15/09/2008 - 16:23h Festival abre espaço para filmes raros de Bergman

Seleção da Mostra apresentará obras indisponíveis no país, em cópias novasRetrospectiva terá longas como “Crise”, o primeiro do cineasta sueco, e uma exposição fotográfica; autobiografia é relançada

O sueco Ingmar Bergman, em 1967; ele faria 90 anos em 2008

LEONARDO CRUZ - FOLHA SP  EDITOR-ASSISTENTE DA ILUSTRADA

Bergman morreu. Viva Bergman. Um ano após a morte do cineasta sueco, quando ele completaria 90 anos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo prepara um tributo à altura do mestre europeu: uma retrospectiva de filmes raros, uma exposição fotográfica e, em parceria com a editora Cosac Naify, o relançamento de uma autobiografia do diretor.
“Os 90 anos são uma boa desculpa para homenagear Ingmar Bergman. Ele é um autor eterno. Sempre que o revemos, descobrimos novos elementos, novas nuances em sua obra”, afirma  Leon Cakoff, diretor da Mostra, que fará sua 32ª edição de 16 a 30 de outubro.
A retrospectiva trará ao Brasil filmes atualmente indisponíveis em DVD no país. “Nosso critério de seleção privilegiou obras pouco vistas por aqui, difíceis de encontrar”, diz Renata de Almeida, co-diretora do festival. Ou seja, ficam de fora clássicos como “O Sétimo Selo” (1956), “Morangos Silvestres” (1957) e “Gritos e Sussurros” (1973), títulos sempre presentes em ciclos dedicados ao cineasta. E entram longas como “Crise” e “Chove em Nosso Amor”, ambos de 1946, os primeiros dirigidos por Bergman.
“No começo, Bergman tentou vários estilos, mas a linguagem que predomina nos anos 40 e 50 é mais expressionista, inspirada por Michael Curtiz [”Casablanca”, 1942], entre outros. É um cinema de sombras e fortes contrastes entre branco e preto, especialmente em interiores”, analisa Fredrik Gustafsson, coordenador da obra de Bergman no Instituto Sueco, órgão público de difusão da cultura sueca no mundo.
Em 2007, Gustafsson supervisionou a produção de cópias novas, em 35 mm, de todos os filmes do cineasta. “Só não fizemos de um, “Isto Não Aconteceria Aqui”, thriller de espionagem de 1950 que Bergman sempre detestou e que ele dizia que nunca deveria ser mostrado.”
São essas cópias que virão ao Brasil. Até o momento, dez títulos estão confirmados (veja quadro ao lado), mas outros devem entrar, inclusive uma divertida série de comerciais que o diretor fez para a marca de sabonete Bris em 1951.
Além dos longas, a Mostra apresentará a exposição “Meus Encontros com Bergman”, seleção de registros que o fotógrafo sueco Ove Wallin fez do cineasta entre as décadas de 50 e 80 -sempre durante filmagens. A série foi exibida pela primeira vez em junho, em Estocolmo, e ficou em cartaz em Tóquio no mês seguinte.

“Lanterna Mágica”
Ainda durante a Mostra de SP, voltará às livrarias “Lanterna Mágica”, obra de memórias de 1987 em que Bergman escreve sobre episódios como a infância conturbada, o contato com a Alemanha nazista na adolescência, as crises amorosas, o trabalho no teatro. Focada na vida pessoal, é peça obrigatória para entender os temas centrais da obra do cineasta.
A primeira edição brasileira, lançada em 1988 pela Guanabara, está esgotada há mais de uma década. A nova terá tradução a partir dos originais suecos por Magali Garcindo de Sá, imagens do cineasta em locações e, provavelmente, artigos de Woody Allen e Mikael Timm, autor de uma biografia de Bergman. Com capa dura e 320 páginas, editado pela Cosac Naify em sua coleção da Mostra, o livro custará R$ 59.

Sétimo Selo


por Sylvia Manzano


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A Morte joga xadrez com o cavaleiro Antonius em cena antológica.

O Sétimo Selo

Direção: Ingmar Bergman

Sinopse: Antonius Block retorna das cruzadas e encontra sua vila destruída pela peste negra. Depois disso passa a refletir sobre o sentido da vida, mas a Morte (Bengt Ekerot) aparece para levá-lo. Porém, Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida e propõe um jogo de Xadrez, onde se ele ganhar continua a viver. Apesar de perder o jogo, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval.

