16/06/2009 - 20:36h Ser jovem na França

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© Foto de I. Moukthin. Imagem que compõe a mostra “Ser Jovem na França”, na CAIXA Cultural da Praça da Sé, em São Paulo.

Obras dos consagrados fotógrafos Martin Parr, Marie-Paule Nègre e Marc Riboud, ao lado de jovens artistas cujo trabalho está ligado à maneira de viver da juventude francesa atual compõem a exposição “Ser Jovem na França”, que a CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) promoverá de 20 de junho a 26 de julho. A entrada é franca. Com curadoria do fotógrafo brasileiro Milton Guran, a convite dos organizadores do Ano da França no Brasil, a exposição apresenta 109 obras, algumas em grande formato, de 28 renomados fotógrafos, do acervo do Fundo Nacional de Arte Contemporânea da França. Originalmente chamado de “Le Plus Bel Âge”, estes trabalhos tiveram origem em uma das maiores encomendas públicas do gênero, sob a coordenação de Agnès de Gouvion Saint-Cyr, do Ministério da Cultura francês. As obras retratam a juventude francesa, sua maneira de ser, seus caminhos e descaminhos. Segundo Guran, “a exposição se caracteriza por uma linguagem atual e instigante, situada, em sua maioria, no campo da arte contemporânea, no que se convencionou chamar de a nova documentação”. Além dos consagrados Martin Parr, Marie-Paule Nègre e Marc Riboud, participam da mostra I. Balogh, H. Bamberger, E. Bouvet, E. Brotherus, S. Caron, G. Coulon, P. Durand, V.Ellena, C. Garcia, B. Gysembergh, G.Herbaut, O. Kim, M.-J. Lafontaine, O. Lele, M. Locatelli, P. Maître, Y. Morvan, I. Moukhin, Z. Mthetwa, D. Rosenfeld, R.-P. Savignan, P. Tourneboeuf, L. Van Der Stockt, C. Vivier e B. Wilson. A exposição ficará em cartaz de 20 de junho a 26 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h na CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111). A entrada é franca. A recomendação de faixa etária é 12 anos. Mais informações podem ser obtidas pelo público através do telefone 11 3321-4400 ou no site www.caixa.gov.br/caixacultural. Fonte Imgaes & Visions

13/05/2009 - 20:46h Correspondências visuais

Yo fotografío, tú fotografías: Correspondencias visuales

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Brodsky-Esclusa

En la proyecto/muestra Correspondencias Visuales se ve a un fotógrafo argentino, Marcelo Brodsky, enviándole una foto al fotógrafo español, Manel Esclusa, otra al brasilero Cassio Vasconcellos, al mexicano Pablo Ortiz Monasterio, otra al fotógrafo y documentalista británico Martín Parr, otra al artista alemán Horst Hoheisel. Correspondencias parece surgir de esta premisa y de este interrogante: ¿qué ocurre si cuando le envío una imagen al otro, el otro me responde? ¿Qué ocurre si esa respuesta no está hecha de palabras sino que toma la forma de una imagen nueva? El proyecto entonces, superpone el ritual de enviar imágenes con el del intercambio epistolar.

Con la curaduría de Valeria González, la muestra Correspondencias Visuales abre el viernes en la Sala C del Centro Cultural Recoleta de Buenos Aires el viernes 15 a las 7pm.Constituye la puesta en escena del intercambio visual mantenido en los últimos años entre el fotógrafo argentino Marcelo Brodsky –creador del proyecto- y los cinco artistas mencionados con quienes Brodsky construyó un diálogo que prescinde voluntariamente de las palabras y se concentra en las propiedades de la fotografía para estimular el pensamiento del espectador.La muestra -formada por 185 imágenes- aspira a dar a la fotografía un nuevo espacio de reflexión artística. El mundo del arte y especialmente el de la fotografía, explica su curadora, está “inmerso en una época en la que las nuevas tecnologías, la inmediatez y lo visual condicionan la comunicación, Correspondencias Visuales forma parte de un proyecto más ambicioso: no sólo se abre el juego a un mero diálogo entre artistas –en el que se desplazan en una línea temporal imágenes con semejanzas dialécticas-, sino que instaura una nueva dimensión de la fotografía como lenguaje: creando un conjunto autónomo de sentido, distinto del de las imágenes que lo conforman. Un sentido que es el resultado de la confrontación, la provocación visual de dos puntos de vista, que al unirse en un diálogo de imágenes, conforman una nueva obra”.

