02/09/2009 - 13:51h BB eleva em R$ 36,7 bilhões a oferta de crédito pré-aprovado

É a terceira vez neste ano que o Banco do Brasil aumenta o limite de empréstimo a clientes

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Fernando Nakagawa, BRASÍLIA – O Estado SP

Pela terceira vez no ano, o Banco do Brasil anunciou ontem ampliação dos limites de empréstimo para clientes. Dessa vez, o crédito pré-aprovado de mais de 1,5 milhão de correntistas foi elevado em R$ 36,7 bilhões. A medida vai beneficiar principalmente pessoas físicas e pequenas e microempresas. Aumentar limites, porém, não significa que o financiamento será tomado rapidamente. Desde maio, quando a instituição começou a ampliar o valor disponível, o BB só emprestou 8,7% do novo limite oferecido.

Alinhado com a política do governo de ampliar empréstimos para manter a economia aquecida, o BB refez cálculos e observou que um grupo de clientes tinha a possibilidade de tomar mais crédito. São correntistas com bom histórico e baixo perfil de risco, diz o vice-presidente de Crédito, Controladoria e Risco Global do BB, Ricardo Flores. Diante da avaliação, o banco decidiu ampliar limites para aproveitar “boas oportunidades de mercado”, como a recuperação da produção industrial e aumento da confiança do consumidor. “Antes que outros concorrentes façam esse mesmo movimento”, disse Flores.

Dos novos recursos oferecidos, R$ 17,8 bilhões serão destinados às pessoas físicas. A maior parcela desse valor, de R$ 12,7 bilhões, será oferecida como limite pré-aprovado para a compra de material de construção com pagamento em até 60 meses. O restante vai aumentar limite no cartão de crédito e financiamento em loja.

Para as micro e pequenas empresas, foram destinados R$ 13,9 bilhões para investimento, como compra de máquinas e veículos. Boa parte desse dinheiro que vai beneficiar 240 mil clientes é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o BB é apenas o intermediário da operação. Também foram ampliados os limites no setor rural para o financiamento do estoque da safrinha e, para 4 mil prefeituras, foi elevada a oferta de recursos para financiar a infraestrutura viária e transporte escolar.

Antes, o BB já havia ampliado o limite de crédito dos clientes em R$ 24,6 bilhões em duas ocasiões desde maio.

Apesar de as famílias e empresas terem acesso a mais empréstimos, os financiamentos ocorrem gradualmente. Desses recursos, apenas R$ 1,4 bilhão foi tomado por pessoas físicas, principalmente em empréstimos consignados. Nas empresas, novos créditos somaram R$ 750 milhões. Do total, apenas 8,73% do limite extra foram transformados em operações financeiras.

Entre as pessoas físicas que já usaram parte desse novo limite, a inadimplência está em apenas 0,21%, segundo Flores. O número foi usado pelo vice-presidente do BB para reafirmar a avaliação de que a estratégia foi bem sucedida porque foi possível ampliar o volume de operações sem agregar grande inadimplência à carteira.

03/06/2009 - 08:29h Venda de material de construção cresce até 10% com IPI menor

da Folha Online

As vendas no varejo do setor de material de construção cresceram 4,5% no mês de maio, na comparação com maio de 2008, segundo dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção). Os itens que tiveram redução de IPI ((Imposto sobre Produtos Industrializados), no entanto, apresentaram aumento de 10% nas vendas.

De janeiro a maio as vendas empataram com o resultado do mesmo período de 2008. “No acumulado do ano, na comparação com o mesmo período de 2008, o crescimento foi de 0%. Mantivemos os mesmos índices, mas consideramos este dado muito positivo, visto que no ano passado tivemos recorde de faturamento, correspondente a R$ 43,23 bilhões, 9,5% a mais que em 2007″, afirmou o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

Segundo a entidade, nos meses de abril e maio, com a redução do IPI incidente sobre 30 itens do setor, produtos como o cimento, tinta e cerâmica tiveram uma redução média nos preços de 8,5%. “Foi necessário vender mais (em quantidade) para alcançarmos este faturamento”, explica Conz.

“Estes números são muito importantes para o setor, se levarmos em conta que iniciamos o ano com queda de 12% nas vendas em janeiro e fevereiro. Em março, abril e maio tivemos crescimento constante e isto nos permite ter segurança em afirmar que poderemos fechar 2009 com crescimento total de 5% sobre 2008″, completa.

