03/11/2009 - 18:41h Cheios da Lua Branca? ou é por delito de opinião?

Luiz González

Setores do PSDB pedem cabeça de marqueteiro de Serra

NATUZA NERY da Reuters, em Brasília

O PSDB ainda não definiu seu candidato para a corrida eleitoral de 2010, mas ninhos tucanos já começaram a tramar contra Luiz González, marqueteiro de confiança do governador José Serra.

O pré-candidato teria sido cobrado por aliados a dispensar os futuros serviços de seu estrategista, disseram duas altas fontes do partido, caso decida disputar a sucessão.

Há diversos argumentos na mesa contra González, todos eles já verbalizados em conversas com o governador, resistente à ofensiva. Eis os principais: é centralizador, ignora as sugestões de políticos e, o mais grave, “não entende do resto do Brasil”. Procurado, ele não quis fazer comentários.

O fato é que González conseguiu elevado índice de sucesso em eleições paulistas. Não conseguiu eleger Geraldo Alckmin presidente em 2006, mas fez as campanhas vitoriosas de Serra ao Senado, à prefeitura de São Paulo e ao governo paulista.

Também coordenou a operação publicitária que elegeu o então desconhecido Gilberto Kassab ao comando da cidade de São Paulo, em 2008. Sua empresa, a agência Lua Branca, detém os contratos dos dois Executivos e um histórico bem-sucedido na relação com o PSDB paulista.

“Numa campanha majoritária, o marqueteiro não é tudo, mas é quase tudo. Não podemos errar”, disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), aconselhando uma escolha meticulosa.

“A Executiva Nacional e o candidato a presidente precisam escolher um profissional de marketing que entenda de Brasil como um todo, que o discurso feito para o Nordeste seja comum aos discursos do Sul e Sudeste”, acrescentou o deputado, envolvido nas discussões sobre a sucessão dentro da legenda.

A insatisfação não é nova, remonta à derrota do partido pelo PT na campanha nacional passada.

“Não ouve ninguém, não entende de Brasil. Há uma insatisfação geral no PSDB. Só o Serra gosta dele”, disse um senador tucano sob compromisso do anonimato.

Recentemente, o incômodo transformou-se em pressão por sua saída.

Em uma ruidosa entrevista ao jornal “Valor Econômico”, González reclamou da desarticulação de políticos tucanos para contra-atacar o governo na disputa presidencial de 2006, citando nominalmente o atual presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), na época coordenador-geral da campanha do candidato Geraldo Alckmin, e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), então no comando do partido e de quem seria suposto desafeto.

Fogo amigo

O chamado “fogo amigo” dá-se a um ano das eleições e antes mesmo de o PSDB definir quem será seu candidato em 2010, se o próprio Serra –franco favorito nas pesquisas– ou o governador de Minas, Aécio Neves.

Enquanto o clima ameaça atingir estado de fervura no flanco oposicionista, o lado adversário se mobiliza de olho em 2010 com desenvoltura. Nela, João Santana, o mesmo que trabalhou na campanha pela reeleição de Lula, já foi escolhido o estrategista da pré-candidata Dilma Rousseff.

O PT ainda acabou de contratar a empresa de Ben Self, o homem que fez a revolucionária campanha de internet para Barack Obama.

“Esta campanha vai ser muito difícil. O objetivo do PSDB não é ganhar São Paulo, é ganhar o Brasil”, alertou a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO).

“Gostaria de ter certeza de que o González tem compreensão das diferenças existentes no Brasil”, completou.

Já Tasso Jereissati não quis falar da suposta pressão. Ofereceu-se, porém, a dar a receita de um bom marqueteiro: “Tem que ser humilde, aceitar críticas. Tem que conhecer muito bem o Brasil, a psicologia do eleitor, que é muito diferente entre as regiões do país.”

“É preciso que ele saiba como trabalhar essas diferenças (regionais) e cobrar barato”, completou.

Sobre o valor da campanha, porém, nenhum tucano se aventurou a revelar, nem mesmo em confidência.

(Reportagem adicional de Maria Carolina Marcello)

19/10/2009 - 14:51h Marketing eleitoral

Canal de Larissa C. Squeff

Twitter/larissasqueff
Msn larasqueff
www.youtube.com/larasqueff

27/07/2009 - 09:02h ”É difícil ganhar uma eleição twittando”

Ben Self: estrategista de campanha na internet; Americano que ajudou a criar a campanha online de Obama acha que, sem mobilizar as pessoas, a internet não é eficaz
http://api.ning.com/files/KLySbY72pf3rN4gb11CGPKhAzmSGJvkhQ6kD27pyfdCn95B**oA-qqpuBlwDcQvefb52ViDT5F7MM752DeAE0XAXD-5F*8rg/barackobama6.jpg

 

 

Julia Duailibi – O Estado SP

 


Inspirados pela experiência da campanha presidencial americana de 2008, os partidos políticos que disputarão a corrida de 2010 começaram a olhar para a internet com mais atenção. Marqueteiros ligados tanto ao PSDB como ao PT estão de olho na Blue State Digital (BSD), empresa americana que criou a estratégia na rede para a campanha de Barack Obama a presidente dos Estados Unidos.

http://www.propmark.com.br/publique/media/Ben%20Selfeditada.jpgBen Self, um americano de Kentucky, de 32 anos, é um dos jovens rostos por trás da bem-sucedida, e excessivamente elogiada, campanha online que ajudou a levar Obama à vitória. Fundador da BSD, ele ajudou a formatar a estratégia que arrecadou nada menos que US$ 500 milhões via internet. Foram obtidas cerca 6,5 milhões de doações online – uma média de US$ 80 por doação -, o que criou um novo paradigma sobre financiamento de campanha nos EUA e no mundo.

Uma das sacadas da BSD foi pulverizar as doações por várias páginas de relacionamento na internet, que tinham em comum o apoio à campanha de Obama. As pessoas entravam na rede, doavam, articulavam eventos pró-campanha e ainda participavam de grupos de discussão sobre a arrecadação. Milhões de dólares foram doados em questão de dias. “Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares”, afirmou Self, em entrevista concedida ao Estado de seu escritório nos EUA.

