23/07/2008 - 16:05h Marta encontra representantes das empresas do setor da construção

A imagem “http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,15134650-EX,00.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

O repórter César Felicio, do jornal Valor, acompanhou a atividade de Marta com representantes do setor da construção civil e de habitação e publicou um artigo no Valor de hoje.

“A ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT à prefeitura paulistana, apresentou o seu plano de obras ontem, no auditório do Instituto de Engenharia, para empresários reunidos pelas entidades do setor de construção civil (Sinduscon), habitacional (Secovi), construção pesada (Sinicesp), de empresas de arquitetura e engenharia (Sinaenco) e empreiteiros em geral (Apeop). Todos setores afetados pela paralisia econômica que marcou o final do governo de Marta e o início da administração de Serra.”

Para que não pairem dúvidas sobre o que esconde o termo “paralisia econômica”, o repórter reproduz declarações de dirigentes do setor:

“”Não foi ela que postergou os pagamentos de uma maneira não usual, para se dizer o mínimo”, disse o novo presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe. “A administração municipal não respeitou a ordem cronológica em 2005″, comentou Moura.”

O artigo destaca entre as propostas de Marta, o pacote de obras anunciados na reunião:

“Marta prometeu um pacote de obras, sendo que o item mais vistoso é a aplicação anual de R$ 500 milhões em recursos municipais no metrô, órgão de responsabilidade estadual. Ao comentar o pacote o presidente da Apeop, Arlindo Moura festejou o discurso de tocadora de obras da prefeita, mas pediu que o passado não se repetisse. ” O que se espera de um prefeito é que os recursos públicos da cidade não fiquem entesourados. E que os nossos mandatários cumpram a lei. É preciso cumprir a lei de responsabilidade fiscal: empenhar os recursos e pagar. Pagar. Isto é fundamental”, disse. “A gente não deve ter compromissos além do que a gente pensa que pode ser feito”, comentou a petista nos agradecimentos finais.”

Quando se sabe que o atual prefeito mantém em aplicações financeiras quase R$ 5 bilhões apesar da cidade ter tantas necessidades e os investimentos em obras necessárias são também uma alavanca da geração de emprego, além de melhorar a infraestrutura do município, se entende a quem foi dirigida a frase do presidente da Apeop.

César Felicio, do seu lado, acrescenta: “No seu último dia útil como prefeita, Marta Suplicy cancelou R$ 548,2 milhões em empenhos não liquidados (despesas contratadas para serviços e obras que não chegaram a ser realizados) e inscreveu R$ 562 milhões como restos a pagar processados (com cobertura orçamentária). Logo ao assumir, o então prefeito José Serra acusou a antecessora de ter produzido um rombo de R$ 1,9 bilhão nas contas municipais. Neste montante, estariam até mesmo R$ 278 milhões para serviços executados sem empenho orçamentário, ou seja, sem nenhuma previsão legal.”

Pena que o jornalista não aproveitou para lembrar também que o Tribunal de Contas do Município (TCM), a Câmara de vereadores com o voto dos vereadores de kassab e o Supremo Tribunal Federal concluíram sobre essa polêmica que Marta estava certa, respeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal e suas contas foram aprovadas.

Esta polêmica já está assim superada, nada mais natural de concluir, como registrou o repórter:


“Na saída do evento, a ex-prefeita acenou com uma parceria administrativa com Serra, apesar da transição conturbada de 2005. “A conversa vai rolar tranqüilamente”, disse, afirmando que ” os problemas de São Paulo são tão gigantescos que só uma instância não dá conta”.

Pena que poucos deram destaque, fora VALOR, a este tema relevante para o eleitorado e para o debate das propostas dos candidatos. LF

O portal da Globo, G1,  deu conta do evento assim:

Marta propõe pelo menos R$ 490 milhões ao ano para o metrô

Candidata formulou proposta em debate no Instituto de Engenharia de SP
Para presidente do instituto, ‘é pouco’. Ela disse que pode rever cifra.

A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Marta Suplicy, se reuniu nesta terça-feira (22) com integrantes de entidades da engenharia, da construção civil e da indústria imobiliária.

A ex-prefeita mostrou intenção, se eleita, de investir R$ 490 milhões por ano no Metrô durante sua gestão para preparar a cidade para a Copa de 2014.  De acordo com o plano de Marta, o governo estadual investiria outros R$ 980 milhões por ano e o governo federal mais R$ 490 milhões por ano.

O presidente do Instituto de Engenharia, Edemar Amorim, considerou o estudo adequado do ponto de vista técnico , mas criticou o valor da proposta. “Acho que R$ 490 milhões é pouco”, afirmou. Sem firmar compromisso, Marta se dispôs, assim que ouviu a crítica, a rever a cifra a ser investida pela prefeitura em sua eventual gestão. ” Podemos ver porque agora há mais orçamento”, disse.

Após o encontro, Amorim afirmou que a prefeitura precisa investir “pelo menos o dobro” do que Marta previu por ano. De acordo com ele, “o governo do estado precisa investir também R$ 2 bilhões” e o governo federal precisa aumentar sua participação, uma vez que a cidade contribuiu com arrecadação “astrônomica” para os cofres federais. “Isso tem que retornar porque sem Metrô a cidade pára.”

Amorim também afirmou que o próximo prefeito de São Paulo deverá investir na formação de uma nova equipe de engenheiros na administração municipal, porque atualmente há déficit de profissionais e de projetos.