Conz ressaltou que algumas matérias-primas tiveram forte queda em seus preços, caso do fio de cobre usado em iluminação e energia, cujo preço, somente neste ano, teve queda de 35%. “Somado a isso, as desonerações em produtos que tem peso expressivo no faturamento do comércio devem manter as vendas em ascensão. O mês de junho, em tese, será o último mês em que a redução de IPI estará valendo para esses materiais e haverá um movimento natural de consumidores às lojas. A nossa expectativa é de crescer até 8% em junho na comparação com junho de 2008″, afirma.

07/05/2009 - 10:20h Vendas de material de construção crescem 25%

Corte de IPI de 30 produtos melhorou desempenho do setor, que vai pedir a prorrogação da desoneração

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Renée Pereira – O Estado SP

A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) elevou em 25% a venda dos materiais de construção incluídos no pacote de ajuda do governo federal, em vigor desde 1º de abril. O desempenho só não foi melhor por que o mês teve apenas 17 dias úteis, observou o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz. Com base nos números, o executivo disse que vai lutar pela prorrogação da desoneração fiscal, a exemplo do que ocorreu no setor automobilístico.

Nos primeiros dois meses do ano, com a deterioração do ambiente doméstico, as vendas de material de construção despencaram 12% em comparação com igual período do ano passado. Em março, antes do anúncio de desoneração fiscal, o setor conseguiu uma ligeira recuperação de 1,5% comparado a março de 2008, destaca o presidente da Anamaco, associação que representa 138 mil lojas de material de construção em todo País.

Em abril, o crescimento de 25% dos produtos desonerados incrementou as vendas reais do setor em 4,5%. No total, 30 itens tiveram a redução ou isenção total do IPI.

Apesar da reação no mês passado, o setor ainda não conseguiu recuperar todas as perdas do primeiro bimestre. “Mesmo assim, diria que o primeiro quadrimestre foi um sucesso, levando em conta o cenário conturbado por causa da crise internacional. O desempenho mostrou uma importante tendência positiva para os próximos meses”, diz Conz.

FERIADOS

A expectativa do executivo é de um crescimento de 8% nas vendas de maio, já que o mês não será influenciado pela redução do número de dias úteis como ocorreu em abril por causa dos feriados. Ele lembra que o setor fechou 2008 com avanço de 9% nas vendas comparado ao período anterior.

Nas projeções da entidade, o comércio de material de construção deverá manter o ritmo de crescimento na casa de 8% até novembro, o que significará aumento médio de 5,5% no ano. Além da desoneração fiscal, Conz destaca também a forte queda no preço de matérias-primas, como o fio de cobre usado em iluminação de energia, que despencou 35% neste ano.

PRORROGAÇÃO

O otimismo do executivo, porém, está ancorado na expectativa de prorrogação do corte do IPI dos materiais de construção, que vai expirar em 30 de junho. Ele argumenta que o programa federal Minha Casa Minha Vida, lançado em meados de abril, começará a ter reflexos dentro de 90 dias. Por isso, seria interessante que a desoneração dos 30 itens de material de construção continuasse por mais um tempo, até a recuperação consistente da economia nacional, avalia o executivo.

Integrante do Grupo de Acompanhamento da Crise (Gac), criado pelo governo federal no início do ano para verificar os reflexos da crise internacional nos diversos setores da economia brasileira, Conz também defende a desoneração fiscal de investimentos.

“Hoje esse é um dos temas que mais preocupa o setor produtivo”, diz o presidente da Anamaco. A produção do setor de bens de capital recuou 6,3% em relação ao mês anterior e despencou 23% na comparação com março de 2008. O assunto deve entrar na pauta de discussões do grupo, previsto para o dia 13.

31/03/2009 - 10:34h Material de construção ficará até 8,5% mais barato

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Renée Pereira e Chiara Quintão – O Estado SP

 


Grandes redes de lojas de material de construção prometem repassar a redução do IPI aos consumidores, assim que a medida entrar em vigor na quinta-feira. Na média, os preços de 30 itens terão queda entre 5% e 8,5%, calcula a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). “Em 48 horas, teremos uma série de empresas anunciando os novos preços com a redução do imposto. Em uma semana, isso será uma realidade em quase todo o setor”, afirma o presidente da associação, Claudio Conz.

link Geografia da crise: as medidas pelo mundo

Para Conz, a desoneração anunciada ontem, aliada a medidas como o pacote habitacional e a simplificação dos financiamentos com recursos do FGTS, terá efeito psicológico importante para o consumidor. “As medidas trazem mais confiança à população nesse momento de incerteza na economia.”

CORTE IMEDIATO

Para recuperar parte do prejuízo, algumas das principais redes de varejo devem iniciar uma briga pelo consumidor e não pretendem esperar o estoque acabar para repassar a redução do IPI. “Vamos cortar os preços antes mesmo de recebermos produto novo da indústria”, diz o diretor de Mercadorias e Marketing da Telhanorte, Marcelo Roffe. Segundo ele, todos os produtos com redução de preços serão identificados nos pontos de venda.

