21/11/2009 - 15:35h Pesquisas associam taxas de colesterol a risco de tumores

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Altos níveis de HDL (colesterol “bom”) parecem proteger contra o câncer

JULLIANE SILVEIRA ENVIADA ESPECIAL A ORLANDO – FOLHA SP

Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol “bom”) e menor risco de desenvolvimento de câncer.
Entre os pacientes avaliados, 7.928 desenvolveram tumores malignos ao longo de cinco anos. A cada 10 mg/dl aumentado de HDL, a redução de incidência de câncer foi de 21%.
O estudo foi realizado pelo Tufts Medical Center e apresentado no congresso da American Heart Association, em Orlando. “Constatamos que, nos estudos com pacientes com taxas mais baixas de HDL, a incidência de câncer foi maior”, disse à Folha Richard Karas, autor do estudo.
Os mecanismos que levam à associação entre as taxas de colesterol e câncer ainda não foram bem estabelecidos. No entanto, os pesquisadores levantam algumas hipóteses para explicar a relação.
Uma delas é o fato de que o HDL está relacionado a mecanismos inflamatórios. “O HDL pode ter um efeito no sistema imunológico, desempenhando um efeito anti-inflamatório. Um dos papeis desse sistema, em termos leigos, é procurar as células cancerosas e matá-las”, explicou Karas.
A outra hipótese, segundo Karas, está no efeito antioxidante de uma proteína que compõe o HDL. Sabe-se que substâncias antioxidantes têm efeito preventivo contra o desenvolvimento de tumores.
“É possível que o HDL atue em mecanismos inflamatórios do organismo e, por isso, contribua para reduzir as taxas de câncer. Mas não podemos deixar de lado o fato de que pessoas com níveis mais altos de colesterol “bom” geralmente apresentam melhores hábitos de vida, o que também influencia no aparecimento de câncer”, observa o cardiologista Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Próstata
Um outro estudo realizado com mais de 5.000 homens pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, também mostrou que altos índices de colesterol total estão relacionados a maior risco de desenvolver câncer de próstata. Aqueles que tinham níveis totais de colesterol menores do que 200 mg/dl apresentaram 59% menos risco de desenvolver câncer de próstata agressivo.
De acordo com os pesquisadores, as moléculas de colesterol podem interferir na sobrevida das células cancerosas. Dessa forma, os tumores podem fazer uso desse mecanismo para burlar o ciclo normal de vida e morte celular.

16/11/2009 - 16:08h Antidepressivo que não deu certo vira “viagra feminino”

http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpgAntidepressivo que não deu certo vira “viagra feminino”

da Folha Online

Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram “significativa melhoria” em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico “The Independent”.

Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez por dia, indicaram mais relações sexuais “satisfatórias”, maiores níveis de desejo sexual e reduzido estresse associado a problemas sexuais.

“É essencialmente um remédio como o Viagra para mulheres, já que o libido ou desejo sexual reduzido é o problema sexual mais comum das mulheres, assim como a difunção erétil é o problema mais frequente para os homens”, disse o professor John Thorp, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA.

O Viagra, que ajuda os homens a superar a impotência, também foi projetado originalmente com outro propósito: para tratar angina, uma dor no peito associada a doenças do coração.

Os resultados reunidos de três dos quatro testes clínicos em série do Flibanserin foram apresentados hoje no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual, em Lyon, França.

Um total de 1.946 mulheres a partir dos 18 anos até idade pré-menopausa foram tratadas com o Flibanserin ou com um placebo –cápsula inativa para controle– por 24 semanas.

25/05/2009 - 15:36h Saúde de amantes da carne vermelha paga preço alto

Saúde e boa forma

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Ensaio
jane brody

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Houve um tempo em que a carne era um luxo para a maioria das pessoas, ou, pelo menos, era algo especial: preparar um assado para o almoço de domingo ou pedir um filé num restaurante. Mas isso mudou. A quantidade média de carne consumida por pessoa dobrou nos últimos 40 anos, segundo agência de alimentos e agricultura da ONU. Boa parte desse crescimento do consumo se dá em países em desenvolvimento, como Índia e China.
Um novo estudo feito com mais de 500 mil americanos forneceu as evidências mais claras até agora de que o gosto pela carne vermelha vem cobrando um preço alto da saúde e limitando a longevidade. O estudo constatou que, quando outras condições são iguais, os homens e mulheres que consomem a maior quantidade de carne tendem a morrer antes das pessoas que consomem muito menos, especialmente de duas das maiores causas de morte no país -doenças cardíacas e câncer.
Os resultados do estudo foram divulgados em março no periódico “The Archives of Internal Medicine”. Dirigido por Rashmi Sinha, epidemiologista nutricional do Centro de Câncer dos EUA, envolveu 322.263 homens e 223.390 mulheres de 50 a 71 anos. Cada participante completou questionários detalhados sobre sua dieta e outros hábitos, incluindo o tabagismo, prática de exercícios, consumo de álcool, escolaridade, uso de suplementos, peso e histórico familiar de câncer.
Durante os dez anos do estudo, 47.976 homens e 23.276 mulheres morreram, e os pesquisadores registraram o momento e as causas de cada morte. O consumo de carne vermelha (bovina, suína e de carneiro) dos participantes variou do mínimo de menos de 28 gramas por dia para o máximo de 113 gramas por dia, e o consumo de carnes processadas (presunto, bacon, salsichas) variou de no máximo uma vez por semana para a média de 42 gramas diárias.
O aumento de risco de mortalidade vinculado aos níveis mais altos de consumo de carne foi descrito como “modesto”, variando entre cerca de 20% e quase 40%. Mas, extrapolados a todos os americanos na faixa etária estudada, as descobertas sugerem que, ao longo de uma década, as mortes de 1 milhão de homens e de ao redor de 500 mil mulheres poderiam ser evitadas simplesmente pelo consumo de menos carne vermelha e processada, segundo estimativas redigidas por Barry Popkin, que escreveu um editorial acompanhando o artigo.
Para prevenir as mortes prematuras relacionadas ao consumo de carnes vermelhas e processadas, Popkin sugeriu que as pessoas consumam um hambúrguer só 1 ou 2 vezes por semana, um bife pequeno uma vez por semana e um cachorro-quente a cada 45 dias.
Em contrapartida, no estudo, os maiores consumidores de carne branca, como aves e peixes, apresentaram uma pequena vantagem em termos de sobrevivência. Aqueles que consumiram a maior quantidade de frutas e verduras também tenderam a viver mais.
Estudos como esse levantam a questão de se a carne é de fato um risco à saúde ou se outros fatores associados ao seu consumo são culpados pela elevação do risco de morte. Escolher proteínas de outras fontes que não a carne também tem sido vinculado a índices mais baixos de câncer. Quando a carne é cozida, grelhada ou assada, carcinógenos podem formar-se em sua superfície. E as carnes processadas, como salsichas, linguiças e salames, geralmente contêm nitrosaminas, embora hoje existam produtos livres desses carcinógenos.
Os dados de 1 milhão de participantes no teste Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição revelaram que os participantes que consumiram menos peixe tiveram risco maior de desenvolver câncer do cólon do que os que consumiram mais de 50 gramas de peixe por dia.
Enquanto uma dieta rica em carnes vermelhas foi vinculada a um risco maior de câncer de próstata, num estudo realizado com 35.534 homens, os participantes que consumiram peixe pelo menos três vezes por semana apresentaram metade do risco de câncer de próstata avançado que os homens que raramente comeram peixe.
Outro estudo, no qual mais de 19.500 mulheres consumiram uma dieta com baixo teor de gordura, constatou após oito anos uma redução de 40% no risco de câncer de ovário entre elas, comparadas a 29 mil mulheres com dieta normal.

