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	<title>Blog do Favre &#187; militares</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>O fantasma de volta</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 17:06:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Vitor Hugo Soares &#8211; Blog de Noblat
O fato assombra e preocupa, mesmo que alguns ainda se esforcem para escondê-lo ou negar: um ovo de serpente foi posto outra vez no útero da América Latina. Domingo passado, Manuel Zelaya, presidente eleito de Honduras, foi arrancado da cama altas horas da madrugada por militares encapuzados e levado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2009/01/129_2445-vitor%20hugo.JPG" align="left" /></p>
<p style="background-color: #ffff99">Vitor Hugo Soares &#8211; Blog de Noblat</p>
<p>O fato assombra e preocupa, mesmo que alguns ainda se esforcem para escondê-lo ou negar: um ovo de serpente foi posto outra vez no útero da América Latina. Domingo passado, Manuel Zelaya, presidente eleito de Honduras, foi arrancado da cama altas horas da madrugada por militares encapuzados e levado para um quartel. Depois foi deposto e substituído no cargo em alta velocidade pelo Parlamento de seu país, com base em uma carta apócrifa de renúncia. Colocado à força dentro de um avião militar, Zelaya foi deportado em seguida para a Costa Rica.</p>
<p>Resta ver, agora, se o embrião maléfico será fecundado outra vez, o que se começará a saber já a partir deste sábado (4), quando termina o prazo da Organização dos Estados Americanos (OEA), para que a presidência de Honduras seja devolvida pelos golpistas &#8211; militares e civis -, ao seu dono legítimo e livremente eleito.</p>
<p>Leio e vejo o noticiário pobre e fragmentado da imprensa brasileira sobre o golpe na América Central, enquanto corre pelas ruas de Salvador o desfile cívico do 2 de Julho, data magna do Estado. Celebra a batalha dos cerros de Pirajá, na qual os baianos expulsaram de vez as tropas invasoras de Portugal, consolidando assim, com sangue, ferro e fogo, a independência &#8220;no grito&#8221;, proclamada pelo Imperador às margens do Ipiranga. No rádio toca o Hino ao Dois de Julho: &#8220;Nunca mais o despotismo, regerá nossas ações/Com tiranos não combinam, brasileiros corações&#8221;.</p>
<p>A letra faz pensar nos conflitos heróicos, mas débeis, de Tegucigalpa, enquanto o novo regime vai impondo-se pelos tanques e armas pesadas. Tenta &#8220;limpar&#8221; o terreno para fincar raízes mais fundas, ajudado por silêncios ou ações colaboracionistas no Congresso, na Justiça, na imprensa e no meio empresarial da pobre república hondurenha. O tempo é veloz e não pára. Já sabemos que, em casos assim, é preciso agir rápida, coordenada e firmemente para evitar o fato consumado.</p>
<p>Neste caso, o golpe já se prolonga por mais de 150 horas. Até sexta-feira (3) , nenhum país do planeta havia reconhecido o golpe que transferiu o governo de Honduras para um ditador de fachada, mal disfarçado de ex-presidente do Congresso. Condenações partem da OEA, da ONU, da ALBA, da SICA, do Grupo do Rio, do &#8220;escambáu&#8221;, como dizem os baianos. Mas até agora nada, ou quase. O presidente Lula, ao condenar o golpe na primeira hora, disse que &#8220;não há conversa&#8221; sobre qualquer outro tema, sem que antes o regime democrático seja restaurado em Honduras, com a volta de Zelaya ao comando do governo. Discurso repetido por Obama, dos Estados Unidos.</p>
<p>Nesta sexta-feira, no entanto, leio também que o representante da OEA estava sendo esperado em Tegucigalpa pelos golpistas, &#8220;para conversar&#8221;, mas com uma condicionante: &#8220;sem a presença de Zelaya&#8221;. A memória voa então, com melancolia, para uma mesa do Café na Avenida 18 de Julio, em Montevidéu, onde se reuniam habitualmente, mais de 10 anos depois do golpe que havia deposto o presidente João Goulart, no Brasil, inúmeros exilados brasileiros na então&#8221;suíça da América Latina&#8221;.</p>
<p>Na cabeceira da mesa, vejo ainda, com nitidez, apesar do desaparecimento há tantos anos, a figura humana digna e impressionante do coronel Dagoberto Rodrigues. Ele recorda com seu refinado bom humor carioca os primeiros dias de exílio. Com tinturas de realismo fantástico, conta uma história para ilustrar a esperança do breve retorno ao País e os radicalismo retóricos de alguns exilados de então, em especial os gaúchos.</p>
<p>&#8220;Um deles costumava sentar-se bem aí onde você está agora&#8221;, dizia o ex-diretor geral dos Correios e Telégrafos e das Comunicações no governo Goulart, dirigindo-se ao então repórter do Jornal do Brasil. &#8220;No começo ele batia com o dedo &#8216;fura-bolo&#8217; na mesa, e gritava: &#8220;O golpe não vingará! O povo brasileiro e a comunidade internacional reagirão para acabar com a farra dos milicos. Retornaremos todos do exílio &#8211; com Jango e Brizola à frente &#8211; no mês que vem, no máximo. Pode anotar aí, tchê&#8221;, dizia .</p>
<p>O coronel fazia então uma pausa de suspense, antes de concluir a narrativa. &#8220;Perto do golpe completar o décimo aniverário, o gaúcho já havia perdido o dedo e a mão inteira de tanto bater na mesa, mas seguia firme martelando o móvel do Café uruguaio com o &#8220;cotôco&#8221; que lhe restava do braço direito: &#8220;De 10 anos o golpe não passa, podem arrumar as malas e as tralhas que vamos todos voltar para o Brasil na semana que vem, tchê&#8221;.</p>
<p>De passagem por Montevidéu , era difícil para o autor destas linhas e sua mulher (também jornalista), conter a emoção e o nó na garganta diante de tanta esperança vã, como se veria nos dias e anos seguinte da demorada ditadura. Diante do fantasma que volta a rondar o continente, resta esperar que a história e o destino sejam menos cruéis com os hondurenhos.</p>
<p><strong><br />
Vitor Hugo Soares. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br</strong></p>
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		<title>OEA condena golpe em Honduras e exige o retorno do presidente a seu cargo</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 01:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Resolución de la OEA íntegra:
PROYECTO DE RESOLUCION SITUACION ACTUAL EN HONDURAS
EL CONSEJO PERMANENTE DE LA ORGANIZACIÓN DE LOS ESTADOS AMERICANOS 
CONSIDERANDO la grave situación que vive la República de Honduras como resultado del golpe de Estado contra el Gobierno del Presidente José Manuel Zelaya Rosales que produjo una alteración inconstitucional del orden democrático que el [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolución de la OEA íntegra:</p>
<p>PROYECTO DE RESOLUCION SITUACION ACTUAL EN HONDURAS<br />
EL CONSEJO PERMANENTE DE LA ORGANIZACIÓN DE LOS ESTADOS AMERICANOS </p>
<p>CONSIDERANDO la grave situación que vive la República de Honduras como resultado del golpe de Estado contra el Gobierno del Presidente José Manuel Zelaya Rosales que produjo una alteración inconstitucional del orden democrático que el Consejo Permanente rechaza y repudia.<br />
PREOCUPADO por la ruptura del orden constitucional en la República de Honduras;</p>
<p>REAFIRMANDO la importancia del respeto irrestricto de los derechos humanos y las libertades fundamentales y el principio de la no intervención en los asuntos internos de otros Estados.<br />
REITERANDO los principios establecidos en la Carta de la Organización de los Estados Americanos y la Carta Democrática Interamericana sobre el fortalecimiento y la preservación de la institucionalidad democrática en los Estados Miembros: y<br />
RECORDANDO la resolución CP-Res. 952 (1699-09) de 26 de junio de 2009, relativa a la situación en Honduras,<br />
RESUELVE:<br />
1.Condenar enérgicamente el golpe de Estado llevado a cabo en la mañana de hoy en contra del Gobierno constitucional de Honduras, y la detención arbitraria y la expulsión del país del Presidente Constitucional José Manuel Zelaya Rosales que produjo una alteración inconstitucional del orden democrático<br />
2. Exigir el inmediato seguro e incondicional retorno del Presidente José Manuel Zelaya Rosales a sus funciones constitucionales.<br />
3.Declarar que no se reconocerá ningún gobierno que surja de esta ruptura inconstitucional.<br />