A empresa que Self mantém com outros três sócios, e a colaboração na equipe de Obama de outros nomes, como Chris Hughes, fundador do Facebook, lançou uma nova forma de fazer e financiar campanhas. “Acho que qualquer candidato que vire as costas para isso (internet) está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.” Para ele, a rede não é um local de persuasão, mas de articulação. “É muito difícil ganhar a eleição ?twittando?. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro”, disse, em referência ao microblog de relacionamentos, que virou mania entre políticos brasileiros.

Ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata, Self esteve em maio no Brasil. Ele se recusa a comentar qualquer negociação com partidos brasileiros. Eis a entrevista.

Como a Blue State Digital começou a trabalhar para Obama?

A BSD foi fundada em 2004, durante a campanha de Howard Dean (democrata que disputou as primárias daquele ano) para a Presidência. Desde 2004, trabalhamos para vários candidatos, partidos políticos e organizações sem fins lucrativos. Ficamos conhecidos pelo trabalho que fizemos para vários candidatos nos Estados Unidos e também pelo nosso trabalho para o Partido Democrata. Eles continuam sendo nossos clientes.

Então, quando a campanha de Obama começou, em 2007, nós éramos os mais qualificados, sob certo aspecto, para dar a eles a tecnologia de que precisavam. Eles nos ligaram, dez dias, eu acho, antes de anunciarem que iriam concorrer e disseram: “Ei, nós queremos fazer uma campanha de um jeito diferente e queremos usar as suas ferramentas e a sua tecnologia”.

O que vocês fizeram para o Partido Democrata?

Nós tivemos um grande papel no trabalho para Howard Dean. Ao gerenciarmos a estratégia de internet e de tecnologia, demos as nossas ferramentas e a nossa tecnologia ao partido. Eu estava intimamente envolvido porque era diretor de tecnologia lá. Então temos trabalhado muito próximos aos democratas desde 2005.

A internet foi determinante para a vitória de Barack Obama?

Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos.

Mas a internet foi a grande novidade da campanha, com a arrecadação online recorde.

É difícil apontar para qualquer fator e dizer: isso fez a diferença. Havia tantas coisas maravilhosas sobre o nosso candidato, que qualquer uma poderia ser apontada como a que fez a diferença. No entanto, acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança.

Essa percepção de que a internet faria a diferença já estava presente desde o começo da campanha?

Estava bem clara para todo mundo, no começo da campanha, a importância da internet. Todo mundo já sabia que seria uma peça-chave na campanha.

O político que não apostar na internet já está em desvantagem?

Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. A campanha do Obama nos ensinou que existe uma grande vantagem em ter um relacionamento dinâmico e uma estratégia online. Então, acho que qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.

Mesmo em países, como o Brasil, em que a internet é menos acessível que nos Estados Unidos?

É claro que a penetração em algum nível é necessária. É um investimento de tempo.

Qual ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter?

Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela. E tem de ter um mailing poderoso, que contenha milhares, milhões de pessoas nele. É provavelmente a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.

E os sites de relacionamento?

Depende de como se usa e de qual sua estratégia geral. Há um papel para eles, mas não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É uma ferramenta, mas é muito difícil ganhar a eleição “twittando”. Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.

Qual o custo de uma estrutura dessas para uma campanha eleitoral?

A gente não anuncia quanto cada um dos nossos clientes paga. Mas, claro, a gente trabalha para clientes grandes e pequenos. Alguns grandes, como a campanha do Obama, e os menores, que são as organizações sem fins lucrativos. Temos uma série de ferramentas que nós autorizamos os clientes a usar. Clientes que não podem bancar os custos se beneficiam do longo caminho que a gente já traçou.

Como vocês criaram a ferramenta de arrecadação pela internet?

É só um exemplo de como a gente pegou uma ideia tradicional de arrecadação de fundos e a usou. Há uma técnica de arrecadação de fundos muito comum nos Estados Unidos. Aqui, nós a chamamos de match e geralmente é usada como mala direta. Esses pedidos funcionam assim: “Se você der um dólar, há um outro doador que nos dará três dólares. Então, doe agora”. A gente olhou para isso e pensou: as pessoas não acreditam nisso. Então vamos mudar essa ideia e vamos fazer ela incrivelmente transparente. O grassroots match faz isso.

Como funciona?

Você manda um e-mail para sua base de arrecadação, pessoas que te doaram antes, e diz: “Ei, vamos falar com todas as pessoas que são nossos apoiadores, mas que nunca doaram antes. Vamos dizer: ?Nós temos 10 mil pessoas que darão 10 dólares, se você der 10 dólares hoje. E assim que você der os seus 10 dólares, a gente vai te conectar a uma dessas pessoas e você vai trocar impressões sobre a doação?.” Nós descobrimos que as pessoas adoram fazer esse tipo de conexão, mesmo que elas não se conheçam. E elas voltam para doar 3, 4, 5 dólares. A campanha arrecadou muito dinheiro com pequenas doações. Então, focar nisso, foi uma parte importante da campanha.

O eleitor da internet tem um perfil específico?

Não, na verdade, a gente descobriu que os perfis mais ativos usando os sites eram de pessoas que a gente não esperaria. Um dos enganos mais comuns que você costuma ouvir é que a internet é usada para convencer, persuadir as pessoas. Realmente tem, sim, alguma porcentagem de pessoas que vai ao site para aprender mais sobre o candidato. Mas ela serve, principalmente, para aumentar o entusiasmo e a paixão dos apoiadores e pedir a eles para fazer coisas, usá-los para falar com as famílias e os amigos para, aí sim, convencê-los e fazê-los mudar de ideia.

O senhor acha que a internet, ao dar transparência às doações, pode coibir casos de corrupção?

Eu acho que ser capaz de financiar uma campanha política ou partido político (pela internet) é genial. É muito mais importante ter várias pessoas por aí espalhadas, apoiando um determinado candidato e se engajando na democracia. Isso deve ser encorajado. As doações pela internet são um jeito de fazer isso. Permitem que mais gente, e de forma mais fácil, se envolva com as doações. Toda vez que puder diminuir barreiras e aumentar participação em democracia é uma boa coisa.

