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	<title>Blog do Favre &#187; Marta Suplicy</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>IPTU: Porque não se manifestam agora? Não estão mais cansados? Cadê o Marcos Cintra?</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 16:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2001]]></category>
		<category><![CDATA[Associação Comercial SP]]></category>
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		<description><![CDATA[Cadê a Fiesp? Cadê a Associação Comercial? Cadê Marcos Cintra? Ele está no governo de Kassab, como secretário. Cadê Afif Domingos, hoje secretário de Serra? Não são contra o aumento da carga tributária? contra os impostos e os aumentos abusivos da tributação? e o DEM? e o PSDB? Onde estão os animadores entusiastas do Cansei?

Vejam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Cadê a Fiesp? Cadê a Associação Comercial? Cadê Marcos Cintra? Ele está no governo de Kassab, como secretário. Cadê Afif Domingos, hoje secretário de Serra? Não são contra o aumento da carga tributária? contra os impostos e os aumentos abusivos da tributação? e o DEM? e o PSDB? Onde estão os animadores entusiastas do Cansei?</strong><br />
</em></p>
<p><em><strong>Vejam o que diziam em 2001.</strong></em></p>
<p><strong> </strong>LF</p>
<p><strong>27 de outubro 2001</strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Críticas atingem aumento e isenções</strong></span> <span> </span></p>
<p><span>DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Sete entidades de classe divulgaram ontem um documento  com suas posições sobre as alterações no IPTU. Nele, além de propor que o aumento se limite a um  reajuste da 10% da Planta Genérica de Valores, elas criticam a progressividade e a diferenciação de  alíquotas e pedem a redução da  faixa de isenção e a criação de um  grupo de acompanhamento dos  recursos arrecadados.<br />
O documento é assinado pelo  SindusCon-SP, pela Fiesp, pelo  Secovi-SP, pela Força Sindical, pelo Alshop, pela Associação Comercial e pelo Simpi.<br />
&#8220;A progressividade abre um  precedente. Hoje é 1,8%. Amanhã  poderá ser 2%, 3%&#8221;, diz Artur  Quaresma Filho, presidente do  SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado  de São Paulo) e vice-presidente da  Fiesp (Federação das Indústrias  do Estado de São Paulo).<br />
Sobre o aumento de 10%, Quaresma admite que ele não levará a  uma atualização real de toda a  planta, mas defende que a prefeitura faça uma proposta de atualização no decorrer de três anos.<br />
&#8220;Os 10% são a reposição da inflação mais o nosso investimento  na cidade. A questão é que esse investimento precisa ter um limite.&#8221;<br />
A prefeitura rebate. &#8220;Não posso não cobrar sobre o valor que sei ser real. Isso é renúncia de receita. É crime fiscal. É o mesmo que pedir para o Estado fazer o ICMS incidir sobre preços de 96&#8243;, diz Fernando Haddad, chefe de gabinete da Secretaria das Finanças.<br />
As entidades também criticam  o fato de a prefeitura estar reajustando a planta e propondo a progressividade no mesmo ano. Para  elas, é um aumento duplo. Além  disso, dizem, o peso do imposto  não sairá das pessoas físicas.<br />
&#8220;O comerciante vai aumentar  seus preços, e, no final, é a população que vai financiar o reajuste&#8221;,  diz Wagner Artuzo, conselheiro  do Creci (Conselho Regional de  Corretores de Imóveis), entidade  que não assina a carta divulgada,  mas que concorda com ela.<br />
Haddad, da prefeitura, rebate.  &#8220;O IPTU não tem representatividade nenhuma nos custos das  empresas. Os paulistanos pagam  R$ 5,4 bilhões de CPMF. O IPTU  somará R$ 1,7 bilhão.&#8221;<br />
As isenções são outro alvo de  críticas. As entidades afirmam  que quem é isento perde o direito  de cobrar ações do governo.<br />
&#8220;Pode haver até uma espécie de  auto-lançamento: as pessoas que  não podem pagar dão o que puderem, o que dão de dízimo à  igreja&#8221;, sugere Quaresma.<br />
No setor imobiliário, de acordo  com as entidades, o maior efeito  deve ser nos aluguéis. Os inquilinos, dizem, vão pressionar por  descontos para arcar com o IPTU.<br />
&#8220;Isso pode levar a desocupação  dos imóveis e a uma maior periferização&#8221;, diz Artuzo, do Creci.<br />
A prefeitura questiona. &#8220;Duvido  que um proprietário prefira ter o  imóvel vazio do que absorver o  IPTU. Isso é pouco inteligente. E  os donos não são pouco inteligentes&#8221;, dispara Haddad. <span><strong> (SC)&#8221; (Folha SP &#8211; 27/10.2001)<br />
</strong></span></p>
<p><strong>6 de novembro 2001</strong></p>
<p>&#8220;<strong>Representantes da Fiesp e da Associação Comercial de SP defendem aumento máximo de 10% no imposto</strong></p>
<p>Para os empresários, a mudança nas regras de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano defendida por Marta Suplicy não reúne um só ponto positivo.<br />
Pela proposta, as alíquotas de IPTU subirão de 1% para porcentagens progressivas que vão de 0,8% a 1,6%, para imóveis residenciais, e de 1,2% a 1,8%, para comércio, indústria e terrenos.<br />
Os índices são aplicados sobre fatias do valor venal dos imóveis. Esses valores estão contidos na Planta Genérica de Valores, que foi atualizada. A correção média será de cerca de 22%.<br />
Os empresários alegam que o pacote de mudanças, entre outros problemas, provocará desemprego e até risco de as empresas deixarem a cidade. Quanto ao teto de 60% e 80% de aumento, proposto pela prefeitura respectivamente para imóveis residenciais e comerciais, eles defendem o índice único bem menor. Admitem discutir um máximo de 10% e que a progressividade e a nova Planta Genérica de Valores sejam rediscutida para vigorar só em 2003.<br />
&#8220;Se tiver uma inflação, vamos dizer, de 6,8% ou 7% [neste ano], estamos dando 50% a mais do que seria&#8221;, disse o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, sobre a proposta de correção de 10%.<br />
Ontem, ele criticou a proposta da prefeitura de isentar 1,6 milhão dos 2,5 milhões de contribuintes. &#8220;Com o intuito de criar uma justiça social, eles vão criar uma grande injustiça. Vão gerar desemprego e informalidade.&#8221; (Folha de SP &#8211; 6 de novembro 2001).</p>
<p><strong>17 de outubro 2001</strong></p>
<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">TENDÊNCIAS/DEBATES</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">O IPTU PROGRESSIVO</span></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>O demagógico IPTU do PT </strong></span></p>
<p><strong>MARCOS CINTRA</strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo poderá dar uma grande contribuição  para o aumento do desemprego e dos  preços e para mais empresas deixarem a  capital rumo a outras cidades da região  metropolitana. Tudo isso por conta da  intenção de aumentar a arrecadação tributária por meio da adoção do IPTU  progressivo na cidade.<br />
Em 2001, 2 milhões de contribuintes  do IPTU devem gerar uma receita de R$  1,3 bilhão. Para o próximo ano, de acordo com o projeto apresentado, 980 mil  contribuintes deverão gerar uma arrecadação com IPTU da ordem de R$ 1,9  bilhão. Ou seja, uma arrecadação 46%  maior deverá ser imposta a uma base  51% menor, de modo que essa concentração da carga do IPTU deverá atingir  de forma mais pesada a indústria e o comércio, que terão de arcar com 75% dos  R$ 536 milhões a mais que a prefeitura  pretende arrecadar com o tributo.<br />
Em 2001, a indústria e o comércio deverão contribuir com 40% do IPTU arrecadado. A proposta apresentada pretende elevar essa participação para 50%.<br />
A prefeita Marta critica a Lei de Responsabilidade Fiscal e a renegociação da dívida municipal -dois elementos importantes para o controle da gestão financeira municipal- como responsáveis pela falta de recursos para investimentos. Afirma que o IPTU progressivo, além de equacionar essa falta de dinheiro, é uma questão de &#8220;justiça social&#8221;. Usa um argumento falso para justificar um ato insensato de elevação de imposto, justamente no momento em que o mundo inteiro discute a diminuição da carga tributária como forma de enfrentar a crise econômica mundial.<br />
A cidade de São Paulo registra inúmeros fatores que limitam sua competitividade econômica. O trânsito caótico, o  ISS de 5% (cidades limítrofes cobram  menos de 1%), a explosão da violência e  as enchentes constituem os principais  itens do elevado custo São Paulo, que  torna a atividade produtiva no município cada vez mais inviável. O IPTU proposto poderá ser um fator de incentivo à  saída de empresas da cidade de São  Paulo para outras regiões.<br />
A indústria e o comércio atuam hoje  num ambiente recessivo, que deve se intensificar nos próximos meses. As empresas estão operando no limite, tanto  de preços como de impostos. A elevação  da carga do IPTU irá pressionar ainda  mais os custos empresariais. Isso certamente será transferido para os preços finais dos produtos.<br />
