03/04/2009 - 12:02h O esforço de Sarkozy para se aproximar de Obama

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Gilles Lapouge * – O Estado SP

O G-20 permitiu ver que o novo “casal” Sarkozy/Angela Merkel vem se dando muito bem. Em vez de brigarem como cão e gato, o que ocorria há seis meses, o francês e a alemã formaram uma frente para impor ao G-20 um plano de moralização do sistema financeiro mundial.

No entanto, Angela Merkel saiu um pouco à frente de Sarkozy na “corte” que todos os chefes de Estado fizeram ontem ao maravilhoso Obama. No jantar em Downing Street, quem estava ao lado de Obama? Angela Merkel, felizarda! Mas Sarkozy não poupa esforços. Há três meses vem tentando estreitar relações com o americano, mas as coisas não avançam muito rápido. Tentou tudo.

No dia da vitória de Obama, bateu todos os rivais. Enviou felicitações ao novo presidente uma hora antes de Gordon Brown e duas antes de Merkel (ele esqueceu do “c” de Barack, mas não foi nada grave).

Decidido a encontrar o americano antes dos outros, Sarkozy mandou preparar o avião para voar a Chicago em novembro. Mas Obama estava com a cabeça em outro lugar. O britânico Brown foi mais esperto. Foi recebido na Casa Branca. É verdade que americanos e ingleses têm uma relação especial.

Após longas e dolorosas semanas de espera, um consolo. Há dez dias o jornal Figaro mostrou na capa uma enorme fotografia com Sarkozy e Obama, conversando. Muito estranho! Mais tarde ficou-se sabendo que era uma montagem para dar a conhecer ao povo francês que os dois chefes tinham conversado por telefone. De fato, houve o diálogo. Bela proeza!

Sarkozy achava que a viagem de Obama à Europa permitiria que os dois tivessem um encontro a sós. Mas, no âmbito do G-20, seria difícil. Falta de tempo. Além disso, 19 outros chefes de Estado estariam disputando o americano, e uma reunião à parte não seria possível.

Sarkozy imaginou outro cenário. Convidou Obama para uma viagem às praias da Normandia, local de desembarque dos americanos em 1944. Uma peregrinação que os presidentes americanos gostam de fazer.Mas Obama não vai ter tempo. Bom, fica para uma outra vez.

Mas por que Obama não tem tempo? Tem ao seu alcance outros grandes chefes de Estado, no G-20: o indiano, o brasileiro, o russo, o chinês. Aliás, ontem mesmo disse que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é “o cara”.

Portanto, até que poderia ir à Normandia com Sarkozy. Mas não. Obama tem outra coisa de urgente para fazer. Pretende ir a Praga. Praga? Sim, a capital da República Checa, um país sem governo, e, além do mais, um país “eurocético”.

E não é tudo. No fim do seu périplo, Obama reservou dois dias para a Turquia, país que tem um quinto do seu território dentro da Europa, os outros 4/5 na Ásia. E um país governado por “islâmicos moderados”.

Esse americano é desconcertante. Claro que, refletindo mais, a Turquia pode ser uma preciosa intermediária entre os diferentes Estados que, há 50 anos, lutam até a morte no Oriente Médio.

Diante de tudo isso, o que se diz é que Sarkozy não conseguiu forçar a porta nem o coração de Obama. Isso não porque Obama não goste do presidente francês ou das suas bravatas. Talvez seja, simplesmente, porque, no momento, a Europa não é o problema número 1 do mundo. Nos seus discursos, Obama não pronunciou a palavra “Europa”. E, da mesma maneira que não vai à Normandia, também não terá tempo de ir a Berlim.

Devemos concluir que ele não aprecia muito a Europa, que prefere Medvedev ou Hu Jintao a Sarkozy ou Merkel? Absolutamente. É possível que todas essas hipóteses sejam só invenção ou fantasmas de jornalistas sem inspiração.

*Gilles Lapouge é correspondente em Paris

01/04/2009 - 09:27h Maionese, cocoricós e o G20

Manif anti sarko

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VINICIUS TORRES FREIRE – FOLHA SP


Reunião “histórica” começa sob ameaça de fiasco prático e risco de maior desacordo internacional sobre a crise