Originado en un primer intercambio con Manel Esclusa –con quien Brodsky se formó como fotógrafo en Barcelona-, Correspondencias Visuales pone en juego los universos culturales y creativos de cada artista al procurar encontrar respuestas visuales a las imágenes que sus correspondientes les proponen, procurando a su vez algún tipo de correspondencia real, convencional o subjetiva en sus aspectos formales o conceptuales entre la imagen recibida y la proyectada con la que continuará el diálogo.

Según Marcelo Brodsky, “el diálogo visual propuesto en Correspondencias Visuales no tiene diccionario. No remite a un diálogo anterior, ni se basa en una tradición estructurada, literaria. El diálogo visual muta, se sacude con rapidez, tiene un tiempo propio, y raíces en la cultura visual del que lo protagoniza. La correspondencia pasa por momentos fluidos y de estancamiento, de comunicaciones inmediatas a otras lentas, postergadas. Hay duda, provocación, espontaneidad. Hay sorpresa, placer, frustración. Si el autor se libera de su Yo creativo como principal referente y ensaya una construcción visual a dos manos, un modo de ver compartido, la fotografía y la creación de imágenes se acercan a la interpretación musical. El resultado es un dúo de imágenes sin partitura, improvisado. Una composición visual, una narrativa subjetiva, que invita a una interpretación abierta. Una poética que sugiere imágenes a un tercero, al que ve, para que se relacione con ellas a través de su propia mirada”.

11/05/2009 - 18:06h Esta hilariante vida real

Famoso por seu estilo irreverente, o fotógrafo britânico Martin Parr está no Brasil e participa do lançamento de novo festival de fotografia, gênero em alta na cidade

Camila Molina – O Estado SP

 


Conhecido por suas imagens irreverentes e bem-humoradas do cotidiano, o fotógrafo britânico Martin Parr proclama sua verdade: “A realidade é muito engraçada.” Valendo-se dessa premissa, Parr vai tirar algumas horas do dia de hoje para fotografar o que encontrar pela frente na Avenida Paulista, em São Paulo. Escolheu o rush do horário de almoço.

Parr é um dos nomes celebrados da fotografia contemporânea, vencedor de muitos prêmios e membro, desde 1994, da cultuada agência Magnum – criada há mais de 60 anos por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David ?Chim? Seymour e George Rodger (há um brasileiro no time atual: Miguel Rio Branco). Mas esse britânico não é propriamente um fotojornalista. Como gosta de dizer, é uma “testemunha do mundo” ao captar – em átimos – os flagrantes do nosso tempo, travestindo-os de cenas irreais, ou seja, de ficção. Sim, todas as suas imagens são retiradas da realidade mesmo, e de lugares bem diversos. É um olhar esperto o olhar de Martin Parr.

Esta não é a primeira vez que ele, nascido em Epsom, em 1952, vem ao Brasil. “Já estive umas cinco, seis vez antes, a primeira delas, há uns 15 anos”, conta. As fotos na Paulista fazem parte do workshop que realiza hoje e é fechado para 12 fotógrafos. Amanhã, a partir das 19h30, dará uma palestra gratuita no Museu da Imagem e do Som (MIS). Nos dois eventos, mas, principalmente, no encontro com o público amanhã, em que ele será entrevistado pelos jovens membros do coletivo fotográfico Garapa (Leo Caobelli, Rodrigo Marcondes e Paulo Fehlauer), Martin Parr falará de sua carreira e de sua maneira de tratar a fotografia. Para quem não puder ir ao MIS, a palestra terá transmissão simultânea pelo site www.garapa.org. Uma recomendação, do próprio Parr, é a de que não lhe perguntem o que ele sabe ou acha da fotografia brasileira. “Não posso responder, não conheço muito”, diz Parr. “Essa pergunta é um sinal de insegurança. Ninguém pergunta o que se acha da fotografia americana, por exemplo”, completa, em poucas palavras.

O fotógrafo britânico trabalha em várias vertentes ao mesmo tempo. Edita livros, faz filmes, trabalha para o ramo da publicidade, faz curadorias, etc – e também é um grande colecionador de livros de fotografia de todo o mundo. Essa característica ágil se reflete em suas fotos. Ele criou um estilo em que suas imagens, “à primeira vista, parecem exageradas ou grotescas”. Isso pode se explicar pelo modo como ele utiliza a cor e também pela inusual escolha de perspectiva, como descreve o curador alemão Thomas Weski, completando que, por trás do humor, há também muita crítica aos valores da nossa época.

