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	<title>Blog do Favre &#187; médicos</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>De médicos e gripes</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 18:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[JANIO DE FREITAS &#8211; FOLHA SP  




 Provavelmente é a 1ª vez  que o país se vê ante situação crítica de saúde sem sucumbir à falta de medicamento 



MÉDICOS ENVOLVIDOS no combate direto à gripe A, dita suína, começam a fazer críticas públicas ao jornalismo que se ocupa do problema. Além de reconhecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">JANIO DE FREITAS &#8211; FOLHA SP  </font></strong></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/116/116/15/3656414.gripe_suina_mundo_254_398.jpg" alt="http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/116/116/15/3656414.gripe_suina_mundo_254_398.jpg" /></div>
<table width="446" height="99">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>Provavelmente é a 1ª vez  que o país se vê ante situação crítica de saúde sem sucumbir à falta de medicamento </em></strong></font><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>MÉDICOS ENVOLVIDOS no combate direto à gripe A, dita suína, começam a fazer críticas públicas ao jornalismo que se ocupa do problema. Além de reconhecer a razão dos médicos, é preciso admitir também que estão sendo vítimas de uma injustiça. As providências médicas e o trabalho psicológico-informativo feitos no Brasil a partir do Ministério da Saúde, desde os primeiros sinais externos de uma gripe incomum, têm sido sucessos na sua competência e, a despeito das más influências do contravapor sensacionalista, nos seus efeitos.<br />
Ressalta logo, nesse quadro, ser  provavelmente a primeira vez que o  Brasil se vê ante uma situação crítica  de saúde pública sem sucumbir, em  pouco tempo, à falta de medicamento específico e à distribuição caótica  do estoque insuficiente. É a máquina  pública em ação, no entanto, a máquina dada como inútil e que, apenas  recebe comando competente, comprova seu papel insubstituível e  comprova-se capaz de exercê-lo.<br />
Não fomos postos diante de um  problema secundário, mas do risco  de sermos invadidos por uma epidemia depressa elevada, por sua rapidez mundial, a pandemia. Risco  agravado pela vizinhança com Uruguai, atual recordista relativo em  número de vítimas, e Argentina, que  ultrapassou o México e nem sabe ao  certo, ou não diz, a quanto somam os  seus vitimados; e ainda a proximidade com o Chile, outro país de números muito altos. Consideradas as  ameaças geográficas de contaminação e a concentração demográfica  dos Estados brasileiros mais expostos a ela, no Sul e no Sudeste, nem  caberia dar nome de epidemia ao  que ocorre no Brasil. Ainda mais se  comparadas as mortes provocadas  pela gripe comum em 2008 (Folha  de sábado) e nos iguais meses deste  ano, pela gripe A: só em julho, e só  na cidade de São Paulo, 629 mortes  em 2008, e, em todo o Brasil, 45  mortes provocadas até ontem pela  gripe A.<br />
Mas cinco mortes mais, ou cem  doentes sob tratamento em UTI no  Rio Grande do Sul, levam a um noticiário de espaço, de tempo e de termos alarmistas. A queixa médica é  correta: não adianta que o ministro  José Gomes Temporão fale aos  meios de comunicação todos os  dias, desde o primeiro momento do  problema, dando informações claras e calmas contra o alarmismo, e  sobre as condutas convenientes na  população. E, como Temporão, à  vista do alarmismo tantos outros  médicos se ocupem com esclarecimentos e orientação acalmante.  Não adianta: hospitais e demais  centros de atendimento já são levados ao tumulto e à incapacidade de  dar vazão à procura tão aflita quanto equivocada. Há um relato médico  de que mais de metade dos atendidos nem a gripe comum tinham,  quando muito passavam por um  resfriado ou uma dor de garganta.<br />
Na fase inicial da ação contra a  gripe A, houve uma tentativa política de aproveitar o problema contra  o ministro Temporão, que não ocupa o cargo como ponta de lança, ou  &#8220;laranja&#8221;, de nenhum grupo político. Chegou a haver a publicação de  que &#8220;o corpo técnico da saúde não  gostou da recomendação do ministro José Temporão para que os brasileiros evitem viagens à Argentina,  devido ao risco da gripe suína&#8221;. Os  &#8220;técnicos&#8221; do Ministério da Saúde  preocupados com as perdas do turismo na Argentina &#8211; a mediocridade de lobismo político não tem cura.<br />
Não é demais repetir o dado do  Ministério da Saúde: a gripe comum  provocou 70.142 mortes registradas  no Brasil em 2008. Ou 192 por dia.  As mortes pela gripe A não são menos deploráveis, mas seu número é  um atestado de êxito do que foi feito  para enfrentá-la aqui.</p>
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		<title>&#8220;Crianças doentes chorando, mães irritadas, salas de espera cheias e filas intermináveis de atendimento&#8221;, é a &#8220;gestão&#8221; Kassab na saúde</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 17:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sem médico, AMA de Kassab deixa crianças na fila
Aline Mazzo e Gilberto Yoshinaga do Agora
Crianças doentes chorando, mães irritadas, salas de espera cheias e filas intermináveis de atendimento. Essa cena é comum na periferia de São Paulo, onde as AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), postos de saúde básica, sofrem com a falta de médicos, principalmente pediatras. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="4"><strong>Sem médico, AMA de Kassab deixa crianças na fila</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Aline Mazzo e Gilberto Yoshinaga do Agora</p>
<p>Crianças doentes chorando, mães irritadas, salas de espera cheias e filas intermináveis de atendimento. Essa cena é comum na periferia de São Paulo, onde as AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais), postos de saúde básica, sofrem com a falta de médicos, principalmente pediatras. Segundo usuários e funcionários, a situação piora a cada dia.</p>
<div align="center"> <font size="1"><em>Robson Ventura /Folha Imagem<br />
</em></font><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/06/criancas-doentes-chorando-maes-irritadas-salas-de-espera-cheias-e-filas-interminaveis-de-atendimento-e-a-gestao-kassab-na-saude/11774/" rel="attachment wp-att-11774" title="ama_pediatria.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/06/ama_pediatria.jpg" alt="ama_pediatria.jpg" /></a><br />
<font size="1"><em> Fila de espera para o atendimento na AMA Anhanguera</em></font></div>
<div align="center"></div>
