10/11/2008 - 11:28h China lança pacote de quase US$ 600 bilhões

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Governo tenta conter crise investindo em infra-estrutura e bem-estar social. Medida é saudada por G-20 e FMI

Gilberto Scofield Jr.* Correspondente – O Globo

PEQUIM e SÃO PAULO. Num comunicado breve publicado em sua página na internet e reproduzido pela agência de notícias estatal Xinhua, o Conselho de Estado da China anunciou ontem um pacote de estímulo ao setor produtivo que chegará a quatro trilhões de yuans — US$ 586 bilhões — em 2010, focado em investimentos públicos, políticas de estímulo fiscal, além do relaxamento da política monetária (com prováveis novas reduções nas taxas de juros), para garantir um crescimento da economia chinesa entre 8% e 9% a partir do ano que vem.

O pacote inclui dez programas com alvos específicos, como projetos de infra-estrutura, microcrédito e crédito para pequenas e médias empresas, construção de casas para baixa renda, infra-estrutura rural, logística, estímulo à inovação tecnológica, à adoção de tecnologias de geração de energia limpa e a aceleração na reconstrução das áreas destruídas pelo terremoto na província de Sichuan.

Mas a medida mais esperada pelos chineses será mesmo a redução das alíquotas do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que incide sobre tudo que é fabricado e comercializado no país. A medida ainda não foi explicada, mas estima-se que, com a redução do imposto em determinados setores, a economia só para as empresas seja de 120 milhões de yuans por ano (US$ 17,5 milhões).

— A melhor maneira que a China possui de ajudar nesta crise internacional é manter o seu nível de crescimento — afirmou o presidente do Banco Popular da China, o BC do país, Zhou Xiaochuan, que prevê que as medidas ajudarão a China a crescer entre 8% e 9% a partir de 2009.

Operações de fusões e aquisições terão mais crédito Foi suspenso o teto para empréstimos dos bancos estatais para determinados projetos, como infra-estrutura rural, abertura de empresas em setores de tecnologia, fusões e aquisições e compra de equipamentos de proteção ao meio-ambiente. Os integrantes do Conselho de Estado da China, liderado pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, esteve reunido durante todo o fim de semana elaborando o pacote.

Em São Paulo para a reunião do G-20 (grupo que reúne países ricos e emergentes), o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, afirmou que a situação fiscal da China é forte para sustentar o crescimento do país e, desta forma, ajudar o planeta a sair da espiral de crise que vem empurrando para a recessão alguns países da Europa e os EUA. Zoellick afirmou que os investimentos em infra-estrutura feitos pela China nos últimos anos foram uma decisão “muito sábia” e agora estes investimentos ajudarão o país a responder mais rapidamente ao pacote de estímulo anunciado em Pequim.

Banco central de Taiwan corta juros novamente Também presente ao fórum do G-20, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique StraussKahn, afirmou que o pacote chinês é “uma boa notícia”.

— O FMI vinha argumentando há algum tempo que a China deveria deslocar o eixo de sua economia de um crescimento baseado em exportações para um baseado no crescimento interno. Estou muito feliz por ver que essa decisão foi tomada — disse ele, acrescentando que o pacote beneficiará não só a China, mas a economia mundial também.

David McCormick, vice-secretário do Tesouro dos EUA para Assuntos Internacionais, também festejou o pacote, afirmando em São Paulo que ajudará a Ásia a sair da crise financeira.

Na esteira de ações contra a crise, o banco central de Taiwan cortou ontem, sem aviso prévio, sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,75% ao ano. O objetivo é estimular a economia. Trata-se da quarta redução em um mês.

14/04/2008 - 06:37h Foco

Se você é figura pública da oposição e enfrenta regularmente entrevistas com a mídia, talvez não precise se preocupar com este tipo de conselho. Em geral a mídia vai perguntar o que você quer divulgar. Se isto não acontece é porque o jornalista é um lulista enrustido e você poderá sempre contar com a edição que será feita por um profissional mais “neutro”.