“Nestes últimos 30 anos, a Prefeitura sofreu diminuição da qualidade de seu corpo técnico. Não tem gente para projetar, fiscalizar e dar assessoria técnica. A gente tem que ter com quem falar”, afirmou.

Durante sua exposição, Marta afirmou que São Paulo tem um problema “crítico”, que é o trânsito, e três problemas “crônicos”, que são a educação, a segurança e a habitação. Entre as idéias para lidar com o problema crítico, estão a integração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) com a São Paulo Transportes (SPTrans) e a modernização dos corredores de tráfego já existentes.

Na reunião, Marta comentou ainda o crescimento do país e os reflexos para o setor de construção em São Paulo.”Daqui a pouco, vamos estar como Pequim, cheia de guindastes”, disse.

Entre os participantes estavam o empresário Sérgio Watanabe, que assumirá em agosto a presidência do Sindicato da Indústria da Construção Civil do estado de São Paulo (Sinduscon-SP); Romeu Chap Chap, presidente do Conselho Consultivo do Secovi (Sindicato da Habitação); e Marlus Renato Dall´Stella, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do estado de São Paulo (Sinicesp).

O encontro, promovido pelo Instituto de Engenharia, é primeiro de uma série. No dia 28, é a vez do candidato Paulo Maluf (PP); no dia 6, de Geraldo Alckmin (PSDB); e, no dia 13, de Gilberto Kassab (DEM).

23/07/2008 - 12:07h Diário de São Paulo acompanha este blog e vê exagero

A imagem “http://imp.4news.com.br/200807/230720080005a06g.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

22/07/2008 - 20:33h Transporte público no SP-TV da rede Globo - Segunda Parte

22/07/2008 - 20:00h Transporte público no SP-TV da rede Globo

22/07/2008 - 18:51h Uma campanha leviana

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Não foi por acaso que, segundo a religião católica, Jesus foi crucificado em companhia de dois bandidos. Tentava-se assim assimilar o pregador que incomodava Roma com dois delinqüentes, para disfarçar o assassinato e a injustiça.

A imagem me veio a mente perante a campanha suja ao qual estão se prestando pessoas que devem a lei o maior respeito e que com pretexto de informar misturam alhos com bugalhos, justos com pecadores e o conjunto no arrepio da justiça.

Colocar o nome de Marta Suplicy numa suposta lista “suja” de candidatos é um ato político que incrimina seus autores. Constitui um apelo a atropelar a justiça e tentar sujar perante a opinião pública uma pessoa que não foi julgada. Procura-se influenciar a decisão soberana dos eleitores mediante uma manipulação camuflada de “informação”.

Contrariamente ao autores da lista, a população saberá distinguir as pessoas comprometidas com o interesse público e rejeitar a campanha suja da confusão. As urnas poderão servir não só para eleger representantes comprometidos com os interesses populares, mas também para reafirmar a democracia e o Estado de direito no Brasil.

Luis Favre

20/07/2008 - 11:23h Antonio Candido, o mestre (IV)

A imagem “http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/dezembro2006/fotosju346-online/ju346pg06a.jpg” contém erros e não pode ser exibida.Em 2004, após a derrota de Marta Suplicy nas eleições municipais, Antonio Candido, apoiador da petista, deu uma entrevista a Folha. Reproduzo a primeira pergunta e a resposta de Antonio Candido.

Folha - Qual a sua avaliação da derrota da prefeita Marta Suplicy?


Antonio Candido -
A mim, como petista, não interessa apenas a vitória. Interessa indagar se o mandatário cumpriu o seu dever à luz dos princípios do partido. Creio que a prefeita Marta cumpriu o dever dela como petista, e isso para mim é muito confortador. Porque ela deu uma orientação democrático-popular ao governo. Não precisa nem enumerar as medidas que beneficiaram os mais pobres -tanto que teve uma votação muito expressiva nas áreas mais pobres da cidade.
É claro que ela não pôde fazer tudo que gostaria, e sobretudo tudo que precisaria fazer, porque uma cidade como São Paulo é dificílima de administrar. Mas deixou bem claro qual era a linha do que faria se reeleita. Isso é uma garantia de futuro. Para mim, uma garantia de que seria uma administração de acordo com os princípios do meu partido.
Os menos favorecidos da cidade de São Paulo vão sentir muito a falta da Marta.

Segue a integra da entrevista

(more…)

19/07/2008 - 18:16h 40% pensam que Marta será a próxima prefeita segundo IBOPE

marta_so.jpgalckmin_so.jpg

Um elemento interessante na pesquisa IBOPE é a chamada previsão (clique na flecha no quadro no post anterior). A pergunta é: independentemente de sua intenção de voto, na sua opinião quem será o próximo prefeito?

Marta 40%
Alckmin 34%
Kassab 9%
Maluf 3%

19/07/2008 - 18:00h Pesquisa Ibope - Marta lidera em São Paulo

O Estado de São Paulo

Confira os números da pesquisa eleitoral contratada pelo Estado e pela TV Globo, feita entre 15 e 17 de julho, com 805 eleitores paulistanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais

SÃO PAULO - Os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apareceram tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com ligeira vantagem para Marta, que teve 34%, contra 31% de Alckmin, segundo pesquisa contratada pelo Estado e pela TV Globo e realizada pelo Ibope. Em terceiro lugar aparece o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, com 10%, também em empate técnico com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que teve 9%. Soninha Francine (PPS) registrou 2%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, Marta pode ter de 31% a 37%, e Alckmin, de 28% a 34%, o que demarca um ponto de intersecção entre as possíveis variações dos dois.