<p>A reportagem do Agora visitou nesta semana 18 AMAs nas zonas sul, norte e leste da cidade (são 115 no total). Em pelo menos oito faltavam pediatras, sendo que em algumas as mães eram mandadas de volta para casa, já que não havia médicos. Mesmo nas unidades em que o quadro de profissionais estava completo, a demanda era grande, o que causava fila de espera.</p>
<p>O próprio prefeito Gilberto Kassab (DEM), ao explorar a criação das AMAs na eleição, afirmava que elas reduziriam as filas e acabariam com a falta de médicos na cidade.</p>
<p><strong>Demissões, faltas</strong><br />
A situação mais caótica era na AMA Parelheiros, extremo sul da cidade. Ontem de manhã, nenhum dos três pediatras tinha ido trabalhar. &#8220;Um deles pediu demissão semana passada porque foi agredido pela mãe de uma criança. Ele era muito bom&#8221;, lamentou uma funcionária, que pediu para não ser identificada.</p>
<p>Cerca de 50 mães aguardavam atendimento às 12h30. &#8220;Meu filho está muito resfriado, com febre e tosse. Ele é alérgico. Não posso dar qualquer remédio&#8221;, disse a dona de casa Josefa Torres, 37 anos, com o filho de seis anos.</p>
<p>Segundo funcionários, a coordenação conseguiu um pediatra que chegaria às 13h.</p>
<p>Nos postos City Jaraguá e Elísio Teixeira Leite, ambos no Jaraguá (zona norte de SP), o atendimento para pediatria, anteontem, acabou às 13h. Os funcionários avisavam os usuários que só haveria médico no dia seguinte. &#8220;Saí do serviço para trazer meu filho aqui. Ele está com dor de estômago e vomitando. Agora me mandaram para o hospital de Taipas. Não tenho como ir&#8221;, reclamou a costureira Isabel Roque Moreira, 50 anos.</p>
<p>Em muitas unidades, o atendimento fica prejudicado pela ausência de médicos. Geralmente, o quadro é formado por dois pediatras. Quando um falta, o outro não consegue dar conta da demanda. &#8220;Na maioria das vezes somos avisados da falta assim que a AMA abre. É muito difícil conseguir um médico rápido. O pessoal não gosta de vir para a periferia&#8221;, afirmou a gerente de uma unidade, que não quis se identificar.</p>
<p>No posto do Jardim da Conquista 3 (zona leste de SP), havia cerca de 40 pessoas esperando pela consulta, por volta das 12h de ontem. Apenas um pediatra fazia o atendimento clínico. &#8220;Aqui demora de quatro a cinco horas para ser atendido&#8221;, disse uma moradora que estava na fila.<br />
<strong><br />
<font size="4">Garoto leva 7 horas para ser atendido</font></strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">Gilberto Yoshinaga do Agora</p>
<p>Foram quase sete horas de peregrinação, em dois dias, para que a dona de casa Valdirene Pereira de Souza, 37 anos, garantisse que seu filho Gabriel, 7, fosse atendido por um pediatra. &#8220;Para driblar a falta de médicos tem que ter paciência&#8221;, afirma ela.</p>
<p>Preocupada com uma inflamação na garganta do filho, Valdirene o levou à AMA Jardim Etelvina, em Guaianases (zona leste de SP), no início da tarde de anteontem. &#8220;Disseram que eu deveria tentar outro hospital ou voltar outro dia&#8221;, conta. Ela, então, decidiu ir a pé para o pronto-socorro municipal Júlio Tupy, a dois quilômetros dali. &#8220;Lá, esperei mais de duas horas e desisti, porque também não tinha médico&#8221;, lembra.</p>
<p>A dona de casa fez o filho faltar às aulas, ontem, e voltou à mesma AMA às 9h. O garoto só foi atendido depois de quatro horas e meia de espera, pelo único pediatra que estava no local. &#8220;Só não demorou mais porque muitas mães que estavam na fila desistiram&#8221;, afirma ela. &#8220;O duro é a gente esperar sem almoço, enquanto vê os funcionários fazendo pausa para fumar ou para bater papo&#8221;, desabafa.</p>
<p>Com sintomas de pneumonia, o metalúrgico Rafael Lira de Sales, 35 anos, teve de esperar três horas, anteontem, até ser atendido na AMA Parque Anhanguera. &#8220;O pior é ficar passando mal debaixo do sol, porque não cabe mais gente lá dentro&#8221;, comentou. A sala de espera tem 33 assentos, mas cerca de 80 pessoas aguardavam atendimento.</p>
<p>Sua mulher, Valéria Bianchi Sales, de 32 anos, afirma que o atendimento só foi rápido nos primeiros meses seguintes à inauguração da unidade, em março do ano passado. &#8220;Ultimamente, o atendimento tem sido bem demorado. Às vezes, não tem pediatra aqui&#8221;, reclama ela.</p>
<p><font size="4"><strong>Pediatras estão em falta</strong></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Aline Mazzo e Gilberto Yoshinaga do Agora</p>
<p>A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que a falta de pediatras acontece porque há poucos profissionais dessa especialidade no mercado &#8211;tanto na rede pública quanto na privada. Segundo nota enviada pela pasta, esse déficit é constatado pela baixa oferta de recém-formados.</p>
<p>As vagas para pediatras são oferecidas pelas entidades parceiras que gerenciam as AMAs, por meio de processos seletivos, com ampla divulgação na mídia, afirmou a secretaria.</p>
<p>Apesar de mencionar que a contratação de profissionais é uma preocupação constante, a pasta não diz o que fará para solucionar o problema. Além disso, diz que, das 18 unidades visitadas, apenas 8 são gerenciadas por organizações sociais. Ou seja, as outras dez são administradas pela própria gestão Kassab.</p>
<p>Quanto à agressão aos médicos, a secretaria afirmou que os seguranças das unidades cuidam da proteção do patrimônio e dos funcionários.</p>
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		<title>Aumento de servidores: pecado ou virtude do governo?</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 14:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Carlos Lessa &#8211; VALOR
Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a &#8220;denúncia&#8221; de aumento dos gastos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> <img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-CARLOS_LESSA.jpg" align="left" border="0" /><span style="background-color: #ffff99"></span></p>
<p style="background-color: #ffff99">Carlos Lessa &#8211; VALOR</p>
<p>Pelas notícias e pelo tratamento dado a esta questão pela mídia brasileira e por algumas instituições formadoras de opinião, a ampliação do quadro de servidores públicos seria um erro estratégico e um pecado em relação à economia e sociedade brasileiras. Tem sido quase universal a &#8220;denúncia&#8221; de aumento dos gastos de custeio da administração federal. Neste item, a massa salarial do funcionalismo é a principal componente, sendo resíduo tudo o que é necessário para que os serviços públicos sejam executados. Por exemplo, a &#8220;Folha de S. Paulo&#8221;, em 17/05, enuncia que &#8220;Lula anula enxugamento de servidores&#8221;. A atual administração é acusada de haver cancelado o esforço de enxugamento de funcionários públicos realizado pela administração FHC, cujo governo teria reduzido o funcionalismo a 599 mil pessoas, porém Lula elevou, em 2008, para 671 mil. Este contingente, mais os servidores aposentados e militares, absorvem 5% do PIB.</p>
