27/08/2012 - 10:25h Cresce oposição a mineradoras no Peru

Por Robert Kozak | The Wall Street Journal, de Conga, Peru | VALOR

Alguns dos maiores depósitos de ouro e cobre do mundo encontram-se sob o terreno acidentado dessa região andina, mas os planos de uma empresa dos Estados Unidos para explorá-los enfrentam forte oposição de agricultores, políticos e grupos ambientalistas locais.

Por dois anos, milhares de pessoas têm realizado manifestações, bloqueado estradas e, ocasionalmente, liderado protestos violentos no norte do Peru. Cinco manifestantes morreram em julho, durante confrontos com a polícia.

Agora, a Newmont Mining Corp., com sede em Denver, no Colorado, diz que os protestos ameaçam seu investimento de US$ 5 bilhões, um dos maiores da história do Peru. Os enormes caminhões de mineração da Newmont ainda não conseguiram chegar ao local, chamado Minas Conga, embora a empresa já tenha investido centenas de milhões de dólares no projeto localizado quase 4.000 metros acima do nível do mar.

“Neste momento, não vemos o ambiente ideal [para uma operação bem-sucedida] em Conga”, disse numa entrevista Richard O’Brien, diretor-presidente da Newmont. “Precisamos de uma mudança significativa para que isso aconteça.”

A disputa está emergindo como um teste para o presidente do Peru, Ollanta Humala, que fez campanha contra o projeto, mas tornou-se seu defensor depois de vencer as eleições no ano passado. A mudança reflete modificações mais amplas em seu estilo de governo, de populista a pragmático, dizem analistas. As revoltas populares contra o projeto levaram o presidente a demitir dois primeiros-ministros e reformular seu gabinete.

O boom da mineração é uma das principais razões pelas quais a economia do Peru cresceu a um ritmo anual médio de 6,5% nos últimos dez anos, uma das expansões mais impressionantes entre países da América Latina. A renda per capita aqui triplicou no período. Autoridades do governo dizem que cerca de US$ 50 bilhões em projetos de mineração estão previstos para os próximos anos.

Agora, o aumento da oposição à mineração ameaça arruinar grandes investimentos e desacelerar o crescimento.

No sul do Peru, os ativistas têm explorado as preocupações sobre a poluição e outros problemas para impedir a instalação de uma grande mina de cobre planejada pela peruana Southern Copper Corporation, uma afiliada do Grupo México, um empresa mexicana. Protestos em 2011 levaram o governo a cancelar a autorização para um projeto de prata liderado pela Bear Creek Mining Corp., do Canadá.

As disputas ilustram as crescentes dificuldades que as mineradoras enfrentam com projetos de grande escala em toda a América do Sul. Projetos no Equador, Bolívia e Venezuela sofreram atrasos ou expropriações definitivas por governos socialistas nos últimos anos.

Até recentemente, o Peru foi uma exceção.

“Sempre houve problemas sociais em todo o setor de mineração no Peru, mas a forma como a questão foi ’sequestrada’ por causas radicais e populistas está prejudicando a imagem do Peru como destino de investimento em mineração”, disse Luis Zapata, diretor para a América Latina do banco canadense de investimentos Canaccord Genuity.

A Newmont, a segunda maior mineradora de ouro do mundo, vem extraindo o metal no norte do Peru desde 1993, depois de criar a Minera Yanacocha com a empresa local Compañía de Minas Buenaventura SAA.

A mina Yanacocha tem dado bons resultados para a Newmont. A Yanacocha produziu 3,3 milhões de onças de metal em 2005, tornando-se a maior mina de ouro do mundo naquele ano. Mas a produção caiu para cerca de 1,4 milhão de onças este ano e as operações poderiam deixar de existir em cinco anos. O esgotamento dos depósitos e os altos preços dos metais levaram a Newmont a planejar a Minas Conga na mesma região.

A Newmont já enfrentou contratempos no Peru antes. Um vazamento de mercúrio em 2000 manchou a reputação da Minera Yanacocha e da Newmont. Protestos devido a temores de contaminação das águas subterrâneas, em 2004, puseram fim nos planos de expansão da mina Yanacocha.

O’Brien, da Newmont, reconheceu que sua empresa deu seus tropeções. “Nos 20 anos da relação entre a Yanacocha e Cajamarca, houve bons momentos e houve momentos em que poderíamos ter feito um trabalho melhor”, disse.

A população de Cajamarca explodiu recentemente, ampliando a desigualdade econômica e desafiando a infraestrutura antiquada.

“Adeus, Newmont”, dizem pichações num muro ao lado de uma estrada que leva ao local do projeto, cerca de 650 quilômetros ao norte de Lima, a capital. “Ollanta traidor “, diz outra.

Em 2010, o governo do Peru, aprovou o estudo de impacto ambiental para a Minas Conga. Mas os opositores têm se concentrado em quatro lagos nas montanhas que a empresa pretende drenar ou usar no projeto. Eles dizem que isso poderia afetar o abastecimento de água do vale.

23/08/2012 - 09:42h BHP sinaliza tempos difíceis para o setor de mineração

Por Robb M. Stewart | The Wall Street Journal – VALOR

de Melbourne, Austrália

No mais claro sinal até agora de que o ciclo de alta das commodities está no fim, a BHP Billiton Ltd. informou que vai adiar ou reduzir projetos avaliados em mais de US$ 50 bilhões, num acentuado recuo de sua ambiciosa estratégia de expansão.

O plano da mineradora anglo-australiana de transformar seu depósito Olympic Dam na maior mina a céu aberto do mundo já foi atrapalhado pela alta nos custos de construção, queda no preço de commodities e pela alta do dólar australiano, afirmou a empresa. A BHP afirmou que vai procurar um projeto menos custoso para a mina australiana, da qual se espera a geração de bilhões de dólares para o país em impostos e a criação de milhares de empregos.

A BHP também divulgou uma queda de 35% no lucro, que ela afirmou ter sido prejudicado por fraqueza no mercado de commodities e pressões de custo.

A BHP e suas concorrentes têm priorizado a redução de custos e reconsiderado investimentos, conforme a demanda na China cai devido ao enfraquecimento da economia chinesa. Os preços para muitas commodities industriais estão no nível mais baixo em anos. A anglo-suíça Xstrata PLC já adiou o gasto de US$ 1 bilhão de um plano de investimento de capital de US$ 8,2 bilhões planejado para este ano. E a Anglo American PLC, com sede em Londres, informou no mês passado que estava adiando projetos para reduzir seus gastos de capital para este ano em US$ 500 milhões, para US$ 5,5 bilhões.

A BHP informou ontem que não vai aprovar nenhum grande projeto novo pelo menos até meados do ano que vem, retardando uma proposta mina de potassa no Canadá e planos de expandir as instalações portuárias de exportação de minério de ferro Port Hedland na Austrália. A empresa também postergou o desenvolvimento de um depósito de carvão australiano.

Acionistas têm exigido mais disciplina da BHP e outras empresas do setor porque os preços de commodities industriais têm despencado devido à redução do crescimento chinês e à crise de dívida soberana na Europa.

Executivos da BHP “tinham poucas alternativas. Eles tinham de fazer isso no ambiente atual”, disse Shaun Manuell, diretor de administração de recursos da firma Equity Trustees em Melbourne, que é investidora na BHP.

Há apenas um ano, a BHP estava destacando os prospectos de um investimento de US$ 80 bilhões para capitalizar a demanda asiática por materiais como carvão para alimentar termoelétricas e minério de ferro para fazer aço para construção. A companhia também gastou mais de US$ 12 bilhões em aquisições para ganhar exposição ao gás de xisto nos Estados Unidos.

Mas a corrida americana do gás de xisto produziu um excesso que tem depreciado o gás natural. Isso levou a BHP a fazer baixa contábil por imparidade de certos ativos, e levou seu diretor-presidente, Marius Kloppers, a abrir mão de seu bônus para este ano. Isso prejudicou ainda mais sua imagem entre investidores, depois que tentativas de comprar a também anglo-australiana Rio Tinto PLC e a canadense Potash Corp. of Saskatchewan Inc. deram em nada durante seus cinco anos no cargo.

A necessidade de conter a expansão será vista por alguns investidores como mais uma marca contra Kloppers, embora outros irão elogiar sua decisão de não comprometer grandes quantias de capital quando custos estão altos e o retorno de projetos tem caído, disse Robert Hook, um gerente de carteira da SG Hiscock & Co., que detém ações da BHP.

Ontem, Kloppers disse que a companhia continuará a investir em suas operações. E volumes, em commodities importantes, continuarão a subir conforme nova capacidade é desencadeada na mina de cobre Escondida, no Chile, poços no Golfo do México e em minas de carvão coque na Austrália, operações atingidas recentemente por greves, disse ele.

A BHP está seguindo adiante com 20 projetos para os quais já reservou US$ 22,8 bilhões e está gastando perto de US$ 1 bilhão por mês em suas operações de minério de ferro na Austrália, disse Kloppers.

O lucro líquido da companhia caiu para US$ 15,42 bilhões para os 12 meses encerrados em junho, depois de bater um recorde no ano fiscal de 2011 com US$ 23,65 bilhões. Os números mais recentes incluem gastos extraordinários com a Olympic Dam, os ativos de gás de xisto e com projetos de níquel na Austrália.

O faturamento subiu 0,7%, para US$ 72,23 bilhões, enquanto o fluxo de caixa operacional caiu 19%, para US$ 24,38 bilhões.

A BHP previu que a economia mundial vai se estabilizar no primeiro semestre do ano que vem e depois, melhorar, o que deve aumentar a demanda por commodities e os preços destas. Um aumento do investimento em ativos fixos na China vai sustentar a demanda e os preços de minério de ferro, um dos maiores fatores de lucro da BHP, afirmou a companhia.
(Colaborou Alex MacDonald, de Londres.)

03/08/2012 - 08:56h Economia faz mineradoras enxugarem grandes projetos

Por Liam Pleven e John W. Miller | The Wall Street Journal | VALOR

As mineradoras estão cortando os gastos, desacelerando planos de investir bilhões de dólares em novos projetos e, em alguns casos, reduzindo a produção, num esforço para acompanhar o declínio na demanda e nos preços, enquanto enfrentam maiores custos de mão de obra.

“Não podemos simplesmente ficar sentados esperando que as coisas melhorem amanhã”, disse Cynthia Carroll, diretora-presidente da Anglo American PLC, grande mineradora sediada em Londres, sexta-feira, depois que a empresa anunciou que estava cortando os gastos de capital este ano em 21%, ou US$ 1,5 bilhão.

O mesmo estão fazendo Vale SA, BHP Billiton e Barrick Gold Corp., a maior produtora mundial de ouro em volume de produção.

Murilo Ferreira, diretor-presidente da Vale, disse na semana passada que a empresa carioca, a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas de alto-forno, está revisando seus planos de investimento para 2012 “com base no fluxo de caixa”, depois de amargar queda de quase 60% no lucro líquido no segundo trimestre. “Estamos trabalhando com um cenário de preços mais baixos do que os esperados para este ano”, disse ele.

A fraca economia global está atingindo muitos metais, incluindo ouro, platina, níquel, aço e alumínio. A crise da dívida soberana na Europa está reduzindo o consumo no continente, e o crescimento econômico dos Estados Unidos continua anêmico. A China, que representa a demanda de maior crescimento para uma série de matérias-primas industriais, também está enfraquecendo.

Tudo isso contribui para baixar os preços. O Subíndice Dow Jones-UBS de Metais Industriais, que acompanha uma cesta de metais de alumínio a zinco, caiu 8% este ano, depois de perder 24% em 2011. Os futuros de carvão já caíram 11%, após um declínio de 13% no ano passado.

Os investidores temem que as quedas indiquem uma pausa – ou até mesmo o fim – do chamado “superciclo das commodities”, que começou há cerca de dez anos. O superciclo tem sido impulsionado pelo apetite crescente da China e de outros países emergentes por matérias-primas, para atender ao aumento do padrão de vida de sua população.

“Cerca de metade dos investidores institucionais pararam de aplicar em recursos minerais e cíclicos”, disse o consultor de investimentos americano John Tumazos.

Com os investidores se desfazendo de ações do setor, os produtores de commodities precisam procurar maneiras de proteger as margens de lucro e conservar capital para acalmar os acionistas.

Mas dar ré em grandes projetos e reduzir a produção traz riscos para a economia em geral. No curto prazo, os cortes podem frear a atividade em um dos poucos setores de bom desempenho na economia mundial, ao reduzir os investimentos em projetos de grande porte que muitas vezes criam empregos estáveis. Mais adiante também podem causar escassez de matérias-primas quando a economia melhorar, o que, por sua vez, pode gerar alta de preços.

Na semana passada a ArcelorMittal, sediada em Luxemburgo, a maior siderúrgica mundial em volume de produção, disse que nove de seus 25 alto-fornos na Europa estavam ociosos. Ontem, a Standard & Poor’s cortou a nota de crédito da siderúrgica para o nível especulativo.

Este ano, a BHP fechou uma fábrica de carvão e a produtora norueguesa de alumínio Norsk Hydro ASA anunciou planos de fechar uma fundição, ambas na Austrália. Em junho a Aquarius Platinum Ltd. de Perth, na Austrália, disse que ia colocar sua mina na província de Mpumalanga, na África do Sul, “em regime de manutenção”, pois os problemas de mão de obra e a queda nos preços “tornaram a mina economicamente inviável”.

Investirdores estão esperando pela divulgação de balanço da BHP dia 22 de agosto, quando se espera que a companhia vá revelar detalhes de seus planos de investimento de capital, que podem incluir US$ 30 bilhões para a expansào de sua mina Olympic Dam no sul da Austrália. O projeto de cobre e urânio é considerado um dos mais importantes projetos de mineração do mundo. É capaz que a companhia o reduza, em vez de matá-lo de vez, dizem executivos da BHP.

Até mesmo as commodities de maior demanda estão enfraquecendo. As mineradoras de ouro, que se beneficiaram quando o preço do metal aumentou mais de seis vezes desde 2001, estão reduzindo os investimentos, agora que os preços estão 14% abaixo do pico de agosto, que foi um recorde histórico.

Muitas mineradoras também estão reagindo à mensagem dos investidores, que vêm puxando para baixo as ações dos produtores de commodities. Nos últimos seis meses, a anglo-australiana BHP e a Rio Tinto viram suas ações caírem cerca de 20%. O fundo Market Vectors Gold Miners ETF, que detém ações da Barrick e de mais de vinte outras mineradoras de ouro, caiu 20% este ano.