Num hipotético segundo turno, Alckmin apareceu à frente de seus dois principais rivais. Contra Marta, registrou 47% a 43%, em situação de empate técnico; contra Kassab venceria por 35 pontos - 58% a 23%. Marta, por sua vez, superaria Kassab por 16 pontos - 51% a 35%. O porcentual de indecisos na pesquisa estimulada é muito baixo, considerando o tempo que resta até as eleições - só 8% disseram que votarão em branco ou nulo e apenas 4% ainda não decidiram em quem votar. Nessa situação, para crescer um candidato não terá alternativa senão tomar votos de oponentes que estão à sua frente. Leia mais no jornal O Estado de São Paulo.

Registro da pesquisa

A pesquisa Ibope contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo foi a campo entre 15 e 17 de julho e entrevistou 805 eleitores paulistanos, com intervalo de confiança estimado em 95% e margem de erro de 3 pontos porcentuais. A pesquisa está registrada na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo sob o número 01200108-SPPE.

19/07/2008 - 16:58h Desenvolver a Zona Leste é uma prioridade para São Paulo

B.K.

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Três questões cruciais definirão os destinos das periferias da Cidade de São Paulo e sua Região Metropolitana, onde se concentra a maior parte de sua população. A primeira é qualidade das infra-estruturas de ligação regional: vias expressas e meios de transporte que melhores as condições e reduzam os custos de deslocamento das pessoas e bens. Em segundo lugar, o acesso à educação de qualidade especialmente a profissional de nível médio e superior. Em terceiro lugar, o aumento do investimento privado em empresas e negócios geradores de empregos e riquezas. Isoladamente nenhuma destas três condições será capaz de mudar o destino das imensas cidades dormitório que circundam a Capital e os sub-centros regionais da RMSP.

A melhora da infra-estrutura pode apenas reforçar a concentração da atividade econômica nas regiões centrais mantendo as periferias como zonas de moradia, sinônimo de muita gente, poucos empregos e segregação social. Por outro lado, a qualificação do jovem, cuja população está sobre-representada nessas regiões, se não acompanhada pelo aumento das possibilidades de emprego e empreendimentos, não garantirá por si só o incentivo ao estudo. Finalmente, os novos investimentos produtivos nas Metrópoles dependem – além de boa infra-estrutura - da existência de recursos humanos qualificados. Atividades econômicas intensivas em mão de obra de baixa escolaridade encontram cada vez menos espaço nas grandes economias urbanas.

O governo da Prefeita Marta Suplicy partiu desde o início de seu mandato para o cumprimento de seu compromisso básico com a inclusão social nos bairros mais pobres e afastados levando o Renda Mínima, as melhorias urbanas, os CÉUS, as unidades de saúde, os telecentros dentre diversas outras iniciativas. O compromisso com um desenvolvimento econômico que incluísse estas mesmas regiões exigia um programa que associasse grandes ações de infra-estrutura, educação pública profissional e superior e de incentivo ao investimento privado. O Programa de Desenvolvimento Econômico da Zona Leste foi sua primeira iniciativa nessa direção, uma região que reúne mais de um terço da população da Cidade(3,6 milhões de pessoas) e concentra a maior parte do desemprego e exclusão da Região Metropolitana de São Paulo.

O programa, lançado em meados de 2003 era composto pelas seguintes intervenções:

1) No plano da infra-estrutura a extensão da Av. Jacu Pêssego até Guarulhos ao norte e até Mauá ao Sul, cortando as Rodovias Dutra, Airton Senna e conectando-as ao centro de Itaquera e ao Rodoanel Sul em Mauá. B) a extensão da Av. Radial Leste até Guaianases. Uma ligação entre o extremo leste e o centro por um lado e entre o Guarulhos e o ABC por outro, aproximando pelo Rodoanel Sul o Porto de Santos ao Aeroporto de Cumbica traria condições básicas de infra-estrutra para o fortalecimento da economia da Zona Leste e de todo o ABC e Alto Tietê.

2) A criação de uma rede de ensino profissional e superior pública na região da Prefeitura com unidades na Cidade Tiradentes(saúde pública); Itaquera(Administração de Empresas e Administração Pública) e São Miguel(Engenharia).

3) O estímulo ao investimento privado na região autorizados por um programa de incentivos fiscais e uma lei de operação urbana ao longo da Av. Jacu Pêssego que privilegiasse a instalação de nova atividade econômica e ampliação da já existente.

Estas ações se objetivaram durante o governo Marta no início das obras de extensão da Jacu e obras complementares, com a inauguração da Radial até Guaianases. A criação de uma rede de ensino profissional, de um programa de incentivos fiscais e da operação urbana foi aprovada pela Câmara Municipal em meados de 2004.

A Escola de Saúde Pública da Cidade Tiradentes funciona hoje com 600 alunos em seu nível médio. Deixamos em 2004 os equipamentos adquiridos, e os concursos de admissão de alunos e contratação de professores realizados. A escola de Itaquera da qual tínhamos um convênio com o Governo da Região da Île-de-France e de São Miguel, ambas com projetos desenvolvidos pela VUNESP e Escola Politécnica foram abandonadas pelo Governo Serra/Alckmin.