<p>Este aumento pode ser virtuoso ou pecaminoso. Em 2002, o Ministério do Meio Ambiente tinha 7.100 servidores e, em 2008, 9.500; em início de 2003, quando presidente do BNDES, ouvi de Marina Silva a declaração entusiasmada com a contratação de 73 novos analistas de meio ambiente, qualificados para o exame de RIMAs (Relatório de Impacto do Meio Ambiente) e fiquei assustado com a exiguidade do contingente. Somente no BNDES, havia 17 contratos de financiamento para novas usinas hidrelétricas paralisados por ausência de exame do MMA. É quase universal a queixa quanto à lentidão dos pareceres ambientais. Este é um dos retardadores do PAC. Como reitor da UFRJ, conheci de perto os dramas de falta de pessoal e complemento de custeio para ampliar e melhorar os programas docentes. Cursos premiados com avaliação máxima só dispunham de professores com mais de 50 anos; inexistiam jovens professores auxiliares de ensino cuja qualificação e assimilação de padrões permitiria a continuidade e preservação da qualidade e fecundidade do curso. Entre 2002 e 2008, cresceu o número de servidores na educação, com 14.100 novos quadros. Este reforço oportuno é &#8220;uma gota d&#8217;água&#8221; nas necessidades educacionais brasileiras.</p>
<p>Em avaliação de gasto com pessoal e outros itens de custeio, deve ser examinado se o crescimento foi com atividades-meio ou com atividades-fim. Se os 14.100 novos servidores da educação fossem para atividades-meio (planejamento, controle de execução, administração de material, etc), haveria uma macrocefalia e continuidade de fraqueza e insuficiência operacional no ensino público. Tenho certeza que, em sua imensa maioria, os novos servidores são professores e auxiliares técnicos nos estabelecimentos oficiais de ensino do governo federal, que continua com dramática falta de pessoal.</p>
<p>A Constituição de 1988 declara que &#8220;a saúde é um direito do cidadão e um direito do Estado&#8221;. É impossível garantir minimamente o direito à saúde sem ampliar substantivamente os quadros públicos de pessoal médico. As unidades de saúde se ressentem da falta de pessoal em praticamente todo o território nacional.</p>
<p>O Brasil é um dos países do mundo que têm menor proporção de servidores federais por mil habitantes. Alemanha, França, Inglaterra, Japão e EUA têm percentagens que vão de 6,1% a 38,5% da população; o Brasil tem apenas 5,3%.</p>
<p>Segundo a &#8220;Folha&#8221;, os gastos anuais do governo federal com pagamento de juros terão tido uma redução de R$ 40 bilhões entre abril de 2006 e fevereiro de 2009; neste período, as despesas com pessoal cresceram cerca de R$ 40 bilhões. É óbvio o mérito da ampliação das políticas públicas em relação ao vazadouro de juros. Como reitor da UFRJ, necessitava de novas obras (investimento), porém estive desesperado com a falta de professores. Coloquei a placa de inauguração do Centro de Medicina Nuclear mas não consegui número de pessoal para operá-lo adequadamente. Qualquer diretor de escola pública irá viver este tipo de carência. O investimento público é fundamental, mas para ser utilizado exige ampliação de custeio. Nada é mais prioritário para o país do que manter e operar adequadamente os bens públicos. Por exemplo, todos os anos morrem no Brasil, em acidentes de trânsito e de tráfego, quase 50 mil irmãos (o total de americanos mortos nos dez anos de conflito com o Vietnã foi apenas pouco superior); 300 mil são hospitalizados, ficando em leito nove dias, em média; dezenas de milhares ficam com sequelas. No Japão, o número de acidentados por mil veículos é 1/6 dos números do Brasil. É visível que a prioridade, no Brasil, seria conservar as rodovias existentes, aumentar a segurança (inclusive com a contratação de novos policiais) e reformular os sistemas de transporte coletivo urbano e metropolitano, evoluindo da modalidade automotora para o transporte sobre trilhos. Além da redução de mortes estúpidas, da &#8220;produção&#8221; de portadores de deficiência, das incontáveis horas de dor e medo, se, no Brasil evoluíssemos para um índice próximo ao japonês, estaríamos ampliando as vagas no sistema médico-hospitalar. Entretanto, nos anos FHC e nos dois mandatos de Lula foi crônica a insuficiência de verbas de manutenção rodoviária, mas ausente do noticiário e do contencioso sequer a discussão sobre a urgência de reforma do sistema circulatório metropolitano.</p>
<p>A partir de 2006, houve alguma recuperação salarial em diversas carreiras do serviço público federal. As políticas públicas precisam de pessoal qualificado, deve haver algum estímulo para a progressão na carreira do servidor e um horizonte à aposentadoria digna. Estas são regras criadas pelo &#8220;public service&#8221; na Grã-Bretanha no Século XIX. Logo após a Revolução Francesa, a visão aperfeiçoada da instituição democrática considerou o funcionário público um servidor do Estado e da nação e não um assalariado a serviço do governante do momento. O acesso por concurso público, a estabilidade do vínculo empregatício, a estrutura das carreiras e a segurança da aposentadoria compõem as exigências que diferenciam o servidor público do assalariado empregado privado. Em economias de mercado, o setor privado paga mais ao assalariado do que ganha o servidor em função equivalente. Na crise, o setor privado desemprega e &#8220;lava as mãos&#8221;, como Pilatos. O salário do servidor é uma certeza para o &#8220;mercado&#8221; e lhe atenua a crise. Naturalmente, a estabilidade, depois de três anos de estágio probatório, do servidor concursado gera inveja e dá suporte à tese de &#8220;contenção do gasto público&#8221;. Debilitar o Estado num cenário de crise é enfraquecer a instituição que pode superar e consertar os desvios da economia de mercado.</p>
<p><strong>Carlos Lessa é professor-titular de economia brasileira da UFRJ. Escreve mensalmente às quartas-feiras. E-mail: carlos-lessa@oi.com.br</strong></p>
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		<title>Música vira receita médica contra doenças</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 18:28:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Por MATTHEW GUREWITSCH &#8211; The New York Times &#8211; Folha SP
O fato de que a música nos toca no próprio cerne de nosso ser é uma descoberta tão antiga quanto a consciência humana. Mas será que a música pode ser considerada medicamento?