Já, se você for do PT, vale a pena conhecer as dicas dos “especialistas” sobre como responder as perguntas do repórter, que invariavelmente não corresponderão às que você gostaria de abordar.

geladeiralingua.gifPor exemplo, o jornalista questiona: uma Bolsa-geladeira em ano eleitoral não é crime? Você poderia dizer que no Brasil tem eleições cada dois anos e os mandatos duram quatro. Se for parar de agir em ano eleitoral o governo estaria paralisado durante a metade do seu mandato. O jornalista estará satisfeito por você ter respondido diretamente a pergunta, mas você não terá oportunidade de falar da importância que renovar o parque de geladeiras tem para o meio-ambiente e para economizar energia. Você não poderá explicar o incentivo que isto proporciona à indústria de bens de consumo e por tanto ao emprego. Fora as vantagens de contar com modelos que preservem melhor os alimentos, com crédito a juros mais baixos, para as famílias pobres.

Se você aplicar os conselhos de especialista em comunicação (ver vídeo em inglês), você poderá responder a pergunta e falar do que interessa. Será que funciona com a mídia no Brasil?

08/04/2008 - 13:21h Parlamentares rejeitam plano de pedágio urbano em Nova York

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Trânsito Congestionamento na cidade de Nova York; parlamentares rejeitam proposta de pedágio urbano no centro

da Folha Online

O plano do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de criar um pedágio para os motoristas circularem nas áreas mais congestionadas de Manhattan foi recusado pela Assembléia do Estado na segunda-feira (7).

Apesar de sua proposta ter rendido convites para falar em eventos como a conferência da ONU sobre o clima, o líder da Assembléia em Albany, capital do Estado, anunciou na segunda-feira que a câmara, de maioria democrata, não iria aprovar a proposta.

A proposta de pedágio, conhecida como taxa sobre congestionamento, visava fazer com que carros pagassem US$ 8 dólares (cerca de R$ 13,5) para circular em uma determinada área de Manhattan, centro da cidade, entre 6h e 18h nos dias úteis.

Seus opositores afirmam que ela é injusta com cidadãos de classe média que vão ao trabalho de carro devido à falta de transporte coletivo nos locais onde moram.

A secretária de transporte dos EUA, Mary Peters, afirmou que o governo esperava que o pedágio urbano em Nova York poderia servir como modelo para outras cidades do país. Cobrar uma taxa dos motoristas de centros de cidades congestionadas é um conceito que tem ganhado cada vez mais popularidade entre políticos de outros países, mas ainda precisa ser testado em larga escala em uma cidade dos EUA.

Controvérsias

Há pouco mais de um ano, o próprio Bloomberg afirmou não estar convencido de que o plano teria êxito. Ele afirmou uma vez que a idéia era tão politizada que os parlamentares “nunca iriam nos deixar colocá-la em prática”;

Mas nas semanas que precederam o discurso do Dia da Terra de 2007, no qual ele revelou o plano, Bloomberg se convenceu de que era algo que Nova York deveria tentar.

Bloomberg, político sem partido a menos de dois anos do fim do seu segundo mandato, tem se apresentado como um líder independente, levando adiante políticas bastante impopulares, como a proibição do fumo em bares e clubes noturnos, e de gorduras trans em restaurantes.

Autoridades municipais estimam que o pedágio urbano iria diminuir o tráfego em 6% e geraria centenas de milhões de dólares para projetos do governo. O prefeito rechaçou críticas de que ela seria muito cara ao compará-la com o preço de um ingresso de cinema.

Ao fazer campanha por seu plano, Bloomberg mostrou pouca paciência com qualquer um que não apoiasse a idéia, chamando os opositores de “estúpidos” que não se preocupam com o meio-ambiente, progresso e saúde das crianças asmáticas.

Bloomberg também insinuou que os parlamentares que apoiassem sua medida seriam recompensados com apoio político e financeiro, enquanto aquela que se opusessem iria sofrer as conseqüências.

Bloomberg não fez aparições públicas desde a derrota de seu plano, mas no domingo à noite, o prefeito fez um discurso dizendo que os parlamentares de Albany são políticos sem coragem que condenaram a cidade.

“É necessário um tipo especial de covardia para autoridades eleitas se recusarem a se levantar e votar de acordo com a consciência –em um assunto que tem sido debatido e recebido emendas significativas para resolver questões pendentes por mais de um ano”, afirmou.