O programa de incentivos fiscais ganhou vida num Conselho Paritário com representantes dos trabalhadores(CUT) e empresários(FIESP/CIESP) concedeu incentivos para 10 projetos de investimento para indústria, comércio e serviços de diversos portes, também ignorados pelo governo que se seguiu, malgrado protestos das entidades e de vereadores da própria base governista.

A Operação Urbana Jacu-Pêssego tinha dois objetivos imediatos: permitir a regularização de imóveis comerciais e industriais na região, incentivando a construção para estes usos num eixo de 10 Kms ao longo da Avenida. Proponha uma nova configuração para o sistema viário local dando segurança para quem fosse investir: onde haveria desapropriações e onde as ruas favoreceriam expansão de determinados usos econômicos. Adicionalmente, a Lei criava um Escritório Técnico, incumbido de emitir aprovações e alvarás, funcionando como uma única porta de entrada para o investidor. Esta iniciativa foi abandonada.

Em contraste as obras complementares da Radial (túnel sob o Metrô Itaquera) e a ligação da Jacu Pêssego com Guarulhos foram feitas, esta última depois de dois anos paralisada, apesar da disponibilidade de recursos em caixa transferidos pelo Governo Federal em 2004. Obviamente nenhuma menção ao fato de se tratarem de projetos de Marta, que deixou recursos consignados para sua execução. Tampouco se vêem na mídia menções ao custo final de cada uma delas e o fato de que no caso da travessia sobre a Airton Senna o projeto original previa uma ponte com o mesmo design e técnica daquela da Av. Roberto Marinho. Já haviam sido gastos mais R$ 7 milhões para equipamentos e ferragens quando se decidiu por um viaduto convencional, talvez porque a região não merecesse também um cartão postal.

Todo novo governo pode e deve legitimamente rever e adaptar programas a sua visão política e técnica. Mas fazê-lo com desperdício de recursos públicos, sem respostas claras sobre eventuais desacordos ou deficiências não passa de oportunismo. Ademais, a descontinuidade de projetos que tiveram força de lei é subordinar o ato de governar aos interesses de uma luta política que visa unicamente desqualificação e destruição do adversário. Trata-se da pura confirmação do udenismo rasteiro que continua marcando parte da cultura política brasileira, felizmente com baixa taxa de sucesso até aqui.

O Programa da Zona Leste é por excelência metropolitano, pois se relaciona também com os Municípios fronteiriços, participantes do arco da vulnerabilidade social e do desemprego que abrangiam a parte mais populosa do Município de Guarulhos, o extremo leste de São Paulo, Mauá e toda a parte sul do ABC, além da Zona Sul de São Paulo. 80% da pobreza e desemprego da Metrópole se localizam neste espaço. Como ilustra o mapa abaixo:

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O Programa foi lançado com a retomada da construção de dois grandes eixos viários que são a base da reformulação do sistema de mobilidade da região: ligação metropolitana, integração de pólos econômicos e melhor acesso das regiões distantes ao centro da Zona Leste, conforme mapa abaixo.

VISÃO REGIONAL DO EIXO JACU PÊSSEGO/RODOANEL:

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17/07/2008 - 19:40h Kassab, linha auxiliar de Alckmin?

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Não tive tempo de reproduzir e comentar o artigo do jornal O Estado de São Paulo (ver no final desta nota) sobre a tentativa de unificação entre Alckmin e Kassab, para pacificar o PSDB e “fazer de José Serra o grande vitorioso da eleição municipal”. Não é o primeiro, nem será o último dos artigos que pretendem, na base de declarações dos próprios interessados nesta operação (no caso Alckmin, mais que Serra), que a crise no PSDB é um problema de vontade dos protagonistas em aparentar estar bem na foto.

Por um lado é bom salientar que o que os une é a comum vontade de impedir uma vitória de Marta. Por isso o eixo da campanha de Kassab é atacar e agredir Marta. Este trabalho que mistura mentiras, calúnias, demagogia e deboche teve até agora como resultado aumentar a taxa de rejeição de Kassab e não o ajudou nem um pingo em melhorar sua situação nas pesquisas.

Ao mesmo tempo, assim agindo, Kassab funciona como linha auxiliar de Alckmin que pode continuar posando de “bom moço” e como o melhor candidato para conseguir o que Kassab parece querer mais que tudo: derrotar Marta. Como se vê, a linha atual de Kassab unifica o campo da centro direita em favor de Alckmin e por isso o ex-governador está bem na atual situação. O único incomodo para ele é a persistência da fração pro-Kassab no PSDB que alimenta uma erosão na sua credibilidade (e no apoio financeiro entre os empresários que não querem aparecer chocando com Serra). Para calar a boca deles Alckmin acena com uma declaração de alinhamento com Serra e este é o intuito do artigo de hoje no Estadão.

De outro lado, o processo em curso no pais e o fato de Lula não poder pleitear por um novo mandato, abre um processo de reestruturação político-partidária que por enquanto só Aécio Neves parece ter percebido. Não deixa de ser uma ironia da história que não seja José Serra, historicamente identificado com a esquerda tucana, e sim um centrista sem muita consistência como Aécio, que apareça como capaz de construir pontes. Certo, por enquanto limitados a Minas Gerais e ao grupo de Alckmin, mas com movimentos em relação a Ciro e ao PMDB.