De acordo com dados da própria Secretaria Municipal de Finanças, haverá  casos -como os de lojas e escritórios  na região dos Jardins- em que o IPTU  será reajustado em mais de 100%. Isso  num período em que os negócios se retraem e a inflação de 2001 deve ficar  abaixo de 10%.<br />
A carga tributária brasileira beira os  35%. Isso tem contribuído significativamente para limitar a geração de empregos no país. O IPTU maior deve jogar  mais lenha na fogueira do desemprego  na capital. A maior pressão desse item  nos custos de produção poderá levar a  cortes de pessoal.</p>
<table border="0" width="250">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><em>Por trás do rótulo  de &#8220;justiça social&#8221; do  projeto, há a intenção  única de assaltar o  bolso dos contribuintes</em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em resumo, o PT, para extrair ainda  mais recursos dos agentes privados,  tenta ganhar apoio popular ao elevar o  número de isentos do IPTU.<br />
Propõe-se que os isentos passem de  540 mil para 1,6 milhão. Esses contribuintes deixam de pagar o tributo diretamente, mas vão arcar com esse custo  tributário por meio da elevação nos preços dos bens que consomem e também  com mais desemprego. Isso sem falar  nas empresas que podem sair da capital  rumo às cidades próximas, o que poderia gerar maiores custos de transporte  para os seus trabalhadores.<br />
O IPTU mais alto para a indústria e o  comércio, na verdade, será um custo indireto adicional para os classificados como isentos. Vale citar que, no caso dos  imóveis residenciais com valor de mercado acima de R$ 90 mil -limite de  isenção do IPTU, caso o projeto seja  aprovado como está-, seus contribuintes vão arcar com custos extremamente elevados, que superam muito os  índices de inflação.<br />
Isso ocorre justamente num momento em que a renda disponível da classe  média vem caindo devido à elevação  dos preços administrados pelo setor público -acima da inflação- e por causa  da carga tributária crescente.<br />
O IPTU do PT não passa de demagogia. Na realidade, por trás do rótulo de  &#8220;justiça social&#8221; do projeto, há a intenção  única de assaltar o bolso dos contribuintes.<br />
Os maiores prejudicados do projeto  do IPTU, em última instância, serão justamente aqueles que os defensores da  proposta dizem querer proteger.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span>Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque,  56, doutor em economia pela Universidade Harvard (EUA), professor e vice-presidente da FGV, é  deputado federal (PFL-SP) e coordenador do governo paralelo da cidade de São Paulo.  <a href="mailto:mcintra@marcoscintra.org">mcintra@marcoscintra.org</a></span></p>
<p><span>FOLHA SP &#8211; 17/10/2001<br />
</span></p>
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		<title>Universidade Taleban</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP


MARTA SUPLICY




Uma simples pergunta evidencia o machismo: a reação seria a mesma se se tratasse de um rapaz usando roupa &#8220;inadequada&#8221;? 






HÁ COISAS que assustam pelo  seu inusitado ou inesperado.
Outras assustam porque, além  de surpreendentes, são indicadoras  de situações preocupantes. O caso da  aluna Geisy, da Uniban, faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">TENDÊNCIAS/DEBATES &#8211; FOLHA SP</span></strong></span></h2>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><img class="alignleft" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,14472733,00.jpg" alt="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/foto/0,,14472733,00.jpg" width="259" height="371" /><strong>MARTA SUPLICY</strong></p>
<table style="height: 143px;" border="0" width="483">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><span style="font-size: x-large;"><em>Uma simples pergunta evidencia o machismo: a reação seria a mesma se se tratasse de um rapaz usando roupa &#8220;inadequada&#8221;? </em></span></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p>HÁ COISAS que assustam pelo  seu inusitado ou inesperado.<br />
Outras assustam porque, além  de surpreendentes, são indicadoras  de situações preocupantes. O caso da  aluna Geisy, da Uniban, faz parte dessa segunda leva. Um vestido curto, um  salto alto e um andar rebolado quase  provocam o linchamento de uma estudante. Dias depois, a vítima é transformada em ré e quase acaba expulsa  da universidade.<br />
Uma moça põe um vestido ousado, talvez não exatamente próprio para quem vai assistir a uma aula. Teria uma festa depois? Não vem ao caso. A situação que merece análise é: Por que um vestido curto e um possível caminhar provocante suscitam a reação brutal sofrida pela moça? Outra indagação é: Por que uma universidade, que deveria ser um lugar de ensino, penaliza a jovem e vai na contramão do século que pretende instruir?<br />
Vamos começar pelo que é &#8220;próprio&#8221; para ir à aula. É possível hoje dizer o que é moda? Ou o que é adequado para ir a este ou àquele lugar? Dá para restringir o que hoje se entende por expressão e extensão da personalidade da pessoa? Claro que não se espera que alguém vá de traje de banho&#8230; mas um vestido?<br />
Não. Não foi a impropriedade da  roupa, mas o desejo, o medo e a raiva  que a roupa despertou -igualmente,  mas por motivos diferentes- em homens e mulheres. A inveja e o reprimido provocaram a mesma reação.<br />
O caso da universidade Taleban é  complexo, na medida em que junta  machismo máximo com burrice aguda. A decisão pela expulsão, mesmo  que revogada, explica com extrema  clareza a situação que nós mulheres  ainda vivemos.<br />
Uma simples pergunta evidencia o  machismo: Seria essa a reação da universidade se se tratasse de um rapaz  se vestindo de maneira &#8220;inadequada&#8221;,  com coxas à mostra ou dorso nu?<br />
A burrice é que, se a universidade já havia pecado com o desleixo com a segurança da estudante, a primeira reação a tornou símbolo do atraso. Também financeiramente é um desastre para a instituição -quem vai querer estudar em tal lugar? Sem falar que, se o juiz não for do mesmo ramo Taleban, propiciará reparação financeira maior à aluna. Agora, com a expulsão revogada, é preciso esperar os próximos passos.<br />
A universidade, negando seu papel educador e a princípio expulsando a aluna, &#8220;completara o serviço&#8221; dos estudantes. A violenta indignação da sociedade civil e das organizações de defesa das mulheres -estas com algum atraso- mostrou como parcela importante da população já tem a percepção da gravidade do que ocorreu.<br />
Ficou evidenciado, e isso é o que indignou tantas pessoas, o quanto esse tipo de preconceito ainda está entranhado na sociedade. A agressão à jovem, a atitude da universidade Taleban, foi tudo muito assustador.<br />
Sobrou um pseudoconsolo: aqueles  que dizem que mulheres, nos dias de  hoje, não têm mais do que reclamar ficarão caladinhos alguns dias. Poucos  dias, pois o tamanho da montanha a  ser escalada, como pudemos todos verificar, é enorme.<br />
Não avançamos no número de mulheres na política -aliás, estamos entre os piores na América Latina. Continua a enorme desigualdade de salários para o mesmo trabalho e&#8230; quem é mulher tem sempre uma história para contar sobre o que ocorre no cotidiano, seja entre quatro paredes, seja na rua. E não são boas histórias.<br />
A desqualificação da estudante, feita primeiro pelos seus pares e depois  pela universidade, evidencia por que  as mulheres têm tanta dificuldade em  trilhar o caminho do poder, seja ele  político, seja empresarial. Não é à toa  que, no ranking das cem &#8220;Melhores &amp;  Maiores&#8221; empresas brasileiras publicado pela revista &#8220;Exame&#8221;, nenhuma  mulher ocupa o cargo de presidente.<br />
Universidades como essa e desrespeito à liberdade da mulher produzem resultados que excluem mais da  metade da população -o gênero feminino- dos seus direitos plenos.<br />
Nós acreditamos que, assim como  este é o século do Brasil, também é o  século no qual as mulheres adquirirão, de fato e na prática, direitos  iguais. Enquanto shows de autoritarismo continuarem a acontecer sem  indignação da sociedade, será difícil  atingir ambas as metas.<br />
A reação da universidade diante da  avalanche de repreensões e possíveis  sanções deixa claro que a indignação e  a reação públicas ainda conseguem  mudar rumos.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> <strong>MARTA SUPLICY </strong>foi prefeita da cidade de São Paulo pelo  PT (2001-2004) e ministra do Turismo (2007-2008).<br />
</span><br />
<span>Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. <a href="mailto:debates@uol.com.br">debates@uol.com.br</a></span></p>