Unindo o útil ao agradável, o empresário Luiz Marinho aproveitou que Parr viria a São Paulo para participar do projeto Fotolivro Latino Americano (leia ao lado) e promoveu duas atividades em torno do britânico: o workshop de hoje, com vagas que foram vendidas, cada uma, por R$ 1,6 mil (entre os “alunos” está Bob Wolfenson), e a palestra de amanhã no MIS. Os dois eventos, como conta Marinho, marcam o lançamento do SP Photo Fest, novo festival de fotografia que ocorrerá de 17 a 20 de setembro no MIS.

“Desliguei-me do (festival) Paraty in Foco no fim do ano passado, mas, dirigindo-o por quatro anos, percebi que eventos desse porte acabam por funcionar apenas durante seus poucos dias de realização, o que é uma pena”, afirma Marinho, agora diretor executivo do SP Photo Fest. Segundo ele, a Secretaria de Estado da Cultura apoia o novo festival (ainda nem inscrito nas leis de incentivo) não financeiramente, mas cedendo o espaço do MIS. Marinho adianta também próximas atividades, confirmadas, como parte do festival: uma oficina, dia 13 de junho, com o fotógrafo Pedro Martinelli, e workshop e palestra, em setembro, com o fotojornalista checo-americano Antonin Kratochvil, fundador da Agência VII.

Serviço
Parr – Think of England. Auditório do MIS. Av. Europa, 158. Inform.: 5052-9189 ou contato@spphotofest.com.br. Palestra amanhã (12), às 19h30. Grátis

A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA LATINO AMERICANA EM LIVRO

TOUR PELO CONTINENTE: O projeto Fotolivro Latino Americano, que nasceu das discussões que surgiram no 1º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo, realizado no Itaú Cultural em 2007, tem como curador-geral o espanhol Horacio Fernandez. Martin Parr faz parte do comitê consultivo do projeto centrado na edição de uma publicação da histórias do livros de fotografia feitos na América Latina (com foco na América do Sul) ou sobre o continente, desde o início do século 20 até os dias de hoje. “Há um grande desconhecimento das edições publicadas”, diz o brasileiro Iatã Cannabrava, que também participa do projeto feito em parceria entre a Fundação Aperture dos EUA, da Editora Reverté, do México e da editora brasileira Cosac Naify. Parr, antes de vir a São Paulo, esteve no Chile por conta dessa pesquisa e depois vai para Buenos Aires. O livro, como afirma Cannabrava, vai ser lançado em outubro de 2010 no 2.º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo, evento do qual ele é curador e idealizador.

11/05/2009 - 11:53h O fotógrafo britânico Martin Parr desembarca em São Paulo

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© Foto de Bill Jay. O fotógrafo Martin Parr, 2004.

O fotógrafo inglês Martin Parr, da Agência Magnum vai tirar algumas horas, hoje, segunda-feira (11/05) para fotografar o que encontrar pela frente na Avenida Paulista, em São Paulo. Escolheu o rush do horário de almoço. As fotos na Paulista fazem parte do workshop que realiza para um grupo fechado de 12 fotógrafos. Amanhã, terça-feira (12/05), a partir das 19h30, dará uma palestra gratuita no Museu da Imagem e do Som (MIS). Nos dois eventos, mas, principalmente, no encontro com o público na terça, em que ele será entrevistado pelos jovens membros do coletivo fotográfico Garapa (Leo Caobelli, Rodrigo Marcondes e Paulo Fehlauer), Martin Parr falará de sua carreira e de sua maneira de tratar a fotografia. Para quem não puder ir ao MIS, a palestra terá transmissão simultânea pelo site www.garapa.org

Fonte Images & Visions

01/07/2008 - 18:07h “Muchas de las imágenes que nos rodean son mentira”

Martin Parr em Fortaleza, Brasil
(© Luiz Marinho)
Depois de ter vencido o prémio carreira no PHotoEspaña, Martin Parr deu uma pequena entrevista ao El País onde volta a questionar a verdade em muitas das imagens que nos rodeiam.
Martin Parr

Martin Parr- foto de  CRISTÓBAL MANUEL

ISABEL LAFONT - Madrid – El País

La obra del fotógrafo Martin Parr lleva décadas retando a quien pretenda interpretarla con un solo código. Ha hecho de las múltiples lecturas su especialidad. Una maestría que ha generado imágenes al mismo tiempo divertidas y dramáticas; poéticas y vulgares.

