21/10/2009 - 17:34h MASP exibe fotos inéditas do escultor Rodin

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Foto de autor desconhecido feita no ateliê do escultor Auguste Rodin durante seu processo criativo.


Uma mostra com fotografias inéditas de um dos principais artistas franceses, o escultor Auguste Rodin, chega ao MASP dia 28 de outubro após bater o recorde de visitação da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte. A exposição “Rodin: do ateliê ao museu – Fotografias e Esculturas”, reúne 193 fotografias e 22 esculturas, algumas delas debutando fora da terra natal de Rodin (1840-1917). Com curadoria de Hélène Pinet, responsável pelo setor de Fotografia do Museu Rodin, e Dominique Viéville, diretor da instituição, a mostra faz parte das ações comemorativas do MASP ao Ano da França no Brasil. A mostra traz imagens registradas por diferentes fotógrafos (alguns profissionais hoje esquecidos, outros jovens que se iniciavam na profissão, alguns amadores e outros, ainda, ligados à edição) contratados pelo próprio artista, entre 1880 e 1910. As cenas trazem ao público o processo criativo de Rodin em seu ateliê, em Paris, e revelam sua fascinação pela fotografia, arte que nascera apenas um ano antes dele. As fotos também foram utilizadas para divulgação na imprensa, o que parece remeter a um desejo do artista de direcionar o olhar dos espectadores sobre sua obra, numa tentativa de destacar o que considerava mais importante a ser apreciado. Segundo a curadora Hélène Pinet, as fotografias estão organizadas de forma cronológica, com o objetivo de valorizar o trabalho dos diferentes fotógrafos que produziram para Rodin. “É a diversidade dos pontos de vista destes fotógrafos que a exposição busca ressaltar, além da versatilidade com a qual o escultor utilizou este suporte a partir de 1880, momento em que começou a adquirir reconhecimento”, explica. Em diálogo com as fotografias, 22 esculturas, duas delas de proporções monumentais, formam o acervo. Exposição “Rodin: do ateliê ao museu – Fotografias e Esculturas”. De 28 de outubro a 13 de dezembro. MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Av. Paulista, 1578. De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Fone: (11) 3251-5644.

01/10/2009 - 17:20h Walker Evans no MASP

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© Foto de Walker Evans. Nova York, 1931.

O Museu de Arte de São Paulo apresenta ao público “Walker Evans”, exposição que cobre os 50 anos de carreira de um dos maiores nomes da fotografia mundial. Composta pela principal coleção do grande retratista da América do Século XX, em sua maioria em preto e branco. Mais de 120 imagens detalham a perspectiva de Walker Evans sobre a sociedade americana dos anos 20 ao início da década de 70. Séries sobre a Grande Depressão, o cotidiano de Nova York e imagens de Havana sob o comando do ditador Machado, são alguns dos destaques na mostra em cartaz de 1º de outubro a 10 de janeiro, no 2º andar. O norte-americano Walker Evans, que originalmente queria ser escritor, descobriu a sua paixão pela fotografia durante os anos 20. Em imagens da modernidade das cidades registradas com uma câmera Leica, em 1928, Evans fotografou os arranha-céus de Nova York, demonstrando ousadia com ângulos inéditos para a época. A exposição traz também imagens de maio de 1933, quando Evans esteve em Havana, na época sob comando do ditador Geraldo Machado, e registra uma série de fotografias para ilustrar o livro “O Crime de Cuba”, de Carleton Beals. A foto Família cubana indigente, que exibe uma mãe sem-teto com três filhos vestidos e roupas esfarrapadas é típica de seu trabalho nesse momento. Dois anos depois o fotógrafo entra na Farm Security Administration, organismo federal criado pelo governo Roosevelt para divulgar a política do New Deal. Em 1936, em plena Grande Depressão, o escritor James Agee foi enviado pela revista Fortune ao Alabama para relatar a vida de agricultores do algodão e Agee convidou Walker Evans para acompanhá-lo. O resultado não foi aceito pela revista, mas foi publicado em livro com sucesso em 1941 sob o título “Let us Now Praise Famous Men”. Este trabalho é considerado expoente máximo da fotografia documental, como poética do cotidiano; foi tema da primeira exposição de fotografia realizada pelo Museum of Modern Art de Nova York – MOMA – e é um dos destaques da mostra do MASP. Num acompanhamento cronológico de sua carreira, a mostra chega ao período em que Evans trabalhou como fotógrafo e redator na revista Times, além de todo o projeto desenvolvido na revista americana Fortune, entre os anos de 1945 a 1966. Numa seção final de seu trabalho, da década de 50 ao ano de 1975, data de sua morte, Evans usa fotos coloridas para transmitir sua percepção da realidade, inovadora ao ponto de revolucionar história da fotografia mundial. Sua obra estava à época longe do que se considerava fotografia de arte, marcada pelo caminho equivocado do sentimento e da beleza evidentes. Com Evans, pela primeira vez a fotografia podia ter a mesma aparência de qualquer outra fotografia e mostrar qualquer coisa, de sapatos velhos a um passageiro no metrô. Sua arte dependia apenas da clareza, da inteligência e da originalidade de sua percepção como fotógrafo. Exposição “Walker Evans”. MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Av. Paulista, 1578. Fone: (11) 3251 5644. Vernissage: 30 de setembro, 19h. Exposição: 01 outubro a 10 de janeiro de 2010. Horários: De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h. Ingressos: Inteira: R$ 15,00. Estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos. Classificação etária: Livre.
Fonte: Eduardo Cosomano – Comunique Assessoria de Comunicação
Veja mais fotos de Walker Evans Aqui