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		<title>Partidos da base lulista fecham acordo por Ciro</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:27:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São Paulo: Candidatura de deputado cearenese ao governo paulista une PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN e PCdoB

Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR
Reunidos na sede do PDT em São Paulo, a convite do deputado federal Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho da Força, os líderes de oito partidos da base governista de Luiz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>São Paulo: Candidatura de deputado cearenese ao governo paulista une PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN e PCdoB</strong></p>
<p><img src="http://www.estadao.com.br/fotos/ciro_sindical_valeria_goncalvez_p.jpg" alt="http://www.estadao.com.br/fotos/ciro_sindical_valeria_goncalvez_p.jpg" width="280" height="269" /><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://farm4.static.flickr.com/3571/3639798812_8349aa13eb.jpg" alt="http://farm4.static.flickr.com/3571/3639798812_8349aa13eb.jpg" width="202" height="269" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Reunidos na sede do PDT em São Paulo, a convite do deputado federal Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho da Força, os líderes de oito partidos da base governista de Luiz Inácio Lula da Silva fecharam acordo para elaborar uma agenda política em comum, seguindo também unidos na disputa pelo governo de São Paulo.</p>
<p>E o candidato deverá ser o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Único nome a unir boa colocação nas pesquisas de opinião e aceitação de todos os partidos envolvidos (PT, PDT, PSB, PSL, PSC, PRB, PTN, PPL e PCdoB), Ciro contaria ainda com o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo ainda buscará o apoio do PR, do PP e do PTB.</p>
<p>O acordo praticamente tira da disputa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que não conta com apoio do PT e do PDT. Outra possibilidade seria a aliança apoiar um candidato petista, o que só ocorrerá caso Ciro Gomes se candidate à Presidência.</p>
<p>Para o deputado federal e líder do PSB, Márcio França, &#8220;Ciro tentará à Presidência caso se mantenha crescendo nas pesquisas, à frente de Dilma, até março. Mas Ciro está ciente de que, cada vez mais, o cenário se torna favorável à sua candidatura em São Paulo&#8221;. Márcio calcula que, com a atual configuração, o candidato da aliança recém formada terá 9 minutos na propaganda eleitoral, enquanto o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB terá cerca de 10 minutos.</p>
<p>O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) acredita que o acordo muda a qualidade da disputa em São Paulo, na medida em que propõe um novo projeto de oposição, com viabilidade eleitoral e em sintonia com o governo federal. Ao final de sua fala, ouviu do anfitrião, Paulinho: &#8220;Esse é um bom discurso para ser candidato a governador&#8221;, deixando o senador encabulado e provocando riso nos presentes.</p>
<p>O PT foi o partido que enviou mais nomes de peso para a reunião. Além de Mercadante, compareceram o deputado federal e presidente do PT, Ricardo Berzoini, o presidente estadual Edinho Silva, o líder do PT na Assembleia Legislativa e deputado estadual Rui Falcão, além da vice-prefeita de Bauru, Estela Almagro.</p>
<p>A aliança formará três grupos de trabalho: de deputados, presidentes dos partidos e lideranças. Esses grupos avaliarão as condições de se eleger uma bancada forte na Assembleia e elaborarão uma agenda política comum, com encontros para apresentação de propostas, criando uma plataforma alternativa para o governo de São Paulo.</p>
<p>No encontro nacional do PT, realizado no sábado, em Guarulhos (SP), nomes antes cogitados para a disputa, como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e a ex-prefeita da capital, Marta Suplicy, relativizaram o discurso pela candidatura própria, mostrando que o partido está resignado à ideia de concentrar forças na disputa presidencial e, como é do desejo do presidente Lula, compor chapa com Ciro em São Paulo.</p>
<p>Emidio disse ontem no Twitter (microblog) que mantém sua candidatura. &#8221; Acabei de sair da reunião com a executiva estadual do PT. Oficializei minha disposição para ser candidato ao governo de São Paulo.</p>
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		<title>Um bom começo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/um-bom-comeco/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:37:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bloco de apoio a Lula se une em SP em torno de candidato único e amplia oposição a Serra
REGIANE SOARES da Folha Online
Dirigentes e parlamentares PDT, PT, PC do B, PSB PSL, PSC, PRB, PTN e PPL (ainda em formação) se reuniram hoje em São Paulo para definir as estratégias para a construção de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Bloco de apoio a Lula se une em SP em torno de candidato único e amplia oposição a Serra</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">REGIANE SOARES da Folha Online</span></h2>
<p>Dirigentes e parlamentares PDT, PT, PC do B, PSB PSL, PSC, PRB, PTN e PPL (ainda em formação) se reuniram hoje em São Paulo para definir as estratégias para a construção de uma candidatura única ao governo do Estado.</p>
<p>No plano nacional, esses partidos fazem parte da base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em São Paulo, entretanto, algumas dessas legendas &#8211;como PDT e PSB&#8211; são aliados do governador José Serra (PSDB), que faz oposição a Lula.</p>
<p>Na reunião, os partidos formaram grupos de trabalho para elaborar uma agenda política comum. Os grupos serão divididos entre os dirigentes estaduais dos partidos, os parlamentares na Assembleia Legislativa, na Câmara e no Senado, que farão um diagnósticos dos problemas do Estado, a elaboração de propostas para um programa de governo, além da elaboração de seminários para discutir o assunto. Serão agendada pelo menos mais três ou quatro reuniões até o fim do ano.</p>
<p>A reunião foi realizada a convite do presidente estadual do PDT em São Paulo, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, e reuniu os principais líderes dos partidos no Estado, como o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o presidente nacional do PSB, Márcio França, entre outros.</p>
<p>&#8220;Nosso objetivo é a construção de uma candidatura única do campo popular progressista em São Paulo&#8221;, afirmou Paulinho, que não informou quando será definido ou anunciado o nome do candidato da oposição. &#8220;Quem sabe em junho [de 2010], nas convenções dos partidos&#8221;, disse.</p>
<p>Berzoini disse que o PT está aberto a discutir as indicações e ressaltou que a reunião de hoje não era para falar em nomes. &#8220;Estamos abertos para disputar qualquer arranjo&#8221;, afirmou.</p>
<p>A candidatura dessa frente em São Paulo está indefinida. O PT, por exemplo, tem pelo menos seis pré-candidatos a governador, entre eles o deputado Antonio Palocci e o senador Eduardo Suplicy. Outro nome que ganhou força entre os aliados é o do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) &#8211;defendido hoje por Paulinho.</p>
<p>&#8220;Esse é um bom discurso para ser candidato ao governo&#8221;, afirmou Paulinho depois que Mercadante defendeu a mudança no comando do Estado &#8211;que há mais de 16 anos é administrado pelo PSDB.</p>
<p>O PSB também não definiu se lançará o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista, como deseja o presidente Lula, ou à Presidência da República. A definição deve sair em 2010.</p>
<p>Independentemente de quem seja o candidato, o presidente estadual do PT em São Paulo, Edinho Silva, acredita que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência, terá um palanque forte em São Paulo. &#8220;Não será um palanque frágil&#8221;, afirmou o petista, que pretende atrair ainda partidos como o PTB, PP, PR, PTB e PMDB, que está rachado e em São Paulo defende a candidatura do governador José Serra (PSDB) à Presidência.<br />
<strong><br />
Assembleia Legislativa</strong></p>
<p>Além da discussão de uma candidatura única, a reunião de hoje também deve ter consequências na Assembleia Legislativa de São Paulo.</p>
<p>A ideia é que os partidos que se reuniram hoje comecem a fazer parte da bancada de oposição a Serra, que atualmente reúne apenas o PSOL, PC do B e o PT.</p>
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		<title>Candidatura Ciro ao governo de São Paulo unificará o PT e reforçará a oposição aos tucanos no Estado. Ciro aceitará?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 17:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Após uma tentativa vã de incentivar uma disputa no PT, abrindo um debate sobre o eventual candidato a vice, da eventual candidatura Ciro ao governo de SP -tentativa abandonada apenas esboçada-; a Folha SP tenta novamente hoje especular sobre o &#8220;efeito Ciro&#8221; nos rumos do PT no Estado.