“O Sétimo Selo revela uma alegoria em preto e branco sobre a busca infinita pelo sentido em um mundo caótico: o mundo do século XIII, devastado pela Peste Negra.
Antonius Block (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra sua vila destruída pela doença. A Morte aparece para levá-lo, mas Block se recusa a morrer sem ter entendido o sentido da vida. Propõe então um jogo de xadrez, em uma tentativa de burlar a única certeza que o habita.
Apesar de perder o jogo de xadrez, a Morte continua a perseguí-lo enquanto viaja pela Suécia medieval. Block descobre os aspectos mais repugnantes do fervor religioso: a tortura, a caça às bruxas, o espectro da Morte alimentando-se da fraqueza humana. “
Se a busca infinita pelo sentido em um mundo caótico, existiu no século XIII, hoje isso parece completamente fora de moda.
O que existe hoje é a busca infinita pelo interior de nosso corpo e haja raio-x, tomografia, exames de laboratório e sei lá mais o quê.
Hoje é como se fôssemos apenas corpo e a alma, essa que se dane.
O psiquismo? Oras, o que é isso?
As memórias, as lembranças? A falta de um pai, o excesso de mães?
Oras, o que é isso?
Somos corpo e se o corpo adoece é só o corpo que adoeceu.
Sinto saudades desse momento do século XIII, saudades de um tempo em que havia a busca infinita pelo sentido da vida e posso ser uma pessoa completamente fora de moda hoje em dia, mas minha vida ainda se resume nisso: pela busca infinita pelo sentido da vida, corpo, alma, mente e psiquismo.
Dia e noite percorro labirintos dentro de mim, que vão ficando cada vez mais claros e luminosos, à medida que os encaro e não fujo deles.
Cachoeiras me habitam, posso me sentar à sombra de frondosas árvores, saborear os frutos sazonados da maturidade e depois arrotar de felicidade, porque como já disse em texto anterior, na sofreguidão de viver, como sem mastigar e depois fico “empachada”.
Sempre, porém, vou atrás de meus recursos.
Era o que eu tinha a dizer por este mês.
No próximo mês tem mais.
escrito por Sylvia Manzano

10/08/2008 - 17:23h Acertar no Centro

Programa de reconstrução do centro, breve balanço e perspectivas

Contribuição de B.K.

A partir de 2001 a Prefeitura articulou uma série iniciativas para a qualificação do Centro de São Paulo. O programa tinha como pressuposto a existência de riquezas econômicas e culturais importantes, que poderiam levar a uma nova dinâmica numa região de problemas. Destacavam-se então:
a) a existência de grandes marcos arquitetônicos e urbanísticos (o Teatro Municipal, o Mercado e as Praças da Sé e República etc.),
b) uma densa economia composta por ruas comerciais (25 de março, José Paulino e Oriente entre diversas), aglomerações produtivas (confecções e gráfica) e novos serviços (educação superior, call centers e entes públicos).
c) Infra-estrutura urbana consolidada;

Como principais problemas:
a) A perda acelerada de população residente no centro, o que reduz a vitalidade da região fora dos horários comerciais,
b) Degradação urbana pelas más condições de conservação e manutenção das vias e prédios públicos;
c) Sensação de insegurança (embora até hoje as estatísticas a apontem como uma área de baixos índices de criminalidade e violência).

Contando com parcos recursos do orçamento municipal em virtude endividamento legado, a Administração optou pela contratação de um grande empréstimo junto ao BID e pela intensificação de ações de zeladoria. Estas tiveram como foco o Centro Histórico com a melhora da limpeza e coleta, manutenção de calçadas, iluminação pública, a presença da guarda municipal, restrição aos camelôs e a assistência aos moradores de rua.

O programa acordado com o BID em 2003 (de U$ 100 milhões mais U$ 60 milhões de contrapartida, então R$ 450 milhões) abarcava um amplo leque de ações. Os projetos mais importantes: a restauração do Mercado Municipal, a renovação urbana no Parque D. Pedro, investimentos nas praças públicas (Sé, República, Roosevelt); nos corredores de tráfego, transporte e em drenagem urbana. Adicionalmente iniciativas de moradia popular foram também conduzidas com ampla aprovação do BID em especial a área conhecida como Favela do Gato e o Edifício São Vito. A convicção de que era importante trazer população residente ao centro, combinada à questão social do acesso à moradia pelas famílias de baixa renda (menos de 3 mínimos) na cidade fundamentou ações de estímulo de projetos para este público.