Na Dicico, os preços também serão reduzidos logo após a entrada em vigor da medida. Antes disso, a empresa pretende iniciar hoje a veiculação de anúncios para avisar o consumidor sobre a redução do imposto nos materiais de construção. Na quinta-feira, vai estrear uma campanha com os novos preços dos produtos.

A C&C deverá eleger alguns produtos para repassar imediatamente a redução do IPI. Nos demais casos, a rede vai esperar o estoque acabar e receber novas mercadorias. O diretor-geral da empresa, Jorge Gonçalves Filho, avalia que a desoneração e o pacote habitacional devem aumentar a demanda entre 10% e 15%. Segundo o executivo, a expectativa é que a redução do IPI tenha efeito semelhante ao de veículos. “A economia está necessitando de boas notícias como essa”, diz Raul Penteado, diretor-geral da Deca, fabricante de metais e louças sanitários.

A única crítica de alguns representantes do setor foi o prazo de três meses para a redução do imposto. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, pretende discutir com o governo a ampliação do prazo, como ocorreu no setor automobilístico.

30/03/2009 - 17:18h Governo Lula enfrentando a crise: desoneração de impostos para carros e construção. Acordo com montadoras para evitar demissões

Anticrise

Governo reduz impostos para carros, motos, cimento e aumenta taxação de cigarros

 

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O Globo, com Valor e Reuters

SÃO PAULO – O governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira novas medidas anticrise que preveem a ampliação, por mais três meses, da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões, iniciada em dezembro; a suspensão da cobrança de Cofins (3%) para motocicletas; a redução de impostos para construção civil e o aumento do IPI e do PIS/Cofins sobre cigarros.

- Esta medida foi muito bem-sucedida, porque houve uma recuperação rápida da atividade. A indústria automotiva é importante para o país, porque é uma cadeia produtora que chega a representar 23% do PIB industrial – disse Mantega.

Esta medida foi muito bem-sucedida, porque houve uma recuperação rápida da atividade


As medidas, anunciadas em São Paulo pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e pelo presidente em exercício, José Alencar, entram em vigor no dia 1º de abril, com exceção do aumento do IPI sobre o cigarro, que entra em vigor em 30 dias.

Segundo Mantega, o aumento da taxação dos cigarros deve gerar alta de cerca de 30% no preço final do produto. O valor da nova alíquota do IPI para o cigarro ainda não foi definido.

O ministro da Fazenda acrescentou que, desta vez, em conjunto com o benefício fiscal, haverá um acordo com as montadoras para a não demissão dos trabalhadores.

O pacote de medidas, segundo Mantega, representará uma renúncia fiscal do governo de R$ 1,5 bilhão

O aumento do preço do cigarro é uma vantagem porque, a rigor, reduz a capacidade de compra de cigarro pelo fumante. Se ele fuma menos, está prejudicando menos sua saúde


- O aumento do preço do cigarro é uma vantagem porque, a rigor, reduz a capacidade de compra de cigarro pelo fumante. Se ele fuma menos, está prejudicando menos sua saúde, e isso é bom também – disse Alencar, que se recupera de uma cirurgia para retirada um tumor no abdômen.

Mantega anunciou também que haverá redução do IPI para diversos itens de segmento de construção, como cimento (de 4% para zero), tintas e vernizes (5% para zero), revestimento não-refratário (5% para zero), massa de vidraceiro (10% para 2%) e chuveiro elétrico (5% para zero), entre outros.

Para as motocicletas, haverá diminuição da alíquota da Cofins. O objetivo do governo é reduzir preços para compensar a redução do crédito bancário.

- O setor de motos não tem, como o de automóveis, bancos das montadoras e depende do crédito bancário – explicou o ministro Miguel Jorge.

Ainda como incentivo fiscal, Mantega comunicou a redução da alíquota de Imposto de Renda para as pessoas jurídicas instaladas na Zona Franca de Manaus, bem como para as empresas do setor de papel e celulose e para a fabricação de materiais escolares, como lápis, canetas, apontadores e lapiseiras.

Sindicalistas negociaram condiçõesSindicalistas disseram que negociaram a inclusão da questão do emprego com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e do Trabalho. Segundo José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors no Brasil, o acordo permite a implementação de Programa de Demissão Voluntária e também a demissão de trabalhadores temporários ao fim de seus contratos.

- É o preço do acordo – disse Pinheiro Neto, acrescentando que houve muita negociação e que o entendimento só foi fechado na tarde da última sexta-feira.