20/03/2009 - 16:05h Estímulo elétrico cura mal de Parkinson em roedores

Técnica criada por cientista brasileiro pode ser testada em humanos já em 2010

Método, que consiste em implantar um eletrodo na medula espinhal, será antes aplicado em macacos num experimento em Natal (RN)

RAFAEL GARCIA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Uma técnica para tratar os sintomas do mal de Parkinson com suaves impulsos elétricos na medula espinhal teve sucesso num experimento com camundongos e poderá ser testada em humanos já em 2010. O método, descrito hoje em estudo no periódico “Science”, foi ideia do neurocientista paulista Miguel Nicolelis, da Universidade Duke, da Carolina do Norte (EUA). É a segunda vez na história que o trabalho de um brasileiro é destaque de capa da publicação centenária.
A técnica, idealizada por Nicolelis e desenvolvida pelo chileno Romulo Fuentes, consiste em conectar um pequeno eletrodo -uma lâmina de metal- na coluna dos animais e ligá-lo a uma bateria que dispara impulsos elétricos com uma frequência controlada. Nos roedores, a estratégia conseguiu reverter os sintomas de Parkinson, doença degenerativa que afeta a habilidade motora das pessoas e causa tremores.
Como a aplicação de eletrodos na medula já se provou segura para tratamento de dor crônica em humanos, o uso da técnica contra Parkinson pode sair da fase experimental para a clínica mais rápido. E, a partir de agora, as pesquisas provavelmente serão feitas no Brasil.
A primeira instituição a dar continuidade à técnica será o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, que Nicolelis ajudou a fundar e acaba de contratar Fuentes.
“Nossa perspectiva é fazer o teste em quatro a seis macacos neste ano e, se os resultados forem iguais aos de camundongos, já partir para os primeiros estudos clínicos [em humanos]“, disse Nicolelis à Folha. “O equipamento que será usado futuramente é totalmente implantável. Esses estimuladores têm sido usados há anos na tentativa de tratar dores crônicas, e a tecnologia já está desenvolvida. É só questão de usar a frequência correta, a corrente correta e o padrão de estimulação para Parkinson.”
A nova técnica tem o potencial de substituir a chamada estimulação cerebral profunda, procedimento que hoje costuma ser o último recurso para pacientes em estágio avançado da doença. A técnica é um procedimento muito invasivo.
“Você tem de entrar dez centímetros no cérebro e existe 5% de risco de sangramento que pode ser fatal”, explica Nicolelis. “Além disso, só 25% a 30% dos pacientes que estão em estado avançado conseguem suportar essa cirurgia”. O novo mecanismo é de aplicação mais simples do que um marca-passo cardíaco, diz o cientista.

Conexão epilepsia
Segundo o cientista brasileiro, a ideia de usar essa técnica veio de estudos que ele mesmo realizara sobre epilepsia.
“Há dois anos, nós começamos a registrar a atividade do cérebro de animais parkinsonianos, e eu percebi que ela era virtualmente idêntica a das crises epilépticas que nós tínhamos estudado dez anos atrás”, conta. Encontrando um ponto correto para aplicar os impulsos elétricos na coluna dos animais, o grupo de pesquisadores conseguiu amenizar os sintomas da doença, assim como havia feito com a epilepsia.
Os pesquisadores explicam que, apesar de as duas doenças não terem uma origem comum, parte dos circuitos nervosos que elas afetam é o mesmo, por isso há uma afinidade entre os mecanismos delas. Nicolelis explica que por trás do mal de Parkinson há um fenômeno em que os neurônios do sistema motor entram todos em sincronia, disparando ao mesmo tempo. “Todos os músculos tentam se contrair ao mesmo tempo, e o resultado final disso é que você não consegue fazer nada.”

Dose reduzida
Outra vantagem do novo tratamento, diz Nicolelis, é que ele permite prolongar a eficácia da L-dopa, a droga usada para barrar os sintomas da doença nos estágios iniciais. O grande problema da L-dopa é que ela perde a eficácia à medida que o paciente a ingere. Mas, quando foi usada em conjunto com a estimulação elétrica da medula, melhorou ainda mais o estado dos roedores, mesmo com a dose da droga reduzida em 80%.
O que a L-dopa faz é recuperar o nível cerebral de dopamina, molécula transmissora de impulsos nervosos que nos parkinsonianos é escassa, diz Nicolelis, entusiasmado com a aceitação da pesquisa. “A capa da “Science” é o pináculo de qualquer publicação que um cientista pode ter.”