Aqui no Brasil estamos discutindo regulação de campanhas na rede. O sr. é a favor de regular a internet?

É muito difícil falar sobre isso, sem saber detalhes da situação.

Os partidos brasileiros estão cortejando o sr. Já fechou com alguém?

Não comentamos nada sobre isso. Me desculpe.

Quem é:
Ben Self

É ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata dos Estados Unidos e sócio-fundador da agência Blue State Digital

Coordenou a campanha online de Barack Obama.

Ajudou a formatar a estratégia de arrecadação de doações para a campanha de Obama pela internet

20/07/2009 - 16:15h O labirinto da internet

TENDÊNCIAS/DEBATES – FOLHA SP

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br


JOÃO SANTANA


Os deputados erraram onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação

UM PARADOXO da cultura contemporânea é a incapacidade da maioria dos políticos de entender a comunicação política. Essa disfunção provoca, muitas vezes, resultados trágicos.
É o caso da lei votada pela Câmara dos Deputados para regular o uso da internet nas eleições. Se aprovada sem mudanças pelo Senado, vai provocar um forte retrocesso numa área em que o Brasil, quase milagrosamente, se destaca no mundo -sua legislação de comunicação eleitoral. Sim, a despeito da má vontade de alguns e, a partir daí, de certos equívocos interpretativos, o Brasil tem uma das mais modernas legislações de comunicação eleitoral do mundo.
O nosso modelo de propaganda gratuita, via renúncia fiscal, é tão conceitualmente poderoso que se sobressai a alguns anacronismos da lei, como o excesso de propaganda partidária em anos não eleitorais ou a ridícula proibição de imagens externas em comerciais de TV.
Os deputados decidiram errar onde não poderiam. Mas era um erro previsível. A internet é o meio mais perturbador que já surgiu na comunicação.
Para nós da área, ela abre fronteiras tão imprevisíveis e desconcertantes como foram a Teoria da Relatividade para a física, a descoberta do código genético para a biologia, o inconsciente para a psicologia ou a atonalidade para a música.
Na comunicação política, a internet é rota ainda difícil de navegar. Somos neogrumetes de Sagres em mares bravios. Não por acaso, o mundo está infestado de curandeiros internáuticos a apregoar milagres. E a mídia potencializa resultados reais ou imaginários (”Ah, a campanha do Obama!”, “Ah, as eleições no Irã”, “Ah, o twitter do Serra”, “Ah, vem aí o blog do Lula”) sem que se consiga aferir a real dimensão do fenômeno.
Se é perturbadora para nós do meio, por que não o seria para legisladores e juízes? Principalmente para os políticos, que, como se sabe, sofrem desconforto com a comunicação política desde o surgimento dos meios modernos.
Desde sua origem nas cavernas, o modo de expressão política tem dado pulos evolutivos sempre que surge um novo meio.
De Aristóteles, patrono dos marqueteiros, passando pelos áureos tempos da santa madre igreja, que já deteve a mais poderosa máquina de propaganda política -é a criadora do termo com sua “Congregatio de Propaganda Fide”-, até os dias de hoje, a comunicação politica é feita por meio de uma simbiose entre o que se diz -o conteúdo retórico-persuasivo- e seu suporte de expressão, as ferramentas comunicacionais. Um influenciando o outro e os dois influenciando, sem parar, as sociedades e instituições.
Foram enormes os pulos causados pela imprensa, pelo rádio, pelo cinema e pela TV na forma e no modo de fazer política. Mas nada perto dos efeitos que trará a internet.
Não só por ser uma multimídia de altíssima concentração, mas também porque sua capilaridade e interatividade planetária farão dela não apenas uma transformadora das técnicas de indução do voto mas o primeiro meio na história a mudar a maneira de votar. Ou seja, vai transformar o formato e a cara da democracia.
No futuro, o eleitor não vai ser apenas persuadido, por meio da internet, a votar naquele ou naquela candidata.
Ele simplesmente vai votar pela internet de forma contínua e constante.
Com as vantagens e desvantagens que isso pode trazer.
As cibervias não estão criando só “novas ágoras”. Criam também novas urnas. Do tamanho do mundo. Vão ajudar a produzir uma nova democracia tão radicalmente diferente que não poderá ser adjetivada ou definida com termos do nosso presente-passado, tipo “representativa” ou “direta”.
Sendo assim, creio que nossos legisladores não vão querer passar para a história como os que imprimiram um sinete medieval em ondas cibernéticas. Não é só o erro, como já se disse, de encarar um meio novo com modelos de regulação tradicional. É porque a internet, no caso da comunicação política, nasceu indomável. E sua força libertadora tem de ser estimulada, e não equivocadamente reprimida.
Já há um consenso do que deve ser modificado na proposta da Câmara. O Senado, que vive profunda crise de imagem, tem um bom tema de agenda positiva. Mas não é por oportunismo que urge corrigir os equívocos da Câmara. É simplesmente pelo prazer de estar conectado com o futuro.


JOÃO SANTANA, 56, é jornalista, publicitário e consultor político. Já coordenou o marketing de dezenas de campanhas estaduais e municipais (como a de Marta Suplicy em 2008), além de três campanhas presidenciais, no Brasil (Lula em 2006), na Argentina e em El Salvador.

19/08/2008 - 23:12h Marta com Lula, Alckmin (mais ou menos) com Serra

Blog Toda Mídia de Nelson de Sá

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De um dos comerciais de Marta, já postado em seu site:

_ Marta criou o Bilhete Único. E agora vai recuperar e ampliar seus benefícios. Marta fez o transporte funcionar direito. Agora, junto com Lula, vai fazer 47 quilômetros de metrô. Marta quer voltar para terminar o que começou e fazer ainda mais.

geraldo_serra.JPG

De um dos comerciais de Geraldo Alckmin, ainda fora da rede:

_ Em 94 Mario Covas foi eleito governador. Ele era do PSDB e fez tanto que em 98 foi reeleito para continuar fazendo. Em 2002 foi a vez de Geraldo Alckmin ser eleito, para continuar fazendo a obra de Covas. Em 2006 foi a vez do Serra ser eleito, para continuar o que Geraldo começou. Governador, governador, prefeito, governador, prefeito, governador. Essa é a melhor direção.