“LA MAYONNAISE va prendre” é uma expressão francesa tanto para dizer “a coisa vai engrenar” como, em contexto de maior exaltação, “o caldo vai engrossar”. Nicolas Sarkozy, marido de Carla Bruni, aliás presidente da França, ameaça bater a maionese na reunião do G20, que começa amanhã, em Londres. Não é o mais importante dos tiros no concerto do G20, mas é sintomático.
Sarkozy vazou para imprensa que “deixará uma cadeira vazia” no G20 caso os EUA não aceitem uma reforma que endureça os controles sobre a finança mundial. “Cadeira vazia” é um clássico gaullista, de quando Charles de Gaulle deixou seus pares da Comunidade Econômica Europeia falando sozinhos, em 1965.
A maionese caseira de Sarkozy desanda. Há o risco de a crise levar franceses em massa às ruas, o que não tem tido consequências maiores desde os anos 1960, embora tenha levado à breca um governo liberal, nas grandes greves de 1995. Enfim, nunca se sabe o que pode dar quando há franceses irados na rua. Sarkozy canta, pois, um cocoricó para a galera, tirando casquinha dos EUA. Além do mais, se sair do G20, faz o quê? O que importa? O PIB francês equivale a 6% das 19 economias do G20 (19 países mais um representante da União Europeia). Os EUA têm 30% do PIB do G20.
A chanceler alemã, Angela Merkel, deve reafirmar sua oposição ao apelo de Barack Obama, que pede mais gasto público no mundo a fim de conter o colapso global. Os alemães são conservadores em juros e dívida, mas temem mesmo é ter de bancar a conta do colapso da Europa, que não tem governo unificado para fazer pacote fiscal. A Alemanha é 8% do G20 e, na previsão da OCDE, seu PIB deve encolher uns 5% em 2009.
O premiê japonês, Taro Aso, apoia os americanos e critica Merkel. Aso vai a Londres com aprovação de apenas 25% dos japoneses e sob o risco de governar a pior recessão no mundo rico (queda de 6,6% do PIB, diz a OCDE). O Japão, 10% do PIB do G20, tem, porém, a experiência de quase 15 anos de estagnação, fruto do estouro de uma bolha imobiliária, de uma outra na Bolsa e da reação oficial tardia à crise. Aso apoia a ideia americana de triplicar os fundos do FMI, está soltando um pacote fiscal de US$ 100 bilhões a US$ 200 bilhões, uns 2% a 4% do PIB, e anunciou ajuda para a Ásia.
O anfitrião Reino Unido é sempre pró-EUA, mas não que ver o caldo entornar em casa e está meio sobre o muro. Os chineses, que têm 8% do PIB do G20, vão aproveitar para tirar um cascão dos EUA, como o têm feito, acusando-os de irresponsáveis e sugerindo, por ora retoricamente, dar cabo do dólar como moeda mundial. Os russos estão falidos, mas são mais um problema político.
O resto é mais ou menos o resto.
Aliás, do que vai tratar mesmo o G20? De estímulo à demanda mundial, de reforma financeira, de evitar protecionismo. Numa reunião de um dia, cheia de ruídos, na qual o “Ocidente” tentará tanto lançar mão do “ouro de Pequim” como evitar que a China atraia mais emergentes para seu lado. Em que os líderes terão de falar “urbi et orbi”, por algum acordo internacional, para as ruas que querem protecionismo, para Wall Street que não quer saber de restrições etc. Vai dar certo, isso?

vinit@uol.com.br

18/03/2009 - 11:08h Recessão será mais profunda, diz FMI

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Krishna Guha e Bertrand Benoit, Financial Times – VALOR

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anulará, amanhã, as previsões que anunciou para a economia mundial no início deste ano, e preverá uma recessão mais profunda, com um desaquecimento econômico mais severo na zona do euro.

Economistas do FMI reagiram ao ritmo e à gravidade do desaquecimento “à luz da grave contração na economia mundial nos últimos três meses de 2008 “, para formular previsões ainda mais pessimistas do que as feitas em janeiro sobre o crescimento em 2009.

Teresa Ter-Minassian, uma assessora de Dominique Strauss-Kahn, o diretor-gerente do FMI, emitiu ontem forte sinalização sobre o que esperar.

Citando previsões preliminares internas elaboradas em fins de fevereiro, ela disse que o FMI acredita que a economia mundial encolha 0,6% neste ano, em vez de crescer 0,5%, como havia previsto.

“O cenário será pior, mas o diretor-gerente já disse isso”, disse ela em Lisboa. “Essa é uma verdadeira crise mundial, que impactará todas as regiões e países do mundo em diferentes níveis de desenvolvimento”.

As previsões são de que a economia da eurozona irá encolher 3,2% em 2009, disse ela, contra a previsão anterior de declínio de 2%. Os EUA encolherão 2,6% (contra o 1,6% antes previsto) e o Japão 5% (contra os 2,6% antes previstos), sendo portanto a economia mais duramente atingida. Em Washington, o FMI disse que os números citados por Ter-Minassian são “não-oficiais” e estão “desatualizados”.

As iminentes revisões são anunciadas em meio a diferenças entre a Europa e os EUA sobre como atacar a recessão. Christoph Schmidt, um assessor econômico da chanceler alemã Angela Merkel, disse que a crescente dívida pública e a liquidez excessiva poderão empurrar os EUA para uma espiral inflacionária.

É improvável que os comentários do professor Schmidt sejam bem recebidos pelo governo Obama, que defende políticas fiscal e monetária mais frouxas em todo o mundo.

“Vejo um risco inflacionário nos EUA, no médio prazo, devido ao crescimento de sua oferta monetária”, disse ele. “Existe um risco de que [os governos] possam começar a considerar a inflação como uma maneira de reduzir a carga de endividamento público”.

Mervyn King, presidente do Banco da Inglaterra, defendeu que as grandes economias tomem medidas coletivas para impulsionar substancialmente o crescimento e que os governos “estejam dispostos a assumir o controle de quaisquer proporções de capital acionário que se revelem necessárias” em bancos vulneráveis.

O Banco do Japão apresentou uma minuta de plano para disponibilizar até 1 trilhão de ienes (7,7 bilhões de euros) em empréstimos subordinados a grandes bancos varejistas, em seu mais recente esforço para frear a crise econômica mundial.

A iniciativa do Banco do Japão acontece na esteira da decisão do Banco da Inglaterra de comprar dívida do governo britânico e do anúncio do Banco Nacional Suíço de seu plano para intervir nos mercados suíço.