Já Serra consolidou um acordo nos marcos de São Paulo, saudado com exagerado entusiasmo pela sua mídia afim, mas que não resistirá a uma vitória de Alckmin nas eleições municipais. Pior, no seu apoio a linha anti-PT do seu candidato Kassab, ele aumenta a rejeição a sua figura nas fileiras petistas e nada ganha no campo em que Alckmin se movimenta. A persistência desta orientação fará de Serra o principal derrotado desta eleição. O desfecho terá sido produto de sua hesitação entre duas orientações contraditórias: impedir a vitória de Alckmin e da direita do seu partido e querer ao mesmo tempo rejeitar e destruir Marta Suplicy e o PT. E pior, tentar isto com alguém como Kassab, do DEM, pouco preparado e sem jogo de cintura para tamanho desafio.

Mas a derrota pode virar verdadeira catástrofe se, em pânico, Serra fizer marcha re e abandonar Kassab no meio do caminho, para tentar uma hipotética tábua de salvação nas mãos de Alckmin. Como Serra não tem vocação para o suicídio, penso que a manobra e o desejo de Alckmin não serão correspondidos. Veremos…

Luis Favre

Artigo do jornal O Estado de São Paulo

FHC reúne Serra e Alckmin

Tucanos traçam estratégias para enfrentar Marta, entre elas dar fim a confrontos com Kassab

Carlos Marchi - O Estado de São Paulo


O governador José Serra e o ex-governador Geraldo Alckmin concordaram, numa conversa articulada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, que a petista Marta Suplicy está “nadando de braçada” na campanha municipal, crescendo nas pesquisas e, de quebra, aproveitando o palanque para criticar os governos do Estado e da prefeitura, sem que haja um contraponto eficaz. E combinaram três pontos que pretendem mudar o direcionamento da campanha para a Prefeitura de São Paulo.

Na conversa, que ambos classificaram de “excelente”, eles concordaram em que é preciso eliminar os confrontos entre Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab; que ambos vão defender o governo Serra de ataques feitos por Marta; e que os dois - Alckmin e Kassab - devem privilegiar, daqui por diante, suas propostas para a cidade.

A conversa, que aconteceu segunda-feira à noite no Palácio dos Bandeirantes, deixou os dois satisfeitos. Alckmin disse a correligionários que foi “a melhor conversa que teve com Serra em muito tempo”; Serra contou a amigos que a conversa foi “muito boa”. “Ajudou bastante”, comentou ontem Guerra, revelando que o encontro reduziu as tensões entre os dois e seus reflexos no partido.

Segundo relato de tucanos, Serra afirmou que “o verdadeiro adversário é o PT”, repetindo argumento que Alckmin usa para justificar sua candidatura, desde o momento em que resolveu se lançar. O ex-governador, naturalmente, concordou. Serra foi franco: disse que a disputa entre Alckmin e Kassab está sobrando para ele, já que Marta aproveita a campanha municipal para criticar o governo estadual, que fica exposto, sem defesa.

A amigos, Alckmin disse que, mais que satisfeito, ficou surpreendido com a firmeza de Serra, que lhe ofereceu ajuda na campanha e disse que vai apoiá-lo, embora tenha compromissos com Kassab, a quem incentivou concorrer antes de ele, Alckmin, se lançar candidato.

“Foi uma conversa muito redonda”, disse, a propósito, um aliado de Alckmin. Os dois tinham conversado 15 dias atrás, mas os resultados, na ocasião, foram bem mais modestos. A nova conversa nasceu a partir de um convite de Serra para que Alckmin, ocupante anterior do Palácio dos Bandeirantes, fosse encontrá-lo.

O governador foi convencido a chamar Alckmin por insistentes conselhos dados por Fernando Henrique, que recrutou Guerra para ajudá-lo na tarefa. O argumento dos dois para dobrar Serra foi que o PSDB precisa sair unificado da eleição municipal, e ele, Serra, vitorioso, para que possam chegar bem no grande embate presidencial de 2010.

16/07/2008 - 23:05h Todas as Centrais Sindicais apoiam Marta em São Paulo

União sindical por Marta

Candidata recebe apoio da CUT, da Força e de outras quatro centrais sindicais

Foto destaque

Pela primeira vez na história política de São Paulo as duas maiores centrais sindicais do País se uniram para apoiar o mesmo candidato à Prefeitura de São Paulo. Num ato solene realizado no auditório do Hotel Jaraguá, no Centro, CUT e Força Sindical anunciaram publicamente o apoio à candidatura de Marta Suplicy.

Além das duas principais centrais, a candidata também recebeu o apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

“Esse é um momento histórico. Nem na eleição de Lula - um presidente operário - essas que são as principais representantes do sindicalismo do País estiveram unidas em São Paulo. Isso nos deixa orgulhosos e, cada vez mais, confiantes na vitória” afirmou o vice de Marta, deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB).

No encontro, os sindicalistas divulgaram um documento declarando união pela vitória de Marta. “Da mesma forma que Lula redesenhou a face do Brasil, São Paulo será outra com Marta. Ela resgatará os CEUs, que foram transformados pelo atual prefeito em purgatórios; voltará a investir no transporte coletivo, melhorando o trânsito, retirando os trabalhadores dos engarrafamentos monstros do PSDB-DEMO”, diz o documento.

Marta ficou feliz e agradeceu o apoio do movimento sindical. Num pronunciamento bastante aplaudido pelos sindicalistas, ela contou que já fez muita campanha em porta de fábrica e que agora será bem melhor, pois será a primeira vez que terá ao seu lado todas as centrais. “Esse é meu compromisso: o do diálogo permanente, que esta cidade perdeu”, disse.