Como a jornalista Laura Mattos percebeu de imediato, a notícia está em José Serra ser eleito “para continuar o que Geraldo começou”.

Escrito por Nelson de Sá

18/08/2008 - 08:42h “Internet terá mais impacto na formação de opinião”

Leia a integra da entrevista do publicitário Washington Olivetto na Folha de São Paulo

(…)

FOLHA – Nestas eleições no Brasil, a internet terá algum eco ou estamos muito distantes do que está havendo na disputa norte-americana?
OLIVETTO – No caso do Obama, o público jovem está sendo atingido por novas mídias. Isso, na realidade americana é maior, mas aqui está acontecendo. As pessoas se encantam com falibilidade, alguém mais coloquial, menos perfeito. Possivelmente, há a percepção de “isso parece mais verdade”. Essa é a grande mudança na comunicação. A relação, que antes era monólogo, agora é diálogo. Quem antes era receptor agora é discutidor e até produtor de mensagem. No Brasil, isso terá algum eco, apesar de que sempre achei nossos políticos muito antigos, defasados. Especialmente em uma eleição municipal, não sei se os candidatos são tão aparelhados a ponto de se modernizar no discurso. Mas algumas manifestações deverão acontecer, apesar de que a internet, nesta eleição, ainda terá mais impacto na formação de opinião do que no voto.

FOLHA – Apesar disso, os candidatos principais estão tentando investir nessa área. Por quê?
OLIVETTO - Se você não investir nisso, demonstra uma anticontemporaneidade, que contamina todo o resto da sua proposta. Como você será um dirigente no mundo moderno se não está atrelado ao mundo moderno? É uma questão de atitude, mais do que o resultado palpável que possa ter com isso em votos.

FOLHA – O que o sr. achou da decisão do TSE de buscar um controle do conteúdo eleitoral na internet?
OLIVETTO - Eles podem até se propor a fazer isso, mas conseguir é praticamente inviável.

(…)

Leia a integra da entrevista na Folha de São Paulo 

14/01/2008 - 20:24h O mico é do contribuinte, o tucano é do PSDB


Interessante esta denuncia do jornalista Rovai. A mídia tem falado muito sobre a árvore de natal do presidente e discutido à exaustão se a estrela é de Belém ou do PT. Alguns já estavam dispostos a proibir o vermelho do Papai Noel, porque seria propaganda subliminal do PT.

Sobre este tucano peessedebista porém, nenhuma palavra. Como se sabe os tucanos fantasiados com essas cores, só no 45 do PSDB, pois na mata eles tem outra plumagem. Mas quando se trata do PSDB, uma certa mídia considera o silêncio de ouro, como o bico do predador.

Blog do Rovai

 

Busca de artigo por palavra-chave:

Tucano é símbolo de campanha do governo Serra

 

(14/01/2008 16:57)

 

Placa da Artesp, na Imigrantes, traz tucano, símbolo do PSDB, partido do governador do estado.

O governo do Estado de São Paulo perdeu completamente o pudor. A placa publicitária da foto está instalada no início da descida da Rodovia dos Imigrantes, estrada que liga a região metropolitana de São Paulo à Baixada Santista. Supostamente está ali para informar que a área faz parte do Parque Estadual da Serra do Mar. Na verdade é campanha descarada do PSDB e paga com dinheiro do contribuinte do estado de São Paulo.

Para os leitores de outros estados, vale registrar que a Imigrantes é a rodovia mais freqüentada no verão paulista, milhares de carros transitam diariamente nela nesta época do ano, já que faz a ligação da capital e do interior com as praias do estado.

Este blog está solicitando explicações a respeito da campanha para a assessoria do governo do Estado e para a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, que assinam a campanha.

Este blog quer saber:

1) Por que um tucano foi o escolhido como símbolo da campanha?

2) Por que esse tucano tem as cores azul e a amarelo como o tucano do PSDB?

3) Quanto custou a placa publicitária desta campanha e se ela está instalada em outros pontos ou se há outras peças publicitárias com este mote?

4) Por que o mico está ali fazendo companhia ao tucano? Por acaso o mico tem alguma relação com o preço do pedágio de R$ 15,60 que o cidadão paulista paga para andar os poucos quilômetros desta estrada?

11/01/2008 - 10:59h La prensa en la intimidad de Sarkozy

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Sarkozy, o presidente francês, disse que quer transparência e não ser hipócrita e mentiroso como seus predecessores. A mídia francesa foi convidada para a alcova presidencial pelo próprio ocupante do palácio. Manipulação ou narcisismo?

O artigo a seguir aborda o dilema da imprensa perante este striptease presidencial.

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10/01/2008 - 09:06h “Fast journalism”


CLÓVIS ROSSI

Folha de São Paulo

SÃO PAULO - Quem perdeu a primária democrata de New Hampshire foi o jornalismo “fast food”, esse que se sente compelido a projetar às pressas o futuro com base só em um microfragmento do presente.

Perderam também os institutos de pesquisa, que davam entre sete e dez pontos de vantagem para Obama, apenas para ver o triunfo de Hillary Clinton. Agora, começam as explicações para o erro de informação que foi atribuir New Hampshire a Obama, mas, por incrível que pareça, reincide-se no “fast journalism”.

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05/01/2008 - 21:12h Porque Obama ganhou em Iowa?

Será?

17/12/2007 - 18:16h Ópera-bufa no país de Molière: um mènage à trois de Sarko, Carla e Mickey

Nicolas Sarkozy et Carla Bruni: zut, comment l’annoncer?

Je dois dire que la nouvelle m’a profondément choqué. Selon L’Express, Nicolas Sarkozy s’est promené samedi avec Carla Bruni dans les allées de Disneyland Paris.