Uma especialista que aposta nisso é Vera Brandes, diretora do programa de pesquisas com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/04/musica-vira-receita-medica-contra-doencas/10562/" rel="attachment wp-att-10562" title="music_brain.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/04/music_brain.jpg" alt="music_brain.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p style="background-color: #ffff99">Por MATTHEW GUREWITSCH &#8211; The New York Times &#8211; Folha SP</p>
<p>O fato de que a música nos toca no próprio cerne de nosso ser é uma descoberta tão antiga quanto a consciência humana. Mas será que a música pode ser considerada medicamento?<br />
Uma especialista que aposta nisso é Vera Brandes, diretora do programa de pesquisas com música e medicina da Universidade Médica Privada Paracelsus, em Salzburgo, Áustria.<br />
“Sou a primeira farmacologista musical”, disse Brandes no ano passado em Viena. Como tal, ela vem desenvolvendo medicamentos na forma de música, prescritos como receita médica. Para promover a linha de produtos, ela ajudou a fundar a Sanoson (www.sanoson.at), empresa que também cria sistemas de música sob medida para hospitais e clínicas.<br />
“Estamos preparando o lançamento de nossas terapias na Alemanha e na Áustria no final de 2009 e prevemos o lançamento nos EUA em 2010”, disse.<br />
O tratamento funciona assim: uma vez dado o diagnóstico médico, o paciente é enviado para casa com um protocolo musical para ouvir e músicas carregadas num tocador semelhante ao iPod. O timing é essencial. “Se você ouvir música para acalmar quando estiver num ponto ascendente de seu ciclo circadiano, isso não o acalmará”, explicou Brandes. “Pode até deixá-lo irritado.”<br />
Brandes e seus colaboradores analisam músicas de todo tipo para retirar seus “ingredientes ativos”, que então são misturados e balanceados para formar compostos medicinais. Embora eles não procurem tratar patologias graves ou doenças infecciosas, afirmam que seus métodos têm aplicações amplas em desordens psicossomáticas, administração de dor e o que Brandes descreve como “doenças da civilização”: ansiedade, depressão, insônia e determinados tipos de arritmia. A farmacopeia contém até agora cerca de 55 faixas de música medicinal, e novas faixas estão sendo planejadas.<br />
Num estudo piloto, que em 2008 foi citado na reunião científica anual da Sociedade Psicossomática Americana, Brandes e seus colaboradores estudaram os efeitos da música sobre pacientes com hipertensão sem causas orgânicas. “O tratamento convencional para pacientes hipertensos é com betabloqueadores, que suprimem seus sintomas”, disse Brandes. “A música pode tratar as causas psicossomáticas originais.”<br />
Segundo seu estudo, depois de ouvir um programa musical criado especialmente para o paciente, por 30 minutos por dia, cinco dias por semana, durante quatro semanas, os pacientes apresentaram melhoras significativas na variação do ritmo cardíaco, um indicador importante da função nervosa autônoma.<br />
Brandes, 52, já foi produtora de eventos e gravações musicais e tem um vasto currículo na área. Mas um acidente de carro quase fatal em 1995 a levou a pensar numa mudança de carreira.<br />
“Quebrei as vértebras 11 e 12, passando a um milímetro da medula espinhal”, ela contou. “O médico disse: ‘Não vou poder fazer nada por você durante algum tempo, mas você pode cantar, se quiser’.” A equipe médica previa que Brandes teria que ficar imobilizada entre 10 e 14 semanas.<br />
Ela estava dividindo o quarto do hospital com uma budista, cujos amigos vinham diariamente entoar cânticos para ela. Após apenas 15 dias no hospital, uma ressonância magnética mostrou que sua espinha estava curada. “Todo o mundo disse que era um milagre”, contou Brandes. “Os médicos me mandaram para casa. Aquilo me fez refletir.”<br />
Brandes, que não tem diploma de estudos avançados em medicina ou ciência, sabia que suas teorias jamais ganhariam aceitação se não passassem por testes clínicos. “Desde o início, eu estava determinada a satisfazer os mais exigentes critérios científicos ocidentais”, disse.<br />
Além dos esforços de Brandes, a Sourcetone Interactive Radio, que se descreve como “o maior serviço mundial de saúde com música”, emprega pesquisas feitas conjuntamente pelo Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, e a Escola de Medicina Harvard, onde o neurologista Gottfried Schlaug estuda os efeitos da atividade musical sobre a função e a plasticidade cerebrais. “Acho que é importante participar, fazendo música, não apenas ouvir”, disse Schlaug.<br />
Stefan Koelsch, pesquisador-sênior sobre o neurorreconhecimento da música e da linguagem na Universidade de Sussex, em Brighton, Reino Unido, concorda e está trabalhando com tratamentos musicais participativos para a depressão. No longo prazo, ele enxerga possibilidades mais amplas.<br />
“Fisiologicamente falando, é perfeitamente plausível que a música afete não apenas as condições psiquiátricas, mas também as desordens endócrinas, autoimunes e do sistema autônomo”, disse ele.<br />
Vera Brandes também está pensando no futuro. “Digamos que um paciente chegue sofrendo de depressão”, disse ela. “O primeiro passo sempre é procurar um médico. Mas, a partir disso, haverá opções de tratamento: com psicólogo, antidepressivo ou música.”</p>
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		<title>Um arcebispo mais ou menos</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 19:58:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CONTARDO  CALLIGARIS 
FOLHA SP





  Lula se expressou numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico



NA SEMANA passada, no Recife,  descobriu-se que uma menina de nove anos estava grávida de gêmeos. A mãe imaginava que  a barriga crescente fosse o efeito de  um parasito. Mas não era um parasito; era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font size="+1" color="#000080">CONTARDO  CALLIGARIS</font></strong><strong><font size="+1" color="#000080"> </font></strong></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="447" height="102">
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<hr size="2" noshade="noshade" /> <strong><em> <font size="4">Lula se expressou numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico</font></em></strong></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>NA SEMANA passada, no Recife,  descobriu-se que uma menina de nove anos estava grávida de gêmeos. A mãe imaginava que  a barriga crescente fosse o efeito de  um parasito. Mas não era um parasito; era o padrasto, que abusava regularmente a menina e a irmã (de 14  anos, portadora de uma deficiência  mental). O abuso começou quando  as crianças tinham, respectivamente, seis e 11 anos.<br />
O padrasto foi preso, e uma equipe  médica, autorizada pela mãe, interrompeu a gravidez da menina, seguindo a lei brasileira, que permite a  interrupção de gravidez em caso de  risco de vida para a mãe e também  em caso de estupro.  Quem conhece alguma menina de  nove anos pode facilmente imaginar  o que significaria submeter aquele  corpo a uma gravidez completa e a  um parto duplo.<br />
Além disso, qualquer um pode intuir que carregar na barriga, parir e  &#8220;maternar&#8221; o fruto de um estupro é  devastador para a mãe assim como  para os eventuais rebentos dessa catástrofe.  Alguém dirá: &#8220;Mas a mulher acabará esquecendo o estuprador (que  foi gentil, nem a matou, não é?), e o  sentimento materno prevalecerá&#8221;.  Esse conto de fada (machista) não se  aplica no caso da menina de Recife.<br />
Pede-se o quê? Que ela esqueça que,  durante três anos, quem devia ser  para ela o equivalente a um pai se  serviu de seu corpo de uma maneira  que ela não tinha condição de entender e num quadro em que ela não tinha a quem recorrer, é isso?  No meio da semana, o arcebispo  de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, declarou que os que estivessem envolvidos na interrupção  da gravidez da menina (a mãe, os  médicos, os enfermeiros) fossem excomungados. Agora, o padrasto não;  pois o crime dele seria mais leve. Isso, segundo o bispo, é a &#8220;lei de Deus&#8221;.  O bispo se confundiu: essa não é a  lei de Deus, é a lei da Igreja Católica.<br />
E faz alguns séculos que essa igreja  não tem mais (se é que um dia teve)  a autoridade moral para ela mesma  acreditar que seus decretos sejam  expressão da vontade divina. Portanto, sua persistência em tentar  convencer os fiéis de que a voz da  igreja coincide com a voz de Deus se  parece estranhamente com a conduta do padrasto da história (e de  qualquer pedófilo): trata-se, em ambos os casos, de tirar proveito da  &#8220;simplicidade&#8221; de crianças e ingênuos.  Mas voltemos aos fatos. O presidente Lula, &#8220;como cristão e como  católico&#8221;, achou lamentável a declaração do arcebispo. Dom José não  gostou e afirmou que o presidente  Lula é &#8220;um católico mais ou menos&#8221;.<br />
O presidente Lula se expressou  numa ordem perfeita: ele é (primeiro) cristão e (segundo) católico. Ou  seja, se a igreja diz algo que contraria  seu entendimento da mensagem de  Cristo, tanto pior para ela.  A mensagem cristã da qual se trata  não tem a ver com a interrupção de  gravidez. Ela é mais fundamental:  trata-se da liberdade do indivíduo e  da consciência em sua relação com  Deus. Explico.<br />
É trivial constatar que, na modernidade, a decisão moral é um questionamento constante e, às vezes,  atormentado: cada um, levando em  conta as ideias de seu grupo, seus valores mais singulares, seus sentimentos, sua fé (se ele tem uma) e os  fatos (caso a caso), chega a uma decisão ou a uma opinião que acredita  justa.  Um pouco menos trivial é lembrar  que esse aspecto da modernidade é o  melhor fruto da tradição judaico-cristã e, mais especificamente, da  novidade cristã, pela qual Deus pode  ser o mesmo para todos porque ele  não se relaciona com grupos ou pelo  intermédio de grupos, mas com cada indivíduo, um a um.<br />
Ser moderno não significa topar  qualquer parada e perder-se no relativismo. Ao contrário, ser moderno  (e ser cristão) significa tomar a responsabilidade de decidir no nosso  foro íntimo o que nos parece certo  ou errado. Claro, é mais difícil do  que procurar respostas feitas e abstratas no direito canônico. Mas, contrariamente ao que deve achar dom  José, ninguém nunca disse que ser  cristão (e moderno) seja fácil.<br />
Felicito o presidente Lula, que falou como cristão, ao risco de parecer &#8220;católico mais ou menos&#8221;. Quanto a dom José, ele falou como católico e se revelou como um &#8220;cristão mais ou menos&#8221;. O dia em que ele quiser ser cristão, ele nos dirá, com suas palavras, por que e como, em seu foro íntimo, acha o gesto de quem interrompeu a dupla gravidez de uma criança de 30 quilos muito mais grave do que a abjeção de um padrasto que, por três anos, estuprou suas enteadas.</p>
<p><strong><a href="mailto:ccalligari@uol.com.br">ccalligari@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Estupra, mas não aborta</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 19:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MARCELO COELHO
FOLHA SP





 A atitude desse arcebispo é tão estreita e sem caridade, que fica até vulgar criticá-la



BOMBAS DE fragmentação, também chamadas de &#8220;cluster&#8221;  ou bombas-cacho, funcionam  assim. Você lança uma bomba sobre  uma área mais ou menos indefinida,  uns quatro campos de futebol, digamos. Pontaria não é o importante.
O objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><font color="#000080">MARCELO COELHO</font></strong></font></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="409" height="92">
<tr>
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<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>A atitude desse arcebispo é tão estreita e sem caridade, que fica até vulgar criticá-la</em></strong></font></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>BOMBAS DE fragmentação, também chamadas de &#8220;cluster&#8221;  ou bombas-cacho, funcionam  assim. Você lança uma bomba sobre  uma área mais ou menos indefinida,  uns quatro campos de futebol, digamos. Pontaria não é o importante.<br />
O objetivo não é destruir um alvo  muito específico, como um centro  de atividades terroristas, uma ponte, ou uma fábrica de armamentos  no país inimigo.<br />
A bomba que você lançou -pode  ser chamada de &#8220;bomba-mãe&#8221;- dá à  luz centenas de bombas menores,  que se espalham pela região, como  se fossem uma chuva de granadas.<br />
Como ninguém é perfeito, muitas  dessas &#8220;granadas&#8221; ou submunições  não explodem na hora certa e ficam  no solo, à espera de que uma criança  invente de tocar nelas. De modo que  a região se transforma num verdadeiro campo minado.<br />
Leio que, segundo a Cruz Vermelha, há 400 milhões de pessoas vivendo em terrenos semeados com  essas bombas.<br />
O Brasil é um dos países que produzem, estocam e exportam esse artefato bélico.<br />
Por isso mesmo, o Brasil participou apenas como observador de  uma convenção internacional no  ano passado, na Noruega, em que 94  países assinaram um tratado para  banir essas bombas.<br />
Não creio que qualquer nação do  mundo possa reivindicar foros de  santidade em questões de defesa militar. Mas o Brasil até que tem um  currículo razoável, se comparado a  muitos outros países.<br />
Acontece que as tais bomba &#8220;lança-granadas&#8221; são produzidas aqui. E  exportadas, pelo que se sabe, a países como Irã e Arábia Saudita. O  Brasil ficou, portanto, sem assinar  nada. Isso foi em dezembro.<br />
Mais informações no site da ONU  www.mineaction.org e também  em www.clusterconvention.org.  Este último site afirma, aliás, que  na próxima quarta-feira, 18, há  mais uma chance para assinar o tal  tratado. Um evento com esse objetivo será realizado na sede da ONU,  em Nova York.<br />
Bem que o arcebispo de Olinda e  Recife, dom José Cardoso Sobrinho, poderia aproveitar o embalo  dos últimos dias e excomungar os  produtores brasileiros dessas tais  bombas de fragmentação.<br />
Na pessoa do presidente da Comissão Pontifícia para a América  Latina, o cardeal Giovanni Re, o  Vaticano manifesta seu apoio ao  arcebispo de Olinda e Recife, que  excomungou a mãe de uma menina de nove anos, grávida de gêmeos  após ter sido estuprada pelo padrasto. A mãe da menina autorizou  o aborto. Os médicos que o fizeram  foram excomungados também.<br />
A atitude desse arcebispo é tão  estreita e sem caridade, que fica até  vulgar criticá-la como merece. Mas  quando leio que o padrasto, o homem acusado de estuprar a menina, não foi excomungado, não resisto à tentação.<br />
Assim como se martelou muito a  frase de Maluf sobre o &#8220;estupra,  mas não mata&#8221;, bem que dom José  mereceria ser celebrizado pelo &#8220;estupra, mas não aborta&#8221;.<br />
Não vou discutir a questão do  aborto neste espaço. Uns serão  contra com motivos importantes,  outros, como eu, são a favor de sua  legalização.<br />
Mas veio de um padre, evidentemente contrário ao aborto, uma atitude mais bonita nesse episódio. Márcio Fabri dos Anjos, que é também professor de bioética, declarou na TV outro dia que &#8220;a primeira palavra que eu esperava ouvir da Igreja é a de que Deus está do lado de quem sofre&#8221;. A própria nota oficial da CNBB mostra atitude mais hábil e reflexiva que a do arcebispo.<br />
Afinal, por que não ouvir, dialogar e consolar, antes de condenar?<br />
Fora da discussão do aborto, o  que mais me incomoda é a &#8220;pauta&#8221;,  como se diz em linguagem jornalística, que a hierarquia católica segue na maior parte do tempo.<br />
Parece que tudo se resume a condenar a camisinha, no lado conservador, ou discutir a privatização da  Vale do Rio Doce e a Alca, no campo da esquerda.<br />
Lideranças católicas no Brasil teriam muitos outros assuntos a tratar. Por que não reclamam, por  exemplo, de coisas como a propaganda de cerveja na televisão ou da  exposição das crianças ao consumismo desenfreado?<br />
Em casos como esses, fugiriam de uma teimosia doutrinária quase talebânica e poderiam construir algum consenso, para variar um pouco. E, já que se trata de defesa da vida, podiam pensar nas bombas que o país produz, em vez de condenar a mãe de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto.</p>
<p><strong><a href="mailto:coelhofsp@uol.com.br">coelhofsp@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Seja feliz, menina!, por Miriam Leitão</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Miriam Leitão &#8211; Blog do Globo
Anoitece no dia da Mulher e este silêncio do blog não é falta do que dizer. É tristeza. O caso da menina de Recife foi devastador. Não, ninguém ignora quantas meninas são vitimas da violência em suas próprias casas. Os algozes são os pais, padrastos, pessoas que deveriam estar ensinando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://www.96fmarapiraca.com.br/v2/noticias/2357_img_chamada.jpg" alt="http://www.96fmarapiraca.com.br/v2/noticias/2357_img_chamada.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99"><strong>Miriam Leitão &#8211; Blog do Globo</strong></p>
<p>Anoitece no dia da Mulher e este silêncio do blog não é falta do que dizer. É tristeza. O caso da menina de Recife foi devastador. Não, ninguém ignora quantas meninas são vitimas da violência em suas próprias casas. Os algozes são os pais, padrastos, pessoas que deveriam estar ensinando e protegendo. Os números são muitos, os casos que aparecem na imprensa são frequentes. Mas a menina de Pernambuco doeu mais.</p>