Fonte http://www.marta13.can.br/

16/07/2008 - 16:38h Ibope aponta Marta com 35% e Alckmin com 32%

Gilberto Kassab (DEM) e Paulo Maluf (PP) têm 11%.

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G1 - Portal da Globo

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (16) aponta Marta Suplicy (PT) com 35% das intenções de voto e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 32% na corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

Segundo o Ibope, o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), tem 11%. O deputado federal Paulo Maluf (PP) também soma 11%; a vereadora Soninha (PPS); 1%. Brancos e nulos somam 7% das intenções de voto; Não sabe e não opinaram, 2%.

Os candidatos Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB) e Renato Reichmann (PMN) não chegaram a atingir 1% das intenções de voto. O candidato Edmilson Costa, do PCB, não foi mencionado na pesquisa.

A pesquisa foi contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp). O Ibope entrevistou 602 eleitores na capital paulista no período entre 12 e 14 de julho. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) sob o número 01100108-SPPE.

Segundo turno

Para um eventual segundo turno, o Ibope pesquisou três diferentes cenários.

No primeiro cenário, Marta Suplicy (PT) tem 51% das intenções de voto e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), 36%. Brancos e nulos somam 11% e 2% não sabe ou não opinaram.

No segundo cenário, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 50% das intenções de voto e Marta Suplicy (PT), 41%. Brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não opinaram, 2%.

O terceiro cenário da pesquisa traz o tucano Geraldo Alckmin com 59% das intenções de voto e Kassab com 22%. Brancos e nulos correspondem a 15% e 3% não souberam responder ou não opinaram.


Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que não são citados os nomes dos concorrentes, a ex-ministra Marta Suplicy (PT) aparece na frente, com 22% das intenções de voto, seguida de Geraldo Alckmin (PSDB), com 14%, Gilberto Kassab (DEM), com 8%, e Paulo Maluf (PP), com 5%.

Os candidatos Soninha (PPS), Ciro Moura (PTC), Anaí Caproni (PCO) Levy Fidelix (PRTB), Renato Reichmann (PMN) e Edmilson Costa (PCB) obtiveram 1% das intenções de voto. O candidato Ivan Valente (PSOL) não chegou a atingir 1% na pesquisa espontânea.

16/07/2008 - 09:26h CUT e Força confirmam hoje apoio a Marta

 

Clarissa Oliveira - O Estado de São Paulo

Além de contar com a militância petista na eleição paulistana, a ex-ministra  (PT) terá a seu lado as duas principais centrais sindicais do País. Marta, que pela primeira vez reuniu a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) na capital, tem encontro hoje com as duas entidades, para definir a estratégia de campanha.

Somente a Força Sindical, que era aliada ao tucanato em São Paulo, diz ser capaz de agregar à candidatura petista o apoio de 90% de seus cerca de 130 sindicatos na cidade - algo em torno de 1,6 milhão de trabalhadores. Os demais 10% manterão o apoio ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Alinhada ao PT, a CUT diz contar com 500 mil trabalhadores na capital.

Os dirigentes da CUT e da Força avaliam que a união de forças ajudará a derrubar rejeição de Marta. “Nós é que fazíamos essa rejeição, falando mal dela por aí”, disse o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. “Ela ganha muito com o apoio conjunto”, conclui o presidente da CUT-SP, Edilson de Paula.

Marta comandou ontem mais um seminário temático, dessa vez sobre saúde. Com a desistência do ministro José Gomes Temporão de participar, ela acabou debatendo propostas com o presidente do Hospital Albert Einstein, Cláudio Lottenberg, ex-secretário de Saúde do hoje governador José Serra (PSDB). “Sou amigo pessoal da prefeita Marta”, justificou o palestrante. No discurso, Marta disse que manterá medidas da gestão atual, como as organizações sociais na gestão de hospitais e a rede de Assistência Médica Ambulatorial (AMA).

13/07/2008 - 11:23h Pesquisa revela imagem que os eleitores têm de candidatos

Datafolha

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Folha de São Paulo 

09/07/2008 - 11:02h Erundina anuncia apoio a Marta

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Cristiane Agostine - VALOR

Ex-prefeita e uma das fundadoras do PT, a deputada federal Luiza Erundina (PSB) declarou ontem apoio à candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, e defendeu a extensão da aliança entre o PT e os partidos do bloco de esquerda para 2010. “Marta, conte comigo”, discursou a ex-petista, que se desligou da sigla em 1997.

Depois de receber homenagens de petistas em um seminário sobre habitação organizado pelo partido, Erundina demonstrou que estava satisfeita com o apoio do PSB, juntamente com o PDT e PCdoB à Marta. “A composição das forças democráticas e populares em torno da tua candidatura (de Marta Suplicy), de um projeto para São Paulo, sem dúvida nenhuma tem uma dimensão política, tem um componente político que vai para além de 2008. Transborda para 2010 e politicamente marca o processo político nacional”, disse.

“Eu discutia, eu defendia que aqueles partidos que compõe o chamado bloquinho (PSB, PDT e PCdoB) estivessem em uma aliança com o PT, com Marta, para que se pudesse configurar um outro campo político ideológico”, discursou a deputada. Na eleição passada, Erundina não apoiou Marta no primeiro turno e saiu candidata.

Ontem, Erundina foi muito aplaudida por uma platéia de cerca de 400 pessoas, composta por militantes petistas, lideranças de movimentos sociais, políticos e estudantes. Marta Suplicy elogiou as ações da hoje socialista e lembrou das dificuldades enfrentadas quando Erundina foi prefeita. “Quero lembrar que há 20 anos São Paulo elegeu uma mulher nordestina e do PT”, comentou Marta.