Comprenez-moi: ce qui m’a choqué n’est pas “avec Carla Bruni”, c’est “dans les allées de Disneyland Paris” (j’ignorais qu’il y eût là des “allées”).

Le Président a passé la semaine, les nerfs à vif, à gérer et bichonner un tyran-bouffon qui changeait de déguisement chaque jour, et que choisit-il comme lieu de relaxation? Le pays de Donald et Mickey!

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09/12/2007 - 16:40h The Way We Live Now: The Web Users’ Campaign


By MATT BAI

Published: December 9, 2007

Before they chartered planes and opened teeming offices in Des Moines or Manchester, even before they announced their lofty ambitions to the world, the current field of presidential candidates set about absorbing the lessons of Howard Dean’s 2004 campaign. Dean lost, of course, and in a fairly ignominious way, but his campaign was the first to harness the fund-raising and organizing power of the Internet, and both parties’ 2008 hopefuls had visions of replicating his model — minus the meltdown. One of the first things they did was to sign on a new class of online organizers and fund-raisers. The Web was the new frontier of American politics, and the candidates intended to exploit it.

(mais…)

09/12/2007 - 16:35h The Way We Live Now: The Web Users’ Campaign

Published: December 9, 2007

Before they chartered planes and opened teeming offices in Des Moines or Manchester, even before they announced their lofty ambitions to the world, the current field of presidential candidates set about absorbing the lessons of Howard Dean’s 2004 campaign. Dean lost, of course, and in a fairly ignominious way, but his campaign was the first to harness the fund-raising and organizing power of the Internet, and both parties’ 2008 hopefuls had visions of replicating his model — minus the meltdown. One of the first things they did was to sign on a new class of online organizers and fund-raisers. The Web was the new frontier of American politics, and the candidates intended to exploit it.

 


 

STARTING DEC. 12, THE PRIMARY ARGUMENT, a new blog by Matt Bai, takes a deeper look inside the presidential campaign. nytimes.com/
primary-argument.

 

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Now, as we come to the end of a tumultuous political year, it seems clear that the candidates and their advisers absorbed the wrong lessons from Dean’s moment, or at least they failed to grasp an essential truth of it, which is that these things can’t really be orchestrated. Dean’s campaign didn’t explode online because he somehow figured out a way to channel online politics; he managed this feat because his campaign, almost by accident, became channeled by people he had never met. Dean for America was branded from its core antiwar message down to the design of some of its bumper stickers and buttons by laptop-laden volunteers, and these strangers, it could be argued, both made and unmade the candidate. In the new and evolving online world, the greatest momentum goes not to the candidate with the most detailed plan for conquering the Web but to the candidate who surrenders his own image to the clicking masses, the same way a rock guitarist might fall backward off the stage into the hands of an adoring crowd.

How else to explain the notable online surge of support for Ron Paul, the onetime standard-bearer of the Libertarian Party? Unlike his main opponents, Paul himself didn’t have the resources to build a sophisticated Web campaign, but antiwar and antispending Republicans were happy to do it for him. Last month, Paul supporters who had nothing to do with the campaign organized an online fund-raiser on Guy Fawkes Day, a British holiday named for the rebel who tried to assassinate King James I. Paul’s stunned campaign brought in more than $4 million and 21,000 new contributors in a single day — the largest 24-hour haul of any Republican candidate to date.

Meanwhile, those candidates who have amassed roomfuls of well-paid online experts have frequently found themselves buffeted or embarrassed (or sometimes both at once) by mysterious forces outside their grasp. Take, for instance, the much-forwarded “Obama Girl” music video, written by a 21-year-old undergraduate at Temple University. (“Universal healthcare reform/It makes me warm,” mouths the model in the video.) Fairly or not, that video probably had more to do with shaping Obama’s complicated public image — young and exciting but maybe a bit shallow — than any Internet appeal devised by the candidate’s own aides.

Such developments probably came as no surprise to many in the business world, who understood years ago that the Web represented not simply another mass medium to be gamed but also a fundamental shift in the once static relationship between producer and consumer. It is by nature a participatory medium, in which customers demand a more personal stake in the products they consume. This is why Ford asked online drivers to help decide which options should appear on last year’s Fusion, and how much it should cost, and why Mountain Dew has a Web site that invites consumers to invent the next great soft drink. Companies have realized that since they can no longer expect to unilaterally define the market the way they once did, they might as well let the market have some control over designing and branding the product.

Perhaps only in Washington, where so few people have dominated so much for so long, is this trend viewed as inherently negative. That’s because, for decades, presidential campaigns have been the exclusive province of a small bevy of ad makers and strategists who profited from the illusion that they, and only they, could foresee the electorate’s every reaction to everything. The results of that period are now in: a marked decline in voter participation, an uptick in cynicism toward public service and a heap of critical policy challenges that have gone unaddressed. So why should we fear a new day when ordinary voters, through their own creativity and passion, can suddenly influence the direction of a campaign with a Web site or a video? These are, after all, our campaigns, for too long dominated by the professionals who made of them a gray and tepid industry. And if “Obama Girl” didn’t deepen anyone’s understanding of employer mandates or carbon caps, then at least she enticed a lot of ordinary people — more than four million, at last count — to laugh and sing about a would-be president the way a less-jaded generation of voters sang “I’m Just Wild About Harry.”

Of course, the leading candidates still aren’t ready to entrust their message to the masses. (Look no further than Hillary Clinton’s campaign, which has apparently planted questions in public forums in an effort to control the dialogue.) Whichever candidates get their parties’ nominations next year, they will probably try valiantly to insulate their campaigns from the kind of Internet entrepreneurs and amateur videographers who would distract voters from their predetermined message. But this is a losing proposition; about the only thing we can reasonably know for sure about the general election campaign is that it will be profoundly affected by outside actors we can’t yet conjure, voters sitting in basements and coffee shops dreaming up their own kind of self-expression. Neither party’s candidate will escape the impulses, best or worst, of a newly empowered citizenry. The best they can do is to fall backward and hope to be carried aloft.