14/11/2008 - 09:50h Alemanha não resiste à crise e entra em recessão

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Maior economia européia vive seu pior momento desde o pós-Guerra; OCDE prevê contração nos EUA, Japão e UE

Jamil Chade, Genebra; Andrei Netto – O Estado SP

A maior economia da Europa não resiste e entra em recessão. A Alemanha, conhecida como a locomotiva do Velho Continente, anunciou ontem que sua economia se contraiu pelo segundo trimestre consecutivo. A queda no crescimento coloca o país em sua pior situação nos últimos 12 anos, o que deve ter repercussões em toda a Europa e mesmo para as exportações brasileiras. Para o Deutsche Bank, 2009 pode ainda registrar o pior desempenho econômico da Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Segundo os dados oficiais, o PIB foi reduzido em 0,5% entre agosto e outubro. No segundo trimestre, a queda já havia sido de 0,4%. Tecnicamente a recessão é declarada quando uma economia registra contração por dois trimestres consecutivos. França, Reino Unido e Irlanda já estão na mesma situação da Alemanha, mas a esperança era de que a maior economia do bloco resistisse.

O cenário é bem diferente do que os políticos alemães previam. No início da crise, a chanceler Angela Merkel deixou claro que a Alemanha “não entraria em recessão”. Agora, a queda é superior até mesmo às previsões mais negativas dos analistas. A última recessão foi registrada em 1996.

Desta vez, o temor é de que a crise seja prolongada. A Bolsa de Frankfurt já perdeu mais de 40% neste ano e a falta de confiança dos empresários bate recorde. O consumo também caiu e o país deve perder o posto de maior exportador do mundo, posição que ocupava havia quatro anos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado que 2009 verá uma contração da economia alemã de 0,8%.

Todo o bloco europeu também deve sofrer com a recessão. Em meados da semana passada, foi a Inglaterra que admitiu estar em recessão.

OCDE PESSIMISTA

Estados Unidos, Japão e os 15 países da zona euro, cujas economias já enfrentam a estagnação, também devem sofrer recessão severa em 2009. A estimativa é do relatório de previsões econômicas da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE), divulgado ontem, em Paris.

Segundo os especialistas, os 30 países-membros da entidade crescerão 1,4% em 2008, mas enfrentarão queda de 0,3% no PIB em 2009. Em 2010, vem a retomada. O maior decréscimo no próximo ano se dará nos Estados Unidos: -0,9%.

Os Estados Unidos devem enfrentar quatro trimestres de contração. A crise se agrava de forma progressiva no país: no terceiro trimestre, a retração será de 0,3%, chegando no fim do ano ao fundo do poço, com 2,8% negativos. Em 2009, a previsão é de decréscimo de 2% no primeiro trimestre e de 0,8% no segundo. A queda brusca na primeira metade do ano levará à retração do PIBdo país a valores próximos de 1%.

Só no segundo semestre de 2009, conforme os experts da OCDE, começa o reaquecimento nos EUA. Em 2010 a previsão é de 1,6% de crescimento.

O relatório da OCDE confirma o recuo também na União Européia. No grupo de 15 países que adotam a moeda única – entre os quais Alemanha, França, Itália e Espanha -, também deve viver quatro trimestres consecutivos de contração: -0,5% no terceiro trimestre de 2008, -1% no quarto, -0,8% no início de 2009 e -0,4% no segundo trimestre do próximo ano.

Jorgen Elmeskov, diretor de Estudos Econômicos da entidade, disse que os 30 países que integram a OCDE – Brasil não incluso – entram em recessão, com perspectivas de desaceleração prolongada da atividade.

O relatório também reitera a convicção de que os grandes países emergentes, como China, Índia e Brasil, embora em desaceleração, sustentarão o crescimento internacional durante a recessão no G-7. “O crescimento em países não-membros da OCDE também se desacelera”, diz Elmeskov, “mas é claro que o nível de elevação do PIB destes emergentes ajuda os países desenvolvidos a enfrentar a crise”. Questionado pelo Estado sobre quando China, Índia e Brasil voltarão a acelerar, o economista não respondeu. “Vamos divulgar um relatório exclusivo sobre o tema em 25 de novembro.”

12/10/2008 - 14:31h Segundo AFP, a cúpula dos países do Euro vai garantir o financiamento de todos os bancos até dezembro 2009

Le sommet de l’Eurogroupe s’est ouvert à Paris

AFP/GERARD CERLES

Le Monde

Le sommet extraordinaire de l’Eurogroupe, réunissant les dirigeants des quinze Etats appartenant à la zone euro, a débuté dimanche 12 octobre à l’Elysée, avec un but partagé par l’ensemble des participants : trouver une solution au niveau européen pour rétablir la confiance sur des marchés déboussolés par la crise bancaire. Le président de la Commission européenne, Jose Manuel Barroso, qui participe également à cette réunion, a estimé qu’”un niveau de coordination sans précédent” était désormais nécessaire “pour faire face à une crise sans précédent”. “Nous devons montrer aux citoyens européens et aux marchés la capacité et la détermination de l’Europe à agir de concert”, a-t-il déclaré après s’être entretenu avec le président français Nicolas Sarkozy et le premier ministre britannique Gordon Brown avant le début du sommet.