4. Encomendar al Secretario General para que de manera urgente se haga presente en la reunión del Sistema de la Integración Centroamericana (SICA) que se realizará en Managua, Nicaragua, y que, de conformidad con el artículo 20 de la Carta Democrática Interamericana, lleve adelante todas las consultas que sean necesarias con los Estados Miembros de la Organización.<br />
5.Condenar enérgicamente todo acto de violencia y en especial la detención arbitraria denunciada de la Secretaria de Estado de Relaciones Exteriores, Patricia Rodas, otros miembros del Gabinete de Ministros, así como del Alcalde de San Pedro Sula y otras personas afectadas, y exigir que se respete su integridad física y que sean puestos en libertad de inmediato.<br />
6.Convocar un período extraordinario de sesiones de la Asamblea General de la OEA, a celebrarse en la sede de la Organización el martes, 30 de junio de 2009, para que éste adopte las decisiones que estime apropiadas, conforme a la Carta de la Organización de los Estados Americanos, el derecho internacional y las disposiciones de la Carta Democrática Interamericana.<br />
7.Encomendar al Secretario General que remita esta resolución al Secretario General de las Naciones Unidas.</p>
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		<title>Cai o Secretário de Segurança de Serra: gestão de Ronaldo Marzagão foi marcada por greve da polícia e denúncias</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 20:59:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Colaboração para a Folha Online
Pouco mais de dois anos e dois meses foi o tempo que o advogado criminalista Ronaldo Marzagão esteve à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Neste período, esteve no centro de polêmicas como a greve da Polícia Civil e as denúncias contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://1.bp.blogspot.com/_n9_vdklTM9c/STyQj3rnupI/AAAAAAAAA9A/KrkAoIjqzTc/s200/secret%C3%A1rio_seguran%C3%A7a_sp_marzag%C3%A3o.jpg" alt="http://1.bp.blogspot.com/_n9_vdklTM9c/STyQj3rnupI/AAAAAAAAA9A/KrkAoIjqzTc/s200/secret%C3%A1rio_seguran%C3%A7a_sp_marzag%C3%A3o.jpg" /></div>
<p style="background-color: #ffff99">Colaboração para a <strong>Folha Online</strong></p>
<p>Pouco mais de dois anos e dois meses foi o tempo que o advogado criminalista Ronaldo Marzagão esteve à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Neste período, esteve no centro de polêmicas como a greve da Polícia Civil e as denúncias contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e policiais militares e civis.</p>
<p>Marzagão <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u536463.shtml">deixou o cargo</a> nesta terça-feira (17). O governador José Serra (PSDB) aceitou o pedido, ressalvando que considera Marzagão &#8220;um exemplo de integridade, lealdade e dedicação&#8221;. Interinamente, assumiu o secretário-adjunto Guilherme Bueno de Camargo.</p>
<div align="center"></div>
<p>Marzagão assumiu a pasta no dia 2 de janeiro 2007. Advogado criminalista, ele nasceu em 1948 e foi capitão da Polícia Militar, promotor e procurador de Justiça, além de assessor Jurídico do Ministério da Justiça.</p>
<p>Também ocupou os cargos de presidência do Conselho Nacional de Defesa do Consumidor e Conselho Federal de Entorpecentes, além de atuar como Assessor Técnico do Gabinete do Secretário da Segurança Pública de São Paulo, na gestão do governador Franco Montoro.</p>
<p>No Ministério Público, Marzagão atuou no CAEX (Centro de Acompanhamento e Execução) de 1979 a 1981.</p>
<p>Como advogado, teve como cliente o ex-promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um jovem e ferir outro em dezembro de 2004, em Bertioga, no litoral paulista. Atualmente, seu filho, Rodrigo Marzagão, é o defensor de Schoedl.</p>
<p><strong>Desgaste</strong></p>
<p>Apesar de Marzagão ter alegado que deixou o cargo por &#8220;motivos estritamente pessoais&#8221;, o desgaste provocado pelas acusações de corrupção contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto e pelas denúncias de extorsão feitas contra policiais contribuiu para sua saída.</p>
<p>Em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534426.shtml">entrevista</a> concedida no último dia 13, o então secretário admitiu que as denúncias de corrupção &#8220;desgastam&#8221; a imagem da polícia e da pasta. Na ocasião, Marzagão afirmou que &#8220;não ia jogar a poeira debaixo do tapete&#8221;.</p>
<p>No início de março, o Ministério Público do Estado em Guarulhos (região metropolitana) recebeu um vídeo amador no qual o sócio de Malheiros Neto &#8211;o advogado Celso Augusto Valente&#8211;, explica a um policial como funciona o esquema de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u529399.shtml">vendas de sentenças</a> de processos administrativos a policiais corruptos.</p>
<p>Um mês antes, o policial civil Augusto Pena, preso sob suspeita de extorquir dinheiro, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u502149.shtml">prestou depoimento</a> ao Ministério Público acusando Malheiros de vender cargos de chefia dentro da Polícia Civil. Ele disse ainda que um esquema de corrupção funcionava na sede da Secretaria de Segurança, na rua Líbero Badaró (centro de SP). Malheiros nega todas as acusações.</p>
<p>Para obter a vaga, os interessados pagariam de R$ 100 mil a R$ 300 mil, além de pagamentos mensais ao ex-secretário. Uma das hipóteses é que os policiais pagavam para ficar em delegacias onde depois poderiam praticar algum crime, como extorsão, e obter lucros.</p>
<p>Marzagão afirmou desconhecer as denúncias contra Malheiros e declarou-se &#8220;surpreso&#8221; e &#8220;impressionado&#8221; com as acusações contra o ex-secretário-adjunto. Segundo Marzagão, as investigações sobre as denúncias estão sendo acompanhadas pela secretaria.</p>
<p>&#8220;Recebi as acusações com surpresa pela sua gravidade. Posso assegurar que o governo [do Estado], a secretaria e a polícia tem o maior interesse em apurar o caso&#8221;, afirmou. &#8220;Desde o início da nossa gestão, 474 policiais militares e 186 policiais civis foram demitidos. [...] É um exemplo que não nos preocupamos em cortar da nossa própria carne.&#8221;</p>
<p><strong>Greve</strong></p>
<p>Outro fato que desgastou a imagem da pasta foi a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u460990.shtml">greve da Polícia Civil</a> de São Paulo. Reivindicando melhores salários e condições de trabalho, os agentes adotaram um esquema de trabalho especial durante <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u467482.shtml">59 dias</a>. Uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u445346.shtml">cartilha</a> contendo as diretrizes da greve foi elaborada durante o período.</p>
<p>A paralisação foi marcada por protestos e, principalmente, pelo <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u456991.shtml">confronto</a> entre policiais militares e civis, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, em outubro. Durante os protestos, investigadores, delegados e escrivães pediram a saída do secretário.</p>
<p>A greve <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u467742.shtml">terminou</a> após o ministro Eros Grau, do STF (Supremo Tribunal Federal), concluir que o direito a greve não se aplica aos policiais civis.</p>
<p><strong>PM</strong></p>
<p>Denúncias contra a Polícia Militar também marcaram a gestão Marzagão. Desde o início de março, nove <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534311.shtml">policiais militares foram presos</a> por suspeita de extorquir perueiros irregulares e receber propina da máfia do jogo na Grande São Paulo.</p>
<p>O outro escândalo na PM aponta a existência de um suposto grupo de extermínio composto por policiais, apelidado de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u534501.shtml">&#8220;Os Highlanders&#8221;</a>, suspeitos de matar e decapitar pessoas na Grande São Paulo.</p>
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		<title>Estupra, mas não aborta</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 19:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[MARCELO COELHO
FOLHA SP





 A atitude desse arcebispo é tão estreita e sem caridade, que fica até vulgar criticá-la



BOMBAS DE fragmentação, também chamadas de &#8220;cluster&#8221;  ou bombas-cacho, funcionam  assim. Você lança uma bomba sobre  uma área mais ou menos indefinida,  uns quatro campos de futebol, digamos. Pontaria não é o importante.
O objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="5"><strong><font color="#000080">MARCELO COELHO</font></strong></font></p>
<p><strong><font size="+1" color="#000080">FOLHA SP</font></strong></p>
<p><font size="5"><strong><br />
</strong></font></p>
<table width="409" height="92">
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /> <font size="4"><strong><em>A atitude desse arcebispo é tão estreita e sem caridade, que fica até vulgar criticá-la</em></strong></font></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</table>
<p>BOMBAS DE fragmentação, também chamadas de &#8220;cluster&#8221;  ou bombas-cacho, funcionam  assim. Você lança uma bomba sobre  uma área mais ou menos indefinida,  uns quatro campos de futebol, digamos. Pontaria não é o importante.<br />
O objetivo não é destruir um alvo  muito específico, como um centro  de atividades terroristas, uma ponte, ou uma fábrica de armamentos  no país inimigo.<br />
A bomba que você lançou -pode  ser chamada de &#8220;bomba-mãe&#8221;- dá à  luz centenas de bombas menores,  que se espalham pela região, como  se fossem uma chuva de granadas.<br />
Como ninguém é perfeito, muitas  dessas &#8220;granadas&#8221; ou submunições  não explodem na hora certa e ficam  no solo, à espera de que uma criança  invente de tocar nelas. De modo que  a região se transforma num verdadeiro campo minado.<br />
Leio que, segundo a Cruz Vermelha, há 400 milhões de pessoas vivendo em terrenos semeados com  essas bombas.<br />
O Brasil é um dos países que produzem, estocam e exportam esse artefato bélico.<br />
Por isso mesmo, o Brasil participou apenas como observador de  uma convenção internacional no  ano passado, na Noruega, em que 94  países assinaram um tratado para  banir essas bombas.<br />
Não creio que qualquer nação do  mundo possa reivindicar foros de  santidade em questões de defesa militar. Mas o Brasil até que tem um  currículo razoável, se comparado a  muitos outros países.<br />
Acontece que as tais bomba &#8220;lança-granadas&#8221; são produzidas aqui. E  exportadas, pelo que se sabe, a países como Irã e Arábia Saudita. O  Brasil ficou, portanto, sem assinar  nada. Isso foi em dezembro.<br />
Mais informações no site da ONU  www.mineaction.org e também  em www.clusterconvention.org.  Este último site afirma, aliás, que  na próxima quarta-feira, 18, há  mais uma chance para assinar o tal  tratado. Um evento com esse objetivo será realizado na sede da ONU,  em Nova York.<br />
Bem que o arcebispo de Olinda e  Recife, dom José Cardoso Sobrinho, poderia aproveitar o embalo  dos últimos dias e excomungar os  produtores brasileiros dessas tais  bombas de fragmentação.<br />
Na pessoa do presidente da Comissão Pontifícia para a América  Latina, o cardeal Giovanni Re, o  Vaticano manifesta seu apoio ao  arcebispo de Olinda e Recife, que  excomungou a mãe de uma menina de nove anos, grávida de gêmeos  após ter sido estuprada pelo padrasto. A mãe da menina autorizou  o aborto. Os médicos que o fizeram  foram excomungados também.<br />
A atitude desse arcebispo é tão  estreita e sem caridade, que fica até  vulgar criticá-la como merece. Mas  quando leio que o padrasto, o homem acusado de estuprar a menina, não foi excomungado, não resisto à tentação.<br />
Assim como se martelou muito a  frase de Maluf sobre o &#8220;estupra,  mas não mata&#8221;, bem que dom José  mereceria ser celebrizado pelo &#8220;estupra, mas não aborta&#8221;.<br />
Não vou discutir a questão do  aborto neste espaço. Uns serão  contra com motivos importantes,  outros, como eu, são a favor de sua  legalização.<br />
Mas veio de um padre, evidentemente contrário ao aborto, uma atitude mais bonita nesse episódio. Márcio Fabri dos Anjos, que é também professor de bioética, declarou na TV outro dia que &#8220;a primeira palavra que eu esperava ouvir da Igreja é a de que Deus está do lado de quem sofre&#8221;. A própria nota oficial da CNBB mostra atitude mais hábil e reflexiva que a do arcebispo.<br />
Afinal, por que não ouvir, dialogar e consolar, antes de condenar?<br />
Fora da discussão do aborto, o  que mais me incomoda é a &#8220;pauta&#8221;,  como se diz em linguagem jornalística, que a hierarquia católica segue na maior parte do tempo.<br />
Parece que tudo se resume a condenar a camisinha, no lado conservador, ou discutir a privatização da  Vale do Rio Doce e a Alca, no campo da esquerda.<br />
Lideranças católicas no Brasil teriam muitos outros assuntos a tratar. Por que não reclamam, por  exemplo, de coisas como a propaganda de cerveja na televisão ou da  exposição das crianças ao consumismo desenfreado?<br />
Em casos como esses, fugiriam de uma teimosia doutrinária quase talebânica e poderiam construir algum consenso, para variar um pouco. E, já que se trata de defesa da vida, podiam pensar nas bombas que o país produz, em vez de condenar a mãe de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto.</p>
<p><strong><a href="mailto:coelhofsp@uol.com.br">coelhofsp@uol.com.br</a></strong></p>
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		<title>Folha avalia que errou, mas reitera críticas</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 14:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo
DA REDAÇÃO
O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:
&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.
Do ponto de vista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Folha de São Paulo</strong></p>
<p>DA REDAÇÃO</p>
<p>O diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, divulgou ontem as seguintes declarações:</p>
<p>&#8220;O uso da expressão &#8220;ditabranda&#8221; em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.</p>
<p>Do ponto de vista histórico, porém, é um fato que a ditadura militar brasileira, com toda a sua truculência, foi menos repressiva que as congêneres argentina, uruguaia e chilena -ou que a ditadura cubana, de esquerda.</p>
<p>A nota publicada juntamente com as mensagens dos professores Comparato e Benevides na edição de 20 de fevereiro reagiu com rispidez a uma imprecação ríspida: que os responsáveis pelo editorial fossem forçados, &#8220;de joelhos&#8221;, a uma autocrítica em praça pública.</p>
<p>Para se arvorar em tutores do comportamento democrático alheio, falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam.&#8221;</p>
<p>Otavio Frias Filho</p>
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		<title>A nova direita</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 17:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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MARCOS NOBRE &#8211; FOLHA SP
NÃO FAZ MUITO tempo, a esquerda tinha conseguido estabelecer alguns sólidos pontos de partida do debate político. Aplicar pena de prisão não diminui a criminalidade, porque o crime não é apenas ação de um indivíduo, mas falha de toda uma sociedade. O desemprego não é culpa do desempregado, mas de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/03/a-nova-direita/9878/" rel="attachment wp-att-9878" title="berlin-wall.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/03/berlin-wall.jpg" alt="berlin-wall.jpg" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99">MARCOS NOBRE &#8211; FOLHA SP</p>
<p>NÃO FAZ MUITO tempo, a esquerda tinha conseguido estabelecer alguns sólidos pontos de partida do debate político. Aplicar pena de prisão não diminui a criminalidade, porque o crime não é apenas ação de um indivíduo, mas falha de toda uma sociedade. O desemprego não é culpa do desempregado, mas de um sistema econômico que produz injustiça. O progresso material só significa progresso social e político se houver uma justa e solidária distribuição da riqueza. E por aí vai.<br />
Essas posições foram desafiadas e derrotadas. Nos últimos 30 anos, enquanto movimentos e grupos sociais reivindicavam mais liberdade, uma esquerda tradicional respondeu de maneira tradicional: liberdade só com igualdade primeiro. Recusou-se a ver que havia ali um problema real, que a promoção da igualdade não produz automaticamente pessoas autônomas. Ao invés de aceitar o desafio de pensar uma nova relação entre liberdade e igualdade, boa parte da esquerda perdeu-se em discussões bizantinas como a das causas da queda do decrépito bloco soviético.<br />
Enquanto isso, a direita se apresentou em nova roupagem, como paladino da liberdade e mãe da democracia -quando se sabe que a democracia de massas foi em larga medida uma conquista do movimento operário contra a direita, que entrava em pânico só de pensar no voto universal secreto. A nova direita ocupou um a um os espaços disponíveis nos meios de comunicação de massa e na esfera pública, em um combate cotidiano contra as teses de esquerda então dominantes. Venceu e transformou a sua vitória em poder institucional.<br />
O resultado foi uma guinada nos pontos de partida do debate político. O que se pede hoje de todos os lados é mais prisão, mais responsabilização dos indivíduos, mais progresso material puro e simples. E por aí vai. É nisso que consiste a atual hegemonia da direita.<br />
A nova direita vê a forma atual da democracia como imutável, como o &#8220;fim da história&#8221;. Avalia toda tentativa da esquerda de transformar a democracia como um ataque à liberdade. Mas, ao mesmo tempo, não vê problema em aceitar -como fez a Folha a propósito da ditadura militar brasileira- o revisionismo histórico e gradações no autoritarismo.<br />
A atual crise econômica pode alterar esse quadro. Esse é o maior temor da nova direita hegemônica. Mas isso só tem chance de acontecer se a esquerda for capaz de fazer o combate de ideias no espaço público sem continuar a pressupor que seus pontos de partida seguem inquestionáveis. Convencer pessoas que já estão convencidas é puro conformismo.</p>
<p><em>nobre.a2 uol.com.br<br />
MARCOS NOBRE escreve às terças-feiras nesta coluna.</em></p>
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		<title>Sobre os prémios World Press Photo 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Feb 2009 22:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio People in the News
O crítico do Público Eduardo Cintra Torres é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.
