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	<title>Blog do Favre &#187; McCain</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Pesquisa revela perfil do voto em Obama</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 14:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Levantamento com eleitores em todo o país mostra avanço democrata entre os jovens, independentes, mais pobres e mais ricos
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Clique na imagem para ampliar os quadros



Marjorie Connelly, The New York Times &#8211; O Estado SP
Uma pesquisa realizada pela Edison Media Research e pela Mitofsky International com 17.836 eleitores em 300 zonas eleitorais dos EUA, além de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Levantamento com eleitores em todo o país mostra avanço democrata entre os jovens, independentes, mais pobres e mais ricos</strong></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em><strong>Clique na imagem para ampliar os quadros</strong></em><br />
<a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/usa_voto_sexo.jpg" title="usa_voto_sexo.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/usa_voto_sexo.jpg" alt="usa_voto_sexo.jpg" width="551" height="388" /></a></p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/pesquisa-revela-perfil-do-voto-em-obama/8422/" rel="attachment wp-att-8422" title="usa_voto_raca_regiao.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/pesquisa-revela-perfil-do-voto-em-obama/8422/" rel="attachment wp-att-8422" title="usa_voto_raca_regiao.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/usa_voto_raca_regiao.jpg" alt="usa_voto_raca_regiao.jpg" width="551" height="368" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Marjorie Connelly, The New York Times &#8211; O Estado SP</strong></p>
<p>Uma pesquisa realizada pela Edison Media Research e pela Mitofsky International com 17.836 eleitores em 300 zonas eleitorais dos EUA, além de 2.378 entrevistas com eleitores que votaram pelo correio ou antecipadamente, traçou o perfil do eleitorado americano na disputa pela Casa Branca. O levantamento ajuda a explicar a vitória do candidato democrata Barack Obama sobre o republicano John McCain.</p>
<p>O presidente eleito obteve vitória incontestável entre os eleitores negros, hispânicos e aqueles com menos de 30 anos. Ele fez progresso dentro de importantes grupos de indecisos, incluindo os católicos, suburbanos, independentes políticos e até mesmo entre os veteranos de guerra. Ele venceu no Meio-Oeste, onde o candidato democrata John Kerry havia sido derrotado em 2004, e conseguiu avançar entre grupos que tradicionalmente pertencem ao eleitorado republicano &#8211; brancos, conservadores, sulistas e freqüentadores da igreja.</p>
<p>Foi revelado um profundo abismo entre as gerações. Os eleitores com menos de 45 anos apoiaram Obama; aqueles acima dos 60 anos apoiaram McCain. O resto deles estava dividido.</p>
<p>A disparidade de números entre eleitores que se identificam como democratas (39%) e os que se dizem republicanos (32%) aumentou em 7 pontos porcentuais, dando aos democratas a sua maior vantagem desde 1980.</p>
<p>Entre os eleitores com menos de 30 anos Obama teve ampla vantagem (66% a 32%). Apenas Ronald Reagan em 1984 e Bill Clinton em 1992, cada qual com vantagem de 19% sobre o adversário, chegaram minimamente perto. Os eleitores mais velhos foram o único grupo etário que votou na sua maioria em McCain (51% a 47%). Eles apoiaram Reagan em 1984, mas passaram para o lado democrata durante a era Clinton. Em 2004, eles foram o grupo etário em meio ao qual Bush se mostrou mais forte.</p>
<p>Obama conquistou a maioria dos independentes (52% a 44%). Foi a primeira vez que um democrata conseguiu este resultado desde 1972. Obama obteve o apoio de 60% do eleitorado cuja renda familiar anual fica abaixo dos US$ 50 mil e da maioria dos eleitores cuja renda supera os US$ 200 mil &#8211; uma reviravolta notável para um democrata. Em 2004, o eleitorado rico era o que apoiava Bush com mais energia.</p>
<p>Obama obteve maioria no nordeste, Meio-Oeste e oeste. McCain ganhou no sul, onde os republicanos têm vencido desde 2000.</p>
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		<title>Duas visões da vitória de Obama</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 21:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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por Luiz Weis &#8211; Verbo Solto
Deu nos jornais. Há poucas semanas, a deputada republicana Michele Bachmann, de Minnesota, disse na televisão que estava “muito preocupada” com a possibilidade de Obama ter “idéias anti-americanas”. No dia seguinte à eleição, ela se declarou “extremamente grata por termos um presidente afro-americano”. A vitória de Obama, exultou, “foi um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/duas-visoes-da-vitoria-de-obama/8414/" rel="attachment wp-att-8414" title="obama_bandeira.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/obama_bandeira.jpg" alt="obama_bandeira.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>por Luiz Weis &#8211; <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id_blog=3">Verbo Solto</a></strong></p>
<p>Deu nos jornais. Há poucas semanas, a deputada republicana Michele Bachmann, de Minnesota, disse na televisão que estava “muito preocupada” com a possibilidade de Obama ter “idéias anti-americanas”. No dia seguinte à eleição, ela se declarou “extremamente grata por termos um presidente afro-americano”. A vitória de Obama, exultou, “foi um tremendo sinal que nós mandamos.”</p>