NA “SCIENCE”: BRASILEIRO É SEGUNDO A IR PARA A CAPA DA REVISTA

O estudo de Miguel Nicolelis é o segundo liderado por um brasileiro a ganhar a capa da prestigiada revista “Science”, da AAAS (Associação Americana para o Avanço da Ciência). O primeiro a chegar lá foi o paleontólogo Alexander Kellner, em julho de 2002, com trabalho sobre um pterossauro gigante achado no Ceará. Brasileiros, dentro de uma cooperação internacional, assinaram um estudo sobre raios cósmicos que foi capa do periódico em 2007.

20/02/2009 - 22:04h É de doer!

Assisti agora pouco, na TV a cabo, ao documentário “Sicko” de Michael Moore, sobre o sistema de saúde dos Estados-Unidos. Impossível de desgrudar da TV. Vale a pena assistir e refletir sobre o assunto. O sistema americano é posto a nu e comparado com os sistemas existentes em Inglaterra, França e incluso Cuba. O resultado é um violento manifesto contra o neoliberalismo em matéria de saúde pública. No vídeo a seguir, legendado, uma parte do documentário que concerne a França. Um conselho, assistam!

16/11/2008 - 17:15h Inca: toque retal não é indicado como prevenção

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Instituto também desaconselha teste do PSA para próstata

Roberta Jansen – O GLOBO

A notícia é boa para os homens no Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata: o exame de toque retal e de dosagem de PSA não são recomendados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) como uma forma eficaz de reduzir a mortalidade causada pelos tumores malignos. Ou seja, o instituto desaconselha que os exames sejam feitos periodicamente por homens que não apresentem sintomas.

A idéia de que os exames preventivos seriam eficazes na redução da mortalidade é bastante difundida e recomendada, inclusive, pela Sociedade Brasileira de Urologia. Mas o Inca, referência para os tratamentos e políticas públicas de câncer no país, garante que não há base científica para tal recomendação. A mesma posição é adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

— Acho que essa idéia foi construída por analogia com os cânceres em que o rastreamento leva à redução da mortalidade, como o de mama e colo de útero — afirmou a gerente da Divisão de Gestão da Rede Oncológica do Inca, Ana Ramalho. — Mas não existem evidências científicas de que o rastreamento para o câncer de próstata reduza a mortalidade causada pela doença. Estudos feitos desde a criação do teste do PSA vem mostrando que a mortalidade é a mesma.

Muitos tumores não evoluem para câncer

Isso ocorre, segundo a especialista, porque os tumores de próstata apresentam uma característica específica: embora sejam relativamente freqüentes em homens acima dos 50 anos, em boa parte dos casos não se desenvolvem.

— Mas no momento em que um tumor é descoberto num exame, tem que se tomar uma atitude porque não há como saber quais vão evoluir e quais não vão — explica Ana Ramalho. — Então, ocorre o que chamamos de sobretratamento em boa parte dos casos, estamos tratando algo que nunca ameaçaria a saúde daquela pessoa, que nunca se transformaria em doença.

Para as pessoas que quiserem fazer os exames, a recomendação do Inca é que o médico as informe sobre os benefícios e os riscos de tal decisão, já que o tratamento pode envolver radioterapia e cirurgia.

— As duas complicações mais freqüentes do tratamento são a incontinência urinária e a impotência sexual — lembrou a especialista.

O Inca recomenda a adoção de hábitos saudáveis na prevenção do câncer (não fumar, praticar exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada) e a procura por um especialista se forem detectados sintomas como sangue na urina, necessidade freqüente de urinar, jato urinário fraco e dor ou queimação ao urinar.

15/08/2008 - 15:55h Herança maldita: descoberta causa genética do câncer de cólon

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EFE – O Globo

WASHINGTON – Cientistas americanos descobriram uma irregularidade em um par de genes que seria responsável pela maioria dos casos de câncer colo-retal, revela um estudo divulgado nesta quinta-feira pela revista “Science”. Segundo os pesquisadores do Centro de Oncologia Integral da Universidade Estadual de Ohio, esta é a primeira vez que se constata uma causa conclusiva do câncer de cólon.

” (O estudo) sugere que (a disfunção genética) desempenha um importante papel (no câncer colo-retal) ”

A descoberta, que se deu através de uma análise de 138 pacientes com câncer colo-retal, poderia proporcionar aos oncologistas uma nova forma de identificar as pessoas que correm um alto risco de sofrer essa doença, dizem os cientistas. Em todo o mundo, são diagnosticados anualmente mais de um milhão de casos de câncer colo-retal e, nos Estados Unidos, a doença causa a morte de cerca de 50 mil pessoas a cada ano.

Os genes do fator beta de transformação do crescimento, mais conhecidos como TGFBR1, normalmente ajudam a prevenir o câncer. Cada pessoa herda um gene do pai e outro da mãe e as duas cópias geralmente desenvolvem a mesma atividade para produzir o TGFBR1. No entanto, em algumas pessoas um desses genes é menos produtivo que o outro, segundo revelou o estudo.

- O fato de termos visto uma diferença anormal na expressão genética em pelo menos 10% dos pacientes de câncer de cólon e em muito poucas pessoas sem a doença sugere que (a disfunção genética) desempenha um importante papel (no câncer colo-retal) – diz Albert de la Chapelle, um dos pesquisadores.

A diferença na expressão genética parece aumentar nove vezes o risco de uma pessoa sofrer de câncer de cólon, acrescenta Chapelle. Segundo o cientista, se for confirmada a relação entre a irregularidade genética e a doença, familiares dos doentes devem ficar atentos, pois podem tê-la herdado.