Com Associated Press

12/01/2008 - 19:22h La culture du maïs OGM est suspendue en France


 

Action de Greenpeace contre les champs OGM. Photo: Greenpeace.

Action de Greenpeace contre les champs OGM. Photo: Greenpeace.

Vendredi 11 janvier, tard dans la soirée, un communiqué de Matignon annonçait la décision d’activer la clause de sauvegarde sur le maïs transgénique de Monsanto MON 810. Ce maïs destiné à l’alimentation animale étant le seul cultivé en France, le moratoire sur les cultures d’OGM est effectif.Le gouvernement s’appuie sur les “faits scientifiques nouveaux” invoqués par la Haute Autorité sur les OGM, qui concernent la pollinisation croisée entre les cultures et les effets sur la faune. L’Autorité fait également état d’“interrogations” sur les conséquences environnementales, sanitaires et économiques de la culture du MON 810. “Les doutes sur cet OGM ne condamnent pas l’intérêt de cette technologie pour relever les défis alimentaires et environnementaux”, ajoute Matignon. Un plan d’investissement de 45 millions d’euros dans les biotechnologies est annoncé.

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27/12/2007 - 20:55h Lula: ” O Brasil não aceita mais ser um país de poucos. Está se tornando um país de muitos. E não descansará enquanto não for de todos.”

da Folha Online

Pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 27 de dezembro de 2007:

“Minhas amigas e meus amigos,

Nesta noite, quero fazer com vocês um balanço de 2007. Deste excelente momento do brasil. Quero começar agradecendo a todos que, com seu trabalho, esforço e determinação, tornaram esse momento possível.

Quero agradecer ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário.

Quero agradecer tanto aos que apoiaram como aos que criticaram o governo ao longo desses anos. Sem a participação de todos seria impossível unir o país e encontrar os melhores caminhos para o futuro.

A todos vocês, meu muito obrigado.

Já podemos dizer com certeza que nossa economia cresceu mais de 5% em 2007. E 2008 será também muito bom, pois estamos iniciando o ano com um ritmo bem vigoroso.

O desemprego está em queda. De janeiro a novembro, criamos 1,936 milhão empregos com carteira assinada, um recorde histórico. Segundo o IBGE, o índice de desemprego no mês passado foi de 8,2%. O mais baixo de toda história desta pesquisa.

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22/12/2007 - 20:35h Crece un 10% la destrucción de la selva amazónica brasileña

La ministra de Medio Ambiente, Marina Silva, ha confirmado la noticia

JUAN ARIAS - Río de Janeiro-El País

Esta vez no han sido las asociaciones en defensa del medio ambiente quienes han denunciado un aumento de la destrucción de la selva amazónica, como suele ser habitualmente, sino la mismísima ministra de Medio Ambiente, Marina Silva, quien, en una reunión en el Palacio de la Alvorada, en Brasilia, en presencia del presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admitió el viernes que desde agosto a noviembre, ha aumentado en un 10% la destrucción de la selva, en relación con el año pasado.
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22/12/2007 - 18:37h As Earth Warms, Virus From Tropics Moves to Italy

David Yoder for the International Herald Tribune

“I thought, O.K., my time is up,” said Antonio Ciano, a Castiglione resident who became so sick after catching chikungunya he said he could not stand up.

Published: December 23, 2007
The New York Times

CASTIGLIONE DI CERVIA, Italy — Panic was spreading this August through this tidy village of 2,000 as one person after another fell ill with weeks of high fever, exhaustion and excruciating bone pain, just as most of Italy was enjoying Ferragosto, its most important summer holiday.

“At one point, I simply couldn’t stand up to get out of the car,” said Antonio Ciano, 62, an elegant retiree in a pashmina scarf and trendy blue glasses. “I fell. I thought, O.K., my time is up. I’m going to die. It was really that dramatic.”

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13/12/2007 - 12:21h Um bom debate para no jogar o lixo embaixo do tapete



Reproduzo a seguir dois artigos, que com um mês de intervalo, a Folha de São Paulo publicou sobre a questão do lixo na cidade de São Paulo.