Parr (Epsom, Surrey, 1952) se hizo célebre en los ochenta con su proyecto The last resort, una sátira visual del ocio de la clase trabajadora con la localidad turística de New Brighton como escenario. Desde entonces, el fotógrafo, que se autodefine como “comprometido y político”, no ha dejado de usar la ironía para lanzar una carga de profundidad contra la cultura del consumo de masas. Prolífico y versátil, miembro de la agencia Magnum desde 1994, ha obtenido el Premio PHotoEspaña Baume & Mercier 2008.

Pregunta. ¿Quiere provocar la sonrisa o el rechazo con sus imágenes?

Respuesta. Yo quiero que mi trabajo sea serio pero también accesible. Que sea entretenido e inteligente al mismo tiempo.

P. ¿Cómo compatibiliza su trabajo artístico con el más comercial?

R. Soy un fotógrafo muy promiscuo. Hago publicidad, moda, trabajos periodísticos, proyectos culturales… Puedo estar en la Tate o en periódicos baratos. Lo grande de la fotografía es que es el medio más democrático y accesible del mundo y quiero explotar todas sus posibilidades. Alta y baja cultura.

P. ¿Cómo lleva su fama de ser una especie de héroe de la clase trabajadora?

R. He fotografiado a todas las clases sociales. La gente presume que sólo he fotografiado a las clases trabajadoras. Ahora estoy con un proyecto llamado Lujo que versa acerca de la idea de cómo la gente exhibe el dinero que gana. He ido a desfiles de moda, ferias de arte, carreras de caballos… Situaciones en las que todos están muy felices de hacer ostentación del dinero que poseen.

P. ¿Qué quiere poner en evidencia tras lo obvio?

R. Trato de poner el dedo en la vulnerabilidad del mundo. Cuanto más avanzamos, más vulnerable es el mundo. Estamos jugando un juego peligroso con el crecimiento económico, las cuestiones ecológicas, ahora mismo los precios del petróleo se han disparado y ello está golpeando las economías. Es excitante y deprimente. Hay algunas cosas que han mejorado. Es más agradable ir al dentista ahora que hace 30 años, pero en términos generales nos encaminamos hacia situaciones más peligrosas.

P. Pero en sus fotos no aparecen estos dramas…

R. No trato de sermonear. Uso la dramatización que hay en la propaganda que nos rodea. Estamos rodeados de cosas que nos mienten. Si compras comida en un supermercado, la foto del envase no tiene nada que ver con lo que hay dentro. Es una mentira básica a la que estamos acostumbrados. En los folletos de viajes todo parece bonito, pero la realidad es muy diferente. La mayor parte de las fotografías que nos rodean son una forma de mentira. Y creo que es importante que los fotógrafos luchemos contra eso y sirvamos como de antídoto. Yo entiendo las reglas del juego de la propaganda y las subvierto, las rompo a propósito. Los prejuicios, los clichés, los uso como punto de partida. La mayoría de la gente no se da cuenta de que está rodeada de propaganda.

P. ¿Y el humor en su trabajo?

R. Es un mecanismo para hacerlo más accesible. El mundo es muy divertido. Una de las pocas cosas en las que los británicos somos buenos -y ya no hay muchas cosas en las que seamos buenos- es el sentido del humor y la ironía. Yo lo uso de manera muy consciente. No quiero tener un público elitista. Yo quiero llegar a un público amplio.

P. ¿Cómo mantiene la distancia para no juzgar el sujeto que fotografía?

R. Yo quiero que los juicios los haga el espectador, pero al mismo tiempo mi trabajo es muy subjetivo. Siempre tengo presente que estoy creando una forma de ficción, aunque esté basada en la realidad. Es una línea delgada la que hay entre las opiniones, prejuicios y sesgos de uno, entre intentar ser objetivo y ser subjetivo. Hay un poco de todo en mi trabajo. Todas estas cosas intervienen. Es difícil establecer diferencias. Es como el mundo: no es ni bueno ni malo, sino algo intermedio. Intento buscar esa ambigüedad entre lo objetivo y lo subjetivo, lo bueno y lo malo, el ying y el yang.