Selon un projet de déclaration commune que s’est procuré l’AFP peu après le début de la réunion, les quinze pays membres de la zone euro se disent prêts à apporter provisoirement leur garantie aux opérations de refinancement des banques et à éviter toute faillite, en ayant recours à leur recapitalisation si cela est nécessaire, jusqu’au 31 décembre 2009. Toujours selon le document obtenu par l’AFP, les garanties pour le refinancement des banques proposées par les gouvernements européens pourraient prendre la forme d’assurances ou de “dispositions similaires”. L’agence Reuters, qui s’est procuré un document énumérant les propositions de la présidence française de l’UE, rapporte que d’autres mesures susceptibles d’être adoptées sont la garantie des dettes bancaires à moyen terme, y compris pour les particuliers et une octroi de liquidités aux entreprises financière et non financières par la BCE tant que la crise se poursuit.

M. Sarkozy, qui doit exposer les conclusions du sommet dans un discours, dimanche en début de soirée, a souhaité “un plan ambitieux, coordonné, qui apporte des solutions”. “Ce que j’attends, c’est que l’Europe parle d’une seule voix”, a-t-il résumé. La chancelière allemande Angela Merkel a quant à elle annoncé que la réunion de dimanche lancera “un signal capital pour les marchés et un signal très important pour la force de la zone euro”. Selon la ministre des finances française Christine Lagarde, l’Eurogroupe devrait “mettre du muscle” sur le squelette du plan en cinq points adopté, vendredi, par le G7. Ce plan avait ensuite été approuvé par les 185 pays membres du Fonds monétaire international (FMI) .

LONDRES MILITE POUR SON “APPROCHE”

M. Brown, qui ne participera pas à la réunion, son pays n’étant pas membre de la zone euro, a déclaré dans la presse britannique qu’il tenterait néanmoins de persuader “les autres pays européens d’adopter l’approche globale que nous avons prise en Grande-Bretagne”. Londres devrait annoncer officiellement, lundi, un plan de sauvetage d’un montant total de 500 milliards de livres (636 milliards d’euros), qui passerait par la prise de contrôle majoritaire de deux grandes banques très affaiblies, RBS et HBOS, ainsi que l’entrée au capital d’autres banques pour un montant de 50 milliards de livres (63,6 milliards d’euros).

“Cette réunion a pour but de décider d’une action coordonnée commune pour la zone euro, pour que dans les prochains jours chaque pays puisse mettre en place des mesures qui stabilisent les marchés financiers”, a résumé Mme Merkel à son arrivée à l’Elysée. Car si tous les yeux sont tournés vers la réunion de Paris, au vu de la réouverture des marchés financier mondiaux, chaque pays prépare déjà son propre plan de sauvetage au niveau national.

Outre la Grande-Bretagne, l’Allemagne devrait annoncer le sien lundi. En France, un conseil des ministres extraordinaire a été convoqué lundi pour que des mesures soient prises en urgence. Au Portugal, le gouvernement a déjà apporté une garantie de 20 milliards d’euros aux “opérations de financement” des banques et en Norvège, l’Etat et la Banque centrale ont émis 350 milliards de couronnes (41 milliards d’euros) d’obligations pour accroître les liquidités.

07/10/2008 - 09:12h Contágio pode quebrar a zona do euro

Angela Merkel, primeiro-ministro da Alemanha
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Larry Elliott * – O Estado de São Paulo

De certo modo, quando o ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, disse no mês passado que o aperto do crédito era um problema americano, houve a sensação de que ele estava desafiando o destino. Quanto tempo levaria para que o contágio que limpou Wall Street e a City de Londres também fizesse uma ou duas vítimas no setor bancário da zona do euro? Bom, as palavras presunçosas de Steinbrueck mal saíram da sua boca, e recebemos a resposta. Belgas e holandeses tiveram de resgatar o banco Fortis; os irlandeses trataram de estender uma garantia geral para os seus depósitos, com medo de que pelo menos um, e provavelmente dois de seus grandes bancos estivessem perto de capotar.

A reflexão de Steinbrueck sobre a possibilidade de os Estados Unidos estarem perdendo seu status de potência hegemônica da economia mundial foi interrompida pela necessidade de buscar a aprovação de Bruxelas para a malfadada operação de resgate do grupo HRE alemão, de 35 bilhões de euros. E no final de semana os líderes dos quatro grandes países da Europa – Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha – convocaram uma reunião de cúpula global de emergência para o próximo mês. Uma lição para os ministros das Finanças: procurem não irritar os deuses.

O crescimento da França no terceiro trimestre baixou de 0,7%, no terceiro trimestre do ano passado, para 0,4% em cada um dos dois trimestres seguintes, depois tornou-se negativo em 0,3% no segundo trimestre deste ano. Christine Lagarde, a ministra das Finanças, prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) sofrerá nova contração no terceiro trimestre. O que equivale tecnicamente a uma recessão: dois trimestres consecutivos de resultados em queda.

A Itália teve um desempenho ainda pior. O PIB caiu tanto no quarto trimestre de 2007 quanto no segundo deste ano, empurrando a taxa de crescimento anual já anêmica para zero. Na França, é 1,1% e na Grã-Bretanha, 1,4%. A Alemanha obteve o melhor desempenho das quatro principais economias da Europa, mas também está reduzindo o crescimento, porque a demanda de suas exportações foi afetada pela crise global. A produção alemã caiu 0,5% no segundo trimestre, empurrando sua taxa anual de crescimento para 1,7%.