<p>Se fosse mais uma das incontáveis cenas explícitas de adesismo que os políticos se permitem o tempo todo em toda parte (Mangabeira Unger e Eduardo Paes em relação a Lula, por exemplo, guardadas as devidas), o episódio não serviria de gancho para espetar nele um comentário – ou uma provocação – sobre o que parece a este blogueiro um dos aspectos mais interessantes da eleição americana de que a imprensa mundial se ocupou, com pencas de fatos e argumentos, mas, salvo engano, sem parar para discuti-los.</p>
<p>A deputada, a rigor, não aderiu a Obama. O que ela queria, segundo uma interpretação, era “não ficar no lado errado da história”. Isso deve ser verdade também para aqueles americanos que, a julgar por suas manifestações dos últimos dias, sonhavam desde criancinha com a eleição de um negro para a Casa Branca – e com os quais não se devem confundir os milhões de pessoas, dentro e fora dos Estados Unidos, que torciam ardentemente por ele e acham que o mundo ficou melhor depois da maior das terças-feiras da história da América.</p>
<p>Mas não é nem disso que se trata exatamente. O ponto – que remete aos tais fatos e argumentos que inundaram a mídia, sem que ela os tivesse posto em debate – está no fecho da fala da senhora Bachmann.</p>
<p>Repetindo: “Foi um tremendo sinal que nós enviamos”.</p>
<p>Então lá vai: “Nós” quem, cara-pálida?</p>
<p>”Nós”, evidentemente, seriam os Estados Unidos da América – os seus valores de berço com os quais o país, sem distinções, se reencontrou elegendo Obama. Não foi ele próprio quem disse, no discurso de vitória, que a América “é o lugar onde tudo é possível”?</p>
<p>Ou, no título do editorial da edição do último domingo do Observer, de Londres: “A América restaurou a fé mundial nos seus ideais”.</p>
<p>Aceitar esses enunciados pelo seu valor de face implica, primeiro, passar batido pelo fato de que esses ideais – “democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança”, Obama, no mesmo discurso – conviveram durante 76 anos (de 1787, quando foi promulgada a Consitutição de Filadélfia, a 1863, quando acabou a Guerra Civil) com a escravidão legal e, depois, durante mais de um século com a segregação racial, aberta ou disfarçada, em muitas partes da América.</p>
<p>É fato histórico que, entre abolir a escravidão e garantir a unidade das 13 colônias que viriam a formar os Estados Unidos, os “pais fundadores” escolheram a unidade.</p>
<p>É fato histórico ainda que eles adotaram um sistema político – o do voto majoritário, ou distrital, para a eleição do Congresso, combinado com a escolha em última análise indireta do presidente da República – concebido para barrar a ascensão ao poder das minorias, quaisquer que fossem. E adotaram um sistema eleitoral feito para desestimular os mais pobres a votar [“O voto americano visto do Brasil”, neste blog].</p>
<p>Mas é fato histórico também que, em matéria de liberdades individuais, a começar da mais essencial delas, a de expressão, nenhum país iguala os Estados Unidos.</p>
<p>O país, escreveu na semana passada o historiador holandês Ian Buruma, “representa o que o combalido mundo ocidental tem de melhor e de pior”. Pura verdade.</p>
<p>Em segundo lugar e mais prosaicamente, aceitar o enunciado de que “a América” elegeu Obama faria sentido se ele devesse a sua vitória a uma maioria homogênea, ou quase isso, de eleitores. Não foi assim: quem deu a Obama 65,4 milhões de votos (ante 57,4 milhões para McCain) foi uma determinada América – a coalisão de negros, jovens, mulheres e hispânicos das grandes cidades.</p>
<p>As pesquisas de boca-de-urna (depois da votação) revelaram que votaram em Obama 95% dos negros, 70% dos moradores das metrópoles, 66% dos jovens de 18 a 29 anos – o grande exército mobilizador de recursos e eleitores, via internet –, 66% também dos hispânicos e 56% das mulheres.</p>
<p>A propósito, dos eleitores de primeira viagem, 7 em 10 votaram em Obama.</p>
<p>Se dependesse apenas do voto masculino, não se sabe no que daria a eleição. Foram 49% para Obama, 48% para McCain. Se dependesse apenas do voto branco, daria McCain por 55% a 43%. Embora, proporcionalmente, mais homens brancos votaram em Obama do que em qualquer outro candidato democrata desde Jimmy Carter (1974), Bill Clinton incluído.</p>
<p>Além disso, Obama ganhou no Nordeste, no Meio-Oeste e no Oeste. Perdeu no Sul (Arkansas, Oklahoma, Louisiana, Tennessee, Missisippi, Alabama, Georgia e Carolina do Sul), embora tivesse obtido uma vitória histórica – com perdão pelo adjetivo – na Carolina do Norte.</p>
<p>A coalisão pró-Obama foi também uma coalisão de motivações – o que a ênfase no “voto da América” que percorre a mídia torna mais difícil discernir.</p>
<p>Os negros votaram em Obama, antes de tudo, porque era o primeiro deles escolhido candidato por um dos dois grandes partidos nacionais, portanto o primeiro a ter chances reais de chegar lá.</p>
<p>O mestiço Obama, no Brasil, seria mulato. Nos Estados Unidos de duas cores, negro. E, como tal, os negros o encamparam. Perguntado, depois da vitória, se preferia se referir a Obama como meio-branco e meio-negro, ou simplesmente negro, um barman de Washington respondeu: “Negro. Porque significa mais.”</p>
<p>Não menos revelador – e neste caso também por relativizar a teoria de que “a América” elegeu Obama – foi um comentário recolhido pelo correspondente do Globo em Washington, José Meirelles Passos, em Birmingham, Alabama.</p>
<p>“Sempre houve, no fundo, a sensação de que os negros não podiam ser parte do povo americano, e muito menos do sonho americano”, disse-lhe Jacqueline Wood, diretora-assistente do Programa de Estudos Afro-Americanos da Universidade do Alabama. “Nós estávamos sentados na cozinha. Agora passamos para a sala de visitas.”</p>
<p>Os jovens votaram em Obama principalmente por se identificar com o mais inspirador (“Yes, we can”) dos políticos americanos desde John Kennedy e decerto o mais singular deles: pelas origens, trajetória, personalidade, estampa – e coolness.</p>