Matt Bai, who covers politics for the magazine, is the author of “The Argument: Billionaires, Bloggers and the Battle to Remake Democratic Politics.”

28/11/2007 - 05:54h O PSDB ainda está à procura de um rumo

Editorial Valor

A semana passada seria a do PSDB. Pelo menos era o que o partido havia planejado, ao marcar suas inserções publicitárias na TV antes do 3º Congresso do partido fundado em 1988. A ofensiva de marketing desembocaria na reunião tucana, que decidiria pela “atualização” do programa partidário e seria encerrada com honras pelo seu maior cardeal, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República por dois mandatos (1994-1998 e 1999-2002).
Como a realidade nem sempre coincide com o marketing, ainda nos jornais de domingo era possível perceber o estrondoso fracasso de público da semana tucana. As televisões veicularam as imagens da xerox com repetitivos textos de que o PSDB fez, o PT copiou, sem que se conseguisse sair do “passado glorioso” para apontar um verbo no futuro: o que fará o partido hoje com mais chances de eleger o sucessor do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva? Os tucanos não conseguiram também responder essa pergunta no “manifesto de atualização do programa partidário”, que professa o partido como “autenticamente nacionalista e moderno” (sem dizer o que vem a ser o autêntico, o nacionalista e o moderno) e prega um “desenvolvimentismo” que passa por uma opção por “mais governo e mais mercado”, seja lá o que isso represente na literatura acadêmica que tanto FHC preza (um mistura e manda, ou copia e cola, do liberalismo com o keynesianismo?)
No encerramento do evento, o que ficou registrado foi o radical discurso do ex-presidente que, para atacar os que consideram o partido elitista e preconceituoso, deu mais munição aos detratores. “Há, sim, acadêmicos entre nós, e nós não temos vergonha disso. Há gente que sabe falar mais de uma língua, sim, mas também falamos bem a nossa. Queremos brasileiros bem educados e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria”, disse o ex-presidente, que sequer precisou apontar o indicador para o atual, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, para que sua “insinuação” fosse entendida. Além da deselegância, que trai um orgulho ferido, o ex-presidente carimbou na testa do PSDB não o desprezo pela educação, mas pelo voto, que deu dois mandatos a Lula assim como elegeu e reelegeu o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Os eleitores certamente não têm vergonha de ter eleito um ou outro. Exerceram seu direito.
O Congresso e as máquinas xerox foram incapazes de dar um verniz a uma divisão partidária que se tornou uma doença crônica, motivada que é por ambições pessoais que dificilmente convergem para o coletivo e por uma enorme desorientação programática. Durante os governos FHC, um relativo consenso em torno da premência da estabilidade econômica e a existência de um elemento agregador, Mário Covas, deu alguma cola e substância aos atores que disputavam o poder internamente. Na oposição, o tucanato ficou sem norte no momento em que o PT optou por dar continuidade à política econômica ortodoxa de FHC e perdeu o rumo quando, depois de bater na tecla de que Lula abusava de uma política social paternalista e populista, engoliu nas urnas uma forte aprovação popular ao Bolsa Família. A partir de então, tenta emplacar um discurso do partido que inventou as políticas públicas que tiveram sucesso no atual governo. E não consegue sair disso – a não ser para renegar outras criaturas suas, como a CPMF, a Desvinculação das Receitas Orçamentárias (DRU), o valerioduto mineiro etc. A grita contra a carga tributária, aliás, é um capítulo à parte, já que ela é, hoje, a que se impunha aos contribuintes em 2002, menos as desonerações feitas no primeiro mandato de Lula.



A semana tucana projeta para 2010 uma legenda que tem os dois candidatos hoje com mais chances de êxito nas urnas, os governadores José Serra e Aécio Neves, nenhum programa e qualquer consenso interno. A educação per capita tucana, que FHC diz que não deve envergonhar os militantes, não foi suficiente para dar consistência programática e organicidade a um partido que corre o risco de voltar a ser governo em 2010 e precisa dizer a que veio – ou melhor, por que quer voltar.

11/09/2007 - 18:36h A política nos USA segundo o fotografo Tim Davis

“Um povo, uma nação, um taco, um destino.”
Em um fast-food tex-mex

25/08/2007 - 23:50h Stop Making Sense – Sunday Book Review from The New York Times

Published: August 26, 2007

Between 2000 and 2006, a specter haunted the community of fundamentalist Democrats. Members of this community looked around and observed their moral and intellectual superiority. They observed that their policies were better for the middle classes. And yet the middle classes did not support Democrats. They tended to vote, in large numbers, for the morally and intellectually inferior party, the one, moreover, that catered to the interests of the rich.


Thomas Porostocky

 

THE POLITICAL BRAIN

The Role of Emotion in Deciding the Fate of the Nation.

By Drew Westen.

457 pp. PublicAffairs. $26.95.

How could this be?

Serious thinkers set to work, and produced a long shelf of books answering this question. Their answers tended to rely on similar themes. First, Democrats lose because they are too intelligent. Their arguments are too complicated for American voters. Second, Democrats lose because they are too tolerant. They refuse to cater to racism and hatred. Finally, Democrats lose because they are not good at the dark art of politics. Republicans, though they are knuckle-dragging simpletons when it comes to policy, are devilishly clever when it comes to electioneering. They have brilliant political consultants like Lee Atwater and Karl Rove, who frame issues so fiendishly, they can fool the American people into voting against their own best interests.

This literature was never taken seriously by sophisticated Democrats, but it thrived nonetheless. Still, you’d think it would be pretty much extinct now that Democrats are winning and Republicans are in the midst of a historic meltdown.

But Drew Westen, a professor of psychology at Emory University, has come forth with a late entry in the field, and his book, “The Political Brain: The Role of Emotion in Deciding the Fate of the Nation,” is enjoying a vogue. He takes an interesting dollop of neuroscience and uses it to coat the conventional clichés of the Why Democrats Lose genre.

Westen begins by noting that recent research has shot holes through the theory of the dispassionate rational mind that emerged from the 18th-century Enlightenment. People rely upon emotion to drive the decision-making process and reach conclusions that make them feel good.