Em comparação, a expansão anual dos Estados Unidos é de 2,2%, embora seu forte desempenho no segundo trimestre se devesse a um corte único dos impostos de US$ 150 bilhões, e agora a economia pareça estar baixando seu ritmo ainda mais rapidamente. Há evidências de que em todo o mundo desenvolvido está havendo uma redução do ritmo, e isto ocorre nos países que seguem tanto o modelo da Europa continental quanto o anglo-saxônico: nos países em que surgiram bolhas no mercado da habitação, e nos que não houve bolha; nos países que adotaram o euro assim como nos que não o adotaram. A Espanha, por exemplo, está na união monetária, mas na sexta-feira anunciou uma ampla queda de 7% da produção industrial e apresenta um aumento acentuado do desemprego.

Três pesquisas realizadas na semana passada entre gerentes de compras na Grã-Bretanha – nos setores da manufatura, serviços e construção – advertiram que há uma recessão. A primeira reunião do gabinete da guerra econômica de Gordon Brown, realizada ontem, havia muito o que discutir.

O quadro é variado no que se refere a Islândia, Noruega e Suíça, que não fazem parte da União Européia. A Islândia está numa situação calamitosa, a confiança em seu sistema bancário em frangalhos e a economia já em marcha a ré acelerada. A Noruega, graças à alta do preço do petróleo, cresce a 3,3%, 1 ponto porcentual acima da Suíça.

Não é fácil enxergar através dessa névoa estatística, mas é possível tirar algumas conclusões. A primeira delas é que nenhum país do mundo desenvolvido ficará imune à crise. A segunda é que os seus efeitos para a “economia real” demoraram para se fazer sentir, mas agora estão se intensificando.

A este respeito, as medidas – ou a falta de medidas – do Banco Central Europeu são curiosas. Ao contrário do Federal Reserve (Fed, banco central americano) ou do Banco da Inglaterra, o BCE decidiu que o aumento da inflação, este ano, causado pelo aumento dos preços do petróleo e dos alimentos , merece a elevação das taxas de juros.

Agora, a inflação está caindo e, a julgar pelos comentários de Jean-Claude Trichet, seu presidente, o BCE pretende abrandar sua estratégia até o início de 2009, quando haverá abundantes evidências de que Europa, Japão e Estados Unidos estão em recessão, e isto terá um efeito enorme para a Grã-Bretanha, onde 50% das exportações vão para o restante da Europa. Entre os presidentes dos bancos centrais. talvez Mervyn King seja o que mais se aproxima dele.

Queimar lentamente Uma terceira conclusão é que o efeito do enfraquecimento lento do sistema bancário europeu provavelmente tem mais a ver com as diferenças nos sistemas contábeis do que com a maneira como é administrado. Como Steinbrueck sabe muito bem, os bancos alemães imitaram seus equivalentes britânicos e americanos no cassino subprime e fizeram as mesmas apostas questionáveis em derivativos arriscados. O que aconteceu foi que demorou mais tempo para os prejuízos aparecerem.

Uma quarta observação – novamente bastante óbvia – é que a zona do euro continua um híbrido. É uma união monetária, mas não uma união política, e portanto, países como a Irlanda tiveram de se arranjar sozinhos na operação de resgate dos bancos em dificuldades. Há uma nítida distinção entre os Estados Unidos, onde o governo tem peso financeiro em todos os 50 Estados, e a União Européia.

Convocar uma cúpula global não é a mesma coisa que fazer algo concreto, e Angela Merkel deixou claro que a Alemanha não ajudará bancos malandros de outros países da União Européia. O Banco Europeu de Investimentos decidiu liberar uma ajuda de emergência de 12 bilhões de libras esterlinas (US$ 2 bilhões) para as pequenas empresas, mas dada a dimensão e a escala da crise da União Européia, a quantia é insignificante.

No longo prazo, as uniões monetárias não sobrevivem sem uma união política, e portanto a quinta conclusão é que há pressões tanto para uma integração maior quanto para a desintegração. A crise poderá fortalecer os que argumentam que as medidas corretivas são intrinsecamente instáveis e continuarão assim até que haja uma união fiscal e monetária. Por outro lado, a crescente ameaça de recessão poderá levar alguns países a questionarem se valerá realmente a pena continuar numa união monetária.

Charles Goodheart, da School of Economics de Londres, observou na semana passada que nos últimos anos houve variações extremas na competitividade, nos custos da mão-de-obra e nas balanças comerciais em toda a zona do euro. As preocupações do BCE com a inflação só poderão ser corrigidas pelos países que registram grandes déficits da conta corrente, como a Espanha, ou que sofrem de uma profunda falta de competitividade, como a Itália, crescendo mais lentamente e reduzindo o padrão de vida. Evidentemente, estas não serão medidas populares.

Goodheart conclui que, se tivessem de decidir agora, alguns membros da união monetária votariam contra seu ingresso.

Optar não aderir é muito diferente de decidir sair, e haveria consideráveis conseqüências para um país que voltasse a adotar sua moeda nacional em lugar do euro. Goodheart aponta para o risco de que a união monetária possa quebrar-se em 10% a 20%, o que é pouco, mas certamente não deixa de ser significativo.

*Larry Elliott é editor de Economia do jornal britânico ‘The Guardian’

30/10/2007 - 09:23h "Woman power"

LA NUEVA CAMADA DE MUJERES POLITICAS Y PRESIDENTAS DEMOCRATICAS

Clarín

Cristina se suma al “woman power”, que ya exhibe su sello por el mundo
Vienen avanzando en lugares clave del planeta. Tienen un denominador común: la educación superior.