O conjunto da obra em 2004 apontava o seguinte balanço:
a) Uma reconhecida melhora na área de zeladoria;
b) Investimentos financiados ou utilizados como contrapartida ao BID: Mercado Municipal, Parque D. Pedro, Favela do Gato, Oficina Boracéia.
c) Investimentos na área cultural como a Biblioteca Mário de Andrade, a Galeria Olido, o Teatro Municipal entre outros.
d) Programas de estímulo à moradia popular;

O Governo Serra/Kassab interrompeu por completo o programa e os desembolsos do financiamento do BID, pagando por isso multas sobre o saldo do empréstimo (U$ 70 milhões), além de perder recursos pela valorização da moeda nacional em relação ao dólar. Apostou num programa de re-qualificação da Cracolândia com base na atração de empresas de tecnologia da informação (TI). Os resultados foram pouco relevantes até aqui, conforme balanços divulgados pela grande imprensa. Abandonou as ações do governo anterior nas áreas de manutenção e no investimento em infra-estrutura.

Passados sete anos da iniciativa, que perspectivas apontar para o futuro?

Em primeiro lugar, é possível aferir claramente os danos da descontinuidade. O Governo Marta respeitou os contratos assinados da gestão anterior que autorizavam o empréstimo do BID para o Centro. Aproveitou também os poucos projetos e estudos existentes. Com isso conseguiu resultados mais imediatos. Isso nos deixa por outro lado uma nova lição: a frágil iniciativa da Cracolândia deve ser mantida, embora repensada. Adensar a economia local é correto, mesmo que a aposta das TIs tenha falhado. Cabe neste caso avaliar como dar continuidade à idéia e conferir um tratamento social e não exclusivamente policial à questão do consumo de drogas na região. Trata-se de um espaço do Centro próximo à Luz, que concentra investimentos públicos importantes, economia dinâmica e marcos arquitetônicos.

Em segundo lugar, a melhora da qualidade da zeladoria traz resultados sociais rápidos e deve ser retomada como eixo fundamental e prioritário. Resolver questões de infra-estrutura tem um custo mais baixo do que em outras regiões e o saldo do financiamento do BID poderia dar conta dos problemas mais urgentes (basicamente drenagem e tráfego).

Em terceiro lugar, a vida cultural pode ser facilmente animada desde que haja facilidades de acesso. A retomada de planos de concessão e construção de garagens e estacionamentos é fundamental. Isto ajudaria a estimular áreas como a Moda, design, artes e entretenimento, que têm sido motores da revitalização de áreas centrais de várias Metrópoles Mundiais, uma experiência que deve ser levada em conta pela próxima administração.

Finalmente, a questão chave da moradia no Centro precisa ter seu foco ampliado. Hoje a construção civil e o mercado imobiliário vivem um momento muito melhor. As novas regulações estabelecidas pelo governo Lula, somadas à expansão da economia e à melhor distribuição de renda desencadearam uma grande demanda por imóveis. Ademais, a imprensa repercutiu a elevação de milhões de pessoas ao padrão de consumo e comportamento das classes médias. Sabemos que boa parte deste contingente vive em São Paulo. Ë possível supor que famílias, jovens e profissionais de renda média vejam no centro um novo modo de conviver com a cidade. A Prefeitura de São Paulo pode mobilizar instrumentos para isso: uma nova Operação Urbana e uma legislação fiscal para o Centro que favoreçam os empreendimentos para esse público. A outorga não onerosa para a construção somada à redução do ISS para novos projetos e reformas seriam incentivos importantes para a construção. IPTU e taxas mais baixas ajudariam atrair novos moradores.

Em suma, não há muito a inventar. Aproveitar os bons resultados do passado e aprender com os erros é um bom ponto de partida. Em 2009 o novo Governo contará com maiores recursos do erário e com a economia nacional em crescimento. Basta ter mais foco, determinação e sintonia com as novas dinâmicas da sociedade e da economia paulistana.

B.K.

01/06/2008 - 19:58h Disparition d’Yves Saint Laurent: la haute couture en deuil

http://www.ladepeche.fr/content/photo/biz/afp/gen/photo_1196961757532-1-0_zoom.jpg

AP | 02.06.2008 | 00:32

Yves Saint Laurent aimait les femmes. Le couturier français, disparu dimanche soir à son domicile parisien des suites d’une longue maladie, à l’âge de 71 ans, les a accompagnées plus de quarante années durant vers l’émancipation en leur proposant de nouveaux codes nouveaux codes vestimentaires, des transparents affriolants aux smokings équivoques et sages tailleurs de tweed.