Eis o texto que escreveu para o Arte Photographica sobre os prémios World Press Photo 2008 ontem divulgados:
“Não há luz ao fundo da porta do fundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://artephotographica.blogspot.com/2009/02/ect-sobre-os-premios-wpp08.html"><strong><br />
</strong></a></h3>
<div class="post-body entry-content">
<div align="center"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s1600-h/maosangue.jpg"><img src="http://3.bp.blogspot.com/_ZRMrNHzFJQI/SZb6GbKhlXI/AAAAAAAADpQ/McRTGCb-fpw/s400/maosangue.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5302700599553398130" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 258px; text-align: center" border="0" /></a> <span style="font-size: 78%">Yannis Kolesidis/Reuters, Grécia, 2º prémio <em>People in the News</em></span></div>
<p>O crítico do <em>Público</em> <span style="color: #990000"><strong>Eduardo Cintra Torres</strong></span> é um espectador atento à criação fotográfica contemporânea e ao fotojornalismo em particular.<br />
Eis o texto que escreveu para o <em>Arte Photographica</em> sobre os prémios <strong>World Press Photo 2008</strong> ontem divulgados<strong><span style="font-size: 130%; color: #cc0000">:</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-size: 180%; color: #ff6600">“</span></strong><em><strong>Não há luz ao fundo da porta do fundo das nossas casas</strong><br />
</em><br />
O Iraque e o Afeganistão desapareceram dos prémios <strong>World Press Photo</strong> relativos a 2008. Não há entre as fotografias premiadas nada da guerra no Iraque <strong>(</strong>mas ainda há guerra no Iraque? Esta semana, em Badgad, o movimento do <em>anti-american radical cleric</em> Al-Sadr, como lhe chama a imprensa americana, patrocinou uma boa exposição de pintura contemporânea iraquiana<strong>)</strong>. Do Afeganistão, nada também. E do Médio Oriente, onde ocorreram duros combates entre Israel e o Hamas, chega apenas uma fotografia, anterior ao conflito. É uma imagem de perturbadora beleza: quatro manifestantes palestinos procuram abrigar-se debaixo de uma oliveira isolada enquanto pelo chão se espalha uma nuvem de gás lacrimogéneo; a mancha branca do gás é bela, igual aos farrapos de nuvens verdadeiras no céu azul com que parece misturar-se, o nevoeiro lacrimoéneo quer esconder o mal que alberga; e a oliveira, tão bonita, símbolo de paz, no meio da pequena clareira onde o gás ainda não chegou, parece o antídoto contra o gás venenoso, mas, na sua velhice, enrosca-se em si mesma, dando um movimento adicional à imagem que nos diz como a paz é torta e difícil naquele lugar. A fotografia não ganhou o primeiro prémio, nem as fotografias do conflito mais ilustrado deste ano, o da guerra na Geórgia, que aos tanques e militares preferiram gente que chora mortos: o fotojornalismo, como a pintura desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial, não quer saber de vitórias militares, apenas vê derrotas humanas.</p>
<p>É o caso das guerras tribais no Quénia, que motivaram imagens premiadas, fotografias extraordinárias que mostram que não há ali diferença entre vencidos e vencedores, os que matam e os que morrem são intermutáveis, é terrivelmente difícil sentir pena, apenas se sente horror pelo grau zero a que chega o valor da vida: aquela criança que à porta de casa agita as mãos quando chega o assassino de cacete na mão tem o horror da morte espelhado no gesto.</p>
<p>Há ainda outras guerras destacadas pelos prémios deste ano. São as guerras da natureza contra o homem, a que chamamos catástrofes naturais: um terramoto na China premiou um instantâneo com o primeiro lugar nessa categoria e originou um outro segundo prémio para uma fotografia que parece caótica por nos transmitir o caos da destruição em Beichuan; um ciclone em Myanmar arrancou o terceiro prémio de reportagem; um vulcão no Chile transmitiu toda a beleza da explosão ao primeiro prémio na categoria Natureza. Há também as guerras nas favelas, as guerras de gangues, o terrorismo em Bombaim. E sobra sangue: sangue no desporto <strong>(</strong>no judo, no boxe<strong>)</strong>, sangue nos chãos de zonas de conflito e sangue que escorre debaixo da manga dum manifestante em Atenas, numa fotografia de impressionante composição: em primeiro plano, à direita, a manga dum blaser, o sangue que escorre pela mão, a mão que segura um dossiê, mão de professor. À sua frente, os escudos da polícia de choque: o sangue é o índice da violência e da irredutibilidade das posições.</p>
<p>Todavia, dentre todas as imagens, o júri escolheu para fotografia do ano a imagem de um polícia dentro de uma casa desocupada. Ele está armado, aponta a arma para uma divisão da casa que não podemos ver. O chão da divisão em que nos encontramos com ele está caótico: caixotes espalhados, lixo, papéis, mobílias velhas. Na parede ao fundo, um aplique torto; na casa de banho pela porta aberta em frente, a mesma desarrumação. Só a legenda nos pode explicar esta imagem marcada por uma violência que já passou <strong>(</strong>a desarrumação<strong>)</strong> e por uma violência que poderá chegar <strong>(</strong>o polícia que se precavê de arma apontada<strong>)</strong>. Esta guerra é outra, diz a legenda: “Economia dos EUA em Crise: depois dum despejo, o detective Robert Kole tem de garantir que os moradores saíram da sua casa. Cleveland, Ohio, 26 de Março”.</p>
<p>Esta guerra chegou ao interior dos Estados Unidos. É mesmo uma guerra, vê-se os indícios dela. E é um drama, vê-se pela composição: a parede do fundo é como um pano de teatro paralelo aos espectadores <strong>(</strong>nós que vemos a fotografia<strong>)</strong>, há portas como no teatro, há um movimento subtil do polícia, como os dos actores no palco. Há suspense: que poderá acontecer na outra divisão da casa? Estará alguém lá? Imaginamos que a família saiu, de rastos pela miséria que sobre ela se abateu, e vingando-se, deixando o lixo para quem vier a seguir: mas será que a família desesperada se esconde ainda no quarto ao lado?</p>
<p>A composição como de um palco de teatro favorece a organização harmónica, fornecendo a compreensão estética que compensa o caos dos elementos soltos. E essa harmonia é reforçada por um elemento paradoxal: o polícia, que parece estar do lado direito da imagem, por já ter ultrapassado a porta do fundo, está afinal exactamente no centro geométrico da imagem: o <em>colt</em> que traz à cintura marca o ponto em que as diagonais se intersectam.</p>
<p>Lemos as imagens da esquerda para a direita, e aqui essa narrativa só nos promete incerteza e a hipótese de conflito e de medo. Como nos quadros, a luz vem da esquerda, do passado, dos tempos alegres em que a família viveu nesta casa; a escuridão está à frente do polícia e por isso à nossa frente, do lado direito, é o negro para lá da porta, o Adamastor da crise. É para lá que o polícia aponta a arma: para o futuro, para a crise, para uma guerra em potência dentro das nossas casas — aquele vazio negro é o túnel sem luz ao fundo que nos ameaça a todos. Esta fotografia é um ícone da crise que chegou, da crise que está, da guerra das famílias contra a crise, o Adamastor, o monstro negro. É o ícone do fim da era Bush e das suas guerras pelo mundo fora, é o ícone do início da era Obama, da guerra interior com que se vêem a braços milhares de milhões de famílias, empresas, polícias e policiados da América e de cada país do mundo. <strong><span style="font-size: 130%; color: #ff6600">”</span></strong></p>