<p>Também junto às mulheres funcionaram as suas “armas de atração em massa”. Com uma particularidade que, de novo salvo engano, só foi destacada na imprensa graças a um artigo no New York Times da sexta-feira, 7, pelo sociólogo jamaicano Orlando Patterson, da Universidade Harvard.</p>
<p>”Essa campanha, de maneira notável, foi uma reencenação da inteira e entrelaçada luta de negros e mulheres pela inclusão política”, observou. “A primeira vez que rejeitaram o seu confinamento ao papel de virtuosa maternidade na esfera privada no início da República foi ao liderar o combate muito público pela abolição da escravatura.”</p>
<p>As conquistas negras sempre pressagiaram os avanços femininos, lembra Patterson, “embora não sempre pelos motivos mais nobres”. Ou seja, o movimento pela emancipação das mulheres se nutria da seguinte rationale: afinal, se os negros podem votar, podem encontrar na lei proteção contra a discriminação e disputar cargos eletivos, por que não nós, mulheres?</p>
<p>A partir dos anos 1980, pela primeira vez desde que passaram a ter direito ao voto, as mulheres passaram a votar proporcionalmente mais do que os homens e em candidatos comparativamente mais progressistas.</p>
<p>”Em termos demográficos crus, o mais importante fator da vitória de Obama foi a margem de 13 pontos a seu favor no eleitorado feminino”, assinala o sociólogo.</p>
<p>De fato, a vantagem de Obama foi relativamente maior entre os mais jovens. Mas estes são apenas 18% do eleitorado. Vale para os hispânicos: como os jovens, 2 em cada 3 deles votaram em Obama; mas representam somente 8% do eleitorado. Já as mulheres (56% pró-Obama) pesaram mais porque são 53% do eleitorado.</p>
<p>E os trabalhadores brancos, aqueles a quem, nas prévias do Partido Democrata, e no seu pior momento, Hillary Clinton pediu o voto com uma mensagem que se curvava ao seu preconceito (”Hard-working Americans; White hard-working Americans…”)? O que levou sabe-se lá quantos deles a votar em Obama?</p>
<p>A resposta, numa palavra, parece ter sido a crise. Como se tivessem posto num dos pratos da balança o medo de ter um presidente negro, no outro o medo de ter um presidente branco incapaz de salvá-los do naufrágio econômico.</p>
<p>O New York Times ouviu um deles, no subúrbio de Levittown, Pensilvânia (Estado em que McCain investiu pesadamente, em vão, na reta final da campanha). O técnico em ar-condicionado Joe Sinitski disse ao repórter Michael Sokolove:</p>
<p>”Durante muito tempo eu não podia ignorar o fato de que Obama é negro, se é que me entende. Não me orgulho disso, mas fui criado a pensar que não há negros bons. Eu podia ver que ele é muito inteligente, e isso conta para mim, mas meu instinto ainda era o de fechar com o branco. Mas, quando ele escolheu [a governadora do Alasca] Sandra Palin para vice, com todos os problemas que a gente tem, isso não mostrou inteligência da parte de McCain. Não dizia coisa boa dele em geral.”</p>
<p>O interesse próprio prevaleceu sobre o racismo, em suma.</p>
<p>O que vai acontecer com o racismo americano não se pode prever. O lugar-comum que se encontra numa página dos jornais e na outra também é que o próprio triunfo de Obama – e a sua repercussão mundial sem paralelo – funciona por si só como um breve contra o preconceito.</p>
<p>Tomara. Afinal, o homem tem uma capacidade única de fazer com que as pessoas ponham para fora o que têm de melhor. A euforia dos europeus, por exemplo, é o reverso da medalha da hostilidade européia aos imigrantes, principalmente de pele escura.</p>
<p>Mas, nos Estados Unidos, há apenas quatro meses uma pesquisa nacional mostrou que apenas 30% dos eleitores brancos diziam ter uma opinião favorável de Obama. E mais: cerca de 60% dos entrevistados negros – e não mais de 34% dos brancos – achavam que as relações raciais no país são em geral ruins.</p>
<p>A pesquisa revelou que muitos padrões raciais na sociedade americana permanecem intocados nos anos recentes. Muito pouco mudou no componente racial da vida cotidiana no país desde 2000, quando o New York Times publicou uma série de reportagens intitulada “Como a raça é vivida na América”.</p>
<p>Exemplo: mais de 40% por cento dos negros americanos acham que foram parados pela polícia por causa da cor de sua pele, a mesmo índice de respostas da pesquisa de oito anos atrás.</p>
<p>”Devagar com o andor pós-racial”, escreveu na Folha o correspondente Sérgio Dávila. “Os Estados Unidos mudaram, os novos eleitores e os eleitores novos ajudaram a eleger Barack Obama – mas foi preciso uma crise econômica sem precedentes e o equivalente ao gênio negro na política concorrendo para que isso acontecesse.”</p>
<p>Toda eleição, obviamente, tem a sua circunstância. A desta, nos Estados Unidos, se chamou George W. Bush, atolando americanos em duas guerras, nos maiores índices de pobreza e desigualdade desde os impropriamente chamados Anos Dourados (a década de 1920), e, enfim, no colapso financeiro e na recessão.</p>
<p>Foi o que decidiu a parada em favor de Obama. Antes do derretimento de Wall Street, não custa lembrar, ele e McCain estavam cabeça a cabeça nas pesquisas.</p>
<p>Então, uma coisa é dizer que Obama encarna o que a América tem de melhor ou que a América ficou melhor com a sua vitória. Outra coisa é dizer que o resultado eleitoral comprova a excepcionalidade dos Estados Unidos, o poderio incomparável de seus valores.</p>
<p>A imprensa ficou devendo um debate sobre essas duas visões – um debate, em suma, sobre a democracia na América.</p>
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		<title>Casamento gay, esquerda e caretice</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 18:00:24 +0000</pubDate>
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Paul Sakuma/Associated Press


blog Folha na Sucessão de Bush
Vi muita gente argumentar que o sinal de vitória sobre o conservadorismo dado pela eleição de Barack Obama teria sido manchado pela derrota do casamento gay na Califórnia, na Flórida e em outros Estados.