Bastaria observar que os &#8220;Martistas&#8221; defensores da candidatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/06/06_MVG_ciro-gomes.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/10/06/06_MVG_ciro-gomes.jpg" /></p>
<p><em>Após uma tentativa vã de incentivar uma disputa no PT, abrindo um debate sobre o eventual candidato a vice, da eventual candidatura Ciro ao governo de SP -tentativa abandonada apenas esboçada-; a Folha SP tenta novamente hoje especular sobre o &#8220;efeito Ciro&#8221; nos rumos do PT no Estado.</em></p>
<p><em>Bastaria observar que os &#8220;Martistas&#8221; defensores da candidatura Ciro citados na matéria, apoiam a candidatura de Emídio, Prefeito de Osasco, como candidato do PT caso Ciro persista em disputar a presidência, para desmontar a idéia que a divergência entre &#8220;Martistas&#8221; esteja centrada em apoiar ou não Ciro Gomes ao governo estadual.</em></p>
<p><em>Vale lembrar também que a eventual candidatura Palocci ao governo foi posta na mesa pelo próprio presidente da República em conversa com o senador Mercadante e estampada na capa do Estadão e só recentemente o próprio Lula teria evoluído, pressionando Ciro em favor de uma aliança com o PT no plano estadual. </em></p>
<p><em>Para qualquer observador que conheça o PT é evidente hoje que, caso Ciro aceitar a sugestão lançada por Lula, o partido do presidente estará unido na aliança com Ciro e o PSB. Tanto é assim, que Emídio e Palocci, assim como Eduardo Suplicy, já indicaram publicamente que apoiam Lula nesta escolha e subordinam eventual candidatura à decisão do deputado do PSB que definirá sua escolha até março 2010.</em></p>
<p><em>A decisão está inteiramente nas mãos de Ciro e do PSB, este ultimo devendo escolher entre o apoio a Serra ou a aliança com a oposição aos demo-tucanos no Estado, ou seja o PT.</em></p>
<p><em>Agir para provocar está ruptura do PSB com Serra é o caminho para reforçar a candidatura Dilma e também para procurar derrotar o continuismo tucano no Estado. Se Ciro decidir ser candidato ao governo estadual o PSB passará a integrar a oposição e está aliança tem potencial de vencer o pleito estadual.</em></p>
<p><em>Ciro aceitará?</em></p>
<p><em>Caso ele aceite, alguém representativo no PT recusa essa aliança com Ciro como candidato? Ninguém. </em></p>
<p><em>Por isso a tentativa de provocar disputa interna sobre o assunto está fardada ao fracasso.</em></p>
<p><em>Caso Ciro persista na sua recusa a abandonar a candidatura a presidente, o PT deverá escolher um nome próprio para essa disputa. Nessa escolha o presidente também terá uma voz de peso, mas dificilmente existirá consenso no partido se o candidato não tiver o aval das principais lideranças no Estado, o que é o caso hoje com Palocci. </em></p>
<p><em>Poderá, aí sim, surgir disputa interna e até previa para definir o candidato. Mas isto é hoje só especulação. </em></p>
<p><em>De concreto, a candidatura Ciro ao governo estadual jogaria o PSB para uma aliança com o PT, unificaria a oposição aos demo-tucanos, alavancaria as candidaturas de Chalita e Mercadante ao Senado e permitirá à candidatura a deputada federal da Marta, eleger uma importante bancada do PT no parlamento. </em></p>
<p><em>O PT só tem a ganhar com esse desfecho das conversas para trazer Ciro para São Paulo.</em></p>
<p><em>A palavra está com Ciro. </em></p>
<p><em>Luis Favre</em></p>
<p><strong>Ver também</strong></p>
<h3 id="post-15091"><a title="Permanent Link to Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15117"><a title="Permanent Link to Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/os-desdobramentos-do-dilma-la-e-ciro-aqui/">Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15145"><a title="Permanent Link to Caciques do PT paulista dão sinal verde para ”projeto Ciro”" rel="bookmark" href="../2009/10/caciques-do-pt-paulista-dao-sinal-verde-para-projeto-ciro/">Caciques do PT paulista dão sinal verde para ”projeto Ciro”</a></h3>
<h3 id="post-15152"><a title="Permanent Link to Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro" rel="bookmark" href="../2009/10/aliado-a-serra-psb-paulista-resiste-a-aceitar-candidatura-de-ciro/">Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro</a></h3>
<h3 id="post-15471"><a title="Permanent Link to PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno" rel="bookmark" href="../2009/10/pt-vai-priorizar-presidencia-e-congresso-em-2010-diz-genoino/">PT vai priorizar Presidência e Congresso em 2010, diz Genoíno</a></h3>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/10/martaciro1-570x427.jpg" alt="http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/wp-content/uploads/2009/10/martaciro1-570x427.jpg" width="495" height="371" /></p>
<p><strong><span style="font-size: xx-large;">&#8220;Efeito Ciro&#8221; implode grupo de Marta em SP</span></strong></p>
<p><strong>Parte da ala do PT ligada à ex-prefeita rejeita proposta de candidatura própria da sigla e trabalha por deputado do PSB para o governo</strong></p>
<p><strong>Intenção da ex-ministra de ver Antonio Palocci à frente da chapa que vai disputar o Palácio dos Bandeirantes divide seus simpatizantes</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">JOSÉ ALBERTO BOMBIG &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>O grupo político ligado à ex-prefeita Marta Suplicy, hegemônico no PT paulista há pelo menos seis anos, está próximo da dissolução por conta da disputa envolvendo a candidatura da sigla ao governo do Estado e dos planos da ex-prefeita de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010.<br />
Parte dos principais &#8220;martistas&#8221;, como são chamados internamente os apoiadores da ex-prefeita, se empenhou em pavimentar o caminho para que Ciro Gomes (PSB-CE) tenha o apoio do PT na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.<br />
Marta, no entanto, trabalha por uma candidatura própria da sigla, de preferência a do deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que seria uma espécie de herdeiro natural, na visão da ex-prefeita, do comando de seu grupo.<br />
No mês passado, Marta afirmou que Ciro &#8220;não tem nada a ver com São Paulo&#8221;.<br />
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (SP), por exemplo, alega que Ciro poderia ajudar Dilma Rousseff (pré-candidata do PT ao Planalto) e concorrer com chances de vitória no Estado.<br />
&#8220;É nessa medida, a de um palanque forte para a Dilma e de um nome forte junto ao eleitor, que a candidatura de Ciro Gomes ganha força&#8221;, diz Vaccarezza -que sempre foi identificado como um &#8220;martista&#8221;.<br />
A posição de Vaccarezza é compartilhada internamente pelos também deputados federais José Mentor, Devanir Ribeiro e Jilmar Tatto, expoentes da gestão de Marta na Prefeitura de São Paulo (2001-2004).<br />
Ao lado da ex-prefeita na defesa de Palocci como pré-candidato permaneceram Rui Falcão, líder do partido na Assembleia paulista, Antonio Donato, vereador na capital, e Carlos Zaratini, deputado federal, os três ex-secretários de Marta.<br />
&#8220;Entendo que o PT deva apresentar uma candidatura própria aos aliados, e acho que o Palocci é nosso melhor nome, mas reconheço que hoje há um importante movimento pró-Ciro&#8221;, afirmou Donato.</p>
<p>Vaga aberta<br />
Palocci se reuniu recentemente com seus correligionário em São Paulo e disse que não pretende se colocar como pré-candidato antes que Ciro decida qual eleição irá disputar -o Palácio do Planalto ou o Palácio dos Bandeirantes.<br />