<p><strong><span style="color: #990000">Eduardo Cintra Torres</span></strong></p>
<div align="center"> <object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" id="soundslider" width="425" height="316"><param name="id" value="soundslider" /><param name="width" value="425" /><param name="height" value="316" /><param name="bgcolor" value="000000" /><param name="_cx" value="11245" /><param name="_cy" value="8361" /><param name="src" value="http://static.publico.clix.pt/blogs/artephotographica/wpp08blogue/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=425&amp;embed_height=316&amp;autoload=false" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="play" value="-1" /><param name="loop" value="-1" /><param name="quality" value="High" /><param name="salign" value="LT" /><param name="menu" value="0" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="scale" value="NoScale" /><param name="devicefont" value="0" /><param name="embedmovie" value="0" /><param name="seamlesstabbing" value="1" /><param name="profile" value="0" /><param name="profileport" value="0" /><param name="allownetworking" value="all" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" id="soundslider" width="425" height="316" bgcolor="000000" _cx="11245" _cy="8361" src="http://static.publico.clix.pt/blogs/artephotographica/wpp08blogue/soundslider.swf?size=2&amp;format=xml&amp;embed_width=425&amp;embed_height=316&amp;autoload=false" wmode="Window" play="-1" loop="-1" quality="High" salign="LT" menu="0" allowscriptaccess="always" scale="NoScale" devicefont="0" embedmovie="0" seamlesstabbing="1" profile="0" profileport="0" allownetworking="all" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
</div>
<p><span class="post-author vcard"> <strong>Post de <span class="fn">Sérgio B. Gomes</span></strong></span></p>
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		<title>Itamar diz que Aécio tem de cruzar o Rubicão já</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 15:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Katia Lombardi/Valor

Na presidência do conselho de administração do BDMG, Itamar Franco hoje afirma que é ex-político, mas estuda três convites para filiar-se a um partido
Paulo Totti, de Belo Horizonte &#8211; VALOR
Com vista para a serra do Curral, no décimo e último andar do edifício sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), centro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="1"><em>Katia Lombardi/Valor<br />
<span id="ctl00_Conteudo_LblConteudo"><img src="http://www.valoronline.com.br/Imagens/Impresso/ed_0002198/imagens/foto13pol-idtamar-a16.jpg" /></span><br />
Na presidência do conselho de administração do BDMG, Itamar Franco hoje afirma que é ex-político, mas estuda três convites para filiar-se a um partido</em></font></p>
<p style="background-color: #ffff99">Paulo Totti, de Belo Horizonte &#8211; VALOR</p>
<p>Com vista para a serra do Curral, no décimo e último andar do edifício sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), centro de Belo Horizonte, está o escritório de quem já foi quase tudo na vida brasileira: prefeito, senador, vice-presidente e presidente da República, governador, embaixador em Washington, Lisboa, Roma. Nas urnas só sofreu duas derrotas, no início da carreira, para as funções modestas de vereador e vice-prefeito de Juiz de Fora, que só não é sua terra natal porque não nasceu em terra, mas no mar, num &#8220;ita&#8221; que saiu de Salvador e chegou ao Rio com um passageiro a mais, há 78 anos. Desde que voltou de Roma, Itamar Augusto Cautiero Franco é presidente do conselho de administração do BDMG. Fundador do PMDB, Itamar saiu do partido quando, em 2006, ao pretender voltar ao Planalto, numa disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva, foi preterido pelo então governador do Rio, Anthony Garotinho. No mesmo ano, o ex-governador Newton Cardoso derrotou-o na convenção do PMDB mineiro que escolheu o candidato ao Senado. Nesta entrevista, Itamar conclama o governador Aécio Neves, a quem apoia para a Presidência em 2010, a desinibir-se e assumir ainda este mês a candidatura, &#8220;cruzar o Rubicão&#8221;. Perguntado sobre quem será o candidato ao governo de Minas na chapa de Aécio, Itamar diz que está sem partido &#8211; &#8220;sou ex-político&#8221; &#8211; , mas estuda três convites. &#8220;Apenas para ter uma filiação&#8230;&#8221;</p>
<p><strong>Valor: O senhor deu poucas entrevistas desde que voltou da Itália. Numa delas, se queixou do tratamento que diz receber em São Paulo da imprensa e da classe política. A que atribui essa má-vontade?</strong></p>
<p>Itamar Franco: Ao fato de eu não ser de São Paulo. Ao preconceito. A elite paulista não aceita, de um modo geral, quem não faz parte de seu clã. Mas não guardo mágoas&#8230; Você vai ver como essa elite vai tratar o governador Aécio Neves, que é de Minas.</p>
<p><strong>Valor: O governador Aécio é o seu candidato a presidente?</strong></p>
<p>Itamar: É o meu candidato. E é o candidato de Minas.</p>
<p><strong>Valor: O senhor vê chances de ele sair candidato pelo PMDB, pois José Serra parece mais articulado que Aécio no PSDB? E como o senhor analisa este momento da política?</strong></p>
<p>Itamar: Acompanhei essa eleição no Congresso e lembrei os tempos de estudante de física. Quando você olha através de um espelho côncavo um objeto numa determinada posição, vê uma imagem real e outra virtual. O que eu vi nessa eleição para as mesas? A imagem virtual. O PMDB elegeu os presidentes das duas Casas. Tenho certo direito de falar no PMDB porque fundei esse partido, fui o nono a assinar a ficha nacional, fiz parte da primeira executiva, quando ainda era MDB. Lá em Juiz de Fora, tínhamos que manter o livro de fundação do partido escondido da polícia. Fui prefeito em eleição direta numa cidade em que, dois anos antes, o general Olímpio Mourão Filho deflagrara o golpe. E fiquei 22 anos no PMDB, até que a ditadura partidária não me permitiu continuar. Mas, você pergunta se o governador Aécio vai entrar para o PMDB. Aí, é uma questão muito pessoal. Não sou intérprete do pensamento do governador.</p>
<p><strong>Valor: O senhor ia comentar o quadro eleitoral para 2010. E falava da eleição no Congresso.</strong></p>
<p>Itamar: [Desenha nomes no papel e vai unindo-os com setas; depois faz um círculo em torno dos dois blocos formados).O presidente José Sarney é ligado ao Lula. O Michel Temer é ligado a José Serra mais Orestes Quércia. Temer é um bom nome dos quadros do partido, mas pertence ao PMDB de São Paulo. O PMDB de São Paulo é comandado por Quércia que, por sua vez, já está apoiando o Serra. Por via de consequência, Quércia é o possível candidato a senador, numa composição PMDB/PSDB. Então, o quadro político tem mais ou menos esse desenho. O grave é que o PMDB, que é base do governo, que tem ministros, se alia a quem? Ao DEM, que é oposição. Como é que a opinião pública pode entender a política nacional se na Câmara alta da República dois partidos que deveriam ser diferenciados ideologicamente se unem? Não visaram os interesses nacionais. Por quê? Porque daqui a pouco, este aqui [aponta para o círculo em que colocou Temer, Quércia, Serra e DEM] vai estar combatendo o governo Lula. E este outro pode estar somando com o presidente e até dar o candidato a vice. Mas nunca este estará na linha deste [mostra com a caneta um e outro círculos]. Por isso digo que nosso quadro político é imagem virtual. Não real.</p>
<p><strong>Valor: Qual é a relação dessa eleição no Congresso com 2010?</strong></p>