Por: Daniel Juri

Tal vez, haya llegado la hora de hacer cambios urgentes en el diccionario. En la larga lista de acepciones de la palabra “mujer”, dice la Real Academia Española, en su vigésima segunda edición: “Mujer pública: prostituta”.

Otra definición: “Mujer de gobierno: Criada que tenía a su cargo el gobierno económico de la casa”. Como siempre, la lengua termina yendo un paso más allá que las academias. Y hoy, para el común de la gente, mujeres públicas, mujeres de gobierno son Angela Dorotea Kasner, Hillary Rodham, Cristina Fernández o Mamá Sirleaf . Y es que, a pesar de que a las tres primeras se las conozca por el apellido de sus maridos y a la cuarta con el más femenino de los apodos, se trata, nada menos, que de mujeres de todo el mundo que pasaron a ser emblema del “woman power”, un fenómeno que amenaza con sacudir, también, hasta la última letra del diccionario.

La primera de estas mujeres es la poderosa jefa del gobierno alemán, Angela Merkel; la segunda, Hillary Clinton, la candidata demócrata que amaga con instalarse en la Casa Blanca y no, esta vez, para redecorarla como primera dama, sino para dirigir los destinos de la primera potencia del mundo. La tercera es Cristina Fernández de Kirchner, elegida ayer presidenta de los argentinos. Luego, le sigue Ellen Johnson Sirleaf, verdadero emblema de este arranque del siglo XXI, quien el año pasado se convirtió en la primera mujer presidenta de Africa. No solo eso: ganó las elecciones en Liberia con un 59,4 por ciento de votos y se hizo cargo de un país desgarrado por una guerra civil. Encima, pudo con la política y hasta con un fetiche masculino: venció en las urnas a un ex futbolista llamado George Weah.

A las poderosas de este mundo contemporáneo parece unirlas un denominador común: la educación superior. Fueron las aulas del siglo XX las que, en definitiva, les dieron a la mujer el instru mento fundamental para pelear lugares, por ejemplo, dentro del “old boys club” de EE.UU., como se llama a ese coto cerrado que, históricamente, produjo candidatos presidenciales a destajo, siempre hombres. Con su acceso a la educación superior, la mujer pudo liberarse hasta de ese viejo mito religioso que le endilgó durante siglos la causa del pecado original. Ese mito por el que solo Eva y una serpiente (femenina) fueron expulsadas del Paraíso. “Soy socialista, agnóstica, separada y mujer”, dijo a poco de asumir el gobierno la presidenta chilena Michele Bachelet.

Merkel es científica, Hillary era una abogada exitosa cuando su marido llegó a presidente. Cristina también es abogada y un cuadro político de peso surgido de las filas del peronismo. La africana Sirleaf es una economista licenciada en Harvard. También salió de esa universidad estadounidense la abogada laboralista Tarja Jalonen, que ya va por su segundo mandato en Finlandia. Bachelet es médico cirujana y pediatra.

En el otro extremo del planeta, la economista Gloria Arroyo, actual presidenta de Filipinas -que lidia en su país contra la corrupción, la guerrilla y el terrorismo- compartió alguna vez las aulas con Bill Clinton, en la Universidad de Georgetown. Vaira Vike Freiberga, la presidenta de Letonia se doctoró en Psicología en Canadá. Es traductora de español y habla francés, inglés y alemán, además de letón, claro.

Profesionales, políticas exitosas, verdaderas damas, femeninas -cada una con su estilo- y lejos, muy lejos todas ellas, de esa imagen masculinizada que instaló la hoy anciana baronesa Margaret Thatcher, ex primer ministro británica, una famosa dama de hierro.

25/10/2007 - 14:24h Les sociaux-démocrates allemands se rééquilibrent à gauche

Des drapeaux avec le logo du parti social-démocrate allemand (SPD) à Bochum (Allemagne), en janvier 2002. | AFP/SEBASTIAN WILLNOW
AFP/SEBASTIAN WILLNOW

Des drapeaux avec le logo du parti social-démocrate allemand (SPD)
à Bochum (Allemagne), en janvier 2002.

Le Parti social-démocrate allemand est-il à l’image d’une épave à la dérive sur une mer tumultueuse ? La couverture de la dernière édition du magazine Der Spiegel témoigne du climat d’incertitude qui règne au sein du SPD alors que ses membres se réunissent en congrès à Hambourg à partir de vendredi 26 octobre.

A la traîne dans les sondages – il stagne à moins de 30 % depuis des mois -, le parti est pris en tenaille entre les unions chrétiennes CDU-CSU, ses partenaires au gouvernement, et le nouveau parti d’opposition Die Linke. A droite, les chrétiens-démocrates lui volent la vedette sur des sujets aussi porteurs que la famille ou l’environnement et profitent de l’aura internationale qui continue d’entourer la chancelière Angela Merkel (CDU). A gauche, le SPD se voit court-circuité sur les thèmes de la justice sociale par Die Linke.

Pour reprendre l’offensive dans la perspective des élections de 2009, Kurt Beck, président du SPD et ministre-président de Rhénanie-Palatinat, cherche à renouer avec l’électorat de gauche. Le nouveau programme, qui doit être adopté lors du congrès, met l’accent sur les références au “socialisme démocratique” et à “l’Etat social prévoyant”.