Né le 1er août 1936 à Oran, ville qu’il décrivait comme “étincelante dans un patchwork de mille couleurs, sous le calme soleil d’Afrique du Nord”, Yves-Mathieu Saint Laurent s’est très tôt intéressé à la mode parisienne, reproduisant alors les modèles trouvés dans les magazines de mode de sa mère. En 1953, à tout juste 17 ans, c’est une annonce parue dans “Paris-Match” qui donnera le coup d’envoi d’une carrière flamboyante à laquelle il mettra un terme au faîte de sa gloire en 2002.

Suite à cette annonce, l’adolescent dessinera alors trois croquis pour le concours annuel du secrétariat de la laine. Un concours dont des membres du jury ont des noms qui l’impressionnent, Balmain et Christian Dior en tête.

Le jeune homme remportera le 3e prix dans la catégorie “robe”, qu’il ira chercher à Paris accompagné de sa mère. C’est aussi l’occasion d’une première rencontre avec Michel de Brunhoff, figure emblématique du magazine “Vogue”, qui insistera pour que cette jeune pousse au talent prometteur passe son baccalauréat, avant d’intégrer en octobre 1954 la prestigieuse école de la Chambre syndicale de la haute couture. La même année, il reçoit le premier et le troisième prix du même concours du secrétariat de la laine.

http://uneouverturesurlemonde.blogspirit.com/images/medium_yves_saint_laurent_1971_1_.jpgManifestement doué, le jeune Yves Saint Laurent s’ennuie ferme pendant les cours. Son père s’en inquiétera et fera pression sur Brunhoff pour qu’il reçoive son fils. Signe d’un destin tracé d’avance? Les nouveaux croquis de l’étudiant bouillonnant sont de la même veine que la collection “A” de 1955, que prépare justement Dior.

Tout va alors très vite, Yves Saint Laurent est embauché comme styliste chez Dior, sans même avoir terminé son apprentissage, qui aura duré… trois mois.

Le succès de la maison Dior fait d’Yves Saint Laurent un collaborateur de plus en plus précieux. Quelques jours avant son décès d’une crise cardiaque en 1975, le “maître” Dior confiait à la mère du jeune prodige: “Yves sera mon successeur”. En novembre 1957, Yves Saint Laurent, alors âgé de 21 ans, prend la tête de la création de l’illustre maison Dior.

“Dior m’avait appris à aimer autre chose que la mode et le stylisme: la noblesse fondamentale du métier de couturier”, dira-t-il bien des années plus tard.

Le 30 janvier 1958, lors de sa première collection pour Dior, il dévoile sa fameuse ligne Trapèze et fait sensation au point que plusieurs rédactrices de mode fondent en larmes, alors que la presse internationale crie au génie. La même année, Yves Saint Laurent rencontre Pierre Bergé, qui deviendra son alter ego, en amitié comme en affaires. En 1960, l’ombre de la guerre d’Algérie viendra assombrir ce tableau prometteur. Mobilisé, Yves Saint Laurent est hospitalisé pour grave dépression. Remplacé par Marc Bohan chez Dior, il s’ensuivra un procès que Saint Laurent gagnera contre son ancien employeur pour rupture abusive de contrat. Ce passage à vide aura comme effet, en association avec son mentor Pierre Bergé, de donner naissance à sa propre maison de couture, Yves Saint Laurent.

De sa première collection en janvier 1962, au lancement de son premier parfum “Y” en 1964, en passant par les collections Mondrian ou Poliakoff (1965), la griffe Saint Laurent démarre en triomphe. Sacré “Roi de Paris” par “Women Wear’s Daily”, la bible de la mode, le styliste brille aussi par sa modestie, affirmant en avoir “marre de faire des robes pour des milliardaires blasées”. S’ensuivront sur quarante années, une kyrielle de créations qui, toutes, deviendront des points de repères incontournables du vestiaire féminin. Il en est ainsi du smoking, du caban, de la chasuble, des cuissardes, du tailleur-pantalon, mais aussi de la première saharienne ou encore du premier jumpsuit, faisant du créateur, l’un des rares à tenir compte des exigences de la femme moderne.