“Há um claro sinal dos acionistas para não se jogar dinheiro fora nessa série interminável de projetos”, disse de Sidney Mike Elliott, diretor mundial para metais e mineração da consultora Ernst & Young.

A mineradora anglo-australiana Rio Tinto está fechando um escritório em Sidney e cortando empregos em Melbourne, segundo pessoas a par do assunto. As iniciativas não afetarão as atividades de mineração, mas são outra forma de conter custos quando a demanda diminui.

Sem dúvida, as mineradoras continuam planejando investir dezenas de bilhões de dólares nos próximos anos para garantir que possam atender à demanda futura, refletindo a convicção generalizada de que a oferta de commodities está apertada, de modo geral, e pode escassear quando a economia estiver mais forte.

Além disso, a produção de muitos materiais continua elevada em termos históricos. E os preços também: há quatro anos, o minério de ferro custava, em média, US$ 60,80 por tonelada, mas agora está na casa dos US$ 120.

(Colaboraram Alex MacDonald, Jeff Fick e Robb M. Stewart.)

11/07/2012 - 09:49h Sob pressão, Evo anula acordo com mineradora

11 de julho de 2012

O Estado de S.Paulo

O presidente da Bolívia, Evo Morales, aceitou ontem anular a concessão de exploração concedida por seu governo à filial de uma mineradora canadense, após pressão de grupos indígenas. Evo anunciou o acordo no palácio presidencial, acompanhado de representantes indígenas e de grupos que apoiam o trabalho da mineradora no Departamento de Potosí, na fronteira com Chile e Argentina. A decisão foi tomada para pôr fim a um conflito de várias semanas, que levou à morte de um indígena, durante choque com policiais, e à tomada de sete pessoas – a maioria funcionários da mineradora – como reféns.

09/07/2012 - 12:50h Bolívia considera nacionalizar projeto de prata sob protestos

09 de julho de 2012

Reuters – Agência Estado

A Bolívia considera nacionalizar a mina de prata canadense South American Silver Corp, disse o presidente Evo Morales, após violentos protestos contra o projeto de mineração.

Morales, que no mês passado tomou o controle de uma mina de estanho e zinco da gigante global de commodities Glencore no país andino, disse no domingo que não tinha uma decisão final sobre revogar ou não a concessão da mineradora canadense.

“Nacionalização é nossa obrigação. Já levantei a questão da nacionalização (do projeto de Malku Khota) no ano passado e eu disse para chegar a um acordo porque quando eles quiserem nós vamos nacionalizar”, disse o presidente da Bolívia a agricultores.

A fase de exploração, na qual a South American Silver South planeja investir 50 milhões de dólares, é esperada para terminar em três anos. A empresa descreve como um dos maiores depósitos do mundo de prata, índio (substância de terras raras) e gálio.

Um boliviano morreu e pelo menos outras quatro pessoas ficaram feridas quando os manifestantes ocuparam a propriedade, informou a mídia local na sexta-feira.

Um aumento na agitação social e protestos de oposição ao governo estão testando Morales, o primeiro líder do país de ascendência indígena.

O setor de mineração também está sofrendo com protestos nos vizinhos Chile e Peru, onde muitos cidadãos sentem que não têm lucrado com um boom econômico dos metais.

(Reportagem de Carlos Quiroga)

13/06/2012 - 11:07h Mineradoras avançam terra adentro por cobre

Por John W. Miller | The Wall Street Journal, de Bingham Canyon, Utah – VALOR

Mineradores já escavaram, perfuraram e explodiram 19 milhões de toneladas de cobre – suficientes para todas as moedas de 5, 10 e 25 centavos já cunhadas nos Estados Unidos – na mina de superfície mais profunda do planeta.

E há muito mais em um setor inexplorado bem abaixo da superfície. A dona da mina, a gigante internacional Rio Tinto, está investindo US$ 165 milhões para explorar a área, que pode conter cerca de US$ 5 bilhões em cobre.

Mineradoras que até agora se limitavam a operações a céu aberto – removendo a terra para extrair minérios depositados perto da superfície – estão indo mais fundo. Em geral, depósitos minerais se concentram numa mesma área. Quando as reservas próximas da superfície se esgotam, a mineradora hoje em dia pode cavar mais fundo em vez de buscar novas reservas e então ter de montar toda uma nova infraestrutura para extrair, processar e transportar os recursos.

Graças a novas tecnologias, como brocas robotizadas e tubulação com ligas de alta resistência, já é possível chegar ao dobro da profundidade de antes. E os preços relativamente altos das commodities também tornam a operação financeiramente viável.

Na mina de Bingham Canyon, a Rio Tinto abriu uma vala a céu aberto de 600 metros de profundidade e 4 quilômetros de largura. Para chegar a novos depósitos de cobre, terá de escavar poços subterrâneos que atinjam a profundidade total de 1.200 metros, cerca de duas vezes mais do que a maioria das minas.

Depósitos perto da superfície, fáceis de localizar, “praticamente já foram [todos] descobertos”, diz Richard Hillis, presidente do consórcio australiano Deep Exploration Technologies Research Centre, que reúne mineradoras e geólogos. Já que a espessura da crosta terrestre costuma variar de 5 a 50 quilômetros, há enormes reservas de minerais debaixo das minas atuais.

Há riscos, é claro. Ir mais fundo custa caro. A mineradora precisa cavar redes elaboradas de túneis e investir em equipamentos novos como brocas robóticas capazes de mudar de direção debaixo da terra. E quanto mais fundo se chega, mais perigo há para os mineiros.

Descer mais terra adentro também significa cruzar lençóis freáticos – e toda água encontrada no caminho precisa ser bombeada para a superfície. Isso cria riscos ambientais; resíduos de operações de mineração, podem, por exemplo, infiltrar-se nos lençóis. Minas mais profundas produzem mais rocha a ser empilhada na superfície.

“Quanto mais fundo [a mina] vai, mais resíduos gera”, disse Bonnie Gestring, militante da ONG ambientalista Earthworks.

As mineradoras dizem que tratam toda água contaminada, restituem a terra a seu estado original uma vez encerrada a mineração, e que cavar mais fundo implica que não precisam ir explorar território virgem.

Daniel Edelstein, especialista em cobre da agência geológica americana, a U.S. Geological Survey, disse que a mineração de superfície, na qual minérios são separados da terra com explosivos, e que garante economias de escala necessárias para a obtenção de grandes lucros em mercados mundiais de commodities, seguirá sendo a norma.

“As 18 maiores minas de cobre dos Estados Unidos ainda são a céu aberto”, disse. “O que veremos no futuro é uma mescla na qual algumas das grandes mineradoras terão tanto operações a céu aberto como subterrâneas”.

Na Austrália e no Canadá, o poder público já criou centros de pesquisa custeados pelo setor para descobrir como descer ainda mais fundo na terra.

A maioria dos depósitos minerais foi formada pela atividade vulcânica e pelo deslocamento de placas tectônicas. Assim, depósitos similares tendem a se localizar perto uns dos outros.

“O melhor lugar para caçar um elefante é perto de outros elefantes”, disse Preston Chiaro, diretor de tecnologia e inovação da Rio Tinto.

Os elefantes de cobre de Bingham Canyon, situada a uns 30 quilômetros de Salt Lake City, foram extraídos industrialmente pela primeira vez em 1906, depois de descobertos durante a febre do ouro do século XIX. Até aqui, mais de US$ 200 bilhões em minerais foram tirados dali. É com o cobre de Bingham Canyon que estão sendo feitas as medalhas das Olimpíadas de Londres deste ano.

Na década de 1980, geólogos descobriram outro depósito farto de cobre, ou “skarn”, abaixo da mina já aberta – onde 38 milhões de anos atrás um magma repleto de cobre saltou para a crosta terrestre, depositando minérios em leitos de calcário e criando o depósito.

A Rio Tinto decidiu explorar o skarn em 2007. Depois de adiar o início do projeto por um ano, a empresa retomou-o e colocou Barry Gass, um engenheiro de 40 anos, no comando da equipe de 42 especialistas.

“A mineração subterrânea está se tornando uma das coisas que [uma mineradora] precisa fazer no momento para se manter competitiva no cobre”, disse Gass.

19/04/2012 - 11:22h Perú: Peritaje al EIA de Conga propone preservar dos de cuatro lagunas

Conga y sus cuatro lagunas en la mirada de los peritos

Miércoles, 18 de abril del 2012

El informe pericial concluye que las cuatro lagunas no son fuentes significativas de agua, pero recomienda preservar las lagunas Azul y Chica.

GESTIÓN


El peritaje restó importancia a los bofedales de Cajamarca por carecer su escazo aporte hídrico (Foto: Manuel Melgar)

Los peritos extranjeros que evaluaron el proyecto Conga concentraron su dictamen pericial en anotar recomendaciones sobre el destino de las lagunas de Cajamarca (Perol, Azul, Chica y Mala) ubicadas en la zona del proyecto minero.

Al respecto, en principio se sugiere en el resumen ejecutivo del informe que el reemplazo de las cuatro lagunas no arrastraría ningún inconveniente.

“La pérdida de cuatro lagunas y 103 hectáreas de bofedales, desde la óptima de la cantidad de aguas superficiales, disminuyen los caudales generados en el área del proyecto en proporción a la superficie restada, que es pequeña, por lo que su impacto es poco significativo, y ha sido considerado correctamente por el EIA (Estudio de Impacto Ambiental). En modo alguna se pueden considerar como fuentes singulares de agua”, se lee en el informe.

Sin embargo, en una de las recomendaciones se resalta la importancia de preservar las lagunas Azul y Chica.

“Evaluar técnica y económicamente alternativas de reubicación o desplazamiento de los desmontes del tajo Perol, para tratar de evitar que recubran a las lagunas Azul y Chica, dada su importancia, sin excluir otras alternativas de compensación hidrológica y ambiental, que pudieran presentarse y evaluarse durante la ejecución del proyecto, que sean técnica, económica, social y ambientalmente aceptables, diferentes a las aquí expuestas”.

El informe asegurá también que “no se perderá el principal aporte de aguas de las microcuencas (…)”. “Las cabeceras son el origen de las aguas en sentido geográfico, no en el de los caudales producidos en ellas”, anotaron los peritos.

Y calcularon que habrá más agua que el abastecimiento actual en beneficio de la producción agrícola.

“Los reservorios propuestos pueden mejorar la gestión del agua en las microcuencas, más allá de la mera reposición de caudales afectados. Una Gestión participativa de los reservorios permitirá desembalsar los caudales requeridos, en cada momento, por los usuarios del agua, incluso con una dotación objetivo sensiblemente mayor que la actual, que aumentará su producción agrícola”.

ElComercio.pe / Economía

Peritaje al EIA de Conga propone preservar dos de cuatro lagunas

El documento entregado al Gobierno plantea otras recomendaciones. Entérate qué proponen los peritos

Miércoles 18 de abril de 2012

Cajamarca, Protestas antimineras, Proyecto Conga, Peritaje a Conga
(Foto: Andina)

(Reuters). Los peritos extranjeros que evaluaron el Estudio de Impacto Ambiental (EIA) del proyecto minero Conga recomendaron en su informe mantener dos de cuatro lagunas que serían afectadas por su desarrollo y elevar la capacidad de los reservorios de agua previstos.

Como se sabe, ubicado en Cajamarca, el proyecto Conga -que cuenta con una inversión de US$4.800 millones- plantea trasvasar el agua de cuatro lagunas —Mala, Chica, Azul y Perol— hacia tres reservorios que se construirán cerca del lugar de origen de las mismas. También se tiene previsto depositar la roca removida sobre la laguna Azul.

OTRAS RECOMENDACIONES
El documento de los expertos de unas 260 páginas entregado en la víspera al Gobierno plantea entre otras recomendaciones los siguientes puntos:

- Mejorar la disponibilidad de agua, mediante la regulación a través de reservorios.

- Evaluar técnica y económicamente alternativas de reubicación o desplazamiento de los desmontes del tajo Perol, para tratar de evitar que recubran a las lagunas Azul y Chica, dada su importancia, sin excluir otras alternativas de compensación hidrológica y ambiental, que pudieran presentarse y evaluarse durante la ejecución del proyecto.

- Estudiar la conveniencia de ampliar la capacidad de los reservorios para optimizar la gestión del agua generada fluente del área del proyecto.

- Estudiar la posibilidad de encapsular los rechazos de la planta de tratamiento de aguas ácidas, en un depósito de seguridad.

- Analizar la conveniencia de emplear las técnicas de tratamiento y refino de aguas ácidas, mediante métodos pasivos(humedales con plantación de totora).

- Optimizar las condiciones de conservación de los suelos orgánicos, procedentes de diferentes desmontes, en los previstos depósitos de almacenamiento, para mejor preservación de su banco de semillas.

- Conservar adecuadamente los materiales húmicos procedentes del desmonte del bofedal Perol, para su posterior empleo en labores de rehabilitación internas o externas.

Para leer el documento completo, clic AQUÍ

11/04/2012 - 11:36h Sobretaxas nos minérios

11 de abril de 2012

O Estado de S.Paulo

As empresas mineradoras se preparam para contestar na Justiça – sob a alegação de que são inconstitucionais – leis aprovadas pelos Estados de Minas Gerais, do Pará e do Amapá no final de 2011, criando sobretaxas sobre a extração de minérios em seu território, e que passaram a ser cobradas em abril. Argumentam que é da competência exclusiva da União legislar sobre a exploração de recursos minerais no País. Os três Estados não aceitam essa interpretação e também se armaram de pareceres de juristas para uma longa e árdua batalha judicial, que acabará tendo de ser decidida pelo STF.

Em grande parte, isso se deve, à falta de decisão política do governo federal, que vem adiando o envio ao Congresso Nacional de um projeto de reforma da legislação sobre a atividade mineradora, adequando à realidade econômica atual do País o Código de Minas, cuja adoção remonta a 1940. Desde o primeiro governo do ex-presidente Lula, o Ministério de Minas e Energia vem acenando com a possibilidade de uma revisão do Código, principalmente para atender às demandas de Estados e municípios com grande atividade mineradora, que reclamam da baixa alíquota da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) – conhecida como royalties da mineração -, que não passa de 3%, no máximo, sobre o lucro líquido das empresas mineradoras, ficando a União com 12% dos recursos arrecadados, os Estados com 23% e os municípios com 65%.

Já tramita no Congresso projeto do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), com substitutivo apresentado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), prevendo que essa alíquota seja elevada para 5%, passando a ser cobrada sobre o faturamento bruto das empresas.