Reason and rationality, therefore, play a limited role in political decisions. “The dispassionate mind of the 18th-century philosophers,” Westen says, “allows us to predict somewhere between 0.5 and 3 percent of the most important political decisions people will make over the course of their lives.”

He then goes on to assert that Democrats have been losing because they have been appealing to the rational part of the mind. They issue laundry lists of policies and offer arguments with evidence. They don’t realize how the images they are presenting set off emotional cues that undermine their own campaigns.

For example, the right side of John Edwards’s mouth tends to curl up. “Humans innately dislike facial asymmetries,” Westen observes, “and this should have caught the eye of his advisers.” In Connecticut, Ned Lamont ran a commercial showing Joe Lieberman morphing into George Bush, but in the ad Lieberman was smiling. “Smiling faces innately activate parts of the brain (and facial mimicry on the part of the observer) that reinforce happiness, not distaste.”

Republicans, Westen continues, are brilliant at using words and images that set off emotional cascades. Ronald Reagan used the word “confiscation” in reference to taxation, and was able to persuade people to agree to lower taxes. He called Nicaraguan contras “freedom fighters” and was able to secure them funding.

Westen urges Democratic candidates to go for the gut, and includes a number of speeches that he wishes Democratic candidates had given. He wishes, for example, Al Gore had hit George Bush harder for being a drunk. He wishes Gore had interrupted a presidential debate and barked at Bush, “If someone is going to restore dignity to the Oval Office, it isn’t a man who drank his way through three decades of his life and got investigated by his father’s own Securities and Exchange Commission for swindling people out of their retirement savings.”

At another point, he imagines Gore exploding: “Why don’t you tell us how many times you got behind the wheel of a car with a few drinks under your belt, endangering your neighbors’ kids? Where I come from, we call that a drunk.” If Democrats would go for people’s primitive passions in this way, Westen argues, they’d win elections.

This thesis raises some interesting questions. First, why did someone with so little faith in rational inquiry go into academia, and what does he do to those who disagree with him at Emory faculty meetings, especially recovering alcoholics?

Second, the states of upper New England and the Pacific Coast regularly used to vote Republican in presidential elections but now they generally vote Democratic. Did people in those states become less emotional, and therefore more amenable to the Democrats’ rational appeals over the past few decades? If so, has this led to a drop in Valentine’s Day purchases, at least compared with people in passionate states like Nebraska?

Third, how did John Kerry beat Howard Dean in the Democratic primaries? Was it because of his Oprah-esque displays of emotional intensity?

Fourth, is it possible that substance has something to do with the political fortunes of parties? Could it be that Democrats won in the middle part of the 20th century because they were right about the big issues — the New Deal and the civil rights movement? Is it possible Republicans won in the latter part of the century because they were right about economic growth and the cold war? Is it possible Democrats are winning now because they were right about whether to go to war in Iraq? And if substantive policies correlate with political fortunes, what does that say about the human mind?

Finally, if voter decisions are driven by the sort of crude emotional outbursts Westen recommends, and if, as he writes, “a substantial minority of Americans hold authoritarian, intolerant ideologies driven by fear, hate and prejudice that are fundamentally incompatible with Democratic (and democratic) principles,” then shouldn’t we abandon this whole democracy thing? Shouldn’t we have a coup, led perhaps by the Emory psychology department, which could prevent the brutish and hate-filled from ever gaining control?

It’s rare that one comes across a book that raises so many questions. Of course it’s rare that one comes across a book that so avidly flatters the prejudices of its partisan readers.

The core problem with Westen’s book is that he doesn’t really make use of what we know about emotion. He builds on the work of Antonio Damasio, without applying Damasio’s conception of how emotion emerges from and contributes to reason.

In this more sophisticated view, emotions are produced by learning. As we go through life, we learn what cause leads to what effect. When, later on, we face similar situations, the emotions highlight possible outcomes, drawing us toward some actions and steering us away from others.

In other words, emotions partner with rationality. It’s not necessary to dumb things down to appeal to emotions. It’s not necessary to understand some secret language that will key certain neuro-emotional firings. The best way to win votes — and this will be a shocker — is to offer people an accurate view of the world and a set of policies that seem likely to produce good results.

This is how you make voters happy.

David Brooks is an Op-Ed columnist for The Times.

09/07/2007 - 18:43h Hearts over minds, he tells Democrats

A brain researcher says the party needs to connect with voters’ emotions to win.

By Robin Abcarian, Times Staff Writer

WASHINGTON — Drew Westen, a genial 48-year-old psychologist and brain researcher, was talking to a rapt liberal audience about the role of emotion in politics, how to talk back aggressively to Republicans, and why going negative is not to be feared.

It was Day 2 of the progressive “Take Back America” confab, and those who had crowded into a meeting room of the Washington Hilton were about to discover why Westen, a psychology professor at Atlanta’s Emory University and former associate professor at Harvard Medical School, had quietly become the great rumpled hope of Democrats who believe their candidates should have won the last two presidential elections.

Example: When President Bush recently refused to allow Karl Rove to testify under oath about his role in the sacking of federal prosecutors, Westen said, Democrats blundered. Instead of insisting Rove testify under oath, they simply should have said (over and over), “Mr. Bush, just what is it about ‘So help me God’ that you find so offensive?”

Westen has spent many years training psychologists, psychiatrists and social workers, and his major brush with fame before now had been the occasional commentary on National Public Radio. In the last several months, though, he has gone from a politically inclined nobody to a hot ticket, presenting his ideas to presidential campaigns, political strategists, pollsters, consultants and donors. In his work, they hope to find a grand unified theory of How Democrats Can Stop Blowing It.

In his new book, “The Political Brain: The Role of Emotion in Deciding the Fate of the Nation,” Westen, who is not affiliated with a particular candidate, lays out his argument that Democrats must connect emotionally with the American electorate — and that he can teach them how.