Autre concession faite à l’aile gauche du parti, l’arrivée d’Andrea Nahles à la tête du SPD. Après avoir été une farouche adversaire de l’ex-chancelier Gerhard Schröder et avoir provoqué le départ anticipé de Franz Müntefering de la présidence du parti en novembre 2005, elle doit être élue vice-présidente en même temps que Frank-Walter Steinmeier, ministre des affaires étrangères, la cheville ouvrière des réformes lorsqu’il était le bras droit de M. Schröder à la chancellerie.

Dans ce droit-fil, M. Beck souhaite revenir sur l’une des mesures phares du programme de l’agenda 2010, hérité de l’ère Schröder, et va soumettre aux délégués une proposition qui vise à allonger la durée de versement de l’allocation chômage pour les plus de 45 ans, réduite à 12 mois sous la coalition SPD- Verts.

Soutenue par la base et l’aile gauche du parti, cette stratégie a donné lieu à un bras de fer avec M. Müntefering, vice-chancelier et ministre du travail. Pour éviter un conflit lors du congrès, ce dernier a expliqué la semaine dernière qu’il allait se plier à la volonté du parti.

Ses autres collègues au gouvernement, le ministre des finances, Peer Steinbrück, ou M. Steinmeier, sont tout aussi sceptiques, mais évitent de contredire M. Beck. Ils savent qu’il faut apaiser la base du parti très remontée contre l’agenda 2010 et répondre à l’aspiration d’une plus grande justice sociale au sein de la population. Si l’économie allemande a pu profiter des réformes initiées par le SPD, elles lui ont beaucoup coûté en terme d’image. Entre 1998, date de l’élection de Gerhard Schröder à la chancellerie et 2007, le nombre d’adhérents a chuté de 775 036 à 545 223 personnes.

Aussi, la proposition de M. Beck devrait être adoptée à une large majorité. Pour le politologue Richard Stöss, professeur à l’Université libre de Berlin, plus qu’un revirement à gauche, la stratégie du SPD se veut être un rééquilibrage par rapport à 1998, lorsque M. Schröder avait fait campagne sur le thème de l’innovation et de l’équité. Ce deuxième aspect avait disparu après le départ d’Oskar Lafontaine, aujourd’hui président de Die Linke, et l’adoption de l’agenda 2010.

Reste à savoir si cette réorientation portera ses fruits. Des élections régionales fin janvier en Basse-Saxe, en Hesse et à Hambourg serviront de test. A plus long terme, cette stratégie pourrait permettre au SPD de former une coalition avec Die Linke même si, officiellement, la direction du parti continue de l’exclure.

En dehors de la politique sociale, d’autres sujets promettent de donner lieu à des débats enflammés. Conduit par le ministre social-démocrate Wolfgang Tiefensee, le projet de privatisation partielle de la Deutsche Bahn, la société allemande des chemins de fer, heurte de nombreux sociaux-démocrates. Beaucoup craignent que l’entreprise publique devienne la proie d’investisseurs mal intentionnés. Là encore, M. Beck devrait imposer ses vues en proposant, pour 25,1 % du capital de l’entreprise, l’émission d’actions populaires, dépourvues d’un droit de vote. M. Steinbrück est opposé à cette motion, craignant qu’elle tienne les investisseurs à distance.

En politique étrangère, c’est la participation à l’opération de lutte antiterroriste “enduring freedom” (liberté immuable) (OEF) dirigée par les Etats-Unis qui suscite la controverse. Le ministre des affaires étrangères aura la délicate mission de défendre cet engagement.

Cécile Calla pour Le Monde

09/10/2007 - 19:28h El SPD alemán, en caída libre

Kurt Beck, lider do SPD

JOSÉ COMAS - Berlín – El País

 

 

 

 

 

El Partido Socialdemócrata de Alemania (SPD), que a finales del mes de octubre celebrará un importante congreso en Hamburgo para renovar sus dirigentes y el programa, sigue hundido en los sondeos de intención de voto. Al mismo tiempo, el SPD atraviesa una crisis de liderazgo que deja en entredicho a su presidente, el primer ministro de Renania-Palatinado, Kurt Beck, de 58 años, y además se abre una profunda división sobre la línea que debe seguir el partido. En vísperas del congreso de Hamburgo, los socialdemócratas alemanes discuten sobre si avanzar en el programa de recortes sociales Agenda 2010, iniciado por el canciller Gerhard Schröder en el gobierno, o dar marcha atrás para recuperar el voto de la izquierda y a los descontentos.

El presidente del SPD no pudo aguantar más. Indignado por el fuego amigo y las emboscadas de algunos de sus compañeros de partido, Beck dio un puñetazo en la mesa en una reunión de la presidencia en Berlín y pronunció una frase que hizo las delicias de la prensa y ocupó los titulares: “No estoy dispuesto a soportar esta mierda por más tiempo”. Beck tiene una apariencia apacible, de gordo bueno, pero la permanente puesta en tela de juicio desde sus propias filas de su capacidad para dirigir el SPD le agotó la paciencia. En posteriores entrevistas Beck explicó el motivo de su exabrupto: “Alguna gente de tercera o cuarta fila que se esconde tras los arbustos y dice cosas más o menos inteligentes, pero irresponsables. No voy a tolerar que se entorpezca el trabajo de construcción en el que estamos empeñados”.