17/01/2008 - 15:53h Uma nova diferença entre os sexos


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Fernando Reinach*
Apesar de todo ano estudantes de Medicina dissecarem centenas de cadáveres, ninguém acredita que ainda é possível descobrir estruturas no corpo humano. De tão estudada, a anatomia humana se tornou uma ciência moribunda. Mas, agora, três antropólogos identificaram um detalhe em nossa anatomia que havia passado despercebido.

O interessante é que eles não fizeram a descoberta dissecando corpos, mas partiram de considerações sobre a evolução humana. Desde que nossos ancestrais se tornaram bípedes, nosso centro de gravidade, que se localizava entre as patas anteriores e posteriores, passou a se localizar sobre a bacia. Nos homens, o centro de gravidade não se altera ao longo da vida, mas nas mulheres ele se desloca para frente durante a gravidez ou quando a fêmea carrega o filho.
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27/12/2007 - 14:20h Cientistas próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais

Minúsculos tubos são obtidos em laboratório a partir de células-tronco

O Globo

Cientistas americanos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciaram que estão próximos da criação de vasos sanguíneos artificiais.

Eles conseguiram criar minúsculos tubos em laboratório a partir de células-tronco.

A obtenção de vasos sanguíneos artificiais é considerado um dos importantes desafios da medicina regenerativa porque eles poderão transplantados para diversos órgãos que precisem de grandes quantidades de tecidos vasculares.
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22/12/2007 - 13:51h Le Viagra fait aussi bander les muscles des sportifs

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10/11/2007 - 10:34h Health Care Excuses


By PAUL KRUGMAN

The United States spends far more on health care per person than any other nation. Yet we have lower life expectancy than most other rich countries. Furthermore, every other advanced country provides all its citizens with health insurance; only in America is a large fraction of the population uninsured or underinsured.

You might think that these facts would make the case for major reform of America’s health care system — reform that would involve, among other things, learning from other countries’ experience — irrefutable. Instead, however, apologists for the status quo offer a barrage of excuses for our system’s miserable performance.

So I thought it would be useful to offer a catalog of the most commonly heard apologies for American health care, and the reasons they won’t wash.

Excuse No. 1: No insurance, no problem.

“I mean, people have access to health care in America,” said President Bush a few months ago. “After all, you just go to an emergency room.” He was widely mocked for his cluelessness, yet many apologists for the health care system in the United States seem almost equally clueless.

We’re told, for example, that there really aren’t that many uninsured American citizens, because some of the uninsured are illegal immigrants, while some of the rest are actually entitled to Medicaid. This misses the point that the 47 million people in this country without insurance are an ever-changing group, so that the experience of being without insurance extends to a much broader group — in fact, more than one in every three people in America under the age of 65 was uninsured at some point in 2006 or 2007.

Oh, and finding out that you’re covered by Medicaid when you show up at an emergency room isn’t at all the same thing as receiving regular medical care.

Beyond that, a large fraction of the population — about one in four nonelderly Americans, according to a Consumer Reports survey — is underinsured, with “coverage so meager they often postponed medical care because of costs.”

So, yes, lack of insurance is a very big problem, a problem that reaches deep into the middle class.

Excuse No. 2: It’s the cheeseburgers.

Americans don’t have a bad health system, say the apologists, they just have bad habits. Overeating and teenage sex, not the huge overhead of America’s private health insurance companies — the United States spends almost six times as much on health care administration as other advanced countries — are the source of our problems.

There’s a grain of truth to this claim: Bad habits may partially explain America’s low life expectancy. But the big question isn’t why we have lower life expectancy than Britain, Canada or France, it’s why we spend far more on health care without getting better results. And lifestyle isn’t the explanation: the most definitive estimates, such as those of the McKinsey Global Institute, say that diseases that are associated with obesity and other lifestyle-related problems play, at most, a minor role in high U.S. health care costs.

Excuse No. 3: 2007 is better than 1950.

This is an argument that baffles me, but you hear it all the time. When you point out that America spends far more on health care than other countries, but gets worse results, the apologists reply: “Sure, we spend a lot of money on health care, but medical care is a lot better than it was in 1950, so it’s money well spent.” Huh?

It’s as if you went to a store to buy a DVD player, and the salesman told you not to worry about the fact that his prices are twice those of his competitors — after all, the machines on offer at his store are a lot better than they were five years ago. It is, in other words, an argument that makes no sense at all, yet respectable economists make it with a straight face.

Excuse No. 4: Socialized medicine! Socialized medicine!

Rudy Giuliani’s fake numbers on prostate cancer — which, by the way, he still refuses to admit were wrong — were the latest entry in a long, dishonorable tradition of peddling scare stories about the evils of “government run” health care.

The reality is that the best foreign health care systems, especially those of France and Germany, do as well or better than the U.S. system on every dimension, while costing far less money.

But the best way to counter scare talk about socialized medicine, aside from swatting down falsehoods — would journalists please stop saying that Rudy’s claims, which are just wrong, are “in dispute”? — may be to point out that every American 65 and older is covered by a government health insurance program called Medicare. And Americans like that program very much, thank you.

So, now you know how to answer the false claims you’ll hear about health care. And believe me, you’re going to hear them again, and again, and again.

23/10/2007 - 15:12h ¿Un gen para "demorar" la vejez?

SEGUN UN ESTUDIO DE CIENTIFICOS INGLESES, AYUDARIA A LIMITAR LOS MALES PROPIOS DE LA TERCERA EDAD

Por: Alok Jha

Un grupo de científicos ingleses descubrió un gen que regula la duración de vida en los mamíferos y podría conducir un día a la aparición de tratamientos que atrasen el envejecimiento y las enfermedades que le son propias, como el Mal de Alzheimer, el cáncer y las dolencias cardíacas.

Experimentos en ratones machos mostraron que aquellos que carecían de un gen llamado IRS-1 vivían un 20 por ciento más y llevaban vidas más saludables. En tanto que los ratones hembras

sin este gen tenían una longevidad aún mejor ya que vivían un promedio de un 30 por ciento más. Al margen de tener una vida más larga, los ratones sin el IRS-1 eran mucho más saludables que los ratones normales a medida que envejecían, tenían ojos más brillantes, un mejor funcionamiento del sistema inmunológico y huesos y pelaje más lozanos.

