cenário político de Rio Grande da Serra é um dos mais definidos da região. Com 64% da intenção dos votos na pesquisa estimulada, Adler Kiko Teixeira (PSDB) está disparado na primeira colocação. Em segundo e terceiro lugares estão Carlos Augusto César, o Cafu (PT), com 8%, e Nilson Gonçalves, com 1%. Os que não souberam responder em quem irão votar somam 20% e os que afirmaram que não votarão em nenhum dos candidatos registra 7%.
A vantagem de Kiko na pesquisa espontânea também grande em relação ao segundo colocado. Ele aparece com 57% da intenção dos votos, enquanto Cafu registra 6% e Nilson Gonçalves 1%. O índice de indecisos é de 29% e os que não vão votar em nenhum dos candidatos atinge 7%.
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Leandro Amaral – Repórter Diário
Natália Fernandjes

O ex-prefeito de São Bernardo, Maurício Soares (esq) e o atual prefeito de São Bernardo, William Dib
Nos últimos dois pleitos (2000/2004), a corrida eleitoral em São Bernardo nem de longe chegou a despertar um clima de disputa. Nos dois casos, os candidatos governistas – Maurício Soares e William Dib – não deram a menor chance para a oposição representada pelo candidato petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho.
Porém, esse ano a empreitada rumo ao Paço será mais árdua. Três dos cinco prefeituráveis polarizam os holofotes do cenário eleitoral bernardense: o ex-ministro da Previdência e do Trabalho Luiz Marinho (PT) e os deputados estaduais Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS).
Para apimentar ainda mais o contexto, dois personagens renomados da política local travam uma verdadeira queda de braço, na qual duelam na busca de saber quem tem mais poder e status perante os munícipes. De um lado o atual prefeito William Dib e do outro o também um ex-prefeito Maurício Soares. Para se ter uma idéia de como a política é dinâmica, ninguém imaginava, em um passado recente, que os dois protagonizariam uma disputa paralela e em lados opostos.
A divergência começou em agosto do ano passado. Na ocasião, Dib indicou a pré-candidatura governista que disputaria a sua sucessão com Maurício Soares como prefeito e Orlando Morando vice. A dobrada escolhida pelo prefeito caiu como uma bomba entre os aliados. Prova disso, foi que mesmo anunciando aos quatro ventos que o grupo situacionista estava unido, Maurício e Orlando romperam a chapa em janeiro deste ano.
De lá pra cá o que se viu foi uma série de tentativas dos governistas de tentar maquiar a ruptura entre os aliados. Mas os planos de esconder a “sujeira debaixo do tapete” não durou muito e acabou com uma seqüência pública de troca de farpas entre os até então amigos inseparáveis Maurício Soares e William Dib.
No fim desta história aconteceu o que nem mesmo os mais utópicos imaginavam. Maurício voltou às origens e filiou-se novamente ao PT – sigla que o elegeu prefeito em São Bernardo pela primeira vez no fim da década de 80 – e trabalha como coordenador político e homem de confiança do prefeiturável Luiz Marinho.
Dib, por sua vez, concentra todos os esforços na candidatura de Orlando Morando com o objetivo de fazer o afilhado político seu sucessor e de quebra manter a dinastia governista que perdura 12 anos.
A resposta para quem é o maior cabo eleitoral entre os dois virá no dia 5 de outubro. Mas, se até lá os números da pesquisa realizada pelo Instituto Opinião (veja págs. 5, 6, e 7) – contratada pelo Repórter Diário em um pool com mais três jornais – forem mantidos, a reposta para os ex-aliados será adiada até o fim de outubro. Pois, ao que tudo indica, depois de 12 anos a cidade será, mais uma vez, protagonista de um segundo turno. E, segundo os especialistas no assunto, uma das disputas mais acirradas da história.