<p>Talvez  por ter apenas nove anos, por estar sendo estuprada desde os seis, ou porque a chantagem do padrasto era que mataria a mãe. Ou talvez porque ela é bem pequena, menor do que deveria ser para a sua idade. A menina passou anos vendo a irmã também abusada. Só a mãe das duas nada via. O que acontece que cega as mães?</p>
<p>A menina de Recife lembra o quanto a luta da mulher será longa. Recentemente a Sharia, um código tribal brutalmente contra a mulher,  foi restabelecida em todo o Paquistão. Acaba qualquer chance de que não aconteçam casos como a da escritora do livro Desonrada, Mukhtar Mai, que foi condenada a ser estuprada publicamente porque seu irmão de 12 anos teria olhado para uma mulher de casta &#8220;superior&#8221;. O suplicio de Mukhtar, com estupro público e múltiplo, só não foi mais intenso que sua força de superação. A história dessa paquistanesa choca e emociona, mas a notícia de que a Sharia, que tinha começado a ser suprimida no Paquistão, volta a ser usada em todo o país é um choque. Penso em Mukhtar naquela pequena aldeia onde ela decidiu morar e resistir com uma escola para meninas e meninos.</p>
<p>Normalmente eu gosto de escrever nos dias oito de março, de quanto avançamos, mostrando estatísticas de conquistas, e de quanto falta avançar, mostrando as diferenças salariais, o pequeno percentual de mulheres no poder em qualquer país, as discriminações, mas aí&#8230; veio a menina de Recife.</p>
<p>Ela simplesmente me enfraquece. Que números de avanços levantar para compensar essa violência?</p>
<p>Eu penso nela diariamente desde o dia da notícia. Não pela polêmica da Igreja Católica, porque a Igreja não me espanta. Que ela excomungue o médico, as enfermeiras, a mãe pela decisão de interrupção da gravidez  e que nada diga sobre o estuprador, não me surpreende. É apenas bizarro! Medieval.</p>
<p>Eu penso na menina de Recife e nos debates que tenho participado nos últimos anos, sempre em março. Nesses debates sempre discordo das mulheres bem sucedidas que dizem que a luta está ganha, que o feminismo é um movimento ultrapassado, ou outros equívocos assim. Eu, feminista, confesso, minha luta e meu espanto diante da incapacidade de ver o óbvio: que cinco mil anos de opressão não se acabam em poucas décadas, que há muito a fazer, a construir, a vigiar, para que haja algum dia respeito igual. Falta tanto para o dia em que  poderemos dizer que o feministro está superado!</p>
<p>Mas hoje, na verdade, eu penso apenas  no futuro dela: a menina curará suas feridas? Conseguirá entender e processar a violência de que foi vítima? Vai estudar, ter carreira, filhos? Vai conseguir amar um dia? Escapará das teias da reprodução da pobreza? Vai simplesmente reaprender a brincar, como deve fazer uma menina de nove anos?.</p>
<p>Eu podia dizer que ela desperta em mim uma fúria feminista. E é verdade, mas é uma verdade incompleta. Ela desperta em mim o o sonho de protegê-la de algum modo. De embalá-la docemente e contar uma história cheia de aventuras e graça. De cantar para ela uma cantiga de roda, de brincar de pique esconde em volta da casa.  De ir com ela ao cinema e comer pipoca sentada no degrau de uma escadaria. Que tal um sorvete para resfrescar o calorão?</p>
<p>Não sei o que é. Mas por alguma razão eu penso insistemente na menina de Recife neste dia da mulher. Penso com o coração. Eu apenas sonho que suas feridas se cicatrizem um dia.</p>
<p>O discurso feminista, com estatísticas e fatos eloquentes, eu o farei outro dia. Hoje eu apenas quero sonhar que a menina de Recife um dia, apesar de tudo, após tanta violência, será feliz.</p>
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		<title>A palavra que expressa o sentimento da maioria</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Entre os médicos e os religiosos, a medicina está mais certa do que a Igreja.&#8221; 
Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva 
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			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="6"><font face="book antiqua,palatino">&#8220;Entre os médicos e os religiosos, a medicina está mais certa do que a Igreja.&#8221; </font></font></p>
<p><font size="5" face="arial black,avant garde">Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva </font></p>
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		<title>Infância violentada: Em hospital, meninas grávidas por estupro correspondem a 43% dos atendimentos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 15:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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O Globo
RIO &#8211; Pesquisa realizada no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência no tratamento de mulheres vítimas de violência sexual, mostra que 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos que engravidaram depois de estupro. É o que mostra reportagem de Maiá Menezes e Tatiana Farah, publicada na edição [...]]]></description>
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<p><img src="http://oglobo.globo.com/_img/bt_hj_fch.gif" style="position: absolute; z-index: 200" id="closeButton" width="1" border="0" height="1" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">O Globo</p>
<p>RIO &#8211; Pesquisa realizada no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência no tratamento de mulheres vítimas de violência sexual, mostra que 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos que engravidaram depois de estupro. É o que mostra reportagem de Maiá Menezes e Tatiana Farah, publicada na edição desta segunda do jornal O GLOBO. No ano passado, cerca de 3.050 abortos previstos em lei, em mulheres de todas as idades, foram realizados no país, segundo dados do Datasus. ( Miriam Leitão: menina de Recife lembra o quanto a luta da mulher será longa )</p>
<p>De acordo com a reportagem, a maioria das mulheres ouvidas pela pesquisa se diz contrária ao aborto. Mas as vítimas mudam de posição quando a gestação é fruto de estupro. Nenhuma delas afirma ter se arrependido da opção pelo aborto legal.</p>