Brisant les tabous, Yves Saint Laurent fut aussi le premier créateur de haute couture à créer une ligne de prêt-à-porter de luxe, baptisée “Rive Gauche”, qui ouvrira en 1966 sa première boutique avec Catherine Deneuve comme marraine.

Pour ses collections, s’inspirera autant de “l’attrait de l’exotisme” que de nombreux artistes peintres à qui il rend régulièrement hommage, comme Picasso, Matisse, Bernard Buffet, Braque ou Bonnard. Quarante années de mode, ponctuées d’instants magiques, comme ce défilé au Stade de France, où 300 mannequins ont défilé en ouverture de la Coupe du monde de football en 1998. Un pari osé, pour lequel il souhaitait réunir dans une même harmonie le “masculin-féminin”. La recherche d’un équilibre à laquelle il s’était attaché, autant qu’à la création pure, jusqu’à sa toute dernière collection présentée 12 juillet 2001. Six mois plus tard, il annoncera son départ du métier. Son discours d’adieu sera une ode à la femme contemporaine qu’il a en partie libérée. “Je me suis toujours élevé contre les fantasmes de certains qui satisfont leur ego à travers la mode”, souligna-t-il. “J’ai, au contraire voulu me mettre au service des femmes. C’est-à-dire les servir.” Tout était dit. AP

21/05/2008 - 10:24h As idéias políticas de um homem da moda

http://www.greymondain.fr/public/images/2006/2006-02/vanity%20fair.jpg

Tom Ford defende Obama e união civil gay

http://songedunenuitdete.hautetfort.com/images/medium_tom-ford-b.jpg

Estilista que salvou a Gucci veio a São Paulo para inaugurar loja própria na Daslu

Espaço, que venderá peças da linha masculina assinada por Ford, é a primeira loja do designer ex-Yves Saint-Laurent na América Latina

VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL - FOLHA DE SÃO PAULO

Tom Ford é um homem admirado e invejado no mundo da moda. Salvou a maison Gucci da falência, colocando-a no topo do mercado fashion, e foi diretor de criação da Yves Saint-Laurent. Em 2004, no auge de sua fama, jogou tudo para o alto após desentendimentos com o poderoso conglomerado Pinault-Printemps-Redoute, que havia comprado o grupo Gucci.

Quando muitos declaravam sua aposentadoria precoce, Ford reapareceu em 2005 e criou uma marca com seu nome. Com várias parcerias na manga, lançou linhas de óculos, produtos de beleza e, em 2006, em acordo com o grupo Ermenegildo Zegna, anunciou a chegada da Tom Ford Menswear, que vende roupas masculinas altamente sofisticadas.

Anteontem, Ford esteve em São Paulo para inaugurar uma filial de sua grife masculina na Daslu (a flagship, luxuosíssima, fica em Nova York), a primeira na América Latina.

Bonitão, bem-humorado e charmoso, Ford não aparenta seus 46 anos e arrasta olhares femininos e masculinos por onde passa. Mas avisa logo: é muito bem casado, há 22 anos, com o jornalista Richard Buckley.
O estilista deu entrevista à Folha numa das suítes do hotel Fasano, onde ficou hospedado em São Paulo, e falou de moda, união civil gay e política. Texano como o presidente George W. Bush, ele não quer saber dos republicanos e pretende votar em Barack Obama.

FOLHA - Por causa de seu tipo físico e também de suas criações e campanhas ousadas, você ficou com a fama de ser um homem muito sexy…

FORD - Acho isso divertido, embora não me sinta um cara especialmente sexy. Eu sou muito tranqüilo, engraçado, gosto de dizer bobagens, de relaxar com os meus amigos. Mas percebo que as pessoas que não me conhecem esperam que eu seja um cara esnobe e sexualmente agressivo, com uma atitude muito atirada. Bem, sinto frustrar essa fantasia, mas ela não corresponde à realidade.

FOLHA - Sua vida é mais sossegada do que seus fãs imaginam, então?

FORD - Não diria sossegada, porque trabalho muito, viajo demais e tenho muitos amigos famosos, que dão festas e me convidam para eventos badalados. Mas não tenho uma vida maluca com segredos impublicáveis. Sou bastante comum, na verdade. A maioria das celebridades têm vidas e rotinas muito menos interessantes do que se pensa. Sabe, até a rainha Elizabeth deve cantar pelada no chuveiro, é o tipo de coisa banal que todo mundo faz…

FOLHA - Você está numa relação homossexual estável. O que pensa da legalização do casamento gay?