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Leandro Amaral – Repórter Diário
O candidato governista à sucessão municipal de São Bernardo Orlando Morando (PSDB) lidera com 26% das intenções de voto, seguido por Luiz Marinho (PT) com 19%, Alex Manente (PPS) 13%; Aldo Santos (Psol) e Evandro de Lima (PTdoB) aparecem empatados com 1%. Se os números forem mantidos até o dia do pleito – 5 de outubro – a cidade terá 2º turno, fato que não ocorre desde 1996.
A pesquisa realizada pelo Instituto Opinião foi contratada por um pool de jornais (Repórter Diário, Folha de Ribeirão, ABCDMaior e Ponto Final) e ouviu 800 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de 3,4% para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na 174ª Zona Eleitoral sob o nº 006/2008.
Porém, o que mais chama atenção é o número de eleitores indecisos. De acordo com a pesquisa, 28% do eleitorado afirmou que ainda não definiu o candidato e 12% não votará em nenhum dos postulantes ao Paço.
A pesquisa foi baseada em sete vertentes: sexo, idade, região, renda, escolaridade, religião e tempo de moradia. Em todas elas, o prefeiturável governista leva a melhor. Entretanto no quesito região, quando o local avaliado é a periferia, a diferença entre o tucano e o petista praticamente não existe. No Montanhão os candidatos somam, respectivamente, 23% e 20%. Já no Jardim das Orquídeas, Marinho chega a ultrapassar Orlando, 27% a 26%.
Já Alex Manente alcança a segunda colocação, no mesmo item, em três dos seis bairros pesquisados. Na Vila Vivaldi, Paulicéia e São Marcos o socialista polariza a disputa com o tucano.
Segundo dados do levantamento, 44% dos entrevistados afirmaram estar plenamente decididos quanto a escolha do candidato e 17% admitiram que podem mudar o voto até o dia da eleição.
Em relação ao conhecimento dos prefeituráveis, 58% dos eleitores sabem que Orlando Morando é candidato; 53% conhecem a candidatura de Manente; 49% sabem que Luiz Marinho é candidato; Evandro de Lima e Aldo Santos aparecem com 18% e 17% respectivamente.
Espontânea
Na pesquisa espontânea – onde o eleitor não recebe a lista com o nome dos candidatos – Orlando Morando é citado por 17% dos entrevistados, seguido por Luiz Marinho 13%, Alex Manente 8% e, assim como na estimulada, aparecem Aldo Santos e Evandro de Lima com 1%. Neste caso a porcentagem de indecisos atinge 52%. Já os eleitores que afirmaram não votar em nenhum dos prefeituráveis somaram 8%.
Rejeição
Na avaliação quanto à rejeição de cada candidatura, os pleiteantes aparecem tecnicamente empatados de acordo com a margem de erro: 25% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum em Luiz Marinho; 23% descartam Orlando Morando e Evandro de Lima, 21% não escolheriam Aldo Santos e 20% não votariam em Alex Manente.
Leia a pesquisa completa aqui.
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03.mar.2003/Folha Imagem

Soares disse que lamenta saída do PSB mas volta contente ao PT após 14 anos
REGIANE SOARES da Folha Online
Ex-prefeito de São Bernardo (Grande São Paulo) por três vezes e um dos fundadores do PT, o advogado Maurício Soares volta nesta quarta-feira para os quadros petistas após romper com o comando do PSB na cidade. Agora oficializa seu apoio para o ex-ministro Luiz Marinho (Previdência), que disputa a prefeitura pelo PT.
O ex-prefeito será recebido em uma festa hoje à noite em um dos mais tradicionais restaurantes da cidade que contará com a presença de Marinho. A filiação será um dos atos da campanha petista.
“Volto ao PT depois de 14 anos e ajudando o Marinho. Estou contente em poder ajudar”, disse o ex-prefeito, que saiu do PT 1994 acusado de ter traído o partido por não ter apoiado o candidato a prefeito indicado pela Executiva Municipal.
