14/10/2009 - 12:48h É o melhor resultado do ano e o segundo melhor para o mês de setembro da série histórica, desde 1992.

Brasil cria 252 mil vagas em setembro

Bandeira_emprego


LORENNA RODRIGUES da Folha Online, em Brasília

O mercado formal brasileiro registrou a criação de 252.617 empregos no mês de setembro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. É o melhor resultado do ano e o segundo melhor para o mês de setembro da série histórica, desde 1992.

É oitavo mês consecutivo em que há crescimento de vagas, puxado principalmente pela indústria de transformação.

O saldo de empregos de setembro deste ano é resultado da contratação de 1,458 milhão e demissão de 1,23 milhão de pessoas e ficou 0,77% acima do estoque de assalariados de agosto.

Nos nove primeiro meses de 2009, foram gerados 932.651 postos, superando as mais de 800 mil vagas fechadas entre novembro e janeiro, por conta da crise econômica. Considerando os últimos 12 meses, foram 298.285 postos.

Setores

O setor da indústria da transformação (vestuário, automóveis, alimentos e outros) foi o que mais gerou empregos, com saldo positivo de 123.318 postos crescimento de 1,68% em relação ao mês anterior. Em seguida, está o setor de serviços, com 62.768 novos postos (crescimento de 0,48%).

No comércio, o saldo foi positivo em 50.301 vagas (+0,71%) e, na construção civil, em 32.667 empregos. Já a agropecuária registrou o fechamento de 17.064 postos de trabalhos, principalmente por conta da entressafra em algumas regiões.

Regiões

A Região Nordeste liderou a criação de empregos, pela primeira vez no ano. Em setembro, o saldo para a região foi positivo em 100.442 postos de trabalho, principalmente por conta das usinas de indústria.

No Sudeste, foram criados 85.864 postos de trabalho, sendo 59.547 em São Paulo. No Sul, foram criadas 40.842 vagas, no Norte, 13.550 e, no Centro-Oeste, 11.919.

22/06/2009 - 21:00h Criação de vagas formais no País sobe pelo 4º mês consecutivo

Caged aponta geração de 131.557 empregos com carteira assinada em maio; no ano, estoque de vagas sobe 0,56%

 

Isabel Sobral, da Agência Estado

 


SÃO PAULO - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de maio registrou a geração líquida de 131.557 empregos formais na economia, no quarto mês consecutivo de saldo positivo, após a forte queda do emprego registrada até janeiro.


De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho, o saldo de maio é resultado de admissões que somaram 1.348.575 e demissões de 1.217.018. Nos cinco primeiros meses de 2009, houve a abertura de 180.011 postos de trabalho formais. Com esse saldo acumulado, o estoque de empregos da economia subiu 0,56% em relação a dezembro de 2008.

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, relacionou o resultado positivo às medidas de estímulo da economia adotadas pelo governo federal. “Estamos no caminho certo e é preciso continuar na política de redução de juros, nas ações de estímulo do crédito ao setor produtivo, nas ações anticíclicas para estimular o consumo e a renda”, comentou.

Setores

Todos os setores da economia pesquisados pelo Caged registraram saldo positivo em maio. A indústria registrou a abertura de 700 empregos formais em maio, sendo o segundo mês consecutivo de saldo positivo. Mas ainda acumula perda de vagas no acumulado de janeiro a maio, no total de 146.478.

Em maio, o setor de agropecuária foi o que teve melhor desempenho, com saldo positivo de 52.927 vagas. Em seguida, vem o setor de serviços (+44.029 empregos). Em seguida vem construção civil (+17.407 vagas). Já o comércio registrou saldo positivo de 14.606 empregos formais.

Todas as regiões do País registraram saldo líquido positivo na criação de empregos formais no mês de maio. “Foi a primeira vez que isso ocorreu neste ano e é um indicativo muito positivo da recuperação da economia”, comentou Lupi. Os Estados do Sudeste, particularmente São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além do Paraná e da Bahia apresentaram os melhores resultados líquidos de empregos formais.

O bom desempenho da agropecuária explica os bons desempenhos de Estados onde há vários ciclos agrícolas em desenvolvimento desde abril. O cultivo do café, por exemplo, foi responsável pela contratação de muita mão de obra em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O ciclo da cana de açúcar ajudou também a deslanchar novas contratações em São Paulo.

Em razão desse comportamento sazonal da agricultura, o Caged registrou em maio a abertura de mais vagas de trabalho com carteira assinada nas cidades do interior do País do que nas regiões metropolitanas. No interior, houve saldo líquido positivo de 79.218 empregos formais contra 34.202 postos no conjunto das regiões metropolitanas.

Junho

O ministro do Trabalho afirmou que o Caged de junho deverá registrar saldo positivo maior do que o de maio. Segundo ele, os setores de serviços e construção civil deverão continuar o “ritmo forte” de novas contratações.

Lupi também aposta que a indústria de transformação continuará registrando saldo positivo na geração de empregos formais.

“O meu otimismo tem alguma base real”, afirmou Lupi, fornecendo dados do seguro-desemprego para justificar a crença na tendência de alta do emprego. Em maio deste ano, foram solicitados 536.170 pedidos do benefício, contra 566.676 pedidos registrados em maio do ano passado.