<p>No Dia Internacional da Mulher, a história da menina pernambucana de 9 anos que se submeteu a um aborto de gêmeos depois de estuprada pelo padrasto foi relembrada. Em São Paulo, manifestantes defenderam o direito ao aborto e cobraram o fim da violência , em passeata que reuniu cerca de duas mil pessoas.</p>
<p>Militantes de movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos carregaram cartazes em protesto contra o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que excomungou a mãe e os médicos que interromperam a gravidez da menina estuprada pelo padrasto. &#8220;Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal&#8221; era uma das frases do ato.</p>
<p>&#8220;Em vários estados, mulheres têm sofrido perseguições, humilhações e condenações criminais por terem realizado aborto. No Congresso Nacional, está para ser instaurada uma CPI do aborto, cujo resultado trará mais perseguição às mulheres&#8221;, diz manifesto distribuído na passeata.</p>
<p>No Rio, o projeto &#8220;Mulheres da Paz&#8221;, que integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania do Estado do Rio (Pronasci-Rio), organizou caminhada com duas mil moradoras de comunidades carentes. À tarde, representantes das nove Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) distribuíram, no trem de acesso ao Cristo Redentor, panfletos sobre como denunciar um agressor.</p>
<p>(Leia a íntegra da reportagem na edição digital &#8211; só para assinantes)</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/08/infancia-violentada-em-hospital-meninas-gravidas-por-estupro-correspondem-43-dos-atendimentos-754753781.asp#" title="Clique para fechar"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/08/infancia-violentada-em-hospital-meninas-gravidas-por-estupro-correspondem-43-dos-atendimentos-754753781.asp#" title="Clique para fechar"><img src="http://oglobo.globo.com/fotos/2009/03/08/08_MHG_pais_passeata-mulher.jpg" galleryimg="no" id="lightboxImage" width="551" height="353" /></a></div>
<div align="center"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/08/infancia-violentada-em-hospital-meninas-gravidas-por-estupro-correspondem-43-dos-atendimentos-754753781.asp#" title="Clique para fechar"><img src="http://oglobo.globo.com/_img/bt_hj_fch.gif" style="position: absolute; z-index: 200" id="closeButton" width="1" border="0" height="1" /></a><em>Passeata pelo Dia Internacional da Mulher na Avenida Paulista &#8211; Joca Duarte / Diário de S.Paulo</em></div>
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		<title>É justo questionar dogmas católicos</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 21:38:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A Igreja Católica é composta por homens e mulheres de carne e osso. Como toda instituição viva, seus dogmas merecem contestação de quem pertence aos seus quadros, de quem já pertenceu e de que não pertence. Os de fora têm o direito de opinar sobre as decisões de uma instituição poderosa e que influencia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> A Igreja Católica é composta por homens e mulheres de carne e osso. Como toda instituição viva, seus dogmas merecem contestação de quem pertence aos seus quadros, de quem já pertenceu e de que não pertence. Os de fora têm o direito de opinar sobre as decisões de uma instituição poderosa e que influencia o debate público no mundo inteiro.</p>
<p>No Brasil, há separação entre Estado e igreja. Apesar disso, os religiosos se julgam no direito de criticar decisões legais, como o aborto de uma criança de 9 anos que foi estuprada. Ora, se podem meter o bedelho nas regras do Estado laico e democrático, podem também ouvir críticas a seus dogmas.</p>
<p>Nesse contexto, é absurda a excomunhão dos médicos e da mãe da menina estuprada pelo padrasto. Pior, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, disse que aborto é pior do que estupro. Os idiotas da subjetividade vão dizer que é assunto da Igreja Católica e ponto final. No direito canônico, o aborto é mais grave que o estupro. Quem é católico que se acomode, e os incomodados que se retirem.</p>
<p>Esse discurso serve a um conservadorismo anacrônico que afasta cada vez mais a Igreja Católica do cotidiano de seus seguidores. É um erro considerar um meio católico ou um mau católico quem apoia a decisão de abortar na circunstâncias em que se encontrava a menina de 9 anos. Ela pesa 30 quilos. Sua gravidez poderia matá-la. A lei brasileira permite aborto em caso de estupro e quando se coloca em risco a vida da gestante.</p>
<p>Há outro agravante: a menina é de um região pobre do Nordeste, na qual o peso dos valores religiosos é maior do que em outras partes do Brasil. Uma condenação da Igreja Católica soa a uma espécie de sentença de morte religiosa.</p>
<p>É uma pena que a Igreja Católica tenha abandonado a opção preferencial pelos pobres. O homem que deu início à caminhada dessa instituição milenar teria reparos a fazer à turma de Bento 16.</p>
<p><strong> Mais debate</strong></p>
<p>A briga é meio perdida, mas é preciso discutir a ampliação do direito ao aborto num país em que isso é questão de saúde pública. A mulher deve ter o direito de decisão. Legalizar mais amplamente o aborto, com limite até determinado tempo de gestação, não vai obrigar ninguém a tirar filho da barriga.</p>
<p><strong>E-mail:</strong> <a href="mailto:kennedy.alencar@grupofolha.com.br">kennedy.alencar@grupofolha.com.br</a></p>
<p class="previousColumns"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/"><br />
</a></p>
<p><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0726966.jpg" width="50" align="left" height="50" /> <strong>Kennedy Alencar</strong>, 41, colunista da <strong>Folha Online</strong> e repórter especial da <strong>Folha</strong> em Brasília. Escreve para <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/kennedyalencar/">Pensata</a> às sextas e para a coluna <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/">Brasília Online</a>, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal &#8220;RedeTVNews&#8221;, de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas &#8220;<a href="http://www.redetv.com.br/enoticia" target="_blank">É Notícia</a>&#8220;, aos domingos à meia-noite.</p>
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