A deputada, visivelmente emocionada, começou seu discurso falando as negociações de seu partido com o PT e depois disse que não “precisava ser vice-prefeita”. “Mas eu queria um governo de esquerda”, explicou. Ela foi convidada para compor a chapa de Marta, mas seu partido não aceitou o cargo de vice. “Estou absolutamente tranqüila e feliz de a decisão ter sido não aquela que eu defendia, mas a mais correta e justa para São Paulo”, ponderou. O vice de Marta é o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB.

Ontem, Marta teve outra boa notícia: por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) acolheu recurso e revogou a decisão de primeiro grau que a multou e à empresa Folha da Manhã, por entender que houve propaganda antecipada em uma entrevista concedida pela petista à “Folha de S.Paulo”. O TRE também cancelou por unanimidade multa contra a Editora Abril, por entrevista à revista “Veja São Paulo”.

Segundo o relator do recurso movido pela “Folha”, desembargador Walter de Almeida Guilherme, as questões citadas na sentença de primeiro grau ficaram “prejudicadas” depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar uma nova resolução, modificando a disposição sobre propaganda eleitoral que deu margem para as ações contra veículos de comunicação.

Os ministros do TSE revogaram o artigo 24, que proibia os pré-candidatos de “expor propostas de campanha” antes do início da campanha, e criaram um novo artigo que diz: “Os pré-candidatos e candidatos poderão participar de entrevistas, debates e encontros antes de 6 de julho de 2008″.

Depois do voto do relator, o juiz Paulo Octávio Baptista Pereira fez questão de dizer que também votaria pela retirada da multa mesmo sem a nova resolução do TSE. A entrevista de Marta à “Folha” foi publicada no dia 4 de junho e à “Veja São Paulo” ? , na edição de 4 a 11 de junho. (Com agências noticiosas)

08/07/2008 - 23:53h Contribuição de Marta Suplicy ao Seminário sobre Habitação

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Minhas amigas, meus amigos…

Agradeço, inicialmente, a presença de nossos convidados: Jorge Wilheim e Luíza Erundina. E a presença de todos vocês, deputados, vereadores, lideranças comunitárias, moradores da cidade de São Paulo.
Estamos aqui, hoje, para debater mais um tema do seminário “São Paulo: Novos Caminhos”: habitação. Mais que um tema, trata-se de um problema – e um problema cruel e desafiador.
Para que se tenha uma idéia, a Secretaria Municipal de Habitação estima que temos um déficit de 850 mil moradias. E que São Paulo lidera o ranking nacional de municípios com o maior número de famílias vivendo em favelas e cortiços.
Aliás, muitas vezes costumamos nos referir, ao conjunto da população da cidade, dizendo “os moradores de São Paulo” – sem atentar para o fato de que uma parte desses “moradores” simplesmente não tem onde morar. Ou vivem em espaços carentes de condições mínimas de habitabilidade.
Não tem uma casa. E, quando falo casa, penso em nosso conceito de moradia. Não se trata de um abrigo improvisado qualquer. De gente amontoada no cômodo estreito e escuro de um cortiço. Nem de um casebre precário, que mal se sustenta de pé, no meio de um loteamento clandestino ou irregular.
Quando falamos de “moradia digna”, o que temos em mente é a casa capaz de acolher a pessoa. Onde ela esteja segura de sua posse – nada é mais aflitivo para uma chefe de família do que a possibilidade do despejo. Ter moradia digna é ter acesso aos serviços públicos básicos e essenciais. É ter água, esgoto, luz, coleta de lixo, transporte. É ter equipamentos de educação próximos, saúde, segurança, cultura e lazer.
Nosso pensamento é este. Nosso conceito de política habitacional coloca em primeiro lugar os que mais precisam… de uma casa. E esta casa tem de ser digna.

(more…)

06/07/2008 - 00:23h Marta na liderança no primeiro turno e empatada com Alckmin no segundo

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05/07/2008 - 19:41h Marta lidera disputa em SP, diz Datafolha

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Marta Suplicy lidera disputa em SP com 38%

da Folha Online

Pesquisa Datafolha mostra que a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) lidera as intenções de votos à Prefeitura de São Paulo com 38%. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está em segundo lugar com 31%.

O atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), aparece em terceiro lugar, com 13%, seguido pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PP), com 8%.

O levantamento, realizado entre os dias 3 e 4 de julho, está na edição da Folha de S.Paulo deste domingo (6), que já chegou às bancas. O Datafolha ouviu 1.085 moradores de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 3% pontos percentuais, para mais ou para menos.

A íntegra da reportagem estará disponível na internet a partir das 2h30 de domingo para assinantes do UOL e da Folha.

EQUIPE AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) aparece na liderança da disputa à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Segundo pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo, 6, no jornal “Folha de S. Paulo”, Marta tem 38% das intenções de voto. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) está logo atrás, com 31%. Em terceiro, está o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM), com 13% das preferências, e 18 pontos atrás de Alckmin.

O deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (PP) vem em quarto, com 8%; Soninha (PPS) tem apenas 1% das preferências. Brancos somam 5% e os que responderam não saber em quem votar chegam a 3%. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 1.085 moradores de São Paulo entre os dias 3 e 4 de julho.