De fato, tudo indica que os mesmos eleitores negros e latinos que votaram maciçamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="javascript:pop_me_up2('http://www.nytimes.com/imagepages/2008/11/06/us/06marriage.inline.ready.html',%20'06marriage_inline_ready',%20'width=465,height=450,scrollbars=yes,toolbars=no,resizable=yes')"> <img src="http://graphics8.nytimes.com/images/2008/11/06/us/marriage190.jpg" width="190" border="0" height="288" /></a><em><font size="1"><br />
Paul Sakuma/Associated Press</font></em></p>
<div align="center"></div>
<p class="caption" align="center">
<a href="http://folhanasucessaodebush.folha.blog.uol.com.br/">blog Folha na Sucessão de Bush</a></p>
<p>Vi muita gente argumentar que o sinal de vitória sobre o conservadorismo dado pela eleição de Barack Obama teria sido manchado pela derrota do casamento gay na Califórnia, na Flórida e em outros Estados.</p>
<p>De fato, tudo indica que os mesmos eleitores negros e latinos que votaram maciçamente em Obama também votaram em sua maioria contra o casamento gay _mas note-se, não contra a união civil de homossexuais, que continuará existindo nesses Estados, nem a favor de muitos projetos submetidos a referendo ou plebiscito que visavam restringir o direito ao aborto e que foram derrotados.</p>
<p>Eu acho esse raciocínio furado por dois motivos.</p>
<p>Em primeiro lugar, porque casamento gay nunca foi o sinal básico da diferença entre direita e esquerda em nenhuma parte. Como diz um clássico do italiano Norberto Bobbio, e como ensina a história, a diferença entre direita e esquerda é dada pela valorização de um mínimo de igualdade e justiça social como requisito para o desenvolvimento de uma sociedade verdadeiramente democrática.</p>
<p>Nos Estados Unidos, cuja tradição política vem dos filósofos liberais do século 18, essa valorização da igualdade é expressada no eufemismo, tantas vezes repetido por Obama em seus discursos, da &#8220;igualdade de oportunidades&#8221;. Isso é traduzido, entre outras coisas, na defesa de um sistema de impostos mais progressivo para &#8220;espalhar a riqueza&#8221;, na frase do presidente eleito a Joe, o encanador que foi tão atacada pela campanha de McCain como sinal de &#8220;socialismo&#8221;.</p>
<p>Os conservadores nos Estados Unidos valorizam sobretudo as chamadas &#8220;liberdades negativas&#8221;, o direito das pessoas de não serem importunadas por governos ou outros, em detrimento das &#8220;liberdades positivas&#8221;, entre elas os direitos à educação, à saúde, ao emprego. Claro que também os conservadores são os primeiros a minar as liberdades individuais que dizem prezar quando o alvo é o inimigo, seja ele &#8220;comunista&#8221; (lembrem-se do macartismo) ou &#8220;terrorista&#8221; (lembrem-se do Ato Patriótico sob Bush).</p>
<p>Foram os conservadores americanos que inventaram, nas &#8220;guerras culturais&#8221; a partir de Richard Nixon, que a diferença entre direita e esquerda eram os chamados &#8220;valores morais&#8221;. Com isso, tiraram o foco das mudanças que viriam a implantar na estrutura básica da sociedade, no sentido de redução das oportunidades (ou da igualdade). Hoje, os Estados Unidos têm a sociedade mais desigual entre os países ricos.</p>
<p>Nesse sentido, a vitória de Obama foi sim um repúdio ao conservadorismo que desde Ronald Reagan vem pregando que, se você beneficiar o topo da pirâmide econômica, a riqueza vai automaticamente se espalhar para a base, sem que sejam necessários um governo ou uma coletividade trabalhando para que isso aconteça.</p>
<p>Em segundo lugar, eu acho muito questionável a idéia de que os gays que querem se casar no papel estão sendo intrinsecamente &#8220;progressistas&#8221;.</p>
<p>Se por um lado há a idéia de igualdade de direitos, por outro eles só estão reivindicando o direito de ser conservadores, de terem a &#8220;aprovação&#8221; da sociedade.</p>
<p>Eu ainda sou do tempo em que casar no papel era sinal de caretice. Estou casada de fato há 20 anos com um homem que amo, tenho dois filhos quase adultos lindos, e nunca tive paciência para ir ao cartório. Nunca achei que esse ritual valesse um minuto da minha vida.</p>
<p><strong>Escrito por Claudia Antunes</strong></p>
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		<title>California: dois passos a frente e um atrás</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 17:40:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Blog O biscoito fino e a massa 
Em meio à comemoração, uma derrota importante
É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro. Além da emocionante vitória de Obama, as coisas correram razoavelmente bem nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes. Mas houve pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/8338/" rel="attachment wp-att-8338" title="casalgay_agua.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/11/california-dois-passos-a-frente-e-um-passo-para-atras/8338/" rel="attachment wp-att-8338" title="casalgay_agua.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/11/casalgay_agua.jpg" alt="casalgay_agua.jpg" width="551" height="383" /></a></div>
<p><font size="4"><strong>Blog <a href="http://www.idelberavelar.com/">O biscoito fino e a massa </a></strong></font></p>
<p><strong><span id="titpost">Em meio à comemoração, uma derrota importante</span></strong><br />
<span id="titpost"></span>É chave não perder de vista as derrotas parciais que tivemos na noite histórica do 04 de novembro. Além da emocionante vitória de Obama, as coisas correram razoavelmente bem nas eleições para o Senado e a Câmara dos Representantes. Mas houve pelo menos uma derrota que me doeu muito. Na Califórnia, estado progressista, <a href="http://www.dailykos.com/story/2008/11/5/13351/5326/393/654565">foi aprovada</a> por 52,5% a 47,5% a odiosa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/California_Proposition_8_%282008%29">Proposição 8</a>, patrocinada por grupos religiosos, que estabelece que “somente o casamento entre um homem e uma mulher será reconhecido pelo estado”. Na mesma noite em que ajudou a eleger o primeiro presidente negro da história, a Califórnia deu uma banana para gays e lésbicas.</p>
<p>Vamos aos <a href="http://www.cnn.com/ELECTION/2008/results/polls/#CAI01p1">números</a>.</p>