Dominic Withers, del Centro de Investigaciones sobre el Envejecimiento en la University College London, que fue quien lideró este estudio, explicó que “estos resultados sugieren que el IRS-1 es un sendero conservado por la evolución que regula el tiempo de vida de los mamíferos y podría apuntar a métodos para atrasar potencialmente el envejecimiento en los seres humanos”.

El IRS-1 participa de la función de regulación de la función de la insulina, hormona que controla la cantidad de azúcar en sangre.

Los resultados obtenidos por el profesor Withers, que aparecieron ayer en Internet, en la publicación Faseb, se suman a una creciente cantidad de trabajos científicos, que señalan una relación entre los genes que regulan la insulina y la forma cómo envejece un animal. Genes similares en las moscas de la fruta y los gusanos ya fueron relacionados con un tiempo de vida mayor.

David Gems, otro de los autores del estudio, indicó que el trabajo con el IRS-1 en ratones es el primero en mostrar que los mamíferos pueden mantenerse saludables a medida que envejecen. “Lo que vimos en estos animales fue un aplazamiento de la aparición de enfermedades de la vejez, como la osteoporosis, la diabetes y los trastornos del sistema inmunológico. Pero no cabe duda de que estudiar todos estos mecanismos en los seres humanos es mucho más complejo porque nuestra expectativa de vida es mayor. De todos modos, tanto éste como otros trabajos nuestros sobre el proceso del envejecimiento están sentando bases científicas cruciales”.

El profesor Withers no está seguro todavía por qué razón la extracción del IRS-1 condujo a una vida más prolongada en los ratones. “Es probable que el motivo por el que funciona es que es bueno que el animal reciba un poco de estrés“.

Si los científicos descubren la manera para manipular al gen IRS-1 en los humanos, podría acarrear grandes beneficios médicos. Pero tendrán que pasar unos 10 años antes de que se puedan transferir los resultados a los humanos.

TRADUCCION: Silvia S. Simonetti

19/10/2007 - 13:09h Bacteria responsible for more deaths in the United States each year than AIDS.

Schools in Several States Report Staph Infections, and Deaths Raise the Alarm

Bill Crandall for The New York Times

The nurse, Jenny Jones, and the principal, William Gregory, at a Maryland high school where there were staph infections.

By IAN URBINA

 

The New York Times

SANDY SPRING, Md., Oct. 18 — When the football players here at Sherwood High School were not getting the message about washing their uniforms and using only their own jerseys, the school nurse paid a surprise visit to the locker room. She brought along a baseball bat.

“Don’t make me use this,” the nurse, Jenny Jones, said, pointing out that seven players on the team had already contracted a deadly drug-resistant strain of bacteria this year. “Start washing your hands,” she said. “I mean it.”

School officials around the country have been scrambling this week to scrub locker rooms, reassure parents and impress upon students the importance of good hygiene. The heightened alarm comes in response to a federal report indicating that the bacteria, methicillin-resistant Staphylococcus aureus, or MRSA, are responsible for more deaths in the United States each year than AIDS.

MRSA (pronounced MEER-suh) is a strain of staph bacteria that does not respond to penicillin or related antibiotics, though it can be treated with other drugs. The infection can be spread by sharing items, like a towel or a piece of sports equipment that has been used by an infected person, or through skin-to-skin contact with an open wound.

On Wednesday and Thursday, scores of schools were closed and events were canceled in Connecticut, Maryland, North Carolina, Ohio and Virginia as cleaning crews disinfected buses, lockers and classrooms. More closings are planned on Friday.

School officials in Mississippi, New Hampshire and Virginia reported student deaths within the past two weeks from the bacteria, while officials in at least four other states reported cases of students being infected.

The federal report, written by doctors at the Centers for Disease Control and Prevention, found that nearly 19,000 people had died in the United States in 2005 after an invasive MRSA infection. The study also suggested that such infections might be twice as common as previously thought.

This week, health officials began reporting a growing number of cases in schools, gyms and day care centers, and not just in nursing homes and hospitals, as has often been the case in the past.

Nicole Coffin, a spokeswoman at the centers, said that while the results of the study are striking, it is important to realize that about 85 percent of the infections reported from the bacteria were in health care settings.

“MRSA in the community is typically a mild skin infection that rarely becomes life-threatening,” she said, adding that even when it does become more severe, the death rates for this type of infection are low.

Here in Sandy Spring, students seem to be getting the message that they need to take extra care.

“I think they’re taking it seriously now,” William Gregory, the principal at Sherwood High School, said of members of the football team. “She is pretty emphatic,” he said, pointing to Ms. Jones. “But the students are also seeing the reports of deaths, and that has reminded them.”

He added that as he visits locker rooms now, the tell-tale stench is gone from athletes’ uniforms, and students are calling him and the nurse diligently when cuts do not seem to be healing.

Elsewhere in the state, more than two dozen staph infections have been reported by four Anne Arundel County high schools over the past three weeks. County officials sent letters to parents explaining that crews have been scrubbing schools with hospital-grade disinfectant.

Ashton Bonds was one of the rare cases of a death from MRSA contracted outside a health care facility. Mr. Bonds, a 17-year-old football player from Staunton River High School in Moneta, Va., died Monday from the bacteria.

“He put up a fight,” said Veronica Bonds, Ashton’s mother. “He was strong. I just think he was just tired, too.”

In response to the death, students throughout the county protested what they called unsanitary conditions in their school buildings.

Although school officials have observed that the bacteria mostly affect student athletes, cases have been reported in children of elementary school age as well.

“I worry about her getting sick anyway, but I don’t want her to catch something that will make her very, very ill,” said Kelli Stammen about her 2-year-old daughter, who attends city-sponsored recreation and library classes in Grove City, Ohio, where a 17-year-old high school student was put in intensive care unit in September with a staph infection.

The C.D.C. study found that 27 percent of all invasive MRSA infections originated in hospitals, while 58 percent began outside of a hospital but in patients with some recent exposure to the health care system.