Em um eventual segundo turno entre Marta e Alckmin, os dois aparecem tecnicamente empatados, ainda segundo levantamento Datafolha. O ex-governador teria 50% das intenções de voto, e a ex-ministra, 45%. Com relação à pesquisa anterior, em 15 de maio, caiu de dez para cinco pontos porcentuais a diferença entre os dois. Antes, Alckmin registrava 52% e Marta, 42%.

05/07/2008 - 19:29h Marta lidera com 38%, segundo Datafolha

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A pesquisa Datafolha mostra, no começo da campanha municipal, uma progressão indiscutível de Marta Suplicy que lidera as intenções de voto com 38%.

Ao mesmo tempo a pesquisa retrata a dificuldade do atual prefeito que oscilou para baixo e não consegue sair do seu patamar de 13%, um pouco acima de Paulo Maluf (8%). A rejeição de Kassab aumentou em três pontos possivelmente por sua postura agressiva contra Marta e a de Marta oscilou para baixo, .

martakassabalckminmaluf.jpgGeraldo Alckmin continua recolhendo mais intenções de voto que seu adversário demo, com 31%, recuperando para si os dois pontos perdidos por Kassab.

Outro dado interessante da pesquisa é que pela primeira vez Marta e Alckmin aparecem empatados no cenário do segundo turno, com vantagem para o tucano de 5 pontos percentuais (a margem de erro é de 3 pontos a + ou -). Alckmin está com 50% e Marta com 45%. Já contra Kassab, Marta aparece com 55% e o peefelista 36%.

O fato de Kassab não melhorar na pesquisa vai reforçar o movimento em favor de Alckmin numa parcela do eleitorado. No plano partidário provavelmente este movimento não se produzirá. O objetivo dos serristas é impedir uma vitória de Alckmin a qualquer preço e continuaram a agir na campanha em favor de Kassab. Como as inaugurações estão proibidas pela justiça eleitoral, Serra estará menos visível na campanha do seu candidato Kassab, mas continuará a defender-lo. A declaração de Feldman dizendo que pela primeira vez não fará campanha, traduz esta determinação de Serra em “resolver” o obstáculo que Alckmin representa na sua ambição presidencial.

Em agosto talvez a situação mude em favor dos serristas, na medida em que a disputa ficará mais acirrada e Kassab disporá de um tempo de TV superior ao do Alckmin. Mesmo não podendo usar as imagens de Serra, que é do PSDB e não pode aparecer em programas de outro partido não estando coligados, Kassab procurará se apresentar como candidato tucano, escondendo sua filiação pfl e seu passado de secretário de planejamento de Pitta.

Nas simulações de segundo turno percebe-se que uma parte do eleitorado de Alckmin iria para Marta e isto também é assim com uma parte do eleitorado de Kassab. Isto mostra a dificuldade a criar um movimento de voto anti-PT , na medida em que a crise demo-tucana libera o debate político do esquematismo do bloco contra bloco. Existe uma fluidez maior entre os eleitores, dispostos a ouvir e debater das questões da cidade.

LF

04/07/2008 - 17:01h Manipulação eleitoral e improvisação com o trânsito em São Paulo

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Trânsito domina a campanha em SP

Marta chama de eleitoreiras e improvisadas as propostas de Kassab

Ricardo Galhardo - O Globo

SÃO PAULO. O trânsito de São Paulo entrou ontem no centro da disputa eleitoral pela prefeitura, que começa oficialmente sábado. Enquanto o prefeito Gilberto Kassab (DEM) convocava a imprensa para anunciar resultados positivos de uma série de ações restritivas à circulação de caminhões no Centro, a ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT, sugeria que as iniciativas são eleitoreiras, improvisadas e impensadas.

— Restrição ao caminhão tem que ter, mas não pode ser assim: “Ah, vamos fazer, porque está na véspera da eleição, e então fazemos desse jeito”. A cidade de São Paulo não pode ser pensada assim — disse Marta, ontem, em visita a projetos sociais iniciados em sua gestão.

Desde 30 de junho a circulação de caminhões no Centro da cidade foi proibida das 5h às 21h, de segunda a sexta-feira. O objetivo é melhorar o trânsito na cidade. Embora tenha criticado a forma como a medida foi implantada, Marta avocou para si a idéia e culpou o governador José Serra (PSDB), antecessor e padrinho político de Kassab, pela demora na implementação: — Quando saímos do governo, havia propostas em relação à restrição de caminhões. Lembro que foi flexibilizado pelo prefeito (Serra). Depois, não foi proposto nada e agora estamos vendo medidas que me parecem bastante improvisadas.

Alheio às críticas, Kassab comemorou ontem o resultado das medidas: — A cidade já estabeleceu uma nova rotina. Quem sai às ruas vê a mudança — disse.

Prefeito anuncia rodízio e alfineta Alckmin Kassab anunciou que a partir do dia 28 os caminhões também terão que seguir o rodízio de veículos, a contratação de mais 265 “marronzinhos” (fiscais de trânsito) e comparou números dos quatro primeiros dias de implantação das medidas com o mesmo período do ano passado.

Na maioria dos horários o resultado é positivo.

O prefeito também alfinetou o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB: — Faremos investimentos expressivos depois de 30 anos no metrô. Aliás, vocês (imprensa) deveriam cobrar de todos os candidatos a continuidade dos investimentos no metrô.

Alckmin é alvo de críticas por ter investido pouco no metrô quando foi governador. Marta anunciou um plano para investir R$ 15 bilhões no metrô (com o governo federal) até 2014.