FORD - Quando me falam em casamento gay, eu sempre digo, vamos esquecer a palavra casamento. Dá a impressão errada, é uma palavra que sugere igreja, religião, e isso é um outro assunto. O que defendo é a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a garantia de que casais gays possam dividir o patrimônio que construíram juntos, como qualquer outro casal. Infelizmente, os EUA estão bem atrasados nessa discussão.

FOLHA - Em quem pretende votar na próxima eleição presidencial?

FORD - Meu voto será certamente do Partido Democrata, mas temo que, com tanta divisão interna, John McCain acabe vencendo. Eu comecei no time da Hillary [Clinton], mas Barack Obama me parece o homem certo para os americanos neste momento. Os EUA estão perdendo o seu lugar de potência econômica, e não vão recuperá-lo. Ninguém quer mais guerras, esse tipo de solução militarizada não nos levará a nada. China, Rússia, Brasil, essas serão as potências econômicas futuras. Porém, os Estados Unidos podem ser a nova potência moral do mundo, um país com um governo disposto a trabalhar com as outras nações e a difundir valores de cooperação, de crescimento humano. Precisamos recuperar a essência dos EUA, que é muito bonita: um país que acolhe estrangeiros e dá chances a homens e mulheres com espírito empreendedor. Eleger Obama passaria uma mensagem positiva e nova para o mundo.

FOLHA - Então você considera o Brasil como um mercado promissor?

FORD - Sim, e não só para a moda. O Brasil vive uma onda de crescimento que ao que tudo indica não vai acabar tão cedo. Com os avanços na economia e as novas reservas de petróleo descobertas recentemente, as expectativas são ótimas.

FOLHA - Por que você escolheu a Daslu para instalar a sua loja?

FORD - É uma loja com público selecionado, que gosta de coisas exclusivas. Esse é o espírito da minha grife: roupas de altíssima qualidade, de corte impecável, para homens que viajam o mundo e prezam a elegância. Mas o principal atrativo da loja é o tipo de serviço que é oferecido. Os clientes são muito mimados e há dezenas de serviços à sua disposição. Poucas lojas no mundo têm esse tipo de atendimento. É o topo do VIP.

07/05/2008 - 16:59h Superhéroes como cultura

El Met abrió una exposición que muestra la influencia de los personajes del cómic y el cine en la moda contemporánea y en la vida moderna

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adncultura*com

NUEVA YORK- La metamorfosis del cuerpo por la vestimenta es una ambición constante de los creadores y una exposición presenta a partir de este miércoles en el Museo Metropolitano de Nueva York la influencia de los superhéroes de las historietas y el cine sobre la moda contemporánea.

“Superhéroes: Moda y Fantasía” es el título de una muestra que estará abierta al público desde mañana hasta el primero de septiembre, y en la que se exponen 60 trajes procedentes de las grandes versiones cinematográficas realizadas por Hollywood sobre los grandes héroes del cómic, además de futuristas diseños de creadores como Armani, Thierry Mugler o Jean-Paul Gaultier.

El siglo XX ha visto emerger generaciones de diseñadores de moda inspirados de una u otra forma por Superman, Spider-Man o el Capitán América, esos justicieros con cuerpos perfectos y eterna juventud que logran hazañas no bien abandonan su identidad banal, visten sus trajes, vuelan y derrotan al enemigo.

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Desde el traje azul y rojo de “Superman”, el primer superhéroe, surgido en 1938 de la imaginación y la pluma de Jerry Spiegel y Joe Shuster, y la imagen en la que se han mirado todos los posteriores, hasta el metalizado traje que ha llevado Robert Downey Jr. en la supertaquillera “Iron Man”, la exposición se divide en varias partes que muestran todo ese mundo de moda y fantasía.

En la muestra, que empieza por Clark Kent y su transformación en Superman a través de un holograma, se puede ver el traje que llevó el actor Christopher Reeve en la primera película del héroe en 1978. El siguiente espacio es para Spiderman y en él se pueden ver las mallas que lució Tobey Maguire como hombre araña en la tercera entrega de la película, en 2007, así como algunos de los vestidos diseñados por Armani en los noventa, y otros de Gaultier, Muller y John Galliano.

