10/04/2009 - 20:09h Mariza

Rosa branca

Primavera

Chuva


Chuva

As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades

Só as lembranças que doem

Ou fazem sorrir

Há gente que fica na historia

da historia da gente

e outras de quem nem o nome

lembramos ouvir

São emoções que dão vida

A saudade que trago

Aquelas que tive contigo

e acabei por perder

Ha dias que

marcam a alma e a vida da gente

e aquele em que tu me

deixaste não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Ja eu percorrera

Ai… meu choro de moça perdida

gritava a cidade

que o fogo do amor

sob chuva

há instantes morrera

A chuva ouviu e calou

meu segredo a cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade

24/03/2009 - 19:30h Estranha Forma de Vida

Carlos do Carmo e Mariza

Estranha forma de vida
Amália Rodrigues

Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade
Que todos os ais são meus
Que é toda minha a vontade
Foi por vontade de Deus

Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
Quem lhe daria o condão
Que estranha forma de vida

Coração independente
Coração que não comando
Vives perdido entre a gente
Teimosamente sangrando
Coração independente

Amália Rodrigues

26/11/2008 - 19:50h Mariza

Alexandre O’neill – Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.


Alexandre O’neill (Poeta português, 1924-1986)

Este poema foi musicado por Mário Pacheco

 Há palavras que nos beijam

 

 Medo

 

29/04/2008 - 16:43h Medo

Mariza

09/02/2008 - 19:39h Mariza – Meu Fado