Cansados de esperar, os três Estados tomaram a iniciativa de criar seus próprios tributos sobre minérios. No caso de Minas, a taxa é de R$ 2,18 por tonelada sobre extração de ferro, ouro, cobre, nióbio, entre outros. Com isso, o Estado, cuja participação na Cfem foi de R$ 715 milhões em 2011, arrecadaria um total de R$ 2,3 bilhões neste ano. O Pará passará a cobrar mais (R$ 6,45 por tonelada), prevendo uma receita adicional de R$ 800 milhões. Já o Amapá adotou uma taxa intermediária (R$ 4,63 por tonelada), prevendo uma receita anual de R$ 1,2 bilhão.

Se, de um lado, é inegável a degradação ambiental de grandes áreas de exploração mineral, na maioria dos casos em jazidas a céu aberto, bem como os problemas sociais causados pela atividade, que atrai milhares de trabalhadores para áreas às vezes sem infraestrutura para recebê-los, não se pode ignorar que a cobrança das novas sobretaxas pelos Estados vem acentuar à balbúrdia tributária no País um fator, sem dúvida, de insegurança jurídica.

Há quem argumente que Estados e municípios são mal compensados pela Cfem, tendo em vista as altas cotações dos minérios exportados pelo País, que dariam às mineradoras condições para arcar com as sobretaxas. Isso pode ser verdade, mas cabe perguntar se os Estados e municípios beneficiados aplicarão os recursos realmente na fiscalização e controle das condições ambientais e proteção à saúde em áreas degradadas ou para pagar despesas de custeio?

Na realidade, como dispõe o Código em vigor, é atribuição do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), dar alvará para a exploração de jazidas, inspecioná-las periodicamente e cuidar para que as áreas de mineração sejam plenamente recuperadas. Iniciativas para integrar a ação do DNPM à do Ibama, com vistas ao aproveitamento de recursos minerais de forma sustentável, não saíram até agora do papel e, em condições normais, providências mais efetivas deveriam ser cobradas do governo federal.

O imbróglio criado pelas sobretaxas estaduais deixa claro que o governo da União não pode mais protelar a elaboração de um novo marco regulatório para o setor mineral que seja satisfatório para o setor público e a iniciativa privada. A alternativa será o surgimento de mais conflitos em mais Estados mineradores.

22/03/2012 - 08:57h Dilma dá sinal verde a novo marco de mineração

Por Vera Saavedra Durão | VALOR

Do Rio

Os três projetos de lei que criam o novo marco regulatório do setor de mineração deverão ser enviados ao Congresso até o fim deste semestre. A informação foi dada pelo secretário de Geologia, Mineração e Exploração Mineral do Ministério de Minas e Energia, Claudio Scliar, que participou, segunda-feira, de um seminário em Belo Horizonte, e foi confirmada ontem, em nota, pelo ministério.

Segundo a nota, Scliar considera que a decisão depende do ministro Edison Lobão e principalmente da presidente da República, Dilma Rousseff. No momento, os textos estão tramitando na Casa Civil, mas já foram lidos pela presidente Dilma, que solicitou algumas pequenas mudanças, já tendo dado, porém, o sinal verde para o envio ao Legislativo.

Há mais de três anos o governo vem trabalhando nos três projetos de lei do novo marco regulatório, que segundo fontes consultadas podem “transformar radicalmente o setor de mineração” no país. O primeiro dos três projetos de lei cria o Código de Mineração e lança o Plano Nacional de Mineração para 2030. O segundo cria a Agência Nacional de Mineração e o terceiro, que provoca mais polêmica, propõe alterações nas alíquotas dos royalties sobre produtos minerais, inclusive a do minério de ferro, que poderá dobrar de 2% para 4%.

A alíquota da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) que incide sobre os minerais vai de 0,2% a 3% atualmente. A alíquota máxima de 3% incide em minério de alumínio, manganês, sal-gema e potássio. A alíquota de 0,2%, a menor de todas, incide sobre pedras preciosas, pedras coradas lapidáveis, carbonados e metais nobres. A de 1% incide sobre o ouro.

21/03/2012 - 10:07h Austrália taxa em 30% o lucro extra das mineradoras

Por Agências internacionais – VALOR

O Congresso da Austrália aprovou uma nova tributação de 30% sobre os lucros das grandes empresas produtoras de minério de ferro e carvão. A nova taxa foi uma grande vitória para o governo de minoria da primeira-ministra Julia Gillard, que declarou que a medida tem o objetivo de dividir entre todos os australianos os benefícios do boom da mineração vivido pelo país.

No ano passado, o Peru já havia aumentado os impostos para as mineradoras. Uma das primeiras medidas do presidente Ollanta Humala após tomar posse foi fechar em agosto um acordo com as principais empresas atuantes no setor para a cobrança de um imposto de 5% sobre o lucro operacional.

Agora, além de indicar que a maior taxação dos chamados “lucros excepcionais” das mineradoras não se restringe apenas aos países em desenvolvimento, a Austrália – um dos principais produtores mundiais de minérios – pode estar determinando uma tendência. Ontem, o presidente das Filipinas, Benigno Aquino, revelou que acompanhou com grande interesse a reforma australiana e que também pretende conseguir a aprovação de uma lei semelhante. “Estamos agora examinando o que é justo. Nós ficamos com 2% dos lucros e 100% dos riscos. Isso não parece justo”, afirmou Aquino à agência de notícias France Presse.

A nova legislação australiana entra em vigor em 1º de julho e deve resultar em uma arrecadação extra de US$ 11 bilhões em três anos com os impostos a serem pagos principalmente por BHP Billiton , Xstrata e Rio Tinto. O imposto será cobrado somente das empresas cujos lucros anuais superarem US$ 75 milhões. “Apenas as mineradoras com superlucros irão pagar, e a receita será usada para a geração de empregos e crescimento econômico”, disse Gillard em nota.

O governo planeja utilizar os recursos extras para cortar de 30% para 29% o imposto de renda das empresas, financiar obras de infraestrutura e conceder isenções fiscais a investimentos de pequenas companhias.

Graças às vendas de minério de ferro e de carvão para a China, a Austrália está obtendo os maiores superávits de balança comercial em toda a sua história. A expansão da mineração evitou uma recessão durante a crise financeira global e está transformando rapidamente a economia do país. Há, porém, alguns efeitos colaterais, como a valorização do dólar australiano, que prejudica os exportadores de outros segmentos, e a escassez de trabalhadores qualificados, que em sua maioria são atraídos pelas mineradoras.

Apesar da aprovação no Parlamento, os opositores do novo tributo não se deram por vencidos. Estados governados pela oposição pretendem contestar na Justiça a nova lei com o argumento de que a Constituição proíbe impostos federais sobre propriedades estaduais.

14/03/2012 - 16:21h Perú: “Cerro Verde ha entendido que no puede quitarnos agua”

Líder social Humbero Olaechea informó que Arequipa tendrá una planta de agua potable y de tratamiento de aguas residuales.

GESTIÓN

El presidente de la Red Nacional de Líderes Sociales, Humberto Olaechea, sostuvo que en el sur la minería ha comprendido que el agua es para la población y la agricultura, y que esa visión ha permitido que Arequipa llegue a un consenso para la ampliación de la minera Cerro Verde.

“Dentro de esta visión real de los problemas, en el caso del sur los proyectos mineros han entendido que en el sur no pueden ir a quitar agua o a compartirla, de ninguna manera. Estos proyectos serán viables en la medida que aporten agua”, explicó en Canal N.

Olaechea ha sido personaje importante en el proceso participativo del Estudio de Impacto Ambiental (EIA) de la ampliación de Cerro Verde, recientemente en manos del Ministerio de Energía y Minas (MEM).

Informó que en los próximos meses se inaugurará la planta de agua potable La Tomilla II en Arequipa, construída por Cerro Verde, a la que se sumará una planta de tratamiento de aguas residuales para descontaminar el río Chili. Es decir, los desagües se filtrarán para que la minera los reutilice.

Olaechea explicó que estas iniciativas traerán dos beneficios a Arequipa: 1)permitirá tener una agricultura de exportación a la región una vez descontaminado el río Chili, la cual se traducirá en mejoras económicas; y 2)afianzará el desarrollo de la ampliación de Cerro Verde con una inversión de 3,573 millones de dólares que duplicará el canon y servirá para contribuir a otros proyectos como Majes.

El líder social lamentó que en el norte, específicamente en el proyecto Conga en Cajamarca, las protestas antimineras hayan ensombrecido el beneficio de las inversiones, cuando allí el problema no es la escasez de agua, sino la gestión de la misma. Dijo que el modelo a seguir es a través del diálogo para lograr mayores aportes a la región, pues no se trata de paralizar los proyectos mineros.

14/03/2012

04/03/2012 - 11:23h “Debemos escuchar las señales que generan conflictividad y dar señales de cambio”

Manuel Pulgar Vidal

Domingo, 04 de marzo de 2012

Aclara. El ministro Pulgar Vidal asegura que el peritaje a Conga no es vinculante, pero servirá para tomar una decisión.

Aclara. El ministro Pulgar Vidal asegura que el peritaje a Conga no es vinculante, pero servirá para tomar una decisión


Ministro del Ambiente. Abogado. Fue Director Ejecutivo de la Sociedad Peruana de Derecho Ambiental.

Rosa María Palacios – La República

El Estado peruano, a través de la PCM, ha contratado a tres peritos en un caso en el que ya existe un estudio de impacto ambiental (EIA) aprobado. ¿Qué objetivo tiene el peritaje del proyecto Conga?

El peritaje se plantea como una respuesta frente a una situación de desconfianza. Es cierto que el estudio del impacto ambiental ya había sido aprobado en octubre del 2010 por el MEM. No obstante que uno podría decir ‘eso ya está administrativamente resuelto’, para disminuir la conflictividad, para generar algún nivel de entendimiento, en el gobierno se planteó la idea del peritaje escuchando lo que fue un reclamo de la población de Cajamarca y sus autoridades. El peritaje tiene tres tareas. Revisa el EIA, analiza las cuestiones vinculadas especialmente al tema de recursos hídricos, y propone mejoras.

Ahora, ¿el peritaje es legal? Este no es parte de un proceso administrativo regular del Estado peruano. En ninguna parte de las normas ambientales en el Perú ni en las de Energía y Minas se establece una solución como esta. Por lo tanto, ¿qué naturaleza tiene este procedimiento?

Definitivamente no es ilegal. No forma parte de los mecanismos o formas administrativas, como habitualmente se resuelven este tipo de estudios. Es decir, hay procedimientos y el peritaje no forma parte de estos procedimientos administrativos. Eso quiere decir dos cosas. Uno, que cuando el peritaje se concluya lo que vamos a tener es un reporte. Pero ese reporte tiene que ser trasmitido al Estado peruano que  tiene que tomar una decisión. Es lo que yo he intentado muchas veces decir, al final del día es el Estado peruano el que toma la decisión. La gente de inmediato cree que cuando yo digo eso es ‘el Estado va a hacer lo que quiere’. No. No hemos contratado un peritaje para hacer lo que nos da la gana. No. Está para escuchar y sobre eso tomar una decisión. Y definitivamente, por otro lado, está la empresa. La empresa ha dicho, a través de Alberto Benavides de la Quintana, que ellos están dispuestos a someterse a aquello que sea resultado del peritaje.

Cuando uno usa la palabra peritaje, entiende que hay que someterse al dictamen de un perito porque no sabemos cuál es la verdad. Sin embargo, aquí se plantea el resultado del peritaje de forma distinta. Lo que usted me está diciendo es ‘hemos contratado una consultoría para ilustrarnos’. Entonces ¿las recomendaciones son de cumplimiento obligatorio o no?

Un perito, en función a su especialidad,  puede ayudar a enfrentar un problema específico que justamente requiere ese conocimiento. El problema en el proyecto Conga se inició fundamentalmente por el tema recursos hídricos. Los reparos de la población y de las autoridades eran: aguas superficiales, agua subterránea, y luego agregaron calidad del agua. En consecuencia los peritos, justamente son tres, tienen cada uno una tarea en ese sentido. Y lo que van a ver es qué cosa dice el EIA, verán si las medidas de mitigación fueron las adecuadas o cómo se pueden mejorar las mismas. Respecto a la obligatoriedad, en el derecho público el que toma la decisión final es el Estado. Eso significa que tendrá en cuenta el resultado del peritaje como fuente de información a la que el propio Estado ha recurrido. Pero el Estado siempre toma sus decisiones en función a las formas públicas y no en función a mecanismos privados. Entonces, yo no contestaría respecto a si es o no es obligatorio sino respecto a la manera cómo el Estado toma decisiones.

¿El peritaje es entonces un documento privado?

El peritaje es un documento privado contratado por el Estado.

Por lo tanto, sus recomendaciones no son obligatorias.

Las recomendaciones lo que son, son recomendaciones de expertos respecto a un tema específico pedido por el Estado y el Estado con esa información tomará una decisión.

¿Pero no obligan al Estado?

Es que al Estado nunca se lo obliga. El Estado solamente se puede obligar en función a sus formas públicas. Eso lo contestaría de esa manera.

Muy diplomático para decirme que no obliga. Dicho esto, ¿qué garantías tienen los peritos para realizar su trabajo en Cajamarca?

Hace tres horas que hablé por teléfono y estaban por tierra, camino a las lagunas, visitándolas. Y no tenían ningún problema. La población de Cajamarca no ha tenido mayor reparo en su presencia. Han tenido como siempre la presión de medios que los querían entrevistar, que es natural, pero tienen todas las garantías para hacer un trabajo correcto.

¿Hay –desde el punto de vista del MINAM- alguna posibilidad de perjudicar a la agricultura de Cajamarca, o al consumo de agua de Cajamarca por este proyecto?

En toda actividad minera, siempre hay un nivel de intervención en la naturaleza. El EIA intenta identificar cuál es la situación de inicio. Por eso un EIA tiene cuatro partes. Hay una línea de base. Luego identifica las actividades que se van a desarrollar. Tercero, cuáles son los impactos y al final cómo voy a eliminar, evitar, reducir, mitigar los impactos. El EIA es un estudio que tiene justamente por objeto garantizar que los impactos no se produzcan, que se minimicen, o eviten, o que en caso sean inevitables puedan ser compensados de otra manera. Si estamos hablando de agua, que no se pierdan calidad ni cantidad del agua. El estudio tiene que tener siempre, en cualquier actividad económica, esas características. Justamente, como la desconfianza se ha generado frente al hecho de que podrían ser los recursos hídricos afectados, se ha contratado este peritaje.

¿La desconfianza es del Estado o de la población?