<p>Itamar: Serra foi beneficiado pela eleição do Temer, mas não foi beneficiado pela do Sarney. Não dá para dizer, porém, que o governador Aécio foi o beneficiado. Entendo que o presidente Sarney ficará ainda mais ligado ao Lula e fará o que Lula determinar. Sarney não é um simples apoiador do Lula. Ele comanda todo o sistema energético brasileiro. Dou um exemplo. Furnas sempre foi dirigida por mineiros. O dr. José Pedro [Rodrigues dos Santos, mineiro, amigo de Itamar] saiu há pouco da presidência de Furnas. Não foi nenhum mineiro para lá, não. Foi quem o Sarney determinou. Ele controla o próprio ministro [Edison Lobão], a Eletrobrás, Furnas, a Eletronorte. Até na Petrobras tem influência. Então, este homem está hoje devedor de Lula, muito mais do que Lula lhe deve pelo apoio. Controlar o sistema energético é ter muito poder. Quando Fernando Henrique tentou privatizar Furnas, eu era governador, e lutei contra. Graças a minha resistência, Furnas e Cemig continuam brasileiras. Mas isso, hoje, a gente só comenta. Para alguns eu não existi nem existo. Quando saí da Presidência ainda fiquei aborrecido, mas me lembrei de um verso de Castro Alves. Percebi que algumas pessoas que eu achava que eram estrelas eram apenas pirilampos ["Julguei-te estrela - e eras pirilampo", do poema "Dalila"].</p>
<p><strong>Valor: Quem são os pirilampos?</strong></p>
<p>Itamar: Quando era criança pegava os pirilampos e punha numa caixinha de fósforos. Meus arquivos têm alguns pirilampos&#8230; Mas por enquanto não mostro para ninguém.</p>
<p><strong>Valor: Como é isso de ditadura partidária no PMDB?</strong></p>
<p>Itamar: As ditaduras partidárias são reais. E se tornaram mais fortes quando o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que o mandato pertence ao partido. O que penso é que precisávamos ter um percentual de candidatos independentes, para não ficarmos submetidos à ditadura partidária. Por que o governador Aécio quer prévias? Porque não quer se submeter à ditadura partidária, que também existe no PSDB. Num PMDB controlado por Sarney, Quércia, Geddel, Jader, Padilha, quem os derrota?</p>
<p><strong>Valor: O Aécio é candidato a presidente. Se não for, vai para o Senado. Quem sai para governador?</strong></p>
<p>Itamar: Aí vem o cacoete de engenheiro. Na matemática, quando o número de incógnitas é muito maior do que as equações, a questão não se resolve. A política mineira e a nacional têm excesso de incógnitas. Quem será o candidato a governador? Não sei. Eu estou sem partido, mas estudo o convite de três partidos. Não vou dizer quais. Possivelmente vou me filiar a um deles. Apenas para ter uma filiação.</p>
<p><strong>Valor: O senhor sente falta de políticos que expressem abertamente o que pensam?</strong></p>
<p>Itamar: Essa eleição no Congresso me fez pensar nisso. Os presidentes das duas Casas não falam nada sobre seus alinhamentos. E também não dizem o que pensam da reforma tributária, da fiscal, e sobretudo da reforma política. Desde estudante, estive ao lado de quem defendia ideias. Na política, meu primeiro inspirador foi Alberto Pasqualini [1901-1960], senador gaúcho que me fez entrar para o Partido Trabalhista Brasileiro, PTB, um homem com ideias avançadíssimas para a época. Até há pouco tempo você era eleito pelo que falava em praça pública. Hoje não. Você é preparado no estúdio, lhe dão um discurso para ler no teleprompter. Fui de um tempo que tinha de chegar na televisão e dizer o que pensava. Se falasse besteira estava liquidado.</p>
<p><strong>Valor: E numa campanha chegou a brigar no estúdio. Como foi?</strong></p>
<p>Itamar: O adversário é que quis me bater. Eu era candidato a senador em 1974. Os programas eleitorais eram ao vivo. O juiz eleitoral ficava assistindo, se alguém falasse algo que contrariasse a legislação o juiz interrompia. Eu estava viajando pelo interior. Aí o sujeito que já era senador e candidato à reeleição [senador José Augusto Ferreira Filho, Arena] colocava uma cadeira vazia e dizia: &#8220;Que dê esse prefeitinho que não veio? Tá com medo de debater&#8221;. Todo programa dele tinha o diabo daquela cadeira vazia. Um dia fui lá. A porta do estúdio estava aberta, entrei e sentei na cadeira. Falei pro locutor. &#8220;Estou aqui pra debater&#8221;. O juiz achou que era combinado e deixou minha imagem no ar. O locutor disse que desta vez era o candidato deles que estava viajando. E eu disse: &#8220;Então vou ficar aqui sentado&#8221;. Tudo isso no ar. O juiz percebeu que não era combinado e cortou o programa. Nisso o candidato que estava viajando chegou. Pegou um pedaço de pau e veio pra cima de mim. O estúdio ficou cheio de deixa disso. Um fotógrafo da Veja bateu a foto do meu adversário com o porrete na mão.</p>
<p><strong>Valor: E a crise mundial como vai se refletir por aqui?</strong></p>
<p>Itamar: Os Estados Unidos, têm um quarto do PIB mundial, e são o epicentro desta crise. É evidente que a crise vai chegar aqui. Desde 1983, os Estados Unidos já tiveram picos trimestrais de crescimento de 9,3%. Mesmo depois do 11 de setembro, um ano depois, chegaram a 7,5%. Mas 2008 fechou com menos 3,8%, uma queda muito grande. Para o Brasil, as projeções de 2009 são do professor Carlos Alberto Teixeira, um mineiro. Nosso PIB vai crescer 2%, depois de ter crescido 5,4% em 2007 e estimar-se 5,6% em 2008. O saldo comercial será de apenas US$ 9 bilhões, e déficit de conta corrente de US$ 25 bilhões. Não será uma marolinha. Mas no mundo todos parecem meio perdidos. Os economistas também. Até setembro não vi um economista de consultoria alertar sobre a crise iminente.</p>
<p><strong>Valor: O governo está agindo corretamente? O que precisa mudar?</strong></p>
<p>Itamar: Não vou analisar o presidente. Em 2002, eu era governador de Minas. Fui o primeiro governador de oposição a apoiar a candidatura de Lula. Eu tinha um bom relacionamento com o depois ministro Zé Dirceu e ele pediu para me engajar na campanha. E fui o único governador de oposição a falar no comício de encerramento em São Bernardo. Era chuva que só Deus sabe. O candidato Lula pegou no meu braço e disse &#8221; gostaria que você falasse&#8221;. Depois nos afastamos não sei por quê. Ele me convidou para ser embaixador na Itália, falei que só ficava dois anos, fiquei, Ele ofereceu outro posto, eu não quis, voltei. Hoje não temos nenhum contato.</p>
<p><strong>Valor: O senhor não respondeu sobre o que deve ser feito no Brasil.</strong></p>
<p>Itamar: A primeira coisa que o governo tem de fazer não é novidade. Mudar a política monetária. Não se pode continuar com a taxa de juro mais alta do mundo.</p>
<p><strong>Valor: A crise atrapalha os planos de Lula de fazer o sucessor?</strong></p>
<p>Itamar: Não. Só se ela for realmente avassaladora. Do modo que está vindo, não. A gente tem que reconhecer. O Brasil está mais preparado do que antes de 2003. Acho que a crise não vai afetar o presidente. Se você andar pelo interior, e eu tenho andado, vai perceber que o Bolsa Família beneficia mais ou menos 11 milhões de famílias. Se multiplicar isso por baixo, por três, pois elas têm parentes, amigos pobres que ajudam outros pobres, vai dar muita gente. E esta gente o presidente está conseguindo manter ao seu lado. Vou dar um exemplo, me permita que não cite a cidade. Há uma cidade em Minas, ribeirinha ao São Francisco, cuja praia fica do outro lado do rio. Tem uma barcaça que faz a travessia. Quando a prefeitura não paga a passagem de R$ 1, a prainha da outra margem recebe mais ou menos seiscentas pessoas no fim de semana. Quando a prefeitura paga a passagem, há dez mil na prainha. O cidadão vai de graça e gasta o real dele com um peixe, uma pinguinha. Agora ponha nisso 90 reais por filho em idade escolar&#8230; Conversei com um prefeito de outra cidade do interior. Perguntei: &#8220;Me diz lá, o que estão achando do senhor presidente?&#8221;. E ele: &#8221; Ó, vou dizer uma coisa. Já falam em terceiro mandato&#8221;. Não aprovo o terceiro mandato, nem o prefeito apoia. Mas isso mostra que a crise tem de ser mesmo avassaladora, para desfazer o prestígio do Lula.</p>