15/05/2009 - 16:55h Uma abertura total para o realismo


Masp abre hoje mostra com mais de 120 obras que traduzem representações do mundo real, criadas entre 1860 a 1960

 

Maria Hirszman – O Estado SP

 

Ousada, a exposição Arte na França 1860-1960: O Realismo, no Masp, propõe-se a três grandes objetivos: apresentar um panorama amplo da pintura francesa, que percorre um século de produção e debate sem igual; colocar em pauta o tema, quase sempre polêmico, do realismo; e ampliar as possibilidades de leitura a partir da aproximação de coleções do Brasil, da França e de Portugal. Além disso, ainda procura inserir a produção nacional do período no contexto da escola francesa e mostra um sucinto panorama da atual produção pictórica francesa, dos anos 90 e 2000, como maneira de reafirmar seu retorno, após grande hiato em que apenas os novos meios pareciam ter vez no país.”Como representar o mundo? Essa é a questão que nos interessa verificar aqui”, explica Eric Corne, curador independente que vem trabalhando há dois anos nesse projeto, um dos destaques do Ano da França no Brasil. Não se trata, segundo ele, de enfocar o realismo enquanto movimento, mas sim de lidar com as várias aberturas do termo. “O realismo procura uma semelhança com o real, uma coincidência entre um pensamento social e uma imersão física no mundo”, sintetiza.Certamente a figura de Gustave Courbet, que em 1855 escreveu o manifesto no qual defende os princípios de uma arte viva, atuante, é vital. Tanto que o primeiro impulso de Corne foi iniciar a mostra com sua tela Origem do Mundo. O empréstimo de uma obra desse calibre, na qual o pintor representa da maneira mais crua possível o sexo feminino, mostrou-se inviável. Em contrapartida, o Museu d?Orsay cedeu um conjunto significativo de obras, bem como outras instituições francesas, tais como o Beaubourg e o Museu Nacional de l?Orangerie. Somando-se esses empréstimos às obras dos dois pilares centrais da mostra, o acervo do Masp e o da Coleção Berardo, de Lisboa, chega-se a mais de 120 trabalhos.

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De forma significativa, a exposição acabou tendo uma dupla abertura: de um lado do corredor está um pequeno conjunto de telas de Jean-Baptiste Corot, espécie de pai do realismo e surrealismo franceses e, diante de si, uma natureza-morta assinada por Pedro Alexandrino, mestre brasileiro associado à tradição da pintura acadêmica do século 19. Os diálogos e contraposições estabelecidos nesse primeiro núcleo seguem sendo a tônica de toda a mostra. A montagem, bastante arejada, auxilia esse processo de encontro entre as obras, assinadas pelas estrelas de primeira grandeza da arte moderna.

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Orphée de Jean-Baptiste Corot

Organizada de forma cronológica, a exposição é um passeio por diferentes expressões e poéticas, uma trajetória que leva do hiper-realismo, tributário da fotografia, de Rosa Bonheur, à arte popular de um Douanier Rousseau ou José Antonio da Silva. Basta citar alguns dos nomes presentes para que se tenha uma ideia da diversidade proposta: Monet, Matisse, Cézanne, Renoir, Van Gogh, Giacometti, Almeida Junior, Anita Malfatti, Iberê Camargo e Vieira da Silva.