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Giorgio Armani patrocina esta exposición programada hasta el 1º de setiembre. Famoso por sus trajes-pantalones para empresarias, sus formas fluidas beige o grises, el italiano expone sin embargo dos modelos en el “Met”. Armani en una rueda de prensa junto al director saliente del museo, Philippe de Montebello, rindió homenaje “a los dibujantes de historietas de los años 30 y 40″ que alimentaron la inspiración en la cultura de la moda.”Flash Gordon vivía en las mismas casas que ahora se construyen en Shanghai en el barrio Bund, los automóviles japoneses contemporáneos salieron de esas historietas”, constató.

La exposición fue organizada por Andrew Bolton, conservador del Instituto de la Vestimenta, que es un departamento especializado del mismo museo creado en 1946. “Esta exposición es un homenaje al triunfo de la fantasía sobre la realidad, a la transformación del cuerpo, a la dualidad”, explicó, “la imagen del superhéroe ha impregnado casi todos los aspectos de la cultura popular.”

Agencias EFE, AFP y DPA

14/12/2007 - 18:01h Desde quando o vestido da noiva é branco?

  • Resposta : a tradição surgiu durante o século 19

  • Durante muito tempo, o usual era a noiva por seu vestido mais suntuoso.

  • Acontece que até que foram desenvolvidos os corantes químicos no transcurso do século 19, a cor era um luxo.

  • Raro e caro, o vermelho era a demonstração de riqueza.

  • Ele era estável perante a luz.

  • Por isso os vestidos de noiva mais cobiçados eram vermelhos.
  • Mas quando a cor cessou de ser um símbolo externo de riqueza e coincidentemente tinha começado um movimento de reação as costumes libertarias do período revolucionário e imperial (na França),

  • As condições estavam reunidas para que o branco, símbolo da jovem virgem, acabasse se impondo como cor dominante nos vestidos de noiva.

    Eis uma informação que interessa tudo mundo e absolutamente dispensável.

14/12/2007 - 17:21h Desde quando o vestido da noiva é branco?

  • Resposta : a tradição surgiu durante o século 19
  • Durante muito tempo, o usual era a noiva por seu vestido mais suntuoso.
  • Acontece que até que foram desenvolvidos os corantes químicos no transcurso do século 19, a cor era um luxo.
  • Raro e caro, o vermelho era a demonstração de riqueza.
  • Ele era estável perante a luz.
  • Por isso os vestidos de noiva mais cobiçados eram vermelhos.
  • Mas quando a cor cessou de ser um símbolo externo de riqueza e coincidentemente tinha começado um movimento de reação as costumes libertarias do período revolucionário e imperial (na França),
  • As condições estavam reunidas para que o branco, símbolo da jovem virgem, acabasse se impondo como cor dominante nos vestidos de noiva.Eis uma informação que interessa tudo mundo e absolutamente dispensável.

 

 


01/08/2007 - 15:29h Moda por turismo

Yemen celebra su primer desfile de ropa para reavivar las visitas al país

Diário El País de España



Abayás
en el backstage. Yemen celebró ayer el primer desfile de moda de su historia, en el marco del festival turístico de Saná. Una medida más para reactivar la industria turística yemení, tocada tras el atentado que el pasado 2 de julio en el que murieron ocho turistas españoles y dos yemeníes.

El desfile, celebrado en la ciudad de Saná al aire libre, mostró una colección de túnicas abayás, decoradas con joyas típicas de Yemen. Las maniquíes, 15 jóvenes, desfilaron con la cabeza destapada, sin el tradicional velo que utilizan las mujeres en este conservador y empobrecido país de la península arábiga.

Con el desfile, además, las autoridades quieren “ofrecer algo de moda, y también mostrar la realidad del pueblo de Yemen. Tolerante y amante de la belleza”, ha explicado la subsecretaria de Cultura, Najiya Hadad.

El diseño yemení “requiere evitar que esté cubierto el cabello de la mujer, por lo que las participantes en el desfile no eran mayores a 18 años”. Con la apertura tenemos que respetar también las tradiciones y las costumbres de nuestra sociedad”.

Tanto el desfile como el festival tienen como objetivo “mejorar la imagen” de Yemen tras el atentado del principios de julio. Ese ataque suicida, que las autoridades atribuyen a la rama de Al Qaeda en Yemen, ha constituido un duro golpe a la industria del turismo yemení. Según las fuentes, más de la mitad de las reservas han sido canceladas.