O primeiro, já publicado também neste blog, é do vereador do PT, Antonio Donato e o segundo, do secretário municipal de Serviços, Dimas Ramalho, da administração demo-tucana da prefeitura de São Paulo.

Este debate interessa todos os municipes e permite abordar em toda sua dimensão, para além da demagogia e a politicagem, a importante questão dos resíduos sólidos e seu lugar nas prioridades das políticas públicas.

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09/12/2007 - 12:40h Aloizio Mercadante no Globo: Estufa da desigualdade


ALOIZIO MERCADANTE

O Texas, que tem 23 milhões de habitantes, emite mais dióxido de carbono (CO²) que toda a África Subsaariana, região com população de 720 milhões. Os 19 milhões de habitantes de Nova York lançam mais CO² na atmosfera do que os 766 milhões de habitantes dos 50 países mais pobres do mundo.
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09/12/2007 - 12:34h Aloizio Mercadante no Globo: Estufa da desigualdade

ALOIZIO MERCADANTE

O Texas, que tem 23 milhões de habitantes, emite mais dióxido de carbono (CO²) que toda a África Subsaariana, região com população de 720 milhões. Os 19 milhões de habitantes de Nova York lançam mais CO² na atmosfera do que os 766 milhões de habitantes dos 50 países mais pobres do mundo.

Esses números dão uma idéia da imensa desigualdade nas responsabilidades concernentes ao efeito estufa. Com efeito, são os países desenvolvidos os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas que ameaçam o planeta. Foram eles que lançaram na atmosfera sete de cada 10 toneladas de CO², desde que começou a revolução industrial. Tal responsabilidade não é apenas histórica, pois as nações desenvolvidas continuam a ser as principais poluidoras. Muitos argumentam que alguns países em desenvolvimento vêm aumentando suas participações nas emissões globais. A China, por exemplo, já é o segundo maior emissor de CO² do mundo. Contudo, esse aumento da participação é concentrado em poucos países, e encobre grande disparidade demográfica. Assim, quando analisamos as emissões per capita, verificamos que um chinês emite apenas um quinto do CO² emitido por um norte-americano. Já um brasileiro emite 11 vezes menos que um norte-americano. Ironicamente, a desigualdade nas responsabilidades pelas emissões se inverte quando se trata da vulnerabilidade às mudanças climáticas.

Os 1 bilhão de habitantes mais pobres do planeta, embora respondam por apenas 3% das emissões, são os mais afetados pelas mudanças climáticas. Na África, as secas intensas vêm provocando aumento da fome e da desnutrição. Na Bolívia, o encolhimento das geleiras andinas já causa escassez de água potável.

Pois bem, é dentro desse contexto de extrema desigualdade nas responsabilidades e vulnerabilidades relacionadas ao efeito estufa, as quais refletem as crescentes disparidades socioeconômicas mundiais, que devem ser analisadas as discussões do 13oEncontro da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que ocorre em Bali. Os países desenvolvidos, que, de um modo geral, aumentaram as suas emissões, ao invés de reduzi-las, como haviam se comprometido quando assinaram o Protocolo de Kioto, querem, agora, comprometer os países em desenvolvimento com metas de redução dos gases do efeito estufa. Pior: querem se aproveitar do tema para auferir ganhos comercias.

Elaboraram lista de produtos “ambientais” que poderiam ser comercializados com tarifa zero. Omitiram, no entanto, o etanol brasileiro da lista, pois pretendem continuar a proteger os seus mercados agrícolas.

Tal cenário impõe três conclusões. A primeira é que o Brasil, país de matriz energética limpa e de vanguarda nos biocombustíveis, deveria condicionar compromissos internacionais de metas diferenciadas para os países em desenvolvimento ao efetivo cumprimento das metas acordadas para as nações desenvolvidas. Ademais, a conciliação entre meio ambiente equilibrado e o direito ao desenvolvimento, conquista histórica obtida na Eco 92, tem de ser preservada.

Afinal, a manutenção da pobreza não vai resolver os problemas ambientais do mundo. Isso não significa omissão na luta contra as mudanças climáticas. Temos de assumir compromisso interno mais firme no que tange ao desmatamento da Amazônia.