La desconfianza es de la población.

¿Del Estado no?

No podría contestarte si hubo o no hubo una desconfianza del Estado, porque partimos del hecho de que esto fue aprobado en octubre del 2010. No obstante esto, estamos contratando este peritaje para eliminar cualquier duda respecto a la confianza que pueda generar esta información. Un EIA más el peritaje lo que debe establecer son las medidas para que justamente no haya  afectación ni en la agricultura, ni en el tema de cantidad o calidad de agua. Esa es la misión del Estado en este tema específico.

Le voy a leer una frase que me dijo el padre Arana, de hace pocos días, cuando lo entrevisté. “El Ministerio del ambiente no tiene capacidad institucional para fiscalizar el cumplimiento de sus estándares. Por lo tanto lo mejor es que la minería no exista”.

Son dos temas. Primero, la capacidad del Ministerio del Ambiente. Este es un ministerio todavía joven que no ha llegado ha cumplir cuatro años, pero que ha ido posicionándose para cumplir sus tareas que son bastantes para la magnitud del territorio, las actividades económicas y sus impactos. Tenemos el OEFA que ya tiene a cargo la tarea de fiscalizar minería, electricidad, e hidrocarburos y tiene pendiente la transferencia de los asuntos del sector producción. El OEFA, con limitaciones, está haciendo su tarea. Pero una de las cosas que nos hemos propuesto en esta gestión, y es además un ofrecimiento del propio presidente, es fortalecer la fiscalización ambiental y fortalecer al OEFA. ¿Qué necesitamos para fortalecerlo? Uno, mayores recursos. Necesitamos buscar que se garantice un flujo adecuado de recursos para la fiscalización.

¿Se pensó pasarla a PCM en un momento?

En algún momento, pero ahora se ha visto por conveniente fortalecerlo. El sector ambiente tiene un rol que cumplir desde la fiscalización y estamos trabajando la manera de fortalecer la fiscalización de la gran y mediana minería. La fiscalización para la pequeña minería, minería artesanal y minería ilegal, corresponde a las regiones.

¿Tiene o no tiene la capacidad institucional, hoy, de fiscalizar los estándares ambientales de la gran minería?

Sí la tiene. Creo que siempre se puede fortalecer y puede ser siempre mejor, pero sí la tiene. A través de la OEFA se hacen visitas continuas e inopinadas a las operaciones mineras, se inician procesos administrativos sancionadores, se procesan denuncias.

¿Debe prohibirse el uso del cianuro?

El día de ayer se han establecido mecanismos de fiscalización de sustancias, como el cianuro y el mercurio. Lo que debe establecerse son formas o medidas para que este tipo de sustancias se utilicen, se comercialicen y se transporten de manera adecuada. Existen además códigos de cianuro.

Lo que le piden es la prohibición absoluta.

El cianuro, el mercurio u otros compuestos, porque están los métodos gravimétricos, se utilizan no por una cuestión de capricho. Se utilizan en función a la dimensión del yacimiento, a la ley de cabeza del mineral y a la manera cómo se presenta el mineral en el subsuelo. El uso de una sustancia química no es un uso caprichoso, en consecuencia no puede haber prohibiciones a ciegas.

¿Quién contamina más? ¿Yanacocha o Doe Run? (Risas.)

Bueno, no hablemos de niveles de contaminación, hablemos de los impactos. ¿Qué cosa impacta más? Los impactos ambientales no solamente deben considerarse por el tipo de sustancia no deseada que estoy introduciendo al ambiente.

El Ministro da una larga y muy técnica disertación sobre todas las formas de contaminación posible en agua, aire, suelo, en una fundición, en un socavón o en una operación de tajo abierto. Pasa por todos los procesos y sus formas de mitigación y control para que  finalmente pueda  preguntarle de nuevo:

¿No se puede contestar qué contamina más? ¿Yanacocha o Doe Run? (Risas.)

Es que nuevamente, yo no quiero hablar de quién contamina sino de qué actividad tiene más impacto.

¿Qué actividad tiene más impacto? ¿Yanacocha o Doe Run?

Bueno, depende nuevamente.

(Risas.) No me quiere contestar. Lo que pasa es que el presidente del Congreso ha dicho que más contamina Yanacocha. Luego, en el mismo Congreso se promueve un proyecto de ley que le da nuevas facilidades a Doe Run. Y el ministro ¿no contesta?

No contesta.

¿Qué va a pasar después de que salga el peritaje? El señor Santos ha ido a Bélgica a buscar apoyo. Anuncia su propio peritaje, así como actividades de protesta.  Sale el peritaje, supongamos que tiene algunas medidas interesantes. El Estado las aplica. El proyecto Conga, va.  Y luego tienen un movimiento social en Cajamarca furioso con el resultado, ¿Qué van a hacer ahí?

Reconozco que es complicado pensar qué puede pasar en el futuro. No hay una absoluta certeza de cuáles van a ser los niveles de reacción. Pero yo soy un convencido que podemos lograr, a diferencia de muchos otros casos en el Perú, donde los conflictos han generado más violencia e incluso muertes, que en este caso específico –aun cuando es cuesta arriba- , un entendimiento.

¡Usted es un hombre optimista!

Optimista, sí claro. Si no fuera optimista no estaría aquí.

Del lado de los que se oponen a la minería, no hay posibilidad alguna de que el proyecto avance ni siquiera con las técnicas más eficientes y con impactos mínimos. Simplemente no quieren minería en Cajamarca. Punto.

El escenario respecto a personas u organizaciones que se oponen a la minería no es un escenario nuevo. Siempre ha existido. Son libres en pensar  la manera cómo quieren mirar el desarrollo, con o sin minería. Cuál es la actividad alternativa, esa es otra discusión. Pero en este caso específico, a diferencia de casos del pasado, se está intentando enfrentar la conflictividad del proyecto Conga con tres grandes líneas estratégicas para generar entendimiento. Uno, la famosa Mesa de Desarrollo, que yo creo que es una medida acertada del gobierno para intentar que el bienestar pueda llegar con carreteras, saneamiento o la famosa represa de Chonta, anhelo de Cajamarca por décadas. La segunda es el peritaje, y como yo he dicho más de una vez, el peritaje es una respuesta ad hoc a un problema determinado.  La tercera pasa, y en el gobierno estamos trabajando en ello, es que a su vez seamos capaces de mejorar el marco a partir del cual se desarrollan actividades mineras en el Perú. El Presidente de la República en Davos lo señaló con claridad, cuando se reunió con los cuatro CEO’s de las empresas mineras más grandes del mundo. Queremos “reglas para una nueva minería en el Perú”.

Las tres medidas son positivas y razonables. El Estado modifica sus normas mineras, hace una mesa de desarrollo, les da plata para la represa de Chonta, el peritaje se respeta. Todo macanudo. Pero igual le toman la carretera, y le dicen de nuevo que van a tomar Cajamarca quince, veinte días, paralizándola. ¿Qué va a hacer el gobierno ahí?

“Piano, piano, se va lontano”. Mira, cuando se produce la gran crisis con Estado de Emergencia y paro en Cajamarca, muchos pensaron que se iba a llegar a un nivel de escalada de violencia que iba a ser indetenible. Tres meses después sigue siendo difícil, pero las condiciones han mejorado. Queda claro que algún paso aunque sea pequeño ya se ha dado. Permitamos que las cosas avancen. Yo miro las cosas con optimismo.

¿Usted cree que el problema es técnico o político?

Es una combinación.

Si el problema es técnico, se pueden satisfacer todas las expectativas técnicas de la población de Cajamarca. Pero si el tema es político, es decir, hay una posición antiminera per se, no hay nada que hacer.

Estamos trabajando para que cualquier duda que pueda existir sobre este proyecto minero se pueda despejar. Por eso es que yo no contesto nunca cuando me hacen la pregunta ¿Conga va o Conga no va?  Yo digo: paso a paso, vamos avanzando paso a paso, con confianza y con diálogo y en algún momento llegaremos a alguna decisión que espero que genere mayor conciencia. Y no creo que tenga que ver con tiempo, tiene que ver con capacidad de escucha y capacidad de respuesta. Ten en cuenta que para algunos es Conga, para otros es minería a nivel nacional, para otros es Islay, para otros es Tacna y Southern, para otro es Ares, Anabi. Entonces, estamos hablando de distintos proyectos mineros y no solamente mineros, también de otro tipo de infraestructura a nivel nacional.

¿Si les ganan esta pelea, les ganan todas las demás?

Yo no creo que sea un problema de esta pelea. Este es un gobierno que tiene siete meses. En mi caso una gestión que no llega a tres meses. Definitivamente =. Dar un nuevo mensaje que intente conectar lo técnico a lo político. ¿Es fácil? De ninguna manera es fácil, pero seguiremos trabajando en eso. Ahora, creo que lo que hemos venido haciendo en los últimos tres meses en todo caso ha sido positivo. Ha generado algún nivel de paz social, que es lo mínimo que debemos tener para ir mejorando. No me quiero adelantar a la respuesta de lo que va a pasar en los próximos días, pero hay que seguir trabajando activamente en esto.

Pero, digamos,  ¿y si tuviera que apostar a un caballo?

(Risas.) No me gustan las apuestas.

29/02/2012 - 11:23h Reconga

Mirko Lauer – La República

La aparición de los peritos ha relanzado las noticias sobre el conflicto en torno a Conga. ¿Qué ha cambiado? Algunas cosas aparentemente nada. Gregorio Santos sigue atrincherado en sus posiciones desautorizadoras de la posibilidad misma del proyecto. El gobierno central mantiene su confianza en una salida técnica a los impases y en la influencia que tendrá su plan de desarrollo en la zona, que discretamente ha sido puesto en marcha.

Es posible imaginar dos veredictos de los peritos. Uno en que la zona es efectivamente declarada no explotable, lo cual daría al gobierno un argumento para desentenderse del proyecto. Otro en que se encuentra una salida ecológicamente sostenible que supondría un incremento de los costos de la empresa promotora. Esto estaría sometido tanto a la aceptación de Yanacocha como de las partes comprometidas con el proyecto en la población.

Cuando apareció la opción del peritaje fue sobre todo un aplacador de ánimos encrespados. Ahora, si los peritos dan alguna forma de luz verde, podría terminar siendo la antesala de una nueva prueba de fuerza. El gobierno podría aplicar la ley reforzada por el argumento técnico o usar el argumento para ir a una consulta más amplia que la masa crítica de la agitación de hace un par de meses. En ambos casos algo de conflicto en las calles parece inevitable.

Mientras tanto otras posiciones, todas oficiosas, se han movido por su cuenta planteando alternativas técnicas para mitigar la contaminación en la zona retirando el mineral hacia otros lugares. Esto va desde un mineroducto para todo el distrito minero, hasta un tren de carga y pasajeros Cajamarca-Piura. Poco más al norte, China Railway está asociada a un parecido proyecto cobre-ferrocarril en Ecuador, que se pondría en marcha en el 2013.

Mientras tanto sigue la lucha por la conciencia de la gente. Los sectores y personajes que lideraron la protesta la vez pasada no han propuesto nada nuevo, al parecer convencidos de su capacidad de volver a bloquear el avance del proyecto cuando llegue el momento. Algunos incluso piensan que la posición se ha fortalecido desde entonces. Por su parte la gran minería en general ha incrementado su presupuesto para publicidad.

En términos estrictamente estratégicos, el gobierno ha avanzado su ficha mucho más que la protesta cajamarquina. Lo ha logrado con ofertas como el plan de desarrollo, que es la ampliación del tema hacia toda la problemática cajamarquina, y el peritaje. El intento de los rivales de encender la pradera con el tema del agua fue anegado por las lluvias, y además volvió un tema específico de la población en un tema de maniobra política clásico.

29/02/2012 - 11:15h Perú: Recrudece el conflicto por el agua en Cajamarca

Santos insiste en boicotear el peritaje de Conga

Presidente regional afirma que peritos solo buscan limpiar imagen de minera Yanacocha. Los tres especialistas extranjeros visitarán hoy las lagunas involucradas en el proyecto minero. La ONG Grufides, de Marco Arana, realiza peritaje paralelo que dará a conocer en 15 días

Por: Manuel Marticorena Solís / Mario Mejía Huaraca – EL COMERCIO

Miércoles 29 de Febrero del 2012

Los tres peritos internacionales que evaluarán el estudio de impacto ambiental (EIA) del proyecto minero Conga llegaron ayer a Cajamarca y entre hoy y el viernes visitarán el área donde se pretende desarrollar el proyecto. Este, como se sabe, ha sido cuestionado porque supuestamente causará un fuerte impacto ambiental, especialmente en cuatro lagunas: Azul, El Perol, Chilca y Mala, cuyas aguas serían transvasadas a tres represas.

Ante este arribo, el presidente regional, Gregorio Santos, encabezó una marcha al mediodía a la laguna El Perol, donde rompió el cordón policial que resguardaba la zona del proyecto de la minera Yanacocha. Hubo un enfrentamiento que no pasó a mayores.

El presidente del Frente de Defensa Ambiental de Cajamarca, Wilfredo Saavedra, denunció que unos comuneros habían alertado que maquinaria pesada trabajaba en el área. “Se encuentran preparando el terreno para las operaciones. Esto es un claro incumplimiento de la minera con el pueblo de Cajamarca, pues en noviembre se anunció la paralización del proyecto. Esto va a originar una respuesta de los frentes de defensa. Hoy nos reuniremos para ver qué acciones tomar”, dijo.

La cara opuesta fue una reunión de autoridades, profesionales, docentes y representantes de varias instituciones cajamarquinas que entregarán un informe sobre la situación hídrica de la región a los peritos de Conga.

“[El peritaje] es la única manera de encontrarle una salida a este proceso. Es lamentable que [Santos y Saavedra] no hayan asistido porque en esta reunión también pudieron decir que están en contra del peritaje”, indicó el gobernador de Cajamarca, Ever Hernández.

Telmo Rojas, de la ONG Cuencas, consideró que la cita fue positiva por el intercambio de ideas.

NO ES VINCULANTE
En Lima, una fuente del Ministerio del Ambiente advirtió que el informe de los peritos será un insumo a través del cual todas las partes interesadas deberán hallar las mejores alternativas de solución al conflicto de Conga.

“El Estado tomará una decisión luego del peritaje que hemos anunciado. Este trabajo será revisado por tres sectores: Agricultura (a través de la Autoridad Nacional del Agua-ANA), Energía Minas y el Ministerio del Ambiente”, apuntó la fuente.

Los resultados del peritaje serán de conocimiento público y no habrá ninguna restricción sobre las recomendaciones por señalar.

