07/07/2009 - 09:45h Moody`s pode elevar Brasil a ”investment grade”


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“A condução da política econômica nos últimos anos, sobretudo com inflação sob controle pelo Banco Central e compromisso com a estabilidade fiscal, foram muito importantes para que o Brasil atingisse o atual estágio econômico que lhe permitiu enfrentar bem o choque externo”, diz Agência.

 

 

Boa reação do País à crise fez agência de risco colocar nota soberana sob revisão, para possível alta

Ricardo Leopoldo – O Estado SP

O Brasil pode ser elevado a grau de investimento pela agência de classificação de risco Moody’s, a única entre as três grandes agências que ainda não conferiu o “investment grade” ao País. Ontem, a Moody’s colocou os ratings soberanos brasileiros em revisão para possível elevação. Em comunicado, afirmou que “a revisão foi motivada pela confirmação de uma maior resistência da economia a choques.”

O diretor regional da Moody’s para a América Latina, Mauro Leos, afirmou à Agência Estado que o País tem respondido bem à recessão. “A pronta reação do Brasil à crise mostrou que (a economia) está mais forte em termos relativos a outros países que possuem até ratings superiores.”

Com isso, tem mostrado que os fundamentos econômicos são sólidos. “O Brasil passou pelo equivalente a um severo teste de estresse de grandes proporções ao longo dos últimos meses”, disse.

Leos destacou que, quando a Moody’s realiza a revisão de rating de um País, o upgrade ocorre em 66% dos casos. Se isso ocorrer, o Brasil pode até outubro ver elevadas as notas da dívida pública em reais e passivo em moeda estrangeira de Ba1 para Baa3. Essa é a primeira nota da categoria “investment grade”, avaliação concedida no ano passado pela Standard & Poor’s e pela Fitch Ratings.

“A condução da política econômica nos últimos anos, sobretudo com inflação sob controle pelo Banco Central e compromisso com a estabilidade fiscal, foram muito importantes para que o Brasil atingisse o atual estágio econômico que lhe permitiu enfrentar bem o choque externo”, comentou.

Mauro Leos elogiou os comentários realizados ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos quais enfatizou que o Brasil tem um compromisso permanente com a boa gestão fiscal e que o superávit primário de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano será alcançado.

Para Leos, ainda que a economia apresente crescimento negativo do PIB e uma expectativa de deterioração das contas fiscais em relação aos anos anteriores, o desempenho geral do Brasil excedeu as expectativas iniciais comparado ao de outros países, incluindo alguns com ratings mais elevados.

“Em termos comparativos, o Brasil está bem melhor que vários países porque as ações do governo de ordem fiscal e monetária foram rápidas e elevaram a resistência do País, que registrou uma desaceleração do nível de atividade, mas não está passando por uma crise.”

A revisão avaliará as perspectivas de crédito do país no médio prazo, colocando ênfase nos aspectos fiscais e nas condições que devem estar presentes para assegurar um crescimento sustentável nos próximos anos.

“A revisão também avaliará a habilidade e o compromisso das autoridades em implementar as iniciativas necessárias para conter déficits fiscais e seguir reduzindo os indicadores de dívida nos próximos anos”, disse Leos.

A última alteração dos ratings do Brasil pela Moody’s ocorreu no dia 23 de agosto de 2007, quando elevou os ratings de dívida do governo em moedas local e estrangeira de Ba2 para Ba1.

COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

20/05/2009 - 15:29h Brasil é possível candidato a upgrade, diz Moody’s

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REGINA CARDEAL – Agencia Estado

SÃO PAULO – O Brasil e o Peru são possíveis candidatos para uma elevação da nota de crédito (upgrade) após provarem que são resilientes à crise global, embora não haja planos imediatos de elevação do rating, disseram analistas da agência de classificação de risco Moody´s Investor Service. “As crises revelaram a capacidade de resistência dos países aos choques e o Brasil e o Peru se saíram muito bem”, disse Mauro Leos, responsável da Moody´s para os ratings regionais, em teleconferência.

Enquanto a Standard & Poor´s e a Fitch Ratings conferiram grau de investimento à dívida soberana do Brasil e do Peru no ano passado, a Moody´s assumiu uma postura mais cautelosa, mantendo os dois países um nível abaixo do grau de investimento. Leos destacou que a Moodys se sente confortável ao elevar ratings durante uma crise, como fez com o Chile, mas sua equipe de analistas se reservará o julgamento até que veja mais dados econômicos sobre o impacto da crise. Os ratings para a dívida soberana do Brasil e do Peru têm perspectiva estável e normalmente a Moody´s altera a perspectiva antes de mudar o rating.

Segundo o analista sênior da Moody´s Gabriel Torres, o México está bem estabelecido três níveis acima do grau de investimento e tem amplo acesso aos mercados. O México, no entanto, é vulnerável por causa de sua dependência dos EUA, acrescentou. Torres indicou que a Moody´s não tem pressa para mudar o rating do México.

Os países da América Latina estão se saindo melhor do que muitos outros na desaceleração global, particularmente do que a Europa Oriental. “Os ratings da dívida da região começaram em geral mais baixos do que os de outras áreas. De fato, a crise tem mostrado que alguns são mais fortes do que muitos pensavam”, disse Torres. Enquanto isso, o impacto político da crise foi muito limitado e os sistemas bancários se mantiveram, em geral, sólidos, ele acrescentou.

No lado fiscal, alguns países da América Latina apresentavam superávits até serem atingidos pela crise e o declínio na renda não foi suficientemente dramático para atingir a maioria dos países, disse Torres. A Moody´s prevê um déficit fiscal médio de 3% do Produto Interno Bruto em 2009.

No caso da Argentina, o país não pode ser rebaixado mais a menos que haja um default ou risco iminente de default. “Em geral, estamos confortáveis com nossos ratings na região”, disse Leos. As informações são da Dow Jones.

11/12/2008 - 08:53h MOODY’S DESCARTA RECESSÃO NA AMÉRICA LATINA EM 2009

A agência de classificação de riscos Moody’s acredita que, em 2009, a América Latina enfrentará uma desaceleração econômica, dada a deterioração das condições da economia no mundo todo, mas não entrará em recessão. “Por sorte, a América Latina está em uma situação macroeconômica muito melhor (do que outras regiões), o que a torna mais resistente aos choques externos”, disse a agência em relatório. Fonte Folha SP