Também devemos nos esforçar para assumir amplos compromissos regionais, no âmbito do Mercosul e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Como membro do Parlamento do Mercosul, almejo propor protocolo específico sobre mudanças climáticas para o bloco.

A segunda conclusão é a de que o Protocolo de Kioto e o mercado de carbono, embora imprescindíveis, são insuficientes para lidar com a questão.

Precisamos de mecanismos mais eficientes que propiciem o financiamento de tecnologias limpas para países em desenvolvimento e da mitigação do efeito estufa. Por isso, apresentei proposta de criar o Fundo Ambiental Mundial, destinado ao combate ao efeito estufa, com base na arrecadação de 1% sobre as importações internacionais, com ênfase nas de petróleo, o que poderia redundar no recolhimento de US$ 100 bilhões por ano. Esse Fundo daria base financeira para que todos os países, inclusive os mais pobres, pudessem se empenhar nessa luta.

A terceira conclusão é de que não podemos esperar mais para agir. Certa vez, perguntaram a Gandhi se a Índia pretendia se desenvolver como a Inglaterra. Gandhi, após observar que a Inglaterra havia consumido metade dos recursos do planeta para se desenvolver, perguntou: “De quantos planetas precisará a Índia?” Só temos um planeta, e ele está doente. Ambiental e socialmente doente.

Temos de cuidar dele e enfrentar, em conjunto, essas duas terríveis enfermidades.

24/10/2007 - 11:09h Expansão agrícola do País será ‘espetacular’

Mas OCDE alerta para impactos no meio ambiente

Genebra – O Estado de São Paulo

O Brasil será o maior exportador de soja do mundo em 2009 e, em dez anos, venderá mais carne que todos os seus concorrentes juntos. As projeções são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que destaca o crescimento “espetacular” da agricultura brasileira nos próximos dez anos.

Mas a entidade não esconde o temor pelo impacto desse crescimento no meio ambiente. Para a OCDE, o País tem a “difícil tarefa” de resolver o dilema entre proteger as florestas e aproveitar as oportunidades de negócios. Outro problema é a concentração cada vez maior de terras que nem a reforma agrária poderá reverter.

As projeções para a agricultura mundial até 2016 não deixam dúvida de que o futuro do etanol definirá o volume de terra destinado aos demais setores, e até definirá o preços das commodities. Nesse cenário, a OCDE estima que o Brasil tem tudo para avançar na produção.

Segundo as projeções da entidade, as exportações devem promover o “retorno de um sólido crescimento no Brasil”, com taxas do PIB beirando 4% por ano até 2016. Nem mesmo o real valorizado deve ser um problema para a expansão das exportações nacionais de produtos agrícolas. A OCDE, porém, não descarta que a demanda internacional pelos alimentos brasileiros possa acabar gerando inflação no País.

Outra preocupação da entidade é com o impacto da expansão agrícola do Brasil no meio ambiente. “As autoridades brasileiras se confrontam com a difícil barganha entre os benefícios econômicos da expansão agrícola e os benefícios ambientais da preservação da floresta”, diz o relatório, que destaca a Amazônia como apenas um desses dilemas. “O impacto dos pesticidas e do uso agrícola da água sobre os recursos são outras preocupações geradas pelo sistema produtivo no Brasil”, alerta a OCDE.

Apesar disso, as projeções são de crescimento da produção em quase todas as áreas. No setor de carnes, por exemplo, o País vai chegar a 2016 superando o volume de todos os demais concorrentes juntos e dominará 28% da carne exportada no planeta. Isso significa um total de exportações superior às vendas de Estados Unidos, Canadá, Argentina e Austrália somados. Hoje, o País tem 23% desse mercado. Segundo as projeções, o mercado mundial de carne deve aumentar em 7 milhões de toneladas até 2016. Já as vendas brasileiras devem adicionar outras 3 milhões de toneladas do mercado, chegando a 8,4 milhões de toneladas de carne.

O Brasil ainda vai superar as exportações dos Estados Unidos em soja até 2009, com seu crescimento de 3,9% por ano na produção. Em dez anos, a produção no País aumentará em mais de 54% e o Brasil responderá por 38% da produção mundial. A expansão ocorrerá tanto graças ao aumento da produtividade como da área plantada.