Soares já trabalhava extra-oficialmente na campanha de Marinho há pelo três meses, quando começou a disputa interna pela indicação do sucessor do prefeito William Dib (PSB). O ex-prefeito havia recebido a promessa de Dib de ser indicado para a disputa tendo o deputado Orlando Morando (PSDB) como vice. Mas depois o tucano decidiu se candidatar e Soares perdeu o apoio de Dib.
“Houve uma encrenca grande com o Dib, que me designou como seu sucessor e o Orlando como vice. No fim, o Orlando decidiu se candidatar e, embora o Dib fosse do meu partido, apoiou o Orlando e eu fiquei sozinho”, disse Soares.
A briga em São Bernardo foi parar na Executiva Nacional do PSB. Soares entrou com recurso questionando o fato de o PSB, que faz parte da base de apoio do governo federal, ter se coligado com o PSDB, que faz oposição. “Até hoje ninguém me respondeu”, afirmou.
Soares assumiu seu primeiro mandato em 1989 pelo PT. Ao deixar o governo, em 1992, reassumiu o cargo de advogado do Sindicato dos Metalúrgicos e fui surpreendido com uma carta de demissão, entregue por Luiz Marinho. Já no PSDB, voltou a administrar a cidade de 1997 a 2000, quando foi reeleito.
O ex-prefeito disse que lamenta a disputa com o PSB e com Dib, que foi seu vice quando administrou São Bernardo entre 2001 e 2003. Na ocasião, Soares alegou problemas de saúde e renunciou ao mandato, deixando o cargo para o socialista.
“Brigas não fazem bem pra alma da gente, Fico magoado, mas são águas passadas”, disse o agora petista, que pretende transferir seu prestígio político para Marinho.
“Não sei o quanto eu posso transferir o meu patrimônio político. Talvez não consiga transferir tudo, porque voto é muito pessoal. Mas vou trabalhar para isso”, afirmou.
William Dib disse por meio de sua assessoria que não vai comentar a saída de Soares do PSB porque foi uma decisão pessoal.
Marinho disse que Soares é um líder histórico em São Bernardo que vai agregar valor à sua campanha. “Pra mim é um motivo de grande alegria [ter o Maurício no PT]. É como um filho que andou por outros partidos. Creio que ele pode ajudar muito, porque é uma grande referência na cidade”, afirmou o petista.
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Lula diz que fará campanha de candidatos do PT
Plantão | Publicada em 02/08/2008 às 19h24m
Adauri Antunes Barbosa – O Globo
SÃO BERNARDO DO CAMPO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que vai participar da campanha dos candidatos a prefeito do PT da região e também dos comícios em favor da candidata petista em São Paulo, Marta Suplicy.
- Quero dizer para vocês que terei imenso prazer de estar com a imprensa nos comícios que eu vou fazer para os candidatos do PT aqui na região, nos comícios que eu vou fazer para a companheira Marta em São Paulo. Não pensem que eu não vou fazer, porque eu vou fazer. Não hoje, porque hoje o rei da festa é o Sérgio Nobre, que está tomando posse – disse ele, durante a posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Marta Suplicy e o ex-ministro da Previdência Luiz Marinho, candidato a prefeito de São Bernardo pelo PT, participaram do evento ao lado de Lula.
Em seu discurso, o presidente reafirmou ainda que fará seu sucessor:
- Estejam certos, da mesma forma que eu quero eleger meus companheiros prefeitos daqui, pessoas com quem eu tenho história, afinidades, compromisso ideológico, quero dizer para vocês, escrevam: eu vou fazer a
minha sucessão nesse país e vamos eleger uma pessoa da nossa confiança para dar seqüência a tudo o que nós fizemos, para criar mais empregos do que eu, para tratar dos pobres melhor que eu, para tratar os trabalhadores
melhor que eu – afirmou.
Durante o discurso de meia hora, realizado em um ginásio de esportes da Ford, Lula lembrou que havia dito, em seu discurso de posse, de 2003, que não poderia errar.