19/05/2009 - 10:54h Emprego reage, mas indústria ainda fecha vagas

 http://www.blogdicas.com.br/fotos/2009/03/conheca-o-site-balcao-de-emprego.jpg

Arnaldo Galvão, de Brasília – VALOR

Apesar de terem sido criados 106.205 empregos sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em abril, o governo continua preocupado com a indústria. O ministro Carlos Lupi explicou que os números de alguns segmentos desse setor continuam negativos. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que 8 das 12 áreas industriais pesquisadas perderam postos de trabalho no período.

Abril registrou quedas de vagas nas indústrias metalúrgicas (-9.025), mecânicas (-5.650), de material elétrico e de comunicação (-3.432), materiais de transporte (-1.629), papel e papelão (-1.388), minerais não metálicos (-1.250), madeira e móveis (-643) e química (-463). Nos lado positivo ficaram as indústrias de alimentos (18.967), borracha, fumo e couros (3.082), calçados (1.286) e têxtil/vestuário (328).

De janeiro a abril, predominou a perda de empregos na indústria, com os piores desempenhos nas áreas metalúrgica (-44.933), materiais de transporte (-31.355), mecânica (-26.982), material elétrico e de comunicação (-17.487) e madeira/móveis (-11.032). Os saldos positivos do emprego industrial no primeiro quadrimestre foram observados em calçados (9.303), borracha, fumo e couros (7.469) e alimentos (3.780).

O mês passado teve o melhor desempenho do ano na criação de empregos celetistas, mas o saldo de 106.205 postos, entre contratações e demissões, é 64% menor que o do mesmo mês em 2008. Por outro lado, na comparação com março de 2009, a criação líquida de empregos foi mais que três vezes maior. No mês passado, o melhor desempenho foi do setor de serviços, com criação de 59.279 vagas, seguido de agricultura (22.684), construção civil (13.338), comércio (5.647), administração pública (5.032) e indústria (183).

No resultado acumulado de janeiro a abril, o Caged revela saldo positivo de 48.454 vagas, muito abaixo (94,3%) das 848.962 criadas no mesmo período de 2008. Indústria (-147.718), comércio (-65.106) e extração mineral (-1.706) foram os setores com perda líquida de emprego no quadrimestre.

Mesmo com alguns números negativos na comparação com 2008, o discurso do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, continuou otimista. Ele ressaltou que São Paulo voltou a ser a “locomotiva” da criação de empregos e afirmou que o Caged vai mostrar mais de um milhão de empregos criados este ano. Em 2008, o saldo foi de 1,45 milhão de vagas, menor que o resultado de 2007 (1,61 milhão).

Na previsão para o restante do ano, o ministro afirmou que a indústria ainda vai demorar mais dois meses para obter saldo positivo no período. Portanto, disse acreditar que, no setor, a geração líquida de emprego vai ocorrer nos períodos acumulados a partir de julho. No caso da construção civil, avaliou que a partir de maio a criação de vagas será mais forte, por causa do programa habitacional do governo.

Lupi disse acreditar que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficará acima dos 2%, diferentemente do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que já admitiu crescimento zero em 2009.

Ao garantir que o país está se recuperando da crise e, com isso, criando mais empregos, Lupi procurou destacar o desempenho de São Paulo e das áreas do interior do Brasil. Em São Paulo, o Caged indicou que foram gerados, em abril, 72.022 postos de trabalho. As empresas de serviço criaram 25.156 vagas, seguidas pela atividade agrícola, com 19.887 empregos celetistas, e a indústria de transformação, com saldo líquido de 15.659 postos. Na agricultura, o destaque foi para o segmento da cana-de-açúcar, que criou 21.111 empregos. Na indústria, o melhor desempenho de abril foi do setor de alimentos, com mais 27.352 vagas. Nos primeiros quatro meses de 2009, o Estado de São Paulo teve saldo líquido de 67.482 empregos celetistas.

18/03/2009 - 10:12h Volta o saldo positivo no emprego

clique na imagem do jornal VALOR para ampliar e ver o quadro

emprego_fevereiro2009.jpg

14/07/2007 - 09:23h 86% dos acordos conseguem aumento real

No primeiro semestre do ano, cresceu 150% o número de negociações coletivas nas Delegacias Regionais do Trabalho

Para governo, sindicatos aproveitam o crescimento econômico para recompor as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Dados do Ministério do Trabalho obtidos pela Folha mostram que, no primeiro semestre do ano, houve um aumento de 150% no número de negociações coletivas registradas nas Delegacias Regionais do Trabalho. Em 85,7% das negociações, os aumentos ficaram acima da inflação.
Segundo o levantamento, de janeiro a junho, 17.495 convenções e acordos coletivos, além de aditivos a esses instrumentos, foram validados pelo Ministério do Trabalho. No mesmo período de 2006, o número registrado foi de 7.010.
“Os sindicatos estão aproveitando o crescimento econômico. Os dados estão superando nossas expectativas de reposição salarial”, afirmou o secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros. Leia mais na Folha de São Paulo (para assinantes)