Em termos de exportação, o País somará 18 milhões de toneladas até 2016. Na prática, o Brasil passará a ter 41% do mercado, ante os 30% de que dispõe hoje. A OCDE destaca que os exportadores de soja são beneficiados por políticas tributárias.

CONSUMO

Ao contrário das últimas décadas, porém, os maiores índices de crescimento do consumo não estão nos países ricos, mas nos emergentes. Para a OCDE, os países exportadores devem se focar nesses mercados, se de fato querem expandir suas vendas. No setor de carnes, por exemplo, o aumento do consumo nos países emergentes será de 3,2% por ano, ante 0,9% nos países ricos.

O mesmo deve ocorrer com o consumo de manteiga, que terá alta de 3,4% ao ano nos países em desenvolvimento e estagnação nos ricos. No caso do açúcar, a alta será de 2,2% por ano nos emergentes, ante 0,5% nos países desenvolvidos. O resultado é a queda na participação dos países ricos entre os principais consumidores e a transformação da China na maior importadora de soja do mundo.

De fato, a OCDE prevê que a década pode ser a melhor em crescimento da história. Isso graças à entrada de países emergentes nos mercados. Nem mesmo a crise americana seria um problema, já que poderia ser rapidamente superada. Brasil, Índia, China e Rússia teriam uma participação cada vez maior na economia mundial e serão a chave para o desempenho positivo até 2016. J.C.

NÚMEROS

28 %
da carne exportada no planeta em 2016 será proveniente do Brasil, ante 23% atualmente

3,9 %
ao ano é o crescimento da produção de soja brasileira

54 %
é a projeção de crescimento da produção de soja em 10 anos

41 %
do mercado mundial da soja deverá ser do Brasil nos próximos 10 anos, ante os 30% atuais

17/08/2007 - 16:25h L’environnement serait en cause dans 40 % des décès

Le Monde

Deux morts sur cinq dans le monde seraient liés directement ou indirectement à des facteurs environnementaux, selon une étude mise en ligne depuis le début du mois d’août sur le site de la revue Human Ecology, qui la publiera dans son numéro de décembre. Pour parvenir à ce chiffre, David Pimentel, professeur en écologie et en agronomie, et une équipe d’étudiants de l’université Cornell (Etat de New York) se sont appuyés sur plus de 120 articles scientifiques concernant les effets sur la santé humaine de l’augmentation de la population mondiale, de la malnutrition et de toutes sortes d’atteintes à l’environnement. suite…

03/08/2007 - 10:45h ‘Cana não vai invadir florestas’

O Estado de São Paulo (para assinantes)

Há uma campanha contra o etanol brasileiro, diz Jank

Andrea Vialli

O presidente da Unica, Marcos Jank, reafirmou ontem que a cultura da cana-de-açúcar não vai invadir florestas da Amazônia e do Cerrado. Jank participou de uma mesa-redonda sobre energia na Mostra Socioambiental da Fiesp, em São Paulo.

‘Não somos favoráveis à entrada da cana em áreas de preservação da Amazônia. Hoje existem duas usinas na chamada Amazônia Legal, mas elas foram instaladas em áreas já degradadas, de pastagem.’

Segundo Jank, existem hoje no Brasil 6 milhões de hectares com plantio de cana, o que representa 1% da área agrícola no Brasil. Em contrapartida, há 220 milhões de hectares de pastos, que podem comportar a expansão da cultura de cana-de-açúcar. Além disso, segundo ele, a expansão da cultura se dará mais por um aumento da eficiência e produtividade agrícola do que propriamente com ampliação das áreas plantadas.

DESCONHECIMENTO

‘Há um desconhecimento agronômico terrível’, afirmou Jank sobre as acusações de que o aumento da demanda pelo álcool brasileiro vai trazer mais devastação às áreas de florestas. De acordo com ele, a cana não é viável em regiões em que chove muito, caso da Amazônia brasileira.