<p>Eu não gostaria de estar dizendo isso, mas é a pura verdade: o comparecimento massivo do eleitorado negro foi decisivo para a aprovação da proposição. Entre os brancos, o “<a href="http://www.noonprop8.com/">não</a>” ganhou por 51 x 49, mas entre os negros o “<a href="http://www.protectmarriage.com/">sim</a>” goleou por 70 x 30. Entre os latinos, muito numerosos na Califórnia, o “sim” também venceu, por 53 x 47. Entre as mulheres negras, 75% votaram a favor de se retirar o direito dos gays ao casamento. O eleitorado feminino costuma ser muito mais progressista que o masculino nos EUA, mas nesta questão o voto foi praticamente idêntico. Os jovens votaram massivamente contra a proposição discriminatória. A turma com mais de 35 votou massivamente a favor.</p>
<p>John McCain apoiava a proposição e Barack Obama, professor de direito constitucional, se opunha. A histeria contra o casamento gay foi decisiva para a derrota de John Kerry em 2004 e, neste ano, Obama elaborou uma posição com mais nuances sobre o assunto. Ele não defende o “casamento gay”, mas também não defende casamento nenhum como matéria constitucional. Argumenta que o casamento deve ser deixado para que cada igreja resolva como queira, e que a lei do país se limite a garantir a todos os casais direitos idênticos (de adoção, propriedade conjunta, herança etc.) como elementos de uma <strong>união civil</strong>.</p>
<p>O problema é o raio da palavra, “casamento”.</p>
<p>Se você colocar numa cédula a idéia de restringir o direito de gays e lésbicas à adoção, herança etc. (ou seja, os direitos que costumam acompanhar o “casamento”), ela não passará, mesmo em estados mais conservadores. Basta definir o “casamento” como “a união de um homem e uma mulher” que a proposição passa, mesmo nos lugares mais liberais. É a mesma idéia, mas dependendo de como ela for formulada, o resultado é distinto. Se, amanhã ou depois, algum grupo religioso maluco resolver emendar a constituição proibindo ateus de serem professores nas escolas primárias e secundárias, a proposição passa, mesmo nos lugares mais progressistas. Esta foi uma das chaves das vitórias conservadoras nas chamadas “guerras culturais” nos EUA: mobilizar os medos e preconceitos da maioria silenciosa.</p>
<p>Para que vocês tenham uma idéia do absurdo da coisa: na mesma cédula em que elegeram Obama e aprovaram a proposição 8, os californianos também aprovaram a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Proposition_2">proposição 2</a>, que exige gaiolas mais confortáveis para as galinhas. Não, não estou brincando. Siga o link. Na mesma noite em que estabeleceu os direitos das galinhas, a Califórnia decidiu que gays e lésbicas são cidadãos de segunda classe. Este blog não tem nada contra galinhas e porcos e se opõe a quaisquer maus-tratos gratuitos de animais. Mas continua firmemente antropocêntrico.</p>
<p>Ainda há esperanças de que numa nova Suprema Corte – com mais um ou dois juízes nomeados pelo Presidente Obama &#8211;, proposições como a número 8 sejam definitivamente declaradas <a href="http://www.chicagotribune.com/news/nationworld/chi-081105-gay-marriage-ban-california,0,1804310.story">inconstitucionais</a>. Afinal de contas, elas são um tapa na cara da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fourteenth_Amendment_to_the_United_States_Constitution">décima-quarta emenda</a> à constituição americana.</p>
<p>Mas essa batalha é morro acima, não há dúvidas. O blog manda seu abraço solidário a todos os seus leitores gays e lésbicas, decepcionado com essa importante derrota.</p>
<p><strong>escrito por Idelber Avelar </strong></p>
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		<title>Após 145 anos, finalmente acabou a Guerra Civil</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 12:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Obama terá dificuldades, mas poderá ser um dos grandes presidentes da história americana
Thomas L. Friedman, The New York Times * &#8211; O Estado SP

Aconteceu que, em 4 de novembro de 2008, pouco após as 22 horas (horário da costa leste dos EUA), a Guerra Civil americana acabou quando um negro &#8211; Barack Hussein Obama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <strong>Obama terá dificuldades, mas poderá ser um dos grandes presidentes da história americana</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Thomas L. Friedman, The New York Times * &#8211; O Estado SP</strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.express.co.uk/img/dynamic/1/x190/69527_5.jpg" alt="http://www.express.co.uk/img/dynamic/1/x190/69527_5.jpg" /></div>
<p>Aconteceu que, em 4 de novembro de 2008, pouco após as 22 horas (horário da costa leste dos EUA), a Guerra Civil americana acabou quando um negro &#8211; Barack Hussein Obama &#8211; recebeu uma votação suficiente para se tornar presidente.</p>
<p>A Guerra Civil que, até certo ponto, foi decidida pela Batalha de Gettysburg, Pensilvânia, em 1863, terminou 145 anos mais tarde pelas urnas nesse mesmo Estado. Pois Obama conquistou a Pensilvânia, crucial para as eleições, garantindo sua vitória.</p>
<p>Em seu Discurso de Gettysburg, o presidente Lincoln instou cada americano a retomar &#8220;o trabalho inacabado que os que aqui lutaram promoveram até agora tão nobremente&#8221;. Entretanto, essa obra ficou inacabada por um século e meio. Pois, apesar de décadas de ativismo social, de intervenções judiciais, de leis em defesa dos direitos civis &#8211; do caso Brown contra a segregação nas escolas, da cruzada de Martin Luther King (&#8221;Eu tenho um sonho&#8221;) e da Lei dos Direitos Civis de 1964 -, não se podia dizer que a Guerra Civil tivesse acabado enquanto a maioria branca dos EUA não elegesse um presidente negro.</p>
<p>Foi o que aconteceu na noite de anteontem, e os americanos acordaram em um país diferente. A luta pela igualdade nunca acaba. Mas agora podemos recomeçar de um novo ponto de partida. Que toda criança, todo cidadão e todo imigrante saiba que deste dia em diante &#8220;tudo é realmente possível nos EUA&#8221;.</p>
<p>Como Obama conseguiu? Provavelmente, foi necessária a crise econômica para que houvesse votos brancos suficientes para eleger um negro. E o jeito calmo de Obama, sua oratória comedida e branda, sua mensagem de &#8220;mudança&#8221; desprovida de ameaças foram elementos que ele soube usar muito bem.</p>
<p>Mas houve também o &#8220;efeito Buffett&#8221;, que derrotou o &#8220;efeito Bradley&#8221; &#8211; pelo qual os eleitores brancos diriam a pesquisadores que votariam em Obama mas votariam no candidato branco. O efeito Buffett foi o contrário: foram os republicanos brancos que afirmaram aos colegas no restaurante masculino do Country Club que votariam em McCain e depois votaram em Obama, mesmo sabendo que isso implicaria aumento de impostos.</p>