The remaining 15 percent of invasive MRSA cases originated in the community without any apparent health care risk factor.

Bob Driehaus contributed reporting from Cincinnati.

16/10/2007 - 12:36h Exame de sangue aponta propensão ao Alzheimer

Método desenvolvido na Califórnia analisa proteínas sangüíneas e indica com 90% de exatidão se a pessoa desenvolverá a doença

Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de um exame de sangue capaz de identificar, com até seis anos de antecedência, o surgimento do mal de Alzheimer num indivíduo. A doença degenerativa, que leva à perda gradual de memória, locomoção e capacidade de raciocínio, só é determinada atualmente pela exclusão de outras possíveis disfunções que provocam lapsos mentais. O estudo, liderado por Tony Wyss-Coray, professor da Universidade de Stanford, na Califórnia, testou o sangue de 249 pessoas — entre indivíduos saudáveis, com sintomas prematuros do Alzheimer ou nos estágios avançados da doença.

Os pesquisadores analisaram 120 proteínas encontradas no plasma sangüíneo que funcionam como mensageiros químicos entre células do sangue, do cérebro e do sistema imunológico. Os participantes da pesquisa que eram portadores do mal de Alzheimer e os que acabaram por desenvolver a doença poucos anos depois do exame apresentaram uma concentração elevada de 18 proteínas. “Do mesmo modo que um psiquiatra pode deduzir muitas coisas escutando as palavras de um paciente, ‘escutando’ diferentes proteínas podemos ver que algo não funciona com as células”, disse Wyss-Coray. “Nossa hipótese é de que há algo errado com a produção de certas células sangüíneas supostamente necessárias para a limpeza da substância que se acumula no cérebro de quem sofre de Alzheimer”, acrescentou o especialista.

O estudo, publicado no domingo na revista Nature Medicine, apresentou um surpreendente índice de 95% de exatidão no diagnóstico do mal de Alzheimer. O exame de sangue também se mostrou eficiente na identificação de indivíduos que desenvolveriam a doença. Para obter esses resultados, os cientistas estocaram as amostras de sangue de 47 pessoas com leve perda de memória. O grupo foi acompanhado por um período de dois a seis anos. Cerca de 90% dos casos de desenvolvimento posterior da doença, dentre as pessoas analisadas, foram identificados pelo exame.

Segundo o médico Sam Gandy, presidente do Conselho Médico e de Assessoramento da Associação do Alzheimer, a pesquisa estimulará a busca por tratamentos capazes de prevenir ao máximo o mal antes de seu aparecimento. De acordo com Patrick Lynn, presidente da Satoris Biomakers for Neurology, instituto científico que participou do estudo, o exame de sangue deverá ser introduzido nos centros de pesquisa até 2008. No entanto, para ser validada, a pesquisa ainda deve ser repetida por outros laboratórios independentes. Ainda não foi descoberta a cura para o mal de Alzheimer, que atinge mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, a aplicação precoce de medicamentos reduz os danos neurológicos.

12/10/2007 - 09:10h Remédios sob suspeita

Fabricantes tiram do mercado nos EUA medicamentos contra gripe para bebês

Gardiner Harris Do New York Times

Os principais fabricantes de medicamentos contra gripe e resfriado para crianças com menos de 2 anos anunciaram ontem que vão voluntariamente retirar seus produtos do mercado americano. O motivo alegado é o temor de que eles sejam usados de forma errada pelos pais. A retirada voluntária afeta somente as drogas que têm a faixa etária de 2 anos ou menos discriminada no rótulo.

A decisão aconteceu duas semanas depois de especialistas em segurança recomendarem à Administração de Remédios e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) que considerasse a proibição da venda de medicamentos para gripe e resfriado para crianças com menos de 6 anos de idade.

Na verdade, a própria associação comercial da indústria farmacêutica nos EUA (Consumer Healthcare Products Association) recomendou, há duas semanas, que esse tipo de remédio não deveria ser mais usado por bebês e crianças com menos de 2 anos. Porém, a despeito dessa recomendação, os laboratórios continuavam a vender as drogas.

Comitê vai fazer recomendações à FDA
Na semana que vem um comitê de especialistas independentes se reunirá para avaliar a segurança desse tipo de medicamento e oferecer recomendações para a FDA. Só no mercado americano existem cerca de 800 remédios de uso pediátrico contra gripe e resfriado (dentre eles alguns muito populares como Tylenol e Dimetapp). Em um ano, foram vendidas 41 milhões de unidades, somente nos EUA, sendo que um quinto desse total foi comercializado na forma de gotas, que são geralmente usadas em bebês.

A indústria farmacêutica disse que esses medicamentos são seguros e eficientes quando usados como o recomendado.

“A razão pela qual os fabricantes de numerosos remédios antigripais estão retirando seus produtos do mercado é ter havido raros casos de mau uso, relacionados à dosagem excessiva e identificados recentemente, particularmente em bebês.

E segurança é nossa maior prioridade”, disse Linda A. Suydam, presidente da associação da indústria, em nota.

Há poucas evidências de que medicamentos contra gripe e resfriado sejam eficazes para crianças pequenas, e há um medo crescente de que eles sejam perigosos. A associação da indústria informou que, de 1969 a 2006, pelo menos 45 crianças morreram depois de usar descongestionantes, e 60 morreram depois tomar anti-histamínicos. Muitas dessas crianças apresentaram problemas depois de os pais, equivocadamente, lhes terem dado doses muito elevadas, seja por que não atentaram para as dosagens de diferentes fabricantes, seja porque mediram erroneamente as quantidades.

Pediatras pediram proibição de drogas
Mas há um número crescente de registros indicando que mesmo a dosagem recomendada pode ser perigosa. O Centro de Controle de Envenenamentos do Hospital da Filadélfia registrou quatro casos de alucinações prolongadas em crianças de até 6 anos que haviam recebido dosagens corretas dos remédios.