Na prática, isso significa que o PT ficará sem ter um nome para trabalhar eleitoralmente até o início do ano que vem, quando o deputado do PSB deverá tomar sua decisão.<br />
A despeito da recusa de Palocci, seus correligionários vão inscrevê-lo como pré-candidato no diretório estadual.<br />
Na avaliação dos que tentam convencer o deputado petista a entrar na disputa, uma eventual candidatura Ciro ao governo paulista poderá criar um novo polo de oposição ao PSDB no Estado, vaga hoje automaticamente ocupada pelo PT.<br />
A outra opção anti-Ciro aventada no PT seria convencer Marta a concorrer novamente ao governo, mas a ex-prefeita já avisou o seu entorno que pretende se candidatar novamente a deputada federal.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Aproximação entre Dilma e aliados isola candidatura Ciro</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 12:55:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Rousseff]]></category>
		<category><![CDATA[Emídio de Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[governo SP]]></category>
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		<description><![CDATA[O tratamento dado por alguns artigos a questão da candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo, mostram pouco apego aos fatos e participam das inevitáveis intrigas e disputas que acompanham a vida do PT. Assim, um artigo na Folha afirmava que tinha começado a discussão do nome do vice para a candidatura Ciro, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O tratamento dado por alguns artigos a questão da candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo, mostram pouco apego aos fatos e participam das inevitáveis intrigas e disputas que acompanham a vida do PT. Assim, um artigo na <strong>Folha</strong> afirmava que tinha começado a discussão do nome do vice para a candidatura Ciro, e agora <strong>Valor</strong> pretende que o &#8220;grupo da Marta&#8221; seria o único contrário a candidatura Ciro, mas evidentemente não cita ninguém que sustente essa suposta oposição. </em></p>
<p><em>A candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo seria uma boa coisa, isto é consenso no PT, e a proposta originada na esfera federal é hoje aceita pelo PT estadual como base para uma possivel aliança no Estado. A pré-condição para esta aliança se concretizar é que Ciro deseje ser candidato, abandonando sua candidatura a presidente e que seu partido, o PSB o apresente como nome para o cargo, rompendo com sua participação e apoio ao PSDB no Estado, para assim formar uma aliança com os partidos da base do governo Lula.</em></p>
<p><em>Caso esta aliança não se materializar, o PT tem nomes de peso para disputar, além de implantação e força eleitoral para disputar contra os tucanos o comando do Estado.</em></p>
<p><em>Até março a situação ficará aparentemente definida, até porque uma campanha exige um tempo de preparação, e durante este período muita fofoca, especulação e intriga continuará a ser publicada. LF</em></p>
<p><strong>Ver também</strong></p>
<h3 id="post-15152"><a title="Permanent Link to Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro" rel="bookmark" href="../2009/10/aliado-a-serra-psb-paulista-resiste-a-aceitar-candidatura-de-ciro/">Aliado a Serra, PSB paulista resiste a aceitar candidatura de Ciro</a></h3>
<h3 id="post-15091"><a title="Permanent Link to Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15117"><a title="Permanent Link to Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/os-desdobramentos-do-dilma-la-e-ciro-aqui/">Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</a></h3>
<h3 id="post-15094"><a title="Permanent Link to Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra" rel="bookmark" href="../2009/10/acordo-deve-deixar-ciro-fora-da-corrida-pelo-planalto-projeto-para-2010-com-apoio-de-lula-seria-concorrer-a-sucessao-de-serra/">Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra</a></h3>
<p>A seguir o artigo do jornal <strong>VALOR</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Lúcio Távora / Ag. A Tarde / Folhapress<br />
</em><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002371/imagens/foto_26pol-psb-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<em> Ciro e Dilma: até a decisão oficial em fevereiro, deputado vai manter viagens nacionais como a que o reuniu à ministra no S.Francisco</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><strong>2010: Resistência à entrada de deputado na disputa paulista está concentrada no grupo de Marta Suplicy<br />
Aproximação entre Dilma e aliados isola candidatura Ciro</strong></p>
<p>Paulo de Tarso Lyra, de Brasília</p>
<p>As conversas da candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, com os partidos aliados, desidrataram a candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), avaliam coordenadores políticos da campanha petista, o que apressa a definição de sua candidatura ao governo de São Paulo, em aliança com o PT. Este foi o caminho traçado desde o início pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estratégia que não excluía a insistência do deputado em manter-se na corrida ao Palácio do Planalto, para expor-se nacionalmente. Lula argumentou com auxiliares que Ciro deveria continuar em campanha nacional, até o quadro ficar mais claro. Um dos problemas era enquadrar o PT de São Paulo para aceitar o PSB na liderança da chapa, o que começou a ser uma realidade desde sexta-feira.</p>
<p>&#8220;Lula espera que a &#8216;resposta&#8217; oficial do PSB seja dada apenas em fevereiro de 2010&#8243;, disse um aliado da candidatura de Dilma, dando sinais de que Ciro pode continuar, até lá, expondo-se nacionalmente.</p>
<p>A data remete ao 4º Congresso Nacional do PT, que ratificará a candidatura de Dilma a presidente e definirá também as políticas de alianças estaduais. Lula defende a candidatura de Ciro ao governo de São Paulo para transformar a eleição nacional em uma disputa plebiscitária entre Dilma e um candidato do PSDB, de preferência o governador paulista, José Serra. Ciro transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo, mas, por enquanto, tanto ele quanto seu partido não admitem ainda que desistirão da disputa presidencial. &#8220;Vamos ver como estarão as coisas em fevereiro do ano que vem, não temos pressa nenhuma&#8221;, disse um dirigente do PSB.</p>
<p>A estratégia do PT de antecipar as conversas com os demais partidos da coalizão &#8211; a aliança com o PMDB é preliminar mas é uma indicação para a Convenção Nacional em junho de 2010. Falta um encontro com o PP, os demais partidos da aliança de Lula estão no arco de apoio a Dilma. Isto deixou o PSB sem margem para composições políticas futuras. &#8220;Pouco a pouco, a candidatura presidencial de Ciro vai ficando isolada e perde viabilidade eleitoral&#8221;, afirmou um aliado de Dilma, mostrando que o desenho traçado inicialmente pelo presidente Lula vem se completando. A ofensiva foi favorecida, na visão de petistas influentes no governo, também pelo estilo &#8220;pouco agregador&#8221; de Ciro Gomes.</p>
<p>O parlamentar cearense teria trânsito difícil na coalização devido a seus arroubos verbais. &#8220;Ciro tem um histórico político que o afasta de diversos aliados. Tome como exemplo as duras declarações que dá a respeito do PMDB&#8221;, lembrou um petista próximo do presidente. Na negociação de alianças para o governo de São Paulo, o universo de conversas é menor e enseja menos atrito.</p>