<p>Por quê? Alguns fizeram isso porque perceberam que seus filhos concentraram suas esperanças em Obama e não só não quiseram frustrar essas esperanças como secretamente decidiram compartilhá-las. Outros abraçaram intuitivamente as convicções de Buffett segundo as quais, se você é bem-sucedido, é porque teve a sorte de ter nascido nos EUA. Portanto, precisamos mais uma vez arrumar nosso país &#8211; precisamos de um presidente que possa nos unir. Intimamente, também sabiam que, após a atuação desastrosa da equipe de Bush, haveria conseqüências gravíssimas para o Partido Republicano. Eleger McCain agora significaria premiar a incompetência, zombar da confiança no governo e desencadearia uma onda de cinismo nos EUA.</p>
<p>Obama será sempre nosso primeiro presidente negro. Mas conseguirá ser um dos nossos grandes presidentes? Ele terá sua chance, pois nossos maiores presidentes são os que assumiram o cargo nos momentos mais sombrios. &#8220;Assumir em um momento de crise não garante a grandeza, mas pode ser uma oportunidade para alcançá-la&#8221;, disse o especialista em filosofia política Michael Sandel, da Universidade Harvard. &#8220;Foi o que aconteceu com Lincoln, Franklin Delano Roosevelt (FDR) e Truman.&#8221; Entretanto, parte da grandeza de FDR &#8220;foi o fato de ele ter criado uma nova filosofia política aplicada ao governo &#8211; o New Deal &#8211; a partir dos destroços e da desordem política da depressão econômica herdados do antecessor&#8221;. Obama precisará proceder do mesmo modo, mas isso leva tempo.</p>
<p>&#8220;FDR não disputou em 1932 tendo como plataforma o New Deal&#8221;, disse Sandel. &#8220;Seu programa baseava-se no equilíbrio do orçamento. Assim como Obama, ele não assumiu a presidência com uma filosofia de governo claramente elaborada.&#8221;</p>
<p>Bush &amp; Co. não acreditaram que o governo pudesse ser um instrumento do bem comum. Castraram os secretários de gabinete e nomearam incompetentes para cargos importantes. Para eles, a busca do bem comum não passou da busca do interesse próprio. Os eleitores rebelaram-se. Mas houve também uma rebelião contra uma versão democrata tradicional do bem comum &#8211; que é a soma de todos os grupos de interesse que reivindicam sua fatia do bolo.</p>
<p>&#8220;Nesta eleição, o público americano rejeitou esses conceitos mesquinhos de bem comum&#8221;, afirmou Sandel. Mas uma nova política do bem comum não pode dizer respeito apenas ao governo e aos mercados. &#8220;Também terá de dizer respeito a um novo patriotismo &#8211; do que significa ser cidadão&#8221;, disse. O que arrancou os maiores aplausos em seu discurso de agradecimento foi a afirmação de que todo americano terá a possibilidade de freqüentar a universidade desde que preste um período de serviço à nação &#8211; no Exército, nos Peace Corps ou na comunidade. &#8220;A campanha de Obama despertou um idealismo civil, a fome de servir a uma causa maior do que eles próprios.&#8221;</p>
<p>Nada disso será fácil. Mas, de todas as mudanças que a presidência de Obama inaugurará, a ruptura com nosso passado racista será talvez a menor. Há muito trabalho a fazer. A Guerra Civil acabou. É hora de reconstruir.</p>
<p><strong>*Thomas Friedman é colunista </strong></p>
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		<title>Eua: o mapa eleitoral antes do voto</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 21:32:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The Electoral Map: Key States
By ADAM NAGOURNEY, JEFF ZELENY AND SHAN CARTER 	  	 		 		    
November 4, 2008 			 	  		          		 			try{ 				var NYTINT = (window.NYTINT &#124;&#124; {}); 				NYTINT.flashQuery = function(){ 					return{ 						pageParams : {}, 						pageParamsFlat : \'?\',						 						init: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1>The Electoral Map: Key States</h1>
<p><cite>By ADAM NAGOURNEY, JEFF ZELENY AND SHAN CARTER</cite> 	  	 		 		    <span class="nointrotext"></span></p>
<p><span class="nointrotext">November 4, 2008</span> 			 	  		          		<script type="text/javascript" charset="utf-8"> 			try{ 				var NYTINT = (window.NYTINT || {}); 				NYTINT.flashQuery = function(){ 					return{ 						pageParams : {}, 						pageParamsFlat : \'?\',						 						init: function(urlFragment){ 							try{ 								var urlStart 	= urlFragment.indexOf(\'#/\'); 								var urlEnd 		= urlFragment.length; 								if(urlStart > 0){ 									urlStart += 2; 									var urlSplits 	= urlFragment.substr(urlStart,urlEnd); 									urlSplits 		= urlSplits.split(\'&#038;\'); 									if(urlSplits){ 										for(var i=0; i < urlSplits.length; i++){ 											var paramSet = urlSplits[i].split(\'=\'); 											if(paramSet != \'\') NYTINT.flashQuery.pageParams[paramSet[0]] = paramSet[1]; 										} 									} 								} 							}catch(error) {}	 						} 					} 				}(); 				NYTINT.flashQuery.init(window.location.href); 			}catch(e){ var flashParams = \'\'; } 			 		</script> 		 			<script src="http://graphics8.nytimes.com/packages/js/multimedia/swfobject.js" type="text/javascript"></script></p>
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		<title>Acompanhe os resultados das eleições nos Estados-Unidos</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 21:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O site do jornal The New York Times permite de acompanhar em tempo real a apuração dos votos nos Estados-Unidos, os números de delegados por Estados etc. A janela é automaticamente atualizada. Basta clicar aqui

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O site do jornal The New York Times permite de acompanhar em tempo real a apuração dos votos nos Estados-Unidos, os números de delegados por Estados etc. A janela é automaticamente atualizada. Basta clicar <a href="http://elections.nytimes.com/2008/results/dashboard.html">aqui</a></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://www.uh.edu/%7Edsocs3/images/American_Flag_2.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://www.uh.edu/~dsocs3/images/American_Flag_2.jpg" width="550" height="325" /></div>
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		<title>Preconceituoso? Quem, eu?</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 12:50:18 +0000</pubDate>
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Nicholas Kristof &#8211; O Globo
No último ano e meio, uma equipe de professores de psicologia conduziu experimentos sobre como os americanos vêem Barack Obama sob o prisma da raça. Eles usaram uma técnica comum, o teste de associação implícita, para medir se as pessoas viam Obama e outros candidatos como mais estrangeiros ou mais americanos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2008/02_01/obamaMOS0202_468x365.jpg" alt="http://img.dailymail.co.uk/i/pix/2008/02_01/obamaMOS0202_468x365.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Nicholas Kristof &#8211; O Globo</strong></p>