Según el gerente general de Newmont Sudamérica (accionista principal de Yanacocha), Carlos Santa Cruz, se tiene la disposición de adoptar las medidas que enriquezcan y mejoren su EIA.

Sin embargo, explicó que no cree que el peritaje pida la anulación del proyecto, pues indicó que el EIA es un trabajo sólido en el que han participado más de mil profesionales. “Tenemos mucha confianza en que los aportes del peritaje van a mejorar nuestro EIA. Como toda obra hecha por el ser humano, hay cosas que se pueden mejorar”, señaló.

El proyecto Conga comprende un área de dos mil hectáreas ubicadas entre las provincias de Cajamarca, Chota y Hualgayoc.

ASPECTOS POLÍTICOS
El ex ministro del Ambiente Ricardo Giesecke comentó a este Diario que el asunto del agua es un tema técnico más de los muchos que deben resolverse para solucionar el problema de Conga. “También tiene que ver con las creencias de la población. No he visto que ningún perito tenga una especialización en conflictos que ayude a resolver un problema muy complejo que va más allá de un peritaje sobre el agua”, remarcó.

Ricardo Morel, director del Instituto de Desarrollo Social, señaló que con el peritaje se está intentando dar solución técnica a un problema político. Explicó que el peritaje no ayudaría a resolver un aspecto que hasta el momento no se ha logrado: tender puentes entre el Ejecutivo y el Gobierno Regional de Cajamarca para dar una salida conjunta al problema.

“Se pueden ensayar varias salidas, como intentar que el gobierno regional tenga en el futuro una participación en los estudios de impacto ambiental o tenga la posibilidad de coparticipar en la fiscalización ambiental minera, para que se sientan que son tomados en cuenta”, sugirió.

El peritaje que se realizará en Conga será el primero que se aplicará al sector minero. Morel explica que lo que pase con este proyecto podría determinar el modo de resolución de los futuros conflictos mineros.

Leopoldo Monzón, gerente de Proyectos y Estudios Mineros, indicó que al considerar los estándares aplicados en el sector, es poco probable que los peritos hallen irregularidades en el EIA de Conga, por lo que problema se encuentra más en el aspecto social.

Consideró que de no hallarse una solución al problema, Yanacocha tendría la posibilidad de acudir a un arbitraje internacional para solicitar una indemnización que podría costarle una fortuna incalculable al país.

EN PUNTOS
Varias voces, como la del ex ministro de Energía y Minas Carlos Herrera Descalzi, consideran que es más conveniente que en el Caso Conga se haga una auditoría ambiental antes que un peritaje internacional. ¿En qué se diferencian?

Auditoría ambiental
La auditoría ambiental implicaría la revisión del EIA de acuerdo con las normas de nuestro país. Si se identificaran fallas, la empresa tendría la obligación de corregirlas. La auditoría sí es vinculante.

Peritaje internacional
El peritaje implica la revisión del estudio de impacto ambiental y si este cumple con los estándares ambientales internacionales. No es vinculante porque no se ajusta específicamente a las normas locales en carácter ambiental.

EMPRESAS FORÁNEAS TRAJERON US$7.659 MILLONES

Inversión extranjera marca récord, pero conflictos la amenazan

El 47% de ejecutivos dice que expectativas caerán si se detiene Conga. Según Apoyo, conflictividad social preocupa más que economía mundial

Por: Ricardo Serra Fuertes – El Comercio

Miércoles 29 de Febrero del 2012

La inversión directa extranjera (IDE) en el Perú llegó a un récord histórico en el 2011, pero el que se mantenga la tendencia dependerá en gran parte de la conflictividad social en el país y en particular de cómo se resuelva el problema del proyecto minero Conga.

El Banco Central de Reserva del Perú informó ayer que la IDE subió a US$7.659 millones en el 2011, mayor en US$331 millones con respecto al año previo, un aumento equivalente al 4,5%.

El resultado del año pasado estuvo explicado principalmente por una mayor reinversión de las utilidades de las empresas extranjeras en el país por US$4.986 millones y un aumento de los préstamos de las matrices por US$2.403 millones.

En el cuarto trimestre del 2011, la IDE ascendió a US$1.987 millones, resultado explicado por una mayor reinversión (US$1.469 millones), préstamos netos con la matriz (US$410 millones) y aportes y otras operaciones de capital (US$109 millones), informó el BCR.

“Este dato de IDE refleja que la confianza en los fundamentos de la economía peruana continúa y ratifica el crecimiento para los próximos años. Por eso, los flujos de inversión continúan entrando al país”, comenta Juan Carlos Odar, analista del Departamento de Estudios Económicos del Banco de Crédito.

INCERTIDUMBRE
César Peñaranda, director ejecutivo del Instituto de Economía y Desarrollo Empresarial de la Cámara de Comercio de Lima (CCL), comenta que la incertidumbre electoral del 2011 impactó en la IDE, pero no con una gran repercusión.

Odar, del BCP, refiere que en el tercer trimestre del 2011 hubo una menor velocidad de la IDE, pero en el cuarto trimestre retomó su dinamismo.

“Pero ese dinamismo no alcanzó los resultados de la primera mitad del 2011. Hubo una recuperación de la confianza de la economía peruana en un contexto en que en el resto del mundo las cosas se complicaron un poco. Eso hace que los flujos de inversión no hayan sido de niveles tan altos como en la primera mitad del año”, explica el analista del BCP.

Si bien el monto de IDE alcanzado en el 2011 es alto, este podría ser mayor, señala Peñaranda. “El Perú tiene oportunidades de inversión para superar ese nivel”, indica el ejecutivo de la CCL.

Por ejemplo –explica–, el Perú tiene un alto déficit en infraestructura que para cerrarlo se deberían invertir US$55.000 millones en 10 años. Así, en ese rubro serían unos US$5.500 millones al año, a lo que se sumaría la inversión de otros sectores, como la minería.

EXPECTATIVAS SAE
El nivel de la IDE podría volver a tropezar este año debido a problemas sociales. Según un sondeo del Servicio de Asesoría Empresarial (SAE) de Apoyo Consultoría realizado en febrero, la mayor conflictividad social y el deterioro de la economía internacional son las principales preocupaciones para el entorno de negocios en el 2012.

Además, el sondeo (a ejecutivos de las más de 260 empresas clientes del SAE) mostró que la mayoría de empresas opina que las expectativas de inversión se verían afectadas en caso no se reanude la construcción del proyecto Conga durante este año (ver infografía).

En el sondeo de enero, dos de cada tres ejecutivos esperaban que el proyecto Conga se reanude este año, lo que reflejaba una confianza elevada en la capacidad del gobierno para resolver el conflicto.

“Si no se apoya a la inversión como en los últimos años, eso [Conga] podría ser transmitido como un mensaje negativo para otros proyectos”, opina Odar.

Peñaranda comenta que el proyecto Conga puede ser un hito positivo o negativo para las inversiones, dependiendo de si se consolida o no.

LAS CIFRAS
6,1%
Aumentó la demanda interna en el 2011, según el Instituto Nacional de Estadística e Informática. Las exportaciones crecieron 9,8%.

US$1.144
Millones fue la IDE en el 2001. Hace 21 años (en 1991) el monto fue negativo en US$7 millones, y hace 31 años (en 1981) fue de US$125 millones, según el BCR.

22/02/2012 - 14:38h Perú: Empresas mineras advierten riesgo de quedarse sin energía

En el sector eléctrico hay seis proyectos retrasados. Las líneas de transmisión no se ejecutan porque los reguladores no otorgan permisos por falta de reglamento de consulta previa.

PATRICIA VÉLEZ – Reuters – Gestión

La falta de inversión y planificación a largo plazo en el sistema eléctrico del Perú amenaza con frustrar multimillonarios proyectos mineros, vitales para asegurar su crecimiento económico.

El Perú debería invertir al menos US$ 1,000 millones por año, tomando en cuenta el actual crecimiento de la demanda, para extender su red eléctrica y alimentar el apetito de su minería, que tiene en carpeta planes por US$ 50,000 millones.

Sin medidas urgentes, los analistas creen que el país podría sufrir en el 2017 la misma suerte que le tocó a Sudáfrica en el 2008 o a Chile tres años más tarde, cuando distintas crisis energéticas afectaron a las mineras y dispararon los precios de los metales.

Las demoras en la ejecución de los proyectos eléctricos y en implementar normas clave, la falta de planes de largo plazo, un sistema de distribución malo y un creciente rechazo social tienen en duda a por lo menos media docena de planes.

Cinco años puede parecer mucho tiempo, pero no lo es cuando se trata de una hidroeléctrica o un gasoducto.

Panorama complicado

“Somos terriblemente vulnerables” en materia energética, dijo Carlos Gálvez, gerente financiero de Buenaventura, la mayor productora de metales preciosos de Perú.

El reloj corre y la puesta en marcha de proyectos mineros de alta demanda, sumada al creciente consumo de otras industrias y de los hogares, puede hacer colapsar a una red que está al límite de su capacidad.

La capacidad instalada creció apenas un 1% el año pasado, mientras que la demanda aumentó cerca de un 10%. Esto deja al colchón de la red eléctrica extremadamente delgado, con una demanda de 5,000 megavatios que consume rápidamente la potencia efectiva de 6,415 megavatios disponible actualmente.

Sin vigía

El ex ministro de Energía y Minas, Carlos Herrera, señaló el peligro de la falta de un programa central.

“El sistema no tiene vigía, no existe nadie en todo el sistema energético y en especial eléctrico que realice la función de planeamiento global (…) El desarrollo que el país está planeando tener, y que puede tener, realmente puede ser frenado por falta de electricidad”, dijo.

Consciente de los problemas del sector, el Gobierno de Humala ha pedido acelerar las inversiones eléctricas y lanzó una batería de iniciativas para ponerse al frente de las obras.

Humala se ha comprometido a apurar las concesiones para la construcción de líneas de transmisión, invertir en un gasoducto para alimentar de energía al sur y fomentar la construcción de hidroeléctricas.

Apurar obras

“Hoy en día la demanda está alrededor de los 5,000 megavatios, pero si nosotros como país queremos seguir creciendo a tasas sobre 7% anuales implica que esa demanda se podría duplicar cada 10 años”, afirmó el actual ministro de Energía y Minas, Jorge Merino.

Uno de los principales escollos es la demora en la implementación de la ley de consulta previa, que da más voz a las comunidades indígenas frente al desarrollo de proyectos energéticos y mineros, para aplacar los más de 200 conflictos sociales.

La ley obliga a los inversores a negociar sus proyectos con los poblados que se puedan ver afectados.

Y el problema es que muchos peruanos rechazan la extracción de los vastos recursos naturales y la construcción de proyectos eléctricos por el temor a quedarse sin sus tierras o sin recursos hídricos.

“Hemos dado instrucciones precisas aquí a nuestros funcionarios de que tenemos que adelantar y acelerar las conversaciones con las zonas donde tenemos que hacer las consultas”, dijo el ministro Merino.

El actual Gobierno ya lidia con el rechazo popular al gigantesco proyecto de cobre y oro Minas Conga.

El conflicto plantea un dilema para Humala, que llegó al poder gracias al apoyo de las comunidades rurales e indígenas del país, y ahora debe buscar un equilibrio para atender los reclamos y fomentar los proyectos mineros y eléctricos.

Castillo de naipes

Por años, la nueva capacidad instalada eléctrica se ha concentrado en el centro del país.

El norte y sur, que paradójicamente albergan la mayoría de los proyectos mineros más prometedores, han estado huérfanos de inversiones eléctricas de largo plazo.

Los bajos precios del gas en la década del 2000 desalentaron la inversión en otras fuentes de generación, como la hidroeléctrica, haciendo que la matriz energética sea cada vez más dependiente del gas.

“Estamos no solamente generando (electricidad) limitados al gas, estamos centralizados en un solo tubo de gas”, dijo Gálvez, de Buenaventura.

En unos pocos años, el 50% de la generación de electricidad en Perú derivaría del gas natural. Las plantas que lo procesarán fueron o están siendo construidas casi todas en Chilca.

“No se está progresando con un tubo de gas que debiera estar llegando a las costas en el sur y que debiera justificar la instalación de plantas de generación en el sur”, agregó Gálvez.

El norte y el sur tienen luz principalmente gracias a líneas de transmisión, que demandan inversiones que podrían demorarse aún más por la ley de consulta previa.

Actualmente hay una decena de planes para construir termoeléctricas y líneas de transmisión para hacer frente a una demanda de electricidad que aumentaría 8% en el 2012, según el Comité de Operación Económica Nacional (COES).

Varias líneas de transmisión están demoradas porque los reguladores no otorgan las concesiones hasta que se reglamente la consulta a los pobladores, explicó César Butrón, presidente del directorio del COES.

El caso chileno

Chile, el mayor productor mundial de cobre, es un ejemplo de lo que podría pasarle al Perú si no acelera y eleva las inversiones en el sector eléctrico.

Varios yacimientos en el centro-sur de Chile han sufrido apagones en los últimos años por fallas en el sistema eléctrico que opera al límite.

El presidente ejecutivo de Codelco, Diego Hernández, advirtió que algunos proyectos mineros podrían retrasarse debido a que la entrada de nuevas iniciativas eléctricas tardaría más de lo estimado.

Y los planes de generación hidráulica y termoeléctrica también están en duda por el fuerte rechazo de comunidades y ambientalistas.


Más allá del 2017

Perú podría respirar aliviado una vez que operen las centrales termoeléctricas y líneas de transmisión previstas hasta el 2016.

Pero el oxígeno duraría apenas unos cinco años, lo que planteará una gran interrogante a los proyectos mineros que prevén entrar en funcionamiento después de esa fecha, así como al planeamiento de planes futuros.

“Se necesitan entre 400 y 500 megavatios nuevos al año y eso está cubierto hasta el 2017, porque hay varios proyectos en marcha que van a cubrir hasta el 2017, más allá de eso no hay nada”, enfatizó Butrón.

La situación tiene en alerta a las mineras, cuyos nuevos proyectos ayudarán a contrarrestar el declive en las leyes de los minerales -o el grado de pureza en que se halla el mineral en la roca de un yacimiento- y el agotamiento de las reservas que han hecho mella en la producción de metales.

Para Buenaventura, el panorama de aquí al 2017 ya es algo sombrío.

“Si usted pone Conga, Michiquillay, La Granja, eso inmediatamente significa un incremento de 500 megavatios en la demanda en el norte”, explicó Gálvez. “Y si pone la ampliación de Cerro Verde, la de Toquepala y pone Las Bambas, Tía María, allí tendría otros 500 megavatios” en el sur, agregó.