Com não há quase nenhuma evidência de que os remédios são eficientes e preocupações crescentes de que eles podem ser inseguros, um grupo de pediatras pediu à FDA no início deste ano que considerasse a proibição do uso por crianças pequenas.

26/09/2007 - 13:44h New Drug May Make Tumors Self – Destruct

By THE ASSOCIATED PRESS

BARCELONA, Spain (AP) — Doctors are hopeful about a new drug to treat skin cancer by causing tumor cells to self-destruct by overloading them with oxygen.

Unlike regular cells, which naturally cannot have their oxidant levels raised beyond a certain threshold, cancer cells cannot balance the amount of free radicals inside them.

With the new drug STA-4783, doctors may be able to overload the cancer cells with oxygen-containing chemicals to the point where the cells cannot cope and simply die off, according to research presented Wednesday at a meeting of the European Cancer Organization in Barcelona.

”We are taking advantage of the Achilles heel of cancer cells,” said Dr. Anthony Williams, vice president of clinical research at Synta Pharmaceuticals Corp., based in Lexington, Massachusetts, which paid for the study.

STA-4783, which has no effect on normal cells, is the first of several such drugs planned for study, though no other companies have yet to release results from their research.

It could also be used against other cancers, such as pancreatic or ovarian, as they have been shown to naturally contain higher levels of oxygen. Because cancerous tumor cells already have high oxygen levels, they are easier to overload. Doctors said the study focused on skin cancer, though, as melanoma tumors were particularly deadly.

Williams detailed how the drug doubled the amount of time that advanced melanoma patients survived without their cancer worsening.

The study followed 81 patients with serious skin cancer: 28 received the standard chemotherapy drug paclitaxel and lived an average of 1.8 months before their cancer worsened, while 53 got paclitaxel plus the new drug and survived an average of 3.7 months before the disease worsened.

Patients on the experimental combination survived an average of one year after being diagnosed while those getting only the standard treatment survived an average of 7.8 months.

”This could have a profound effect on patients,” said Dr. Alex Eggermont, president-elect of the European Cancer Organization and a surgical oncology professor at Erasmus University in Rotterdam, Netherlands. Eggermont was not linked to the study.

Because STA-4783 targets only cancer cells, Williams said the drug does not come with too many side effects. Less than 5 percent of patients suffered serious side effects, which were similar to those seen in regular chemotherapy treatments, such as a temporary lowering of white blood cells, back pain and fatigue.

Though the study showed patients living longer with the cancer, some doctors said they hoped that, because the drug caused tumor cells to die off, it could potentially be used as a cure.

”Melanoma is so phenomenally complex that we desperately need new drugs to fight it,” Eggermont said.

There are very few drugs available for people with advanced skin cancer, which kills 70 percent of patients within one year. Williams said scientific trials offered patients the best hope for living longer.

”There are a few options that relieve the disease, but we have nothing that cures it,” said Dr. Jorgan Bergh, a professor of oncology at Sweden’s Karolinska Institute.

”This new drug is potentially interesting, but we still need to understand more about how it works and how that may interact with chemotherapy,” he said.

Synta Pharmaceuticals will soon start a bigger study with more than 600 patients at 150 cancer centers worldwide.

Other scientists have tried to provoke immune system attacks on skin cancer tumors, but that research is preliminary and scientists have yet to find a permanent way to keep the immune system from attacking healthy cells as well.

”We need to try different, novel approaches to see what might work,” Eggermont said, adding that the two methods — oxygen-overloading and boosting immune defenses — could even be combined. ”If you remove the inhibitions on the immune system and combine that with a drug, then that could open the door to new treatments,” he said.

Doctors emphasized that melanoma tumors were different from, and deadlier than, other cancers. For instance, nearly half of all patients with a skin cancer tumor that is 4 millimeters (0.2 inches) thick will die. But for a breast cancer patient with a tumor of the same size, nearly 95 percent of patients will live.

”Patients with advanced melanoma really do not have a lot of options,” Williams said. ”We only get one chance to save patients’ lives, and this may be a good starting point.”

24/09/2007 - 16:29h Quiropraxia pode causar danos permanentes à coluna, diz estudo

da BBC Brasil

Um dos principais tratamentos alternativos para dor nas costas, a quiropraxia pode causar danos permanentes, segundo um estudo publicado pela revista especializada “Journal of the Royal Society of Medicine”.

Segundo o autor do estudo, Edzard Ernst, a manipulação da espinha dorsal –prática adotada na quiropraxia– apresenta sérios riscos e deveria ser controlada mais rigorosamente.

“[A manipulação da espinha] está associada a efeitos adversos leves, freqüentes e passageiros, além de complicações sérias que podem levar a danos permanentes e à morte”, afirma o artigo.

Ernst, diretor de medicina complementar da Peninsula Medical School, das universidades de Exeter e Plymouth, analisou dados de 32 estudos anteriores, além de enquetes com médicos e quiropráticos, e chegou à conclusão de que a dissecção das artérias vertebrais é um dos efeitos mais comuns da prática.

Outras complicações incluem rompimento da dura-máter, a membrana externa e mais resistente da medula espinhal, edemas, danos no nervo, hérnia de disco e fraturas ósseas. Na maioria dos casos estudados, a manipulação da espinha superior foi apontada como causa, segundo Ernst.

A quiropraxia consiste no uso de pressão sobre vértebras do paciente e, segundo o estudo, pode resultar em danos às artérias que correm junto à espinha.

Alguns desses danos podem ser seguidos de sangramentos internos ou formação de pseudo-aneurismas, que podem resultar em trombose, embolia ou espasmo arterial.

Os quiropráticos, no entanto, dizem que a relação causal entre a prática e os efeitos descritos é questionável, já que um dos primeiros sinais da dissecção das artérias vertebrais é a dor no pescoço, que muitas vezes é o que leva o paciente a procurar a terapia.

O próprio autor do estudo reconhece que acidentes vasculares podem ocorrer espontaneamente ou ter outras causas. Além disso, como na maioria dos casos os problemas posteriores não são relatados, a freqüência das “conseqüências sérias” é desconhecida.