- Quando tomei posse em 2003 eu dizia; ‘eu não posso errar’. Qualquer presidente pode errar. O cara erra, fica quatro anos, vai embora para o exterior dar aula. (…) Eu não posso errar. Se o rico erra é normal, se o intelectual erra é normal, mas se o peão erra eles vão dizer que o peão não está preparado. E vai levar mais 500 anos para a gente fazer outro peão presidente da República desse país. E nós não temos o direito de permitir que isso aconteça – disse ele, que não fez menção a nomes de outros presidentes.
Lula fez ainda criticas à imprensa, tomando como exemplo a notícia de que o
crescimento da produção da indústria foi de 6,3% no primeiro semestre, o melhor resultado para o período em quatro anos.
- A indústria cresceu 6,3%. É um número muito significativo. Hoje eu peguei os quatro jornais mais importantes do país, só um deu na primeira página. Só um. Se fosse matéria negativa, todos teriam dado. Todos. Mas não tem problema. Eu confio no leitor brasileiro. Confio nas pessoas que compram jornais, que compram revistas, que vêem televisão, que vêem comentaristas. Acredito na capacidade de discernimento das pessoas. Quando é verdade as pessoas sabem que é verdade. Quando é mentira as pessoas sabem que é mentira. Quando é má-fé as pessoas sabem que é má-fé – disse o presidente.
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Ministra ‘empossou’ personagem como embaixadora do turismo; Marinho se despede em ato com servidores
Vera Rosa, Brasília – O Estado de São Paulo
Candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy se despediu ontem do Ministério do Turismo ao lado da turma da Mônica. Ao participar da última cerimônia como ministra, Marta “empossou” Mônica, a mais conhecida personagem das histórias em quadrinhos, como Embaixadora do Turismo Brasileiro. A poucos metros dali, na mesma Esplanada, o ministro da Previdência, Luiz Marinho (PT), que vai concorrer à Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, foi às lágrimas ao receber homenagem dos servidores.
Marta e Marinho conversam hoje à tarde com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anunciam a saída da equipe para a disputa municipal. A ministra deverá ser substituída por Luiz Barreto Filho, atual secretário-executivo do Turismo, e Marinho, pelo deputado José Pimentel (PT-CE).
Diante de um auditório repleto de crianças, Marta brincou com Mônica, que estava acompanhada de seu indefectível coelhinho azul, e aplaudiu Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento. “Essa, certamente, foi a mais alegre atividade de que eu participei no ministério”, garantiu.
O desenhista Maurício de Sousa, que criou a personagem em 1963, disse que a cerimônia não tinha ligação com a campanha do PT. “Se a ministra sai candidata com uma festa para criança, é uma beleza de saída, não é?”, comentou. “Tenho amigo em todos os lados e todo mundo compra nosso gibi, tanto os petistas como os tucanos.”
Sem querer falar de sua campanha, que até agora não conseguiu conquistar apoios fora do PT, Marta não escondeu a animação. “Mônica, não pode falar bobagem!”, advertiu ela, dirigindo-se para a platéia. Depois, em tom de voz semelhante ao de quem conta histórias infantis, disse que a personagem nunca faz nada errado. “Sabem por quê?”, perguntou para as crianças. “Porque ela ensina noções de higiene, como escovar os dentes…”
Questionada sobre a pesquisa do Ibope, indicando sua liderança, com 30% das intenções de voto, Marta foi econômica. “Foi boa”, encerrou. O primeiro ato de Marta como candidata será sexta-feira, na Casa de Portugal.
A cúpula do PT também está organizando uma recepção para Marinho. Na tarde de ontem, faixas no estacionamento do ministério agradeciam o seu “empenho” na valorização dos servidores. “Marinho, você vai lavar nossa alma”, afirmou o deputado Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, derrotado nas eleições de São Bernardo em 2004.
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