Esos proyectos, que serán desarrollados por mineras de talla mundial como Xstrata, Freeport-McMoRan, Newmont y Southern, entre otras, entrarían en funcionamiento entre el 2012 y 2016.

Qué hacen las mineras

Las mineras no se han quedado cruzadas de brazos.

Volcan construyó una pequeña hidroeléctrica de 13 megavatios y tiene planes de edificar cuatro más para agregar unos 250 megavatios. La firma genera el 15% de su requerimiento eléctrico y tiene tres contratos con Electroperú que vencen en diciembre del 2017.

“En caso de una interrupción o falla de algunas de nuestras fuentes de electricidad o en las líneas de transmisión o en cualquier parte de la red no podemos garantizar que tendremos acceso a otras fuentes de energía a los mismos precios y condiciones”, dijo recientemente la minera.

“Esto podría afectar material y adversamente nuestros resultados operativos y tener un efecto adverso en nuestro negocio, condiciones financieras y resultado de operaciones”, agregó.

Southern también genera parte de la energía en sus operaciones en el sur y Buenaventura construye una hidroeléctrica que abastecerá con 90 megavatios sus operaciones directas.

No obstante, Gálvez aclaró que esta opción no es una solución definitiva. En caso de una emergencia que obligue a racionar la electricidad, la energía de las plantas de las mineras será redirigida al sistema nacional.

El año pasado, un breve racionamiento en el norte fue paliado con compras por parte del Estado a Ecuador.

Cuando eso ocurre, el costo del megavatio/hora puede dispararse de US$ 50 a US$ 300, explicó el ex ministro Herrera.

El ministro Merino afirmó que el Gobierno pondrá en la lista de prioridades la construcción de hidroeléctricas. También Petroperú participará en la construcción de un gasoducto en el sur.

Además Merino dijo que apurará las concesiones para la construcción de líneas de transmisión y que revivirá los planes para la edificación de hidroeléctricas a través de la también estatal Electroperú.

Aún así, la ecuación eléctrica de Perú es complicada.

En Chilca Kallpa desarrolla una turbina de ciclo combinado de 400 millones de dólares que entraría en operación en el primer semestre de este año y que se sumará a otras tres turbinas de ciclo simple existentes. La capacidad de esas turbinas será de 850 megavatios.

Enersur construye una turbina de ciclo combinado que sería puesta en marcha en el 2013 y que con otras tres turbinas de ciclo simple llevaría la capacidad total a 800 megavatios.

Luego de que una empresa generadora erige una central debe ir a comprar el gas a la selva donde está el campo Camisea.

El único proyecto con reservas y capacidad de transporte garantizadas es el de exportación de gas natural licuado inaugurado en el 2010, remarca el ex ministro Herrera.

Para llevar la electricidad al resto del país lo que se ha hecho principalmente es “enmallar” al norte y sur con líneas de transmisión, pero las trabas abundan.

En esas zonas no hay gasoductos tendidos porque las empresas no quieren construirlos hasta no tener garantizada la demanda, y las generadoras esperan que se instale una tubería como condición para edificar una central.

Esto ha ayudado a que las líneas de transporte de energía se sobrecarguen y lleguen al límite de su capacidad, dijo Butrón.

“Ya no hay reserva (…) Un sistema, al igual que un partido de fútbol, necesita una banca de suplentes, entonces si falla la línea no hay nada más en el sur que supla lo que la línea transportaba”, añade.

Impulso o letargo

Los potenciales problemas de electricidad ya tienen en alerta a los inversores, especialmente a los mineros.

“Queremos una decisión política rápida para que estos proyectos continúen, si no continúan sí podríamos eventualmente tener algunas interrupciones y algunos de otra envergadura como los mineros podrían no entrar en las fechas”, dijo Pedro Martínez, presidente de la privada Sociedad de Minería, Energía y Petróleo de Perú.

Martínez detalló que en el sector eléctrico hay unos seis proyectos retrasados, mientras que en el de hidrocarburos hay 18 contratos de exploración y dos de explotación demorados.

Perú corre contrarreloj para reforzar y diversificar su red eléctrica. Lograr acuerdos entre Gobierno, inversores y pobladores será clave para que estos proyectos no queden en penumbras.

“Si no se resuelven estas dificultades ambientales, sociales, políticas y regulatorias (…) en el 2017 y 2018 vamos a estar nuevamente con los mismos problemas”, dijo Butrón.


opiniones

“Somos terriblemente vulnerables en materia energética”.

Carlos Gálvez

Gerente financiero de Buenaventura


“Vamos a acelerar las conversaciones en las zonas donde tenemos que hacer consultas”.

Jorge Merino

Ministro de Energía y Minas


“Varias líneas de transmisión están demoradas porque los reguladores no otorgan las concesiones”.

César Butrón

Presidente del COES


“Algunos proyectos mineros en Chile podrían retrasarse por falta de iniciativas eléctricas”.

Diego Hernández

Presidente de Codelco


“El sistema no tiene vigía, no existe nadie que realice la función de planeamiento global”.

Carlos Herrera Descalzi

Ex titular del MEM


“Queremos una decisión rápida, si no algunos proyectos mineros no entrarían a operar”.

Pedro Martínez

Presidente de la SNMPE


Análisis


No todo es Conga

La semana pasada destacamos en portada la posibilidad de que se enfrente una restricción eléctrica por reparaciones de la central del Mantaro, pero el problema es mayor, ya que hay seis proyectos eléctricos retrasados que preocupan al sector minero, principal demandante de la energía que se produce.

¿Cuál es la razón? La falta de definiciones sobre el futuro reglamento de la ley de consulta previa, que ha perdido el consenso de las comunidades indígenas, mientras el sector empresarial detiene sus proyectos, a pesar de que el MEF dijo que el presidente Humala ordenó continuar con las inversiones.

Por ahora el Gobierno está abocado a sacar adelante Conga, pero no es lo único que debe priorizar. En tanto, el presidente del Consejo de Ministros se prodiga en apariciones públicas para desmentir su renuncia, y los problemas, como el atraso en los proyectos del sector eléctricos, siguen sin resolverse.


Julio Lira Segura

Director de Gestión

16/12/2011 - 09:55h Com ações em queda, setor de mineração foca longo prazo

Por Robb M. Stewart e John W. Miller | The Wall Street Journal – VALOR

Parece que a indústria da mineração tem muito com o que se preocupar. Os preços de muitas commodities caíram nos últimos meses. Os custos de produção subiram muito. A economia de dois dos mais importantes clientes da indústria, a China e os EUA, parece estar caminhando para um crescimento mais lento, e talvez até para uma recessão, no caso dos EUA.

Mas as maiores mineradoras do mundo não estão apreensivas. Elas continuam a jogar bilhões de dólares em projetos para expandir sua capacidade de produção.

Isso porque elas esperam que a demanda no longo prazo vá muito além do que está agora ou do que qualquer nível que possa ser alcançado nos próximos dois anos. E, ao contrário de alguns de seus pequenos concorrentes, que podem ter que diminuir as operações ou mesmo fechar caso as pressões sobre a indústria não diminuam em breve, as grandes mineradoras parecem ter margens de lucro bastante amplas e reservas de caixa grandes o suficiente para resistir por um longo período.

Alguns investidores estão focados no curto prazo, preocupados que, caso as empresas de mineração continuem a extrair produtos diante da demanda incerta, os preços das commodities caiam ainda mais e o lucro das empresas entrem em colapso. Essas preocupações se refletem na drástica queda da cotação das ações de empreas do setor. Mas outros estão comprando de forma seletiva, acreditando que as grandes mineradoras têm acertado na abordagem de longo prazo.

Os altos custos “tornam elevar o volume extraído muito desafiador”, diz Ian Ashby, presidente da área de minério de ferro da gigante anglo-australiana de mineração BHP Billiton Ltd. “Falta mão de obra, e há gargalos para compras de pneus, caminhões e produtos de consumo.”

A taxa média de inflação para equipamentos de mineração e máquinas para extração do minério de ferro tem sido de 11% por ano desde 2002, segundo a consultoria McKinsey & Co. Como um exemplo do que isso significa, o custo dos grandes pneus usados em alguns veículos em locais de mineração passou de US $ 70.000 por pneu, dizem os executivos de mineração, e os pneus duram apenas cerca de quatro meses.

Enquanto isso, a falta de mão de obra qualificada tem impulsionado muito os salários de trabalhadores como Wayne Rider, de 26 anos. Há três meses, Rider era empilhador de caixas em um armazém em Perth, na Austrália, ganhando 40.000 dólares australianos por ano, ou cerca de US $ 41.000. Agora, ele dirige caminhões para a NRW Holdings Ltd., uma empresa de mineração de serviços, por 120.000 dólares australianos por ano. Ainda assim, não é um trabalho que muitas pessoas querem fazer – pelo menos não o bastante para manter os salários baixos.

Algumas mineradoras estão testando caminhões automatizados, trens e plataformas de perfuração, ou planejam fazer isso, para ajudar a controlar os custos com mão de obra. Mas esses esforços são muito novos e em pequena escala, neste momento, para terem muito impacto ou serem julgados práticos ou não.

Os custos com energia elétrica e combustível são outros gastos que absorvem boa parte do dinheiro das mineradoras. Os preços mais altos de energia em comparação com o ano anterior absorveram US$ 95 milhões dos lucros nos seis meses terminados no dia 30 de junho da anglo-australiana Rio Tinto PLC, uma das maiores empresas do mundo em mineração.

Os maiores custos de produção são mais difíceis de absorver, é claro, quando as empresas estão recebendo menos pelos produtos que vendem. O preço à vista do minério de ferro, que é usado na produção de aço e é um gerador de lucros importante para as grandes empresas de mineração, caiu cerca de 24% desde o início de setembro, em grande parte por causa da desaceleração na produção de aço na China. Outras commodities industriais sofreram quedas de preços semelhantes nos últimos meses.

A combinação de custos de produção maiores e preços de venda mais baixos é mais difícil para mineradoras menores, que não têm tanto poder de negociação quanto as gigantes, como BHP e Rio Tinto..

“O problema é que você tem os custos de 2007 com os preços de 2011, o que torna as margens muito mais baixas”, diz Willi Boehm, tesoureiro da Aquarius Platinum Ltd., uma pequena produtora de platina com sede em Perth, que tem minas na África do Sul e Zimbábue. “Nossos problemas são o custo de eletricidade e os salários.”

Recentemente, diz Boehm, a Aquarius teve que aumentar os salários na África do Sul entre 8% e 10% para manter um número suficiente de trabalhadores. E, no ano passado, os custos de energia da empresa saltaram de 15% a 20%. No geral, os custos para as mineradoras estão crescendo de 10% a 12% ao ano, estima Boehm. Os preços das commodities precisam subir “ou as pessoas vão começar a fechar”, diz ele.

Nas grandes mineradoras, é uma história diferente. Suas margens de lucro também estão diminuindo, mas elas têm uma margem de lucro muito mais ampla do que as pequenas mineradoras porque as grandes empresas, como grandes compradores, são capazes de negociar preços mais baixos dos fornecedores.

As grandes mineradoras também têm uma grande quantia de dinheiro na mão para financiar seus planos de expansão. A BHP planeja investir US$ 20 bilhões em grandes projetos e exploração no ano fiscal que começou em primeiro de julho, e mais de US$ 80 bilhões até 2015. A Rio planeja investir US$ 14 bilhões em novos projetos em 2012 e US$ 12 bilhões neste ano.

Tanto a Rio Tinto como a BHP dizem esperar grandes aumentos na demanda da China e de outras economias emergentes nos próximos 20 anos ou mais, uma vez que a industrialização e a urbanização nesses países estão em progresso.

Muitos investidores estão pouco confiantes nas perspectivas de longo prazo ou não estão enxergando longe o suficiente. O índice de mineração mundial S&P/TSX e as ações da BHP caíram cerca de 24% este ano, enquanto as ações da Rio encolheram em cerca de um terço.

09/12/2011 - 11:43h Reflexiones en torno a Conga

Carlos E. Paredes – GESTIÓN

1. “Au Pérou, les indignés du Cajamarca” (En Perú, los indignados de Cajamarca) reza un titular de Paris Match. Las fotos de la revista francesa muestran a muchos cajamarquinos en las movilizaciones que condujeron a la suspensión de las operaciones del proyecto minero Conga. Nuevamente, la falta de empatía de los involucrados y su incapacidad para comunicarse llevaron a la polarización y a la paralización. Este no es un fenómeno nuevo ni aislado. Acordémonos de Puno en llamas en mayo, de Tía María el año pasado y de Bagua en junio del 2009 (entre muchos otros).

2. Según los analistas, Conga es un hito que podría marcar el inicio de una abrupta desaceleración de la inversión privada y el final del periodo de crecimiento alto y sostenido del que nos beneficiamos en los últimos años. Sin embargo, para otros, incluyendo algunos de los administradores de los más importantes fondos de inversión, la suspensión de la operación minera hasta lograr un acuerdo entre las partes fue acertada y oportuna.

3. Algunos opositores del régimen plantean que lo sucedido es consecuencia de los ofrecimientos y la retórica de Ollanta Humala durante la campaña electoral. Otros apuntan al presidente del gobierno regional, al cura Arana, a agitadores profesionales y hasta a algunas ONG ambientalistas. Muchos creen que lo sucedido en Cajamarca demuestra falta de autoridad y liderazgo del Gobierno. Sin embargo, también es importante pensar qué no sucedió en Cajamarca. Por el momento, no hay proyecto, pero tampoco hay muertos. ¿Qué rol han jugado e Gobierno y el inversionista privado en todo esto?

4. La intervención del Gobierno, que puso paños fríos y no espero a que la crisis detonara con consecuencias trágicas, como tantas veces sucedió en los últimos años, fue acertada. Sin embargo, cabe preguntarse: ¿qué le pasa a los inversionistas mineros, capaces de estimar leyes y reservas de mineral, proyectar volúmenes de producción y precios a 20 años, pero aparentemente incapaces de medir la temperatura social de las localidades adonde van a invertir? ¿Por qué se limitan a cumplir las normas formales, pese a que saben que no satisfacen las demandas de la población? De hecho, la normativa no exige un estudio de impacto económico, social y cultural de las poblaciones afectadas. ¿Por qué no hacerlo? Los estudios de impacto ambiental son cruciales, se centran en flora, fauna y agua. ¿Por qué no tener también estudios centrados en el impacto sobre los humanos?