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O sonho do Douanier Rousseau

Núcleos são dedicados às diferentes vanguardas, ao retorno à ordem do período que antecede a 2.ª Guerra Mundial e também a produção brasileira entre os anos 30 e 50, período um tanto relegado e em relação ao qual Corne tem especial apreço. Ele avalia que nesse período, tanto na América como no Brasil, “o realismo é também uma emancipação da supremacia europeia”.

A partir dos anos 60, as obras parecem problematizar a crise por que passavam os modelos de representação e a própria França, que perdia seu papel de centro hegemônico das artes para os EUA. Surge o nouveau réalisme e, por outro lado, a representação da realidade parece diluir-se numa crescente abstração. A mostra terminaria aí, não fosse o desejo de Corne de trazer alguns exemplos mais recentes da pintura francesa, que segundo ele passa por uma retomada após décadas de crise.

CURSO

Os interessados em aprofundar seu conhecimento sobre as questões abordadas na mostra podem fazer curso organizado pelo Carrefour. Informações e inscrições: tel. 5180-4622. O patrocinador também está distribuindo 5 mil convites para a mostra para alunos da rede pública e clientes.

Preste Atenção…

…na pintura Mulher Nua com Cão, de Gustave Courbet, uma das obras centrais da exposição. Ladeada por outros dois magníficos nus femininos, assinados por Manet e Renoir, a tela pintada no início dos anos 1860 sintetizaria aspectos centrais da produção do autor. Ali se fundem alguns dos gêneros mais trabalhados por ele, com destaque para o tratamento de fundo, no qual se vê uma transição, uma colagem instigante entre a paisagem natural e um fundo composto e cenográfico. A questão da relação entre tradição e busca da realidade corporificada na pintura se faz presente. “É um quadro de representação, que dialoga com toda uma tradição, com mestres como Ticiano e, ao mesmo tempo, é uma mulher de verdade (no caso Léontine Renaude, sua amante e modelo) que está ali representada”, diz Corne.

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Mulher nua com cão de Gustave Courbet

Serviço
Arte na França 1860-1960: O Realismo. Masp. Avenida Paulista, 1.578, tel. 3251-5644. Das 11 h/ 18 h (5.ª até 20 h). R$ 15. Até 28/6. Abertura hoje, para convidados

17/11/2008 - 18:16h Arte em transição

Masp inaugura amanhã mostra que reúne obras de 16 artistas chineses, todos representantes das gerações que se abriram para o mundo ocidental

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Chen Bo: I love you

 

Camila Molina – O Estado SP

 


Por dois anos, a curadora Tereza de Arruda veio trabalhando no projeto de China: Construção/Desconstrução, mostra de arte contemporânea chinesa encomendada pelo Masp e que será inaugurada amanhã para convidados e na quarta para o público. Em São Paulo, a produção contemporânea da China foi apresentada nos últimos tempos de forma pingada, entre uma exposição e outra, entre uma Bienal e outra – e infelizmente China Hoje, com ampla seleção de obras da coleção do suíço Uli Sigg, foi exibida no ano passado apenas no Rio. Agora, China: Construção/Desconstrução, no primeiro andar do Masp, é uma mostra mais condensada, mas não por isso deixa de ser representativa. Traz cerca de 45 obras – grande parte pinturas – de 16 artistas – 5 deles representados apenas por vídeos. “É uma vertente marcada por um contexto de fragmentação, de transição”, diz a curadora.

Falar de transição significa dizer que as obras refletem uma produção de artistas da 2ª e 3ª gerações de abertura da China para o mundo capitalista ocidental. O mote da construção/desconstrução não aparece apenas literalmente, como na instalação de Ma Jiawei ou nas fotos de Wang Qingsong (o durante e o depois de um banquete da ONU) e nas de Ai Weiwei (sobre a edificação do estádio Ninho de Pássaro para as Olimpíadas de Pequim) -, mas abarca também a idéia de criação de uma poética marcada por “quebras de preceitos e tradições”, segundo a curadora. Por isso, o milenar símbolo do dragão recriado nas telas de Yin Zhaoyang ganha outra dinâmica para se tornar emblemático dessa transição, assim como o movimento que Chen Bo promoveu em sua obra: primeiramente, o artista tinha como personagens de suas pinturas, de forte carga gestual, os trabalhadores rurais, “os heróis trabalhadores”, para passar pelos mitos do pop ocidental até chegar ao que vemos agora: seus protagonistas são pessoas comuns.