<p>No último ano e meio, uma equipe de professores de psicologia conduziu experimentos sobre como os americanos vêem Barack Obama sob o prisma da raça. Eles usaram uma técnica comum, o teste de associação implícita, para medir se as pessoas viam Obama e outros candidatos como mais estrangeiros ou mais americanos. Descobriram que os entrevistados — particularmente ao serem levados a pensar em Obama como um candidato negro — subconscientemente o consideraram menos americano do que Hillary Clinton ou John McCain.</p>
<p>A pesquisa indica que o alvo do estudo — estudantes de ensino superior da Califórnia, muitos dos quais apóiam Obama — inconscientemente o percebe menos americano do que o expremier britânico Tony Blair.</p>
<p>Não é que algum deles realmente acredite que Obama seja estrangeiro. Mas o teste mede a forma como a mente trabalha, e, ao seguir instruções para classificar imagens rapidamente, o cérebro se recusa a aceitar um candidato negro como completamente americano.</p>
<p>O resultado é importante: quanto mais dificuldade a pessoa tem em classificar Obama como americano, menos provável que vote nele.</p>
<p>É fácil ser cético sobre esse estudo, então teste seus preconceitos inconscientes em https://implicit.harvard.edu/implicit/demo ou em http://backhand.uchicago.edu/Center/ShooterEffect.</p>
<p>Raça é um tema controvertido nos EUA, particularmente no contexto desta campanha.</p>
<p>Muitos eleitores de Obama acreditam que seu candidato estaria muito à frente se não fosse pelo racismo, enquanto eleitores de John McCain acreditam que se Obama fosse branco nem teria sido considerado para a Presidência.</p>
<p>Alguns pesquisadores relacionam atitudes raciais a um benefício na época da evolução.</p>
<p>Devia haver uma vantagem evolutiva em reconhecer instantaneamente se um estranho era da própria tribo ou um inimigo. Há evidências de que a amígdala, centro no cérebro para emoções, emite um sinal de alerta ao perceber pessoas “diferentes”.</p>
<p>Apesar disso, nossos preconceitos são em sua maior parte culturais. Uma razão para achar isso é que muitos negros inconscientemente têm preconceitos pró-brancos. Evidências sugerem que, embora a maioria dos americanos aspire a oportunidades iguais para todos, nossas mentes não são tão igualitárias assim.</p>
<p>“O estudo revela a brecha entre nossas mentes e nossos ideais”, disse Thierry Devos, professor da Universidade Estadual de San Diego que conduziu a pesquisa junto com Debbie Ma, da Universidade de Chicago.</p>
<p>Pesquisas mostraram que a maioria dos americanos, incluindo latinos e de origem asiática, associam a idéia de americano com a pele branca.</p>
<p>Alguém pode argumentar que Obama é registrado como forasteiro em nossas mentes devido ao pai queniano. Mas experimentos chegaram ao mesmo resultado com esportistas negros. Além disso, Devos descobriu que quando se pediu aos participantes para se concentrarem na idade dos candidatos ou no partido, Obama e McCain foram percebidos como igualmente americanos.</p>
<p>Foi apenas quando as pessoas foram estimuladas a se concentrar na cor da pele que perceberam Obama como um estrangeiro.</p>
<p>Esta eleição cria a oportunidade para uma conversa adulta sobre as turvas complexidades sobre raça, em parte porque, quando as pessoas são despertadas para preconceitos inconscientes, têm a oportunidade de superá-los.</p>
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		<title>Vamos falar de gastos públicos</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 18:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O índice Dow Jones está subindo até as alturas! Não, está em queda livre! Não, está em forte alta! Não, está&#8230;
Deixemos isso de lado. Enquanto o mercado de ações maníaco-depressivo domina as manchetes, a história mais importante está nas desanimadoras notícias sobre a economia real. Agora, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"> Paul Krugman * &#8211; O Estado de São Paulo</p>
<p>O índice Dow Jones está subindo até as alturas! Não, está em queda livre! Não, está em forte alta! Não, está&#8230;</p>
<p>Deixemos isso de lado. Enquanto o mercado de ações maníaco-depressivo domina as manchetes, a história mais importante está nas desanimadoras notícias sobre a economia real. Agora, está claro que o resgate dos bancos é apenas o começo: a economia não-financeira também precisa desesperadamente de ajuda.</p>
<p>E para oferecer essa ajuda, teremos de deixar de lado alguns preconceitos. Na política, está na moda falar contra os gastos do governo e exigir responsabilidade fiscal. Mas no momento, um aumento nos gastos do governo é exatamente o que o médico receitou e a preocupação com o déficit orçamentário deve ser adiada.</p>
<p>Antes de chegar nesse ponto, vamos falar da situação econômica. Nesta semana, aprendemos que as vendas no varejo despencaram de um precipício e o mesmo ocorreu com a produção industrial. O número de desempregados está num patamar associado a recessões graves e o índice de manufaturados medido pelo escritório do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) da Filadélfia está caindo no ritmo mais rápido em quase 20 anos. Todos os sinais apontam para um declínio econômico terrível, brutal e longo.</p>
<p>Quão terrível? A taxa de desemprego já está acima dos 6% (e critérios mais amplos de medição do desemprego já registram valores de dois dígitos). É agora praticamente certo que o desemprego vá superar os 7% e, possivelmente, até os 8%, fazendo desta a pior recessão do último quarto de século.</p>
<p>E quanto vai durar? Poderia de fato durar bastante tempo.</p>
<p>Pense no que houve na última recessão, que se seguiu ao estouro da bolha tecnológica do fim dos anos 1990. Na superfície, as medidas elaboradas em resposta àquela recessão parecem uma história de sucesso. Apesar do medo de que os EUA experimentassem uma &#8220;década perdida&#8221; ao estilo japonês, isto não ocorreu: o Fed foi capaz de construir uma recuperação por meio de cortes nas taxas de juros.</p>
<p>Mas a verdade é que durante um bom tempo a situação americana esteve muito parecida com a japonesa: o Fed enfrentou dificuldade até obter mais tração. Apesar dos repetidos cortes nas taxas de juros, os quais acabaram levando a taxa sobre os fundos federais até apenas 1%, a taxa de desemprego continuou a subir; foram mais de dois anos até que o cenário dos empregos começasse a melhorar. E quando finalmente chegou uma recuperação convincente, isto se deu apenas porque Alan Greenspan conseguiu substituir a bolha tecnológica por uma bolha das moradias.</p>