Lo de tercera o cuarta fila es un eufemismo. Beck podía haber pronunciado con más propiedad la histórica frase “el enemigo está dentro”, incluso en la primera línea del SPD. Apenas un par de días antes de la bronca de Beck dos de sus futuros vicepresidentes, el ministro de Exteriores, Frank Steinmeier, de 51 años, y el de Hacienda, Peer Steinbrück, de 60, que saldrán elegidos en el congreso de Hamburgo, más su antecesor en el cargo de presidente del SPD, el primer ministro de Brandeburgo, Matthias Platzeck, de 53 años, presentaron en la sede del partido en Berlín un libro con el título A la altura de los tiempos. Llamó la atención la ausencia de Beck en un acto que congregó a los primeros espadas del partido y que no figurase entre los autores de un libro que contiene una propuesta programática que consiste en continuar la línea trazada por el Gobierno de Schröder con la Agenda 2010 de recortes sociales para sanear las cuentas públicas y la Seguridad Social.

La izquierda del SPD, representada por la futura vicepresidenta Andrea Nahles, de 37 años, y el diputado Ottmar Schreiner, de 61, se oponen a las propuestas del trío Steinbrück-Steinmeier-Platzeck. Sostiene Schreiner la necesidad de corregir las reformas que introdujo el canciller Schröder: “Tenemos que mirar adelante y si algo salió mal hay que tener el valor de corregirlo”. El deslenguado ministro de Hacienda Steinbrück calificó de “llorones” a los que se oponen a llevar adelante el programa de recortes que, según sus defensores en el SPD e incluso sectores de los socios de gran coalición democristianos (CDU / CSU), ha sentado las bases de la actual recuperación económica.

En esta división en las filas socialdemócratas, Beck ha optado por situarse al lado de la izquierda del SPD y ha propuesto modificaciones en la Agenda 2010 tales como aumentar el periodo de percepción del seguro de desempleo. No se sabe si cuando Beck llamó la atención sobre los que le disparaban escondidos tras los arbustos pensaba en el vicecanciller y ministro de Trabajo, Franz Müntefering, de 67 años. Este veterano político ex presidente del partido salió al paso de las propuestas de Beck y afirmó que no se puede dar marcha atrás en las reformas. El enfrentamiento entre estos dos pesos pesados, Beck y Müntefering, es el tercero en poco tiempo. A la propuesta de Beck de que ha de intentarse la prohibición del neonazi Partido Nacional Democrático (NPD) se opuso Müntefering. Cuando Beck dijo que el SPD nunca formaría coalición en el oeste de Alemania con el partido La Izquierda, Müntefering replicó que esa decisión corresponde a los dirigentes de cada land y no a la dirección federal del partido.

Todas estas divisiones socavan el liderazgo del presidente del partido, que sigue refugiado en su gobierno de Renania-Palatinado, a 700 kilómetros de Berlín, donde se cuecen las decisiones políticas. La ausencia de Beck deja un vacío que ocupan sus potenciales competidores con declaraciones que evidencian la división existente y la falta de un rumbo claro en la socialdemocracia.

Esta situación tiene reflejo en los sondeos de intención de voto. Los más recientes dejan al SPD en torno a un 25%, casi 15 puntos menos que los democristianos (CDU / CSU), que acarician el 40%. Más de un 70% aprueba la gestión de la canciller democristiana, Angela Merkel. En un enfrentamiento electoral simulado, Merkel arrollaría a Beck, que ni siquiera ganaría la votación entre los que se declaran simpatizantes del SPD.

Con un líder en tela de juicio y sin rumbo programático, el SPD celebrará a final de mes un congreso que deberá elegir la nueva dirección. La suerte de Beck es la ausencia de alternativa. Tal vez porque en el SPD nadie está por la labor de quemarse en lo que parece una derrota anunciada en las elecciones de 2009, aunque hasta entonces las cosas pueden dar muchas vueltas. La socialdemocracia alemana está en crisis y a punto de perder por la izquierda una vez más en su historia los votos y la adhesión de los jóvenes. En los ochenta la aparición del partido ecopacifista Los Verdes supuso una enorme sangría de votos y militantes a la izquierda del SPD.

Ahora esto podría repetirse con la irrupción de La Izquierda, el partido formado por los poscomunistas del Este y los socialdemócratas decepcionados del oeste. Los últimos sondeos dan a La Izquierda una intención de voto del 12%, que se produce a costa del SPD. Un dato pone de manifiesto el envejecimiento del SPD, además de la caída vertiginosa de afiliados. La media de edad de sus militantes ronda los 58 años.

26/05/2007 - 19:45h Reunião do G8 em Heiligendamm: Impasse na questão climática

Documento da Administração Bush, obtido pela organização Greenpace, mostra oposição total dos Estados-Unidos ao comunicado previsto pelo governo alemão organizador da reunião do G8 em junho. Esta reunião da qual participará o presidente Lula tem na pauta uma discussão sobre a situação climática do planeta.O protocolo de Kyoto esta previsto para expirar em 2012 e os USA, apesar de signatários, nunca ratificaram este protocolo de combate ao efeito estufa.

Ângela Merkel, chanceler da Alemanha e Bush

USG OVERARCHING AND FUNDAMENTAL CONCERNS WITH CLIMATE LANGUAGE

The U.S. still has serious, fundamental concerns about this draft statement. The majority of our comments on the previous draft have not been
addressed and some new, problematic text has been added. The treatment of climate change runs counter to our overall position and crosses multiple “red lines” in terms of what we simply cannot agree to. This document is called FINAL, but we have never agreed to any of the climate language present in the document. Our comments and reasoning are in the document below. We have tried to “tread lightly” but there is only so far we can go given our fundamental
opposition to the German position. Leia a integra do documento aqui