He writes that when Sen. John F. Kerry of Massachusetts let a Swift-boat veterans group drag his reputation through the mud (2004), when Al Gore put a nation to sleep with his talk of lockboxes and Medicare actuaries (2000), and when Michael S. Dukakis said he didn’t believe in the death penalty even in the event of his wife’s rape and murder (1988), Democrats were exhibiting their single worst tendency: intellectual dispassion.

That style is ballot-box poison, said Westen. “The political brain is an emotional brain,” he said. “It prefers conclusions that are emotionally satisfying rather than conclusions that match the data.”

When Westen and his Emory colleagues conducted brain scans during the 2004 presidential campaign, they found that partisans of either side, when presented with contradictory statements by their preferred candidates, would struggle for some seconds with feelings of discomfort, then resolve the matter in their candidates’ favor.

The scans showed that to do this, they used the part of their brain that controls emotion and conflict. The area that controls reasoning was inactive — “the dead zone,” Westen said.

Westen writes that it doesn’t make sense to argue an issue using facts and figures and to count on voters — particularly the swing voters who decide national elections — to make choices based on sophisticated understandings of policy differences or procedures. He says Democratic candidates must learn to do what Republicans have understood for many years — they must appeal to emotions. And (talking to you, Mr. Gore) stay away from numbing statistics.

“This is the best thing I have read in 30 years,” said Robert Kuttner, co-editor of the liberal American Prospect magazine, and the man most responsible for Westen’s rise. “This is the book that should have been written a long time ago on why Democrats blow winnable elections. Even when public opinion is on their side, they don’t know how to optimize that.”

Kuttner learned of Westen last year from mutual friends while Westen was still working on his manuscript. Westen sent Kuttner a few chapters, and the magazine editor flipped. “I told him, ‘Fasten your seat belt; you’re going to be a rock star,’ ” Kuttner said.

It has been, Westen admitted, the sort of wild ride an academic like him usually only dreams about.

Kuttner organized gatherings — in Washington, New York, Los Angeles and Berkeley — to introduce Westen to influential Democrats. The first took place in September in Washington.

Guy Molyneux, a pollster with Hart Research Associates, was there, and recalled being impressed but not bowled over. “He says a candidate should be authentic but also speak to these more emotional concerns, and I don’t know if Drew fully appreciates the extent to which that advice may conflict,” Molyneux said. “If your candidate is a policy wonk” — like Al Gore — “to some extent that’s going to come through to voters.”

After hearing Westen speak at Stanley Sheinbaum’s Brentwood home at an American Prospect event, Democratic activists and donors Jamie McGurk (wife of former MGM honcho Chris McGurk) and Victoria Hopper (wife of actor Dennis Hopper) adopted him.

“Victoria and I took it upon ourselves to make him our mission,” said McGurk, who with Hopper hosted Westen at a small gathering of influential Hollywood political activists last month at her husband’s offices.

“He is dead-on — just what the community needs to hear,” McGurk said. “I was so frustrated with the way our party has conducted its messaging. He connects all the dots and backs it up with empirical data.”

Democratic National Committee Chairman Howard Dean blurbed the book. Billionaire George Soros opened his home for a book party last month.

To some, Westen’s ascent feels like a replay of what happened in the 2004 election with another Dean favorite, UC Berkeley linguist George Lakoff, who burst onto the scene with theories about “framing” as a way to control political debate. More…

12/05/2007 - 15:16h Lula, Uribe y las estrategias de las campañas políticas

publicado pelo jornal Clarín de Argentina

Fueron reelectos en Brasil y Colombia. Sus asesores contaron cómo lo lograron.

SEMINARIO EN BUENOS AIRES SOBRE MANAGEMENT ELECTORAL

Cada vez más, las campañas electorales son clave para que un candidato gane una elección. E incluyen una batería de herramientas y estrategias muy estudiadas, análisis de casos y grupos nutridos de gente detrás de un experto en propaganda. A veces, sirven los contraataques. Fue el caso del brasileño Lula Da Silva cuando corría “riesgo de aniquilamiento” por acusaciones de corrupción a su partido, y recuperó terreno hasta ganar su reelección en 2006 con una agresiva campaña.

“Estábamos aletargados y con fuego cerrado de la oposición, pero la crisis nos permitió diseñar una estrategia para fortalecer a Lula y reorganizar el gobierno hasta triunfar”, dijo João Santana, coordinado de la campaña.

O el caso del colombiano Alvaro Uribe, que para su reelección en 2006 “no debatió con otros candidatos sino a agenda abierta en programas de opinión de tv y radio con llegada popular”, al decir de su ex asesor y hoy embajador en Argentina, Jaime Bermúdez Merizalde.

En la Universidad Católica Argentina, y con auspicio de otras casas de estudio y del diario Clarín, se realiza hasta hoy el IV Seminario Internacional de Management Político, organizado por la consultora Management Político de Doris Capurro.

Santana explicó una de las campañas “más fuertes del mundo (por ejemplo, 13 horas de videoclips para tv). Salimos del letargo de la autosatisfacción del primer gobierno, que generaba algunas dudas pese a la simpatía que mantenía Lula, y mostramos que la crisis no era de partido o personas, sino de todo un sistema político, y que éramos el primer gobierno en afrontar el tema y no meter la basura abajo de la alfombra”.

Bermúdez Merizalde, por su parte, habló con Clarín al término de su ponencia. Hoy embajador en Argentina, recordó que “en la primera gestión, Uribe venía de gobernar Antioquia y reforzamos su imagen yendo de las provincias a la capital, y no al revés, como es usual. Y para su reelección acentuamos la independencia de Uribe (afiliado liberal, pero sin apoyo de ese partido y con una base de conservadores, ex liberales y varios otros grupos) y la garantía a la democracia frente a la crisis de partidos políticos: la muestra más clara de eso fue que por primera vez la izquierda (el Polo Democrático) logró un segundo lugar en Colombia, desplazando al Partido Liberal”.

Otra mesa, coordinada por Ricardo Kirschbaum, editor general de Clarín y con varios panelistas, cerró el día con un debate sobre “cómo hacer campañas en Argentina sin partidos políticos”.