<p><strong>Valor: E a Dilma?</strong></p>
<p>Itamar: Acredito que a ministra Dilma Roussef é uma candidata muito forte. Não está falando o mineiro em favor da conterrânea. Fala o observador da política, homem que já foi político e hoje não é mais.</p>
<p><strong>Valor: E espera que os leitores e a torcida do Atlético acreditem que não é mais político&#8230;</strong></p>
<p>Itamar: Um ex-político. Mas, como ia dizendo, essa senhora vai dar trabalho. São aqui de Minas três figuras que mais entendem de energia neste Brasil: José Pedro Rodrigues dos Santos, ex-presidente de Furnas; o presidente da Cemig, dr. Djalma Morais e o dr. Marcelo Siqueira, também ex-presidente de Furnas. Eles podem atestar que ela entende muito de energia. A ministra fez uma palestra no Copacabana Palace, falou mais de duas horas sem olhar uma vez para o papel. É candidata forte. Não se iludam.</p>
<p><strong>Valor: Dizem que não é política.</strong></p>
<p>Itamar: Já vi tanta gente que não era política chegar lá. Eu até discordo um pouco, ela é política desde jovem. Tanto que foi presa política aos 21 anos.</p>
<p><strong>Valor: Mas o seu candidato é o governador Aécio, não?</strong></p>
<p>Itamar: É o governador Aécio. Mas ele tem que assumir-se como candidato. Ele tem de chegar e dizer &#8220;Vim, vi e quero vencer&#8221;.</p>
<p><strong>Valor: Como César?</strong></p>
<p>Itamar: Exatamente. Como César, ter a ousadia de atravessar o Rubicão. Alea jacta est, a sorte está lançada, que, aliás, César não disse em latim, mas em grego. Se não atravessar o Rubicão, não vai a Roma. Aécio tem de atravessar o Rubicão logo. Este mês ainda.</p>
<p><strong>Valor: Por que este mês?</strong></p>
<p>Itamar: Porque a luta está aí. O Serra já atravessou o Rubicão dele, só não sei se vai transpor as montanhas&#8230; Nada contra o Serra, só estou analisando. Faz dois meses que não converso com o governador Aécio, a não ser pelo telefone. Acho que ele tem um bom combate a fazer no campo das ideias. Tem que mostrar o que quer para o país.</p>
<p><strong>Valor: E o que ele quer?</strong></p>
<p>Itamar: Ah, não sei. Sei que o presidente Lula está bem com a opinião pública não só porque tem o Bolsa Família. É porque a oposição não tem mensagem.</p>
<p><strong>Valor: Depois de se reeleger governador, Aécio disse que ia percorrer o país para pregar uma nova forma de o PSDB fazer política. Isso parece que não andou.</strong></p>
<p>Itamar: Sabe por que não andou? Porque tem que atravessar o Rubicão. E o Rubicão não é tão difícil de atravessar. Em verdade é um riacho&#8230; Mas há um anseio em Minas para que Minas volte à Presidência da República. Minha opinião é de que o presidente Fernando Henrique fez um mal ao país ao inventar a reeleição. Ele me disse que não ia fazer isso. Mas ele tem uma memória que eu chamo de peneira, retém algumas coisas e deixa escorrer as outras. Ele e o grupo dele acham até que ele é que assinou o Plano Real. Não fui eu não. Quando chega a noite, no seu quarto, ele apaga as luzes, joga um foco e proclama: &#8220;Olha aí, eu é que assinei o Plano Real&#8221;. Mas esquece de uma coisa: o grande sacerdote do plano real chama-se Rubens Ricupero&#8230; Eleito graças ao Plano Real, Fernando Henrique deveria fazer em seguida as reformas tributária, a fiscal e a política.</p>
<p><strong>Valor: Mas tinha condições políticas de fazer logo essas reformas?</strong></p>
<p>Itamar: Tinha, pois foi eleito em primeiro turno. Mas ficou mordido pela reeleição. Não queria briga, contrariar interesses, sacrificou tudo pela reeleição. Depois dele, os presidentes pensarão antes de tudo na reeleição. Quando eu estava na Presidência, disse ao meu líder no Senado: &#8220;Pedro Simon, não vamos lutar pela reeleição&#8221;. Estávamos em 1994 revisando a Constituição. E a reeleição não passou no Congresso por nove votos. Sabe por quê? Porque o Fernando Henrique tinha cerca de 16% e o Lula vinha com uns 35% nas pesquisas. Eles tinham medo de colocar a reeleição por causa do Lula. O mesmo aconteceu com o mandato de quatro anos. Não foi de cinco, por causa do medo da vitória do Lula. A história terá de me fazer justiça: fui presidente, não me candidatei à reeleição. Fui governador, e não me candidatei à reeleição. Sou contra.</p>
<p><strong>Valor: E como foi sua primeira eleição a senador, em 1974, em pleno regime militar?</strong></p>
<p>Itamar: Teve um homem bom, chamado senador Franco Montoro. Em 1974, eu era prefeito e fui à casa do doutor Tancredo. Falei: &#8220;O senhor vai ser candidato ao Senado?&#8221; &#8220;Eu não sou burro&#8221;, ele me disse. &#8220;Pois eu gostaria de ser&#8221;, eu disse. &#8220;Você não vai ter 300 mil votos&#8221;, mas mandou consultar a cúpula do então MDB de Minas. Consultei e ninguém queria. Daí fui ao Franco Montoro em São Paulo. Expliquei a situação. O que Montoro me disse nunca mais esqueci: &#8220;Os políticos brasileiros só estamos enxergando a superfície e na superfície vamos ser derrotados. Governo militar, presidente Geisel, imprensa, tudo é contra nós. Mas se você aprofundar um pouquinho o olhar, eu lhe aconselharia a ser candidato porque vamos fazer mais de dez senadores&#8221;. O MDB elegeu 16 senadores, inclusive o Quercia em São Paulo.</p>
<p><strong>Valor: E agora será que só estamos enxergando a superfície?</strong></p>
<p>Itamar: Não sei. Não temos mais um Montoro na vida.</p>
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		<title>Outro episodio da infâmia, no banco dos réus na Argentina</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 22:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[


Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal- AFP



Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera.- EFE






Otro episodio de la infamia, en un banquillo argentino
El general Olivera protagoniza el juicio más importante a la dictadura después de los procesos a Videla y Massera
SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ &#8211; El País
El [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="ampliar"><a href="http://www.elpais.com/fotografia/Jorge/Carlos/Olivera/captado/fugazmente/traves/cristal/entrada/tribunal/elpdiaint/20090211elpepuint_1/Ies/" title="Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal [Ampliar fotografía]" target="_blank"><br />
</a></div>
<p align="center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090211elpepuint_1/LCO340/Ies/Jorge_Carlos_Olivera_captado_fugazmente_traves_cristal_entrada_tribunal.jpg" alt="Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal" title="Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal" width="340" height="462" /><br />
<font size="1"><em>Jorge Carlos Olivera, captado fugazmente a través del cristal, a su entrada en el tribunal<span class="agencia">- AFP</span></em></font></p>
<div class="mod_grafico_foto2">