<p>Dilma realizou bem, nesta avaliação, os passos necessários a se tornar a candidata da polarização. Além de promover ampla pré-aliança e afastar Ciro da disputa presidencial, a ministra mudou radicalmente seu comportamento e desempenho na política. A ministra diminuiu a sisudez, passou a brincar nas reuniões com deputados e senadores e a ter contato mais afável com plateias. &#8220;Não estamos aqui para falar de PAC, pré-sal ou para mostrar PowerPoint. Estamos aqui para conversar sobre política e sobre o Brasil&#8221;, disse a ministra em encontro partidário segundo relato de um integrante da cúpula petista.</p>
<p>As avaliações entre petistas apontam dificuldades na formação de alianças para Ciro, mesmo em São Paulo, devido ao estilo pessoal do candidato e sua relação com políticos e eleitores. Numa candidatura presidencial, o PSB também teria pouco a oferecer aos demais partidos que viesse a convidar para a aliança. Seus únicos trunfos aparecem nos estados nos quais a legenda governa &#8211; Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Já o PT tem uma militância forte espalhada em todo o país e uma média de 10% a 15% de intenção de voto em praticamente todos os estados.</p>
<p>&#8220;É um percentual suficiente para decidir uma eleição, especialmente nos locais onde o PT abrirá mão da cabeça de chapa&#8221;, confirma um ministro petista.</p>
<p>Em outras unidades da federação, haveria até mesmo a impossibilidade de o PSB oferecer um palanque forte para Dilma e os aliados nacionais. &#8220;O PDT nos apoia no plano nacional mas pediu contrapartida no Paraná, onde o candidato deles é o senador Osmar Dias. Como o PSB é vice do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), a tendência é que eles apoiem os tucanos caso Richa seja candidato ao governo&#8221;, completou um petista em ascensão no cenário político nacional.</p>
<p>Se o PT nacional queria há tempos minar as chances de Ciro no pleito nacional, o PT paulista começou, no fim de semana, a intensificar os acenos para que ele declare logo a candidatura ao governo estadual. Na última quinta, o grupo petista ligado ao ex-ministro José Dirceu sugeriu os nomes de Emídio de Souza (prefeito de Osasco) e Edinho Silva (presidente estadual do PT e ex-prefeito de Araraquara) como possíveis vices numa chapa PT-PSB.</p>
<p>No dia seguinte, Emídio soltou nota à militância petista defendendo a abertura do diálogo com os demais partidos que compõem a aliança nacional. &#8220;Não ajuda nada ficarmos chutando o PSB e o Ciro. A eleição paulista terá papel estratégico na eleição presidencial&#8221;, afirmou Emídio.</p>
<p>Como o PSB não definirá agora sua posição, a tendência é que o PT lance Emídio como pré-candidato, para facilitar uma aliança futura. &#8220;A intenção é evitar que nomes como Marta Suplicy e Aloizio Mercadante resolvam apresentar-se como pré-candidatos ao governo estadual&#8221;, afirmou um líder petista. No momento, só Marta ainda resiste a abandonar a candidatura próprio do PT ao governo de SP.</p>
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		<title>Caciques do PT paulista dão sinal verde para &#8221;projeto Ciro&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 13:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Grupo petista avisa que não se oporá à sua candidatura a governador



Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP
Apesar das queixas sobre a possibilidade de o PT não ter candidato próprio no maior colégio eleitoral do País, um grupo de caciques do partido em São Paulo já decidiu que não vai criar nenhum tipo de obstáculo aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Grupo petista avisa que não se oporá à sua candidatura a governador</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><img class="size-full wp-image-15146 aligncenter" title="Lula_Dilma_Ciro" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lula_Dilma_Ciro1.jpg" alt="Lula_Dilma_Ciro" width="321" height="413" /></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Clarissa Oliveira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Apesar das queixas sobre a possibilidade de o PT não ter candidato próprio no maior colégio eleitoral do País, um grupo de caciques do partido em São Paulo já decidiu que não vai criar nenhum tipo de obstáculo aos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) da corrida presidencial. Reunidos no início desta semana na capital paulista, dirigentes da corrente petista Construindo um Novo Brasil, entre eles o ex-ministro José Dirceu e os deputados Antonio Palocci e João Paulo Cunha, acertaram que não vão se opor à candidatura de Ciro ao Palácio dos Bandeirantes em 2010.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que ajuda a pavimentar a aliança nacional entre PT e PSB, o acerto foi pensado com o objetivo de enquadrar o grupo da ex-ministra Marta Suplicy, que assumiu nas últimas semanas a dianteira na defesa da candidatura própria do PT ao governo paulista. Ela chegou a afirmar publicamente que a candidatura de Ciro &#8220;não tem a ver com São Paulo&#8221; e que o PSB &#8220;nunca fez um caminho de flores&#8221; para o PT no Estado.</p>
<p>Marta tem dito a aliados que não vê motivos para um partido com a dimensão do PT deixar de lançar um nome próprio em São Paulo. Ainda assim, é consenso no grupo da ex-ministra que a decisão final caberá ao presidente Lula.</p>
<p><strong>RECUO</strong></p>
<p>Na prática, o acerto feito pelos líderes petistas na segunda-feira determina que os principais nomes ventilados como possíveis candidatos ao governo estadual se retirem da disputa para apoiar Ciro, caso o deputado decida concorrer no Estado. Além de Palocci, nome endossado por Marta para o Palácio dos Bandeirantes, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, também aderiu ao acerto.</p>
<p>Na segunda-feira, algumas horas depois de participar da conversa com membros da Construindo um Novo Brasil, Emidio reuniu seus aliados para tratar do assunto. Ele pretende divulgar um documento para reafirmar que seu nome está à disposição do partido. Mas o texto dirá também que ele se dispõe a abrir mão da vaga, em prol de uma aliança forte em torno da candidatura de Dilma. &#8220;Meu nome continua à disposição, mas não vamos nos opor à montagem de uma aliança como essa&#8221;, afirmou Emidio. &#8220;Se a conjuntura nacional caminhar para um lado, não vai adiantar caminharmos para outro.&#8221;</p>
<p>No grupo de Marta, ainda persiste o discurso de que Ciro pode optar por não concorrer em São Paulo, dependendo dos desdobramentos dos próximos meses. Há até defensores da tese de que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que há algumas semanas colocou seu nome à disposição para concorrer ao governo paulista, pode surpreender no resultado das articulações. Defensor da candidatura própria, o líder do PT na Assembleia, deputado Rui Falcão, diz que o quadro no partido continua indefinido. &#8220;O PT só vai decidir essas questões no início do ano que vem.&#8221;</p>
<p><strong><em>Ver também aqui no blog</em></strong></p>
<h2><a title="Permanent Link: Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a></h2>
<h2><a title="Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/os-desdobramentos-do-dilma-la-e-ciro-aqui/">Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</a></h2>
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		<title>Os desdobramentos do Dilma lá e Ciro aqui</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 17:49:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo (ver Lula: Dilma lá e Ciro aqui) teria como primeiro resultado a unificação de uma boa parte da base do governo Lula, arrancando o PSB estadual da base de apoio de Serra.