<p>Agora a bolha das moradias explodiu, deixando a paisagem financeira repleta de destroços. Mesmo que funcionem os esforços atuais para o resgate do sistema bancário e para o descongelamento dos mercados de crédito &#8211; e apesar de ainda estarmos nos primeiros dias, os resultados iniciais foram desapontadores &#8211; é difícil de imaginar que ocorra uma recuperação nas moradias tão cedo. E se há uma outra bolha esperando, ela não é óbvia. Desse modo o Fed enfrentará dificuldade ainda maior em conseguir tração desta vez.</p>
<p>Em outras palavras, não há muito o que Ben Bernanke possa fazer pela economia. Ele pode e deve cortar ainda mais as taxas de juros, mas ninguém espera que isso faça mais do que oferecer um discreto estímulo econômico.</p>
<p>Por outro lado, há muito que o governo federal pode fazer pela economia. Ele pode oferecer benefícios mais extensos aos desempregados, o que ao mesmo tempo ajudaria as famílias em dificuldade e põe dinheiro nas mãos de pessoas que provavelmente vão gastá-lo. O governo pode oferecer ajuda de emergência para os governos estaduais e locais, para que não sejam obrigados a realizar grandes cortes de gastos que ao mesmo tempo degradam os serviços públicos e destroem empregos. Ele pode comprar hipotecas (mas não pelo seu valor de face, conforme propôs John McCain) e reestruturar os termos da dívida para ajudar as famílias a permanecerem em suas casas.</p>
<p>E essa seria também uma boa época para se envolver em grandes gastos com infra-estrutura, coisa que o país precisa muito, seja como for. O argumento habitual contrário às obras públicas enquanto estímulo econômico diz que essas demoram muito para ficar prontas: quando finalmente começar o conserto daquela ponte e a substituição daquela ferrovia, o declínio já terá acabado e o estímulo não será mais necessário. Bem, esse argumento não tem força agora, já que as chances de que este declínio termine num futuro próximo são virtualmente nulas.</p>
<p>Então, vamos dar início a esses projetos.</p>
<p>Será que a próxima presidência fará o que é necessário para lidar com o declínio econômico? Não se McCain conseguir frustrar a todos. O que precisamos agora é de mais gastos do governo &#8211; mas quando perguntaram a McCain como ele lidaria com a crise econômica, ele respondeu: &#8220;Bem, antes de mais nada, precisamos controlar essa enorme quantidade de gastos governamentais.&#8221; Se Barack Obama for eleito presidente, ele não sofrerá do mesmo tipo de oposição aos gastos públicos. Mas ele enfrentará um coro de tipos experientes em Washington dizendo a ele para ser responsável, afirmando que seriam inaceitáveis os grandes déficits nos quais o governo incorreria no próximo ano, caso faça a coisa certa.</p>
<p>Obama deve ignorar este coro. A atitude responsável, no momento, é estender à economia a ajuda de que ela necessita. Agora não é hora de se preocupar com déficits orçamentários.</p>
<p><strong>*Paul Krugman escreve para o &#8216;The New York Times&#8217;</strong></p>
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		<title>Os deuses que fracassaram</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 12:14:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Harold Meyerson* &#8211; O Globo
Em 1949, escritores famosos escreveram ensaios explicando por que não eram mais comunistas, reunidos no volume “O Deus que fracassou”.
Hoje, intelectuais conservadores talvez considerem escrever sobre os fracassos de sua amada divindade: o capitalismo sem regulação.
A queda do sistema financeiro tem sido tão rápida e ampla que não houve tempo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://markjberry.blogs.com/way_out_west/Deconstruction.jpg" style="cursor: -moz-zoom-in" alt="http://markjberry.blogs.com/way_out_west/Deconstruction.jpg" width="461" height="385" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Harold Meyerson* &#8211; O Globo</strong></p>
<p>Em 1949, escritores famosos escreveram ensaios explicando por que não eram mais comunistas, reunidos no volume “O Deus que fracassou”.</p>
<p>Hoje, intelectuais conservadores talvez considerem escrever sobre os fracassos de sua amada divindade: o capitalismo sem regulação.</p>
<p>A queda do sistema financeiro tem sido tão rápida e ampla que não houve tempo para considerar suas implicações para a teoria econômica que reinou nos últimos 30 anos. No que exatamente economistas conservadores acreditam, agora que seu deus está morto? Não nos surpreende ver um desorientado John McCain. O que ele deve fazer? Admitir que a crença de Ronald Reagan e Margaret Thatcher no capitalismo sem regulação, no qual todo candidato republicano apoiava até o último inverno, desmoronou? Na verdade, a crença da auto-suficiência do mercado também teve apoio de importantes democratas. Nos anos 90, o republicano Alan Greenspan e o democrata Robert Rubin agiram para que o mercado de derivativos seguisse sem regulação, apesar de Warren Buffett e George Soros terem alertado para o risco.</p>
<p>Se o colapso dos mercados deixou o conservadorismo em farrapos, deu aos liberais a tarefa de construir uma economia mais sustentável. Foram os liberais do Congresso que insistiram que o governo deveria ter poder para adquirir participações em bancos.</p>
<p>Agora, liberais devem ficar atentos ao tipo de nacionalização financeira que estão prestes a adotar. Henry Paulson (secretário do Tesouro dos EUA) quer injetar recursos públicos em bancos, mas continuar confiando nosso sistema aos banqueiros que nos colocaram nessa situação.</p>
<p>Esses bancos não deveriam incluir membros do governo em seus conselhos de administração para evitar as mesmas besteiras? A atual crise de ideologia não está confinada à doutrina do laissez faire. A crença no equilíbrio do orçamento se tornou sem sentido com a economia se encaminhando para uma recessão. Com bancos parando de emprestar, empresas demitindo funcionários, governos locais e estaduais suspendendo serviços, proprietários de imóveis com dívidas recordes e consumidores reduzindo compras, um maciço estímulo federal é o que separa a nação de uma calamidade econômica.</p>
<p>McCain e Obama discordam no que se refere ao papel do governo no estímulo à economia.</p>
<p>Tendo passado a vida defendendo políticas que levaram ao “derretimento”, McCain agora defende políticas que transformarão recessão em depressão. Ele pode ter suas crenças, mas a nação não pode rezar no altar desses deuses que fracassaram.<br />
<strong><br />
*HAROLD MEYERSON é colunista do “Washington Post”</strong></p>
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