As estimativas de quiropratas são de que 6,4 em cada 10 milhões de pacientes de manipulação da espinha superior e um em cada 100 milhões de pacientes de manipulação da espinha inferior sofre danos por causa do tratamento. O autor do estudo afirma, porém, que essas estimativas são questionáveis.

Ernst também coloca em dúvida a eficiência da quiropraxia como tratamento para dores nas costas ou no pescoço.

O médico sugere que a informação dos riscos aos pacientes deve ser mandatória para todos os terapeutas que aplicam a técnica.

Segundo a Associação Britânica de Quiropráticos, um em cada três britânicos sofre de dor nas costas.

12/09/2007 - 11:49h Nueva terapia contra un cáncer de mama avanzado

Detiene la diseminación de la enfermedad en el organismo

Una pequeña pastilla, que se toma una sola vez al día, promete ser una nueva opción terapéutica para el 25% de las mujeres con cáncer de mama, que tienen un tipo más agresivo, HER2 positivo, que no responde a otras terapias disponibles.

Este nuevo fármaco, que los oncólogos consultados consideran primero en su clase, demostró en estudios sobre pacientes que potencia el efecto de otras terapias y detiene la diseminación de la enfermedad (metástasis) a otros órganos, en especial, el cerebro.

El HER2, o receptor 2 del factor de crecimiento epidérmico humano, es un gen que puede producir cáncer (oncogén) cuando una alteración hace que produzca demasiada proteína con el mismo nombre (receptor HER2), que estimula el crecimiento celular. Un tumor HER2 positivo indica que es agresivo, crecerá rápido y responderá menos a la quimioterapia. Por lo tanto, esas pacientes tienen alto riesgo de desarrollar metástasis.

A diferencia de los anticuerpos monoclonales, drogas que actúan sobre los receptores HER1 (otro factor de crecimiento) y HER2 en la superficie de la célula tumoral, la nueva terapia, lapatinib, inhibe esos receptores dentro de la célula. Esto impide que le envíen información al núcleo celular para su división.

“La enfermedad se paraliza y hace que por muchos meses, o años quizás, la paciente no sufra su reaparición. No es la píldora que cura el cáncer, pero sí una droga que incide mucho en su control. Ahora la estamos probando más precozmente, es decir, en mujeres con cáncer de mama HER2 positivo que aún no desarrollaron metástasis”, explicó ayer el doctor Hernán Cortés-Funes, jefe del Servicio de Oncología Médica del Hospital Universitario 12 de Octubre de Madrid, después de presentar los resultados de los ensayos sobre la nueva droga.

El doctor Guillermo Lerzo, jefe de Unidad Internación/División Medicina del Hospital Municipal de Oncología Marie Curie, sostuvo que “lo más importante de esta terapia es que ocupa un lugar para el que no había un tratamiento disponible. Es una esperanza más para controlar una enfermedad avanzada. Una de cada cuatro pacientes sería sensible a esta terapia, que retrasó 8,5 meses la progresión de la enfermedad y tiene un bajo perfil de toxicidad”. Lerzo participó en el estudio multicéntrico internacional sobre la efectividad del tratamiento con lapatinib.

“Las mujeres -recomendó Cortés-Funes- no deben tenerle temor al cáncer de mama. Si no se cura con cirugía o radioterapia, existen muchas opciones para revertir o controlarlo cuando vuelva a aparecer y sin alterar la calidad de vida.”

Fabiola Czubaj La Nación (Argentina)

03/09/2007 - 18:03h Mulheres correm mais risco de morrer de infarto do que os homens

EFE

VIENA – As mulheres correm um risco de morrer de infarto maior do que os homens, apesar de a incidência ser maior entre eles. Elas devem procurar imediata quando surgem os primeiros sintomas, segundo um estudo apresentado nesta segunda-feira, em Viena, durante o Congresso Europeu de Cardiologia. Nesta segunda, uma participante do encontro morreu de parada cardíaca , apesar dos esforços dos colegas para reanimá-la.

As mulheres deveriam procurar mais rapidamente a ajudar de um especialista quanto tiverem problemas de coração ou se sentirem mal (M. Masotti, cardiologista)


De acordo com o levantamento realizado pela equipe da cardiologista Mónica Masotti, do Instituto do Tórax do Hospital Clínico de Barcelona, a porcentagem de mortalidade pós-infarto entre as mulheres subiu para 18%, enquanto entre os homens está restrita a 8% dos casos. Segundo a cardiologista, a explicação é que a população feminina sofre infartos numa faixa etária mais elevada e em estados de saúde piores.

A pesquisa envolveu 529 pacientes, sendo 417 homens e 112 mulheres, entre janeiro de 2002 e dezembro de 2006. Todos eles foram operados em menos de 12 horas após apresentar os primeiros sintomas do infarto. As mulheres morreram durante a cirurgia para a desobstrução das artérias com cateter.

- As mulheres deveriam procurar mais rapidamente a ajudar de um especialista quanto tiverem problemas de coração ou se sentirem mal – recomendou a Masotti, destacando que as mulheres se diferenciam dos homens por uma série de fatores: quando procuram um cardiologista elas são mais velhas e sofrem mais de insuficiência cardíaca e diabetes, apesar de fumarem menos.

Fumo em debate no congresso

Cerca de 25 mil especialistas estão reunidos em Viena até quarta-feira. Em outros painéis, cardiologistas enfatizaram a relação entre fumo e problemas cardíacos. Baseados em estudos realizados na Irlanda e na Itália, o austríaco Kurt Huber reforçou a necessidade de suspensão do fumo em espaços públicos. O estudo irlandês mostrou que o número de infartos caiu no primeiro ano em que se estabeleceu a proibição. Na Itália, o número de hospitalizações por infarto agudo também caiu cinco meses depois de a nova lei entrar em vigor.

Além disso, o cardiologista francês Nicolas Amabile apontou uma relação entre doenças cardíacas e a saúde bucal: os pacientes com gengivite apresentam maior risco de apresentar obstruções nos vasos coronarianos. Fonte portal do O Globo