Se já é um fato que o mercado vem baixando seu interesse pela produção contemporânea chinesa, para voltar seus olhares ávidos para obras de criadores da Índia e América Latina, é ao mesmo tempo inegável que a China ainda tem o seu apelo pela força da situação atual. Tereza de Arruda acredita que somente agora, por causa dessa espécie de rebaixamento pós-boom, os criadores chineses vêm alçando outros vôos na produção. Uma característica é certa: a maioria dos trabalhos apresentados são, curiosamente, dípticos e trípticos – o que reforça ainda a idéia de quebra. Além disso, o forte dessa arte é ainda a pintura – de grandes dimensões e figurativa. “Eles estão começando a fazer arte abstrata e arte conceitual”, diz a curadora, citando o trabalho A Loja de Liu Ding, que trata de um conceito: a autoria. Sua instalação é formada por telas feitas por artesãos, mas assinadas por Ding. Exemplares delas serão vendidas na loja do Masp.

Serviço
China: Construção/Desconstrução. Masp. Av. Paulista, 1.578, 3251-5644. 11 h/18 h (5.ª até 20 h; fecha 2.ª). R$ 15 (3.ª, grátis). Até 15/2. Abertura amanhã, para convidados

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Wang Qingsong

Quando o adeus às ilusões leva à criação

Em suas fotos, Wang Qingsong critica a rápida ocidentalização de seu país

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“Dormitorio” de Wang Qingsong (embaixo detalhes)
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Cláudia Trevisan, PEQUIM – O Estado SP

De operário modelo de poços de petróleo nos anos 80 a artista plástico consagrado internacionalmente, Wang Qingsong é um dos melhores exemplos do diálogo entre história e arte que marca grande parte da produção contemporânea da China, da qual os brasileiros poderão ter uma mostra a partir de amanhã no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

China: Construção/Reconstrução reúne obras de 16 artistas, imersos no desafio de interpretar uma realidade que muda de maneira vertiginosa desde o fim dos anos 70, quando a China abandonou décadas de isolamento e embarcou em um rápido processo de abertura e reforma econômica.

Todos os participantes da exposição têm mais de 30 anos e a maioria nasceu em uma China que vivia imersa no culto a Mao Tsé-tung. O consumo atendia apenas a necessidades básicas, o guarda-roupa de todos apresentava poucas variações e a atividade econômica era totalmente controlada pelo Estado.

Hoje, os ricos consomem Louis Vuitton e BMW e lojas do McDonald?s e KFC estão espalhadas por todo o país. Apesar do inegável sucesso econômico da receita chinesa, muitos dos artistas experimentam um sentimento de desilusão e desconforto diante de um mundo no qual não há espaço para sonhos voluntaristas.

“Na minha infância, eu queria ser soldado, porque a China enfrentava invasões estrangeiras. Quando comecei a trabalhar, eu queria ser cientista, para fazer algo importante para o país”, lembra Wang Qingsong, que vai expor duas obras no Masp. O artista nasceu em 1967, no início da Revolução Cultural (1966-1976), que foi marcada pela promoção da arte engajada e por inúmeras campanhas ideológicas promovidas por Mao Tsé-tung. “No início dos anos 80, todo mundo era idealista e queria contribuir para o país.”

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Futuro em ouroWang Qingsong

O adeus às ilusões levou Wang Qingsong para o mundo artístico e hoje ele retrata os conflitos e contradições da sociedade chinesa em representações teatrais registradas em fotografias. De maneira geral, os trabalhos são marcados pela crítica ao consumismo e à rápida ocidentalização do país.

A Esperança Gloriosa é um de seus trabalhos que serão apresentados em São Paulo. A imagem mostra um cenário desolado, no centro do qual um pequeno grupo de despossuídos contempla o sol nascente à frente dos anéis olímpicos escavados em um charco no chão.

Além de fotos, a exposição terá pinturas, instalações e performances. Li Guo Sheng, dono da galeria Chinablue, que organizou a mostra, afirma que ela terá a participação de artistas consagrados internacionalmente, de outros que começam a se projetar fora da China e de jovens ainda desconhecidos.

Além de Wang Qingsong, outras estrelas serão Ai Wei Wei, He Yunchang, Yin Zhaoyang, Zhou Wenzhong e Zhou Xiaohu. Segundo Li Guo Sheng, o objetivo é apresentar a China como um país em desenvolvimento, imerso em rápida transformação e no qual a arte também vem sendo construída.

O pintor Zhou Wenzhong, de 34 abos, terá cinco obras em exibição e estará em São Paulo nesta semana junto com outros dois artistas que também participam da mostra, Chen Bo, de 35 anos, e Xiong Yu, de 33.