Persistindo Ciro no seu legítimo desejo de ser candidato à presidente em 2010, o PSB [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A candidatura Ciro Gomes ao governo de São Paulo (ver <a title="Lula: Dilma lá e Ciro aqui" rel="bookmark" href="../2009/10/lula-dilma-la-e-ciro-aqui/">Lula: Dilma lá e Ciro aqui</a>) teria como primeiro resultado a unificação de uma boa parte da base do governo Lula, arrancando o PSB estadual da base de apoio de Serra.</p>
<p>Persistindo Ciro no seu legítimo desejo de ser candidato à presidente em 2010, o PSB estadual estaria embarcado na candidatura do presidente da <strong>Fiesp</strong> ao governo de Estado -candidatura que dificilmente poderá alavancar a campanha Dilma em São Paulo, ou fechar uma aliança com o PT-, ou no apoio diretamente ao candidato tucano (ambas posturas estão longe de serem incompatíveis e podem se complementar).</p>
<p>Ao contrário, a candidatura Ciro ao governo estadual, afasta Skalf da disputa e reduz o peso dos serristas no PSB. A aliança PT-PSB poderá incorporar sem maiores dificuldades o PC do B e o PDT, assegurando essa frente à candidatura Ciro com um perfil opositor aos demo-tucanos e atraindo apoios a própria campanha da Dilma no bastião tucano.</p>
<p>Mas para isso é necessário convencer Ciro a desistir de sua candidatura nacional, o que exige também uma clara disposição do PT-SP -e não só de Lula- para pressionar o candidato socialista a aceitar esta mudança.</p>
<p>Como ficaria, nesse contexto, a legítima preocupação dos petistas com a eleição de deputados e senadores, na ausência do 13 na disputa do executivo paulista?</p>
<p>Este problema é bem menor na eleição dos deputados federais, que na disputa ao senado, por razões que dificultam objetivamente a disputa dos cargos ao Senado, para o PT.</p>
<p>A candidatura Ciro ao governo do Estado pode pesar na decisão de Serra de pleitear a reeleição, perante as crescentes incertezas do desfecho da disputa presidencial. Isto puxaria Alckmin para o Senado, além da candidatura Quercia garantida pelo PSDB, para manter o apoio do PMDB aqui (mesmo sem este cenário, setores do DEM, do PMDB e do PSDB querem descartar Alckmin para governador, em favor de Aluisio Nunes ou Kassab).</p>
<p>No campo do centro-esquerda as candidaturas ao Senado incluem, além de Mercadante que só poderá disputar, nesse contexto, sua reeleição; a candidatura Chalita pelo PSB (eventualmente a do próprio Skalf) e o candidato do PC do B (com Netinho ou o próprio Aldo Rebelo). Como se vê, uma profusão de candidatos mais ou menos fortes. Para Mercadante e para o PT, uma verdadeira dificuldade a enfrentar, mas que não é insuperável. A condição <em>sine qua non</em> para Mercadante conseguir sua reeleição é o PT não apresentar nenhum outro nome próprio e de peso para o cargo e se mobilizar unido em favor do seu senador. Se for verdadeira a afirmação da jornalista Maria Inês Nassif  que <em>&#8220;O recuo do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), quando, em plena crise no Senado, deixou a liderança, é atribuído à pressão de Lula – que teria deixado claro ao senador que não faria nenhum empenho por sua candidatura à reeleição se ele expusesse o governo com sua renúncia ao cargo.&#8221;</em> (ver <a title="Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula" rel="bookmark" href="../2009/10/resistencia-a-ciro-so-sera-superada-com-intervencao-de-lula/">Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula</a>), Mercadante poderá contar a seu lado agora, e novamente, com o apoio de Lula para sua própria reeleição.</p>
<p>A disposição da ex-prefeita Marta Suplicy em disputar algum cargo em 2010, e tendo em conta as implicações que provocaria uma eventual candidatura Ciro a governador e de Chalita ao Senado, a levarão provavelmente a disputar para deputada federal -salvo a deslanchar uma guerra fratricida no PT, hoje com resultado mais que incerto- e permitirá ao PT obter uma expressiva bancada federal, diminuindo, para os atuais deputados candidatos à reeleição, o peso de não ter o 13 na disputa para governador. A ex-prefeita será assim o alicerce do crescimento do número de deputados federais do PT de São Paulo, ajudando a seu fortalecimento após os escândalos que o atingiram particularmente.</p>
<p>Os beneficios e os riscos da candidatura Ciro Gomes se deslocar para São Paulo justificam plenamente a atitude de Lula, tanto para a campanha da Dilma como para seu desdobramento no plano estadual. Mas, diferentemente do PT onde a voz de Lula será prevalecente e preponderante, a decisão de Ciro depende dele próprio.</p>
<p>A lógica da articulação de Lula é que a candidatura Ciro à presidência, sem espaço político na polarização, sem alianças substanciais e sem tempo de TV, será desidratada. Ele conta, no momento oportuno, com a boa disposição do governador de Pernambuco do PSB, Eduardo Campos, para dar uma mãozinha no convencimento do Ciro. Ela requer que o Ciro não possa invocar pretextos para persistir na sua empreitada nacional. Lula espera que o PT-SP não forneça esse pretexto.</p>
<p>Tudo indica que será ouvido pelo PT de São Paulo.</p>
<p>A única incógnita será a resposta final do próprio Ciro&#8230; que chegará com as águas de março.</p>
<p>Luis Favre</p>
<p><strong>Ver também artigo do <em>Estadão</em> de hoje</strong></p>
<h2><big><a title="Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra" rel="bookmark" href="../2009/10/acordo-deve-deixar-ciro-fora-da-corrida-pelo-planalto-projeto-para-2010-com-apoio-de-lula-seria-concorrer-a-sucessao-de-serra/">Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra</a></big></h2>
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		<title>Acordo deve deixar Ciro fora da corrida pelo Planalto. Projeto para 2010, com apoio de Lula, seria concorrer à sucessão de Serra</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 11:34:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Marcelo de Moraes, Vera Rosa e João Domingos, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP
Dentro do Palácio do Planalto já existe uma certeza &#8211; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não disputará a corrida presidencial contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Oficialmente, Ciro manterá a candidatura à Presidência até os primeiros meses do próximo ano, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-15095 aligncenter" title="Lula_Dilma_Ciro" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/Lula_Dilma_Ciro.jpg" alt="Lula_Dilma_Ciro" width="321" height="413" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo de Moraes, Vera Rosa e João Domingos, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Dentro do Palácio do Planalto já existe uma certeza &#8211; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) não disputará a corrida presidencial contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Oficialmente, Ciro manterá a candidatura à Presidência até os primeiros meses do próximo ano, mas seu destino eleitoral já está definido e será a disputa pelo governo de São Paulo, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT.</p>
<p>A retirada da candidatura não será feita com antecedência por razões estratégicas. Primeiro, o próprio Lula quer esperar pela consolidação do nome de Dilma. A expectativa é de que as viagens da ministra, como a feita ao lado de Lula e de Ciro por cidades do Rio São Francisco, já comecem a produzir efeito, refletindo nas pesquisas eleitorais.</p>
<p>Além disso, o governo entende que a presença momentânea de Ciro como fator favorável, pois tem disputado intenção de voto nos mesmos segmentos que o governador de São Paulo, José Serra, (PSDB), principal pré-candidato da oposição. Ele também tem assumido o debate crítico contra o tucano, o que ajuda na campanha governista.</p>
<p>Existe, no entanto, uma condição clara para que esse movimento se concretize. Dilma precisa ultrapassar Ciro nas pesquisas. &#8220;Se ela não decolar, ele disputa a Presidência&#8221;, avisa um dirigente do PSB.</p>
<p>Outro claro sinal da sintonia com o Planalto é que Ciro e os dirigentes do PSB nem sequer têm se movimentado para atrair o apoio de outros partidos. Sem alianças, terá pouco tempo de propaganda eleitoral. Na prática, Ciro e seu partido têm acompanhado com serenidade o movimento de Lula e Dilma para fecharem acordo com todas as outras legendas da base governista, sem se apresentarem como alternativa.</p>
<p><strong>BLOQUINHO</strong></p>
<p>PDT e PC do B, que se aliaram ao PSB para formar o chamado &#8220;bloquinho&#8221; na Câmara, também apostam na desistência de Ciro da corrida presidencial.</p>