5. La inversión en Conga bordea los US$ 5,000 millones y las utilidades proyectadas podrían superar los US$ 20,000 millones. Es difícil entender cómo una empresa que espera ganar tanto dinero, para beneficio de sus accionistas y de todos los peruanos, no puede invertir el monto requerido para tranquilizar y ganarse la confianza de las comunidades aledañas al proyecto. ¿Por qué no hicieron las nuevas lagunas desde el inicio? ¿Por qué no convencieron a los campesinos de los beneficios del proyecto con “pagos por adelantado”: lagunas, reforestación, capacitación técnica, escuelas, postas? Llámenlo “lobbying social” si les apetece, yo lo llamo sentido común.

6. Tener un clima de inversión adecuado también es responsabilidad de los inversionistas. Necesitamos un flujo de inversión privada superior a los US$ 30,000 millones anuales y en muchos sectores. Para lograrlo, necesitamos de buenos proyectos y normativa adecuada, también de paz social. Inversión con paz social, eso es clima de inversión, y es algo en lo que los mineros están repetidamente fallando.

(*)Director de Intelfin y Profesor de Economía de la USMP

08/12/2011 - 09:08h Conflito no Peru pode influir nos preços dos metais

Por Financial Times – VALOR

O nacionalismo para com os recursos naturais é apenas uma das preocupações que tiram o sono dos executivos das mineradoras. Quase todos os dias uma nova barreira tecnológica tem de ser rompida para permitir a extração de novos recursos naturais. E, apesar de os governos encararem com bons olhos o desenvolvimento econômico, muitos projetos novos estão sendo implementados em lugares cada vez mais distantes e mais frágeis do ponto de vista ambiental.

Empresas e governos de países tão longínquos quanto Índia, Indonésia e Bolívia tiveram de enfrentar esse problema. Mas o país no qual ele mais se faz sentir atualmente é o Peru. Depois de 11 dias de protestos contra um projeto de mineração de ouro em Cajamarca, o presidente recém-eleito Ollanta Humala declarou estado de emergência no domingo e enviou o Exército para restabelecer a ordem.

A maneira pela qual o conflito será solucionado terá implicações de amplo alcance. Além de ser o sexto maior produtor mundial de ouro, o Peru é o segundo maior produtor de prata, cobre e zinco. Cerca de US$ 42 bilhões em investimentos estarão ameaçados diante de um mau resultado. Como se prevê que o Peru será a viga mestra do crescimento da oferta mundial de metais nos próximos cinco anos, as consequências dessa perda serão difíceis de neutralizar.

O que está em jogo para Humala também é considerável. A vitória desse coronel de esquerda nas urnas, em junho, desencadeou um movimento de vendas recorde na Bolsa de Lima, puxado por temores de que ele assumiria uma postura semelhante à de Chávez com relação aos agentes econômicos. Desde então, no entanto, ele tentou equilibrar o desenvolvimento econômico com a inclusão social, reduzindo um imposto sobre as mineradoras, mas também prometendo consultar as comunidades sobre projetos que as afetem.

Essa é a posição correta a ser adotada. Mas, na verdade, Humala tinha poucas opções: a produção da economia peruana é dominada pela mineração, e Humala precisa de suas receitas para financiar seu ambicioso programa social.

Sua implementação, no entanto, será difícil. As instituições peruanas são frágeis. O Ministério do Meio Ambiente não tem poder para cobrar satisfações das mineradoras. Nas remotas regiões onde se localizam muitos dos projetos, o governo é, por vezes, totalmente ausente. Além disso, os direitos de propriedade frequentemente são vagos, o que dificulta a interlocução com os donos.

Dirimir os temores locais referentes à exploração e aos estragos exigirá que o governo e as mineradoras atuem em conjunto. Algumas das preocupações práticas podem, certamente, ser atendidas: as mineradoras não costumam mais destruir o ambiente em que operam. Mas elas precisam, além disso, encontrar uma maneira de se envolver com as comunidades locais e convencê-las de que a intromissão será temporária e benéfica para todos.

06/12/2011 - 10:41h Já falta cobre no mercado internacional

Por Vanessa Dezem | VALOR

De São Paulo

Em pouco mais de cinco anos o mundo começará a viver uma constante escassez de cobre. A crescente falta do metal tende a se repetir ano após ano, ao menos nas próximas duas décadas. Fundamental para o desenvolvimento da infraestrutura dos países, a commodity traz consigo projeções que têm alertado os investidores e influenciado as estratégias das principais empresas de atuação global.

Segundo as projeções da CRU International, consultoria global do setor de mineração, a partir de 2017/2018 a demanda mundial de cobre vai superar de vez a oferta do metal. As estimativas consideram todos os novos projetos já anunciados e não são alteradas diante da crise na Europa e nos EUA, grandes consumidores do metal. Independentemente do cenário no mundo desenvolvido, os analistas acreditam na sustentação da procura pelo cobre por parte dos mercados emergentes.

E esse cenário futuro já começa a ser traçado agora. Dados do Grupo Internacional de Estudos do Cobre (ICSG, na sigla em inglês) mostram que a capacidade de produção no período de 2011 a 2014 deve crescer a uma taxa de 4,9% ao ano. Isso vai fazer com que já em 2011 o mercado global apresente déficit de 200 mil toneladas métricas. Em 2012, o déficit deve chegar a 250 mil toneladas métricas. Em 2013, o mercado deve ficar equilibrado, com a entrada de novas capacidades, mas a partir de 2014, a oferta volta a ficar apertada.

Vale projeta maiores investimentos em cobre e planeja avançar no setor via aquisições ou associações

“Já esta acontecendo. Já estamos alcançando um estágio de pressão sobre o cobre, que está refletindo muito nos preços e na confiança do mercado”, afirmou o sócio da consultoria Price waterhouseCoopers no Chile, Colin Becker.

Esse cenário está ocupando o centro das atenções das grandes companhias do setor, que têm de traçar planos estratégicos para se beneficiar do potencial de alta nos preços e investir na prospecção e exploração econômica do metal, para que a escassez não seja uma ameaça aos negócios e à competitividade.

As gigantes do setor divulgaram no ano passado declínio na produção de cobre, na comparação com 2009, mesmo com uma valorização de mais de 40% nos preços médios da commodity. Segundo levantamento da consultoria Ernst & Young, dentre as dez maiores empresas do mundo, a Rio Tinto foi a que sofreu pior recuo na produção: de 16%, seguida da Anglo American, com declínio de 7%. O relatório anual de produção da Vale, por outro lado, mostra que a empresa brasileira produziu 207 milhões de toneladas de cobre no ano passado, crescimento de 4,4%.

A principal pressão sobre a produção global do cobre tem sido a queda do teor do metal (grau de pureza), diante da maturidade das minas já existentes. “Nosso teor vem caindo, mas nada em ponto crítico. Assim, nossa produção cresce”, afirmou o diretor executivo de vendas e estratégia da Vale, José Carlos Martins. A empresa tem a maior operação de cobre do país, a Mina do Sossego, no Pará, que começou a produzir em 2004. No Canadá – Subbury e Voisey´s Bay – a brasileira recupera cobre em conjunto com as operações de níquel. Há ainda as operações de cobre no Chile, na unidade de Tres Valles. Ao todo, hoje a produção da Vale é de cerca de 330 mil toneladas métricas. Mas a meta da empresa é atingir 1 milhão de toneladas por ano a partir de 2015.


“Nós acreditamos que, entre os metais, o cobre é um dos que tem uma estrutura de oferta e demanda mais apertada. E esse quadro não deve mudar. Estamos dispostos a colocar mais recursos no segmento”, afirmou Martins. Na tentativa de aumentar a produção mundial, em julho, a Vale tentou comprar a Metorex, mineradora de cobre e cobalto no Congo, mas perdeu a disputa para a chinesa Jinchuan. Mesmo assim, o crescimento inorgânico não saiu dos planos da empresa. “Nossa meta é flexível em relação ao preço. Mas é possível, já que podemos realizar ainda aquisições e associações com empresas”, completou o executivo.

A estratégia da Vale envolve colocar novos projetos no mercado, principalmente no momento em que a oferta global do metal estiver sofrendo forte pressão. A empresa está desenvolvendo quatro novos investimentos – no Brasil, na Zâmbia, na África, e no Canadá. Os projetos brasileiros são os maiores, mas já começaram a sofrer revisões e atrasos. Salobo – de capacidade nominal de 520 mil toneladas de concentrado de cobre – tinha início previsto para este semestre, mas foi adiado para 2012, por problemas na “disponibilidade de equipamentos, mão de obra e engenharia”, segundo Martins.

Outro grande projeto prestes a entrar em operação nos próximos anos (que deve desafogar a oferta) é o de Oyu Tolgoi, na Mongólia, onde a mineradora anglo-australiana Rio Tinto detém participação. Com início da produção previsto para agosto de 2012, sua produção anual está estimada em cerca de 450 mil toneladas de cobre. “Esperamos que esse projeto permita uma oferta adicional no longo prazo do cobre no mercado”, afirmou a empresa, em nota enviada ao Valor. Os dados de oferta do metal da companhia não são mais animadores. Para 2012, a produção da multinacional será menor do que o estimado, diante de queda no teor do cobre nas minas Escondida (no Chile) e de Kennecott (nos EUA). “A oferta de cobre no mundo é uma situação desafiadora”, completou a empresa.

Outra mineradora exposta à queda na produção é a britânica Anglo American. Em 2010, a produção de cobre da companhia totalizou 623,3 mil toneladas, sendo que em 2009 somava 669,8 mil toneladas. As operações da maior mina da empresa no Chile, Collahuasi – uma joint venture com a Xstrata -, têm sido prejudicada também pela queda no teor do metal. A mina é a quarta maior do mundo e representa um terço do total de cobre produzido pela empresa no país. Além disso, a companhia anunciou, em conjunto com a Rio Tinto, intenção de vender sua participação em uma das maiores produtoras de cobre da África do Sul, cuja mina Palabora aproxima-se do esgotamento, depois de mais de 50 anos de operação.

Para melhorar seu posicionamento no mercado global, a Anglo American investiu para mais do que duplicar a produção de Los Bronces, próximo à capital chilena de Santiago, adicionando à oferta global 221 mil toneladas de cobre por ano. O projeto entrou em operação em novembro.

“Há alguns novos projetos, mas estão sempre sujeitos a atrasos. Está cada vez mais difícil a exploração do cobre, o que significa aumento dos custos e, consequentemente, desincentivos às empresas no desenvolvimento de novas entradas”, afirmou diretor executivo responsável por mineração da Ernst & Young, Alexandre Rangel. Cabe às empresas, portanto, se valer dos altos preços e desenhar estratégias para a ampliação da oferta, sem ferir o quadro de custos. Facilidade de exploração e baixos riscos, no entanto, não parecem fazer parte do cenário futuro. “Cobre barato, nunca mais”, enfatizou Rangel.

04/12/2011 - 11:19h Perú: Conga impactaría sobre unas 100 mil personas

POSIBLE ALCANCE DE PROYECTO MINERO


Proesmin afirma que 92 mil personas no son contadas por minera Yanacocha. Alternativa que no seca 2 lagunas para desmonte costaría US$33 mlls. al año

Por: Gonzalo Galarza Cerf – EL COMERCIO

Domingo 4 de Diciembre del 2011

Conga es una música popular afrocubana; un instrumento de percusión; una danza colectiva. Conga es, también, un proyecto de la minera Yanacocha en Cajamarca. En los primeros casos, su definición invita al baile, a la comunión. En el último, no. Y es ahí, según los expertos en temas mineros, ambientales, hídricos, sociales y económicos, donde radica la diferencia que desata reclamos populares: para la minera Yanacocha el proyecto Conga influye de forma directa en 2 mil familias (promedio de 8 mil personas) de 3 distritos (Sorochuco, Huasmín y La Encañada) de 32 caseríos. Para Proesmin, empresa que da servicios de ingeniería y que tiene ‘mapeada’ la zona con un sistema informático, el radio de alcance es otro: 25 mil familias (promedio de 100 mil personas) de 6 distritos (incluyen Cajamarca, Libertad de Pallán y Hualgayoc) de 697 espacios poblados, entre ellos caseríos, barrios, cooperativas agrarias y villas.

El proyecto Conga está suspendido desde hace cuatro días. Axel Dourojeanni, consultor en materia de recursos hídricos e innovación en la Fundación Chile y propuesto por el Ministerio del Ambiente en las observaciones al estudio de impacto ambiental (EIA) de Conga, da su visión del porqué: “El malestar es más por el efecto acumulado de ver mucha alteración en su entorno, millones de barras de oro pasando delante de ellos y la situación de la mayoría sin mayor cambio. Los EIA deben medir el efecto acumulado en las intervenciones de una cuenca, no es lo mismo una mina allí que seis”.

Para las personas de la zona de influencia reconocida por Yanacocha, la empresa ha planteado alternativas para mitigar el impacto hídrico producto de la extracción de oro y cobre. Y para los que sobran en el ‘baile’ (92 mil personas), Proesmin plantea una alternativa más allá del agua que podría calmar los ánimos. Claro está, de ir adelante el proyecto.

PARA QUE NO SE SEQUEN
El proyecto de Yanacocha implica, según lo planteado por la minera, desaparecer cuatro lagunas, dos (El Perol y Mala) serán vaciadas para extraer el mineral, y las otras dos (Azul y Chica) serán usadas como depósitos de desmonte.

Las dos lagunas usadas como botaderos, explica Proesmin, podrían conservarse. Trasladar los desmontes no a uno sino a cinco kilómetros más allá hacia una zona plana: “Eso costará 1,5 dólares por tonelada. Si retirarán 92 mil toneladas diarias: 33 millones de dólares al año. En grueso: la rentabilidad será de un 5% menos de lo que debería ser”. Para Yanacocha, no es un tema económico, sino de conservación ambiental. Su asesor, el ingeniero Roberto Parra, dice que los fondos de esas lagunas por secarse son impermeables; que en otra zona hay riesgos de que se filtren aguas ácidas. Algo que los expertos del tema aseguran se puede solucionar con geomembranas.

Pero hay un tema más allá del agua: son estas 92 mil personas que verían su vida comprometida con el proyecto Conga. Leopoldo Monzón, gerente general de Proesmin, propone incluirlas en el programa Sierra Productiva: “Con 100 millones de soles, financiados por Yanacocha o el Estado, haces que toda la población viva del agua y tenga agua: haces un microrreservorio rústico por canal, son 300, y captas dos millones de metros cúbicos; haces riego tecnificado en 7.500 hectáreas y ahorras 30% del agua; generas 1.250 hectáreas de pasto verde para la ganadería; cubres energía alternativa y saneamiento al 100%; siembras 25 millones de arbustos nativos; siembras lo más rentable”.