Como Wang Qingsong, Zhou Wenzhong reflete em sua arte: “Na escola eu tinha altos ideais, mas minhas aspirações e sonhos se confrontaram com a realidade. A arte é uma maneira de escapar do sentimento de frustração.”

 

 

Escultura de Ai Wei Wei

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13/06/2008 - 09:07h Plano de segurança segue no papel

Quando houve o roubo ao Masp, em 20 de dezembro, Beatriz (Segall) foi uma das pessoas célebres que vieram a público pedir providências. “É um descalabro, uma falta de respeito com a cultura brasileira! Está na hora de um grito popular, exigindo providências imediatas!”, disse, na época.

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Museus de São Paulo não receberam detectores de metal nem monitoramento ininterrupto de câmeras

Marcelo Godoy – O Estado de São Paulo

Seis meses depois de o Museu de Arte de São Paulo (Masp) ter sido alvo de ladrões, a Secretaria de Estado da Cultura não executou algumas das principais medidas do plano de segurança dos museus do Estado. Nenhum dos museus cuidados pela secretaria recebeu detectores de metais. As únicas medidas estudadas que saíram do papel, segundo o próprio secretário da Cultura, João Sayad, foram a contratação de guardas para alguns museus e a adoção de “uma segurança mais apropriada em um deles”. Ficaram de fora medidas estudadas, como o monitoramento ininterrupto das câmeras de segurança e o reforço do controle de incêndio.

No dia 20 de dezembro de 2007, bandidos arrombaram uma porta de ferro e levaram o quadro Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso, e O Lavrador de Café, de Cândido Portinari. As obras foram recuperadas em janeiro pela polícia. Desde então, a secretaria, o Corpo de Bombeiros, o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e outros órgãos do governo se uniram para estudar a situação de segurança dos museus do Estado. “A Pinacoteca era o mais seguro dos nossos museus”, disse Sayad. O secretário revelou que, entre as medidas que deviam ser implantadas nos museus, estava a instalação de detectores de metais.

Antes que essa e outras medidas saíssem do papel, os ladrões voltaram a agir. Desta vez, armados. “Roubo armado é sempre mais difícil evitar”, disse Sayad. A ação dos criminosos surpreendeu a secretaria. “Nós não esperávamos um roubo à mão armada , como ocorre em vários locais da cidade.”

O secretário revelou ontem que os detectores de metais “estão sendo providenciados” e que a Estação Pinacoteca deve estar entre os museus que vão receber o equipamento. Sayad demonstrou preocupação com o incômodo que esse tipo de equipamento causa, principalmente, em um museu que é muito visitado por crianças, como é o caso da Estação Pinacoteca.

“É desagradável, mas, em face dessa situação, a solução será essa”, afirmou. Sayad não especificou uma data para isso ocorrer, mas disse que não faltará dinheiro no orçamento para reforçar a segurança.

ARMADOS

Mesmo sabendo que pelo menos um dos bandidos que levaram as obras de Picasso, Lasar Segall e Di Cavalcanti estava armado com uma pistola, o secretário praticamente descartou a possibilidade de manter guardas armados ou de pôr policiais fardados para cuidar da segurança dos museus de São Paulo. “Não sei se guarda armada é uma boa solução.” O secretário declarou que o lugar tem um sistema de vídeo e cerca de 25 atendentes e vigias para cuidar do público – ao todo o museu tem 50 funcionários. O lugar, segundo ele, não tem alarme.

O secretário encontrou-se ontem com o diretor do Deic, delegado Youssef Abou Chahin. O diretor do Deic informou que avisou portos e aeroportos. Segundo a Polícia Federal, seus funcionários estão de prontidão. Mas a instituição não deverá apurar o caso, pois nenhuma das obras é tombada pelo patrimônio histórico nacional.

COLABOROU RODRIGO PEREIRA

04/04/2008 - 11:10h No MASP de São Paulo

Max Ernst: Bryce Cânion Translation

A imagem do mestre surrealista alemão não representa, mas evoca o objeto por meio das texturas e dos acidentes provocados pelas próprias matérias. Desmoronamentos, abismos, fendas, pontas, agulhas sugerem a paisagem mágica de um Novo Mundo fantástico, transformando em ambíguas figuras a geologia do cânion americano. Aparece uma multidão pétrea fervilhando, trasladada para novos ínferos depois do dilúvio da Segunda Guerra Mundial. A obra fez parte de um portfólio dedicado aos parques nacionais dos Estados Unidos pela revista Fortune em 1947.


1946 / Ernst,Max
Bryce Canion Translation
50 x 39 / Óleo sobre tela