<p>&#8220;Em poucos dias, boa parte dos partidos mais à esquerda deve anunciar o apoio à candidatura de Dilma&#8221;, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Ciro em 2002. &#8220;Nesse cenário, ficará somente com o PSB e a tendência é de que seja candidato em São Paulo.&#8221;</p>
<p>Na avaliação de Paulinho, que conversou com dirigentes do PT e do PSB nos últimos dias, tudo indica que Ciro fará a vontade de Lula e concorrerá para governador, deixando caminho livre para Dilma. &#8220;Se ele entrar na disputa em São Paulo, nós o apoiaremos e poderemos montar uma chapa conjunta com PT e PSB.&#8221;</p>
<p>Lula conversou com Ciro na viagem que fez pelo São Francisco, na semana passada. O presidente, que levou Dilma a tiracolo, foi taxativo, dizendo que a base aliada deve lançar um único candidato à sua sucessão para tornar a disputa plebiscitária entre o PT e o PSDB.</p>
<p><strong>&#8220;SACRILÉGIO&#8221;</strong></p>
<p>Na seara petista, a desistência de candidatura própria em São Paulo é vista como uma espécie de sacrilégio por boa parte da legenda. A provável entrada de Ciro no páreo paulista divide o PT e até integrantes do grupo.</p>
<p>Enquanto o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), e o líder do partido na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), apoiam a candidatura de Ciro ao Palácio dos Bandeirantes, a ex-prefeita Marta Suplicy diz que o deputado &#8220;não tem ligação&#8221; com o Estado.</p>
<p>A ex-prefeita quer que o PT lance o deputado Antonio Palocci (SP), ex-ministro da Fazenda, à sucessão de Serra. Palocci é hoje o curinga do Planalto, pois tanto pode concorrer em São Paulo, caso Ciro não entre na briga, como ser o coordenador da campanha de Dilma.</p>
<p>A saída de Ciro da corrida presidencial facilita a montagem de campanhas regionais consideradas fundamentais pelo PSB. Com ele ao lado de Dilma, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), já avisou que fecha o seu apoio à reeleição do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), irmão do deputado, e não se lançará na disputa pelo governo.</p>
<p>Uma candidatura da prefeita seria um problema grave para a reeleição de Cid, já que o PT administra três das maiores cidades cearenses &#8211; Fortaleza, Juazeiro do Norte e Quixadá.</p>
<p>Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, busca a reeleição. Com Ciro apoiando a campanha de Dilma, o PT local deverá reforçar o palanque de Campos. Nessa parceria, o PT poderia ainda apoiar o PSB em Mato Grosso e no Amapá.</p>
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		<title>Resistência a Ciro só será superada com intervenção de Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 13:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Maria Inês Nassif, de São Paulo &#8211; VALOR
O PT paulista tem a tradição da divisão &#8211; mas mantém um padrão de, no fim, submeter as disputas internas ao projeto nacional do partido. O projeto de 2006 é eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.sertao24horas.com.br/cute/data/upimages/ciro-e-lula.jpg" alt="http://www.sertao24horas.com.br/cute/data/upimages/ciro-e-lula.jpg" width="192" height="217" /><img class="aligncenter" src="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/psb-aumenta-exposicao-de-ciro-gomes-de-olho-na-presidencia/image_preview" alt="http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/psb-aumenta-exposicao-de-ciro-gomes-de-olho-na-presidencia/image_preview" width="326" height="217" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Maria Inês Nassif, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O PT paulista tem a tradição da divisão &#8211; mas mantém um padrão de, no fim, submeter as disputas internas ao projeto nacional do partido. O projeto de 2006 é eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia principal é a de fazer do presidente Lula não apenas o grande eleitor dessas eleições mas, mais do que isso, um eleitor muito qualificado. O PT nacional &#8211; que é basicamente paulista &#8211; assumiu que, num processo eleitoral com essas características, Lula é a palavra final nas decisões de alianças estaduais. O empenho pessoal de Lula, entendem os petistas que articulam próximos ao presidente, será maior ou menor a depender do seu poder de decisão sobre as políticas estaduais.</p>
<p>Os grupos partidários resistem ao projeto de retirar o candidato do PSB, deputado Ciro Gomes (CE), da disputa para a Presidência, acenando para ele com a candidatura ao governo de São Paulo. Mas existe o consenso de que o partido se submeterá a isso, se Lula assim o quiser.</p>
<p>&#8220;Se Lula decidir, Ciro vai ser o candidato&#8221; &#8211; esta é a premissa das conversas com integrantes do PT paulista. As críticas ao deputado, no entanto, são profusas, inclusive pela sua insistência em dizer que &#8220;o PSB não é sublegenda do PT&#8221;, quando todo o processo de escolha de candidatos do PT de São Paulo praticamente está paralisado esperando a decisão de sua candidatura ao governo.</p>
<p>Manter disponível para Ciro a possibilidade de ser candidato ao governo paulista, em vez de ser candidato a presidente, foi uma decisão de Lula, para a qual ele chamou o aval do presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP), &#8220;Ciro, você transfere o título eleitoral para São Paulo e depois a gente conversa &#8211; não é, Berzoini?&#8221; Foi com essa conversa aparentemente casual que o presidente Lula colocou Ciro no cenário eleitoral paulista, pouco antes de 2 de outubro, fim do prazo de domicílio eleitoral e filiação partidária para quem quer disputar as eleições do próximo ano.</p>
<p>Era uma reunião pequena, mas tinha os elementos que Lula precisava para manter aberta a possibilidade de Ciro se candidatar ao governo do Estado de São Paulo: de um lado, o próprio Ciro; de outro, Berzoini, capaz de dar aparência partidária à sua articulação. A proposta embutiu o compromisso de que terá ao seu lado o PT, se quiser ser candidato ao governo de São Paulo &#8211; o partido está amarrado a ele.</p>
<p>&#8220;Berzoini acabou avalizando a proposta porque foi colocado numa situação desconfortável&#8221;, afirma um petista de São Paulo que foi um dos responsáveis pela reação pública do PT à opção Ciro &#8211; a apresentação de seis pré-candidatos do partido ao governo, no dia 6: o o senador Eduardo Suplicy, a ex-ministra e ex-prefeita Marta Suplicy, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, os deputados federais Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, e o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ainda assim, a demonstração pública de contrariedade com o desembarque de Ciro em São Paulo escondeu o único elemento de unidade de todos os grupos internos do PT do Estado: a concordância de que é de Lula a palavra final.</p>
<p>A única declaração pública de contrariedade ao estilo Ciro de chegar a São Paulo foi de Marta. &#8220;Ele chegou atacando o meu partido&#8221;, justificou-se a ex-prefeita, que também manifestou publicamente o seu apoio à candidatura do ex-ministro Antonio Palocci ao governo. &#8220;Palocci tem o perfil do eleitor paulista&#8221;, disse. Mesmo ela também faz a ressalva de que se submeterá à decisão de Lula no caso paulista.</p>
<p>Para um dos paulistas que articula nacionalmente a decisão de Lula, mais vale uma aliança na mão do que um governo voando, mesmo num Estado como São Paulo. Para os petistas que atuam localmente, embora Lula tenha perdido em 2006 nos dois turnos das eleições paulistas e o PSDB mantenha a hegemonia da disputa estadual, as chances de o partido vencer no Estado são menores ainda sem o empenho pessoal do presidente na campanha paulista. &#8220;Se ele bancar a eleição, está bom para nós&#8221;, diz um parlamentar petista.</p>
<p>A disputa pelo Senado é um elemento importante. O recuo do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), quando, em plena crise no Senado, deixou a liderança, é atribuído à pressão de Lula &#8211; que teria deixado claro ao senador que não faria nenhum empenho por sua candidatura à reeleição se ele expusesse o governo com sua renúncia ao cargo. O senador também contrariou parcelas importantes do partido regional quando expressou uma grande oposição à candidatura de Ciro Gomes ao governo internamente, e saiu da reunião dizendo, para jornalistas, que estava de acordo com a ideia.</p>
<p>Marta Suplicy é candidata ao Senado. E a segunda vaga está sendo negociada com o PCdoB no Estado. Se a eleição para o governo paulista mostrar-se muito difícil e Ciro resolver mesmo ser candidato a presidente, Mercadante pode ser empurrado para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes para desocupar a sua vaga.</p>
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