Su radio de influencia, explica, nace al calcular la población desde la cabecera de la cuenca donde se encuentra el proyecto Conga hasta las faldas de los cerros de las cinco cuencas que se forman, excluyendo las ciudades principales. “No es arbitrario. Incluso estoy siendo conservador con la cifra”, añade. Experiencias de Sierra Productiva en la zona las ha visto el ingeniero agrícola Toribio Santayana Vela en la cuenca del río Maschcón.

Pero el ingeniero Santayana ha visto más. Años atrás, cuando Conga estaba en etapa de exploración, fue a esas zonas: “Participé en un estudio hidrológico, pero no lo continué. Vi cómo querían manejar la situación y no me presté a decir cosas que no son”.

EL SILENCIO DEL AGUA
La capacidad de esas cuatro lagunas, detalla Yanacocha, es de 1,4 millones de metros cúbicos (m3). Y que los reservorios a construir, son 3, alcanzarían los 3,2 millones de m3. Los expertos en hidrogeología, riegos y manejo de cuenca como Santayana no se aventuran a dar un cálculo en metros cúbicos sobre lo que significa la pérdida de esas lagunas; y la Autoridad Nacional del Agua (ANA) ha optado por no dar declaraciones. El desconocimiento lleva a los ingenieros a solicitar informes hidrológicos.

“Cinco cuencas comprometen un área muy grande. Los afectados en forma directa son los que viven allí, que es una población muy pequeña. La afectación mayor es abajo, donde hay poblaciones más importantes. Incluso el mismo Cajamarca. Si se cambia el balance hidrológico, disminuye el agua y de repente cuando no llueva, si baja un 10% de lo que podría haber, significaría problemas”, dice Santayana.

Si no se usan canales para reemplazar los sistemas naturales, se secarán los manantiales. El agua no alcanzará. Eso lo tienen claro todos. Eso y lo que significa Conga para cada uno.

CIFRAS

300
Canales de agua han sido calculados en la zona.

19
Años es el tiempo de vida de la mina.

460
Millones de dólares ha invertido Yanacocha en prefactibilidad.

51
Empresas es el número de contratistas que participarían.

02/12/2011 - 11:18h BID: Inversionistas siguen mostrando interés pese a suspensión de Conga

El representante del Banco Interamericano de Desarrollo (BID) en el Perú, Fidel Jaramillo, dijo que su entidad tiene una perspectiva de mediano plazo sobre la economía del país por lo que ven más allá de hechos coyunturales como la suspensión del proyecto minero Conga.

GESTIÓN

“Más allá de la coyuntura mediata, vemos con una perspectiva bastante favorable para el país, y tanto los inversionistas internacionales como domésticos han mostrado y siguen mostrando un gran compromiso con el futuro del país”, subrayó.

Hacia el mediano y largo plazo el BID observa que el país tiene un enorme potencial de crecimiento, desarrollo y con especial énfasis en la inclusión y respeto al medio ambiente, con los cuales “se pueden resolver los conflictos sociales a base del diálogo y de compartir las situaciones de beneficio mutuo”, agregó.

Préstamos

Informó que el BID tiene un programa muy ambicioso de préstamos para el Perú por US$ 3,200 millones en las áreas de desarrollo social, infraestructura, medio ambiente, modernización y gestión pública para los próximos cinco años.

“Además en los próximos cinco años el BID donará US$ 200 millones para estudios en el área ambiental y social más allá de los proyectos de crédito”, anotó durante su participación en la CADE Ejecutiva en Cusco.

Anunció que el BID aprobó un crédito de US$ 150 millones para financiar el proyecto hidroeléctrico Chaglla en la región Huánuco (400 MW).

en corto

El ex ministro de Energía y Minas Fernando Sánchez Albavera pidió que se expliquen los propósitos de la política minera en el actual gobierno dirigidos a lograr un mayor crecimiento económico con una mayor inclusión social, cuidando siempre el medio ambiente.

02/12/2011 - 10:45h Perú: Vida, luego agua y oro

Por: Eduardo Lores Periodista – EL COMERCIO

Viernes 2 de Diciembre del 2011

Priorizando la vida por sobre el agua y el oro, el Gobierno –al exigir las suspensión de las actividades de la mina Conga– ha dado un buen paso que, como consecuencia, debiera producir un cambio de actitud de los indignados cajamarquinos que los aleje de quienes los azuzan a delinquir atentando contra la propiedad estatal y privada, impidiendo el libre tránsito y poniendo en peligro vidas humanas con el fin de incrementar su clientela política.

La permeabilidad y flexibilidad que muestra el Gobierno para dialogar es algo nuevo en la política nacional. La pluralidad del Gabinete y la independencia de sus criterios son tomadas como muestras de debilidad por los que están habituados al “sí o sí”, a la mano dura. Como no hay costumbre de caminar sobre la vía de la prudencia, o sea de la política en el mejor de sus sentidos, y no de la imposición cruenta, es natural cierto titubeo y requiere de mayor paciencia de la que estamos habituados. En otras palabras, este nuevo método dialogante, plural y abierto, que pone la vida de las personas por encima de todo lo demás, como ordena la Constitución, reclama mayor tolerancia de las partes concernidas.

Demandar que la riqueza que produce la actividad minera para la región sea mejor invertida y distribuida es tan legítimo como exigir que la minería se desarrolle de una manera sustentable, es decir: que la tecnología y la organización social permitan que el medio ambiente pueda recuperarse al mismo ritmo que es afectado por la actividad extractiva, no admitiendo que ningún contaminante se produzca a un ritmo superior al que pueda ser reciclado, neutralizado o absorbido por el medio ambiente; que el agua no solo no se use a un ritmo superior al de su generación, sino que se preserve y distribuya mejor que antes, dándole preferencia al consumo humano y agropecuario. En esto todas las partes están de acuerdo excepto aquellos que dicen “no o no”. Pues bien, si son fundamentalistas, que hagan honor a su nombre y expongan sus fundamentos para que se contrasten con los sustentados por el estudio de impacto ambiental, y si alguno de ellos lograse prevalecer científicamente, que sea admitido como aporte al diálogo y se responda con las modificaciones que se requieran.

Creo que es momento de enfriar las emociones ideológicas, de sosegar los fanatismos y observar la situación con cierta lógica elemental. Los elementos naturales que se encuentran en el Perú son nuestros, los necesitamos ahora, hay que usarlos cuidando a la naturaleza.

01/12/2011 - 11:08h Conga: el baile no ha terminado

Por: Juan de la Puente – LA REPÚBLICA

La suspensión de operaciones del proyecto minero Conga es el desenlace de varios errores y ausencias. En la perspectiva inmediata, proyecta una innecesaria debilidad del gobierno, un desgaste del papel arbitral del Presidente y una indeseable fragilidad del equilibrio de fuerzas que el mismo Ollanta Humala fundó acertadamente hace pocos meses.

La conclusión más importante de este episodio quizás sea que el juego de grandes actores públicos al que se había reducido la política los últimos años ha encontrado un límite: la calle. La falta de Estado y partidos, de interlocución y diálogo, y legitimidad y confianza, agranda las brechas detectadas, especialmente las políticas y territoriales.

La sociedad, en esta ocasión Cajamarca, encara y resuelve a su manera los conflictos que los actores abordan con un esquema cuestionado desde el Arequipazo del 2002, pasando por Tambogrande (2003), Kilish (2004), Combayo (2006), Majaz (2006) Bagua (2009), Tía María (2011) y Santa Ana (2011). Mientras la academia debate, Conga legitima con cargo a inventario un modelo violento de solución parcial de conflictos, una inclusión a palos.

Lo sucedido también limita el horizonte de la concertación y acota la capacidad del gobierno para producir cambios arrancando concesiones a los extremos. Conga interroga al proceso político con dos paradojas: ¿cuánto se puede cambiar sin cambiar? ¿Es más viable la concertación para no cambiar que para cambiar?

El principal error del gobierno en el caso Conga fue presidencializar el conflicto. La sentencia ¡Conga va! fue celebrada desde un lado del escenario pero desafiado desde el otro, paralizando el diálogo, polarizando la discusión y empoderando en Cajamarca a los partidarios de la confrontación. En este cuadro se registra otra paradoja, aunque esta no es tan nueva: tenemos gobierno pero no partido de gobierno. Fue muy escasa la defensa pública de la posición gubernamental.

Los errores de la empresa son memorables. En lugar de persuadir a la población ubicada en el ámbito de ejecución del proyecto crearon su propio pueblo, obtuvieron su pedazo de calle y tentaron su legitimidad frente a la legitimidad de los otros. Deberían evaluar ahora que la táctica de minería vs antiminería, en una etapa de crecimiento del ambientalismo, es una invitación al fracaso.

Con la suspensión del proyecto, el baile no ha terminado. En el pasado, todos los conflictos debilitaron la autoridad nacional y regional y esta no parece ser la excepción. En Cajamarca se han fortalecido los liderazgos maximalistas. Quizás sea la oportunidad de intentar un consenso nacional sobre nuevas reglas de juego de las actividades extractivas. Como en otros casos este es un problema de orden en el sentido de estructura y no de fuerza y la solución pasa por el Estado y por el diálogo.

http://juandelapuente.blogspot.com/

01/12/2011 - 10:47h Perú: El baile de la conga que se nos viene

Por: Augusto Álvarez Rodrich – LA REPÚBLICA

Entre el ‘Conga va’ y el ‘ya veremos cuándo va Conga’

La suspensión del proyecto Conga constituye, a diferencia de lo señalado por el premier Salomón Lerner, un fuerte revés del gobierno que afecta la perspectiva de la inversión minera, la cual es relevante para la inclusión social, pero también puede ser la lección clave para enfrentar con éxito las previsibles colisiones futuras entre la empresa y la comunidad.

Del ‘Conga va’ que el presidente Ollanta Humala proclamó hace solo dos semanas, al ‘ya veremos cuándo va Conga’ de anteanoche, hay un trecho que solo Dios sabe cuánto durará y que constituye expresión de un gobierno que proyecta improvisación.

Para un presidente que dijo que no aceptaba un ultimátum, esta capitulación incondicional –a pesar del anuncio del martes, en Cajamarca no cesaban las expresiones de protesta– es un revés político importante.

También es cierto, sin embargo, que la tensión a la que había llegado Cajamarca en el sexto día del paro implicaba el riesgo de que se produjeran muertes que, además del costo lamentable de vidas, habría significado no solo la suspensión del proyecto Conga sino, incluso, una paralización del gobierno similar al efecto que produjo el ‘Baguazo’ en los tiempos de la presidencia de Alan García.

La disminución de la tensión en la zona de conflicto que debiera producir en los días siguientes el retroceso del gobierno no debe impedirle a este reconocer la improvisación que ha mostrado cuando anunció que ‘Conga va’, su escasa capacidad de planeamiento político, su pobre lectura de lo que ocurría en Cajamarca, y las severas grietas de incoherencia que se han hecho notorias en esta crisis.

A partir de ahora se abren dos escenarios futuros. Uno, el pesimista, es que lo ocurrido en Cajamarca arranque un efecto dominó que arrastre a reacciones similares en diversas partes del país, que producirán más convulsión social, menor inversión privada y un gobierno débil en lo político y con menos capacidad de financiar la inclusión social.

Pero también hay un escenario optimista que implicaría que el anuncio de anteanoche permita avanzar en la construcción de un diálogo fructífero entre la minería y la comunidad que haga realidad la tan ansiada combinación del oro y agua, es decir, del crecimiento con inclusión social, del progreso que llega a muchas más personas de lo que hoy ocurre.

Este segundo escenario es más complejo de lograr y requerirá la construcción de confianza entre las partes involucradas, lo cual pasa por la corrección de las debilidades del gobierno apuntadas previamente.

Lo bueno, hasta ahora, es que hay un presidente con ganas de promover la inversión. Lo malo es que aún no sabe cómo superar los obstáculos para concretarla. Ojalá que pronto aprenda a resolver la brecha.

01/12/2011 - 10:37h Perú: La tregua

Por: Mirko Lauer – LA REPÚBLICA

La suspensión de actividades en la mina Conga ha producido dos tipos de titulares. Los que están muy molestos por considerarla una derrota del gobierno y de la empresa, y los que están muy contentos por considerarla un triunfo de la protesta cajamarquina. En verdad dos maneras opuestas de referirse a una misma cosa.

Pero lo que acaba de producirse no parece un desenlace, sino más bien una tregua, cuya mejor perspectiva sería abrirle paso a una negociación impuesta por el gobierno. Pero negociación es lo que no quieren los promotores de la huelga, quienes esperaban que una semana de enérgica paralización les diera una victoria.

De modo que suspendidos los trabajos en Conga, donde han laborado unas 6.000 personas, lo que falta ahora para que la negociación se abra paso es una suspensión de la huelga. Lo cual supondría que los promotores se apearan de sus planteamientos, que buscan erradicar de manera completa esa inversión minera en marcha.

Probablemente Gregorio Santos y Wilfredo Saavedra, las dos figuras centrales de esta historia, sienten que el fin de la huelga y la consiguiente mesa de negociación les harían perder terreno político. Lo cual hace preguntarse para qué reclamaban la presencia de Ollanta Humala en Cajamarca hace unos días. ¿Solo para capitular?

Quizás Santos y Saavedra intuyen que someter sus expectativas a una negociación los expondría a la acción de elementos más radicales, presentes entre las masas que ellos mismos movilizaron. De allí que no vean la suspensión de actividades de Conga como un avance parcial, que sin duda lo es, sino como un peligroso recodo en el camino.

El problema es que los incidentes de la huelga y las posturas de sus líderes podrían estar acumulando argumentos de hecho para un endurecimiento de las cosas. Si esta tácita tregua no permite recuperar el control del gobierno en Cajamarca, se empieza a entreabrir la puerta de medidas de orden público como el estado de emergencia.

Sin embargo Santos y Saavedra podrían tener mucho que ganar con una negociación, comenzando por una negociación entre ellos mismos. Sobre todo en términos de un nuevo y más eficaz sistema de protección del medio ambiente que no vaya a contrapelo del crecimiento económico de la región, donde la pobreza aún campea.

Este es el momento para que los sectores cajamarquinos cuyos intereses e ideas están a favor de un diálogo salgan a decirlo de alguna manera, única forma en que ellos van a poder ocupar un lugar en esa mesa. Esto ciertamente incluye a los alcaldes de las zonas en discusión.