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<div style="text-align: center"><img src="http://www.elpais.com/recorte/20090211elpepuint_2/LCO340/Ies/magistrados_juzgan_general_Jorge_Carlos_Olivera.jpg" alt="Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera." title="Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera." width="340" height="250" /><font size="1"><em><br />
Los magistrados que juzgan al general Jorge Carlos Olivera.<span class="agencia">- EFE</span></em></font></div>
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</div>
<p><font size="5"><strong>Otro episodio de la infamia, en un banquillo argentino</strong></font></p>
<p><strong>El general Olivera protagoniza el juicio más importante a la dictadura después de los procesos a Videla y Massera</strong></p>
<p style="background-color: #ffff99">SOLEDAD GALLEGO-DÍAZ &#8211; El País</p>
<p>El general argentino Jorge Carlos Olivera Rovere compareció ayer ante el Tribunal Oral Federal Número 5 de Buenos Aires con un impecable terno gris y paso reposado, propio de sus 82 años de edad. Miró de frente, casi sin pestañear, a los familiares de los asesinados y desaparecidos, y se sentó con la espalda rígida, sin hacer caso a los murmullos de &#8220;asesino&#8221; que recorrieron la sala. El general Olivera Rovere está acusado de ser el máximo responsable de los centros clandestinos de detención y tortura que funcionaron en Buenos Aires durante los años de la dictadura y su juicio es, quizás, el más importante que se ha desarrollado en Argentina contra los responsables de aquella barbarie, una vez procesados los integrantes de la propia Junta Militar, como Videla o Massera.</p>
<p>Olivera y los otros cinco altos mandos que comparecieron ayer con él (dos generales, dos coroneles y un teniente coronel, subjefes de la misma zona militar) representan al terrible Primer Cuerpo del Ejército que encabezó la represión política en Buenos Aires a partir de 1976. En concreto, y para esta causa, Olivera está acusado de cuatro asesinatos (cuatro refugiados uruguayos, entre ellos los diputados Zelmar Michelini y Héctor Gutiérrez, que fueron arrebatados a la puerta de sus hoteles el 18 de mayo de 1976 y cuyos cuerpos aparecieron tres días después en un coche abandonado), 116 secuestros y desapariciones, y numerosos delitos de tortura. Entre sus víctimas puede figurar también el escritor y periodista Haroldo Conti.</p>
<p>El general Olivera casi logró salir impune, a pesar de la larga lista de crímenes que se le imputan. Con la llegada de la democracia fue procesado, pero su eventual condena quedó interrumpida gracias a las leyes de perdón y amnistía. Reabiertas las causas en 2003, fue de nuevo detenido y estuvo preso durante tres años, hasta que la Cámara de Casación lo puso en libertad a la espera de juicio.</p>
<p>Así pues, Jorge Carlos Olivera llegó ayer al Tribunal tranquilamente, desde su domicilio porteño. El secretario de Derechos Humanos del Ministerio de Justicia, Eduardo Luis Duhalde, que asistió a la sesión, aseguró que &#8220;las pruebas colectadas son tan abrumadoras&#8221; que considera que la condena está asegurada. &#8220;Espero que sea condenado al máximo de la pena prevista&#8221;, añadió. Dada su edad es, sin embargo, poco probable que vuelva a pisar la cárcel.</p>
<p>El juicio, que durará varios meses debido al gran número de testigos citados, empezó en medio de una fuerte polémica porque los jueces del Tribunal Federal impidieron la entrada de cámaras de televisión y fotográficas, en contra, se supone, de las órdenes ya dadas por la Corte Suprema que ampara el derecho a la publicidad de los juicios. Los jueces de este tribunal decidieron autorizar únicamente a un cámara del canal público de televisión y a un fotógrafo para que entraran en la sala durante tres minutos. La televisión rechazó el acuerdo y el fotógrafo no pudo hacer ninguna foto sensata, porque los jueces decidieron sorprendentemente que los tres minutos habían acabado antes de que el procesado entrara en la sala. &#8220;Queremos ver la cara del asesino&#8221;, protestaban en la puerta familiares de las víctimas. El tribunal, integrado por los jueces Daniel Obligado, Guillermo Gordo y Ricardo Frías, se mostraron también inflexibles al exigir a las representantes de las Abuelas de la Plaza de Mayo que se despojaran de sus famosos pañuelos blancos, por considerarlos &#8220;símbolos&#8221; inapropiados.</p>
<p>Entre los testigos figuran algunas de las víctimas que consiguieron sobrevivir a su paso por alguno de los centros de detención controlados por el Primer Cuerpo del Ejército, cuyo jefe era el tristemente célebre general Carlos Suárez Mason, el más despiadado de los despiadados, muerto en 2005, a los 81 años, de un ataque al corazón. Lugares como El Banco, el Olimpo o Automotores Orletti forman ya parte de la historia de la infamia en Argentina.</p>
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		<title>É hora de romper o círculo vicioso</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP
Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.
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			<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"></a></p>
<div style="text-align: center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2009/02/e-hora-de-romper-o-circulo-vicioso/9585/" rel="attachment wp-att-9585" title="israel_palestina.jpg"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/02/israel_palestina.jpg" alt="israel_palestina.jpg" width="552" height="369" /></a></div>
<p style="background-color: #ffff99"><font size="4"><strong>Amos Oz, International Herald Tribune* &#8211; O Estado SP</strong></font></p>
<p>Ehud Olmert, premiê israelense, declarou que Israel dará uma resposta &#8220;desproporcional&#8221; a qualquer novo ataque do Hamas contra seus civis. Acho que uma resposta desproporcional é uma resposta imoral. Uma punição desproporcional é uma punição imoral.</p>
<p>Essa desproporcionalidade fortaleceria os candidatos extremistas nas eleições israelenses e atenderia aos objetivos dos fanáticos na Faixa de Gaza e no mundo árabe.</p>
<p>Operações militares desproporcionais nada mais são do que vingança. E vingança nada mais é do que a satisfação de instintos primitivos básicos.</p>
<p>Vejo o Hamas como um bando de criminosos que, há muito tempo, direciona sua ação contra civis israelenses. Nos últimos anos, nada menos do que 10.000 foguetes foram lançados pelo grupo contra cidades e povoados dentro de Israel.</p>
<p>O Hamas também é um bando de criminosos porque usa civis palestinos como escudos humanos e porque, cinicamente, esconde-se atrás de mulheres e crianças.</p>
<p>Mas matar mais civis palestinos não vai levar a nada, já que os radicais islâmicos não se importam absolutamente com essas mortes.</p>
<p>Como o líder do grupo na Síria, Khaled Meshal, disse recentemente, &#8220;a atual geração de palestinos pode ser sacrificada&#8221;.</p>
<p>A única resposta eficaz é um ataque bem calculado, proporcional, contra os criminosos do Hamas, que tente ao máximo poupar a vida de palestinos inocentes. O Egito está intermediando um cessar-fogo e Israel tem de dar uma chance a essa mediação.</p>
<p>Não devemos nos esquecer que o maior revés para o Hamas seria um eventual acordo de paz entre o governo de Israel e a Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas. Um acerto desse tipo entre palestinos e israelenses é possível &#8211; e talvez até mesmo iminente.</p>
<p><strong>* Amos Oz é escritor israelense</strong></p>
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