Segundo Jank, há uma forte campanha internacional contrária ao etanol de cana brasileiro, com base em argumentos socioambientais. ‘Estamos lutando com a indústria do petróleo e ONGs radicais, que não aceitam diálogo. Isso sem falar nas barreiras protecionistas da Europa e Estados Unidos.’

31/07/2007 - 13:07h Brazil, Alarmed, Reconsiders Policy on Climate Change

Lalo de Almeida for The New York Times

Brazil has resisted programs to reduce deforestation. In the Amazon, areas the size of New Jersey have been razed each year.

Published: July 31, 2007

The New York Times

MANAUS, Brazil — Alarmed at recent indications of climate change here in the Amazon and in other regions of Brazil, the government of President Luiz Inácio Lula da Silva has begun showing signs of new flexibility in the tangled, politically volatile international negotiations to limit human-caused global warming.


The New York Times

 

The factors behind the re-evaluation range from a drought here in the Amazon rain forest, the world’s largest, and the impact that it could have on agriculture if it recurs, to new phenomena like a hurricane in the south of Brazil. As a result, environmental advocates, scientists and some politicians say, Brazilian policy makers and the public they serve are increasingly seeing climate change not as a distant problem, but as one that could affect them too.

Brazil remains suspicious of foreign involvement in its management of the Amazon, which it views as a domestic matter. But negotiators and others who monitor international climate talks say Brazil is now willing to discuss issues that until recently it considered off the table, including market-based programs to curb the carbon emissions that result from massive deforestation in the Amazon, in which areas the size of New Jersey or larger are razed each year.

“I think things have advanced, certainly, compared to three years ago, when the government simply refused to discuss deforestation in international forums,” said Márcio Santilli, a former government official who helped start the Socio-Environmental Institute, an environmental group in Brasília. “There has been a change of posture which reflects the worries of Brazilian public opinion on this issue, which in turn puts pressure on politicians.”

For years, Brazil’s position in international climate change talks has been that Northern Hemisphere industrial countries must shoulder the burden of reducing greenhouse gas emissions. Fearing a loss of sovereignty, it has resisted plans to create market mechanisms to provide payments for reductions in deforestation and carbon emissions, accompanied by international monitoring.

Brazil’s stance on such issues is vitally important because by most calculations it is the fourth-largest producer of the greenhouse gases that most scientists believe are the principal cause of global warming. Three-quarters of those emissions result from deforestation, the overwhelming bulk of which occurs here.

The government’s new, slightly more nuanced position is not a result of a sudden burst of green awareness on the part of Mr. da Silva, whose knowledge of the technical details of the debate is widely described as sketchy. And in public, Mr. da Silva continues to want to shift the blame northward.

“Everyone knows that the rich countries are responsible for 60 percent of the gas emissions, and therefore need to assume their responsibilities,” he said during a meeting of the Group of 8 in June. “We don’t accept the idea that the emerging nations are the ones who have to make sacrifices, because poverty itself is already a sacrifice.”

A number of recent events have led political leaders and ordinary Brazilians to conclude that they are not immune to climate change. First and foremost was a disastrous 2005 drought in the Amazon that killed crops, kindled forest fires, dried up transportation routes, caused disease and wreaked economic havoc.

Brazil sees itself as an emerging agricultural and industrial power, and global warming could have a disastrous impact on those aspirations. Scientists note that Brazil’s southern breadbasket flourishes largely because of rainfall patterns in the Amazon that are likely to be altered if droughts recur or climate change accelerates.

“Once they really register that the Amazon rain machine is very important to the south of Brazil, they are going to be much more interested in avoiding deforestation,” said Thomas Lovejoy, president of the Heinz Center for Science, Economics and the Environment. “You don’t have to be interested in biodiversity to want rain to keep that amazing agricultural system going.”

Brazil also envisions constructing a large network of dams throughout the Amazon over the next several decades to supply electricity to its industrial heartland in São Paulo, 2,000 miles south of here. But those plans depend on water flows in the region’s vast rivers not drying up.

“If rainfall is reduced, as many projections show, either you are not going to have enough water at all or you will have to have much bigger lakes to fill the dams,” said Paulo Moutinho, scientific coordinator at the Amazon Institute for Environmental Research. More…